PANDEMIA: GOVERNO DO RN PRECISA PRESTAR CONTAS DE RESPIRADORES E EPIs ENVIADOS PELO GOVERNO FEDERAL

RN recebe quase 3 toneladas de EPIs enviados pelo Governo Federal

Estado recebeu os produtos nesta segunda-feira (1º)

Por Redação – Publicado em 02/06/2020 às 07:37

Materiais foram comprados da China.

A Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), em Natal, do Governo do Rio Grande do Norte, recebeu nesta segunda-feira (1º) quase 3 toneladas de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). O material foi enviado pelo Ministério da Saúde para o enfrentamento à Covid-19 no estado. As informações são do Portal da Abelhinha, da jornalista Eliana Lima.Ao todo, são 358 caixas de produtos comprados da China, sendo 1.295 aventais impermeáveis e 360,3 mil máscaras triplas com tiras ou elásticas. Além de 23,1 mil toucas hospitalares descartáveis.

Da doação feita pela Suzano Papel e Celulose, o Ministério enviou 3.950 máscaras respiratórias. Já de doação da Ambev, foram 15.697 protetores faciais.

Fonte: Agora RN

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CORRUPÇÃO: BASEADO EM INFORMAÇÕES DA CONTROLADORIA GERAL MPRN ABRE INVESTIGAÇÃO FORMAL SOBRE CONTRATO DO GOVERNO DO RN COM ARENA DAS DUNAS

 

Arena das Dunas — Foto: Rafael Fernandes/Inter TV CabugiArena das Dunas

Após uma auditoria da Controladoria Geral do Estado apontar um prejuízo de R$ 421 milhões ao Rio Grande do Norte durante o tempo de contrato entre o governo e a Arena das Dunas, o Ministério Público abriu, nesta terça-feira (2) uma investigação sobre a concessão.

A abertura de um inquérito a partir de uma notícia-fato foi publicada no Diário Oficial do Estado e terá o objetivo de apurar possíveis irregularidades na contratação e execução da Parceria Público-Privada firmada para a construção do estádio usado na Copa do Mundo de 2014.

Responsável pelo inquérito, o promotor Leonardo Cartaxo Trigueiro, da 46ª Promotoria de Justiça da Comarca de Natal, levou em consideração o relatório final da auditoria da Controladoria Geral do Estado, e um processo do Tribunal de Contas do Estado no qual o plenário rejeitou as contas dos contratos firmados entre o governo e uma empresa de consultoria e assessoramento técnico e jurídico para estruturação do projeto da concessão.

Desde que o relatório da auditoria foi divulgado, a Arena das Dunas contesta o resultado da apuração, afirmou que as conclusões apresentadas eram equivocadas e que a Controladoria teria “atropelado” o direito ao contraditório.

A auditoria também mobilizou deputados estaduais, que criaram uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o contrato. O grupo foi instalado na última semana.

De acordo com a Control, o estado já teria desembolsado aproximadamente R$ 110 milhões a mais do que deveria ter sido pago à Arena das Dunas.Os valores de repasses fixos e variáveis à Arena, que são de aproximadamente R$ 10 milhões por mês, são contestados pela Control, que sugeriu ao Executivo estadual suspender o pagamento de parte dos recursos.

Fonte:  G1 RN
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TRUMP CULPA GOVERNADORES PELA VIOLÊNCIA E AMEAÇA MANDAR EXÉRCITO ÀS RUAS

Trump ameaça mandar o Exército às ruas: “São atos de terrorismo doméstico”

Em uma mensagem à nação, o presidente dos EUA garante que recorrerá às forças armadas se os governadores, a quem ele acusou de serem “fracos”, não acabarem com a violência

PABLO GUIMÓN

Washington – 01 JUN 2020 – 20:26 BRT

Trump empunha uma Bíblia em frente à St John's Church, igreja próxima à Casa Branca que foi incendiada no domingo.Trump empunha uma Bíblia em frente à St John’s Church, igreja próxima à Casa Branca que foi incendiada no domingo.

“Estes não são atos de protesto pacífico, são atos de terrorismo doméstico”, disse o presidente Donald Trump nesta segunda-feira, em mensagem ao país da Casa Branca, minutos antes do toque de recolher em vigor na capital dos Estados Unidos, antes de uma nova noite de protestos em todo o país em rejeição da morte em Minneapolis do afro-americano George Floyd nas mãos da polícia, que duas autópsias descreveram nesta segunda-feira como homicídio. Se os governadores dos Estados não acabarem com a violência, ele alertou, ele usará o Exército “para resolver o problema para eles”.

“Mobilizo todos os recursos federais disponíveis, civis e militares”, anunciou no Jardim das Rosas da Casa Branca. Em sua primeira mensagem ao país desde que os protestos contra a violência racial tomaram conta do país, o presidente disse que está preparando uma demonstração de força que “dominará as ruas” até que “a violência seja reprimida”. Enquanto a polícia jogava gás lacrimogêneo nas centenas de manifestantes reunidos do lado de fora da Casa Branca, advertiu que se valeria do Exército para acabar com a “rebelião”.

“Sou seu presidente de lei e ordem”, disse Trump aos americanos. E acusou de orquestrar os tumultos “anarquistas profissionais”, “hordas violentas” e, novamente, o movimento Antifa, uma rede difusa de grupos de militância antifascistas, que neste fim de semana o presidente ameaçou designar como organização terrorista.

Na cidade de Washington, o único território em que ele pode fazê-lo sem consultar primeiro os governadores do estado, o presidente ordenou o envio de um batalhão da polícia militar, segundo o Departamento de Defesa. É uma unidade de entre 200 e 500 soldados de Fort Bragg, na Carolina do Norte. Em Minnesota, o epicentro dos protestos, e em outros estados, os governadores recusaram a oferta do presidente e decidiram recorrer às suas próprias tropas da Guarda Nacional.

Depois de Trump concluir o discurso, sem aceitar perguntas de jornalistas, a polícia dispersou manifestantes do lado de fora da Casa Branca com equipamento anti-motim para que o presidente pudesse visitar, juntamente com sua filha Ivanka e outros conselheiros, a igreja vizinha de St John, onde um incêndio começou no domingo à noite. Em alguns minutos eles voltaram para a residência. Trump alertou que o toque de recolher na cidade, antecipado nesta segunda-feira para as sete da tarde, será cumprido com força.

Em um país em chamas por causa dos protestos raciais que já se estendem por seis noites, em umas trinta cidades, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém mão de ferro e, nesta segunda-feira, exortou os governadores dos Estados, que chamou de “fracos”, a usarem a força para recuperar o controle das ruas. “Vocês têm que dominar. Se vocês não dominam, estão perdendo tempo. Vão passar por cima de vocês, vocês vão ficar parecendo um punhado de imbecis”, disse Trump aos governadores durante uma teleconferência pela manhã na Sala de Emergências da Casa Branca, segundo um áudio da reunião obtido pela CBS.

“Vocês têm que prender as pessoas e processá-las, e elas têm que ser mandadas para a prisão por longos períodos”, acrescentou. “Estamos fazendo isso em Washington DC. Vamos fazer algo que as pessoas nunca viram antes.” O presidente chamou os agitadores de “escória” e disse que Minnesota, epicentro dos protestos após a morte do afro-americano George Floyd, nas mãos da polícia, se tornou “motivo de piada no mundo inteiro”.

Além dos governadores, participaram da teleconferência, comandantes da policia e a equipe de Segurança Nacional. Estava presente também o procurador-geral William Barr, que há meses vem assumindo o papel de executor da agenda mais linha-dura do presidente. Barr informou aos governadores, de acordo com a Associated Press, que uma equipe de agentes antiterroristas será enviada para localizar os agitadores.

“Vocês têm que ser mais duros”, disse-lhes Trump. Ele os pressionou a mobilizar a Guarda Nacional, à qual atribuiu a melhora na situação no domingo à noite na cidade de Minneapolis, onde começaram os protestos pela morte de Floyd. O presidente defendeu que cidades como Nova York, Los Angeles e Filadélfia, onde episódios violentos foram registrados no domingo, deveriam seguir o exemplo.

Já no sábado, antes de viajar para a Flórida para testemunhar o lançamento do foguete da empresa SpaceX rumo à Estação Espacial Internacional, o presidente pressionou os governadores dos Estados Unidos. “Têm que ser mais duros e, sendo mais duros, honrarão a memória dele”, disse ele, referindo-se a Floyd. No Twitter, Trump vem acusando a extrema esquerda pelos distúrbios. “São os antifascistas e a extrema esquerda. Não ponham a culpa nos outros!”, disse.

No domingo à noite, sexto dia de protestos contra o racismo nas forças de segurança, pelo menos 25 grandes cidades do país decretaram o toque de recolher diante da crescente intensidade dos distúrbios. Imagens como as de uma igreja histórica em chamas na frente da Casa Branca ou do Exército patrulhando as ruas de Santa Mônica serviram como símbolos de que o protesto ainda está longe de diminuir.

Fonte: El País

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FORMAÇÃO DE 100 GUARDAS MUNICIPAIS PARA OPERAR NA PATRULHA MARIA DA PENHA EM NATAL É CONCLUÍDA E JÁ ESTÃO NAS RUAS

Guarda Municipal começa a operar na Patrulha Maria da Penha em Natal

Após formar mais de 100 guardas municipais para atuar no patrulhamento e proteção às mulheres vítimas de violência doméstica, as viaturas começaram a cumprir o roteiro de visita domiciliar e rondas na cidade

Por Redação – Publicado em 01/06/2020 às 17:31

Patrulha Maria da Penha vai seguir regularmente as rotas de patrulhamento e monitoramento nas residências onde estão as mulheres vítimas de violência ou grave ameaça

ASecretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semdes) iniciou, nesta segunda-feira (1º), a operar a Patrulha Maria da Penha em Natal. Após formar mais de 100 guardas municipais para atuar no patrulhamento e proteção às mulheres vítimas de violência doméstica, as viaturas começaram a cumprir o roteiro de visita domiciliar e rondas na cidade.A secretária da Semdes, Mônica Santos, explicou que a Patrulha Maria da Penha funciona a partir do momento em que o agressor é notificado pela Justiça sobre a medida protetiva que o impede de se aproximar da vítima. A equipe multidisciplinar entra em ação, primeiro em contato com a vítima, para que ela autorize o acompanhamento da ronda. A mulher recebe visitas periódicas e é monitorada entrando em contato com a Ronda da Guarda Municipal, caso se sinta ameaçada.

“Ao ser acionada, a Patrulha Maria da Penha age e comunica à Justiça que houve o descumprimento da medida judicial dando toda a proteção legal a vítima de violência doméstica”, relatou.

A guarda municipal M. Oliveira, informou que o roteiro de patrulhamento foi iniciado com uma “visita tranquilizadora”, a uma vítima no bairro do Alecrim. A Patrulha segue durante todo o dia de hoje seguindo o cronograma nos bairros do Planalto, Felipe Camarão, Tirol, Pajuçara e Gramoré.

A Patrulha Maria da Penha vai seguir regularmente as rotas de patrulhamento e monitoramento nas residências onde estão as mulheres vítimas de violência ou grave ameaça, como também deve agir no sentido de promover visitas tranquilizadoras com aconselhamento de segurança e encaminhamento aos serviços especializados da rede de proteção e atendimento a mulher do município. “Destaco aqui a sensibilidade do prefeito Álvaro Dias em reconhecer a importância dessa Patrulha para as mulheres de Natal”, concluiu a secretária Mônica Santos

Fonte: Agora RN

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JUSTIÇA: BENS DA HEMPSHIRE, EMPRESA QUE DEIXOU DE ENTREGAR RESPIRADORES AO CONSÓRCIO NORDESTE, SÃO BLOQUEDOS ATÉ QUE SEJA DEVOLVIDO O DINHEIRO

Por Fernanda Zauli e Igor Jácome, G1 RN

 

A Justiça determinou o bloqueio dos bens da empresa HempShare, que deixou de entregar respiradores comprados por R$ 48,7 milhões aos estados nordestinos. A decisão foi tomada após uma ação aberta pelo Consórcio Nordeste – que representa os estados da região – contra a empresa.

Os respiradores foram comprados para atender as necessidades dos estados na pandemia do novo coronavírus e o pagamento, antecipado. A compra foi realizada de forma conjunta, pelos estados, através do Consórcio Nordeste, que é liderado pela Bahia e, desde o início da pandemia do novo coronavírus, vem tentando realizar compras unificadas de equipamentos para a região.

De acordo com a HempShare, os equipamentos fabricados na China apresentavam problemas. A empresa afirmou que, em contrapartida, ofereceu respiradores produzidos no Brasil, testados pela Anvisa e mais baratos, mas que não foram aceitos pelo Consórcio. Ainda segundo a empresa, caso a substituição fosse aceita, ao invés de 300, mais de 400 respiradores seriam entregues.

A empresa ainda declarou que não vai recorrer da decisão porque já havia acordado a devolução do dinheiro, que será feita nos próximos dias. Depois disso, os bens deverão ser desbloqueados.

A denúncia em nome do Consórcio Nordeste foi feita pelo estado-líder, a Bahia, desde que foi sinalizada pela própria empresa a impossibilidade de entrega dos equipamentos pelas condições contratadas. O processo corre em segredo de Justiça.

A Bahia publicou no Diário Oficial a rescisão do contrato e acionou a Justiça para ressarcimento dos valores. O G1 entrou em contato com o governo da Bahia na sexta-feira (29) para pedir mais informações sobre o assunto, mas não recebeu resposta até este sábado (30).

Em nota, o Governo do Rio Grande do Norte afirmou que a quebra do contrato teve início quando a empresa responsável por realizar a perícia nos equipamentos que seriam comprados da China informou sobre a constatação de falha nas válvulas e alertou que todas elas deveriam ser substituídas. Apenas o estado desembolsou R$ 5 milhões.

Em nota, o Consórcio Nordeste informou que “em nome da total transparência e publicidade de suas ações, o Consórcio Nordeste adiantou-se em comunicar a situação aos órgãos competentes e a solicitar o acompanhamento das ações com foco no ressarcimento, o mais breve possível, dos valores repassados. A aquisição desses equipamentos foi delineada com muito cuidado, atentando para o rigor da lei e o mais importante: no intuito de salvar o máximo de vidas possível, uma vez que a oferta de respiradores no mercado era a pior possível e não havíamos recebido, até aquele momento, os equipamentos prometidos pelo Governo Federal”.

Respiradores são usados em UTIs — Foto: Divulgação

Fonte: G1 RN

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PROTESTOS PELA MORTE DE GEORGE FLOYD NOS EUA JÁ CHEGA AO SÉTIMO DIA E AVANÇAM EM 75 CIDADES AMERICANAS

 

Protestos pela morte de George Floyd nos Estados Unidos chegam a 75 cidades americanasProtestos pela morte de George Floyd nos Estados Unidos chegam a 75 cidades americanas

Um vídeo viralizou nesta semana pelos Estados Unidos. Nele, George Floyd, um homem negro, é imobilizado por um policial branco, que pressiona o joelho na garganta de Floyd, mesmo ele estando algemado e no chão.

Para a polícia, ele se parecia com a descrição de um suspeito de falsificação de dinheiro. Foram nove minutos imobilizados e pelo menos cinco com o pescoço pressionado, sob protestos das testemunhas.

Desde segunda-feira (25), quando George Floyd foi morto, milhares de pessoas estão indo às ruas diariamente para protestar contra a morte dele. Na madrugada deste domingo (31), as manifestações chegaram a 75 cidades, segundo o jornal americano “The New York Times”. E a agressividade entre manifestantes e policiais aumentou. Quatro pessoas morreram e 1.700 foram presas.

Fonte: G1

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TENSÃO AUMENTA ENTRE EUA E CHINA, APESAR DE GUERRA SER AMEAÇA AINDA DISTANTE

EUA x China: Tensão aumenta, mas pandemia e eleição adiam confronto

Avanço tecnológico e militar chinês assusta os poderosos norte-americanos, mas possibilidade de uma guerra, ainda que fria, é apenas ameaça distante

Giovanna Orlando, do R7

 

China acusa EUA de tentarem provocar uma Guerra Fria China acusa EUA de tentarem provocar uma Guerra Fria

Trocas de farpas constantes, ataques racistas e culpabilização de outro país por uma pandemia, sanções econômicas fortes e falta de diplomacia são a receita perfeita para uma possível nova Guerra Fria entre Estados Unidos e China.

Depois de uma guerra comercial que durou 2 anos e os constantes ataques vindos de Donald Trump desde que ele assumiu a presidência, em 2017, a China acusou o país de estar tentando provocar um conflito entre os dois países.

A grande dúvida é se esse conflito seria armado ou no mesmo formato que a Guerra Fria disputada entre EUA e União Soviética, em 1947, em que não houve um confronto direto, mas os países competiam entre si no campo econômico e tecnológico, além de financiarem guerras e guerrilhas em diversos países.

Segundo o professor de Relações Internacionais, especialista em China e ex-embaixador brasileiro no país asiático, Fausto Godoy, os Estados Unidos se sentem ameaçados pelo desenvolvimento e crescimento econômico da China.

Para ele, o avanço chinês e domínio na área da tecnologia é o que assusta os americanos, já que a China de hoje não é a mesma do século passado, que se sustentava com exportação de produtos baratos e enfrentava a pobreza e a miséria, e agora está conquistando o espaço e o mercado que foi deixado de lado pelos Estados Unidos quando Trump começou a valorizar e focar na economia interna.

“A China assusta. A China de hoje não é uma China miserável”, explica. “Isso é uma guerra tecnológica travestida de guerra comercial.”

Para ele, um conflito armado e uma nova Guerra Fria não são viáveis e não há a menor chance de que os países apostariam em um confronto direto agora, tanto pela questão da pandemia do novo coronavírus quanto pela proximidade das eleições nos EUA, nas quais Donald Trump busca uma reeleição.

Já o professor de Relações Internacionais da ESPM e economista Leonardo Trevisan diz que sempre existe a possibilidade de um conflito armado entre as duas potências ou então um esfriamento de relações no mesmo formato que a Guerra Fria.

“A China é uma potência militar em ascensão”, diz o professor, que destaca que o país agora tem controle do Mar do Sul, uma região antes sob domínio norte-americano. “Esse é um controle preocupante.”

Para Trevisan, a tensão entre os dois países começou a aumentar com a posse de Donald Trump, em 2017, que tem um discurso mais duro e uma retórica mais agressiva que os democratas, e que há dois anos os problemas vêm se empilhando, como uma guerra comercial, a administração do yuan, gerando uma guerra financeira, e uma guerra tecnológica, já que a China se tornou a referência no mundo e é o único país a ter 5G.

Além das guerras diplomáticas travadas, os Estados Unidos e a China também se desentendem quanto a Hong Kong.

Desde 2019, a região autônoma de Hong Kong entrou no noticiário internacional por causa dos protestos contra o governo chinês, pedindo maior autonomia e democracia. Os protestos foram majoritariamente liderados por jovens, que se reuniam semanalmente em marchas gigantescas pela cidade, que por vezes foram marcadas pela violência policial e vandalismo.

Antes uma província britânica, Hong Kong foi devolvida à China em 1998 e funciona desde então com a política de “um país, dois sistemas”, o que permite que Hong Kong tenha uma espécie de autonomia econômica e legislativa com relação à China e possa negociar com outros parceiros comerciais sem estar diretamente ligado ao governo chinês.

O professor Fausto Godoy explica que Hong Kong era “uma desculpa da China para uma abertura para o mundo”. Segundo o professor, o governo chinês criou na região as 32 zonas econômicas, que permitiam que estrangeiros usassem o espaço físico e mão de obra chinesa para fabricar seus produtos, que seriam vendidos depois pela Inglaterra, dona da região. Com isso, a China se beneficiava com transferência de tecnologia até conseguir se firmar como uma referência mundial.

Com a transformação da China em um dos principais exportadores de tecnologia no mundo, Hong Kong perdeu seu propósito, diz o especialista, que ressalta que a autonomia e “liberdade” de Hong Kong só dura até 2049, quando a região será incorporada ao território chinês e fará parte da China.

Os Estados Unidos também tinham negócios com Hong Kong e a decisão de não reconhecer mais a autonomia da região foi vista como uma espécie de interferência, já que a China diz que o assunto é interno, diz Trevisan, que ressalta que as atitudes dos dois países já eram esperadas.

Por hora, nenhum dos dois países ameaçou diretamente o outro ou anunciou planos de um ataque iminente. Esse cenário extremo é o mais improvável, segundo Godoy, que acredita que, caso haja alguma forma de conflito, “a China vai comprar a briga da maneira dela e vai revidar da maneira que ela acha conveniente”.

Para Trevisan, a possibilidade de uma guerra agora “é um passo perigoso demais”, ainda mais levando em conta que os Estados Unidos tem o exército mais poderoso do mundo e um batalhão e porta-aviões no Mar do Sul da China.

“Não há dúvidas que os EUA tem uma força militar muito maior que a China. A China tem aliados na Ásia e acordos com a Rússia, que tem força militar e armamento nuclear, mas nas vésperas de uma eleição isso não aconteceria”, diz.

Caso um confronto estourasse na Ásia, os EUA teriam a ajuda dos dois maiores PIB’s asiáticos, o Japão e a Coreia do Sul, enquanto a China teria ajuda do restante da Ásia e, possivelmente, até da Austrália.

“Os aliados da China são mais numerosos, mas em questão de força, de qualidade, os Estados Unidos estão à frente”, conclui.

Fonte: R7

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CANDIDATO DEMOCRATA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DECLARA APOIO A PROTESTOS NOS EUA

CANDIDATO DEMOCRATA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DECLARA APOIO A PROTESTOS NOS EUA
Former Vice President Joe Biden speaks at the Kilcawley Center at Youngstown State University, Monday, Oct. 29, 2018, in Youngstown, Ohio. (AP Photo/Tony Dejak)

 

Biden declara apoio a protestos nos EUA, mas condena distúrbios

Candidato democrata à presidência disse compreender o drama dos negros no país e disse que é correto protestar contra a brutalidade policial

INTERNACIONAL

Da EFE

 

Biden declara apoio às manifestações nos EUA Biden declara apoio às manifestações nos EUA

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, e atual pré-candidato democrata à presidência, Joe Biden condenou neste domingo (31) os distúrbios ocorridos nos últimos dias derivados dos protestos contra o assassinato de George Floyd, homem negro sufocado até a morte por um policial branco, e afirmou que o país não pode permitir que a dor o destrua.

“Somos uma nação com dor, mas não podemos permitir que esta dor nos destrua. Somos uma com raiva, mas não podemos permitir que a raiva nos consuma. Somos uma nação exausta, mas não podemos permitir que o cansaço nos derrote”, disse em comunicado.

Biden acrescentou que, nos últimos dias, foi feito um manifesto de que os EUA são um país “furioso por justiça”.

“Qualquer pessoa consciente pode compreender o trauma que os negros experimentam neste país, desde indignações diárias à violência extrema, como o horrível assassinato de George Floyd”, declarou.

Floyd morreu enquanto estava sendo detido na segunda-feira passada, em Minneapolis. O policial Derek Chauvin pressionou Floyd contra o chão com o joelho em seu pescoço durante quase nove minutos, provocando uma morte por sufocamento.

A brutalidade policial desencadeou uma onda de protestos e distúrbios, com saques, incêndios e repressão da polícia em Minneapolis e outras cidades dos EUA.

Biden reconheceu que “é correto e necessário” protestar contra a brutalidade policial, “uma resposta completamente americana”, mas advertiu que “queimar comunidades e a destruição desnecessária não são, nem a violência que coloca vidas em risco”.

“Nunca deveria ser permitido o ato de protestar ofusque a razão do nosso protesto”, comentou.

O pré-candidao pediu para que os Estados Unidos se juntem a ele para fazer o país atravessar “o limiar turbulento para uma nova fase de progresso, inclusão e oportunidade”.

“Como presidente, vou ajudar a liderar esta conversa e, mais importante ainda, vou ouvir. Vou manter o compromisso que assumi com o irmão de George, Philonise, de que George não será uma mera hashtag”, enfatizou.

“Devemos e vamos chegar a um ponto em que todos, independentemente da raça, acreditem que ‘proteger e servir’ significa protegê-los e servi-los. Só ficando juntos é que ficaremos mais fortes do que antes. Mais iguais, mais justos, mais esperançosos e mais próximos da nossa união mais perfeita”, concluiu.

Fonte: R7

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CURVA EM ASCENSÃO NO RN COM 37 MORTES E 939 CASOS CONFIRMADOS EM 24 HORAS

Por G1 RN

 

Evolução dos casos confirmados e mortes por coronavírus no RN
Dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde através de comunicados e boletins epidemiológicos
Casos confirmadosCasos
● Casos confirmados: 304

O Rio Grande do Norte registrou mais 37 mortes e 939 casos confirmados do novo coronavírus em 24h, segundo o boletim da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) deste sábado (30). Os números do avanço da doença são os maiores registrados em um dia no estado potiguar desde o início da pandemia.

com os números do novo boletim, o estado tem 7.402 casos confirmados de Covid-19 e 305 óbitos registrados pela doença. Outras 64 mortes estão em investigação para saber se ocorreram ou não pelo coronavírus.

Na sexta-feira (29), o Rio Grande do Norte tinha 268 mortes e 6.463 casos da doença confirmados. Segundo a Sesap, o RN tem ainda 14.168 casos suspeitos de coronavírus. No total, 1.410 pessoas estão recuperadas da Covid-19 em todo o estado.

Situação do coronavírus no RN

  • 305 mortes
  • 7.402 casos confirmados
  • 14.168 suspeitos
  • 12.554 descartados
  • 1.410 recuperados

A Sesap afirma no boletim que, atualmente, 463 pacientes estão internados com a doença no Rio Grande do Norte. Destes, 289 estão na rede pública de saúde e 174 nas unidades privadas. A Secretaria revela que os leitos de UTI estão 79% ocupados na rede pública e 76,9% nos hospitais particulares.

Com relação aos leitos de internação semi-intensiva, as taxas de ocupação são de 84% nas unidades de saúde públicas e 68,9% nas privadas.

RN tem 37 mortes e 939 casos confirmados de coronavírus em 24h

Fonte: G1 RN

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SOB PRESSÃO POLICIAL BRANCO QUE ASFIXIOU E MATOU HOMEM NEGRO É PRESO E ACUSADO DE ASSASSINATO EM 3º GRAU E HOMICÍDIO CULPOSO

Protestos contra morte de homem negro nas mãos de policial branco se espalham pelos Estados Unidos

Derek Chauvin, o ex-policial de Minneapolis que pressionou com o joelho o pescoço de George Floyd e o matou, foi preso e acusado de assassinato em terceiro grau e homicídio culposo

ANTONIA LABORDE

Washington – 29 MAY 2020 – 16:03 BR

Mulher repreende policial durante os protestos em Minneapolis.Mulher repreende policial durante os protestos em Minneapolis.

Os protestos pelos abusos da polícia contra a população negra norte-americana, que explodiram em Minneapolis depois da morte, na segunda-feira, de George Floyd, que teve seu pescoço pressionado com o joelho por um policial durante vários minutos enquanto reclamava que não podia respirar, espalharam-se nesta quinta e sexta-feira pelos Estados Unidos. Em várias cidades do país, grupos de manifestantes saíram às ruas para exigir justiça. Em Minneapolis, aonde chegaram mais de 500 membros da Guarda Nacional, a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar pessoas que estavam saqueando lojas e incendiando edifícios. No final da sexta-feira, um grupo de manifestantes se reuniu no entorno da Casa Branca, que ficou isolada.

A delegacia em que trabalhava Derek Chauvin, o policial branco que pressionou com o joelho o pescoço de Floyd, foi incendiada na noite de quinta-feira. Chauvin e outros três policiais foram demitidos. O advogado do condado de Hennepin, Mike Freeman, acusou Chauvin de assassinato em terceiro grau e homicídio culposo na manhã desta sexta. O ex-policial foi preso.

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, disse à CNN que a decisão de acusar Chauvin é apenas um “primeiro passo”. “Somos uma nação em uma encruzilhada, e a decisão de hoje do advogado do condado é um primeiro passo essencial em um caminho mais longo em direção à justiça e à cura de nossa cidade”, disse em comunicado nesta sexta-feira. “Para a nossa comunidade negra que, durante séculos, foi forçada a suportar a injustiça em um mundo simplesmente relutante em corrigi-la ou reconhecê-la, sei que qualquer esperança que você sente hoje é temperada com ceticismo e uma indignação justa”, disse Frey.

Depois da explosão de violência, o presidente Donald Trump ameaçou enviar militares à cidade de Minnesota e chamou de “bandidos” os manifestantes. “Assumiremos o controle se começarem as dificuldades, mas, quando começam os saques, começam os disparos”, escreveu o mandatário no Twitter. Suas palavras lhe custaram um alerta da rede social, que considerou que a mensagem “glorifica a violência”. Os distúrbios continuaram durante a madrugada desta sexta, na qual o correspondente da CNN Omar Jimenez, um repórter negro, foi detido juntamente à sua equipe, enquanto fazia uma transmissão ao vivo para a TV. Todos já estão em liberdade.

“Esses bandidos estão desonrando a memória de George Floyd e não vou deixar que isso ocorra. Acabo de falar com o governador [do Estado] Tim Walz e lhe disse que o Exército está com ele até o fim. Assumiremos o controle se começarem as dificuldades mas, quando começam os saques, começam os disparos. Obrigado!”, escreveu depois da uma hora da madrugada o presidente americano.

As centenas de pessoas que foram às ruas clamando justiça após a morte de Floyd na segunda-feira se multiplicaram com o passar dos dias. Na quinta-feira ocorreram protestos em uma dezena de cidades, entre elas Los AngelesMemphis e Nova York. Nesta última houve um confronto com a polícia, que acabou com a detenção de 40 manifestantes. Os protestos foram organizadas por movimentos de defesa dos direitos dos negros, como Black Lives Matter, que denunciam o racismo policial.

As manifestações começaram depois da divulgação de um vídeo em que Floyd, detido por suspeita de fraude, chora e geme de dor enquanto está imobilizado no chão pelo policial: “Dói tudo… Água ou algo, por favor. Por favor, por favor. Não posso respirar, agente, não posso respirar”, dizia Floyd a Chauvin, sem que este aliviasse a pressão. Em alguns minutos, ele ficou inconsciente e, depois de ser levado para um hospital, morreu.

Depois que o vídeo começou a circular, a polícia informou que Floyd, um guarda de segurança de 46 anos, morreu devido a um “incidente médico”. Um relatório do Departamento de Bombeiros publicado na quinta-feira detalhou que os paramédicos da ambulância que o transportaram verificaram seu pulso “várias vezes”, mas sem resultado. O Departamento de Justiça anunciou que a investigação federal sobre a morte de Floyd tem “prioridade máxima”. A investigação se concentrará em descobrir se os quatro policiais envolvidos, todos demitidos após a morte de Floyd, “privaram deliberadamente [o falecido] de um direito ou privilégio protegido pela Constituição ou pelas leis dos Estados Unidos”, segundo uma declaração da Divisão do FBI em Minneapolis.

Fonte: El País

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