CHINA FAZ INCURSÃO EM ZONA MARÍTIMA DAS FILIPINAS QUE É MOTIVO DE TENSÃO ENTRE OS DOIS PAÍSES

Filipinas acusa China de “fazer incursão” em zona de disputa

Embarcações militares foram vistas no Mar da China, que é motivo de tensão entre os dois país do sudeste asiático

INTERNACIONAL

 Da AFP

China faz incursão em zona marítima das Filipinas

REUTERS

Filipinas acusou a China, neste domingo (21), de fazr uma “incursão” em uma zona marítima em disputa pelos dois país. Embarcações paramilitares foram vistas no mar da China.

“Pedimos a China que coloque um fim neste incursão e retire imediatamente os navios que violam os nossos direitos marítimos e infringem a nossa soberania territorial”, afirmou o secretário de Defesa, Delfin Lorenzana, por meio de um comunicado.

Em 2016, o Tribunal Internacional de Haia tomou uma decisão em favor das Filipinas com relação à disputa. A Corte Permanente de Arbitragem concluiu, na época, que China não teria base legal para reclamar “direitos históricos” sobre a maior parte das águas do Mar da China Meridional.

Fonte: R7
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INCOERÊNCIA: REGISTROS MOSTRAM QUE ALGUNS INVASORES DO CAPITÓLIO NÃO VOTARAM NA ELEIÇÃO QUE MOTIVOU O PROTESTO

Invasores do Capitólio queriam anular eleição na qual não votaram

 

Por Blake Ellis e Melanie Hicken, da CNN*
02 de fevereiro de 2021 às 05:00
Apoiadores de Trump saem do capitólio após invasão (06.jan.2021)Apoiadores de Trump saem do capitólio após invasão (06.jan.2021) Foto: CNN Brasil

Eles estavam lá para “parar o roubo” e manter o presidente que reverenciavam no cargo. No entanto, os registros mostram que alguns dos rebeldes que invadiram o Capitólio dos Estados Unidos não votaram na eleição que motivou os protestos. Nos país, o voto não é obrigatório.

Um desses arruaceiros é Donovan Crowl, um ex-fuzileiro naval que avançou em direção a uma entrada do Capitólio em trajes paramilitares em 6 de janeiro enquanto a multidão pró-Donald Trump gritava “quem é nosso presidente?” As autoridades federais identificaram posteriormente Crowl, 50 anos, como membro de uma organização que se autodenomina uma milícia em seu estado natal, Ohio, e é afiliada ao grupo extremista Oath Keepers.

Sua mãe disse à CNN que ele havia dito a ela que “eles iriam tomar o governo se eles (…) tentassem tirar a presidência de Trump dele”. A mãe contou que Crowl ficou cada vez mais raivoso durante o governo Obama e que estava ciente de seu apoio ao ex-presidente Donald Trump.

Apesar dessas visões aparentemente pró-Trump, uma autoridade eleitoral do condado em Ohio disse à CNN que ele se registrou como eleitor em 2013, mas “nunca votou nem respondeu a nenhum de nossos avisos de confirmação para manter seu registro”. O ex-fuzileiro naval foi então removido das listas de eleitores no final de 2020 e o estado disse que ele não era mais registrado em Ohio. Um secretário do condado de Illinois, onde Crowl foi registrado no passado, também confirmou que ele não era eleitor ativo em nenhuma seção do estado.

Crowl foi indiciado por um tribunal federal sob a acusação de destruição de propriedade do governo e conspiração por supostamente coordenar o planejamento do ataque com outros invasores. Ele permanece preso depois que um juiz afirmar que a mera “sugestão de liberá-lo para viver numa residência com nove armas de fogo não é válida”. Em uma entrevista à revista “New Yorker” citada pelo governo, Crowl contou que tinha intenções pacíficas e alegou ter protegido a polícia. O advogado de Crowl não quis se pronunciar sobre o histórico de votação de seu cliente.

Donovan CrowlDonovan Crowl foi indiciado por um grande júri federal sob a acusação de destruição de propriedade do governo e conspiração Foto: Mountgomery County Jail/ Reprodução

Muitos envolvidos na insurreição professaram ser motivados pelo patriotismo, declarando falsamente que Trump foi o legítimo vencedor do pleito. No entanto, pelo menos oito das pessoas que agora enfrentam acusações criminais por seu envolvimento nos eventos no dia da insurreição não votaram na eleição presidencial de novembro de 2020, de acordo com uma análise dos registros de votação dos estados onde os manifestantes foram presos, entre os estados que exibem registros públicos. Os manifestantes vieram de estados de todo o país e tinham idades entre 21 e 65 anos.

Para determinar quem votou em novembro, a CNN analisou os registros de votação de mais de 80 dos presos logo após o ataque. A maioria votou nas eleições presidenciais e, embora muitos fossem republicanos registrados, alguns foram registrados como democratas nas jurisdições que forneciam informações sobre o partido (o partido de preferência do eleitor pode ser informado e isso pode constar em seu registro, mas não em quem ele votou). O acesso público aos registros do histórico eleitoral varia de acordo com o estado, e a CNN não conseguiu visualizar os registros de alguns dos acusados.

Entre os que não votaram estavam um homem da Geórgia de 65 anos que, de acordo com documentos do governo, foi encontrado em sua van com uma pistola carregada e munição, e um homem da Louisiana que se gabou publicamente de ter passado quase duas horas dentro Capitólio depois de participar do comício “Parem o roubo” (“Stop the Steal”) de Trump.

Outro caso é de uma mulher de 21 anos de Missouri que, segundo os promotores, compartilhou um vídeo no Snapchat que a mostrou desfilando com um pedaço de uma placa de madeira do escritório da presidente da Câmara, Nancy Pelosi. Há também um homem da Flórida anteriormente condenado por tentativa de homicídio acusado pelo governo de se recusar a deixar o Capitólio – ele não pode votar porque tinha multas judiciais não pagas.

Jessica Stern, professora da Universidade de Boston que passou cerca de 30 anos pesquisando extremistas, afirmou que, embora não tenha falado com os indivíduos envolvidos nos eventos no Capitólio, a partir de suas entrevistas com outros extremistas violentos ela pode concluir que uma série de fatores estiveram em jogo. Os manifestantes podem ter acreditado que o sistema era fraudado, como afirma o movimento “Parem o Roubo” – e nesse caso não haveria sentido em votar. Eles poderiam ser mais atraídos pela encenação, a violência ou a atenção que obteriam em uma manifestação como a do Capitólio do que por alcançarem de fato seu objetivo (no caso, o resultado diferente das eleições).

Para a professora, pode ter acontecido uma combinação dessas razões, que se somaram a sentimentos de raiva e humilhação que frequentemente atraem as pessoas para grupos extremistas e para a violência. Ela disse que quando uma pessoa vota, “precisa acreditar mais na ética de votar do que no que seria uma perda de tempo (…) e ver isso como um imperativo moral. A pessoa tem que acreditar que o sistema funciona para todos, que é para o bem do país”.

Jack Griffith, um jovem de 25 anos do Tennessee, alardeou sua chegada a Washington com uma postagem no Facebook dizendo: “A CAVALARIA ESTÁ CHEGANDO!!!!”, usando a hashtag “#MAGA”, de acordo com documentos do tribunal. Pouco depois de deixar o Capitólio em 6 de janeiro, ele postou uma mensagem de decepção. “Eu odeio ser esse cara, mas a Nova Ordem Mundial nos venceu”, escreveu. “Trump foi nosso maior campeão e ainda não foi o suficiente. Ele fez o melhor que pode. Ele fez tanto, mas é só um homem… Até ajudei a invadir o capitólio hoje, mas só piorou as coisas… Por que, Deus? Por quê? POR QUE VOCÊ NOS ABANDONOU? A menos que… Trump ainda tenha um plano?”

As participações online descrevendo sua participação no cerco ao Capitólio foram mais tarde usadas pelo Departamento de Justiça para construir um processo criminal contra ele. Griffith enfrenta uma série de acusações, incluindo entrada violenta ou conduta desordeira na área do Capitólio.

Os dados eleitorais do Tennessee e do Alabama, onde os registros públicos provam que Griffith viveu, mostraram que ele votou nas eleições de 2016 e 2018, mas não no pleito presidencial de 2020. O defensor público que inicialmente o representava não quis comentar. Outro advogado listado como seu atual representante não respondeu aos pedidos de comentários.

Os registros do tribunal detalham como Gracyn Courtright, estudante veterana da Universidade de Kentucky, postou uma série de imagens no Instagram nas quais aparece marchando com uma grande bandeira dos Estados Unidos e outra com os braços erguidos em triunfo fora do Capitólio, com a legenda “mal posso esperar para contar aos meus netos que estive aqui”. Mais tarde, ela postou uma foto sua com uma camisa à mostra com a legenda: “A infâmia é tão boa quanto a fama. De qualquer forma, fiquei mais conhecida. Beijos”.

Acusada de crimes como entrar intencionalmente em um prédio restrito, entre outros, a estudante também foi identificada em imagens de vigilância arrastando uma placa do Congresso “Somente para membros” (“Members Only”) pelo Capitólio, de acordo com registros do tribunal.

“Não sei o que é traição”, ela escreveu em uma conversa compartilhada com o FBI por um informante, que confrontou a estudante universitária mostrando uma série de mensagens no Instagram. A universitária não está registrada em Kentucky, segundo autoridades eleitorais, e sim em seu estado natal, West Virginia, mas os documentos mostram que ela não votou na eleição de 2020. Seu advogado disse à CNN que Courtright não contestou o fato de ela não ter votado na eleição, mas se recusou a fazer mais comentários.

Uma foto do Instagram postada por Gracyn Courtright Uma foto do Instagram postada por Gracyn Courtright a mostra nos arredores do Capitólio e foi incluída nos registros do tribunal federal Foto: Reprodução

Em uma série de postagens nas redes sociais que compartilhou direto do Capitólio, Edward Jacob Lang, de Nova York, se disse pronto para uma revolução. “1776 começou”, escreveu em um documento citado pelo governo, mostrando-o de pé nos degraus do Capitólio. “Eu fui o líder da Liberdade hoje. Me prendam. Vocês estão do lado errado da história”, dizia outro texto. Depois de deixar o Capitólio, ele continuou a encorajar os seguidores a se juntarem ao “movimento patriota” com ele. “DÊ-ME LIBERDADE OU A MORTE”, postou.

Os promotores federais disseram que o vídeo de 6 de janeiro mostra Lang tentando atacar policiais com um taco de beisebol, vestindo uma máscara de gás e um escudo antimotim. Ele agora enfrenta uma série de acusações federais, incluindo agressão, resistência ou impedimento de certos oficiais ou funcionários, desordem civil e entrada violenta. Uma texto recente no site ProPublica revelou como Lang usou o aplicativo de mensagens online Telegram em uma tentativa de radicalizar os “normies” (os que seguem as normas) e convencê-los a se juntar a grupos de milícias locais, encorajando as pessoas nos dias após o motim do Capitol a estocar armas e se preparar para a guerra.

Embora os registros estaduais mostrem que Lang está registrado como eleitor e tenha participado de algumas eleições anteriores, funcionários do condado e do estado confirmaram à CNN que ele não votou na eleição de novembro. O advogado de Lang disse em um comunicado que, de dentro da prisão, Lang alegou que apresentou uma justificativa de voto à distância, dizendo: “O Senhor Lang sempre se apresentou como um Libertário… Ele não é um apoiador devoto de Trump, mas acredita que aqueles que assumem o cargo não irão defender os direitos da Primeira e da Segunda Emenda dos cidadãos”.

A lei de Nova York exige que os votos à distância sejam postados até o dia da eleição e recebidos na semana seguinte para serem contados. Quando questionado sobre a alegação de Lang de que ele enviou seu voto à distância, o Conselho de Eleições do condado de Sullivan instruiu a CNN a registrar uma solicitação de registros abertos para receber qualquer informação. A solicitação não foi respondida até a publicação desta reportagem.

O advogado de Lang também disse que o homem de 25 anos era um “jovem ingênuo e impressionável” que foi provocado pela retórica de Trump. Ele citou a declaração do senador Mitch McConnell de que “a multidão foi alimentada com mentiras” e disse que esperava que Lang e outros não fossem considerados culpados “devido apenas às suas associações, crenças e presença”.

Um homem que se identificou com o nome do pai de Lang recusou-se a falar com um repórter, dizendo: “Nós odiamos a CNN. Nós somos pró-Trump, adeus”. Em uma declaração para um jornal local, o pai de Lang atribuiu as ações de seu filho no Capitólio a “um problema de abuso de drogas”.

Arie Perliger, professor da Universidade de Massachusetts Lowell especializado em terrorismo doméstico de direita, disse que não ficou surpreso ao saber que alguns dos manifestantes não votaram, principalmente membros de milícias, como o ex-fuzileiro naval Crowl, já que a filiação à milícia costuma estar enraizada na desconfiança do governo. Ainda assim, o professor afirmou que temia que isso pudesse refletir uma erosão crescente da fé no processo democrático norte-americano, que é um “risco no qual precisamos pensar”.

“Quando vemos que grupos ideológicos significativos estão deixando de participar do processo democrático, isso pode significar que estão procurando outras formas de se envolver, que podem ser mais violentas”, declarou Perliger, que supervisiona um banco de dados de extremistas de direita atos de violência nos Estados Unidos. “Devemos nos preocupar com um número crescente de grupos ideológicos reduzindo seu envolvimento na política eleitoral”.

* Curt Devine, Sara Sidner, Anna-Maja Rappard e o Editorial Research da CNN contribuíram nesta reportagem.

(Texto traduzido, clique  aqui   para ler o original em inglês).

Fonte: CNN

 

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OPINIÃO: NÃO PODEMOS PERMITIR A EXPANSÃO DO IMPERIALISMO EUROPEU SOBRE A ÁFRICA

Enquanto as civilizações admitirem déspotas como Emmanuel Macron no poder caminharemos a passos de formiga e sem vontade em direção ao caos político e a degradação das sociedades. Palavras como as que ele proferiu, retratadas no texto a seguir deixa muito claro o seu perfil de colonizador, explorador e sanguessuga. É assim que raciocinam e agem os ditadores, opressores e facínoras que escravizam povos nos países do 3º mundo. Isso precisa acabar. É o que está impedindo a humanidade de evoluir a passos largos rumo a 5ª Dimensão. É preciso tolher o avanço da esquerda, do comunismo, do fascismo e do socialismo diabólicos. Portanto, vamos divulgar e expandir o pensamento contrário o máximo possível! 

*O presidente francês Emmanuel Macron disse: “Com uma família que tem sete, oito filhos na África, mesmo se você investir bilhões, nada vai mudar, porque o desafio da África é civilizacional”.
O sociólogo guineense Amadou Douno, professor do  Universidade Ahmadou-Dieng de Conacri, responde a ele: “Os africanos não precisam da sua civilização debochada. Porque com a sua civilização: um homem pode dormir com um homem; uma mulher pode dormir com uma mulher; um único presidente pode ter duas amantes ao mesmo tempo; uma mulher pode dormir com seu cachorro;  uma criança pode insultar seu pai e sua mãe sem problemas; uma criança pode aprisionar seus pais. Com sua civilização, quando os pais estão envelhecendo, eles são levados para o lar de idosos e, finalmente, com sua civilização, um jovem pode viver com uma mulher da idade de sua mãe ou de sua avó sem problemas. Seu caso é uma ilustração perfeita! Os africanos não têm lição de civilização a receber de pessoas como você!  A África é de longe o continente mais rico do mundo, com sua enorme riqueza mineral. O que está atrasando este continente é a pilhagem em larga escala de seus recursos por as grandes potências, a França na liderança!. Toda a miséria da África vem deste país que realiza suas ambições nas costas dos africanos, com a cumplicidade desses traidores que não hesitam em sacrificar gerações inteiras entregando seus países ao antigo poder colonizador. Eles confiam todos os setores-chave de suas economias à França.  Na realidade, eles lideram a estratégia ou visão política desejada pelo ex-colono.  Isso contribui para levar suas populações à miséria e à extrema pobreza. Esta é a causa de golpes de estado, guerras civis, genocídios, fomes,  déspotas à frente desses países que são mantidos no poder pela França, porque atende a todos os seus requisitos! A França não é nada sem a África! No dia em que os países africanos derem as costas à França, este país mergulhará no caos! Enquanto os países africanos não abandonarem esse domínio da antiga potência colonial, assumindo o controle de seu próprio destino, como fizeram os países asiáticos, será muito difícil sair do abismo. O desafio para a África é se livrar da França, porque este último não é a solução para seu subdesenvolvimento, está no coração do problema!”
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NESTA SEGUNDA FEIRA VITÓRIA DE BIDEN DEVERÁ SER RATIFICADA PELO COLÉGIO ELEITORAL

 

Colégio Eleitoral deve ratificar vitória de Joe Biden nesta 2ª

Delegados dos 50 Estados vão depositar seus votos e encerrar mais uma etapa da complicada eleição presidencial norte-americana

INTERNACIONAL

Fábio Fleury, do R7

Colégio Eleitoral deve confirmar vitória vitória de Biden na fase indireta da eleição

Mike Segar / Reuters – 11.12.2020

Em mais uma etapa do complicado processo eleitoral dos EUA, os delegados do Colégio Eleitoral se reunirão em seus Estados de origem nesta segunda-feira (14) para ratificar os resultados da eleição presidencial do último dia 3 de novembro. O democrata Joe Biden deve obter a maioria dos votos e vencer o atual presidente, Donald Trump.

Os envelopes, no entanto, serão lacrados e enviados para o Congresso, em Washington. Lá, logo após tomar posse, no dia 6 de janeiro, os parlamentares da Câmara dos Representantes vão abrir e contar os votos, encerrando definitivamente a eleição. A posse está marcada para 20 do mesmo mês.

Na última sexta-feira, a Suprema Corte dos EUA rejeitou um último recurso, pedido pelo procurador-geral do Texas, Ken Paxton, e apoiado por outros Estados governados por republicanos, por congressistas do partido e pelo próprio Trump. Com isso, a votação do Colégio Eleitoral deve prosseguir normalmente.

Última cartada

Para o professor de Relações Internacionais do IBMEC-RJ, Leonardo Paz, a última cartada dos republicanos para buscar, no tapetão, a reeleição de Trump, demonstra a cada vez mais profunda divisão na política norte-americana.

“Acho que isso marca uma polarização ainda mais forte. É uma irresponsabilidade porque fica minando a fé das pessoas no processo eleitoral, mas ao mesmo tempo mantém o Trump relevante, ele teve uma votação muito expressiva”, afirma Paz, que vê na manutenção das instituições a principal consequência dessa decisão.

“(O processo) não teria chance de vingar, mas ele tentou por todos os caminhos possíveis. O importante foi o posicionamento da Suprema Corte, foi a segunda ação que chegou lá e foi rapidamente negado, inclusive pelos três juízes indicados por Trump”, analisa.

Segundo o professor, a votação do Colégio Eleitoral deve transcorrer normalmente, inclusive por conta de uma outra decisão da Suprema Corte, que obriga os delegados dos Estados a votar no candidato que venceu a votação popular. Em outras eleições, já houve delegados que mudaram votos, mas em uma escala que não afetou o resultado geral.

Preocupações republicanas

Outra decisão importante e que pode definir os rumos dos dois primeiros anos do mandato de Biden acontece no dia 5 de janeiro: a eleição especial das duas vagas do Estado da Geórgia no Senado.

“Se os democratas vencerem, ficam com uma rara maioria tríplice, com a presidência, a Câmara e o Senado. Isso ajudaria demais o partido e o presidente, que pode aprovar vários projetos com facilidade”, explica Paz.

Projetos como a inclusão de representantes de Washington (DC) e Porto Rico no Congresso poderiam sair do papel. “Isso que tira o sono dos republicanos, porque seriam mais dois Estados em que os democratas vão bem e que podem desequilibrar o Colégio Eleitoral por vários anos”, ressalta o professor.

Desde a década de 1990, o único candidato republicano a vencer no voto popular foi George W. Bush, em 2004. O próprio Bush, em 2000, e Trump, em 2016, perderam na contagem geral da eleição, mas conquistaram a presidência graças ao Colégio Eleitoral. Todas as outras eleições foram vencidas pelos democratas.

 

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NO PERU,VIZCARRA ÉAFASTADO DA PRESIDÊNCIA E PRESIDENTE DO CONGRESSO ASSUME ATÉ 2021

 

Manuel Merino toma posse como presidente do Peru

Após saída de Martín Vizcarra, afastado na noite de segunda-feira, o presidente do Congresso assumiu como presidente até 2021

INTERNACIONAL

Da EFE

Manuel Merino toma posse como presidente interino do Peru

Congresso do Peru / Divulgação via EFE – EPA – 10.11.2020

O presidente do Congresso peruano, Manuel Merino, tomou posse nesta terça-feira (10) como novo presidente do Peru, um dia após os congressistas aprovarem o impeachment de Martín Vizcarra por “incapacidade moral”.

 

Merino, de 59 anos, assume a presidência até 28 de julho de 2021, quando entregará o poder a quem vencer as eleições gerais convocadas para o dia 11 de abril de 2021.Em cerimônia realizada na câmara parlamentar, o primeiro vice-presidente do Congresso, Luis Valdez, tomou juramento de Merino, que até ontem era o chefe do Poder Legislativo, e lhe vestiu a faixa. O novo presidente será o responsável por completar o mandato 2016-2021, para o qual Pedro Pablo Kuczynski foi originalmente eleito.Kuczynski, que renunciou ao cargo após ser denunciado por corrupção em caso envolvendo a Odebrecht, foi sucedido em 2018 por seu vice-presidente Martin Vizcarra, afastado pelo Congresso ontem por “incapacidade moral permanente”. A retirada é consequência de uma denúncia de recebimento de propina há seis anos, quando era governador regional.

Eleições em 2021

Em seu discurso ao Congresso, o novo chefe de governo disse que seu primeiro compromisso é ratificar a convicção democrática e respeitar o processo eleitoral que está em andamento.

“O calendário eleitoral deve ser respeitado, ninguém pode mudar a data convocada para 11 de abril de 2021”, destacou Merino, em resposta aos temores de que os partidos políticos na atual legislatura pretendam prorrogar seu mandato.

O Congresso atual foi eleito em janeiro deste ano, após o encerramento constitucional do Parlamento anterior que Vizcarra decretou em setembro de 2019. O novo também será eleito em abril do ano que vem

O novo governante também afirmou que os órgãos eleitorais devem ter a confiança de que seu trabalho será independente e de que receberão todos os recursos necessários para as eleições. Ele prometeu também garantir a imparcialidade do processo eleitoral.

Pandemia e economia

Merino se referiu à crise sanitária no país devido à pandemia da covid-19 e aos efeitos na economia que a doença vem causando desde março.

O presidente disse que manterá, “na medida do possível”, as equipes que têm a responsabilidade de enfrentar a pandemia na linha de frente e que é essencial corrigir os erros para deixar de ser “o país com a pior gestão da crise sanitária”.

Da mesma forma, Merino declarou que durante o seu governo a recuperação econômica acontecerá através do fortalecendo grandes e pequenas empresas, e criando empregos perdidos para a pandemia.

Posse gera protestos

Merino prometeu convocar um “gabinete de consenso e unidade nacional”, composto por profissionais das mais altas qualificações e sem cores políticas. Ele também pediu o fim do confronto entre os poderes Executivo e Legislativo e quer calma e tranquilidade por parte da sua população, depois de protestos realizados durante a sua posse.

O novo chefe de Estado salientou que os votos que aprovaram o impeachment de Vizcarra não foram comprados e que além do debate político, que gera paixões, foi cumprido o devido processo. “Não há nada para celebrar, é um momento muito difícil para o país”, refletiu.

Os integrantes do partido Morado, o único a ter se oposto à destituição presidencial em bloco, não compareceram à posse de Merino. “Não queríamos participar de uma tomada de poder ilegítima”, justificou o presidente da legenda, Julio Guzmán.

Nas ruas, centenas de manifestantes protestavam nos arredores do Parlamento pela queda de Vizcarra, o que também aconteceu em outras cidades do país vizinho.

No final de seu discurso, Merino foi ao Palácio do Governo, onde dedicará as próximas horas a preparar o gabinete que o acompanhará durante o mandato.

 

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PRESIDENTE DA CHINA AFIRMOU, NÃO QUERER CONFLITO COM QUALQUER OUTRA NAÇÃO

China diz que não ter intenção de travar ‘guerra fria ou quente’

Presidente Xi Jinping afirmou em discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas não querer conflito com qualquer outra nação

INTERNACIONAL

Do R7, com Reuters

 

Xi Jinping adotou tom conciliador em discurso

Carlos Garcia Rawlins/Reuters – 8.9.2020

O presidente da China, Xi Jinping, disse nesta terça-feira à Assembleia-Geral das Nações Unidas que Pequim “não tem intenção de travar uma guerra fria ou quente com qualquer outra nação”, à medida que as tensões entre a China e os Estados Unidos aumentam.

“Continuaremos a reduzir as diferenças e resolver disputas com outros por meio do diálogo e da negociação. Não buscaremos desenvolver apenas a nós mesmos ou nos envolver em um jogo de soma zero”, disse Xi em discurso gravado para o encontro anual virtual de líderes mundiais durante a pandemia de coronavírus.

A fala de Xi Jinping ocorreu logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerir, na mesma assembleia, que a China tem responsabilidade pela disseminação do coronavírus, o qual chamou de  “vírus chinês”.

Segundo ele, o país asiático proibiu viagens domésticas, mas continuou permitindo voos para o exterior.

Fonte: R7

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PONTO DE VISTA: O DRAGÃO CHINÊS AVANÇA E SORRATEIRAMENTE SE APODERA DA NOSSA SOBERANIA NACIONAL

Caro(a) leitor(a),

Venho, a tempos falando aqui da grande ameaça que a China representa, não apenas para o Brasil, mas para o mundo todo. Não é a toa que países como Estados Unidos, França, Alemanha e Japão já começaram a retirar suas bases operacionais de solo chinês. A china, que foi a origem do coronavírus já se recuperou do impacto da pandemia, sua economia voltou a crescer e suas companhias estão comprando empresas em apuros pelo resto do mundo. No Brasil já comprou várias empresas importantes e estratégicas e continua comprando, inclusive áreas imensas para agricultura. Então, minha gente, é hora de dar um basta nisso.Precisamos abrir o olho parar essa expansão chinesa no nosso país. E isso não só pode, como deve ser feito por nós cidadão através das redes sociais mandando recados aos nossos políticos que estão facilitando as regras e a legislação para dar esse acesso ao governo Chinês. Portanto você que ler o corajoso texto a seguir, do  Cláudio Hellmeister, não deixe que ele corra todo esse risco em vão.Vamos ajudar a divulgar para o máximo de cidadãos brasileiros, pois isso é conscientização, é expansão da consciência e só quando todo cidadão brasileiro tiver acesso ao conhecimento conseguiremos mudar o rum desse país! 

Australianos veem com preocupação crescente influência da China no país - 20/11/2017 - Mundo - Folha de S.Paulo

A INVASÃO SILENCIOSA DO IMPÉRIO CHINÊS QUE NINGUÉM ESTÁ PERCEBENDO

Enquanto o povo se preocupa só com o covid-19 vendo na Globo esquecem que a China já comprou através do Dória:

SABESP- CPTM – COMGAZ – ANEL – MINERADORA DE EXTRAÇÃO DE FERRO EM MINAS GERAIS – TV BAND
CNN
NO PARANÁ COMPRARAM TODA A OPERAÇÃO DE CONTAINERS DO PORTO DE PARANAGUÁ
VAI COMPRAR E PAGAR TODA DIVIDA DA GLOBO
ESTÁ DE OLHO NO NORDESTE ONDE NINGUÉM DA ATENÇÃO VAI COMPRAR MUITAS TERRAS NO NORDESTE PARA PRODUZIR ALIMENTOS PARA SI MESMA ESTA DE OLHO NOS PORTOS QUE SÃO A SAÍDA  DE ALIMENTOS PARA ELES, PRINCIPALMENTE O PORTO DE SANTOS O MAIOR PORTO DA AMÉRICA LATINA  !!
REALIDADE É QUE A CHINA ESTÁ LEGALMENTE COMENDO PELAS BEIRADAS O BRASIL INTEIRO ENQUANTO O POVO SE DISTRAI.
A CHINA VAI TOMAR CONTA DE ÁREAS PRODUTIVAS E NÃO PRODUTIVAS E TRANSFORMA-LAS EM TERRITÓRIO COMUNISTA LEGALIZADO.
ACORDA FORÇAS ARMADAS NOSSA SOBERANIA ESTÁ INDO PRA CHINA MESMO !!
A ÍNDIA  EXPULSOU TODAS AS EMPRESAS CHINESAS QUE LA ESTAVAM, TIVERAM QUE USAR DINHEIRO DE SUAS RESERVAS PARA COMPRAR AS EMPRESAS.
A CHINA ESTÁ COMPRANDO TODAS AS EMPRESAS NÃO ARREMATADAS POR EMPRESAS BRASILEIRAS QUE QUEBRARAM NO BRASIL A PREÇO DE BANANA !!
Com certeza só estão ajudando a prorrogar esta Pandemia no Brasil pra que os empresários chineses venham e comprem todas as empresas quebradas junto com políticos corruptos, e que toda esquerda tem camuflada no Brasil através de promessas comunistas façam e já fazem como nosso Governador DÓRIA está vendendo o Estado mais rico do Brasil para os chineses.
QUANDO O POVO ACORDAR  SERÁ TARDE !!!
Por Cláudio Hellmeister
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OPINIÃO: O JEITO TRUMP DE INFLUENCIAR, LIDERAR E MUDAR O RUMO DA HUMANIDADE

Caro(a) leitor(a),

O que estamos vendo acontecer no artigo a seguir é algo muito sutil, que a maioria da humanidade não notou nem vai notar, ainda por muito tempo, mas está acontecendo e vai mudar a face da política e das relações humanas nos próximos anos. Esse é o modus operandi TRUMP de fazer política e diplomacia e tem um significado além do que possa imaginar a sua vã filosofia. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos!

Kosovo e Sérvia assinam acordo na Casa Branca que reconhece Israel e transfere embaixada para Jerusalém

Guilherme L. Campos

Publicado em 04.09.2020

 

Sérvia e Kosovo assinam acordo de normalização econômica entre os dois países; o acordo também prevê o reconhecimento de Israel por Kosovo e a transferência da embaixada da Sérvia para Jerusalém. Pelo acordo, Kosovo também passa a reconhecer o estado de Israel. O acordo “Belgrado-Pristina”, como foi batizado, foi mediado pelos Estados Unidos e foi assinado na sexta-feira (4) no Salão Oval da Casa Branca diante do presidente Donald Trump.

“Na verdade, é histórico”, disse Trump. “Estou ansioso para ir para os dois países em um futuro não muito distante.”

Kosovo declarou independência da Sérvia em 2008, nove anos depois que a Otan conduziu uma campanha de ataque aéreo contra a Sérvia em uma tentativa de acabar com a perseguição aos albaneses étnicos em Kosovo.

Fonte: Conexão política

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PRESIDENTE DE BELARUS DISCURSA PARA APOIADORES E DIZ QUE ‘NEM MORTO ENTREGARÁ O PAÍS’

Lukashenko diz que ‘nem morto’ entregará o poder em Belarus

Durante discurso realizado durante a primeira manifestação pública a seu favor, o presidente indicou que opositores podem estar “entregando o país”

INTERNACIONAL

Da EFE

Presidente Lukashenko discursa para apoiadores

O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, garantiu neste domingo (16) que não deixará o poder, durante discurso realizado durante a primeira manifestação pública a seu favor desde as eleições presidenciais da semana passada, em que obteve direito a um sexto mandato, com 80% dos votos.

“Construímos um país lindo, com suas dificuldades e imperfeições. A quem eles querem entregar? Se alguém quiser entregar o país, nem morto, eu permitirei”, garantiu o chefe de governo, segundo informações veiculadas pela agência de notícias local Belta.

Lukashenko comandou ato de apoio ao próprio governo, em que milhares de pessoas acompanharam o discurso realizado a partir de tribuna na Praça da Independência, diante da sede do governo bielorrusso.

“Queridos amigos, chamei vocês não para me defenderem, mas também. Vocês vieram para que, pela primeira vez em um quarto de século, defendamos nosso país, nossas famílias, nossas esposas e irmãs, nossos filhos”, disse o presidente.

Controvérsias sobre a reeleição

Reeleito no pleito do último dia 9, que foi muito contestado dentro e fora de Belarus, Lukashenko, que está no poder faz 26 anos, rejeitou a possibilidade de realizar novas eleições presidenciais.

“Há tanques e aviões a 15 minutos de voo de nossa fronteira. As tropas da Otn estão varrendo rastros de tanques perto de nossa porta. Lituânia. Letônia, Polônia e, infelizmente, nossa amada Ucrânia ordenam que realizemos novas eleições. Se nós aceitarmos, vamos despencar”, alertou.

Lukashenko ainda reforçou a posição, garantindo que a repetição das eleições presidenciais significaria a morte de Belarus como Estado e como nação.

“Eles nos propõem um novo governo, já o formaram lá fora, não entram num acordo sobre quem vai nos governar. Não precisamos de um governo de fora, precisamos do nosso governo que nós elegemos”, concluiu.

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A EPIDEMIA DE FEBRE AMARELA NO INÍCIO DO SÉCULO 19 NO HAITI AJUDOU OS EUA A SE TORNAREM A POTÊNCIA QUE É HOJE

Como uma epidemia no Haiti ajudou os Estados Unidos a se tornarem uma potência

No início do século 19, uma epidemia de febre amarela fez estrago no Haiti e provocou mudanças geopolíticas que duram até hoje.

INTERNACIONAL

por 

BBC NEWS BRASIL

A revolta dos escravos haitianos deu início a eventos que alteraram para sempre a geopolítica mundialA revolta dos escravos haitianos deu início a eventos que alteraram para sempre a geopolítica mundial

Foi uma epidemia cujos efeitos mudaram a geopolítica mundial por muitos séculos.

No final de 1801, Napoleão Bonaparte enviou ao Haiti uma das maiores frotas marítimas já mobilizadas pela Armada francesa e suas forças acabaram sucumbindo a um mosquito.

Milhares de soldados franceses morreram vítimas da maior epidemia de febre amarela registrada no Caribe em 300 anos.

Assim naufragaram os planos de Bonaparte para as Índias Ocidentais, como eram chamadas as ilhas do Caribe, dos quais o Haiti era peça central.

Seu fracasso criou condições para a consolidação de uma pujante mas jovem nação, os Estados Unidos, cuja ascensão transformaria o jogo de forças internacional nos séculos seguintes.

Mas de onde vinha o interesse de Bonaparte pelo Haiti?

Um império de açúcar e café

Depois de se estabelecer no início do século 17 de maneira informal na parte ocidental da Espanhola, como era conhecida a ilha onde hoje ficam o Haiti e a República Dominicana, a França conseguiu fazer a coroa espanhola lhe ceder formalmente um terço da ilha em 1697 com o Tratado de Rijswijk.

Mais de 700 barcos atracavam em Santo Domingo para exportar seus produtos, principalmente café e açúcar

Batizada então de Saint-Domingue, ou São Domingos, logo se tornou a posse mais próspera da França em todo o Novo Mundo, graças à sua produção de açúcar e café, da qual a França era o principal exportador para a Europa e, em menor grau, cacau e índigo.

No início da década de 1780, mais de 700 navios atracavam lá todos os anos para carregar produtos dessa colônia, que naquela época representavam dois terços dos investimentos franceses no exterior.

Toda essa prosperidade, no entanto, foi construída com base no uso maciço e brutal da força de trabalho escrava africana.

Esses escravos ficavam presos num círculo vicioso porque os proprietários não se dedicavam a cuidar deles, convencidos de que não valia a pena gastar devido à alta taxa de mortalidade entre eles.

Como consequência, metade dos escravos morreu durante o primeiro ano no Haiti devido às duras condições de vida.

A cada ano dezenas de milhares de seres humanos eram trazidos, o que, por sua vez, transformou o comércio de escravos em um negócio lucrativo.

Socialmente, São Domingos era uma bomba-relógio com várias classes que se odiavam e se temiam. Como o historiador francês Paul Fregosi descreveu:

“Brancos, mulatos e negros se odiavam. Os brancos pobres não toleravam brancos ricos; os brancos ricos desprezavam os brancos pobres; os brancos de classe média tinham inveja dos brancos aristocráticos; os brancos nascidos na França menosprezavam os brancos locais. Os mestiços não gostavam dos brancos, repudiavam os negros e eram desprezados pelos brancos. Negros livres abusavam daqueles que ainda eram escravos; negros nascidos no Haiti consideravam selvagens aqueles trazidos da África. Todos – com boas razões – viviam aterrorizados com os outros. O Haiti era um inferno, mas o Haiti era rico.”

Em 1791, paradoxalmente inspirados pela Revolução Francesa e sua Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, os escravos iniciaram uma revolta que 13 anos depois culminaria na declaração de independência, a primeira em um país latino-americano.

Muitos proprietários de terra morreram nas mãos de seus escravos e numerosas plantações foram queimadas.

O levante levou a uma guerra civil, na qual também interferiram outras grandes potências coloniais, como Espanha e Inglaterra, que apoiaram um ou outro grupo de acordo com sua conveniência.

A pressão da revolta estava conseguindo extrair concessões das autoridades francesas, que começaram a oferecer liberdade aos escravos que se juntavam às suas fileiras.

Em 1794, a França aboliu a escravidão em todas as suas colônias do Caribe.

No início da década seguinte, François-Dominique Toussaint Louverture, um ex-escravo militar que jurou lealdade à França, assumiu o controle de São Domingos e em 1801 foi nomeado “governador geral”.

Seus movimentos não passariam despercebidos em Paris.

Uma invasão, um engano

Decidido a recuperar o controle da antiga colônia e restaurar sua “grandeza”, no outono de 1801, Bonaparte enviou uma flotilha composta por 26 fragatas, 35 navios, 22.000 soldados e cerca de 20.000 marinheiros, segundo dados coletados pelo historiador americano JR McNeill.

No final de janeiro de 1802, essa força chegou ao seu destino, desembarcando em três portos diferentes.

Nos meses seguintes, eles receberiam mais reforços, embora não haja consenso entre os especialistas sobre a magnitude deles. Estima-se que a força total enviada tenha variado de 60.000 a 85.000 homens.

À frente dessa expedição estava o general Victor Emmanuel Charles Leclerc, marido de Pauline, a irmã mais nova e favorita de Napoleão.

O chefe militar recebeu instruções secretas sobre sua missão.

“Napoleão determinou que Leclerc restaurasse a economia das plantações, restaurasse São Domingos à França e acabasse com a independência de Toussaint”, escreve McNeill em seu livro Mosquito Empires: Ecology and War in the Greater Caribbean, 1620-1914 (Impérios de mosquitos: ecologia e guerra no Caribe, 1620-1914, em tradução livre).

Seus objetivos também incluíam o restabelecimento da escravidão, mas somente quando os negros fossem desarmados e seus líderes deportados para a França, portanto havia discrição sobre esses planos.

Napoleão também instruiu Leclerc a agir astuciosamente diante de Touissant: ele devia primeiro demonstrar respeito para baixar a guarda e depois capturá-lo.

Com tropas experientes e bem armadas diante de milícias locais mal equipadas, Leclerc conseguiu ganhar terreno e, em maio de 1802, fez um armistício com Toussaint, que se retirou para uma de suas muitas propriedades na região.

Um mês depois, no entanto, o líder haitiano cometeu o erro de ir a um encontro com Leclerc, que o prendeu e o deportou para a França, onde ele morreu em uma masmorra menos de um ano depois.

Um inimigo pequeno e mortal

Alguns historiadores consideram que a captura de Toussaint foi acelerada depois que Leclerc descobriu que o líder haitiano estava tentando ganhar tempo enquanto esperava os franceses recuarem ao serem derrotados por um inimigo implacável: a febre amarela.

“Toussaint tinha conhecimento médico e tinha consciência de quando e onde a febre atingiria seus inimigos europeus. Aparentemente, ele sabia que, ao manobrar para levar alvos a portos e terras baixas durante a estação chuvosa, eles morreriam em massa”, dizem os historiadores da medicina John S. Marr e John T. Cathey.

Essa estratégia parece insinuada em uma carta que o general haitiano escreveu a Jean-Jacques Dessalines, que o sucederia como líder e se tornaria o primeiro presidente do Haiti pós-colonial.

Em seu texto, Toussaint instrui Dessalines a queimar um porto onde os franceses tinham uma guarnição e indica: “Não se esqueça que enquanto esperamos a estação das chuvas, que nos livrará de nossos inimigos, só teremos destruição”.

Seus cálculos foram bem orientados. Quando a estação das chuvas começou em 1802, as tropas francesas começaram a cair sob os ataques do pequeno, mas implacável mosquito Aedes aegypti.

Leclerc reconhece o quão difícil foi essa batalha em uma carta que enviou ao ministro da Defesa francês Denis Descres na época:

“Um homem não pode trabalhar duro aqui sem arriscar sua vida e é impossível para mim ficar aqui mais de seis meses. Minha saúde é tão ruim que eu me consideraria sortudo se pudesse durar tanto tempo! A mortalidade continua e o medo causa estragos. O exército que calculávamos em 26.000 homens está reduzido no momento para 12.000. Neste momento eu tenho 3.600 homens no hospital”, escreveu ele.

“Nas últimas noites, perdi de 30 a 50 homens por dia na colônia, e não passa um dia sem que 200 a 250 homens entrem no hospital, dos quais não mais que 50 saem”, acrescentou.

As condições em que as tropas francesas viviam, em fortes lotados ou em navios nos portos, proporcionavam um ambiente propício ao melhoramento genético e ataque de mosquitos.

Além disso, as forças recém-chegadas do exterior não possuíam imunidade à doença, como poderia ter sido desenvolvida por aqueles que há muito residiam na ilha.

Como consequência, as tropas de Leclerc foram dizimadas pela febre amarela.

Segundo estimativas de McNeill, entre 80% e 85% dos soldados franceses enviados ao Haiti perderam a vida, a maioria devido a doenças e apenas alguns em combate.

“Sob todas as perspectivas, o número de mortos e a taxa de mortalidade são difíceis de entender a menos que se leve em consideração a convergência de fatores ambientais e ecológicos ideais para um desastre epidemiológico”, resumiram John S. Marr e John T. Cathey.

Uma dessas fatalidades foi o próprio Leclerc, que morreu em novembro de 1802. Um ano depois, as forças francesas finalmente se retiraram da ilha e abandonaram formalmente sua tentativa de reconquista.

Alguns erros estratégicos contribuíram para sua derrota, como a captura de Toussaint, a decisão de Napoleão de restabelecer a escravidão na ilha de Guadalupe e as ações cruéis do sucessor de Leclerc, o general Donatien Rochambeau, que levou a França a encontrar uma resistência cada vez maior entre negros.

Nenhum desses elementos, no entanto, teve um efeito tão devastador quanto a febre amarela.

O nascimento de uma potência

A tentativa de Napoleão de recuperar o controle de São Domingos era acompanhada com interesse pelas outras potências, mas causou inquietação especialmente em um país recém-independente e ainda em desenvolvimento: os Estados Unidos.

No final de 1800, a Espanha cedeu a colônia da Louisiana à França por meio de um acordo secreto.

Esse território abrangia os estados atuais de Arkansas, Iowa, Missouri, Kansas, Oklahoma e Nebraska, além de partes de Minnesota, Novo México, Dakota do Sul, Texas, Wyoming, Montana e Colorado e do próprio estado da Louisiana e de partes das províncias canadenses de Alberta e Saskatchewan.

Mas o governo de Thomas Jefferson não estava tão preocupado com o tamanho do território, mas com sua localização: eles controlavam o rio Mississippi e o porto de Nova Orleans, onde viajavam três oitavos dos produtos exportados pelos Estados Unidos.

Outra causa de desconforto foi o fato de o novo proprietário ser uma potência em expansão, como a França de Napoleão.

“Isso muda completamente todas as relações políticas nos Estados Unidos e gerará uma nova época em eventos políticos”, escreveu o presidente dos EUA em abril de 1802, logo após receber a confirmação da designação da Louisiana.

“A Espanha poderia controlá-la em silêncio por anos. Isso nunca pode ser esperado nas mãos da França. A impetuosidade de seu temperamento, a energia e o caráter inesgotável colocam-na em um ponto de atrito eterno conosco. É impossível que a França e os Estados Unidos possam permanecer amigos quando se encontram em uma situação tão tensa”, disse o presidente americano, como relata o historiador Jon Meacham em sua biografia.

Tentando resolver a crise antes que ela surgisse, Jefferson enviou James Monroe a Paris no início de 1803 para negociar a compra de Nova Orleans com Napoleão.

O objetivo foi alcançado, mas com uma surpresa adicional: à proposta de compra de Nova Orleans, a França acrescentou a oferta de entregar toda a colônia da Louisiana.

Mas por que tomou essa decisão?

“Para a França, manter e defender terras tão distantes da Europa estava se tornando cada vez mais caro e problemático. A derrota nas mãos das forças de São Domingos foi especialmente problemática para Napoleão, que acreditava que ele deveria dedicar seus recursos a campanhas mais perto de casa”, explica Meacham.

Foi assim que, em 30 de abril de 1803, foi assinado o acordo pelo qual os Estados Unidos compraram a Louisiana, encerrando assim qualquer preocupação com as ambições territoriais da França em seu ambiente mais próximo e conseguindo duplicar seu território a um preço baixo: US $ 15 milhões na época, equivalente a cerca de US $ 340 milhões em 2020.

Historiadores como Bob Corbett colocam São Domingos no centro da estratégia da França para o Novo Mundo, na qual a Louisiana pretendia servir como produtora de produtos para alimentar os escravos da ilha.

“Sem a ilha, o sistema tinha mãos, pés e até cabeça, mas não corpo. De que adiantava a Louisiana quando a França havia perdido a principal colônia que a Louisiana deveria alimentar e fortalecer?”, perguntou o historiador Henry Adams.

Outros pesquisadores acreditam – com base em algumas evidências – que Bonaparte realmente tinha planos de tomar o controle da Louisiana e de lá conquistar os Estados Unidos, ou pelo menos estabelecer-se como uma força importante naquele território, dividido entre americanos, franceses e espanhóis.

Mesmo que um desses cenários estivesse correto, a derrota em São Domingos parece ter encerrado essas ambições.

A compra da Louisiana abriu as portas para a futura expansão dos EUA para o oeste, incluindo a guerra com o México, após a qual os Estados Unidos anexaram formalmente o Texas e compraram a Califórnia e o resto dos territórios ao norte do Rio Grande.

Essa consolidação territorial não apenas ajudou a torná-lo o quarto país com o maior território do mundo, mas também limitou a dois o número de países com os quais compartilhava uma fronteira terrestre e deixou os oceanos Atlântico e Pacífico como barreiras naturais que o protegiam de agressões.

Todos esses elementos foram essenciais para impedir que os Estados Unidos fossem atacados por inimigos externos e impediram que suas infraestruturas (e em grande parte sua economia) fossem afetadas por conflitos armados.

E todas essas mudanças foram possibilitadas pela epidemia de febre amarela que atingiu as tropas francesas no Haiti.

Está claro por que o pesquisador Erwin Ackerknecht diz que essa foi provavelmente “a epidemia mais importante da história”.

Fonte: R7

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DUAS EMPRESAS MEXICANAS QUE INTERMEDIAVAM REVENDA DE PETRÓLEO VENEZUELANO NOS MERCADOS ASIÁTICOS RECEBEM SANÇÕES DOS EUA

EUA impõem sanções a empresas do México por ligações com Venezuela

Libre Abordo e Schlager Business Group começaram a receber petróleo venezuelano para revenda nos mercados asiáticos no fim do ano passado

INTERNACIONAL PO

Reuters – Internacional

Sanções econômicas foram aplicadas pelo Departamento do Tesouro dos EUAsanções econômicas foram aplicadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA

Os Estados Unidos adicionaram nesta quinta-feira à sua lista de sanções a empresa mexicana Libre Abordo e uma companhia relacionada, acusando-as de ajudar Caracas a escapar de sanções norte-americanas, na primeira ação formal tomada pelo Departamento do Tesouro contra empresas mexicanas envolvidas no comércio de petróleo venezuelano.

Em comunicado, o Departamento do Tesouro disse que impôs sanções a três indivíduos, oito entidades estrangeiras e dois navios por atividades relacionadas a uma rede que tenta contornar sanções dos EUA à Venezuela que visam pressionar o presidente de esquerda Nicolás Maduro.

Entre as empresas adicionadas à lista estão a mexicana Libre Abordo e o Schlager Business Group, além de suas coproprietárias Olga María Zepeda e sua mãe, Verónica Esparza.

O Tesouro dos EUA também apontou o mexicano Joaquín Leal Jiménez, acusando-o de ter trabalhado com Alex Saab –preso recentemente em Cabo Verde– Libre Abordo e Schlager Business Group por intermediarem a revenda de milhões de barris de petróleo venezuelano.

Libre Abordo e Schlager Business Group começaram a receber petróleo venezuelano para revenda nos mercados asiáticos no fim do ano passado, depois de assinarem dois contratos com o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro em meados de 2019.

No dia 15 de junho, o presidente Manuel Lopez Obrador foi questionado, durante um evento no estado de Veracruz se o país venderia gasolina para a Venezuela, mesmo com a possibilidade de sofrer sanções econômicas por parte de Estados Unidos. Ele respondeu que não havia recebido nenhuma solicitação da Venezuela.

Contudo, Obrador afirmou que no “caso de uma necessidade humanitária” o México colaboraria com a Venezuela. “Nós somos livres, o México é um país independente e soberano, tomamos nossas próprias decisões e não nos metemos nas políticas de outros países”, disse o presidente.

Ele reforçou que isso significa a “autodeterminação dos povos e que nenhuma hegemonia pode ‘esmagar’ nenhum país”.

Fonte: R7

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AUMENTA TENSÃO ENTRE CHINA E ÍNDIA COM 20 SOLDADOS MORTOS EM CONFLITO NA FRONTEIRA

China e Índia: o que há por trás da escalada de tensão que deixou 20 soldados mortos em choque na fronteira

As causas do confronto entre os gigantes asiáticos no Himalaia e como a situação pode se desenvolve

INTERNACIONAL

por BBC NEWS BRASIL

Índia e China entraram em conflito sobre quem possui território no alto do HimalaiaÍndia e China entraram em conflito sobre quem possui território no alto do Himalaia

Índia e China, as duas nações mais populosas do mundo — com os dois maiores exércitos e armas nucleares — estão em conflito há semanas no Himalaia.

Mas a crise escalou nesta terça-feira. O exército indiano diz que três de seus soldados, incluindo um coronel, foram mortos em combates corpo a corpo com tropas chinesas.

Na noite de terça-feira no horário local, a imprensa indiana informou que o exército tinha perdido 20 homens e “infligiu 43 baixas aos chineses”.

A China ainda não confirmou o número de mortos e feridos.

Foram as primeiras mortes em mais de quatro décadas na disputa pela fronteira reivindicada pelos dois gigantes asiáticos.

Como surgiu o confronto mais recente e o que está por trás dele?

Acúmulo de tensões

A área do confronto de terça-feira está exatamente na fronteira — chamada de Linha de Controle Real ou LAC (na sigla em inglês) — entre os dois países no vale de Galwan, em Ladakh.

Isso ocorre na disputada região da Caxemira, que é altamente militarizada e ponto de frequentes conflitos por causa de reivindicações territoriais concorrentes entre Índia, Paquistão e China.

No vale de Galwan, muitos incidentes entre patrulhas indianas e chinesas têm sido registrados. Desde abril, os dois lados acumulam tanques, artilharia e tropas nas proximidades do vale.

As forças terrestres são apoiadas por helicópteros de ataque e aviões de combate.

No início de maio, as tensões aumentaram depois que a imprensa indiana disse que as forças chinesas montaram tendas, cavaram trincheiras e transportaram equipamentos pesados ​​vários quilômetros para dentro do que era considerado pela Índia como seu território.

O movimento ocorreu depois que a Índia construiu uma estrada de várias centenas de quilômetros para ligar uma base aérea de alta altitude que reativou em 2008.

A Índia culpou a China pela situação. “Durante o processo em andamento no vale de Galwan, um confronto violento ocorreu ontem à noite com vítimas de ambos os lados”, diz um comunicado do Exército indiano.

A China, por sua vez, pediu à Índia “para não tomar medidas unilaterais ou criar problemas”, e o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, disse que foi a Índia que cruzou a fronteira, “provocando e atacando o povo chinês, resultando em sério confronto físico entre as forças fronteiriças dos dois lados”.

Qual é o pano de fundo dessa disputa?

Vários fatores levaram a esse confronto, mas objetivos estratégicos concorrentes estão na sua raiz.

A Índia e a China compartilham uma fronteira com mais de 3.440 km e reivindicações territoriais ao longo dela.

Desde a década de 1950, a China se recusa a reconhecer as fronteiras traçadas durante a era colonial britânica.

Em 1962, isso levou a uma guerra breve e brutal, que resultou em uma humilhante derrota militar para a Índia.

Propostas e contrapropostas

Desde essa guerra, Índia e China se acusam mutuamente de invasão.

A Índia diz que a China está ocupando 38 mil km² de seu território — que fica na área onde o atual confronto está ocorrendo.

A China reivindica todo o Estado de Arunachal Pradesh, que chama de Tibete do Sul.

Existem também várias outras regiões em que os dois países têm opiniões diferentes sobre a localização da fronteira.

A Linha de Controle Real é mal demarcada e fica em Ladakh, onde há muitos rios, lagos e calotas de neve — o que significa que a linha que separa os soldados pode mudar e eles geralmente se aproximam do confronto.

Várias rodadas de negociações nas últimas três décadas falharam em resolver as disputas de fronteira, mas mantiveram um certo grau de estabilidade na região.

Construindo infraestrutura

Para apoiar as tropas posicionadas em um terreno tão hostil e sem habitantes, os dois lados estão construindo uma infraestrutura ferroviária e rodoviária.

Sob o governo de Narendra Modi, a Índia começou a construir dezenas de estradas ao longo da LAC e está correndo para cumprir o prazo de dezembro de 2022 para concluir esses projetos.

Uma dessas estradas vai para o vale de Galwan, onde o atual conflito aconteceu.

A China também vem construindo estradas e infraestrutura em uma área estrategicamente importante para Pequim, pois conecta sua Província de Xinjiang ao oeste do Tibete.

Poder global x poder regional

A economia chinesa é quase cinco vezes maior que a da Índia. A China se vê competindo para substituir os EUA como a potência mundial dominante.

A Índia, por outro lado, abriga visões de uma ordem mundial multipolar, onde espera desempenhar um papel significativo.

Os políticos e analistas indianos às vezes falam como se a Índia e a China fossem potências iguais, sem reconhecer os avanços maciços da China.

Em agosto de 2019, a Índia tomou a decisão controversa de acabar com a autonomia limitada de Jammu e Caxemira, e reformulou o mapa da região — uma ação que a China denunciou como hostil.

Isso criou o novo Ladakh, administrado pelo governo federal, que incluía Aksai Chin, uma área que a Índia reivindica, mas controlada pela China. O confronto ocorreu nessa área.

Fator Paquistão

Uma das raízes da desconfiança da Índia está na relação entre China e Paquistão, aliados de longa data. O governo indiano acusa os chineses de terem ajudado os paquistaneses a obter tecnologia nuclear e mísseis.

A alta cúpula do governo nacionalista hindu BJP da Índia também conversa sobre a recuperação da Caxemira, administrada pelo Paquistão.

Uma rota estratégica, a rodovia de Karakoram, passa por essa área que liga a China ao Paquistão. Pequim investiu cerca de US$ 60 bilhões (cerca de R$ 314 bilhões) na infraestrutura do Paquistão — o chamado Corredor Econômico da China no Paquistão (CPEC, por sua sigla em inglês) — como parte de sua Iniciativa Belt and Road, e a rodovia é a chave para o transporte de mercadorias de e para o porto de Gwadar, no sul do Paquistão. O porto dá à China um ponto de apoio no mar da Arábia.

A Índia teme que, em um futuro próximo, Gwadar seja usado para apoiar as operações navais chinesas no mar da Arábia.

Questão Tibete

Por sua vez, a China suspeita da relação entre o governo indiano e o líder tibetano, Dalai Lama. O líder espiritual fugiu para a Índia após o levante fracassado em 1959 no Tibete.

A Índia se recusou a reconhecer o governo tibetano no exílio, mas seu líder estava entre os convidados durante a cerimônia de posse do primeiro-ministro Modi em 2014.

A China não leva a sério as aspirações geopolíticas da Índia e a vê como um país que poderia colaborar com seus rivais tradicionais como EUA, Japão e Austrália.

A Índia também alterou as regras para proibir que empresas chinesas assumam o controle de empresas indianas quebradas devido às perdas causadas pela pandemia.

Mas a China continua sendo o segundo maior parceiro comercial da Índia — assim como com a maioria dos países, a China desfruta de um enorme superávit comercial em relação à Índia.

Negociações

No passado recente, as patrulhas de fronteira de ambos os exércitos se enfrentavam centenas de vezes todos os anos.

Em 2013 e 2017, isso levou a impasses sérios que terminaram após semanas de manobras políticas e diplomáticas.

Após o último impasse em 2017, Modi e o presidente chinês Xi Jjinping realizaram duas cúpulas informais para resolver suas diferenças.

Índia e China estão mantendo conversas para neutralizar a situação — oficiais militares se reuniram em 6 de junho e novamente na terça-feira após o incidente.

A reunião mais recente foi realizada no ponto de patrulha 14 em Galwan, perto do local onde as mortes ocorreram.

Esse confronto sem dúvida aumentará a desconfiança entre as duas nações, o que pode exigir intervenção política entre as cúpulas para evitar que a situação fuja do controle.

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O EMPRESÁRIO COLOMBIANO ALEX SAAB, SUPOSTO TESTA DE FERRO DE MADURO É DETIDO EM CABO VERDE

Detido em Cabo Verde suposto testa de ferro de Nicolás Maduro

O empresário colombiano Alex Saab se beneficiou com grandes contratos do chavismo e é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro na Colômbia e nos Estados Unidos

FLORANTONIA SINGER

Caracas – 13 JUN 2020 – 17:52 BRT

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. No quadro, o empresário colombiano Alex Saab.O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. No quadro, o empresário colombiano Alex Saab.

O empresário colombiano Alex Naím Saab Morán foi detido na noite de sexta-feira no arquipélago africano de Cabo Verde. A Justiça da Colômbia e dos Estados Unidos investigava por lavagem de dinheiro o homem de origem libanesa, famoso por ser o principal operador financeiro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Saab é alvo de sanções de Washington desde junho de 2019, após ser acusado de servir de testa de ferro do líder chavista. A detenção do empresário de 49 anos foi divulgada pela imprensa colombiana e pela agência americana Associated Press, que citou a um porta-voz do Departamento de Justiça.

As versões da imprensa afirmam que Saab Morán viajava em um avião privado de pequeno porte com matrícula venezuelana, que teria decolado do aeroporto de Maiquetía, perto de Caracas. O empresário foi capturado em uma parada de reabastecimento em Cabo Verde, em uma viagem que tinha como destino o Irã. Saab é procurado pela Justiça americana, mas o arquipélago africano não tem um acordo de extradição com Washington

Saab Morán tinha uma grande rede de contatos fornecidos pelo chavismo. Estes se multiplicaram durante o mandato de Maduro. Nos anos do controle cambial na Venezuela, tornou-se fornecedor de kits de construção de casas pré-fabricadas por meio de um acordo de 685 milhões de dólares (3,5 bilhões de reais) com sua empresa Fundo Global de Construção. O contrato foi assinado com a presença dos então presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Juan Manuel Santos, da Colômbia.

Com Maduro no poder, Saab se transformou em uma figura-chave, chegando a ser o principal fornecedor do programa de alimentos subsidiados dos Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP), que fornecia caixas e sacos de comida de baixa qualidade importada com superfaturamento e vendida mensalmente aos venezuelanos. Essa relação começou com um contrato de 340 milhões de dólares (1,7 bilhão de reais), que se estendeu a outras negociações de alimentos e remédios, das quais também participaram parentes de Maduro, e à abertura de empresas no México, Emirados Árabes, Turquia e Panamá.

Saab Morán também foi favorecido com a administração, por meio de suas empresas, da rede estatal de supermercados Abasto Bicentenario, criada a partir de expropriações feitas por Hugo Chávez. Em 2018, entrou no negócio do ouro com poder suficiente para que um de seus antigos funcionários fosse nomeado presidente da estatal Minerven, que depois se associou à empresa de mineração e produção de carvão Carbones del Zulia, outro negócio no qual Saab está envolvido.

A rede de corrupção vinculada a Saab também atingiu a oposição venezuelana. No ano passado, um grupo de parlamentares fez lobby para limpar a imagem de seus negócios no exterior, justamente no momento em que as sanções americanas começaram a cercá-lo e suas contas bancárias foram congeladas. Essas medidas também se estenderam a seus sócios e familiares. A chamada bancada CLAP do Parlamento, integrada pelos legisladores Luis Parra e José Brito e por outros nove deputados, fez gestões por sua reputação e depois acabou se separando da oposição. Em janeiro, essa bancada promoveu a formação de uma junta para comandar o Parlamento com o apoio do chavismo, sem quórum nem votos, em uma tentativa de desbancar Juan Guaidó da presidência legislativa, um episódio que agravou ainda mais a crise institucional no país.

A extensa rede foi minuciosamente revelada na Venezuela pelo portal digital Armando Info. Suas investigações sobre Saab e seus sócios levaram quatro de seus jornalistas ―Roberto Deniz, Ewald Scharfenberg, Joseph Poliszuk e Alfredo Meza― ao exílio, devido a ameaças de processos judiciais contra eles e à proibição expressa feita pela Conatel, a agência reguladora das telecomunicações na Venezuela, de que o nome do empresário colombiano fosse mencionado no portal.

A Justiça internacional vinha fechando o cerco ao poderoso empresário. Além de ser procurado pela Justiça dos Estados Unidos e da Colômbia, que o considerava foragido desde 2018, foram abertas investigações sobre suas empresas no México, onde a Procuradoria também congelou bens de Saab Morán. Nesta semana, a Justiça colombiana anunciou o embargo de oito propriedades na cidade de Barranquilla que estavam em nome de uma sociedade “que teria servido de fachada para ocultar dinheiro obtido por Alex Saab” por meio de uma empresa com a qual fez “importações e exportações fictícias que representaram perdas para o Estado colombiano”, afirma um comunicado judicial.

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OPINIÃO: O QUE HÁ POR TRÁS DOS PROTESTOS ANTI-RACISTAS QUE SE ESPALHAM PELO MUNDO

Há muito mais por trás dos protestos anti-racistas que se espalham pelo mundo do que a sua vã filosofia possa imaginar e é algo que não dá para explicar apenas nessa postagem, mas dá para que você desperte, tenha noção e possa pesquisar mais sobre o assunto. Junte as três coisas: protestos, censura e perseguição à direita e entenda o que está acontecendo. Por isso lhe convido a ler o artigo completo a seguir, refletir e tirar suas conclusões!

O que há em comum entre os protestos, a censura e a perseguição à direita?

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O que há em comum entre os protestos, a censura e a perseguição à direita?

Eventualmente, faz-se necessária uma visita aos fóruns de pensamentos progressistas a fim de estar a par da disseminação das atuais ideias revolucionárias. Um exemplo é o Global Transition Initiative (GTI). Paul Raskin, um dos principais responsáveis pela criação do GTI em 1995, é conhecido como pai de uma teoria chamada “eco-comunalismo”, espécie de comunismo libertário (pesquisem sobre essa palavra), e criador do certificado Global Reporting Initiative (GRI). Trata-se de uma organização filiada à ONU, cujo objetivo é monitorar os índices de sustentabilidade das corporações; em outras palavras, é um mecanismo pelo qual se mede o nível de adoção da agenda globalista por parte de uma empresa. Curiosamente, Paul é membro do Clube de Roma, também frequentado por Fernando Henrique Cardoso.

No editorial de 2020 do GTI, publicado em janeiro, uma das articulistas clama pela reorganização da esquerda mundial sob a égide de um comitê global. Sua ideia é a criação de um “partido mundial”, organizado verticalmente nos moldes das Internacionais Comunistas anteriores, todavia, com o envolvimento de novos grupos progressistas (como, por exemplo, o grupo feminista, LGBTQI+ etc.). Essa nova formação envolveria todos os partidos progressistas do globo. Na ocasião, isto é, em janeiro de 2020, o intuito da autora era clamar por uma espécie de Primavera Árabe, entretanto, agora com o objetivo muito claro de que o movimento tenha proporções mundiais; ou seja, desestabilização para uma nova proposta de “estabilização”. Tal documento encerra com a notícia de que uma “nova esquerda global” ressurge nos jovens.

O mês no qual o editorial foi publicado passou, o ano seguiu, e em março, o mundo foi posto em estado de alerta, a crise econômica bateu em nossas portas e entrou em nossos lares, mas foi apenas no dia 25 de maio que o mundo começou a acompanhar o que seria uma onda de protestos violentos nos EUA, e que rapidamente vem se espalhando para o Brasil, Inglaterra, França, Austrália, etc. Não obstante o tema do protesto varie de acordo com o local, o plano de desestabilização global está em curso, como se existisse um cardápio de opções direcionado para a desordem.

No Brasil, de um lado, temos lutado verdadeiramente contra as investidas do controle da liberdade de expressão e do direito de ir e vir e contra a perseguição aos veículos de comunicação de conteúdos conservadores (desde a limitação do alcance das postagens em redes sociais e seu engajamento até a interrupção das receitas através de denúncias e bloqueio de apoio financeiro); enquanto isso, do outro lado, observamos a grande mídia divulgando protestos violentos intitulados “democráticos”. Além disso, temos visto nos últimos dias artistas e “jovens” influenciadores iniciarem uma cruzada contra os produtores de conteúdos e professores de direita.

Quando analisamos o que há em comum entre todos os últimos acontecimentos, podemos chegar à conclusão de que a intenção da censura transpassa o controle da liberdade de expressão e revela-se determinante no impedimento do combate à doutrinação ideológica. Resumindo: a guerra, hoje, não é mais por controle de territórios, mas sim por controle das mentes (especialmente daquelas cujo primeiro voto será nas próximas eleições) – estamos numa verdadeira cruzada aberta pela mente e a educação do jovem.

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COREIA DO NORTE FAZ AMEAÇA AOS EUA POR PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS

Coreia do Norte critica EUA e diz que vai reforçar programa nuclear

Governo do país asiático  afirma que as esperanças de aproximação com maior potência econômica do mundo, fortes há dois anos, viraram ‘desespero’

INTERNACIONAL

Da EFE

Kim Jong-un e Trump prometeram boa relaçãoKim Jong-un e Trump prometeram boa relação

A Coreia do Norte disse nesta sexta-feira (12) que vai reforçar seu programa nuclear em resposta ao que ela considera como promessas não cumpridas pelos Estados Unidos, após dois anos de aproximação diplomática.

No segundo aniversário da cúpula de Cingapura, a primeira realizada pelos chefes de governo dos dois países, o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Son-gwon, anunciou a ameaça em comunicado divulgado pela agência de notícias estatal “KCNA”.

“O objetivo estratégico infalível da RPDC (República Popular Democrática da Coreia, nome oficial do país) é criar uma força mais confiável para lidar com as ameaças militares de longo prazo dos EUA”, disse.

Ri afirmou ainda que “a esperança de uma melhora nas relações entre a RPDC e os EUA”, que era muito grande aos olhos do mundo há dois anos, “agora se transformou em desespero”.

A Coreia do Norte tem endurecido sua posição em relação a EUA e Coreia do Sul após o fracasso da cúpula de desnuclearização de Hanói, na qual Washington considerou insuficiente a proposta de desarmamento do regime liderado por Kim Jong-un.

O ministro das Relações Exteriores norte-coreano acredita que os povos americano e do país asiático ainda desejam uma “nova era de cooperação, paz e prosperidade”, mas que a situação na península “está piorando a cada dia”.

Ri enumerou as concessões de Pyongyang desde a cúpula de Cingapura, como o fechamento do campo de testes nucleares de Punggye-ri, a paralisação de lançamentos de mísseis intercontinentais, a repatriação dos restos mortais dos soldados americanos que faleceram na Guerra da Coreia (1950-1953) e a libertação de americanos detidos no país.

O chanceler acusou Washington de não responder conforme o combinado e considera que a única coisa que o governo dos EUA tem feito até agora “é acumular suas conquistas políticas”. Ele então fez uma referência clara às mensagens – e ao tom usado nelas – do presidente Donald Trump no Twitter.

“Nunca mais daremos ao máximo mandatário americano outro pacote para que ele possa ser usado para somar conquistas sem receber nada em troca”, ressaltou.

O político norte-coreano também disse que seu país não vê qualquer melhora nos laços bilaterais “simplesmente pelas relações pessoais entre o líder supremo (Kim Jong-un) e o presidente americano” e questionou se o “aperto de mão” de Cingapura deve ser mantido.

Por fim, Ri alegou que os EUA estão mirando a Coreia do Norte com “todos os tipos” de armas nucleares e citou a existência de porta-aviões e bombardeiros estratégicos americanos na região, em aparente referência ao B-1, que tecnicamente não está mais equipado com bombas atômicas, mas que Washington voltou a posicionar em maio em sua base aérea em Guam.

Fonte: R7

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EM MEIO A SUB-NOTIFICAÇÕES E NÚMEROS OFICIAIS DÚBIOS MOSCOU ADMITE AUMENTO NA MORTALIDADE POR COVID-19 E NÚMEROS NÃO CONTABILIZADOS NACIONALMENTE

Moscou admite aumento na mortalidade por covid-19 que não aparece nos números oficiais russos

Depois de questionar baixa letalidade do país por covid-19 e em plena reabertura, capital russa publica novas estatísticas que mostram um conjunto de casos não contabilizados nacionalmente

MARÍA R. SAHUQUILLO

Passageiros usando máscara entram no metrô de Moscou nesta quarta-feira.Passageiros usando máscara entram no metrô de Moscou.

Durante semanas a Rússia falou sobre seus baixos números de mortalidade. Dados que em um país de 145 milhões de habitantes e 493.657 casos detectados levantaram dúvidas, críticas e suspeitas de especialistas e analistas. Agora, enquanto o país reabre pouco a pouco e Moscou desperta de um regime de confinamento severo, novos dados alimentam a ideia de que os números do novo coronavírus não são reais. Maio foi um mês nefasto para a capital russa, epicentro da epidemia no país. Morreram 15.713 pessoas, 61% a mais do que a média de mortes em maio de toda a década, quando se manteve entre 9.800 e 10.000. O Departamento de Saúde informa que 2.757 pessoas morreram por covid-19 como “causa principal” em maio, embora reconheça que foi um fator em outros 2.503 casos com patologias adicionais. Uma estatística que não se reflete na contagem oficial do Governo, em que há apenas 1.895 mortes pelo coronavírus em Moscou em maio.

A Rússia só conta como morto por covid-19 quando o vírus é o único fator da morte ou a doença principal, de acordo com os protocolos do Ministério da Saúde. Um sistema de contagem que deixa milhares de casos fora das estatísticas, como fica evidente nos números preliminares divulgados por Moscou nesta quarta-feira. Em maio, as autoridades criticaram severamente vários meios de comunicação internacionais que informaram sobre um aumento da mortalidade associada ao coronavírus em abril, o que não se refletia na análise oficial. Na ocasião, tanto o Kremlin quanto Moscou defenderam que suas estatísticas estavam corretas, mas depois tiveram de revisá-las para cima, o que quase duplicou o número de mortos.

Agora que Moscou sai gradualmente de um regime de confinamento severo e em meio às críticas pela falta de transparência em nível nacional e a suspeitas de que existe interesse político para acelerar a reabertura —em 1º de julho será votada a grande reforma constitucional que pode perpetuar presidente russo, Vladimir Putin, no poder até 2036—, os números da capital revelam as costuras de suas estatísticas. Mesmo assim, o Departamento de Saúde de Moscou destaca que a letalidade por coronavírus durante “todo o período da epidemia”, em que a cidade registrou 199.785 infectados, é “indubitavelmente mais baixa” do que em outras cidades do mundo similares: “Cerca de 2% se levarmos em consideração os casos em que foi a razão principal e 3,8% considerando os casos em que a covid-19 foi a doença primária ou secundária”. Segundo a análise dos números, de fato a letalidade em Moscou é menor, mas as informações usadas como comparação e que afirmam ser proveniente dos “portais oficiais das cidades” —10,7% em Nova York, 22,7% em Londres, 15,2% em Estocolmo e 21,5% em Madri— não são reais. Na capital da Espanha não existe uma página oficial que apresente esses dados e a letalidade está situada em torno de 12%, segundo os cálculos com os dados do Ministério da Saúde. As análises e estimativas mais atuais em nível internacional que levam em consideração os estudos de soroprevalência e que são considerados os mais corretos, situam a letalidade do vírus em cerca de até 1,9% em Madri.

A Rússia tem o terceiro maior número de casos de coronavírus do mundo, com 493.657 infectados contabilizados e um aumento diário de mais de 8.000 novos casos há semanas. Está atrás de Estados Unidos e Brasil. No entanto, seu número de mortos é um dos mais baixos: 6.358, um dado que levanta muitas suspeitas, mas que as autoridades defendem enumerando as medidas de precaução tomadas muito cedo, como o fechamento de fronteiras e a obrigação de quarentena antes para as pessoas que chegavam do exterior. O Kremlin quer mostrar sua vitória contra o coronavírus e apresentar a Rússia como um exemplo em nível internacional.

“Graças aos dados de Moscou, vemos a situação real e que os números reais são entre duas e três vezes maiores do que os oficiais e que quase todo o excesso de mortalidade que está sendo observado em algumas regiões se deve ao coronavírus”, aponta Borís Ovchinnikov, analista de dados da consultoria Data Insight. O fato de esses casos não estarem sendo incluídos nas estatísticas federais é uma pergunta que as autoridades devem responder”, acrescenta.

Fonte: El País

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CRESCE A INDIGNAÇÃO MUNDIAL CONTRA O PARTIDO CHINÊS E O FEITIÇO PARECE VIRAR CONTRA O FEITICEIRO

 

O feitiço vira contra o feiticeiro? Coronavírus e o efeito bumerangue contra a Partido Comunista Chinês

Ex-assessor do Presidente Donald Trump e ex-presidente do famoso site conservador norte-americano Breitbart, Steve Bannon possui um canal no Youtube dedicado a análises e entrevistas sobre a política norte-americana e internacional.

Desta feita, como vocês podem conferir no vídeo ao final do texto, Steve Bannon é entrevistado pela jornalista Simone Gau. O assunto, como não poderia deixar de ser gira em torno da pandemia do vírus chinês e sobre a reação global, em especial dos Estados Unidos, bem como de todo o Ocidente e parte do Oriente.

Afinal, a pandemia chinesa tem realmente um impacto geopolítico evidente a par de impor duro golpe nas economias de praticamente todos os países do mundo.

Este vídeo foi publicado pelo site Epoch Times com legendas em português. Steve Bannon fala sobre a possibilidade de uma reação global não contra a China, mas sim contra o Partido Comunista Chinês, ou seja, uma grande operação para liquidar o PCC Chinês que escraviza a população chinesa e devolver o país ao seu povo.

Enfim, segundo as argumentações de Steve Bannon os países duramente afetados pela pandemia sino-comunista não irão deixar barato e partirão pra cima do PCC entregando a China ao seu povo. Em rápidas palavras este é o conteúdo do vídeo.

Fonte: Jornal da cidade online

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LÍDERES EUROPEUS FALAM EM PROTOCOLO CONJUNTO PARA ENFRENTAR FUTURAS PANDEMIA

Líderes europeus propõem medidas para enfrentar futuras pandemias

Chefes de governo pediram conjunto de ações coordenadas à Comissão Europeia, para melhorar resposta de países do bloco durante surtos

Reuters/Yves Herman

Da EFE

Líderes europeus querem medidas coordenadas para enfrentar pandemiasLíderes europeus querem medidas coordenadas para enfrentar pandemias

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente da França, Emmanuel Macron, e três outros três líderes europeus pediram à Comissão Europeia um conjunto de medidas para garantir a melhor preparação possível para futuras pandemias.Sánchez, Macron e Merkel assinaram nesta terça-feira (9), juntamente com os chefes de governo de Dinamarca, Bélgica e Polônia, uma carta dirigida à presidente da CE, Ursula Von der Leyen, na qual entregam um documento de trabalho com suas propostas para melhorar a coordenação dos países.Entre as sugestões, estão o acesso a bases de dados partilhadas, a aquisição de provimentos básicos para evitar a escassez ou mesmo a promoção e otimização da produção desse tipo de material dentro da UE.Eles também propõem uma estratégia comum para o fornecimento e armazenamento de equipamentos médicos, medicamentos, equipamentos de proteção e testes e se dizem comprometidos com um mecanismo continental de proteção civil para garantir a distribuição do material, entre outras medidas.

Como exposto no início do documento, as propostas tentam a resiliência da União Europeia a futuras crises de saúde pública e exigem “testes de estresse” nos sistemas de saúde nacionais. Além disso, o grupo destacou uma preparação conjunta por todo o bloco seria muito mais eficiente do que um esforço individual de cada país.

O primeiro passo, segundo os líderes, seria uma análise do que aconteceu com o coronavírus e as deficiências observadas na atual crise sanitária. Eles consideram ser necessário trabalhar em conjunto em vários aspectos que vão desde o compartilhamento de dados até a promoção da pesquisa, tendo um marco regulatório e coordenando a distribuição e produção de insumos.

Os seis chefes de governo dão particular ênfase à garantia de fornecimento de material de saúde e medicamentos e estão empenhados em garantir um estoque de até três meses para toda a UE. Tal armazenamento deve incluir equipamentos de proteção, testes, medicamentos e dispositivos necessários para o tratamento de doenças críticas.

Além disso, eles consideram vital que a União Europeia aumente a sua capacidade de pesquisa para o desenvolvimento de vacinas e melhores diagnósticos e tratamentos, bem como um compromisso de compartilhar tais pesquisas.

Os seis países também defendem a possibilidade de financiamento europeu para pesquisa de potenciais vacinas, escolhendo candidatos com o melhor potencial tanto para o desenvolvimento quanto para a fabricação.

Por outro lado, os chefes de governo frisaram a necessidade de fortalecer o mercado único continental e defender regras antitruste mais claras e permanentes, a fim de enfrentar esse tipo de crise em melhores condições.

Fonte: R7

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GUAIDÓ FRAGILIZADO E FRUSTRADO VÊ CHAVISMO CONSOLIDAR SEU CONTROLE MILITAR NA VENEZUELA

A hora mais difícil da oposição venezuelana, entre a quarentena e a frustração

Chavismo consolida seu controle militar enquanto a pandemia, a desmobilização e os equívocos sufocam Guaidó

ALONSO MOLEIRO

Caracas – 08 JUN 2020 – 15:45 BRT

Juan Guaidó, durante um ato público.Juan Guaidó, durante um ato público.

Há menos de três meses, após voltar de uma viagem pelos Estados Unido e Europa, um revitalizado Juan Guaidó apresentava ao país o “caderno nacional de conflito”, uma nova iniciativa de pressão a Nicolás Maduro que propunha um plano de transição baseado nas exigências por melhorar as deterioradas condições de vida da Venezuela. Seu pedido foi respondido por uma nova concentração nas ruas. Três meses depois, em plena quarentena pela pandemia de coronavírus, em meio a restrições e uma crise de combustível sem precedentes, o projeto de Guaidó está mais parado do que nunca. O fracasso da operação Gedeão, uma disparatada tentativa de operação marítima que tinha o objetivo de derrubar o Governo, prejudicou sua credibilidade. O regime chavista renovou seu compromisso, proferindo novas ameaças contra Guaidó. Vários de seus colaboradores foram presos e outros estão na clandestinidade. Sua imagem desabou, de acordo com as pesquisas, e são nulas as opções para convocar um protesto. A censura pressiona como nunca os veículos de comunicação.

Seus seguidores, resignados, retornaram aos seus assuntos domésticos. Nas ruas de Caracas se respira um clima de luto e recolhimento. As pesquisas de opinião mostram uma queda em relação às expectativas de uma mudança política. A popularidade de Guaidó, que ultrapassava 60% da população meses atrás, hoje mal chega à metade. Durante vários dias surgiram especulações, propagadas por funcionários de Maduro, de que Guaidó já estava asilado na Embaixada da França, mas foram desmentidas por Guaidó e pelo próprio Governo francês.

Ainda que pareça descartada, pelo menos por enquanto, uma mudança de liderança, aumenta o volume das vozes que pedem a ele uma mudança de estratégia. Uma dessas vozes é a do ex-candidato presidencial Henrique Capriles Radonski. “Os Estados Unidos fizeram uma proposta brilhante a Guaidó e ele interpretou equivocadamente”, afirma Jesús Seguías, analista político e diretor da empresa Dataincorp. “Guaidó ainda não renuncia a uma saída violenta. Um caminho que é inviável e que a maioria não quer na Venezuela. Agiu com enorme irresponsabilidade. Não foi suficientemente maduro para conduzir esse processo e precisa refletir seriamente sobre seus próximos passos. O que sobra da proposta dos Estados Unidos [que propõe que tanto Guaidó como Maduro entrem em acordo] é que foi um reconhecimento do adversário, um competidor que é mais forte do que se imaginava, com um excelente aparato de inteligência e controle social sobre a população. As Forças Armadas são um corpo neutralizado neste momento. Se os Estados Unidos têm o poder, e podem desempenhar um papel de pressão, o dever de Guaidó é se abrir a uma negociação e criar pontes a um entendimento”.

O Governo de Maduro se prepara para organizar eleições legislativas a sua maneira no final do ano, e alguns setores minoritários da oposição se preparam para participar do evento sem Guaidó. “Guaidó não pode se esquecer que está à frente de uma coalizão política que lhe apoia”, acrescenta a escritora e acadêmica Colette Capriles, que teme pelo isolamento do político oposicionista. “Deve tomar decisões para restabelecer a confiança entre seus aliados. Essa é uma oportunidade que ele deve aprender a usar. Abandonar o unilateralismo. Dividir funções, expandir a plataforma de sua aliança. O Governo de emergência que anunciou deve ser levado a sério. A dispersão de esforços é o que leva a saídas anarquizadas”.

Todos os dias ocorrem protestos que não podem ser canalizados politicamente. O dirigente oposicionista reapareceu de surpresa no final de semana entre uma fila de usuários que esperavam para abastecer seus automóveis, e foi recebido com as demonstrações de simpatia habituais. Suas mensagens a Maduro pelas redes sociais ainda são altivas. “Nós podemos acompanhar a população em seu drama diário, ao contrário de Maduro”, afirma Edward Rodríguez, um de seus assessores de imprensa. “O presidente Guaidó trabalha muito duro, ainda que a censura impeça que se saiba de tudo. Ele se reúne com aliados, com ONGs, com sindicatos. Agora vamos cancelar o pagamento aos médicos e enfermeiras que cumpriram seus deveres na pandemia. Temos apoio internacional, legitimidade institucional e continuaremos com a luta”.

O aumento de combustível, que tradicionalmente é interpretado como uma medida volátil e arriscada no país, foi colocado em prática sem consequências pela mão militarizada de Maduro. “Os venezuelanos estão presos entre a quarentena e a frustração”, afirma por sua vez o sociólogo Rafael Uzcátegui, diretor da Provea, ONG de direitos humanos que foi ameaçada pelo Governo por esses dias. “A oposição se apega a normas morais contra um inimigo que as desconhece, e que fechou todas as vias a uma resolução pacífica de conflitos. O estado de alarme da pandemia é usado para sofisticar o controle político. Guaidó continua sendo o político de maior capacidade de mobilização e pode chegar no momento oportuno. Mas temo que a quarentena continuará, até mesmo quando a pandemia acabar”.

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CORTE SUPREMA VENEZUELANA, CONTROLADA PELO CHAVISMO SE RESERVA À NOMEAÇÃO DOS NOVOS MEMBROS DA AUTORIDADE ELEITORAL

Supremo da Venezuela exclui o Parlamento, de maioria oposicionista, do processo eleitoral

Controlada pelo chavismo, a corte máxima venezuelana se reserva à nomeação dos novos membros da autoridade eleitoral. Eleições legislativas estão previstas para dezembro

ALONSO MOLEIRO

O presidente do Supremo da Venezuela, Maikel Moreno, juramenta o presidente venezuelano Nicolás Maduro durante a ceremônia na Corte Suprema.O presidente do Supremo da Venezuela, Maikel Moreno, juramenta o presidente venezuelano Nicolás Maduro durante a ceremônia na Corte Suprema.

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela excluiu na sexta-feira o Parlamento, de maioria oposicionista, do processo de renovação do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). A Sala Constitucional da corte emitiu uma sentença declarando a existência de uma “omissão legislativa” por parte da Assembleia Nacional para nomear as novas autoridades eleitorais. Atualmente, a maioria dos reitores do CNE tem afinidade com o Governo de Nicolás Maduro. Com a decisão, o Supremo Venezuelano, também dentro da órbita do chavismo, se reserva à nomeação dos novos membros da autoridade eleitoral e concede a este órgão atribuições legais adicionais para regular os processos eleitorais.

A decisão judicial ganha especial relevância se for levado em consideração que este ano estão previstas eleições legislativas no país, de acordo com a Constituição. Maduro declarou que seu Governo fará o necessário para organizar a consulta em dezembro, “se a pandemia permitir”. A participação nas eleições nas atuais condições políticas é terminantemente descartada pela aliança de partidos que apoia Juan Guaidó, majoritária no universo da oposição. Os líderes oposicionistas afirmam que as eleições parlamentares devem ser organizadas sob um acordo que inclua também novas eleições presidenciais. Sua interpretação é que as eleições nas quais Maduro foi reeleito, realizadas em maio de 2018, foram fraudulentas e não foram reconhecidas por quase toda a comunidade internacional.

A decisão do Supremo é mais um golpe no poder legislativo venezuelano, em teoria o encarregado de promover a seleção dos membros do CNE e dos próprios magistrados do tribunal. Depois que a oposição conquistou uma ampla vitória nas últimas eleições de 2015 e obteve a maioria das cadeiras, a Assembleia Nacional sofreu mais de 20 vetos do Supremo e nenhuma de suas leis entrou em vigor. A Câmara, eleita por cerca de 10 milhões de pessoas, foi destituída de suas atribuições pela alta corte e cerca de 30 deputados eleitos pela oposição estão no exílio.

O Supremo responde com esta decisão a uma ação movida por um grupo de políticos oposicionistas de linha moderada: Claudio Fermín, Timóteo Zambrano, Luis Augusto Romero, Javier Bertucci, Felipe Mujica, Rafael Marín, Juan Alvarado e Segundo Meléndez. Todos eles fazem parte da chamada Mesa de Diálogo Nacional, uma plataforma de partidos minoritários, sem presença legislativa, críticos do desempenho de Juan Guaidó e defensores de um acordo com o Governo para participar de eleições organizadas em seus termos. O grupo foi duramente criticado no debate público da oposição por esta postura.

A medida tomada pelo tribunal abre caminho para um acordo político entre os políticos chavistas e os membros dessa mesa de diálogo no que se refere à seleção dos novos reitores, à organização e à data das eleições legislativas, e já torna muito provável a organização das eleições parlamentares promovidas por Maduro neste ano. Algumas semanas atrás o Supremo havia emitido uma sentença reconhecendo Luis Parra como presidente da Assembleia Nacional. Parra é um líder da oposição que organizou uma pequena fração dissidente de deputados, acusada de corrupção, que fez um pacto com o chavismo para tentar tirar Juan Guaidó da presidência do Parlamento em janeiro.

Com a ratificação de Parra, nas fileiras de Guaidó se deu como certo que o chavismo buscaria um acordo político com a fração dissidente para que fosse o Parlamento quem nomeasse os novos reitores eleitorais. O Supremo simplificou as coisas e decidiu prescindir de Parra, tomando as decisões por conta própria.

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MARK ESPER, CHEFE DO PENTÁGONO REJEITA ENVIO DO EXÉRCITO PARA CONTER PROTESTOS

Chefe do Pentágono se distancia de Trump e rejeita envio do Exército para conter protestos

“Medidas como essa devem ser usadas apenas como último recurso e nas situações mais urgentes e extremas”, afirma Mark Esper

AMANDA MARS

Washington – 03 JUN 2020 – 17:18 BRT

O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, em Washington.O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, em Washington

O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, distanciou-se nesta quarta-feira do presidente Donald Trump ao rejeitar o envio do Exército sem aprovação dos Estados para conter a espiral de violência desencadeada pela onda de protestos contra o racismo. “Não apoio a invocação da Lei de Insurreição”, disse Esper à imprensa. “Medidas como essa devem ser utilizadas apenas como último recurso e nas situações mais urgentes e extremas. Não estamos em uma dessas situações agora.”

Trump alertou segunda-feira que recorrerá ao Exército para conter o vandalismo se os governadores dos Estados, competentes nessa área, não conseguirem fazer isso com suas próprias forças policiais e com a utilização da Guarda Nacional, um exército de reservistas sob jurisdição estadual. Mas o chefe do Pentágono, nomeado por Trump há menos de um ano, pronunciou-se contra essa opção: “Sempre considerei que a Guarda Nacional é mais adequada para lidar com questões domésticas”, ressaltou Esper.

O presidente agitou com força a bandeira da lei e da ordem neste conflito e, com sua ameaça de usar as Forças Armadas, tropeçou, como mostra a discrepância pública de Esper. O secretário da Defesa justificou nesta quarta-feira, em entrevista coletiva, por que não havia falado até agora sobre os protestos, que começaram após a morte, em 25 de maio, do negro George Floyd em Minneapolis, durante uma brutal detenção policial. “Estamos há uma semana nisto, mais ou menos. E quando você olha para a escalada, já dura 72 horas, talvez 96. Mas acho importante falar claramente e expor o que vemos, mais uma vez, como algo estabelecido: o racismo que existe nos EUA e como o vemos como algo estabelecido”, disse.

Para que um presidente dos EUA possa mobilizar tropas dentro do país, ele precisa invocar a Lei de Insurreição, assinada por Thomas Jefferson em 1807 a fim de evitar revoltas contra o Governo da nação. Uma disposição aprovada em 1957 daria a Trump uma via legal para poder mobilizar tropas se os governadores não o obedecessem, como lembrou terça-feira o jornal The Washington Post: “Quando um presidente considera que há obstruções ilegais […] ou rebelião contra a autoridade dos Estados Unidos e se torna impraticável o cumprimento da lei, pode convocar o serviço federal da milícia de cada Estado ou das Forças Armadas se considera isso necessário para fazer cumprir essas leis ou para suprimir a rebelião”.

O presidente Dwight D. Eisenhower recorreu à Lei de Insurreição em 1954 para escoltar as nove crianças negras que fizeram história ao frequentar uma escola só de brancos em Little Rock (Arkansas), como resultado da sentença da Suprema Corte no caso Brown x Conselho de Educação de Topeka, que acabou com a segregação racial nas escolas. Em 1992, o então presidente George H. W. Bush também enviou tropas federais a Los Angeles para conter distúrbios após a absolvição dos policiais que espancaram Rodney King, mas fez aquilo a pedido do governador da Califórnia.

Esper (Uniontown, Pensilvânia, 56 anos) é um militar da reserva com experiência no Congresso e como lobista que entrou na Administração Trump em novembro de 2017 como secretário do Exército. Foi colega de classe do atual secretário de Estado, Mike Pompeo, na academia militar de West Point, e passou uma década no serviço ativo, além de 11 anos na Guarda Nacional. Aposentou-se em 2007, condecorado como veterano da Guerra do Golfo (1990-1991), entre outras missões, e se embrenhou depois na selva do poder de Washington. Assim, foi chefe de gabinete de um conhecido think tank conservador, The Heritage Foundation, assessorou a campanha presidencial do senador republicano Fred Thompson em 2008 e participou da Comissão de Revisão de Economia e Segurança EUA-China do Senado.

Suas declarações foram feitas depois de uma nova noite de protestos nos EUA, maiores em grandes cidades como Washington e Los Angeles, mas mais pacíficos. Na capital americana, o único território do país no qual o presidente pode recorrer ao Exército sem autorização de um Governo estadual, Trump convocou um batalhão da Polícia Militar, segundo o Departamento de Defesa. Trata-se de uma unidade de entre 200 e 500 soldados procedentes de Fort Bragg, na Carolina do Norte.

Milhares de manifestantes se concentraram nas grandes cidades americanas, ignorando o toque de recolher decretado e, ainda mais, o pulso firme exibido no dia anterior por Trump. Diante da Casa Branca, onde na segunda-feira as forças de segurança haviam dispersado com gás lacrimogêneo uma manifestação pacífica, o número de pessoas mobilizadas aumentou em relação aos dias anteriores. Los Angeles também teve sua maior manifestação desta crise e, em Nova York, apesar da maior presença policial, os saques continuaram, embora com menos virulência. Também saíram às ruas moradores de Houston, Orlando e Filadélfia.

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DOIS TERÇOS DO MAIOR PLANO DE RECUPERAÇÃO DA HISTÓRIA DA UE SERÃO SUBSÍDIOS A FUNDO PERDIDO

Bruxelas aprova o maior plano de recuperação da história da União Europeia: 750 bilhões de euros

Pacote que ainda será apresentado ao Parlamento Europeu prevê que dois terços do total serão subsídios a fundo perdido

BERNARDO DE MIGUEL|LLUÍS PELLICER

Bruxelas – 27 MAY 2020 – 09:03 BRT

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Um passo histórico que dispara os alarmes em alguns países do norte da União Europeia, ao mesmo tempo em que alenta esperanças para os do sul. A Comissão Europeia aprovou nesta quarta-feira um plano de recuperação econômica contra a pandemia num valor de 750 bilhões de euros (4,42 trilhões de reais). Dessa quantia, 500 bilhões de euros correspondem a subsídios a fundo perdido, e os outros 250 bilhões de euros a empréstimos.

Pela primeira vez em 60 anos, o clube comunitário se dispõe a se endividar maciçamente nos mercados financeiros. E, sobretudo, pela primeira vez na história da UE, Bruxelas transferirá parte desses recursos em forma de subsídios a fundo perdido para os países mais golpeados por uma crise tão inesperada como devastadora. Fontes comunitárias indicam que dois terços do plano, meio trilhão de euros, serão injetados como subsídios, distribuídos com uma cota de partilha que favorecerá os países mais golpeados pela pandemia. O restante, 250 bilhões de euros, será distribuído na forma de empréstimos, sem cotas por países, mas com salvaguardas para garantir que nenhum sócio absorva muito em detrimento do resto.

A presidenta da Comissão Europeia (Poder Executivo da UE), Ursula von der Leyen, anunciará o projeto publicamente nesta manhã perante o Parlamento Europeu. Mas o comissário (ministro) europeu de Economia, Paolo Gentilloni, um dos principais impulsionadores da iniciativa, já revelou pelo Twitter o montante desse fundo de recuperação.

A cifra fica longe dos 2 trilhões de euros que o Parlamento Europeu solicitou em uma dura resolução aprovada neste mês, mas se aproxima do trilhão de euros discutido nos últimos dias. O documento que sairá dos quartéis-generais da Comissão deverá receber a luz verde tanto do Parlamento Europeu, muito exigente quanto ao alcance do plano, como dos Estados membros, onde se antevê uma áspera batalha. Segundo fontes da comunidade, a proposta que Ursula von der Leyen destina à Espanha 75 bilhões de euros em ajuda não reembolsável.

O “salto qualitativo na solidariedade europeia”, como o definiu o vice-presidente da Comissão, Josep Borrell, assusta alguns países do norte, que temem o começo de uma “união de dívidas” ou uma “união de transferências financeiras”. Para os sócios do sul, o novo Fundo de Recuperação é um sinal de esperança e uma compensação justa para manter um mercado interno que beneficia principalmente o norte e que, sem um reequilíbrio nas ajudas pelo coronavírus, poderia voar pelos ares.

As ajudas públicas nacionais autorizadas como resultado da pandemia já superam os dois trilhões de euros, mas quase metade disso foi concedida pela Alemanha às suas empresas, enquanto as ajudas oferecidas pela quarta maior economia do bloco, a Espanha, por exemplo, não chegam a 4% do total. O enorme desequilíbrio ameaça a capacidade de sobrevivência das empresas situadas nos países mais golpeados pela pandemia. E tanto Bruxelas como Berlim acabaram por reconhecer o risco de fragmentação do mercado se as empresas de todos os países não puderem competir em igualdade de condições.

Fonte: El País
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ESTADO PRECÁRIO DA VENEZUELA SUSCITA RESPOSTA HUMANITÁRIA EM LARGA ESCALA

Coronavírus desencadeia tempestade perfeita na Venezuela

Emergência aprofunda a precariedade de um país atingido por uma crise estrutural. A Human Rights Watch pede “uma resposta humanitária em larga escala liderada pela ONU”

FRANCESCO MANETTO

México – 27 MAY 2020 – 10:36 BRT

Motoristas fazem fila para abastecer em Caracas.Motoristas fazem fila para abastecer em Caracas.

Na Venezuela, desencadeou–se  tempestade perfeita,emergência sanitária do coronavírus, à instabilidade política e à precariedade social acrescentou-se um coquetel de escassez de gasolina, colapso dos serviços, cortes de energia e de água que multiplicam as graves disfunções do país. Desde que Nicolás Maduro sucedeu o ex-presidente Hugo Chávez em 2013, mais de cinco milhões de venezuelanos migraram em busca de oportunidades. Embora nos últimos meses dezenas de milhares de pessoas tenham retornado devido à falta de recursos diante das restrições e quarentenas decretadas por diferentes Governos, o fluxo migratório transbordou para a região e ainda hoje é um de seus principais desafios.

Os dados oficiais da crise da covid-19 colocam a Venezuela entre os países do mundo com menos casos, com pouco mais de 1.000 contágios e uma dezena de mortes, mas por trás desses números existe um sistema sanitário sem capacidade de detecção e a habitual falta de transparência do regime chavista. Diferentes associações, profissionais vinculados à oposição e a Academia de Ciências Físicas, Naturais e Matemáticas questionaram essas informações. Esta última instituição advertiu sobre o atraso do desenvolvimento da doença no país e inclusive os números divulgados pelo Governo refletem um aumento de 40% dos casos na semana passada.

Enquanto isso, milhões de venezuelanos têm de enfrentar uma crise de combustível sem precedentes. A espoliação da empresa estatal de petróleo PDVSA, a deterioração das refinarias e a má gestão levaram Maduro a pedir ajuda ao Irã, um de seus principais aliados internacionais. Teerã enviou cinco navios com 1,5 milhão de litros de combustível. Mas a isso se juntou nos últimos dias a interrupção do abastecimento de água, que se tornou um drama, especialmente nos hospitais. A catástrofe econômica e a hiperinflação completam o panorama de uma crise que é estrutural há anos.

“A crise humanitária na Venezuela e o colapso do sistema de saúde geraram uma situação perigosa que favorece a rápida disseminação do vírus na população em geral, condições de trabalho inseguras para o pessoal de saúde e uma alta taxa de mortalidade entre os pacientes que necessitam de tratamento hospitalar”, diz a doutora Kathleen Page, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins. Segundo sua análise, citada em um relatório da Human Rights Watch (HRW) publicado nesta terça-feira, essas premissas podem “fazer com que mais pessoas tentem sair do país”, saturando assim os sistemas sanitários dos países vizinhos. A ONG pede que os Estados Unidos, a União Europeia e os países membros do Grupo de Lima pressionem as autoridades venezuelanas para que “permitam a entrada na Venezuela de uma resposta humanitária em grande escala liderada pela ONU”.

“Para contribuir com uma resposta eficaz à covid-19 na Venezuela, os Governos preocupados com a situação venezuelana deveriam as financiar as iniciativas humanitárias da ONU para garantir que a ajuda seja distribuída de maneira apolítica”. É a proposta de José Miguel Vivanco, diretor para as Américas da HRW. “Mas para que a ajuda chegue efetivamente ao povo venezuelano, a responsabilidade máxima recai sobre as autoridades que respondem a Maduro; para tanto é preciso pressioná-las para que garantam o pleno acesso ao Programa Mundial de Alimentos e permitam que os atores humanitários e médicos trabalhem sem medo de represálias”, acrescenta.

A discussão em torno da ajuda humanitária é motivo de conflito entre o Governo e a oposição há anos. Desde a época em que o principal adversário de Maduro era Henrique Capriles, as forças críticas ao chavismo pediram a abertura de um corredor através da fronteira para permitir a entrada de remédios e alimentos. No ano passado, um mês depois que Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino, esse instrumento foi pervertido com a intenção de introduzir caminhões com material sanitário e suplementos nutricionais pela cidade colombiana de Cúcuta. A operação, promovida pelo Governo de Iván Duque e pela Administração de Donald Trump, derivou em uma batalha campal e fracassou. Desde então a situação se precipitou.

Apesar de a emergência vir de longe e estar relacionada essencialmente à gestão do regime, as sanções internacionais, especialmente as impostas por Washington, dificultam agora a cooperação e repercutem na população. A HRW pede que os Estados Unidos determinem regras de jogo muito claras. Por exemplo, “estabelecer claramente que ninguém será penalizado por financiar ou fornecer assistência humanitária à Venezuela neste período de crise de saúde pública e reiterar que a assistência humanitária está isenta de sanções”. Além disso, “estabelecer procedimentos para que as empresas e organizações possam enviar assistência humanitária à Venezuela sem controles excessivamente burocráticos nem atrasos desnecessários” e, por último, “apoiar um robusto esforço humanitário, liderado pela ONU, na Venezuela”.

Fonte: El País

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EM FACE A RUMORES SOBRE SAÚDE DE DITADOR DA COREIA DO NORTE JÁ SE FALA EM SUCESSÃO

Irmã de Kim Jong-un, uma peça-chave na sucessão da machista Coreia do Norte

Rumores sobre a saúde do dirigente norte-coreano desencadeiam conjecturas sobre quem assumiria as rédeas do regime. Nesta segunda, Coreia do Sul desmentiu categoricamente que ditador esteja doente

MACARENA VIDAL LIY
Pequim – 27 ABR 2020 – 15:59 BRT
Kim Yo-Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-Un, durante uma cerimônia no Mausoléu de Ho Chi Minh, em Hanói, Vietnã, em março de 2019Kim Yo-Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-Un, durante uma cerimônia no Mausoléu de Ho Chi Minh, em Hanói, Vietnã, em março de 2019JORGE SILVA / REUTERS

Os boatos sobre a saúde de Kim Jong-un, que começaram desde que o líder norte-coreano não compareceu aos atos de um importante feriado nacional, em 15 de abril, alimentam as especulações sobre sua possível sucessão. E um nome aparece em quase todas as apostas: o de sua irmã mais nova e braço direito, Kim Yo-jong. Tem vantagens óbvias. Pode se orgulhar de pureza do sangue. Tem a confiança absoluta do irmão. E conhece os círculos de poder. Mas alguns especialistas expressem cautela: os antecessores de Kim Jong-un também se apoiaram durante seu mandato em um irmão, que não teve um bom final após a morte do líder, e é difícil pensar que uma mulher possa liderar um regime tão patriarcal como o norte-coreano

Kim está doente? É a dúvida que está no ar há uma semana. Nesta segunda-feira a Coreia do Sul, o país com mais informações e credibilidade para contar o que acontece no hermético vizinho do Norte, quis retirar a importância da questão e fez o mais categórico pronunciamento até agora. O conselheiro de Segurança Nacional em Seul, Moon Chung-in, declarou à rede de televisão CNN que o líder norte-coreano “está vivo e em bom estado de saúde”, na cidade litorânea de Wonsan desde 13 de abril. Segundo a mídia norte-coreana, ele enviou uma mensagem de agradecimento aos trabalhadores que construíram o gigantesco complexo turístico de Wonsan-Kalma. Mas Kim continua sem se mostrar ao público, o que impede que as suposições sejam completamente dissipadas.

Em princípio, a ideia de uma mulher à frente do país seria complicada. Poucas mulheres no regime conseguiram alcançar altos níveis de poder: a vice-ministra das Relações Exteriores Choe Son Hui, uma dura crítica dos Estados Unidos, é uma das exceções mais notáveis. Os líderes da dinastia fundada por Kim Il-sung sempre foram homens.

Mas não há homens à vista que possam se vangloriar de carregar o sangue da dinastia Kim. Acredita-se que Kim Jong-un tenha um filho homem, mas jovem demais para assumir o comando. O único irmão vivo do líder norte-coreano, Kim Jong-chul —um entusiasta da guitarra e de Eric Clapton, de acordo com o ex-número dois da Embaixada da Coreia do Norte em Londres e agora, como desertor, deputado eleito na Coreia do Sul, Thae Jong –ho—, era considerado muito “afeminado” por seu pai, Kim Jong-il. E o irmão mais velho, Kim Jong-nam, foi assassinado no aeroporto de Kuala Lumpur em fevereiro de 2017, em um ato orquestrado pelos serviços secretos do Norte. Outros parentes estão no exílio ou distantes dos círculos de poder.

Talvez seja significativo que a última aparição pública de Kim Jong-un até agora tenha sido para presidir, no dia 11, uma reunião do Politburo do Partido dos Trabalhadores da Coreia, a espinha dorsal do regime norte-coreano, na qual foi confirmada a nomeação de sua irmã como membro suplente desse poderoso órgão. A designação demonstrou a relevância na linha de frente desta mulher de 32 anos, após o fiasco no ano passado da cúpula de Hanói (Vietnã) entre Kim e o presidente dos EUA, Donald Trump.

Nos últimos dois anos, Yo-jong tem sido uma figura onipresente ao lado de seu irmão mais velho. Viajou com ele para todas as cúpulas de que participou durante a fase de distensão e negociações nucleares com Trump e outros líderes mundiais. Na primeira reunião com o inquilino da Casa Branca em Cingapura, foi vista no último momento trocando a caneta com a qual o líder norte-coreano assinaria a declaração conjunta por outra que levava no bolso. No caminho para a segunda, em Hanói, ela recolheu cuidadosamente em um cinzeiro a bituca de cigarro que seu irmão havia fumado, para não deixar vestígios de DNA. Durante esse encontro, observou meticulosamente todos os movimentos do irmão, meio escondida atrás de colunas ou até das plantas.

Foi justamente nessa cúpula que ela pareceu ter sofrido as consequências: já nomeada como membro substituto do Politburo, parece que a posição lhe foi retirada depois que a reunião terminou em fracasso retumbante, e o líder norte-coreano e sua comitiva retornaram de mãos vazias em uma jornada de 56 horas a bordo do seu trem pessoal.

Mulher mais poderosa do regime, responsável pela propaganda —e com ela, pela imagem do irmão no país e no exterior— e vice-diretora do Partido dos Trabalhadores, ela nunca desapareceu nos bastidores. Recuperou a nomeação para o Politburo depois de emitir sua primeira declaração pública no mês passado, acusando o Sul, no estilo altissonante da propaganda norte-coreana, de ser um “cão assustado que late”, por protestar contra manobras militares do Norte. Em março, elogiou publicamente Trump por enviar uma carta a Kim Jong-un oferecendo ajuda contra o coronavírus e manifestando interesse em manter boas relações.

Sua estreia diante da comunidade internacional veio com os Jogos Olímpicos de Inverno em Pyeongchang, Coreia do Sul, em 2018, o marco escolhido pelo regime norte-coreano para explorar o degelo nas relações entre as duas Coreias oferecido pelo presidente sul-coreano Moon Jae-in. Kim Yo-jong foi como representante pessoal do irmão, em uma visita que abriria o caminho para a primeira reunião de líderes coreanos em mais de uma década e lançaria as bases para a histórica reunião entre Kim Jong-un e Donald Trump em um hotel da ilha de Sentosa, em Cingapura.

Como o resto da dinastia Kim, pouco se sabe ao certo sobre a irmã do líder supremo. Casada com o filho de um vice-presidente do partido, ela nasceu em 1987, de acordo com o site especializado NKleadershipwatch. Como o irmão, completou os primeiros anos de escola na Suíça e depois retornou à Coreia do Norte, onde estudou na Universidade Kim Il-sung, o centro de estudos superiores da elite em Pyongyang. É possível que tenha completado sua formação em uma instituição na Europa Ocidental após a morte de sua mãe, em 2004. Dois anos antes, diz o site, seu pai, Kim Jong-il, já havia mencionado aos representantes estrangeiros o interesse da filha pela política e seu desejo de seguir uma carreira dentro do sistema político do país.

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EM MEIO A RUMORES SOBRE POSSÍVEL ESTADO DE SÁUDE DE KIM JONG-UN CHINA ENVIA MÉDICOS À COREIA DO NORTE

China envia médicos à Coreia do Norte em meio a crescentes dúvidas sobre a saúde de Kim Jong-un

Com a ausência do líder supremo em importantes atos públicos desde o último dia 11, aumentam os rumores sobre seu estado

O líder norte coreano, Kim Jong-un, em uma imagem de arquivo.O líder norte coreano, Kim Jong-un, em uma imagem de arquivo.STR / AFP

Pequim – 25 ABR 2020 – 18:39 BRT

Onde está Kim Jong-un? E mais importante: como está sua saúde? A intensidade das perguntas aumentou ao longo da semana, depois que um site da Coreia do SulDaily NK, administrado por ativistas norte e sul-coreanos, publicou que o líder do Norte havia sido submetido a uma cirurgia devido a um problema cardíaco. Desde então, e ante a ausência do marechal – como é chamado pelos compatriotas – em atos públicos de grande importância, os rumores contraditórios sobre seu estado de saúde atingiram um ritmo frenético. O turbilhão de conjecturas voltou a se agitar neste sábado, quando a agência Reuters informou, segundo três fontes, que médicos militares integram uma delegação chinesa em visita a Pyongyang para assessorar sobre Kim.

Até o momento, não se pode afirmar nada com certeza. Só se sabe que a última vez que Kim Jong-un compareceu a um ato oficial foi no último dia 11, ao presidir uma reunião do Politburo do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Na ocasião, sua irmã e braço-direito, Kim Yo-jong, foi confirmada como membro suplemente do organismo. Desde então, o líder norte-coreano não foi visto de novo em público. Ao contrário do que costumava fazer, não esteve presente nas comemorações pelo aniversário de nascimento do seu avô e fundador do regime, Kim Il-sung, no dia 15. Tampouco compareceu nesta sexta-feira, dia 24, para celebrar o aniversário da fundação da guerrilha com a qual, segundo a história oficial coreana, Kim Il-sung derrotou as tropas japonesas.

Em princípio, sua ausência poderia se dever a vários motivos. Entre eles, a proteção contra a pandemia da covid-19, embora a Coreia do Norte não tenha informado oficialmente sobre nenhum caso de contágio. No entanto, segundo informou no início desta semana o Daily NK, o líder se submeteu no dia 12 a uma cirurgia cardiovascular, da qual se recuperava numa residência privada fora de Pyongyang. Segundo o site, a saúde de Kim Jong-un piorou nos últimos meses por causa de seu excesso de peso, seu tabagismo e sua carga de trabalho. Tanto a China como a Coreia do Sul não deram na época muita importância aos rumores sobre a saúde de Kim, afirmando que não haviam detectado movimentos anormais na Coreia do Norte que confirmassem a existência de algum problema. Em Washington, Donald Trump também considerou “incorretas” as informações sobre uma grave doença.

Mas a ausência do dirigente persiste, e os rumores aumentam. A revista japonesa Shukan Gendai chegou a dizer que Kim encontra-se em “estado vegetativo”. O site norte-americano TMZ publicou uma notícia afirmando que o líder supremo norte-coreano teria morrido na madrugada deste domingo, ou estaria em seu leito de morte, citando fontes da imprensa chinesa e japonesa, mas sem confirmar as alegações.

Neste fim de semana, a Reuters citou três fontes para afirmar que uma delegação chinesa, encabeçada por um alto funcionário do Escritório de Ligação do Partido Comunista, viajou na quinta-feira a Pyongyang. Entre seus membros, estavam médicos militares para aconselhar o Governo da Coreia do Norte sobre Kim. A agência informa que não pôde determinar o que a viagem indicou sobre o estado de saúde do líder. Um dia antes, uma fonte do Governo sul-coreano em Seul afirmou a este jornal que Kim está vivo e provavelmente apareça em público em breve. Em um tuíte, o delegado especial da Coreia do Norte para as relações com países estrangeiros, Alejandro Cão de Benós, rechaçou os boatos de forma contundente. “Isto é OFICIAL: a informação sobre o grave estado de saúde do nosso marechal Kim Jong-un É FALSA E MAL-INTENCIONADA”, afirmou.

Não é a primeira vez que Kim desaparece durante um tempo mais ou menos prolongado e desencadeia uma avalanche de rumores. Em 2014, ele se afastou dos atos oficiais durante seis semanas e reapareceu usando uma bengala. Na época, os serviços de inteligência sul-coreanos disseram que ele havia operado o tornozelo para a extirpação de um cisto. Os jornais do Norte reconheceram que ele sofria de uma “condição física incômoda”.

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PARECE SER GRAVE ESTADO DE SAÚDE DE KIM JONG-UN APÓS CIRURGIA CARDIOVASCULAR

 SAÚDE

Estado de Kim Jong-Un é grave após cirurgia, diz autoridade americana

O estado de Kim Jong-Un, 36, é grave após o líder da Coreia do Norte ter se submetido a uma cirurgia cardiovascular na semana passada, informou uma autoridade americana, de acordo com o jornal Washington Post. O governo Trump não tinha certeza se Jong-Un estava vivo ou morto, disse o funcionário, que pediu para não ser identificado.

A CNN havia relatado anteriormente, citando um outro funcionário americano com conhecimento direto do assunto, que o ditador pode estar em “grave perigo” após a cirurgia. A Casa Branca se recusou a comentar a reportagem da TV.

Jong-Un foi visto pela última vez na mídia estatal no dia 11 de abril. O ditador não participou da comemoração do aniversário de seu avô, Kim Il Sung, um feriado nacional, na última semana, o que havia levantado especulações sobre seu estado de saúde.

Informações de dentro da Coreia do Norte são notoriamente difíceis de ser obtidas, especialmente em questões relacionadas à liderança do país, devido a um rígido controle das informações.

O Daily NK, site especializado administrado principalmente por opositores do governos norte-coreano, citou fontes não identificadas dentro do país, que afirmaram que Kim estava se recuperando em uma casa de campo no condado de Hyangsan, no Monte Kumgang, na costa leste, depois de fazer uma cirurgia no dia 12 de abril em um hospital da região. A saúde de Kim se deteriorou nos últimos meses devido ao fumo intenso, obesidade e excesso de trabalho, disse o relatório do Daily NK.

“Meu entendimento é que ele estava lutando (com problemas cardiovasculares) desde agosto passado, mas piorou após repetidas visitas ao Monte Paektu”, disse uma fonte, referindo-se à montanha sagrada do país. Kim foi para o hospital depois de presidir uma reunião do Partido dos Trabalhadores no dia 11 de abril, quando foi visto pela última vez.

Ministério da Unificação afirmou na sexta-feira que era “inapropriado” especular sobre os motivos da ausência de Kim. O líder fez 17 aparições públicas este ano mencionadas na mídia estatal, disse o ministério. Esse ritmo está um pouco abaixo das 84 aparições públicas do ano passado.

Japão evitou comentar sobre o estado de saúde do ditador norte-coreano. Já a Coreia do Sul e uma fonte do partido comunista chinês informaram que há indícios de que Jong-Un não esteja em estado grave.

“Não temos nada a confirmar em relação às recentes reportagens da mídia sobre os problemas de saúde de Kim Jong Un e nenhum movimento atípico dentro da Coreia do Norte foi detectado”, disse Kang Min-seok, porta-voz do presidente sul-coreano Moon Jae-in, em um comunicado.

Fonte: Blog do BG

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RESUMO DA SEMANA: STF X ISOLAMENTO, MANDETTA DEMITIDO, NOVO MIN. DA SAÚDE

Neste domingo você vai ver tranquilamente o RESUMO DA SEMANA de tudo que foi notícia na política brasileira no programa SEMANA DA PAN com os principais destaques sob o comando de Nicole Fusco. Assista ao vídeo e fique por dentro da política nacional.

Fonte:

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PANDEMIA: ANGOLA REGISTRA 16 CASOS DE COVID-19, 2 MORTES E 2 RECUPERADOS

PANDEMIA chega a Africa e em Angola já contaminou 16 pessoas, matou outras duas e mais duas foram curadas. Governo tenta conter as pessoas em casa com fiscalização, apreensão e prisão de pessoas que desobedecerem a quarentena institucional. Leia o artigo a seguir que dá conta da situação da pandemia no país com dados atualizados.

Angola regista 16º caso positivo da Covid-19

Manuela Gomes e Xavier António

Angola registou, nas últimas 24 horas, mais dois novos casos positivos da Covid-19, elevando para 16 o total de cidadãos infectados no país, dos quais dois recuperados e igual número de mortes. Os dados foram revelados, ontem, em Luanda, pelo secretário de Estado para a Saúde Pública.

Pacientes são angolanos de 19 e 20 anos de idade provenientes de Portugal. Ambos chegaram ao país no dia 21 de Março deste ano.
Fotografia: Agostinho Narciso| Edições Novembro

Franco Mufinda, que apresentava o resumo sobre a evolução da pandemia no país, explicou que os dois novos casos são cidadãos angolanos de 19 e 20 anos, sendo o primeiro do sexo masculino regressados ao país no dia 21 de Março último, provenientes de Portugal. O secretário de Estado esclareceu que os dois cidadãos infectados, tão logo chegaram ao país, foram, de imediato, encaminhados aos centros de quarentena institucional. O governante realçou o facto de, até ao momento, o país continuar com casos importados.

Em seguimento clínico em diferentes instituições hospitalares do país, explicou, estão 12 pacientes. Sublinhou que a faixa etária dos casos positivos registados, até ao momento, varia entre 1 a 62 anos, entre os quais 11 do sexo masculino. Para Franco Mufinda, a província de Luanda continua a ser a única com registo de casos positivos da Covid-19. “Ontem começaram a ser processadas as amostras recolhidas no Hotel Infortur, na Centralidade do Kilamba, onde foram detectados estes dois últimos casos”.

Informou que todos os cidadãos que cumpriam a quarentena institucional nos centros de Calumbo 1, 2 e no Hotel “Victória Garden” receberam alta.
O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) registou 74 denúncias de violações de quarentena, três alertas de casos suspeitos, sendo um seguido clinicamente, validado e encaminhado a uma das unidades sanitárias. Em quarentena estão a ser seguidas 1.634 cidadãos a nível do país, sendo 673 em regime institucional. “Continuamos com os trabalhos de busca activa de casos nas comunidades”, garantiu o secretário de Estado.

Anunciou que o Ministério da Saúde vai alargar, brevemente, a sua base de testagem com verificações (testes) validadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), recorrendo a aparelhos recomendados para o efeito. “Vamos descentralizar a testagem da doença e começarmos e conferir um olhar mais amplo do que é a realidade da mesma (doença) a nível das comunidades”, disse Franco Mufinda, lembrando que a nível do Sistema de Saúde, os cuidados primários de saúde mantêm-se inalterados desde o início da pandemia.

Os números avançados sobre a Covid-19 a nível do país são os reais, porquanto, o Ministério da Saúde trabalha em estreita colaboração com a OMS e a CDC Atlanta, que validam os dados diários, referiu.

PN desmente morte de casal brasileiro

A Polícia Nacional desmentiu, ontem, informações postas a circular nas redes sociais sobre a morte de um casal brasileiro por Covid-19, no condomínio Golden, no município de Talatona, em Luanda. De acordo com o porta-voz do Ministério do Interior, Waldemar José, trata-se de uma informação falsa, esclarecendo que, na verdade, o casal foi encontrado numa residência em que um dos membros da mesma família testou positivo, o que terá provocado alguma suspeita a nível da vizinhança.
O subcomissário, que falava em conferência de imprensa para actualização sobre a pandemia Covid-19, disse que, como medida de segurança, as autoridades sanitárias acompanhadas pelas Forças de Defesa e Segurança foram ao local recolher a família e foram postas em quarentena institucional.
Waldemar José reiterou aos cidadãos a não promoção e disseminação de mensagens sem as confirmar, porque, argumentou, desta forma poderá contribuir para o incremento do sentimento de insegurança que, nesta fase, é de todo reprovável.

Em relação às operações realizadas nas últimas 24 horas pelas Forças de Defesa e Segurança, indicou que a nível nacional foram encerrados 23 mercados informais, 11 estabelecimentos comerciais, por não obedecerem às medidas previstas no Decreto Presidencial. Foram ainda apreendidas 37 viaturas que se dedicavam ao serviço de táxi por excesso de lotação, 234 motorizadas que realizavam serviço de moto táxi, assim como recolhidos 1.146 cidadãos que persistiam em circular nas várias cidades do país.
A Polícia Nacional deteve, também, na província do Namibe, um pastor da Igreja Missão Evangélica Espírito Santo em Angola, que foi surpreendido a realizar culto de forma clandestina com féis. O mesmo será responsabilizado criminalmente nos próximos dias. Na província da Huíla, no município de Cacula, foram detidos sete pastores que realizavam culto religioso no interior de uma residência. Em Saurimo, foi igualmente detido dois membros da igreja IESA, quando praticavam cerimónia religiosa numa residência.
Já no Cuanza-Sul houve a detenção de dois pastores e igual número de fiéis da igreja IECA, por suposto desacato às autoridades. As Forças de Defesa e Segurança estão atentas e tudo farão para que essas práticas cessem e responsabilizar aqueles que não acatarem as medidas. No Uíge, a Polícia Nacional efectuou a dispersão de quatro partidas de futebol e, no Moxico, foram detidos dois cidadãos chineses que, diante das Forças de Defesa e Segurança, insistiam em realizar a exploração de madeira.

Fonte: Jornal de Angola

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COMPORTAMENTO: XI JINPING NÃO ESCONDE MAIS O SEU PLANO DE PODER

É cada vez mais evidente o plano de poder  e a atitude criminosa do Partido Comunista e do líder Xi Jinping para conquistar o mundo. Não tem mais como esconder e os governantes dos países direta ou indiretamente atingidos devem se mobilizar para frear ou parar esse ímpeto do governante chinês. A China hoje é o grande fornecedor do mundo, mas não é insubstituível!

China força países atingidos por vírus chinês a se ajoelharem diante da Huawei: “Nós lhe daremos máscaras se aceitar a Huawei 5G”

Thaís Garcia

Publicado em 06.04.2020

Como se a fabricação da pandemia de coronavírus chinês que enfraqueceu países em todo o mundo não fosse suficiente, a ditadura comunista de Xi Jinping agora também está procurando lucrar com a crise global de saúde pública – empurrando sua gigante de tecnologia 5G, a Huawei, para o Ocidente, forçando países atingidos pelo vírus chinês a aceitá-la.

O Dragão asiático sabe que vários países estão fragilizados com a crise gerada pelo vírus chinês e, assim, lançou uma guerra de propaganda contra os países atingidos pelo vírus, numa tentativa de se apresentar como “o país que salvará o mundo da pandemia do coronavírus chinês”.

A mídia comunista estatal chinesa começou agora a publicar fotos da ajuda médica do país.

Li Aihua, presidente do Banco da China (Canadá), posa com Lee Errett, uma autoridade canadense, diante de caixas de suprimentos médicos chineses em Toronto. O Banco da China doou 7,5 toneladas de suprimentos médicos ao Canadá. Fotografia: China News Service / China News Service via Getty Images.

Médicos chineses posando em 13 de março, depois de chegar a Roma de Xangai para ajudar a combater o vírus chinês. Foto: ANSA / AFP via Getty Images.

Até mesmo grupos chineses doaram equipamentos médicos para outros países, e um desses gigantes corporativos, que tem sido um componente importante da campanha de assistência médica de Relações Públicas de Pequim, é o provedor de serviços 5G Huawei, uma empresa de telecomunicações que até ontem estava sendo rejeitada por países em todo o mundo.

Ameaças evidentes

As primeiras indicações de que a China quer lucrar com a pandemia em termos de empurrar a Huawei vieram quando o porta-voz do Partido Comunista Chinês (PCCh), o Global Times, lançou uma ameaça aberta, citando um analista chinês dizendo: “Os movimentos dos EUA para restringir as vendas de tecnologia à Huawei podem sair pela culatra em meio ao #COVID19, pois a China poderia proibir a exportação de máscaras faciais e outros equipamentos médicos para os Estados Unidos”, publicou o Global Times no Twitter.

Global Times

@globaltimesnews

US move to restrict sales of technology to Huawei may backfire amid the , as China could ban the export of face masks and other medical gear to America: analyst http://bit.ly/2v9powO 

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A China sabe que com as redes de suprimentos vazias e os países desesperados por suprimentos médicos, qualquer equipamento médico proveniente da China deve ser tratado como um favor, mesmo que seja uma venda direta e não-doações ou ajuda humanitária. Afinal, a China é o único país do mundo que “voltou a funcionar” até o momento.

O Partido Comunista Chinês de Xi Jinping está mirando um país de cada vez, aproveitando ao máximo as linhas de falha que surgem entre o resto do mundo, em meio a tentativas desesperadas de impedir a propagação do vírus chinês.

No Canadá, por exemplo, a China interveio na exportação de milhões de máscaras para o país, alterando o cálculo político entre Pequim e Ottawa.

Há pouco mais de um ano, a executiva sênior da Huawei, Meng Wanzhou, havia sido presa em Vancouver, no Canadá, por solicitação de extradição dos Estados Unidos. Isso provocou tensões bilaterais entre o Canadá e a China, mas agora, a “diplomacia de máscara” da China fará incursões para a Huawei no Canadá.

No caso da França, o ditador chinês Xi Jinping nem sequer está brincando, e quando o presidente francês, Emmanuel Macron, solicitou o fornecimento de máscaras, Jinping deixou sem rodeios claro que o equipamento médico seria fornecido apenas se a França aceitasse a tecnologia 5G da Huawei.

 “Reportagem: China diz que enviará à França 1 bilhão de máscaras faciais – mas apenas se comprarem seus equipamentos 5G da Huawei”, publicou Ezra Levant no Twitter.

Ezra Levant 🇨🇳🦠

@ezralevant

Report: China says it will ship France a billion face masks — but only if they buy their 5G equipment from Huawei:

Vídeo incorporado

A China também não poupou a Itália, mesmo depois de Roma suportar o peso de se aproximar do dragão asiático e ingressar na Iniciativa do Cinturão e Rota da Seda (veja mais neste link) – o principal programa de diplomacia da China e também conhecido como “a armadilha da dívida”; e vendeu Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para a Itália.

No caso de países como o Reino Unido, que abertamente atacou a China, a escolha é realmente entre ser fortemente impactado pelo vírus chinês ou aceitar a tecnologia 5G da Huawei contra sua vontade.

O mundo quer “favores” da China, mas nada neste mundo é de graça, especialmente quando se trata do “socialismo light” chinês. O preço de negociar com a China é alto! O dragão asiático está empurrando sua tecnologia 5G goela abaixo, em troca de “salvação” para os países afetados pelo vírus chinês.

No mundo pré-coronavírus chinês, o Ocidente se opunham firmemente à Huawei, com todos os principais mercados, como Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Japão e Austrália, proibindo a introdução dessa tecnologia chinesa devido a questões de segurança nacional e privacidade.

Mas agora que a sobrevivência se tornou a principal preocupação, todos esses países estão prontos para ceder sua soberania e colocar a questão da violação de segurança em segundo plano. Para eles, a principal prioridade é salvaguardar a vida de sua equipe médica e cidadãos comuns, para os quais precisariam do apoio da China – o único país que recomeçou a se abrir economicamente.

Defeitos em máscaras e kits de teste “made in china”

No entanto, na tentativa de inundar nações europeias em dificuldades com “ajuda” e equipamentos médicos baratos como parte de uma estratégia ofensiva de propaganda e “charme” diplomático, essa estratégia adotada pela China pode sair pela culatra, já que os países estão devolvendo seus produtos médicos defeituosos.

Os últimos países a aderir ao movimento de rejeitar os materiais  “Made in China” são a Holanda, as Filipinas, a Ucrânia e a Turquia, a Espanha e a República Tcheca.

Leia também: Mundo rejeita o “Made in China”, depois de defeitos constatados em máscaras e kits de teste

Hidroxicloroquina

A China também não contava com a descoberta do uso da hidroxicloroquina e a azitromicina para o tratamento de infectados, e que têm mostrado resultados positivos em vários países. Por isso, o PCCh têm utilizado todos os seus recursos nos países atingidos, incluindo a OMS, para evitar o uso desses medicamentos que estão salvando milhares de vidas do vírus chinês.

Os países afetados precisam reconhecer que já existem outras saídas mais eficientes, como o tratamento com a hidroxicloroquina. As nações não precisam entregar sua soberania e segurança nas mãos do comunismo chinês. O mundo não precisa de mais um “negócio da china“.

O novo coronavírus é de fabricação chinesa, e a China, em vez de enfrentar a catástrofe global que criou, na verdade está utilizando-a para obter lucro econômico.

O ditador Xi Jinping pegou o mundo de surpresa com sua campanha de desinformação e agora está capitalizando a miséria e a devastação global; uma velha tática comunista.

O governo “socialista light” da China é desumano com seu próprio povo, e cada vez mais está usando meios injustos para acertar as contas em meio à pandemia do vírus chinês. E agora, também está impulsionando o objetivo econômico específico de tornar a Huawei a líder em tecnologia 5G – uma meta do regime comunista na China.

Fontes: The Guardian, Ezra Levant, Global Times, TIF Post, Político e DW.

Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

Fonte: Conexão Política

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ECONOMIA: SERÁ QUE JÁ É TARDE DEMAIS PRA ESCAPAR DA ARMADILHA CHINESA?

Caro(a) leitor(a),

Faço aqui um pequeno comentário sobre o artigo a seguir que é um grande alerta para todos os países ocidentais e em especial ao Brasil, pois estamos subestimando e, o que é pior, ignorando o plano de poder do Partido Comunista chinês, só para não sair da nossa “zona de conforto“, que já não consegue mais esconder essa obsessão, pois é muito evidente para quem tem mais de 5 neurônios na cabeça. É muito clara essa intenção. Por isso lhe convido a ler com atenção o artigo a seguir, de autoria de Luciano Pires, Diretor de marketing da Dana e profissional de comunicação. Reflita e tire suas conclusões!

A armadilha chinesa: O mundo está alimentando um enorme dragão e ficará refém dele

Fotomontagem ilustrativa

Um determinado produto que o Brasil fabrica em um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões…

A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante.

Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas…

Com preços que são uma fração dos praticados aqui.

Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares.

Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares.

Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios…. estamos perante uma escravatura amarela e alimentando-a…

Horas extraordinárias? Na China…? Esqueça !!!

O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras sabendo que não vai receber nada por isso…

Atrás dessa “postura” está a grande armadilha chinesa.

Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia “de poder” para ganhar o mercado ocidental.

Os chineses estão tirando proveito da atitude dos ‘marqueteiros’ ocidentais, que preferem terceirizar a produção ficando apenas com o que ela “agrega de valor”: a marca.

Dificilmente você adquire atualmente nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da América um produto “made in USA”.

É tudo “made in China”, com rótulo estadunidense.

As Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares…

Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço.

Mesmo ao custo do fechamento das suas fábricas e do brutal desemprego. É o que pode-se chamar de “estratégia preçonhenta”.

Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila essas táticas, cria unidades produtivas de alta performance, para dominar no longo prazo.

Enquanto as grandes potências mercadológicas que ficam com as marcas, com os designes…suas grifes, os chineses estão ficando com a produção, assistindo estimulando e contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais.

Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de tênis ou de calçados pelo mundo ocidental. Só haverá na China.

Então, num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços, produzindo um “choque da manufatura”, como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta. Aí já será tarde demais.

Então o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se ao poderio chinês.

Perceberá que alimentou um enorme dragão e acabou refém do mesmo.

Dragão este que aumentará gradativamente seus preços, já que será ele quem ditará as novas leis de mercado, pois será quem manda, terá o monopólio da produção .

Sendo ela e apenas ela quem possuirá as fábricas, inventários e empregos, é quem vai regular os mercados e não os “preçonhentos”.

Iremos, nós e os nossos filhos, netos… assistir a uma inversão das regras do jogo atual que terão nas economias ocidentais o impacto de uma bomba atômica… chinesa.

Nessa altura em que o mundo ocidental acordar será muito tarde.

Nesse dia, os executivos “preçonhentos” olharão tristemente para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando bocha no clube, e chorarão sobre as sucatas dos seus parques fabris desmontados.

E então lembrarão, com muitas saudades, do tempo em que ganharam dinheiro comprando “balatinho dos esclavos” chineses, vendendo caro suas “marcas-grifes” aos seus conterrâneos.

E então, entristecidos, abrirão suas “marmitas” e almoçarão as suas marcas que já deixaram de ser moda e, por isso, deixaram de ser poderosas pois foram todas copiadas….

REFLITAM E COMECEM A COMPRAR – JÁ – OS PRODUTOS DE FABRICAÇÃO NACIONAL, FOMENTANDO O EMPREGO EM SEU PAÍS, PELA SOBREVIVÊNCIA DO SEU AMIGO, DO SEU VIZINHO E ATÉ MESMO DA SUA PRÓPRIA… E DE SEUS DESCENDENTES.

Luciano Pires. Diretor de marketing da Dana e profissional de comunicação

Fonte: Jornal da Cidade On Line

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O NACIONALISMO SE LEVANTA NA EUROPA ALIMENTADO PELO CORONAVÍRUS

Europa trava disputa existencial contra o nacionalismo alimentado pelo coronavírus

Cúpula da União Europeia tenta reforçar o multilateralismo, mas divergências minam o bloco

Policiais militares patrulham um mercado de Budapeste, nesta terça-feira.Policiais militares patrulham um mercado de Budapeste, nesta terça-feira.ZOLTAN BALOGH

coronavírus ameaça acelerar o desmoronamento da ordem internacional surgida no século XX e da qual a União Europeia se tornou no último bastião. As autoridades do bloco continental tentam reforçar o multilateralismo com iniciativas como as aprovadas nesta terça-feira (primeira ajuda humanitária ao Irã e operação naval para frear a guerra da Líbia), mas o fechamento generalizado de fronteiras e a retratação dos governos nacionais para dentro de suas fronteiras, inclusive no interior da UE, reforçaram as tendências unilaterais alimentadas na Casa Branca por Donald Trump e secundadas com entusiasmo, por diferentes motivos, de Londres a Moscou.

A UE até agora resistia com grandes dificuldades aos embates provocados pela Administração Trump —que, desde sua chegada ao poder, em 2017, conseguiu pôr em dúvida o futuro da OTAN, condenou a Organização Mundial de Comércio à paralisia, desvinculou-se da luta mundial contra a mudança climática e deixou à beira do colapso o acordo internacional para evitar a nuclearização do Irã.

Bruxelas optou por evitar o choque frontal com Trump e preservar o que sobrava da ordem multilateral à espera de tempos melhores ou de um novo inquilino na Casa Branca. O plano passava, ao mesmo tempo, por reforçar as próprias estruturas da UE, aumentar a presença global do euro (estancada desde seu nascimento, há 20 anos) e dotar o clube comunitário de capacidades defensivas que reduzissem a dependência política, econômica e militar em relação a Washington.

Mas o abalo causado pela pandemia da Covid-19 surpreendeu a UE sem ter levado, em troca, a nenhum avanço significativo em sua trajetória para uma autonomia geoestratégica. A crise sanitária sem precedentes e seu temido impacto econômico provocaram, além disso, uma reação nacionalista na maioria dos Estados, o que gera dúvidas quanto à capacidade do clube comunitário para responder de maneira conjunta e multilateral não só ao drama humano e social que percorre o Velho Continente, mas também aos problemas que o bloco continental já enfrentava.

“Estamos em um momento crítico da construção europeia”, afirmou nesta terça-feira o ministro francês de Finanças, Bruno Le Maire. “Ou a Europa se reencontra com seu sentido político e sai reforçada, ou esquece sua vocação e desaparece”, acrescentou.

Shada Islam, diretora para a Europa do centro de estudos Friends of Europe, acredita que o reordenamento global desencadeado pela pandemia na verdade oferece uma oportunidade para a União Europeia. “Países como a China, a Rússia e a Turquia não dispõem da tração necessária para liderar uma nova ordem, e com os EUA em retirada abre-se um vazio”, observa.

Comissão Europeia (Poder Executivo da UE) se mostra convencida de que esta crise, como outras anteriores, representa uma ocasião para aprofundar a integração continental e reforçar seu peso no mundo. “Não devemos nos esquecer de que nenhum dos problemas que tínhamos antes do vírus desapareceu”, advertiu esta terça-feira Josep Borrell, alto representante de Política Externa da UE. “Alguns desses problemas crescem e pioram, e devemos continuar prestando atenção a eles”, acrescentou o espanhol, anunciando a adoção da operação naval Irini, que pretende frear as ingerências da Rússia e da Turquia na guerra da Líbia.

Como sinal dessa intenção de se manter na cena global, a Europa também estreou esta terça-feira o sistema Instex que, pela primeira vez, permite esquivar o bloqueio dos EUA e enviar ajuda humanitária ao Irã, país muito golpeado pela epidemia.

A União Europeia também retomou seus planos de expansão territorial ao dar sinal verde para a abertura de negociações sobre a adesão da Albânia e Macedônia do Norte (país que na semana passada se incorporou à OTAN).

Mas os sinais aparentemente positivos são ofuscados pela sensação de paralisia e impotência que a União oferece perante uma crise sanitária sem precedentes. Os atritos da última cúpula europeia sobre a possível resposta econômica à crise em formação se unem à sensação de desamparo que os países mais afetados pela epidemia, como a Itália ou Espanha, sentem diante da aparente falta de solidariedade de seus sócios comunitários.

O drama humano atinge a UE, além disso, em um momento delicado, com a primeira ruptura do clube recém-consumada (com a saída do Reino Unido em 31 de janeiro) e com os orçamentos atuais (2014-2020) prestes a expirarem. A cúpula europeia de fevereiro, a última ocasião em que os líderes europeus puderam se reunir pessoalmente, terminou com um retumbante fracasso na tentativa de decidir as novas contas (2021-2027), o que deixa o clube sob ameaça de confrontar a crise do coronavírus sem um orçamento definitivo ou premido pela necessidade de aprovar dotações emergenciais pelo menos para o ano que vem.

“A UE tem a tendência de se concentrar em seus próprios pequenos problemas cada vez que surge um desafio global”, lamenta Islam. “Neste momento, a resposta da UE deveria ser uma inspiração para outros lugares do planeta, mas está longe de ser, por culpa de suas disputas internas”, acrescenta a diretora para a Europa do Friends of Europe.

Guerra de propaganda

Bruxelas acredita que a imagem ruim da reação europeia à pandemia da Covid-19 é fruto, em parte, da guerra de propaganda travada entre diferentes potências mundiais. “Existe uma batalha global pelo relato”, observava há poucos dias Josep Borrell, alto representante de Política Externa da UE. O departamento de Borrell, dentro das análises sobre campanhas de desinformação, já detectou cerca de cem ondas de mensagens que buscam desacreditar as administrações europeias e estimular a desconfiança da opinião pública continental. Essas campanhas parecem ser ligadas a interesses relacionados a Moscou, mas não só. A China também impulsiona seu próprio relato, apoiado, segundo um documento interno da Comissão, “no admirável trabalho [de Pequim] em conter o coronavírus” e na “gratidão que Ocidente deveria ter pela China por sua rápida reação”. A mensagem subliminar dessa campanha, segundo Bruxelas, é que a força de um Estado centralizado como o chinês “pode ser um ativo” em casos como o da epidemia.

Fonte: EL PAÍS

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PONTO DE VISTA: O GOVERNO CHINÊS PRECISA REPARAR OS DANOS CAUSADOS EM TODO O PLANETA

Caro(a) leitor(a),

Pensar que o governo comunista da China é o responsável direto pelos efeitos dessa pandemia do novo coronavírus definitivamente não é teoria da conspiração, é a realidade nua, crua e mais cruel. Não estou afirmando que esse vírus foi criado em laboratório com o propósito de corrigir um surto inflacionário econômico interno da China, pois não existem provas disso ainda, mas a omissão durante, pelo menos, quatro meses sobre a performance da epidemia em solo chinês se constitui um crime contra a humanidade só comparado com o comportamento do governo também comunista da União Soviética no caso do acidente nuclear de Chenobyl, na região da Ucrânia em 1986, que está relatado no artigo a seguir. Portanto, o governo da China é sim, o grande responsável pelas consequências a nível mundial dessa pandemia do coronavírus e deve como tal reparar todos os países afetados. Esse é o momento das organizações mundiais, tais como: OMS, ONU e outras se reunirem com o objetivo de impor sanções e/ou punições ao governo chinês, visto que, epidemias e pandemias passam a ser especialidade desse país, pois sabidamente essa não é a primeira nem a segunda pandemia originada na China. 

Coronavírus: ministro Mandetta revela a verdade que a imprensa tenta esconder (veja o vídeo)

Coletiva com ministros

Mas, claro, segundo a extrema esquerda e outras figuras abjetas, a culpa da contaminação no Brasil é do presidente Bolsonaro, que apertou a mão (sem estar contaminado e sendo monitorado pelo Ministério da Saúde) de alguns manifestantes em frente à residência oficial no dia 15 de março. Acreditar nisso não seria tão diferente de acreditar em saci pererê, fada do dente ou coelhinho da Páscoa. Tratam-nos como imbecis porque continuam acreditando cegamente na imbecilidade do povo, o que é um grande erro.

Ministérios técnicos e unidos para combater o vírus

Apesar de tudo, estamos preparados para combater o vírus chinês, com todos os ministérios juntando esforços para preservar a saúde dos brasileiros, como ressaltou o ministro Mandetta:

“Queria agradecer ao presidente, por ter um ministério tão técnico. Pela primeira vez, todas as áreas estão com pessoas especializadas”, destacou.

Ou seja, se houvesse agora uma equipe escolhida por indicação partidária ou facilitadores de corrupção, como no antigo regime lulopetista, estaríamos em uma situação muito mais complicada.

As Forças Armadas brasileiras já se colocaram à inteira disposição para proteger a população e reduzir exponencialmente os danos causados pelo Covid-19.

Um Chernobyl chinês?

Em 1986, ocorreu na cidade de Chernobyl, na região da Ucrânia, o acidente nuclear mais grave da história da humanidade. O governo comunista da antiga União Soviética escondeu as informações do desastre, deixando que famílias inteiras e animais fossem contaminados. A radiação se espalhou por vários países e a Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula em 9 mil o número de vítimas fatais, fora aqueles que continuam com sequelas permanentes. Mais uma vez, décadas depois, vemos um país comunista omitir dados que poderiam salvar a vida de milhares de pessoas.

A China deve explicações imediatas à comunidade internacional e reparações financeiras às economias afetadas pelo vírus que o país disseminou. Enquanto bolsas de valores despencam no mundo todo, a da China continua subindo e o país segue dominando mercados. E agora eles informam que o número de contaminações por lá parou. Ah, um detalhe, não querem que chamem o Covid-19 de vírus chinês, e ameaçam países que ousam criticá-los. Por que será?

Veja o vídeo:

 

da Redação

Fonte: Jornal da Cidade On Line

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ÚLTIMA DESTE SÁBADO: TRUMP LIBERA 60 BILHÕES DE DÓLARES PARA BRASIL E MAIS 8 PAÍSES

Em meio a tanta notícia ruim com essa pandemia do coronavírus o FED, Banco Central dos Estados Unidos resolveu liberar até U$ 60 bilhões para 9 países, dentre eles o Brasil, para ajudar a sobreviver a essa guerra contra o coronavírus. Leia o artigo a seguir e saiba dos detalhes!

BC e Fed fecham acordo para ampliar oferta de dólar em US$ 60 bilhões

Dinheiro vai ampliar a oferta de dólar no mercado doméstico

Publicado em 19/03/2020 – 15:16 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Banco Central (BC) do Brasil e o Federal Reserve (Fed – banco central dos Estados Unidos) vão manter, por pelo menos seis meses, um acordo de swap (troca) de liquidez (recursos disponíveis) em dólares americanos. O montante é de US$ 60 bilhões e vai ampliar a oferta de dólar no mercado doméstico, informou hoje (19) o BC.

Segundo o BC, o dinheiro será utilizado para “incrementar os fundos disponíveis para as operações de provisão de liquidez em dólares”.

“A linha de liquidez soma-se ao conjunto de instrumentos disponíveis do BC para lidar com a alta volatilidade dos mercados em decorrência da pandemia da Covid-19”, acrescentou.

O anúncio de hoje inclui também as autoridades monetárias da Austrália, Dinamarca, Coreia do Sul, México, Noruega, Nova Zelândia, Singapura e Suécia. O Federal Reserve também possui linhas de swap de liquidez em dólares americanos com o Banco do Canadá, o Banco da Inglaterra, o Banco do Japão, o Banco Central Europeu e o Banco Nacional Suíço.

Edição: Fernando Fraga

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OPINIÃO: NOSSA NOVA PARCERIA COM A MAIOR ECONOMIA DO MUNDO

Na coluna OPINIÃO deste domingo o extraordinário Alexandre Garcia faz mais um dos seus competentes comentários sobre a nova parceria do Brasil com os Estados Unidos e faz uma retrospectiva da relação dos dois países ao longo desses 132 anos de república brasileira. Um verdadeira aula de historiografia política que vale a pena assistir. 

Fonte:

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ENTREVISTA: EMBAIXADOR DO BRASIL EM ANGOLA FALA SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE OS DOIS PAÍSES

ENTREVISTA: EMBAIXADOR DO BRASIL EM ANGOLA FALA SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE OS DOIS PAÍSES
Comissão de Relações Exteriores (CRE) realiza sabatina de Paulino Franco de Carvalho Neto para embaixador do Brasil na Angola. Em pronunciamento, indicado para o cargo de embaixador do Brasil em Angola, Paulino Franco de Carvalho Neto. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Uma ENTREVISTA muito boa e esclarecedora com o embaixador do Brasil em Angola, Paulino Franco de Carvalho Neto, é o destaque da nossa coluna desta quarta-feira. Entre outras coisas ele aborda os temas corrupção, lavagem de dinheiro, intercâmbio cultural, nepotismo e outros temas relevantes na política entre os dois países.

Se houver dinheiro levado de forma ilícita ao Brasil será devolvido a Angola

Diogo Paixão

4 de Março, 2020

O embaixador do Brasil em Angola, Paulino Franco de Carvalho Neto, afirma que os dois países tiveram sempre uma cooperação económica muito proveitosa. Em entrevista ao Jornal de Angola, o diplomata destaca que “os recursos de bancos públicos brasileiros que vieram para Angola foram, de modo geral, muito bem utilizados e aproveitados”. Acrescenta que a nação africana foi fiel cumpridora dos seus deveres e que nunca atrasou pagamento algum. “A cooperação entre o Brasil e Angola, no domínio financeiro, é exemplar. Queremos continuar em novas bases esse tipo de cooperação, com ênfase para investimentos directos”Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

A cooperação económica é um dos principais instrumentos de desenvolvimento dos países. Como avalia a cooperação entre Angola e Brasil?

Angola é um tradicional parceiro comercial do Brasil em África e importante destino de investimentos brasileiros desde fins da década de 1970. Vivemos hoje um momento de retomada das nossas relações económicas e comerciais, após período de relativa desaceleração por causa de crise económica que atingiu os dois países. A Embaixada procura continuamente aproximar, não apenas os governos do Brasil e Angola, mas também o sector privado, ajudando a identificar oportunidades e promovendo o estreitamento dos laços interpessoais dos dois lados do Atlântico. As reformas promovidas pelo Presidente João Lourenço, no sentido de melhorar o ambi-ente de negócios, reforçando a transparência e a segurança jurídica para investidores estrangeiros, são muito parecidas com as que se fazem no Brasil. São reformas que também aproximam Angola da agenda económica do Go-verno do Presidente Bolsonaro, dando prioridade à responsabilidade fiscal, à redução do peso do Estado e da burocracia e ao combate à corrupção. É preciso intensificar a divulgação desta nova Angola junto ao empresariado do Brasil. Trabalhamos em coordenação com o Governo ango-
lano para facilitar iniciativas neste sentido.

Qual é o volume de negócios entre os dois países?

Em 2019, as exportações brasileiras para Angola somaram 441,5 milhões de dólares e as importações 140,5 mi-lhões, perfazendo uma corrente de comércio de 582 milhões. São números que continuam a ser expressivos e garantem ao Brasil lugar de destaque entre os principais parceiros de Angola. O volume de comércio entre Brasil e Angola chegou a registar 4 biliões de dólares em 2018, mas, assim como o comércio exterior de An-gola com o resto do mundo, tem sofrido considerável queda desde 2015. Em função da crise económica, as trocas com o Brasil também reduziram. Um exemplo significativo do incremento re-cente do nosso comércio é que, no último ano, o Brasil foi o primeiro destino de ex-portação de gás liquefeito de Angola, LNG, no Soyo, e o país continua a importar o produto de Angola. Do lado das importações angolanas, a maior parte dos produtos destinados a Angola são agrícolas (cerca de 80,42% do valor total).
No que diz respeito aos investimentos, embora não se disponha de dados estatísticos precisos, sabe-se que muitas empresas brasileiras investiram em Angola para prestar serviços associados a projectos de infra-estrutura do passado. Hoje, assistimos ao inicio de uma nova era, em que empresários demonstram interesse em actuar em novos sectores. É sinal de que muitos brasileiros já se aperceberam destas novas oportunidades. São vários projectos de investimentos que poderão ser iniciados ainda este ano, como, por exemplo, o empreendimento pioneiro em Angola no sector da indústria farmacêutica, que está a ser analisado pelas autoridades angolanas competentes, para aprovação. Além desse, há projectos iniciados há alguns anos, no período anterior à crise, que continuam a avançar, como a siderurgia do Cuchi, do grupo brasileiro Modulax, e a usina de etanol da Biocom.

No ano passado, durante a visita a Angola do ministro das Relações Exteriores do Brasil, foi assinado, em Lu-anda, um acordo no domínio da Segurança e Ordem Interna. Como está a ser implementado o acordo?

A avaliação sobre a implementação do referido acordo constitui um dos tópicos a serem tratados no âmbito da visita ao Brasil do ministro das Relações Exteriores, Ma-nuel Augusto. Em princípio e sujeito ainda a pareceres jurídicos definitivos, parece que o instrumento terá en-trado em vigor a partir do momento da assinatura, em De-zembro, não devendo necessitar de passar por outros trâmites, na medida em que os compromissos nele plasmados não gerariam ónus específicos, o que é um dos requisitos no Brasil para a aprova-ção parlamentar.
Conforme estabelece o artigo 10 do acordo, a implementação e coordenação estarão a cargo, pelo lado angolano, do Ministério do Interior; e pela parte brasileira, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O artigo 12 do acordo prevê a reunião anual, de forma alternada, do Grupo Técnico Bilateral, incumbido do desenvolvimento, avaliação e acompanhamento da cooperação prevista, sem prejuízo de reuniões extra-ordinárias. Espera-se, para breve, a marcação da primeira reunião.
Convém assinalar que o acordo não se limita à mera troca de informações, contemplando, ainda, formação e capacitação de quadros, fornecimento de equipamentos, gestão de serviços de investigação criminal, desenvolvimento de sistemas de dados, entre outros aspectos em que o Brasil tem condições de colaborar de maneira específica.

Na sua passagem por Luanda, aquando da visita à Índia, o Presidente Jair Bolsonaro disse que ajudaria Angola no combate à corrupção. De que modo seria dada esta ajuda?

Antes de tudo, convém assinalar que, em observância aos princípios da soberania e da não ingerência em assuntos internos de outros países, os quais regem as relações internacionais, eventuais pedidos de cooperação em ma-téria de combate à corrupção precisam de ser formulados expressamente pela parte interessada. Isso pode dar-se de várias formas e mediante pedidos encaminhados por órgãos dos distintos poderes (executivo, legislativos e judiciário) de cada país.
Assim, por exemplo, caso a PGR em Angola queira solicitar cooperação jurídica do lado brasileiro para troca de informações sobre um in-quérito em curso, com potenciais implicações na outra jurisdição, tais como alegadas transacções suspeitas no nosso território, efectuadas por cidadãos angolanos que tenham hipoteticamente expatriado recursos de forma indevida (ou vice-versa), tratar-se-ia de uma modalidade de cooperação a ser levada adiante. Independentemente de existirem ou não acordos bilaterais específicos nessa ou naquela matéria, a colaboração estreita entre instituições angolanas e brasileiras afigura-se uma realidade que ocorre há anos, sendo algo digno de nota, contanto que sempre se respeitem os direitos dos indiví-duos e os respectivos ordenamentos jurídicos. Tal parceria regular entre órgãos es-tatais de lado a lado reflecte a excelência do relacionamento angolano-brasileiro como um todo, fundado na confiança mútua.
Voltando à pergunta anterior, sobre o acordos recém-assinados em matéria de Segurança e Ordem Interna, a primeira reunião do Grupo Técnico Bilateral, destinada à implementação efectiva do instrumento, ganha relevo adicional, à luz da elevada prioridade conferida por ambos os governos, a luta contra a corrupção, uma das modalidades de ilícitos elencadas no artigo 2 para afigurar como objecto de assessoria, assistência técnica e intercâmbio de informações. O acordo pode, portanto, servir de base para a intensificação da cooperação bilateral no combate à corrupção e outros ilícitos que incidam ou perpassem ambos os países.
De todo o modo, as perspectivas de cooperação nessa área são múltiplas e dinâmicas. A isso acresce-se o facto de que as grandes linhas de-fendidas pelo Governo do Presidente João Lourenço encontram ressonância no Governo brasileiro, como no caso do combate à corrupção, circunstância que já se reflecte na nova fase da interacção bilateral, com realce para visitas pioneiras de representantes de instâncias judiciárias e de controlo.
Em Agosto de 2019, uma missão da Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) esteve em Brasília, tendo os responsáveis reunido com os ministros brasileiros da Justiça e da Controladoria Geral da União. No mesmo mês, a ex-Procuradora-Geral da República do Brasil recebeu uma comitiva chefiada pelo então Vice-Procurador-Geral da República de Angola. Mesmo com a mudança de um e de outro servidor, a cooperação tende a dar frutos, pois criou-se uma dinâmica de intercâmbio. A propósito, o Ministério Público de Angola já manifestou interesse em conhecer melhor o Instituto da “Delação Premiada”, conforme denominado no Brasil. De igual modo, delegações angolana e brasileira tiveram profícuo encontro à margem da 88ª sessão da Assembleia-Geral da Interpol, em Outubro do ano passado.
Portanto, o Brasil está aberto a cooperar com Angola nesta área e no respeito aos princípios de soberania. Caberá às instituições directamente envolvidas, as procuradorias dos dois países fazerem o seu trabalho. Já houve trocas de visita, trocas de informações entre os dois países. Esta cooperação faz-se com base em acordos e entendimentos entre os dois países. Portanto, Brasil e Angola devem intensificar esta cooperação para combater a corrupção.

O ministro das Relações Exteriores de Angola prepara uma viagem ao Brasil (NR: já lá se encontra). Qual é a essência desta deslocação? Está-se já perante os preparativos da visita de João Lourenço ao Brasil?

A visita do ministro Manuel Augusto inscreve-se num contexto mais amplo de retomada do intercâmbio de visitas de alto nível entre o Brasil e Angola e surge em resposta ao convite efectuado pelo chanceler Ernesto Araújo, por ocasião da sua vinda a Luanda, em Dezembro passado. Será mais uma oportunidade para intensificar a cooperação bilateral. A língua comum, os laços culturais e históricos, a “vizinhança atlântica” sempre farão com que as relações entre Brasil e Angola sejam consideradas estratégicas e prioritárias. Além disso, a cooperação e o intercâmbio de experiências realizados ao longo dos anos constituem vantagens comparativas relevantes para estreitar ainda mais os fortes vínculos que nos unem.
Entendemos que, da perspectiva angolana, a visita do ministro Manuel Augusto propicia valiosa oportunidade para promover a imagem da “Nova Angola” no Brasil, em linha com a prioridade que o Governo do Presidente João Lourenço tem atribuído à vertente económica e comercial da diplomacia deste país. Neste sentido, esta visita insere-se nos esforços que vêm sendo realizados pelo Executivo angolano para atrair novos investimentos estrangeiros (neste caso brasileiros), considerados fundamentais para a diversificação da economia e para o sucesso dos programas de privatizações e concessões em curso. Apenas para citar alguns exemplos, os sectores agro-pecuário, de educação, construção civil, infra-estruturas, defesa e saúde possuem enorme potencial para empreendimentos conjuntos.
Respondendo à segunda pergunta, recordo que o Presidente Jair Bolsonaro convidou o Presidente João Lourenço para visitar o Brasil. Neste contexto, um dos objectivos centrais da visita do ministro Manuel Augusto é, sim, preparar a visita do mandatário angolano ao Brasil, a qual esperamos que ocorra proximamente. Durante a sua visita a Brasília, que começa a 2 de Março, o ministro Manuel Augusto deverá discutir com o seu homólogo brasileiro opções de datas para esta viagem presidencial. Recordo que na escala que fez em Luanda, a caminho da Índia, em Janeiro, o Presidente Bolsonaro afirmou que pretende visitar Angola. Estamos a trabalhar para que essa expectativa possa se concretizar por ocasião da Cimeira da CPLP, que se realiza em Setembro, na capital angolana.

O Governo angolano desenvolve uma acção destinada a recuperar os capitais ilícitos domiciliados no exterior. Há muito capital ilícito angolano no Brasil?

Não tenho informações precisas a este respeito. Se houver, tenho a certeza de que, através da cooperação bilateral já mencionada e por meio de outros instrumentos bilaterais, esses recursos serão repatriados, devolvidos a Angola. Não tenho a menor dúvida disso.

Diz-se que há muitos angolanos envolvidos no caso “Lava Jato”. Pode confirmar?

Cabe à Justiça tratar desse assunto. No Brasil, a operação “Lava Jato” continua. São processos longos de busca de elementos de informação para que as pessoas envolvidas se-jam processadas e, se for o caso, condenadas, o que já ocorreu largamente no Brasil. Esta cooperação tem de continuar. Ca-berá à Justiça, de forma soberana, tomar as decisões que julgar acertadas.

Angola pagou a sua dívida ao Brasil e livrou-se das acusações de contas milionárias. Haverá ainda algum pendente sobre esta matéria?

Brasil e Angola sempre tiveram uma cooperação económica muito proveitosa. Os recursos de bancos pú-blicos brasileiros que vieram para Angola foram, de modo geral, muito bem utilizados e aproveitados. Angola sempre foi fiel cumpridora dos seus deveres, nunca atrasou pagamento algum. A cooperação entre o Brasil e Angola no domínio financeiro é exemplar. Queremos continuar em novas bases esse tipo de cooperação, com ênfase em investimentos directos.

Nota-se que os brasileiros es-tão muito bem integrados em Angola. Acontece o mesmo com os angolanos no Brasil? Como está o processo de integração no Brasil? Os angolanos continuam confinados em favelas?

Não, não estão. Os angolanos estão concentrados em algumas localidades, em diversos bairros de algumas cidades, como São Paulo, e eles participam em actividades sociais e económicas do país. Tal como os brasileiros em Angola, eles adaptam-se facilmente ao Brasil, pois os dois países têm muitas semelhanças, história e hábitos comuns. Os angolanos sentem-se em casa, como nós nos sentimos aqui. Muitos vão ao Brasil tentar uma nova vida, conseguir um emprego, que muita vezes aqui não encontram. São bem acolhidos aqueles que vão legalmente, com os vistos adequados.

Há muitos angolanos que tentam entrar ilegalmente no Brasil ou envolvidos em casos de narcotráfico?

Existe dos dois lados, mas é um número muito reduzido. Nós não podemos chamar atenção para a excepção, mas para a regra, para a maioria que age com correcção. De um modo geral, os angolanos que vivem no Brasil são pessoas honestas, trabalhadoras, que se integraram muito bem, tal como os brasileiros em Angola.

Nota-se um certo esfriamento nas relações entre África e o Brasil, depois da chegada do Presidente Bolsonaro ao poder. Não receia que isso possa afectar as economias africanas e brasileira?

Não concordo com essa visão. Para tanto, basta referir a quantidade de actividades que a Embaixada do Brasil em Angola desenvolve e as que a Embaixada de Angola no Brasil realiza, além das visitas de alto nível. Em De-zembro do ano passado, o ministro das Relações Exteriores do Brasil esteve em Angola. Antes disso, tivemos a visita do ministro da Saúde do Brasil, em Novembro de 2019, e a do ministro da De-fesa, em Abril passado.
O Presidente Bolsonaro fez questão de fazer uma escala em Luanda no final de Janeiro deste ano, a caminho da Ín-dia, onde realizou visita oficial. Foi muito bem recebido, no aeroporto, pelo ministro das Relações Exteriores, Ma-nuel Augusto, e manteve um telefonema muito cordial com o Presidente João Lourenço, que foi convidado a visitar o Brasil. Tudo isto de-monstra que as relações continuam a ser intensas.

Mas reconhece que no passado as relações foram muito mais intensas?

Não reconheço. Foram períodos diferentes, em que a economia angolana andava a um ritmo muito mais acelerado e a economia brasileira também. São períodos distintos, mas a amizade e a cooperação entre os dois países é a mesma.
Não estou a falar das relações com Angola. Estou a falar das relações entre o Brasil e África, de um modo geral.
A exemplo das relações com Angola, as com outros países e regiões de África são muito profícuas. Bastaria mencionar, a título de exemplo, as relações do Brasil com a África do Sul, com a Namíbia, com os países do Norte do continente. São períodos diferentes, épocas diferentes, mas queremos e temos uma presença muito grande em África. Basta dizer que o Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento com um número de embaixadas tão grande em África. São 34 embaixadas. Não co-nheço um outro país em de-senvolvimento com esse número de embaixadas.

Normalmente, quando se fala de nepotismo, África aparece nos lugares cimeiros, mas o Presidente Bolsonaro tem filhos em cargos públicos. Não estaremos também perante casos de nepotismo?

Não. Não se trata de nepotismo. Os filhos do Presidente são cidadãos livres, que exercem mandatos públicos, foram eleitos antes do Presidente chegar ao poder. São vereadores, deputados, en-fim, é um direito que lhes as-siste. Têm a mesma visão política do Presidente, que por acaso é seu pai. Não se trata de nepotismo.

No Brasil, terá havido um outro Chefe de Estado com tantos filhos em cargos públicos?

Não sei dizer, mas nada im-pede que os filhos do Presidente da República exerçam cargos públicos, exerçam mandatos electivos. Não foram escolhidos pelo Presidente da República, foram ungidos aos seus cargos pelo voto do eleitor. Po-deriam não ter sido eleitos, mas o foram.

O Presidente Bolsonaro é acusado muitas vezes, por organizações internacionais rurais e estados do Brasil, de não ter uma política de defesa do ambiente muito efectiva. Que comentário faz sobre estas acusações?

O Presidente Bolsonaro tem dito, reiteradamente, nas suas declarações oficiais, que temos uma política ambiental muito decidida. As políticas públicas ambientais existem há muito tempo, temos um Ministério do Am-biente muito activo, temos uma legislação ambiental moderna. O Brasil, ao contrário de outros países, tem não só uma legislação ambiental muito avançada, mas uma matriz energética altamente renovável, o que o diferencia de muitos outros países, inclusive dos desenvolvidos.
Em outras palavras, a matriz energética brasileira é muito compatível com uma visão de preservação e protecção do ambiente. Sempre tivemos participação activa em fóruns internacionais que se ocupam de temas ambientais. Bastar recordar que o Brasil foi um dos elaboradores do conceito de desenvolvimento sustentável, ou seja, que vai além da protecção do meio ambiente, já que se assenta em três pi-lares: o ambiental, o social e o económico.
Mas as políticas ambientais não satisfazem as minorias no Brasil. Refiro-me concretamente aos índios.
A meu ver, são queixas equivocadas, baseadas numa visão sectorial, de grupos de interesse, sem dúvida legítimos, mas que não está baseada em factos que as sustentem. Fazem parte do jogo político e muitas dessas minorias de-fendem interesses de Organizações Não-Governamentais de outros países, com agendas próprias e nem sempre sinceras. Dito de outro modo, tudo isso faz parte da disputa pelo poder económico no plano internacional. Não se trata de uma preocupação ambiental ou de defesa de minorias estri-to senso, mas sim de interesse em explorar a riqueza económica da Amazónia.

Programa “Médicos pelo Brasil”

A saída dos médicos cubanos do Brasil afectou, certamente, o sistema de Saúde brasileiro. Como é que o Brasil pretende dar a volta à situação?

O programa “Médicos pelo Brasil”, que substituirá gradativamente o “Mais Médicos”, visa levar melhor serviços de saúde às regiões mais carentes do país, como os municípios menores ou de difícil acesso. Prevê, ainda, a formação a profissionais de saúde, em áreas como a medicina de família e da comunidade. A lei que cria o novo programa foi sancionada em Dezembro passado e prevê 18 mil vagas em todo o país. Trata-se de um aumento de 7 mil vagas em relação ao programa anterior. O primeiro edital para selecção dos profissionais deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2020.
Para priorizar a alocação dos profissionais em municípios mais carentes, a distribuição dos médicos deverá obede-cer a critérios definidos se-gundo metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), baseada em estudos da OCDE, levando em consideração o número da população, densidade demográfica e distância em relação aos grandes centros urbanos.
Ao longo dos dois primeiros anos do programa “Médicos pelo Brasil”, os profissionais realizarão o curso de especialização, recebendo bolsa no valor de 12 mil reais mensais líquidos (cerca de 2.760 dólares), com gratificações adicionais que podem chegar a 6 mil reais (1.380 dólares) para locais remotos, comunidades indígenas, ribeirinhas ou fluviais. Durante a participação no programa, os médicos serão avaliados através de métodos cien-tíficos e indicadores de saú-de da população, podendo igualmente avaliar a estrutura da unidade de saúde e da rede de serviço do município em que trabalham. No quadro do novo programa, será, também, permitido o regresso de médicos cubanos por até dois anos.

Os cortes no Orçamento para a Educação no Brasil estão a desagradar os sindicatos. Que políticas existem para reverter a situação?

As limitações orçamentais vigentes no Governo Fede-ral decorrem sobretudo do ambiente recessivo verificado no decorrer desta dé-cada, situação que felizmente vem sendo superada, de forma paulatina. A conjugação de factores, como o ex-cessivo endividamento do sector público e o aumento “natural” ou inflacionário das despesas, reduziu a capacidade do Governo de investir, deprimindo a actividade económica e frustrando a contrapartida de um aumento na arrecadação de impostos proporcional aos gastos.
Cabe salientar, igualmente, a confusão que por vezes existe entre contenção (ou contingenciamento) de gastos e cortes de orçamento. Quando falamos em contenção, referimo-nos, tão somente, ao eventual atraso de parte dos desembolsos referentes a verbas discriminatórias, ou seja, as não-obrigatórias, de modo que não se corra o risco de incorrer em gastos superiores ao orçamento previsto. Mesmo em situação de contenção, cada órgão do Governo deve executar, até ao final de cada ano, a totalidade da alocação orçamental. Esta óptica foi a que pautou o Ministério da Educação, não apenas desde o início do actual Governo, mas também em anos precedentes.
O Brasil conta com dispositivos constitucionais para travar o avanço de desequilíbrio no orçamento público, sendo os mais significativos a chamada “regra de ouro”, que impede a contratação de novas dívidas para o pagamento de despesas correntes e o “tecto de gastos”, que limita a cada sector da administração pública o nível de gastos.
Por tratamento especial, refiro-me ao facto de que, em 2017, primeiro ano de vigência do “tecto de gastos”, o cálculo do orçamento da Educação não se deu com base nas despesas de 2016, mas sim no equivalente a 18% de toda a arrecadação de impostos. Com isso, procurou-se aumentar os recursos antes de fazer valer o critério da correcção inflacionária, observado apenas a partir de 2018. Levando-se em consideração todos estes factores, o orçamento do Ministério da Educação para o ano corrente chega a 157,4 biliões de reais (cerca de 36,2 biliões de dólares), valor extremamente significativo sob qualquer óptica.

Fonte: Jornal de Angola

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CORRUPÇÃO: DINHEIRO ANGOLANO LAVADO EM RESORT E RESIDENCIAL EM JOÃO PESSOA PODE TER ORIGEM NO PETROLÃO

Diz o velho ditado que “onde há fumaça há fogo” e nessa história que você vai ter acesso a seguir, resumida em dois vídeos e um artigo do Jornal de Angola, na minha modesta opinião, quando você terminar de ler e ver tudo já irá estar tudo queimado. Só não entendo o porquê de a PGR não ter denunciado ninguém ainda. Veja toda a reportagem e tire suas conclusões! 

Fonte:

José Paiva nega ligação com Isabel dos Santos

22 de Janeiro, 2020

O investidor angolano José Carlos de Castro Paiva, da imobiliária Solar Tambaú, diz serem “completamente falsas” as informações segundo as quais a empresária Isabel dos Santos tenha participação ou negócios com a firma de que é investidor maioritário.

Fotografia: DR

“Tal insinuação, uma flagrante inverdade, serve para provar que muito do que é escrito é totalmente falso e em conjunto com outros detalhes publicados coloca dúvida sobre o motivo verdadeiro da publicação desta matéria”, disse.
No centro da polémica, está uma eventual ligação corporativa e administrativa entre a Solar Tambaú e o Resort Mussulo By Mantra.
José Carlos de Castro Paiva disse ao Jornal de Angola que a única ligação entre as entidades está no facto de o empresário ser proprietário de três do total de 102 (cento e dois) bangalôs do referido empreendimento turístico.
De acordo com o empresário, a Solar Tambaú é um investimento de que é sócio maioritário ao passo que o Resort Mussulo By Mantra foi construído por um grupo de 60 investidores angolanos que, em busca de negócios, viu na ausência de um resort de padrão internacional na Paraíba uma “boa” oportunidade de investimento.
Para os promotores do empreendimento, os investidores e parceiros podem ficar, absolutamente, tranquilos quanto à lisura deste e certos de que as informações solicitadas pelas autoridades brasileiras foram prestadas com toda a clareza necessária.
Dizem ainda, por outro lado, que todo o investimento estrangeiro realizado no Solar Tambaú entrou no Brasil através do sistema bancário nacional, devidamente justificado e fiscalizado, respeitando as regras bancárias brasileiras impostas pelo banco central e que estão entre as mais rígidas do mundo.

Golpe no Mussulo
O primeiro e único resort da Paraíba, inaugurado em 2009, viu-se obrigado a encerrar a sua actividade em 2019. O empreendimento foi vítima de golpe financeiro praticado nos anos anteriores por parte de pessoas que o geriam, tendo resultado até na prisão dos envolvidos e abertura de uma acção penal contra os criminosos, movida pelos investidores.
Após o encerramento das actividades do Mussulo, isto em Novembro do ano passado, conforme apurou este diário, ocorreu o furto de documentos e de equipamentos de todos os bangalôs, que se acredita tenha sido incentivado por alguns ex-funcionários e que está sendo objecto de inquérito policial.
De acordo com os dados obtidos, o encerramento das actividades do Resort Mussulo causou a perda de 150 postos de trabalho.

O angolano José Carlos de Castro Paiva, dono do condominio Solar de Tambaú, em João Pessoa (Paraiba), é acusado de ter roubado os cofres da petrolifera Sonangol. Para lavar o dinheiro investiu no Brasil. Alem do Solar, é apontado também como dono do Resort Mussulo, no Conde, também na Paraiba.

Fonte:

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ANÁLISE POLÍTICA: SOLIDARIEDADE E CIÊNCIA PARA VENCER O CÂNCER

Na nossa coluna ANÁLISE POLÍTICA desta quarta-feira temos mais um maravilhoso comentário do genial Alexandre Garcia. Desta vez, entre outros assuntos ele fala sobre “Solidariedade e ciência para vencer o câncer”, aproveitando que hoje é o dia mundial do câncer. Assista ao vídeo e tire suas conclusões!

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ECONOMIA: UMA PREVISÃO DO QUE PODE VIA ACONTECER COM A ECONOMIA MUNDIAL CASO O CORONAVÍRIS VIRE UMA PANDEMIA

texto

O coronavírus

Algum dia ocorrerá

A epidemia (que pode virar pandemia) de coronavírus tem sido levada extremamente a sério na China. É realmente impressionante a rapidez da reação. Quarentenas de regiões inteiras foram impostas.

O vídeo a seguir é um bom exemplo de quão efetivas e baratas são as câmeras de smartphones. Trata-se de um relato em primeira mão, in loco, de tudo o que está acontecendo em Wuhan, a cidade na China que passou a ser conhecida como o epicentro da difusão do surto. Na prática, esta cidade de mais de 11 milhões de habitantes se tornou um local deserto. As pessoas estão trancadas em casa. Todos os empreendimentos (comércio, indústria e serviços) estão fechados.

O que irá acontecer a estas economias locais se o coronavírus — que vem apresentando um crescimento mais exponencial que a epidemia de SARS, entre 2002 e 2003 — continuar se espalhando, e as lojas e fábricas continuarem fechadas? Qual será o impacto na economia chinesa e, por consequência, na economia mundial, considerando-se também que o tráfego aéreo para a China está parcialmente suspenso (hoje a Air Canada também anunciou sua interrupção)?

A divisão do trabalho é fortemente dependente de tudo isso. Com a interrupção do tráfego de viajantes e de consumidores nas lojas, o comércio irá falir. Quando a epidemia acabar, haverá amplas barganhas para quem estiver com dinheiro e houver sobrevivido à epidemia.

Pandemia

Comecei a assistir ao documentário Pandemia, no Netflix.

Ele começa com um resumo do total de mortos da Gripe Espanhola, de 1918.

Este tema de pandemia é uma constante: não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’. Os especialistas não estão blefando e nem fazendo terrorismo barato. Algum dia acontecerá de novo; eles apenas não têm como saber quando e nem como tudo irá ocorrer. Mas estão convencido de que irá. Pior: eles não oferecem nenhuma bala de prata para lidar com isso. Não há. O que eles realmente garantem é que todo o sistema de saúde entrará em colapso e será paralisado.

Haverá vários efeitos imprevisíveis em uma pandemia. Mas é óbvio que algo assim irá solapar todo o sistema de saúde. Qualquer pessoa sofrendo alguma emergência médica de qualquer tipo não conseguirá ser atendida. Todos os leitos estarão ocupados.

No primeiro episódio da séria da Netflix, somos apresentados a uma mulher de uma pequena cidade do estado de Oklahoma. Ela é a única médica do hospital local. Ela tem de tratar todos os tipos de doenças, de lesões e de crises médicas que levam as pessoas a procurar um hospital. Ela é bastante franca quanto ao fato de que não há a mais mínima chance de ela lidar com algo semelhante a uma pandemia. O hospital ficaria lotado.

Fato semelhante ocorreria em várias pequenas cidades ao redor do mundo.

Outro efeito óbvio seria este: médicos, enfermeiras, anestesistas, auxiliares, residentes, plantonistas etc. começariam a morrer. Alguns outros iriam simplesmente abandonar o serviço. Não creio que a maioria faria isso. A mentalidade dos profissionais da saúde é semelhante à de soldados em combate. Mas haveria um declínio no número de profissionais da saúde, e eles não podem ser facilmente substituídos. Após a pandemia perder força, haveria uma escassez de médicos. Os preços dos serviços subiriam. Provavelmente seria instituído algum racionamento nos serviços de saúde. Vários hospitais privados iriam à falência.

O mesmo fenômeno aconteceria nas escolas, que seriam fechadas (o que, ironicamente, seria ótimo para cursos online, como a Khan Academy).

Salas de cinema teriam enormes prejuízos. Assim como os restaurantes.

Empresas aéreas? Quebradas.

O desemprego subiria sensivelmente. As pessoas perderiam seus empregos assim que os consumidores desaparecessem.

Os empregados que ainda mantiverem seus empregos pediram para começar a trabalhar de casa. Os patrões teriam de aceitar. Vendedores começarão a utilizar o Skype e o Zoom.

As compras no atacado, principalmente de alimentos, iriam crescer exponencialmente. As pessoas passariam a comprar no atacado para não terem de fazer comprar rotineiras em supermercados tradicionais. Elas estariam dispostas a pagar mais caro para ter a comida entregue em casa.

Igrejas? É provável que as celebrações passariam a ser transmitidas online, algo que já é feito atualmente. Haveria muito mais pessoas participando dos rituais pela internet do que as que hoje participam presencialmente, sem pandemia.

Nós nunca pensamos nestas probabilidades e nestes cenários simplesmente porque nunca tivemos de enfrentar algo semelhante a isso nos últimos 100 anos.

A corrida já começou 

Quatro décadas atrás, conheci um homem que era especialista em biologia. Ele era Ph.D. na área. Era um sujeito extremamente preparado e muito versado no assunto. Comecei a conversar com ele sobre pandemias. Eis o que ele me disse. Jamais me esqueci.

“Epidemiologistas estão em uma constante corrida contra alguma nova variedade de micróbios, contra os quais os seres humanos não têm nenhuma imunidade. Esses bichos desenvolvem imunidades contra as inoculações da ciência. Os cientistas, por muito pouco, ainda conseguem se manter à frente dos bichos. Mas chegará o dia em que os bichos ultrapassarão os cientistas. Este será o dia em que começará uma pandemia.”

Minha avó vivenciou a gripe espanhola. Foi a última grande pandemia do mundo. Minha mãe tinha aproximadamente um ano de idade à época. Elas viviam em Washington, D.C.  Ambas viviam em uma pensão que pertencia a uma chinesa. Segundo minha avó, a chinesa obrigava todos os inquilinos a comerem alho e cebola ao menos uma vez por dia. A justificativa era que isso criaria resistência à doença. Minha avó não tinha nenhuma opinião sobre a efetividade da dieta, mas também disse que ninguém naquela pensão adoeceu.

Aproximadamente 50 anos atrás, tornei-me interessado em estudar com profundidade o pior desastre natural já registrado na história da humanidade: a peste bubônica de 1348-50. Ela simplesmente transformou a civilização ocidental. Aproximadamente 35% dos europeus ocidentais foram dizimados. Nas cidades, as mortes chegaram a metade de população. O Renascimento acelerou-se nesta época porque as elites intelectuais perderam a fé em Deus.

Havia vários tipos de tratamento recomendados. Nenhum funcionou.

Meu palpite é que ocorrerá o mesmo fenômeno no próximo surto. Algumas pessoas irão recorrer ao Tamiflu. Outras irão se entupir de vitamina C. Outras tomarão vacina anti-gripe. Mas eis a realidade: nos estágios iniciais da próxima pandemia, nada irá funcionar. É por isso que será uma pandemia. Será só após a pandemia já ter se disseminado, abatendo aqueles cujos sistemas imunológicos não possuem defesa operacional, que as taxas de mortalidade irão desacelerar.

A gripe espanhola surgiu antes do desenvolvimento dos medicamentos sulfa. As sulfonamidas só foram descobertas em 1908, mas, pelas três décadas seguintes, ninguém fez nada com elas em termos médicos. Foi só no final da década de 1930 que os medicamentos sulfa se tornaram comuns. Desde então, vivemos em uma era em que os remédios sulfa e maravilhas similares são comuns. Conseguimos manter as criaturas microscópicas — que, um século atrás ameaçaram as vidas de dezenas de milhões de pessoas — isoladas e sob controle.

Consequentemente, não nos enxergamos como sendo vulneráveis a um surto de algo comparável a uma pandemia. Mas os especialistas na área sempre nos alertaram que essa nossa autoconfiança não era justificada. Como aquele meu amigo me explicou há 40 anos, em algum momento os microorganismos irão ultrapassar os cientistas.

Ao redor do mundo, as bolsas de valores começaram a cair forte por causa de um punhado de casos confirmados de coronavírus. Ou, ao menos, essa é a justificativa que está sendo apresentada para as quedas. Mas é fato que os investidores estão ficando nervosos. Como consequência, o ouro disparou substantivamente. Estava em aproximadamente US$ 1.500 pouco antes do início de 2020. Agora já se aproxima de US$ 1.600. Igualmente, os juros dos títulos de longo prazo do Tesouro americano caíram forte em decorrência da maior procura por segurança. A taxa caiu de 1,95% para 1,55%.

Ainda assim, não traz benefício nenhum ficar se preocupando com qualquer um desses vírus. Faz um século que estamos escapando da ameaça. Pode ser que consigamos o mesmo durante o próximo século. Ou não.

Conclusão

Não se sabe se o coronavírus irá se tornar uma pandemia. As chances são de que não, mas as chances sempre dizem isso em relação a qualquer tipo de vírus. O que se sabe é que os verdadeiros especialistas da área estão dizendo há décadas que, em algum momento, em um dia qualquer, alguma colônia de microorganismo irá se tornar imune o bastante para superar as chances.

Chris Martenson, Ph.D. em toxicologia, publicou um vídeo em 24 de janeiro alertando para isso. E ele não está exagerando.

A China está tomando medidas extraordinárias para manter o surto sob controle. Apenas um governo autoritário, que não está preocupado com eleições, pode se dar ao luxo de trancar as pessoas dentro de suas casas em várias cidades. Mas como esse governo conseguirá fazer isso sem afetar toda a economia chinesa?

Independentemente dos efeitos fora da China, os efeitos econômicos dentro da China podem desencadear uma recessão na nação que é a força-motriz do crescimento econômico. Uma recessão na China pode derrubar (como já está derrubando) os preços das commodities, o que irá afetar principalmente as economias em desenvolvimento. As moedas destes países já estão sofrendo.

O lendário investidor de commodities Paul Tudor Jones fez exatamente essa previsão.

Tudo o que podemos fazer é ficarmos parados observando. Mas jamais nos esqueçamos de que todo o conforto e progresso trazidos pela moderna economia dependem da ausência de uma pandemia. Jamais parta do princípio de que sua saúde e bem-estar são coisas certas e garantidas.

Fonte: Mises Brasil

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ANÁLISE POLÍTICA: A BAIXA INFLAÇÃO DE 2019 E O CONFLITO NO IRÃ

Na coluna ANÁLISE POLÍTICA desta segunda-feira temos mais um comentário do jornalista Alexandre Garcia que fala sobre, entre outros assuntos, a inflação de dezembro, que a 4,1% em 2019, atesta aquecimento da economia etraz novo alento para o ano de 2020. Vamos assistir ao vídeo que tem muitas informações importantes!

Fonte:

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RESUMO DA SEMANA: EUA X IRÃ, PORTA DOS FUNDOS, TRANSIÇÃO DE GÊNERO

Neste domingo assista ao RESUMO DA SEMANA com tudo que foi notícia na política nesta 1ª semana útil de 2020, com a volta de Felipe Moura Brasil no comando da Semana da Pan. Veja tudo que rolou nos programas da Jovem Pan: Jornal da Manhã, Morning Show, Pânico, Três em Um e Os Pingos Nos Is.

Fonte:

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PODCASTS: O COMPORTAMENTO DO ITAMARATY COM RELAÇÃO A CRISE DO IRÃ E A REAÇÃO DA ALA MILITAR

Sexta-feira é dia Andréia Sadi em sexta básica na nossa coluna PODCASTS. Ela comenta sobre o comportamento do Itamaraty com relação a crise do Irã e a reação da ala militar. Ouça o Podcast e tire suas conclusões!

SEXTA, 10/01/2020, 08:14

Sexta Básica – Andréia Sadi

‘Tom do Itamaraty na crise do Irã irritou ministros da ala militar que queriam postura mais neutra’

Andreia Sadi fala sobre a situação entre Irã e Estados Unidos e a maneira como o Brasil se comportou em relação à crise entre os dois países. ‘O que a gente pode tirar desse episódio é que ficou cada vez mais clara essa guinada da política externa do governo brasileiro’. Ela acrescenta que neste episódio foi possível ver uma oposição da ala ideológica com a ala militar.

 

Bolsonaro chega ao Ministério da Defesa para tratar sobre crise do Irã. FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil (Crédito: )Bolsonaro chega ao Ministério da Defesa para tratar sobre crise do Irã. FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fonte: CBN

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MOMENTO ESPETACULAR: IMAGENS DO BOMBARDEIO QUE MATOU O GENERAL IRANIANO

Na coluna MOMENTO ESPETACULAR desta quinta-feira você vai observar a precisão cirúrgica do drone norte americano que proporcionou o Ataque dos EUA ao comboio que levava o General Soleimani e que executou o maior terrorista vivo do mundo. Assista ao vídeo completo e veja o nível de eficiência da Inteligência artificial na guerra. Em breve não teremos mais soldados no front, apenas máquinas!

Fonte:

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ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESTA QUARTA-FEIRA

Por G1

08/01/2020 19h20  Atualizado há uma hora


Em resposta a ataque, Trump impõe novas sanções e diz que o Irã parece estar recuando. Mais dois foguetes atingem área de embaixadas em Bagdá. Um avião ucraniano cai em Teerã logo após decolar e deixa 176 mortos. O casal Harry e Meghan decide buscar a independência financeira da família real britânica. A Justiça do RJ manda retirar do ar o especial de Natal do Porta dos Fundos, e o suspeito de atacar a produtora entra na lista da Interpol. O que foi notícia hoje:

Resposta de Trump

O presidente americano, Donald Trump, discursa nesta quarta-feira (8) — Foto: ReutersO presidente americano, Donald Trump, discursa nesta quarta-feira (8) — Foto: Reuters

O presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu com novas sanções econômicas aos ataques de ontem realizados pelo Irã contra bases americanas no Iraque. Em discurso na Casa Branca, Trump não mencionou possíveis represálias militares e disse que não permitirá armas nucleares iranianas.

“O Irã parece estar recuando, o que é muito bom para todas as partes e algo muito bom para o mundo. Vidas americanas ou iraquianas não foram perdidas” – Trump sobre o ataque do Irã

Mais foguetes

Mais 2 foguetes caíram na Zona Verde de Bagdá, no Iraque. A área abriga embaixadas estrangeiras, incluindo a dos EUA. Não há relato de vítimas.

Ataque com mísseis

Imagens de satélite mostram a destruição deixada pelo bombardeio do Irã contra a base de Ain Al-Asad, no Iraque. Ninguém ficou ferido. Assista ao vídeo abaixo.

Imagens de satélite mostram base dos EUA no Iraque após ataque de misseis do IrãImagens de satélite mostram base dos EUA no Iraque após ataque de misseis do Irã

Queda de avião

Corpos de vítimas de queda de avião ucraniano no Irã são coletados pela equipe de resgate nesta quarta-feira (8) — Foto: AP Photo/Ebrahim Noroozi

Corpos de vítimas de queda de avião ucraniano no Irã são coletados pela equipe de resgate nesta quarta-feira (8) — Foto: AP Photo/Ebrahim Noroozi

Um avião ucraniano caiu logo após decolar do aeroporto internacional de Teerã, capital do Irã. As 176 pessoas a bordo morreram – 82 eram iranianos e 63, canadenses. O Irã se negou a entregar as caixas-pretas à Boeing e aos EUA.

Ghosn acusa o Japão

Carlos Ghosn durante coletiva no Líbano — Foto: Mohamed Azakir/ReutersCarlos Ghosn durante coletiva no Líbano — Foto: Mohamed Azakir/Reuters

O ex-presidente da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, falou a jornalistas pela primeira vez desde que fugiu do Japão. Em entrevista no Líbano, o brasileiro reafirmou sua inocência, acusou o sistema judicial japonês de persegui-lo e disse que teve direitos violados.

“Essa (fuga) foi a decisão mais difícil da minha vida, mas eu estava enfrentando um sistema em que a taxa de condenação é de 99,4%, e acredito que esse número é muito maior para estrangeiros”, disse Ghosn

Queimadas no Brasil

Os focos de queimadas na Amazônia aumentaram 30% em 2019 na comparação com o ano anterior, segundo o Inpe. Outros biomas brasileiros também registraram alta significativa: Pantanal (493%), Pampa (91%), Cerrado (62%), Mata Atlântica (61%) e Caatinga (32%).

Devastação na Austrália

Resgatistas socorre um coala de uma floresta queimada perto de Cape Borda em Kangaroo Island, sudoeste de Adelaide, na Austrália — Foto: David Mariuz/AAP Image via ReutersResgatistas socorre um coala de uma floresta queimada perto de Cape Borda em Kangaroo Island, sudoeste de Adelaide, na Austrália — Foto: David Mariuz/AAP Image via Reuters

O estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, responsabilizou desde novembro 183 pessoas por começarem incêndios florestais. Desses, 40 são crianças e adolescentes. O estado concentra mais da metade das terras destruídas.

Harry e Meghan

 — Foto: Courtney Africa/Pool/AFP— Foto: Courtney Africa/Pool/AFP

O príncipe Harry e sua esposa Meghan anunciaram que deixarão a condição de “membros seniores” da família real e trabalharão para se tornar “financeiramente independentes”.

Porta dos Fundos

A Justiça do RJ determinou que a produtora Porta dos Fundos e a Netflix retirem do ar o “Especial de Natal: A Primeira Tentação de Cristo”. A decisão é liminar e atende a pedido de entidade cristã.

Megaleilão em SP

O Consórcio Infraestrutura Brasil, formado pelo Fundo Pátria e pelo Fundo Soberano de Cingapura, venceram a maior licitação de rodovias já realizada no Brasil. O grupo ofereceu R$ 1,1 bilhão para o lote do corredor rodoviário Piracicaba-Panorama (Pipa), em São Paulo.

Temporal no RJ e em SP

Carro arrastado pela enxurrada em Petrópolis — Foto: ReproduçãoCarro arrastado pela enxurrada em Petrópolis — Foto: Reprodução

temporal que atingiu Petrópolis, no RJ, fez rios transbordarem e alagou ruas. A força da água arrastou carros e formou cascatas. Na cidade de São Paulo, as chuvas provocaram alagamentos e afetaram a circulação de trens da CPTM.

Carnaval 2020

Viviane Araújo participa do Desfile das Campeãs pela Mancha Verde — Foto: Celso Tavares/G1Viviane Araújo participa do Desfile das Campeãs pela Mancha Verde — Foto: Celso Tavares/G1

A atual campeã do carnaval paulistano Mancha Verde vai apostar na presença da rainha Viviane Araújo pelo 16º ano consecutivo. “Me sinto verdadeiramente amada”, disse a musa. A escola vai buscar bicampeonato com enredo que homenageia Jesus Cristo.

Megablocos no Rio

Imagem aérea mostra a multidão que tomou conta da orla de Copacabana durante o bloco A Favorita — Foto: Fernando Maia/RioturImagem aérea mostra a multidão que tomou conta da orla de Copacabana durante o bloco A Favorita — Foto: Fernando Maia/Riotur

Também teve isso…

As trigêmeas Maria Gabriela, Maria Eduarda e Maria Fernanda passaram juntas no vestibular do curso de medicina, em Adamantina — Foto: Daniel TorresAs trigêmeas Maria Gabriela, Maria Eduarda e Maria Fernanda passaram juntas no vestibular do curso de medicina, em Adamantina — Foto: Daniel Torres

Fonte: G1

Lula manda recado para Bolsonaro: “Pare de ser puxa-saco dos EUA. Isso não ajuda ninguém”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu gravar vídeo para criticar a postura do presidente Jair Bolsonaro com relação ao apoio dado a Donald Trump. “Pare de ser puxa-saco dos Estados Unidos. Isso não ajuda ninguém”, disse o líder petista.

Instituto Lula

@inst_lula

✉ De: Lula
📩 Para: Bolsonaro

Vídeo incorporado

Neymar faz golaço, e PSG atropela Saint-Etienne com três de Icardi

Foto: Reprodução/Instagram

O PSG goleou o Saint-Etienne por 6 a 1 hoje, no Parc des Princes, e avançou para a semifinal da Copa da Liga Francesa. Neymar esteve em campo e fez um golaço de cobertura, enquanto Moulin (contra), Icardi (três vezes) e Mbappé completaram a soma no placar. Cabaye descontou.

A contagem dos gols teve início logo aos dois minutos, quando Icardi recebeu de Meunier e chutou cruzado, à meia altura, para marcar. E a vantagem que o PSG já tinha no placar também passou a ser vista em campo, numericamente, após a expulsão de Fofana aos 31.

O caminho para a goleada ficou muito mais tranquilo para o PSG depois que o Saint-Etienne passou a atuar com 10 jogadores. Por isso, aos 39, Neymar foi acionado por Di Maria e, com categoria e frieza, encobriu o goleiro Moulin.

Gênio Neymar Jr@genioneymarjr10

Golaço de Neymar, contra o Saint-Etienne.

Vídeo incorporado

UOL

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Príncipe Harry e Meghan Markle anunciam que estão se afastando da família real

Foto: Reprodução/Twitter

O príncipe Harry e Meghan Markle anunciaram, nesta quarta-feira, que estão se afastando da família real britânica. Segundo o pronunciamento oficial, feito pelo Instagram, o casal decidiu se tornar “financeiramente independente”, “após muitos meses de reflexão”.

“Queremos nos afastar como membros da Família Real e trabalhar para nos tornarmos financeiramente independentes, enquanto continuaremos a apoiar a Rainha”, afirmaram os duques de Sussex. No post, também explicaram que pretendem “fazer uma transição este ano, começando a desempenhar um novo papel progressivo dentro desta instituição”.

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Bolsonaro cancela ida a Davos em definitivo; governo enviará representante

Foto: Reprodução/Twitter

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cancelou hoje a ida ao Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, marcado para 21 a 24 de janeiro, informou a Presidência da República.

“As razões do cancelamento por parte do presidente são aquelas que estamos esboçando há tempos”, disse o porta-voz da presidência da República, Otávio Rêgo Barros. “O presidente e uma equipe de assessores analisam uma série de aspectos —aspectos econômicos, aspectos de segurança, políticos. E o somatório desses aspectos, quando levados à apreciação do presidente, ele viu que não era o caso de não participar desse fórum.”

Na segunda (6), Bolsonaro disse que a viagem dele estava em xeque por questões de segurança após a escalada da tensão entre os Estados Unidos e o Irã. Ontem, por outro lado, disse que estava de pé. Agora, decidiu abortar a ida de vez.

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

– Donald Trump e o Irã:

– Nossa Constituição, art. 4°: Defesa da paz e repúdio ao terrorismo.

Vídeo incorporado

UOL

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Dólar tem 1ª queda do ano com alívio em tensões geopolíticas

Foto: Ilustração/Getty

O dólar teve nesta quarta-feira a primeira queda de 2020 ante o real, seguindo direção do exterior após discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acalmar os ânimos sobre uma nova escalada em tensões geopolíticas com o Irã.

No mercado à vista, o dólar fechou em queda de 0,31%, a 4,0519 reais na venda. Na B3, em que os negócios com dólar futuro vão até as 18h15, o dólar tinha queda de 0,38% por volta de 17h35, a 4,0580 reais.

Mais cedo, a moeda chegou a subir, alcançando uma máxima de 4,0793 reais na venda por volta de 13h30, logo após o presidente dos EUA iniciar discurso.

A queda do dólar nesta quarta foi a primeira do ano –a moeda havia subido nas quatro sessões anteriores, com valorização acumulada de 1,29%.

Exame

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Brasileiro morre após ingerir etanol em plataforma da Petrobras

Foto: Reprodução/Petrobras

Um brasileiro morreu durante a travessia da China para o Brasil da plataforma P-70 da Petrobras. Segundo funcionários da estatal, um trabalhador de uma empresa terceirizada, a holandesa Boskalis, morreu a bordo por intoxicação – outros cinco também passaram mal, mas foram socorridos.

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PORTA DOS FUNDOS: Justiça do Rio ordena retirada do ar de especial de Natal; Governo polonês pede que Netflix exclua filme

Foto: Reprodução

Por determinação do desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível, a produtora Porta dos Fundos e a Netflix terão de retirar do ar o “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, divulgado na plataforma de streaming desde o final de dezembro. A decisão vem de encontro a um pedido feito pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura. Em primeira instância, o pedido havia sido negado.

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LOCAIS

É ÁGUA, PAPAI! Inmet emite novo alerta de chuvas intensas em 128 municípios do RN

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de chuvas intensas, com perigo potencial, em 128 municípios do Rio Grande do Norte. O alerta é válido das 10h30 desta quarta-feira (8) até as 9h30 da quinta-feira (9).

Segundo o Inmet, as chuvas terão entre 20 e 30 mm por hora ou até até 50 mm por dia. Além disso, os ventos serão intensos, atingindo de 40 a 60 quilômetros por hora.

O Instituto aponta que há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos ou descargas elétricas.

Algumas instruções são dadas pelo Imnet. Em caso de rajadas de vento, o ideal é não se abrigar debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas, e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Além disso, é recomendados evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

O grau de severidade dado é “perigo potencial”, o segundo numa escala de quatro (em que o quarto é de “grande perigo). O alerta é direcionado a municípios dos estados do Piauí, Ceará, Pernambuco e Bahia, além do Rio Grande do Norte.

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Início de 2020 apresenta melhores condições de reservas hídricas no RN

Foto: Divulgação

O primeiro Relatório Volumétrico dos Principais Reservatórios Potiguares, divulgado pelo Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn), nesta quarta-feira (8), demonstra que a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do estado, com capacidade para 2,37 bilhões de metros cúbicos, está em melhor condição de armazenamento que a apresentada no mesmo período de 2019. O manancial atualmente acumula 547.370.574 m³, o que corresponde a 23,07% da sua capacidade total. No mesmo período do ano anterior, a ARG acumulava 492.928.200 m³, correspondentes a 20,54% da sua capacidade total.

A barragem Santa Cruz do Apodi, segundo maior reservatório do estado, com capacidade para 599.712.000 m³, atualmente acumula 113.407.749 m³, o que corresponde a 18,91%. No mesmo período do ano passado o reservatório estava com 134.543.171 m³, 22,43% da sua capacidade total.

Já o açude Umari, com capacidade para 292.813.650 m³, atualmente, acumula 83.167.935 m³, o que corresponde a 28,4% do seu volume máximo. No inicio de janeiro de 2019, o manancial estava com 102.677.002 m³, percentualmente, 35% da sua capacidade.

O acumulado das reservas superficiais totais atualmente é de 970.394.715 m³, dos 4.376.444.842 de metros cúbicos que as Bacias estaduais conseguem armazenar, em termos percentuais, 22,17%. Em um comparativo com o mesmo período de 2019 o acumulado total superficial estadual era de 955.143.767 m³, em termos percentuais, este número correspondia a 21,65%.

A Bacia Hidrográfica Apodi/Mossoró atualmente está acumulando 247.023.710 m³, 22,11%, da sua capacidade que é de 1.117.376.237 m³. No início de janeiro de 2019, o volume acumulado era de 302.863.495 m³, 27% da capacidade total da Bacia.

Já a Bacia Hidrográfica Piranhas/Açu está acumulando 671.930.044 m³, 22,92%, da sua capacidade total que é de 2.931.455.590 m³. No mesmo período de 2019, a Bacia acumulava 613.262.633 m³, 20,67% do seu volume total.

A Bacia Hidrográfica Ceará-Mirim também está em melhor condição que no ano anterior, com um acumulado de 31.382.646 m³, 23,08% da sua capacidade, que é de 136.000.000 m³. Em 2019 ela estava com 21.533.314 m³, correspondentes a 15,83% do seu volume total.

A Bacia Potengi atualmente acumula 20.058.315 m³, 17,75% do seu volume total que é de 112.975.265 m³. No mesmo período de 2019, o acumulado era de 17.484.324 m³, correspondentes a 15,48%, do volume total da Bacia.

Dos 47 reservatórios com capacidade superior a 5 milhões de metros cúbicos monitorados pelo Igarn, atualmente, 9 estão com volumes inferiores a 10% de sua capacidade, o que em termos percentuais corresponde a 19,14%. Já os secos são 7, percentualmente, 14,89%. No mesmo período de 2019 também eram 9 os mananciais com menos de 10% da sua capacidade. Já os secos eram 8, percentualmente, 17,02% do total dos reservatórios monitorados.

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Governo do RN divulga datas dos pagamentos da folha salarial de janeiro

Foto: Ilustração/Getty

O Governo do Estado definiu as datas de pagamento da folha salarial de janeiro. A quitação do primeiro salário de 2020 repetirá as datas utilizadas em dezembro passado, mantendo a programação de quitar os salários do funcionalismo público dentro de mês trabalhado.

Assim, na próxima quarta-feira (15) serão pagos os salários dos servidores que recebem até R$ 4 mil, dos integrantes da área de Segurança Pública e 30% para os servidores do Governo que ganham acima de R$ 4 mil. A folha será quitada no dia 31, com o pagamento dos 70% restantes para quem ganha acima de R$ 4 mil, dos servidores de órgãos com arrecadação própria e dos servidores ativos da Educação.

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Prefeitura de Bodó (RN) anuncia processo seletivo com remuneração de até R$ 10 mil

Foto: Divulgação

A Prefeitura Municipal de Bodó (RN) anuncia nono Processo Seletivo destinado à contratação de três profissionais que tenham Ensino Médio/ Técnico; Ensino Superior.

Há vagas disponíveis para os seguintes cargos: Coordenador de Programa (1); Médico (1); Técnico de Análises Clínicas (1).

O salário base ofertado varia de R$ 1256.30 a R$ 10.000,00 e a carga horária a ser cumprida é de 40 horas semanais.

Interessados poderão se inscrever durante os dias 07 e 08 de janeiro de 2020, das 07h às 13h (horário local), presencialmente, na sede da Prefeitura Municipal de Bodó.

Como método de seleção, será realizada Análise de Currículo; e Entrevista Técnica, ambas de caráter eliminatório e classificatório.

Este Processo Seletivo terá validade de seis meses, podendo ser prorrogado por igual período.

Veja EDITAL

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FOTOS: Polícias Civil e Militar apreendem veículos roubados em Mãe Luiza

Fotos: Divulgação/Polícia Civil

Policiais civis da Delegacia Especializada de Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (DEPROV), em conjunto com a equipe Tática do do 1º Batalhão da Polícia Militar, realizaram, nesta quarta-feira (08), uma operação que resultou na apreensão de quatro veículos no bairro Mãe Luiza, Zona Leste de Natal.

De acordo com investigações policiais, veículos roubados estariam sendo levados para o bairro de Mãe Luiza. Durante as diligências, a polícia recuperou quatro carros, sendo dois já entregues aos respectivos proprietários. Os outros dois já haviam sido clonados e ainda serão identificados pela equipe da DEPROV. Os criminosos participantes das ações estão sendo procurados pela Polícia Civil.

A Polícia Civil pede que a população continue enviando informações de forma anônima, através do Disque Denúncia 181.

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Chuvas devem seguir até domingo, indica previsão da Emparn

Foto: Ilustrativa

A análise do comportamento climático para esta semana indica a possibilidade de chuvas mais intensas a partir desta quinta-feira (09), devido a intensificação dos ventos em altos níveis da atmosfera sobre parte central da América do Sul associado com a formação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) sobre o Nordeste Brasileiro. O chefe da unidade de meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), Gilmar Bristot alerta que, “essas chuvas deverão atingir mais as Regiões Oeste e Central do RN e as temperaturas, tanto as máximas como as mínimas deverão se manter próximo das normais, variando na capital entre 24º C e 32º C. Para o interior nas regiões serranas, as mínimas poderão chegar a 22ºC e as máximas ultrapassar os 35 ºC”.

Boletim

O Boletim Pluviométrico divulgado pela empresa, referente ao período das 07h da manhã de ontem (07) até às 07h desta quarta-feira (08), registrou a ocorrência de chuvas em todas as regiões do RN, dando sequência ao início do período pré-chuvoso.

Os dados são de 43 pluviômetros instalados em diversos municípios do estado. O município de São Bento do Norte, localizado na mesorregião Central foi o que registrou maior volume, com 85,0 milímetros (mm), seguidos por Lajes, 60,0mm e Macau, com 56,8mm. Na mesorregião Oeste choveu em Carnaubais, 42,0mm; Ipanguaçu, 25,7mm e Parau, 22,3mm.

Na mesorregião Agreste os destaques são Santa Cruz 76,0mm e São Bento do Trairi, 45,0mm. Na mesorregião Leste choveu mais forte em Extremoz, 37,9mm e Parnamirim, 28,8mm. Na capital potiguar, o acumulado das chuvas foi de 28,6mm.

O RN já registrou na primeira semana de janeiro chuvas acima de 100 mm, como no município de Luis Gomes, com 114mm. A previsão climática, no período de janeiro a março de 2020, indica a tendência das chuvas ocorrerem dentro da média histórica na região semiárida potiguar, incluindo aí as regiões Oeste, Seridó, Central e Agreste do RN, variando entre 234,8 e 390,7 mm.

Fonte: Blog do BG

 

Governo do RN inicia pagamento da folha de janeiro no dia 15

No dia 15, serão pagos os salários dos servidores que recebem até R$ 4 mil, dos integrantes da área de Segurança Pública, e 30% para os servidores do Governo que ganham acima de R$ 4 mil

08/01/2020 às 19:34

José Aldenir / Agora RN

Governadoria, no Centro Administrativo do Estado

O Governo do Rio Grande do Norte definiu as datas de pagamento da folha salarial de janeiro. A quitação do primeiro salário de 2020 repetirá as datas utilizadas em dezembro passado, mantendo a programação de quitar os salários do funcionalismo público dentro de mês trabalhado.

Assim, na próxima quarta-feira, dia 15, serão pagos os salários dos servidores que recebem até R$ 4 mil, dos integrantes da área de Segurança Pública, e 30% para os servidores do Governo que ganham acima de R$ 4 mil.

A folha de janeiro será quitada no dia 31, com o pagamento dos 70% restantes para quem ganha acima de R$ 4 mil, dos servidores de órgãos com arrecadação própria e dos servidores ativos da Educação.

O restante do calendário de pagamento para 2020, com exceção do 13º salário, deve ser definido no próximo dia 15, data em que haverá uma reunião entre a equipe econômica da gestão estadual e o Fórum Estadual dos Servidores do Rio Grande do Norte.

O Governo aguarda a resposta da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), vinculada ao Ministério da Economia, para quitar a folha salarial de novembro de 2018.

A STN está avaliando a operação financeira de antecipação dos royalties de petróleo, feita no início de dezembro de 2019, que vai garantir os recursos para o pagamento de parte dos salários em atraso. O Tesouro precisa autorizar a operação para obtenção de aval da União, que libera a contratação de empréstimo e, consequentemente, o repasse para a conta dos servidores.

Com relação aos demais salários em atraso, o Governo segue trabalhando na reorganização das contas públicas e a obtenção de receitas extras ao longo de 2020 para quitar os pagamentos. A gestão estadual fez, durante 2019, o pagamento de todas as folhas salariais dentro do mês, incluindo o 13º, além de ter quitado o pagamento do 13º de 2017.

Fonte: Agora RN

Com escavadeiras e segurança reforçada, empresa começa a demolir Hotel Reis Magos, em Natal

Demolição começou na tarde desta quarta-feira, 8, e deve durar até sete dias

08/01/2020 às 19:30

Tiago Rebolo / Agora RN
Escavadeira está sendo usada para a derrubada do hotel

Com o uso de duas escavadeiras hidráulicas e reforço de guardas municipais para garantir a segurança no local, foi iniciada na tarde desta quarta-feira, 8, a demolição do Hotel Reis Magos, na Praia do Meio, em Natal. A autorização para a derrubada do prédio foi dada nesta manhã, pela Justiça. Todo o trabalho deve durar até sete dias.

Com o alvará para a demolição, a empresa Hoteis Pernambuco S/A, proprietária do imóvel, deu início ao processo de derrubada. O prefeito Álvaro Dias acompanhou o início dos trabalhos da empresa contratada para a demolição. Para ele, o prédio abandonado estava prejudicando a cidade.

“Na minha opinião, que é corroborada por estudos técnicos, os escombros do Hotel Reis Magos eram entrave para o desenvolvimento. Agora, ele vai vir baixo, para alegria e felicidade da população. Com isso, vamos poder permitir o avanço. A participação da Prefeitura neste processo se explica por ter expedido o alvará de demolição, após a decisão da Justiça e das informações dos órgãos técnicos [Iphan e os conselhos Municipal e Estadual de Cultura]”, explicou.

“Este monstrengo não coaduna com a cidade do Natal. Deve vir ao chão para permitir o desenvolvimento e o progresso. Não perdemos patrimônio histórico. Isso aqui [o hotel] é um atentado à vida humana”, detalhou.

Ainda pela manhã, a Prefeitura do Natal iniciou a articulação para demolir o Hotel Reis Magos, após o Governo do Estado não se posicionar sobre o tombamento do prédio.

O desembargador Vivaldo Pinheiro, do TJRN, havia determinado, em dezembro de 2019, prazo de 15 dias para que o Governo do RN finalizasse o processo administrativo em que é discutido o tombamento do prédio.

Na liminar, informava que caso o Estado não se pronunciasse no prazo determinado, a Prefeitura do Natal estaria autorizada a expedir o alvará para que o Grupo Hotéis Pernambuco, proprietário da estrutura, fizesse a demolição.

Segundo a Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer, devido à complexidade do debate em torno do tombamento do Hotel Internacional Reis Magos, com a consequente manutenção ou não da estrutura predial, seria impossível uma deliberação no prazo concedido pela decisão judicial.

O advogado da empresa Hoteis Pernambuco S/A, João Vicente Gouveia, afirma que o processo de demolição vai durar sete dias. “O grupo Duarte [empresa contratada para demolir a estrutura] vai realizar a demolição do prédio, a retirada dos entulhos e a destinação final dos resíduos. O prazo será de sete dias, mas a retirada de todo o material vai durar 90 dias”, diz.

Segundo ele, a derrubada da estrutura era aguardada por toda a população da capital. “É um sentimento de alívio, de dever cumprido, pois estamos fazendo um bem para a cidade. A população queria a demolição, e também quer que aqui seja erguido um novo empreendimento, que vai gerar empregos e novos negócios. O novo empreendimento vai gerar, sobretudo, a modernização desta área da cidade [zona Leste] que precisa ser revitalizada”, detalha.

Sobre a utilização do espaço, a empresa pernambucana diz que vai esperar a votação do Plano Diretor de Natal para deflagrar um novo empreendimento para a área do antigo hotel. “Temos interesse no espaço, mas ainda não temos um projeto, pois o plano diretor ainda está sendo discutido. Não há ainda os parâmetros construtivos desta área. Não sabemos até que gabarito podermos construir, se será comercial, residencial ou misto”, detalha.

O hotel

O Hotel Internacional Reis Magos foi construído em 1965. O projeto foi elaborado por uma equipe de arquitetos pernambucanos, composta por Waldecy Pinto, Antônio Didier e Renato Torres. A estrutura turística funcionou como hotel de luxo em Natal entre os anos de 1965 e 1995, quando foi desativado.

O complexo contava com 63 apartamentos, uma suíte presidencial, recepção, salões nobres, elevadores, parque aquático, sauna, playground, restaurante, estacionamento com aproximadamente 50 vagas, salão de beleza, áreas de lazer, lojas de artesanato e serviço médico.

Fonte: Agora RN
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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUARTA-FEIRA

Por G1

08/01/2020 04h00  Atualizado há 11 minutos


176 pessoas morrem após a queda de um avião ucraniano logo após a decolagem em Teerã. O conflito entre Irã e EUA se acirra, e o Oriente Médio entra em alerta máximo. Após bombardear bases americanas no Iraque, a Guarda Revolucionária do Irã ameaça atacar dentro dos EUA, se houver retaliação. Já o chanceler iraniano adota tom mais comedido e diz que “não busca guerra”. No Twitter, Trump diz que “está tudo bem” e promete pronunciamento nesta quarta. O podcast O Assunto traza manobra de Maduro para enquadrar a oposição na Venezuela. E o G1 analisa as turnês internacionais que passam pelo Brasil em 2020: vêm aí Billie Eilish, Maroon 5, Taylor Swift, Guns, Kiss, Metallica e mais.

INTERNACIONAIS

Queda de avião

Imagens mostram momento e queda de avião no IrãImagens mostram momento e queda de avião no Irã

Um Boeing 737 de uma companhia aérea ucraniana caiu logo após a decolagem em Teerã, nesta quarta-feira. Havia 176 pessoas a bordo da aeronave e ninguém sobreviveu, segundo as autoridades. Não se sabe as causas do desastre, e um vídeo mostra uma bola de fogo no céu e uma explosão após a queda.

Tensão no Oriente Médio

Irã confirma disparo de foguetes contra bases americanas no IraqueIrã confirma disparo de foguetes contra bases americanas no Iraque

O presidente americano Donald Trump prometeu fazer um pronunciamento nesta manhã após o ataque do Irã a duas bases americanas no Iraque. Doze mísseis foram disparados como vingança pela morte do general Qassem Soleimani em um ataque dos EUA, na semana passada.

Donald J. Trump

@realDonaldTrump

All is well! Missiles launched from Iran at two military bases located in Iraq. Assessment of casualties & damages taking place now. So far, so good! We have the most powerful and well equipped military anywhere in the world, by far! I will be making a statement tomorrow morning.

Entenda a importância das bases americanas atacadas pelo IrãEntenda a importância das bases americanas atacadas pelo Irã

Caixão do general Qassem Soleimani é carregado durante funeral nesta quarta-feira (8), em Kerman, no Irã — Foto: Imprensa iranina via ReutersCaixão do general Qassem Soleimani é carregado durante funeral nesta quarta-feira (8), em Kerman, no Irã — Foto: Imprensa iranina via Reuters

Enquanto as bases usadas pelas tropas dos EUA eram atacadas pelo Irã, foi retomado em Kern o funeral de Soleimani. As despedidas ao general considerado um herói nacional foram interrompidas após a morte de 56 pessoas em um tumulto durante o cortejo, ontem.

O Assunto

O ano começou com novo impasse em Caracas: um aliado de Nicolás Maduro foi eleito, em sessão-relâmpago e sem quórum, presidente da Assembleia Nacional, cargo que era ocupado pelo oposicionista Juan Guaidó. A manobra que enquadrou a oposição venezuelana e suas consequências são o tema de hoje do podcast O Assunto com Renata Lo Prete. Ouça:

Fonte: G1

Por Blog do BG

Primeiro-ministro do Iraque diz que Suleimani estava em Bagdá em missão de paz

O primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdul Mahdi, afirmou que o general iraniano Qassim Suleimani estava em Bagdá em uma missão de paz quando foi assassinado pelas forças americanas na sexta-feira (3).

Mahdi disse que ele e Suleimani haviam marcado uma reunião para que o comandante levasse uma resposta do governo do Irã a uma mensagem dos sauditas e afirmou que o Iraque estava mediando a negociação de paz entre os dois países, com apoio dos Estados Unidos. Grande parte das tensões na região derivam da rivalidade entre os dois países.

Na última sexta (3), um ataque de drone ordenado pelo presidente americano, Donald Trump, matou Suleimani e outras nove pessoas perto do aeroporto de Bagdá, entre eles o iraquiano Abu Mahdi al-Muhandas, comandante de um grupo de milícias xiitas que atuavam no Iraque, com apoio de Teerã.

Folhapress

 

CLIMA DE TENSÃO: Mísseis atacam base dos EUA no Iraque; TV estatal atribui autoria ao Irã

Uma base aérea que abriga tropas dos Estados Unidos e da coalizão no Iraque foi atingida por foguetes, na noite de hoje, segundo fontes de segurança à rede de TV BBC. Ainda não se sabe se houve vítimas.

A TV estatal do Irã disse que Teerã lançou “dezenas” de mísseis, como resposta à morte do general iraniano Qassim Soleimani, na última quinta-feira.

A porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, disse que o presidente americano Donald Trump foi informado dos ataques.

UOL

 

NACIONAIS

Em busca de emprego

Como justificar o tempo sem trabalhar no currículo e na entrevista? Fato de não estar no mercado de trabalho por um tempo não é mal visto por recrutadores e empresas, mas candidato deve justificar essa ausência, segundo especialistas.

Megaleilão rodoviário

O governo de SP faz hoje um megaleilão do maior lote rodoviário do país nesta quarta. Edital prevê a concessão de 1.273 quilômetros de rodovias do chamado pacote Pipa, entre Piracicaba e Panorama, na divisa com Mato Grosso do Sul.

Urnas eletrônicas

 — Foto: Diêgo Holanda/G1— Foto: Diêgo Holanda/G1

TSE faz hoje uma sessão extra em meio ao recesso do Judiciário para julgar um recurso ligado à licitação de novas urnas eletrônicas. Os equipamentos já devem ser usados nas próximas eleições municipais, em outubro. O processo de compra foi aberto em julho, mas as duas propostas foram desclassificadas.

Guia de shows no Brasil

Billie Eilish, Taylor Swift, Maroon 5 e Metallica fazem shows no Brasil no primeiro semestre — Foto: DivulgaçãoBillie Eilish, Taylor Swift, Maroon 5 e Metallica fazem shows no Brasil no primeiro semestre — Foto: Divulgação

Taylor Swift, Maroon 5, Metallica e Billie Eilish estão entre os principais shows que passam pelo Brasil em 2020. O G1 Ouviu analisa as turnês internacionais dessas estrelas e adianta um pouquinho do que esperar dessas apresentações. Ouça:

Música de novela

Cena de "Amor de mãe" com Thelma (Adriana Esteves) e Vitória (Taís Araujo) — Foto: Globo/ João CottaCena de “Amor de mãe” com Thelma (Adriana Esteves) e Vitória (Taís Araujo) — Foto: Globo/ João Cotta

Se você sempre teve curiosidade de saber quantas músicas são ouvidas até a seleção final com as cerca 70 canções de um novela, a resposta impressiona. “Umas 500”, responde José Luiz Villamarim, diretor artístico de “Amor de Mãe”, novela das 21h da Globo. Ele e Marcel Klemm, gerente de produção musical da Globo, dão detalhes sobre seleção das músicas que embalam tramas da TV.

Carnaval 2020

Jack Maia posa para ensaio exclusivo do G1 na quadra da Estácio de Sá — Foto: Marcos Serra Lima/G1Jack Maia posa para ensaio exclusivo do G1 na quadra da Estácio de Sá — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Jack Maia estreia como rainha de bateria da Estácio de Sá e avisa: “Vim para arregaçar a manga”. Veja entrevista e ensaio com a musa, que por sete anos reinou na Acadêmicos de Santa Cruz.

Curtas e rápidas…

 

Por Blog do BG

Estados descartam reduzir o ICMS que incide sobre os combustíveis

A pressão do governo federal por uma revisão na tributação de ICMS sobre combustíveis, uma forma de reduzir o aumento ao consumidor nas bombas, não encontra eco nos Estados. Secretários de Fazenda ouvidos pelo jornal O Estado de São Paulo apontam que a arrecadação sobre combustíveis representa uma fatia significativa dos recursos estaduais e que a atual situação financeira dos Estados não permite aos governadores abrir mão de receitas. Portanto, uma redução da alíquota estaria descartada. No Rio Grande do Norte, dados consolidados de 2018 apontam que R$ 1,188 bilhão do que foi arrecadado pela Secretaria de Estado da Tributação (SET/RN) teve como origem o ICMS incidentes sobre a diesel, etanol e gasolina.

Hoje, o ICMS sobre combustíveis responde por entre 18% e 20% da arrecadação dos Estados. As alíquotas cobradas variam por ente e podem chegar a 34% no topo para a gasolina, a 25% para o diesel e a 32% para o etanol, segundo dados da Fecombustíveis. O governo federal não ventilou o percentual de redução que supostamente os Estados adotariam.

Leia a notícia na íntegra aqui na Tribuna do Norte.

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Após abalo com o pai, Carlos Bolsonaro tenta retomar influência no governo

Após sua relação com o presidente Jair Bolsonaro ter passado por um abalo no ano passado, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) retomou o seu engajamento nas redes sociais e voltou à carga contra a comunicação do Palácio do Planalto.

Crítico desde o início do governo à condução dos canais institucionais da Presidência da República, ele tornou a divulgar realizações da gestão federal e a fazer reparo público sobre a postura da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social), comandada pelo publicitário Fabio Wajngarten. O empenho do vereador ocorreu após ele ter ficado quase um mês ausente das redes sociais.

Segundo assessores presidenciais, Carlos submergiu depois de ter protagonizado um desentendimento com Bolsonaro, que se irritou após o filho ter publicado na conta oficial do pai manifestação favorável à prisão após condenação em segunda instância. Na época, o presidente queria evitar o assunto na esfera pública para não se indispor com o STF (Supremo Tribunal Federal), que analisava a questão e decidiu por rejeitar a possibilidade.

Folhapress

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Ministros do STF pressionam CNMP a levar adiante investigação de fundação da Lava Jato

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Integrantes do STF querem que o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) leve adiante investigação sobre a criação de uma fundação pela Lava Jato em Curitiba, feita para gerir R$ 2,5 bilhões recuperados em dinheiro desviado da Petrobras.

Alexandre de Moraes enviou ofício em setembro ao conselho e reiterou o pedido no fim do ano para que o corregedor do órgão, Rinaldo Lima, instaurasse a apuração. Mas até agora nada teria sido feito. Moraes teria apontado supostas ilegalidades de membros do MPF e demanda a apuração do caso.

Painel/Folha de S.Paulo

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DPVAT caiu de R$ 105,65 para R$ 16,21 em apenas três anos, sem prejuízo para os segurados

O seguro obrigatório para veículos (DPVAT) garantiu lucros bilionários às seguradoras integrantes do seleto grupo “Líder” durante décadas e o valor era alto tão somente para esse fim. Prova disso é que a queda de 85% no valor pago pelo consumidor em apenas três anos não causou grandes estragos, mas bastou surgir a ideia de acabar com o “imposto” que, da noite para o dia, se tornou a coisa mais importante do mundo. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Entre 2016 e 2018, no governo Temer, o valor para carros caiu de R$105,65 para R$45,72 e das motos caiu de R$292,01 para R$185,50.

Ano passado, primeiro do governo Bolsonaro, o valor foi de R$ 16,21 e R$ 84,58 para carros e motos, respectivamente. E não se ouviu um pio. Depois do valor do DPVAT cair 84,7% (carros) e 71,1% (motos), veio a ideia de acabar de vez com a boquinha, mas as seguradoras gritaram. Para este ano, os valores seriam R$5,21 para carros e R$12,25 para motos, mas uma decisão do STF vetou a redução. A AGU vai recorrer.

 

STJ nega soltura de doleiro acusado de ajudar Dario Messer

João Otávio de Noronha, o presidente do STJ, negou ontem à noite o pedido de soltura do doleiro uruguaio Najun Turner, acusado de ajudar Dario Messer a fugir da Justiça.

Turner, um dos alvos da Operação Patrón, teria participado de um esquema internacional para evitar que Messer, o “doleiro dos doleiros”, fosse preso na Operação Câmbio, Desligo.

O Antagonista

 

LOCAIS

Candidatos ao Governo do RN ainda têm dívidas eleitorais de 2018; Carlos Eduardo Alves é o maior devedor

Mais de um ano e três meses depois das eleições de 2018, quatro dos oito candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte ainda têm dívidas de campanha com fornecedores de produtos e serviços para a campanha eleitoral. Ao todo, os políticos listados acumulam um débito total de R$ 4,83 milhões com 29 empresas, segundo informações da Tribunal do Superior Eleitoral (TSE).

A maior dívida dos candidatos está relacionada com a produção de programas de rádio, televisão ou vídeo. Este tipo de serviço acumula R$ 3,6 milhões em débitos não pagos, o que representa 74,5% de todos os valores. Entre os candidatos com despesas não pagas, o maior valor é do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT), que foi derrotado no segundo turno das eleições de 2018 pela atual governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT). O pedetista tem uma dívida de R$ 1,8 milhão com três produtoras de vídeo.

Leia a notícia na íntegra aqui no Agora RN.

 

Estado responde à justiça sobre demolição do Reis Magos e prefeitura já pode autorizar demolição do hotel

Foto: Tribuna do Norte

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) respondeu ao desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), Vivaldo Pinheiro, que o prazo de 15 dias para se posicionar sobre o tombamento ou não do Hotel Reis Magos é muito pequeno diante da complexidade do tema, assim, cabe agora à Prefeitura decidir o que fazer com o local.

Na peça, assinada pelo procurador José Duarte Santana e pelo secretário Getúlio Marques (Educação, Cultura Lazer e Esporte), o Governo afirmou que “os novos elementos trazidos pelo laudo citado apontama grande complexidade do debate em torno do tombamento do Hotel Internacional Reis Magos, com a consequente manutenção ou não da estrutura predial, sendo impossível a deliberação no diminuto prazo concedido pela decisão judicial em comento, razão pela qual não goza Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer de condições técnicas para deliberação na presente data”.

Assim, a bola passa agora para a Procuradoria-Geral do Município (PGM), que vai definir o futuro dos escombros do hotel que ainda se encontram de pé.

 

[FOTO] Nenhum celular entrou em Alcaçuz após instalação de novos equipamentos

O uso de novas tecnologias como scanner de raios-x aliado ao treinamento e comprometimento dos polícias penais nas revistas de visitas e na segurança interna, resultaram num ano extremamente positivo na Penitenciária Estadual de Alcaçuz: nenhum celular entrou na unidade, apesar das 23 mil visitas realizadas, tampouco houve registro de fuga, motim ou morte no ano de 2019.

O titular da Secretaria da Administração Penitenciária (Seap), Pedro Florêncio Filho, explica que a unidade penal teve reforço no número de servidores e foi uma das primeiras penitenciárias a receber o “Body Scan”, um aparelho de raio-x com tecnologia de última geração usado na revista das visitas. “Demos prioridade a Alcaçuz, dada sua importância no Sistema Penal, com acréscimo de 40 policiais penais”, confirmou. Ainda segundo Pedro Florêncio, a unidade ganhou um novo pavilhão com 432 novas vagas.

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Inmet emite aviso de chuvas intensas em 64 municípios do RN

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso de chuvas intensas em 64 municípios do Rio Grande do Norte. O alerta de perigo potencial vale entre às 14h50 desta terça-feira (7) até às 9h de quarta-feira (8).

Segundo o aviso, podem acontecer chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia, além de ventos intensos de 40 a 60 quilômetros por hora. Há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.
Além dos municípios potiguares, o alerta também vale para cidades dos estados do Piauí e Ceará.

Tribuna do Norte

Fonte: Blog do BG

 

Saiba como os muçulmanos do RN observam o conflito entre Irã e EUA

No Brasil, 35.167 pessoas praticam o Islã

08/01/2020 às 00:12

O mundo acompanha com apreensão as novas decisões do presidente Donald Trump e as reações do Irã após a morte do general iraniano Qassem Soleimani. Mas há exceções, como o vice-diretor interino da Associação Beneficente Muçulmana do Rio Grande do Norte, Marcos Antônio, que afirma não se envolver com o conflito entre os Estados Unidos e o Irã.

“No Irã há uma política em que o próprio povo se protege. Se alguém entra no país, se alguém é inimigo e destrói o que eles têm, o povo vai querer se vingar”, contextualizou Marcos, diante da tensão entre as duas nações.

Nesta terça-feira, 7, o Irã atacou duas bases com americanos no Iraque como retaliação à morte do general Soleimani. Até a publicação desta matéria não havia confirmação de vítimas.

Marcos Antônio alega que o desentendimento é “político e não envolve a religião. Por isso, não nos posicionamos”. Para ele, a nota divulgada na sexta-feira, 3, pelo Itamaraty, a qual foi considerada por muitos como um possível apoio do Brasil aos Estados Unidos, é uma decisão que cabe ao presidente do país.

Sobre a filha de Qassem Soleimani ter pedido vingança pela morte de seu pai durante visita do presidente do Irã, neste sábado, 4, Marcos relacionou que “ela perdeu o pai, perdeu o marido. Qualquer pessoa em uma situação dessa fica transtornada. Aqui no Brasil se um pai perde um filho por um crime, o que ele pede? E eu nem citei religião”.

Após a morte do general, foi erguida uma bandeira vermelha, chamada popularmente de “Bandeira Vingativa”, que na tradição xiita simboliza o sangue derramado injustamente e serve para vingar a morte.

“Os muçulmanos no Rio Grande do Norte não terão que se envolver com essa especulada vingança, pois é uma decisão do país iraniano. É da cultura de lá essa proteção pelos seus. A religião, em si, não tem nenhum envolvimento”, destacou Marcos.

Marcos Antônio diz que a cultura iraniana tem forte relação com a religião, pautada pelo afeto ao seu povo. No entanto, ele alega que no país do Oriente Médio a maioria dos muçulmanos são xiitas, enquanto aqui na associação que ele faz parte os membros são sunitas, gerando pequena diferença entre os membros da religião.

No Brasil, 35.167 pessoas praticam o Islã – religião dos muçulmanos – segundo dados do censo demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Associação Beneficente Muçulmana do Rio Grande do Norte conta com cerca de 70 membros.

Fonte: Agora RN

 

Governo federal libera mais R$ 4 milhões para realização de cirurgias eletivas no RN

Valor poderá cobrir custos com 53 tipos de procedimentos cirúrgicos, como catarata, varizes, hérnia, vasectomia e laqueadura, além de cirurgias nos quadris e de joelho; Sesap diz que o valor é insuficiente para acabar com a fila de operações no Estado

08/01/2020 às 06:00

Ministério da Saúde/Divulgação

Para todo o País, verba extra será de R$ 250 milhões. RN receberá R$ 4,175 milhões, o que corresponde a 1,67% do total

O Ministério da Saúde anunciou que vai ampliar, em 2020, o valor que é repassado aos estados e municípios para a realização de cirurgias eletivas. O incentivo é para zerar a fila de espera por procedimentos de média complexidade e para diminuir o tempo de espera daqueles que aguardam por cirurgias agendadas.

Para todo o País, a verba extra será de R$ 250 milhões. O Rio Grande do Norte receberá R$ 4,175 milhões, o que corresponde a 1,67% do total. A divisão dos recursos foi de acordo com a população dos estados.

O valor poderá cobrir custos com 53 tipos de procedimentos cirúrgicos, como catarata, varizes, hérnia, vasectomia e laqueadura, além da cirurgia de astroplastia (quadril e joelho), entre outras com grande demanda reprimida identificada.

Segundo o Ministério da Saúde, o dinheiro poderá ser repassado para os governos estaduais ou diretamente para as prefeituras. Cada estado vai definir qual é o melhor modelo e o critério de repartição, após discutir o assunto na Comissão de Intergestores Bipartites (CIB).

No caso do Rio Grande do Norte, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) é que deverá receber o dinheiro. A pasta informou ao Agora RN que o que será debatido na Comissão Bipartite é quanto será encaminhado para cada município.

A verba será disponibilizada por meio do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (Faec). O governo federal ressaltou que os recursos somente serão liberados após os gestores comprovarem que executaram as cirurgias e para aqueles que ultrapassarem o teto MAC (Média e Alta Complexidade) do município.

Em 2018, foram realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) cerca de 2,4 milhões de cirurgias eletivas em todo o País. Esses procedimentos cirúrgicos são os que não precisam ser realizados em caráter de urgência, podendo assim serem agendados. Em 2019, até outubro, foram registrados no sistema de informação do SUS 2 milhões de cirurgias em todos os estados brasileiros.

De janeiro de 2017 a outubro de 2019, foram disponibilizados por meio de recursos do Faec cerca de R$ 1,1 bilhão para todo o País. No período, o RN recebeu aproximadamente R$ 20 milhões. Só no ano passado (janeiro a outubro), foram disponibilizados pelo programa mais de R$ 8,4 milhões. Além disso, os estados e municípios contam também com o valor do teto de média e alta complexidade.

O secretário estadual de Saúde, Cipriano Maia, disse que, mesmo com o valor extra, o que será repassado para o Estado é insuficiente para acabar com a fila de espera por cirurgias eletivas. Ele informou que, por causa disso, o governo potiguar fará uma complementação orçamentária em 2020 para conseguir executar o Programa Estadual de Cirurgias Eletivas, que deve ser lançado em breve pela gestão da governadora Fátima Bezerra.

A pasta, contudo, não informou de quanto será essa complementação nem quantas cirurgias pretende agilizar este ano. Segundo a Sesap, entretanto, a estimativa é de que a fila de espera seja formada por cerca de 11 mil cirurgias eletivas.

Fonte: Agora RN

 

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RESUMO DA SEMANA: CASO LULINHA, GRETA THUNBERG “PIRRALHA” E PACOTE ANTICRIME

Domingo é dia de RESUMO DA SEMANA onde você vai ver tudo que foi notícia na política nacional desta semana e rolou nos programas Jornal da Manhã, Morning Show, Pânico, 3 em 1 e Os Pingos Nos Is da Jovem Pan, com a narração do competente jornalista Felipe Moura Brasil. Assista o vídeo e fique bem informado(a)!

Fonte:

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ANÁLISE POLÍTICA: TERÃO NOSSOS IMPOSTOS QUE PAGAR CAMPANHA ELEITORAL?

Na coluna ANÁLISE POLÍTICA desta quinta-feira temos o comentário conciso e preciso do jornalista Alexandre Garcia sobre a questão da imoralidade do aumento do fundão eleitoral. Também fala sobre a convocação do ministro da educação para dar explicações sobre suas declarações acerca do cultivo de maconha nas universidades federais. Assista ao vídeo e tire suas conclusões!

Fonte:

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RESUMO DA SEMANA: DESTAQUES, PEC DA 2ª INSTÂNCIA, CORONEL TADEU E DESMATAMENTO

Para quem não acompanhou a política na semana que passou pode ver tudo agora no RESUMO DA SEMANA desta segunda-feira com o jornalista Felipe Moura Brasil e o que foi notícia na política nos programas Jornal da Manhã, Os Pingos Nos Is, 3 em 1, Morning Show e Pânico da Jovem Pan.

Fonte:

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EDITORIAL: ESCLARECIMENTOS SOBRE A CRISE POLÍTICA NOS PAÍSES LATINO-AMERICANOS

Caro(a) leitor(a),

Não nos iludamos com os fatos correntes na América latina. As crises políticas e os conflitos que vêm acontecendo nos últimos meses em toda a América é um plano orquestrado que tem como pano de fundo a Russia e a China. Estão avançando sorrateiramente e isso não pode continuar!

Fonte:

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GEOPOLÍTICA: A VERDADE SOBRE A REVOLUÇÃO NA BOLÍVIA

Caro(a) leitor(a),

Todos os brasileiros precisam saber a verdade sobre o que realmente está acontecendo na Bolívia, pois esta é a maior lição e o melhor exemplo que podemos ter do que é um governo ditatorial socialista. Um governo que se utiliza dos instrumentos da democracia para implementar um projeto de poder e nele se eternizar a custa do sacrifício, do retrocesso e da miséria alheia. Um governo reducionista que relegou a economia do país a monocultura da coca e a custa do tráfico de drogas. Que condenou o seu povo a ignorância e ao sub-emprego. Já dizia um grande filósofo: “Os inteligentes aprendem com os erros dos outros, os medíocres aprende com os seus próprios erros e os imbecis nunca aprendem”. Por isso o povo brasileiro tem a oportunidade de aprender com os erros dos nossos irmãos vizinhos, que já é bastante triste e cruel e não deixar que essa miséria humana também chegue até aqui!

“Esse é o momento mais delicado, um novo presidente e novas eleições. Os delinquentes, com o dinheiro do povo, continuam espalhando terror e morte por aqui. Naão se pode confiar neles porque eles doutrinaram os camponeses e pessoas pobres contra o cidadão comum, e vai ser difícil retirar essa crença. E ainda falam de golpe, um narcogoverno do pior”.

“Eles continuam a guerra do terror. Queimaram 63 ônibus, há dois quarteirões da minha casa que estavam na garagem da empresa. Eles, com pedras, quebraram todos os vidros das casas da vizinhança. São pagos pelo governo de Evos Morales”. (Uma brasileira que mora na Bolívia e está aterrorizada e trancada em sua casa há mais de uma semana).

Essa é a verdade sobre Evo Morales!

Essa é a turba da destruição de Evo Morales!

Fonte: Uma brasileira que mora na Bolívia

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