SAÚDE: A DIFICULDADE PARA EMAGRECER EM UM AMBIENTE OBESOGÊNICO

Nesta segunda-feira vamos começar a semana com boas mais uma esclarecedora e instrutiva palestra do Dr. Dale Laste na nossa coluna SAÚDE. Desta vez ele trata dos riscos da obesidade para a saúde e dá dicas importantes de como se alimentar para fugir da obesidade. Por isso lhe convido a assistir o vídeo completo a seguir, refletir e tirar suas conclusões!

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CIÊNCIAS: CONFIRMADO! COMER MENOS 30% PROLONGA A VIDA!

Saiba na nossa coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira PORQUE comer pouco ou comer menos 30% prolonga a vida. Um estudo detalhado sobre o assunto foi publicado esta semana e você pode ver aqui um resumo dessa incrível experiência científica!

Por que comer pouco prolonga a vida

Pesquisa fornece a descrição mais detalhada dos benefícios da restrição calórica para deter o envelhecimento

Há décadas os cientistas conhecem o segredo para fazer com que quase qualquer animal viva muito mais do que o normal. Podem fazer um camundongo dobrar seus anos de vida e um macaco viver três mais do que o normal. O equivalente nas pessoas seria viver nove anos mais e, além disso, com muito menos risco de sofrer doenças associadas ao envelhecimento: câncer, Alzheimer, diabetes. O problema é que o preço a pagar pode ser alto demais para muitos: comer menos, reduzir especificamente cerca de 30% das calorias diárias.

Nesta quinta-feira foi publicado o estudo mais detalhado já realizado para esclarecer o que acontece com um corpo quando é submetido a essa restrição calórica. Seus resultados indicam muitos fatores fundamentais, como quais genes e moléculas são responsáveis pelo envelhecimento e traçam novas vias para alcançar possíveis fármacos que consigam algo a priori impossível: parar o tempo, deter o envelhecimento.

“Este estudo mostra que o envelhecimento é um processo reversível”, explica o pesquisador Juan Carlos Izpisúa (Hellín, 1960), um dos principais autores do trabalho. “Mostramos que determinadas mudanças metabólicas que levam a uma aceleração do envelhecimento podem ser reprogramadas de maneira relativamente simples, reduzindo nossa ingestão calórica, para não apenas prolongar nossas vidas, mas, muito mais importante, que nossa velhice seja mais saudável”, destaca esse farmacologista e biólogo molecular que trabalha no Instituto Salk (EUA).

O trabalho oferece o atlas celular mais detalhado do envelhecimento em um mamífero e os efeitos benéficos de moderar a dieta. A equipe usou a nova tecnologia de análise genética célula a célula para analisar cerca de 200.000 células de nove órgãos e tecidos diferentes de camundongos. Em um grupo havia roedores que comiam o que queriam e no outro animais que comiam 30% menos calorias.

Os pesquisadores usaram apenas camundongos adultos que estudaram dos 18 aos 27 meses de idade, o que em humanos equivaleria a um acompanhamento entre os 50 e os 70 anos. Isso é importante, pois os estudos realizados em primatas mostraram que os benefícios de comer menos só são evidentes em indivíduos adultos, na metade ―mais ou menos― de suas vidas.

Os resultados, publicados nesta quinta-feira na revista Cell, fornecem um catálogo completo de todas as mudanças que acontecem com a idade e a dieta, tanto dentro de cada célula quanto na comunicação entre elas. Os pesquisadores detectaram que os genes e processos moleculares mais afetados pela idade têm a ver com o sistema imunológico ―que se desregula nos camundongos que comem à vontade―, a inflamação e o metabolismo. A quantidade de células imunes em quase todos os tecidos aumentou com a idade, mas isso não ocorreu nos camundongos com calorias reduzidas, que tinham níveis comparáveis aos de camundongos jovens de cinco meses. Os camundongos em restrição calórica não mostravam mais da metade de todos os marcadores de envelhecimento identificados em seus companheiros com uma dieta normal.

Os pesquisadores Concepción Rodríguez e Juan Carlos Izpisúa, do Instituto Salk Institute.

Os pesquisadores Concepción Rodríguez e Juan Carlos Izpisúa, do Instituto Salk Institute.CHRIS KEENEY / SALK

“A inflamação é um mecanismo essencial de defesa imunológica que se desenvolveu durante a evolução para aumentar a sobrevivência das espécies”, explica Concepción Rodríguez, pesquisadora do Salk, coautora do estudo e esposa de Izpisúa. “O problema é que durante o envelhecimento há uma desregulação muito pronunciada do sistema imunológico que dá lugar a um estado de inflamação sistêmica crônica e ao surgimento de doenças associadas à idade, como, por exemplo, o Alzheimer. A possibilidade de reprogramar esse estado inflamatório aberrante por meio de restrição calórica nos fornece, sem dúvida, uma nova ferramenta para o possível tratamento de doenças associadas ao envelhecimento”, ressalta a pesquisadora.

As evidências de que a restrição calórica prolonga a vida das pessoas são mais limitadas, em parte por causa do desafio logístico e econômico de acompanhar a vida e a dieta de centenas ou milhares de pessoas durante décadas, mas há evidências claras de que comer menos melhora os marcadores básicos de saúde. Já estão começando os primeiros estudos para tentar não tratar uma doença específica, mas atacar o envelhecimento com moléculas como a metformina, aprovada para tratar o diabetes.

Muitas das alterações observadas neste estudo são epigenéticas, ou seja, são como interruptores moleculares que estão acima do DNA e desligam ou ativam certos genes. É muito mais factível desenvolver fármacos para esse tipo de marcadores, pois não é necessário modificar o genoma das células, argumenta a equipe. Uma das mudanças moleculares que o estudo revelou é a proteína Ybx1, que também está presente em humanos. Sua produção estava alterada em 23 tipos diferentes de células e poderia ser um novo alvo para desenvolver um fármaco contra os efeitos nocivos do envelhecimento.

O trabalho também tem uma contribuição importante da China e é assinado por três pesquisadores desse país que estudaram no Instituto Salk e agora dirigem seus próprios grupos na Academia Nacional de Ciências do país asiático.

“É um estudo tecnicamente impressionante e fornece informações valiosíssimas”, diz Pablo Fernández-Marcos, especialista em doenças metabólicas associadas ao envelhecimento do IMDEA-Food, em Madri. “Uma descoberta interessante é que as células da gordura e as da aorta são as que mais mudam com o envelhecimento e se recuperam com a restrição calórica, confirmando a importância desses tecidos no envelhecimento, acima de outros mais clássicos como o cérebro ou a medula óssea”, explica. “E outro mais, que considero muito importante, é que existem benefícios mais claros da restrição nos machos do que nas fêmeas, o que confirma alguns indícios anteriores. Existem poucos estudos comparando os dois sexos, e esse é um problema sério que se está tentado reduzir comparando ambos os sexos, como fizeram aqui”, ressalta.

O acúmulo de evidências nesse campo é tal que existem cientistas muito sérios que admitem abertamente praticar algum tipo de restrição calórica ou jejuns intermitentes, pois também foi demonstrado que ativam processos de reciclagem celular benéficos, inclusive em casos de pessoas com câncer que recebem quimioterapia. Nesse sentido, Izpisúa confessa que ele não é exceção: “Tento comer um pouco menos todos os dias”.

Fonte: El País

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SAÚDE: FAZER COCÔ EMAGRECE?

Na nossa coluna SAÚDE desta sexta-feira um assunto muito pouco abordado, mas de extrema importância, pois faz parte da fisiologia de todo ser humano e acontece diariamente na maioria das pessoas. Estou falando do ato de fazer cocô! No artigo a seguir você vai poder tirar todas as dúvidas sobre o cocô e a relação com o nosso peso.

AFINAL DE CONTAS, FAZER COCÔ EMAGRECE?

Por Zahra Barnes e Sarah Bradley – Redação WH EUA

fazer cocô emagrece

Em algum momento da vida, todas nós já nos perguntamos: fazer cocô aumenta a perda de peso? Ou, fazer cocô emagrece? Essa é uma pergunta justa. Um cocô agradável e produtivo (acho que você sabe do que estou falando sem que eu descreva) pode fazer você se sentir mais leve, mais magro e mais confortável em seus jeans. Ficar “preso” (também conhecido como constipado), faz você sentir o oposto. Mas essa sensação de ficar mais leve depois de cocô tem resultados reais?

Até pode ser real – mas não completamente, diz Mitzi Dulan, RD, autora de The Pinterest Diet. “Na verdade, é bastante simples”, diz ela. “Dependendo do tamanho e da regularidade, o cocô pode variar de 450g a 1,8kg. É provável que esteja no limite superior, se você não faz cocô há alguns dias. ”

Mas quanto pesa um cocô?

Se você está pensando: “Quase dois quilos, sério ?!” Eu entendo… Isso não é uma quantia pequena se você está lutando para perder peso. Mas você deve se lembrar que o seu cocô é composto de algumas coisas bem pesadas. Especificamente, ele é composto por cerca de 75% de água, de acordo com a UMass Memorial Healthcare, com o restante sendo composto por bactérias, mucosas, células mortas e, bem, comida né?

Dito isto, você tem que pensar de uma maneira mais geral. No final, 1,8kg não são uma quantidade significativa de peso no final do dia, pois o número em escala oscila constantemente para cima e para baixo, de acordo com os movimentos intestinais. Em outras palavras, quando você estiver cheia, seu peso aumentará um pouco e depois que você se aliviar, ele cairá.

De qualquer forma, fazer cocô emagrece? Até que sim, mas não afetará seu peso de maneira gigantesca, mesmo que pareça que depois de defecar você tenha perdido uns 5 kg. Essa sensação incrível é mais sobre o inchaço do que a perda real de massa corporal.

Fazer cocô emagrece: Perda de peso versus redução de inchaço

Inchaço é aquela sensação desconfortável que ocorre quando seu sistema digestivo retém ar ou gás dentro dele. Mesmo que seu estômago pareça maior quando você está inchado, o inchaço não significa necessariamente que você ganhou peso real (em termos de massa corporal).

“O cocô pode reduzir o inchaço e ajudá-lo a se encaixar mais confortavelmente em suas roupas, para que você se sinta menor em geral”, diz Dulan. “Não é como se depois de fazer cocô, você deveria estar dizendo: ‘Este é meu novo peso!’”

Se você está tentando controlar a perda de peso, Dulan sugere se pesar em horários semelhantes pela manhã, sem roupas, para evitar que seu cocô (ou a falta dele) enganem a balança. “Se você precisar ir ao banheiro, vá em frente, pois isso diminui um pouco a balança”, diz ela. “Mas se você não precisar fazer cocô, não sente no banheiro tentando ir para pesar menos. Não haverá uma diferença substancial “.

Fazer cocô emagrece: Ah, então o que afeta minha capacidade de fazer cocô?

Embora a conexão direta entre cocô e perda de peso seja mínima, há um aspecto dessa ligação que você pode usar em seu benefício: “Comer uma dieta rica em fibras faz com que você não apenas seja mais regular, mas também pode ajudá-lo a perder peso ”, diz Brigitte Zeitlin, MPH, RD, nutricionista da B Nutritious.

Como assim? Armazenar fibra suficiente durante o dia ajuda a empurrar os alimentos pelo sistema para evitar a constipação antes dela começar. “Na verdade, estimula o trato gastrointestinal para promover o movimento”, diz Zeitlin. Além disso, uma dieta rica em fibras pode ajudar a afastar certos tipos de câncer, especialmente o do cólon, e a regular o açúcar no sangue e reduzir o colesterol, mostram estudos.

E quando se trata do seu peso, a fibra o preenche como poucos nutrientes podem. “A fibra é encontrada em três coisas: frutas, vegetais e grãos integrais”, diz Zeitlin. “Se você está se certificando de estar incorporando fibra a cada refeição e lanche, você também está se certificando de que está comendo um desses alimentos fabulosos que promovem a perda de peso e um estilo de vida saudável. Além disso, você provavelmente está removendo outras coisas que não são tão boas [da sua dieta]. ”

Mas cuidado para não exagerar

Zeitlin recomenda que as mulheres busquem 25 a 30 gramas de fibra por dia, porque obter muito mais do que isso pode não apenas constipar você, mas também causar outros sintomas de angústia gastrointestinal. Segundo a Universidade Duke, consumir regularmente mais de 70 gramas de fibra pode levar a inchaço, gases, diarréia, cãibras e diminuição do apetite. Comer muita fibra também pode limitar a absorção de nutrientes e até causar bloqueios intestinais (isso é uma coisa bastante séria).

Para obter uma quantidade saudável de fibras todos os dias, tente tomar uma xícara de um alimento rico em fibras como parte do café da manhã, como uma xícara de frutas com iogurte grego (é rico em probióticos, que “promovem bactérias saudáveis ​​para ajudar a mover as coisas”, diz Zeitlin). Você também deve comer dois punhados de vegetais no almoço e no jantar para manter seu sistema digestivo – e seu peso – o mais regular possível.

Ah, e não se esqueça de todas as outras coisas que você faz o dia todo que afetam a frequência com que você faz cocô (a fibra é apenas uma peça do quebra-cabeça!).

Algumas atitudes que te deixam com o intestino preso:

  • Não beber água suficiente
  • Esquecer de gerenciar seus níveis de estresse
  • Alterar sua programação ou viajar com frequência (oi, constipação de férias)
  • Sofrer alterações hormonais (graças à TPM, gravidez ou menopausa)
  • Tomar certos medicamentos de venda livre ou de prescrição
  • Mudar sua dieta ou ingestão calórica
  • Não praticar atividade física regular
  • Certamente, o inverso de todos esses fatores também é verdadeiro; alguns medicamentos podem fazer com que você faça cocô com mais frequência, assim como seus níveis gerais de atividade / hidratação / cafeína. É tudo uma questão de equilíbrio.

Fazer cocô emagrece: Então, como faço para encontrar o meu “normal”?

Se você espera um número exato de evacuações consideradas “saudáveis” ou “normais”, vai ficar desapontada. Não existe um número, porque o intervalo normal varia de pessoa para pessoa. Em qualquer lugar, de três vezes ao dia a uma vez a cada três dias, geralmente é considerado saudável. Portanto, desde que você caia em algum lugar nesse espectro (e não tenha nada doloroso ou fora do comum), você está saudável.

Agora, se você estiver sentindo algo doloroso ou fora do comum, entre em contato com seu médico. Dependendo do problema, ele ou ela pode encaminhá-la a um gastroenterologista. De acordo com a Penn Medicine, ter os seguintes sintomas por um período prolongado (ou seja, mais de alguns dias) justifica uma ligação ou visita:

  • Cocô consistentemente fora da cor (como fezes pálidas, vermelhas ou pretas) ou alterações de cor não relacionadas a novos hábitos alimentares
  • Mudanças repentinas na frequência dos movimentos intestinais
  • Fezes ensanguentadas
  • Dor abdominal intensa ao fazer cocô
  • Cocô que flutua (o que pode ser um sinal de infecção)
  • Cocô que cheira incomum ou especialmente odorífero

É importante saber que uma desaceleração nos seus hábitos regulares de banheiro pode fazer você sentir que ganhou muito peso, mas esse não é realmente o caso. Uma combinação de inchaço e desconforto – juntamente com alguns quilos extras de cocô – pode fazer a situação parecer mais terrível do que realmente é.

Quando finalmente sair, você se sentirá mais leve que o ar… mas ainda pesará só um pouco menos do que antes. Portanto, se a perda de peso é o seu objetivo, você precisa pensar fora do banheiro.

Fonte: Womens Health Brasil

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