CRÔNICAS: A METAMORFOSE DE LUIS FERNANDO VERÍSSIMO

Na coluna CRÔNICAS desta quarta-feira vamos iniciar uma série de 6 crônicas de um dos maiores cronistas brasileiro, Luis Fernando Veríssimo, que é um escritor gaúcho reconhecido por suas famosas crônicas. Normalmente se utilizando do humor, seus textos curtos trazem histórias que versam sobre o cotidiano e as relações humanas. Então vamos curtir e apreciar A Metamorfose, uma das obras primas desse gênio da literatura.

Sobre a crônica como linguagem, o próprio autor define:

A crônica é um gênero literário indefinido, em que cabe tudo, do universo ao nosso umbigo, e a gente aproveita essa liberdade. Mas escrever alguma coisa que preste sobre o cotidiano é difícil. Aquela história que quem canta o seu quintal está cantando o mundo não se sustenta. Mas depende do quintal, claro.

1. A metamorfose

Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”

Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.

Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar ? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões ! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.

Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois , mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.

Kafka não significa nada para as baratas…

Nessa obra, Veríssimo nos presenteia com uma narrativa envolvente, que associa o humor a um caráter filosófico e questionador.

Ele se referencia na obra Metamorfose de Franz Kafka, na qual um homem se transforma em uma barata.

Entretanto, aqui ocorre a transformação inversa, sendo uma barata que se humaniza, convertendo-se em mulher.

Veríssimo encontrou assim uma forma de trazer questionamentos importantes sobre a sociedade e o comportamento humano. Isso porque a todo momento ele evidencia o contraste entre o instinto versus o raciocínio.

Ele usa a barata como símbolo do irracional, mas ao descrever as complicações presentes na vida cotidiana dos seres humanos, nos faz pensar em como a própria existência e os nossos costumes são complexos. Isso é acentuado através da classe social humilde a que a mulher é inserida.

A barata, depois que vira humana, passa a se chamar Vandirene e encontra trabalho como faxineira, passa por problemas financeiros e cotidianos típicos de mulheres da classe baixa, mas por um golpe de sorte, ganha na loteria e enriquece.

Nessa passagem, o autor deixa subentendido como é improvável que uma pessoa pobre consiga ascender socialmente, colocando por terra a hipótese de que se alguém trabalhar muito conseguirá ficar rico, pois Vandirene havia batalhado, mas só teve dinheiro quando acertou na loteria.

Por fim, a mulher acorda um dia e percebe que havia se transformado novamente em inseto, era apenas impulso, não havia mais problemas, e, por isso a felicidade era completa.

Essa conclusão sugere que ao final da vida todas as pessoas vão igualmente perdendo a consciência, se transmutando em puro instinto, e que o dinheiro que ganharam ou não em vida já não faz o menor sentido.

Laura Aidar

Laura Aidar

Arte-educadora e artista visual
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POESIA: SOBRE EVITAR O ARREPENDIMENTO, POR ALLAN DIAS CASTRO

Allan Dias Castro é o nosso destaque de hoje, aqui na coluna POESIA recitando um poema de sua autoria: Simplesmente, que fala sobre como evitar o arrependimento. Convido você a assistir ao vídeo completo a seguir e apreciar essa maravilha de obra prima. Segue abaixo a letra completa.

Quando se costuma a ficar em silêncio

Por achar que vai dizer o óbvio, ou por medo de se repetir

A gente pode perder a chance de falar exatamente

O que o outro precisava ouvir O mais simples, às vezes, É o mais complicado de dividir

Porque quando não é da boca pra fora

É mais do que falar, é sentir Só que guardar um sentimento bom

É sufocar um coração

Que já não está cabendo em si

Ter coragem de se expressar

É como abrir a porta de um cofre

Que a gente leva aqui dentro

Com sei lá quantas chaves

Uma é para pegar aquele impulso de dizer

Simplesmente “oi, eu senti tua falta”, e deixar sufocado

Outras duas para deixar trancado

O desejo de dizer “você faz a diferença na minha vida, obrigado”

E a clareza de um “me desculpa, eu estou errado”

Ou , “eu só confio em mim hoje em dia, Pelo fato de você ter confiado”

E sei la quantas outras chaves são necessárias

Para manter o peito apertado de tanto “eu te amo” guardado.

Em segredo.

E repara de quem a gente tem medo:

Dos nossos melhores amigos, nossos pais,

Da pessoa que está do nosso lado.

É por isso que dizer o simples

É não deixar que essa rotina nos engula

Ou que o óbvio nos intimide

A gente aprendeu que ganha mais quem acumula

Mas há coisas que só têm valor quando a gente divide

Então, para que tudo de bom

Aí dentro desse cofre

Não vire arrependimento,

Saia da dúvida do silêncio

Para a clareza da simplicidade

Mude o hábito de ficar na vontade

De expressar um sentimento

Por ficar à vontade de dizer o que sente

Apenas fale. Simplesmente

Texto: Simplesmente – @allandiascstro

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POESIA: O CORDEL MAIS ENGRAÇADO QUE, TALVEZ VOCÊ JÁ TENHA VISTO

Esse é sem dúvida um dos melhores e mais engraçados cordéis que já ouvi na vida e tenho a honra e o orgulho de publicar na nossa coluna POESIA desta sexta-feira~, um poema de um cabra macho, talentoso, nordestino raiz, se apresentando para o incrível Rolando Boldrin no programa Sr. Brasil. Então não perca essa nem por cem e uma cocada!

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POESIA: VÉSPERA DE FEIRA, POR JESSIER QUIRINO

Nesta terça-feira você vai se divertir a valer com o extraordinário e espetacular Jessier Quirino recitando “Véspera de feira”. Uma descrição pormenorizada do ritual de montagem de uma feira livre de rua. Então, o que está esperando? Aperte no pitoco e curta muito!

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POESIA: “VINGANÇA DE CABOCLO”, POR ROLANDO BOLDRIN

Nesta terça-feira, na coluna POESIA temos o incrível Rolando Boldrin em mais uma magnífica apresentação, onde interpreta e declama o poema “Vingança de Caboclo” do compositor e poeta Zé da Luz, no programa Sr. Brasil de 05/04/2015. Um show que vale a pena ver e rever. 

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POESIA: CHEGADAS E PARTIDAS, POR BRÁULIO BESSA

Buscamos e encontramos um poema do sensacional Bráulio Bessa que ainda não havia sido publicado aqui na coluna POESIA do Blog do Saber. O poema Chegadas e Partidas de sua autoria, recitado com tanta mestria que você não pode perder. Então se acomode na poltrona, aperte no play e curta muito!

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POESIA: MATUTO NO FUTEBOL, POR JESSIER QUIRINO

Nesta terça-feira, aqui na coluna POESIA você vai assistir o grande poeta, prosador e contador de causos Jessier Quirino declamar “Matuto no Futebol”, uma narrativa humorística do poeta José Laurentino, natural de Puxinanã-PB. Jessier conta que conheceu a história no princípio dos anos 1970 na voz do próprio Zé e passou a declamar com alegria e gosto. Zé Laurentino é considerado pelo poeta um dos grandes influenciadores do seu trabalho e acabaram se tornando amigos de palco. Hoje o poeta descansa no trono eterno. Então, o que está esperando para se divertir até umas horas?

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POESIA: “QUEM ME COMPREENDE”, POR ROLANDO BOLDRIN

Na nossa coluna POESIA desta terça-feira você vai assistir o incrível Rolando Boldrin contar vários causos sensacionais e cantar “Quem me Compreende” da obra do extraordinário Ari Barroso, pra você se divertir até umas horas. Então se acomode na sua poltrona e comece logo a assistir o vídeo completo a seguir!

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POESIA: ENTENDIMENTO DO BRASIL, POR JESSIER QUIRINO

A nossa coluna POEMA desta sexta-feira está pra lá de boa com o incrível Jessier Quirino recitando duas poesias. Uma do nosso não menos incrível Patativa do Assaré ´fazendo um paralelo com outro exuberante poema de sua autoria que se chama “Entendimento do Brasil”. Portanto não saia dai e assista ao vídeo completo a seguir!

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POESIA: NÃO SOU NADA…POR ANTÔNIO ABUJAMRA

Hoje o ator Antônio Abujamra interpreta com muita maestria um poema de um dos maiores poetas portugueses, Fernando Pessoa, “não sou nada…”, aqui na coluna POESIA do Blog do Saber. Então convido você a assistir ao vídeo a seguir e apreciar essa obra de arte!

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POESIA: MANÉ CABELIM E A INTERNET, POR JESSIER QUIRINO

Toda terça-feira temos a coluna POESIA, aqui no Blog do Saber com os melhores poetas, contadores de causos e cordeleiros do Brasil. Hoje você vai se divertir a valer com mais um dos seus sensacionais causos: “Mané Cabelim e a internet” é mais um causo que compõe a saga desse Mané: um matuto, que, cada vez mais, se afunda na casa-do-sem-jeito, de tanto servir de capacho pra rapariga. Assista e ria até umas horas!

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POESIA: CAUSO DO BOTADOR DE ÊNFASE, POR JESSIER QUIRINO

Terça-feira é dia de POESIA, aqui no Blog do Saber e hoje vamos curtir um dos causos fabulosos do talentoso artista Jessier Quirino com o título “Causo do botador de ênfase”. Não saia dai, pois você vai se divertir e rir até umas horas!

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POESIA: JESSIER QUIRINO E SANTANNA NO PAPEL DE BODEGA DE SÃO JOÃO

Hoje, aqui na coluna POESIA nós vamos de muita prosa, canção e poema numa conversa de pé de balcão com Jessier Quirino e Santanna, o Cantador, Caboclo formado em conhecenças nordestinas e sertanejas. Portanto, o que você está esperando? Se acomode na poltrona e assista o Papel de Bodega Especial de São João.

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POESIA: NUNCA É TARDE DEMAIS! POR BRÁULIO BESSA

Nesta sexta-feira, aqui na coluna POESIA, você vai perceber que no poema “Nunca é tarde demais, declamado no quadro Poesia com Rapadura, Bráulio Bessa utiliza uma linguagem simples e cotidiana para transmitir uma mensagem de esperança e superação para todos aqueles que estão desanimados ou desistindo. Que o tempo acabou, a oportunidade já passou, que não tem mais idade, que agora é tarde… Embora a vida seja, sim, cheia de dificuldades, e o tempo passe rápido demais, ela também guarda coisas boas para nós. Então, não perca tempo, dê o play e comece logo a assistir essa obra de arte!

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POESIA: EXPRESSÕES POPULARES, POR JESSIER QUIRINO

Na nossa coluna POESIA desta terça-feira temos o prazer de apresentar o inigualável Jessier Quirino proseando sobre Expressões Populares. A linguagem regional é composta por inúmeras expressões populares. São dizeres e corruptelas que representam a identidade de determinadas regiões. Confira algumas curiosidades e particularidades da fraseologia brejeira, caririzeira e sertaneja. Então se acomode na sua poltrona e aprecie esse papo interessantíssimo!

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POESIA: MEU NOME NÃO TEM SUSTANÇA, POR JUSSIER QUIRINO

Nesta sexta-feira temos mais do inigualável Jessier Quirino, aqui na coluna POESIA, declamando a poesia “Meu nome não tem sustança”, que é um poema das antigas, de quando o poeta escrevia e guardava. Teve, portanto, mais tempo de maturação. Então não deixe de assistir mais um show desse artista extraordinário!

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POESIA: MATANÇA, POR JESSIER QUIRINO

Sexta-feira é dia de POESIA, aqui no Blog do Saber. Hoje com o irreverente e talentoso Jessier Quirino. Em tempos de desencontros planetários em que o homem e a natureza perdem fôlego, apresento a canção de Luis Jatobá: “Matança”. Um canto de alerta pela preservação da Mata Atlântica, que foi imortalizada magistralmente por Eugênio Avelino – Xangai, isto nos idos de 1980. Assista, curta e se divirta com esse grande artista!

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POESIA: HOMENAGEM A ZÉ LIMEIRA – O POETA DO ABSURDO, POR JESSIER QUIRINO

Para relaxar e se divertir a valer neste domingo, trago mais uma maravilhosa apresentação desse cabra da peste chamado Jessier Quirino que hoje homenageia, aqui na coluna POESIA, Zé Limeira, o poeta do absurdo, que foi imortalizado e recriado pelo escritor paraibano Orlando Tejo. Depois disto surgiu até o estilo limeiriano, sem pé nem cabeça. Limeira é nosso ídolo e doido de estimação. Então, se acomode na poltrona, assista, aprecie e se divirta!

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POESIA: UM PARTICULAR COM PADRE CIÇO ROMÃO, POR JESSIER QUIRINO

Nesta terça-feira você vai assistir, aqui na coluna POESIA mais uma boa prosa do inigualável Jessier Quirino que lê o texto “Um Particular com Padre Ciço Romão”. Uma conversa caseira de afilhado para padrinho, como todo sertanejo antigo se considera. Deixa o santo à par das acontecenças e até agradece sua sorte. Então, o que está esperando? Bora assistir e se divertir!

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POESIA: BOLERO DE ISABEL, POR JESSIER QUIRINO

Nesta sexta-feira você vai o outro lado artístico do incrível Jessier Quirino: o de cantor., aqui na coluna POESIA. Ele canta e toca o Bolero de Isabel, uma canção de sua autoria do ano 2000, inspirada no clássico Bolero, do compositor francês Maurice Ravel. Um show que você não pode perder!

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POESIA: AS APARÊNCIAS ENGANAM, POR BRÁULIO BESSA

Sábado é dia de relaxar, de distração e de entretenimento. Então é dia de POESIA e POESIA de verdade é com Bráulio Bessa, que em tempos de pandemia está cada vez mais escasso. Mas a gente busca e acaba encontrando novidade no cipoal de obras primas de sua autoria. Portanto, aproveite, se deleite, se regozije e curta, “As aparências enganam”, mais uma das travessuras desse poeta incrível!

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POESIA: MATUTO EM LUA DE MEL, POR JESSIER QUIRINO

O extraordinário Jessier Quirino é o nosso destaque desta quinta-feira, aqui na coluna POESIA, com o poema “Matuto em lua de mel”, que é uma narrativa sobre um casal de nubentes, durante o passeio, e nos chamegos de cama depois do casamento. Portanto, não perca essa incrível narrativa que só esse espetáculo de artista sabe fazer e divirta-se até umas horas!

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POESIA: CONFISSÃO DE CABOCLO, POR ROLANDO BOLDRIN

Nesta quinta-feira você vai ter a oportunidade de entender porque Rolando Boldrin é um monstro da dramaturgia ao assisti-lo recitando o poema “Confissão de caboclo”, com mais de 10 minutos de duração, que só pessoas muito talentosas, especiais e extraordinárias como ele conseguem executar. Então, se acomode na poltrona e comece a assistir essa obra de arte!

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POESIA: VIRGULINO LAMPIÃO DEPUTADO FEDERÁ, POR JESSIER QUIRINO

O destaque da edição de quinta-feira, aqui na coluna POESIA é o inigualável cordelista, contador de causos e poeta Jessier Quirino, que declama com maestria “Vigulino Lampião Deputado Federá”, que é um poema discurso, com uma suposta fala do rei do cangaço na tribuna do Congresso. Foi escrito no início dos anos 90 e publicado no livro Paisagem de Interior, em 1996, pela Editora Bagaço.

Então, você não pode perder esse espetáculo desse incrível artista!

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POESIA: SEJA FÃ DE VOCÊ MESMO, POR BRÁULIO BESSA

Nesta terça-feira, aqui na coluna POESIA vamos reviver um dos momento emocionantes do inenarrável Bráulio Bessa no programa Encontro com Fátima, onde ele declamou, de sua autoria, “Seja fã de você mesmo”. Vamos curtir e se emocionar mais uma vez!

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POESIA: JESSIER QUIRINO, SOU DOS BARES O MENOR

Neste Domingo o destaque, aqui na coluna POESIA é o maravilhoso e inigualável Jessier Quirino recitando, de sua autoria, “Sou dos bares o menor” é uma brincadeira poética com sinônimos de “bar” e a respectiva narrativa de acontecidos e bebidos dentro do estabelecimento. Então vamos curtir e apreciar o talento único desse artista.

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POESIA: JESSIER QUIRINO- EM, DE DOMINGO AGORA A OITO

Nada melhor do que um domingo para apreciar essa bela e divertida POESIA do incrível Jessier Quirino. “De domingo agora a oito” é um poema alfinetada. Publicado em 2006 no livro Bandeira Nordestina pela Editora Bagaço, busca, explicitamente, o humor, para expor as mazelas políticas nacionais e os pisões nos nossos pisados. Se gostar, aperte no pitoco! Curta, compartilhe e se inscreva no nosso canal.

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POESIA: HEN HEM… QUE COISA MAIS LINDA, POR JESSIER QUIRINO

Hoje tem POESIA de primeira com o incomparável e incrível Jessier Quirino recitando “Hen hem, que coisa mais linda”. É desses poemas que surgem da necessidade de se usar uma palavra do nosso linguajar e que pedem até alguma inflexão na fala, para obter o sentido. O texto carinhoso provoca esse entendimento: Hen hem! Então assista ao vídeo e divirta-se com o talentoso poeta!

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POESIA: A LIÇÃO QUE A MORTE DEU, POR BRÁULIO BESSA

Nesta quarta-feira a coluna POESIA deste blog tem o prazer de publicar mais uma obra prima do inigualável Bráulio Bessa, que você vai amar de ver. A lição que a morte deu, declamado num cenário mais do que original, a paisagem seca e desolada do sertão nordestino. O lugar de onde veio esse ícone da arte brasileira. Então assista ao vídeo a seguir e pasme com tanto talento e desenvoltura!

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POESIA: HOMI NÃO CHORA, POR ROLANDO BOLDRIN

Neste sábado vamos assistir, aqui na coluna POESIA, a mais um show do inigualável Rolando Boldrin, declamando um poema de sua autoria inspirado em seu Pai, cujo título é “Homi não chora”. Então não deixe de ver, curtir e refletir sobre essa obra prima da nossa cultura.

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POESIA: TRÊS LÁGRIMAS, POR ROLANDRO BOLDRIN

Neste sábado, o nosso destaque aqui na coluna POESIA dispensa apresentação, mas eu vou apresentar: Rolando Boldrin, recitando “Três Lágrimas”, de autoria de Campos Negreiros. Uma obra prima da poesia, um poema sensacional e um narrador incomparável. Então assista, reflita e faça seu juízo de valor!

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POESIA: IMAGINE O BRASIL SER DIVIDIDO E O NORDESTE FICAR INDEPENDENTE, POR BRÁULIO BESSA

Na nossa coluna POESIA deste domingo temos mais um showzaço do incomparável Bráulio Bessa pra você ver, ouvir e se divertir. Essa vale apena assistir, pois ele faz uma defesa da independência do Nordeste tão discriminado e a poesia é “Imagine o Brasil ser dividido e o Nordeste ficar independente”! Show de bola!

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POESIA: JESSIER QUIRINO DECLAMA “UMA CARTA DE PERAI”

Nesta quinta-feira, na nossa coluna POESIA temos mais um show do inigualável Jessier Quirino que nos apresenta “Uma carta de peraí”. É um poema autoral publicado em 2010 no livro Berro Novo. Foi inspirado na canção “Mensagem”, dos anos 50 (imortalizada por Izaurinha Garcia), que termina tristemente, com a queima destrutiva de uma carta de amor. Nosso “Peraí!” traduz um grito de esperança, mesmo diante do desamor. Assista ao vídeo e se delicie com a arte da poesia de cordel.

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POESIA: BRÁULIO BESSA DECLAMA “HOMENAGEM AOS POETAS”

De volta com a nossa coluna POESIA, nesta terça-feira temos mais do gênio do cordel Bráulio Bessa que faz uma homenagem singela aos poetas no programa Encontro com Fátima Bernardes de 07/02/2020. Assista essa maravilha de show e comece o dia mais feliz!

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POESIA: UMA PAIXÃO PRA SANTINHA POR JESSIER QUIRINO

Nesta segunda-feira começamos a semana com POESIA trazendo Jessier Quirino declamando “Uma paixão pra Santinha”, que como bem diz o título, é uma história de amor matuto e bem humorada, com foco no deslumbre do caboco pela caboquinha, que, de tão pura, parece santa. Um beleza de poesia brejeira!

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POESIA: CAUSO HOJE CHOVE POR JESSIER QUIRINO

O palestrante desta sexta-feira na nossa coluna POESIA é o inenarrável Jessier Quirino que define o ato de palestrar assim: O “palestrar” no meio rural é aquela conversa despretensiosa em porta de bodega, ou acocorado à sombra dum pé de juá, riscando o chão com um graveto. Há também há aquelas palestras em forma de visita familiar. Danado é quando o matuto é caipora e quer se livrar da visita a todo custo. Aí vira causo.

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POESIA: JESSIER QUIRINO E CHICO CESAR EM “CABOCA DA BORBOREMA”

Sábado é dia de lazer e diversão! Então vamos nos divertir até umas horas como o grande Jessier Quirino na coluna POESIA na companhia do irreverente Chico Cesar de Catolé do Rocha com o causo musical “Caboca da Borborema”. Assista, você vai se divertir a valer!

“Caboca da Borborema” é um samba de latada que surge na casca das músicas de gafieira estilo Rosil Cavalcanti, Zito Borborema, Jacinto Silva, Gordurinha… contemporâneos do Rei do Ritmo Jackson do Pandeiro – o nosso grande homenageado – na passagem dos seus Cem Anos. Dei de garra da memória afetiva de minha Campina Grande, com olhos para a Rua 15 de Novembro próxima da minha casa, e fiz versos de exaltação a uma suposta caboca nota 10. Para sedimentar ainda mais nossa homenagem, convidamos grandes músicos e o amigo irmão Chico César, sertanejo de Catolé do Rocha, que imprime estilo próprio em tudo que faz. O resultado é só alegria. Coisa que Jackson produzia de carrada, botando ritmo e malabarismo até em balancete de banco.

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POESIA E PROSA: “TREM DA GREAT WEST” POR JESSIER QUIRINO

Na nossa coluna POESIA deste sábado temos uma PROSA maravilhosa entre Rolando Boldrim e Jessier Quirino no programa Sr. Brasil de 27/04/2014 que vale a pena rever e se divertir a valer com Jessier Quirino e o causo “Trem da Great West”. Show!

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