MERCOSUL COMPLETA 30 ANOS, DISTANTE DO SEU PROJETO ORIGINAL, SEM A POSSIBILIDADE DE UMA CÚPULA PRESENCIAL DEVIDO A PANDEMIA

Mercosul faz 30 anos ainda distante de seu projeto original

Bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai completa três décadas sem a integração regional imaginada na fundação

INTERNACIONAL

 Fábio Fleury, do R7

Mercosul completa 30 anos sem a possibilidade de uma cúpula presencial por conta da pandemia

JOEDSON ALVES / EFE – ARQUIVO

Nesta sexta-feira (26), uma reunião virtual entre os presidentes da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além dos convidados Bolívia e Chile, vai comemorar os 30 anos da assinatura do Tratado de Assunção, o marco legal que deu origem ao Mercado Comum do Sul ou, como todos conhecemos, o Mercosul.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, o evento, que seria celebrado com uma cúpula do bloco em Buenos Aires, já que a Argentina ocupa a presidência temporária, acabou sendo transformado em uma grande videoconferência, na qual os mandatários dos países-membros e dos dois postulantes farão discursos.

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Felipe Solá, deverá apresentar durante a celebração o Estatuto da Cidadania do Mercosul (ECM), que compila direitos e benefícios para os habitantes dos países-membros. O documento, que vem sendo elaborado desde 2010, vai estabelecer princípios para deslocamento, residência e moradia entre os territórios abrangidos.

Longe do ideal

Mesmo assim, o Mercosul ainda está longe de desempenhar o papel que foi primeiro imaginado há décadas, de efetivamente integrar os países da região em um mercado comum, com livre circulação de mercadorias, serviços e capital, em moldes semelhantes aos da União Europeia, por exemplo.

“O Mercosul é um projeto ainda por acontecer, porque o objetivo previsto no Tratado de Assunção é a constitulção de um mercado comum, mas ainda não há sequer uma zona de livre comércio, que dirá uma união aduaneira com tarifa externa comum”, afirma Evandro Menezes de Carvalho, professor de Direito Internacional da FGV-RJ.

Para ele, o bloco ainda precisa definir diversas questões internas para ampliar sua integração e se tornar uma ferramenta efetiva que ajude no crescimento em comum dos países.

“É preciso renovar e modernizar o Fundo de Convergência Estrutural, que só foi criado dez anos depois da fundação do Mercosul e até hoje só financiou alguns projetos, mas está parado neste momemento e não tem um papel relevante, ainda mais por conta das dificuldades econômicas dos países”, ressalta Menezes.

Outra questão diz respeito à representação legislativa no bloco. “O Parlamento do Mercosul, deveria ter representantes eleitos pelas populações de seus países, mas isso não aconteceu com Uruguai, Paraguai e Argentina. O processo tem sido indireto nesses locais, a escolha é do Congresso, isso faz a agenda não ser tão próxima dos interesses da população”, explica.

Segundo o professor, outro aspecto importante está nas diferenças estruturais entre os países. “O Brasil representa a maior parte da população e da economia do Mercosul. Isso faz com que o país seja o mais reticente em aprofundar o processo de integração. é uma autossuficiência que não se sustenta no mundo de hoje, é impossível. E é importante retomar esse papel regional. Por exemplo, a China se tornou o maior parceiro comercial da Argentina, que era o posto do Brasil”, ressalta Menezes.

Dentro desse contexto, ele acredita que dificilmente o acordo comercial com a União Europeia possa ser assinado em breve. “As questões ambientais vão prejudicar isso, e vai ser difícil retomar essas negociações neste momento”, alerta.

Fonte: R7
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CRÔNICAS: TALVEZ UMA HISTÓRIA DE AMOR

Hoje é quarta-feira e quarta-feira é dia de CRÔNICAS com a criativa e talentosa Ana Madalena, que vem de “Talvez uma história de amor”. Essa crônica relata sobre um relacionamento que poderia ter sido uma linda história de amor, mas, numa determinada altura, foi interrompido por muitos anos e depois teve uma nova oportunidade de vir, finalmente, a se materializar. Convido você a ler essa emocionante história nas palavras dessa talentosa autora!

Constelação Sistêmica Familiar - Movimento interrompido | Villa do Bem

“Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e paz que mereço 
Que a tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada”.
      Metade, Oswaldo Montenegro 

Talvez uma história de amor

Viu o bilhete. Ele sempre fora muito enigmático; tinha a mania de florear uma simples frase, para não falar daquele vicio de fazer aspas com os dedos das mãos. Releu pela última vez e depois o rasgou em mil pedacinhos.
Olhou o armário vazio. Ele tinha levado até o botão da camisa que ela tinha posto no cantinho da gaveta. Não ficaria temperando tristeza, era radical no amor; ou tudo ou nada!  Deu um suspiro, desses que  prometem uma virada emocional. Olhou ao redor e viu o vinho caro que ele comprara para impressionar. Deve ter retirado da adega mas esquecera de levar. Pegou uma taça e se serviu, enquanto decantava seus sentimentos. E quanto mais bebia, mais a coragem líquida fazia efeito. Ligou para o escritório e disse que tiraria uns dias de férias. De repente sentiu saudades de sua infância.
Estacionou o carro em frente à pousada de D. Celeste. Da calçada já dava para sentir o aroma do café. Ainda era cedo, mas alguns hóspedes já estavam no salão, onde ficavam as mesas com toalhas floridas. Uma mocinha, ainda sonolenta, anotava os pedidos: ovo caipira, pão assado, queijo derretido e suco. O café e o leite, assim como as frutas, estavam numa mesa, perto da porta.
D. Celeste apareceu para dar bom dia.  Estava sempre arrumada; os vestidos com golinhas de renda lhe conferiam uma sofisticação em meio a tanta simplicidade. Os cabelos, todos branquinhos, presos num coque, de longe pareciam algodão. Tomaram café juntas, enquanto colocavam as novidades em dia. Patrícia segurou as mãos de D. Celeste, que foi a melhor amiga da sua mãe. Tentou
resgatar um tempo feliz, quando a vida passava lentamente. Observou as duas grossas alianças na mão esquerda envelhecida e lembrou de Sr. Manoel.  Todos estavam partindo…
Outros chegando, pensou, quando viu estacionar um ônibus de excursão. Não lembrava que era o fim de semana da festa da padroeira.
 -Todos os meus filhos estão vindo, inclusive Rafael. Vamos para a fazenda; no domingo faremos um churrasco dançante; contratei o compadre da sanfona, lembra dele? Perguntou D. Celeste.
Claro que lembrava, mas seu pensamento estava em Rafael. Foram namorados de adolescência, quando ainda moravam naquela cidadezinha. Tanta coisa mudou desde então…
Escolheu uns jeans escuros, uma camiseta branca e fez uma maquiagem leve. Prendeu o cabelo, pois estava muito quente, embora aquela época do ano costumasse esfriar à noite. Pegou uma pashmina, por precaução. Olhou-se no espelho e gostou do que viu. A possibilidade de rever Rafael era revigorante.  Pegou o carro e seguiu pela estradinha de barro, que tão bem conhecia. Dali a pouco vislumbrou a fazenda, um casarão branco, de portas e janelas azuis.
Rafael estava na entrada, recebendo os convidados. Ela tentou respirar, mas parecia que tinha gasto a cota de oxigênio da semana. A última vez que se viram foi quando ele lhe disse que passaria uns três anos em Boston, mas que voltaria para ela. Esses três anos viraram oito. Na época não pensou em seguir com ele, embora ele tivesse proposto. Ela estava começando uma carreira, não jogaria tudo para o alto. E cada um seguiu sua vida.
Ele abriu um enorme sorriso! E disse que estava definitivamente de volta. Patrícia fingiu que a informação fosse aleatória e respondeu qualquer coisa, com o coração aos pulos.  A presença dele ainda mexia muito com ela… Sua cabeça estava pensando mil coisas; havia um hiato de tempo entre eles, muita coisa tinha acontecido desde que ele partiu, além deles estarem amadurecidos, serem praticamente outras pessoas, com visões de vida diferentes…
 -Vamos dançar?
Ela aceitou de imediato. E nos braços de Rafael, resolveu que seria menos razão, que se deixaria levar. Quem sabe o destino não estaria lhe devolvendo sua história de amor…
Ana Madalena
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REITOR DA UFRN RECOMENDOU QUE OS COLEGIADOS AVALIEM A POSSIBILIDADE DE SUSPENDER, TEMPORIAMENTE, AS ATIVIDADES PRESENCIAIS POR DUAS SEMANAS

Por G1 RN

 

Reitoria Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) — Foto: Cícero OliveiraReitoria Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) — Foto: Cícero Oliveira

O reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Daniel Diniz Melo, recomendou que os colegiados dos cursos avaliem a possibilidade de suspender temporariamente as atividades presenciais pelas próximas duas semanas diante do agravamento da pandemia no estado.

A recomendação consta em mensagem enviada neste sábado (27) à comunidade universitária sobre as medidas contra à Covid-19. O reitor cita que é necessário reduzir para o “mínimo possível” as atividades presenciais neste período.

“Neste sentido, preocupados com a situação da pandemia, decidimos recomendar que os colegiados avaliem se as atividades práticas presenciais de componentes curriculares podem ser suspensas temporariamente, ou ofertadas de maneira remota, desde que a suspensão não traga prejuízos ainda maiores para o enfrentamento da pandemia”, diz o reitor na mensagem.

“Entendemos e, obviamente, concordamos que é necessário reduzir para o mínimo possível as atividades presenciais nas próximas duas semanas”

A carta aponta que o comitê científico da UFRN entende que a “a oferta de atividades presenciais na instituição deve continuar condicionada à deliberação dos colegiados de curso e plenários de departamento”.

O reitor destacou no texto que UFRN tem trabalhado o calendário acadêmico no formato remoto e oferta algumas atividades práticas de forma presencial – essas precisam ser aprovadas pelas instâncias universitárias competentes e terem condições estabelecidas no Protocolo de Biossegurança da instituição.

José Daniel Diniz Melo atenta ainda que a maior parte das atividades que estão sendo ofertadas presencialmente são da área da saúde e que muitos dos estudantes contribuem no combate à pandemia no estado. “Não é demais reiterar que a UFRN já vem funcionando em formato remoto, tanto nas suas atividades acadêmicas como nas administrativas”, diz.

“E que a excepcionalidade de algumas atividades práticas presenciais acham-se circunscritas a alguns cursos da área da saúde e podem permitir, inclusive, que estudantes de graduação e de pós-graduação contribuam com o enfrentamento da situação atual”.

O gestor falou ainda que o retorno no formato online no ano passado se deu porque “os prejuízos da suspensão das atividades de ensino são muito grandes”. A volta do período letivo 2020.1 aconteceu em setembro.

“As aulas atualmente ministradas na UFRN, são, portanto, em formato remoto como previsto nas resoluções 062/2020 e 105/2020 do Conselho de Ensino, Pesquisa Extensão (Consepe) e, apenas excepcionalmente, com algumas atividades práticas realizadas de forma presencial”.

Na mensagem, o reitor cita também algumas ações de enfrentamento à Covid-19 realizadas pela UFRN, como a realização de mais de 70 mil testes da covid-19, a produção de álcool 70%; a participação dos hospitais universitários, com atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o desenvolvimento de aplicativos para gestão de leitos e aplicação de vacinas.

Veja mensagem na íntegra

“Desde o início da pandemia, em março do ano passado, tivemos que adotar várias medidas acadêmicas e administrativas, entre elas a instalação do Comitê Covid-19 para assessorar a gestão e monitorar o cenário da pandemia; a suspensão das atividades presenciais, por tempo indeterminado, a partir de 17 de março de 2020; a realização de testes da covid-19 (mais de 70 mil exames já realizados). Além dessas, destacam-se igualmente a produção de álcool 70%; a participação dos Hospitais Universitários, com atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como parte da estratégia de combate ao novo coronavírus; o desenvolvimento de aplicativos para gestão de leitos e aplicação de vacinas e a reorganização das atividades administrativas com a publicação de um protocolo de biossegurança para orientar as unidades na oferta de atividades presenciais.

Sabemos que os prejuízos da suspensão das atividades de ensino são muito grandes, especialmente para os estudantes. Neste sentido, iniciamos em junho de 2020, um Período Letivo Suplementar Excepcional, com oferta de componentes curriculares de forma facultativa para docentes e estudantes, no formato remoto. Nesse ínterim, fizemos o planejamento para a retomada do semestre, buscando, inclusive, criar as condições para acompanhamento das aulas por parte dos estudantes e oferecendo capacitação aos docentes para atuarem em formato remoto. Retomamos, em setembro, o semestre 2020.1, também de forma remota, aprovando, nos meses de novembro e dezembro, resoluções que dispõem sobre a regulamentação das atividades de ensino para os períodos seguintes.

As aulas atualmente ministradas na UFRN, são, portanto, em formato remoto como previsto nas resoluções 062/2020 e 105/2020 do Conselho de Ensino, Pesquisa Extensão (Consepe) e, apenas excepcionalmente, com algumas atividades práticas realizadas de forma presencial, cumprindo rigorosamente a orientação de que sejam realizadas “desde que sejam asseguradas as condições de biossegurança e observadas as normas vigentes em relação à emergência em saúde pública, sendo a oferta condicionada à aprovação pelos colegiados de curso e plenários de departamento e à homologação pelos respectivos centros ou unidades acadêmicas especializadas.”

O recente agravamento da situação da pandemia no nosso Estado, com o significativo aumento do número de casos e possibilidade de colapso de leitos nas unidades hospitalares, tem levado as autoridades de saúde a buscarem o aumento na disponibilização de leitos de terapia intensiva, enquanto se recomenda que gestores estaduais e municipais intensifiquem as medidas de restrição de circulação de pessoas. No esforço de atuar de modo eficaz nesse processo, nosso Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) abriu recentemente 10 leitos de terapia intensiva para covid-19.

Hoje foi publicado pela Exma. Sra. Governadora do Estado, o Decreto n° 30.383, que “dispõe sobre medidas temporárias de distanciamento social e institui o toque de recolher no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte, e dá outras providências.”

Logo que tomamos conhecimento da publicação do referido decreto, convocamos o Comitê Covid-19 da UFRN, que se manifestou no sentido de que a oferta de atividades presenciais na instituição deve continuar condicionada à deliberação dos colegiados de curso e plenários de departamento, além da homologação dos respectivos centros ou unidades acadêmicas especializadas, em conformidade com a Resolução do Consepe.

Não é demais reiterar que a UFRN já vem funcionando em formato remoto, tanto nas suas atividades acadêmicas como nas administrativas. E que a excepcionalidade de algumas atividades práticas presenciais acham-se circunscritas a alguns cursos da área da saúde e podem permitir, inclusive, que estudantes de graduação e de pós-graduação contribuam com o enfrentamento da situação atual. Não sendo demais também lembrar que para o planejamento dessas atividades foi necessária uma preparação dos centros e unidades acadêmicas especializadas, de maneira a atender às recomendações do Protocolo de Biossegurança da Instituição.

Importa dizer que diante do agravamento das circunstâncias da covid-19 no nosso Estado, entendemos e, obviamente, concordamos que é necessário reduzir para o mínimo possível as atividades presenciais nas próximas duas semanas. Apesar de todos os cuidados observados, sabemos que até mesmo o deslocamento das pessoas deve ser reduzido neste período, na medida do possível. Neste sentido, preocupados com a situação da pandemia, decidimos recomendar que os colegiados avaliem se as atividades práticas presenciais de componentes curriculares podem ser suspensas temporariamente, ou ofertadas de maneira remota, desde que a suspensão não traga prejuízos ainda maiores para o enfrentamento da pandemia

Gostaríamos de finalizar reiterando que temos a perfeita noção de que enfrentamos dias muito desafiadores. E sem prejuízo de atividades que, no âmbito da instituição possam ajudar de forma concreta a melhorar a situação a partir das medidas oportunamente baixadas pelo Governo do Estado – uma vez que, não dispondo ainda de vacinas para toda população, a necessidade do distanciamento social tem sido recomendada como alternativa para tentar evitar o colapso dos nossos sistemas de saúde – pedimos a todas as pessoas para que contribuam com este processo. Isto é gesto de cidadania, responsabilidade e respeito ao próximo. Aproveito o ensejo para dirigir os nossos agradecimentos a toda nossa comunidade universitária pela dedicação, compreensão e paciência nesta jornada tão incomum e difícil.”

Decretos

A prefeitura de Natal determinou o fechamento da orla marítima da cidade durante os fins de semana, como forma de tentar reduzir as aglomerações e a contaminação pelo novo coronavírus. O novo decreto sobre o assunto foi publicado no Diário Oficial do Município no sábado (27) após publicação do governo, que determinou toque de recolher no estado e recomendou medidas aos municípios

Por outro lado, a prefeitura não seguiu o fechamento das escolas, determinado pelo estado, e autorizou a realização de aulas em formato presencial e remoto em todos os níveis de ensino, desde que seguido os protocolos de distanciamento, uso de máscara e higienização.

O município também determinou alteração no horário de funcionamento de parte do comércio, especialmente para evitar aglomerações no transporte público.

As áreas de lazer dos condomínios residenciais devem permanecer fechadas, em especial as áreas de piscina e de churrasqueira.

Cenário no RN

De acordo com o Regula RN, plataforma que monitora em tempo real as internações no estado, o Rio Grande do Norte tinha 88,34% dos leitos críticos ocupados, sendo a Região Oeste a região que mais preocupa no momento, com 91,8%. A consulta foi realizada neste domingo às 8h30.

Na quinta-feira (25), a governadora admitiu que o sistema de saúde da Grande Natal colapsou e pediu aos prefeitos dos municípios medidas mais rígidas para evitar que isso se espalhe pelas demais regiões e se agrave ainda mais na Região Metropolitana.

Exemplo disso é que alguns pacientes não têm conseguido sequer ser internados. Na quinta-feira, uma idosa de 93 anos precisou ser intubada dentro da ambulância depois de ficar cinco horas sem receber atendimento em um hospital particular.

Neste sábado, o próprio governo publicou um decreto que proíbe circulação de pessoas entre 22h e 5h em todo o estado, além de determinar suspensão de eventos e até atividades religiosas.

Sem vagas na Grande Natal, os pacientes estão sendo transferidos de avião para o interior do estado. Pelo menos sete já foram internados em leitos em Caicó, Mossoró e Pau dos Ferros. Ao todo, somados às transferências por ambulâncias, 31 pessoas foram reguladas nos últimos dias da Grande Natal para o interior pela falta de vagas.

Além disso, há um crescimento de 60% na internação de pessoas abaixo dos 60 anos de idade. Atualmente, quase metade dos internados em leitos críticos não são idosos.

A superlotação dos hospitais na Grande Natal também se reflete nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que já operam acima dos 100% de ocupação. Pelo cenário, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal decidiu tornar todos os 30 leitos clínicos do Hospital dos Pescadores exclusivos para pacientes com Covid-19.

Veja também: ‘Apavorados’, ‘entrando em colapso’, ‘semanas muito difíceis’… No vídeo abaixo, veja as falas de autoridades estaduais e municipais sobre o avanço da pandemia no Brasil.

Fonte: G1 RN

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PINIÃO: A ERA MAIA CHEGA AO FIM

O fim de uma era…

Rodrigo MaiaRodrigo Maia

Na semana que passou o Supremo Tribunal Federal (STF) acabou com a possibilidade de reeleição dos presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia, que pretendiam continuar no comando das duas Casas.

Confirmando o que já era esperado, os ministros do Supremo, por maioria, resolveram dar fim a uma era que durou quatro anos, cujo início foi a renúncia do ex-deputado federal, Eduardo Cunha, em julho de 2016.

A Corte, por maioria, seguiu o disposto no artigo 57, § 4º, da Constituição Federal, que veda a recondução, na mesma legislatura, para os mesmos cargos. Por outro lado, o Regimento Interno do Senado, norma típica secundária, determina a proibição de reeleição para o período imediatamente subsequente. A recondução para membro da mesa só pode ser para outro cargo, diverso do que o parlamentar ocupava antes.

Para completar, o STF entendeu que a norma do parágrafo quarto do art. 57 da CF/88 não é de reprodução obrigatória pelas constituições estaduais, pois não se constitui num principio constitucional estabelecido (STF, RTJ, 163,52).

Para Alcolumbre, o prejuízo não é tanto, já que ele está na presidência apenas por um mandato. Para Rodrigo Maia, o prejuízo é enorme, pois ele está à frente da Câmara há três mandatos, desde junho de 2016, tendo comandado importantes medidas legislativas nestes últimos tempos, a exemplo da emenda constitucional do teto de gastos e as reformas trabalhista e previdenciária, entre outras.

Sob forte pressão desde quando o STF barrou a tentativa de reeleição, Maia iniciou um movimento para emplacar uma pessoa de sua confiança no comando da Casa. Como demorou muito, o deputado Artur Lira (PP-AL) saiu na frente, inclusive com o apoio do presidente Bolsonaro. Os outros possíveis candidatos são os deputados Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da reforma tributária, e o presidente do MDB, Baleia Rossi (SP).

Maia ainda tentou outros pretendentes, como o vice-presidente da Câmara, deputado Marcos Pereira e o seu amigo de longas datas, deputado Elmar Nascimento (DEM/BA), mas, pelo visto, a demora fez muita gente debandar para o bloco de Lira.

Não restam dúvidas de que as maiores dificuldades enfrentadas por Jair Bolsonaro no Congresso foram sua insistência em desprezar a politica já consagrada entre nós e a atitude independente de Rodrigo Maia, que segurou o quanto pôde inúmeras pautas vindas do Executivo.

Quando Bolsonaro resolveu ouvir os seus conselheiros políticos sobre a necessidade de criar vasos comunicantes com o Congresso, a coisa mudou. Agora ele possui uma base parlamentar suficiente para eleger o presidente da Câmara. E o nome certo pode ser Artur Lira.

Rodrigo Maia saiu fragilizado. Considerando que uma nova correlação de forças está prestes a emergir dessa eleição para a presidência da Câmara e do Senado, vai ser difícil derrotar qualquer nome proposto por Bolsonaro. Força ele tem para ganhar, pois têm cargos, ministérios e influência para atrair votos para o seu candidato.

Com a nomeação do seu indicado para o STF, Nunes Marques, o presidente mandou dizer a Rodrigo Maia que, a partir de agora, quem manda é ele, e que entrará em 2021 com um Congresso a seu favor, pronto para apoiá-lo nas reformas econômicas e nas demais. A Maia, só resta tentar se reeleger deputado, o que não está tão fácil, pelo menos no momento.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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APÓS BARROSO ADIAR ELEIÇÕES EM MACAPÁ, ALCOLUMBRE PEDE A PF E MPF APURAÇÃO SOBRE INCÊNCIO EM SUBSTAÇÃO QUE PROVOCOU APAGÃO NO AMAPÁ

Por Gerson Camarotti

 

Em conversa telefônica com o Blog no início da madrugada desta quinta-feira (12), o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que vai pedir à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF) que investigue as causas do incêndio na subestação de energia que provocou um apagão no Amapá.

A solicitação acontece na sequência da decisão do presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, de adiar as eleições em Macapá, atendendo ao pedido do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O Blog apurou que Barroso tomou a decisão depois de ouvir a PF, Abin e Exército e considerar o quadro grave na capital do Amapá, inclusive com riscos de ataques.

Para o Blog, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, alertou para a situação de terror que tomou conta das ruas de Macapá. “As facções criminosas se juntaram com as facções políticas para desestabilizar a cidade, criar o terror e tumultuar a eleição”, disse o senador, para em seguida completar:

“Um laudo preliminar da Polícia Civil informa que aparentemente não foi um raio, contrariando todas as informações anteriores. Diante de dúvidas, vou pedir oficialmente para que a Polícia Federal e o MPF para que esclareçam o que aconteceu”.

Alcolumbre disse que telefonou nesta quarta (11) para o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, para relatar a situação de caos em Macapá. “Como presidente de um poder, tinha essa responsabilidade de relatar o que está acontecendo aqui. O TRE pediu o adiamento das eleições”, reforçou Alcolumbre.

Apontado candidato na sucessão de Macapá de defender o adiamento das eleições, Alcolumbre rebateu: “O maior prejudicado neste episódio será o meu irmão Josiel, que lidera as pesquisas”.

Fonte: G1

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UM MÊS APÓS EXPLOSÃO EM BEIRUTE SOCORRISTAS ENCONTRAM SINAIS DE VIDA

Socorristas encontram sinais de vida um mês após explosão em Beirute

‘Esses (sinais de respiração e pulso), junto com o sensor de temperatura, significam que há uma possibilidade de vida’, disse um socorrista

INTERNACIONAL

por 

Reuters – Internacional

Um cão de resgate detectou movimento sob um prédio desabado

Equipes de resgate libanesas que vasculhavam escombros em uma área residencial após uma enorme explosão no porto de Beirute em 4 de agosto detectaram sinais de vida sob os destroços, disse um socorrista nesta quinta-feira.

“Esses (sinais de respiração e pulso), junto com o sensor de temperatura, significam que há uma possibilidade de vida”, disse o socorrista Eddy Bitar a repórteres.

Ele concedeu entrevista depois que a agência de notícias estatal do Líbano informou que uma equipe com um cão de resgate detectou movimento sob um prédio desabado na área de Gemmayze, uma das mais atingidas pela explosão em Beirute.

Os socorristas que estão trabalhando no local são voluntários do Chile acostumados a procurar sobreviventes em escombros após terremotos. Segundo o socorrista chileno Francesco Lermonda, é raro, mas não inédito, alguém sobreviver sob os escombros por um mês.

Fonte: R7

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POSSIBILIDADE DE UMA CPI PARA INVESTIGAR AÇÕES DA SAÚDE NO RN É DISCUTIDA POR DEPUTADOS

Deputados discutem possibilidade de CPI para investigar ações da Saúde do Estado

04 set 2020

Deputados discutem possibilidade de CPI para investigar ações da Saúde do Estado

 

Os deputados Gustavo Carvalho (PSDB) e Cristiane Dantas (SDD) se pronunciaram no horário destinado às lideranças, na sessão remota desta quinta-feira (3), na Assembleia Legislativa, sobre o contrato do Governo do Estado para serviço de transporte sanitário de pacientes com Covid-19 durante a pandemia. Cristiane se somou ao colega parlamentar nas críticas feitas ao Executivo, reiterando o apoio à abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

“Na terça-feira vou entregar ao presidente da Assembleia o documento com 9 assinaturas solicitando a abertura de uma CPI”, disse Gustavo Carvalho, que vem trabalhando junto aos deputados de oposição para viabilizar a instalação da CPI. Gustavo critica o contrato firmado pelo Governo para contratar o transporte em ambulâncias equipadas e com pessoal especializado, porém, afirma que encontrou irregularidades durante os 60 dias em que vem investigando o caso.

O deputado questionou a suspensão do contrato, anunciada nesta quarta-feira pelo deputado Francisco do PT, e disse que, ‘coincidentemente’, ele foi suspenso poucos dias depois da presença de uma servidora da Secretaria de Saúde na Comissão de Finanças da Casa. “De nada adianta cancelar esse contrato”, ressaltou Gustavo, afirmando que não abre mão de apresentar a solicitação para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito.

“Não é só por ser de oposição, mas é por ter compromisso com a verdade”, declarou Cristiane Dantas, justificando que apoia a abertura da CPI. Para a deputada, as provas que vêm sendo anunciadas pelo deputado Gustavo Carvalho são “graves” e o caso é “preocupante”.

Em seu pronunciamento, Cristiane falou também sobre o lançamento do ‘Setembro Dourado’, a campanha anual de combate ao câncer infantojuvenil. Ela pediu apoio dos deputados, em especial à Comissão de Saúde, para tentar um contato com o Comandante-Geral da Marinha, na tentativa de destravar o uso de um terreno para garantir a construção de um hospital infantil para crianças com câncer. Ela afirmou que a Liga Norte-rio-grandense já tem 50% dos recursos assegurados, mas precisa desse terreno ao lado de suas instalações, e mesmo tentando uma negociação e não se tratando de doação, a Marinha tem emperrado. “Precisamos unir forças e visitar a Marinha para sensibilizar o Comandante”, encerrou Cristiane.

Fonte: Política em Foco
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