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COM FECHAMENTO DE TRÊS FÁBRICAS, FORD ANUNCIA FIM DA PRODUÇÃO DE CARROS NO BRASIL

Ford anuncia fim da produção de carros no Brasil e fechamento de três fábricas

Maria Carolina Abe e André Jankavski, do CNN Brasil Business

|Atualizado 11 de janeiro de 2021 às 20:21

A montadora Ford anunciou nesta segunda-feira (11) que vai encerrar a produção de carros no Brasil neste ano. Serão fechadas as fábricas em Taubaté (SP), que produz motores, Camaçari (BA), onde produz os modelos EcoSport e Ka, e em Horizonte (CE), onde são montados os jipes da marca Troller. A empresa informou que irá manter seu centro de desenvolvimento de produtos, na Bahia, o campo de testes, em Tatuí (SP), e a sede administrativa, em São Paulo.

Cerca de 5.000 funcionários devem ser afetados na América do Sul, estima a companhia. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari (BA), cerca de 10 mil trabalhadores serão atingidos só no local.

A montadora norte-americana já havia anunciado, em 2019, o fim da produção na fábrica de São Bernardo do Campo (SP).

Pandemia piorou crise

De acordo com comunicado da empresa, “a pandemia de Covid-19 amplificou a persistente capacidade industrial ociosa e a queda nas vendas, que resultaram em anos de perdas significativas”. A empresa afirmou que vai trabalhar em colaboração com os sindicatos e outros parceiros no desenvolvimento de “um plano justo e equilibrado para minimizar os impactos do encerramento da produção.”

“Com mais de um século na América do Sul e no Brasil, sabemos que essas são ações difíceis, mas necessárias para criar um negócio saudável e sustentável”, disse Jim Farley, CEO e presidente da Ford.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), por meio de nota, afirmou que não iria fazer comentários sobre o tema, pois trata-se de “uma decisão estratégica global de uma das nossas associadas”. “Mas isso corrobora o que a entidade vem alertando há mais de um ano sobre a ociosidade local, global e a falta de medidas que reduzam o custo-Brasil”, disse a Anfavea.

Veículos virão de Argentina e Uruguai

A produção será encerrada imediatamente em Camaçari e Taubaté, mantendo-se apenas a fabricação de peças por alguns meses para garantir disponibilidade dos estoques de pós-venda. A fábrica da Troller, em Horizonte, continuará operando até o quarto trimestre de 2021. As vendas do EcoSport e do Ka serão encerradas assim que terminarem os estoques.

A montadora diz que seguirá importando no Brasil utilitários esportivos, picapes, como a Ranger, e veículos comerciais de fábricas da Argentina, Uruguai e outras origens, mantendo “assistência total” ao consumidor brasileiro com operações de vendas, serviços, peças de reposição e garantia. Informou ainda que planeja acelerar o lançamento de diversos novos modelos conectados e eletrificados.

A Ford estima um impacto de US$ 4,1 bilhões em despesas recorrentes com o anúncio, sendo cerca de US$ 2,5 bilhões em 2020 e US$ 1,6 bilhão em 2021. Cerca de US$ 1,6 bilhão está relacionado ao impacto contábil à baixa de créditos fiscais e depreciação acelerada, enquanto os US$ 2,5 bilhões restantes serão diretamente no caixa – rescisões, acordos e outros pagamentos.

100 anos de Brasil

A Ford foi a primeira indústria automobilística a se instalar no Brasil, em 1919. O bairro do Bom Retiro, em São Paulo, foi o primeiro lugar a abrigar uma linha de montagem de veículos em série no país. O edifício, inclusive, era uma cópia da sede da empresa em Detroit (EUA).

No ano passado, a montadora foi a sexta que mais vendeu automóveis, com 119.406 veículos emplacados (entre automóveis e comerciais leves), com 7,14% do total, segundo a Fenabrave. A empresa perdeu espaço nos últimos anos, especialmente para a sul coreana Hyundai, que hoje é a quarta maior montadora do Brasil.

O Ford Ka é o seu modelo mais vendido no Brasil. Ele foi o quinto mais emplacado no país em 2020, com 67.491 vendidos.

Ministério da Economia

Em nota, o Ministério da Economia lamentou a decisão da Ford e disse que o movimento da montadora “destoa da forte recuperação observada na maioria dos setores da indústria no país, muitos já registrando resultados superiores ao período pré-crise”.

A pasta diz ainda que “trabalha intensamente na redução do Custo Brasil com iniciativas que já promoveram avanços importantes. Isto reforça a necessidade de rápida implementação das medidas de melhoria do ambiente de negócios e de avançar nas reformas estruturais”.

Fonte: CNN

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: ATÉ MESMO AS PREVISÕES MAIS OTIMISTA NA EUROPA SÃO SUPERADAS COM AS VENDAS DE CARROS ELÉTRICOS

O meio ambiente agradece mais uma vez a CIÊNCIA, a TECNOLOGIA e ao COMPORTAMENTO humano. O destaque deste sábado, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE é por conta da indústria automobilista que está de parabéns com a produção de carros elétricos que está cada vez maior e derruba todas as previsões para o ano de 2021. Leia o artigo a segui r e saiba o porquê!  

As vendas de carros elétricos na Europa quebraram até mesmo as previsões mais otimistas

Andrew Robert

Em 2021, um em cada sete carros vendidos na UE será elétrico, e as vendas, produção e inovação em geral estão crescendo nas grandes economias da Europa devido às rígidas regulamentações de emissões de CO2 do Parlamento Europeu.

As vendas de carros elétricos devem  ter triplicado este ano em comparação a 2019, e devem subir para até 15% da participação de mercado total em 2022, antes de atingir o teto.

Os regulamentos, que foram escalonados ao longo da última década, continuarão cambaleando até 2030, quando uma série de acordos internacionais e metas estabelecidas para ajudar a prevenir o pior da crise climática virão.

O grupo de reflexão sobre políticas verdes, Transporte e Meio Ambiente, resume os dados de um relatório publicado por eles que rastreia o cumprimento da meta de CO2 e as vendas de carros elétricos no setor automotivo da UE, declarando: “As vendas de carros elétricos estão crescendo graças aos padrões de emissões da UE. No próximo ano, um em cada sete carros vendidos na Europa será um plug-in. Os fabricantes da UE estão de volta à corrida de EV ”.

Os padrões de emissões da UE que entrarão em vigor no próximo ano são mais rigorosos, sugerindo um impulso para veículos movidos a combustíveis fósseis mais limpos e maior produção de veículos elétricos.

“Em 2021, o valor máximo da média da frota para carros novos na UE é de 95 gramas de dióxido de carbono por quilômetro”, escreve Electrive , um site da indústria de transporte elétrico da UE.

Eles fazem referência a um relatório da mídia baseado em vazamentos de que os parlamentares da UE querem aumentar as já rígidas restrições de 37,5% até 2030 para 50%, o que atraiu a ira de grupos da indústria automotiva alemã que dizem que as restrições já são muito ambiciosas. As restrições anteriores foram aprovadas com mais de 500 votos “sim” a menos de 100 votos “não”, então os políticos de mente verde podem achar que restrições mais intensas são possíveis.

Já existem alguns fabricantes de automóveis cujas frotas atendem aos padrões atuais e não precisariam ser muito alteradas para cumprir o aumento de 2021. Trata-se do Grupo PSA, que inclui Vauxhall, Peugeot, Citroen e Opel, bem como Tesla, Volvo e BMW.

A Renault, a Nissan, a associação Toyota-Mazda e a Ford precisam apenas reduzir os níveis de emissão total da frota em dois gramas para atender aos padrões atuais.

Fonte: goodnewsnetwork.org

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