SEGUNDO PRESIDENTE BOLSONARO, SEU COMPROMISSO É COM A CONSTITUIÇÃO, SOBERANIA, DEMOCRACIA E LIBERDADE

Por Filipe Matoso e Gustavo Garcia, G1 — Brasília

 

Bolsonaro destaca importância da democracia em pronunciamento sobre o 7 de Setembro
Bolsonaro destaca importância da democracia em pronunciamento sobre o 7 de Setembro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (7), em pronunciamento em rede nacional, que tem compromisso com a Constituição, com a preservação da soberania, com a democracia e com a liberdade.

O pronunciamento, sobre o Dia da Independência, foi gravado no Palácio da Alvorada (residência oficial) e durou cerca de três minutos.

“No momento em que celebramos essa data tão especial, reitero, como presidente da República, meu amor à Pátria e meu compromisso com a Constituição e com a preservação da soberania, democracia e liberdade, valores dos quais nosso país jamais abrirá mão”, afirmou o presidente.

Em outro trecho do pronunciamento, Bolsonaro afirmou que, nos anos 1960, “milhões de brasileiros” foram às ruas “contra um país tomado pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada”.

>> Leia a íntegra do pronunciamento ao final desta reportagem.

Em 1964, houve um golpe militar no Brasil. Durante a ditadura (1964-1985), o Congresso Nacional foi fechado, não houve eleição direta para presidente da República, a imprensa sofreu censura e opositores do governo foram presos e torturados.

Enquanto o pronunciamento de Bolsonaro era exibido, cidades brasileiras registraram panelaço contra o presidente (veja no vídeo abaixo).

Panelaços são registrados em quase todas regiões do país durante fala de Bolsonaro
Panelaços são registrados em quase todas regiões do país durante fala de Bolsonaro

Ato em Brasília

Mais cedo, nesta segunda-feira, Bolsonaro participou de um ato no Palácio da Alvorada em homenagem ao Dia da Independência (veja detalhes no vídeo abaixo).

O evento gerou aglomeração, e Bolsonaro estava sem máscara. O item é de uso obrigatório em locais públicos do Distrito Federal, e a multa para quem não usar é de R$ 2 mil.

Sem desfile devido à pandemia, Bolsonaro gera aglomeração em ato do 7 de Setembro

Tradicionalmente, as comemorações sobre o 7 de Setembro em Brasília aconteciam na Esplanada dos Ministérios, mas, em razão da pandemia do novo coronavírus, o Ministério da Defesa recomendou aos militares que não participassem de desfiles.

Íntegra

Leia e assista à íntegra do pronunciamento do presidente:

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PROTESTOS FEMININOS PELA DEMOCRACIA GANHAM FORÇA EM BELARUS

Mobilizações de mulheres ganham força em Belarus e desconcertam Lukashenko

Enormes protestos femininos pela democracia podem significar um impulso à agenda sobre igualdade em um país onde o Estado defende um sistema patriarcal

MARÍA R. SAHUQUILLO

Minsk – 05 SEP 2020 – 20:56 BRT

Uma mulher segura uma foto em frente a um policial de uma pessoa torturada durante protesto em Minsk neste sábado.Uma mulher segura uma foto em frente a um policial de uma pessoa torturada durante protesto em Minsk neste sábado.TUT.BY / REUTERS

As mulheres estão na primeira linha dos protestos em Belarus. Milhares delas voltaram a marchar pelas ruas de Minsk e outras cidades neste sábado para exigir o fim da repressão e a saída de Aleksandr Lukashenko. Em um país profundamente patriarcal, onde seu líder autoritário não economiza comentários sexistas e não há leis específicas contra a violência machista, muitas mulheres se descobrem agora como sujeitos políticos e de direitos. E mesmo que a igualdade de gênero ainda não ocupe um lugar substancial na agenda, suas mobilizações constantes pela democracia plantam as bases de uma incipiente onda feminista.

O primeiro protesto de mulheres surgiu de maneira espontânea em um grupo de Telegram no começo das manifestações contra a suposta fraude eleitoral, quando a repressão policial tentava sufocar violentamente os protestos e milhares de presos, em sua maioria homens, mas também muitas mulheres, relataram humilhações e torturas sob custódia. O grupo atraiu a atenção de centenas de bots e trolls e precisou ser fechado. Rapidamente, a feminista Marina Mentusova e outras lançaram o Mulheres Bielorrussas, um canal de Telegram que hoje tem mais de 12.500 assinantes e que além de coordenar marchas canaliza notícias. “Queríamos colocar o foco na situação de Belarus, mas destacando a ideia de superar o medo, mudá-lo por esperança e pelo desejo de sair para lutar pelos próprios direitos”, comenta Mentusova, diretora de eventos de 27 anos.

As marchas feministas e seu poder desconcertaram completamente o Governo, afirma Marina Mentusova. Como também não esperava que a candidata presidencial Svetlana Tsikhanouskaya, unida a outras duas mulheres, liderasse e unificasse a oposição. Aleksandr Lukashenko as chamou de “coitadinhas” e afirmou que estavam sendo manipuladas. “Ele a deixou participar das eleições porque não achava que pudesse ganhar, sequer atrair a população; e isso mostra como está distante da realidade. No fundo, suas frases preconceituosas a todas as mulheres e especificamente a Svetlana nos ajudaram a nos unir”, diz. Ainda que Tsikhanouskaya sempre tenha se apresentado como uma mãe de família que não tinha ambições políticas e sim pretendia ser presidenta porque seu esposo, preso, não podia fazê-lo e afirmava que desejava “voltar a fritar bifes”. Hoje, a líder oposicionista, exilada na Lituânia, mudou um pouco seu discurso e já fala em igualdade de direitos.

“Marchamos pela paz em Belarus, o que está acontecendo nesse país é inadmissível e está em nossas mãos mudá-lo”, comenta Anna Pustovaya na marcha de Minsk. A professora de 53 anos participa dos protestos de mulheres desde o primeiro dia, quando se chamavam “rede de solidariedade” e “marchas solidárias” e centenas de mulheres vestidas de branco e com flores pediam o fim da violência. Agora, a marcha de mulheres se repete diariamente. No sábado reuniu por volta de 10.000, de acordo com a imprensa independente; 5.000, de acordo com a organização Vesna.

Participam mulheres de todos os perfis e bagagem. As que se identificam como feministas e as que não; as que, como Pustovaya, participam de seus primeiros protestos e as que estão acostumadas ao ativismo. Como a feminista Dasha Vitushka. “Esse é um protesto para exigir eleições justas, pela democracia, mas democracia também significa igualdade”, diz Vitushka, de 36 anos. No sábado, a ação de protesto tinha o lema “a marcha do mundo”, e foram exibidas bandeiras de outros países; também, e pela primeira vez, várias bandeiras arco-íris, pelos direitos das pessoas LGTBI+.

Lena Aharelysheva, pesquisadora em questões de gênero que analisou o desenvolvimento da campanha desde que Tsikhanouskaya se candidatou a presidenta, acha que o que está acontecendo em Belarus não é uma “revolução feminista”. “Segundo os estereótipos, as mulheres precisam fazer mais em situações críticas, e nesse caso o impulso para muitas foi sair por seus esposos, pais, irmãos, amigos presos, espancados, perseguidos; porque dentro desses estereótipos também está o que diz que as mulheres são frágeis contra quem não é visto com bons olhos o uso da força policial”, comenta. Ainda que também existam inúmeros casos documentados de brutalidade policial contra presas e as opositoras, ativistas e críticas sejam ameaçadas e assediadas constantemente, como denunciaram organizações de direitos civis como a Anistia Internacional.

“O que está acontecendo tem mais a ver com uma primeira onda feminista e com as marchas sufragistas do começo do século XX”, opina a pesquisadora. Nos protestos não há pedidos de gênero, ainda que esse empoderamento, irmandade entre as mulheres que está sendo experimentada e questionamento dos papéis de liderança possam ser o fôlego para colocar a igualdade na agenda, comenta Aharelysheva.

De fato, indica a especialista em igualdade bielorrussa, como as reclamações feministas não têm local de destaque e não se está planteando abertamente os papéis de gênero, os protestos femininos não recebem ataques substanciais da propaganda oficial. “Muitos comentaristas e observadores, homens em sua maioria, dentro e fora de Belarus, dão como exemplo essas manifestações e o papel das mulheres nelas somente porque defendem os homens, se erguem para protegê-los, evitam suas prisões. O consideram o feminismo ‘exemplar’, voltando a nos dizer como precisamos protestar e dando sua ‘aprovação’ porque não sentem seus privilégios em perigo”, acrescenta. Quando começarem a se destacar as ainda incipientes reclamações de igualdade, diz, provavelmente não irá lhes parecer tão exemplar. “Provavelmente dirão que não é o momento, que há outras questões ‘prioritárias’ antes”, frisa Aharelysheva.

Com um ideário conservador igual ao dos outros países do entorno, como a Rússia, a propaganda do regime identificou o feminismo como algo relacionado aos valores ocidentais que pode “colocar em perigo” o que considera a família tradicional e seu conceito de Estado. E ainda que cada vez mais mulheres jovens identifiquem-se como feministas, a palavra ainda possui um importante estigma. A igualdade de gênero não está na agenda do país europeu, onde há 34% de deputadas – um número maior do que na Alemanha e no Reino Unido –, mas que se encontra entre os piores do mundo em relação à participação da mulher no Governo, de acordo com o último relatório da ONU Mulheres, de 2019. Não foi adiante uma lei contra a violência doméstica – e sequer se discute uma lei contra a violência machista –; há dois anos, o líder autoritário Aleksandr Lukashenko frisou que não era necessário e a deixou de lado.

“Não posso falar das razões de todas as mulheres para protestar. Elas se mobilizaram e se uniram por seus direitos, mas o que virá depois deve ser decidido em novas eleições justas”, diz Marina Mentusova. E acrescenta: “Não sei se pode se chamar de marcha feminista e marcha de mulheres, mas o que está claro é que em Belarus a revolução tem rosto de mulher”.

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OPINIÃO: VIVEMOS UMA DEMOCRACIA OU UMA ESCRAVIDÃO?

Caro(a) leitor(a),

A que custo vale a pena a Democracia?

Será que para se manter uma democracia vale a pena deixar o cidadão na penúria como ocorre no nosso país?

E se é assim estamos a caminho da liberdade tão pregada pela democracia ou estamos nos escravizando só para encher o peito e nos gabarmos que temos uma democracia pra inglês ver?

Não meus caros, na minha humilde visão não vale a pela esse custo Brasil para termos uma democracia. Ela pode, deve e tem total condição de existir, funcionar e nos orgulhar por muito menos do que se gasta hoje para mantê-la. Não podemos ter uma democracia a custa do escárnio dos próprios representantes. Isso é surreal e bizarro. Por isso, ao ler o artigo bem escrito a seguir faça uma reflexão, não aceite o que ai está e ajude o Brasil a sair dessa escravidão, desses valores invertidos e realmente passar a ser uma democracia que liberta!

O exorbitante e absurdo custo da democracia brasileira

Para encontrar esse valor, devemos somar os orçamentos totais da Câmara Federal, do Senado, da Câmara do DF, de 26 assembleias legislativas e das 5.570 câmaras municipais.

Acresça-se a essa conta os custos com Justiça Eleitoral, fundos partidário e eleitoral, horário eleitoral gratuito (pago por nós).

Como disse, não tenho os números exatos, mas seguramente ultrapassam R$ 50.000.000.000,00 anuais.

Sou a favor da democracia, fiadora de nossas liberdades. Parcela amplamente majoritária de nosso povo também o é, segundo pesquisas. Mas será fácil imaginar o quanto metade desse dinheiro, aplicado em infraestrutura ou deixado de onerar a atividade produtiva via impostos, faria pelo país.

Metade seria mais do que suficiente. Ainda mais se tivermos em vista que os legislativos, a maior parte desses custos, pouco fiscalizam os executivos e pouquíssimo agem para dar qualidade ao gasto público, pelo contrário. Propostas de racionalização de gastos são constantemente rejeitadas por nossos legisladores. O exercício do poder legislativo no Brasil já foi muito mais barato e muito mais eficiente. Já foi também mais representativo.

O eleitor vive distante dos eleitos para os legislativos, e isso começa por não se lembrar em quem votou. Para o cidadão comum, é quase irrelevante a ação dos legislativos, enquanto a dos partidos políticos é completamente irrelevante.

Tornar nossa democracia menos onerosa a quem produz, a quem trabalha, não a tornará pior. Pelo contrário: uma democracia vigorosa deve se pautar por não ser um peso demasiado aos viventes, sobretudo quando é evidente que está pesando demais e entregando de menos.

Vamos nos mobilizar para mudar isso? Os beneficiários diretos dos gastos públicos com a democracia não o farão enquanto observarmos passivos suas excelências se preocuparem apenas com si mesmas.

Não quero o fim da democracia. Quero seu fortalecimento, fortalecimento que passa por rever evidentes excessos.

Aurélio Schommer

Membro do Conselho Curador na Fundação Cultural do Estado da Bahia – Funceb e Membro Titular no Conselho Estadual de Cultura da Bahia.

Fonte: Jornal da Cidade On Line

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