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CIÊNCIAS: CIENTISTAS DESCOBREM O SEGREDO DAS PIRÂMIDES

Na sessão CIÊNCIAS desta quinta-feira temos um vídeo fantástico sobre o SEGREDO das Pirâmides. Fatos que os cientistas só vieram descobrir agora quanto a verdadeira função destas obras faraônicas. Assista o vídeo e descubra o segredo.

Muitos pesquisadores pensavam que os túmulos egípcios foram construídos para mostrar a majestade dos faraós. E foi o que nos ensinaram na escola. Mas isso é coisa do passado! Preparem-se amigos, pois parece que cientistas finalmente descobriram a verdadeira finalidade das pirâmides! Tudo indica que essas misteriosas e diferentes estruturas construídas com uma precisão matemática incrível podem ter tido outra função além de enterrar os mortos…

Fonte: 

Publicado em 11 de set

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CIÊNCIAS: VEJA AQUI AS ÚLTIMAS DESCOBERTAS SOBRE O AUTISMO

O foco da nossa coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira é o Autismo. Trago aqui resumidamente as três descobertas mais recentes por cientistas e pesquisadores dos Estados Unidos, China, Austrália, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Israel sobre o Autismo. Caso você queira se aprofundar em cada uma dessas descobertas é fácil acessando o google e procurando pelo título.

Conheça as últimas descobertas sobre o autismo

Novas descobertas podem significar evolução no tratamento do transtorno

Escrito por Redação

Redação Minha Vida

Em 31/3/2020

Autismo: saiba o que é, as principais características e ...

autismo é um transtorno de desenvolvimento que compromete as habilidades de comunicação e interação social. Ainda que as causas sejam desconhecidas, muitas pesquisas recentes apontam descobertas significativas para a compreensão desta condição e para o desenvolvimento de tratamentos.

Em 2 de abril, celebra-se o dia do autismo. Confira abaixo algumas das novas descobertas sobre a condição.

Estudo identifica 102 genes associados ao autismo

Um estudo feito por pesquisadores americanos, e publicado na revista ?Cell?, identificou 102 genes ao risco de desenvolver o espectro autista.

Segundo declaração do pesquisador Joseph D. Buxbaum à revista, essa descoberta servirá de base essencial para o desenvolvimento dos futuros tratamentos.

“Quanto mais se entende as causas, mais é possível compreender a biologia do autismo. Cada gene dará novos insights sobre essa biologia”, comenta ele.

Cientistas conseguiram provocar autismo em macacos

O experimento publicado na revista Nature foi feito por cientistas chineses e americanos. Após a intervenção, os animais passaram a demonstrar comportamentos semelhantes ao dos humanos com o transtorno.

Os pesquisadores afirmam que técnica aplicada em macacos pode também ajudar a mapear mais profundamente essa condição e criar melhores opções de tratamentos para os pacientes com o autismo.

Pesquisa global indica possível causa do autismo

Estudo publicado no site JAMANetwork descobriu uma das principais questões sobre o autismo: sua causa. Segundo a pesquisa, a genética é o maior fator de risco para o desenvolvimento do autismo.

O estudo foi realizado com mais de 2 milhões de crianças com o transtorno na Suécia, Finlândia, Dinamarca, Israel e Austrália Ocidental no período de 1998 até 2011. Os pesquisadores acompanharam esses pacientes até completarem 16 anos.

Síndrome rara pode estar por trás de milhares de casos de autismo no Brasil

Segundo estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP), um dos fatores que pode contribuir para milhares de casos do espectro autista no Brasil é uma alteração no DNA que causa a síndrome Phelan-McDermid.

Essa doença é definida como um transtorno global no desenvolvimento que afeta a condição motora, intelectual e verbal, além de complicações nos rins e no aparelho gastrointestinal.

Segundo a pesquisa, dos 2 milhões de autistas brasileiros, existem 12 mil casos relacionados a essa condição rara. No entanto, devido ao fato de o teste genético não ser indicado pelos médicos com frequência, grande parte dessa população não sabe que possui essa condição.

Fonte: Redação

Minha Vida

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MISTÉRIO POR TRÁS DA MORTE DE POMBOS EM SÃO PAULO FOI DESVENDADO POR CIENTISTAS

Cientistas desvendam mistério por trás da morte de pombos em São Paulo

Dezenas de aves caíram misteriosamente do céu na cidade de São Paulo em 2019; pesquisadores identificaram a causa das mortes

Maria Fernanda Ziegler

da Agência Fapesp

Kieron Trufitt/Getty Images

Em 2019, dias antes de um evento climático que transformou o dia em noite na cidade de São Paulo, dezenas de pombos começaram a cair mortos misteriosamente. As aves apresentavam alguns ferimentos, sintomas neurológicos e foram encontradas já sem vida ou quase mortas próximas ao Centro de Controle de Zoonoses da capital paulista.

Uma equipe multicêntrica de pesquisadores descobriu que, apesar da proximidade das datas, as mortes não estavam relacionadas com a poluição gerada pelas queimadas na Amazônia. Eram, na verdade, efeito de um paramixovírus aviário do tipo 1 – também conhecido como vírus da doença de Newcastle.

vírus, com um genótipo denominado VI.2.1.2, costuma ser letal para pombos. Também conhecido como paramixovírus de pombo (PPMV), esse agente raramente infecta pessoas e, quando isso ocorre, é por meio do contato próximo com animais doentes.

Desde 2005, o laboratório conta com uma equipe que vai a campo para fazer pesquisas de vigilância epidemiológica em diferentes regiões do Brasil. A atividade é conduzida no âmbito da Rede de Diversidade Genética de Vírus (VGDN), coordenada pelo professor da USP Edison Luiz Durigon e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Atualmente, o grupo integra a Rede Nacional de Vigilância de Vírus em Animais Silvestres (PREVIR), fomentada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Morte de pombos

O vírus da doença de Newcastle normalmente causa doença em galinhas, mas não em pombos. Segundo os pesquisadores, porém, com o genótipo VI.2.1.2 ocorre justamente o contrário.

“Ele é endêmico na população de pombos no mundo inteiro, causando sintomas neurológicos e alta mortalidade. Há relatos frequentes de casos na Ásia, na Europa e na América do Norte. Apesar de este ser o segundo registro no Brasil, não é caso para alarde, pois esse genótipo não representa um grande risco para humanos ou para a avicultura”, avalia Helena Ferreira, professora da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP em Pirassununga, integrante da rede PREVIR-MCTI e coordenadora da pesquisa.

Os cientistas destacam que o monitoramento tem se mostrado de extrema importância para o controle de epidemias, surtos e para alertar sobre a emergência de novas doenças.

“É fundamental uma vigilância ostensiva e ativa em todo o país para identificar e controlar as populações de pombos não só perto das granjas, mas também nas áreas urbanas. O monitoramento do vírus da doença de Newcastle é importante até mesmo do ponto de vista econômico, já que o Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo”, diz Thomazelli.

Trabalho de equipe

Para desvendar a doença misteriosa que acometia pombos na capital, foi necessário acionar uma ampla rede de pesquisadores. Primeiro, o Centro de Vigilância e Zoonoses do Estado de São Paulo identificou a morte das aves e acionou o Serviço Veterinário Oficial.

“De início imaginou-se que a causa pudesse ser uma bactéria, mas não se identificou nenhuma espécie patogênica. Enviaram amostras para o ICB-USP e para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária. Lá eles fizeram a caracterização, que é o padrão recomendado para vírus de notificação obrigatória, pois afetam aves domésticas. Coube ao nosso laboratório, em Pirassununga, realizar a análise do genoma viral”, conta Helena.

A pesquisadora também realizou análises para a identificação de lesões no tecido. “Fizemos o sequenciamento do genoma completo desse vírus, que identificamos como VI.2.1.2. Isso nos permite fazer uma investigação mais aprofundada, comparar com surtos em outras partes do mundo e também acompanhar a evolução do patógeno aqui no país”, diz.

Segundo Helena, o conhecimento adquirido na análise pode ajudar a prever como o vírus vai se comportar daqui para a frente. A análise genômica mostrou que o vírus encontrado em São Paulo e no Rio Grande do Sul (em 2014) se agrupa com amostras da África.

“Outros casos precisam ser identificados para conseguirmos propor a classificação do genótipo que tem circulado no Brasil, que é relativamente diferente do africano. É muito importante fazer esse tipo de monitoramento. Nesse caso específico, esse genótipo não consegue infectar as aves domésticas [galinhas] de forma eficiente e, quando infecta, a galinha não transmite o vírus para outras com as quais convive”, diz.

Segundo a especialista, estudos sugerem que esse genótipo pode se adaptar em galinhas após algumas passagens e causar doença em aves domésticas também. “Mesmo assim, ele não é considerado muito perigoso para as aves comerciais”, reforça.

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ESTUDO COM MEDICAMENTO PARA PACIENTES COM CÂNCER RETAL SURPREENDE CIENTISTAS

Câncer: medicamento elimina a doença durante estudo

É a primeira vez na história que os cientistas obtêm o resultado

Os pacientes foram submetidos aos exames de imagem que não detectaram a doença

Os pacientes foram submetidos aos exames de imagem que não detectaram a doença | Foto: Divulgação/MSKCC

Um pequeno estudo com um medicamento para pacientes com câncer retal surpreendeu os cientistas pelo resultado. Dos 12 pacientes que fizeram o mesmo tratamento com imunoterapia (que usa o sistema imunológico do paciente para combater a doença), todos tiveram uma notícia animadora: o câncer havia desaparecido ficando indetectável em exames físicos, endoscopia, tomografia e ressonância magnética.

“Acredito que esta seja a primeira vez que isso acontece na história do câncer”, disse o autor do estudo, Luis Diaz Jr, do Centro de Câncer Memorial Sloan Kettering. O artigo foi publicado em 5 de junho na revista científica New England Journal of Medicine.

O estudo foi patrocinado pela empresa farmacêutica GlaxoSmithKline. O artigo foi apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica.

O estudo

Os pacientes receberam o dostarlimab, um medicamento conhecido por ser inibidor de pontos de controle. Foram escolhidos pacientes com câncer retal localmente avançado — tumores que se espalharam no reto e às vezes para os gânglios linfáticos, mas não para outros órgãos.

A medicação foi dada a cada três semanas durante seis meses e custou cerca de US$ 11 mil (cerca de R$ 52 mil) por dose. O medicamento ajudou a desmascarar as células cancerosas, permitindo que o sistema imunológico identificasse quais eram e as destruísse. Segundo os pesquisadores, não houve efeito colateral significativo.

Resultados

Os pacientes que enfrentam um câncer retal passam por uma dura rotina de tratamento, com quimioterapia e radioterapia e cirurgia.

Os 12 pacientes que participaram do estudo acreditavam que ao terminar a pesquisa teriam que passar por esses procedimentos, porque ninguém esperava realmente que seus tumores desaparecessem. No entanto, tiveram uma surpresa: nenhum tratamento adicional foi necessário.

Em um editorial que acompanha o artigo, Hanna Sanoff, do Centro Abrangente de Câncer Lineberger, da Universidade da Carolina do Norte, que não participou do estudo, o chamou de “pequeno, mas interessante”.

Os autores do estudos disseram na conclusão da pesquisa que, apesar dos resultados promissores, “É necessário um acompanhamento mais longo para avaliar a duração da resposta”.

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: UMA ENZIMA QUE LITERALMENTE COME PLÁSTICO EM POUCAS HORAS É A MAIS PROMISSORA DESCOBERTA NO CAMPO DA SUSTENTABILIDADE

O destaque desta quarta-feira, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE é a mais nova vedete da sustentabilidade global. Ela é literalmente uma enzima ‘comedora de plástico’ e em tempo record. Acredita-se que em alguns casos essa enzima devora plástico em menos de 24 horas. A descoberta foi feita por cientistas norte-americanos que prometem eliminar bilhões de toneladas de resíduos de aterros sanitários pelo mundo. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa novíssima tecnologia!

Cientistas desenvolvem enzima que ‘come’ plástico em menos de 24hs

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Por Andréa Fassina
Imagem de capa para Cientistas desenvolvem enzima que ‘come’ plástico em menos de 24hsEnzima comedora de plástico pode eliminar bilhões de toneladas de resíduos de aterros sanitários Foto: reprodução

Cientistas norte-americanos desenvolveram uma enzima ‘comedora de plástico‘ que pode eliminar bilhões de toneladas de resíduos de aterros sanitários pelo mundo.

Ela foi criada por engenheiros e cientistas da Universidade do Texas em Austin e tem o poder de destruir o PET (polietileno tereftalato), que é onipresente em embalagens de alimentos e bebidas, têxteis e fibras de tapetes de poliéster.

A descoberta oferece esperança para resolver a poluição global superalimentando a reciclagem em grande escala. Grandes indústrias seriam capazes de recuperar e reutilizar produtos em nível molecular.

Reciclagem turbinada

Esta descoberta, publicada na Nature , pode ajudar a resolver um dos problemas ambientais mais prementes do mundo: o que fazer com os bilhões de toneladas de resíduos plásticos que se acumulam em aterros sanitários e poluem nossas terras naturais e água.

A enzima tem o potencial de acelerar a reciclagem em larga escala, o que permitiria que as principais indústrias reduzissem seu impacto ambiental recuperando e reutilizando plásticos em nível molecular.

O PET representa 12% de todo o lixo global. Como todos os plásticos, é feito de longas moléculas semelhantes a cordas.

Decomposição em 24 hs

A enzima reduz o plástico em partes menores – substâncias químicas que podem ser reagrupadas. Em alguns casos, os plásticos podem ser totalmente decompostos em menos de 24 horas.

“As possibilidades são infinitas entre as indústrias para alavancar esse processo de reciclagem de ponta”, disse Hal Alper , professor do Departamento de Engenharia Química McKetta da UT Austin.

“Além da óbvia indústria de gerenciamento de resíduos, isso também oferece às empresas de todos os setores a oportunidade de liderar a reciclagem de seus produtos.

Por meio dessas abordagens enzimáticas mais sustentáveis, podemos começar a imaginar uma verdadeira economia circular de plásticos.”

Com informações do Sunnyskyz

Fonte: Só Notícia Boa

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GRUPO DE CIENTISTAS DESENVOLVEU EM NATAL UM MÉTODO BASEADO EM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL CAPAZ DE PREVER SURTO DE DENGUE COM ATÉ SEIS SEMANAS DE ANTECEDÊNCIA

Por g1 RN

 

Mosquito Aedes aegypti é responsável por transmitir a dengue. — Foto: Reprdoução/EPTVMosquito Aedes aegypti é responsável por transmitir a dengue. — Foto: Reprdoução/EPTV

Um grupo de cientistas desenvolveu, em Natal, um método baseado em inteligência artificial capaz de prever um surto de dengue com até seis semanas de antecedência. Dessa forma, as autoridades de saúde podem ser avisadas com antecedência sobre o risco e executar medidas de contenção.

Para realizar o estudo, ao longo de quatro anos, foram espalhadas armadilhas para coletar ovos, conhecidas como ovitrampa (que simulam um ambiente perfeito para a procriação do Aedes aegypti), nas quatro regiões de Natal, a cada 300m², formando uma malha de captura de mosquitos e ovos.

“Essa técnica, conhecida como ovitrampa, foi implantada em Natal pelo então diretor do Centro de Zoonoses de Natal, Alessandre Medeiros (in memorian). O Centro de Zoonoses de Natal é vinculado ao Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal”, explicou Ricardo Valentim, diretor do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) e um dos pesquisadores envolvidos na pesquisa.

Além disso, os pesquisadores recolheram informações sobre casos confirmados e internações pela doença.

O trabalho realizado pelos pesquisadores foi validado cientificamente, por meio da publicação de um artigo científico no Scientific Report, periódico do grupo Nature, um dos principais repositórios científicos do mundo.

Com o título em português ‘Inteligência computacional orientada a dados aplicada à previsão de surtos de dengue: um estudo de caso na escala da cidade de Natal, RN-Brasil’, o trabalho apresenta os resultados obtidos pelos pesquisadores que desenvolveram um algoritmo usando a técnicas de inteligências artificiais, como por exemplo, aprendizagem de máquina, que ensina os computadores a aprenderem determinados padrões.

“A publicação é importante, pois chancela a qualidade da pesquisa feita, o que garante o rigor científico e a revisão por pares, aspecto importante para ciência global, além de divulgar internacionalmente um importante resultado científico de cientistas potiguares”, reforça Ricardo Valentim, diretor do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Ainda de acordo com ele, a grande inovação deste método computacional foi a utilização de ovos dos mosquitos. Com isso, o algoritmo consegue prever com antecedência um iminente surto de dengue no município, antes mesmo dos primeiros casos ocorrerem.

“A precisão de acerto do algoritmo é superior a 90%”, completou.

“Esse achado científico representa um marco importante, pois agora a autoridade de saúde pública do município de Natal poderá aplicar métodos mais efetivos de prevenção aos surtos de dengue na cidade, e com isso poderá evitar adoecimentos, hospitais lotados e mortes”, pontuou.

Expansão

Segundo os pesquisadores, o método pode ser replicado para outros lugares do Brasil e também para outros países tropicais que vivem surtos ou epidemias de dengue, possibilitando a melhora da resposta dos sistemas de saúde à doença que nos últimos anos se espalhou rapidamente por todas as regiões das Américas. O vírus da dengue é transmitido por mosquitos fêmea, principalmente da espécie Aedes aegypti e, em menor proporção, da espécie Aedes albopictus.

Esses mosquitos também transmitem outras doenças, como a chikungunya e a zika. A dengue ocorre de forma generalizada ao longo dos trópicos, com variações locais de risco influenciadas pela precipitação, temperatura e rápida urbanização não planejada.

Fonte: G1 RN

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CIENTISTAS DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA DESCOBRIRAM MÉTODO DE CASTRAÇÃO RÁPIDA E NÃO CIRÚRGICA PARA CÃES E GATOS

Cientistas brasileiros desenvolvem método de castração sem cirurgia

No procedimento, que dura 20 minutos, o animal é sedado e recebe uma injeção de partículas minúsculas de óxido de ferro nos testículos

Lucas Rocha

da CNN

em São Paulo

Castrações cumprem um papel essencial no controle populacional de cães e gatosCastrações cumprem um papel essencial no controle populacional de cães e gatosGlomad Marketing/Unsplash

A castração é uma medida de saúde pública, considerada uma das principais formas de controle populacional de cães e gatos. A medida reduz os índices de reprodução, abandono e a transmissão de doenças entre os animais.

Com o objetivo de reduzir o número de animais nas ruas e promover o acesso às ações de castração, cientistas da Universidade de Brasília (UnB) desenvolveram um método de castração rápido e não cirúrgico para cães e gatos.

Os estudos foram conduzidos pelas pesquisadoras Vanessa Nicolau de Lima, doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal, e Juliana Lis Mendes de Brito, pós-doutoranda pelo mesmo programa, com o apoio da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

No procedimento, exclusivo para machos, o animal é sedado e recebe uma injeção de partículas minúsculas de óxido de ferro nos testículos. A seguir, a esterilização pode ser feita pela aplicação de um campo magnético (magnetohipertermia) ou de uma luz de LED (fotohipertermia). Nos dois procedimentos, a temperatura chega ao cerca de 45 graus e não causa queimaduras nos animais.

No caso da magnetohipertermia, o campo magnético externo é aplicado na região dos testículos e as nanopartículas injetadas geram calor apenas no local da aplicação. O procedimento de fotohipertermia, por sua vez, consiste na utilização de um LED infravermelho para que as nanopartículas transformem a luz em calor e promovam a esterilização.

Segundo Juliana, o procedimento dura 20 minutos e faz com que o testículo atrofie. “Acompanhamos 13 animais e chegamos ao final do experimento com um animal que tinha resquícios de um tecido, que a gente julga que seria testículo, mas ele já não era nada funcional”, explica Juliana em comunicado.

Problema de saúde pública

Segundo a pesquisadora Vanessa de Lima, um único casal de gatos pode gerar cerca de 50 mil filhotes em 10 anos, incluindo descendentes diretos e indiretos.

“O contingente de cães e gatos que vivem nas ruas é um desafio para gestores públicos. É um problema de saúde pública. Essa pesquisa abre a possibilidade de ser aplicada como política pública”, afirma.

Embora as castrações cirúrgicas cumpram um papel essencial no controle populacional de cães e gatos, os procedimentos nem sempre são suficientes ou acessíveis para a alta demanda das grandes cidades. Segundo as especialistas, o projeto poderá contribuir para reduzir os impactos para a saúde pública.

A técnica da magnetohipertermia aplicada à castração de animais, coordenada pela professora Carolina Madeira Lucci, do Programa de Pós-graduação em Biologia Animal, foi patenteada em 2020.

Reunião de diferentes conhecimentos

O desenvolvimento do novo método de castração foi possível a partir da interdisciplinaridade, reunindo conhecimentos das áreas de biologia e física. O professor do Instituto de Física da Universidade Federal de Goiás (UFG) Andris Bakuzis fornece as nanopartículas de óxido de ferro para o estudo.

Segundo Bakuzis, o custo de produção das nanopartículas é baixo e a dose utilizada por animal é pequena. “Você não precisa de uma quantidade muito grande, isso é bom porque diminui o potencial de toxicidade da substância, já que a quantidade que você coloca realmente é mínima”, afirma o professor em comunicado.

Do Instituto de Física da UnB vieram os equipamentos de fotohipertermia para o projeto, a partir da colaboração do professor Paulo Eduardo Souza.

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: BACTÉRIA QUE COME CO2 PROMETE SER UMA BENÇÃO PARA A INDÚSTRIA DE EMISSÕES PESADAS

Um extraordinária novidade vindo da engenharia química com relação a redução de CO2 na atmosfera terrestre é o destaque desta sexta-feira, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE. Michael Jewett, químico da Northwestern University juntamente com seu colegas encontraram cepas anteriores de bactérias utilizadas industrialmente para projetar uma cepa individual de closridídio autoethanogenum,  um tipo de criatura bacteriana chamada acetogênio que se alimenta de acetato através da fermentação. Essa bactéria come CO2 e libera acetona e isopropanol. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa incrível descoberta científica que promete ser uma bênção para a indústria de emissões pesadas.

Cientistas criam bactérias para comer CO2 e liberar acetona e isopropil valiosos que são carbono-negativos

Os cientistas descobriram uma maneira de engenharia genética de bactérias que consumirão óxido de carbono e dióxido de carbono antes de convertê-los em dois produtos químicos amplamente utilizados, acetona e isopropanol, tornando todo o processo negativo em carbono.

Usado em uma ampla variedade de produtos, de desinfetante para as mãos a lâmpadas, e quase sempre feito de combustíveis fósseis virgens, o mercado global de acetona e isopropanol é de mais de US$ 10 bilhões, com a acetona produzindo duas toneladas métricas de CO2 por tonelada de acetona . As bactérias que os cientistas removeram chegaram a 1,78 kg de emissões da atmosfera por kg de acetona produzida e 1,17 kg de emissões por kg de isopropanol.

Michael Jewett, químico da Northwestern University, fez parceria com a grande empresa de bioetanol LanzaTech para ser pioneira neste novo método de síntese química verde.

Ele e seus colegas encontraram cepas anteriores de bactérias utilizadas industrialmente para projetar uma cepa individual de closridídio autoethanogenum,  um tipo de criatura bacteriana chamada acetogênio que se alimenta de acetato através da fermentação.

Ao final de seu trabalho, eles criaram um acetogênio que consumia emissões industriais como o CO2, convertendo-o em acetona ou isopropanol com alta eficiência de cerca de 3 gramas por litro por hora, quase sem subprodutos alternativos.

O uso de bactérias para fermentar açúcares é um método de produção comum e menos intensivo em carbono para o etanol. Os pesquisadores pegaram suas cepas únicas de bactérias produtoras de acetona e isopropanol e trabalharam com a instalação de produção de etanol da LanzaTech para testar se sua ideia poderia funcionar no mundo real.

Um novo caminho

“Nossa visão para comercialização é transformar instalações de fermentação de gás produtoras de etanol estabelecidas que a LanzaTech já opera em plantas de produção flexíveis de produtos”, disse Jewett à GNN por e-mail.

“Especificamente, a LanzaTech já está operando com sucesso duas plantas comerciais convertendo as emissões da indústria pesada em etanol, com mais de 30 milhões de galões de etanol produzidos e mais de 150.000 toneladas de CO2 evitadas.”

“Ao trocar o micróbio produtor de etanol atualmente implantado em nossas instalações comerciais de fermentação a gás por um novo micróbio programado para produção de acetona ou propanol, podemos aumentar instantaneamente a gama de produtos que uma instalação individual pode fabricar. Essa flexibilidade do produto permitirá que os operadores da planta tomem decisões baseadas no mercado sobre quais produtos focar a qualquer momento”, disse Jewett.

Isso é particularmente relevante por dois motivos. A primeira é que, como esses produtos químicos são usados ​​na fabricação de tintas, removedor de esmaltes, vernizes, suplementos de cetona, resinas, epóxis, diluentes, terpenos, limpadores de lentes, esponjas desinfetantes, álcool isopropílico, aditivos para combustíveis e nos processos de triagem para tumores de linfonodos e extração de DNA, a demanda do mercado pode mudar rapidamente. Um exemplo perfeito disso foi o uso de desinfetante para as mãos em muitos países durante a primeira onda do COVID-19.

Em segundo lugar, a flexibilidade oferecida pela fermentação permite o uso da mesma infraestrutura de biorreator para múltiplas conversões – por exemplo, etanol, acetona e isopropanol – e se destaca como um benefício chave em relação à fabricação química tradicional, onde as plantas são tipicamente construídas especificamente para um único processo de conversão , o que significa que as empresas podem economizar os milhões normalmente gastos na construção de novas fábricas para novos produtos químicos.

É o material dos sonhos da engenharia química, e o trabalho de Jewett promete ser uma bênção para a indústria de emissões pesadas.

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: CIENTISTAS DESCOBREM NOVAS ABORDAGENS TERAPÊUTICAS SOBRE A ESCLEROSE MÚLTIPLA

Um tipo de célula no sistema nervoso central conhecido como oligodendrócitos  é o destaque deste sábado, aqui na coluna CIÊNCIAS. Pesquisadores internacionais descobriram que este tipo de célula  pode ter um papel diferente no desenvolvimento da esclerose múltipla (EM) do que se pensava anteriormente. Essa descoberta pode abrir um leque de novas abordagens terapêuticas para a EM. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes!

Avanço da MS: Novas pistas genéticas para o que desencadeia a esclerose múltipla descobertas por cientistas

Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu que um tipo de célula no sistema nervoso central conhecido como oligodendrócitos pode ter um papel diferente no desenvolvimento da esclerose múltipla (EM) do que se pensava anteriormente.
As descobertas podem abrir novas abordagens terapêuticas para a EM.

A EM é impulsionada por células imunes que atacam os oligodendrócitos e a mielina que eles produzem, que é uma camada isolante que envolve as células nervosas.

Esses ataques interrompem o fluxo de informações no cérebro e na medula espinhal e causam danos nos nervos que desencadeiam sintomas associados à esclerose múltipla, como tremores e perda de marcha.

Compreender quais mecanismos influenciam o risco de EM é fundamental para encontrar terapias eficazes. Estudos genéticos anteriores encontraram regiões no genoma humano que contêm mutações (polimorfismos de nucleotídeo único) associadas ao aumento do risco de EM.  Muitas dessas regiões estão localizadas próximas a genes ativos nas células imunes.

Configuração aberta do genoma

Neste estudo, os pesquisadores mostram em camundongos e amostras de cérebro humano que os oligodendrócitos e seus progenitores têm uma configuração aberta do genoma perto de genes imunológicos e em regiões associadas ao risco de esclerose múltipla.

Isso sugere que as mutações de risco da EM podem ter um papel na ativação de genes próximos em oligodendrócitos e seus progenitores, o que significa que podem desempenhar um papel mais importante do que se pensava anteriormente no desenvolvimento da EM.

“Nossas descobertas sugerem que o risco de esclerose múltipla pode se manifestar pelo mau funcionamento não apenas das células imunes, mas também dos oligodendrócitos e suas células precursoras”, diz Gonçalo Castelo-Branco, professor do Departamento de Bioquímica Médica e Biofísica do Karolinska Institutet, que conduziu o estudo – publicado na Neuron – com os co-primeiros autores Mandy Meijer, estudante de doutorado, e Eneritz Agirre, pesquisador.

“Essas descobertas indicam que essas células também podem ser direcionadas para abordagens terapêuticas para esclerose múltipla, para evitar o mau funcionamento que pode ser causado por essas mutações”.

Fonte: Karolinska Institutet; Imagem em destaque: Geralt, licença CC

Fonte: Good News Network

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MUDANÇA NA COR DO RIO TAPAJÓ ESTÁ SENDO INVESTIGADA PELA PF E INSTITUTO CHICO MENDES

Por Jornal Nacional

 

Alter do Chão: PF e o Instituto Chico Mendes investigam o que está provocando a mudança na cor do Rio Tapajós
Alter do Chão: PF e o Instituto Chico Mendes investigam o que está provocando a mudança na cor do Rio Tapajós

Polícia Federal e o Instituto Chico Mendes começaram a investigar a mudança na cor do Rio Tapajós, numa região conhecida como o Caribe Amazônico.

Na Floresta Nacional do Tapajós, os ribeirinhos já não podem mais usar a água.

“Não está normal, está com gosto de barro”, relata Luiz Paz, liderança comunitária.

Na quarta-feira, o Jornal Nacional mostrou que as águas do Rio Tapajós em Alter do Chão, uma região conhecida mundialmente como Caribe Amazônico, ganharam uma cor barrenta.

Essa situação mobilizou órgãos ambientais. Cientistas e moradores suspeitam da atividade de garimpos ilegais, que ficam a cerca de 300 quilômetros do local. E despejam, por ano, 7 milhões de toneladas de rejeitos no Rio Tapajós, segundo a Polícia Federal.

Instituto Chico Mendes está coletando água e sedimentos do fundo do rio. Os pesquisadores querem saber se o que está chegando à região de Alter do Chão são metais pesados como o mercúrio.

O primeiro trecho analisado fica entre os municípios de Itaituba e Santarém.

“A gente não consegue identificar se realmente é um fenômeno natural ou impulsionado pela mineração, atividade de mineração ilegal. Isso precisa ser investigado ainda. Através da análise posterior desse material a gente começa s identificar, comparando com dados de anos anteriores, se realmente está havendo mudanças estruturais na qualidade física, química e biológica da água”, destaca Maurício Santamaria – ICMBIO.

Esta semana, o flagrante de uma draga subindo o Rio Tapajós preocupou ainda mais os moradores. A embarcação usada em garimpos foi apreendida pela Marinha do Brasil, porque não tinha autorização para navegar.

“É uma região altamente turística, então a coloração da água do Rio Tapajós é cenário de várias belezas naturais. A atividade turística para as comunidades foi impactada, diz Jackeline Spinola – ICMBIO.

As populações ribeirinhas estão preocupadas. “Porque daqui a um tempo isso pode não existir mais”, diz um morador.

A Universidade Federal do Oeste do Pará já identificou que moradores de Santarém estão com níveis de mercúrio no sangue acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A contaminação estaria acontecendo por meio do consumo do peixe.

“A contaminação por mercúrio já vem de longo tempo, e isso é mais preocupante porque causa problemas, prejuízos para a população. Sobretudo na saúde, porque a população de toda do Rio Tapajós consome o peixe”, relata André Carlos Fernandes, padre e liderança dos ribeirinhos.

“Não está normal, está com gosto de barro e a gente precisa do rio de qualquer jeito”, desabafa um morador.

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CIÊNCIAS: CIENTISTAS DA USP CONSTATARAM QUE ALGUMAS PESSOAS PODEM TESTAR POSITIVO PARA COVID-19 DURANTE MESES

Uma investigação conduzida por cientistas da USP concluiu que o isolamento de 14 dias após o início dos sintomas recomendado a pessoas com Covid-19 pode não ser suficiente em alguns casos, depois de monitorar alguns pacientes saudáveis que seguiram testando positivo para Covid-19 por meses. Leia o artigo a seguir, conheça esses casos e saiba como foi! 

REDAÇÃO GALILEU

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Coronavírus Sars-CoV-2 sofre mutação uma vez por semana (Foto: NIH)Cientistas ainda não sabem afirmar se pacientes com positividade prolongada seguem transmitindo o vírus por mais tempo (Foto: NIH)

Um estudo conduzido por pesquisadores da Plataforma Científica Pasteur-USP (SPPU, na sigla em inglês) acendeu um novo alerta sobre pacientes com sintomas leves da Covid-19: cerca de 8% deles podem ter positividade prolongada. Em outras palavras, isso significa que o vírus pode continuar ativo em no organismo por muito mais tempo do que o observado até agora. A pesquisa foi detalhada em um artigo publicado na revista Frontiers, em novembro de 2021.

Os pesquisadores se depararam com essa “positividade prolongada” durante o monitoramento da Covid-19 na região metropolitana de São Paulo. Entre março e novembro de 2020, eles coletaram amostras de pessoas contaminadas com o vírus e, depois, separaram 38 casos em que os sintomas da doença foram leves. Entre estes, constataram que alguns continuaram testando positivo para  a Covid-19 por um período além do esperado.

“Nós coletamos amostras desses pacientes a cada semana para testagem. Três pacientes foram classificados como atípicos, pois se mantiveram positivos por mais tempo”, explica em nota Marielton dos Passos Cunha, pós-doutorando na SPPU e um dos autores do artigo publicado na Frontiers.

Enquanto a maioria dos infectados com a Covid-19 segue testando positivo por apenas duas ou três semanas após o início dos sintomas, os três pacientes atípicos acompanhados no estudo permaneceram com o vírus ativo no organismo por meses. O maior período foi de 232 dias, observado em um paciente com HIV, mas que estava com a contagem normal de células do sistema imune – ou seja, o organismo estava em condições de defender-se do vírus. Os outros dois pacientes seguiram com o coronavírus no organismo por 71 e 81 dias.

O estudo ainda não conseguiu determinar ao certo o que levou o vírus a resistir tanto tempo nessas pessoas saudáveis, já que até agora os casos de positividade prolongada haviam sido observados apenas em imunossuprimidos. “Alguns fatores do hospedeiro podem estar ligados a essa positividade prolongada, como estado nutricional, condição imunológica e idade”, afirma Cunha. Uma segunda possibilidade é que o próprio vírus tenha se adaptado para permanecer mais tempo no organismo desses indivíduos.

Outra pergunta que ainda deve ser respondida pelos cientistas é se esses pacientes com positividade prolongada seguem transmitindo a Covid-19 a outras pessoas durante todo o período em que o vírus está detectável. Ainda que os resultados do estudo precisem ser aprofundados, eles já deixam um alerta importante: o isolamento de 14 dias após o início dos sintomas recomendado a pessoas com Covid-19 pode não ser suficiente em alguns casos.

Fonte: Revista Galileu

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BOAS NOTÍCIAS: PROFESSOR BRASILEIRO COMEMORA PARTICIPAÇÃO EM PROJETO DA NASA QUE DESCOBRIU 301 EXOPLANETAS

Um cientista brasileiro que está brilhando na Nasa é o destaque desta edição da nossa coluna Boas Notícias. O cientista e professor universitário Pedro Gerum participa de projeto da Nasa que descobriu mais de 300 novos exoplanetas. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes desse projeto incrível e a contribuição do nosso professor nessa empreitada!

Brasileiro participa de projeto da Nasa que descobriu 301 exoplanetas

Um brasileiro está brilhando na Nasa! O cientista e professor universitário Pedro Gerum, fez parte do grupo de 13 cientistas escolhidos pela agência espacial que descobriu 301 novos exoplanetas, o que pode ajudar a identificar outras formas de vida.

O programa começou em 2018, mas apresentou resultados somente nas últimas semanas.

O grupo de cientistas utiliza uma ferramenta de inteligência artificial chamado de “Exominer” e resolve um dilema que astrônomos enfrentaram por anos.

Projeto

O Exominer faz uma “mineração de dados” que diferencia novos planetas de outros dados que podem sinalizar errado a existência de um planeta.

Pedro explica que este é um trabalho extremamente minucioso. Imagens de satélite são usadas para acompanhar cada detalhe.

“Esse projeto na Nasa tem o objetivo de buscar planetas fora do sistema solar, planetas que não fazem parte desses oito que a gente ouve todo tempo. São planetas que estão orbitando estrelas que não são o sol”, explica.

Novas missões espaciais

A participação de Pedro já foi encerrada, mas ele continuará trabalhando nos Estados Unidos como professor.

Segundo ele, voltar a morar em Jundiaí ainda não está nos planos. “Quero expandir ainda mais os conhecimentos”.

Inclusive, o cientista não descarta de participar novamente de outros projetos da Nasa, já que a nova ferramenta não ficou exclusiva ao trabalho feito pela equipe.

Ela poderá ser aplicada a novas missões espaciais no futuro e ajudar a descobrir ainda mais novos planetas.

“Foi muito incrível poder fazer parte desse time de três cientistas fantásticos, aprendi muito com eles. Eu acho que foi uma experiência única e muito válida, fiquei muito feliz”, concluiu.

Segundo Pedro, o trabalho é minucioso e as imagens de satélite são usadas para acompanhar cada detalhe. — Foto: Arquivo pessoal
Segundo Pedro, o trabalho é minucioso e as imagens de satélite são usadas para acompanhar cada detalhe. — Foto: Arquivo pessoal
Após encerrar seu período na Nasa, Pedro trabalha como professor universitário nos Estados Unidos — Foto: Arquivo pessoal
Após encerrar seu período na Nasa, Pedro trabalha como professor universitário nos Estados Unidos — Foto: Arquivo pessoal

Com informações de Tribuna de Jundiaí

Fonte: Só Notícia Boa

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CIÊNCIAS: SAIBA TUDO QUE JÁ SE SABE SOBRE A NOVA VARIANTE DO SARS-CO-V-2, ÔMICRON

Diante de uma nova variante do Sars-coV-2, mais conhecida por Ômicron, cientistas de universidades e institutos da África do Sul foram questionados sobre o poder de contaminação, de causar doenças graves, o quanto as vacinas já aplicadas podem proteger a população contra essa variante e outras dúvidas que o artigo a seguir tenta esclarecer. Então leia o artigo completo e tire suas dúvidas!

  • *PROF. WOLFGANG PREISER, CATHRINE SCHEEPERS, JINAL BHIMAN, MARIETJIE VENTER E TULIO DE OLIVEIRA | THE CONVERSATION

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Ômicron: 5 perguntas e respostas sobre a nova variante do Sars-CoV-2 (Foto: NIAID)Ômicron: 5 perguntas e respostas sobre a nova variante do Sars-CoV-2 (Foto: NIAID)

Desde o início da pandemia de Covid-19, a Rede de Vigilância Genômica na África do Sul tem monitorado as mudanças no Sars-CoV-2. Essa foi uma ferramenta valiosa para entender melhor como o vírus se espalhou. No final de 2020, a rede detectou uma nova linhagem de vírus, 501Y.V2, que mais tarde ficou conhecida como a variante beta. Agora, uma nova variante do Sars-CoV-2 foi identificada — B.1.1.529.

A Organização Mundial da Saúde [OMS] declarou que é uma variante de preocupação e atribuiu a ela o nome de ômicron. Para nos ajudar a entender melhor, Ozayr Patel, do The Conversation África, pediu a cientistas que compartilhassem o que sabem.

A busca por variantes requer um esforço concentrado. A África do Sul e o Reino Unido foram os primeiros grandes países a implementar esforços nacionais de vigilância genômica para o Sars-CoV-2, já em abril de 2020.

A caça de variantes, por mais empolgante que pareça, é realizada por meio do sequenciamento do genoma inteiro de amostras que deram positivo para o vírus. Esse processo envolve verificar todas as sequências obtidas em busca de diferenças em relação ao que sabemos que está circulando na África do Sul e no mundo. Quando vemos várias diferenças, isso imediatamente levanta uma bandeira vermelha e investigamos mais para confirmar o que notamos.

Felizmente, a África do Sul está bem preparada para isso. E graças a um repositório central de resultados de laboratórios do setor público no Serviço Nacional de Laboratório de Saúde (NGS-SA), além de boas ligações com laboratórios privados, o Centro Provincial de Dados de Saúde da Província do Cabo Ocidental e a expertise com o estado da arte em modelagem.

Além disso, a África do Sul tem vários laboratórios que podem cultivar e estudar o vírus real e descobrir até que ponto os anticorpos, formados em resposta a vacinação ou infecção anterior, são capazes de neutralizar o novo vírus. Esses dados nos permitirão caracterizá-lo.

A variante beta se espalhou com muito mais eficiência entre as pessoas em comparação com o “tipo selvagem” ou “ancestral” do Sars-CoV-2 e causou a segunda onda pandêmica na África do Sul. Portanto, foi classificada como uma cepa de preocupação. Durante 2021, outra variante de preocupação, chamada delta, se espalhou por grande parte do mundo, incluindo a África do Sul, onde causou uma terceira onda pandêmica.

]Proteína spike da superfície das células do Sars-CoV-2 causa alterações nas células dos vasos sanguíneos do coração (Foto: British Heart Foundation )77 amostras coletadas em meados de novembro de 2021 na província de Gauteng continham a variante ômicron (Foto: British Heart Foundation )

Muito recentemente, o sequenciamento de rotina pelos laboratórios membros da Rede para Vigilância Genômica detectou uma nova linhagem de vírus, chamada B.1.1.529, na África do Sul. Setenta e sete amostras coletadas em meados de novembro de 2021 na província de Gauteng continham esse vírus. [A variante] Também foi relatada em pequenos números em Botswana e Hong Kong. O caso de Hong Kong é supostamente um viajante da África do Sul.

A Organização Mundial da Saúde deu a B.1.1.529 o nome de Ômicron e classificou-a como uma variante de preocupação, como beta e delta.

Por que a África do Sul está gerando variantes preocupantes?

Não sabemos com certeza. Certamente parece ser mais do que apenas o resultado de esforços conjuntos para monitorar o vírus circulante. Uma teoria é que pessoas com sistema imunológico altamente comprometido e que apresentam infecção ativa prolongada porque não conseguem eliminar o vírus podem ser a fonte de novas variantes virais.

O pressuposto é que algum grau de “pressão imunológica” (o que significa uma resposta imunológica que não é forte o suficiente para eliminar o vírus, mas exerce algum grau de pressão seletiva que “força” o vírus a evoluir) cria as condições para o surgimento de novas variantes .

Apesar de um programa de tratamento antirretroviral avançado para pessoas que vivem com HIV, muitos indivíduos na África do Sul têm a doença por HIV em estágio avançado e não estão em um tratamento eficaz. Vários casos clínicos foram investigados que suportam essa hipótese, mas ainda há muito a ser aprendido.

Por que essa variante é preocupante?

A resposta curta é: não sabemos. A resposta longa é, B.1.1.529 carrega certas mutações que são preocupantes. Elas não foram observadas nessa combinação antes, e a proteína spike [de pico] sozinha tem mais de 30 mutações. Isso é importante porque a proteína de pico compõe a maioria das vacinas.

Também podemos dizer que B.1.1.529 tem um perfil genético muito diferente de outras variantes circulantes de interesse e preocupação. Não parece ser “filha da delta” ou “neta da beta”, mas representa uma nova linhagem do Sars-CoV-2.

Algumas de suas alterações genéticas são conhecidas a partir de outras variantes e sabemos que podem afetar a transmissibilidade ou permitir a evasão imunológica, mas muitas são novas e ainda não foram estudadas. Embora possamos fazer algumas previsões, ainda estamos estudando até que ponto as mutações influenciarão seu comportamento.

Queremos saber sobre a transmissibilidade, a gravidade da doença e a capacidade do vírus de “escapar” da resposta imune em pessoas vacinadas ou recuperadas [da Covid-19]. Estamos estudando isso de duas maneiras.

Em primeiro lugar, estudos epidemiológicos cuidadosos procuram saber se a nova linhagem apresenta alterações na transmissibilidade, capacidade de infectar indivíduos vacinados ou previamente infectados, e assim por diante.

Estudo nos EUA mostrou que proteção de vacinas contra Covid-19 caiu em 8 meses (Foto: World Health Organization )Estudos epidemiológicos procuram saber se a nova linhagem apresenta alterações na transmissibilidade, capacidade de infectar indivíduos vacinados ou previamente infectados (Foto: World Health Organization )

Ao mesmo tempo, estudos de laboratório examinam as propriedades do vírus. Suas características de crescimento viral são comparadas com as de outras variantes e é determinado quão bem o vírus pode ser neutralizado por anticorpos encontrados no sangue de indivíduos vacinados ou recuperados.

No final, o significado total das mudanças genéticas observadas em B.1.1.529 se tornará aparente quando os resultados de todos esses diferentes tipos de estudos forem considerados. É um empreendimento complexo, exigente e caro, que se estenderá por meses, mas indispensável para entender melhor o vírus e traçar as melhores estratégias para combatê-lo.

As primeiras indicações indicam que esta variante cause sintomas diferentes ou doença mais grave?

Não há evidências de quaisquer diferenças clínicas ainda. O que se sabe é que os casos de infecção B.1.1.529 aumentaram rapidamente em Gauteng, onde a quarta onda pandêmica do país parece estar começando. Isso sugere uma fácil transmissibilidade, embora em um contexto de intervenções não farmacêuticas muito relaxadas e baixo número de casos. Portanto, não podemos realmente dizer ainda se B.1.1.529 é transmitida de forma mais eficiente do que a variante de preocupação antes prevalente, a delta.

Covid-19 tem maior probabilidade de se manifestar como doença grave, muitas vezes com risco de vida, em idosos e indivíduos com doenças crônicas. Mas os grupos populacionais mais expostos a um novo vírus em geral são os mais jovens, que circulam mais e geralmente são saudáveis. Se B.1.1.529 se espalhar ainda mais, levará um tempo antes que seus efeitos, em termos de gravidade da doença, possam ser avaliados.

Felizmente, parece que todos os testes de diagnóstico verificados até agora são capazes de identificar o novo vírus. Melhor ainda, alguns ensaios comerciais amplamente usados mostram um padrão específico: duas das três sequências do genoma alvo são positivas, mas a terceira não. É como se a nova variante marcasse consistentemente duas das três caixas no teste existente.

Isso pode servir como um marcador para B.1.1.529, o que significa que podemos estimar rapidamente a proporção de casos positivos devido à infecção por B.1.1.529 por dia e por área. Isso é muito útil para monitorar a propagação do vírus quase em tempo real.

As vacinas atuais podem proteger contra a nova variante?

Novamente, não sabemos. Os casos conhecidos incluem indivíduos vacinados. No entanto, aprendemos que a proteção imunológica fornecida pela vacinação diminui com o tempo e não protege tanto contra infecções, mas sim contra doenças graves e morte. Uma das análises epidemiológicas iniciadas está analisando quantas pessoas vacinadas foram infectadas com B.1.1.529.

A possibilidade de que B.1.1.529 possa escapar da resposta imune é desconcertante. A expectativa é que as altas taxas de soroprevalência — pessoas que já foram infectadas — encontradas por vários estudos forneçam um grau de “imunidade natural” por pelo menos um período.

Em última análise, tudo o que se sabe sobre B.1.1.529 até agora destaca que a vacinação universal ainda é nossa melhor aposta contra a Covid-19 grave e, juntamente com intervenções não farmacêuticas, contribuirá muito para ajudar o sistema de saúde a lidar com a próxima onda.

*Prof. Wolfgang Preiser é chefe da Divisão de Virologia Médica da Universidade de Stellenbosch; Cathrine Scheepers é cientista médica sênior da Universidade de Witwatersrand; Jinal Bhiman é cientista médica principal do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD); Marietjie Venter é chefe do Programa de Zoonoses, Arbo e Vírus Respiratórios e professora do Departamento de Virologia Médica da Universidade de Pretória; e Tulio de Oliveira é diretor do KRISP – Plataforma de Sequenciamento de Inovação e Pesquisa KwaZulu-Natal, da Universidade de KwaZulu-Natal

Fonte: Revista Galileu
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CIÊNCIAS: CIENTISTAS CONFIRMAM QUE PEPTÍDEOS EXISTENTES NO LEITE AJUDAM A MELHORAR O SONO

Finalmente pesquisadores conseguiram comprovar cientificamente porque tomar leite antes de dormir pode ser bom para a melhor qualidade do sono. Eles identificaram na bebida de origem animal peptídeos capazes de ajudar no sono depois de realizarem testes com resultados promissores em camundongos. Leia o artigo completo a seguir e confira os detalhes dessa descoberta sensacional!

REDAÇÃO GALILEU

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Leite morno contém peptídeos que ajudam a aliviar o estresse para uma noite de sono mais tranquila (Foto: Charlotte May/Unsplash)Leite morno contém peptídeos que ajudam a aliviar o estresse para uma noite de sono mais tranquila (Foto: Charlotte May/Unsplash)

Sua avó estava certa: tomar um leitinho antes de se deitar pode realmente ajudar você a dormir melhor. A bebida contém triptofano, um aminoácido envolvido na produção de serotonina e melatonina, que são fundamentais na regulação do sono. Mas não só por isso.

O líquido proveniente da vaca também tem uma mistura de peptídeos que alivia o estresse e pode ajudar a adormecer, segundo aponta um novo estudo publicado no jornal científico Journal of Agricultural and Food Chemistry, no último dia 20 de setembro.

Os autores da pesquisa, que atuam na Universidade de Tecnologia do Sul da China identificaram os peptídeos presentes nessa mistura, conhecida como caseína hidrolisada tríptica (CTH). Para obter esse mix, a caseína, uma proteína do leite de vaca, costuma ser tratada com a enzima digestiva tripsina.

Entre os peptídeos já conhecidos da CTH, está a α-casozepina (α-CZP), que pode gerar alguns efeitos possivelmente benéficos ao sono. Mas os pesquisadores queriam encontrar outros pedaços de proteína que também pudessem ajudar a dormir –  e quem sabe de modo ainda mais potente.

Então, eles resolveram testar isoladamente os efeitos da CTH e da α-CZP em camundongos. A mistura de peptídeos demonstrou mais benefícios ao sono do que a α-CZP sozinha, segundo informa um comunicado. Logo, os cientistas concluíram que outros peptídeos também estavam dando “uma força” nesse processo de adormecer.

Ao utilizarem espectrometria de massa, a equipe conseguiu rastrear esses peptídeos durante o processo de digestão dos roedores. Com isso, os especialistas descobriram várias das substâncias que se ligam ao GABA, um receptor atuante no sistema nervoso responsável pelas sensações de calma e relaxamento.

Em seguida, os ratos foram medicados com os peptídeos e aquele que se saiu melhor foi o YPVEPF. Esse peptídeo em específico aumentou em cerca de 25% o número de camundongos que dormiram. Além do mais, a duração da soneca dos animais aumentou em 400%, em comparação com um grupo de roedores que não foram tratados.

Com os resultados positivos, os cientistas têm esperanças de que outros peptídeos da CTH também possam ser utilizados para melhorar a qualidade do sono. As moléculas podem ser usadas na fabricação de medicamentos contra a insônia, por exemplo.

Fonte: Revista Galileu

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CIÊNCIAS: CIENTISTAS DESCOBREM ORIGEM DE FRAGMENTOS DE VIDRO SOBRE A SUPERFÍCIE DO DESERTO DO ATACAMA

Pesquisadores mostram que as amostras de vidro coletadas do deserto do Atacama contêm pequenos fragmentos com minerais frequentemente encontrados em rochas de origem extraterrestre. Eles acreditam que, por volta de 12 mil anos atrás, algo queimou uma vasta área do deserto do Atacama, no Chile. O calor foi tão intenso que transformou o solo arenoso em extensas placas de vidro de silicato. Então essa equipe de pesquisa que estuda a distribuição e composição desses vidros chegou a uma conclusão sobre o que causou esse inferno e você pode conhecer todos os detalhes lendo o artigo completo a seguir!

Explosão de cometa teria criado manchas de vidro no Atacama

Calor emitido pela explosão de um cometa logo acima da superfície teria fundido o solo arenoso em pedaços de vidro que se estendem por 75 km, segundo cientistas

O vidro de silicato escuro espalhado por uma vasta faixa do deserto do Atacama teria sido criado por uma explosão de cometa há cerca de 12 mil anos. Crédito: P. H. Schultz, Universidade Brown

Por volta de 12 mil anos atrás, algo queimou uma vasta área do deserto do Atacama, no Chile. O calor foi tão intenso que transformou o solo arenoso em extensas placas de vidro de silicato. Agora, uma equipe de pesquisa que estuda a distribuição e composição desses vidros chegou a uma conclusão sobre o que causou esse inferno.

Em um estudo publicado na revista Geology, os pesquisadores mostram que as amostras de vidro do deserto contêm pequenos fragmentos com minerais frequentemente encontrados em rochas de origem extraterrestre. Esses minerais correspondem de perto à composição do material trazido à Terra pela missão Stardust da Nasa, que coletou amostras de partículas do cometa Wild 2. A equipe conclui que essas amostras são provavelmente os restos de um objeto extraterrestre – provavelmente um cometa com uma composição semelhante à do Wild 2 – os quais caíram após a explosão que derreteu a superfície arenosa abaixo.

“Esta é a primeira vez que temos evidências claras de vidros na Terra criados pela radiação térmica e ventos a partir da explosão de um bólido explodindo logo acima da superfície”, disse Pete Schultz, professor emérito do Departamento de Terra, Meio Ambiente e Ciências Planetárias da Universidade Brown (EUA) e primeiro autor do estudo. “Para ter um efeito tão dramático em uma área tão grande, essa foi uma explosão verdadeiramente massiva. Muitos de nós já vimos bolas de fogo cruzando o céu, mas elas são pequenos pontos comparados a isso.”

Os depósitos de vidro se estendem ao longo de um corredor de 75 quilômetros no norte do Chile. Crédito: Schultz et al., Geology, 2021

Origem em debate

Os vidros estão concentrados em manchas ao longo do deserto de Atacama, a leste do Pampa del Tamarugal, um planalto no norte do Chile situado entre a Cordilheira dos Andes, a leste, e a Cordilheira Costeira, a oeste. Campos de vidro verde escuro ou preto ocorrem dentro de um corredor que se estende por cerca de 75 quilômetros. Não há evidências de que os vidros possam ter sido criados por atividade vulcânica, disse Schultz. Assim, sua origem é um mistério.

Alguns pesquisadores propuseram que o vidro era o resultado de incêndios antigos na grama, já que a região nem sempre foi deserta. Durante o Pleistoceno, havia oásis com árvores e pântanos gramados criados por rios que se estendiam das montanhas a leste, e sugeriu-se que os incêndios generalizados podem ter atingido temperaturas suficientemente altas para derreter o solo arenoso em grandes lajes vítreas.

Mas a quantidade de vidro presente e várias características físicas importantes tornavam o fogo por incêndio simples um mecanismo de formação impossível, descobriu a nova pesquisa. Os vidros mostram evidências de terem sido torcidos, dobrados, enrolados e até mesmo lançados enquanto ainda estavam na forma fundida. Isso é consistente com a chegada de um grande meteoro e uma explosão de ar, que teria sido acompanhada por ventos com força de tornado.

A mineralogia do vidro lança mais dúvidas sérias sobre a ideia do incêndio na grama, disse Schultz. Ele e seus colegas do Fernbank Science Center, na Geórgia (EUA), da Universidade Santo Tomás (Chile) e do Serviço de Geologia e Mineração do Chile realizaram uma análise química detalhada de dezenas de amostras retiradas de depósitos de vidro em toda a região.

Análise das amostras revelou uma mineralogia consistente com uma origem cometária. Crédito: Schultz et al., Geology, 2021

Minerais exóticos

A análise encontrou minerais chamados zircões que se decompuseram termicamente para formar badeleíta. Essa transição mineral normalmente ocorre em temperaturas acima de 1.650 graus Celsius – muito mais quente do que o que poderia ser gerado por incêndios em grama, diz Schultz.

A análise também revelou associações de minerais exóticos encontrados apenas em meteoritos e outras rochas extraterrestres, disseram os pesquisadores. Minerais específicos como cubanita, troilita e inclusões ricas em cálcio e alumínio combinaram com as assinaturas minerais de amostras de cometas recuperadas da missão Stardust da Nasa.

“Esses minerais são o que nos diz que esse objeto tem todas as marcas de um cometa”, afirmou Scott Harris, geólogo planetário do Fernbank Science Center e coautor do estudo. “Ter a mesma mineralogia que vimos nas amostras de poeira estelar incorporadas nesses vidros é uma evidência realmente poderosa de que o que estamos vendo é o resultado de uma explosão de ar cometária.”

Mais trabalho precisa ser feito para estabelecer as idades exatas do vidro, o que determinaria exatamente quando o evento ocorreu, disse Schultz. Mas a datação provisória coloca o impacto na hora certa de que os grandes mamíferos desapareceram da região.

Desaparecimento da megafauna

“É muito cedo para dizer se houve uma conexão causal ou não, mas o que podemos dizer é que esse evento aconteceu na mesma época em que pensamos que a megafauna desapareceu, o que é intrigante”, disse Schultz. “Também existe a possibilidade de que isso tenha sido testemunhado pelos primeiros habitantes, que acabavam de chegar à região. Teria sido um show e tanto.”

Schultz e sua equipe esperam que pesquisas adicionais possam ajudar a limitar o tempo e lançar luz sobre o tamanho do objeto causador do evento. Por enquanto, Schultz espera que este estudo possa ajudar pesquisadores a identificar sítios de explosão semelhantes em outros lugares e revelar o risco potencial representado por tais eventos.

“Pode haver muitas dessas cicatrizes de explosão por aí, mas até agora não tínhamos evidências suficientes para nos fazer acreditar que elas estavam realmente relacionadas a eventos de explosão aérea”, afirmou Schultz. “Acho que esse sítio fornece um modelo para ajudar a refinar nossos modelos de impacto e ajudará a identificar sites semelhantes em outros lugares.”

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: CIENTISTAS DESCOBREM QUE A ÁGUA DA TORNEIRA FORMA, COM O TEMPO, UMA PELÍCULA CONTRA OS MICRO PLÁSTICOS

Uma nova descoberta sobre os micro plásticos é o destaque desta edição da coluna CIÊNCIAS deste sábado. Cientistas da AMBER, o Centro SFI para Materiais Avançados e Pesquisa em Bioengenharia, Trinity e University College Dublin descobriram que a água da torneira produz um escudo protetor natural contra micro plásticos prejudiciais. Itens, como chaleiras de plástico, que são usadas repetidamente com água da torneira, podem desenvolver com o tempo uma proteção pele que impede a liberação de micro plásticos inteiramente. Leia o artigo completo a seguir e saiba como isso acontece!

A água da torneira produz um escudo protetor contra os microplásticos, descobrem os cientistas

A água da torneira produz um escudo protetor natural contra microplásticos prejudiciais, o que pode ajudar a evitar que produtos domésticos os liberem.

Isso é de acordo com uma equipe de cientistas da AMBER, o Centro SFI para Materiais Avançados e Pesquisa em Bioengenharia, Trinity e University College Dublin.

A pesquisa da Irlanda revela que a água da torneira contém oligoelementos e minerais, que evitam que os plásticos se degradem na água e liberem microplásticos.

Os microplásticos podem carregar uma variedade de contaminantes, como traços de metais e alguns produtos químicos orgânicos potencialmente prejudiciais.

Estudos anteriores investigando a liberação de microplásticos usaram formas de água pura, que só existem em laboratórios e não levam em consideração especificamente os íons e as impurezas encontradas na água da torneira.

O professor John J Boland da AMBER, e da Trinity’s School of Chemistry, que era um co-líder da equipe de pesquisa, disse: “É bem sabido que os plásticos podem se degradar e liberar microplásticos, que podem entrar no meio ambiente e ser consumidos por humanos . ”

Boland cita chaleiras de plástico – que ainda são bastante comuns no Reino Unido para ferver água – como um exemplo, dizendo: “Nossa pesquisa mostra que muitos itens, como chaleiras de plástico, que são usadas repetidamente com água da torneira, podem desenvolver com o tempo uma proteção pele que impede a liberação de microplásticos inteiramente. ”

Lisa

“Como a água da torneira não é H2O 100% pura – uma vez que contém oligoelementos e minerais, o que mostramos é que, se você incluir esses oligoelementos e minerais, a degradação dos plásticos na água da torneira é completamente diferente. Em vez de os plásticos se desfazerem, os minerais revestem o plástico e evitam qualquer tipo de degradação e, assim, o produto se torna livre de microplásticos.

“Por exemplo, aquela cor marrom escura em sua chaleira [para água fervente] é uma coisa boa. É óxido de cobre que se forma a partir de minerais de cobre na água da torneira, que por sua vez vem dos canos de cobre em sua casa – tudo isso se combina para dar uma proteção perfeita para a chaleira. ”

Sobre a pesquisa, publicada no Chemical Engineering Journal , Boland disse: “Esta descoberta é importante porque aprendemos que esses tipos de películas protetoras podem ser fabricadas em laboratório e aplicadas diretamente no plástico sem ter que esperar que ele se acumule naturalmente . Essa descoberta também mostra que a natureza está liderando o caminho, apontando soluções para o que é um problema muito significativo que nossa sociedade moderna de alta tecnologia enfrenta. ”

Fonte: Trinity College Dublin

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIA: CIENTISTAS ENCONTRARAM FÓSSIL DE CARANGUEJO QUE VIVEU ENTRE OS DINOSSAUROS

Caranguejo preservado em âmbar de 100 milhões de anos viveu entre os dinossauros

Cientistas consideram este o fóssil de caranguejo mais completo já descoberto

Katie Hunt

da CNN

Primeiro caranguejo âmbar da era dos dinossauros a ser observadoPrimeiro caranguejo âmbar da era dos dinossauros a ser observadoLida Xing/China University of Geosciences, Beijing

Fósseis preservados em âmbar estão entre os achados mais fascinantes da paleontologia nos últimos anos – são globos de resina de árvores antigas, endurecidos, que capturaram detalhes tentadores sobre aranhas, lagartos, animais microscópicos, insetos, pássaros e até mesmo um pequeno dinossauro que muitas vezes não existe nos fósseis encontrados em rochas.

No entanto, todas essas criaturas eram espécies terrestres que você poderia esperar encontrar em um tronco ou galho de árvore. Agora, os cientistas encontraram o animal aquático mais antigo preservado em âmbar – e é o fóssil de caranguejo mais completo já descoberto.

Os cientistas chineses, americanos e canadenses que trabalharam na espécime de âmbar, originária do norte de Mianmar, chamaram o minúsculo caranguejo de Cretapsara athanata. O nome faz referência ao Cretáceo, o período da era dos dinossauros durante o qual esse caranguejo viveu, e Apsara, um espírito das nuvens e das águas na mitologia do Sul e Sudeste Asiático. O nome da espécie é baseado em “athanatos”, que significa imortal em grego, referindo-se à sua preservação natural em âmbar.

Primeiro caranguejo âmbar da era dos dinossauros a ser observado /
Lida Xing/China University of Geosciences, Beijing

 

Na aparência, a criatura de 100 milhões de anos se parece superficialmente com os caranguejos que correm pelas costas hoje. A tomografia computadorizada revelou partes delicadas do corpo como antenas, guelras e pelos finos nas partes bucais. A criatura tinha apenas 5 milímetros de comprimento e provavelmente era um bebê caranguejo.

Os pesquisadores acham que o Cretapsara não era um caranguejo marinho nem habitava completamente na terra. Eles acham que ele teria vivido em água doce, ou talvez salobra, no solo da floresta. Também era possível, eles disseram, que ele estivesse migrando para a terra como os famosos caranguejos vermelhos da Ilha do Natal, que soltam seus filhotes no oceano e depois voltam para a terra.

Enquanto os fósseis de caranguejos mais antigos datam do período Jurássico, há mais de 200 milhões de anos, os fósseis de caranguejos não marinhos são esparsos e em grande parte incompletos.

Os pesquisadores disseram que o Cretapsara prova que os caranguejos deram o salto do mar para a terra e água doce durante a era dos dinossauros, não durante a era dos mamíferos, como se pensava anteriormente, empurrando a evolução dos caranguejos não marinhos para um período muito mais distante.

Enquanto a maioria dos caranguejos vivem em um ambiente marinho, alguns podem viver em terra ou em água doce, outros podem subir em árvores / Javier Luque/Harvard University

“No registro fóssil, os caranguejos não marinhos evoluíram há 50 milhões de anos, mas esse animal tem o dobro dessa idade”, disse Luque.

Fósseis de âmbar da era dos dinossauros são encontrados apenas em depósitos do estado de Kachin, no norte de Mianmar, e preocupações éticas sobre a proveniência do âmbar da região surgiram nos últimos anos.

A Sociedade de Paleontologia de Vertebrados pediu uma moratória na pesquisa sobre âmbar proveniente de Mianmar depois de 2017, quando os militares do país assumiram o controle de algumas áreas de mineração de âmbar.

Os autores deste estudo disseram que a espécime de âmbar foi adquirida pelo Longyin Amber Museum de um vendedor na cidade de Tengchong, perto da fronteira com Mianmar, no sul da China, em agosto de 2015.

Eles esperavam que “a realização de pesquisas em espécimes coletadas antes do conflito e o reconhecimento da situação no Estado de Kachin sirvam para aumentar a conscientização sobre o atual conflito em Mianmar e o custo humano por trás dele”.

Reconstrução artística da espécie “Cretapsara athanata” / Franz Anthony/courtesy Javier Luque

(Texto traduzido, leia original em inglês aqui)

Fonte: CNN
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CIENTISTAS TEMEM QUE A TERRA ESTÁ SE APROXIMANDO DE UM “PONTO SEM VOLTA” CLIMÁTICO

Sinais vitais’ da Terra estão enfraquecendo, apontam cientistas

Grupo de cientistas teme que o planeta esteja cada vez mais próximo do chamado ‘ponto sem volta’ climático

INTERNACIONAL

 por AFP

Derretimento de geleiras é um dos principais problemas apontados pelos cientistas

ANDRES FORZA/REUTERS – 07/07/2008

Os “sinais vitais” da Terra estão enfraquecendo, de acordo com um comunicado divulgado nesta terça-feira (27) por um grupo de cientistas que temem que o planeta está se aproximando de um “ponto sem volta” climático.

Os cientistas fazem parte de uma plataforma de mais de 14 mil especialistas que há dois anos pediram uma declaração mundial de emergência climática.

No documento, publicado pela revista BioScience, os cientistas afirmam que os governos fracassaram na tentativa de combater a mudança climática, provocada pela “superexploração da Terra”.

Problemas ambientais

Dos 31 “sinais vitais” do planeta, que incluem as emissões de gás com efeito estufa, a espessura das geleiras e o desmatamento, 18 já alcançaram níveis recordes preocupantes de acordo com o texto publicado pela revista BioScience.

Apesar da redução temporária das emissões de gás, devido à pandemia de covid-19, as concentrações de CO2 e de metano na atmosfera alcançaram níveis desconhecidos em 2021.

As geleiras estão derretendo 31% mais rápido do que há 15 anos e o desmatamento da Amazônia brasileira também bateu um recorde em 2020, de acordo com os especialistas.

O estudo lembra que já há mais de 4 bilhões de cabeças de gado no mundo todo, o que supera a massa combinada de toda a raça humana e animais selvagens.

“Temos que reagir diante das provas que mostram que nos encaminhamos rumo a pontos sem volta climáticos”, declarou um dos autores, Tim Lenton, da Universidade de Exeter.

Alguns desses pontos podem ter sido superados, como o derretimento na Groenlândia e na Antártica, que poderia ser irreversível durante séculos, até mesmo se as emissões de CO2 forem reduzidas.

Os cientistas pedem ações rápidas e radicais em vários setores, como o fim do uso de energia fóssil, a restauração dos ecossistemas, regimes alimentícios vegetarianos e a busca por um novo modelo de crescimento.

“Temos que parar de tratar a emergência climática como um problema independente, o aquecimento não é o único problema de nosso sistema sob pressão”, insistiu William Ripple, da Universidade do Estado de Oregon.

Fonte: R7

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TECNOLOGIA: A NEUROPROTESE DE FALA PERMITE AO HOMEM COM PARALISIA SE COMUNICAR ATRAVÉS DAS ONDAS CEREBRAIS

Uma nova TECNOLOGIA está permitindo cientistas da UC San Francisco a um homem com paralisia severa se comunicar em sentenças – traduzindo sinais de seu cérebro para o trato vocal diretamente em palavras que aparecem como texto em uma tela. É o que eles chamam de “neuroprótese de fala”. Em breve essa TECNOLOGIA permitirá que pessoas acometidas pela síndrome ELA se comunicarem através do pensamento. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer essa fantástica descoberta!

As ondas cerebrais do homem paralisado transformam-se em sentenças no computador, cientistas ‘emocionados’ além das palavras

 

Pesquisadores da UC San Francisco desenvolveram com sucesso uma “neuroprótese de fala” que permitiu a um homem com paralisia severa se comunicar em sentenças – traduzindo sinais de seu cérebro para o trato vocal diretamente em palavras que aparecem como texto em uma tela.

A conquista se baseia em mais de uma década de esforços do neurocirurgião da UCSF, Edward Chang, para desenvolver uma tecnologia que permite que pessoas com paralisia se comuniquem, mesmo que não consigam falar por conta própria.

“Até onde sabemos, esta é a primeira demonstração bem-sucedida de decodificação direta de palavras completas a partir da atividade cerebral de alguém que está paralisado e não pode falar”, disse Chang, que é o autor sênior do estudo. “Ele mostra uma forte promessa de restaurar a comunicação, aproveitando o mecanismo natural da fala do cérebro.”

Todos os anos, milhares de pessoas perdem a capacidade de falar devido a um acidente vascular cerebral, acidente ou doença. Com mais desenvolvimento, a abordagem descrita neste estudo pode um dia permitir que essas pessoas se comuniquem plenamente.

Traduzindo sinais cerebrais em fala

Anteriormente, o trabalho no campo da neuroprostética da comunicação se concentrava em restaurar a comunicação por meio de abordagens baseadas na ortografia para digitar as letras uma a uma no texto.

O estudo de Chang difere desses esforços de uma maneira crítica: sua equipe está traduzindo sinais destinados a controlar os músculos do sistema vocal para falar palavras, em vez de sinais para mover o braço ou a mão para permitir a digitação.

Chang disse que essa abordagem explora os aspectos naturais e fluidos da fala e promete uma comunicação mais rápida e orgânica.

“Com a fala, normalmente comunicamos informações em uma taxa muito alta, até 150 ou 200 palavras por minuto”, disse ele, observando que as abordagens baseadas na ortografia usando digitar, escrever e controlar um cursor são consideravelmente mais lentas e trabalhosas. “Ir direto às palavras, como estamos fazendo aqui, tem grandes vantagens porque está mais próximo de como normalmente falamos.”

Na última década, o progresso de Chang em direção a esse objetivo foi facilitado por pacientes do Centro de Epilepsia da UCSF que estavam se submetendo a uma neurocirurgia para identificar as origens de seus ataques usando matrizes de eletrodos colocados na superfície de seus cérebros.

Esses pacientes, todos com fala normal, se ofereceram para ter suas gravações cerebrais analisadas para atividades relacionadas à fala. O sucesso inicial com esses pacientes voluntários pavimentou o caminho para o teste atual em pessoas com paralisia.

Anteriormente, Chang e colegas do UCSF Weill Institute for Neurosciences mapearam os padrões de atividade cortical associados aos movimentos do trato vocal que produzem cada consoante e vogal.

Para traduzir essas descobertas em reconhecimento de fala de palavras completas, David Moses, PhD, um engenheiro de pós-doutorado no laboratório de Chang, desenvolveu novos métodos para decodificação em tempo real desses padrões e modelos estatísticos de linguagem para melhorar a precisão.

Mas o sucesso deles em decodificar a fala em participantes que conseguiam falar não garantia que a tecnologia funcionaria em uma pessoa cujo trato vocal está paralisado. “Nossos modelos precisavam aprender o mapeamento entre padrões complexos de atividade cerebral e a fala pretendida”, disse Moses. “Isso representa um grande desafio quando o participante não consegue falar.”

Além disso, a equipe não sabia se os sinais cerebrais que controlam o trato vocal ainda estariam intactos para pessoas que não são capazes de mover seus músculos vocais há muitos anos. “A melhor maneira de descobrir se isso funcionaria era experimentando”, disse Moses.

As primeiras 50 palavras

Para investigar o potencial dessa tecnologia em pacientes com paralisia, Chang fez parceria com o colega Karunesh Ganguly, professor associado de neurologia, para lançar um estudo conhecido como “BRAVO” (Restauração da Interface Cérebro-Computador de Braço e Voz).

O primeiro participante do estudo é um homem de quase 30 anos que sofreu um derrame cerebral devastador há mais de 15 anos, que danificou gravemente a conexão entre seu cérebro e seu trato vocal e membros.

Desde a lesão, ele teve movimentos extremamente limitados da cabeça, pescoço e membros e se comunica usando um ponteiro preso a um boné de beisebol para inserir letras em uma tela.

O participante, que pediu para ser referido como BRAVO1, trabalhou com os pesquisadores para criar um vocabulário de 50 palavras que a equipe de Chang pudesse reconhecer a partir da atividade cerebral usando algoritmos avançados de computador. O vocabulário – que inclui palavras como “água”, “família” e “bom” – foi suficiente para criar centenas de frases expressando conceitos aplicáveis ​​à vida diária do BRAVO1.

Para o estudo, Chang implantou cirurgicamente um conjunto de eletrodos de alta densidade sobre o córtex motor da fala do BRAVO1. Após a recuperação total do participante, sua equipe registrou 22 horas de atividade neural nesta região do cérebro ao longo de 48 sessões e vários meses. Em cada sessão, BRAVO1 tentou dizer cada uma das 50 palavras do vocabulário muitas vezes enquanto os eletrodos gravavam sinais cerebrais de seu córtex da fala.

Tradução da tentativa de fala em texto

Para traduzir os padrões de atividade neural gravada em palavras pretendidas específicas, os outros dois autores principais do estudo usaram modelos de rede neural personalizados, que são formas de inteligência artificial. Quando o participante tentava falar, essas redes distinguiam padrões sutis na atividade cerebral para detectar tentativas de fala e identificar quais palavras ele estava tentando dizer.

Para testar a abordagem, a equipe primeiro apresentou o BRAVO1 com frases curtas construídas a partir de 50 palavras do vocabulário e pediu-lhe que tentasse repeti-las várias vezes. Enquanto ele fazia suas tentativas, as palavras foram decodificadas de sua atividade cerebral, uma a uma, em uma tela.

Em seguida, a equipe passou a fazer perguntas como “Como você está hoje?” e “Quer um pouco de água?” Como antes, a tentativa de discurso de BRAVO1 apareceu na tela. “Estou muito bem” e “Não, não estou com sede”.

A equipe descobriu que o sistema era capaz de decodificar palavras da atividade cerebral a uma taxa de até 18 palavras por minuto com precisão de até 93% (mediana de 75%).

Contribuindo para o sucesso estava um modelo de linguagem que Moses aplicou que implementou uma função de “autocorreção”, semelhante ao que é usado por mensagens de texto de consumidor e software de reconhecimento de voz.

Moses caracterizou os primeiros resultados do teste – que aparecem no New England Journal of Medicine – como uma prova de princípio. “Ficamos emocionados ao ver a decodificação precisa de uma variedade de frases significativas”, disse ele. “Mostramos que é realmente possível facilitar a comunicação desta forma e que há potencial para uso em ambientes de conversação.”

Olhando para o futuro, Chang e Moses disseram que vão expandir o estudo para incluir mais participantes afetados por paralisia severa e déficits de comunicação. A equipe está trabalhando atualmente para aumentar o número de palavras no vocabulário disponível, bem como melhorar a velocidade da fala.

Ambos disseram que, embora o estudo tenha enfocado um único participante e um vocabulário limitado, essas limitações não diminuem a realização. “Este é um marco tecnológico importante para uma pessoa que não consegue se comunicar naturalmente”, disse Moses, “e demonstra o potencial dessa abordagem para dar voz a pessoas com paralisia severa e perda de fala”.

ASSISTA o vídeo sobre esta pesquisa abaixo.)

Fonte: Universidade da Califórnia em São Francisco

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: CIENTISTAS REDUZEM POSSÍVEIS ERROS DO SEQUENCIAMENTO GENÉTICO PARA 0,3%

Cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, ambos dos Estados Unidos conseguiram preencher quase todas as lacunas dos 8% restantes e sequenciar um genoma humano mais completo, podendo haver erros em apenas 0,3% do sequenciamento. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa descoberta fascinante.

Cientistas conseguem sequência mais completa de genoma humano

Possíveis erros ocupariam apenas 0,3% do sequenciamento

Crédito: Marcia Minillo

Em 27 de maio, o consórcio T2T, uma colaboração internacional de 30 instituições de pesquisa, tornou disponível na plataforma de manuscritos bioRxiv o artigo intitulado “A sequência completa de um genoma humano”.

“A mais completa” talvez fosse a expressão mais apropriada. A última tentativa de sequenciamento completo havia sido realizada em 2013 e conseguiu cobrir 92% do genoma. Muito dos 8% faltantes era formado por lacunas espalhadas pelo genoma, difíceis de serem ordenadas por serem repetitivas demais.

Agora, uma nova tecnologia permitiu à colaboração preencher as lacunas e sequenciar um genoma humano mais completo (pode haver erros em apenas 0,3% do sequenciamento).

A equipe liderada por Karen Miga, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e por Adam Phillippy, do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, ambos dos Estados Unidos, sequenciou o material genético a partir do DNA extraído de um tumor de útero, formado quando um espermatozoide fertiliza um óvulo sem núcleo. Assim, embora tenha sido extraído de uma mulher, o genoma era do homem gerador do espermatozoide, que no caso carregava uma cópia de seu cromossomo X. O consórcio trabalha agora para sequenciar o cromossomo Y.

* Este artigo foi republicado do site Revista Pesquisa Fapesp sob uma licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o artigo original aqui.

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: DESTINO DA HUMANIDADE PODE TER MUDADO HÁ 13 MIL ANOS

Cientistas da Universidade de Edimburgo (Reino Unido) sugerem que um aglomerado de fragmentos de cometa que se acredita ter atingido a Terra há quase 13 mil anos pode ter moldado as origens da civilização humana. Essa colisão pode ter alterado toda a forma de vida de caçadores-coletores do sudoeste da Ásia. Leia o artigo completo a seguir e saiba como se deu essa mudança!

Choque de cometa pode ter mudado a civilização humana

Colisão ocorrida há cerca de 13 mil anos teria alterado o modo de vida de caçadores-coletores do sudoeste da Ásia

Cometa ruma para a Terra: um desses incidentes, há 13 mil anos, teria levado comunidades humanas a investir na agricultura e a agrupar-se em núcleos urbanos. Crédito: Nasa/Don Davis

Um aglomerado de fragmentos de cometa que se acredita ter atingido a Terra há quase 13 mil anos pode ter moldado as origens da civilização humana, sugere um estudo da Universidade de Edimburgo (Reino Unido). Possivelmente o impacto cósmico mais devastador desde a extinção dos dinossauros, ele parece coincidir com grandes mudanças na forma como as sociedades humanas se organizaram, afirmam os pesquisadores. Seu estudo foi publicado na revista Earth-Science Reviews.

A análise apoia as afirmações de que um impacto ocorreu antes do início do período Neolítico no chamado Crescente Fértil do sudoeste da Ásia. Durante esse tempo, os humanos na região –que abrange partes de países modernos como Egito, Iraque e Líbano – mudaram de estilos de vida de caçadores-coletores para outros centrados na agricultura e na criação de assentamentos permanentes.

Acredita-se que a colisão – conhecida como impacto Younger Dryas (Dryas Recente) – também exterminou muitas espécies de animais grandes e marcou o início de uma mini era do gelo que durou mais de mil anos.

Sítio arqueológico no Arizona (EUA), com uma camada preta distinta, indicando mudanças ambientais substanciais começando por volta de 10800 a.C., com detritos de impacto em sua base. Crédito: Comet Research Group

Evidências revisadas

Desde que foi proposta, em 2007, a teoria sobre o choque catastrófico tem sido objeto de acalorados debates e muitas pesquisas. Agora, cientistas da Universidade de Edimburgo revisaram as evidências que avaliam a probabilidade de um impacto ter ocorrido e como o evento pode ter se desenrolado.

A equipe diz que um grande corpo de evidências apoia a teoria de que um cometa atingiu a Terra cerca de 13 mil anos atrás. Os pesquisadores analisaram dados geológicos de quatro continentes, particularmente da América do Norte e da Groenlândia, onde os maiores fragmentos teriam caído.

Sua análise destaca níveis excessivos de platina, sinais de materiais derretidos em temperaturas extremamente altas e a detecção de nanodiamantes que existem dentro dos cometas e se formam durante explosões de alta energia. Todas essas evidências apoiam fortemente a teoria do impacto, dizem os pesquisadores.

A equipe diz que mais pesquisas são necessárias para lançar mais luz sobre como isso pode ter afetado o clima global e mudanças associadas nas populações humanas ou extinções de animais.

O dr. Martin Sweatman, da Escola de Engenharia da Universidade de Edimburgo, que liderou o estudo, disse: “Essa grande catástrofe cósmica parece ter sido homenageada nos gigantescos pilares de pedra de Göbekli Tepe, possivelmente o ‘primeiro templo do mundo’, que está ligado à origem da civilização no Crescente Fértil do sudoeste da Ásia. A civilização, portanto, começou com um estrondo?”

Fonte: Revista Planeta

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VARIEDADES: ESQUELETO DE 3 MIL ANOS DE VÍTIMA DE ATAQUE DE TUBARÃO É DESCOBERTA POR CIENTISTAS

Cientistas descobrem a mais antiga vítima de um ataque de tubarão, de 3 mil anos

Especialistas de Oxford fizeram a descoberta enquanto estudavam os restos mortais de um homem adulto escavado perto do Mar Interior de Seto, no Japão

Amy Woodyatt, CNN

24 de junho de 2021 às 11:53

Mais antiga vítima de tubarãoO homem adulto foi escavado no local de Tsukumo, perto do Mar Interior de Seto, no JapãoFoto: Laboratório de Antropologia Física, Universidade de Kyoto

Pesquisadores descobriram o que dizem ser a evidência direta mais antiga de um ataque de tubarão a um ser humano, com a criatura marinha causando cerca de 790 ferimentos em um homem, 3 mil anos atrás.

Especialistas da Universidade de Oxford fizeram a descoberta enquanto estudavam os restos mortais de um homem adulto escavado no local de Tsukumo, perto do Mar Interior de Seto, no Japão, que estavam cobertos por ferimentos traumáticos em seus braços, pernas, frente do tórax e abdômen.l

“Ficamos inicialmente confusos com o que poderia ter causado pelo menos 790 ferimentos profundos e dentados a este homem”, disseram os pesquisadores J. Alyssa White e Rick Schulting em um comunicado conjunto. “Houve tantos ferimentos e mesmo assim ele foi enterrado no cemitério da comunidade, o cemitério de Tsukumo Shell-mound”.

Algumas das lesões eram muito afiadas, profundas e em forma de V, e eram semelhantes a feridas causadas por instrumentos de metal que não eram usados pelos caçadores-coletores da cultura Jomon deste período, e carnívoros terrestres e marcas de dentes de animais necrófagos também não eram consistente com as lesões.

“Por meio de um processo de eliminação, excluímos conflitos humanos e os predadores animais ou necrófagos mais comumente relatados”, acrescentaram.

A espécie de tubarão mais provavelmente responsável pelo ataque foi o tigre ou o tubarão branco, disseram os pesquisadores. As descobertas foram publicadas quarta-feira (23) no Journal of Archaeological Science: Reports.

A equipe trabalhou com George Burgess, diretor emérito do Programa da Flórida para Pesquisa de Tubarões, para estudar casos de ataque forense de tubarões e montar uma reconstrução do caso raro.

“Existem poucos exemplos conhecidos de ataques de tubarão nos registros arqueológicos“, disse Schulting à CNN internacional, acrescentando que o primeiro exemplo concreto que a equipe conseguiu encontrar veio de um local pré-colombiano tardio em Porto Rico, datado de pouco antes de 1000 dC.

“A principal razão pela qual tão poucos casos são conhecidos é simplesmente porque eles eram muito raros”, disse Schulting. “Mesmo hoje, com muito mais pessoas no mundo, apenas alguns ataques letais de tubarão ocorrem a cada ano”.

Após a análise de radiocarbono (carbono 14), a equipe concluiu que o homem morreu entre 1370 aC e 1010 aC – mais de 3 mil anos atrás.

A equipe mapeou as lesões em um modelo 3D de um esqueleto para visualizar e analisar as lesões.

Os especialistas acham que a vítima pré-histórica estava viva no momento do ataque devido à distribuição dos ferimentos, faltando a mão esquerda, indicando um ferimento de defesa.

“Suspeitamos que o homem provavelmente estava pescando com alguns companheiros no Mar de Seto Interior, no sul do Japão. Eles poderiam estar pescando em um barco ou mergulhando em busca de frutos do mar”, disse Schulting à CNN. “Talvez eles estivessem até caçando tubarões, já que dentes de tubarão às vezes são encontrados em sítios arqueológicos de Jomon.

“Um ou mais tubarões – suspeitamos de um, mas não podemos ter certeza sobre isso – atacaram o homem enquanto ele já estava na água, ou talvez ele tenha perdido o equilíbrio e caído, ou foi puxado ao mar se o tubarão estava em cima de uma linha de pesca – não seria um tubarão pequeno”, acrescentou.

Schulting disse que havia “tantas marcas de dentes por todo o esqueleto” que o ataque deve ter durado “por algum tempo”.

O corpo do homem foi resgatado logo após o ataque, e ele foi enterrado em uma cerimônia. Ele também não tinha a perna direita, e sua perna esquerda foi colocada em cima do corpo, acrescentaram os pesquisadores.

O co-autor Mark Hudson, pesquisador do Instituto Max Planck, acrescentou em um comunicado que o caso é um raro exemplo de arqueólogos sendo capazes de reconstruir um episódio dramático na vida de uma comunidade pré-histórica.

Fonte: CNN

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CIÊNCIAS: WOLBACHIA É A NOVA BACTÉRIA QUE VAI ERRADICAR O MOSQUITO DA DENGUE DE UMA VEZ POR TODAS DA INDONÉSIA

 Cientistas estudam uma bactéria que, se utilizada, poderá reduzir a taxa de doença da dengue em 77%. A aposta é que a  wolbachia  competiria melhor e impediria a replicação da Dengue. A bactéria Wolbachia, está ajudando a Indonésia a combater a dengue. Uma luta, outrora inglória, mas agora com grandes chances de erradicar essa doença do mapa da Indonésia!

Hack de mosquito ‘milagroso’ reduz a taxa de doença da dengue em 77%

Assim como os mosquitos e as doenças que eles transmitem infestam as sociedades tropicais, o controle da própria praga da sociedade do mosquito,  a bactéria Wolbachia  , está ajudando a Indonésia a combater a dengue.

Cientistas que criaram uma epidemia de wolbachia  entre mosquitos na Indonésia reduziram as taxas de infecção de dengue em 77%, abrindo novas portas no controle potencial de epidemias transmitidas por mosquitos.

Às vezes chamada de “febre quebra-ossos” devido às fortes dores articulares e musculares decorrentes da infecção, a dengue, transmitida principalmente pelo mosquito do Nilo Ocidental, aedes aegypti,  pode deixar um ser humano sem ação por um mês.

Espalhado por todo o mundo ao longo das rotas comerciais fora da Ásia desde o século 2 aC, existem agora entre 100 a 400 milhões de infecções em todo o mundo a cada ano .

A cidade de Yogyakarta, na Indonésia, foi o local de um teste do Programa Mundial de Mosquito para ver se talvez a Dengue pudesse ser controlada usando uma espécie de bactéria frequentemente encontrada alojada em um. aegypti. Wolbachia  é talvez o parasita reprodutivo mais comum que existe na biosfera, e entre 25% e 70% de todas as espécies de insetos o carregam.

Programa Mosquito Mundial 

A lógica é que essa bactéria “milagrosa” vive no mosquito exatamente para onde a Dengue tenta ir, enquanto também compete por recursos como comida. A teoria é que a  wolbachia  competiria melhor e impediria a replicação da Dengue.

Não foi difícil, pois a wolbachia também foi usada para prevenir a propagação do vírus Zika no Brasil em 2016.

Cinco milhões de ovos de mosquito foram infectados com wolbachia  e foram deixados em baldes de água pela cidade ao longo de 9 meses para formar uma população consistente de mosquitos infectados.

Os resultados foram sucessos no nível da vacina, com a disseminação de todas as quatro variedades de Dengue reduzida em 77% e a taxa de hospitalização em 86%, em 12 zonas geográficas de Yogyakarta onde foram implantadas em comparação com 12 outras zonas nas quais não foram.

O Diretor de Avaliação de Impacto do Programa Mundial Mosquito descreveu os resultados como “inovadores”, acrescentando “acreditamos que pode ter um impacto ainda maior quando implantado em grande escala em grandes cidades ao redor do mundo, onde a dengue é um grande problema de saúde pública. ”

Fonte: Good News Network

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SEGUNDO CIENTISTAS, AS EMISSÕES DE CO2 NA ATMOSFERA CRESCERAM AO MAIOR NÍVEL NA HISTÓRIA MODERNA

Nível de CO2 no ar é o maior desde início das medições há 63 anos

Relatório que compila medições feitas no Havaí mostra os maiores níveis do gás na atmosfera desde 1958

INTERNACIONAL 

por Reuters

Emissões de CO2 na atmosfera cresceram ao maior nível histórico, diz relatório Emissões de CO2 na atmosfera cresceram ao maior nível histórico, diz relatório ERNEST SCHEYDER  REUTERS – ARQUIVO

Apesar de uma imensa redução nos deslocamentos e atividades comerciais nos primeiros meses da pandemia, a quantidade de carbono na atmosfera terrestre em maio chegou ao maior nível já registrado na história moderna, como mostrou um indicador global publicado nesta segunda-feira (7).Cientistas da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) e do Instituto Scripps de Oceanografia da Universidade da Califórnia em San Diego disseram que as descobertas, que foram tiradas a partir da quantidade de dióxido de carbono no ar no observatório climático da NOAA em Mauna Loa, no Havaí, são de que a taxa é a mais alta desde o início das medições há 63 anos.

A medição, batizada de curva de Keeling em homenagem a Charles David Keeling, o cientista que começou a rastrear o dióxido de carbono naquele local em 1958, é um padrão de referência para o nível de carbono na atmosfera.

Os instrumentos no observatório da NOAA, que fica no topo de uma montanha, registraram 419 partes de dióxido de carbono por milhão no mês passado, mais do que as 417 partes por milhão registradas em maio de 2020.

Como o dióxido de carbono é um importante fator na promoção de mudanças climáticas, as descobertas mostram que reduzir combustíveis fósseis, desmatamento e outras práticas que levam a emissões de carbono precisam ser prioridade para evitar consequências catastróficas, afirma Pieter Tans, cientista do Laboratório de Monitoramento Global da NOAA, em um relatório sobre as emissões.

“Estamos adicionando cerca de 40 bilhões de toneladas métricas de CO2 poluente na atmosfera por ano”, escreveu Tans. “Isso é uma montanha de carbono que cavamos da Terra, queimamos, e lançamos à atmosfera em forma de CO2, ano após ano”.

 Fonte: R7

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CIÊNCIAS: TÉCNICAS EMERGENTES E GENES DE ALGAS SENSÍVEIS À LUZ RESTAURAM A VISÃO EM CEGOS, DECLARAM CIENTISTAS

Cientistas descobrem que genes de algas que codificam proteínas sensíveis à luz, são capazes de restaurar lentamente a visão do paciente até o ponto em que ele possa localizar, identificar e contar objetos novamente. O destaque deste sábado na nossa coluna CIÊNCIAS. O tratamento que está sendo chamado de um avanço na terapia optogenética, oferece uma chance de restauração da visão em pessoas com retinite pigmentosa, a degradação das células fotorreceptivas dos olhos. Leia o artigo completo a seguir e fique por dentro de todos os detalhes!

Cientistas restauram parcialmente a visão em cegos usando técnicas emergentes e genes de algas sensíveis à luz

Ao injetar no olho de um homem parisiense genes de algas que codificam proteínas sensíveis à luz, os cientistas foram capazes de restaurar lentamente a visão do paciente até o ponto em que ele pudesse localizar, identificar e contar objetos novamente.

O tratamento está sendo chamado de um avanço na terapia optogenética e oferece uma chance de restauração da visão em pessoas com retinite pigmentosa, a degradação das células fotorreceptivas dos olhos.

Encontrada em algas brilhantes, a proteína, chamada channelrhodopsin ChrimsonR, auxilia no fluxo de íons para dentro e para fora da célula após ser exposta à luz. A aplicação dessa proteína abre novas possibilidades para a terapia gênica da retina, uma vez que ignora os fotorreceptores quebrados que caracterizam a retinite pigmentosa.

Em vez disso, os genes ChrimsonR foram direcionados para células ganglionares da retina, que são parte do equipamento de visão responsável por obter informações dos fotorreceptores e retransmiti-las para os nervos ópticos e, em seguida, para o cérebro, onde são transformadas no que conhecemos como visão.

Os gânglios receberam essencialmente a função de fotorreceptores, que devido à doença não funcionaram mais. Um par de óculos feitos sob medida coletou a imagem do mundo e condensou-a em um único espectro de luz âmbar, aquele que faz com que a proteína crimsonR do canal rodopsina mude de forma e envie sinais ao cérebro.

Ao longo de meses de treinamento, o paciente foi capaz de ver objetos, as linhas brancas na calçada e muito mais com a ajuda dos óculos – tudo detalhado no estudo resultante, publicado na revista Nature . Este não parece um tratamento particularmente avançado, mas a retinite pigmentosa não tem terapia aprovada e é uma das causas mais comuns de cegueira em jovens.

Novos desenvolvimentos neste campo podem tornar a terapia optogenética muito mais futurística, como se um gene em algum lugar da biologia pudesse ser encontrado que reagisse da mesma maneira que ChrimsonR, mas em direção a múltiplos espectros de cores. Isso permitiria que uma versão mais natural da visão fosse restaurada.

Por outro lado, métodos com células-tronco para restaurar fotorreceptores foram pioneiros em camundongos e também realizados em humanos. Sai Chavala, Ph.D. no Laboratório de Reabilitação da Retina da University of North Texas, recentemente mostrou que os fibroblastos, um tipo de célula da pele, podem se reprogramar em fotorreceptores em pacientes e camundongos com degeneração macular relacionada à idade (DM), um tipo de cegueira progressiva que é assim comum é praticamente descrito como “envelhecimento”.

Chavala está planejando a aprovação da FDA para este tratamento para reverter a DM relacionada à idade nos próximos 1-2 anos.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: FLORESTAS REGENERADAS NO MUNDO EQUIVALEM A UMA ÁREA DO TAMANHO DA FRANÇA

Um projeto para mapear as florestas regeneradas do planeta verificou que isso se deu numa área de 59 milhões de hectares, nos últimos 20 anos, equivalente a uma área do tamanho da França. Os vários grupos científicos e conservacionistas envolvidos no projeto, tem o potencial de absorver 5,9 gigatoneladas de dióxido de carbono. Um boa notícia que você precisa conhecer os detalhes!

A área de florestas regredidas desde 2000 cobre o tamanho da França, potencialmente absorvendo um ano inteiro de emissões dos EUA

O naturalista John Muir disse certa vez, em relação à aprovação da lei que protegia o Vale de Yosemite, que, como resultado, “todo pinheiro estará balançando os braços de alegria”.

É lindo pensar como ele comentaria nas notícias do WWF de que a regeneração das florestas naturais em todo o mundo cobriu uma área do tamanho da França – 59 milhões de hectares – nos últimos 20 anos.

De acordo com os vários grupos científicos e conservacionistas envolvidos no projeto, a floresta restaurada – que foi rastreada usando dados de satélite – embora seja tão grande quanto a França, tem o potencial de absorver 5,9 gigatoneladas de dióxido de carbono, mais do que as emissões anuais do nós

“Este mapa será uma ferramenta valiosa para conservacionistas, formuladores de políticas e financiadores para melhor compreender as várias maneiras pelas quais podemos trabalhar para aumentar a cobertura florestal para o bem do planeta”, disse John Lotspeich, diretor executivo da Trillion Trees. “Os dados mostram o enorme potencial dos habitats naturais para se recuperar quando têm a chance de fazê-lo.”

1,2 milhão de hectares de regeneração foram vistos nas florestas ao longo da fronteira norte da Mongólia, enquanto o Canadá e a bacia da África central também foram pontos críticos de regeneração.

Além disso, as florestas ao longo da costa atlântica do Brasil, perdendo apenas para a Amazônia em biodiversidade, viram uma área do tamanho da Holanda retornar às árvores desde o ano 2000.

Todas as florestas rastreadas são naturais e as ONGs incluíram em seus dados áreas que não precisaram de nada mais do que ser deixadas sozinhas para se regenerar e grupos de árvores que precisaram de ajuda ativa para voltar a crescer. Eles excluíram deliberadamente as plantações comerciais do projeto.

mapa de satélite resultante , que foi um esforço conjunto entre WWF, Birdlife International e Wildlife Conservation Society, é descrito como exploratório, e os colaboradores por trás dele estão pedindo que seja revisado e refinado.

As árvores são uma forma excelente e barata de retirar CO2 da atmosfera, um dos principais objetivos que os cientistas designaram para mitigar os piores efeitos das mudanças climáticas.

Fonte: Good News Network

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CIENTISTAS DETECTARAM QUE HÁ MAIOR EMISSÃO DE CARBONO DO QUE A REPORTADA POR ALGUNS PAÍSES

Emissões de carbono são maiores do que dizem países, aponta estudo

Com diferenças de métodos encontradas por cientistas, países poderão ter de mudar suas metas de reduções de emissões

INTERNACIONAL 

por Reuters – Internacional

Com diferença nos métodos de aferição, países poderão ter de ajustar suas reduções de emissões

PIXABAY

Cientistas anunciaram nesta segunda-feira (26) que detectaram uma grande diferença, igual ao valor aproximado de emissões anuais dos Estados Unidos, entre a quantidade de emissões que causam o aquecimento global reportada por países e a quantidade que chega à atmosfera de acordo com modelos independentes.

A lacuna de cerca de 5,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano ocorre não por conta de erros cometidos pelos países. O motivo é devido às diferenças entre métodos científicos utilizados em inventários nacionais que são reportados pelos países sob o Acordo de Paris de 2015 de mudanças climáticas, e os métodos utilizados por modelos internacionais.

“Se modelos e países falarem em línguas diferentes, a avaliação do progresso no clima será mais difícil”, disse Giacomo Grassi, autor de um estudo sobre o assunto e autoridade científica do Centro de Pesquisas Conjuntas da Comissão Europeia. “Para abordar esse problema, precisamos encontrar uma maneira de comparar as estimativas”.

A diferença entre os números de emissões, explicada no estudo publicado nesta segunda-feira na Nature Climate Change, pode significar que alguns países precisam ajustar suas reduções de emissões. Por exemplo, os modelos nacionais feitos por Estados Unidos e outros países mostram mais territórios florestais capazes de sequestrar carbono do que os modelos independentes indicam.

O estudo conclui que as estimativas nacionais, que permitem definições mais flexíveis dessas áreas, mostram cerca de 3 bilhões de hectares de florestas administradas pelo mundo a mais do que os modelos independentes.

O risco é que alguns países possam afirmar que suas florestas estão absorvendo grandes quantidades de emissões e não façam o bastante para cortar emissões de carros, residências e fábricas.

Fonte: R7
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TECNOLOGIA: CIENTISTAS DESVENDAM MISTÉRIO POPULARMENTE CONHECIDO COMO “EFEITO CASTANHA-DO-BRASIL

Finalmente foi elucidado o mistério da física envolvendo a castanha-do-pará, que intrigava os cientistas há muito tempo. O fenômeno popularmente conhecido como “efeito castanha-do-Brasil”, aborda qual é a rota traçada por castanhas-do-pará para estarem sempre no topo do mix de castanhas? Foi desvendado através de uma TECNOLOGIA 3D. Lendo o artigo completo a seguir você conhecerá como foi desvendado esse mistério!

 ATUALIZADO EM 
Aparentemente trivial, descoberta pode ter implicações para as indústrias alimentícia e farmacêutica – e até para a mineração (Foto: pictavio/Pixabay)Aparentemente trivial, descoberta pode ter implicações para as indústrias alimentícia e farmacêutica – e até para a mineração (Foto: pictavio/Pixabay)

Pela primeira vez na história, pesquisadores da Universidade de Manchester, na Inglaterra, desvendaram o mistério por trás de um fenômeno popularmente conhecido como “efeito castanha-do-Brasil”. A partir de tecnologia 3D, a equipe respondeu a uma pergunta que intrigava a comunidade científica – e a indústria – há anos: qual é a rota traçada por castanhas-do-pará para estarem sempre no topo do mix de castanhas?

À primeira vista, o trajeto não guarda enigmas e pode ser explicado pela Física, mais especificamente pelo conceito da segregação por tamanho. Por causa de seu formato irregular, em um mix de grãos, a noz brasileira costuma ficar “por cima” de outras castanhas (a de caju, por exemplo). Facilmente observado a olho nu, numa tigela ou pacote de nozes, o fenômeno ainda não havia sido rastreado em três dimensões – foi o que fizeram os cientistas de Manchester.

Na empreitada, o grupo conseguiu acompanhar o interior de uma mistura de castanhas-do-pará com amendoins. Enquanto a embalagem era repetidamente agitada, técnicas de tomografia computadorizada de raios-X de lapso de tempo capturaram como os grãos interagiram. “Isso nos permitiu ver pela primeira vez o processo pelo qual as castanhas-do-Brasil passam o amendoim para chegar ao topo”, relata Philip Withers, professor de Ciência de Materiais e coautor do estudo, em comunicado.

Experimento capturou a evolução temporal de uma mistura de castanhas-do-pará com amendoins. Acima, as castanhas foram coloridas de acordo com o seu volume (topo), assim como os amendoins (meio). (Foto: Scientific Reports/Reprodução)Experimento capturou a evolução temporal de uma mistura de castanhas-do-pará com amendoins. Acima, as castanhas foram coloridas de acordo com o seu volume (topo), assim como os amendoins (meio). (Foto: Scientific Reports/Reprodução)

Os pesquisadores resumiram o experimento em uma imagem que revela a evolução temporal da mistura de nozes em 3D. Nela, é possível notar que o amendoim se infiltra para baixo, enquanto três castanhas-do-pará maiores alcançam o topo do recipiente – ao mesmo tempo, as castanhas brasileiras restantes aparecem presas na parte inferior.

Publicado na revista Scientific Reports nesta segunda-feira (19), o estudo explica que a primeira noz brasileira atinge os primeiros 10% da altura do reservatório após 70 ciclos de cisalhamento – como, na Física, são chamadas as tensões geradas por forças que agem em direções semelhantes –, o que acontece com as outras duas castanhas do Brasil após 150 ciclos.

O experimento também mostrou que, quando inicialmente colocadas no recipiente, as castanhas-do-pará tendem a ficar planas – isto é, no eixo horizontal – e não começam a subir até que primeiro tenham girado o suficiente em direção ao eixo vertical. Quando finalmente alcançam a superfície, elas retornam à orientação plana, como mostram gráficos feitos a partir de imagens realizadas no Centro de Pesquisa Nacional para Tomografia Computadorizada de Raios-X baseada em Laboratório (NSCT), no Instituto Henry Royce.

Segundo os pesquisadores, a orientação da castanha-do-pará é a chave para seu movimento ascendente. Acima, imagem ilustra movimento das castanhas do Brasil e amendoins ao longo do tempo. (Foto: Scientific Reports/Reprodução)Segundo os pesquisadores, a orientação da castanha-do-pará é a chave para seu movimento ascendente. Acima, imagem ilustra movimento das castanhas do Brasil e amendoins ao longo do tempo. (Foto: Scientific Reports/Reprodução)

E por que algumas das castanhas-do-pará ficaram “presas” e não chegaram ao topo como as outras? Segundo os pesquisadores, isso aconteceu em função do baixo número de amendoins na parte inferior do recipiente. São esses grãos que, ao atravessar as castanhas maiores e se infiltrar para baixo, “forçam” a subida das nozes brasileiras. Com apenas quatro deles na parte inferior, não houve fluxo de massa suficiente para impulsionar a subida dessas castanhas do Brasil – mesmo que elas tenham girado para a vertical.

E por que isso importa?

Aparentemente trivial, a descoberta pode ajudar pesquisadores a compreender melhor os efeitos que características como tamanho e a orientação de partículas têm em processos de separação (ou segregação) de materiais. Isso, de acordo com o estudo, é um fator-chave para a projeção de equipamentos industriais que promovam uma distribuição mais uniforme de ingredientes em misturas alimentícias e comprimidos medicinais – e até nas atividades de mineração.

Mas não só isso. “Essa capacidade de rastrear o movimento em 3D abrirá o caminho para novos estudos experimentais de misturas de segregação e para simulações ainda mais realistas e modelos preditivos poderosos”, sugere o estudo.

Fonte: Revista Galileu

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CIÊNCIAS: CIENTISTAS JAPONESES CONCLUEM QUE CELULAS MORTAS SINALIZAM QUANDO DEVEM SER ELIMNADAS

A natureza é tão maravilhosamente perfeita que até as células mortas sinalizam quando devem ser eliminadas. Cientistas japoneses conseguiram desvendar como ocorre a eliminação dos 10 bilhões de células que morrem todos os dias no corpo humano. Elas são engolidas pelos fagócitos, células sanguíneas. Elas emitem sinais em sua superfície de “coma-me”. Então convido você

Coma-me’: como uma célula morta sinaliza que deve ser eliminada

Cientistas japoneses dissecam o processo pelo qual os 10 bilhões de células que morrem diariamente no corpo humano são engolidos pelos fagócitos

Pedaços cortados da proteína XRCC4 viajam do núcleo para a membrana celular a fim de ativar as proteínas scramblases, acionando um sinal de “coma-me” reconhecido pelos fagócitos. Crédito: Mindy Takamiya/iCeMS, Universidade de Kyoto

Cientistas do Instituto de Ciências Integradas de Material Celular (iCeMS) da Universidade de Kyoto e colegas no Japão revelaram mecanismos moleculares envolvidos na eliminação de células indesejadas do corpo. Um fragmento de proteína nuclear liberado no citoplasma ativa uma proteína da membrana plasmática para exibir um lipídio na superfície da célula, sinalizando para outras células se livrarem dele. As descobertas foram publicadas na revista “Molecular Cell”.

“Todos os dias, 10 bilhões de células morrem e são engolfadas por células sanguíneas chamadas fagócitos. Se isso não acontecesse, as células mortas estourariam, desencadeando uma reação autoimune”, explica o bioquímico Jun Suzuki, do iCeMS, que liderou o estudo. “É importante entender como as células mortas são eliminadas como parte da manutenção do nosso corpo.”

Os cientistas já sabem que as células mortas exibem em sua superfície um sinal de “coma-me”, o qual é reconhecido pelos fagócitos. Durante esse processo, os lipídios são transferidos entre as partes interna e externa da membrana celular por meio de uma variedade de proteínas chamadas scramblases. Suzuki e sua equipe já identificaram várias dessas proteínas, mas alguns de seus mecanismos de ativação não eram claros.

Ativação específica

Para resolver isso, a equipe usou uma série de abordagens de triagem a fim de estudar a proteína codificadora chamada Xkr4. O objetivo geral era identificar os genes que estão ativos durante a morte celular e esmiuçar a Xkr4 e suas proteínas associadas para entender como se dá essa interação.

“Descobrimos que um fragmento de proteína nuclear ativa a Xkr4 para exibir o sinal de ‘coma-me’ aos fagócitos”, disse Masahiro Maruoka, biólogo celular do iCeMS e primeiro autor do estudo.

Especificamente, os cientistas descobriram que os sinais de morte celular levam a uma enzima que corta uma proteína nuclear chamada XRCC4. Um fragmento da XRCC4 deixa o núcleo, ativando a Xkr4, que forma um dímero: a ligação de peças idênticas em configurações. A ligação da XRCC4 e a formação de dímero são necessárias para que a Xkr4 transfira lipídios na superfície da célula a fim de alertar os fagócitos.

A Xkr4 é apenas uma das proteínas de “deslocalização” (scrambling). Outras são ativadas muito mais rapidamente durante a morte celular. A equipe agora quer entender quando e por que a via Xkr4 é ativada especificamente. Uma vez que ela é fortemente expressa no cérebro, é provavelmente importante para o funcionamento dele. “Estamos agora estudando a eliminação de células indesejadas ou seções no cérebro para entender melhor esse processo”, diz Maruoka.

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CIDADE PERDIDA COM CERCA DE 3,4 MIL ANOS É DESCOBERTA NO EGITO POR CIENTISTAS

Egito descobre cidade perdida de mais de 3 mil anos de idade

Segundo arqueólogos, o local teria sido fundado no reinado do faraó Amenhotep III, avó de Tutankhamon

TECNOLOGIA E CIÊNCIA

Do R7

Cientistas localizaram a cidade em setembro e encontraram paredes quase intactas

DIVULGAÇÃO VIA REUTERS – 8.4.2021

O Egito anunciou, nesta quinta-feira (8), a descoberta de uma cidade perdida de cerca de 3,4 mil anos de idade perto de alguns dos monumentos mais conhecidos do país na cidade de Luxor, a 770km ao sul do Cairo. Segundo os arqueólogos, o achado pode ser o mais importante em quase 100 anos.

A cidade, conhecida como Aten, teria sido fundada pelo rei Amenhotep III, que governou o Egito de 1391 a 1353 a.C. Os cientistas acreditam que o local, na margem ocidental do rio Nilo, foi um dos principais centros urbanos do país naquela época.

“A descoberta desta cidade perdida é a segunda mais importante da arqueologia desde a tumba de Tutankhamon”, disse em um comunicado a professora de egiptologia Betsy Bryan, da Universidade Johns Hopkins, que participou da missão.

Segundo ela, as ruínas “vão nos proporcionar um raro retrato da vida dos antigos egípcios, em um momento que pode ser considerado o auge do império”.

Cidade de reis

Aten foi localizada em uma região próxima ao Vale dos Reis, em Luxor. Foi lá que a tumba de Tutankhamon e seu sarcófago com a famosa máscara de ouro foram encontrados durante uma expedição em 1922, junto com incontáveis outros artefatos.

“Muitas missões estrangeiras procuraram por esta cidade e nunca a encontraram”, afirmou Zahi Hawass, um arqueólogo egípcio e antigo ministro de assuntos da antiguidade, que liderou a missão.

Os arqueólogos começaram as escavações em setembro, com o objetivo de achar o templo mortuário de Tutankhamon, e escolheram uma área entre os templos dos reis Ramsés III e Amenhotep III.

“Em poucas semanas, para a surpresa de todos, contornos de paredes com tijolos de barro começaram a aparecer, por todos os lados. O que os cientistas descobriram foi o local de uma grande cidade em bom estado de preservação, com paredes quase completas e cômodos cheios de objetos de uso cotidiano, preservados por milhares de anos”, diz o comunicado.

A cidade teve seu auge durante o reinado de Amenhotep III, e também durante a regência em que compartilhou o poder com seu filho, Amenhotep IV, ou Akhenaton, o pai de Tutankhamon. O chamado “rei-menino” e seu sucessor, o rei Ay, também usaram Aten.

Segundo Hawass, boa parte das ruas da cidade têm casas com paredes ainda preservadas, algumas com mais de 3 metros de altura. Os arqueólogos descobriram a idade do local analisando os hieróglifos em diversos objetos encontrados no local, como vasos de vinho, aneis, enfeites, potes de cerâmica e tijolos que continham os selos de Amenhotep III.

Na cidade, os pesquisadores já encontraram uma padaria e uma grande cozinha, com fornos e potes de cerâmica para armazenar comida, além de um centro administrativo, moldes para produzir joias, teares e outros objetos que indicam tecelagem em escala industrial para a época.

Ao norte de Aten, foi encontrado um grande cemitério, além de novas tumbas. “A expedição já está trabalhando nesses locais, e nossa missão espera encontrar mausoléus ainda intocados, cheios de tesouros”, diz o comunicado.

A cidade perdida é mais uma de uma série de descobertas recentes feitas em várias partes do país, que ajudam compor melhor o panorama das dinastias que governaram o antigo Egito. O governo atual espera que as novidades ajudem a reviver a indústria do turismo, a principal fonte de renda do país, prejudicada pela instabilidade política e a pandemia do coronavírus.

Fonte: R7

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CIÊNCIAS: A AMBICIOSA E POLÊMICA PROPOSTA DE UM GRUPO DE CIENTISTAS DOS EUA É DE ESCURECER O SOL PARA CONTER AQUECIMENTO NA TERRA

Uma ala de cientistas propõe uma ousada iniciativa para escurecer o sol com o intuito de conter o aquecimento da terra. Trata-se de sugestões de geoengenharia que inclui injeção de partículas reflexivas na estratosfera para refletir a luz solar e também a formação de nuvens cirrus cada vez mais finas. Leia o artigo completo a seguir e saiba dos detalhes dessa curiosa descoberta da ciência!

Cientistas propõem escurecer o Sol para conter aquecimento da Terra

Sugestões de geoengenharia incluem injeção de partículas reflexivas na estratosfera para refletir a luz solar e formação de nuvens cirrus cada vez mais finas

Nuvens cirrus: uma das ideias de geoengenharia propostas envolve trabalhar com essas formações. Crédito: Piqsels

Um grupo de cientistas do governo dos EUA apresentou nesta semana uma proposta ambiciosa e polêmica para impulsionar novas pesquisas sobre geoengenharia solar como uma saída para se enfrentar o problema do aquecimento do planeta. Em relatório divulgado pelas Academias Nacionais de Ciências (NAS) do país, os pesquisadores recomendam um financiamento de até US$ 200 milhões nos próximos cinco anos para entender melhor a viabilidade de intervenções para diminuir a intensidade da luz solar, o risco de consequências indesejadas prejudiciais e como essa tecnologia poderia ser administrada de maneira ética.

No documento, os autores reforçam que a redução das emissões de carbono segue sendo a ação mais urgente contra a mudança do clima, mas o progresso lento e preocupante nessa frente pressiona pela consideração de outras soluções viáveis ainda pouco estudadas.

O relatório considera três tipos de geoengenharia solar para aumentar a reflexão da radiação solar de volta para o espaço, diminuindo o aquecimento do planeta: a injeção de partículas reflexivas na estratosfera para refletir a luz solar; o uso de partículas para tornar as nuvens baixas sobre os oceanos mais reflexivas; e a formação de nuvens cirrus de alta altitude cada vez mais finas.

Fenômenos imprevisíveis

Para os defensores dessa proposta, a geoengenharia pode trazer benefícios mais rápidos em termos de contenção do aumento de temperatura. Já para os críticos, o uso desse tipo de tecnologia abre espaço para uma série de fenômenos imprevisíveis com efeitos negativos sobre o clima, que podem inclusive intensificar o processo de aquecimento da Terra. Além disso, seria necessário manter esses efeitos permanentemente, já que a concentração de CO2 não diminui e um eventual esgotamento desse processo permitiria um salto significativo na temperatura terrestre.

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: UTILIZANDO CÉLULAS-TRONCO DO PRÓPRIO PACIENTE CIENTISTAS REPARAM COM SUCESSO A MEDULA ESPINHAL FERIDA

Uma descoberta incrível, feita por pesquisadores da Universidade de Yale e do Japão é o destaque deste sábado, aqui na coluna CIÊNCIAS. Pacientes que sofreram lesões não penetrantes na medula espinhal, através de injeção intravenosa de células-tronco derivadas da medula óssea é capaz  de restaurar a função após uma lesão no cérebro e na medula espinhal. Foram observadas melhorias substanciais em funções-chave – como a capacidade de andar ou usar as mãos em mais da metade dos pacientes estudados, semanas após a injeção de células-tronco, relatam os pesquisadores. Então, você não pode deixar de ler esse artigo sensacional, pois estamos nos aproximando muito da cura permanente da paraplegia.

Cientistas de Yale reparam com sucesso a medula espinhal ferida usando células-tronco dos próprios pacientes

A injeção intravenosa de células-tronco derivadas da medula óssea em pacientes com lesões na medula espinhal levou a uma melhora significativa nas funções motoras, relataram pesquisadores da Universidade de Yale e do Japão.

Para mais da metade dos pacientes estudados, melhorias substanciais em funções-chave – como a capacidade de andar ou usar as mãos – foram observadas semanas após a injeção de células-tronco, relatam os pesquisadores. Nenhum efeito colateral substancial foi relatado.

Os pacientes sofreram lesões não penetrantes na medula espinhal, em muitos casos de quedas ou traumas leves, várias semanas antes da implantação das células-tronco. Seus sintomas envolviam perda da função motora e coordenação, perda sensorial, bem como disfunção intestinal e da bexiga.

As células-tronco foram preparadas a partir da própria medula óssea dos pacientes, por meio de um protocolo de cultura que durou algumas semanas em um centro especializado de processamento de células. As células foram injetadas por via intravenosa nesta série, com cada paciente servindo como seu próprio controle. Os resultados não foram cegos e não houve controles com placebo.

Os cientistas de Yale  Jeffery D. Kocsis e  Stephen G. Waxman foram os principais autores do estudo – que foi realizado com pesquisadores da Sapporo Medical University, no Japão – com os resultados publicados no mês passado no Journal of Clinical Neurology and Neurosurgery.

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Kocsis e Waxman enfatizam que estudos adicionais serão necessários para confirmar os resultados deste estudo preliminar não cego. Eles também enfatizam que isso pode levar anos. Apesar dos desafios, eles permanecem otimistas.

 Resultados semelhantes com células-tronco em pacientes com acidente vascular cerebral aumentam nossa confiança de que esta abordagem pode ser clinicamente útil”, observou Kocsis. “Este estudo clínico é o culminar de um extenso trabalho de laboratório pré-clínico usando MSCs entre colegas de Yale e Sapporo ao longo de muitos anos.”

 A ideia de que podemos ser capazes de restaurar a função após uma lesão no cérebro e na medula espinhal usando as células-tronco do próprio paciente nos intrigou por anos”, disse Waxman. “Agora temos uma dica, em humanos, de que pode ser possível.”

Fonte: YaleNews

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: CIENTISTAS PODEM TER FEITO A MAIOR DESCOBERTA DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

Um grande avanço da astronomia e da ciência como um todo é o destaque desta terça, aqui na coluna CIÊNCIAS. Os cientistas do Observatório Nanohertz de Ondas Gravitacionais da América do Norte (NANOGrav) detectaram o ‘zumbido’ do universo, ou seja, a presença de ondas gravitacionais de baixa frequência, que pode ser a prova da onda gravitacional pano de fundo, uma descoberta mais importante do que qualquer coisa na história recente. Então, convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa sensacional descoberta!

Os cientistas podem ter detectado o ‘zumbido’ do universo que pode mudar a astronomia para sempre

Os astrofísicos que tentam detectar a presença de ondas gravitacionais de baixa frequência estão no caminho certo, e pode ser uma das maiores descobertas da história da humanidade.

Em colaboração de um lado ao outro da Terra, apareceu um sinal nos dados de um projeto que usa o ritmo do movimento das estrelas para detectar essas ondas intergalácticas verdadeiramente gigantescas, e os cientistas acham que pode ser a prova da onda gravitacional pano de fundo, uma descoberta mais importante do que qualquer coisa na história recente.

Os pesquisadores, vindos do Observatório Nanohertz de Ondas Gravitacionais da América do Norte (NANOGrav), são cautelosos, sabendo que os aspectos macro e micro de seus dados podem enganá-los.

Seu trabalho envolveu o monitoramento constante de 45 pulsares durante um período de 12 anos. Pulsares são estrelas superdensas que giram em velocidades incrivelmente rápidas, gerando um fluxo contínuo de luz, radiação e até mesmo som.

Sendo que eles estão tentando medir uma das maiores forças do universo, os pulsares trabalham para expandir o equipamento de monitoramento dos cientistas para grandes trechos da Via Láctea, ao invés de apenas um laboratório no Colorado.

Seu recente artigo revelou que o giro contínuo dos pulsares parecia ser interrompido por alguns nanossegundos de uma forma que era replicada em cada uma das 45 estrelas, exatamente o tipo de efeito que as ondas gravitacionais de baixa frequência que viajam pelo universo teriam. .

“É incrivelmente empolgante ver um sinal tão forte emergir dos dados”, disse Joseph Simon, da Universidade do Colorado, que liderou o jornal . “No entanto, como o sinal de onda gravitacional que procuramos abrange toda a duração de nossas observações, precisamos entender cuidadosamente o nosso ruído.

“Isso nos deixa em um lugar muito interessante, onde podemos excluir fortemente algumas fontes de ruído conhecidas, mas ainda não podemos dizer se o sinal é realmente de ondas gravitacionais. Para isso, precisaremos de mais dados ”.

Um universal

Quando em 2015, pesquisadores que trabalhavam no Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory (LIGO) detectaram evidências de uma única onda gravitacional, uma ondulação no tecido do espaço-tempo causada pela colisão de dois buracos negros, ela ganhou o Prêmio Nobel de Física.

A onda detectada por sua matriz de laser era equivalente a uma batida de tarola – um evento de segundos, após o qual o silêncio reinou novamente.

Em contraste, o projeto NANOGrav dos Estados Unidos e Canadá está tentando medir ondas gravitacionais que levam meses, ou até anos para passar sobre a Terra.

Essas ondas seriam geradas por uma força teórica conhecida como onda gravitacional de fundo (GWB), o equivalente ao zumbido baixo e contínuo de vozes em uma lanchonete ou festa, gerada por milhões de eventos cataclísmicos saturando o universo com ondulações no espaço-tempo .

Como muitas descobertas, especialmente aquelas relacionadas a partículas subatômicas ou matéria escura, o método de observação envolve o efeito, não o objeto real. Portanto, a sensibilidade do método detetive deve ser requintada, considerando que o objeto é invisível e tão lento e maciço que requer milhões de anos-luz de espaço de detetive e décadas de foco sem piscar para ver seu efeito no ambiente cósmico.

Portanto, NANOGrav está planejando adicionar mais pulsares às suas observações através da colaboração com o International Pulsar Timing Array, e estudá-los por ainda mais tempo.

“Os próximos anos serão realmente empolgantes para o NANOGrav, à medida que reunimos o próximo conjunto de dados e procuramos ondas gravitacionais”, disse Sarah Vigeland, professora assistente de física da Uni. de Wisconsin para sua editora universitária .

Implicações do fundo da onda gravitacional

Tão universal quanto a força das marés aqui na Terra, tudo sobre a nossa compreensão do universo teria que estar de acordo com o GWB.

Seu poder é gerado pelos eventos mais cataclísmicos que existem, como uma colisão ou fusão entre dois buracos negros supermassivos, objetos bilhões de vezes maiores que o sol e que teoricamente estão no centro de muitas galáxias.

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“Essas primeiras dicas atraentes de um fundo de onda gravitacional sugerem que buracos negros supermassivos provavelmente se fundem e que estamos flutuando em um mar de ondas gravitacionais ondulando de fusões de buracos negros supermassivos em galáxias em todo o universo”, disse Julie Comerford, professora associada de astrofísica e ciências planetárias em CU Boulder e membro da equipe NANOGrav.

CONFIRA: Biggest Bang desde que ‘The Big Bang’ cria um buraco negro que a ciência diz que não deveria existir

O poder do GWB abriria novos campos de estudo, especialmente aqueles relacionados aos buracos negros supermassivos enigmáticos, e um dia se nos tornássemos um povo viajante do espaço, o GWB, como muitas outras forças da natureza que influenciam as viagens na Terra , fator nas viagens espaciais, uma vez que o poder das ondas de baixa frequência pode alterar as posições de planetas, estrelas e potencialmente até galáxias.

Fonte: Good News Network

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GELEIRA QUE FORNECE ÁGUA PARA LA PAZ ESTÁ DERRETENDO, ALERTA CIENTISTAS

Geleira boliviana Tuni está desaparecendo, dizem cientistas

Mudança climática acelera o derretimento e ameaça o suprimento de água para a capital, La Paz, que já está reduzido

TECNOLOGIA E CIÊNCIA |

 por Reuters

Geleira que fornece água para La Paz está derretendo, alertam cientistas Geleira que fornece água para La Paz está derretendo, alertam cientistas

A geleira Tuni, da Bolívia, está desaparecendo mais rápido do que o inicialmente previsto, de acordo com cientistas da nação andina, uma situação que provavelmente agravará a escassez de água que já assola a capital La Paz, a apenas 60 km de distância.Cientistas da Universidad Mayor de San Andrés (UMSA), que monitoram Tuni e outras geleiras regionais, disseram à Reuters que a geleira antes extensa foi reduzida a apenas um quilômetro quadrado.

Se antes previam que duraria até 2025, agora dizem que seu desaparecimento é iminente.

“Todo esse setor já foi coberto de gelo”, disse o glaciologista universitário Edson Ramírez. Em grande parte do antigo caminho da geleira, agora há apenas restos de rocha, expostos pela primeira vez em séculos.

Derretimento acelerado

Embora a geleira esteja recuando desde a Pequena Era Glacial, quando enormes campos de gelo cobriam muitas montanhas andinas, a rápida mudança do clima acelerou o processo, de acordo com cientistas bolivianos.

Chuvas torrenciais e secas se tornaram mais comuns e as neves nas montanhas menos estáveis, disseram.

A mudança climática e o rápido desaparecimento das geleiras coincidiram com uma mudança do campo para as cidades da Bolívia, afirmam os pesquisadores, pressionando fontes de água já em redução.

Fonte: R7
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BOAS NOTÍCIAS: CIENTISTAS BRASILEIROS BEM NA FITA DOS MAIS INFLUENTES DO MUNDO

Os brasileiros saíram bem na foto do ranking dos cientistas mais influentes do mundo. Nada mais, nada menos do que 853 deles figuram no ranking da revista científica Plos Bilogy, que apresentou a lista dos cientistas mais influentes do mundo na atualidade, , em diversas áreas de conhecimento. É realmente um orgulho para nós brasileiros. Então lhe convido a ler o artigo completo a seguir e conheça onde estão esses cientistas.

800 brasileiros estão entre os cientistas mais influentes do mundo

Cientistas brasileiros são destaque em dois rankings mundiais importantes divulgados nesta semana e na anterior: o Plos Biology e o Web of Science.

O da revista científica Plos Bilogy, que apresentou a lista dos cientistas mais influentes do mundo na atualidade, trouxe 853 professores brasileiros ranking, em diversas áreas de conhecimento.

Os destaques são pelo impacto do pesquisador ao longa da sua carreira e a atuação no ano de 2019.

A pesquisa foi conduzida por uma equipe da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e utilizou como referência informações da Scopus ‒ base de dados bibliográficos que inclui resumos e citações de artigos de periódicos científicos.

Os cientistas são classificados em 22 campos científicos e 176 subcampos.

Os dados tabelados incluem todos os cientistas que estão entre os 100 mil melhores em todos os campos, de acordo com o índice de citação composto.

Além disso, na versão atual, foram incluídos os 2% melhores cientistas de sua disciplina de subcampo principal, entre os quais publicaram pelo menos cinco artigos. Para isso, foi analisada a quantidade de vezes que um trabalho é citado ou que ele interferiu em estudos de outras pessoas, listados em bases de dados como Web of Sciene e Scopus.

Os brasileiros

Entre os professores brasileiros que aparecem no ranking,

  • 158 são da USP – Universidade de São Paulo
  • 76 da Unicamp – Universidade Estadual de Campinas/SP
  • 39  da UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais
  • 31 da Fiocruz – Fundação Oswaldo Cruz
  • 20 da UFPE – Universidade Federal de Pernambuco
  • 14 da UFSM – Universidade Federal de Santa Maria
  • 14 da UFC – Universidade Federeal do Ceará
  • 8 da UEM – Universidade Estadual de Maringá no PR
  • 4 da UNG, Universidade de Guarulhos em SP
  • 3 da UFS – Universidade Federal de Sergipe
  • 3 da UFCG – Universidade Federal de Campina Grande, na PB.

Web of Science

Um outro ranking, divulgado na última quarta, 18, pelo site Web of Science – da empresa Clarivate Analytics – traz os “Pesquisadores Altamente Citados 2020”.

Dezenove brasileiros aparecem na lista que reconhece os cientistas que demonstraram ampla e significativa influência em seu campo de atuação por meio da publicação de artigos frequentemente citados por seus pares durante a última década.

Ao todo, 6.389 pesquisadores de mais de 60 países foram incluídos na lista de 2020, sendo 3.896 cuja produção científica teve impacto em áreas específicas e 2.493 com impacto cruzado (cross-field) em diversos campos do conhecimento.

A seleção foi feita com base no número de artigos altamente citados que os autores produziram ao longo de 11 anos – de janeiro de 2009 a dezembro de 2019 – por especialistas em bibliometria do Institute for Scientific Information, ligado à Clarivate.

Entre os 19 brasileiros incluídos no ranking, 11 estão sediados no Estado de São Paulo e nove têm apoio da Fapesp: Paulo Artaxo (Geociências), do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP); Álvaro Avezum (cross-field), do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese; Andre Brunoni (cross-field), da Faculdade de Medicina (FM) da USP; Geoffrey Cannon (Ciências Sociais), da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP; Henriette Azeredo (Ciências Agrícolas), da Embrapa Agroindústria Tropical em São Carlos; Mauro Galetti (Meio Ambiente e Ecologia), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro; Renata Bertazzi Levy (Ciências Sociais) , da FM-USP; Maria Laura C. Louzada (Ciências Sociais), do Instituto de Saúde e Sociedade da Universidade Federal de São Paulo (ISS-Unifesp); Carlos Augusto Monteiro (Ciências Sociais), da FSP-USP; Helder Nakaya (Imunologia), da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP; e Anderson S. Sant’Ana (Ciências Agrícolas), da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Também figuram na lista Fernando C. Barros (cross-field), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel); Mercedes Bustamante (cross-field), da Universidade de Brasília (UnB); Adriano Gomes da Cruz (Ciências Agrícolas), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ); Mônica Queiroz de Freitas (Ciências Agrícolas), do Departamento de Tecnologia dos Alimentos da Universidade Federal Fluminense (UFF); Pedro Hallal (Ciências Sociais), da UFPel; Luis Augusto P. Rohde (Psiquiatria e Psicologia), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Felipe Schuch (Psiquiatria e Psicologia), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); e Cesar Gomes Victora (Ciências Sociais), da UFPel.

Com informações do JornaldaUSP Galileu

Fonte: Só Notícia Boa

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CIÊNCIAS: KIT DE RASTREAMENTO DE CÂNCER DOMESTICO DE PROSTATA ESTÁ SENDO TESTADO

Cientistas de duas universidades em Ontário, Canadá estão desenvolvendo o primeiro kit de teste doméstico portátil do mundo projetado para fazer o rastreamento de câncer. O dispositivo permite aos pacientes monitorar seu próprio sangue em busca de biomarcadores exclusivos do câncer de próstata. Esse é uma avanço substancial que vai facilitar a descoberta precoce do câncer em muitos pacientes. Então, leia o artigo completo a seguir e saiba dos detalhes dessa excelente notícia.

Novo protótipo portátil está sendo desenvolvido para kit de rastreamento de câncer em casa

 

 

Engenheira biomédica Leyla Soleymani – por Georgia Kirkos, McMaster University

Cientistas de duas universidades em Ontário, Canadá, relataram progresso em seus esforços para lançar o primeiro kit de teste doméstico portátil do mundo projetado para fazer o rastreamento do câncer.

Um kit de rastreamento domiciliar para diferentes tipos de câncer seria uma mudança no jogo na busca por um monitoramento de saúde mais proativo. Para esse fim, pesquisadores das universidades McMaster e Brock estão desenvolvendo um dispositivo que permite aos pacientes monitorar seu próprio sangue em busca de biomarcadores exclusivos do câncer de próstata.

O dispositivo funciona de forma muito semelhante aos monitores que as pessoas com diabetes usam para testar seus níveis de açúcar no sangue.

Normalmente, quando os pacientes enviam amostras de sangue para um laboratório, os médicos procuram biomarcadores específicos que indiquem sinais de que um câncer pode estar presente. Esses biomarcadores são substâncias químicas dentro do corpo que podem indicar condições normais ou anormais se estiverem super ou sub-representadas em uma amostra de sangue.

Um biomarcador para câncer de próstata, por exemplo, pode ser a presença de uma substância química chamada antígeno específico da próstata (PSA). Níveis anormalmente altos desse antígeno são um indicador para os médicos de que o câncer de próstata pode estar se desenvolvendo no corpo do paciente. Amostras de sangue colhidas nos estágios iniciais para encontrar níveis elevados de PSA podem, portanto, fornecer aos pacientes a chance de tratar o câncer mais rapidamente, levando a melhores resultados.

O dispositivo desenvolvido na McMaster and Brock permite aos usuários misturar uma gota de seu sangue em um frasco contendo um líquido reativo preparado pelo laboratório. Os usuários então colocam essa mistura em uma tira e inserem no sistema de leitura do dispositivo. Então, após alguns minutos, o dispositivo mede a presença de PSA e informa o usuário sobre o grau em que o câncer pode estar presente.

Se os usuários puderem fazer um teste como este no conforto de sua própria casa – evitando uma ida ao consultório médico – mais pessoas podem estar verificando sua própria saúde e, possivelmente, detectar doenças em um estágio anterior. Também reduziria o número de vezes que os pacientes precisam sair de casa para fornecer amostras de sangue, uma vez que tenham sido diagnosticados.

Leyla Soleymani, engenheira biomédica da McMaster e presidente de pesquisa do Canadá em dispositivos biomédicos miniaturizados, liderou a equipe responsável pelo hardware do dispositivo, incluindo o chip que lê a amostra.

“Este é mais um passo em direção à medicina verdadeiramente personalizada”, disse ela em uma declaração de McMaster. “Estamos nos afastando de equipamentos centralizados e baseados em laboratório para esse tipo de teste.”

Os pesquisadores também apontam que essa tecnologia pode ser facilmente adaptada para medir outros marcadores, dependendo da forma do câncer ou de outra doença crônica. O dispositivo também permitiria que os pacientes continuassem a monitorar sua saúde após o tratamento.

Dispositivos futuros poderiam pesquisar por biomarcadores adicionais indicando condições anormais de outros tipos de câncer. A equipe também acredita que a tecnologia pode ser facilmente adaptada para medir indicadores de outras doenças crônicas além do câncer. Muitas doenças podem ser identificadas, como a equipe expressou em sua publicação acadêmica de prova de conceito, usando uma abordagem de “código de barras biológico”.

Mais testes, além do estudo de prova de conceito, serão necessários antes que a equipe possa buscar aplicações comerciais. Mas o desenvolvimento seria um grande salto em frente, aumentando a acessibilidade do monitoramento de saúde proativo e personalizado em casa.

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: CIENTISTAS CANADENSES ACREDITAM QUE ENCONTRARAM UMA CURA PARA O DIABETES

100 anos após a primeira descoberta sobre o diabetes, cientistas canadenses acreditam que encontraram uma cura

Cientistas da Universidade de Alberta acabaram de curar diabetes em camundongos, abrindo as comportas para pesquisas sobre como adaptar essa cura para humanos.

A cura potencial é um marco na prevenção da crescente prevalência do diabetes em nossa sociedade, doença que, segundo a OMS, pesa 422 milhões de pessoas em todo o mundo.

O processo envolve uma aplicação de células-tronco que faz a engenharia reversa de ilhotas de insulina para fora das células sanguíneas – ratos curados da doença.

“Estamos colhendo amostras de sangue de pacientes com diabetes, retirando essas células do sangue no tempo para que possam ser alteradas e, em seguida, estamos avançando no tempo para que possamos transformá-las nas células que queremos , ” Explica o pioneiro do procedimento, Dr. James Shapiro, para a CTV, que desenvolveu o famoso“ Protocolo de Edmonton ”- outro tratamento para diabetes, na década de 1990.

O protocolo de Edmonton envolvia o uso de células de ilhotas de transplantes de órgãos, mas exigia uma poderosa medicação anti-rejeição. O novo processo de células-tronco usa as próprias células do paciente, de modo que a rejeição é impossível.

Como qualquer bom cientista, Shapiro não vai além da frase “mais pesquisas são necessárias”, mas espera receber apoio de governos se puder provar que a ciência é a mesma em humanos.

“É necessário que haja dados preliminares e, idealmente, um punhado de pacientes que demonstrem ao mundo que isso é possível e que é seguro e eficaz”, disse Shapiro.

A falta de financiamento levou um grupo de voluntários a criar uma campanha “22 por 22” para arrecadar US $ 22 milhões até 2022 , a fim de ajudar a avançar o procedimento para que ele possa estar disponível para humanos o mais rápido possível.

O Canadá não é estranho em fazer descobertas em tratamentos de diabetes – Sir Frederick Banting teve a ideia da insulina há 100 anos, com 2022 marcando o centenário de seu uso inovador. 

Fonte: goodnewsnetwork.org

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CAPACIDADE DAS ÁRVORES CHINESAS DE EXTRAIR DIÓXIDO DE CARBONO DA ATMOSFERA É RECALCULADA POR CIENTISTAS

 

As florestas da China que absorvem mais poluentes do que se imaginava

Cientistas recalcularam capacidade das árvores chinesas de extrair dióxido de carbono da atmosfera

INTERNACIONAL

por BBC NEWS BRASIL

Alguns plantios de árvores surgiram do desejo de estabelecer indústrias de madeira e papel

A política agressiva da China de plantio de árvores provavelmente está desempenhando um papel significativo na moderação dos impactos climáticos do país.

Uma equipe internacional identificou duas áreas chinesas onde a escala de absorção de dióxido de carbono por novas florestas foi subestimada.

Juntas, essas áreas respondem por pouco mais de 35% de toda a captura de carbono da China, diz o grupo.

A análise dos pesquisadores, baseada em observações terrestres e por satélite, foi publicada na revista científica Nature.

O sequestro de carbono ocorre quando um reservatório — como florestas — absorve mais carbono do que o libera, reduzindo assim a concentração de CO2 na atmosfera.

A China é a maior emissora mundial de dióxido de carbono produzido pelo homem, responsável por cerca de 28% das emissões globais.

Mas, recentemente, o país declarou a intenção de atingir o pico dessas emissões antes de 2030 e então passar para a neutralidade de carbono até 2060.

As especificações de como o país alcançaria essas metas não são claras, mas inevitavelmente devem incluir não apenas reduções drásticas no uso de combustíveis fósseis,como também formas de retirar o carbono da atmosfera.

“Alcançar a meta de carbono zero da China até 2060, recentemente anunciada pelo presidente chinês Xi Jinping, envolverá uma grande mudança na produção de energia e também o crescimento de reservatórios de sequestro de carbono sustentáveis”, diz o coautor do estudo, Yi Liu, do Instituto Atmosférico Física (IAP), da Academia Chinesa de Ciências, em Pequim.

“As atividades de florestamento descritas no artigo [da Nature] desempenharão um papel importante para atingir essa meta”, acrescenta ele à BBC News.

O aumento das matas na China já é evidente há algum tempo. Bilhões de árvores foram plantadas nas últimas décadas para combater a desertificação e a perda de solo e para estabelecer indústrias vibrantes de madeira e papel, mas até agora estimava-se que seu efeito tivesse sido pouco exprressivo.

O novo estudo refina as estimativas de quanto CO2 todas essas árvores extras podem absorver à medida que crescem.

A última análise examinou uma série de fontes de dados. Eles compreendiam registros florestais, medições de monitoramento remoto por satélite da vegetação verde, disponibilidade de água no solo; e observações de CO2, novamente feitas do espaço, mas também por amostragem direta do ar no nível do solo.

“A China é um dos maiores emissores globais de CO2, mas o quanto é absorvido por suas florestas é muito incerto”, diz o cientista do IAP Jing Wang, principal autor do relatório.

“Trabalhando com dados de CO2 coletados pela Administração Meteorológica Chinesa, fomos capazes de localizar e quantificar quanto CO2 é absorvido pelas florestas chinesas.”

As duas áreas de sequestro de carbono até então subestimadas estão concentradas no sudoeste da China, nas províncias de Yunnan, Guizhou e Guangxi; e seu nordeste, particularmente nas províncias de Heilongjiang e Jilin.

A biosfera terrestre sobre o sudoeste da China, de longe a maior região individual de absorção, representa um sequestro de cerca de -0,35 petagramas por ano, representando 31,5% do sequestro de carbono terrestre chinês.

Um petagrama equivale a 1 bilhão de toneladas.

A biosfera terrestre sobre o nordeste da China, dizem os pesquisadores, é sazonal, por isso absorve carbono durante a estação de cultivo, mas emite carbono em outras ocasiões. Seu saldo líquido anual é de aproximadamente — 0,05 petagramas por ano, representando cerca de 4,5% do sequestro de carbono da China.

Para colocar esses números em contexto, a China estava emitindo 2,67 petagramas de carbono como consequência do uso de combustível fóssil em 2017.

O coautor Paul Palmer, professor da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, disse que o tamanho dos reservatórios da floresta pode parecer surpreendente, mas apontou a concordância muito boa entre as medições espaciais e em terra como razão para confiar na análise.

“Declarações científicas ousadas devem ser apoiadas por grandes quantidades de evidências e isso é o que fizemos neste estudo”, diz o cientista do Centro Nacional de Observação da Terra NERC à BBC News.

“Reunimos uma série de evidências baseadas em dados terrestres e de satélite para formar uma narrativa consistente e robusta sobre o ciclo do carbono chinês.”

O professor Shaun Quegan, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, estuda o equilíbrio de carbono da Terra, mas não esteve envolvido nesta pesquisa.

Ele diz que a descoberta no nordeste na China não foi uma surpresa para ele, mas sim o foi a da área sudoeste. Adverte, porém, que a capacidade das novas florestas de atrair carbono diminui com o tempo, à medida que a taxa de crescimento delas diminui e os sistemas adotam um estado mais estável.

“Este artigo (científico) ilustra claramente como várias fontes de evidências de dados espaciais podem aumentar nossa confiança nas estimativas de fluxo de carbono com base em dados esparsos de solo”, diz ele.

“Isso é um bom presságio para o uso da nova geração de sensores espaciais para ajudar os esforços das nações a cumprir seus compromissos sob o Acordo de Paris.”

Quegan é o principal cientista da próxima missão europeia Biomass, uma nave de radar que irá “pesar” florestas. Ela será capaz de dizer onde exatamente o carbono está sendo armazenado, seja nos troncos das árvores, no solo ou em outro lugar.

Outro projeto de satélite futuro digno de nota nesse contexto é a missão EU Sentinel (atualmente codinome CO2M), para medir CO2 na atmosfera em resolução muito alta.

Richard Black é diretor da Energy and Climate Intelligence Unit (ECIU), uma organização sem fins lucrativos que trabalha com questões de mudança climática e energia.

Diz ele: “Com a China estabelecendo sua ambição de emissão zero, é obviamente crucial saber o tamanho do sequestro nacional de carbono, então este é um estudo importante”.

“No entanto, embora o reservatório da floresta seja maior do que se pensava, ninguém deve confundir isso como uma forma de ‘passe livre’ para se chegar à emissão zero. Por um lado, a absorção de carbono será necessária para compensar as emissões contínuas de todos os gases de efeito estufa, não apenas CO2; por outro, o balanço de carbono das florestas da China pode ser comprometido pelos impactos das mudanças climáticas, como estamos vendo agora em lugares como Califórnia, Austrália e Rússia. ”

 

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BOAS NOTÍCIAS: UM TIPO DE ERVA DANINHA CONSEGUIU INTERROMPER O CRESCIMENTO DAS CÉLULAS DE CÂNCER DE MAMA

Cientistas estudam a planta há mais de uma década e agora o resultado da pesquisa foi publicado na revista científica New Phytologist. Uma pesquisa inovadora que vem do Reino Unido, cujos cientistas estudam uma planta há mais de uma década, concluiu que  e a tal erva daninha conseguiu interromper o crescimento das células do câncer de mama. planta é pequena e nativa da Europa e Ásia. É uma planta herbácea da família das Brassicaceae, a mesma da mostarda. Então te convido a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa incrível descoberta!

Erva daninha impede que câncer de mama se espalhe: estudo

Um tipo de erva daninha conseguiu interromper o crescimento das células do câncer de mama.

Cientistas estudam a planta há mais de uma década e agora o resultado da pesquisa foi publicado na revista científica New Phytologist.

A pesquisa inovadora vem do Reino Unido e a planta é a Arabidopsis thaliana, que tem flor, é pequena e nativa da Europa e Ásia.

É uma planta herbácea da família das Brassicaceae, a mesma da mostarda.

Bloqueio do câncer

As folhas foram tratadas com o hormônio vegetal jasmonato, uma substância descoberta no jasmim que aumenta as respostas das plantas ao estresse.

Em seguida, eles incubaram as folhas tratadas com células de câncer de mama.

Os pesquisadores descobriram que não apenas as células cancerosas pararam de crescer, mas as células normais permaneceram inalteradas.

Isso é significativo porque o uso da planta no tratamento do câncer de mama pode potencialmente levar a um tempo de recuperação mais rápido e menos efeitos secundários para pacientes submetidas a tratamento químico.

Novos tratamentos

A professora Alessandra Devoto, do Departamento de Ciências Biológicas da Royal Holloway University, vem conduzindo essa pesquisa desde 2006.

O trabalho também tem colaboração da Dra. Amanda Harvey, da Brunel University London, e do Prof Nicholas Smirnoff da Universidade de Exeter.

Eles também descobriram mecanismos moleculares associados às mudanças nas células do câncer de mama.

Isso vai permitir o desenvolvimento de novos tratamentos.

“Estou realmente entusiasmada por ter descoberto o incrível impacto que esta planta despretensiosa tem nas células do câncer de mama. A descoberta prova que mesmo as plantas que não tem características medicinais podem funcionar para o tratamento do câncer”, disse a professora Alessandra Devoto.

A doutora Harvey e o Professor Smirnoff acrescentaram:

“Isso também servirá para outras doenças e para o progresso desta pesquisa, obtendo mais financiamento para beneficiar a sociedade de forma mais ampla”, concluíram.

Com informações do GNN

Fonte: Só Notícia Boa

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: CRIANDO UM MERCADO MAIOR PARA MATERIAIS RESIDUAIS, CIENTISTAS TRANSFORMAM RESÍDUOS DE PLÁTICOS EM MERCADORIAS VALIOSA

Uma nova tecnologia desenvolvida por uma equipe de pesquisa internacional pode ser uma solução inovadora para resolver o problema do plástico que hoje é jogado fora. Essa nova tecnologia cria uma economia circular na qual os recursos são reutilizados, ao invés de serem jogados fora, transformando assim o plástico em mercadoria valiosa. Então veja o artigo completo a seguir e conheça os detalhes!

Cientistas transformam resíduos de plástico em mercadorias valiosas, criando um mercado maior para materiais residuais

Por mais que o plástico tenha sido difamado nos últimos anos, ele foi, na verdade, uma invenção notável para a humanidade, permitindo-nos criar materiais exclusivos para itens essenciais e necessidades diárias. O problema é que grande parte disso acaba em aterros sanitários e nos oceanos.

A melhor maneira de lidar com o plástico hoje é criar uma economia circular na qual os recursos possam ser reutilizados, em vez de jogados fora – e uma nova tecnologia desenvolvida por uma equipe de pesquisa internacional pode ser uma solução inovadora para resolver o problema.

Na edição de outubro da revista Nature Catalysis , cientistas de Oxford e outras universidades do Reino Unido, em colaboração com grupos de pesquisa na China e na Arábia Saudita, anunciaram que desenvolveram um método simples para recuperar produtos químicos valiosos de resíduos plásticos, para que os recicladores possam têm um meio de ganhar mais dinheiro com a coleta de resíduos plásticos.

De acordo com o estudo , o novo processo da equipe envolve a quebra do plástico em seus componentes moleculares, “pulverizando-o” e usando microondas. Isso pode liberar os principais componentes de materiais plásticos, incluindo hidrogênio e carbono puro, que podem então formar produtos de alto valor, como nanotubos de carbono.

Para realizar essa façanha, a equipe usou um novo conjunto de catalisadores – uma palavra sofisticada para materiais que estimulam reações químicas subsequentes.

Normalmente, o equipamento de reciclagem de resíduos aquece o próprio plástico para derretê-lo. Nesse caso, no entanto, os pesquisadores primeiro aqueceram sua mistura característica de catalisadores, o que impulsionou o processo de conversão de maneiras novas e fascinantes.

Entre 30 a 90 segundos depois, a equipe descobriu que seu processo de conversão rápida de uma etapa produziria produtos químicos úteis. O hidrogênio que eles obtiveram era 97% puro, fornecendo uma grande fonte potencial de combustível de hidrogênio limpo – e o carbono que eles obtiveram foi trabalhado em nanotubos de carbono de alto valor, um material de engenharia de última geração que é incrivelmente durável, mas leve. Esses materiais, em conjunto, podem fornecer um fluxo de receita crucial para os recicladores.

Um dos pesquisadores, o professor Peter Edwards, do Departamento de Química de Oxford , disse: “Isso abre uma área de catálise inteiramente nova em termos de seletividade e oferece uma rota potencial para o desafio do Armagedom de resíduos de plástico, particularmente em países em desenvolvimento como um só caminho para a economia do hidrogênio – efetivamente permitindo-lhes dar um salto no uso exclusivo de combustíveis fósseis. ”

É importante ter em mente que a equipe citada aqui usou apenas um pequeno conjunto de amostra de resíduos plásticos. No entanto, eles acreditam que o processo pode ser dimensionado significativamente para um nível industrial.

Fonte: goodnewsnetwork.org

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BOAS NOTÍCIAS: CIENTISTAS EUROPEUS DESCOBRIRAM UMA FLORESTA DESCONHECIDA NO DESERTO DO SAARA

No cumprimento do dever de trazer BOAS NOTÍCIAS todos os dias para você, nesta quarta-feira temos uma notícia muito especial. Quando se pensava ter mapeado todos os recantos deste incrível planeta, cientistas europeus acabam de descobrir um verdadeiro oasis em pleno deserto do Saara. Uma floresta desconhecida com mais de 1,8 bilhão de árvores e arbustos, com coroas que medem maiores que 3 metros quadrados. Então convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer essa fantástica descoberta nos detalhes!

Floresta desconhecida no deserto do Saara é descoberta por satélite

Por redação

Arvores no Saara - Foto: Dr. Martin BrandtArvores no Saara – Foto: Dr. Martin Brandt

Cientistas europeus descobriram uma floresta desconhecida em pleno deserto do Saara, na África, com a ajuda de imagens de satélites de alta precisão e tecnologia de inteligência artificial.

No meio do local árido, foi encontrada uma área verde com 1,8 bilhão de árvores e arbustos, com coroas que medem maiores que 3 metros quadrados.

“Foi uma grande surpresa descobrir que algumas árvores são capazes de crescer no deserto do Saara, uma região onde a maioria das pessoas acreditava que isso não seria possível – até agora… Contamos milhões de árvores no meio de um deserto”, disse Martin Brandt, geógrafo da Universidade de Copenhagen que liderou o estudo.

Como

Martin e uma equipe de pesquisadores da Alemanha, França, Senegal, Bélgica e da Nasa explicaram à revista científica Nature que eles usaram inteligência artificial e imagens de satélites precisas. Direto espaço, as câmeras conseguiram identificar objetos com menos de meio metro de diâmetro.

“Árvores fora das áreas ocupadas por florestas não são comuns dentro dos modelos climáticos comuns e sabemos muito pouco sobre a sua capacidade de estocar carbono. Elas são um elemento desconhecido no ciclo do carbono”, explica Martin.

“Estas árvores são um ponto a ser entendido e um elemento desconhecido no ciclo global de carbono”, diz o dr. Martin Brandt.

Mais árvores

O total de árvores contabilizadas nas regiões do Saara e Sahel pode ser maior ainda, já que o satélite não conseguiu identificar árvores com uma copa menor do que 3 metros quadrados.

Esta descoberta é mais uma surpresa que a natureza e as árvores oferecem à ciência. Nos últimos anos, cientistas fizeram um censo de quantas árvores existem no mundo e chegaram ao número aproximado de 3 trilhões.

Também foram contabilizados os diferentes tipos de árvores e o número ultrapassou 60 mil.

“Sem esta tecnologia, não poderíamos ter descoberto e mensurado o tamanho desta floresta. Acredito que este pode ser o início de uma nova era nas pesquisas científicas”, concluiu o Dr Brandt.

Fonte: sonoticiaboa.com.br

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CIÊNCIAS: COM VIRUS E BACTÉRIAS EM ALTA CIENTISTAS ESTÃO CRIANDO SUPERFICIES À PROVA D’AGUA PARA EVITAR DISSEMINAÇÃO

Para aqueles que não acreditam ou duvidam que Deus existe aproveitem para ler esse artigo maravilhosa que mostra o quão tecnológico e super, ultra, mega desenvolvida é a fauna e flora desse planeta, cujos animais servem de inspiração para o homem desenvolver as suas tecnologias e superar os graves problemas que surgem e afligem a humanidade, como é o caso da pandemia do coronavírus. Então leia o texto completo a seguir, reflita e tire suas conclusões!

Os cientistas estão criando superfícies à prova d’água com base na natureza que também repelem bactérias

Com as preocupações sobre vírus e bactérias em alta, os cientistas começaram a procurar novas maneiras de impedir sua disseminação – e estão olhando para o mundo natural com um olho para copiar os designs da natureza.

Uma estratégia tem sido criar superfícies tão repelentes à umidade que esses micróbios não encontrem nada em que possam se agarrar. Essas superfícies são chamadas de hidrofóbicas (“ódio à água”), e os pesquisadores estão procurando imitar os materiais naturais produzidos por animais que podem repelir a água de forma muito eficaz – e também as bactérias.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign e do Laboratório de Pesquisa em Engenharia de Construção do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA identificou uma maneira mais rápida e barata de produzir essas superfícies.

A folha de lótus é um exemplo particularmente famoso de um material hidrofóbico, mas os cientistas também descobriram que as asas da cigarra são naturalmente repelentes de água. Marianne Alleyne, professora de entomologia da Universidade, co-liderou um novo estudo sobre como podemos fabricar a mesma estrutura de superfície de forma barata e rápida.

No estudo publicado na Nano Letters , Alleyne e seus colegas apresentaram uma versão simplificada de um processo de fabricação chamado litografia de nanoimpressão. Com esse processo, a equipe desenhou um template para copiar a estrutura das asas do Neotibicen pruinosus, uma cigarra anual encontrada na região central dos Estados Unidos.

“Escolhemos trabalhar com asas dessa espécie de cigarra porque nosso trabalho anterior demonstra como as complexas nanoestruturas em suas asas fornecem uma excelente capacidade de repelir água. Essa é uma propriedade altamente desejável que será útil em muitas aplicações de engenharia de materiais, de asas de aeronaves a equipamentos médicos ”, disse Alleyne .

O novo processo da equipe envolve o uso de materiais mais baratos – esmaltes comerciais, por exemplo – em vez de materiais mais caros. A técnica também evita as altas temperaturas que prejudicariam as amostras naturais utilizadas por equipes no passado.

Para fazer o molde, que pode ser copiado e impresso, a equipe aplica um esmalte de secagem rápida diretamente na asa de uma cigarra, que depois seca em temperatura ambiente. Depois de concluído, o molde pode ser revestido com um polímero ou metal, com o interior dissolvido, deixando apenas a réplica de metal ou polímero.

Este método mais novo e simples é o primeiro passo para a invenção de novas superfícies ultra-hidrofóbicas com uma variedade de aplicações, a mais importante das quais pode ser a prevenção de bactérias e vírus de se estabelecerem e se espalharem.

Fonte: goodnewsnetwork.org

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CIENCIA: O PRIMEIRO RECIFE DE CORAL DESCOBERTO EM 120 ANOS DEIXA CIENTISTAS ENTUSIASMADOS

Um monstruoso recife de corais, mais alto do que o Empire State Building,  foi o primeiro a ser descoberto, em 120 anos de pesquisas, pelo Schmidt Ocean Institute, ao norte da Grande Barreira de Corais. A parte mais superficial do coral está a 40 metros de profundidade. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa importante descoberta.

Cientistas ‘entusiasmados’ após encontrarem um enorme recife de coral – o primeiro recife a ser descoberto em 120 anos

 

Os cientistas descobriram um enorme recife de coral separado que fica mais alto do que o Empire State Building – e é o primeiro recife a ser descoberto em mais de 120 anos.

O Schmidt Ocean Institute fez sua descoberta inovadora no início desta semana, quando encontraram a estrutura natural na Grande Barreira de Corais.

Medindo mais de 500 metros de altura (1.600 pés) de altura, que também é mais alto que a Sydney Tower e as Petronas Twin Towers, o recife foi descoberto por cientistas australianos a bordo do navio de pesquisa Falkor do instituto, atualmente em uma exploração oceânica de 12 meses em torno da Austrália.

O recife foi encontrado pela primeira vez em 20 de outubro, quando uma equipe de cientistas liderada pelo Dr. Robin Beaman estava conduzindo um mapeamento subaquático do fundo do mar ao norte da Grande Barreira de Corais. Vários dias depois, a equipe conduziu um mergulho usando o robô subaquático do Schmidt Ocean Institute, SuBastian, para explorar o novo recife.

O mergulho foi transmitido ao vivo, com a alta-resolução imagens vistas pela primeira vez e transmitido no Instituto Oceano Schmidt site e canal do YouTube.

A base do recife em forma de lâmina tem 1,5 km (1 milha) de largura antes de chegar à sua profundidade mais rasa de apenas 40 metros (130 pés) abaixo da superfície do mar.

Este recife separado recém-descoberto adiciona-se aos outros sete recifes altos separados na área, mapeados desde o final de 1800, incluindo o recife na Ilha Raine – a área de nidificação de tartarugas verdes mais importante do mundo.

“Esta descoberta inesperada afirma que continuamos a encontrar estruturas desconhecidas e novas espécies em nosso oceano”, disse Wendy Schmidt, co-fundadora do Schmidt Ocean Institute. “O estado de nosso conhecimento sobre o que há no oceano é muito limitado. Graças às novas tecnologias que funcionam como nossos olhos, ouvidos e mãos no fundo do oceano, temos a capacidade de explorar como nunca antes. Novas paisagens oceânicas estão se abrindo para nós, revelando os ecossistemas e diversas formas de vida que compartilham o planeta conosco. ”

“Estamos surpresos e entusiasmados com o que encontramos”, disse o Dr. Beaman. “Não só mapear o recife em 3D em detalhes, mas também ver visualmente essa descoberta com SuBastian é incrível. Isso só foi possível graças ao compromisso do Schmidt Ocean Institute de conceder tempo de navio aos cientistas da Austrália. ”

A descoberta deste novo recife de coral soma-se a um ano de descobertas subaquáticas do Schmidt Ocean Institute. Em abril, os cientistas descobriram a criatura marinha mais longa registrada : um sifonóforo de 45 metros no Canyon Ningaloo, além de mais 30 novas espécies.

Em agosto, os cientistas descobriram cinco espécies não descritas de corais negros e esponjas e registraram a primeira observação da Austrália de peixes-escorpião raros nos Parques Marinhos do Mar de Coral e da Grande Barreira de Coral. E o ano começou com a descoberta, em fevereiro, de jardins de corais e cemitérios em águas profundas no Bremer Canyon Marine Park.

“Encontrar um novo recife de meio quilômetro de altura na área costeira de Cape York da famosa Grande Barreira de Corais mostra como o mundo é misterioso logo além de nossa costa”, disse a Dra. Jyotika Virmani, diretora executiva do Schmidt Ocean Institute . “Esta poderosa combinação de dados de mapeamento e imagens subaquáticas será usada para entender este novo recife e seu papel dentro da incrível Área de Patrimônio Mundial da Grande Barreira de Corais.”

As profundezas ao norte da viagem da Grande Barreira de Corais continuarão até 17 de novembro como parte da campanha mais ampla de um ano do Schmidt Ocean Institute na Austrália. Os mapas criados estarão disponíveis através do AusSeabed, um programa nacional australiano de mapeamento do fundo do mar, e também contribuirão para o Projeto GEBCO Seabed 2030 da Fundação Nippon.

ASSISTA a filmagem de descoberta da transmissão ao vivo abaixo …)

Fonte: .goodnewsnetwork.org

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TIJOLO ECOLÓGICO FEITO COM RESÍDUOS DE SAL É DESENVOLVIDO POR CIENTISTAS DA UFRN

Por G1 RN

 

Tijolo ecológico foi produzido por cientistas da UFRN — Foto: UFRNTijolo ecológico foi produzido por cientistas da UFRN — Foto: UFRN

Cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) anunciaram nesta sexta-feira (23) que desenvolveram um tijolo solo-cimento ecológico, que é produzido através de um resíduo proveniente da produção de sal. O produto resultante do estudo rendeu um pedido de patente da instituição.

O tijolo ecológico é feito a partir da combinação de cimento, solo laterítico e carago, que é o resíduo da produção do sal. Em função desse último elemento, os pesquisadores da UFRN acreditam que a descoberta pode ter um impacto também econômico no estado, já que o RN concentra 95% da produção de sal do Brasil.

“O resíduo incorporado da indústria salineira é o carago, a primeira camada que se forma nos tanques de evaporação. No momento da colheita do sal, ele não é utilizado, ficando em pilhas nas salinas, sem um destino correto”, explicou Priscylla Cinthya Alves Gondim, uma das inventoras.

“Além da importância tecnológica da inovação e da relevância econômica, há também o aspecto da sustentabilidade, pois provoca a diminuição de impactos ambientais”.

A pesquisadora explicou que o carago foi analisado durante um ano, através de ensaios, momentos nos quais o resíduo foi inserido no tijolo com oito composições diferentes e testes seguindo as normas da ABNT.

Segundo Priscylla, a melhor dessas oito produções foi escolhida para a solicitação da patente, mas “em todas as composições obtivemos excelentes resultados, cerca de três vezes a mais que a resistência padrão exigida pela norma”.

Os materiais se mostraram viáveis em alvenaria de vedação, ou seja, as que são dimensionadas para suportar o próprio peso. Além da UFRN, participam da pesquisa os Institutos Federais do RN e de Alagoas.

Produção de baixo custo

Segundo o grupo de cientistas da UFRN, o tijolo ecológico pode ser utilizado para construção de casas populares e proporcionar maior acesso à moradia para populações de baixa renda.

Isso porque a elaboração do produto é realizada de forma simples, através da confecção de um material de baixo custo e de fácil produção, além de não necessitar de mão de obra qualificada.

O pesquisador Wilson Acchar, que supervisiona o Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia dos Materiais da UFRN, explicou que a combinação do carago – que é uma substância de dimensão grossa e lamelar – com o cimento e o solo laterítico – ambos com granulometrias fina e esférica – deu um bom empacotamento ao material formado.

De acordo com o pesquisador, isso melhorou a coesão entre as partículas, facilitando o trabalho com o material.

No aguardo do patenteamento, a pesquisadora Priscylla Gondim diz que isso significa que o “produto foi eficiente e eficaz” e “que poder ser replicado e inserido no mercado”.

Pedido de patente

Segundo a UFRN, o pedido de patente do tijolo integra o portfólio da vitrine tecnológica da instituição ao lado de quase 300 outras novas tecnologias. Segundo publicação de setembro do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), a UFRN foi, em 2019, uma das 15 instituições com mais pedidos de patentes no Brasil.

Além de Wilson e Priscylla, integram o grupo de inventores do tijolo ecológico Sheyla Karolina Justino Marques e João de Medeiros Dantas Neto.

Fonte: G1 RN

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ANÁLISE POLÍTICA: A IMUNIDADE DE REBANHO E ADRILLES JORGE TINHA RAZÃO!

O destaque desta quarta-feira, aqui na coluna ANÁLISE POLÍTICA é a Carta aberta assinada por mais 6 mil cientistas e médicos defendendo a estratégia de imunidade de rebanho através de estratégia de “proteção forçada” e isolamento vertical, onde ocorre o isolamento de idosos e grupos de riscos, permitindo a circulação de jovens para espalhar o vírus e estimular a imunização. Os cientistas também defendem que o isolamento teria prejuízos na saúde pública. Veja o debate da bancada do Morning Show e quem tinha razão o tempo todo!

Fonte:

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CIÊNCIAS: VIDA NA SUPERFÍCIE DE VENUS?

Em 1967 o cientista Carl Sagan escreveu um artigo na renomada Revista Nature com o título “Vida na superfície de Venus?” e pareceque agora a sua pergunta será respondida ou foi respondida, já que cientistas de diversas nacionalidades confirmaram a presença de gás gás de fosfina na atmosfera do planeta. Evidência que confirma sinal de vida em Vênus. Então, seja curioso(a) e leia o artigo completo a seguir para  conhecer os detalhes desta importante descoberta!

Cientistas encontram possível sinal de vida em Vênus

Cientistas de diversas nacionalidades anunciaram nesta segunda-feira, 14, a descoberta da presença do gás de fosfina na atmosfera do planeta

Pesquisadores encontraram sinal de vida em Vênus, que fica a cerca de 41 milhões de quilômetros distante da Terra, o planeta mais próximo do nosso. Os cientistas de diversas nacionalidades anunciaram nesta segunda-feira, 14, a descoberta da presença do gás de fosfina na atmosfera do planeta — o que pode indicar a presença de seres vivos no local (mas não deixe sua imaginação ir muito longe). A pesquisa foi publicada na prestigiada revista científica Nature Astronomy.

A fosfina, um gás altamente tóxico, é composto por hidreto de fósforo e é comumente utilizado em inseticidas na Terra, uma vez que não é encontrado em seu estado natural por aqui. Não se sabe a origem da substância em Vênus, mesmo depois de várias análises e mais estudos devem ser feitos para garantir a descoberta, que não deixa de ser um marco importante para a ciência. Segundo os cientistas, a fosfina na Terra é produzida por micróbios anaeróbicos (sem oxigênio) — e o mesmo pode ser verdade para o planeta quente, que beira os 462,2º graus celsius. Os astrônomos ainda não coletaram espécimes de micróbios de Vênus e não têm imagens deles.

“Essa descoberta é muito interessante porque no momento esse composto só é fabricado na Terra via algum ser vivo”, conta Janot Pacheco do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas – IAG da Universidade de São Paulo (USP). “Mas pode ser a mesma coisa que o metano encontrado em Marte. No planeta vermelho, as sondas encontraram algumas concetrações grandes de metano que podiam ter ligação com a vida, mas não descobriu nada ainda”, explica. “Em Vênus as temperaturas são extremamente variáveis, então você pode achar um lugar na atmosfera onde a bactéria pode viver. Assim como na Terra. A ideia mais sensacional é que essa bactéria deve viver em uma temperatura de 0 a 30 graus e produz essa fosfina”, conclui.

Mas isso significa que temos semelhantes vivendo em um planeta próximo ao nosso? Ainda não. O que a pesquisa dos cientistas indica é que podem existir micróbios em Vênus, indício mais forte encontrado sobre vida em Vênus até o momento.

Alguns pesquisadores têm questionado a hipótese levantada pelos cientistas e sugerem que o gás pode ter sido resultado de diversos processos geológicos. A descoberta, entretanto, pode mudar o foco dos cientistas para Vênus, planeta que foi ignorado nos últimos anos por pesquisadores no mundo todo, cujo foco era sempre voltado para Marte.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas usaram o telescópio James Clerk Maxwell, no Havaí, e o telescópio Atacama, no Chile. Os cientistas eram da Universidade de Manchester, Cardiff e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, e também teve a participação da Universidade de Kyoto.

A história toda parece tirada direto do apontamento feito pelo cientista Carl Sagan, que escreveu um artigo, também na Nature, em 1967, com o título de “vida na superfície de Vênus?”. A pergunta do renomado cientista pode, então, ser respondida em breve.

Fonte: Exame

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SAÚDE: 1 PARECE QUE ACABOU A BUSCA POR UM PRODUTO QUE SUBSTITUA A CARTILAGEM HUMANA

Cientistas da Universidade de Stanford finalmente descobrem uma solução para o desgaste da cartilagem humana e é o destaque da coluna SAÚDE desta sexta-feira. Esses cientistas fizeram ainda melhor do que substituir a cartilagem. Eles conseguiram uma forma de regenerá-la. Leia o artigo completo a seguir e fique por dentro de mais esse grande avanço da ciência.

Cientistas conseguem fazer cartilagem crescer em cobaias

Redação do Diário da Saúde

Cientistas conseguem fazer cartilagem crescer em cobaias

Só recentemente os cientistas descobriram como fazer a cartilagem humana se recuperar.
[Imagem: Feichen Yang]

Desenvolvendo cartilagem natural

Não é de hoje que estamos em busca de um produto para substituir a cartilagem humana, que se desgasta e deixa consequências debilitantes.

Matthew Murphy e colegas da Universidade de Stanford (EUA) fizeram melhor: Eles descobriram uma maneira de regenerar a cartilagem humana que facilita o movimento entre os ossos.

A perda dessa camada de tecido escorregadia e absorvente de choque, chamada cartilagem articular, é responsável por muitos casos de dor nas articulações e artrite.

A equipe descobriu como regenerar a cartilagem articular usando sinais químicos para orientar o crescimento das células-tronco esqueléticas conforme as lesões na cartilagem cicatrizam – nos humanos, essas microlesões ocorrem no processo de desgaste da substância.

“A cartilagem tem potencial regenerativo praticamente zero na idade adulta, então, uma vez ferida ou desgastada, o que podemos fazer pelos pacientes tem sido muito limitado. É extremamente gratificante encontrar uma maneira de ajudar o corpo a regenerar este importante tecido,” disse o professor Charles Chan, coordenador da equipe.

Fazendo a cartilagem crescer

O trabalho se baseia em pesquisas anteriores que resultaram no isolamento da célula-tronco esquelética, uma célula que se auto-renova e também é responsável pela produção de ossos, cartilagens e um tipo especial de célula que ajuda as células do sangue a se desenvolverem na medula óssea.

Naquele trabalho anterior, a equipe constatou que, à medida que o osso se desenvolve, as células devem primeiro passar por um estágio de cartilagem, antes de se transformar em osso. Eles tiveram então a ideia de que poderiam encorajar as células-tronco esqueléticas da articulação a iniciar um caminho para se tornarem osso, mas interromper o processo no estágio de cartilagem.

O experimento consistiu em usar uma substância, chamada proteína morfogenética óssea 2 (BMP2) para iniciar a formação óssea após a microfratura. O processo foi interrompido no meio do caminho usando uma outra substância, que bloqueou uma molécula sinalizadora importante na formação óssea, chamada fator de crescimento endotelial vascular (VEGF).

“Chegamos a uma cartilagem feita do mesmo tipo de células da cartilagem natural, com propriedades mecânicas comparáveis, ao contrário da fibrocartilagem que geralmente obtemos,” contou Chan. “Ela também restaurou a mobilidade de camundongos com osteoartrite e reduziu significativamente sua dor.”

Além dos camundongos, o processo funcionou em tecidos humanos em laboratório. Com isto, o próximo estágio da pesquisa será conduzir experimentos semelhantes em animais maiores e, tendo êxito, iniciar os testes clínicos em humanos.

Checagem com artigo científico:

Artigo: Articular cartilage regeneration by activated skeletal stem cells
Autores: Matthew P. Murphy, Lauren S. Koepke, Michael T. Lopez, Xinming Tong, Thomas H. Ambrosi, Gunsagar S. Gulati, Owen Marecic, Yuting Wang, Ryan C. Ransom, Malachia Y. Hoover, Holly Steininger, Liming Zhao, Marcin P. Walkiewicz, Natalina Quarto, Benjamin Levi, Derrick C. Wan, Irving L. Weissman, Stuart B. Goodman, Fan Yang, Michael T. Longaker, Charles K. F. Chan
Publicação: Nature Medicine
DOI: 10.1038/s41591-020-1013-2

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