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ESPAÇONAVE CHINESA POUSA COM SUCESSO NA SUPERFÍCIE DE MARTE

China conclui pouso histórico de nave espacial em Marte

País asiático se tornou a segunda nação, depois dos Estados Unidos, a pousar na superfície do planeta vermelho

Espaçonave pousou em um local em uma vasta planície conhecida como Utopia Planitia

PIXABAY

Uma espaçonave chinesa pousou com sucesso na superfície de Marte neste sábado (15), informou a agência de notícias estatal Xinhua, tornando a China a segunda nação, depois dos Estados Unidos, a pousar no planeta vermelho.

A nave espacial Tianwen-1 pousou em um local em uma vasta planície conhecida como Utopia Planitia, “deixando uma pegada chinesa em Marte pela primeira vez”, afirmou a Xinhua

O presidente chinês Xi Jinping emitiu uma mensagem de parabéns a todas as pessoas envolvidas na missão.

“Você foi corajoso o suficiente para o desafio, buscou a excelência e colocou nosso país nas posições avançadas da exploração planetária”, disse. “Sua notável conquista ficará para sempre gravada nas memórias da pátria e do povo”, acrescentou.

A nave deixou sua órbita estacionada por volta das 14h de sexta-feira (1h, horário de Pequim, no sábado). O módulo de pouso se separou do orbitador três horas depois e entrou na atmosfera marciana, disse o jornal oficial China Space News.

Fonte: R7

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BOAS NOTÍCIAS: O AMOR RESURGE AOS 94 ANOS EM PLENA PANDEMIA

O amor é lindo, já diz uma expressão popular bastante antiga! Mesmo que seja aos 94 anos de idade e em plena pandemia do coronavírus, a pior e mais devastadora epidemia já registrada na história da humanidade. No nosso destaque da coluna BOAS NOTÍCIAS deste domingo você vai conhecer uma linda história de amor que aconteceu no interior do Estado de Nova York, entre dois idosos de 94 anos em plena pandemia.

Casal encontra o amor aos 94 anos durante pandemia

Nunca é tarde para o amor, mesmo que ele venha durante uma das fases mais difíceis da humanidade: a pandemia.

No pior ano para namorar, um casal de idosos encontrou a felicidade e agora pretende se casar.

John Shultz e a namorada Joy Morrow-Nulton, ambos com 94 anos de idade moram no interior do Estado de Nova York.

Os dois, viúvos por duas vezes, estavam determinados a encontrar o amor novamente e foi o que aconteceu.

Eles tiveram que ficar no isolamento durante um ano e foi aí que se conheceram.

“Eles encontraram uma maneira de ficar juntos. Eles fizeram o que foi necessário”, disse Pete, filho de Shults.

Prazeres simples da vida

O idoso apaixonado explica que foi necessário um retorno aos prazeres simples da vida, com direito a balões pela casa para melhorar o astral e muita abnegação.

“Ela é mais rica do que eu, só para você saber. Ela me comprou um andador”, disse Shults.

Para não ficar para trás, Shults comprou um presente para a amada também e mandou junto com o pedido de casamento. Só que para ganhar um ‘sim’ da noiva, ele teve que insistir.

“Finalmente eu disse, OK”, disse Joy.

“Nos dias de neve eu não vim aqui, foi então que senti falta dele”, conta a noiva apaixonada.

O casal fez recentemente um ensaio para o casamento deles, que será na primavera.

Foto: Handout
Foto: Handout

Por Andréa Fassina, da redação do SóNotíciaBoa com informações da CBS News

Fonte: Só Notícia Boa

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EDUCAÇÃO: CURSO MAIS POPULAR DA UNIVERSIDADE DE YALE CHEGA AO ENSINO MÉDIO GRATUITAMENTE

O curso mais popular de felicidade da Universidade de Yale chega ao ensino médio oferecido gratuitamente a mais de 550 alunos de baixa renda nos Estados Unidos e ainda receberão créditos universitários gratuitos após a conclusão. Uma atitude magnífica que vai levar  a alunos de baixa renda uma oportunidade única de serem pessoas melhores. Então lhe convido a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes da matéria!

Yale está oferecendo seu popular curso de felicidade para alguns alunos do ensino médio de graça – incluindo crédito universitário

Em 2018, a professora Laurie Santos de Yale lançou um novo curso, “Psicologia e a Vida Boa”, para atender às crescentes necessidades de saúde mental dos alunos no campus. Foi um sucesso imediato, atraindo mais de 1.200 alunos matriculados na graduação naquele primeiro semestre antes de ser transformado no curso online mais popular da história de Yale.

Agora o curso está sendo oferecido gratuitamente a mais de 550 alunos de ensino médio de baixa renda nos Estados Unidos. Os alunos receberão créditos universitários gratuitos após a conclusão.

Nosso objetivo é equipar os alunos com estratégias cientificamente validadas para viver uma vida mais satisfatória, ao mesmo tempo em que criamos oportunidades para alunos de baixa renda e negros e ricos demonstrarem estar prontos para a faculdade”, explicou Santos, professor de psicologia e chefe do Silliman College em Yale.

De acordo com um comunicado de Yale , o novo programa – que foi desenvolvido em parceria com a University of Connecticut e o National Education Equity Lab com o apoio da Arthur M. Blank Foundation – será oferecido em mais de 40 escolas Title I de 17 cidades , incluindo Atlanta, Nova York, Los Angeles e New Haven. Além de ter acesso às palestras de Santos, os alunos serão apoiados por um professor local em sua escola de ensino médio e um bolsista de ensino de Yale.

 É uma honra estar envolvido neste amplo esforço para ampliar as oportunidades educacionais para a diversificada população de estudantes matriculados neste curso”, disse Zach Silver, um estudante de pós-graduação em psicologia em Yale que é um dos professores bolsistas do novo curso. “Estou emocionado em compartilhar minha paixão por este material com alunos de todo o país.”

A aula, que será ligeiramente modificada em relação ao original, apresentará aos alunos estratégias validadas cientificamente para viver uma vida mais satisfatória e examinará o que a ciência psicológica mostra sobre como ser mais feliz, como se sentir menos estressado e como florescer mais. Os alunos também terão a chance de colocar essas descobertas científicas em prática.

O curso original “Psicologia e a Vida Boa” atraiu um número tão grande de alunos que foi transferido para o Woolsey Hall, a maior sala de concertos do campus. Desde então, a classe gerou um curso on-line de enorme sucesso, ” The Science of Well-Being “, disponível gratuitamente no Coursera com mais de três milhões de inscrições até o momento, e o podcast de sucesso “The Happiness Lab”, um dos 5 melhores podcast da Apple com mais de 30 milhões de downloads.

 Este é um momento muito desafiador, e isso significa que os alunos precisam aprender novas estratégias para proteger sua saúde mental”, disse Santos. “Nosso objetivo é dar aos alunos as ferramentas de que precisam para florescer e se sentir melhor. Além disso, podemos oferecer aos alunos uma experiência educacional rigorosa em Yale e uma oportunidade de ver se eles têm o que é preciso para ter sucesso na faculdade e além. ”

Educadores, alunos ou pais que desejam levar “Psicologia e o Bem Viver” para suas escolas podem manifestar interesse no  site de Santos .

Fonte: Good News Network

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INCOERÊNCIA: REGISTROS MOSTRAM QUE ALGUNS INVASORES DO CAPITÓLIO NÃO VOTARAM NA ELEIÇÃO QUE MOTIVOU O PROTESTO

Invasores do Capitólio queriam anular eleição na qual não votaram

 

Por Blake Ellis e Melanie Hicken, da CNN*
02 de fevereiro de 2021 às 05:00
Apoiadores de Trump saem do capitólio após invasão (06.jan.2021)Apoiadores de Trump saem do capitólio após invasão (06.jan.2021) Foto: CNN Brasil

Eles estavam lá para “parar o roubo” e manter o presidente que reverenciavam no cargo. No entanto, os registros mostram que alguns dos rebeldes que invadiram o Capitólio dos Estados Unidos não votaram na eleição que motivou os protestos. Nos país, o voto não é obrigatório.

Um desses arruaceiros é Donovan Crowl, um ex-fuzileiro naval que avançou em direção a uma entrada do Capitólio em trajes paramilitares em 6 de janeiro enquanto a multidão pró-Donald Trump gritava “quem é nosso presidente?” As autoridades federais identificaram posteriormente Crowl, 50 anos, como membro de uma organização que se autodenomina uma milícia em seu estado natal, Ohio, e é afiliada ao grupo extremista Oath Keepers.

Sua mãe disse à CNN que ele havia dito a ela que “eles iriam tomar o governo se eles (…) tentassem tirar a presidência de Trump dele”. A mãe contou que Crowl ficou cada vez mais raivoso durante o governo Obama e que estava ciente de seu apoio ao ex-presidente Donald Trump.

Apesar dessas visões aparentemente pró-Trump, uma autoridade eleitoral do condado em Ohio disse à CNN que ele se registrou como eleitor em 2013, mas “nunca votou nem respondeu a nenhum de nossos avisos de confirmação para manter seu registro”. O ex-fuzileiro naval foi então removido das listas de eleitores no final de 2020 e o estado disse que ele não era mais registrado em Ohio. Um secretário do condado de Illinois, onde Crowl foi registrado no passado, também confirmou que ele não era eleitor ativo em nenhuma seção do estado.

Crowl foi indiciado por um tribunal federal sob a acusação de destruição de propriedade do governo e conspiração por supostamente coordenar o planejamento do ataque com outros invasores. Ele permanece preso depois que um juiz afirmar que a mera “sugestão de liberá-lo para viver numa residência com nove armas de fogo não é válida”. Em uma entrevista à revista “New Yorker” citada pelo governo, Crowl contou que tinha intenções pacíficas e alegou ter protegido a polícia. O advogado de Crowl não quis se pronunciar sobre o histórico de votação de seu cliente.

Donovan CrowlDonovan Crowl foi indiciado por um grande júri federal sob a acusação de destruição de propriedade do governo e conspiração Foto: Mountgomery County Jail/ Reprodução

Muitos envolvidos na insurreição professaram ser motivados pelo patriotismo, declarando falsamente que Trump foi o legítimo vencedor do pleito. No entanto, pelo menos oito das pessoas que agora enfrentam acusações criminais por seu envolvimento nos eventos no dia da insurreição não votaram na eleição presidencial de novembro de 2020, de acordo com uma análise dos registros de votação dos estados onde os manifestantes foram presos, entre os estados que exibem registros públicos. Os manifestantes vieram de estados de todo o país e tinham idades entre 21 e 65 anos.

Para determinar quem votou em novembro, a CNN analisou os registros de votação de mais de 80 dos presos logo após o ataque. A maioria votou nas eleições presidenciais e, embora muitos fossem republicanos registrados, alguns foram registrados como democratas nas jurisdições que forneciam informações sobre o partido (o partido de preferência do eleitor pode ser informado e isso pode constar em seu registro, mas não em quem ele votou). O acesso público aos registros do histórico eleitoral varia de acordo com o estado, e a CNN não conseguiu visualizar os registros de alguns dos acusados.

Entre os que não votaram estavam um homem da Geórgia de 65 anos que, de acordo com documentos do governo, foi encontrado em sua van com uma pistola carregada e munição, e um homem da Louisiana que se gabou publicamente de ter passado quase duas horas dentro Capitólio depois de participar do comício “Parem o roubo” (“Stop the Steal”) de Trump.

Outro caso é de uma mulher de 21 anos de Missouri que, segundo os promotores, compartilhou um vídeo no Snapchat que a mostrou desfilando com um pedaço de uma placa de madeira do escritório da presidente da Câmara, Nancy Pelosi. Há também um homem da Flórida anteriormente condenado por tentativa de homicídio acusado pelo governo de se recusar a deixar o Capitólio – ele não pode votar porque tinha multas judiciais não pagas.

Jessica Stern, professora da Universidade de Boston que passou cerca de 30 anos pesquisando extremistas, afirmou que, embora não tenha falado com os indivíduos envolvidos nos eventos no Capitólio, a partir de suas entrevistas com outros extremistas violentos ela pode concluir que uma série de fatores estiveram em jogo. Os manifestantes podem ter acreditado que o sistema era fraudado, como afirma o movimento “Parem o Roubo” – e nesse caso não haveria sentido em votar. Eles poderiam ser mais atraídos pela encenação, a violência ou a atenção que obteriam em uma manifestação como a do Capitólio do que por alcançarem de fato seu objetivo (no caso, o resultado diferente das eleições).

Para a professora, pode ter acontecido uma combinação dessas razões, que se somaram a sentimentos de raiva e humilhação que frequentemente atraem as pessoas para grupos extremistas e para a violência. Ela disse que quando uma pessoa vota, “precisa acreditar mais na ética de votar do que no que seria uma perda de tempo (…) e ver isso como um imperativo moral. A pessoa tem que acreditar que o sistema funciona para todos, que é para o bem do país”.

Jack Griffith, um jovem de 25 anos do Tennessee, alardeou sua chegada a Washington com uma postagem no Facebook dizendo: “A CAVALARIA ESTÁ CHEGANDO!!!!”, usando a hashtag “#MAGA”, de acordo com documentos do tribunal. Pouco depois de deixar o Capitólio em 6 de janeiro, ele postou uma mensagem de decepção. “Eu odeio ser esse cara, mas a Nova Ordem Mundial nos venceu”, escreveu. “Trump foi nosso maior campeão e ainda não foi o suficiente. Ele fez o melhor que pode. Ele fez tanto, mas é só um homem… Até ajudei a invadir o capitólio hoje, mas só piorou as coisas… Por que, Deus? Por quê? POR QUE VOCÊ NOS ABANDONOU? A menos que… Trump ainda tenha um plano?”

As participações online descrevendo sua participação no cerco ao Capitólio foram mais tarde usadas pelo Departamento de Justiça para construir um processo criminal contra ele. Griffith enfrenta uma série de acusações, incluindo entrada violenta ou conduta desordeira na área do Capitólio.

Os dados eleitorais do Tennessee e do Alabama, onde os registros públicos provam que Griffith viveu, mostraram que ele votou nas eleições de 2016 e 2018, mas não no pleito presidencial de 2020. O defensor público que inicialmente o representava não quis comentar. Outro advogado listado como seu atual representante não respondeu aos pedidos de comentários.

Os registros do tribunal detalham como Gracyn Courtright, estudante veterana da Universidade de Kentucky, postou uma série de imagens no Instagram nas quais aparece marchando com uma grande bandeira dos Estados Unidos e outra com os braços erguidos em triunfo fora do Capitólio, com a legenda “mal posso esperar para contar aos meus netos que estive aqui”. Mais tarde, ela postou uma foto sua com uma camisa à mostra com a legenda: “A infâmia é tão boa quanto a fama. De qualquer forma, fiquei mais conhecida. Beijos”.

Acusada de crimes como entrar intencionalmente em um prédio restrito, entre outros, a estudante também foi identificada em imagens de vigilância arrastando uma placa do Congresso “Somente para membros” (“Members Only”) pelo Capitólio, de acordo com registros do tribunal.

“Não sei o que é traição”, ela escreveu em uma conversa compartilhada com o FBI por um informante, que confrontou a estudante universitária mostrando uma série de mensagens no Instagram. A universitária não está registrada em Kentucky, segundo autoridades eleitorais, e sim em seu estado natal, West Virginia, mas os documentos mostram que ela não votou na eleição de 2020. Seu advogado disse à CNN que Courtright não contestou o fato de ela não ter votado na eleição, mas se recusou a fazer mais comentários.

Uma foto do Instagram postada por Gracyn Courtright Uma foto do Instagram postada por Gracyn Courtright a mostra nos arredores do Capitólio e foi incluída nos registros do tribunal federal Foto: Reprodução

Em uma série de postagens nas redes sociais que compartilhou direto do Capitólio, Edward Jacob Lang, de Nova York, se disse pronto para uma revolução. “1776 começou”, escreveu em um documento citado pelo governo, mostrando-o de pé nos degraus do Capitólio. “Eu fui o líder da Liberdade hoje. Me prendam. Vocês estão do lado errado da história”, dizia outro texto. Depois de deixar o Capitólio, ele continuou a encorajar os seguidores a se juntarem ao “movimento patriota” com ele. “DÊ-ME LIBERDADE OU A MORTE”, postou.

Os promotores federais disseram que o vídeo de 6 de janeiro mostra Lang tentando atacar policiais com um taco de beisebol, vestindo uma máscara de gás e um escudo antimotim. Ele agora enfrenta uma série de acusações federais, incluindo agressão, resistência ou impedimento de certos oficiais ou funcionários, desordem civil e entrada violenta. Uma texto recente no site ProPublica revelou como Lang usou o aplicativo de mensagens online Telegram em uma tentativa de radicalizar os “normies” (os que seguem as normas) e convencê-los a se juntar a grupos de milícias locais, encorajando as pessoas nos dias após o motim do Capitol a estocar armas e se preparar para a guerra.

Embora os registros estaduais mostrem que Lang está registrado como eleitor e tenha participado de algumas eleições anteriores, funcionários do condado e do estado confirmaram à CNN que ele não votou na eleição de novembro. O advogado de Lang disse em um comunicado que, de dentro da prisão, Lang alegou que apresentou uma justificativa de voto à distância, dizendo: “O Senhor Lang sempre se apresentou como um Libertário… Ele não é um apoiador devoto de Trump, mas acredita que aqueles que assumem o cargo não irão defender os direitos da Primeira e da Segunda Emenda dos cidadãos”.

A lei de Nova York exige que os votos à distância sejam postados até o dia da eleição e recebidos na semana seguinte para serem contados. Quando questionado sobre a alegação de Lang de que ele enviou seu voto à distância, o Conselho de Eleições do condado de Sullivan instruiu a CNN a registrar uma solicitação de registros abertos para receber qualquer informação. A solicitação não foi respondida até a publicação desta reportagem.

O advogado de Lang também disse que o homem de 25 anos era um “jovem ingênuo e impressionável” que foi provocado pela retórica de Trump. Ele citou a declaração do senador Mitch McConnell de que “a multidão foi alimentada com mentiras” e disse que esperava que Lang e outros não fossem considerados culpados “devido apenas às suas associações, crenças e presença”.

Um homem que se identificou com o nome do pai de Lang recusou-se a falar com um repórter, dizendo: “Nós odiamos a CNN. Nós somos pró-Trump, adeus”. Em uma declaração para um jornal local, o pai de Lang atribuiu as ações de seu filho no Capitólio a “um problema de abuso de drogas”.

Arie Perliger, professor da Universidade de Massachusetts Lowell especializado em terrorismo doméstico de direita, disse que não ficou surpreso ao saber que alguns dos manifestantes não votaram, principalmente membros de milícias, como o ex-fuzileiro naval Crowl, já que a filiação à milícia costuma estar enraizada na desconfiança do governo. Ainda assim, o professor afirmou que temia que isso pudesse refletir uma erosão crescente da fé no processo democrático norte-americano, que é um “risco no qual precisamos pensar”.

“Quando vemos que grupos ideológicos significativos estão deixando de participar do processo democrático, isso pode significar que estão procurando outras formas de se envolver, que podem ser mais violentas”, declarou Perliger, que supervisiona um banco de dados de extremistas de direita atos de violência nos Estados Unidos. “Devemos nos preocupar com um número crescente de grupos ideológicos reduzindo seu envolvimento na política eleitoral”.

* Curt Devine, Sara Sidner, Anna-Maja Rappard e o Editorial Research da CNN contribuíram nesta reportagem.

(Texto traduzido, clique  aqui   para ler o original em inglês).

Fonte: CNN

 

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: UTENCÍLIOS DE MESA BIODEGRADÁVEIS DE AÇUCAR E BAMBU PARA SUBSTITUIR OS DE PLÁSTICO

O destaque da nossa coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta quinta-feira é uma nova descoberta da ciência que pode ser a solução da poluição causada pelos utensílios de plástico no mundo. Cientistas desenvolveram um conjunto de baixelas “verdes” feito de resíduos de cana-de-açúcar e bambu que não sacrifica a conveniência ou funcionalidade e pode servir como uma alternativa potencial aos copos plásticos e outros recipientes plásticos descartáveis. Então, conheça os detalhes dessa incrível e revolucionária solução!

Pesquisadores fazem utensílios de mesa biodegradáveis ​​de açúcar e bambu para que sejam tão baratos quanto o plástico

 

 

Ruby Wallau / Northeastern University

Cientistas desenvolveram um conjunto de baixelas “verdes” feito de resíduos de cana-de-açúcar e bambu que não sacrifica a conveniência ou funcionalidade e pode servir como uma alternativa potencial aos copos plásticos e outros recipientes plásticos descartáveis.

Ao contrário do plástico tradicional ou polímeros biodegradáveis, que podem levar até 450 anos ou requerem altas temperaturas para se degradar, este material não tóxico e ecológico leva apenas 60 dias para se decompor e é limpo o suficiente para conter seu café da manhã ou comida para viagem .

“Para ser honesto, a primeira vez que vim aos Estados Unidos em 2007, fiquei chocado com os recipientes de plástico de uso único disponíveis no supermercado”, diz o autor correspondente Hongli (Julie) Zhu, da Northeastern University. “Facilita a nossa vida, mas, por enquanto, transforma-se em lixo que não pode se decompor no meio ambiente.

Mais tarde, ela viu muito mais tigelas, pratos e utensílios de plástico jogados na lixeira em seminários e festas e pensou: “Podemos usar um material mais sustentável?

Para encontrar uma alternativa aos recipientes de plástico para alimentos, Zhu e seus colegas recorreram aos bambus e um dos maiores resíduos da indústria alimentícia: o bagaço, também conhecido como polpa de cana.

Enrolando fibras de bambu longas e finas com fibras curtas e grossas de bagaço para formar uma rede apertada, a equipe moldou recipientes de dois materiais que eram mecanicamente estáveis ​​e biodegradáveis.

Os novos talheres verdes não são apenas fortes o suficiente para reter líquidos como o plástico e mais limpos do que os biodegradáveis ​​feitos de materiais reciclados que podem não ser totalmente desengordurados, mas também começa a se decompor após ficar no solo por 30-45 dias e perder completamente seu forma após dois meses.

Northeastern University / Cell Press 

“Fazer embalagens para alimentos é um desafio. Precisa mais do que ser biodegradável ”, disse Zhu. “Por um lado, precisamos de um material seguro para alimentação; por outro lado, o recipiente precisa ter boa resistência mecânica úmida e estar bem limpo, pois o recipiente será usado para tomar café quente, almoço quente. ”

Os pesquisadores adicionaram dímero de alquil ceteno (AKD), um produto químico ecologicamente correto amplamente utilizado na indústria alimentícia, para aumentar a resistência ao óleo e à água das louças moldadas, garantindo a robustez do produto quando molhado. Com a adição desse ingrediente, os novos utensílios de mesa – que atualmente ainda estão em fase de desenvolvimento – superaram os recipientes para alimentos biodegradáveis ​​comerciais, como outros utensílios de mesa à base de bagaço e caixas de ovos, em resistência mecânica, resistência a graxa e não toxicidade.

Os talheres que os pesquisadores desenvolveram são apresentados na revista Matter e vêm com outra vantagem: uma pegada de carbono significativamente menor. O processo de fabricação do novo produto emite 97% menos CO2 do que os recipientes de plástico disponíveis no mercado e 65% menos CO2 do que produtos de papel e plástico biodegradável.

O próximo passo da equipe é tornar o processo de fabricação mais eficiente em termos energéticos e baixar ainda mais o custo, para competir com o plástico. Embora o custo dos copos feitos com o novo material (US $ 2.333 / t) seja duas vezes menor que o do plástico biodegradável (US $ 4.750 / t), os copos plásticos tradicionais ainda são um pouco mais baratos (US $ 2.177 / t).

“É difícil proibir as pessoas de usar contêineres descartáveis ​​porque são baratos e convenientes”, diz Zhu. “Mas acredito que uma das boas soluções é usar materiais mais sustentáveis, usar materiais biodegradáveis ​​para fazer esses recipientes descartáveis.”

(Fonte: Cell Press)

Fonte: Good News Network

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JUSTIÇA: CHEFE DE JUSTIÇA DOS EUA AUTORIZOU INVESTIGAÇÃO DE SUPOSTAS IRREGULARIDADES NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

Chefe do Departamento de Justiça dos Estados Unidos autoriza investigação sobre fraudes em todo o país

William BarrWilliam Barr

Definitivamente não há presidente eleito nos Estados Unidos e tudo pode mudar, caso as fraudes, denunciadas pelo presidente Donald Trump, sejam efetivamente comprovadas.

E um passo importante foi dado nesse sentido…

O procurador-geral William Barr, chefe do Departamento de Justiça americano, autorizou que procuradores federais investiguem “alegações substanciais” de irregularidades na votação antes que a eleição presidencial de 2020 seja certificada.

Barr anotou que as investigações “podem ser conduzidas se houver alegações claras e aparentemente críveis de irregularidades que, se verdadeiras, poderiam impactar o resultado de uma eleição federal em um estado individual”.

Os estados têm até 8 de dezembro para resolver as disputas eleitorais, incluindo recontagens e disputas judiciais sobre os resultados.

Os membros do Colégio Eleitoral se reúnem em 14 de dezembro para finalizar o resultado.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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DEBATE ENTRE BIDEN E TRUMP NESTA TERÇA FEIRA (29) SERÁ TRANSMITIDO PELA RECORD NEWS E R7

Record News e R7 transmitem debate entre Trump e Biden

Diretamente da cidade de Cleveland, este será o primeiro debate para as eleições 2020 nos Estados Unidos. Haverá tradução simultânea

INTERNACIONAL

Do R7

Donald Trump e Joe Biden concorrem nas eleições presidenciais dos EUA em 2020

Nesta terça-feira (29), a partir das 22h, acontece o primeiro debate da eleição americana entre Donald Trump (atual presidente) e Joe Biden (candidato do Partido Democrata). A Record News e o R7 farão a transmissão ao vivo.

Um pouco antes, às 21h40, a Record News transmite o Mundo Record News – Especial, com Heródoto Barbeiro e Rafael Algarte. Junto com cientistas políticos, os dois jornalistas farão uma análise do que pode se esperar das eleições deste ano nos Estados Unidos.

Este primeiro debate Trump/Biden será realizado na cidade de Cleveland, no Estado de Ohio e o moderador será Chris Wallace, âncora do canal Fox News americano.

Os dois candidatos abordarão os seguintes temas: histórico dos candidatos; Suprema Corte; covid-19; economia; racismo e violência nas cidades americanas e integridade das eleições. Cada tópico será discutido por 15 minutos. O debate deve ter duração total de 1h30.

A transmissão da Record News terá tradução simultânea em português.

Fonte: R7

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SAÚDE: TESTE SIMPLES DE SANGUE PODE DIAGNOSTICAR COM PRECISÃO O ALZHEIMER ATÉ 20 ANOS ANTES DO INÍCIO DOS SINTOMAS, REVELA PESQUISA

Teste simples pode diagnosticar com precisão o alzheimer até 20 anos antes. Nos ensaios, a verificação experimental identificou corretamente os pacientes em até 98% dos casos. Uma pesquisa separada dos EUA descobriu que o p-tau217 se acumula no fluido espinhal de pacientes com Alzheimer antes de desenvolverem sintomas. Veja aqui na coluna SAÚDE a o artigo completo sobre essa grande descoberta!

Alzheimer: novo exame de sangue pode diagnosticar doença 20 anos antes

Cientistas internacionais conseguiram desenvolver um exame de sangue que pode diagnosticar Alzheimer até 20 anos antes. A descoberta foi anunciada durante a Conferência Internacional da Associação de Alzheimer 2020 e publicada na revista “JAMA” simultaneamente.

O exame foi desenvolvido na Universidade de Lund, na Suécia, com testes também nos Estados Unidos e na Colômbia e identificou corretamente a doença em até 98% dos casos.

O estudo foi feito com 1.402 pacientes divididos em três grupos e concluiu que é possível usar este teste de sangue para analisar o biomarcador – a proteína fosfo-tau2017, considerada a maior culpada pelo Alzheimer – como forma eficiente de detectar a doença.

É que os níveis dessa proteína são elevados durante os estágios iniciais da doença.

A proteína tau2017 se acumula no fluido espinhal de pacientes com Alzheimer antes de desenvolverem sintomas. E esse acúmulo dela prevê com precisão a formação das placas prejudiciais que desencadeiam a morte das células cerebrais.

O novo teste pode substituir exames e testes caros no líquido espinhal, que hoje são as únicas maneiras de detectar a proteína antes que os problemas de memória comecem.

Fiona Carragher, da Sociedade de Alzheimer, disse que “um teste de diagnóstico econômico, preciso e não invasivo” seria um passo vital.

Tratamento

A descoberta é importante porque 35 milhões de pessoas sofrem com Alzheimer no mundo e o diagnóstico preventivo, antes do aparecimento dos primeiros sintomas, interfere no resultado do tratamento para aliviar os sintomas e retardar o avanço da doença, que ainda não tem cura.

Oskar Hansson, coordenador da pesquisa, explica que muitas pessoas com Alzheimer não são diagnosticadas corretamente e, por isso, não recebem o tratamento adequado.

O estudo ainda não foi concluído, mas os pesquisadores acreditam que os testes para detectar a doença possam estar disponíveis em até três anos.

Com informações do TheSun

Fonte: Só Notícia Boa

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REABERTURA DO ISOLAMENTO SOCIAL NOS EUA COMEÇA PELO SUL

PANDEMIA DE CORONAVÍRUS

Sul dos Estados Unidos começa a reabrir, num processo marcado pela polarização política

Geórgia será o primeiro Estado a iniciar a “nova normalidade”, na próxima segunda-feira. Outros três feudos conservadores relaxam as restrições para frear o coronavírus

Funcionários da Forza Storico organizam refeições para os profissionais de saúde dias antes da reabertura gradual de empresas e restaurantes em Atlanta, na Geórgia.Funcionários da Forza Storico organizam refeições para os profissionais de saúde dias antes da reabertura gradual de empresas e restaurantes em Atlanta, na Geórgia.ELIJAH NOUVELAGE / REUTERS

ANTONIA LABORDE
Washington – 22 ABR 2020 – 08:55 BRT

A partir da próxima sexta-feira, as academias de ginástica da Geórgia, no sudeste dos EUA, poderão voltar a receber seus clientes, e a partir de segunda os restaurantes e cinemas também começarão a funcionar. Na Carolina do Sul, as livrarias e lojas já têm autorização para abrir suas portas, e também o acesso às praias foi liberado. No Tennessee, a partir de 1º de maio não vigora mais o decreto estadual que obriga a população a ficar em casa, e o governador da Louisiana está seguro de que até essa data já terá condições de seguir as diretrizes da Casa Branca para restaurar a atividade comercial. A Flórida trabalha a todo vapor para apresentar o plano de abertura até o final desta semana.

O sul dos Estados Unidos inicia assim a transição para a chamada “nova normalidade”, após semanas de confinamento para frear a expansão do coronavírus, num processo contaminado pela polarização política: o republicano Donald Trump estimulou os protestos contra as medidas de isolamento, convocados sobretudo por suas bases mais radicais em Estados com governadores democratas. Embora a propagação da covid-19 tenha se desacelerado, houve quase 200.000 novos contágios e 13.000 mortes em uma semana. E os primeiros Estados a se movimentarem para reativar sua economia são conservadores, embora alguns, como a Louisiana, concentrem graves focos de contágio.

O republicano Brian Kemp, governador da Geórgia, foi um dos últimos a imporem a ordem de ficar em casa. Menos de três semanas depois, decidiu dar início à reabertura da atividade no Estado com um plano agressivo: a partir de sexta-feira, as academias de ginástica e as barbearias, entre outros negócios, poderão voltar a funcionar. Para isso, devem seguir pautas de distanciamento social e examinar seus funcionários para evitar a propagação do vírus. As salas de cinema e os restaurantes farão o mesmo a partir de 27 de abril. Nesta terça, o Estado, com 10 milhões de habitantes, registrou mais de 400 novos contágios, já beirando os 20.000 no total, e o número de mortes chegou a 799. “Provavelmente veremos que os casos continuam aumentando”, antecipou o governador nesta segunda-feira. “Se uma comunidade começar a se transformar em um ponto quente [de contágio], então tomarei mais medidas”, acrescentou.

As diretrizes da Casa Branca para a reabertura gradual incluem três fases, cada uma delas de 14 dias. Os especialistas recomendam que o Estado avance no plano à medida que obtenha uma trajetória descendente nas doenças com sintomas semelhantes à gripe e ao coronavírus; e que também caiam os casos registrados e os exames de diagnóstico com resultados positivos em relação à percentagem total de exames feitos. Keisha Lance Bottoms, a prefeita democrata de Atlanta, capital da Geórgia, rejeitou o anúncio do governador porque “os números continuam subindo”. “É prerrogativa do governador tomar esta decisão para o Estado, mas continuarei insistindo a Atlanta para que fique em casa”, afirmou em nota. Mas Kemp desacreditou a ordem dela: “Não se podem tomar medidas locais que sejam mais ou menos restritivas” em relação às estaduais.

A disputa de poder também é travada entre Trump e os governadores. Num primeiro momento, o mandatário, que se mostrou ansioso por reativar a economia o quanto antes (no domingo de Páscoa, chegou a dizer), arrogou-se uma “autoridade total”, mas em seguida recuou. Depois, anunciou o plano elaborado pelos especialistas em saúde da Casa Branca, mas esclareceu que eram os governadores que deviam decidir quando iniciá-lo. Entretanto, 24 horas depois, o presidente se somou ao apelo por “liberdade” reivindicado por pequenos grupos em WisconsinMichigan e Virgínia, três Estados governados pelos democratas.

O epidemiologista Anthony Fauci advertiu a quem pede a reabertura dos comércios e serviços que não haverá recuperação econômica enquanto o vírus não estiver “sob controle”. Suspender as medidas de “fique em casa” pode ser “contraproducente” se os Estados não seguirem as recomendações, acrescentou ele nesta segunda-feira no programa Good Morning, America. O vice-presidente Mike Pence afirmou várias vezes que há “suficiente” capacidade de testes para diagnosticar o coronavírus em todos os Estados do país, o que lhes permitiria tomar a decisão de relaxar as restrições impostas. Mas vários governadores dizem precisar de mais kits.

O republicano Larry Hogan, de Maryland, anunciou nesta segunda-feira que adquiriu meio milhão de exames da Coreia do Sul. Mais tarde, em sua entrevista coletiva diária, Trump disse haver Estados que têm muito mais capacidade do que “realmente compreendem”. Acusou em particular os governadores J.B. Pritzker, de Illinois, e Hogan de “não entenderem” o assunto dos exames. Pela manhã, o governador de Maryland defendeu a compra, afirmando que “o presidente disse que os governadores estavam sozinhos e que devíamos nos centrar em obtermos nossos próprios testes, e isso foi exatamente o que fizemos”.

Enquanto a Geórgia, o Tennessee e a Carolina do Sul já anunciaram seus respectivos cronogramas de reabertura, o governador da Flórida, Ron DeSantis, ainda não especifica datas, mas deixou claro que quer divulgá-las o quanto antes. O republicano formou nesta segunda-feira um comitê, liderado por empresários, que terá cinco dias para apresentar uma proposta, e anunciou que serão feitos 100.000 testes rápidos adicionais de Covid-19 nesta semana. Paralelamente, há três grupos regionais – na Costa Leste, na Costa Oeste e no centro do país – que estão trabalhando de maneira conjunta para a reabertura, mas ainda não publicaram um calendário.

Fonte: El País

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EM TWEETER TRUMP ANUNCIA MEDIDA COM OBJETIVO DE CONTER IMIGRAÇÃO DEVIDO A CRISE

Presidente dispara um tuíte anunciando uma medida que fecharia o país a novos residentes estrangeiros “para proteger os empregos” dos norte-americanos

Um terminal vazio no aeroporto de Atlanta, nesta segunda-feira.Um terminal vazio no aeroporto de Atlanta, nesta segunda-feira.CARLOS BARRIA / REUTERS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou na noite desta segunda-feira a ameaça de “suspender a imigração” para o seu país, alegando a intenção de “proteger os empregos dos grandes cidadãos americanos”. Acrescentou que fará isso por meio de uma ordem executiva (equivalente a uma medida provisória no sistema brasileiro). Trump fez o anúncio via Twitter e não ficou claro imediatamente a que se referia o presidente, se essa ordem executiva existe ou se seria factível. Tudo isso em meio à crise sanitária pela Covid-19, que já deixou mais de 42.000 mortos e 787.901 infectados no país.

Segundo fontes anônimas conhecedoras do plano, citadas pelo The New York Times, a medida poderia ser assinada nos próximos dias e afetará vistos de trabalho e autorizações de residência permanentes (green card). Se concretizada, acarretaria o fechamento dos Estados Unidos à imigração legal, como já acontece para a irregular, um plano que sempre esteve na agenda mais extremista do presidente. Os Estados Unidos concederam no ano passado mais de 400.000 vistos para imigrantes.

Em nenhum momento durante os últimos dias ou na entrevista coletiva desta segunda-feira Trump tinha indicado um movimento semelhante. Seu Governo havia suspendido previamente a entrada nos EUA para a maioria dos vistos e tinha praticamente fechado as entradas da China e Europa, exceto para mercadorias e residentes permanentes. A situação causada pelo coronavírus tinha levado também a suspender a maioria dos serviços consulares no exterior, o que, somado às restrições de viagem, na prática levou à suspensão na tramitação de vistos.

A ameaça chega quando a crise sanitária está deixando em evidência as contradições da agressividade de Trump contra os imigrantes. Ainda no último dia 1º, ele prometia que os programas de vistos temporários para trabalhadores rurais prosseguiriam. “Queremos que venham”, disse Trump. “Não estamos fechando a fronteira para que toda essa gente não tenha como entrar. Eles estão aí há anos, e dei minha palavra aos fazendeiros: vão continuar vindo”.

Ao mesmo tempo, a Administração de Trump pediu a todos os profissionais qualificados que possam ajudar na luta contra o coronavírus que acelerem seus vistos. “Estimulamos os profissionais médicos que procuram trabalho nos Estados Unidos com um visto de trabalho ou de intercâmbio, especialmente aqueles que trabalham em temas de Covid-19, a entrarem em contato com a embaixada ou consulado mais próximo para marcar uma entrevista”, tuitou o Departamento de Estado. Depois, esclareceu que se referia a processos de imigração já em andamento, não novos.

Quanto aos imigrantes indocumentados, os Estados Unidos reconheceram nos últimos dias que na prática são imprescindíveis para realizar certos trabalhos e que são parte da sociedade nas grandes cidades. Os trabalhadores rurais estão sendo protegidos por seus empregadores, e sem eles não haveria comida fresca nos supermercados. Além disso, a polícia de imigração anunciou publicamente que suspenderia as detenções de imigrantes indocumentados que não tivessem antecedentes graves, para evitar que muitos, temendo uma denúncia, deixem de ir ao médico se contraírem a doença.

Donald Trump fez campanha e chegou à Casa Branca atacando a imigração e com uma agenda nativista. Em seu discurso, qualquer problema dos Estados Unidos tem origem na chegada de estrangeiros, seja a criminalidade violenta ou as dificuldades econômicas da classe assalariada. Na gestão da crise do coronavírus, em que milhões de norte-americanos perderam seus trabalhos e a economia entra em uma incerteza sem precedentes conhecidos, Trump tinha começado a chamar o coronavírus de “vírus chinês”, uma expressão que lhe valeu críticas de racismo. Até agora, entretanto, não havia relacionado diretamente a imigração com a crise sanitária e econômica que os Estados Unidos estão vivendo.

Fonte: El Paìs

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