ENTREVISTA: NÊUMANNE ENTREVISTA O PROFESSOR ROBERTO ROMANO

O domingo é o dia que temos mais tempo para nos atualizarmos. Portanto, a coluna ENTREVISTA trás pra você o Nêumanne ENTREVISTA, onde o entrevistado é o acadêmico Roberto Romano sobre o dia da Consciência Negra, aproveitando o caso fatídico do cidadão negro que foi agredido, espancado e morto em uma das lojas do Carrefour de Porto Alegre. Vale a pena assistir essa memorável ENTREVISTA.

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ENTREVISTA: EU PRECISAVA COLOCAR UM PONTO FINAL NESSAS FASES DE NOSSAS VIDAS

Rosangela Moro: “Precisamos de uma terceira via”

 DIVERSOS

Rosangela Moro para Marie Claire (Foto: Bob Wolfenson)

Meu primeiro contato com Rosangela Wolff Moro aconteceu no dia 27 de abril, três dias após a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro. Faz anos que o time de Marie Claire tenta entrevistá-la sem sucesso. Embora Rosangela participasse com alguma regularidade em suas mídias sociais – principalmente até 2018, antes de seu marido entrar para o governo –, deu raras entrevistas ao longo da vida. Rosangela respondeu minha mensagem um dia depois, agradecendo o contato e o convite, mas que naquele momento não falaria. Ficamos de conversar em outro período, depois da poeira baixar um pouco. Em julho, retomamos a conversa. Rosangela estava preparando um novo livro – ela é autora de Regime Jurídico das Parcerias das Organizações da Sociedade Civil e a Administração Pública (Matrix, 2016) e Doenças Raras e Políticas Públicas: Entender, Acolher e Atender (Matrix, 2020), trabalhos técnicos ligados à sua principal área de atuação como advogada, o Direito Público. Mas, dessa vez, o assunto era outro.

Os Dias Mais Intensos – Uma História Pessoal de Sergio Moro (editora Planeta, R$ 44,90) é, como o título sugere, uma espécie de diário sobre a vida do ex-juiz e ex-ministro durante os anos da Lava Jato e do governo, tudo sob a perspectiva de Rosangela. Não se trata de uma biografia autorizada nem de uma tese acadêmica. “Quando ele decidiu sair do Ministério, eu precisava, de alguma maneira, colocar um ponto final nessas fases das nossas vidas”, me contou Rosangela de sua casa, em uma longa e conversa que durou duas horas, feita por meio de uma videochamada. “Juntei todas as anotações que havia feito desde 2014 [quando a operação teve início], recordações, memórias… e organizei o livro”. A obra, que já está em pré-venda e será lançada oficialmente no próximo dia 27, traz, além das memórias, um álbum de fotos da família, incluindo o casamento dos dois, em 1999, a lua de mel, o casal de filhos e manifestações pró-Moro no auge do impeachment da presidente Dilma Roussef e as eleições de Jair Bolsonaro.

O presidente, claro, é personagem da obra, mas não só. Rosangela faz revelações, como o convite que recebeu da ministra Damares Alves para assumir um cargo no Ministério da Mulher e Direitos Humanos (que foi negado); os incômodos de Sergio como ministro, como a retirada do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) de sua pasta – foi a partir de dados extraídos dele que as investigações sobre Flavio Bolsonaro, o “01”, tiveram início –; como a instabilidade de Sergio no cargo ainda em 2019 fez com que ela decidisse não se mudar para Brasília com os filhos; entre muitos outros detalhes da política brasileira recente. Para quem acompanha com atenção a montanha-russa do governo Bolsonaro desde que o presidente assumiu o poder, o livro traz detalhes saborosos, embora não haja nada bombástico. A entrevista com Rosangela, no entanto, vai além da obra.

Nascida em Curitiba, filha de uma professora e um mestre de obras, Rosangela cresceu em uma família típica de classe média. Tem uma irmã mais velha, estudou a vida toda em escola pública e, ao prestar vestibular, teve que escolher entre ser advogada, médica ou engenheira – o pai queria que ela fosse “doutora”. Ficou com a primeira opção. Séria e estudiosa, era uma das mais regulares da turma e rapidamente entendeu que sua área seria Direito Público (ramo que tem como objetivo regular interesses da sociedade civil). O que, no entanto, não evitou que tivesse um atrito inicial com Sergio Moro, então professor substituto, no último ano do curso. A antipatia inicial transformou-se em namoro apenas um ano depois quando, já formada, Rosangela reencontrou Sergio num bar. Casaram-se e, por escolha, Rosangela decidiu acompanhá-lo em mudanças para cidades menores quando o marido se tornou juiz titular.

Grávida da primogênita, encontrou dificuldades para se recolocar no mercado pois “ninguém queria contratar uma grávida”. Voltou a estudar e, tempos depois, montou o próprio escritório – onde, hoje, por escolha própria, só trabalham outras mulheres. “Não gosto do rótulo ‘feminista’, mas acredito em direitos iguais. Nada justifica a mulher receber menos pelo mesmo trabalho que um homem faz. Ou que tenha menos oportunidade por ser mulher”. Desde 2009, advoga pela Federação das Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), que tem como foco os direitos de pessoas com deficiências intelectuais e doenças raras.

Na entrevista a seguir, Rosangela conta detalhes de sua trajetória, de seu relacionamento com Sergio Moro e com o governo, comenta sobre o recente encontro de seu marido com Luciano Huck, uma eventual chapa em 2022, e por que não se importa mais com ataques digitais. Ao menos para mim, me pareceu mais à vontade do que em entrevistas anteriores que acompanhei – o que também se reflete nas imagens feitas presencialmente por Bob Wolfenson no apartamento em que mora com o marido e os filhos em Curitiba, que você pode ver ao longo desta reportagem.

Fonte: Blog do BG

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ENTREVISTA: TARCÍSIO DE FREITAS, MINISTRO DA INFRAESTRUTURA, DIZ SER PRECISO PRIVATIZAR TOTALMENTE SETRO ELÉTRICO

O destaque desta quinta-feira, aqui na coluna ENTREVISTA é o Ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas, que entre outros assuntos relevantes fala sobre o apagão no Amapá e da situação da energia elétrica no país, enfatizando ser necessário privatizar totalmente o setor elétrico no Brasil. Você não pode perder essa ENTREVISTA incrível no programa Direto ao Ponto da Jovem Pan!

‘Situação do Amapá mostra que precisamos privatizar totalmente a energia elétrica’, diz ministro da Infraestrutura

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Antonio Cruz | Agência Brasil

Em entrevista ao programa ‘Direto ao Ponto’, da Jovem Pan, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, comentou sobre o apagão no Amapá que deixou pelo menos 85% da população sem energia elétrica.

Para Tarcísio, a situação reflete o quão é importante privatizar as companhias a fim de que a população não sofra com o desabastecimento.

“Se a gente quer transferir muitos ativos para iniciativa privada, é preciso uma agência reguladora forte. A situação do Amapá é mais uma situação de que precisamos privatizar totalmente a energia elétrica e não termos mais esses problemas. Vale lembrar que a companhia de energia de lá ainda é uma companhia estatal. Nós tivemos a linha de transmissão construída por uma empresa que fracassou em todos os projetos que participou no Brasil. Não tivemos problemas semelhantes em estados que tiveram a privatização em companhias de energia”, declarou.

Editor-chefe do Conexão Política; residente e natural de Campo Grande/MS | FALE COMIGO: marcos@conexaopolitica.com.br

Fonte: Conexão Política

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MORALES COMEMORA VITÓRIA DE SEU PARTIDO E DIZ QUE NÃO QUER INFLUÊNCIA NO GOVERNO ELEITO, SE DEDICARÁ A FORMAÇÃO DE LÍDERES E A CRIAÇÃO DE TAMBAQUIS

 

Evo Morales diz que se dedicará a formar líderes e a criar tambaquis: ‘Não vou sugerir nenhum ministro’

Em entrevista exclusiva à BBC News Mundo, Morales, que foi coordenador de campanha do partido, diz que não quer ter nenhuma influência no próximo governo boliviano

INTERNACIONAL

por 

BBC NEWS BRASIL

 

Em entrevista exclusiva, Evo Morales falou sobre sua intenção de retorno à Bolívia

 

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ENTREVISTA: O EXPERIENTE E EXTRAORDINÁRIO ROBERTO SHYNIASHIKI NOS ENSINA O QUE REALMENTE É SER FELIZ

Na nossa coluna ENTREVISTA deste sábado temos a honrosa presença do incrível Roberto Shyniashiki, que vai responder perguntas ao Alex Alprim sobre espiritualidade, felicidade, amor, relacionamento, performance, qualidade de vida e outros assuntos pertinentes ao desenvolvimento pessoal e espiritual. Você não pode perder essa experiência indescritível com essa fera da psiquiatria.

 

ROBERTO SHINYASHIKI: FELICIDADE

Conferencista, consultor organizacional, Roberto Shinyashiki é um nome de referência quando se fala em qualidade de vida e motivação. Em entrevista exclusiva, ele revela histórias inéditas de sua vida e transmite lições de liderança e de como construir bases sólidas para um novo mundo.

Alex Alprim

Roberto Shinyashiki, autor de dez livros, que venderam um total de 5,5 milhões de exemplares somente no Brasil, é uma referência para todos os que estudam e buscam aplicar os conceitos da espiritualidade ao mundo empresarial. Seu trabalho recebeu forte influência de estudos realizados pelo Oriente, mas também faz uso de antigas tradições espirituais do Ocidente, numa pluralidade que permite comunicar a seus leitores a mais profunda verdade: o importante é ser feliz.

Médico psiquiatra, Shinyashiki é pós-graduado em Administração de Empresas (MBA – USP) e professor da Cadeira de Liderança do Eurofórum (Espanha). Em palestras, conferências e fóruns, ele sempre alerta sua platéia para as mudanças que as empresas e a sociedade estão vivendo e os riscos que corremos com cada escolha que fazemos.

Em seu trabalho, Roberto também ressalta o papel das empresas no processo de transformação do homem e como as competências de cada um podem ser usadas para construir campeões, pessoas preocupadas não só com suas contas e ganhos, mas com a criação de uma sociedade solidária, justa e ética.

Shinyashiki tem uma participação ampla em vários projetos ligados ao chamado Terceiro Setor. Sua dedicação às causas sociais rendeu-lhe o prêmio Hadge Capers, da Associação Internacional de Análise Transacional, como melhor projeto de solidariedade mundial.

Numa entrevista exclusiva concedida à Sexto Sentido, o médico e palestrante revela, pela primeira vez, como decidiu pregar a felicidade após a morte de seu mestre Osho.

Atualmente vemos no universo empresarial uma busca por resultados e metas, que lembra de maneira triste a mentalidade da década de 1980. Como você vê isso?

Eu tenho dito às empresas que o grande desafio no mundo do trabalho é ser competitivo e, ao mesmo tempo, humanista, conseguir integrar sucesso com felicidade. Esse é o grande objetivo. Muitas empresas quebram no Brasil porque só valorizam o ser humano, a ambição, o bem-estar, ou o outro lado, tão perigoso quanto: a ambição sem medidas.

Quando você tem uma empresa que só valoriza a competitividade, você terá pessoas que vão acabar sofrendo de estafa e ficando desmotivadas; elas não conseguem continuar trabalhando simplesmente pelo dinheiro, pelo resultado, e essa empresa vai ficar no vazio.

O Guia das 100 Melhores Empresas para se Trabalhar (Editora Abril – Revista Exame) já está ficando mais valorizado do que As 500 Maiores Empresas, porque as pessoas querem trabalhar numa empresa em que se sintam importantes, criando uma contribuição para o mundo, transformando á humanidade, fazendo a diferença. Há uma pesquisa da psicóloga Sofia Esteves, com trainees – que são profissionais ainda na vida acadêmica -, e é interessante que a maior parte desses trainees dizem querer obter sucesso sem destruir suas vidas como seus pais destruíram as deles. Essa moçada de hoje, entre 20 e 24 anos, já tem uma noção de qualidade de vida.

Pensamento cria realidade. Algumas pessoas acreditam que o trabalho traz a infelicidade no amor, e isso acontece porque o pensamento cria matéria. Eu acredito que a espiritualidade pode trazer riqueza material; então, você pode ter a riqueza material junto com a espiritualidade e a riqueza espiritual. Uma não proíbe a outra, e eu vejo que quando as pessoas têm essa consciência, essa consciência, aliada à força, cria a realidade dessas pessoas.

Existe um pessoal que tem o pensamento muito pobre: “Para eu ter dinheiro, eu tenho que abrir mão de tudo, abrir mão de ser um ser humano, ter uma amizade legal com os filhos, ter um casamento e uma família legal”. No sentido da totalidade da vida, eu vejo essas pessoas como as mais pobres que existem, porque pagam um preço muito caro pelo dinheiro. Eu gosto de dinheiro, mas gosto do dinheiro que me dá coisas, não do dinheiro que me tira coisas. O dinheiro que destrói uma família, um casamento, os valores, a espiritualidade, é um dinheiro caro.

Seria isso a noção oriental de prosperidade – o complemento de tudo -, tanto sob o ponto de vista sentimental, mental, espiritual e físico, quanto como conseqüência do bem-estar nas outras áreas da vida?

É. O nome do livro O Sucesso é ser Feliz nasceu quando eu estava dando uma entrevista. Lembro que a jornalista me perguntou quando eu me sentia uma pessoa de sucesso: quando era aplaudido em pé por uma platéia de mil pessoas, ou quando os meus livros estavam entre os dez mais vendidos. Nessa época, eu tinha três livros entre os dez mais vendidos.

Parei para pensar e vi que me sinto uma pessoa de sucesso quando chego em casa e meus filhos me beijam; aí, eu me sinto uma pessoa bem-sucedida. Então respondi: “O sucesso é ser feliz”. Eu acredito que as pessoas precisam entender essa multidimensão do sucesso. Sucesso é ter uma esposa que te ama, filhos que curtem quando você volta para casa, e não aqueles filhos que pensam “meu pai vai voltar, vai brigar, minha mãe vai brigar”. Essa multidimensão do sucesso é legal porque cria felicidade.

Como a espiritualidade pode estar presente nas empresas?

Vou contar uma história que nunca revelei à imprensa. Eu estava em Puna, índia, quando Osho morreu. Isso foi, se eu não me engano, em 19 de janeiro de 1990. Eu era um discípulo apaixonado pelo mestre. Ele foi cremado num ritual bem rústico. No dia seguinte, quando voltei ao local, ainda havia um pouco das brasas da fogueira, e eu fiquei lá um tempo sentado, curtindo a sensação de o mestre ter partido. Quando voltei para o asharam, senti fortemente a presença do meu mestre. Nós conversamos e ele me disse: “Roberto, agora você tem que falar nas empresas para os empresários sobre a felicidade”.

Era interessante porque eu falava dos seres humanos nas organizações, mas não de felicidade. Então fui fazer o que o mestre mandou. É interessante observar o sucesso da minha carreira: ele surgiu quando eu comecei a falar de felicidade nas organizações, porque as empresas estavam precisando. Tenho falado da felicidade durante esses anos e vejo muito desespero. Talvez, o sucesso que eu faço não só no Brasil, mas no mundo, seja porque eu falo de competitividade, de competência, mas vejo que o que eu falo melhor e o que as pessoas escutam mais é quando falo de felicidade, de sentido de vida, de missão. Ou seja, as pessoas, apesar de cansadas, estão iniciando uma longa caminhada para criar empresas como sendo um lugar para poderem se realizar.

Alguns estudiosos afirmam que o individualismo acabou. Aquela coisa do self-made-man chegou ao seu final. O que existiria hoje, na verdade, seria um individualismo positivo, um respeito intenso pelo indivíduo humano. O individualismo, que num momento era uma coisa negativa, hoje se transformou em algo positivo. Como você vê isso?

Se analisarmos as idéias dos pensadores modernos, vamos observar que eles vão tender sempre para uma polaridade. Num certo sentido, a polaridade deles sempre está certa. Esses dias, uma publicitária alemã, que está fazendo sucesso, escreveu um livro sobre a empresa dela chamado Aqui não se tem prazer.

Ela afirma que espírito de equipe é uma bela desculpa para um ficar fazendo corpo mole e deixar o outro trabalhar. Quando ela diz isso, está certa. Agora, se não houver o espírito de equipe e cada um fizer o que der na telha, nada dará certo. Se ficar todo mundo esperando para se tomar uma decisão por consenso, nunca haverá uma decisão. É por isso que a economia japonesa não está andando – porque tudo precisa ser por consenso, e decisão por consenso, quando tomo mundo decide, demora três anos. Resultado: a decisão se torna inútil.

Por exemplo, se você vai fazer uma viagem espiritual, ela é única e exclusivamente individual. Por mais que eu ame meus filhos – e certamente são seres que eu amo ao infinito -, não consigo lhes transmitir um mínimo de sabedoria. Às vezes, eu os vejo fazendo coisas que vão lhes causar sofrimento, mas tenho que abençoar.

E isso não é apologia ao individualismo, essas coisas são individuais mesmo. Agora, se a humanidade não cooperar, seremos extintos mais rápido do que imaginamos. Você precisa estar entre o ying e o yang, qualquer que seja o ying e o yang, É como se o individualismo e o cooperativismo fossem forças dinâmicas se estruturando, e precisam estar no Tao.

Você tem que confiar em Deus para educar seus filhos? Precisa. Então, entregue-os a Deus, mas precisa dar limites; portanto, são as duas coisas ao mesmo tempo. Não é dizer “sim” para tudo. Nem sim para a individualidade, nem sim para o coletivismo; é o Tao – o equilíbrio.

Se alguém me disser que quer entender de empresas, eu vou sugerir que leia o Tao. Se alguém quer ser um empresário de sucesso, eu direi para ler o Tao. Se alguém disser que quer ser um professor, eu direi para ler o Tao.

Existe uma valorização cada vez maior do trabalho voluntário e isso está virando, em algumas empresas, o fator decisório entre contratar ou não um empregado. Isso acaba criando uma ditadura do voluntariado, ou seja, as pessoas podem acabar fazendo trabalho voluntário simplesmente porque, num mercado cada vez mais competitivo, isso passaria a ser uma vantagem. Não seria uma perda do senso de altruísmo? Eu não estaria ajudando ninguém, senão a mim mesmo.

É verdade. Eu tenho uma participação muito grande no movimento do Terceiro Setor no Brasil e vejo que muitas empresas fazem trabalho voluntário porque as pessoas falam que, se a empresa fizer o trabalho voluntário, a sociedade vai ver o produto com bons olhos e quando ela tiver que decidir entre seu produto e o concorrente, vai pegar o seu.

Eu vejo que continuamos, de alguma maneira, não estimulando o amor ao próximo, mas estimulando o egoísmo, que é esse senso do retorno. Quando a empresa investe em projetos sociais puramente movidos pelo marketing, o que acontece? Ela doa dinheiro a um orfanato e, da mesma maneira que corta a verba de publicidade impressa, também corta a verba para o orfanato.

Eu sou muito crítico quando a empresa faz um trabalho de responsabilidade social via departamento de marketing, que é o que muitas das grandes companhias fazem. Não é a empresa que cuida diretamente do assunto. E o dinheiro gasto sai como verba de marketing. Então, quando o marketing decide que é melhor investir numa campanha de televisão do que na entidade X, eles cortam o auxílio financeiro, e isso é desumano.

O outro lado é que pode ser por um caminho errado que as pessoas se conscientizam e acabam amando o próximo, comovendo-se com aquele velhinho, com aquela pessoa com câncer, com aquela criança com Aids, com aquela pessoa cega, porque o outro lado dessa história é que o mundo não tem saída se não for através da solidariedade.

Se nem todos assumirem a gestão do mundo de uma maneira cooperativa, então será preciso que todos participem, ainda que de uma maneira “torta”. Já vimos empresas que entraram para fazer marketing, comoveram-se com a situação e começaram a atuar de uma maneira mais humana. Seria como escrever certo por linhas tortas: o sujeito vai para uma Apae, para colocar no currículo que tem um projeto social, e, de repente, constatamos que ele se apaixonou pela idéia. É como aquele sujeito que sai com uma menina para ter simplesmente alguns momentos de prazer e se apaixona.

O senhor disse que as pessoas ficam focadas nos problemas e nas dificuldades que nascem desses problemas, como se estivessem sintonizadas numa faixa negativa de acontecimentos. Como quebrar esse ciclo?

Esse é o lance importante. De dez conversas que temos hoje, as pessoas sempre vêm falar de problemas. Elas são apegadas aos problemas. Temos que mudar o foco e concentrar as energias na solução.

Respondendo objetivamente: a primeira coisa que precisamos analisar é o tipo de problema que temos em mãos. Se for um problema que se repete, ele deteriora nossa vida e significa que não conseguimos quebrar o círculo vicioso. O único jeito de resolver isso é entender que a pessoa é a causadora do problema e, em seguida, assumir a responsabilidade de estar nesse problema que se repete, e mudar a postura diante da vida.

Se a pessoa me diz que está com uma dificuldade e não consegue resolve-a, existem quatro passos. Primeiro: reconhecer que o problema é um problema – porque há muitas pessoas que têm um problema e acham que não têm. Segundo: pedir a alguém que o conheça para ajudá-lo; ou seja, se a empresa está com dificuldade financeira, deve chamar alguém que entenda disso. Terceiro passo: a pessoa elabora um plano de ação. Quarto: ação.

No Brasil, geralmente negamos o problema, pedimos ajuda de pessoas que não são especialistas, não temos um plano de ação. E, quando fazemos tudo isso, não colocamos a coisa em prática.

Resolver problemas nos deixa fortes, e isso é fundamental. É bom ter problemas, dificuldades. Eles são oportunidades. Há uma frase no meu livro novo que diz “Felicidade não é ausência de problemas; ausência de problemas chama-se tédio. Felicidade são grandes problemas bem administrados”.

O que torna o ser humano um verdadeiro líder consciente?

Eu era responsável pela Cadeira de Liderança numa escola da Espanha chamada Euro Fórum. Lá eu teria três dias de aula para responder a essa pergunta, mas vamos resumi-la.

Todo mundo quer liderar, mas líder é a pessoa que cria no outro o desejo de ser influenciado por ela. Por exemplo, o pai quer influenciar o filho, mas a pergunta é: o filho quer ser influenciado pelo pai? Não, porque o pai não é líder. O chefe quer influenciar os subalternos, mas estes não querem ser influenciados por ele é porque ele não é líder. Ele pode ser o chefe, o patrão, o dono e só por isso manda, mas não é um líder. Ser líder diz respeito à influência sobre a vontade do outro de querer ser influenciado.

Existem vários caminhos para ser líder. Se o profissional é um especialista na sua área, se sabe muito sobre um determinado tema, você o escuta porque ele sabe muito. Você quer a influência dele porque é muito competente.

Você cria no outro o desejo de ser influenciado por você, pelo seu modelo de vida, pela pessoa que você é. E também você quer escutar o outro quando sente que o outro o ama. Se sente que seu pai quer lhe dizer algo porque ele o ama, então você vai escutar seu pai. Mas se você sente que seu pai quer falar porque está interessado em controlá-lo, você não atende.

Para mim, houve um exemplo muito bonito do diplomata Sérgio Vieira de Mello. Ele ficou quatro horas debaixo dos escombros, os bombeiros conseguiam chegar até onde ele estava, mas não tirar os blocos de parede de cima dele. Nas duas primeiras horas, ele orientava os bombeiros para cuidarem desta e daquela pessoa, daquela que tinha diabetes, entre outras. Ele estava morrendo e se preocupava com os outros, que tinham debilidades físicas. Nas duas primeiras horas, ele cuidou da equipe.

Depois, ele pediu que dissessem aos seus filhos que ele gostava muito deles, deixou mensagens para a família. Isso é uma coisa para pensarmos seriamente. Durante aquelas quatro horas, Sérgio não falou de ações, de tirar de uma empresa e colocar em outra. Nessa hora, o líder cuida da equipe, é a história do amor. “Por que eu quero escutar o Sérgio Vieira de Mello? Porque eu sinto que ele se importa comigo, que ele me ama, então eu quero que ele me influencie”. Na hora da morte, as pessoas se importam com a família, com os filhos, com as pessoas que elas sentem que têm algum sentido na vida delas.

OS LIVROS:

O PODER DA SOLUÇÃO: é a mais nova obra de Roberto Shinyashiki. Com 200 páginas, o livro mostra a importância de cultivar os sonhos e aponta caminhos para enfrentar os problemas, aprendendo e crescendo com eles. O livro é acompanhado de um DVD em que o autor dá orientações sobre como lidar melhor com relacionamentos pessoais e profissionais.

VOCÊ: A ALMA DO NEGÓCIO: nesta obra, Roberto Shinyashiki apresenta diversas formas e caminhos que ajudam o leitor a construir uma carreira de sucesso e, conseqüentemente, a ter uma vida plena.

OS DONOS DO FUTURO: o livro aborda, com muita seriedade, as atitudes necessárias para que as pessoas tornem-se vencedoras na vida profissional e pessoal, trabalhando em equipe; sabendo relacionar-se e construindo vinculas pessoais.

O SUCESSO É SER FELIZ: aqui você vai encontrar relatos sobre a importância de ter qualidade de vida para ser feliz. O que é a felicidade? Por que as pessoas desperdiçam suas vidas?

A REVOLUÇÃO DOS CAMPEÕES: segundo Roberto Shinyashiki, A Revolução dos Campeões é um estudo sobre a competência. A arte de oferecer algo sempre melhor por um custo melhor e de uma maneira ética.

SEM MEDO DE VENCER: neste livro, Roberto Shinyashiki analisa as razões pelas quais muitas pessoas não conseguem atingir suas metas profissionais, afetivas e espirituais.

PAIS E FILHOS, COMPANHEIROS DE VIAGEM: ter um filho significa receber uma missão e uma grande oportunidade.

MISTÉRIOS DO CORAÇAO: escrito na forma de uma carta á sua amada, um homem relata suas frustrações e conquistas, seus medos e desejos, sua procura de amor.

AMAR PODE DAR CERTO: em parceria com Eliana Duprê, Roberto Shinyashiki retrata as dores e as delicias de um relacionamento amoroso.

A CARÍCIA ESSENCIAL: com uma linguagem simples, Shinyashiki faz uma análise dos caminhos que as pessoas podem trilhar para demonstrar o amor.

(Extraído da revista Sexto Sentido 46, páginas 24-29)

Fonte: IPPB
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ENTREVISTA: COMO SER UM ARQUITETO NA AUSTRÁLIA, POR NATHÁLIA BRAGA

O destaque desta segunda-feira na coluna ENTREVISTA é  Nathália Braga, ela é arquiteta e urbanista de Natal, se formou na UFRN e depois foi fazer mestrado em Santa Catarina. Ela sempre quis ter uma experiência fora do país e por isso decidiu aplicar para o visto de trabalho direto do Brasil! O sucesso da sua empreitada lhe inspirou a escrever e publicar um livro, cujo título é Destino Austrália, como me tornei residente australiana sem sair do Brasil. Então, se você quer ter uma experiência como essa sssista ao vídeo a seguir e entenda a jornada da Nathália.

O Arquiteto Imigrante é uma organização que visa ajudar arquitetos e engenheiros no mercado internacional. Em nosso site damos dicas sobre imigração, validação de diplomas, portfólio e muito mais!

Fonte:

 

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ENTREVISTA: AMIT GOSWAMI ESCLARECE AS PRINCIPAIS DÚVIDAS SOBRE FÍSICA QUÂNTICA

Na nossa coluna ENTREVISTA desta sexta-feira você tem uma oportunidade única de tirar todas as suas dúvidas sobre FÍSICA QUÂNTICA, CIÊNCIAS, ESPIRITUALIDADE, CONSCIÊNCIA, EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA e muitas outras interrogações que povoam as mentes das pessoas leigas. Então convido você a ler a ENTREVISTA completa a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor.

Amit Goswami: “Não há razão para sermos solitários e tão isolados do mundo”

Ter , 30/07/2019 às 09:00 | Atualizado em: 30/07/2019 às 12:19

Márcio Walter Machado | Foto: Uendel Galter | Ag. A TARDE

O físico indiano Amit Goswami é referência nos estudos sobre consciência e ativismo quântico - Foto: Uendel Galter / Ag. A TARDEO físico indiano Amit Goswami é referência nos estudos sobre consciência e ativismo quântico

PhD em física quântica pela Universidade de Calcutá, na Índia, e professor emérito da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, Amit Goswami, 83, é referência nos estudos que unem ciência e espiritualidade a partir do ativismo quântico. Sua teoria baseia-se na ideia de transformação pessoal e das sociedades por meio da apropriação de soluções trazidas por uma nova compreensão da vida, fundamentada na primazia da consciência. Segundo Goswami, essa é “uma porta para que mudemos a nós mesmos e ao mundo. E ele pode ser mais civilizado, mais bonito, sem nenhum desses problemas que pensamos ser eternos e que podem destruir a humanidade”, defende. Com uma biografia repleta de artigos científicos publicados em revistas de economia, psicologia e medicina, o indiano, que também escreveu best-sellers como O Universo AutoconscienteA Física da Alma e Consciência Quântica (todos publicados pela editora Aleph), conversou com exclusividade com a Muito em seu primeiro tour por quatro cidades brasileiras – Salvador, Brasília, São Paulo e Curitiba. Na oportunidade, ele falou sobre os princípios de sua teoria, explicando conceitos fundamentais para o entendimento do que  chama de “nova ciência”. Goswami garante ter respostas para perguntas antigas da humanidade.

O que é física quântica exatamente? 

A física quântica tem a ver com mudanças fundamentais na forma como vivemos, como pensamos e como construímos nossa vida, bastando apenas fazermos uma análise profunda de nós mesmos através do exercício da criatividade.

No ocidente, ciência e espiritualidade têm estado em campos opostos por séculos. Como reconciliá-las? 

Ciência e religião não se dão bem porque são ambas sistemas nos quais há muitos preconceitos limitadores que se chamam dogmas. O materialismo científico é tão dogmático quanto a religião. Um diz: “A matéria é todo o deus de que precisamos”. O outro diz: ”Ou o meu Deus ou nenhum”. Essas coisas são preconceitos. Por isso, eu pergunto: por que aceitar esses dogmas? A física quântica se inicia com a ideia de que há uma unicidade potencial. A espiritualidade se inicia com a mesma ideia.

Como as suas teorias são aceitas no Brasil?

Os brasileiros, em geral, são muito expressivos em suas emoções. Por isso, são muito receptivos a mudanças, à criatividade, à expansão da consciência, que vocês adquirem por hábito muito rapidamente.

As pessoas vêm a seus workshops em busca de verdades espirituais ou da promessa de uma vida bem-sucedida com a expansão da consciência?

As pessoas vêm aqui por todos os tipos de demanda. Alguns vêm por entender que pode haver um modo melhor de fazer negócios se a gente conseguir mudar a forma de ver o mundo. O modo como vemos o mundo – se ele é amigável ou uma arena de combate – é tudo.  No caso dos negócios, embora o mundo possa ser bastante competitivo, transformar a maneira como enxergamos pode trazer tanto prosperidade quanto satisfação.

O lugar onde me insiro é tão importante quanto eu mesmo. Quando nos conectamos, entendemos que podemos resolver todos os problemas

Amit Goswami

Então, tudo depende da nossa perspectiva?

Tudo depende de como você enxerga o mundo, especialmente em relação a outros seres humanos. Essa é a parte que o intelectualismo não compreende. Quando você pensa que tudo é matéria, então você se torna muito limitado. Isso faz com que, em nosso relacionamento com o mundo, nos tornemos tão centrados em nós mesmos que o exterior praticamente desaparece, até você se transformar na única coisa existente. Essa é uma forma muito perigosa de sentir, porque, assim, não existirão pessoas em quem realmente confiar, nenhum relacionamento real, nenhum amor, nenhum amigo. Mas é isso o que a ciência materialista nos dá. No entanto, as pessoas têm todo o direito de recusar ter relacionamentos. Se quiserem viver como psicopatas, elas têm essa escolha – escolhas são a base da democracia, por isso temos de honrar esse direito. Mas, ao mesmo tempo, tentamos persuadi-las de que não há razão para sermos solitários e tão isolados do mundo. Por que não começar a relacionar-se com os outros? Você pode ter relacionamentos. Tudo o que você precisa fazer é ensinar isso a seu cérebro e aumentar essa habilidade.

O senhor disse ter sido materialista desde os 14 anos. Tornar-se espiritualista implica que o senhor acredita em Deus, uma vez que escreveu um livro intitulado Deus não está morto – evidências científicas da existência de Deus? 

Eu fui materialista por muito tempo. Mas um dia eu me libertei da tristeza e da falta de alegria oriundas do materialismo, e isso aconteceu por um simples pensamento que me chegou como um evento da sincronia: “Por que viver dessa forma?”.  E a resposta veio de modo claro e inequívoco: eu não tenho de viver uma vida sem alegria, sem satisfação. Eu posso ser feliz e estudar física ao mesmo tempo. Essa convicção me tornou o homem que você está vendo agora.

O senhor uma vez afirmou: “Se você deseja algo que não esteja em consonância com o movimento da consciência, você terá um obstáculo”. O que é essa consciência?

A consciência é a habilidade de conexão ‘não localizada’ que nós temos, essa interconectividade. O que não é algo que a matéria pode encontrar. Uma vez que você reconheça isso, poderá entender que há algo do qual a matéria mesma emana, algo de que essa própria matéria é criada. A matéria se torna o hardware para expor, expressar e explorar a consciência. Portanto, nós somos essa consciência, que não tem uma definição particular. Quem somos? Somos fundamentalmente consciência. E essa consciência ‘não localizada’ é a base do ser que conecta todas as coisas.

O princípio da ‘não localidade’ é um dos conceitos básicos de seu pensamento. Como o senhor o explica?

‘Não localidade’ significa comunicação sem sinalização. Em outras palavras, significa minha habilidade de me comunicar com você como se fôssemos apenas um. Eu não preciso de sinais para me comunicar comigo mesmo. A física quântica diz que você pode fazer isso com todas as pessoas através da meditação intencional e dos sentimentos emanados do coração, pois somos potencialmente ‘não localizados’ em relação uns aos outros, mas precisamos ativar essa ‘não localidade’ em nós mesmos.  No entanto, eu não posso alcançar isso se mantiver o pensamento racional porque o pensamento lógico exclui a ‘não localidade’.

Um dia eu me libertei da tristeza e falta de alegria oriundas do materialismo, e isso aconteceu por um simples pensamento: “Por que viver dessa forma?

Amit Goswami

Como, num mundo cada vez mais materialista, podemos nos abster do pensamento lógico e entender a conexão universal entre as almas?

Esse entendimento nos é dado através da física quântica, na qual temos como base o conceito de ‘não localidade’, que é experimentável e verificável. Dessa forma, não nos resta dúvida sobre ele.

E como podemos alcançar esse entendimento?

É justamente por isso que temos de aprender as coisas. E é por isso que eu tenho dado palestras em todo  canto a fim de ensinar as pessoas. Já progredimos bastante até aqui, não apenas com os workshops, mas agora há cursos de mestrado e PhD nos quais podemos instruir as pessoas em como construir relacionamentos e fazer do mundo um lugar melhor.

Durante o workshop,  o senhor pediu às pessoas que fechassem os olhos e expandissem o pensamento, primeiro envolvendo as pessoas dentro do auditório e, depois, envolvendo todo o planeta. Como esse tipo de atividade pode nos conectar às pessoas e à consciência universal?

Podemos nos transformar de tal modo, tendo em mente a consciência de comunidade, que, talvez, consigamos modificar as coisas de maneira que a minha transformação chegue mesmo a alcançar outra pessoa que sequer fez parte do exercício, e, assim, o cérebro dessa outra pessoa automaticamente sofrerá mudanças.

E o que é a alma? 

A alma é um aspecto verificável de nós mesmos. Quando exploramos esses arquétipos aos quais eu frequentemente me refiro, como verdade, amor, beleza, justiça, quando nós os exploramos, o fazemos com o pensamento e as emoções, os quais não são pensamentos e emoções comuns, que não elevam, que não expandem nossa consciência. Pensar nesses arquétipos e senti-los expande nossa consciência. Se pegar, por exemplo, o arquétipo da justiça e for justo com outra pessoa, então você sentirá que incluiu o outro em sua consciência – a inclusão é expansão.

Um dos exercícios no workshop foi justamente a busca interior pelo arquétipo de cada um, o qual teria sido escolhido numa vida passada. Algumas pessoas disseram ter conseguido acessar esse arquétipo. Como podemos ter certeza de que as respostas encontradas vieram de uma vida anterior e não simplesmente do pensamento presente?

Não podemos ter certeza absoluta. Mas há alguns indícios, como o fato de podermos lembrar de algo com surpresa, de termos lembranças descontínuas. Outro bom indício é quando repentinamente nos tornamos muito seguros de que este (arquétipo) é o certo, sem que haja nenhuma dúvida. Esses são sinais que nos conectam à consciência suprema. Se a minha consciência se expandir, essa expansão virá como surpresa, pois é um movimento descontínuo. E eu terei certeza disso, porque vem do fundamento do ser.

Como as almas continuariam a viver após a morte do corpo? 

Certas memórias que nós acumulamos, especialmente as advindas de algum novo aprendizado, como quando aprendo a cantar ou a resolver cálculos matemáticos, existem no princípio da ‘não localidade’, o qual torna possível que, além de mim, outras pessoas de diferentes épocas e lugares também as usem. Por isso, dizemos que existe uma lei da consciência pela qual cada pessoa estaria ligada a uma série de outras pessoas através do tempo e espaço e que elas estariam ligadas como pérolas num colar.

A física quântica pode nos responder questões fundamentais da humanidade, como “de onde venho?”, “o que é o amor?”, “o que acontece depois da morte?” e, principalmente, “quem sou”?

(Risos) Sim, a física quântica começa com esta última pergunta. E uma vez que esta questão é respondida, todas as outras poderão ser também. Esta última questão é a chave, ela diz que eu sou o mundo inteiro. Eu posso não saber disso agora, no entanto, posso explorar e descobrir que uma questão responde a tudo. A física quântica me deu respostas para coisas sobre as quais eu jamais pensei quando preso ao pensamento científico. Esta é a beleza da nova ciência: ela abriu uma porta para que mudemos a nós mesmos e ao mundo. E ele pode ser mais civilizado, mais bonito, sem nenhum desses problemas que pensamos ser eternos e que podem destruir a humanidade. Eles são pequenos obstáculos que há no movimento da consciência através da qual nós podemos nos transformar, transformar o mundo e ver que tudo pode ser maravilhoso.

Como a física quântica pode transformar o cenário caótico em que o mundo está mergulhando em termos político-econômicos, de relações humanas e do aparente colapso de instituições tradicionais, como a família? 

Porque a física quântica é baseada nesses princípios fundamentais que nos permitem ver o mundo como uma família, eu não faço as coisas de forma egoísta, mas para o bem de todos. Essa atitude de consciência comunitária é de extrema importância porque passamos a perceber o todo. O lugar onde me insiro é tão importante quanto eu mesmo. Quando nós nos conectamos, entendemos que uma porta foi aberta e que podemos resolver todos os problemas.

Esse seria o caminho para a felicidade plena?

Não existe apenas um caminho. Mas a primeira coisa que devemos ter em mente é a criatividade. Por isso, todo o indivíduo tem de encontrar seu próprio caminho, usando de alguma individualidade, mas sem excluir os outros. Nós podemos ser cooperativos, nos movendo em nosso próprio caminho criativo, com o total entendimento de que amamos e que o amor nos dá toda força positiva e aumenta nossas chances de obter sucesso e de manifestar o que somos.

Fonte: A Tarde UOL

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ENTREVISTA: OS SEGREDOS DA LONGEVIDADE – DR. EDMOND SAAB

Se você presa pela sua SAÚDE e quer ter uma vida longa e saudável até o fim assista aqui na coluna ENTREVISTA o Dr. Edmond Saab Jr. esclarecendo muitas dúvidas sobre como manter a saúde em dia e ter uma vida longa e saudável no programa Vida & saúde!

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ENTREVISTA: SEGUNDO A ANÁLISE DE CAPRILES, SE FIZERMOS MAL, A VENEZUELA PODE PASSAR DE AUTORITARISMO PARA TOTALITARISMO

Henrique Capriles: “Se fizermos mal, a Venezuela pode passar do autoritarismo ao totalitarismo”

Ex-candidato presidencial analisa a política venezuelana depois de aceitar participar nas eleições. “Um aposentado ganha dois dólares por mês. A única coisa que a revolução produz é a fome”, afirma

JAVIER LAFUENTE

Cidade Do México – 08 SEP 2020 – 16:46 BRT

Henrique Capriles, durante uma entrevista em Caracas, em 29 de março do ano passado.Henrique Capriles, .RAYNER PEÑA / EFE

Na segunda-feira da semana passada, o indulto presidencial que Nicolás Maduro concedeu a mais de 100 presos e perseguidos políticos abalou novamente os alicerces da política venezuelana. Foi a confirmação de um segredo de polichinelo: as conversas que o Governo vinha mantendo com um setor da oposição, liderado por Henrique Capriles, muito crítico da estratégia de Juan Guaidó, que cerca de 60 países, incluindo a Espanha, reconhecem como presidente interino da Venezuela.

Com o passar dos dias, os eventos ganharam corpo. Capriles (Caracas, 48 anos) consumou sua ofensiva e se mostrou disposto a participar das eleições parlamentares marcadas para 6 de dezembro, ao mesmo tempo em que lançava duros ataques contra o plano de Guaidó, cujo Governo interino qualificou de “Governo da Internet”. Quase em paralelo, o Executivo de Maduro enviou um convite à União Europeia e à ONU para que participem das eleições como observadores. Em uma videoconferência, na primeira entrevista que concede após causar um novo turbilhão na política venezuelana, Capriles tenta baixar a tensão entre o setor crítico do chavismo e aponta a Europa como o pilar dos passos que serão adotados a partir de agora.

Pergunta. O senhor afirma que não negociou nada, e que houve apenas conversas. Entre quem e para quê?

Resposta. Política significa fazer acordos, buscar soluções para as pessoas. Estamos procurando qualquer fresta que reste de democracia na Venezuela para entrar por ela. Há pessoas no chavismo que são contra o tudo ou nada, mesmo que demonstrem o contrário. O chavismo é maior que Maduro ou seus porta-vozes. Nem todos os processos de negociação ou conversas acontecem diante de uma câmera de televisão. Todos os processos bem-sucedidos foram subterrâneos. Estamos procurando abrir caminhos democráticos na Venezuela. Se vai ser possível, não sabemos. Não posso prever se minha gestão como líder político teve êxito ou não, é provável que possa fracassar, mas tenho que tentar. Se eu começar a peneirar quem são aqueles que querem explorar os caminhos democráticos, simplesmente acabo com esses acordos e vamos para as trincheiras. A oposição para as suas e o chavismo, bom, não, os governistas, também. Quem arca com as consequências? Os pobres. Não se esqueçam. Os grupos com opiniões arraigadas não correspondem às grandes maiorias na Venezuela.

P. Mas desde quando essas conversações vêm ocorrendo?

R. Busquei a libertação de Juan Requesens [deputado libertado no final de agosto]. Desde 2018. Juan é completamente inocente. Quem o soltou? Eu postei um tuíte, que era um sarcasmo, mas não foi entendido dessa forma, em resposta a um comunicado do Governo interino em que se falava de minhas gestões pessoais. Foi visto como algo personalista, mas eu não sou do tipo que se deixa trair pelo ego. Requesens não foi libertado por um exército, saiu em consequência da busca de acordos, que ainda não geram resultados para o grosso da população. Não sei se esse processo eleitoral, a busca desse fato político, vai se concretizar, mas temos que lutar. As pessoas me dizem: de novo? Sim, infelizmente, de novo, não nos resta opção. É um falso dilema votar ou não votar. O dilema é lutar ou não lutar. A grande questão é como se consegue a mudança na Venezuela. Não se consegue com uma ação militar que não vem, não virá e a maioria dos venezuelanos não quer que venha. Cuidado com os grupos que tentam moldar as opiniões, pois a grande maioria não entra no Twitter. É o que eu tento mostrar.

P. Fala continuamente na primeira pessoa do plural. A quem se refere? Quem está junto com o senhor?

R. Isto não é Capriles contra Maduro nem é a reedição das eleições presidenciais de 2013. É Venezuela contra Maduro. O que acontece é que há muito medo e eu me exponho, assumo a responsabilidade, é o que os líderes fazem. Não que Capriles tenha um cálculo político. Ousei dizer o que todo mundo pensa. Alguns dirão que roupa suja se lava em casa. Faz mais de um ano que venho pedindo uma retificação, uma mudança de estratégia, um plano. Não se trata de dá-lo a Capriles, trata-se de apresentá-lo ao país. Isso se esgotou. O que está por vir, se é que há, é uma grande desesperança e desconhecimento da política. As pessoas estão fartas dos políticos.

P. Quando deixou de acreditar na estratégia de oposição liderada por Guaidó?

R. Já encerrei o capítulo das diferenças. Acho que a partir de 30 de abril de 2019 [a insurreição fracassada com alguns militares], caímos em um tobogã; depois veio a Operação Gideon [a incursão paramilitar de maio deste ano] e depois, o tempo. Se Maduro segue tendo o controle interno, não podemos continuar com a mesma estratégia. A política se move, o mundo se move, aí está o olfato do líder para rever as estratégias. A unidade não é simplesmente uma foto. Se eu tiver que falar com chineses, russos, turcos ou com os cubanos que nunca me amaram, com qualquer pessoa que pense diferente de mim, mesmo regimes autoritários, para deter a tragédia que a Venezuela vive, eu o farei. Esse é o trabalho de um político.

P. Qual é a diferença entre a sua estratégia e a que Guaidó defende?

R. Não se trata de dividir nem contrapor estratégias. A opção eleitoral é aquela que repensa o cenário. Estou falando de lutar por condições. Em 2005, guardando as diferenças, decidimos dar a Assembleia de presente a Chávez. Nossa mensagem era que aquela assembleia perderia legitimidade. E Chávez baixou leis, nomeou autoridades. Não sei se vamos até o fim, mas temos que lutar. Se não lutamos, significa que já nos rendemos. Essa assembleia que vem é a que vai designar o novo poder eleitoral, que é o que vai organizar todos os processos eleitorais, incluindo uma possível eleição presidencial. O que nos deu força perante o mundo livre? Ter um poder legítimo. E esse poder completa cinco anos em 5 de janeiro. Uma coisa é Maduro cometer fraude e deixarmos novamente o rei nu, o que nos daria legitimidade. A posição que há quer prorrogar a Assembleia por conta própria, um Governo interino que não tem controle interno, uma consulta que não é vinculante. Eu não gostaria de perder esta oportunidade. Quem tem neste momento uma oportunidade estelar, protagonismo? A Europa. Pela primeira vez em 14 anos a União Europeia foi convidada para ser observadora eleitoral. Isso pode abrir um espaço de negociação para que essa eleição não acabe sendo um desperdício. A Europa tem uma oportunidade histórica de ajudar este país a recuperar a democracia. Se houver condições, essa eleição pode abrir novos espaços para acordos que permitam chegar a uma eleição presidencial. Se fizermos mal as coisas, a Venezuela pode passar do autoritarismo ao totalitarismo, ocupariam todos os espaços de poder. A cubanização total da Venezuela. Eu sou contra isso.

P. O senhor está pedindo o adiamento da data das eleições…

R. Não, desculpe, não peço que sejam adiadas. Peço que as condições sejam avaliadas. Minha opinião é que uma situação como esta, com pandemia, com mortes, com um sistema de saúde destruído, nos obriga a adiar a eleição. Mas, já que o regime de Maduro convidou a União Europeia, que venha a missão, que avalie, emita um relatório e coloque as cartas na mesa. Eu sei que Maduro disse que mesmo que faça chuva, com trovoadas e raios, haverá eleições no dia 6 de dezembro. Ele pode dizer o que quiser, mas não derrotou a pandemia. E, acima de qualquer cálculo político, uma eleição nunca será mais importante do que a vida dos venezuelanos. Assim como evitei uma guerra civil em 2013, estarei ao lado da vida dos venezuelanos.

P. Se a UE aceita o convite para ir com uma missão de observação eleitoral, mesmo que a data não seja adiada, o senhor participaria?

R. É um cenário completamente diferente. Acho que o que a UE deveria fazer é avaliar a condição. Se diz que há tempo, é outro cenário político. Não é que Capriles participe, é que muitos que hoje dizem não, lutarão. A Europa tem hoje um papel histórico diante da crise venezuelana. Já conhecemos a posição dos Estados Unidos, que está no meio de uma campanha presidencial. O Governo Trump tem como alvo um tipo de eleitor porque sabe que isso lhe dará votos. Minha questão não é quem ganha a presidência dos Estados Unidos. Meu tema é a situação dos venezuelanos. Um aposentado ganha dois dólares por mês. Essa é a revolução. A única coisa que a revolução produz é a fome.

P. O que fará se a UE não aceitar o convite do Governo?

R. Não posso revelar minha estratégia para você. Se a Europa recusar atuar como observadora na eleição, o processo na Venezuela ficará muito comprometido. Esse processo sem observação internacional… Não sou um aventureiro, sou um lutador. Uma missão qualificada de observadores internacionais é essencial nas condições institucionais da Venezuela hoje. Este CNE [Conselho Nacional Eleitoral] não é um CNE imparcial. Sempre acreditei que, para além dos dirigentes, o combate está nas seções eleitorais, mas há uma pandemia, não há gasolina, portanto, esses observadores são necessários. O convite se dá como consequência da busca de acordos, não é que agrade a Maduro convidar a União Europeia. Não é grátis.

P. Que compromissos firmou com o Governo?

R. Isto não é uma permuta, não estamos trocando coisas. Setores do governismo querem que a política volte, e eu também. Mas isso requer que não haja prisioneiros, que não haja perseguidos, que haja condições. Este é um processo de construção de confiança. Na medida em que você demonstra que está disposto a redemocratizar o país, iremos resgatando a política.

P. Mas nessa busca de acordos, o Governo deve ter pedido algo em troca. Com o que o senhor se comprometeu?

R. A questão não é que tenhamos firmado compromissos. Se você quer que a oposição participe, há condições. É isso que o Governo está colocando sobre a mesa. Por que eles querem que a eleição corra bem? Acho que a briga com o mundo livre é muito ruim. Eu também acho que há pressões internas, inclusive militares, que estão inconformados, insatisfeitos, e tem gente que está fazendo contas, evitando uma implosão. Não sou daqueles que acreditam que uma implosão fará com que a oposição governe, isto não é 2+2. Pode haver algo pior, sempre pode ser pior.

P. Para além da participação, nessa busca de acordos foi definida como condição a remoção de algumas sanções?

R. As sanções não dependem de nós.

P. O que acha se forem levantadas algumas sanções?

RAs sanções devem ser usadas para negociar o retorno da democracia à Venezuela. E aí está o grave erro de quem acreditava que as sanções iriam derrubar Maduro. As sanções por si só não derrubam governos.

P. De certa forma, está se beneficiando de uma estratégia que não deu frutos, mas serviu para encurralar o Governo.

R. Contanto que você tenha clareza sobre para que servem as sanções. Houve quem pensasse que iriam causar a falência do Governo. É preciso ter muito cuidado para que, ao aplicar sanções que vão além do Governo, isso não afete o tecido social, o que, longe de fortalecer os venezuelanos na luta contra Maduro, os enfraquece. As sanções podem ter o efeito contrário. Maduro não fica sem gasolina, os venezuelanos, sim. Se ficarmos mais fracos, esse tecido social de que se precisa para pressionar o regime, fica perdido. É preciso ter cuidado para não debilitar um tecido social já enfraquecido. Na medida em que você é mais pobre, você depende mais do Governo, da comida, do pouco combustível… É o que eu disse a alguns amigos nos Estados Unidos: avaliem bem como vocês está fazendo as coisas. Sanções são pressões para negociar a democracia.

P. Quem são esses amigos?

R. Não vou citar ninguém. É gente do Governo Trump, e também do Partido Democrata. Os Estados Unidos também terão um papel importante, é do seu interesse que a Venezuela se redemocratize.

P. Uma das exigências da oposição e da comunidade internacional é que todos os prisioneiros sejam libertados. É condição indispensável para que haja observação internacional?

R. É por isso que a Europa pode ajudar muito. Apertar um botão não muda as coisas. A liberdade absoluta vai depender da distensão da questão internacional, da qual não tenho controle. Claro, todos devem ser libertados, a política tem que voltar a ser o eixo.

P. Que papel a Espanha desempenha nesses movimentos?

R. No caso da Espanha, espero que isso não se transforme em uma luta ideológica em relação a suas posições sobre a Venezuela. Esta é uma luta para viver. Um paciente em um hospital não está interessado em se você é de esquerda ou de direita. Não se trata de que a União Europeia brigue com os Estados Unidos, mas vejo que o Governo Trump não tem propostas que abram espaços de negociação. Cuidado, negociar para quê? Para que Maduro fique? Não, para a volta da democracia. Maduro vai ter que fazer algo.

P. Mas o senhor também está apresentando às pessoas a possibilidade de retornarem a uma situação em que já estiveram, que é a de ser uma oposição minoritária.

R. Neste momento, não sabemos o final do filme, mas temos que lutar. Não estou interessado nas eleições parlamentares, mas temos um problema, não podemos ser irresponsáveis. O período da Assembleia Nacional está acabando, não podemos prorrogá-la por conta própria, perderíamos a legitimidade. E aqueles de nós que abraçaram a legitimidade que o Parlamento nos deu? O que vamos fazer então? Um Governo no exílio? Temos que mudar o jogo, para além da eleição. Ver quantos deputados podemos ter, isso é secundário. É preciso evitar o totalitarismo. Sabemos o que Maduro vai dizer, que a oposição não quis participar. Temos que tirá-lo daí. A política se move, o pior é quando você pensa que é estática.

P. É viável neste momento a unidade na oposição?

R. Eu acredito que a unidade, que é um meio, se não houver um plano ou estratégia, é de pouca utilidade para as pessoas. A unidade não é uma foto de líderes, não é vários partidos divulgando um comunicado. Unidade é um meio de alcançar mudanças. Meu adversário não é Guaidó, minha luta é contra Maduro, sempre foi. Se a unidade não tem estratégia, é intangível para as pessoas, termina sendo irrelevante.

P. Conversou com Guaidó depois das críticas que fez contra ele?

REu participei de um G-4 [grupo dos principais partidos da oposição] e foram apresentadas todas as propostas. Eu torno público o que todo mundo pensa. Não faço isso para causar polêmica, faço porque, se não há a intenção de fazer mudanças e se nos quer levar para o abismo, é preciso pôr um freio nisso. Vamos nos unir para nos salvar, não para morrermos.

P. Na última sexta-feira, 277 pessoas se inscreveram na chapa Força de Mudança. Quem são esses candidatos?

A. Os espaços foram preenchidos por uma questão de cronograma. Não são definitivos. A Força da Mudança é uma plataforma que foi criada para cadastrar testemunhas presenciais nas eleições contra Chávez e que foi reativada pelos prefeitos para disputar as eleições municipais. Não há nada truculento ou obscuro. O que temos feito é evitar ficar de fora. Mas não são candidatos, porque não vamos apresentar candidatos enquanto não tivermos condições.

P. Quais foram os critérios para o indulto de mais de 100 prisioneiros e perseguidos?

R. Não conheço os critérios. Se você quer que os deputados aspirem à reeleição ou concorram para continuar no Parlamento, eles não podem estar sob julgamento, no exílio, em embaixadas, presos… Mas essa é uma decisão do regime. Estão todos? Não. O que é um sinal de que a luta tem que ser política? Sim.

P. Nessa lista não estão, por exemplo, Juan Guaidó, Leopoldo López e Julio Borges. Estaria disposto a participar das eleições se eles não forem indultados?

R. Devemos continuar buscando a liberdade de todos. Não deveria haver nenhum prisioneiro. A questão da Assembleia Nacional não é algo que eu quero, estamos com um entrave pela frente. O período constitucional vai terminar. O que fazemos? Tenho certeza de que Maduro não quer que participemos das eleições. Nós nos tornamos muito previsíveis. Imagine que toda a oposição diga que não vai disputar a eleição. Garanto que Maduro a adia. Eu gostaria de conseguir tudo com uma única ação, mas não é possível. E o adversário sabe disso, por isso sempre te leva ao extremo. Aí entra a necessidade de pararmos de nos tornar previsíveis.

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ENTREVISTA: OS DILEMAS DE BOLSONARO POR FELIPE MOURA BRASIL

Neste sábado você vai ver, aqui na coluna ENTREVISTA o eminente jornalista de O Antagonista Felipe Moura Brasil falando sobre os dilemas de Bolsonaro no momento em que o Brasil chega a 100 mil mortos pelo coronavírus, governo e Congresso discutem a necessidade de estender o auxílio emergencial e, consequentemente, ampliar os gastos da União. Por outro lado, tentando retomar a pauta pré-pandemia, o ministro Paulo Guedes leva a primeira parte da reforma tributária ao Congresso e prega a necessidade da criação de um novo imposto. Não perca essa sensacional entrevista!

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