Holopensene

Como o Holopensene Influencia a Evolução Consciencial

Neste artigo trago a você meu(inha) caro leitor(a) uma oportunidade de mergulhar mais fundo na conscienciologia e verificar até que ponto esse mergulho faz sentido em sua realidade atual como consciência em evolução. Então, Holopensene é um dos conceitos mais reveladores quando o assunto é evolução consciencial, pois nos mostra que nunca evoluímos isoladamente. Vivemos imersos em holopensenes que influenciam, a cada instante, nossos pensamentos, sentimentos e energias conscienciais. Compreender o holopensene é, portanto, essencial para quem deseja assumir de fato o protagonismo da própria trajetória evolutiva.

Entendendo o que É Holopensene

A palavra holopensene nasce da junção de dois elementos. “Holo” vem do grego hólos, significando todo, completo, inteiro. Já pensene é um neologismo proposto por Waldo Vieira para designar a unidade de manifestação prática da consciência, constituída pela integração indissociável de pensamento, sentimento e energia consciencial.

Sobretudo, é importante entender que o pensene individual não permanece necessariamente isolado. A união ou comunhão de pensenes pode formar um holopensene específico, constituindo uma atmosfera pensênica característica de determinado ambiente, grupo ou contexto. A Conscienciologia também reconhece o holopensene pessoal, constituído pelo conjunto de pensenes agregados e consolidados pela própria consciência.

Segundo essa concepção, cada ambiente, grupo social ou reunião de pessoas pode apresentar seu próprio holopensene, seja ele sadio, patológico, produtivo ou nocivo. Portanto, holopensene não é apenas uma abstração teórica, mas uma condição capaz de exercer influência sobre as manifestações, decisões e reações das consciências que dele participam.

Além disso, compreender o holopensene nos ajuda a perceber por que certos ambientes nos fazem sentir imediatamente mais leves, enquanto outros parecem produzir sensação de drenagem ou perda de energias conscienciais. Essa percepção é o primeiro passo para lidar conscientemente com os holopensenes que nos cercam.

O Grupocarma na Estrutura Holopensênica

Todavia, o holopensene não se forma necessariamente por acaso entre pessoas quaisquer. Segundo a Conscienciologia, as consciências podem se reunir em grupos evolutivos com os quais mantêm vínculos ao longo de ciclos pluriexistenciais, dentro da lei de causa e efeito, constituindo relações grupocármicas.

Esses grupos podem apresentar entre seus integrantes débitos, afinidades, vínculos assistenciais e tarefas evolutivas decorrentes de experiências anteriores. Consequentemente, o holopensene formado dentro desses grupos pode favorecer a manutenção de determinados padrões, conflitos e aprendizados que acompanham a trajetória multiexistencial das consciências.

Compreender essa ligação entre holopensenidade e grupocarmalidade muda a maneira como enxergamos certos relacionamentos difíceis. Afinal, algumas das tensões vividas em família, no trabalho ou em grupos sociais podem envolver reencontros grupocármicos e constituir oportunidades de interassistência, recomposição e evolução consciencial.

Por isso, reconhecer o grupo cármico ao qual pertencemos, ainda que intuitivamente e sempre sob o Princípio da Descrença, nos convida a agir com mais consciência dentro desses campos. Assim, podemos contribuir para transformar um holopensene estagnador em holopensene renovador e evolutivo.

A Influência do Meio na Manifestação Consciencial

Contudo, a influência do holopensene vai muito além dos vínculos grupocármicos: ela atravessa toda a nossa formação como seres humanos. Somos influenciados, em grande medida, pelo meio em que vivemos, pensamos e nos relacionamos diariamente.

A família em que nascemos, os grupos sociais que frequentamos, o ambiente de trabalho e até as redes que acessamos diariamente podem influenciar nossos valores e padrões pensênicos. Cada um desses espaços pode apresentar seu próprio holopensene, e podemos assimilar essas influências muitas vezes sem perceber.

Dessa forma, ambientes marcados por críticas constantes, competição desleal ou negatividade podem favorecer manifestações mais fechadas, reativas ou patológicas. Por outro lado, ambientes de cooperação, estudo e busca sincera pela evolução consciencial tendem a favorecer consciências mais abertas, lúcidas e receptivas ao crescimento evolutivo.

Sobretudo, reconhecer a influência do meio não significa aceitar passivamente as influências recebidas. Significa, isso sim, assumir responsabilidade sobre os ambientes que escolhemos frequentar e sobre o holopensene que ajudamos a construir em cada um deles. A conscin lúcida sabe escolher o holopensene para viver.

O Autodomínio perante a Holopensenidade

Portanto, chegamos a uma pergunta essencial: como exercer algum autodomínio perante a holopensenidade que nos envolve? O primeiro passo é o discernimento, a capacidade de perceber conscientemente a qualidade pensênica e energética de cada ambiente frequentado.

Além disso, práticas como a assepsia energética e a autopesquisa ajudam a manter maior autonomia diante de holopensenes patológicos ou desfavoráveis. A assepsia energética consiste em medidas destinadas a evitar a intrusão e a permanência de energias conscienciais patológicas em determinado holopensene.

Quanto mais lúcida e autodiscernidora a consciência, maior tende a ser sua autonomia perante as influências holopensênicas. Essa autonomia, contudo, não significa ausência de influência, mas capacidade crescente de reconhecer, avaliar e qualificar as próprias manifestações pensênicas.

Contudo, exercer autodomínio perante a holopensenidade não significa isolar-se do mundo, tampouco evitar todo tipo de convívio desafiador. Significa, sobretudo, escolher conscientemente onde investir tempo e energia, fortalecendo vínculos com holopensenes evolutivos e reduzindo a exposição aos que nos drenam ou favorecem padrões patológicos sem retorno assistencial.

A Responsabilidade pela Qualificação do Holopensene

Por fim, cada consciência tem a possibilidade de contribuir, com seus próprios pensenes, para a qualidade do holopensene que compartilha com outros. O holopensene pessoal, constituído pelo conjunto de pensenes agregados e consolidados pela consciência, também participa da composição dos ambientes e contextos nos quais ela se manifesta.

Assim, tornamo-nos também responsáveis pela qualificação dos ambientes que frequentamos e pelos holopensenes que ajudamos a construir. A partir da autopesquisa, do autodiscernimento e da qualificação pensênica, podemos contribuir para a formação de ambientes que favoreçam, em vez de dificultar, a evolução consciencial coletiva.

Dessa maneira, compreender o holopensene deixa de ser apenas um exercício teórico e passa a constituir ferramenta prática de autopesquisa, interassistencialidade e evolução consciencial.

Mantra do EU SOU

Eu Sou consciência lúcida, capaz de perceber os holopensenes que me envolvem. Eu Sou responsável pelos campos energéticos que ajudo a construir a cada dia. E Eu Sou parte de um grupo evolutivo, aprendendo com cada reencontro cármico. Então, Eu Sou produto do meio, mas também transformador consciente da minha realidade.

Wagner Braga

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