DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: A LIMPEZA PSICOLÓGICA É NECESSÁRIO PARA AQUELES QUE BUSCAM O DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL

Quando nascemos, independente de onde sejamos educados já trazemos dos nossos ancestrais seus sistemas de crenças e seus padrões de comportamento, através do inconsciente coletivo. Durante muito tempo o homem não evoluiu com relação a isso, pois muitas dessas crenças e padrões de comportamento já estão ultrapassados emperrando a evolução da humanidade. Por isso é preciso começar a fazer sua limpeza espiritual. Precisa começar a influenciar a si mesmo. O texto a seguir nos explica como esse processo acontece na nossa mente, através do nosso cérebro e suas três camadas. Portanto, convido você a ler o texto completo a seguir e entender como funciona esse processo evolutivo!

Passos   no   caminho

‘Estamos sendo estruturados para levar adiante o que nossos ancestrais deixaram; seus sistemas de crenças e padrões de comportamento. Não é possível começar a vida com um caderno em branco ‘

Caty Green*

Bonsai: a árvore da felicidade

A limpeza psicológica é necessária para aqueles que buscam o desenvolvimento espiritual. Se não for feita com seriedade e êxito, se os problemas pessoais ou as necessidades emocionais não forem primeiramente expostos e depois resolvidos e curados, o indivíduo pode permanecer como uma criança, num nível muito vulnerável. É a criança que está contente com a figura de Deus ou de um grande pai que está no céu, que dará doces  se ela se comportar como deve ou a castigará caso não o faça. Dessa forma você não encontra o seu caminho espiritual; você simplesmente restabelece seu eu infantil e se convence a permanecer no modo “criança  boazinha.

Obviamente esse comportamento terá muito apoio, uma vez que é com isso que a maioria das religiões está preocupada. Mas se você busca o desenvolvimento espiritual com seriedade, como uma experiência pessoal e não apenas como um tópico intelectual de conversa, precisa começar a fazer sua limpeza espiritual. Precisa começar a influenciar a si mesmo.

A definição do eu começa muito cedo. Desde bebês nós ingerimos alimentos e eliminamos os resíduos, respiramos, vocalizamos e tentamos compreender o que significa tudo isso, toda essa informação chegando através dos cinco sentidos. O que é o aqui? O que é este corpo que eu tenho que operar? O que é tudo aquilo que está lá fora na minha frente? As respostas chegam lentamente, à medida que o reconhecimento se desenvolve, junto com a experiência e a  prática.

Esse processo assegura que nós nos desenvolvamos de acordo com os padrões do tempo e do lugar  onde  chegamos ao mundo. Embora a maioria das coisas que lemos a princípio sejam orientações   básicas para a instância física em que nos encontramos,  os aspectos físicos que experimentamos ao nosso derredor, à medida que dominamos essas coisas, também nos apresentam aos valores socioculturais do mundo – ao lugar imediato, ao período histórico, às pessoas que são responsáveis por nós e a quem nós, por nossa vez, devemos responsabilidade.

Estamos sendo estruturados para levar adiante o que nossos ancestrais deixaram; levar adiante seus sistemas de crenças e seus padrões de comportamento. Normalmente não é possível começar a vida com um caderno em branco, por assim dizer. Aprendemos por imitação, um processo que se estabelece muito antes de termos suficiente desenvolvimento intelectual para selecionar o que queremos ou não  imitar.

Esse processo de imitação se aprofunda no cérebro e mergulha no subconsciente até a memória da raça, a raiz do celeiro psicológico. No fundo da raiz do celeiro está nosso cérebro; acima dela está a segunda camada do cérebro. Contudo, toda a codificação que constitui a base da consciência individual é limitada pelo terceiro cérebro, que adquirimos há algumas centenas de milhares de  anos.

Temos um cérebro tripartite, com três camadas, por assim dizer. As partes do cérebro que lidam com a nutrição do corpo físico e com a padronização da respiração, vocalização, movimentos, reprodução e autodefesa são as partes mais antigas – essa é a nossa camada mais ancestral, a primeira, o Cérebro Reptiliano.

Mais recente – embora com muitos milhões de anos – é o Cérebro Mamífero, o cérebro animal que se desenvolveu a partir do Cérebro Reptiliano. Ele gerencia, em um nível mais elevado, questões como a vigilância do nosso ambiente, o impulso para reproduzir e o desenvolvimento deliberado de sistemas que atuam em nossa defesa – tudo que compartilhamos com a maioria dos outros mamíferos.

O cérebro que nomeia

A última aquisição é o Cérebro que  Nomeia, o cérebro da linguagem, um recém-chegado em termos de evolução. Como a chegada de uma nova camada ao cérebro nunca faz com que a funcionalidade prévia desapareça, nós retemos as duas primeiras camadas, principalmente no nível subconsciente. Mas temos razão de questionar o status da integração do  Cérebro  que Nomeia com os outros dois. Onde os cérebros Reptiliano e Mamífero parecem coordenar, com êxito, o Cérebro que  Nomeia, o recém-chegado, parece ainda estar tentando se encaixar. Intelecto e instinto nem sempre andam de mãos dadas.

Ao aceitar a narrativa do Gênesis como o grande mito que resume a chegada do Cérebro que Nomeia, uma mudança tectônica na composição de nossas espécies, somos obrigados a estar em conformidade com várias versões que refletem essa grande ocorrência histórica. Consideremos alguns versículos da Bíblia (a versão do Rei James). No Gênesis capítulo 1, versículo 28, consta que os seres humanos foram instruídos a “povoar a terra, e subjugá-la: e exercer domínio (…) sobre toda criatura viva que se mova sobre a terra”.

No capítulo 2, versículos 19 e 20, lê-se que, depois de ter formado todas as criaturas, Deus as “trouxe para Adão ver que nome lhes daria (…) E Adão deu nome a todas”. Transportados para o Novo Testamento, vemos em João, capítulo 1, versículos 1-3: “No início era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no início com Deus. E todas as coisas foram feitas através d’Ele, e sem Ele nada seria feito do que foi feito.”

As raízes do conceito de Verbo remontam muito além da referência judaico-cristã. A Wikipedia refere-se a “um mantra Indo-iraniano efetivamente significando ‘Verbo’”, e indica que os satya mantras indo-iranianos “não significam simplesmente ‘Verbo verdadeiro’, mas pensamento estabelecido em conformidade com consumação inerente (realização)”. Observa-se que esse uso da palavra realização inclui seu significado em francês de tornar real). Uma outra referência: “a tradição chinesa [do termo mantra] é zhenyan, literalmente ‘palavras verdadeiras’”. Essas antigas referências à nossa capacidade linguística não parecem estar relacionadas e evidentemente justificariam um estudo considerável, mas o conceito de Cérebro que Nomeia, e que nos diz respeito, é limitado.

Esse conceito pode ser resumido da seguinte forma: nosso cérebro línguístico define tudo para nós. Ele recebe informações dos cinco sentidos do corpo físico. Portanto, a percepção da realidade disponível ao ser humano é limitada ao que esses cinco sentidos conseguem perceber. Quando o assunto vai além da experiência humana direta, o ser humano pode interpretá-lo apenas através da capacidade do Cérebro que Nomeia, desse modo percebendo o tema em termos dos limites impostos. O intelecto pode ir muito além, mas ainda deve interpretar conceitos nos termos definidos pelos cinco sentidos.

Qualquer cão ouve melhor do que um ser humano. Muitas criaturas ouvem melhor do que conseguimos ouvir; muitas veem melhor. O cavalo tem um campo de visão de quase 360°, o equivalente, para nós, a ter olhos atrás da cabeça. A abelha vê duas escalas separadas de preto.

Considerando a situação de nossa percepção de um modo um pouco diferente: aqui está uma mesa bem robusta. Você pode subir nela, até mesmo pular sobre ela. Ela é sólida, não há qualquer dúvida a respeito. Mas o que você vê quando olha para a mesa através de um potente microscópio?  Você vê movimento, poderoso, constante, impressionante. A mesa é uma massa de moléculas em movimento.

Conclusão: nossa percepção do mundo e também nossa compreensão de tudo que podemos chamar de realidade, e de tudo que podemos imaginar, é determinada pelo Cérebro  que Nomeia, um cérebro alimentado apenas pelas informações dos cinco limitados sentidos humanos. Aquilo que chamamos de real é apenas o que é real para nós.

Embora a riqueza de referências ao Verbo exija estudo e reflexão, a realização do nosso propósito de Verbo sobre o nosso eu  exige que demos os próximos passos no caminho.

Radicada no solo do Cérebro que Nomeia, a consciência não acha fácil reconhecer qualquer outra percepção da realidade, qualquer outro senso de seu eu. O ser humano que no momento consideramos como normal permanece engajado em representar o cenário de seu drama pessoal. Sugerir que outro nível de experiência possa ser desejável e até vantajoso é muitas vezes percebido como tolice mística.

Shakespeare disse: “O mundo é um palco, e os homens e mulheres são apenas atores.” Esta é uma instrução espiritual da mais elevada ordem. A tarefa para aqueles que estão no caminho espiritual é deixar esse palco, erradicar o processo mental do Cérebro que Nomeia e permitir-lhe chegar ao solo da consciência superior.

Porém, é fácil falar; fazer é outra coisa. A decisão de fazer é o resultado de um anseio apaixonado pelo que tem sido chamado de união divina, união com o divino, aquilo que está além do humano. Ou pode ser simplesmente uma questão de curiosidade intelectual. Ou ambas ao mesmo tempo. O que quer que invoque o impulso deve ser forte e contínuo para ser bem-sucedido.

     A voz do silêncio

A palavra-chave para a natureza desse processo é escutar. O místico Eckhart Tolle escreve e fala sobre isso. Seu trabalho nos transporta a um ponto de onde podemos dar nossos primeiros passos no caminho. Recomendo ouvir seus discursos gravados, pois sua voz carrega o peso dos seus processos interiores.

A maioria de nós não coordenou conscientemente nosso processo auditivo. Temos a antiga resposta instintiva a sons inesperados. Isso é ouvir. Podemos ouvir muito bem, mas ouvir não deve ser confundido com escutar.

Em muitas línguas a conversação comum e casual é cheia de orações que começam com “escute”. Por quê? Será que, como regra geral, nós realmente não escutamos? Se assim for, o fato de que pedimos ao nosso ouvinte para escutar mostra que nós percebemos a nossa necessidade de desenvolver e enriquecer nosso processo de escuta.

A escuta acontece em vários níveis de atenção. Muitas vezes tudo que fazemos é ficar em silêncio enquanto a outra pessoa fala. Podemos simplesmente estar esperando a nossa vez de falar. Um outro nível é escutar em busca de informação – quando a atenção está focada em reter as especificações da informação crua.

Contudo, um terceiro grau do ato de ouvir permite obter informação e também captar como a pessoa se sente a respeito do que está dizendo; em outras palavras, compreender que peso emocional, psicológico e intelectual o tema e as afirmações podem ter para quem está falando. O ouvinte pode avaliar o que essas várias perspectivas significam, sendo assim capaz de uma conversação profundamente enriquecedora para as duas partes. É a partir desse terceiro nível que o indivíduo pode avançar no caminho espiritual, pois grande parte desse movimento é o processo de escutar internamente

Então, já que a definição do eu é estruturada pelo Cérebro que Nomeia, vamos dar uma olhada na sua estrutura e escutar. Ouvir o chamado e o mais importante de todos os sons: a voz do silêncio.

“O ato de ouvir permite também captar como a pessoa se sente; compreender que peso emocional, psicológico e intelectual o tema e as afirmações podem ter para quem está falando.”

Fonte: Revista SOPHIA • JUL/AGO 2020

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DICA DE LIVRO: DESBLOQUEIE O PODER DA SUA MENTE DE MICHAEL ARRUDA

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é mais um Best Seller da Editora Gente que vai fazer você viajar até as profundezas do seu subconsciente e desbloquear o poder da sua mente. O autor Michael Arruda já começa lhe questionando: Você passou por diversos livros até encontrar este aqui. Olhou a capa, o título chamou sua atenção, começou a ler a primeira frase e resolveu continuar. No entanto, pergunto: foi você quem decidiu cada um desses passos? Pode ser que você acredite que sim, mas a verdade é que tudo aconteceu tão rápido que suas ações já estavam decididas antes que você pudesse pensar sobre elas, tomadas por uma parte mais profunda de sua mente: o subconsciente, o responsável pelo que somos e fazemos. Por quais outros caminhos você está sendo levado por sua mente sem que ela o consulte? Em seu primeiro livro, Michael Arruda, presidente da OMNI Brasil, irá lhe mostrar como assumir o controle da sua mente e, consequentemente, da sua vida pessoal e profissional. Para isso, ele lhe apresentará o processo que o permite acessar seu subconsciente, identificar as causas de dores e insatisfações e solucioná-las de forma rápida e efetiva: a hipnoterapia.

Fonte:   Michael Arruda – OMNIFINDER

   Micheal Arruda

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