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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: O MEDO GERADO PELAS CRENÇAS LIMITANTES NOS IMPEDE DE CONHECERMOS A VERDADE

No texto Transcendendo as ilusões a seguir o autor fala da prisão em que vivemos nesse plano 3D, das crenças limitantes que nos impedem de crescer, evoluir e transcender para planos mais elevados, onde a liberdade impera e não há dor nem sofrimento. O medo gerado pelas nossas crenças limitantes nos aprisiona e nos impede de dar esse salto quântico. Portanto, convido você a ler o texto completo a seguir sair do mundo de ilusões para o mundo da verdade!

Transcendendo as ilusões

Nós não conhecemos a liberdade, portanto temos medo de deixá-la florescer; os seres humanos vivem nas trevas de uma prisão, e por isso têm medo da luz do sol que brilha fora das muralhas erigidas por suas próprias mentes, as muralhas da crença e do preconceito ‘

Clemice Petter*

Muita coisa tem sido dita e escrita a respeito da verdade. Muitas pessoas pensam que sabem o que significa viver uma vida espiritual, que sabem o modo, as “práticas” exigidas e o caminho para chegar à verdade. Facilmente esquecemos o que os ensinamentos têm assinalado; está nos Upanishades, foi dito por J. Krishnamurti e por H. P. Blavatsky: “Aqueles que dizem que sabem, não sabem.” A suposição de que sabemos pode ser a maior de todas as ilusões. Se considerarmos a história da humanidade, veremos que aqueles que pensavam que sabiam, que tinham certeza e que criaram fórmulas e moldes para a vida, e assim se colocaram na posição de ditar aos outros como viver, foram as pessoas que trouxeram miséria e corrupção.

Nossa estrutura social está construída sobre moldes de respostas prontas aos desafios da vida. Nossos sistemas educativos estão voltados a moldar a mente da criança numa direção preestabelecida. Pensamos que sabemos qual é o modo correto de vida, e assim, ensinamos aos nossos filhos a serem tão infelizes quanto nós. Nós não conhecemos a liberdade, portanto temos medo de deixá-la florescer; os seres humanos vivem nas trevas de uma prisão, e por isso têm medo da luz do sol que brilha fora das muralhas erigidas por suas próprias mentes, as muralhas da crença e do preconceito, as muralhas do “conhecimento”.

Pelo fato de termos sido moldados segundo um determinado padrão, pensamos que seguir um padrão é um modo de vida. Cada um tem sua própria fórmula a respeito do que os outros devem fazer ou ser. Certamente não aplicamos nossas teorias a nós mesmos, em nossa própria vida; mas queremos que os outros as apliquem em suas vidas. Temos certeza do que há de errado no mundo e de que sabemos como pode ser corrigido, mas somos impotentes no nosso próprio lar. Não sabemos como pôr fim às nossas tristezas, às nossas incertezas diárias e aos nossos medos profundos, nem sabemos como responder aos nossos filhos quando nos fazem as perguntas mais simples e mais inocentes. O fato é que não sabemos como nos relacionar, como vivermos juntos em harmonia e cooperação. Divisão e competição têm sido o modo de vida dos seres humanos neste planeta.

Sendo assim, o que realmente sabemos, e não o que pensamos que sabemos? Lemos muitas coisas em livros e ouvimos as conclusões a que as pessoas chegam, e, portanto, pensamos que sabemos. Quanto mais lemos, mais pensamos que sabemos. Quanto mais pensamos que sabemos, menos entendemos. O conhecimento fecha a porta à compreensão; isso é muito fácil de ver, se realmente quisermos olhar. Portanto, o grande inimigo da humanidade no atual estágio de ignorância é o conhecimento. Isso pode soar um tanto contraditório, mas não é, porque ignorante é aquele que não conhece a si próprio. Não importa quantos livros se tenha lido, se esses livros são sagrados ou mundanos, ou quantos títulos antecedem o nome da pessoa – se não tem autoconhecimento, o ser humano é um ignorante. Se a pessoa percebe o que está ocorrendo no mundo, verá que a atual estrutura social é o resultado da ignorância humana.

A ciência avançou tremendamente no último século, mas foi incapaz de resolver os nossos mais básicos problemas; pelo contrário, eles estão aumentando. Vivemos na era da informação – jamais anteriormente na história da humanidade tivemos tanto conhecimento – e, contudo, estamos enfrentando a maior de todas as crises. Sabemos muito, mas entendemos tão pouco… O conhecimento não está ajudando o ser humano a despertar a natureza humana  gentileza, compaixão e responsabilidade que permanece oculta. Para lidar com isso precisamos compreender a nós mesmos. O autoconhecimento é a chave que abre os portais desta prisão autoimposta, é o caminho para a liberdade, e essa liberdade é o libertar-se do “eu” e do “meu”. Sem liberdade, a aquisição incessante de conhecimento leva inevitavelmente à autodestruição, como podemos ver acontecendo bem diante dos nossos olhos: a insana destruição do meio ambiente, a poluição da água e do ar e o envenenamento deliberado do nosso próprio alimento. Estamos destruindo nosso próprio lar e somos incapazes de ver; consequentemente, não conseguimos mudar isso.

                                                                  Espírito cooperativo

Para ir além da ilusão, precisamos primeiramente entender o mundo por ela criado. O mundo no qual vivemos é um mundo que não conhece a compaixão, que está se tornando cada vez mais violento, brutal e competitivo. Existem aqueles que dizem que a competição é o caminho, que precisamos ser competitivos para progredir. Isso mostra apenas o quão pouco entendemos. Precisamos questionar o que chamamos de progresso e civilização. Ensinar às crianças nas escolas a serem competitivas é um crime contra a humanidade, pois a competição mata o espírito cooperativo; ensinar às crianças uma fórmula para a vida, dizendo-lhes o que devem sentir, como devem amar, é ainda pior. Dizer-lhes o que é o amor é matar a inocência e estupidificar a mente. A verdadeira educação é permitir à criança pensar por si mesma, e não lhe ensinar o que pensar. Até aqui não entendemos ainda este fato simples e óbvio.

Blavatsky nos advertiu a respeito da necessidade de se entender os modos e meios da mente, para não sermos escravos dela. Na primeira página de A Voz do Silêncio, ela escreveu: “A mente é a grande assassina do real. Que o discípulo mate o assassino.” Ela disse que devemos “buscar o rajá [rei] dos sentidos, o produtor de pensamento, aquele que desperta a ilusão.” Blavatsky escreveu isso há mais de cem anos; quantos realmente deram atenção a este ensinamento básico? Muito poucos, parece.

Krishnamurti viajou pelo mundo por mais de sessenta anos explicando, em centenas de locais diferentes, essas afirmações curtas e profundas feitas por Blavatsky. Quantos de nós somos capazes de lhe dar ouvidos? Nenhum instrutor antes de Krishnamurti foi tão profundo e explicou de modo tão detalhado o despertar das ilusões e os meios e modos da mente – a grande assassina do real. Mas, pelo fato de sua linguagem ser simples, de ele não se apresentar
como autoridade e nada prometer, poucos querem ouvi-lo.

Krishnamurti não alega que sabe, ele convida a viajar com ele, a descobrir por si próprio, caminhar juntos como amigos; e caminhar juntos é muito difícil para nós, porque estamos acostumados à autoridade. Nós adoramos autoridade estabelecida pela mente; somos incapazes de ver a natureza destrutiva da autoridade no reino psicológico.

Para ir além da ilusão precisamos sentir o impulso, sermos sérios e capazes de permanecer sós. Assim, a primeira coisa a compreender é a nossa própria ignorância; mais uma vez Blavatsky advertiu sobre isso. Gostamos de pensar que somos grandes e que sabemos. É a vaidade que nos cega; em vez de começar com o primeiro passo pensamos que podemos saltar até o último; em vez de começar a caminhar, pensamos que podemos começar com a chegada. Mas não existem atalhos ou milagres que possam nos fazer entender o mecanismo do nosso criador de ilusões, dessa máquina de pensar chamada mente. Isso pode parecer possível – afinal, a mente é perita em enganar.

      A chave da prisão

Não existe saída desta prisão autoimposta na qual os seres humanos vivem. O autoconhecimento é a chave, e isso foi esclarecido por Blavatsky mo prefácio de A Voz do Silêncio: “O Livro dos Preceitos Áureos – alguns dos quais são pré budistas, ao passo que outros pertencem a uma época posterior – contém uns noventa pequenos tratados distintos. Destes aprendi de cor, há muitos anos, trinta e nove. Para traduzir os outros, teria que recorrer a apontamentos
dispersos entre um número de papéis e notas, acumulados em vinte anos e nunca postos em ordem, demasiado grande para que a tarefa fosse fácil. Nem poderiam eles ser, todos, traduzidos e dados a um mundo demasia- do egoísta e aprisionado aos objeto dos sentidos, para que pudesse estar preparado a receber, com a devida atitude do espírito, uma moral tão elevada. Porque, a não ser que um homem se entregue perseverante ao cultivo do autoconhecimento, ele jamais dará, de bom grado, ouvidos a conselhos de tal natureza.” [itálico acrescentado]

Aqueles que estão estudando A Voz do Silêncio entendem que o autoconhecimento é o início, é o primeiro passo. Sem ele a pessoa é cega e surda em questões espirituais. Portanto, é totalmente inútil continuar lendo livros se não queremos assumir uma jornada interior que revelará as ilusões projetadas pela mente.

Muitos dizem que ir além da ilusão é apenas para poucos, que não é para todos; seria melhor dizer que é para aqueles que são sérios, para aqueles interessados na verdade, não importa o que aconteça. É para aqueles que não mais estão encantados com a doce canção das ilusões despertadas pelo desejo de conforto, seja físico ou psicológico. Assim, a
verdadeira dificuldade nesta questão é de quanto a pessoa está disposta a abrir mão, o quanto está disposta a considerar, a penetrar dentro de si mesma. Os Instrutores disseram que o “eu” é a ilusão primária. Intelectualmente sabemos disso, mas não conseguimos entender ou ver. Não conseguimos entender que esse “eu” seja criação da mente, e, enquanto não entendermos os modos e meios da mente, não conseguiremos ver as ilusões que são os seus subprodutos.

A mente é uma ferramenta cega destinada a ser usada pela inteligência. O problema é que os seres humanos transformaram uma ferramenta cega no rei supremo – um rei cego, adorado por ignorância. A ilusão de que existe inteligência na mente é criada pela falsa impressão de que, pelo fato de termos desenvolvido muita tecnologia, somos inteligentes. Mas tecnologia é basicamente o conhecimento do processo mecânico das coisas, enquanto a inteligência está muito além do mecânico.

Para a inteligência se concretizar é preciso desenvolver a mente e o coração; inteligência significa amor, compaixão e responsabilidade. Responsabilidade no sentido de poder responder – e para isso precisamos primeiramente ser capazes de ouvir. Para ouvir precisamos ser sensíveis; portanto, para a inteligência se concretizar, precisamos trabalhar muito. Não é uma tarefa fácil para uma mente preguiçosa, uma mente que foi colocada para dormir pelas crenças. A mente mecânica, sem a luz da inteligência, está propensa a criar cada vez mais miséria, como atualmente está acontecendo no mundo. nos dividiu em eu e você, meu país e seu país, é o que está destruindo a ca-
sa em que vivemos – a Terra. O poder dessa ilusão é tal que nos torna incapazes de ver que estamos destruindo o próprio ambiente no qual estamos nos desenvolvendo. Nos últimos cinquenta anos, em nome do que orgu-
lhosamente chamamos de progresso, destruímos o meio ambiente com uma velocidade inacreditável. Pensamos que somos inteligentes e civilizados, mas a realidade mostra o contrário; somos bárbaros, como éramos há dois mil anos ou mais. Temos que mudar agora, não no futuro, porque o comportamento humano tornou-se uma ameaça à vida no planeta.

Para transformar a sociedade, precisamos transformar a nós mesmos; isso é muito óbvio. Não podemos ter uma sociedade diferente com o mesmo tipo de mentalidade que criou essa desordem. Para trazer ordem ao mundo precisamos trazê-la a nós mesmos. Pensar que podemos ajudar a humanidade a se livrar dos pensa-
mentos, sentimentos e comportamentos desordenados e conflitantes é a mesma coisa que pensar que podemos limpar uma casa com um pano sujo e uma água suja.

Ir além da ilusão é pôr fim ao “eu”, o local de origem de toda a miséria e degeneração humana.

Fonte: SOPHIA • NOV/DEZ 2020

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CIÊNCIAS: UM ESTUDO CIENTÍFICO CONCLUIU QUE OS GOLFINHOS NARIZ-DE-GARRAFA TÊM TRAÇOS DE PERSONALIDADE SEMELHANTES AOS HUMANOS

Os golfinhos-nariz-de-garrafa têm características semelhantes tanto aos primatas quanto aos humanos, são traços de personalidade semelhantes divergiram de outros mamíferos há 95 milhões de anos, o que permite que os psicólogos evolucionistas localizem a aplicação de 5 grandes personalidades pelo menos até aquele ponto. Este o destaque da nossa coluna CIÊNCIAS desta terça-feira, que você não pode deixar de ler e conhecer os detalhes dessa descoberta!

Golfinhos têm traços de personalidade semelhantes aos humanos, conclui estudo

Se você já olhou para o rosto de um golfinho e sentiu por um segundo que eles sabiam quem você era, é porque eles são naturalmente curiosos e sociáveis ​​de uma maneira semelhante a nós, humanos.

Em um estudo de psicologia da personalidade, descobriu-se que os golfinhos-nariz-de-garrafa têm características semelhantes tanto aos primatas quanto aos humanos (assim como alguns outros que parecem ser próprios), lançando uma nova luz sobre as pressões evolutivas que desenvolvem a personalidade.

Quando não se refere a grandes mamíferos africanos, o ‘Big 5’ se refere a traços de personalidade gerais que tendem a ser compartilhados pela maioria dos animais inteligentes e são definidos como abertura, consciência, neuroticismo, extroversão e simpatia.

O Big 5 foi estudado em chimpanzés, ratos e agora em golfinhos – e todas as criaturas na Terra apresentam algumas variações dessas características – com alguns tendo versões mais demonstrativas do que outros.

No recente estudo com golfinhos, publicado no Journal of Comparative Psychology , os pesquisadores observaram 134 golfinhos diferentes em oito instalações diferentes no mundo. A personalidade foi medida em 49 golfinhos usando um questionário de 42 itens e em 85 golfinhos usando uma versão do questionário que incluía sete itens adicionais.

Quatro traços de personalidade foram determinados pelos questionários, três dos quais são típicos de primatas humanos e não humanos: eles são de alta abertura (amplamente definida como criatividade ou curiosidade), baixa agradabilidade (uma falta de priorizar a felicidade dos outros sobre a sua) e alta extroversão (sociabilidade).

Traços como esse são freqüentemente discutidos em psicologia clínica. Psicólogos da personalidade como Jordan Peterson notariam que a baixa agradabilidade, encontrada nos golfinhos, por exemplo, é típica em pessoas que pedem grandes aumentos no trabalho, enquanto alguém com alta agradabilidade muitas vezes tem dificuldade em escalar escadas corporativas.

O quarto, que os cientistas descreveram como “direcionamento”, era exclusivo dos golfinhos e parecia ser uma mistura de alta consciência, uma característica que tende a ser alta em pessoas como empresários e baixo neuroticismo.

Por último, ao contrário de outros primatas, mas bem como os humanos, os golfinhos não tinham um domínio de dominação forte.

Os pesquisadores não têm certeza de por que os 5 grandes evoluíram, e estender seu campo de estudo para mais e mais animais ajudará os psicólogos evolucionistas a determinar o quanto esses traços evoluíram no passado.

Os golfinhos divergiram de outros mamíferos há 95 milhões de anos, o que permite que os psicólogos evolucionistas localizem a aplicação de 5 grandes personalidades pelo menos até aquele ponto. Eles agora também sabem que a evolução dessas características pode ocorrer apesar das grandes diferenças no ambiente, como viver na terra ou na água, e na organização social.

Fonte: Good News Network

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AUTOCONHECIMENTO: ONDE O AMOR IMPERA O MEDO NÃO ENTRA

O destaque deste domingo, aqui na coluna AUTOCONHECIMENTO é a dualidade entre o a Amor e o Medo. O medo é um fator limitador na dos humanos. O seu maior antagonista se chama Amor. É cultivando e desenvolvendo o amor que se bane o medo das nossas vodas. O texto a seguir esclarece como isso acontece conosco!

O amor e o medo - Academia de Filosofia | Academia de Filosofia

O Amor é a Resposta ao Medo

Mensagem de 16 de Novembro de 2020

O amor é a resposta ao medo

A melhor maneira de criar uma vibração mais elevada permanentemente, que é o que é necessário, é dissolver as limitações, o medo em sua vida. Cada limitação é baseada no medo. Seja qual for a limitação, a raiz disso é o medo. E como você sabe, o oposto do medo é o amor. E assim o amor é a resposta. Você tem que olhar para dentro e ver onde é que não estou me amando? O que está criando a limitação que estou vendo agora? Quando você tem uma limitação da qual está ciente, pergunte-se: “Onde, dentro dessa limitação, não estou me amando? Como estou me julgando? Como estou dizendo a mim mesmo que não sou bom o suficiente? Como estou dizendo a mim mesmo, não mereço?

Entenda que você é aquele que está criando a limitação, mantendo a limitação. Inicialmente, essas limitações são inconscientes. Então, quando você é capaz de resolvê-los, eles se tornam conscientes. Mas, como você sabe, pode estar consciente de muitas de suas limitações, mas elas não desaparecem. Eles não vão embora porque você não os investigou, não descobriu o sentimento e o pensamento inconscientes por trás dessa limitação.

Alcazar – Fonte:https://voyagesoflight.blogspot.com/
Rafael Issa Gama e Marco Iorio Júnior — Tradutor e Editor exclusivos do Trabalhadores da Lu

Fonte: Trabalhadores da Luz

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PARA CONTER VARIANTES DO CORONAVIRUS QUE INFECTOU HUMANOS, DINAMARCA SACRIFICARÁ 17 MILHÕES DE ANIMAIS

Dinamarca sacrificará 17 milhões de animais para conter variante do coronavírus que infectou humanos

A nova cepa colocaria em perigo a eficácia da futura vacina, segundo as autoridades do país escandinavo

NUÑO DOMÍNGUEZ
|BELÉN DOMÍNGUEZ CEBRIÁN

05 NOV 2020 – 20:55 BRT

Visons abatidos numa fazenda de Farre, no sul da península de Jutlândia (Dinamarca).Visons abatidos numa fazenda de Farre, no sul da península de Jutlândia (Dinamarca).JACOB GRONHOLT-PEDERSEN

 

O Governo da Dinamarca ordenou sacrificar milhões de visons (animais semelhantes a doninhas) após a detecção de uma nova mutação do coronavírus SARS-CoV-2 que se espalhou entre as fazendas de criação e infectou humanos. Há pelo menos 12 pessoas contagiadas por essa nova variante do vírus na península da Jutlândia ―a parte continental que faz fronteira com a Alemanha. Segundo as autoridades dinamarquesas, essa versão do vírus representa um sério risco para a saúde pública, já que poderia se expandir pela Europa e ameaçar a eficácia das futuras vacinas contra o coronavírus.

Nesta quinta-feira, o Governo do país escandinavo anunciou o confinamento rigoroso de sete municípios do norte da península de Jutlândia devido a contágios feitos por essa variante do vírus. As medidas afetam 280.000 habitantes. Restaurantes, bares, colégios, centros culturais e esportivos serão fechados por pelo menos quatro semanas, enquanto as escolas infantis ficarão abertas.

A nova variante do vírus “poderia ter consequências devastadoras para a pandemia no mundo inteiro”, advertiu a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, em declarações pela Internet. “Um vírus que sofreu mutação corre o risco de se propagar em outros países. A situação é muito séria”, afirmou. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou no Twitter que está ciente das informações sobre a mutação do vírus nos visons da Dinamarca e que mantém comunicação constante com as autoridades do país.

O Governo implementou um programa para que os criadores de visons sacrifiquem seus animais com a ajuda, se for necessário, da polícia e do exército. Estima-se que seja preciso matar 17 milhões de exemplares, a quantidade total criada por ano para abastecer a indústria de peles do país, o primeiro produtor mundial. Há mais de mil fazendas espalhadas pelo território, e em pelo menos em 207 delas foi detectada a transmissão do coronavírus entre visons.

Meses atrás, a Holanda concluiu que o novo coronavírus podia ser transmitido dos criadores de visons para os animais, e destes para os humanos, o que levou a um sacrifício maciço de exemplares. Na Espanha, um surto de coronavírus obrigou o abate dos quase 10.000 animais de uma fazenda de La Puebla de Valverde, em Teruel, pelas mesmas razões.

Um dos fatores que podem tornar um vírus mais perigoso é a sua passagem de uma espécie a outra. Um único vírus que entra numa célula é capaz de produzir dezenas de milhares de cópias de si mesmo. O vírus precisa da maquinaria biológica de seu novo hóspede para ler e copiar sua sequência genética ―nesse caso, formada por quase 30.000 letras de RNA. Neste processo ocorrem erros de cópia, as mutações, que podem mudar a fisionomia do microrganismo. Se essas novas variantes passarem novamente para outra espécie (nesse caso, a humana), o sistema imune pode não saber identificá-las e combatê-las com efetividade, mesmo que a pessoa tenha sido vacinada contra uma versão prévia do mesmo vírus. Isso é o que poderia acontecer na Dinamarca, segundo as autoridades.

O Governo acredita que a nova variante do vírus continuará se propagando entre pessoas. E que cerca da metade de todos os infectados de Jutlândia do norte já sejam portadores dessa nova versão do patógeno, de acordo com um relatório do Instituto Sorológico da Dinamarca. O documento explica que o novo vírus oriundo do vison tem até sete novas mutações. Todas estão na proteína spike (conhecida como “proteína S”), que forma as protuberâncias do vírus e serve como uma chave para que ele possa abrir a fechadura das células humanas e infectá-las. Até agora, foram registradas pelo menos 12 pessoas infectadas com uma variante do vírus procedente de visons, que possui quatro mutações novas nessa proteína. Quatro dessas pessoas têm vínculos com pelo menos três fazendas de visons, informou o Instituto. Segundo o organismo, “estudos de laboratório” provaram que as pessoas infectadas por esse vírus desenvolveriam anticorpos menos efetivos contra essa nova variante. “Isso é preocupante, já que poderia afetar potencialmente a eficácia de uma futura vacina contra a covid-19”, afirma o documento. Muitas das vacinas que estão sendo desenvolvidas buscam garantir que o sistema imune aprenda a reconhecer a proteína S do coronavírus. Portanto, existe a possibilidade de que um novo vírus com uma proteína S ligeiramente diferente possa infectar inclusive pessoas que tenham sido vacinadas.

As autoridades dinamarquesas consideram que o surto começou antes do verão, provavelmente quando algum trabalhador de uma fazenda de visons contagiou um animal. A infecção se espalhou rapidamente pelas fazendas da Jutlândia, afetando quase 200 propriedades. Em junho, o vírus passou dos visons aos humanos e provocou vários surtos na população local, incluindo num lar de idosos. O Instituto considera que prosseguir com a atividade dessas fazendas representa um grave risco para a saúde pública, e por isso recomenda a eliminação de todos os animais.

O Ministério da Agricultura publicou um mapa com todas as fazendas afetadas e colocou em marcha um plano de ajuda para os criadores que devem exterminar seus exemplares. O sacrifício custará cerca de 700 milhões de euros (4,5 bilhões de reais) aos cofres públicos, segundo a Reuters.

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MOURÃO DIZ QUE USTRA CONDENADO POR TORTURA, RESPEITAVA OS DIREITOS HUMANOS DE SEUS SUBORDINADOS

Ustra respeitava direitos humanos’, diz Mourão sobre condenado por tortura

Da CNN, em São Paulo

 Atualizado 09 de outubro de 2020 às 18:23

Diario entrevista Hamilton Mourão | Política: Diario de Pernambuco

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou, em entrevista ao programa Zona de Conflito, da Deutsche Welle, a TV pública alemã, que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra foi “um homem de honra que respeitava os direitos humanos de seus subordinados”.

“O que posso dizer sobre o homem Carlos Alberto Brilhante Ustra, ele foi comandante no final dos anos 70 do século passado, e era um homem de honra e um homem que respeitava os direitos humanos de seus subordinados”, falou o vice-presidente.

E continuou: “Então, muitas das coisas que as pessoas falam dele, eu posso te contar, porque eu tinha uma amizade muito próxima com esse homem, isso não é verdade”.

Ustra foi o primeiro militar condenado pela Justiça Brasileira pela prática de tortura durante a ditadura.

De acordo com relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que apurou violações contra os direitos humanos entre 1946 e 1988 – período maior do que o da ditadura militar (1964-1988) –, 434 pessoas desapareceram ou foram mortas no Brasil por motivos políticos. A comissão permaneceu ativa de maio de 2012 a dezembro de 2014.

Fonte: CNN

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POR VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS PRESIDENTE DE BELARUS E FILHOS TÊM ATIVOS CONGELADOS E SÃO PROIBIDOS DE ENTRAR NO UK

 

Lukashenko tem ativos congelados por violação dos direitos humanos

Presidente de Belarus, filho e outros seis membros do governo foram sancionados pelo Reino Unido, que os proibiu de entrarem no país

INTERNACIONAL

Da EFE

 

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O Reino Unido anunciou nesta terça-feira (29) sanções contra o presidente de Belarus, Alexandr Lukashenko, em resposta a “uma série de violações dos direitos humanos” após a polêmica reeleição do governante, medidas que incluem o congelamento de ativos e a proibição de entrar no território britânico.

As sanções serão aplicadas também ao assessor de segurança nacional e filho do líder bielorrusso Viktor Lukashenko, assim como a seis outros membros do governo, e foram tomadas em coordenação com o Canadá, disse o Ministério das Relações Exteriores britânico em comunicado.

O governo Lukashenko “é responsável por uma série de violações dos direitos humanos contra figuras da oposição, os meios de comunicação social e os cidadãos de Belarus, na sequência de eleições fraudulentas”, sublinhou o governo britânico.

Londres acusa as autoridades bielorussas de não terem tomado medidas para levar à justiça os responsáveis por “tortura e maus-tratos de centenas de manifestantes pacíficos detidos na sequência das eleições presidenciais manipuladas”.

Primeira sanção a um líder estrangeiro

Esta é a primeira vez que o Reino Unido aplica a um líder estrangeiro a legislação de direitos humanos que aprovou em julho passado, a qual prevê sanções como impedir a entrada no país e vetar a canalização de recursos através dos bancos britânicos.

Ao mesmo tempo, o governo britânico afirmou ter duplicado o seu apoio financeiro a “grupos de direitos humanos, meios de comunicação independentes e grupos comunitários” em Belarus para 1,5 milhão de libras durante os próximos dois anos.

“O Reino Unido e o Canadá enviaram uma mensagem clara ao impor sanções contra o regime violento e fraudulento de Alexandr Lukashenko. Não aceitamos o resultado destas eleições fraudulentas”, disse o ministro das Relações Exteriores britânico, Dominic Raab.

“Exigiremos a prestação de contas dos responsáveis pelo vandalismo contra o povo de Belarus e nos manteremos firmes na defesa de nossos valores democráticos e dos direitos humanos”, acrescentou o chefe da diplomacia britânica.

 

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