
2026 chegou trazendo lições
Não sei se vocês compartilham da mesma sensação, mas 2026 chegou apressado, quase atropelando quem ainda tentava se organizar para começar o ano. É como se a vida tivesse dado a largada antes mesmo de vestirmos a roupa da festa. Em poucos dias, acontecimentos de alcance mundial nos lembraram de uma verdade incômoda: nada é totalmente seguro, nada é permanente.
No Brasil, entre tantas manchetes, uma história chamou atenção e provocou indignação coletiva: o caso de Roberto, o jovem deixado para trás durante uma trilha no Pico do Paraná por alguém que se dizia sua amiga, Thauani.
O caso Roberto e o abandono na trilha
Roberto não era experiente em trilhas. Ainda assim, confiou. Confiou no convite, na companhia e, sobretudo, na amizade. Durante a subida, seu corpo deu sinais claros de exaustão. Vieram os enjoos, o cansaço extremo, a dificuldade para seguir adiante. Em situações assim, espera-se empatia, cuidado e responsabilidade. No entanto, o que houve foi o oposto. Ao encontrar um grupo de corredores, a amiga seguiu em frente, justificando que seu ritmo de atleta não comportava pessoas lentas.
Roberto foi deixado sozinho na mata. Sem comida, com frio e bebendo água de cachoeira, caminhou mais de 20 quilômetros, nadou, enfrentou o medo, a dor e o desconhecido até alcançar uma fazenda e receber ajuda. Sobreviveu porque decidiu não desistir.
O país acompanhou a história com apreensão. Surgiram julgamentos, suposições e medos. Cinco dias depois, veio o alívio: Roberto estava vivo. Emagrecido, desidratado, mancando, mas vivo. E essa vida preservada nos entrega lições que vão muito além do episódio em si.
Lições de vida que essa história nos ensina
A primeira delas é dura, mas necessária: nem toda companhia é abrigo. Há pessoas que caminham conosco enquanto o trajeto é confortável, mas desaparecem quando o percurso exige esforço, paciência e solidariedade. A segunda lição fala sobre responsabilidade. Em qualquer caminhada, seja na montanha ou na vida, não se pode abandonar quem já não consegue seguir sozinho. A famosa regra dos montanhistas, “não deixar ninguém para trás”, deveria ser, na verdade, uma regra humana.
Outra lição é sobre resistência. A vida, às vezes, nos deixa em trilhas inesperadas, cansados, feridos e com medo. Nesses momentos, somos confrontados com uma escolha silenciosa: parar ou continuar. Roberto continuou. Mesmo fraco, escolheu lutar, passo a passo, até salvar a própria vida.
Quantas vezes somos deixados para trás na vida?
E quantas vezes nós também somos deixados para trás? Por amigos, por promessas, por relações que julgávamos sólidas. Quantas vezes precisamos reunir forças que nem sabíamos possuir para seguir sozinhos?
Roberto sobreviveu para contar sua história. E ela nos lembra que confiar exige cuidado, que amizades se provam nas dificuldades e que, quando tudo falha, a fé e a coragem ainda podem nos manter de pé.
Um final que fica como reflexão
A literatura nos orienta a tomar os exemplos de vida que lemos nos grandes clássicos e aqui, devemos observar essa grande lição de vida através desse episódio real cujos personagens, um mocinho e uma vilã, nos ensinam: jamais confiar em qualquer pessoa e não desistir de lutar.
Talvez essa seja a maior lição que 2026 nos trouxe logo no início: nem sempre alguém vai caminhar ao nosso lado, mas enquanto houver força para dar mais um passo, ainda não é o fim do caminho.
E você, já se viu em alguma situação em que se sentiu sozinho? Como foi sua experiência? Comente abaixo!
Abraços.
Sim, querida.
Foi mesmo um caso marcante por tantos lados – quebra de confiança, resiliência, e muito mais.
A própria acompanhante relatou arrependimento em reportagem “Se eu não tivesse deixado ele, não tinha acontecido isso. Foi um grande aprendizado pra eu nunca mais fazer isso. Eu quebrei a regra, eu sabia dessa regra de que vai junto e volta junto, mas quebrei ela. Eu fui irresponsável em relação a isso […] Agora que encontraram ele eu vou pra casa, vou descansar […] Vou dar graças a Deus que ele está vivo e depois vamos ter uma conversa pessoal”
Essa marca ela levará para a vida.
Talvez a maior de todas as reflexões seja sobre a dualidade do ser humano.
Que possamos nunca abandonar nossos valores.