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OPINIÃO: VIVEMOS UMA DEMOCRACIA OU UMA ESCRAVIDÃO?

Caro(a) leitor(a),

A que custo vale a pena a Democracia?

Será que para se manter uma democracia vale a pena deixar o cidadão na penúria como ocorre no nosso país?

E se é assim estamos a caminho da liberdade tão pregada pela democracia ou estamos nos escravizando só para encher o peito e nos gabarmos que temos uma democracia pra inglês ver?

Não meus caros, na minha humilde visão não vale a pela esse custo Brasil para termos uma democracia. Ela pode, deve e tem total condição de existir, funcionar e nos orgulhar por muito menos do que se gasta hoje para mantê-la. Não podemos ter uma democracia a custa do escárnio dos próprios representantes. Isso é surreal e bizarro. Por isso, ao ler o artigo bem escrito a seguir faça uma reflexão, não aceite o que ai está e ajude o Brasil a sair dessa escravidão, desses valores invertidos e realmente passar a ser uma democracia que liberta!

O exorbitante e absurdo custo da democracia brasileira

Para encontrar esse valor, devemos somar os orçamentos totais da Câmara Federal, do Senado, da Câmara do DF, de 26 assembleias legislativas e das 5.570 câmaras municipais.

Acresça-se a essa conta os custos com Justiça Eleitoral, fundos partidário e eleitoral, horário eleitoral gratuito (pago por nós).

Como disse, não tenho os números exatos, mas seguramente ultrapassam R$ 50.000.000.000,00 anuais.

Sou a favor da democracia, fiadora de nossas liberdades. Parcela amplamente majoritária de nosso povo também o é, segundo pesquisas. Mas será fácil imaginar o quanto metade desse dinheiro, aplicado em infraestrutura ou deixado de onerar a atividade produtiva via impostos, faria pelo país.

Metade seria mais do que suficiente. Ainda mais se tivermos em vista que os legislativos, a maior parte desses custos, pouco fiscalizam os executivos e pouquíssimo agem para dar qualidade ao gasto público, pelo contrário. Propostas de racionalização de gastos são constantemente rejeitadas por nossos legisladores. O exercício do poder legislativo no Brasil já foi muito mais barato e muito mais eficiente. Já foi também mais representativo.

O eleitor vive distante dos eleitos para os legislativos, e isso começa por não se lembrar em quem votou. Para o cidadão comum, é quase irrelevante a ação dos legislativos, enquanto a dos partidos políticos é completamente irrelevante.

Tornar nossa democracia menos onerosa a quem produz, a quem trabalha, não a tornará pior. Pelo contrário: uma democracia vigorosa deve se pautar por não ser um peso demasiado aos viventes, sobretudo quando é evidente que está pesando demais e entregando de menos.

Vamos nos mobilizar para mudar isso? Os beneficiários diretos dos gastos públicos com a democracia não o farão enquanto observarmos passivos suas excelências se preocuparem apenas com si mesmas.

Não quero o fim da democracia. Quero seu fortalecimento, fortalecimento que passa por rever evidentes excessos.

Aurélio Schommer

Membro do Conselho Curador na Fundação Cultural do Estado da Bahia – Funceb e Membro Titular no Conselho Estadual de Cultura da Bahia.

Fonte: Jornal da Cidade On Line

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