RÚSSIA E OTAN ENFRENTAM MOMENTO DE TENSÃO POLÍTICA COM ACUSAÇÕES DE ESPIONAGEM

Rússia corta vínculos com Otan após acusação de espionagem

Moscou afirmou que “as condições básicas para um trabalho comum” com a aliança militar do Ocidente “não existem mais”

 por AFP

Russos e Otan enfrentam momento de tensão política com acusações de espionagem

EVGENY BYATOV/SPUTNIK/KREMLIN PO/EFE – 10.9.2021

A Rússia anunciou nesta segunda-feira (18) a suspensão de sua missão na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e a da Aliança Atlântica em Moscou, após a retirada em 6 de outubro do credenciamento de oito representantes russos na organização acusados de espionagem.

Essa decisão ilustra ainda mais as fortes tensões entre Rússia e os países ocidentais existentes há vários anos, entre sanções, expulsões trocadas de diplomatas, acusações de interferência eleitoral, espionagem e ciberataques atribuídos a Moscou.

A Rússia, por sua vez, repreende a Aliança Atlântica pela sua ambição de se estender até suas fronteiras, integrando Ucrânia e Geórgia, duas ex-repúblicas soviéticas que ainda considera parte de sua esfera de influência.

“Após certas medidas tomadas pela Otan, as condições básicas para um trabalho comum não existem mais”, disse o ministro russo das Relações Exteriores, Serguéi Lavrov, destacando que as medidas entrarão em vigor em 1º de novembro.

Concretamente, a Rússia suspenderá indefinidamente sua missão em Bruxelas no berço da aliança militar ocidental, assim como a missão da Otan na embaixada da Bélgica em Moscou. Esta última tem como objetivo garantir a relação entre a aliança em Bruxelas e o Ministério da Defesa russo.

Lavrov também anunciou “acabar com a atividade do escritório de informação da Otan”, cuja missão, conforme definida pela aliança, é “melhorar o conhecimento e a compreensão mútuos”.

Desde 2014, com a anexação da península da Crimeia por parte da Rússia, “a Otan já reduziu consideravelmente os contatos com a nossa missão. No que diz respeito à parte militar, não houve nenhum contato desde então”, justificou o chefe da diplomacia russa.

“A atitude da Aliança com o nosso país se tornou cada vez mais agressiva”, denunciou a Rússia.

A Otan afirmou por sua vez que “soube das declarações do ministro Lavrov pela imprensa”. “Não temos nenhuma comunicação oficial sobre o assunto que as provocou”, afirmou uma porta-voz da Aliança, Oana Lungescu.

Acusações de espionagem

Em caso de “urgência”, a Aliança poderá, no futuro, contatar o embaixador russo na Bélgica, acrescentou Lavrov. Essas medidas ocorrem após uma nova série de acusações de espionagem.

No início de outubro, a Otan anunciou que estava retirando o credenciamento de oito membros da missão russa em Bruxelas, acusados de serem “agentes da inteligência russa não declarados”.

O secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, acusou na ocasião Moscou de aumentar suas “atividades maldosas” na Europa. A Rússia fez uma advertência ao considerar que a aliança político-militar, fundada em 1949 pelos rivais da União Soviética, já demonstrou sua rejeição em normalizar suas relações.

Em março de 2018, a aliança militar já havia decidido retirar as credenciais de sete membros da missão russa e expulsá-los da Bélgica, após o envenenamento de Serguei Skripal, um ex-agente russo, e de sua filha no Reino Unido.

Posteriormente, o número de credenciamentos para a missão russa em Bruxelas foi reduzido de 30 para 20. Em 7 de outubro de 2021, ainda mais, até restarem dez.

Apesar das fortes tensões, desde 2014 o alto comando militar russo se reuniu várias vezes em terceiros países com líderes militares da Otan e do Pentágono.

Em fevereiro de 2020, o chefe do Estado-Maior russo, Valeri Guerasimov, se reuniu no Azerbaijão com o comandante supremo da Otan para a Europa, o general americano Tod Wolters.

Em setembro de 2021, Guerasimov teve um encontro em Helsinki com seu homólogo americano Mark Milley, após uma conversa anterior em dezembro de 2019.

Fonte: R7
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ESPANHA PLANEJA RETIRAR POR MEIO DO VIZINHO PAQUISTÃO 200 CIDADÃOS AFEGÃOS COM QUEM TEM ALGUM VÍNCULO

Espanha vai retirar 200 pessoas do Afeganistão pelo Paquistão

Operação deve ser realizada nos próximos dias, mas não foram revelados detalhes de como será por questão de segurança

Espanha vai retirar 200 pessoas do Afeganistão a partir da fronteira com o Paquistão

EFE/EPA/SOHAIL SHAHZAD

A Espanha planeja retirar do Afeganistão nos próximos dias, por meio do vizinho Paquistão, cerca de 200 cidadãos afegãos com quem tem algum vínculo.

A operação de retidada dessas pessoas foi montada pelos Ministérios da Defesa e Relações Exteriores, cujos detalhes não foram divulgados, para preservar a segurança.

Fontes ligadas a essa operação confirmaram à Agência Efe que os 200 afegãos podem conseguir sair do país asiático em sua totalidade no início da próxima semana, se tudo correr conforme o planejado.
O ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, viajou recentemente ao Paquistão e Qatar para transmitir às autoridades desses países o desejo de estabelecer formas de retirar de Cabul os colaboradores afegãos que não puderam deixar o país na primeira fase da operação de retirada.Qatar e o Paquistão são os países que têm a relação política mais próxima com o Talibã, grupo extremista islâmico que comanda o Afeganistão.

Na primeira operação de retirada realizada pela Espanha, em agosto, 2.206 pessoas — entre cidadãos espanhóis e afegãos — foram levadas do aeroporto de Cabul para a base aérea de Torrejón de Ardoz, na região de Madri.

Fonte: R7

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VÍNCULO DO TALIBÃS COM AL-QAEDA CAUSA PREOCUPAÇÃO E GENERAIS DOS EUA ACONSELHAM A PERMANÊNCIA DE TROPAS PARA FORTALECER GOVERNO AFEGÃO

EUA: Generais dizem que sugeriram permanência no Afeganistão

Militares do alto escalão das Forças Armadas americanas teriam aconselhado a manutenção de 2.500 soldados no país

INTERNACIONAL

 por AFP

Mark Milley falou com senadores americanos nesta terça-feira (28)Mark Milley falou com senadores americanos nesta terça-feira (28)POOL/GETTY IMAGES NORTH AAMMERICA/GETTY IMAGES VIA AFP – 28.9.2021

Generais do mais alto escalão das Forças Armadas dos Estados Unidos disseram nesta terça-feira (28) que aconselharam a manutenção de tropas no Afeganistão para fortalecer o governo afegão e manifestaram preocupação quanto à possibilidade da continuidade do vínculo entre os talibãs e a organização jihadista Al-Qaeda.

O general Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto, e o general Kenneth McKenzie, que lidera o Comando Central dos Estados Unidos que abrange o Afeganistão, disseram que tinham recomendado pessoalmente a manutenção de aproximadamente 2.500 soldados americanos no país asiático.

O presidente Joe Biden ordenou, em abril, a retirada completa das forças americanas do Afeganistão antes de 11 de setembro, mantendo o estabelecido no acordo alcançado com os talibãs por seu antecessor na Casa Branca, Donald Trump.

Milley, McKenzie e o secretário de Defesa, Lloyd Austin, falaram nesta terça na Comissão das Forças Armadas do Senado sobre o fim da mobilização de tropas americanas no Afeganistão.

Ao ser questionado se a retirada dos militares e a evacuação caótica de civis em Cabul tinham prejudicado a imagem internacional dos Estados Unidos, Milley disse que aliados e adversários estavam revisando “intensamente” a credibilidade da Casa Branca.

“Creio que ‘prejuízo’ é uma palavra que poderia ser utilizada”, afirmou o militar.

Milley ressaltou que os talibãs “eram e continuam sendo uma organização terrorista, e que ainda não romperam completamente os laços com a Al-Qaeda”, a rede que usou o Afeganistão como base para planejar os ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington.

“Resta saber se os talibãs conseguirão ou não consolidar o poder, ou se o país se fragmentará novamente em uma guerra civil”, disse Milley. “Contudo, devemos continuar protegendo o povo americano dos ataques terroristas que possam surgir do Afeganistão”, afirmou.

“Uma rede Al-Qaeda ou um grupo Estado Islâmico reconstituídos com aspirações de atacar os Estados Unidos é uma possibilidade muito real”, advertiu o general aos senadores, apesar de admitir que ainda “é muito cedo para determinar a sua capacidade”.

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A AGÊNCIA EUROPEIA DE MEDICAMENTOS AINDA NÃO CHEGOU A UMA CONCLUSÃO ENTRE RELAÇÃO DE VACINA E OS CASOS DE TROMBOSE

Órgão europeu nega confirmação de vínculo entre vacina e trombose

Agência desmente entrevista de um de seus especialistas e diz que ainda analisa possível conexão entre imunizante e coágulos

INTERNACIONAL

Da EFE

Órgão europeu para vacinas ainda está analisando imunizante da Oxford/AstraZeneca

ROB ENGELAAR / EFE – EPA – 6.4.2021

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse que “ainda não chegou a uma conclusão” sobre a relação entre a vacina contra a covid-19 da Oxford/AstraZeneca e os casos de trombose relatados como efeito colateral em alguns países europeus, segundo explicou à Agência Efe uma fonte do órgão regulador, que também afirmou que a investigação sobre esses episódios “ainda está em curso”.

O Comitê de Avaliação de Riscos de Farmacovigilância (PRAC, na sigla em inglês) marcou reuniões que devem ser realizadas desta terça-feira (6) e até a próxima sexta (9) para concluir sua investigação sobre os casos de trombose e tromboembolismo, e “assim que terminarem de analisar” todos os relatórios disponíveis, “comunicarão” as conclusões em uma entrevista coletiva.

Entrevista desmentida

A Comissária Europeia de Saúde, Stella Kyriakides, afirmou nesta terça-feira, no Twitter, que a avaliação final está prevista para o final da quarta-feira.

Esta informação contradiz uma declaração do responsável pela estratégia de vacinação da EMA, Marco Cavaleri, ao jornal italiano “Il Messaggero”.

Cavaleri disse que, para ele, “existe uma associação clara (dos trombos) com a vacina”, mas que ainda não se sabe o que causa esta reação, detectada em algumas pessoas vacinadas com o imunizante da AstraZeneca desde que sua utilização foi aprovada na União Europeia, no final de janeiro.

“Agora é cada vez mais difícil dizer que não existe uma relação de causa e efeito entre a vacinação com (o imunizante da) AstraZeneca e casos muito raros de formação de coágulos sanguíneos atípicos associados a uma baixa contagem de plaquetas”, explicou.

Alemanha e Holanda decidiram proibir o uso da vacina em pessoas com menos de 60 anos de idade, enquanto aguardam as conclusões da EMA.

A agência reguladora reuniu peritos externos de várias especialidades médicas, incluindo hematologistas, neurologistas e epidemiologistas, para discutir aspectos específicos dos casos detectados e identificar fatores de risco adicionais, além de reunir dados para caracterizar os eventos tromboembólicos observados e definir um risco potencial.

Esta revisão, que fará parte do relatório final do PRAC, não identificou nenhum fator de risco específico, como idade, sexo ou histórico médico anterior de distúrbios de coagulação que pudessem explicar estes casos raros de tromboembolismo após a vacinação.

No entanto, a crença de que possa haver algum risco, levou à decisão de prosseguir com as análises dos casos em questão.

Em reunião na última quarta-feira, o PRAC não descartou uma relação de causa e efeito, mas também não encontrou provas claras de uma ligação entre a AstraZeneca e a formação de coágulos de sangue associada a uma baixa contagem de plaquetas.

Por isso, a EMA ainda considera que os benefícios trazidos pela vacina contra a covid-19, uma doença potencialmente fatal, continuam a superar qualquer risco de efeitos colaterais.

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EX MINISTRO DA EDUCAÇÃO WEINTRAUB NÃO POUPOU CRÍTICAS A SUPOSTO ENVOLVIMENTO DE DÓRIA COM MBL

Weintraub satiriza suposto vínculo de Doria com o MBL

Abraham Weintraub

Com todo o imbróglio judicial envolvendo empresários presos nesta sexta-feira, 10, ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL), inúmeras revelações vieram à tona.

Entre elas, o vínculo de Alessander Monaco Ferreira (empresário preso) com o governo de São Paulo.

Segundo o Ministério Público de SP, Alessander “solicitou emprego e foi contratado pelo governo do Estado de São Paulo para trabalhar na Comissão de Avaliação de Documentos e Acesso da Imprensa Oficial do Estado”.

O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, não poupou críticas a ambas as partes que tanto o atacam.

“Aconteceu algo com o MBL?

Quem é esse Ayan? Foi preso?

R$ 400 MILHÕES?

O Governador Docinho conhece a patotinha do MBL?

Eles são amiguinhos?

Que sinal é esse que eles fazem com as mãos? Acho meio ridículo…”, escreveu Weintraub, em suas redes sociais junto com uma imagem com membros do MBL e o governador João Doria.

Confira:

O ex-ministro não parou por aí, a satirizou a “relação” do MBL com Doria.

“Governador Dória é amiguinho do MBL?

Mandou chocolatinho?

Bem DOCINHO?

Olha o último sucesso do ‘DerreteMBL’…”, ironizou.

Confira:

Fonte: Jornal da cidade Online

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