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GEOPOLÍTICA: MOVIMENTO ANTICAPITALISMO NA ALEMANHA PREOCUPA

Neste domingo estou postando na coluna GEOPOLÍTICA um artigo muito importante para todos nós do respeitado jornalista J. R. Guzzo, publicado em sua coluna na Gazeta do Povo, sobre o avanço da esquerda na Alemanha. Devemos ler esse artigo e ficar bastante alerta, pois a Alemanha é um dos países mais prósperos do mundo, mas nos últimos anos vem sutilmente voltando as costas para o capitalismo. Apesar J. R. Guzzo não fazer menção em seu artigo eu alerto para uma possível influência do neonazismo nesse movimento anti-capitalismo. Portanto leia o artigo completo a seguir e tire suas conclusões! 

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Por que a Alemanha dá as costas ao capitalismo

J.R Guzzo analisa o modo como a maior parte do mundo político, o aparelho estatal e as “classes intelectuais” da Alemanha, um país que cresceu às custas da liberdade econômica, se voltam contra o capitalismo e demonstra que ser um sucesso pode ser tão ruim para um país quando fracassar. Confira trechos:

O que está acontecendo com a Alemanha? Ninguém no Brasil, e numa porção de outros lugares, costuma se preocupar com a Alemanha. Por que, na verdade, alguém deveria se preocupar? A Alemanha é um dos países mais ordeiros do mundo. Os serviços públicos são de primeira categoria, levando-se em conta que estamos aqui diante de um país de verdade, com mais de 80 milhões de habitantes.

O centro da questão, mais do que tudo, está na hostilidade inédita, crescente e, para resumir as coisas, cada vez mais incompreensível, contra a liberdade econômica, contra a atividade produtiva em geral e, no fim das contas, contra o capitalismo. É como se a maior parte do mundo político, o aparelho do Estado e as “classes intelectuais” da Alemanha estivessem achando mais ou menos o seguinte: o país que nós temos, esse mesmo que foi descrito no primeiro parágrafo deste artigo, é um fracasso e tem de ser radicalmente mudado. Soa estranho. A Alemanha, vista da posição ocupada hoje pela maioria dos países, é exatamente o contrário – é um sucesso. Mas não. O esforço do governo, dos partidos de esquerda e de boa parte da sociedade é tentar construir uma Alemanha oposta à que teve o êxito espetacular dos últimos 60 anos.

O resumo mais preciso do que está hoje na cabeça dessa gente toda foi dado por uma outra líder política de peso na esquerda alemã, Amira Mohamed Ali. “É assustador que os ricos e poderosos continuem lucrando sem serem perturbados por um sistema econômico prejudicial ao clima”, disse ela. “Acham que o lucro importa mais que um planeta intacto”.

É isso, em suma. Para salvar a Terra da destruição, é preciso bater no lucro – e, necessariamente, na liberdade econômica, no direito de empreender, na iniciativa privada, na propriedade e no sistema capitalista em geral […] dar certo, às vezes, é tão ruim para os países quanto dar errado.

J.R. Guzzo
Jornalista e colunista, para a Gazeta do Povo

Fonte:

Boletim Coppolla <contato@boletimcoppolla.com.br>
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