O divórcio dos baby boomers: maturidade e dificuldades

O “divórcio grisalho” nos EUA

Nos últimos anos, os Estados Unidos estão tendo que lidar com um aumento do número de divórcios entre os baby boomers, o que eles chamam de “divórcio grisalho”. Isso significa que mais pessoas estão morando sozinhas depois dos 60 anos. Segundo a reportagem da CNN Nos EUA, “divórcio grisalho” leva mais idosos a viverem sozinhos, apesar de muitos acabarem encontrando novos parceiros, aproximadamente 50% das pessoas passam a morar sozinhas durante os primeiros anos após o “divórcio grisalho”. 

A reportagem ainda traz o seguinte: “De acordo com a advogada, algumas pessoas mais velhas que abrem o processo de divórcio sentem que simplesmente se afastaram muito de seus cônjuges, enquanto outras sofreram abuso ou descobriram transgressões chocantes. Todos – incluindo alguns clientes na casa dos 80 anos – sentem que os anos de vida que restam são preciosos demais para gastar com a pessoa errada”.

Bom, esse não deve ser um fato isolado dos Estados Unidos da América. À medida que envelhecemos, vamos ficando mais seletivos. Vivemos muitas coisas e, portanto, temos mais bagagem para decidirmos o que queremos, ou, pelo menos, o que não queremos. Acompanhando isso, chegam as novidades tecnológicas e as conquistas de direitos que, de fato, evidenciam a nossa posição de seres humanos. 

O que é perceptível aos baby boomers?

Apesar de terem nascido em uma época completamente diferente da de hoje, os baby boomers vêm acompanhando as mudanças e tentando se adaptar a elas. O fato de terem vivido realidades tão diversas ao longo do tempo permite que eles imaginem outras possibilidades com certa facilidade. Mas o fato de também estarem vinculados a uma formação de caráter tão diferente da que temos hoje deve acabar impedindo-os de tomar uma decisão. É provável que somente o encontro com a possibilidade da morte permita a saída de uma posição para outra.

Embora passemos a vida fugindo da morte, no fundo, sabemos que ela é a única coisa certa nas nossas jornadas. E essa percepção vai se evidenciando à medida que chegamos mais perto do que imaginamos ser o fim do nosso ciclo de vida

Amadurecer, reconhecer e encontrar uma solução!
Casal de idosos

O problema é que a morte elimina toda a nossa importância, certo? Mas a questão é: para quem que a sua vida é importante? À medida que amadurecemos – envelhecer não significa amadurecer, apesar de existir uma tendência de uma coisa acontecer em função da outra -, vamos nos dando conta de que a vida se trata muito mais de nós do que dos outros. E entender que, se temos que provar algo para alguém, é para nós mesmos acaba simplificando as coisas: nós nos tornamos mais aceitáveis para nós mesmos. A batalha chega, então, ao fim. 

Passamos a reconhecer o valor que temos. Em consequência disso, o valor que o outro tem já não é mais o mesmo. O outro é diminuído frente a nós. Esse é o ponto de giro da chave. Por isso é comum observarmos essa seletividade, uma sinceridade pronunciada e, muitas vezes, até uma certa intolerância por parte dos baby boomers

Parece, então, que temos uma tendência a nível mundial, não? O que pode variar de uma nação para a outra é uma cultura mais ou menos católica ou uma sociedade mais ou menos rica. Esses pontos devem influir diretamente sobre uma decisão de divórcio. Apesar do amadurecimento. Se o divórcio, por exemplo, não traz segurança financeira ao sujeito, é provável que ele permaneça casado e, até mesmo, dividindo a casa com o ex-parceiro. Mesmo que não divida a cama! Bom, cada país com os seus problemas!

Compartilhar

Deixe um comentário