Viver a que se destina?

Já que eu não pedi para nascer!

Viver, a que se destina? é uma obra de 2020, publicada pela Papirus 7 Mares, que reúne dois dos pensadores mais populares do Brasil: Mario Sergio Cortella e Leandro Karnal. Em formato de conversa franca, a dupla se debruça sobre perguntas que acompanham a humanidade há séculos: por que estamos aqui e qual sentido damos à existência? Para isso, dialogam com a ciência, a filosofia, a religião e a arte, sem recorrer a um jargão acadêmico pesado. Além disso, os autores lembram que a ausência de um destino pré-definido nos liberta, todavia também nos impõe responsabilidade. Portanto, Viver, a que se destina? funciona menos como manual de respostas e mais como convite à reflexão pessoal.

Sobre os autores

Mario Sergio Cortella nasceu em Londrina (PR), em 1954, e é filósofo, educador, escritor e palestrante. Fez mestrado e doutorado em Educação pela PUC-SP, onde foi professor titular por 35 anos, de 1977 a 2012. Além disso, ocupou cargos de destaque na gestão pública da educação, como a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, no início dos anos 1990. Entre seus livros mais conhecidos estão Qual é a tua obra?, Não nascemos prontos e Por que fazemos o que fazemos?.

Leandro Karnal nasceu em São Paulo, em 1963, e é historiador, professor e escritor. Doutor em História Social pela USP, lecionou por muitos anos na Unicamp, com ênfase em História da América. Todavia, ganhou projeção nacional sobretudo como conferencista e comunicador, capaz de tornar temas densos acessíveis ao grande público. Entre suas obras, destacam-se O dilema do porco-espinho, Pecar e perdoar e Felicidade ou morte, além de Crer ou não crer, escrito com o Padre Fábio de Melo.

Afinal, a parceria entre os dois se explica pela complementaridade: Cortella traz o olhar filosófico e educacional, enquanto Karnal contribui com a perspectiva histórica e cultural.

Sobre a obra

Em Viver, a que se destina?, Mario Sergio Cortella e Leandro Karnal conversam sobre uma pergunta tão antiga quanto a humanidade: por que estamos aqui? Ao longo das 120 páginas, os autores percorrem as respostas oferecidas pela ciência, pela filosofia, pela religião e pela arte.

Contudo, o livro não se limita a apresentar explicações. Os autores lembram que imaginar a vida sem um destino pode ser aterrador, mas também liberta, pois nos permite viver conforme desejarmos. Todavia, essa liberdade traz consigo a responsabilidade pelas escolhas.

Seja a vida uma escolha ou um destino, seja um drama que vamos tecendo ou uma tragédia anunciada, buscamos sempre um propósito que a torne significativa. Além disso, a obra levanta questões como o que explica o êxito maior de algumas pessoas naquilo que fazem.

Portanto, Viver, a que se destina? é um convite para refletir sobre nossos propósitos, nossas escolhas e as rotas que traçamos ao longo da vida.

Wagner Braga

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