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SAÚDE: SEGUNDO ESPECIALISTA, ENVELHECER BEM DEPENDE DE VÁRIOS FATORES E DA FORMA DIFERENTE COMO RESPONDE AOS DIVERSOS TIPOS DE DIETAS

As dietas funcionam? Novos estudos garantem que bom senso é a melhor escolha

Envelhecer bem, segundo especialistas, depende de fatores genéticos, da idade e do período da vida – e da certeza de que cada indivíduo responde de forma diferente aos diversos tipos de dietas

Agência Estado

Cristiane Segato, do Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo

O que colocamos no prato tem a capacidade de interferir nos mecanismos intracelulares a ponto de expandir nossa longevidade? O mercado das dietas antienvelhecimento prospera ao alimentar o sonho de viver anos a mais e com saúde até a velhice.

Faz isso com alegações cientificamente frágeis, mas sedutoras. Uma nova revisão de estudos publicada na revista Science em novembro separa fatos de ficção em um dos mais populares filões da alimentação saudável.

O objetivo da pesquisa foi resumir o conhecimento atual sobre as chamadas dietas antivelhecimento. Os autores delimitaram a pesquisa aos estudos pré-clínicos realizados em roedores e, quando possível, aos achados mais relevantes em humanos.

Analisaram algumas das dietas mais difundidas, como a restrição calórica, o jejum intermitente, a alimentação sem proteínas e a dieta cetogênica.

Resultado positivo

A análise demonstra que, de todas as intervenções alimentares pesquisadas pela ciência, a redução calórica é a única que demonstrou ser capaz de ampliar a longevidade em experimentos com animais.

Roedores submetidos a uma drástica diminuição de calorias chegam a viver 50% mais tempo que os animais livres dessa dieta. Caso fosse possível replicar esse resultado em humanos, seria como elevar a expectativa de vida de 80 anos até o patamar dos 120.

A lógica desse tipo de dieta é reduzir à metade o consumo diário de calorias por longos períodos, sem chegar ao estado de desnutrição. Por enquanto, não há evidências científicas de que ela ou qualquer outra forma de dieta seja capaz de aumentar a longevidade. Ou seja: prolongar o tempo de vida para além da expectativa média.

“Procuramos evidências de que as demais ‘dietas antienvelhecimento’ vendidas às pessoas apresentavam efeitos similares, ao menos em estudos com animais”, disse à Agência Estado o biogerontologista Matt Kaeberlein, coordenador do estudo.

“A resposta é, claramente, não”. O professor da Universidade de Washington, em Seattle, salienta que o fato de não prolongarem a longevidade não significa que essas dietas não tragam nenhum benefício à saúde das pessoas. Segundo ele, os dados disponíveis em relação a isso não são claros.

Personalização

Uma característica do bem-sucedido mercado das dietas é transformar evidências limitadas obtidas em estudos com animais em promessas milagrosas para quem deseja viver mais e melhor.

“O campo da nutrição é confuso. Até mesmo para alguém com treinamento é difícil navegar por tantos conselhos contraditórios”, afirma Kaeberlein. “Minha sugestão é ignorar o ruído. Se alguém disser que a dieta X é a melhor para você, essa pessoa está mentindo”.

Cada indivíduo responde de forma diferente aos diversos tipos de dieta. Um esquema benéfico para alguns pode ser danoso a outros, salientam os autores. Além disso, a biologia de cada um muda ao longo do tempo.

Dessa forma, a resposta individual a um mesmo tipo de dieta pode ser diferente aos 20 anos e aos 60.

Os autores não recomendam que as pessoas adotem dietas radicais de restrição calórica. Além de não haver comprovação de aumento da longevidade em humanos, esse tipo de esquema alimentar pode trazer riscos à saúde, como prejudicar o sistema imunológico e a cicatrização.

Melhor que fast food

Para algumas pessoas, as chamadas dietas antienvelhecimento podem servir de motivação para a melhoria dos hábitos. Vistas por esse ângulo, talvez elas tenham alguma contribuição a dar.

Segundo Kaeberlein, seguir uma dessas dietas é melhor do que viver de fast food e permanecer na obesidade. “Se uma dessas dietas ajudar alguém a emagrecer e a manter o peso saudável, isso será bom para a saúde”, diz.

O bom senso ainda é a melhor bússola. Maus hábitos alimentares (consumo constante de produtos ultraprocessados, com excesso de açúcar, sal e gordura, por exemplo) podem abreviar a vida.

Ao mesmo tempo, escolhas saudáveis aumentam a chance de chegar à velhice com boa saúde. Planos alimentares personalizados e sem radicalismos (em vez das dietas da moda) são a melhor estratégia para quem pretende reduzir o risco de doenças e, talvez, ter uma vida longa.

“Não existe dieta ideal para o ser humano”, diz o endocrinologista Marcio Mancini, chefe do grupo de obesidade do Hospital das Clínicas, em São Paulo. “Alguns indivíduos vão se dar muito bem comendo um monte de proteínas e cortando gorduras e carboidratos, mas a maioria nem consegue seguir dietas rígidas a longo prazo”, afirma.

Efeito Sanfona

Mancini salienta que a dieta cetogênica e a Dieta de Atkins são variações sobre o mesmo tema. Leva a uma perda de peso relativamente rápida, mas é difícil de seguir por muito tempo.

Segundo ele, o chamado efeito sanfona (recuperação do peso perdido) é mais comum nas chamadas dietas antienvelhecimento do que nos programas balanceados para perda de peso.

Ele destaca a dificuldade de transpor para estudos em humanos os achados verificados em pesquisas com animais.

“Mostrar o que acontece em animais ou em poucas pessoas por um período curto é uma coisa. Fazer um grupo grande de indivíduos seguir esse tipo de dieta restritiva durante um tempo longo não é tarefa fácil. Não vivemos em gaiolas, à espera de alimento. No dia a dia, as dificuldades de seguir esse tipo de intervenção aparecem”.

Segundo Mancini, há pesquisas em humanos que conseguem comprovar o efeito de algumas intervenções dietéticas na melhoria das taxas de glicose e na redução da hipertensão em poucas semanas.

Demonstrar que seguir esses esquemas ao longo dos anos pode levar ao aumento da longevidade é mais complicado.

Novas drogas

Por mais que seja difícil demonstrar em humanos que dietas possam desacelerar o envelhecimento e expandir a duração da vida, esse tipo de pesquisa é importante, mesmo quando realizada apenas em camundongos.

Apesar de suas limitações, esses estudos contribuem para a melhoria da compreensão da resposta celular à baixa disponibilidade de nutrientes.

Os cientistas acreditam que essa linha de pesquisa pode levar à descoberta dos mecanismos moleculares capazes de explicar o aumento da longevidade e à criação de remédios para estimulá-la.

Eles começam a detalhar a rede complexa composta de múltiplas vias de sinalização que convergem em centros moleculares importantes.

O principal deles é o chamado alvo mecanicista da rapamicina (mTOR), proteína relacionada à atividade mitocondrial, à autofagia (limpeza dos dejetos das células) e à redução da inflamação que contribui para o envelhecimento.

A geneticista Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos sobre o Genoma Humano e Células-tronco da Universidade de São Paulo (USP), destaca também o papel das sirtuínas, proteínas envolvidas no processo de envelhecimento.

“Uma das hipóteses é a de que a restrição calórica ativa essas proteínas e, com isso, elas fariam a célula entrar em um regime de baixa atividade para poupar energia. Algo como baixar o nível de luminosidade do celular para reduzir o consumo da bateria”, afirma.

“Por outro lado, estudos mostram que o resveratrol presente nas uvas rosadas e no vinho tinto teria exatamente o mesmo efeito de ativar as sirtuínas.”

Para quem pode

Autora do livro “O legado dos genes: o que a ciência pode nos ensinar sobre o envelhecimento”, escrito em parceria com a jornalista Martha San Juan França, Mayana lidera um projeto de pesquisa sobre pessoas saudáveis com mais de 80 anos. Segundo ela, a longevidade excepcional é para quem pode – não para quem quer.

“Existem centenários que aguentam qualquer desaforo do ambiente; pessoas que vivem muitos anos mesmo sem ter um estilo de vida saudável”, afirma. Eles são exceção. Para a maioria das pessoas, há uma interação entre o genoma e o ambiente.

Segundo Mayana, muitos genes devem atuar para aumentar a longevidade, mas o ambiente tem um papel muito importante. “O exercício físico é consenso; não há dúvida de que ele aumenta a expectativa de vida com qualidade”, diz ela. “No caso das dietas, há controvérsias.”

Certezas?

Chegará o dia em que a ciência conseguirá demonstrar que uma ou outra dieta tem o potencial de dar aos humanos alguns anos de vida a mais?

O professor Matt Kaeberlein mantém o ceticismo. “Não acredito que qualquer dieta sozinha seja capaz de aumentar a longevidade das pessoas de forma expressiva (30 ou 40 anos), mas posso estar errado”, afirma.

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SAÚDE: DIETA CETOGÊNICA, COMO FAZER DE MANEIRA CORRETA – PARTE 2, POR DR. SAMUEL DALLE LASTE

Hoje temos a parte 2 da aula sobre DIETA CETOGÊNICA, que apresentamos na coluna SAÚDE da semana passada com o Dr. Samuel Dalle Laste, onde ele vai aprofundar o assunto. Prepare-se para mais uma super aula repleta de bases metabólicas e rotas bioquímicas pare entender os princípios de funcionamento da DIETA CETOGÊNICA. Então não perca tempo, dê um play e comece logo a assistir ao vídeo completo a seguir!

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SAÚDE: DIETA CETOGÊNICA, O QUE É E COMO AGE NO METABOLISMO – PARTE 1 – POR DR. SAMUEL DALLE LASTE

Hoje temos, aqui na coluna SAÚDE uma senhora aula sobre DIETA CETOGÊNICA, com o Dr. Samuel Dalle Laste que vai aprofundar um estudo retroagindo aos conhecimentos aprendidos no secundário para você entender tudo sobre metabolismo e também poder entender os mecanismos da dieta cetogênica. Então não perca tempo, dê um play e comece logo a assistir ao vídeo completo a seguir!

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SAÚDE: UMA BOA DIETA ESTÁ ALIADA A UMA BOA NOITE E SONO

Dormir mal piora alimentação, mas dieta pode ser aliada do sono;

Simone Cunha

Colaboração para o VivaBem

13/07/2021 04h00

Dormir bem é aliado para prevenir Covid-19

Além do fato de serem necessidades fisiológicas, sono e alimentação têm uma relação importante. Pesquisas sugerem que os alimentos consumidos podem afetar o sono, assim como os padrões de sono tendem a afetar as escolhas alimentares. “Eles têm uma ligação íntima, um sono ruim piora a alimentação e comer mal pode piorar o sono, como num ciclo vicioso”, confirma a nutricionista Patrícia Nehme, doutora em ciências da FSP/USP (Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo).

Segundo a especialista, há evidências de que as pessoas que apresentam um sono ruim costumam ter dietas de pior qualidade, com menos proteínas e fibras, consumindo maior quantidade de ultraprocessados, amido, gordura saturada e açúcar. “Indivíduos que dormem pouco —menos de quatro a cinco horas por dia — procuram por dietas mais calóricas, na tentativa de consumir mais energia, que é exigida pelo organismo para compensar o débito de sono”. Mas esses alimentos interferem nas ondas do sono, impedindo que se chegue à fase mais profunda e restauradora, deixando o sono leve e, muitas vezes, fragmentado. Relacionadas.

De acordo com a médica otorrinolaringologista Sandra Doria Xavier, especialista em medicina do sono pela Associação Médica Brasileira e membro do Instituto do Sono, ao ingerir açúcar, ocorre pico de glicose e de insulina, caracterizando um estado de alerta. “Consequentemente, são liberados hormônios como cortisol e adrenalina, que se opõem completamente ao estado de relaxamento que precisamos quando queremos dormir”, exemplifica. Já a gordura saturada e os carboidratos processados têm digestão mais difícil, o que ‘compete’ com o sono, dificultando o relaxamento necessário nesse momento de descanso.

Para Xavier, é certo que, ao melhorar a alimentação, é possível favorecer os mecanismos fisiológicos de indução de sono e proporcionar restabelecimento energético adequado ao longo da noite. Por outro lado, melhorando o sono, há melhor equilíbrio entre os hormônios da fome e saciedade, favorecendo a ingestão alimentar e controle do peso corporal.

O sono de má qualidade influencia na atividade metabólica: há diminuição do hormônio que gera saciedade (leptina) e aumento do hormônio que gera fome (grelina), fazendo com que o indivíduo busque por alimentos mais calóricos”, afirma a médica. No entanto, esse cuidado com a dieta deve ocorrer ao longo do dia, e não somente próximo ao horário de sono. Afinal, há necessidade de fazer refeições ao longo do dia com intervalos curtos para não ocorrer longos períodos de jejum, e a última refeição deve ser leve e realizada até três horas antes do horário habitual de dormir.

Interior da casca de banana vai ajudar a limpar e fortalecer as folhas da planta - Getty Images/iStockphoto - Getty Images/iStockphoto

Os alimentos amigos do sono Há evidências de que a adesão à dieta mediterrânea possa ter repercussões positivas na duração e qualidade do sono, segundo dados de um estudo que acompanhou 1.596 pacientes com 60 anos ou mais de idade nos anos de 2012 a 2015. Isso porque ela é baseada no alto consumo de frutas frescas, hortaliças verdes e amarelas, cereais, leguminosas, oleaginosas, peixes, leite e derivados, vinho e azeite de oliva. Além disso, preconiza-se o baixo consumo de carnes vermelhas, gordura animal, produtos industrializados —em especial os ultraprocessados. “É uma dieta rica em carboidratos complexos, fibras e ácidos graxos monoinsaturados, com alimentos ricos em triptofano.

Alimentos ricos em triptofano e/ou vitamina B e magnésio ajudam a promover sono com boa qualidade, com episódios de sono profundo ao longo da noite. “Os aminoácidos triptofano e o precursor L-triptofano (TRP) encontrados nos alimentos são transportados para o cérebro, sendo precursores envolvidos na síntese de melatonina e serotonina”, confirma Claudia Moreno, professora associada da FSP/USP e vice-presidente da Associação Brasileira de Sono.” A melatonina é fundamental na indução e manutenção do sono e a serotonina auxilia no relaxamento essencial para boa noite de sono.

– Os alimentos ricos em triptofano são os peixes, peru, ovo, nozes, castanhas, leguminosas (feijão, lentilha, soja), semente de abóbora, arroz integral, entre outros. Também parecem ser úteis para o sono a ingestão de vitamina B e magnésio, pois ajudam na disponibilidade do triptofano no corpo. Entre os alimentos que possuem magnésio estão as frutas como uva, banana e abacate; grãos e derivados, como granola, gérmen de trigo e aveia; sementes e nozes como gergelim, amendoim, semente de girassol; leite, soja, grão-de-bico, peixes, beterraba, couve e espinafre. Entre os alimentos com vitaminas do complexo B estão os peixes, castanhas, abacate, vegetais verdes como couve e espinafre.

Também foi considerado que o carboidrato tem relação com o sono e que os integrais, por sua estrutura complexa, mantêm a glicemia equilibrada à noite, favorecendo um sono melhor e mais profundo. “Isso significa que os carboidratos associados garantem melhor qualidade do sono, indicado pela redução da latência do início do sono e sono de ondas lentas. Além disso, alguns alimentos ricos em carboidratos são boas fontes de triptofano”, garante Xavier. E nessa lista estão: aveia, kiwi e banana.

Aliás, estudos recentes consideraram o kiwi e a cereja dois alimentos com melhores resultados na indução do sono. “O consumo de dois kiwis uma hora antes da hora de dormir aumentou a qualidade do sono em pacientes com queixas de insônia”, comenta Xavier.

kiwi - Getty Images - Getty Images

7 alimentos para um sono tranquilo

O médico nutrólogo Edson Credidio, doutor em ciências de alimentos pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), indica alguns alimentos que podem —e devem — ser consumidos para ajudar a ter um sono tranqui.

Mel

Adicione um fiozinho de mel ao seu leite ou chá algumas horas antes de se deitar. A pequena quantidade de glicose reduzirá os níveis de orexina, um neurotransmissor que aumenta o seu nível de alerta.

Grãos integrais

Se você está se sentindo um pouco inquieto antes de deitar, coma um pedaço de pão ou torrada integral. Os grãos integrais incentivam a produção de insulina, o que ajuda as vias neurais a obter triptofano.

Banana

A fruta é rica em potássio, um mineral que é essencial para ter uma noite profunda de sono. Banana também contém triptofano e magnésio, fazendo com que essa fruta funcione como um sedativo natural.

Laticínios

São uma fonte natural de sono —induzindo triptofano — e o teor de cálcio de produtos lácteos tem um efeito impulsionador positivo nos aminoácidos.

Aveia

É uma fonte natural de melatonina. Se você precisa de um lanche antes de dormir, coma uma pequena tigela de mingau de aveia ou um biscoito de aveia.

Iogurte

Uma pequena tigela de iogurte com alguns de seus ingredientes favoritos adicionados pode ser o que você precisa para adormecer. Isso porque o iogurte contém cálcio, que é necessário para o processamento de hormônios indutores do sono, triptofano e melatonina.

Suco de cereja

A fruta é rica em melatonina, e um estudo recente revelou que beber suco de cereja regularmente ou comer cerejas pode ajudar a regular os seus ciclos de sono.

Fonte: VivaBemuol

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SAÚDE: 5 MOTIVOS PORQUE VOCÊ DEVERIA FAZER DIETA LOWCARB, POR MARCO MENELAU

A nossa coluna SAÚDE desta quinta-feira está focada na dieta Low carb. O Dr. Marco Menelau explica o porquê dele fazer dieta low carb e lhe dá 5 razões para fazer tal dieta. Por isso você não pode perder essa oportunidade. Então se acomode na poltrona e tecle no play agora mesmo!

Fonte:

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NUTRIÇÃO: PRIORIZE O SEU CÉREBRO E FAÇA UMA NUTRIÇÃO A BASE DE ÔMEGA-3

A nutrição do nosso corpo é primordial à nossa saúde e começa pelo cérebro. Nesta terça-feira o destaque, aqui na coluna NUTRIÇÃO é uma dieta do mediterrâneo e ômega-3, priorizando o cérebro e uma melhor saúde mental. Então, aproveite essa oportunidade incrível e leia o artigo completo a seguir!

A melhor nutrição está no cérebro: dieta do mediterrâneo e ômega-3 é a receita para uma melhor saúde mental

Alimentos ricos em ômega 3 sobre mesa de madeira.
Tatjana Baibakova / 123RF

A digestão ocorre no estômago e no intestino, mas é o hipotálamo, no cérebro, que controla o apetite e a necessidade de ingestão de alimentos, sendo o responsável pelo controle da fome e da sede.

Essa região do cérebro está relacionada à sobrevivência, estando por essa razão localizada no chamado cérebro reptiliano. Ela é responsável por nos “lembrar” que devemos nos alimentar e beber. Nosso cérebro representa 2% do peso no nosso corpo, mas usa 20% da energia, por isso a alimentação é uma fonte de energia vital. Em relação à água, o cérebro consiste em 73% de água. Se retirarmos a água, nosso cérebro consiste em 60% de gordura e a gordura de melhor qualidade é o ômega-3.

O ômega-3 é retirado de peixes gordos, como salmão, arenque e sardinha. Leite e ovos também têm ômega-3, mas há um porém: se os animais se alimentaram do pasto, terá ômega-3, caso seja alimentado de forma industrializa este não será produzido. Exatamente como o salmão de cativeiro, que representa a maioria do consumo e que não possui ômega-3, sendo ideal que o salmão seja selvagem. Que tal as nozes, sementes de chia, linhaça? Também contêm ômega-3 e é uma ótima gordura para o nosso cérebro. Para bebês, o leite materno tem ômega-3 e pesquisas já revelaram que crianças que foram amamentadas por ele tiveram melhor desempenho escolar.

Não produzimos ômega-3, ela vem da dieta, no caso da amamentação, vem da nutrição na dieta da mãe. A melhor alternativa são as fontes naturais e não de vitaminas, estas não são comprovadamente um substituto com a mesma qualidade dos alimentos naturais.

Bebê sendo amamentado pela mãe.
Anna Shvets / Pexels

O cérebro cresce a uma taxa de 250 mil células nervosas por minuto, durante a gestação, nos 3 primeiros meses o cérebro do recém-nascido vai de 55% do tamanho do cérebro adulto.

E a melhor dieta? A do mediterrâneo, confira uma rotina nesta dieta:

Café da manhã

Chá de ervas e frutas, não muitas, o suficiente. Pode optar pelo sanduíche com duas fatias de pão integral com queijo de cabra ou minas, azeite, tomate, ervas e manjericão.

Pode optar pelos frutos secos na parte da manhã, pois como têm muitas calorias, sustenta ao longo do dia e são “queimados“ no decorrer do dia.

Almoço

Peixe em especial os mais gordurosos que contenham ômega-3. Tempere-o com ervas e especiarias como noz moscada, tomilho, alecrim e orégano. Arroz integral com lentilhas, legumes como cenoura, tomate, couve-flor e salada. Pode substituir o peixe por carne sem gordura, seja de vaca, porco, que esteja bem cozida. O cogumelo é uma ótima opção aos vegetarianos e contém alta fonte de proteína.

Salmão fatiado sobre folhas verdes e tomates.
Ponyo Sakana / Pexels

Sobremesa

Espere uns 30 minutos após a refeição para comer frutas como ameixa, laranja, abacaxi, tangerina ou kiwis.

Lanche da tarde

Iogurte natural com frutas vermelhas com farelo de aveia e um fio de mel. Pode variar no dia seguinte com iogurte com lactobacilos vivos para ajudar na microbiota intestinal.

Jantar

Uma sopa leve ou uma refeição mais leve como sardinha, atum, com berinjela, azeite, azeitonas, pimentão, cebola, alho podendo acrescentar uma fatia de pão integral para acompanhar.

Ceia

Um bom chá de camomila, manjericão com alecrim, maçã, chás que favoreçam um bom relaxamento.

Obrigado

Fabiano de Abreu
Escrito por Fabiano de Abreu
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SAÚDE: ALINHAR OS NOSSOS ÓRGÃOS COM O CICLO DIA-NOITE DE NOSSOS AMBIENTES É FUNDAMENTAL A SAÚDE PLENA

Atualmente, cada vez mais vemos médicos, nutricionistas e estudiosos da saúde integral combinar informações sobre exercícios, exposição ao clima, padrões de sono e alimentação, conteúdo alimentar e muito mais para formar um modelo abrangente, para evitar as doenças crônicas e construir uma base de medicina funcional preventiva. A luz solar governa nossas funções metabólicas. Dai a importância dos horários das refeições baseados no relógio biológico. No artigo a seguir você vai ter a precisa noção de por que comer tarde da noite com regularidade faz mal a sua saúde!

Você não deve comer tarde da noite: veja por que e como você pode evitar

Todos os tipos de prejuízos sutis podem acontecer àqueles que comem tarde da noite, ou mesmo apenas depois do pôr do sol.

Isso pode incluir aumento do açúcar no sangue, diminuição da sensibilidade à insulina, inflamação e sono superficial – uma situação que, se ocorrer em um sentido crônico, pode construir a base para todos os tipos de doenças, incluindo Alzheimer.

A ciência por trás desse comportamento humano universal aparentemente impossível de prevenir não é tanto uma pesquisa revolucionária, mas conclusões lógicas sobre a biologia humana e a evolução.

Qualquer que seja a classe de pesquisadores que traduzem as ciências médicas e nutricionais em artigos para nós, leigos, eles estão começando a combinar informações sobre exercícios, exposição ao clima, padrões de sono e alimentação, conteúdo alimentar e muito mais para formar um modelo abrangente de como construir uma base de medicina funcional que por si só servirá para prevenir muitas das doenças crônicas que assolam nossa sociedade.

Evitar comer tarde da noite certamente faz parte dessa panóplia de hábitos, que é mais frequentemente pesquisada por cientistas do sono.

As janelas do sol

Damian Markutt

Para entender por que o horário das refeições é importante, é útil explicar a relação entre nós e o sol.

Destilada até a frase mais básica, a luz solar governa nossas funções metabólicas. Veja como.

Ritmos circadianos é um termo que descreve como nossos órgãos se alinham com o ciclo dia-noite de nossos ambientes. Muitas pessoas imaginam que têm um relógio, que conhecemos detalhadamente quando estamos com o jet lag. No entanto, células e órgãos diferentes têm seus próprios relógios, o que sugere que relógios diferentes funcionam de maneira diferente em momentos diferentes.

Os olhos servem como atenuador do relógio mestre para os movimentos do dia e da noite. Por meio de proteínas sensíveis à luz conhecidas como melanopsina, eles comunicam a intensidade do espectro azul (luz solar) ao relógio principal – uma parte do cérebro conhecida como núcleo supraquiasmático, à qual todos os outros relógios se alinham.

Ao contrário de nossas casas, banhadas como são por luz artificial, o weald em que caminharam nossos primeiros ancestrais era escuro à noite, e como nossa melanopsina começa a sentir o fim do dia, suas correspondências com o cérebro são o catalisador para todos os tipos de funções biológicas.

A arma fumegante

Em 2009, pessoas examinando todo o genoma humano registrado para as variantes genéticas mais frequentemente correlacionadas com diabetes tipo 2 descobriram que o receptor 1-b da melatonina, no pâncreas, estava mais presente do que qualquer outra proteína em nossa espécie.

Um gene receptor de melatonina simplesmente recebe melatonina, também conhecida como “Hormônio do Sono”, e os cientistas a princípio não conseguiram entender por que o gene e a doença estavam relacionados.

O que eles descobriram foi que, à medida que a melanopsina em nossos olhos alerta nosso cérebro de que a escuridão está se aproximando, a glândula pineal começou a produzir mais melatonina. O aumento da melatonina é enviado a vários órgãos para prepará-los para o sono, ativando e desativando milhares de genes diferentes em nosso corpo.

Quando chegou melatonina no pâncreas, o gene do receptor inibida, isto é, impedido, bloqueado, parou  a secreção de insulina em nossa corrente sanguínea.

A insulina alerta nosso corpo para sugar o excesso de carboidratos da corrente sanguínea para os tecidos musculares. O excesso de glicose circulante na corrente sanguínea por curtos períodos de tempo é benigno, mas cronicamente, como pode acontecer se alguém janta horas após o pôr do sol e uma hora antes de dormir, pode causar complicações graves de saúde a longo prazo , entre as quais é diabetes.

Indo com ou contra a corrente

Suhyeon Choi

Mudanças no estilo de vida para prevenir essa lamentável marca da dieta / estilo de vida americano são muitas e freqüentemente fáceis.

Para começar, tente fazer uma promessa simples a si mesmo de não comer quando o sol se puser. É facilmente identificável e é algo com o qual não podemos negociar; quando o sol se foi, ele se foi.

Alinhe você e os horários das refeições de sua família com a progressão do sol no céu e com a mudança das estações. Um jantar mais tarde no verão é possível, enquanto no inverno não. Isso também pode ajudar a melhorar a qualidade do sono, uma vez que a maioria da literatura sugere que a qualidade do sono melhorará quanto mais você esperar após o jantar.

Se você tem que comer depois de escurecer, faça uma refeição de baixa carga glicêmica composta de muito menos carboidratos e mais fibras provenientes de produtos como vegetais. Uma série de meta-análises de diferentes estudos dietéticos em diabéticos tipo 2 descobriram que vários tipos de fibra alimentar melhoraram a resposta à insulina em todo o corpo e reduziram a glicose sanguínea pós-prandial.

Outro pequeno estudo analisando apenas indivíduos saudáveis ​​descobriu que jantares ricos em fibras melhoram a tolerância à glicose, reduzem os níveis de inflamação que aumentam quando os açúcares estão circulando livremente no sangue, e até aumentam a saciedade do café da manhã na manhã seguinte.

Uma xícara de chá branco, além de conter fitonutrientes valiosos como catequinas, demonstrou funcionar como um inibidor de apetite e, se tomada com ervas e temperos mais saborosos, pode ser uma ótima bebida após o jantar para ajudar a evitar a fome até a hora de dormir .

Uma vez que se compreende que comer depois de escurecer, biologicamente, simplesmente não faz o corpo funcionar direito, torna-se muito mais fácil interromper o hábito. Imaginar globos bege de açúcar deslizando e deslizando pela corrente sanguínea como um toboágua enquanto estava deitado na cama tentando dormir não é uma boa imagem.

Imagem em destaque: Andrea Piacquadio

Fonte: Good News Network

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SAÚDE: ESTUDO ASSOCIA A DIMINUIÇÃO DA PROGRESSÃO DO CÂNCER DE PRÓSTATA À DIETA MEDITERRÂNEA

Um estudo revelou que homens com câncer de próstata que relataram um padrão alimentar básico, que seguia mais de perto os princípios-chave de uma dieta de estilo mediterrâneo, tiveram melhores resultados durante o curso de sua doença e o mais curioso a incidência maior em negros. Então, leia o interessante artigo a seguir e conheça os detalhes!

Dieta mediterrânea diminui progressão do câncer de próstata

Redação do Diário da Saúde

Alimentação contra o câncer de próstata

Homens com câncer de próstata localizado que relataram um padrão alimentar básico, que seguia mais de perto os princípios-chave de uma dieta de estilo mediterrâneo, tiveram melhores resultados durante o curso de sua doença.

“Homens com câncer de próstata são motivados a encontrar uma maneira de impactar o avanço de sua doença e melhorar sua qualidade de vida,” disse o Dr. Justin Gregg, da Universidade do Texas (EUA). “Uma dieta mediterrânea é não-invasiva, boa para a saúde geral e, como mostrado por este estudo, tem o potencial de afetar [diminuir] a progressão do câncer.”

A dieta observada não era rigorosa, apenas continha mais frutas, vegetais, legumes, cereais e peixes, um padrão característico da dieta mediterrânea.

Depois de ajustar os fatores conhecidos por aumentar o risco de o câncer piorar com o tempo, como idade, antígeno específico da próstata (PSA) e volume do tumor, os homens com dieta de estilo mediterrâneo apresentaram um risco reduzido de crescimento ou avanço do câncer de próstata a um ponto onde muitos considerariam um tratamento ativo.

Melhores resultados para negros

Embora o maior número de participantes do estudo fossem brancos, o estudo revelou que o efeito de uma dieta mediterrânea foi mais pronunciado em participantes afro-americanos e outros que se identificaram como não brancos.

Essas descobertas são significativas, uma vez que a taxa de diagnóstico de câncer de próstata é mais de 50% maior em homens afro-americanos, que também apresentam um risco maior de progressão e morte pela doença do que os brancos ou asiáticos.

“A dieta mediterrânea tem sido consistentemente associada a um menor risco de câncer, doenças cardiovasculares e mortalidade. Este estudo em homens com câncer de próstata em estágio inicial nos dá mais um passo para fornecer recomendações dietéticas baseadas em evidências para otimizar os resultados em pacientes com câncer, que, junto com suas famílias, têm muitas perguntas nesta área,” disse a Dra. Carrie MacDougall, coordenadora do estudo.

Checagem com artigo científico:

Artigo: Adherence to the Mediterranean diet and grade group progression in localized prostate cancer: An active surveillance cohort
Autores: Justin R. Gregg, Xiaotao Zhang, Brian F. Chapin, John F. Ward, Jeri Kim, John W. Davis, Carrie R. Daniel
Publicação: Cancer
DOI: 10.1002/cncr.33182

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SAÚDE: O QUE A PROTEÍNA ANIMAL PODE NOS CAUSAR?

Nesta quarta-feira o destaque, aqui na coluna SAÚDE é “PROTEÍNA ANIMAL”. O Dr. Samuel Dalle Laste nos informa quais são os males que essa proteína pode causar no nosso organismo quando muito consumidas. Principalmente o frango de granja, a carne industrializada e os peixes criados em cativeiro. Saiba o porque assistindo esse vídeo esclarecedor!

Fonte:

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SAÚDE: A DIFICULDADE PARA EMAGRECER EM UM AMBIENTE OBESOGÊNICO

Nesta segunda-feira vamos começar a semana com boas mais uma esclarecedora e instrutiva palestra do Dr. Dale Laste na nossa coluna SAÚDE. Desta vez ele trata dos riscos da obesidade para a saúde e dá dicas importantes de como se alimentar para fugir da obesidade. Por isso lhe convido a assistir o vídeo completo a seguir, refletir e tirar suas conclusões!

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CIÊNCIAS: CONFIRMADO! COMER MENOS 30% PROLONGA A VIDA!

Saiba na nossa coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira PORQUE comer pouco ou comer menos 30% prolonga a vida. Um estudo detalhado sobre o assunto foi publicado esta semana e você pode ver aqui um resumo dessa incrível experiência científica!

Por que comer pouco prolonga a vida

Pesquisa fornece a descrição mais detalhada dos benefícios da restrição calórica para deter o envelhecimento

Há décadas os cientistas conhecem o segredo para fazer com que quase qualquer animal viva muito mais do que o normal. Podem fazer um camundongo dobrar seus anos de vida e um macaco viver três mais do que o normal. O equivalente nas pessoas seria viver nove anos mais e, além disso, com muito menos risco de sofrer doenças associadas ao envelhecimento: câncer, Alzheimer, diabetes. O problema é que o preço a pagar pode ser alto demais para muitos: comer menos, reduzir especificamente cerca de 30% das calorias diárias.

Nesta quinta-feira foi publicado o estudo mais detalhado já realizado para esclarecer o que acontece com um corpo quando é submetido a essa restrição calórica. Seus resultados indicam muitos fatores fundamentais, como quais genes e moléculas são responsáveis pelo envelhecimento e traçam novas vias para alcançar possíveis fármacos que consigam algo a priori impossível: parar o tempo, deter o envelhecimento.

“Este estudo mostra que o envelhecimento é um processo reversível”, explica o pesquisador Juan Carlos Izpisúa (Hellín, 1960), um dos principais autores do trabalho. “Mostramos que determinadas mudanças metabólicas que levam a uma aceleração do envelhecimento podem ser reprogramadas de maneira relativamente simples, reduzindo nossa ingestão calórica, para não apenas prolongar nossas vidas, mas, muito mais importante, que nossa velhice seja mais saudável”, destaca esse farmacologista e biólogo molecular que trabalha no Instituto Salk (EUA).

O trabalho oferece o atlas celular mais detalhado do envelhecimento em um mamífero e os efeitos benéficos de moderar a dieta. A equipe usou a nova tecnologia de análise genética célula a célula para analisar cerca de 200.000 células de nove órgãos e tecidos diferentes de camundongos. Em um grupo havia roedores que comiam o que queriam e no outro animais que comiam 30% menos calorias.

Os pesquisadores usaram apenas camundongos adultos que estudaram dos 18 aos 27 meses de idade, o que em humanos equivaleria a um acompanhamento entre os 50 e os 70 anos. Isso é importante, pois os estudos realizados em primatas mostraram que os benefícios de comer menos só são evidentes em indivíduos adultos, na metade ―mais ou menos― de suas vidas.

Os resultados, publicados nesta quinta-feira na revista Cell, fornecem um catálogo completo de todas as mudanças que acontecem com a idade e a dieta, tanto dentro de cada célula quanto na comunicação entre elas. Os pesquisadores detectaram que os genes e processos moleculares mais afetados pela idade têm a ver com o sistema imunológico ―que se desregula nos camundongos que comem à vontade―, a inflamação e o metabolismo. A quantidade de células imunes em quase todos os tecidos aumentou com a idade, mas isso não ocorreu nos camundongos com calorias reduzidas, que tinham níveis comparáveis aos de camundongos jovens de cinco meses. Os camundongos em restrição calórica não mostravam mais da metade de todos os marcadores de envelhecimento identificados em seus companheiros com uma dieta normal.

Os pesquisadores Concepción Rodríguez e Juan Carlos Izpisúa, do Instituto Salk Institute.

Os pesquisadores Concepción Rodríguez e Juan Carlos Izpisúa, do Instituto Salk Institute.CHRIS KEENEY / SALK

“A inflamação é um mecanismo essencial de defesa imunológica que se desenvolveu durante a evolução para aumentar a sobrevivência das espécies”, explica Concepción Rodríguez, pesquisadora do Salk, coautora do estudo e esposa de Izpisúa. “O problema é que durante o envelhecimento há uma desregulação muito pronunciada do sistema imunológico que dá lugar a um estado de inflamação sistêmica crônica e ao surgimento de doenças associadas à idade, como, por exemplo, o Alzheimer. A possibilidade de reprogramar esse estado inflamatório aberrante por meio de restrição calórica nos fornece, sem dúvida, uma nova ferramenta para o possível tratamento de doenças associadas ao envelhecimento”, ressalta a pesquisadora.

As evidências de que a restrição calórica prolonga a vida das pessoas são mais limitadas, em parte por causa do desafio logístico e econômico de acompanhar a vida e a dieta de centenas ou milhares de pessoas durante décadas, mas há evidências claras de que comer menos melhora os marcadores básicos de saúde. Já estão começando os primeiros estudos para tentar não tratar uma doença específica, mas atacar o envelhecimento com moléculas como a metformina, aprovada para tratar o diabetes.

Muitas das alterações observadas neste estudo são epigenéticas, ou seja, são como interruptores moleculares que estão acima do DNA e desligam ou ativam certos genes. É muito mais factível desenvolver fármacos para esse tipo de marcadores, pois não é necessário modificar o genoma das células, argumenta a equipe. Uma das mudanças moleculares que o estudo revelou é a proteína Ybx1, que também está presente em humanos. Sua produção estava alterada em 23 tipos diferentes de células e poderia ser um novo alvo para desenvolver um fármaco contra os efeitos nocivos do envelhecimento.

O trabalho também tem uma contribuição importante da China e é assinado por três pesquisadores desse país que estudaram no Instituto Salk e agora dirigem seus próprios grupos na Academia Nacional de Ciências do país asiático.

“É um estudo tecnicamente impressionante e fornece informações valiosíssimas”, diz Pablo Fernández-Marcos, especialista em doenças metabólicas associadas ao envelhecimento do IMDEA-Food, em Madri. “Uma descoberta interessante é que as células da gordura e as da aorta são as que mais mudam com o envelhecimento e se recuperam com a restrição calórica, confirmando a importância desses tecidos no envelhecimento, acima de outros mais clássicos como o cérebro ou a medula óssea”, explica. “E outro mais, que considero muito importante, é que existem benefícios mais claros da restrição nos machos do que nas fêmeas, o que confirma alguns indícios anteriores. Existem poucos estudos comparando os dois sexos, e esse é um problema sério que se está tentado reduzir comparando ambos os sexos, como fizeram aqui”, ressalta.

O acúmulo de evidências nesse campo é tal que existem cientistas muito sérios que admitem abertamente praticar algum tipo de restrição calórica ou jejuns intermitentes, pois também foi demonstrado que ativam processos de reciclagem celular benéficos, inclusive em casos de pessoas com câncer que recebem quimioterapia. Nesse sentido, Izpisúa confessa que ele não é exceção: “Tento comer um pouco menos todos os dias”.

Fonte: El País

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SAÚDE: FAZER COCÔ EMAGRECE?

Na nossa coluna SAÚDE desta sexta-feira um assunto muito pouco abordado, mas de extrema importância, pois faz parte da fisiologia de todo ser humano e acontece diariamente na maioria das pessoas. Estou falando do ato de fazer cocô! No artigo a seguir você vai poder tirar todas as dúvidas sobre o cocô e a relação com o nosso peso.

AFINAL DE CONTAS, FAZER COCÔ EMAGRECE?

Por Zahra Barnes e Sarah Bradley – Redação WH EUA

fazer cocô emagrece

Em algum momento da vida, todas nós já nos perguntamos: fazer cocô aumenta a perda de peso? Ou, fazer cocô emagrece? Essa é uma pergunta justa. Um cocô agradável e produtivo (acho que você sabe do que estou falando sem que eu descreva) pode fazer você se sentir mais leve, mais magro e mais confortável em seus jeans. Ficar “preso” (também conhecido como constipado), faz você sentir o oposto. Mas essa sensação de ficar mais leve depois de cocô tem resultados reais?

Até pode ser real – mas não completamente, diz Mitzi Dulan, RD, autora de The Pinterest Diet. “Na verdade, é bastante simples”, diz ela. “Dependendo do tamanho e da regularidade, o cocô pode variar de 450g a 1,8kg. É provável que esteja no limite superior, se você não faz cocô há alguns dias. ”

Mas quanto pesa um cocô?

Se você está pensando: “Quase dois quilos, sério ?!” Eu entendo… Isso não é uma quantia pequena se você está lutando para perder peso. Mas você deve se lembrar que o seu cocô é composto de algumas coisas bem pesadas. Especificamente, ele é composto por cerca de 75% de água, de acordo com a UMass Memorial Healthcare, com o restante sendo composto por bactérias, mucosas, células mortas e, bem, comida né?

Dito isto, você tem que pensar de uma maneira mais geral. No final, 1,8kg não são uma quantidade significativa de peso no final do dia, pois o número em escala oscila constantemente para cima e para baixo, de acordo com os movimentos intestinais. Em outras palavras, quando você estiver cheia, seu peso aumentará um pouco e depois que você se aliviar, ele cairá.

De qualquer forma, fazer cocô emagrece? Até que sim, mas não afetará seu peso de maneira gigantesca, mesmo que pareça que depois de defecar você tenha perdido uns 5 kg. Essa sensação incrível é mais sobre o inchaço do que a perda real de massa corporal.

Fazer cocô emagrece: Perda de peso versus redução de inchaço

Inchaço é aquela sensação desconfortável que ocorre quando seu sistema digestivo retém ar ou gás dentro dele. Mesmo que seu estômago pareça maior quando você está inchado, o inchaço não significa necessariamente que você ganhou peso real (em termos de massa corporal).

“O cocô pode reduzir o inchaço e ajudá-lo a se encaixar mais confortavelmente em suas roupas, para que você se sinta menor em geral”, diz Dulan. “Não é como se depois de fazer cocô, você deveria estar dizendo: ‘Este é meu novo peso!’”

Se você está tentando controlar a perda de peso, Dulan sugere se pesar em horários semelhantes pela manhã, sem roupas, para evitar que seu cocô (ou a falta dele) enganem a balança. “Se você precisar ir ao banheiro, vá em frente, pois isso diminui um pouco a balança”, diz ela. “Mas se você não precisar fazer cocô, não sente no banheiro tentando ir para pesar menos. Não haverá uma diferença substancial “.

Fazer cocô emagrece: Ah, então o que afeta minha capacidade de fazer cocô?

Embora a conexão direta entre cocô e perda de peso seja mínima, há um aspecto dessa ligação que você pode usar em seu benefício: “Comer uma dieta rica em fibras faz com que você não apenas seja mais regular, mas também pode ajudá-lo a perder peso ”, diz Brigitte Zeitlin, MPH, RD, nutricionista da B Nutritious.

Como assim? Armazenar fibra suficiente durante o dia ajuda a empurrar os alimentos pelo sistema para evitar a constipação antes dela começar. “Na verdade, estimula o trato gastrointestinal para promover o movimento”, diz Zeitlin. Além disso, uma dieta rica em fibras pode ajudar a afastar certos tipos de câncer, especialmente o do cólon, e a regular o açúcar no sangue e reduzir o colesterol, mostram estudos.

E quando se trata do seu peso, a fibra o preenche como poucos nutrientes podem. “A fibra é encontrada em três coisas: frutas, vegetais e grãos integrais”, diz Zeitlin. “Se você está se certificando de estar incorporando fibra a cada refeição e lanche, você também está se certificando de que está comendo um desses alimentos fabulosos que promovem a perda de peso e um estilo de vida saudável. Além disso, você provavelmente está removendo outras coisas que não são tão boas [da sua dieta]. ”

Mas cuidado para não exagerar

Zeitlin recomenda que as mulheres busquem 25 a 30 gramas de fibra por dia, porque obter muito mais do que isso pode não apenas constipar você, mas também causar outros sintomas de angústia gastrointestinal. Segundo a Universidade Duke, consumir regularmente mais de 70 gramas de fibra pode levar a inchaço, gases, diarréia, cãibras e diminuição do apetite. Comer muita fibra também pode limitar a absorção de nutrientes e até causar bloqueios intestinais (isso é uma coisa bastante séria).

Para obter uma quantidade saudável de fibras todos os dias, tente tomar uma xícara de um alimento rico em fibras como parte do café da manhã, como uma xícara de frutas com iogurte grego (é rico em probióticos, que “promovem bactérias saudáveis ​​para ajudar a mover as coisas”, diz Zeitlin). Você também deve comer dois punhados de vegetais no almoço e no jantar para manter seu sistema digestivo – e seu peso – o mais regular possível.

Ah, e não se esqueça de todas as outras coisas que você faz o dia todo que afetam a frequência com que você faz cocô (a fibra é apenas uma peça do quebra-cabeça!).

Algumas atitudes que te deixam com o intestino preso:

  • Não beber água suficiente
  • Esquecer de gerenciar seus níveis de estresse
  • Alterar sua programação ou viajar com frequência (oi, constipação de férias)
  • Sofrer alterações hormonais (graças à TPM, gravidez ou menopausa)
  • Tomar certos medicamentos de venda livre ou de prescrição
  • Mudar sua dieta ou ingestão calórica
  • Não praticar atividade física regular
  • Certamente, o inverso de todos esses fatores também é verdadeiro; alguns medicamentos podem fazer com que você faça cocô com mais frequência, assim como seus níveis gerais de atividade / hidratação / cafeína. É tudo uma questão de equilíbrio.

Fazer cocô emagrece: Então, como faço para encontrar o meu “normal”?

Se você espera um número exato de evacuações consideradas “saudáveis” ou “normais”, vai ficar desapontada. Não existe um número, porque o intervalo normal varia de pessoa para pessoa. Em qualquer lugar, de três vezes ao dia a uma vez a cada três dias, geralmente é considerado saudável. Portanto, desde que você caia em algum lugar nesse espectro (e não tenha nada doloroso ou fora do comum), você está saudável.

Agora, se você estiver sentindo algo doloroso ou fora do comum, entre em contato com seu médico. Dependendo do problema, ele ou ela pode encaminhá-la a um gastroenterologista. De acordo com a Penn Medicine, ter os seguintes sintomas por um período prolongado (ou seja, mais de alguns dias) justifica uma ligação ou visita:

  • Cocô consistentemente fora da cor (como fezes pálidas, vermelhas ou pretas) ou alterações de cor não relacionadas a novos hábitos alimentares
  • Mudanças repentinas na frequência dos movimentos intestinais
  • Fezes ensanguentadas
  • Dor abdominal intensa ao fazer cocô
  • Cocô que flutua (o que pode ser um sinal de infecção)
  • Cocô que cheira incomum ou especialmente odorífero

É importante saber que uma desaceleração nos seus hábitos regulares de banheiro pode fazer você sentir que ganhou muito peso, mas esse não é realmente o caso. Uma combinação de inchaço e desconforto – juntamente com alguns quilos extras de cocô – pode fazer a situação parecer mais terrível do que realmente é.

Quando finalmente sair, você se sentirá mais leve que o ar… mas ainda pesará só um pouco menos do que antes. Portanto, se a perda de peso é o seu objetivo, você precisa pensar fora do banheiro.

Fonte: Womens Health Brasil

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