MADURO IRÁ PESSOALMENTE AO IRÃ AGRADECER BENEVOLÊNCIA

Maduro diz que visitará Irã em breve para assinar acordos

Um dos acordos de cooperação será em energia. Ainda não se sabe a data de ida de Maduro para o Irã

Reuters

Maduro diz que precisa agradecer o Irã pessoalmenteMaduro diz que precisa agradecer o Irã pessoalmente

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse na segunda-feira (2) que visitará o Irã em breve para assinar acordos de cooperação em energia e outros setores, depois que o país do Oriente Médio enviou cinco navios-tanque para a Venezuela.

“Sou obrigado a agradecer pessoalmente ao povo”, afirmou Maduro em um discurso na televisão estatal, sem fornecer uma data para a visita.

Fonte: R7

Continuar lendo MADURO IRÁ PESSOALMENTE AO IRÃ AGRADECER BENEVOLÊNCIA

ALRN FAZ DOAÇÃO DE 25 MIL MÁSCARAS COM TRIPLA PROTEÇÃO E 141 MIL LITROS DE ALCOOL LÍQUIDO 70%

ALRN doa mais de 160 mil unidades de EPIs no combate ao coronavírus

São 141 mil litros de álcool líquido 70% e 25 mil máscaras com tripla proteção para os profissionais da saúde e segurança que atuam em território potiguar

Por Redação – Publicado em 02/06/2020 às 10:50

Assembleia Legislativa do RN

Somente em álcool líquido, foram doados 141 mil litros para serem usados como medida preventiva; máscaras foram 25 mil

As redes públicas de saúde e segurança do Rio Grande do Norte recebem um grande apoio para os que estão na linha de frente no enfrentamento ao novo coronavírus. São 141 mil litros de álcool líquido 70% e 25 mil máscaras com tripla proteção para os profissionais de saúde e agentes de segurança pública que atuam em território potiguar doados pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.De acordo com o Legislativo, os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) chegarão a milhares de potiguares que atuam nas duas principais pastas em atuação neste momento de combate à pandemia provocada pela contaminação através do novo coronavírus. “O mundo vive a maior crise dos últimos tempos por causa do Coronavírus. E no Brasil a situação não é diferente. Aqui no Rio Grande do Norte, enfrentamos um desafio constante na luta para salvar vidas. A sociedade merece ações responsáveis e rápidas no combate à pandemia e por isso, como presidente, representando a vontade da população e dos 24 deputados estaduais e servidores, anunciamos a destinação de R$ 2 milhões e noventa mil reais para leitos de UTI do Hospital da Polícia Militar e 166 mil unidades de Equipamentos de Proteção Individual para atender aos profissionais de saúde, segurança e à população nos hospitais regionais, referenciados para a Covid-19”, aponta o presidente da ALRN, Ezequiel Ferreira (PSDB).

E não para por aí. A doação dos EPIs veio no combo com o repasse financeiro para custeio do funcionamento de leitos de UTI do Hospital da Polícia Militar, em Natal. O investimento tem valor total de R$ 2,1 milhões. O aporte financeiro do Poder Legislativo – com repasse imediato ao custeio da unidade hospitalar que atende a pacientes com Covid -19 – foi possível mediante redução de despesas e suspensão de atividades de projetos do Legislativo. Todos os 24 deputados estaduais concordaram com a doação, entendendo a responsabilidade de atuar de forma urgente junto aos que mais precisam e lutam por atendimento preventivo e de urgência na rede estadual de saúde pública do RN.

O Legislativo Estadual também destaca as iniciativas feitas durante a pandemia em razão da proliferação do novo coronavírus. Inicialmente, a Assembleia Legislativa se antecipou aos primeiros casos de mortes no Brasil e em 12 de março, elaborou material de comunicação interna e externa – junto ao Setor de Saúde e Políticas Complementares; Recursos Humanos e Qualidade de Vida, com aprovação da Diretoria-Geral e Administrativa – na produção e publicação sobre a contaminação do novo coronavírus com objetivo de combater a pandemia.

Na mesma semana e com base na estrutura física do prédio da ALRN, os deputados aprovaram decreto em razão da pandemia do coronavírus, suspendendo parcialmente atividades presenciais na Casa. O ato foi alterado no dia 18 de março com a suspensão das atividades da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte “em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19)”. A aprovação do requerimento assinado pelos parlamentares médicos foi feita à unanimidade. No outro dia, o Governo do Estado envia decreto de calamidade pública que é aprovado pelos deputados estaduais, permitindo ações emergenciais como a transferência de recursos entre pastas e atos publicados pela chefe do Poder Executivo, como a quarentena, suspensão de atividades no comércio e obrigações atribuídas à sociedade como o uso de máscaras e distanciamento social, publicação em Diário Oficial com o aval das autoridades sanitárias e em saúde do Estado durante a pandemia.

O mundo no período da pandemia mudou. E o legislativo acompanhou essa mudança. Votado em Plenário, deputados aprovaram criação de Comissão Parlamentar de Combate ao Coronavírus. Reuniões diárias, ouvindo setores da sociedade preocupados com a saúde; economia; combate à violência doméstica e recuperação econômica do Estado durante os dois meses de quarentena.

E a preocupação com os servidores do Legislativo Estadual também foi estabelecida com apresentação explicativa sobre o novo coronavírus e atendimentos virtuais de saúde e psicologia destinados aos servidores. Pensando no bem-estar dos servidores, espalhados por todas as regiões do Rio Grande do Norte durante a quarentena, a Coordenadoria de Gestão de Pessoas elaborou cartilha com orientações como maneira de minimizar os impactos do isolamento social. Divisão de Saúde se movimentou também para assegurar a saúde física e saúde mental dos servidores, disponibilizando atendimentos virtuais para pacientes em tratamento, como é o caso da terapia feita por psicólogos e ainda, a telemedicina feita por profissionais da Diretoria de saúde da Casa.

Os canais de comunicação também estão funcionando a todo vapor com material produzido pela Diretoria de Comunicação da Assembleia, pela TV e Rádio Assembleia, com seus assessores, publicitários, fotógrafos e repórteres retratando o dia a dia no legislativo e produzindo material de conscientização em relação a prevenção ao novo coronavírus. Um dos cases no pioneirismo foi o post que rendeu maior engajamento do ano com as dicas de distanciamento social; uso de máscaras e álcool 70% no período anterior a primeira morte no Brasil, datada em 17 de março. Outro marco durante a pandemia é a transmissão ao vivo pela Tv Assembleia (canal 51.3) e pelo site (al.rn.gov.br) das coletivas de imprensa do Governo do Estado, marcando a parceria e apoio irrestrito à população no combate à pandemia. Os números mostram o zelo e a transparência com que a crise vem sendo tratada no RN.

Outro marco considerado importante no Legislativo foi feito pela consagrada equipe da Diretoria de Gestão Tecnológica, campeã do prêmio Unale de Gestão, modelo em todo o Brasil. Os servidores desenvolveram o Sistema de Deliberação Remota (SDR) através de software para que as sessões do parlamento fossem totalmente informatizadas. O rito tradicional de deliberação e votação foi substituído temporariamente pelos meios digitais de computadores, smartphone e o tablet, padronizando a qualidade na transmissão ao vivo feita pela Tv Assembleia em canal aberto (51.3) e ainda no site e redes sociais. O tablet também guarda com segurança a votação remota dos deputados. As sessões virtuais desde então, ocorrem normalmente nos dias e horários estabelecidos pelo Regimento Interno nas manhãs de terça, quarta e quinta-feira, a exemplo do Congresso Nacional.

A democratização dos sistemas legislativos – operados remotamente – também chegaram ao E-legis, facilitando consultas ao sistema protocolar da Assembleia, sem ser necessário o contato presencial, preservando a saúde e a vida dos servidores e população. O atendimento virtual também foi implantado pela Diretoria Legislativa que através de e-mail recebeu os encaminhamentos dos decretos de calamidade pública nas esferas municipais, garantindo a aprovação dos atos pelo legislativo estadual, como prevê a Constituição Brasileira.

Pensando no apoio também à pasta da educação, a ALRN assinou convênio com a Educação Estadual transmitindo ao vivo aulas para estudantes da rede pública de ensino em canal aberto em todas as regiões do Rio Grande do Norte. Ato elogiado pela União dos Legisladores e Legislativos do Brasil (Unale), entidade nacional que representa as assembleias e câmaras municipais.

E para também contribuir com a sociedade em geral, principalmente os adultos, a Escola da Assembleia disponibiliza cursos online no período da pandemia. Tudo gratuito e em diversas áreas como educação financeira; gestão de negócios para empreendedores; questão e ritos eleitorais; comunicação e uso de redes sociais, além de temas ligados à gestão pública, marca consagrada da instituição de ensino.

E se os deputados propuseram mais de 100 ações do legislativo, entre requerimentos, projetos de lei e atos de regulamentação, a equipe de servidores que atuam no Planejamento Estratégico também continua suas atividades na construção do “Horizonte 2023” com reuniões semanais divulgadas com planos e metas para o legislativo.

Durante a pandemia, a ALRN notificou em seus quadros de servidores casos de contaminação do novo coronavírus. A exemplo deles, o caso do deputado Hermano Morais (PSB) e acompanha diariamente as notificações dos servidores em tratamento da doença. Recentemente, a ALRN prestou solidariedade as famílias dos servidores que não resistiram à contaminação, vítimas da Covid-19 com acompanhamento nas despedidas e nota de pesar, também informando a sociedade nas redes sociais e nos telefones funcionais através de listas de transmissão tudo que acontece dentro da Casa.

A Procuradoria-Geral da ALRN também contabiliza atos e feitos jurídicos que merecem destaque. Além da elaboração dos decretos de suspensão de atividades, defendeu a legitimidade na continuidade da atividade parlamentar no momento em que a sociedade mais precisa, garantindo segurança jurídica aos atos do legislativo.

Essa semana, a sede e os anexos da ALRN passarão pelo processo de desinfecção de ambientes para evitar contaminações de pessoas. A ação será executada pelas forças armadas, seguindo os protocolos de biossegurança e sanitização. Outras medidas estão sendo tomadas para garantir a tranquilidade dos deputados e servidores em relação aos plano de retomada que está sendo elaborado para definir a diretriz e o protocolo a ser implementado e executado ao fim da quarentena, com objetivo de minimizar as consequências negativas e prejuízos da pandemia. O objetivo das ações é a segurança e a tranquilidade para os deputados estaduais e Servidores da Assembleia Legislativa do RN.

Fonte: Agora RN

Continuar lendo ALRN FAZ DOAÇÃO DE 25 MIL MÁSCARAS COM TRIPLA PROTEÇÃO E 141 MIL LITROS DE ALCOOL LÍQUIDO 70%

OPINIÃO: A CENSURA ÀS SUPOSTAS “FAKE NEWS” É UM DESRESPEITO A RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL ALÉM DE ARROGANTE E TOTALITÁRIO

Caro(a) leitor(a),

O artigo a seguir expressa a opinião e o pensamento de Brittany Hunter, fundadora do website generationopportunity.org e membro da Foundation For Economic Education. É um daqueles artigos que não posso deixar passar incólume sem publicá-lo aqui na nossa coluna OPINIÃO, pois em meio a tempos tão tumultuados e difíceis, em que as famigeradas “fake news” desvirtuam e deixam as pessoas tão confusas, é altamente esclarecedor e pode ajudar a abrir a sua mente para enxergar com maior clareza o que são direitos e responsabilidades individuais. Por isso lhe convido a ler o artigo completo a seguir, refletir e tirar suas conclusões. Assim espero contribuir para que você possa fazer o seu melhor juízo de valor!

Na censura às supostas “fake news”, a maior vítima é a responsabilidade individual

Somente o indivíduo é o responsável por seu consumo de informações

 

quinta-feira, 28 maio 2020

Nota do Editor

Um lado classifica de “fake news” as críticas recebidas e pede censura. O outro também. Um lado aplaude quando Facebook, Twitter e YouTube tiram do ar perfis e páginas “ofensivas” e difusoras de “fake news” contra ele. O outro exige o mesmo.

Em comum, ambos os lados criticam as “fake news” quando estas lhes são desfavoráveis. E quase sempre pedem censura.

E então entra em cena a mídia convencional dizendo-se a única fonte confiável de notícias, e pede que os leitores ignorem as “inconfiáveis” redes sociais e recorram somente a ela (grande mídia) caso queiram saber “a verdade”.

E aí, para completar o circo, surge o STF e simplesmente manda confiscar a propriedade de qualquer pessoa que critique os togados nas redes sociais. O lado oposto aplaude.

E a imprensa demonstra indisfarçável regozijo — pois sabe que a atitude do STF fortalece seu monopólio da informação — e pede mais.

Sim, atualmente, todos estão obcecados em tentar exercer controle sobre o fluxo de informações. Principalmente os políticos e burocratas do estado. Consequentemente, eles passaram a exigir que páginas e perfis com opiniões tidas — por eles mesmos — como “impróprias” sejam banidas das redes sociais.

Pior: querem multar as plataformas (inclusive o WhatsApp) que permitem o compartilhamento de informações que suas excelências considerem “fake news”. Alguns já falam abertamente em até mesmo banir essas plataformas que permitem tamanha “atrocidade”.

O que jamais é discutido nisso tudo é a questão da responsabilidade individual e dos direitos de propriedade.

O artigo abaixo tenta esclarecer essa questão crucial.

___________________________________

Antes de falar sobre “fake news” e a maneira correta de combatê-las, é imprescindível falar sobre liberdade de expressão e seus limites.

Sejamos diretos: a liberdade de expressão não se aplica à propriedade privada alheia. Uma pessoa tem “liberdade de expressão” apenas em sua própria propriedade ou na propriedade de alguém que concordou voluntariamente em lhe conceder o espaço determinado.

Logo, não existe isso de “direito à liberdade de expressão” nas redes sociais; existem apenas direitos de propriedade. Você pode falar o que quiser em sua propriedade, mas não na propriedade alheia. Consequentemente, se uma determinada plataforma ou rede social (que são instituições privadas) decide banir usuários ou retirar páginas do ar, paciência. É um direito dela.

Ademais, embora sejamos totalmente livres para discordar dessa decisão das redes sociais, e também sejamos livres para estimular boicotes à grande mídia quando esta divulga notícias que julgamos incorretas, tal postura ignora o cerne da questão: Facebook, YouTube, Twitter, Instagram e toda a grande mídia não são os responsáveis pela difusão de notícias falsas e de informações incorretas, por mais que nossa crença neste fato reforce nossa própria narrativa.

Ao fim e ao cabo, a única pessoa responsável por diferenciar fato de ficção é o indivíduo.

A responsabilidade individual ainda existe

Quando eu era criança, costumava ir com minha mãe ao supermercado. Na fila do caixa, eu sempre olhava maravilhada para os tablóides sensacionalistas que ficavam à mostra nas prateleiras ao lado. “Saddam Hussein, na realidade, é uma mulher”, dizia uma manchete. Outra anunciava uma entrevista exclusiva com um homem de quatro cabeças. Outra alegava um furo inédito: o exorcismo de um gato demoníaco.

Mesmo ainda criança, eu já entendia que aquelas manchetes eram falsas. Mas ainda assim eu ficava confusa.

“Por que essas revistas podem contar mentiras? Isso não deveria ser ilegal?”, perguntei para minha mãe. “E se alguém acreditar nelas?”.

“Algumas pessoas de fato acreditam nelas”, respondeu minha mãe, que então me contou sobre uma amiga de infância que nunca perdia uma edição do World Daily News [site que divulga intencionalmente notícias falsas para enganar leitores ingênuos].

E prosseguiu: “Mas cada pessoa é responsável por tomar estas decisões por conta própria”.

A liberdade de escolher e de pensar por conta própria é um dos mais sagrados atributos do indivíduo. Porém, infelizmente, nos últimos anos, várias pessoas adotaram a atitude de colocar suas preferências políticas acima da responsabilidade individual.

A política criou um divisor: todos acusam aqueles com opiniões diferentes de estarem divulgando informações falsas.

E, apenas para deixar claro, no mundo político, há muita informação falsa. Faz parte do jogo. E isso não é exclusividade de um lado: todos são culpados. Só que, recentemente, a coisa ficou fora de controle, de modo que, para censurar “fake news” políticas, as pessoas estão recorrendo até mesmo à desculpa de “mau comportamento”.

Por exemplo, quando o Facebook e o YouTube são pressionados e acabam banindo determinados usuários, a alegação é que tais pessoas “violaram seus respectivos termos de uso”. Mais especificamente, as gigantes das redes sociais alegam que os usuários foram banidos porque incorriam em “discurso de ódio” e faziam “bullying”, e não porque espalhavam “informações falsas”.

Só que, embora neguem que o banimento de determinados usuários e páginas tenha a ver com o temor de estarem disseminando informações falsas, a verdade é que esta é exatamente a causa do banimento. Afinal, é exatamente por medo de que as pessoas irão simpatizar com tais visões, que essas organizações tomaram a decisão de censurar informações que elas consideram ser falsas ou incorretas.

Afirmações falsas e opiniões consideradas abomináveis sempre existiram e sempre existirão, estejam seus portadores nas redes sociais ou não. No entanto, há uma grande vantagem em permitir que tais pessoas possam expressar livremente suas visões nas redes sociais: isso permitirá às demais pessoas tomarem suas próprias decisões quanto a estas visões. E se estas decisões incluírem a opção de julgar alguém tendo por base sua cor, sua religião, sua nacionalidade, seu gênero ou sua orientação sexual, então ao menos você já saberá quais pessoas deve evitar em seu convívio.

Ao permitir que as pessoas livremente se associem a outras pessoas que você considera repugnante, isso lhe permitirá fazer um uso ainda melhor dessa mesma liberdade: você poderá optar por se afastar dessas pessoas. Isso vale tanto para pessoas que pensam diferente em questões mais explosivas como raça, sexualidade e religião, quanto para pessoas que pensam diferente em coisas mais prosaicas como economia e política.

Eventuais “discursos de ódio” ou mesmo “difusão de idéias erradas e notícias falsas” deveriam ser vistos como um sintoma social, e não uma desculpa para censura e banimentos.

A melhor maneira de combater idéias ruins é com idéias boas. Ao permitir uma miríade de opiniões diferentes circularem livremente nas redes sociais, você dá a todos os indivíduos a oportunidade de julgar os méritos de cada opinião e, assim, tomarem suas próprias decisões. E se as idéias que você defende são realmente as “verdadeiras”, então não há nada a temer.

Pedir a censura ou até mesmo a prisão de alguém que espalha “fake news”, de alguém que diz algo com que você não concorda, ou mesmo de alguém que diz algo que você considera imoral e repugnante, apenas mostra sua insegurança. Você teme aquilo que está sendo dito. Você teme que tais idéias ganhem seguidores. Você teme que seu político de estimação seja prejudicado. Você teme que suas ideias percam espaço. E teme não saber contra-argumentar.

Há um enorme mercado de idéias em que diferentes pontos de vista concorrem entre si. Se nós, como indivíduos, acreditamos que nossa visão é a “certa”, a “moral” ou apenas a “boa”, então deixemos que ela concorra por seus próprios méritos no mercado de idéias.

Por fim, há também aqueles que dizem que “fake news” e “discursos de ódio” devem ser banidos pelo bem do “tecido social”, e também para evitar que a sociedade fique “politicamente dividida”. Dizer o quê? Se o fluxo de informações, verdadeiras ou falsas, pode afetar a convivência das pessoas e esgarçar o tecido social, então a verdade é que esse tecido social nunca foi muito forte, e iria se arrebentar de qualquer jeito.

O que fazer?

Logo, se Facebook, Twitter, YouTube e Instagram podem, mas não devem, banir usuários e postagens das quais não gostam, e considerando que o estado certamente não deve censurar opiniões ou controlar a disseminação de informações, o que então podemos fazer para estancar a difusão de informações falsas?

A resposta, que certamente irá incomodar a muitos, é uma só: absolutamente nada.

Tudo o que você pode fazer é criar e circular informações, e acreditar que suas idéias são robustas o bastante para falar por si sós, e com isso convencer as demais pessoas.

Somente o indivíduo é responsável por seu consumo de informações. Se uma determinada pessoa opta por acreditar em coisas erradas, ou se ela não quer checar a veracidade das coisas que lê e ouve, ela própria sofrerá as consequências. Isso se chama responsabilidade individual.

Ao constantemente tentar censurar e banir tudo de que não gosta, você, na prática, está dizendo que todos os outros indivíduo são incapazes de tomar a decisão correta por conta própria. E isso, além de arrogante, é uma postura totalitária.

Fonte: Mises Brasil

Continuar lendo OPINIÃO: A CENSURA ÀS SUPOSTAS “FAKE NEWS” É UM DESRESPEITO A RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL ALÉM DE ARROGANTE E TOTALITÁRIO

TENSÃO AUMENTA ENTRE EUA E CHINA, APESAR DE GUERRA SER AMEAÇA AINDA DISTANTE

EUA x China: Tensão aumenta, mas pandemia e eleição adiam confronto

Avanço tecnológico e militar chinês assusta os poderosos norte-americanos, mas possibilidade de uma guerra, ainda que fria, é apenas ameaça distante

Giovanna Orlando, do R7

 

China acusa EUA de tentarem provocar uma Guerra Fria China acusa EUA de tentarem provocar uma Guerra Fria

Trocas de farpas constantes, ataques racistas e culpabilização de outro país por uma pandemia, sanções econômicas fortes e falta de diplomacia são a receita perfeita para uma possível nova Guerra Fria entre Estados Unidos e China.

Depois de uma guerra comercial que durou 2 anos e os constantes ataques vindos de Donald Trump desde que ele assumiu a presidência, em 2017, a China acusou o país de estar tentando provocar um conflito entre os dois países.

A grande dúvida é se esse conflito seria armado ou no mesmo formato que a Guerra Fria disputada entre EUA e União Soviética, em 1947, em que não houve um confronto direto, mas os países competiam entre si no campo econômico e tecnológico, além de financiarem guerras e guerrilhas em diversos países.

Segundo o professor de Relações Internacionais, especialista em China e ex-embaixador brasileiro no país asiático, Fausto Godoy, os Estados Unidos se sentem ameaçados pelo desenvolvimento e crescimento econômico da China.

Para ele, o avanço chinês e domínio na área da tecnologia é o que assusta os americanos, já que a China de hoje não é a mesma do século passado, que se sustentava com exportação de produtos baratos e enfrentava a pobreza e a miséria, e agora está conquistando o espaço e o mercado que foi deixado de lado pelos Estados Unidos quando Trump começou a valorizar e focar na economia interna.

“A China assusta. A China de hoje não é uma China miserável”, explica. “Isso é uma guerra tecnológica travestida de guerra comercial.”

Para ele, um conflito armado e uma nova Guerra Fria não são viáveis e não há a menor chance de que os países apostariam em um confronto direto agora, tanto pela questão da pandemia do novo coronavírus quanto pela proximidade das eleições nos EUA, nas quais Donald Trump busca uma reeleição.

Já o professor de Relações Internacionais da ESPM e economista Leonardo Trevisan diz que sempre existe a possibilidade de um conflito armado entre as duas potências ou então um esfriamento de relações no mesmo formato que a Guerra Fria.

“A China é uma potência militar em ascensão”, diz o professor, que destaca que o país agora tem controle do Mar do Sul, uma região antes sob domínio norte-americano. “Esse é um controle preocupante.”

Para Trevisan, a tensão entre os dois países começou a aumentar com a posse de Donald Trump, em 2017, que tem um discurso mais duro e uma retórica mais agressiva que os democratas, e que há dois anos os problemas vêm se empilhando, como uma guerra comercial, a administração do yuan, gerando uma guerra financeira, e uma guerra tecnológica, já que a China se tornou a referência no mundo e é o único país a ter 5G.

Além das guerras diplomáticas travadas, os Estados Unidos e a China também se desentendem quanto a Hong Kong.

Desde 2019, a região autônoma de Hong Kong entrou no noticiário internacional por causa dos protestos contra o governo chinês, pedindo maior autonomia e democracia. Os protestos foram majoritariamente liderados por jovens, que se reuniam semanalmente em marchas gigantescas pela cidade, que por vezes foram marcadas pela violência policial e vandalismo.

Antes uma província britânica, Hong Kong foi devolvida à China em 1998 e funciona desde então com a política de “um país, dois sistemas”, o que permite que Hong Kong tenha uma espécie de autonomia econômica e legislativa com relação à China e possa negociar com outros parceiros comerciais sem estar diretamente ligado ao governo chinês.

O professor Fausto Godoy explica que Hong Kong era “uma desculpa da China para uma abertura para o mundo”. Segundo o professor, o governo chinês criou na região as 32 zonas econômicas, que permitiam que estrangeiros usassem o espaço físico e mão de obra chinesa para fabricar seus produtos, que seriam vendidos depois pela Inglaterra, dona da região. Com isso, a China se beneficiava com transferência de tecnologia até conseguir se firmar como uma referência mundial.

Com a transformação da China em um dos principais exportadores de tecnologia no mundo, Hong Kong perdeu seu propósito, diz o especialista, que ressalta que a autonomia e “liberdade” de Hong Kong só dura até 2049, quando a região será incorporada ao território chinês e fará parte da China.

Os Estados Unidos também tinham negócios com Hong Kong e a decisão de não reconhecer mais a autonomia da região foi vista como uma espécie de interferência, já que a China diz que o assunto é interno, diz Trevisan, que ressalta que as atitudes dos dois países já eram esperadas.

Por hora, nenhum dos dois países ameaçou diretamente o outro ou anunciou planos de um ataque iminente. Esse cenário extremo é o mais improvável, segundo Godoy, que acredita que, caso haja alguma forma de conflito, “a China vai comprar a briga da maneira dela e vai revidar da maneira que ela acha conveniente”.

Para Trevisan, a possibilidade de uma guerra agora “é um passo perigoso demais”, ainda mais levando em conta que os Estados Unidos tem o exército mais poderoso do mundo e um batalhão e porta-aviões no Mar do Sul da China.

“Não há dúvidas que os EUA tem uma força militar muito maior que a China. A China tem aliados na Ásia e acordos com a Rússia, que tem força militar e armamento nuclear, mas nas vésperas de uma eleição isso não aconteceria”, diz.

Caso um confronto estourasse na Ásia, os EUA teriam a ajuda dos dois maiores PIB’s asiáticos, o Japão e a Coreia do Sul, enquanto a China teria ajuda do restante da Ásia e, possivelmente, até da Austrália.

“Os aliados da China são mais numerosos, mas em questão de força, de qualidade, os Estados Unidos estão à frente”, conclui.

Fonte: R7

Continuar lendo TENSÃO AUMENTA ENTRE EUA E CHINA, APESAR DE GUERRA SER AMEAÇA AINDA DISTANTE

CANDIDATO DEMOCRATA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DECLARA APOIO A PROTESTOS NOS EUA

CANDIDATO DEMOCRATA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DECLARA APOIO A PROTESTOS NOS EUA
Former Vice President Joe Biden speaks at the Kilcawley Center at Youngstown State University, Monday, Oct. 29, 2018, in Youngstown, Ohio. (AP Photo/Tony Dejak)

 

Biden declara apoio a protestos nos EUA, mas condena distúrbios

Candidato democrata à presidência disse compreender o drama dos negros no país e disse que é correto protestar contra a brutalidade policial

INTERNACIONAL

Da EFE

 

Biden declara apoio às manifestações nos EUA Biden declara apoio às manifestações nos EUA

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, e atual pré-candidato democrata à presidência, Joe Biden condenou neste domingo (31) os distúrbios ocorridos nos últimos dias derivados dos protestos contra o assassinato de George Floyd, homem negro sufocado até a morte por um policial branco, e afirmou que o país não pode permitir que a dor o destrua.

“Somos uma nação com dor, mas não podemos permitir que esta dor nos destrua. Somos uma com raiva, mas não podemos permitir que a raiva nos consuma. Somos uma nação exausta, mas não podemos permitir que o cansaço nos derrote”, disse em comunicado.

Biden acrescentou que, nos últimos dias, foi feito um manifesto de que os EUA são um país “furioso por justiça”.

“Qualquer pessoa consciente pode compreender o trauma que os negros experimentam neste país, desde indignações diárias à violência extrema, como o horrível assassinato de George Floyd”, declarou.

Floyd morreu enquanto estava sendo detido na segunda-feira passada, em Minneapolis. O policial Derek Chauvin pressionou Floyd contra o chão com o joelho em seu pescoço durante quase nove minutos, provocando uma morte por sufocamento.

A brutalidade policial desencadeou uma onda de protestos e distúrbios, com saques, incêndios e repressão da polícia em Minneapolis e outras cidades dos EUA.

Biden reconheceu que “é correto e necessário” protestar contra a brutalidade policial, “uma resposta completamente americana”, mas advertiu que “queimar comunidades e a destruição desnecessária não são, nem a violência que coloca vidas em risco”.

“Nunca deveria ser permitido o ato de protestar ofusque a razão do nosso protesto”, comentou.

O pré-candidao pediu para que os Estados Unidos se juntem a ele para fazer o país atravessar “o limiar turbulento para uma nova fase de progresso, inclusão e oportunidade”.

“Como presidente, vou ajudar a liderar esta conversa e, mais importante ainda, vou ouvir. Vou manter o compromisso que assumi com o irmão de George, Philonise, de que George não será uma mera hashtag”, enfatizou.

“Devemos e vamos chegar a um ponto em que todos, independentemente da raça, acreditem que ‘proteger e servir’ significa protegê-los e servi-los. Só ficando juntos é que ficaremos mais fortes do que antes. Mais iguais, mais justos, mais esperançosos e mais próximos da nossa união mais perfeita”, concluiu.

Fonte: R7

Continuar lendo CANDIDATO DEMOCRATA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DECLARA APOIO A PROTESTOS NOS EUA

SÃO PAULO É REPROVADA EM PROTOCOLO DA OMS PARA REABRIR ECONOMIA

São Paulo só atende 2 de 6 critérios recomendados pela OMS para reabrir

Estadão Conteúdo

31 de Maio de 2020 às 08:33

O Monumento às Bandeiras, na zona sul de São Paulo, com máscaras de proteçãoO Monumento às Bandeiras, na zona sul de São Paulo, com máscaras de proteção

Embora a Prefeitura de São Paulo tenha anunciado que passará, a partir de segunda-feira, a receber propostas de representantes do setor privado para liberar parcialmente a retomada das atividades comerciais, a capital paulista só atende a dois de seis critérios recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para iniciar um processo de relaxamento do distanciamento social, segundo um relatório da própria Prefeitura, publicado na última sexta-feira.

De acordo com o quatro Relatório Situacional da Covid-19, no momento, “impedir a escalada da transmissão e atingir a estabilidade com transmissão de baixo nível ou próxima de zero deve ser a prioridade”. O texto, elaborado por técnicos da Secretaria Municipal da Saúde, destaca ainda o distanciamento social como medida que “tem possibilitado ao poder público municipal ampliar sua capacidade de atenção de forma ordenada e efetiva”.

O documento cita outro relatório, Covid-19 Strategy Update, elaborado pela OMS e publicado em 14 de abril, que contém parâmetros a serem considerados em uma transição e relaxamento gradual das medidas de distanciamento.

Os requisitos já cumpridos pela cidade são: ter capacidade de detectar e tratar novos casos, sobretudo os graves, e adotar medidas de prevenção em locais de trabalho. “Isso inclui medidas de distanciamento social, orientações de higiene e de etiqueta respiratória, e, quando possível, monitoramento da temperatura”, afirmam os técnicos que fizeram o relatório.

Já entre os critérios que ainda não são atendidos para iniciar o processo, estão: o controle sobre a transmissão da doença, que seria observada caso o surgimento de novos casos fosse esporádico”, todos por contatos conhecidos ou importações”; a redução do risco de novos surtos, com maior controle sobre a prevenção à doença; controles sobre o surgimento de casos importados; e, por fim, conscientização da população: no novo cenário, a população deve estar consciente de que todo caso, grave ou não, deve resultar em isolamento do paciente.

O relatório faz ainda um balanço das ações adotadas pela Prefeitura até aqui e destaca que, antes da pandemia, a cidade possuía 507 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Agora há 1.007 leitos só para a covid-19. De acordo com o texto, todos os dias 45 novos pacientes com a doença requisitam leitos de UTI, em média. Na semana do dia 21 de março, a média era ainda maior: 55.

Por meio de nota, a secretaria da Saúde informou que as regra da OMS são recomendações, não determinações. “O município tem trabalhado com outros critérios, como redução da disseminação com atuação única no Brasil no controle da covid-19, com a presença de toda a rede básica e a rede hospitalar envolvida”.

Ainda segunda a nota, “o número de casos estão em forma decrescente de crescimento”. Além disso, a nota afirma que o governo do Estado “coloca (a cidade) em melhor situação dentro da região metropolitana.

Retomada

Neste sábado, 30, o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, afirmou que a cidade irá retomar, a partir de amanhã, consultas e cirurgias eletivas. “Mantivemos o funcionamento normal das consultas e também de cirurgias de cinco casos: os casos crônicos de diabete e cardiopatas, para recém-nascidos, para gestantes e vacinação. Fizemos a suspensão de pequenas cirurgias eletivas e também de algumas consultas. Mas já determinamos, a partir da semana que vem, que as consultam suspensas voltem a ser marcadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs)”, afirmou.

Casos e mortes

Pelo terceiro dia consecutivo, o Estado de São Paulo, epicentro da pandemia de coronavírus no Brasil, registrou mais de 5.500 novos casos de infecção pela doença em 24 horas. Dados divulgados neste sábado pela Secretaria Estadual da Saúde mostram que o total de casos chegou a 107.142. O total de pessoas mortas aumentou de 7.275 para 7.532 de sexta-feira para este sábado, aumento de 257 casos. Os três maiores recordes de número de novos casos por dia da pandemia, desde março, foram atingidos, nesta quinta (6.382), sexta (5.691) e sábado.

A taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é estável: 71,6% no Estado e 83,1% na região metropolitana da capital, que recebeu autorização da gestão João Doria (PSDB) para iniciar planos de reabertura comercial.

Somente entre sexta-feira e este sábado, o coronavírus chegou em mais quatro cidades do Estado. Agora, são 525 cidades paulistas com registros da doença. “O número de pacientes internados é de 12.988, sendo 8.190 em enfermaria e 4.798 em unidades de terapia intensiva”, informa a secretaria. Parte das cidades do interior do Estado iniciará segunda-feira processos de reabertura econômica.

Índice

A taxa de isolamento social no Estado ficou em 47%, índice mais baixo do que o aferido na sexta-feira anterior, 22, quando ficou em 48%. No caso da capital, onde a queda também foi de um ponto porcentual em relação à sexta-feira passada, o índice ficou em 48%.

Fonte: CNN

Continuar lendo SÃO PAULO É REPROVADA EM PROTOCOLO DA OMS PARA REABRIR ECONOMIA

SOCORRISTAS DO SAMU OBSERVAM MUDANÇA DE PERFIL DOS PACIENTES COM COVID-19

A rotina sob pressão dentro de uma ambulância que carrega pacientes com covid-19

Socorristas do Samu acostumados a lidar com traumas veem mudança no perfil de pacientes durante a pandemia, que já deixou mais de meio milhão de infectados até este domingo

BEATRIZ JUCÁ

Santo André – 31 JUN 2020 – 20:37 BR

Paciente com suspeita de coronavírus é transferida para uma UPA de Santo André pelo Samu.Paciente com suspeita de coronavírus é transferida para uma UPA de Santo André pelo Samu

São duas horas da tarde de terça-feira, 26 de maio. A tranquilidade que tomava a base central do Samu de Santo André ―a quarta maior cidade de São Paulo― é quebrada por um chamado no rádio. “É covid”, grita um profissional que conversava com os companheiros na garagem. O enfermeiro Haroldo Guireli e o condutor Ricardo Vieira Lopes correm para se paramentar. Colocam máscara, gorro, luva e avental e logo seguem em uma ambulância básica para encontrar uma paciente de 37 anos que estava em uma clínica na qual costuma fazer hemodiálise, um tratamento para filtrar o sangue quando os rins não funcionam bem. A gravidade repassada pelo rádio não indicava necessidade de usar a estrutura mais sofisticada, com UTI móvel. Guireli e Vieira encontram a paciente cerca de meia hora depois do chamado no rádio, com um cateter de oxigênio e aparência cansada. Saturava a 87% quando o normal é acima de 95%. Eles entram na unidade de saúde com pressa, a envolvem numa estrutura que parece alumínio e a conectam em um pequeno cilindro de oxigênio para ajudá-la a respirar no trajeto. Logo depois a levam até a ambulância, onde voltam a avaliá-la. Observam a saturação, a temperatura e só então conseguem iniciar uma conversa difícil, entrecortada pelo cansaço dela e pelas barreiras impostas pela máscara especial, que protege os profissionais mas torna suas vozes pouco audíveis.

 

Aos poucos, eles vão descobrindo que a mulher havia ido à clínica sozinha, como costumava fazer rotineiramente. Não chegou sequer a fazer a sessão de hemodiálise, quando profissionais da saúde observavam que ela apresentava sintomas que poderiam ser da covid-19 e, diante de sua dificuldade para respirar, chamaram o Samu. Há dias, a paciente sentia febre e tosse seca, que vinha controlando com um antitérmico. Havia perdido paladar e olfato. “Está mais para positivo do que para negativo. Acho que é a covid-19”, diz o enfermeiro Guireli, de 51 anos, logo após deixá-la na unidade de pronto-atendimento onde faria novos exames para definir para qual hospital ela deveria ser encaminhada. Guireli atua no socorro há 22 anos. Começou como condutor no Resgate Voluntário de São Paulo, se formou enfermeiro e está na linha de frente da enfermagem do Samu há 10 anos. Acostumado a acompanhar principalmente casos de traumas, viu o perfil de seus pacientes mudar desde março ―quando a pandemia ganhou força no país. Santo André conta 2.330 casos confirmados e 130 mortes pela covid-19, uma pequena parte do que se vê no país, que neste domingo ultrapassou o meio milhão de casos, com 29.314 óbitos. Mas o município da Grande São Paulo viu aumentar em 20 vezes a busca de pacientes com sintomas gripais nos postos de saúde e nas unidades de pronto-atendimento nos últimos dois meses.

O reflexo dessa demanda é sentido também no Samu, onde os profissionais precisaram adaptar o seu ofício diário a uma nova nova realidade. Equipamentos de proteção, assim como a função de desinfectar a ambulância a cada retorno de uma ocorrência, foram adicionados à rotina. “A gente já passou pela H1N1, pela dengue, mas essa doença agora é diferente. Acho que entrou na cabeça de todo mundo que luva, máscara e avental é obrigatório. Não tem mais jeito de trabalhar sem”, diz Guireli.

O enfermeiro também precisou mudar o olhar sobre cada paciente em um exercício diário de tentar identificar uma doença ainda pouco conhecida e bastante agressiva em sua manifestação mais grave. Desde que novo coronavírus começou a se disseminar com velocidade pelo país, Guireli redobra a escuta e o olhar para identificar se há quaisquer sintomas de desconforto respiratório mesmo quando os chamados não envolvem diretamente a suspeita de covid-19. Isso faz parte de um processo de triagem que, para os profissionais do Samu, começa na rua para evitar que pacientes que possam estar infectados tenham qualquer contato com pessoas com outras doenças que procuram as unidades de saúde. “A gente passa a ter um ouvido mais afinado, a prestar mais atenção em detalhes clínicos que te norteiam, como a respiração e a temperatura”, conta o enfermeiro. Aprender a decifrar a doença nova ainda é um desafio na ponta, quando pacientes apresentam sintomas diversos, vários deles comuns também em outras síndromes gripais. “A gente vai se especializando naquilo lá”, diz Guireli, já na base, enquanto se prepara para desinfectar a ambulância.

É ele próprio quem faz a primeira limpeza, com a ajuda do condutor Ricardo Vieira, de 42 anos. Depois de desinfectado, o veículo passa por uma nova higienização pela equipe de limpeza. Há dois anos na linha de frente do Samu, Vieira conta que, nos últimos meses, viu os chamados duplicarem. Se antes trabalhava apenas com o fardamento básico, agora precisa ser muito mais metódico para colocar e, principalmente, para retirar cada equipamento de proteção depois das ocorrências. É ainda na rua, após encaminhar o paciente, que a equipe borrifa álcool nas botas e em parte dos equipamentos após cada atendimento. Uma proteção necessária tanto para evitar afastamentos em uma importante força de trabalho no combate à pandemia quanto para proteger a própria família em meio ao risco de levar um vírus tão contagioso para dentro de casa.

Até a minha vida em casa mudou bastante. Chego em casa e vejo a minha mulher e o meu filho preocupados”, conta. Sempre que retorna do plantão que já não tem hora certa pra sair, Vieira precisa tirar parte do uniforme antes de entrar em casa. A roupa vai direto para a máquina de lavar. No trabalho, os colegas estão o tempo todo pesquisando técnicas e novos aparatos para tentar se proteger o máximo possível. Em uma emergência sanitária como esta, a ordem é tentar. Foi assim que os socorristas do Samu de Santo André desenvolveram com canos e plásticos uma espécie de cápsula para tentar trazer mais segurança aos profissionais ao entubarem pacientes graves. Ou adotaram pequenas soluções como o uso de plásticos nos compartimentos das ambulâncias para facilitar a desinfecção de cada insumo guardado ali dentro.

A preocupação consigo e com os familiares é constante em quem está na linha de frente, mas medo é uma palavra que não cabe no cotidiano deles, especialmente quando se veem em situações de urgência e casos graves da covid-19. “Medo a gente não tem. A gente escolheu isso, treinou. A gente estuda o tempo todo”, explica o enfermeiro Guireli. Assim como não cabe se envolver com os pacientes para não atrapalhar a tecnicidade que demanda a assistência deles, ainda que algumas histórias teimem em voltar à mente. Guireli lembra que perdeu um paciente de 47 anos, homem, que fazia exercícios físicos e parecia ter uma vida saudável. Relutante em procurar hospital, chamou o Samu quando já apresentava insuficiência respiratória. Chegou na unidade de saúde com vida, mas já não havia muito o que fazer. Morreu no mesmo dia em que foi socorrido. “Ele me chamou muita atenção porque era saudável”, diz o enfermeiro. “Essa doença é agressiva. E os pacientes apresentam sintomas diferentes dependendo da idade”, acrescenta.

Antes da pandemia costumava receber uma média de 200 chamados por dia. No início de março, a histórica demanda por acidentes e traumas se arrefeceu com o distanciamento social, mas não demorou para que os 250 profissionais que atuam nessas ambulâncias em santo André voltassem a ver a demanda se intensificar outra vez e voltar ao patamar anterior à crise com um novo perfil: a dificuldade respiratória imposta pela covid-19. “Os casos de suspeita de covid-19 e pedidos de transferência de pacientes vêm aumentando. Mudou o nosso perfil, porque agora temos menos traumas”, diz a médica reguladora Renata Rigo. Ela é uma das três profissionais que ficam em uma central monitorando tanto as características dos pacientes quanto os hospitais com vagas para saber para onde encaminhá-los. “Com base nisso a gente decide qual a ambulância que vai e se precisa que vá um médico ou só a enfermagem”, explica.

Se antes os profissionais do Samu conseguiam acompanhar a história dos pacientes que atendem e entender a sua capacidade de recuperação rapidamente, as longas internações dos casos graves do novo coronavírus agora deixaram os finais das histórias das quais participam fragmentadas. É difícil acompanhar o desfecho de cada ocorrência em meio à grave crise sanitária. Acostumados a lidar com altas situações de estresse e treinados para serem ágeis diante da urgência, os socorristas dizem que chama a atenção a gravidade da covid-19 e a dificuldade de reanimar os pacientes que não procuram atenção médica antes de apresentarem um quadro grave.

“Olha só como caiu o número de PCR (pacientes com parada cardiorrespiratória) que a gente consegue reverter”, diz o coordenador do Samu de Santo André, Renan Tomas, enquanto aponta para um gráfico com estatísticas fixado em um painel na parede. Desde janeiro, ele contabiliza ali o número de ocorrências em que os socorristas encontram o paciente em parada e quantos deles foram revertidos. “Em janeiro, revertemos 19 de 92. Em abril, de 121, a gente reverteu 4″, conta. “Está morrendo mais gente. O paciente com covid-19 não volta [da parada] de jeito nenhum. A gravidade aumentou”, diz.

Fonte: El País

Continuar lendo SOCORRISTAS DO SAMU OBSERVAM MUDANÇA DE PERFIL DOS PACIENTES COM COVID-19

JUSTIÇA JULGA PARCIALMENTE PROCEDENTE PEDIDO DO MPRN PARA QUE ESTADO REGULARIZE CARGOS DE DIRETORIA DE SAÚDE DA PM

Justiça determina que o Estado adote providências para preencher cargos na Diretoria de Saúde da PM

01 jun 2020

Justiça determina que o Estado adote providências para preencher cargos na Diretoria de Saúde da PM

A 6ª Vara da Fazenda Pública de Natal julgou parcialmente procedente pedido formulado pelo Ministério Público do RN e determinou que o Estado do Rio Grande do Norte adote as providências necessárias para que, no prazo máximo de dezoito meses, sejam preenchidos, através de concurso público, os cargos de 2º Tenente e de Cabo dos quadros de pessoal da Diretoria de Saúde da Polícia Militar.

O preenchimento deve ser realizado em número suficiente para que tais quadros passem a funcionar com, pelo menos, a metade do seu efetivo, o que corresponde, respectivamente, a 90 oficiais de todas as patentes para o Quadro de Saúde e o Quadro de Apoio à Saúde somados, e a 125 praças de todas as graduações para o Quadro de Praças Policiais Militares Especialistas de Saúde.

Salienta a decisão judicial, que o último concurso para a Diretoria da Saúde foi realizado em 2000, portanto, há mais de 20 anos e, considerando o efetivo atual, a tendência é o esvaziamento do Quadro.

A determinação menciona, também, que embora 100 mil pessoas sejam beneficiadas pelos órgãos de apoio da Diretoria de Saúde da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, entre elas, policiais militares e bombeiros militares e seus dependentes, o Poder Público não adotou, nem está adotando, qualquer previdência para evitar o colapso dos Hospitais da Polícia Militar no Estado do Rio Grande do Norte.

A sentença ressalta que, analisando o conjunto de fatos e provas, a omissão administrativa restou evidenciada, o que legitima a atuação excepcional do Poder Judiciário. Com fundamento em precedentes do Supremo Tribunal Federal, observa que não há qualquer indicação de progressão e adoção de medidas concretas para mudança da situação apresentada.

De modo que o Poder Judiciário deve intervir quando o Poder competente demonstra-se inerte na adoção de medidas assecuratórias a realizar políticas públicas indispensáveis à garantia de relevantes direitos constitucionais, sempre em respeito aos mecanismos do sistema de freios e contrapesos (checks and balances).

Continuar lendo JUSTIÇA JULGA PARCIALMENTE PROCEDENTE PEDIDO DO MPRN PARA QUE ESTADO REGULARIZE CARGOS DE DIRETORIA DE SAÚDE DA PM

RESUMO DA SEMANA: WITZEL NA MIRA DA PF, INQUÉRITO DAS FAKE NEWS, ARAS NO STF?

Nesta segunda-feira tem o RESUMO DA SEMANA com tudo que rolou no cenário político brasileiro na semana que passou, para quem não teve oportunidade de acompanhar você vai ver WITZEL NA MIRA DA PF, INQUÉRITO DAS FAKE NEWS, ARAS NO STF? Então relaxe na poltrona e assista análises, entrevistas, comentários, opiniões, debates, etc!

Fonte:

Continuar lendo RESUMO DA SEMANA: WITZEL NA MIRA DA PF, INQUÉRITO DAS FAKE NEWS, ARAS NO STF?

DUPLA OFENSIVA DE TRUMP – TIRA EUA DA OMS E CORTE DE RELAÇÕES COM HONG KONG

A dupla ofensiva de Trump com a histórica decisão de tirar os Estados Unidos da OMS

Presidente aponta suposta proximidade da entidade com Pequim, a quem acusa de ter escondido a verdade sobre a pandemia de coronavírus

ANTONIA LABORDE

Washington – 30 MAY 2020 – 11:17 BRT

Donald Trump ao concluir seu anúncio na sexta-feira, na Casa Branca.Donald Trump ao concluir seu anúncio na sexta-feira, na Casa Branca.

presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou nesta sexta-feira uma ofensiva dupla contra a China. Anunciou a retirada de seu país da Organização Mundial da Saúde (OMS) pela suposta proximidade da entidade com Pequim, a quem acusa de ter escondido a verdade sobre a pandemia de coronavírus, e também investiu contra o Governo chinês pela aprovação de uma nova lei de Segurança Nacional para impor o controle de Pequim sobre o território autônomo de Hong Kong. O mandatário ordenou que seja iniciado o processo para cortar a relação especial com o enclave, o que será um duro golpe para o mercado financeiro internacional e para Pequim.

Trump acusou a China de não cumprir suas promessas de respeitar o status da ex-colônia britânica, e anunciou que ordenou ao Governo americano que inicie um processo para eliminar as “isenções políticas” que dão a Hong Kong “um tratamento diferente e especial”. A decisão de pôr fim aos benefícios comerciais é uma represália contra Pequim por ter aprovado a polêmica lei de Segurança Nacional, que busca controlar o território autônomo e acabar com os protestos pró-democracia.

Em outro golpe contra China, o presidente anunciou que o encerramento das relações com a OMS. “A China pressionou a OMS para enganar o mundo”, afirmou. “A China ignorou as obrigações de prestar informações à OMS e pressionou a organização para que o mundo subestimasse o coronavírus”, acrescentou. A decisão ocorre em meio à pandemia provocada pelo coronavírus, ao qual Trump se referiu novamente como “o vírus de Wuhan”, referindo-se à cidade chinesa em que ele começou a se propagar, e ao qual atribuiu falsamente um milhão de mortes no mundo, quando até o momento são 370.000. O presidente já havia congelado temporariamente a contribuição para a OMS em meados de abril, que beira os 500 milhões de dólares (2,67 bilhões de reais) ao ano e representa cerca de 15% do orçamento da organização.

Entre as ações anunciadas por Trump estão também sanções contra autoridades chinesas que Washington considere que tenham minado a liberdade de Hong Kong, a suspensão da entrada nos EUA de cidadãos chineses que signifiquem um “risco” de segurança e a investigação de empresas do gigante asiático que atuam nos Estados Unidos. O presidente americano não aceitou perguntas de jornalistas ao fazer o anúncio na Casa Branca.

O secretário de Estado, Mike Pompeo, já havia preparado o terreno para essas medidas ao comunicar na quarta-feira ao Congresso que sua pasta já não considera que Hong Kong tenha autonomia em relação a Pequim. Trump insistiu sexta-feira que a ex-colônia britânica já não é “suficientemente autônoma” da China para que seja mantido seu status comercial especial.

O debate e a aprovação da polêmica lei de Segurança Nacional no Legislativo chinês reativaram a oposição contra Pequim em Hong Kong, onde ativistas preparam novos protestos por temer que a nova legislação prejudique o regime de liberdades e direitos que a antiga colônia britânica mantém desde sua devolução à China, em 1997. A lei diz que serão respeitadas a “jurisdição geral” do Governo central e a “ampla autonomia” de Hong Kong —autonomia que, pelo que foi combinado com Londres, deve se prolongar até 2047—, mas ao mesmo tempo prevê punição por qualquer atividade “separatista” ou “terrorista”, “subversão dos poderes do Estado” e “ingerência de potências estrangeiras”.

Os críticos da nova lei, como os Estados Unidos, a União Europeia e o Reino Unido, entre outros, veem com preocupação uma medida que pode ter sérias consequências para o centro financeiro asiático.

No final do ano passado, Trump assinou uma lei aprovada quase por unanimidade no Congresso em apoio às manifestações de Hong Kong. Essa lei estabelece sanções para as autoridades chinesas que não respeitarem os direitos humanos e inclui a revisão periódica da condição especial concedida por Washington ao território autônomo, com todos os direitos de uma economia aberta.

Fonte: El País

Continuar lendo DUPLA OFENSIVA DE TRUMP – TIRA EUA DA OMS E CORTE DE RELAÇÕES COM HONG KONG

Fim do conteúdo

Não há mais páginas para carregar