PONTO DE VISTA: O AVANÇO DO COMUNISMO NO BRASIL É REAL E IMINENTE. ACORDA BRASIL!

Caro(a) leitor(a),

Peço que assista ao vídeo completo a seguir, pois o alerta que o senador Marcos Rogério faz é altamente pertinente e e bem vindo, num momento em que as forças do mal (Comunismo), aparentemente, avançam a passos largos, não apenas no Brasil, mas no mundo e especialmente na América Latina. A Argentina já está quase toda comprada. E quando falo em quase toda comprada, falo de propriedades físicas e dos políticos. No Brasil esse processo também avança rapidamente. Quase a metade da terras aráveis do centro-oeste e do Nordeste já foram compradas e os governadores de esquerda e centro-esquerda já estão todos comprados pelo Partido Comunista Chinês. Gente, isso não é história da carochinha não, é fato!

Por isso é tão importante que você assista ao vídeo a seguir, pois os Atos do dia 7 de setembro foi apenas o começo de uma grande luta que iremos travar para expulsar esses verdadeiros fascistas do nosso país, sob pena de virarmos uma Venezuela e uma Argentina.

Acorda Brasil!

Senador alerta para avanço do “comunismo” e pede ao povo que resista e reaja (veja o vídeo)

Fotomontagem JCO CortesFotomontagem JCO Cortes

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) enviou uma importante mensagem ao povo brasileiro, onde pede que fique atento ao avanço da agenda comunista no mundo ocidental e, mais especificamente, no Brasil, tocada pelos partidos de esquerda, que fazem de tudo para retomar o poder.

O parlamentar alertou para os artifícios que a oposição tem utilizado para tentar impedir as mudanças pela qual o Brasil tem passado, desde o advento da eleição de Bolsonaro, e lembrou a terrível situação que vivemos sob os governos lulopetistas.

Veja o vídeo:

Fonte: Jornal da Cidade Online

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INCERTEZA POLÍTICA NA ARGENTINA DEPOIS DA DERROTA DO PERONISMO

Derrota do peronismo nas primárias abre dois meses de incerteza política na Argentina

Candidatos governistas chegam em desvantagem às eleições legislativas de novembro. Kirchnerismo se debate entre radicalizar ou renovar a gestão

FEDERICO RIVAS MOLINA

Buenos Aires – 14 SET 2021 – 09:41 BRT

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, e sua vice, Cristina Fernández de Kirchner, falam a seus seguidores depois da derrota de domingo nas eleições primárias.O presidente da Argentina, Alberto Fernández, e sua vice, Cristina Fernández de Kirchner, falam a seus seguidores depois da derrota de domingo nas eleições primárias.MAXIMILIANO LUNA / AFP

peronismo precisa se recuperar de um tsunami. O Governo de Alberto Fernández tem dois meses para tentar reverter nas eleições legislativas o resultado das primárias obrigatórias e abertas realizadas no domingo, que anteciparam que o governismo, a se repetir o resultado, perderá o controle do Senado e deixará de ter a maior bancada na Câmara dos Deputados. Os pré-candidatos da Frente de Todos perderam em 18 dos 24 distritos do país, incluída a província de Buenos Aires, reduto da vice-presidenta Cristina Fernández de Kirchner. O presidente Fernández prometeu ouvir a mensagem das urnas e “corrigir erros”, enquanto a coalizão que o apoia se debate agora entre radicalizar ou mudar o rumo. Na segunda-feira falou-se em mudanças no gabinete ministerial. Fernández parece pouco disposto a ceder: na manhã seguinte à votação, organizou um evento na Casa Rosada onde pôs na primeira fila os indivíduos mais questionados do seu Governo.

As PASO (sigla de “primárias abertas, simultâneas e obrigatórias”), como se chamam as primárias na Argentina, servem para medir as candidaturas das diferentes forças e tirar do caminho as que não superem 1,5% dos votos. A quota mínima fortalece as chances das duas grandes coalizões que dominaram a política argentina desde a volta à democracia, há quase quatro décadas. Nelas se aglutinam, à esquerda, o peronismo considerado progressista (o kirchnerismo domina esse espaço) e diferentes agrupamentos e movimentos sociais. O outro polo reúne o peronismo de direita, líderes liberais e neoliberais e os restos da União Cívica Radical (UCR), o partido que em 1983 levou Raúl Alfonsín ao poder após o fim da última ditadura militar. As PASO não definem cargos, mas, como o voto é obrigatório, servem de retrato do que se pode esperar na batalha definitiva. Neste caso, a corrida termina em 14 de novembro, quando se renovará um terço do Senado e metade da Câmara de Deputados.

Nem em seus piores pesadelos o governo esperava um resultado como o de domingo. Somados os votos em todas as províncias e na capital federal, a coalizão Juntos pela Mudança, que levou Mauricio Macri à presidência em 2015, abriu quase 10 pontos de vantagem sobre um peronismo que, pela primeira vez, se apresentava unido em uma só frente. Por trás da derrota há fatores econômicos, políticos e, obviamente, a pandemia.

“Não houve uma boa leitura dos dados”, diz Lara Goyburu, cientista política da Universidade de Buenos Aires e integrante da Rede de Cientistas Políticas. Pesou no resultado que “não foram resolvidos problemas estruturais que se arrastam há anos, vinculados ao emprego, acesso à moradia, pobreza e inflação. Tanto em 2019 [quando Fernández foi eleito] como em 2021 há um descontentamento com toda a classe política Agora se trata de uma questão de expectativas, porque em 2019 o voto foi para quem prometia melhorar, e a pandemia já não é mais pretexto para não estabilizar as variáveis da microeconomia”, afirma. Sergio Morresi, cientista político da Universidade do Litoral, em Santa Fe, diz que “a decisão oficial, por causa da crise econômica, de não promover uma política de expansão acabou não caindo bem na base eleitoral do governismo”. Para Lucia Vincent, da Universidade San Martín, houve no domingo “um voto de irritação” com diversas causas, “tanto de quem precisou fechar sua microempresa como de quem não pôde velar um morto na família enquanto o presidente comemorava o aniversário da primeira-dama na residência oficial”, diz. “Em parte houve responsabilidade do Governo, e em parte foi a catástrofe da pandemia”, acrescenta.

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QUATRO JOGADORES ARGENTINOS FURAM REGRAS DA QUARENTENA E PARTIDA ENTRE BRASIL E ARGENTINA É SUSPENSA

Entenda em 5 pontos a suspensão do jogo entre Brasil e Argentina

Partida válida pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do mundo foi suspensa após agentes de saúde entrarem em campo para retirarem atletas argentinos

Evandro Furoni

da CNNem São Paulo

A partida entre Brasil e Argentina foi suspensa neste domingo após quatro argentinos furarem as regras de quarentena brasileiraA partida entre Brasil e Argentina foi suspensa neste domingo após quatro argentinos furarem as regras de quarentena brasileiraAlex Silva/ Estadão Conteúdo

Agentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entraram no gramado da Arena Corinthians, em São Paulo, no último domingo (5) para interromper a partida entre Brasil e Argentina, válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022. Segundo a agência, quatro jogadores da Argentina teriam burlado as regras de quarentena brasileira adotadas durante a pandemia de Covid-19.

Os atletas Emiliano Martinez, Emiliano Buendia, Giovani Lo Celso e Cristian Romero estavam no estádio mesmo depois do alerta da Anvisa. Três deles, inclusive, estavam como titulares até o momento em que a ação dos agentes de saúde motivaram a suspensão do jogo.

Entenda em cinco pontos o que ocorreu na Arena Corinthians e o que pode acontecer no futuro:

O que fez a Anvisa agir contra os argentinos

O governo publicou no dia 23 de junho uma portaria no Diário Oficial da União com mudanças nas restrições para a entrada de estrangeiros por via aérea provenientes do Reino Unido, Irlanda do Norte, África do Sul e da Índia. A decisão foi um reflexo do avanço da variante Delta do novo coronavírus pelo mundo.

De acordo com as novas regras, ficou vedada a entrada no país de qualquer estrangeiro procedente ou com passagem pelo Reino Unido sem antes passar por uma quarentena de 14 dias.

Quatro dos jogadores do elenco argentino atuam no futebol inglês, e estiveram presentes no compromisso de suas equipes entre 28 e 29 de agosto, o que impossibilita que tenham conseguido fazer a quarentena.

Por que apenas quatro jogadores não precisaram fazer quarentena

A restrição para pessoas provenientes do Reino Unido só vale para estrangeiros. Além disso, os clubes do Reino Unido se recusaram a ceder para as seleções jogadores de países incluídos na lista vermelha da Covid-19 do governo britânico, exatamente porque eles seriam obrigados a fazer quarentena ao retornar dos compromissos internacionais.

O Brasil decidiu não convocar nove atletas que atuam na liga inglesa. A Argentina, por sua vez, fez um acordo para que os seus jogadores pudessem ser liberados: eles voltariam para a Europa logo depois da partida deste domingo, o que daria tempo para cumprirem o tempo de isolamento estipulado.

Quais punições os argentinos poderiam sofrer se seguissem no Brasil

A portaria que rege a quarentena de estrangeiros no Brasil prevê que quem não cumprir as ordens pode sofrer punições de via civil, administrativa e penal, além da deportação automática.

A possibilidade de deportação não estava descartada. Em entrevista à CNN durante paralisação do jogo, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, afirmou que a permanência dos quatro jogadores argentinos no Brasil era um descumprimento das regras sanitárias e que eles corriam risco de deportação.

Após prestarem depoimento à Polícia Federal, todos os membros da delegação da seleção deixaram o país.

Reações após a suspensão do jogo

Apesar de a Anvisa ter dito que conversou com as federações no sábado, tanto a AFA, federação argentina de futebol, quanto a CBF mostraram surpresa com a ação na Arena Corinthians.

Em nota, a CBF afirmou “lamentar profundamente” a decisão de interferir com o jogo e “ficou absolutamente surpresa com o momento em que a ação da Agência Nacional da Vigilância Sanitária ocorreu, com a partida já tendo sido iniciada, visto que a Anvisa poderia ter exercido sua atividade de forma muito mais adequada nos vários momentos e dias anteriores ao jogo”, disse a entidade.

A AFA, por sua, vez afirmou que os argentinos seguiram todos os protocolos sanitários estipulados pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) para a realização das Eliminatórias.

O órgão também divulgou em suas redes sociais uma declaração do Lionel Scaloni afirmando que em “nenhum momento” foram informados de que os jogadores dos clubes ingleses não poderiam jogar.

O que acontece agora?

Em nota, a Conmebol informou que o árbitro e o comissário de jogo enviarão um relatório ao Comitê Disciplinar da Fifa, que determinará as etapas a serem seguidas sobre uma possível punição ou uma nova realização do jogo.

Caso seja decidido que a Argentina abandonou o jogo e foi culpada pela confusão, o Brasil será declarado o vencedor por 3 a 0. Caso a decisão seja que o jogo não pôde continuar por falta de condições dadas pelo Brasil, a derrota será brasileira.

Há ainda uma terceira alternativa: o jogo ser retomado. Se a Fifa decidir que o motivo da paralisação foi “de força maior”, a regra é que a partida seja jogada a partir do tempo em que foi interrompida, aos cinco minutos do primeiro tempo.

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REGIÕES DE CUYO E PATAGÔNIA NA ARGENTINA ESTÃO SOB EFEITO DA SECA E FALTA DE NEVE

Argentina tem seca e falta de neve na Patagônia e na região de Cuyo

Imagens de satélite mostram grande diminuição na área com neve em comparação com o mesmo trimestre do ano passado

INTERNACIONAL

 por Agência EFE

Imagens de satélite mostram grande diminuição na área com neve em 2021, em comparação com 2020

DG DEFIS/DIVULGAÇÃO VIA REUTERS

As regiões de Cuyo e da Patagônia estão sob efeitos da seca, com um déficit considerável de chuva e neve que se estende até os setores montanhosos, e as previsões a longo prazo não descrevem grandes mudanças, de acordo com um relatório divulgado nesta quinta-feira (5) pelo SMN (Serviço Meteorológico Nacional).

A seca no sul do país vem em meio à queda histórica do nível de água do rio Paraná na região do Litoral, onde um informe anterior do SMN já havia registrado que 75% da área da bacia do Paraná está afetada por secas moderadas a excepcionais.

“Várias regiões da Argentina estão sofrendo as consequências de uma seca prolongada e intensa, que produz diversos impactos em setores de atividade produtiva e preocupa especialistas e autoridades”, advertiu o SMN. “A situação é complexa, e as notícias no horizonte não são animadoras”, completou o organismo.

Falta de chuva

Segundo o relatório, durante o trimestre compreendido entre maio, junho e julho, o déficit de precipitação se intensificou em todo sul e o oeste da Patagônia meridional se estendeu à cordilheira de Cuyo.

A precipitação acumulada ficou bem aquém da quantidade normal para a estação: 200 milímetros abaixo da média climatológica de 1981 a 2010.

O SMN lembrou que as áreas montanhosas dessas regiões do país geralmente têm seu máximo de precipitação nesta época do ano. No entanto, a situação atual é completamente o oposto e, como resultado, há uma situação de seca.

Falta de neve

O SMN acrescentou que o déficit de precipitação também se reflete na falta de neve durante o mesmo trimestre na Patagônia e em Cuyo incluindo a cordilheira. O organismo salientou que as imagens de satélite mostram uma grande diminuição na área com neve em 2021, em comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

Em Cuyo, a cordilheira central tem a menor área coberta de neve desde 2000, e este é também o quarto ano consecutivo abaixo desses valores.

Na Patagônia, a parte norte também tem os valores mais baixos desde 2000, e o setor sul tem o segundo valor mais baixo desde esse ano, atrás apenas do mesmo trimestre de 2015.

Prognósticos desanimadores

A explicação do SMN para a seca é que toda a região é dominada por um padrão de circulação atmosférica que reduziu a frequência das frentes frias, com sistemas de alta pressão que impedem a formação de precipitação e favorecem temperaturas mais quentes que as normais.

O Serviço entende que a previsão não é animadora para o trimestre que compreende os meses de agosto, setembro e outubro de 2021 e prevê um aumento da probabilidade de precipitação normal ou abaixo do normal em toda a região.

Enquanto isso, se espera um trimestre mais quente do que o normal em Cuyo e no sul e no leste da Patagônia e temperaturas normais ou acima do normal no oeste.

Fonte: R7
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DIREITO-JUSTIÇA: NOTÍCIA CRIME CONTRA O PRESIDENTE DA ARGENTINA É AJUIZADA NO STF POR OFENSA AOS BRASILEIROS

Notícia-crime é ajuizada no STF contra presidente da Argentina por ofender o povo brasileiro

Alberto Fernandez - Foto: ReproduçãoAlberto Fernandez – Foto: Reprodução

O presidente argentino, que é advogado, Alberto Fernández, fez uma das afirmações mais graves da história entre as nações latino-americanas, em conferência oficial hoje, 09/06, em lado do primeiro-ministro espanhol, ao afirmar que os mexicanos vieram dos índios, os brasileiros da selva e só eles teriam sido privilegiados porque vindo de barcos da Europa.

O discurso não foi um mero lapso, pois ainda atribuiu a fala a um prêmio Nobel argentino que não disse isso, e na qualidade de chefe de Estado em evento oficial. A comoção foi imediata e uníssona em todos os jornais internacionais e nas redes sociais.

A afirmação grave, de cunho depreciativo, discriminatório e eventualmente racista foi imediatamente levada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo advogado baiano e também professor de Direito Constitucional Henrique Quintanilha, que considerou “um grave desrespeito não só à igualdade e à dignidade humana dos povos, mas uma afronta direta à formação histórica e etnográfica da nação brasileira, remetendo a um abjeto sentimento de supremacismo europeísta de origem geográfica e racial só comparável ao triste episódio causado pelo Nazismo”.

O pedido foi protocolado no STF na madrugada de 09 para 10/06, leva o número PET 59761 e ainda não tem ministro relator definido.

O advogado pede, dentre outras coisas, que o Presidente argentino seja intimado por meio da Suprema Corte Argentina para prestar esclarecimentos sobre o que disse, como forma de subsidiar processo perante a Corte Interamericana de Direitos por violação do Art. 1º do tratado internacional assinado em San José da Costa Rica em 1969.

Veja a petição:

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EM MEIO AO ESCÂNDALO DA VACINAÇÃO, PRESIDENTE DA ARGENTINA DIZ QUE RECEBEU DOSE PARA DEMONSTRAR A POPULAÇÃO QUE O IMUNIZANTE É CONFIÁVEL

Fernández reclama de escândalo da ‘vacinação VIP’ na Argentina

Presidente diz que já demitiu o ministro da Saúde e afirma que recebeu a vacina russa para provar sua segurança

INTERNACIONAL

 Do R7

Em visita ao México, Fernández reclamou de escândalo de vacinação Em visita ao México, Fernández reclamou de escândalo de vacinação

JOSÉ MENDEZ / EFE – 23.2.2021

Em meio a uma visita oficial ao México, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, criticou de maneira dura as denúncias sobre um suposto esquema de “vacinação VIP”, montado no Ministério da Saúde, que destinaria doses de imunizantes contra a covid-19 para políticos e aliados.

Na semana passada, o presidente pediu para que o ministro da Saúde, Ginés González García, entregasse o cargo depois que um jornalista admitiu que havia sido vacinado mesmo sem pertencer a grupos prioritários, após tratar com o ministro.

“Queria que a Argentina funcionasse de outro modo. Claramente, quando fiquei sabendo do que aconteceu, reagi e perdi um ministro. Li que fizeram uma denúncia, O fato foi suficientemente grave para que um ministro como Ginés deixasse seu cargo, mas precisamos terminar com a palhaçada. Peço aos promotores e juízes que façam o que for necessário”, disse Fernández.

“Não existe esse delito”

O presidente acrescentou ainda: “não existe nenhum tipo penal na Argentina que diga ‘será castigado aquele que vacina outro que se adiantou na fila’. Não existe esse delito e não se pode criar delitos de graça”.

Fernández também criticou o fato de ter sido colocado, junto com outros políticos, como beneficiado pela “vacinação VIP”, por ter sido vacinado no fim de janeiro.

“A imprensa argentina me coloca entre os que receberam a vacina indevidamente, mas precisei entrar na campanha porque esses mesmos veículos diziam que não era possível confiar na vacina russa e tive que fazer pela confiança das pessoas. Pelo mesmo motivo Cristina (Kirchner, vice-presidente) foi vacinada, Axel (Kiciloff, governador de Buenos Aire) e muitos governadores, vários dos quais são da oposição”, explicou. 

Segundo o presidente, cerca de 70 pessoas foram vacinadas no país no que ele chamou de “circunstâncias irregulares”, mas algumas delas foram escolhidas por questões estratégicas.

“Nessas listas, aparecem pessoas que devem se vacinar pelas funções que desempenham. Por exemplo, vacinamos o ministro da Economia (Martín Guzmán) e alguns de sua equipe porque eles vão fazer visitas aos países do G7”, disse.

Na lista divulgada pelo governo, além da equipe de Guzmán, alguns com menos de 40 anos, aparece o fotógrafo presidencial Estebán Colazzo, de 33, parentes de políticos e alguns jornalistas.

Fonte: R7

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PRESIDENTE DA ARGENTINA PEDIU A DEMISSÃO DO MINISTRO DA SAÚDE EM MEIO A POLÊMICA SOBRE AUTORIZAÇÃO DE VACINA EM JORNALISTA

Presidente da Argentina pede saída do ministro da Saúde

Jornalista teria recebido autorização do titular da pasta para ser vacinado sem respeitar o protocolo seguido pela população

INTERNACIONAL

Da EFE

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, pediu nesta sexta-feira (19) a demissão do ministro da Saúde, Ginés González García, em meio à polêmica desencadeada por um jornalista próximo ao partido governista, que revelou ter sido vacinado contra a covid-19 depois de ter pedido ao titular da pasta, sem respeitar o protocolo seguido para a população em geral.Segundo fontes oficiais consultadas pela Agência Efe, o presidente deu a indicação ao chefe de gabinete, Santiago Cafiero, para pedir a saída do ministro, que por enquanto não falou publicamente sobre o assunto.

“Telefonei para meu velho amigo Gines González García, que conheço desde muito antes dele ser ministro, e ele me disse que eu tinha que ir ao Hospital Posadas. Quando eu estava para ir, recebi uma mensagem de seu secretário, que me disse que uma equipe de vacinadores do Posadas estava vindo para o Ministério, e para ir ao Ministério para me dar a vacina”, declarou o jornalista Horacio Verbitsky, de 79 anos, à estação de rádio “El Destape”.

Nas últimas horas, vários meios de comunicação locais divulgaram que outros rostos próximos ao governo teriam acesso à vacina de forma preferencial, mas nenhum deles confirmou a informação.

As declarações de Verbitsky, feitas esta manhã, vieram apenas um dia depois que a província de Buenos Aires, onde está localizado o referido hospital, foi a primeira a implantar a operação de vacinação contra o coronavírus para os maiores de 70 anos. A campanha começou após mais de um mês e meio em que apenas os funcionários da área da saúde foram imunizados em todo o país.

Em sua juventude, o jornalista foi militante na guerrilha Montoneros (esquerda peronista), tem uma longa carreira na mídia e atualmente é presidente do Centro de Estudos Jurídicos e Sociais. Ele admitiu hoje que há alguns meses disse que “preferia esperar um pouco” antes de ser vacinado, e ver “que efeitos colaterais poderia haver”.

“Eu não tinha pressa de me vacinar. Bem, ontem eu recebi a vacina. Decidi me vacinar”, afirmou ele, para revelar que pediu a González García, chefe da Saúde desde a chegada de Fernández ao poder, em dezembro de 2019, e que já havia ocupado o cargo durante o governo de Néstor Kirchner.

Até agora, a Argentina – que tem cerca de 45 milhões de habitantes, dos quais cerca de 7,2 milhões têm mais de 60 anos – recebeu 1,22 milhão de doses da vacina russa Sputnik V, longe dos 5 milhões inicialmente previstos para janeiro e dos 14,7 milhões assinados para fevereiro.

Também nesta semana, 580 mil doses do imunizante desenvolvido pelo Instituto Serum, na Índia, chegaram ao país vizinho, graças à transferência de tecnologia da AstraZeneca e da Universidade de Oxford.

Enquanto em outras cidades da província de Buenos Aires já começou a campanha em idosos, que devem se inscrever previamente em um site para ter acesso à vacinação, a capital, governada pela oposição ao governo nacional, por enquanto só abriu o registro online para aqueles com mais de 80 anos.

Fonte: R7
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METADE DOS MÉDICOS EM HOSPITAL DE BUENOS AIRES SE NEGAM A FAZER ABORTO ALEGANDO ‘OBJEÇÃO DE CONSCIÊNCIA’

Médicos usam ‘objeção de consciência’ para negar aborto na Argentina

Raphael Coraccini, colaboração para a CNN
04 de fevereiro de 2021 às 20:04
Protesto por legalização do aborto na ArgentinaMilitantes defendem a aprovação do aborto na Argentina. O verde é a cor-símbolo da campanha pela legislação no país.Foto: Reprodução/Twitter @florenciacanali

Metade dos médicos de um hospital público na região da Grande Buenos Aires estão se negando a realizar o aborto em mulheres que chegam ao local solicitando o procedimento, respaldadas na Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVE, na sigla em Espanhol). O aborto foi legalizado no país no dia 30 de dezembro, depois da aprovação no Senado.

Os profissionais se valem de um mecanismo previsto na lei: a objeção de consciência (art. 11), que garante ao médico o direito de se negar a interromper a gravidez, se assim decidir.

A lei só obriga o profissional a seguir com o procedimento no caso de a vida da mãe estar em risco. Também está proibido de negar atendimento pós-aborto.

A objeção de consciência é um conceito defendido em códigos de ética da medicina, que concede o direito a todo profissional de seguir princípios religiosos, morais ou éticos de sua consciência

No entanto, o mesmo art.11 da lei Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez é categórico ao afirmar que “a objeção de consciência institucional e/ou ideológica é proibida”.

Embora Juan Ciruzzi, diretor do hospital Alberto Antranik Eurnekian, que fica no município de Ezeiza, tenha garantido que seus funcionários estão tecnicamente prontos para realizar o procedimento, a realização do aborto tem encontrado forte oposição ética na equipe médica.

“Entre os servidores da área de Ginecologia e Obstetrícia, que estão envolvidos nesses casos, há 50% que se declararam contra o procedimento”, afirmou o diretor ao jornal argentino Clarín.

O texto da Lei aponta que, caso a paciente não encontre atendimento no hospital, ela precisa ser encaminhada a outro centro de atendimento com urgência. “No entanto, se houver alguma complicação médica no processo de interrupção, como hemorragia ou infecção, os médicos são obrigados a cuidar”, destacou Ciruzzi ao jornal argentino.

Todas as meninas com mais de 16 anos e mentalmente capazes são consideradas aptas a abortar na Argentina desde a aprovação da Lei. Para adolescentes até 16, o procedimento precisa ter o consentimento dos pais.

Pela lei aprovada em dezembro. O papel do estado é oferecer a condições apropriadas para isso no prazo máximo de 10 dias. Um levantamento feito pelo International Journal of Obstetrics & Gynaecology apontou que, só na América Latina e no Caribe, 760 mil mulheres precisam passar por tratamento médico todos os anos por conta de complicações derivadas de abortos clandestinos.

Fonte: CNN Internacional

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ARGENTINA RETOMA AS AULAS MESMO COM RESTRIÇÕES ATÉ O FIM DE FEVEREIRO

Argentina amplia restrições até fim de fevereiro, mas retoma as aulas

Ensino presencial está liberado, mas cada jurisdição avaliará hipotética suspensão “de acordo com a situação epidemiológica”

INTERNACIONAL

Da EFE

Província de Buenos Aires programa início do ano letivo para 1º de março

JUAN IGNACIO RONCORONI/EFE

governo da Argentina prorrogou nesta sexta-feira (29), até 28 de fevereiro, as medidas de distanciamento social, preventivo e obrigatório inicialmente em vigor até o final de janeiro, mas anunciou o retorno das aulas presenciais, inativas desde o início da pandemia de covid-19.

Fevereiro é o mês em que a cidade de Buenos Aires e alguns outros distritos começam com o ano letivo após as férias de verão, e o governo do presidente Alberto Fernández ordenou que “possam ser retomadas” as aulas em sala – assim como as atividades extracurriculares – e que cada jurisdição avalie uma hipotética suspensão “de acordo com a situação epidemiológica”.

Fontes oficiais informaram em comunicado que o decreto presidencial será publicado durante o fim de semana e que a reativação das aulas “será implementada de acordo com os parâmetros do Conselho Federal de Educação”.

Além disso, elas indicaram que, se for “necessário” reduzir a circulação de pessoas para mitigar a propagação do coronavírus, “devem ser implementadas políticas de saúde que priorizem o funcionamento” das escolas e de suas aulas.

Estudantes e professores estão isentos das novas proibições do uso de transporte público.

Covid-19: O que dizem os médicos sobre risco de contágio nas escolas

A província de Buenos Aires, a mais populosa do país, está programada para iniciar o ano letivo em 1º de março, de modo que este decreto presidencial ainda não se aplica a ela.

“Os dois parâmetros de risco sanitário [razão e incidência] que as províncias devem continuar levando em conta para a restrição da circulação noturna permanecem em vigor”, disse o governo em relação ao toque de recolher sugerido no início do verão, em vista do aumento de casos detectados há um mês.

Poucos dias atrás, a tendência é a oposta e, se há algumas semanas o número de 13 mil infecções diárias chegou a ser ultrapassado, hoje o número de casos é inferior a 10 mil.

Nesta sexta-feira (29), o Ministério da Saúde relatou 9.838 novos contágios pelo coronavírus Sars-CoV-2, elevando o total de casos desde o início da pandemia para 1.915.362. Já o total de mortes é de 47.775, com 174 mortes confirmadas nas últimas 24 horas.

Fonte: R7
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NA ARGENTINA O SENADO APROVOU A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO ATÉ A 14ª SEMANA DE GESTAÇÃO

Argentina legaliza o aborto e se põe na vanguarda dos direitos sociais na América Latina

Legisladores debateram projeto de lei de interrupção voluntária da gravidez que permite o aborto livre até a 14ª semana de gestação e deram vantagem da pauta apoiada pelo Governo Fernández

MAR CENTENERA

Manifestantes a favor do aborto legal marcham diante do Congresso em Buenos Aires, em 29 de dezembro.Manifestantes a favor do aborto legal marcham diante do Congresso em Buenos Aires,

É lei. Na Argentina, as mulheres que decidem interromper a gravidez podem fazê-lo de forma legal, segura e gratuita no sistema de saúde. O Senado aprovou na madrugada desta quarta-feira a legalização do aborto até a semana 14 da gestação por 39 votos a favor, 29 cotra e uma abstenção. Enterrou assim a lei em vigor desde 1921, que considerava a prática crime, exceto em caso de estupro ou risco de vida da mãe. Nas ruas, a maré verde, a cor símbolo do feminista no país, explodiu de alegria.

Com a nova legislação, a Argentina está mais uma vez na vanguarda dos direitos sociais na América Latina. A partir desta quarta-feira é o primeiro grande país da região a permitir que as mulheres decidam sobre seus corpos e se querem ou não ser mães, como já fizeram Uruguai, Cuba, Guiana e Guiana Francesa (e regiões como a Cidade do México). Nas demais, há restrições totais ou parciais, como no Brasil. A iniciativa, aprovada na Câmara dos Deputados há duas semanas, prevê que as gestantes tenham acesso ao aborto legal até a 14ª semana após a assinatura do consentimento por escrito. Também estipula um prazo máximo de dez dias entre a solicitação de interrupção da gravidez e sua realização, a fim de evitar manobras que retardem o aborto.

Fonte: El País

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FRONTEIRA ENTRE BRASIL E ARGENTINA PODE SER FECHADA PARA CONTER PANDEMIA

 

Argentina estuda fechar fronteira com o Brasil para conter covid-19

Autoridades do país monitoram situação para avaliar se devem barrar brasileiros e turistas vindos do Brasil assim como será feito com o Reino Unido

INTERNACIONAL

Do R7

Fronteira entre Brasil e Argentina pode ser fechada para conter pandemia

Carlos Garcia Rawlins/Reuters

As autoridades de saúde da Argentina estudam fechar a fronteira com o Brasil após o registro de um número crescente de casos de covid-19 no território brasileiro.

‎”A questão do Brasil é acompanhada de perto. É provável que as fronteiras sejam restritas”, disse um advogado ligado ao governo argentino ao jornal argentino La Nacion.

Argentina e Chile suspenderão voos que têm como origem o Reino Unido

Para evitar o fechamento da fronteira, o governo argentino avalia adotar a realização de testes em massa para identificar casos da doença em pessoas que cruzam de um país para outro, essa seria uma forma menos drástica de conter a contaminação antes de decidir pelo fechamento da fronteira com o Brasil.

O Uruguai anunciou, no sábado (19), que fechará suas fronteiras por 3 semanas. Nem mesmo pessoas com atestados médicos ou teste realizado há pouco tempo serão autorizadas a entrar no país.

O Brasil, com 7,2 milhões de casos de covid-19 registrados desde o começo da pandemia, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, é o terceiro país no mundo que mais registrou casos de covid-19, atrás apenas dos EUA e da Índia.

Outras restrições

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Em comunicado, a Casa Rosada anunciou, nesta segunda-feira (21) que irá barrar os voos que tiveram como origem o Reino Unido. Isso porque o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou que uma nova cepa do coronavírus foi encontrada entre os britânicos.

Austrália detecta mutação do coronavírus em viajantes britânicos

Com a medida anunciada pelo país sulamericano, aumentou a lista de governos que decidiram barrar a entrada de turistas e a chegada de voos que passaram pelo Reino Unido, como Hungria, Finlândia, Marrocos e Hong Kong.

O primeiro-ministro de Israel,Benjamin Netanyahu, realizou uma reunião de emergência, nesta segunda-feira (21), também para pedir que turistas sejam barrados e que israelenses fiquem de quarentena assim que retornarem ao país.

 

Continuar lendo FRONTEIRA ENTRE BRASIL E ARGENTINA PODE SER FECHADA PARA CONTER PANDEMIA

GOVERNO DA ARGENTINA DEFENDE A MEDIDA DO ABORTO LEGAL APROVADA PELA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Aborto legal: Por que o governo da Argentina defende a medida aprovada pela Câmara dos Deputados

Projeto de lei foi aprovado pela Câmara por 131 votos a favor, 117 contra e 6 abstenções, e agora passa para o Senado

INTERNACIONAL

Por BBC NEWS BRASIL

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Mulheres têm feito vigília em frente ao Congresso Nacional, em Buenos Aires, pela aprovação do projeto de lei

EPA/Juan Ignacio Roncoroni

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou nesta sexta-feira um projeto de lei do presidente do país que legaliza e descriminaliza o aborto até a 14ª semana de gestação. O Senado ainda não votou a questão.

O texto apoiado pelo presidente Alberto Fernández prevê que adolescentes e mulheres a partir dos 16 anos possam realizar a interrupção voluntária da gestação sem serem apontadas como criminosas. O governo argentino diz que a criminalização do aborto não vem servindo para conter a prática — já que muitas mulheres seguem fazendo abortos de forma clandestina.

O projeto de lei diz que, entre os 13 e 15 anos de idade, o aborto deve ser realizado com a autorização de um dos responsáveis. Em todos os casos, o aborto deverá ser realizado pelo setor público ou privado, de forma gratuita, segundo o projeto de lei. Ou seja, as pessoas que tenham planos de saúde não devem pagar nada pelo aborto, cujos gastos estarão previstos numa espécie de fundo do setor de saúde.Após a semana 14 de gestação, o aborto só será autorizado nos casos de estupro ou risco da vida ou que comprometam a saúde da gestante.

Atualmente, a Argentina prevê o aborto nos casos de estupro e má formação do feto.

O projeto de lei foi aprovado pela Câmara por 131 votos a favor, 117 contra e 6 abstenções, depois de 20 horas debates e discursos.

Do lado de fora do Congresso, em Buenos Aires, manifestantes erguendo lenços verdes pediam a legalização do aborto enquanto, na mesma praça, outros exibiam lenços azuis contra a medida.

O texto ainda depende da aprovação do Senado, que é presidido pela vice-presidente do país, a ex-presidente Cristina Kirchner.

Há dois anos, em 2018, no governo do ex-presidente Mauricio Macri, opositor de Fernández e de Kirchner, o projeto de legalização do aborto foi rejeitado no Senado.

Promessa de campanha

Quando anunciou o envio do projeto que ficou conhecido como “Aborto Legal” ao Congresso, há menos de um mês, no dia 17 de novembro, Fernández disse, num vídeo em suas redes sociais, que estava cumprindo uma promessa de campanha e que esta é uma questão de “saúde pública”.

“A criminalização do aborto não serviu de nada. Só permitiu que os abortos continuem sendo realizados, de forma clandestina e com números preocupantes”, disse.

Segundo ele, a cada ano, 38 mil mulheres são internadas, vítimas de abortos mal feitos. E desde a retomada da democracia, em 1983, afirmou o presidente argentino, mais de três mil mulheres morreram por estas condições.

O dilema

“A legalização do aborto salva vidas de mulheres e preserva suas condições de reprodução, que muitas vezes são afetadas por estes abortos inseguros”, disse Fernández.

O presidente argentino afirmou que países que já implementaram a medida, como o Uruguai e o México, viram cair a quantidade de abortos realizados e as mortes das mulheres que se submeteram à interrupção da gestação.

“O debate não é dizer sim ou não ao aborto. Os abortos ocorrem na clandestinidade. E colocam a vida das mulheres em risco. Portanto, o dilema que temos que superar é se o aborto continuará sendo realizado na clandestinidade ou no sistema de saúde da Argentina”, disse Fernández.

Segundo ele, as mulheres mais pobres e vulneráveis são as “maiores vítimas” porque devem se submeter a abortos, já que não podem pagar por um aborto seguro. “Muitas delas morrem na tentativa (de abortar) ou ficam com a saúde afetada para sempre”, disse o presidente argentino.

Saúde integral

Fernández disse que “todas as mulheres devem ter acesso à saúde integral”. Ele afirmou que sempre foi a favor da maternidade, mas que o Estado deve respaldar as que decidam não manter sua gravidez. “Tenho certeza de que cabe ao Estado a responsabilidade de cuidar da vida e da saúde das mulheres que decidam interromper sua gestação.”

No mesmo dia em que anunciou o envio do projeto para legalizar o aborto, ele informou ainda que enviava ao Congresso o chamado “Programa dos Mil Dias”, que prevê a ajuda do Estado durante a gravidez e os primeiros anos de vida de seus filhos. O objetivo, neste caso, é evitar problemas como a desnutrição infantil, por exemplo.

Mas além de Fernández, a vice-presidente Cristina Kirchner poderia votar a favor da legalização do aborto, após ter sido convencida pela filha, Florencia, sobre a necessidade da iniciativa, segundo a imprensa local.

No passado recente, a ex-presidente não mostrou simpatia pela interrupção da gravidez e foi criticada por setores feministas. No debate desta quinta-feira, a deputada Paula Penacca, da governista Frente de Todos, argumentou que a legalização do aborto é uma questão de igualdade social.

“O movimento ‘Nem Uma Menos’ (contra o feminicídio) mexeu muito comigo. Os protestos das mulheres dos bairros simples contra a violência machista também me tocaram muito. Existe uma desigualdade social que passa também pelas mulheres e é por elas que voto pelo aborto legal e peço que seja lei”, disse Penacca.

Nas manifestações em torno do Congresso Nacional, estavam jovens e adultas de movimentos sociais, dos braços femininos dos sindicatos e aquelas que tinham lenços verdes nos pulsos e acabavam de sair do trabalho no centro de Buenos Aires.

Outras caminhavam carregando balões azuis contra o projeto do governo. O movimento ‘azul’ tem forte respaldo das igrejas católica e evangélica no país. Nos últimos dias, as entidades que apoiam e rejeitam a medida intensificaram o envio de e-mails para a imprensa, incluindo a estrangeira, além das campanhas nos rádios e redes sociais. “Salvemos as duas vidas”, é o lema do movimento azul.

‘Não é prioridade’

Em seu discurso na Câmara, nesta quinta-feira, a deputada Marcela Campagnoli, da Coalición Civica, disse que a legalização do aborto “não é uma prioridade”. “É um genocídio. E essa é uma iniciativa do governo, fora de hora, para poder mostrar alguma medida aos seus seguidores”, disse Campagnoli.

Outra parlamentar da oposição, a deputada Dina Rezinovsky, do PRO, disse que a maioria das pessoas no país é contra a legalização do aborto. “Hoje somos minoria aqui na Câmara, mas a maioria lá fora pensa da mesma maneira e pede ‘não ao aborto e sim as vidas’. O aborto não deve ser legalizado”, disse.

O deputado Marcelo Orrego, do partido Produção e Trabalho (Produccion y Trabajo) justificou seu voto negativo dizendo que a medida do governo iria contra os direitos humanos.

“Não ignoro o momento de desespero de muitas mulheres que acham que o aborto é a única saída. O Estado deve atendê-las. Mas a nossa constituição é clara sobre o direito à vida. E é muito estranho que, justo hoje, dia 10 de dezembro (quinta-feira), dia dos direitos humanos, estamos aqui discutindo o aborto. Mas o primeiro direito humano é o direito à vida. Por isso, voto contra essa medida, que é inviável “, disse.

Fonte: CNN

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NA ARGENTINA MILITANTES DEFENDEM APROVAÇÃO DO ABORTO QUE SERÁ VOTADO HOJE

Argentina vota hoje lei do aborto

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

10 de dezembro de 2020 às 05:00

O Congresso da Argentina começa a discutir nesta quinta-feira (10) uma proposta do presidente Alberto Fernández para legalizar o aborto no país. Os relatos são de um Congresso dividido, com expectativa de debates acalorados.

O projeto de Fernández foi apresentado no mês passado. Se aprovada, a nova lei permitirá a interrupção voluntária da gravidez até a 14ª semana de gestação e permitirá que a interrupção seja feita de forma gratuita no sistema de saúde do país.

Atualmente, o aborto na Argentina é permitido apenas nos casos de estupro e risco de morte para a gestante.

Nessa quarta-feira, a última etapa necessária para a votação foi superada com a aprovação de um relatório com a versão final do projeto, em sessão conjunta de três comissões da Câmara argentina reunidas.

A versão final do texto, que será discutida em plenário, incluiu uma “objeção de consciência”, que não estava no projeto original.

Médicos e hospitais poderão se recusar a fazer abortos caso sejam contra a prática. No entanto, a regra prevê que esses profissionais deverão encaminhar os pacientes para atendimento.

A objeção de consciência foi criticada por deputados ligados mais à esquerda, mas acabou incluída como forma de diminuir resistências.

Em 2018, um projeto semelhante chegou a ser aprovado na Câmara dos Deputados do país. No entanto, em meio a diversos protestos pelas ruas do país, contra e a favor do texto, a medida acabou revertida pelo Senado e não se tornou lei.

Os mil dias

Uma das apostas de Alberto Fernández para não repetir a votação em 2018, é um segundo projeto, que criaria o que ele chamou de “Programa dos Mil Dias”.

Se aprovada – e diferente da legalização do aborto, a versão final foi referendada de forma unânime –, a nova lei estabelece verbas extras da saúde pública para o atendimento de pessoas grávidas e dos primeiros anos de vida das crianças.

Segundo Fernández, a intenção desse projeto é permitir que quem pensa em abortar apenas por problemas financeiros possa seguir com a gravidez.

“A minha convicção, que sempre expressei publicamente, é que o Estado acompanhe a todas as pessoas gestantes em seus projetos de maternidade. No entanto, também estou convencido de que é responsabilidade do Estado cuidar da vida e da saúde de quem decide interromper a gravidez, em seus primeiros momentos”, disse o presidente, em vídeo compartilhado nas suas redes sociais.

Um detalhe curioso do projeto é que o governo argentino atendeu a um pleito do movimento LGBT, ao se referir às “mulheres e outras pessoas com identidades de gênero capazes de gestar”.

O detalhe visa contemplar os homens transgêneros, que eventualmente também podem gerar filhos biologicamente.

Chances de aprovação

O aborto é um assunto que mobiliza a sociedade argentina. As imagens dos protestos de 2018 são de ruas lotadas. De verde, as mulheres favoráveis à legalização. De azul e branco, as mulheres contrárias.

Ativistas questionam que, mesmo nos casos permitidos por lei, as gestações derivadas de estupro e aquelas que ameaçam a vida das pessoas grávidas, há dificuldades impostas no país, especialmente em áreas rurais ou regiões mais conservadoras.

De outro lado, manifestações também foram registradas de grupos de azul e branco, as cores da bandeira do país, utilizadas por aqueles que são contra ao aborto.

Dois anos atrás, esse grupo se intensificou, com participação da Igreja Católica, depois da aprovação na Câmara, quando se direcionou a evitar a chancela do Senado.

Segundo o jornal Clarín, um dos maiores da Argentina, o cenário para a votação desta semana é de indefinição, com leve vantagem favorável ao texto. A sondagem da publicação com parlamentares verificou 124 deputados a favor, 109 contra e 22 indefinidos.

Com estes números, o projeto, que depende de maioria simples, seria aprovado. Para garantirem a maioria absoluta, os favoráveis precisam de cinco entre os 22 indefinidos para alcançar os 129 votos necessários para a aprovação.

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ARGENTINA, O SEGUNDO PAÍS MAIS AFETADO DA AMÉRICA LATINA DECRETA O FIM DA QUARENTENA

 

Após 8 meses, Argentina decreta fim da quarentena

País é o segundo mais afetado pela covid-19 na América Latina, atrás apenas do Brasil. Apenas duas cidades continuarão confinadas até dezembro

INTERNACIONAL

Do R7

Argentina decreta fim da quarentena Argentina decreta fim da quarentena
Uma das quarentenas mais longas do mundo, a Argentina anunciou que, depois de oito meses, o confinamento será encerrado. Apesar do fim do isolamento, o presidente Alberto Fernández pediu que a população continue se cuidando e respeitando as medidas de proteção contra o novo coronavírus. O país havia decretado quarentena no dia 20 de março.Apenas as cidades de Bariloche e Puerto Deseado, na Patagônia, seguirão confinadas até o dia 20 de dezembro. A capital, Buenos Aires, começou o processo de saída do confinamento no começo de novembro.A Argentina, que tem mais de 1 milhão de casos de covid-19 e é o segundo país da América Latina mais afetado pela pandemia, atrás apenas do Brasil, é o quarto em número de casos por milhão de habitantes. Apesar da alta taxa de transmissão, autoridades afirmaram que os casos caíram 30% na última semana.

A decisão pelo fim do confinamento também está ligada a queda na popularidade de Fernández, que foi eleito em 2019.

Nesta semana também, o país desrepeitou as medidas de proteção durante o velório de Diego Maradona, craque e ídolo do futebol argentino morto na quarta-feira (25). Mais de um milhão de pessoas compareceram à cerimônia, que não teve distanciamento social ou uso de máscaras.

 

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BOAS NOTÍCIAS: A CERVEJARIA PATAGÔNIA OFERECE O TRABALHO DOS SONHOS PARA O BRASILEIRO QUE QUISER VER ECLÍPSE NA ARGENTINA

Sabe um daqueles trabalhos dos sonhos, que só aparece uma vez na vida? Pois é! É o destaque da nossa coluna BOAS NOTÍICAS desta quinta-feira. A Cervejaria Patagônia da Argentina está oferecendo um salário de R$ 20mil para quem se habilitar a ver  o eclipse que vai ocorrer dia 14de dezembro. Veja como se habilitar para concorrer a essa vaga dos sonhos!

Trabalho dos sonhos: empresa paga até R$ 20 mil pra você ver eclipse na Argentina

Imagina ganhar até R$ 20 mil pra viajar para a Argentina e acompanhar o eclipse solar total de dezembro na Patagônia! É o trabalho dos sonhos, ou não é?

O fenômeno será visível no sul da América do Sul, com totalidade no Chile e na Argentina, no próximo dia 14 de dezembro. A lua vai bloquear totalmente a luz solar direta e transformar o dia em noite.

A cervejaria Patagônia está procurando um aventureiro pra passar dez dias no território argentino e descobrir o melhor ponto para ver o fenômeno.

“Estamos propondo um trabalho dos sonhos para todos poderem participar, mesmo sem experiência prévia em exploração”, disse Guilherme Almeida, brand manager da Cerveza Patagonia no Brasil.

“Queremos inspirar o sentimento de aventura, algo tão essencial para nossa marca, especialmente na Argentina, que é a nossa origem”, explicou.

A missão

A viagem será entre os dias 10 e 20 de dezembro de 2020.

O explorador será premiado com um pacote de turismo pra esse período, que inclui traslado de ida e volta dos aeroportos, passagens aéreas, hospedagem e alimentação, além de um prêmio extra de até R$20.000,00*, conforme alguns desafios forem realizados.

As missões serão marcadas em um mapa da região de Bariloche, na Patagônia argentina, com uma rota traçada contendo lugares interessantes para o explorador realizar a captação de imagens e encontrar o local ideal para apreciar o eclipse.

Ah, e com direito a degustar a cerveja Patagônia.

Requisitos

Para participar da seleção é preciso ser residente no Brasil, ter idade superior a 25 anos e disponibilidade para viajar na data proposta.

Para participar é preciso:

  • Se inscrever no site cervezapatagonia.com.br/trabalhodossonhos
  • Preencher seus dados pessoais
  • Enviar uma fotografia da sua maior aventura e
  • responder em até 280 caracteres qual foi o momento mais explorador que passou em uma viagem.

Serão analisadas a criatividade, a originalidade e a adequação ao tema de cada participante.

Inscrições

As inscrições ficarão abertas até o dia 1º de dezembro.

O resultado do processo de seleção será divulgado no dia 3 de dezembro de 2020.

Assista à chamada do trabalho dos sonhos:

Fonte: Só Notícia Boa

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COM DÍVIDA IMPAGÁVEL, ARGENTINA FAZ PEDIDO FORMAL AO FMI PARA UM NOVO ACORDO

 

Argentina faz pedido formal ao FMI para um novo acordo

A dívida do país com o credor foi gerada após um acordo de ajuda financeira assinado em 2018, por Maurício Macri, que hoje é impagável

INTERNACIONAL

Da EFE

Ministro da Economia argentino, Martin Guzmán enviou uma carta ao FMI

O governo da Argentina enviou uma carta ao FMI (Fundo Monetário Internacional) nesta quarta-feira (26) para solicitar formalmente a abertura de negociações visando um novo acordo com a organização.

A carta foi enviada pelo ministro da Economia argentino, Martin Guzmán, e pelo presidente do Banco Central, Miguel Pesce, à diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, depois de uma longa conversa com o presidente do país, Alberto Fernández, de manhã.

Na carta, o governo disse que a Argentina enfrenta “grandes necessidades” em termos de balanço de pagamentos para o período 2021-2024, em sua maioria associadas ao pagamento da dívida ao FMI de cerca de US$ 44 bilhões.

“Neste contexto, solicitamos formalmente assistência financeira no âmbito de um programa com o Fundo Monetário Internacional, e convidamos a equipe para uma missão para iniciar as conversas”, diz a carta.

De acordo com o Ministério da Economia, durante a conversa com Georgieva, Fernández destacou a necessidade de que um novo acordo entre a Argentina e o FMI “respeite os objetivos da recuperação econômica e resolva os problemas sociais mais urgentes”.

“Um novo acordo que inclui um reescalonamento dos vencimentos da dívida com o FMI é um passo necessário para resolver a crise econômica à qual o país tem sido levado nos últimos anos e assim poder colocar e manter a Argentina em pé”, disse Guzman no Twitter.

Por sua vez, Pesce afirmou que “é necessário que o próximo programa (de ajuda do FMI) leve em conta a estabilidade, assim como o crescimento da economia, do crédito e do mercado de capitais local”.

Histórico da dívida

A grande dívida da Argentina com o FMI foi gerada por um acordo de ajuda financeira assinado em 2018 pelo governo Maurício Macri com a organização.

O acordo, com metas fiscais difíceis, previa um total recorde de empréstimos de US$ 56,3 bilhões, dos quais cerca de US$ 44 bilhões já foram repassados, um valor que representa 13,5% da dívida total da Argentina e coloca o FMI como o maior credor externo do país.

O governo de Alberto Fernández já havia advertido que a Argentina não tem capacidade de pagar o FMI nos prazos estabelecidos.

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SINTONIA POLÍTICA ENTRE GOVERNO E OPOSIÇÃO E MEDIDAS EM CONJUNTAS AJUDARAM ARGENTINA A MANTER NÚMERO DE MORTES POR CORONAVIRUS SOB CONTROLE

Como a Argentina conseguiu manter o número de mortes por covid-19 sob controle

Para especialistas, sintonia política entre governantes da situação e da oposição permitiu que fossem adotadas medidas comuns e conjuntas em todo o país

INTERNACIONAL

por 

BBC NEWS BRASIL

Argentina tem um dos menores índices de mortalidade por covid-19 do continenteArgentina tem um dos menores índices de mortalidade por covid-19

Apesar do incremento de casos do novo coronavírus, nos últimos dias, a Argentina mantém um dos mais baixos números de mortes por covid-19 nas Américas, segundo levantamentos internacionais.

Nos últimos dias, porém, o país passou a veicular um anúncio oficial que surpreendeu a população e que faz parte da estratégia do governo para evitar a propagação do vírus.

Num apelo dramático à “responsabilidade social” dos argentinos diante dos riscos da covid-19, a propaganda mostra imagens do interior de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Nelas, os supostos pacientes estão deitados, imóveis e respirando graças a aparelhos. Enquanto as imagens são exibidas, para alertar para sobre o que o coronavírus é capaz de fazer, são ouvidos áudios de pessoas planejando encontros com amigos e familiares, num sinal de que não estão preocupadas.

“Temos que comemorar. É o aniversário de 70 anos do meu pai. É impossível que a gente seja infectado. Vamos interromper a quarentena”, diz uma voz, no vídeo assinado pela Presidência.Outra voz sugere uma reunião de amigos da empresa, driblando as normas atuais de controle de circulação veicular. “Cortamos caminho e ninguém vai nos perguntar se temos autorização ou não para circular.”A mensagem é direcionada aos que duvidam da virulência do coronavírus ou que já se cansaram da quarentena, iniciada há mais de quatro meses, no dia 20 de março, flexibilizada e retomada várias vezes desde então.

Na Argentina, segundo especialistas, a média de idade dos infectados é de 36 anos, porém, como em outros países, são os idosos as maiores vítimas.

‘Todos sentimos saudades’

Na sexta-feira, ao anunciar que a etapa atual da quarentena será prolongada até o dia 16 de agosto, o presidente Alberto Fernández fez novo apelo para que as pessoas não relaxem diante das ameaças do vírus.

“Estamos atuando de forma adequada, mas temos que ser responsáveis. Aos jovens, que tanto adoro e que têm menos possibilidades de ficarem doentes, mas podem contagiar os mais idosos, eu digo que também sinto saudades dos espetáculos, dos encontros com meus amigos e de tocar meu violão num grupo. Todos sentimos saudades dos churrascos com os amigos. Mas cada encontro desse é um risco. Peço que nos ajudem”, disse Fernández.

A estratégia de comunicação inclui cartazes nas ruas, com mensagens atualizadas de acordo com o desenrolar da pandemia. No fim de semana, surgiu mais um deles. “Não faça reuniões sociais e familiares. Continue se cuidando”, diz um deles, assinado pela Presidência. “Para continuar avançando, vamos nos cuidar”, diz outro, assinado pela Prefeitura de Buenos Aires.

Pesquisas recentes revelaram que a maioria dos argentinos participou pelo menos uma vez de um “asado” (churrasco) ou outra reunião familiar ou com amigos desde o início da quarentena, nas áreas onde os encontros com até dez pessoas ainda não foram autorizados. O fato gerou preocupação no governo porque a curva de casos tem subido nos últimos vinte dias.

Dez pilares

A comunicação oficial é apontada pelos médicos e infectologistas como um dos dez pilares que explicam a baixa taxa de mortalidade, até o momento, na Argentina, na comparação com outros países.

Na América do Sul, segundo levantamentos internacionais, a Argentina supera apenas o Paraguai e o Uruguai, com populações menores.

País com cerca de 44 milhões de habitantes, a Argentina registrava, até domingo, 196.543 casos do novo coronavírus e 3.612 mortes, de acordo com dados da Johns Hopkins, dos Estados Unidos. Com uma população quase cinco vezes maior, o Brasil registra 2,7 milhões de casos positivos e 93.563 mortos, ainda de acordo com a instituição americana.

Os números sobre vítimas fatais também são altos, por exemplo, no Chile e no Peru, com populações menores que a da Argentina.

Com aproximadamente 18 milhões de habitantes, o Chile registra quase o triplo de mortos do país vizinho — 9.608 — e o Peru, com 32 milhões de habitantes, detém cerca de seis vezes mais mortes — 19.408 — que a Argentina.

‘Máscaras sem política’

A BBC News Brasil entrevistou três especialistas para entender os motivos que levam a Argentina a ter, até o momento, uma baixa taxa de mortalidade na comparação com outros países.

O presidente da Sociedade Argentina de Infectologia (SADI), Omar Sued, que integra o comitê especial que assessora Fernández na pandemia, disse que a sintonia política entre governantes da situação e da oposição permitiu que fossem adotadas medidas comuns e conjuntas em todo o país.

Sued, que é diretor de pesquisas da Fundación Huésped, acredita que, apesar do incremento de casos e de mortes dos últimos dias, a Argentina poderia até chegar a não ter um “pico” da doença.

“Talvez a Argentina não tenha esse pico. Com a quarentena, que começou logo no início da pandemia, e teve forte adesão, o país teve tempo para fortalecer seu sistema de saúde. E caso os atuais índices de ocupação de leitos, em torno dos 60% ou 65%, cheguem aos 80%, certamente o governo decidirá pelo retorno da quarentena rigorosa”, disse Sued.

Nas primeiras etapas da quarentena, somente farmácias e supermercados, por exemplo, estavam abertos e até ministros estavam nas estradas nos controles veiculares, junto com policiais, para evitar a mobilidade, inclusive, entre bairros. E avenidas e ruas estavam praticamente vazias, diferente do que ocorre agora.

Ainda assim, oficialmente, no caso dos voos, por exemplo, a grande maioria está suspensa até setembro. Tudo para evitar, argumentam as autoridades do país, a entrada e a circulação do vírus.

“Nós é que vamos ao encontro do vírus, por isso quanto menos saímos, mas protegidos estaremos”, repete o presidente.

Sued afirmou que as pessoas com mais de sessenta anos, as de maior risco para a covid-19, entenderam a mensagem sobre o perigo e respeitaram, na sua grande maioria, o isolamento social — o que também contribui para o número relativamente baixo de mortes no país.

Também influencia de forma decisiva no resultado o fato de o uso de máscaras não ter entrado no debate político, como chegou a ocorrer nos Estados Unidos, onde, disse Sued, a proteção era vista como sinal de respaldo ou rejeição às orientações do presidente Donald Trump. “Isso não aconteceu aqui. E é difícil ver alguém sem máscara no país”, disse.

‘Gravidade da doença’

Quando perguntado sobre o papel dos cidadãos no combate à pandemia, Sued destaca que foi surpreendente.

“Na verdade, somos mais conhecidos por não respeitar muito as normas, mas a coesão entre os governos e a forma como a gravidade da doença foi informada têm sido fundamentais para os resultados.”

Cirurgião cardiovascular do hospital Britânico de Buenos Aires, Marcelo Nahin foi um dos primeiros do país a defender publicamente o uso massivo de máscaras contra o coronavírus. Ele detalhou os outros pilares que explicam o número de mortes.

“A Argentina suspendeu todos os voos nacionais e internacionais, limitou o transporte público para trabalhadores dos setores essenciais (setores médico e de alimentos, por exemplo) e ainda hoje é difícil se locomover internamente pelo país. Como a maior quantidade de casos, em torno dos 87% a 90%, está na Área Metropolitana de Buenos Aires (AMBA), as restrições foram maiores nesta região, até para impedir a circulação do vírus pelo restante do país”, disse Nahin, que é coordenador de transplantes do hospital El Cruce.

Testes

O médico citou outras ações diretas que contribuíram para o quadro atual da pandemia na Argentina.

“Esse é um vírus traiçoeiro e toda prevenção possível é necessária”, disse.

No chamado ‘Plano Detectar’, equipes de sanitaristas percorrem bairros buscando casos suspeitos da doença. Quando um caso é positivo, os sanitaristas rastreiam seus contatos, recomendam e oferecem opção de isolamento para os que moram em lugares com muita gente.

A outra justificativa para os números argentinos é a infraestrutura do setor de saúde, que já existia antes da pandemia, e que foi ampliada a partir de março.

Logo no início da quarentena, os hospitais e clínicas separaram entradas e alas para quem chegava com sintomas de coronavírus — como prevenção, os que desembarcavam do exterior eram levados para hotéis pagos pelos governos que chegaram a reunir quatro mil pessoas no total.

Em quatro meses, a Argentina ampliou a quantidade de leitos e agora soma cerca de onze mil enquanto o Chile, por exemplo, tem pouco mais de dois mil, observou Nahin, e este foi um dos problemas do país vizinho.

Comparações com o Brasil

Mas, ao contrário do Chile, a Argentina realiza um dos menores índices de testes do tipo PCR da região. E esta é uma das críticas do ex-ministro da Saúde Adolfo Rubinstein, do Instituto de Efetividade Clínica e Sanitária (IECS) e do Centro de Implementação e Inovação de Políticas Públicas (CIIPS).

“O governo acertou ao implementar a quarentena em março e aqui temos uma política nacional, o que não aconteceu no Brasil. Podemos ter diferenças políticas internas aqui, mas há uma política comum de combate à pandemia. O problema argentino é, porém, a quantidade de testes. O governo demorou em comprá-los”, disse o ex-ministro.

Levantamentos apontam que a Argentina realiza 14 mil testes por milhão de habitantes, o Chile faz 81 mil e o Peru, 69 mil exames pela mesma quantidade de pessoas. Rubinstein entende que é cedo para dizer que a Argentina não terá um “pico”, apesar de não esperar que o sistema de saúde entre em colapso, como ocorreu em outros lugares.

Em outro âmbito, levantamento da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), divulgado na semana passada, apontou que a Argentina será um dos países com maior desigualdade neste ano de pandemia.

Críticos atribuem o fato ao efeito prolongado da quarentena. Segundo fontes do governo, a ideia de Fernández é tentar, principalmente a partir de agora, um “equilíbrio crescente” entre o combate ao vírus e a economia, que já estava em recessão quando a covid-19 apareceu.

Fonte: R7

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ARGENTINA ANUNCIA QUE NÃO PARTICIPARÁ DE NEGOCIAÇÕES FUTURAS COM BLOCO DO MERCOSUL

Argentina abandona negociações futuras do Mercosul e paralisa o bloco

Casa Rosada anuncia que não participará das negociações comercias que seus parceiros mantêm com outros países

FEDERICO RIVAS MOLINA
Buenos Aires – 25 ABR 2020 – 21:18 BRT
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, cumprimenta o chanceler argentino, Felipe Solá, durante a reunião que mantiveram em fevereiro em Brasília.O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, cumprimenta o chanceler argentino, Felipe Solá, durante a reunião que mantiveram em fevereiro em Brasília.CAROLINA ANTUNES

Mercosul ficou paralisado. Após a aceleração da assinatura, no ano passado, de um Acordo de Livre Comércio com a União Europeia (pendente de ratificação), a consolidação do bloco integrado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai está no limbo. A Casa Rosada anunciou nesta sexta-feira à noite que está deixando as negociações para novos TLCs (tratados de livre comércio) que seus parceiros insistem em promover com Coreia do Sul, Canadá, Índia, Líbano e Cingapura. O Ministério das Relações Exteriores da Argentina afirmou que o mundo está de cabeça para baixo e que é hora de lidar com os efeitos devastadores que a pandemia terá sobre as economias domésticas. O Paraguai, que detém a presidência pro tempore do bloco, alertou que os membros “avaliarão as medidas jurídicas, institucionais e operacionais” necessárias para não afetar as negociações em andamento.

Argentina tomou a decisão de deixar as mesas de negociação após uma reunião virtual de coordenadores nacionais, durante a qual pediu o congelamento das negociações com terceiros até novo aviso. Apresentou aos parceiros um quadro desolador, onde “organizações internacionais preveem a queda do PIB nos países mais desenvolvidos, a queda repentina no comércio global de até 32% e um impacto imprevisível na sociedade”, de acordo com o conteúdo do encontro divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores em comunicado. O texto assinala que o Governo de Alberto Fernández fez da proteção das empresas locais e dos mais pobres uma prioridade diante da pandemia de coronavírus. E em seguida lança o dardo da discórdia: “Faz isso em contraste com as posições de alguns parceiros, que propõem uma aceleração das negociações para acordos de livre comércio com Coreia do Sul, Cingapura, Líbano, Canadá e Índia, entre outros”.

Brasil, Paraguai e Uruguai responderam que de modo algum congelariam as negociações com esses países, e a Argentina bateu a porta. Por trás de tudo estão as grandes diferenças ideológicas entre Fernández e seus pares do Mercosul, que, com diferentes nuances, pregam a abertura comercial e o livre mercado. O peronista não tem relação com Jair Bolsonaro, a quem não viu pessoalmente desde que tomou posse na Casa Rosada há mais de quatro meses, e mantém uma distância cordial com o uruguaio Luis Lacalle Pou e o paraguaio Mario Abdo Benítez. Longe vão os tempos em que Mauricio Macri se unia em abraços com Bolsonaro para celebrar o acordo Mercosul-União Europeia. O Governo argentino disse que esse TLC prosseguirá, mas nada mais.

A reação dos parceiros foi diplomática. O ministro de Relações Exteriores do Uruguai, Ernesto Talvi, desejou à Argentina “um retorno imediato à mesa” porque “juntos somos mais”. O Paraguai disse que analisará os mecanismos legais necessários para a continuidade das negociações. Acontece que a decisão argentina deixa qualquer progresso no limbo. Sem a assinatura dos quatro membros, nenhum acordo terá validade. É possível, então, que a crise acelere outras questões pendentes, como o relaxamento das regras que proíbem os membros do Mercosul de assinar acordos bilaterais sem a aprovação dos demais. No Brasil, o Itamaraty recebeu a notícia de forma positiva. “O Governo brasileiro continuará, junto com Paraguai e Uruguai, a perseguir o objetivo de comércio aberto e livre com outros países”, disse em nota para a Folha de S. Paulo.

Na frente interna argentina, as respostas foram menos comedidas. O macrismo repudiou de imediato a decisão da Casa Rosada e a comparou com “os modelos nacionalistas como os que ocorreram no desastre de 1929, que devastaram grande parte da economia mundial e desembocaram na tragédia da Segunda Guerra Mundial”. Em texto assinado pela liderança da aliança que promoveu a reeleição fracassada de Macri, os principais dirigentes da oposição acusaram Fernández de usar a pandemia como uma “desculpa” para “interromper negociações de longo prazo. “A negociação da dívida e suas dificuldades têm o efeito oposto. A abertura de novos mercados na Argentina ajuda, não atrapalha a negociação”, disseram. Até novo aviso, as relações externas do Cone Sul estão suspensas.

Fonte: El País

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