ENTREVISTA: ROBERTO JEFFERSON ABRE O JOGO E FALA TUDO PARA RODRIGO CONSTANTINO NO CONSTATUDO

Caro(a) leitor(a),

Em outras ocasiões eu não publicaria aqui algo tão longo, com uma hora e meia de duração, mas como estamos num período de recesso de natal e ano novo, onde a maioria das pessoas estão de férias e com mais tempo para outras atividades, oportunamente nesta semana aconteceu uma live do Rodrigo Constantino entrevistando o presidente do PTB e mensaleiro Roberto Jefferson. Como todos sabemos, o homem não tem papas na língua e abriu o verbo, falou tudo sobre a política atual, os principais atores como: Doria, Bolsonaro, Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre e, principalmente, sobre os ministros do STF. É uma ENTREVISTA imperdível, que você não pode deixar de assistir. Esse cara pode ter muitos defeitos, mas uma coisa temos que lhe creditar, ele é corajoso, viu!

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ENTREVISTA: NÊUMANNE ENTREVISTA O PROFESSOR ROBERTO ROMANO

O domingo é o dia que temos mais tempo para nos atualizarmos. Portanto, a coluna ENTREVISTA trás pra você o Nêumanne ENTREVISTA, onde o entrevistado é o acadêmico Roberto Romano sobre o dia da Consciência Negra, aproveitando o caso fatídico do cidadão negro que foi agredido, espancado e morto em uma das lojas do Carrefour de Porto Alegre. Vale a pena assistir essa memorável ENTREVISTA.

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ENTREVISTA: EU PRECISAVA COLOCAR UM PONTO FINAL NESSAS FASES DE NOSSAS VIDAS

Rosangela Moro: “Precisamos de uma terceira via”

 DIVERSOS

Rosangela Moro para Marie Claire (Foto: Bob Wolfenson)

Meu primeiro contato com Rosangela Wolff Moro aconteceu no dia 27 de abril, três dias após a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro. Faz anos que o time de Marie Claire tenta entrevistá-la sem sucesso. Embora Rosangela participasse com alguma regularidade em suas mídias sociais – principalmente até 2018, antes de seu marido entrar para o governo –, deu raras entrevistas ao longo da vida. Rosangela respondeu minha mensagem um dia depois, agradecendo o contato e o convite, mas que naquele momento não falaria. Ficamos de conversar em outro período, depois da poeira baixar um pouco. Em julho, retomamos a conversa. Rosangela estava preparando um novo livro – ela é autora de Regime Jurídico das Parcerias das Organizações da Sociedade Civil e a Administração Pública (Matrix, 2016) e Doenças Raras e Políticas Públicas: Entender, Acolher e Atender (Matrix, 2020), trabalhos técnicos ligados à sua principal área de atuação como advogada, o Direito Público. Mas, dessa vez, o assunto era outro.

Os Dias Mais Intensos – Uma História Pessoal de Sergio Moro (editora Planeta, R$ 44,90) é, como o título sugere, uma espécie de diário sobre a vida do ex-juiz e ex-ministro durante os anos da Lava Jato e do governo, tudo sob a perspectiva de Rosangela. Não se trata de uma biografia autorizada nem de uma tese acadêmica. “Quando ele decidiu sair do Ministério, eu precisava, de alguma maneira, colocar um ponto final nessas fases das nossas vidas”, me contou Rosangela de sua casa, em uma longa e conversa que durou duas horas, feita por meio de uma videochamada. “Juntei todas as anotações que havia feito desde 2014 [quando a operação teve início], recordações, memórias… e organizei o livro”. A obra, que já está em pré-venda e será lançada oficialmente no próximo dia 27, traz, além das memórias, um álbum de fotos da família, incluindo o casamento dos dois, em 1999, a lua de mel, o casal de filhos e manifestações pró-Moro no auge do impeachment da presidente Dilma Roussef e as eleições de Jair Bolsonaro.

O presidente, claro, é personagem da obra, mas não só. Rosangela faz revelações, como o convite que recebeu da ministra Damares Alves para assumir um cargo no Ministério da Mulher e Direitos Humanos (que foi negado); os incômodos de Sergio como ministro, como a retirada do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) de sua pasta – foi a partir de dados extraídos dele que as investigações sobre Flavio Bolsonaro, o “01”, tiveram início –; como a instabilidade de Sergio no cargo ainda em 2019 fez com que ela decidisse não se mudar para Brasília com os filhos; entre muitos outros detalhes da política brasileira recente. Para quem acompanha com atenção a montanha-russa do governo Bolsonaro desde que o presidente assumiu o poder, o livro traz detalhes saborosos, embora não haja nada bombástico. A entrevista com Rosangela, no entanto, vai além da obra.

Nascida em Curitiba, filha de uma professora e um mestre de obras, Rosangela cresceu em uma família típica de classe média. Tem uma irmã mais velha, estudou a vida toda em escola pública e, ao prestar vestibular, teve que escolher entre ser advogada, médica ou engenheira – o pai queria que ela fosse “doutora”. Ficou com a primeira opção. Séria e estudiosa, era uma das mais regulares da turma e rapidamente entendeu que sua área seria Direito Público (ramo que tem como objetivo regular interesses da sociedade civil). O que, no entanto, não evitou que tivesse um atrito inicial com Sergio Moro, então professor substituto, no último ano do curso. A antipatia inicial transformou-se em namoro apenas um ano depois quando, já formada, Rosangela reencontrou Sergio num bar. Casaram-se e, por escolha, Rosangela decidiu acompanhá-lo em mudanças para cidades menores quando o marido se tornou juiz titular.

Grávida da primogênita, encontrou dificuldades para se recolocar no mercado pois “ninguém queria contratar uma grávida”. Voltou a estudar e, tempos depois, montou o próprio escritório – onde, hoje, por escolha própria, só trabalham outras mulheres. “Não gosto do rótulo ‘feminista’, mas acredito em direitos iguais. Nada justifica a mulher receber menos pelo mesmo trabalho que um homem faz. Ou que tenha menos oportunidade por ser mulher”. Desde 2009, advoga pela Federação das Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), que tem como foco os direitos de pessoas com deficiências intelectuais e doenças raras.

Na entrevista a seguir, Rosangela conta detalhes de sua trajetória, de seu relacionamento com Sergio Moro e com o governo, comenta sobre o recente encontro de seu marido com Luciano Huck, uma eventual chapa em 2022, e por que não se importa mais com ataques digitais. Ao menos para mim, me pareceu mais à vontade do que em entrevistas anteriores que acompanhei – o que também se reflete nas imagens feitas presencialmente por Bob Wolfenson no apartamento em que mora com o marido e os filhos em Curitiba, que você pode ver ao longo desta reportagem.

Fonte: Blog do BG

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ENTREVISTA: TARCÍSIO DE FREITAS, MINISTRO DA INFRAESTRUTURA, DIZ SER PRECISO PRIVATIZAR TOTALMENTE SETRO ELÉTRICO

O destaque desta quinta-feira, aqui na coluna ENTREVISTA é o Ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas, que entre outros assuntos relevantes fala sobre o apagão no Amapá e da situação da energia elétrica no país, enfatizando ser necessário privatizar totalmente o setor elétrico no Brasil. Você não pode perder essa ENTREVISTA incrível no programa Direto ao Ponto da Jovem Pan!

‘Situação do Amapá mostra que precisamos privatizar totalmente a energia elétrica’, diz ministro da Infraestrutura

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Antonio Cruz | Agência Brasil

Em entrevista ao programa ‘Direto ao Ponto’, da Jovem Pan, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, comentou sobre o apagão no Amapá que deixou pelo menos 85% da população sem energia elétrica.

Para Tarcísio, a situação reflete o quão é importante privatizar as companhias a fim de que a população não sofra com o desabastecimento.

“Se a gente quer transferir muitos ativos para iniciativa privada, é preciso uma agência reguladora forte. A situação do Amapá é mais uma situação de que precisamos privatizar totalmente a energia elétrica e não termos mais esses problemas. Vale lembrar que a companhia de energia de lá ainda é uma companhia estatal. Nós tivemos a linha de transmissão construída por uma empresa que fracassou em todos os projetos que participou no Brasil. Não tivemos problemas semelhantes em estados que tiveram a privatização em companhias de energia”, declarou.

Editor-chefe do Conexão Política; residente e natural de Campo Grande/MS | FALE COMIGO: marcos@conexaopolitica.com.br

Fonte: Conexão Política

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MORALES COMEMORA VITÓRIA DE SEU PARTIDO E DIZ QUE NÃO QUER INFLUÊNCIA NO GOVERNO ELEITO, SE DEDICARÁ A FORMAÇÃO DE LÍDERES E A CRIAÇÃO DE TAMBAQUIS

 

Evo Morales diz que se dedicará a formar líderes e a criar tambaquis: ‘Não vou sugerir nenhum ministro’

Em entrevista exclusiva à BBC News Mundo, Morales, que foi coordenador de campanha do partido, diz que não quer ter nenhuma influência no próximo governo boliviano

INTERNACIONAL

por 

BBC NEWS BRASIL

 

Em entrevista exclusiva, Evo Morales falou sobre sua intenção de retorno à Bolívia

 

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ENTREVISTA: O EXPERIENTE E EXTRAORDINÁRIO ROBERTO SHYNIASHIKI NOS ENSINA O QUE REALMENTE É SER FELIZ

Na nossa coluna ENTREVISTA deste sábado temos a honrosa presença do incrível Roberto Shyniashiki, que vai responder perguntas ao Alex Alprim sobre espiritualidade, felicidade, amor, relacionamento, performance, qualidade de vida e outros assuntos pertinentes ao desenvolvimento pessoal e espiritual. Você não pode perder essa experiência indescritível com essa fera da psiquiatria.

 

ROBERTO SHINYASHIKI: FELICIDADE

Conferencista, consultor organizacional, Roberto Shinyashiki é um nome de referência quando se fala em qualidade de vida e motivação. Em entrevista exclusiva, ele revela histórias inéditas de sua vida e transmite lições de liderança e de como construir bases sólidas para um novo mundo.

Alex Alprim

Roberto Shinyashiki, autor de dez livros, que venderam um total de 5,5 milhões de exemplares somente no Brasil, é uma referência para todos os que estudam e buscam aplicar os conceitos da espiritualidade ao mundo empresarial. Seu trabalho recebeu forte influência de estudos realizados pelo Oriente, mas também faz uso de antigas tradições espirituais do Ocidente, numa pluralidade que permite comunicar a seus leitores a mais profunda verdade: o importante é ser feliz.

Médico psiquiatra, Shinyashiki é pós-graduado em Administração de Empresas (MBA – USP) e professor da Cadeira de Liderança do Eurofórum (Espanha). Em palestras, conferências e fóruns, ele sempre alerta sua platéia para as mudanças que as empresas e a sociedade estão vivendo e os riscos que corremos com cada escolha que fazemos.

Em seu trabalho, Roberto também ressalta o papel das empresas no processo de transformação do homem e como as competências de cada um podem ser usadas para construir campeões, pessoas preocupadas não só com suas contas e ganhos, mas com a criação de uma sociedade solidária, justa e ética.

Shinyashiki tem uma participação ampla em vários projetos ligados ao chamado Terceiro Setor. Sua dedicação às causas sociais rendeu-lhe o prêmio Hadge Capers, da Associação Internacional de Análise Transacional, como melhor projeto de solidariedade mundial.

Numa entrevista exclusiva concedida à Sexto Sentido, o médico e palestrante revela, pela primeira vez, como decidiu pregar a felicidade após a morte de seu mestre Osho.

Atualmente vemos no universo empresarial uma busca por resultados e metas, que lembra de maneira triste a mentalidade da década de 1980. Como você vê isso?

Eu tenho dito às empresas que o grande desafio no mundo do trabalho é ser competitivo e, ao mesmo tempo, humanista, conseguir integrar sucesso com felicidade. Esse é o grande objetivo. Muitas empresas quebram no Brasil porque só valorizam o ser humano, a ambição, o bem-estar, ou o outro lado, tão perigoso quanto: a ambição sem medidas.

Quando você tem uma empresa que só valoriza a competitividade, você terá pessoas que vão acabar sofrendo de estafa e ficando desmotivadas; elas não conseguem continuar trabalhando simplesmente pelo dinheiro, pelo resultado, e essa empresa vai ficar no vazio.

O Guia das 100 Melhores Empresas para se Trabalhar (Editora Abril – Revista Exame) já está ficando mais valorizado do que As 500 Maiores Empresas, porque as pessoas querem trabalhar numa empresa em que se sintam importantes, criando uma contribuição para o mundo, transformando á humanidade, fazendo a diferença. Há uma pesquisa da psicóloga Sofia Esteves, com trainees – que são profissionais ainda na vida acadêmica -, e é interessante que a maior parte desses trainees dizem querer obter sucesso sem destruir suas vidas como seus pais destruíram as deles. Essa moçada de hoje, entre 20 e 24 anos, já tem uma noção de qualidade de vida.

Pensamento cria realidade. Algumas pessoas acreditam que o trabalho traz a infelicidade no amor, e isso acontece porque o pensamento cria matéria. Eu acredito que a espiritualidade pode trazer riqueza material; então, você pode ter a riqueza material junto com a espiritualidade e a riqueza espiritual. Uma não proíbe a outra, e eu vejo que quando as pessoas têm essa consciência, essa consciência, aliada à força, cria a realidade dessas pessoas.

Existe um pessoal que tem o pensamento muito pobre: “Para eu ter dinheiro, eu tenho que abrir mão de tudo, abrir mão de ser um ser humano, ter uma amizade legal com os filhos, ter um casamento e uma família legal”. No sentido da totalidade da vida, eu vejo essas pessoas como as mais pobres que existem, porque pagam um preço muito caro pelo dinheiro. Eu gosto de dinheiro, mas gosto do dinheiro que me dá coisas, não do dinheiro que me tira coisas. O dinheiro que destrói uma família, um casamento, os valores, a espiritualidade, é um dinheiro caro.

Seria isso a noção oriental de prosperidade – o complemento de tudo -, tanto sob o ponto de vista sentimental, mental, espiritual e físico, quanto como conseqüência do bem-estar nas outras áreas da vida?

É. O nome do livro O Sucesso é ser Feliz nasceu quando eu estava dando uma entrevista. Lembro que a jornalista me perguntou quando eu me sentia uma pessoa de sucesso: quando era aplaudido em pé por uma platéia de mil pessoas, ou quando os meus livros estavam entre os dez mais vendidos. Nessa época, eu tinha três livros entre os dez mais vendidos.

Parei para pensar e vi que me sinto uma pessoa de sucesso quando chego em casa e meus filhos me beijam; aí, eu me sinto uma pessoa bem-sucedida. Então respondi: “O sucesso é ser feliz”. Eu acredito que as pessoas precisam entender essa multidimensão do sucesso. Sucesso é ter uma esposa que te ama, filhos que curtem quando você volta para casa, e não aqueles filhos que pensam “meu pai vai voltar, vai brigar, minha mãe vai brigar”. Essa multidimensão do sucesso é legal porque cria felicidade.

Como a espiritualidade pode estar presente nas empresas?

Vou contar uma história que nunca revelei à imprensa. Eu estava em Puna, índia, quando Osho morreu. Isso foi, se eu não me engano, em 19 de janeiro de 1990. Eu era um discípulo apaixonado pelo mestre. Ele foi cremado num ritual bem rústico. No dia seguinte, quando voltei ao local, ainda havia um pouco das brasas da fogueira, e eu fiquei lá um tempo sentado, curtindo a sensação de o mestre ter partido. Quando voltei para o asharam, senti fortemente a presença do meu mestre. Nós conversamos e ele me disse: “Roberto, agora você tem que falar nas empresas para os empresários sobre a felicidade”.

Era interessante porque eu falava dos seres humanos nas organizações, mas não de felicidade. Então fui fazer o que o mestre mandou. É interessante observar o sucesso da minha carreira: ele surgiu quando eu comecei a falar de felicidade nas organizações, porque as empresas estavam precisando. Tenho falado da felicidade durante esses anos e vejo muito desespero. Talvez, o sucesso que eu faço não só no Brasil, mas no mundo, seja porque eu falo de competitividade, de competência, mas vejo que o que eu falo melhor e o que as pessoas escutam mais é quando falo de felicidade, de sentido de vida, de missão. Ou seja, as pessoas, apesar de cansadas, estão iniciando uma longa caminhada para criar empresas como sendo um lugar para poderem se realizar.

Alguns estudiosos afirmam que o individualismo acabou. Aquela coisa do self-made-man chegou ao seu final. O que existiria hoje, na verdade, seria um individualismo positivo, um respeito intenso pelo indivíduo humano. O individualismo, que num momento era uma coisa negativa, hoje se transformou em algo positivo. Como você vê isso?

Se analisarmos as idéias dos pensadores modernos, vamos observar que eles vão tender sempre para uma polaridade. Num certo sentido, a polaridade deles sempre está certa. Esses dias, uma publicitária alemã, que está fazendo sucesso, escreveu um livro sobre a empresa dela chamado Aqui não se tem prazer.

Ela afirma que espírito de equipe é uma bela desculpa para um ficar fazendo corpo mole e deixar o outro trabalhar. Quando ela diz isso, está certa. Agora, se não houver o espírito de equipe e cada um fizer o que der na telha, nada dará certo. Se ficar todo mundo esperando para se tomar uma decisão por consenso, nunca haverá uma decisão. É por isso que a economia japonesa não está andando – porque tudo precisa ser por consenso, e decisão por consenso, quando tomo mundo decide, demora três anos. Resultado: a decisão se torna inútil.

Por exemplo, se você vai fazer uma viagem espiritual, ela é única e exclusivamente individual. Por mais que eu ame meus filhos – e certamente são seres que eu amo ao infinito -, não consigo lhes transmitir um mínimo de sabedoria. Às vezes, eu os vejo fazendo coisas que vão lhes causar sofrimento, mas tenho que abençoar.

E isso não é apologia ao individualismo, essas coisas são individuais mesmo. Agora, se a humanidade não cooperar, seremos extintos mais rápido do que imaginamos. Você precisa estar entre o ying e o yang, qualquer que seja o ying e o yang, É como se o individualismo e o cooperativismo fossem forças dinâmicas se estruturando, e precisam estar no Tao.

Você tem que confiar em Deus para educar seus filhos? Precisa. Então, entregue-os a Deus, mas precisa dar limites; portanto, são as duas coisas ao mesmo tempo. Não é dizer “sim” para tudo. Nem sim para a individualidade, nem sim para o coletivismo; é o Tao – o equilíbrio.

Se alguém me disser que quer entender de empresas, eu vou sugerir que leia o Tao. Se alguém quer ser um empresário de sucesso, eu direi para ler o Tao. Se alguém disser que quer ser um professor, eu direi para ler o Tao.

Existe uma valorização cada vez maior do trabalho voluntário e isso está virando, em algumas empresas, o fator decisório entre contratar ou não um empregado. Isso acaba criando uma ditadura do voluntariado, ou seja, as pessoas podem acabar fazendo trabalho voluntário simplesmente porque, num mercado cada vez mais competitivo, isso passaria a ser uma vantagem. Não seria uma perda do senso de altruísmo? Eu não estaria ajudando ninguém, senão a mim mesmo.

É verdade. Eu tenho uma participação muito grande no movimento do Terceiro Setor no Brasil e vejo que muitas empresas fazem trabalho voluntário porque as pessoas falam que, se a empresa fizer o trabalho voluntário, a sociedade vai ver o produto com bons olhos e quando ela tiver que decidir entre seu produto e o concorrente, vai pegar o seu.

Eu vejo que continuamos, de alguma maneira, não estimulando o amor ao próximo, mas estimulando o egoísmo, que é esse senso do retorno. Quando a empresa investe em projetos sociais puramente movidos pelo marketing, o que acontece? Ela doa dinheiro a um orfanato e, da mesma maneira que corta a verba de publicidade impressa, também corta a verba para o orfanato.

Eu sou muito crítico quando a empresa faz um trabalho de responsabilidade social via departamento de marketing, que é o que muitas das grandes companhias fazem. Não é a empresa que cuida diretamente do assunto. E o dinheiro gasto sai como verba de marketing. Então, quando o marketing decide que é melhor investir numa campanha de televisão do que na entidade X, eles cortam o auxílio financeiro, e isso é desumano.

O outro lado é que pode ser por um caminho errado que as pessoas se conscientizam e acabam amando o próximo, comovendo-se com aquele velhinho, com aquela pessoa com câncer, com aquela criança com Aids, com aquela pessoa cega, porque o outro lado dessa história é que o mundo não tem saída se não for através da solidariedade.

Se nem todos assumirem a gestão do mundo de uma maneira cooperativa, então será preciso que todos participem, ainda que de uma maneira “torta”. Já vimos empresas que entraram para fazer marketing, comoveram-se com a situação e começaram a atuar de uma maneira mais humana. Seria como escrever certo por linhas tortas: o sujeito vai para uma Apae, para colocar no currículo que tem um projeto social, e, de repente, constatamos que ele se apaixonou pela idéia. É como aquele sujeito que sai com uma menina para ter simplesmente alguns momentos de prazer e se apaixona.

O senhor disse que as pessoas ficam focadas nos problemas e nas dificuldades que nascem desses problemas, como se estivessem sintonizadas numa faixa negativa de acontecimentos. Como quebrar esse ciclo?

Esse é o lance importante. De dez conversas que temos hoje, as pessoas sempre vêm falar de problemas. Elas são apegadas aos problemas. Temos que mudar o foco e concentrar as energias na solução.

Respondendo objetivamente: a primeira coisa que precisamos analisar é o tipo de problema que temos em mãos. Se for um problema que se repete, ele deteriora nossa vida e significa que não conseguimos quebrar o círculo vicioso. O único jeito de resolver isso é entender que a pessoa é a causadora do problema e, em seguida, assumir a responsabilidade de estar nesse problema que se repete, e mudar a postura diante da vida.

Se a pessoa me diz que está com uma dificuldade e não consegue resolve-a, existem quatro passos. Primeiro: reconhecer que o problema é um problema – porque há muitas pessoas que têm um problema e acham que não têm. Segundo: pedir a alguém que o conheça para ajudá-lo; ou seja, se a empresa está com dificuldade financeira, deve chamar alguém que entenda disso. Terceiro passo: a pessoa elabora um plano de ação. Quarto: ação.

No Brasil, geralmente negamos o problema, pedimos ajuda de pessoas que não são especialistas, não temos um plano de ação. E, quando fazemos tudo isso, não colocamos a coisa em prática.

Resolver problemas nos deixa fortes, e isso é fundamental. É bom ter problemas, dificuldades. Eles são oportunidades. Há uma frase no meu livro novo que diz “Felicidade não é ausência de problemas; ausência de problemas chama-se tédio. Felicidade são grandes problemas bem administrados”.

O que torna o ser humano um verdadeiro líder consciente?

Eu era responsável pela Cadeira de Liderança numa escola da Espanha chamada Euro Fórum. Lá eu teria três dias de aula para responder a essa pergunta, mas vamos resumi-la.

Todo mundo quer liderar, mas líder é a pessoa que cria no outro o desejo de ser influenciado por ela. Por exemplo, o pai quer influenciar o filho, mas a pergunta é: o filho quer ser influenciado pelo pai? Não, porque o pai não é líder. O chefe quer influenciar os subalternos, mas estes não querem ser influenciados por ele é porque ele não é líder. Ele pode ser o chefe, o patrão, o dono e só por isso manda, mas não é um líder. Ser líder diz respeito à influência sobre a vontade do outro de querer ser influenciado.

Existem vários caminhos para ser líder. Se o profissional é um especialista na sua área, se sabe muito sobre um determinado tema, você o escuta porque ele sabe muito. Você quer a influência dele porque é muito competente.

Você cria no outro o desejo de ser influenciado por você, pelo seu modelo de vida, pela pessoa que você é. E também você quer escutar o outro quando sente que o outro o ama. Se sente que seu pai quer lhe dizer algo porque ele o ama, então você vai escutar seu pai. Mas se você sente que seu pai quer falar porque está interessado em controlá-lo, você não atende.

Para mim, houve um exemplo muito bonito do diplomata Sérgio Vieira de Mello. Ele ficou quatro horas debaixo dos escombros, os bombeiros conseguiam chegar até onde ele estava, mas não tirar os blocos de parede de cima dele. Nas duas primeiras horas, ele orientava os bombeiros para cuidarem desta e daquela pessoa, daquela que tinha diabetes, entre outras. Ele estava morrendo e se preocupava com os outros, que tinham debilidades físicas. Nas duas primeiras horas, ele cuidou da equipe.

Depois, ele pediu que dissessem aos seus filhos que ele gostava muito deles, deixou mensagens para a família. Isso é uma coisa para pensarmos seriamente. Durante aquelas quatro horas, Sérgio não falou de ações, de tirar de uma empresa e colocar em outra. Nessa hora, o líder cuida da equipe, é a história do amor. “Por que eu quero escutar o Sérgio Vieira de Mello? Porque eu sinto que ele se importa comigo, que ele me ama, então eu quero que ele me influencie”. Na hora da morte, as pessoas se importam com a família, com os filhos, com as pessoas que elas sentem que têm algum sentido na vida delas.

OS LIVROS:

O PODER DA SOLUÇÃO: é a mais nova obra de Roberto Shinyashiki. Com 200 páginas, o livro mostra a importância de cultivar os sonhos e aponta caminhos para enfrentar os problemas, aprendendo e crescendo com eles. O livro é acompanhado de um DVD em que o autor dá orientações sobre como lidar melhor com relacionamentos pessoais e profissionais.

VOCÊ: A ALMA DO NEGÓCIO: nesta obra, Roberto Shinyashiki apresenta diversas formas e caminhos que ajudam o leitor a construir uma carreira de sucesso e, conseqüentemente, a ter uma vida plena.

OS DONOS DO FUTURO: o livro aborda, com muita seriedade, as atitudes necessárias para que as pessoas tornem-se vencedoras na vida profissional e pessoal, trabalhando em equipe; sabendo relacionar-se e construindo vinculas pessoais.

O SUCESSO É SER FELIZ: aqui você vai encontrar relatos sobre a importância de ter qualidade de vida para ser feliz. O que é a felicidade? Por que as pessoas desperdiçam suas vidas?

A REVOLUÇÃO DOS CAMPEÕES: segundo Roberto Shinyashiki, A Revolução dos Campeões é um estudo sobre a competência. A arte de oferecer algo sempre melhor por um custo melhor e de uma maneira ética.

SEM MEDO DE VENCER: neste livro, Roberto Shinyashiki analisa as razões pelas quais muitas pessoas não conseguem atingir suas metas profissionais, afetivas e espirituais.

PAIS E FILHOS, COMPANHEIROS DE VIAGEM: ter um filho significa receber uma missão e uma grande oportunidade.

MISTÉRIOS DO CORAÇAO: escrito na forma de uma carta á sua amada, um homem relata suas frustrações e conquistas, seus medos e desejos, sua procura de amor.

AMAR PODE DAR CERTO: em parceria com Eliana Duprê, Roberto Shinyashiki retrata as dores e as delicias de um relacionamento amoroso.

A CARÍCIA ESSENCIAL: com uma linguagem simples, Shinyashiki faz uma análise dos caminhos que as pessoas podem trilhar para demonstrar o amor.

(Extraído da revista Sexto Sentido 46, páginas 24-29)

Fonte: IPPB
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ENTREVISTA: COMO SER UM ARQUITETO NA AUSTRÁLIA, POR NATHÁLIA BRAGA

O destaque desta segunda-feira na coluna ENTREVISTA é  Nathália Braga, ela é arquiteta e urbanista de Natal, se formou na UFRN e depois foi fazer mestrado em Santa Catarina. Ela sempre quis ter uma experiência fora do país e por isso decidiu aplicar para o visto de trabalho direto do Brasil! O sucesso da sua empreitada lhe inspirou a escrever e publicar um livro, cujo título é Destino Austrália, como me tornei residente australiana sem sair do Brasil. Então, se você quer ter uma experiência como essa sssista ao vídeo a seguir e entenda a jornada da Nathália.

O Arquiteto Imigrante é uma organização que visa ajudar arquitetos e engenheiros no mercado internacional. Em nosso site damos dicas sobre imigração, validação de diplomas, portfólio e muito mais!

Fonte:

 

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ENTREVISTA: AMIT GOSWAMI ESCLARECE AS PRINCIPAIS DÚVIDAS SOBRE FÍSICA QUÂNTICA

Na nossa coluna ENTREVISTA desta sexta-feira você tem uma oportunidade única de tirar todas as suas dúvidas sobre FÍSICA QUÂNTICA, CIÊNCIAS, ESPIRITUALIDADE, CONSCIÊNCIA, EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA e muitas outras interrogações que povoam as mentes das pessoas leigas. Então convido você a ler a ENTREVISTA completa a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor.

Amit Goswami: “Não há razão para sermos solitários e tão isolados do mundo”

Ter , 30/07/2019 às 09:00 | Atualizado em: 30/07/2019 às 12:19

Márcio Walter Machado | Foto: Uendel Galter | Ag. A TARDE

O físico indiano Amit Goswami é referência nos estudos sobre consciência e ativismo quântico - Foto: Uendel Galter / Ag. A TARDEO físico indiano Amit Goswami é referência nos estudos sobre consciência e ativismo quântico

PhD em física quântica pela Universidade de Calcutá, na Índia, e professor emérito da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, Amit Goswami, 83, é referência nos estudos que unem ciência e espiritualidade a partir do ativismo quântico. Sua teoria baseia-se na ideia de transformação pessoal e das sociedades por meio da apropriação de soluções trazidas por uma nova compreensão da vida, fundamentada na primazia da consciência. Segundo Goswami, essa é “uma porta para que mudemos a nós mesmos e ao mundo. E ele pode ser mais civilizado, mais bonito, sem nenhum desses problemas que pensamos ser eternos e que podem destruir a humanidade”, defende. Com uma biografia repleta de artigos científicos publicados em revistas de economia, psicologia e medicina, o indiano, que também escreveu best-sellers como O Universo AutoconscienteA Física da Alma e Consciência Quântica (todos publicados pela editora Aleph), conversou com exclusividade com a Muito em seu primeiro tour por quatro cidades brasileiras – Salvador, Brasília, São Paulo e Curitiba. Na oportunidade, ele falou sobre os princípios de sua teoria, explicando conceitos fundamentais para o entendimento do que  chama de “nova ciência”. Goswami garante ter respostas para perguntas antigas da humanidade.

O que é física quântica exatamente? 

A física quântica tem a ver com mudanças fundamentais na forma como vivemos, como pensamos e como construímos nossa vida, bastando apenas fazermos uma análise profunda de nós mesmos através do exercício da criatividade.

No ocidente, ciência e espiritualidade têm estado em campos opostos por séculos. Como reconciliá-las? 

Ciência e religião não se dão bem porque são ambas sistemas nos quais há muitos preconceitos limitadores que se chamam dogmas. O materialismo científico é tão dogmático quanto a religião. Um diz: “A matéria é todo o deus de que precisamos”. O outro diz: ”Ou o meu Deus ou nenhum”. Essas coisas são preconceitos. Por isso, eu pergunto: por que aceitar esses dogmas? A física quântica se inicia com a ideia de que há uma unicidade potencial. A espiritualidade se inicia com a mesma ideia.

Como as suas teorias são aceitas no Brasil?

Os brasileiros, em geral, são muito expressivos em suas emoções. Por isso, são muito receptivos a mudanças, à criatividade, à expansão da consciência, que vocês adquirem por hábito muito rapidamente.

As pessoas vêm a seus workshops em busca de verdades espirituais ou da promessa de uma vida bem-sucedida com a expansão da consciência?

As pessoas vêm aqui por todos os tipos de demanda. Alguns vêm por entender que pode haver um modo melhor de fazer negócios se a gente conseguir mudar a forma de ver o mundo. O modo como vemos o mundo – se ele é amigável ou uma arena de combate – é tudo.  No caso dos negócios, embora o mundo possa ser bastante competitivo, transformar a maneira como enxergamos pode trazer tanto prosperidade quanto satisfação.

O lugar onde me insiro é tão importante quanto eu mesmo. Quando nos conectamos, entendemos que podemos resolver todos os problemas

Amit Goswami

Então, tudo depende da nossa perspectiva?

Tudo depende de como você enxerga o mundo, especialmente em relação a outros seres humanos. Essa é a parte que o intelectualismo não compreende. Quando você pensa que tudo é matéria, então você se torna muito limitado. Isso faz com que, em nosso relacionamento com o mundo, nos tornemos tão centrados em nós mesmos que o exterior praticamente desaparece, até você se transformar na única coisa existente. Essa é uma forma muito perigosa de sentir, porque, assim, não existirão pessoas em quem realmente confiar, nenhum relacionamento real, nenhum amor, nenhum amigo. Mas é isso o que a ciência materialista nos dá. No entanto, as pessoas têm todo o direito de recusar ter relacionamentos. Se quiserem viver como psicopatas, elas têm essa escolha – escolhas são a base da democracia, por isso temos de honrar esse direito. Mas, ao mesmo tempo, tentamos persuadi-las de que não há razão para sermos solitários e tão isolados do mundo. Por que não começar a relacionar-se com os outros? Você pode ter relacionamentos. Tudo o que você precisa fazer é ensinar isso a seu cérebro e aumentar essa habilidade.

O senhor disse ter sido materialista desde os 14 anos. Tornar-se espiritualista implica que o senhor acredita em Deus, uma vez que escreveu um livro intitulado Deus não está morto – evidências científicas da existência de Deus? 

Eu fui materialista por muito tempo. Mas um dia eu me libertei da tristeza e da falta de alegria oriundas do materialismo, e isso aconteceu por um simples pensamento que me chegou como um evento da sincronia: “Por que viver dessa forma?”.  E a resposta veio de modo claro e inequívoco: eu não tenho de viver uma vida sem alegria, sem satisfação. Eu posso ser feliz e estudar física ao mesmo tempo. Essa convicção me tornou o homem que você está vendo agora.

O senhor uma vez afirmou: “Se você deseja algo que não esteja em consonância com o movimento da consciência, você terá um obstáculo”. O que é essa consciência?

A consciência é a habilidade de conexão ‘não localizada’ que nós temos, essa interconectividade. O que não é algo que a matéria pode encontrar. Uma vez que você reconheça isso, poderá entender que há algo do qual a matéria mesma emana, algo de que essa própria matéria é criada. A matéria se torna o hardware para expor, expressar e explorar a consciência. Portanto, nós somos essa consciência, que não tem uma definição particular. Quem somos? Somos fundamentalmente consciência. E essa consciência ‘não localizada’ é a base do ser que conecta todas as coisas.

O princípio da ‘não localidade’ é um dos conceitos básicos de seu pensamento. Como o senhor o explica?

‘Não localidade’ significa comunicação sem sinalização. Em outras palavras, significa minha habilidade de me comunicar com você como se fôssemos apenas um. Eu não preciso de sinais para me comunicar comigo mesmo. A física quântica diz que você pode fazer isso com todas as pessoas através da meditação intencional e dos sentimentos emanados do coração, pois somos potencialmente ‘não localizados’ em relação uns aos outros, mas precisamos ativar essa ‘não localidade’ em nós mesmos.  No entanto, eu não posso alcançar isso se mantiver o pensamento racional porque o pensamento lógico exclui a ‘não localidade’.

Um dia eu me libertei da tristeza e falta de alegria oriundas do materialismo, e isso aconteceu por um simples pensamento: “Por que viver dessa forma?

Amit Goswami

Como, num mundo cada vez mais materialista, podemos nos abster do pensamento lógico e entender a conexão universal entre as almas?

Esse entendimento nos é dado através da física quântica, na qual temos como base o conceito de ‘não localidade’, que é experimentável e verificável. Dessa forma, não nos resta dúvida sobre ele.

E como podemos alcançar esse entendimento?

É justamente por isso que temos de aprender as coisas. E é por isso que eu tenho dado palestras em todo  canto a fim de ensinar as pessoas. Já progredimos bastante até aqui, não apenas com os workshops, mas agora há cursos de mestrado e PhD nos quais podemos instruir as pessoas em como construir relacionamentos e fazer do mundo um lugar melhor.

Durante o workshop,  o senhor pediu às pessoas que fechassem os olhos e expandissem o pensamento, primeiro envolvendo as pessoas dentro do auditório e, depois, envolvendo todo o planeta. Como esse tipo de atividade pode nos conectar às pessoas e à consciência universal?

Podemos nos transformar de tal modo, tendo em mente a consciência de comunidade, que, talvez, consigamos modificar as coisas de maneira que a minha transformação chegue mesmo a alcançar outra pessoa que sequer fez parte do exercício, e, assim, o cérebro dessa outra pessoa automaticamente sofrerá mudanças.

E o que é a alma? 

A alma é um aspecto verificável de nós mesmos. Quando exploramos esses arquétipos aos quais eu frequentemente me refiro, como verdade, amor, beleza, justiça, quando nós os exploramos, o fazemos com o pensamento e as emoções, os quais não são pensamentos e emoções comuns, que não elevam, que não expandem nossa consciência. Pensar nesses arquétipos e senti-los expande nossa consciência. Se pegar, por exemplo, o arquétipo da justiça e for justo com outra pessoa, então você sentirá que incluiu o outro em sua consciência – a inclusão é expansão.

Um dos exercícios no workshop foi justamente a busca interior pelo arquétipo de cada um, o qual teria sido escolhido numa vida passada. Algumas pessoas disseram ter conseguido acessar esse arquétipo. Como podemos ter certeza de que as respostas encontradas vieram de uma vida anterior e não simplesmente do pensamento presente?

Não podemos ter certeza absoluta. Mas há alguns indícios, como o fato de podermos lembrar de algo com surpresa, de termos lembranças descontínuas. Outro bom indício é quando repentinamente nos tornamos muito seguros de que este (arquétipo) é o certo, sem que haja nenhuma dúvida. Esses são sinais que nos conectam à consciência suprema. Se a minha consciência se expandir, essa expansão virá como surpresa, pois é um movimento descontínuo. E eu terei certeza disso, porque vem do fundamento do ser.

Como as almas continuariam a viver após a morte do corpo? 

Certas memórias que nós acumulamos, especialmente as advindas de algum novo aprendizado, como quando aprendo a cantar ou a resolver cálculos matemáticos, existem no princípio da ‘não localidade’, o qual torna possível que, além de mim, outras pessoas de diferentes épocas e lugares também as usem. Por isso, dizemos que existe uma lei da consciência pela qual cada pessoa estaria ligada a uma série de outras pessoas através do tempo e espaço e que elas estariam ligadas como pérolas num colar.

A física quântica pode nos responder questões fundamentais da humanidade, como “de onde venho?”, “o que é o amor?”, “o que acontece depois da morte?” e, principalmente, “quem sou”?

(Risos) Sim, a física quântica começa com esta última pergunta. E uma vez que esta questão é respondida, todas as outras poderão ser também. Esta última questão é a chave, ela diz que eu sou o mundo inteiro. Eu posso não saber disso agora, no entanto, posso explorar e descobrir que uma questão responde a tudo. A física quântica me deu respostas para coisas sobre as quais eu jamais pensei quando preso ao pensamento científico. Esta é a beleza da nova ciência: ela abriu uma porta para que mudemos a nós mesmos e ao mundo. E ele pode ser mais civilizado, mais bonito, sem nenhum desses problemas que pensamos ser eternos e que podem destruir a humanidade. Eles são pequenos obstáculos que há no movimento da consciência através da qual nós podemos nos transformar, transformar o mundo e ver que tudo pode ser maravilhoso.

Como a física quântica pode transformar o cenário caótico em que o mundo está mergulhando em termos político-econômicos, de relações humanas e do aparente colapso de instituições tradicionais, como a família? 

Porque a física quântica é baseada nesses princípios fundamentais que nos permitem ver o mundo como uma família, eu não faço as coisas de forma egoísta, mas para o bem de todos. Essa atitude de consciência comunitária é de extrema importância porque passamos a perceber o todo. O lugar onde me insiro é tão importante quanto eu mesmo. Quando nós nos conectamos, entendemos que uma porta foi aberta e que podemos resolver todos os problemas.

Esse seria o caminho para a felicidade plena?

Não existe apenas um caminho. Mas a primeira coisa que devemos ter em mente é a criatividade. Por isso, todo o indivíduo tem de encontrar seu próprio caminho, usando de alguma individualidade, mas sem excluir os outros. Nós podemos ser cooperativos, nos movendo em nosso próprio caminho criativo, com o total entendimento de que amamos e que o amor nos dá toda força positiva e aumenta nossas chances de obter sucesso e de manifestar o que somos.

Fonte: A Tarde UOL

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ENTREVISTA: OS SEGREDOS DA LONGEVIDADE – DR. EDMOND SAAB

Se você presa pela sua SAÚDE e quer ter uma vida longa e saudável até o fim assista aqui na coluna ENTREVISTA o Dr. Edmond Saab Jr. esclarecendo muitas dúvidas sobre como manter a saúde em dia e ter uma vida longa e saudável no programa Vida & saúde!

Fonte:

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ENTREVISTA: SEGUNDO A ANÁLISE DE CAPRILES, SE FIZERMOS MAL, A VENEZUELA PODE PASSAR DE AUTORITARISMO PARA TOTALITARISMO

Henrique Capriles: “Se fizermos mal, a Venezuela pode passar do autoritarismo ao totalitarismo”

Ex-candidato presidencial analisa a política venezuelana depois de aceitar participar nas eleições. “Um aposentado ganha dois dólares por mês. A única coisa que a revolução produz é a fome”, afirma

JAVIER LAFUENTE

Cidade Do México – 08 SEP 2020 – 16:46 BRT

Henrique Capriles, durante uma entrevista em Caracas, em 29 de março do ano passado.Henrique Capriles, .RAYNER PEÑA / EFE

Na segunda-feira da semana passada, o indulto presidencial que Nicolás Maduro concedeu a mais de 100 presos e perseguidos políticos abalou novamente os alicerces da política venezuelana. Foi a confirmação de um segredo de polichinelo: as conversas que o Governo vinha mantendo com um setor da oposição, liderado por Henrique Capriles, muito crítico da estratégia de Juan Guaidó, que cerca de 60 países, incluindo a Espanha, reconhecem como presidente interino da Venezuela.

Com o passar dos dias, os eventos ganharam corpo. Capriles (Caracas, 48 anos) consumou sua ofensiva e se mostrou disposto a participar das eleições parlamentares marcadas para 6 de dezembro, ao mesmo tempo em que lançava duros ataques contra o plano de Guaidó, cujo Governo interino qualificou de “Governo da Internet”. Quase em paralelo, o Executivo de Maduro enviou um convite à União Europeia e à ONU para que participem das eleições como observadores. Em uma videoconferência, na primeira entrevista que concede após causar um novo turbilhão na política venezuelana, Capriles tenta baixar a tensão entre o setor crítico do chavismo e aponta a Europa como o pilar dos passos que serão adotados a partir de agora.

Pergunta. O senhor afirma que não negociou nada, e que houve apenas conversas. Entre quem e para quê?

Resposta. Política significa fazer acordos, buscar soluções para as pessoas. Estamos procurando qualquer fresta que reste de democracia na Venezuela para entrar por ela. Há pessoas no chavismo que são contra o tudo ou nada, mesmo que demonstrem o contrário. O chavismo é maior que Maduro ou seus porta-vozes. Nem todos os processos de negociação ou conversas acontecem diante de uma câmera de televisão. Todos os processos bem-sucedidos foram subterrâneos. Estamos procurando abrir caminhos democráticos na Venezuela. Se vai ser possível, não sabemos. Não posso prever se minha gestão como líder político teve êxito ou não, é provável que possa fracassar, mas tenho que tentar. Se eu começar a peneirar quem são aqueles que querem explorar os caminhos democráticos, simplesmente acabo com esses acordos e vamos para as trincheiras. A oposição para as suas e o chavismo, bom, não, os governistas, também. Quem arca com as consequências? Os pobres. Não se esqueçam. Os grupos com opiniões arraigadas não correspondem às grandes maiorias na Venezuela.

P. Mas desde quando essas conversações vêm ocorrendo?

R. Busquei a libertação de Juan Requesens [deputado libertado no final de agosto]. Desde 2018. Juan é completamente inocente. Quem o soltou? Eu postei um tuíte, que era um sarcasmo, mas não foi entendido dessa forma, em resposta a um comunicado do Governo interino em que se falava de minhas gestões pessoais. Foi visto como algo personalista, mas eu não sou do tipo que se deixa trair pelo ego. Requesens não foi libertado por um exército, saiu em consequência da busca de acordos, que ainda não geram resultados para o grosso da população. Não sei se esse processo eleitoral, a busca desse fato político, vai se concretizar, mas temos que lutar. As pessoas me dizem: de novo? Sim, infelizmente, de novo, não nos resta opção. É um falso dilema votar ou não votar. O dilema é lutar ou não lutar. A grande questão é como se consegue a mudança na Venezuela. Não se consegue com uma ação militar que não vem, não virá e a maioria dos venezuelanos não quer que venha. Cuidado com os grupos que tentam moldar as opiniões, pois a grande maioria não entra no Twitter. É o que eu tento mostrar.

P. Fala continuamente na primeira pessoa do plural. A quem se refere? Quem está junto com o senhor?

R. Isto não é Capriles contra Maduro nem é a reedição das eleições presidenciais de 2013. É Venezuela contra Maduro. O que acontece é que há muito medo e eu me exponho, assumo a responsabilidade, é o que os líderes fazem. Não que Capriles tenha um cálculo político. Ousei dizer o que todo mundo pensa. Alguns dirão que roupa suja se lava em casa. Faz mais de um ano que venho pedindo uma retificação, uma mudança de estratégia, um plano. Não se trata de dá-lo a Capriles, trata-se de apresentá-lo ao país. Isso se esgotou. O que está por vir, se é que há, é uma grande desesperança e desconhecimento da política. As pessoas estão fartas dos políticos.

P. Quando deixou de acreditar na estratégia de oposição liderada por Guaidó?

R. Já encerrei o capítulo das diferenças. Acho que a partir de 30 de abril de 2019 [a insurreição fracassada com alguns militares], caímos em um tobogã; depois veio a Operação Gideon [a incursão paramilitar de maio deste ano] e depois, o tempo. Se Maduro segue tendo o controle interno, não podemos continuar com a mesma estratégia. A política se move, o mundo se move, aí está o olfato do líder para rever as estratégias. A unidade não é simplesmente uma foto. Se eu tiver que falar com chineses, russos, turcos ou com os cubanos que nunca me amaram, com qualquer pessoa que pense diferente de mim, mesmo regimes autoritários, para deter a tragédia que a Venezuela vive, eu o farei. Esse é o trabalho de um político.

P. Qual é a diferença entre a sua estratégia e a que Guaidó defende?

R. Não se trata de dividir nem contrapor estratégias. A opção eleitoral é aquela que repensa o cenário. Estou falando de lutar por condições. Em 2005, guardando as diferenças, decidimos dar a Assembleia de presente a Chávez. Nossa mensagem era que aquela assembleia perderia legitimidade. E Chávez baixou leis, nomeou autoridades. Não sei se vamos até o fim, mas temos que lutar. Se não lutamos, significa que já nos rendemos. Essa assembleia que vem é a que vai designar o novo poder eleitoral, que é o que vai organizar todos os processos eleitorais, incluindo uma possível eleição presidencial. O que nos deu força perante o mundo livre? Ter um poder legítimo. E esse poder completa cinco anos em 5 de janeiro. Uma coisa é Maduro cometer fraude e deixarmos novamente o rei nu, o que nos daria legitimidade. A posição que há quer prorrogar a Assembleia por conta própria, um Governo interino que não tem controle interno, uma consulta que não é vinculante. Eu não gostaria de perder esta oportunidade. Quem tem neste momento uma oportunidade estelar, protagonismo? A Europa. Pela primeira vez em 14 anos a União Europeia foi convidada para ser observadora eleitoral. Isso pode abrir um espaço de negociação para que essa eleição não acabe sendo um desperdício. A Europa tem uma oportunidade histórica de ajudar este país a recuperar a democracia. Se houver condições, essa eleição pode abrir novos espaços para acordos que permitam chegar a uma eleição presidencial. Se fizermos mal as coisas, a Venezuela pode passar do autoritarismo ao totalitarismo, ocupariam todos os espaços de poder. A cubanização total da Venezuela. Eu sou contra isso.

P. O senhor está pedindo o adiamento da data das eleições…

R. Não, desculpe, não peço que sejam adiadas. Peço que as condições sejam avaliadas. Minha opinião é que uma situação como esta, com pandemia, com mortes, com um sistema de saúde destruído, nos obriga a adiar a eleição. Mas, já que o regime de Maduro convidou a União Europeia, que venha a missão, que avalie, emita um relatório e coloque as cartas na mesa. Eu sei que Maduro disse que mesmo que faça chuva, com trovoadas e raios, haverá eleições no dia 6 de dezembro. Ele pode dizer o que quiser, mas não derrotou a pandemia. E, acima de qualquer cálculo político, uma eleição nunca será mais importante do que a vida dos venezuelanos. Assim como evitei uma guerra civil em 2013, estarei ao lado da vida dos venezuelanos.

P. Se a UE aceita o convite para ir com uma missão de observação eleitoral, mesmo que a data não seja adiada, o senhor participaria?

R. É um cenário completamente diferente. Acho que o que a UE deveria fazer é avaliar a condição. Se diz que há tempo, é outro cenário político. Não é que Capriles participe, é que muitos que hoje dizem não, lutarão. A Europa tem hoje um papel histórico diante da crise venezuelana. Já conhecemos a posição dos Estados Unidos, que está no meio de uma campanha presidencial. O Governo Trump tem como alvo um tipo de eleitor porque sabe que isso lhe dará votos. Minha questão não é quem ganha a presidência dos Estados Unidos. Meu tema é a situação dos venezuelanos. Um aposentado ganha dois dólares por mês. Essa é a revolução. A única coisa que a revolução produz é a fome.

P. O que fará se a UE não aceitar o convite do Governo?

R. Não posso revelar minha estratégia para você. Se a Europa recusar atuar como observadora na eleição, o processo na Venezuela ficará muito comprometido. Esse processo sem observação internacional… Não sou um aventureiro, sou um lutador. Uma missão qualificada de observadores internacionais é essencial nas condições institucionais da Venezuela hoje. Este CNE [Conselho Nacional Eleitoral] não é um CNE imparcial. Sempre acreditei que, para além dos dirigentes, o combate está nas seções eleitorais, mas há uma pandemia, não há gasolina, portanto, esses observadores são necessários. O convite se dá como consequência da busca de acordos, não é que agrade a Maduro convidar a União Europeia. Não é grátis.

P. Que compromissos firmou com o Governo?

R. Isto não é uma permuta, não estamos trocando coisas. Setores do governismo querem que a política volte, e eu também. Mas isso requer que não haja prisioneiros, que não haja perseguidos, que haja condições. Este é um processo de construção de confiança. Na medida em que você demonstra que está disposto a redemocratizar o país, iremos resgatando a política.

P. Mas nessa busca de acordos, o Governo deve ter pedido algo em troca. Com o que o senhor se comprometeu?

R. A questão não é que tenhamos firmado compromissos. Se você quer que a oposição participe, há condições. É isso que o Governo está colocando sobre a mesa. Por que eles querem que a eleição corra bem? Acho que a briga com o mundo livre é muito ruim. Eu também acho que há pressões internas, inclusive militares, que estão inconformados, insatisfeitos, e tem gente que está fazendo contas, evitando uma implosão. Não sou daqueles que acreditam que uma implosão fará com que a oposição governe, isto não é 2+2. Pode haver algo pior, sempre pode ser pior.

P. Para além da participação, nessa busca de acordos foi definida como condição a remoção de algumas sanções?

R. As sanções não dependem de nós.

P. O que acha se forem levantadas algumas sanções?

RAs sanções devem ser usadas para negociar o retorno da democracia à Venezuela. E aí está o grave erro de quem acreditava que as sanções iriam derrubar Maduro. As sanções por si só não derrubam governos.

P. De certa forma, está se beneficiando de uma estratégia que não deu frutos, mas serviu para encurralar o Governo.

R. Contanto que você tenha clareza sobre para que servem as sanções. Houve quem pensasse que iriam causar a falência do Governo. É preciso ter muito cuidado para que, ao aplicar sanções que vão além do Governo, isso não afete o tecido social, o que, longe de fortalecer os venezuelanos na luta contra Maduro, os enfraquece. As sanções podem ter o efeito contrário. Maduro não fica sem gasolina, os venezuelanos, sim. Se ficarmos mais fracos, esse tecido social de que se precisa para pressionar o regime, fica perdido. É preciso ter cuidado para não debilitar um tecido social já enfraquecido. Na medida em que você é mais pobre, você depende mais do Governo, da comida, do pouco combustível… É o que eu disse a alguns amigos nos Estados Unidos: avaliem bem como vocês está fazendo as coisas. Sanções são pressões para negociar a democracia.

P. Quem são esses amigos?

R. Não vou citar ninguém. É gente do Governo Trump, e também do Partido Democrata. Os Estados Unidos também terão um papel importante, é do seu interesse que a Venezuela se redemocratize.

P. Uma das exigências da oposição e da comunidade internacional é que todos os prisioneiros sejam libertados. É condição indispensável para que haja observação internacional?

R. É por isso que a Europa pode ajudar muito. Apertar um botão não muda as coisas. A liberdade absoluta vai depender da distensão da questão internacional, da qual não tenho controle. Claro, todos devem ser libertados, a política tem que voltar a ser o eixo.

P. Que papel a Espanha desempenha nesses movimentos?

R. No caso da Espanha, espero que isso não se transforme em uma luta ideológica em relação a suas posições sobre a Venezuela. Esta é uma luta para viver. Um paciente em um hospital não está interessado em se você é de esquerda ou de direita. Não se trata de que a União Europeia brigue com os Estados Unidos, mas vejo que o Governo Trump não tem propostas que abram espaços de negociação. Cuidado, negociar para quê? Para que Maduro fique? Não, para a volta da democracia. Maduro vai ter que fazer algo.

P. Mas o senhor também está apresentando às pessoas a possibilidade de retornarem a uma situação em que já estiveram, que é a de ser uma oposição minoritária.

R. Neste momento, não sabemos o final do filme, mas temos que lutar. Não estou interessado nas eleições parlamentares, mas temos um problema, não podemos ser irresponsáveis. O período da Assembleia Nacional está acabando, não podemos prorrogá-la por conta própria, perderíamos a legitimidade. E aqueles de nós que abraçaram a legitimidade que o Parlamento nos deu? O que vamos fazer então? Um Governo no exílio? Temos que mudar o jogo, para além da eleição. Ver quantos deputados podemos ter, isso é secundário. É preciso evitar o totalitarismo. Sabemos o que Maduro vai dizer, que a oposição não quis participar. Temos que tirá-lo daí. A política se move, o pior é quando você pensa que é estática.

P. É viável neste momento a unidade na oposição?

R. Eu acredito que a unidade, que é um meio, se não houver um plano ou estratégia, é de pouca utilidade para as pessoas. A unidade não é uma foto de líderes, não é vários partidos divulgando um comunicado. Unidade é um meio de alcançar mudanças. Meu adversário não é Guaidó, minha luta é contra Maduro, sempre foi. Se a unidade não tem estratégia, é intangível para as pessoas, termina sendo irrelevante.

P. Conversou com Guaidó depois das críticas que fez contra ele?

REu participei de um G-4 [grupo dos principais partidos da oposição] e foram apresentadas todas as propostas. Eu torno público o que todo mundo pensa. Não faço isso para causar polêmica, faço porque, se não há a intenção de fazer mudanças e se nos quer levar para o abismo, é preciso pôr um freio nisso. Vamos nos unir para nos salvar, não para morrermos.

P. Na última sexta-feira, 277 pessoas se inscreveram na chapa Força de Mudança. Quem são esses candidatos?

A. Os espaços foram preenchidos por uma questão de cronograma. Não são definitivos. A Força da Mudança é uma plataforma que foi criada para cadastrar testemunhas presenciais nas eleições contra Chávez e que foi reativada pelos prefeitos para disputar as eleições municipais. Não há nada truculento ou obscuro. O que temos feito é evitar ficar de fora. Mas não são candidatos, porque não vamos apresentar candidatos enquanto não tivermos condições.

P. Quais foram os critérios para o indulto de mais de 100 prisioneiros e perseguidos?

R. Não conheço os critérios. Se você quer que os deputados aspirem à reeleição ou concorram para continuar no Parlamento, eles não podem estar sob julgamento, no exílio, em embaixadas, presos… Mas essa é uma decisão do regime. Estão todos? Não. O que é um sinal de que a luta tem que ser política? Sim.

P. Nessa lista não estão, por exemplo, Juan Guaidó, Leopoldo López e Julio Borges. Estaria disposto a participar das eleições se eles não forem indultados?

R. Devemos continuar buscando a liberdade de todos. Não deveria haver nenhum prisioneiro. A questão da Assembleia Nacional não é algo que eu quero, estamos com um entrave pela frente. O período constitucional vai terminar. O que fazemos? Tenho certeza de que Maduro não quer que participemos das eleições. Nós nos tornamos muito previsíveis. Imagine que toda a oposição diga que não vai disputar a eleição. Garanto que Maduro a adia. Eu gostaria de conseguir tudo com uma única ação, mas não é possível. E o adversário sabe disso, por isso sempre te leva ao extremo. Aí entra a necessidade de pararmos de nos tornar previsíveis.

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ENTREVISTA: OS DILEMAS DE BOLSONARO POR FELIPE MOURA BRASIL

Neste sábado você vai ver, aqui na coluna ENTREVISTA o eminente jornalista de O Antagonista Felipe Moura Brasil falando sobre os dilemas de Bolsonaro no momento em que o Brasil chega a 100 mil mortos pelo coronavírus, governo e Congresso discutem a necessidade de estender o auxílio emergencial e, consequentemente, ampliar os gastos da União. Por outro lado, tentando retomar a pauta pré-pandemia, o ministro Paulo Guedes leva a primeira parte da reforma tributária ao Congresso e prega a necessidade da criação de um novo imposto. Não perca essa sensacional entrevista!

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ENTREVISTA: ALLAN DOS SANTOS FAZ GRAVE DENÚNCIA NOS PINGOS NOS IS

Aproveite o seu domingo, quando você tem mais tempo, para assistir uma ENTREVISTA imperdível com Allan dos Santos, aquele que é um dos alvos no inquérito do Supremo Tribunal Federal que apura a disseminação de fake news. A polícia já realizou duas operações na casa do blogueiro. Allan afirma que é vítima de uma conspiração. E nesta entrevista faz denúncia gravíssima. Então assista ao vídeo completo a seguir e descubra qual é essa revelação!

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ENTREVISTA: ROBERTO JEFFERSON FALA SOBRE CENSURA IMPOSTA PELO STF

A nossa coluna ENTREVISTA deste domingo trás o ex-deputado federal Roberto Jefferson falando sobre censura imposta pelo STF, na qual ele é indiciado também. Uma ENTREVISTA muito interessante, com críticas ácidas como sempre onde chama o Supremo de ORCRIM. Assista, reflita e tire suas conclusões!

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ENTREVISTA: A DEPUTADA JOICE HASSELMANN ESCLARECE MUITOS PONTOS NEBULOSOS DA POLÍTICA NACIONAL

A ENTREVISTA é longo, mas super esclarecedora, principalmente para os bolsonaristas que ainda insistem em não enxergar o que realmente está acontecendo na contenda entre os três poderes federais. Nessa ENTREVISTA para os jornalistas Renata Agostini e Caio Junqueira da CNN, que aconteceu meste sábado, a deputada fala que também era uma seguidora totalmente obediente a ponto de mudar a sua estratégia de se candidatar à senadora para atender a um pedido de Bolsonaro e conta quando, como e porque rompeu com ele. E ainda que apesar do rompimento pessoal vota  a favor de todas as propostas do governo que considera benéficas para o país. São muitas revelações importantes que você precisa tomar conhecimento para poder fazer um juízo de valor sóbrio e imparcial do cenário político atual.

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ENTREVISTA: O MUNDO PÓS-PANDEMIA POR LUIZ FELIPE PONDÉ

Nesta segunda-feira vamos assistir na coluna ENTREVISTA o renomado filósofo e escritor Luiz Felipe Pondé responde perguntas sobre como será o Mundo Pós-Pandemia. O entrevistado faz uma belíssima análise sobre a geopolítica, emprego, tecnologia, política e outros aspectos sócio-econômicos. Eu super recomendo ouvir esse PODCAST. 

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ENTREVISTA: SERGIO MORO DÁ ENTREVISTA EXCLUSIVA À VEJA PARA REBATER ACUSAÇÕES DE TRAIDOR

Neste sábado aproveite para ler essa ENTREVISTA exclusiva que o Ex-Ministro Sergio Moro deu a reportagem de VEJA depois da enxurrada de acusações nas redes sociais pelos bolsonaristas chamando-o de traidor. Nessa entrevista ele reafirma tudo que disse, se indigna pelo presidente ter lhe chamado de mentiroso  explica o porquê da sua atitude, lamenta por ter exposto a deputada Carla Zambelli e promete lavar a honra quando for inquerido a prestar depoimento no inquérito aberto pelo Ministro do STF Celso de Melo. Fato que já está programado para a próxima semana. Convido-o a ler toda a ENTREVISTA a seguir, refletir e tirar suas conclusões e se não for suficiente para fazer o seu juízo de valor sobre a hombridade, honestidade, lisura e caráter de Sergio Moro, aconselho aguardar o desenrolar do inquérito e depois formular o seu conceito.

Sergio Moro afirma que apresentará ao STF provas contra Bolsonaro

Em entrevista exclusiva, o ex-ministro da Justiça diz que o governo nunca priorizou o combate à corrupção

Por Policarpo JuniorLaryssa Borges

Atualizado em 1 maio 2020, 09h12 – Publicado em 30 abr 2020, 19h39
Quando Sergio Moro decretou as primeiras prisões da Operação Lava-­Jato, em 2014, ninguém imaginava que começaria ali uma revolução de consequências históricas para a política, a economia e o combate à corrupção no Brasil. Em quatro anos, as investigações revelaram a existência de uma monumental estrutura que tinha como membros ativos as maiores empreiteiras do país, altos dirigentes de empresas estatais e políticos de todos os quilates — de deputados a presidentes da República. Todos se nutrindo da mesma fonte de um esquema que, durante anos, desviou mais de 40 bilhões de reais dos cofres públicos, dinheiro convertido em financiamento de campanhas eleitorais e propina. O caso fulminou biografias, quebrou empresas, arrasou partidos políticos e desmascarou muita gente que se dizia honesta. A histórica impunidade dos poderosos levou uma surpreendente rasteira — e abriu caminho para que um outsider chegasse à Presidência da República. Com a eleição de Jair Bolsonaro e a nomeação de Sergio Moro para o Ministério da Justiça, muitos apostaram que a corrupção sistêmica sofreria o golpe de misericórdia no país — uma tremenda ilusão, segundo o próprio Moro.“O combate à corrupção não é prioridade do governo”, revela o agora ex-­ministro da Justiça, que foi descobrindo aos poucos que embarcara numa fria. Ele estava em casa na madrugada da sexta 24 quando soube que o diretor-geral da Polícia Federal fora demitido pelo presidente. Mas o episódio foi a gota d’água de uma relação tumultuada. Havia tempo o presidente não escondia a intenção de colocar no cargo alguém de sua estrita confiança. Bolsonaro frequentemente reclamava da falta de informações, em especial sobre inquéritos que tinham como investigados amigos, correligionários e parentes dele. Moro classificou a decisão do presidente de pôr um parceiro no comando da PF de uma manobra para finalmente ter acesso a dados sigilosos, deu a isso o nome de interferência política e, na sequência, pediu demissão. Bolsonaro, por sua vez, disse que a nomeação do diretor da PF é de sua competência e que as acusações de Moro não eram verdadeiras. O Supremo Tribunal Federal mandou abrir um inquérito para apurar suspeitas de crime.

RECADO – Moro, em relação a Bolsonaro: “Ele sabe quem está falando a verdade” Alex Farias/Photo Press/.

Em entrevista exclusiva a VEJA, Moro revelou que não vai admitir ser chamado de mentiroso e que apresentará à Justiça, assim que for instado a fazê-lo, as provas que mostram que o presidente tentou, sim, interferir indevidamente na Polícia Federal. Um pouco abatido, o ex-ministro também se disse desconfortável no papel que o destino lhe reservou: “Nunca foi minha intenção ser algoz do presidente”. Desde que deixou o ministério, ele passou a ser hostilizado brutalmente pelas redes bolsonaristas. “Traidor” foi o adjetivo mais brando que recebeu. Mas o fato é que Bolsonaro nunca confiou em Moro. Sempre viu nele um potencial adversário, alguém que no futuro poderia ameaçar seu projeto de poder. Na entrevista, o ex-ministro, no entanto, garante que a política não está em seus planos — ao menos por enquanto. Na quarta-feira 29, durante a conversa com VEJA, Moro recebeu um alerta de mensagem no telefone. Ele colocou os óculos, leu e franziu a testa. “O que foi, ministro?” “O presidente da República anunciou que vai divulgar um ‘vídeo-bomba’ contra mim.” “E o que o senhor acha que é?”, perguntamos. Moro respirou fundo, ameaçou falar alguma coisa, mas se conteve. A guerra está só começando. Acompanhe nas próximas páginas os principais trechos desta conversa.

“O COMBATE À CORRUPÇÃO NÃO É PRIORIDADE DO GOVERNO”
O ex-ministro Sergio Moro recebeu VEJA em seu apartamento em Brasília. Na entrevista, que durou duas horas, ele lembrou que aceitou o cargo de titular da Justiça diante do compromisso assumido por Bolsonaro com o combate à corrupção. Aos poucos, porém, foi percebendo que esse discurso não encontrava sustentação na prática do governo — e ficou bastante incomodado quando viu o presidente se aproximar de políticos suspeitos:

“Sinais de que o combate à corrupção não é prioridade do governo foram surgindo no decorrer da gestão. Começou com a transferência do Coaf para o Ministério da Economia. O governo não se movimentou para impedir a mudança. Depois, veio o projeto anticrime. O Ministério da Justiça trabalhou muito para que essa lei fosse aprovada, mas ela sofreu algumas modificações no Congresso que impactavam a capacidade das instituições de enfrentar a corrupção. Recordo que praticamente implorei ao presidente que vetasse a figura do juiz de garantias, mas não fui atendido. É bom ressaltar que o Executivo nunca negociou cargos em troca de apoio, porém mais recentemente observei uma aproximação do governo com alguns políticos com histórico não tão positivo. E, por último, teve esse episódio da demissão do diretor da Polícia Federal sem o meu conhecimento. Foi a gota d’água”.

A LENDA - O ex-juiz da Lava-Jato era, até dias atrás, tratado como “herói” pelos militantes bolsonaristas, mas,… Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil 

O senhor acusou o presidente Bolsonaro de interferir politicamente na Polícia Federal. Tem provas disso? O presidente tem muito poder, tem prerrogativas importantes que têm de ser respeitadas, mas elas não podem ser exercidas, na minha avaliação, arbitrariamente. Não teria nenhum problema em substituir o diretor da PF Maurício Valeixo, desde que houvesse uma causa, uma insuficiência de desempenho, um erro grave por ele cometido ou por algum de seus subordinados. Isso faz parte da administração pública, mas, como não me foi apresentada nenhuma causa justificada, entendi que não poderia aceitar essa substituição e saí do governo. É uma questão de respeito à regra, respeito à lei, respeito à autonomia da instituição.

E quais eram as motivações políticas? Reitero tudo o que disse no meu pronunciamento. Esclarecimentos adicionais farei apenas quando for instado pela Justiça. As provas serão apresentadas no momento oportuno, quando a Justiça solicitar.

“NÃO POSSO ADMITIR QUE O PRESIDENTE ME CHAME DE MENTIROSO”
O presidente Bolsonaro rebateu as acusações do ex-ministro. Ele negou que houvesse tentativa de interferência política na Polícia Federal e acusou Sergio Moro de tentar negociar a demissão do diretor da PF em troca de sua nomeação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Moro conta por que divulgou uma mensagem trocada entre ele e a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) e outra entre ele e Bolsonaro:

“Eu apresentei aquelas mensagens. Não gostei de apresentá-las, é verdade, mas as apresentei única e exclusivamente porque no pronunciamento do presidente ele afirmou falsamente que eu estava mentindo. Embora eu tenha um grande respeito pelo presidente, não posso admitir que ele me chame de mentiroso publicamente. Ele sabe quem está falando a verdade. Não só ele. Existem ministros dentro do governo que conhecem toda essa situação e sabem quem está falando a verdade. Por esse motivo, apresentei aquela mensagem, que era um indicativo de que eu dizia a verdade, e também apresentei a outra mensagem, que lamento muito, da deputada Carla Zambelli. O presidente havia dito uma inverdade de que meu objetivo era trocar a substituição do diretor da PF por uma vaga no Supremo. Eu jamais faria isso. Infelizmente, tive de revelar aquela mensagem para provar que estava dizendo a verdade, que não era eu que estava mentindo”.

IMAGEM QUEIMADA… – depois das acusações que fez contra o presidente, foi alvo de ataques e chamado de “traidor” Pedro Ladeira/. 

Na mensagem, Bolsonaro cita uma investigação sobre deputados aliados e afirma que aquilo era motivo para trocar o diretor da PF. O que exatamente queria o presidente? Desculpe, mas essa é uma questão que também vai ter de ser examinada dentro do inquérito que foi aberto no Supremo Tribunal Federal para investigar esse caso. Reitero a minha posição. Uma vez dito, é aquilo que foi dito. Não volto atrás. Seria incoerente com o meu histórico ceder a qualquer intimidação, seja virtual, seja verbal, seja por atitudes de pessoas ou de outras autoridades.

O senhor sofreu algum tipo de ação intimidatória após as revelações que fez? Atacaram minha esposa e estão confeccionando e divulgando dossiês contra ela com informações absolutamente falsas. Ela nunca fez nada de errado. Nem eu nem ela fizemos nada de errado. Esses mesmos métodos de intimidação foram usados lá trás, durante a Lava-­Jato, quando o investigado e processado era o ex-presidente Lula.

“NUNCA FOI MINHA INTENÇÃO SER ALGOZ DO PRESIDENTE”
Depois das denúncias de Moro, o Supremo Tribunal Federal determinou que fosse aberto um inquérito para apurar se o presidente tentou de fato aparelhar a PF para fins políticos. Em seu parecer, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu que também fossem investigados os crimes de denunciação caluniosa e contra a honra — ilícitos que, em tese, podem ter sido praticados por Moro:

“Entendi que a requisição de abertura desse inquérito que me aponta como possível responsável por calúnia e denunciação caluniosa foi intimidatória. Dito isso, quero afirmar que estou à disposição das autoridades. Os ataques mais virulentos vieram principalmente por redes virtuais. Não tenho medo de ofensa na internet, não. Me desagrada e tal, mas se alguém acha que vai me intimidar contando inverdades a meu respeito no WhatsApp ou na internet está muito enganado sobre minha natureza”.

RISCO DE PROCESSO - Aras: pedido de investigação por denunciação caluniosa e crime contra a honra do presidente Andressa Anholete/Getty Images

O senhor recebeu mais críticas ou apoios por se demitir do cargo e acusar o presidente? A opinião pública compreendeu o que eu disse e os motivos da minha fala. É importante deixar muito claro: nunca foi minha intenção ser algoz do presidente ou prejudicar o governo. Na verdade, lamentei extremamente o fato de ter de adotar essa posição. O que eu fiz e entendi que era minha obrigação foi sair do governo e explicar por que estava saindo. Essa é a verdade.

Qual é hoje a sua opinião sobre o presidente Bolsonaro? Pessoalmente, gosto dele. No governo, acho que há vários ministros competentes e técnicos. O fato de eu ter saído do governo não implica qualquer demérito em relação a eles. Fico até triste porque considero vários deles pessoas competentes e qualificadas, em especial o ministro da Economia. Espero que o governo seja bem-sucedido. É o que o país espera, no fundo. Quem sabe a minha saída possa fomentar um compromisso maior do governo com o combate à corrupção.

“NÃO QUERO PENSAR EM POLÍTICA NESTE MOMENTO”
Em todas as grandes manifestações dos apoiadores do presidente, a figura do ex-ministro da Justiça sempre ocupou lugar de destaque. Após sua demissão, ele passou a ser tratado nas redes sociais como traidor e oportunista que estaria tirando proveito político em um momento de fragilidade do governo:

“Lamento ter de externar as razões da minha saída do governo durante esta pandemia. O foco tem de ser realmente o combate à pandemia. Estou dando entrevista aqui porque tenho sido sucessivamente atacado pelas redes sociais e pelo próprio presidente. Hoje mesmo, quarta, ele acabou de dar declarações, ontem deu declarações. Venho sendo atacado também por parte das pessoas que o apoiam politicamente. Tudo o que estou fazendo é responder a essas agressões, às inverdades, às tentativas de atingir minha reputação”.

MANDANTE - Adélio, que tentou matar o presidente: caso ainda não encerrado ./Divulgação

O que o senhor pretende fazer a partir de agora? Estou num período de quarentena. Tive 22 anos de magistratura. Deixei minha carreira com base em uma promessa não cumprida de que eu teria apoio nessas políticas de combate à corrupção. Isso foi um compromisso descumprido. Não posso voltar para a magistratura. Eu me encontro, no momento, desempregado, sem aposentadoria. Tudo bem, tem gente em situação muito mais difícil que a minha. Não quero aqui ficar reclamando de nada. Pedi a quarentena para ter um sustento durante algum tempo e me reposicionar, provavelmente no setor privado.

Fonte: VEJA

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ENTREVISTA: O PERUANO NOBEL DE LITERATURA MARIO VARGAS LLOSA ALERTA PARA OS EFEITOS NEGATIVOS DE UM RETROCESSO DA GLOBALIZAÇÃO

Nesta quinta-feira temos o peruano Mario Vargas Llosa como destaque da coluna ENTREVISTA. O Nobel de literatura diz que nos equivocamos quando acreditamos que a natureza estava dominada por causa do progresso e alerta para os efeitos negativos de um retrocesso da globalização e de ter um governo chinês como modelo. Leia a entrevista completa a seguir, conheça um pouco mais do grande escritor e tire suas conclusões!

Mario Vargas Llosa: “Com o progresso, acreditamos que a natureza estava dominada”

O ganhador do Nobel de Literatura passa o confinamento lendo Galdós na sua casa de Madri, e alerta para os efeitos negativos de um retrocesso da globalização e de ter o Governo chinês como modelo

O escritor peruano Mario Vargas Llosa na sua casa, em Madri, em 2019.O escritor peruano Mario Vargas Llosa na sua casa, em Madri, em 2019.SAMUEL SANCHEZ

“Acaba de sair o sol!”, dizia, às cinco da tarde do último sábado, Mario Vargas Llosa, prêmio Nobel de Literatura, com 84 anos recém-completados (em 28 de março). “Assim se levanta um pouco o ânimo.” O autor peruano passa o confinamento em sua casa de Madri, lendo Los Episodios Nacionales, de Benito Pérez Galdós (1843-1920).

Pergunta. Escute isto: “Fiquei sozinho como um cogumelo e tornei a fazer a vida monástica (…). Só continuarei aqui até o fim de mês, felizmente, porque é como viver na Lua (…). Sinto-me menos que um homem, que um animal ou que uma planta, um pedacinho de lixo, umas gotinhas de xixi, às vezes nem sequer isso. Não há um café, nem um cinema, e a ideia de fazer essa longa expedição até os lugares habitados me deprime…”.

Resposta. É a reflexão de um confinado, sem dúvida. De onde saiu isso?

P. É de uma carta que você escreveu ao seu amigo Abelardo Oquendo quando, em 12 de fevereiro de 1966, você estava escrevendo Conversa no Catedral. Como se sente agora?

R. Este confinamento é algo formidável para mim porque tenho um tempo para ler como nunca tive. Geralmente trabalho muito pelas manhãs, mas duas ou três tardes à semana tenho sempre algum encontro, alguma entrevista. Agora não vem ninguém! Posso ler dez horas por dia!

P. E está lendo Galdós.

R. Sim, praticamente já terminei Los Episodios Nacionales. Um trabalho gigantesco, em uma linguagem acessível, divertida. Ele se documentou, mas trabalhou com liberdade. Descreve o caos, as contradições, como são arbitrários alguns dirigentes partidários. E há esse personagem maravilhoso, Mosén Antón, que tem uma raivinha e passa para o lado dos franceses por mau humor. Imagine o que isso significa como caos.

P. Encontra nessa leitura algo que a relacione com a Espanha deste mês, por exemplo?

R. Sem dúvida nenhuma. Tínhamos a impressão de que, com o progresso e a modernidade, tínhamos dominado a natureza. Pois não! Uma grande idiotice. A prova é que isto pegou praticamente todos os países de surpresa. Nenhum estava preparado para um desafio assim. Um chinês come um morcego e isso provoca uma pandemia que aterroriza o mundo. Nenhum país estava preparado para um desafio semelhante. Isto significa como o progresso é relativo, como podemos ter surpresas muito desagradáveis com essa confiança. E uma das lições que será preciso tirar é que temos que estar mais bem preparados para o imprevisível.

P. O aspecto global também fica questionado.

R. Tudo tem um preço, e o preço negativo da globalização é este. Por outro lado, permite aos países pobres derrotarem a pobreza a grande velocidade, algo inesperado há poucos anos. Pela primeira vez hoje os países pobres têm possibilidades de saírem a uma velocidade impensável. Isso é algo que a globalização permite. Seria muito negativo que, como consequência desta pandemia, a globalização retrocedesse e voltássemos a levantar fronteiras que tanto trabalho custou diminuir.

P. Não lhe causa assombro que uma potência como os Estados Unidos seja atacada por um vírus e só possa ser defendida pela ciência, pelo acaso ou pela esperança?

R. Os Estados Unidos, que pareciam estar acima do bem e do mal, estava muito pouco preparados. Prova disso são as 2.000 mortes que ocorreram um dia destes. Havíamos confiado em que o progresso havia trazido tantos benefícios que já não haveria surpresas desagradáveis. Mas não! As surpresas desagradáveis estão à porta. É verdade que alguns países resistiram melhor que outros, mas não foi o caso dos países que acreditávamos estar na ponta do progresso, como os Estados Unidos.

P. Você foi um dos primeiros a levantar a voz em relação à manipulação que a China fez de seu próprio caso.

R. O caso da China é muito interessante, porque tem muita gente surpresa com progressos que a colocavam agora como modelo: sacrificar as liberdades abrindo um mercado livre na economia. Agora ficou demonstrado que o progresso sem liberdade não é progresso, e o caso da China foi flagrante. Um país que se vê sacudido por uma pandemia como esta, que nasce em seu seio e diante da qual os próprios dirigentes agem de maneira autoritária, tentando esconder o que seus melhores médicos denunciaram que iria acontecer. Foi o típico reflexo de um sistema autoritário: negá-lo, obrigar esses médicos a se desmentirem. Muitas vidas poderiam ter sido salvas se um Governo como o chinês tivesse informado imediatamente.

P. Trump, Bolsonaro e Johnson resistiram a entender que isso também acontecia com eles…

R. Isso custou muitas vidas! Agiram de forma irresponsável, pensando que poderiam driblar a ameaça. Acredito que os eleitores dos países democráticos e livres os examinarão, sem dúvida pagarão por isso. Seguiram aquele reflexo autoritário de não dar importância quando se tratava de um perigo tão sério.

P. Como vê a situação da América Latina?

R. Felizmente a pandemia chegou lá no verão. E o calor é dissuasivo para o vírus [ainda não existem estudos concretos que apontem para esta relação]. Ele a está golpeando, mas muitíssimo menos do que se tivesse chegado no inverno [no Brasil e Equador o número de casos não para de aumentar]. Do contrário seria difícil explicar que o Peru, com uma infraestrutura que não está à altura do desafio, ainda não chegou a cem mortos. De qualquer forma, meu país respondeu vigorosa e rapidamente, de modo que o presidente Martín Vizcarra aumentou enormemente sua popularidade.

P. Compartilha as advertências sobre a possibilidade de que as normas para combater a pandemia firam as liberdades civis?

R. Sem dúvida. Infelizmente essa é uma das consequências do pânico generalizado causado pela pandemia… Estava em andamento um processo de dissolução de fronteiras. A globalização estava funcionando muito bem. No entanto, o terror dessa pandemia corre o risco de nos fazer retroceder a essa espécie de retorno à tribo, acreditando que essas fronteiras nos protegerão melhor contra a pandemia. Não é verdade. Acredito que hoje em dia a resposta generalizada da Europa à pandemia está poupando muitas vidas em relação com fatos do passado.

P. Como viu a atitude da Europa?

R. É um pouco injusto criticar os países que fizeram bem a lição de casa e estão expostos a demandas daqueles que nem sempre a fizeram. Finalmente, houve um acordo através de uma negociação difícil. Aceitaram fazer parte de uma unidade como a europeia e vamos compartilhar esse progresso graças à compreensão daqueles que fizeram bem a lição de casa.

P. No final do seu artigo de 18 de março no EL PAÍS [Retorno à Idade Média?], você diz: “O terror à peste é, simplesmente, o medo da morte que nos acompanhará como uma sombra”. Você teve medo?

R. Acredito que é impossível não ter medo da morte se você não estiver muito desesperado ou tiver uma vida demasiado trágica para desejar que ela acabe. Essa é a exceção à regra. O normal é ter medo da extinção. Em uma situação como a que vivemos agora, vendo amigos ou conhecidos que desaparecem arrastados por essa doença, é impossível que o medo da morte não se espalhe. É a reação saudável, natural. Além disso, graças à morte a vida é maravilhosa, tem essas compensações fantásticas, como a leitura, por exemplo. Espero que aumente graças à pandemia!

A Europa estará melhor

Não se pode aceitar, diz Vargas Llosa, que esta crise represente um retrocesso para a Europa. É preciso corrigir os defeitos, é claro, “mas os países da União Europeia estarão melhores”. Em primeiro lugar, “a paz na Europa continuará, uma realidade sem precedentes porque até agora as pessoas não fizeram nada além de se inimizar”. Essa é uma projeção que incentiva que o futuro “não seja de retrocesso, mas de avanço, com o desvanecimento total das fronteiras, para consolidar um projeto supra-estatal que agora traz tantos benefícios”.

Fonte: EL PAÍS

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ENTREVISTA: O MAIS IMPORTNATE ARTISTA CHINÊS DA ATUALIDADE DIZ QUE O CAPITALISMO CHEGOU AO FIM

Caro(a) leitor(a),

Ai Weiwei é o maior artista plástico chinês vivo. É renomado e reconhecido mundialmente. Já foi entrevistado no programa Roda Viva da TV Cultura e vive no Reino Unido por banimento ao se rebelar contra o Partido Comunista da China liderado por Xi Jinping. Nesta ENTREVISTA ao Jornal El País é possível, conhecer um pouco mais da face obscura do Sistema Comunista da China e e os impressionantes problemas internos que o monstro asiático enfrenta para se sustentar como potencia mundial. Leia a ENTREVISTA completa a seguir e entenda a responsabilidade da China nessa pandemia mundial.  

Ai Weiwei: “O capitalismo chegou ao seu fim”

Mais importante artista chinês, célebre dissidente do regime comunista, critica a gestão da China sobre a pandemia: “Se este desastre pôde se expandir, se deve em grande parte pela China ter escondido a verdade”

Ai Weiwei, apresentando sua exibição na Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen no ano passado.Ai Weiwei, apresentando sua exibição na Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen no ano passado.FEDERICO GAMBARINI/GETTY IMAGES

Ai Weiwei é um dos dissidentes chineses que mais denunciou a falta de direitos humanos que impera no mundo, assim como o dano que a falta de liberdade de expressão causa na China. O artista vivo mais importante do país asiático lidera o ranking mundial de autores que atraem mais visitantes aos museus: no ano passado, 1,1 milhão de pessoas foi a uma de suas exposições itinerantes no Brasil, mais do que Van Gogh, Klimt e Munch.

A relação entre Ai Weiwei e o Partido Comunista Chinês foi durante anos como de cão e gato. Após ficar preso por 81 dias acusado de evasão fiscal, o artista, ao voltar para sua casa, respondeu à vigilância a que era submetido transmitindo sua vida como protesto. Em 2015, por fim, abandonou seu país e foi para Cambridge, Inglaterra. Hoje está confinado, ainda que dessa vez compartilhe os motivos. Ai Weiwei (Pequim, 1957) fala sobre a crise mundial sem precedentes que a Covid-19 provocou. Aponta o vínculo entre os desastres que assolam o planeta e a falta de valores humanistas durante uma entrevista que começa por telefone e termina por e-mail. São questões essenciais em sua obra e as hasteia com veemência. Talvez sejam as experiencias de sua infância que forjaram seu caráter crítico: acompanhava seu pai, o poeta Ai Qing, para realizar trabalhos forçados no campo e limpar latrinas como castigo por suas críticas ao Partido Comunista. O mais provável é que não possa voltar a seu país. Acusa o Governo de ter destruído seu estúdio em Pequim sem aviso prévio. Acaba de publicar um livro de aforismos na Espanha: Humanidad (Humanidade) pela editora Paidós, em fevereiro de 2020.

Pergunta. O chamado coronavírus está assolando o mundo como se fosse uma grande tempestade, mudando nosso modo de interagir e viver. Como vê o que estamos experimentando?

Resposta. A epidemia chegou repentinamente, ninguém estava preparado para isso. O que se diz é que é um vírus muito democrático porque ataca todos da mesma forma. Os desastres que vimos antes, incluindo as guerras, eram de caráter regional. Essa é a primeira vez que me vejo em meio a um desastre de caráter global.

P. O vírus desatou ondas de racismo. O presidente dos Estados Unidos chegou a chamá-lo de “vírus chinês”. O que o senhor pensa disso?

R. Não é estranho nomear um vírus baseando-se em seu local de origem. É como uma pessoa, pode ter nome e apelido. Covid-19 seria seu nome oficial. Não acho que exista discriminação racial nesse assunto. Além disso, todas as culturas têm um grau de preconceito em relação a outras. Enquanto esses preconceitos não prejudicarem a dignidade nacional e a dos indivíduos, não acho que seja um problema. O grave é que o vírus surgiu e se propagou pela falta de transparência do Governo chinês. A perda de vidas global foi enorme. Por isso, não acho ruim que se chame “vírus chinês”. Espero que chamá-lo assim sirva para que os chineses e seus políticos percebam que a única maneira de contar com um mundo justo e seguro é garantindo a liberdade de expressão.

P. Qual o papel da liberdade de expressão na propagação do vírus na China e, depois, no mundo?

R. Ocorreram tantos desastres na China, e cada um deles esteve ligado a uma coerção da liberdade de expressão. Sua falta é em si um desastre humanitário. Estamos fartos de saber disso. Do contrário, eu não teria ficado no estrangeiro. A liberdade de expressão é como um vírus, e pode ser ofensivo a alguns organismos. O Partido Comunista Chinês é uma organização mais forte do que qualquer outra no mundo e exerce sua autoridade através do controle do pensamento e do discurso das pessoas. Se esse desastre pôde se expandir se deve em grande parte pelo fato da China ter escondido a verdade. A Organização Mundial da Saúde foi cúmplice disso ao não dar a gravidade e magnitude devidas ao problema, negando que estivéssemos diante de uma epidemia.

“Os refugiados confinados em acampamentos dos quais não podem sair deveriam receber ajuda prioritária”

P. O Governo chinês está ajudando muitos países, doando máscaras e material médico. O que acha dessa estratégia?

R. A China, ao encarar um desastre, em vez de assumir suas responsabilidades, faz trocas de favores políticos, politizando os princípios humanitários. O espírito humanitário está sendo distorcido. E me refiro também a todas as crianças em campos de refugiados. Não podem sair, estão confinadas em acampamentos, deveriam receber ajudar prioritária, e acrescento os presos. O Irã ordenou a libertação dos seus enquanto o vírus durar, mas continua sendo um país sancionado pelos Estados Unidos. Quando a ideologia e a animosidade política obstruem a solução dos desastres humanitários, isso pode ser considerado um crime. Atualmente, nenhum país pode condenar outro, o mundo está no caos. Por que o Reino Unido não liberta Assange? É uma figura fundamental na liberdade de imprensa e de expressão; agora, entretanto, deverá enfrentar uma possível extradição aos Estados Unidos e uma pena de até 175 anos. Manter uma coerência ética não é fácil, as pessoas só percebem os desastres que afetam suas regiões, mas os desastres estão conectados.

O artista chinês Ai Weiwei.

O artista chinês Ai Weiwei.ZENITH RICHARDS / CAMERAPRESS / CONTACTOPHOTO

P. Hoje se debate, para enfrentar a crise, a democracia é menos eficiente do que um sistema autoritário. O que o senhor acha?

R. Visto da superfície, a China conseguiu controlar rapidamente a epidemia. Mas pagou um preço que não é visível: a saúde emocional de toda a sua população, que foi trancada em jaulas como animais, obrigada pela força a ficar confinada durante mais de dois meses. Uma sociedade que vive sob um regime autoritário funciona como um exército e as pessoas são como animais em cativeiro. Após ter vivido sob forte controle por mais de 70 anos, perderam o valor de se rebelar. Se o Ocidente acha que manter essa situação é benéfica, será pela estupidez e por motivos sub-reptícios. Muitos têm interesse em fazer negócios com a China. Basta negar a existência de Taiwan e não se relacionar com o Dalai Lama.

P. Dizem que as pessoas de países como a Coreia do Sul, Japão e China são mais submissas. Que o confucionismo faz com que os indivíduos acatem melhor as ordens.

R. Se o pensamento de Confúcio fosse realmente praticado, o regime não seria tão violento. Nós chineses não somos nada submissos. É só ver como tratamos os animais e a brutalidade de certos crimes. O Governo também não é dócil com seu povo. Promove essa imagem para manter as aparências.

“Nós chineses não somos nada submissos, é só ver como tratamos os animais e a brutalidade de certos crimes”

P. O que o senhor pensa do modelo chinês? Está em crise?

R. O [Estado chinês] é um grupo de interesse que se tornou cada vez mais forte com a introdução do capital, se transformou em capitalismo de Estado. A livre concorrência e a economia de mercado sob a premissa da liberdade individual não existem, tudo está sob o controle do Partido. O Ocidente perdeu sua vantagem competitiva, encontrou um competidor poderoso e incontrolável porque desobedece às regras. O que está acontecendo é uma grande lição, mas poderemos aprender com essa lição? Nós nos movimentamos por interesses. Empreendemos projetos somente quando nos trazem lucros, nos esquecendo dos princípios. A Europa e os Estados Unidos apoiaram o regime chinês, não se manifestaram sobre o assassinato de um jornalista em uma embaixada da Arábia Saudita na Turquia. Quando a impunidade é permitida, quem a permite perde o direito de falar sobre o que é justo e injusto. Se o Ocidente se deixa guiar somente pelos lucros e os interesses, será bem merecido quando sofrer perdas.

P. Considera que o capitalismo está em crise?

R. O capitalismo chegou ao seu fim. Não pode continuar desenvolvendo-se moral e eticamente. Causa problemas às pequenas nações, se apodera dos recursos do planeta, saqueia sem freio. A China alimenta os interesses das grandes empresas ocidentais e estas tornaram a China cada vez mais poderosa. Essas empresas não são restringidas por nenhum Estado, nação e cultura. A China está disposta a fazer coisas que não podem ser feitas no Ocidente. A globalização está sendo feita sobre a base do desenvolvimento do capitalismo e o colonialismo. A crise subjacente é palpável, e os desastres por vir ocorrerão mais de uma vez. Como fazer o desenvolvimento livre de um país de 1,4 bilhão de pessoas sob um regime autoritário? O desenvolvimento de uma sociedade depende da legitimidade de seus Governos. E após 70 anos no Governo, o Partido ainda não resolveu esse problema. Essa é a verdadeira crise que a China enfrenta.

P. Muitos países fecharam suas fronteiras, até a globalização começou a ser questionada: isso é atribuído à rapidez com que o vírus se deslocou. Como o senhor vê isso?

R. Se os Estados Unidos constroem um muro que os separa do México, então onde estão a liberalização e a globalização? Para o capital não existem barreiras, o capital circula livremente no mundo. O sonho da globalização é resolver tudo com dinheiro. Os refugiados chegaram às terras europeias e foram tratados pior do que os prisioneiros. Por acaso abandonaram seus lares voluntariamente? Os desastres não acabarão, virão um após o outro, porque os humanos violaram muitos princípios morais.

P. O senhor sabe o que é estar confinado. Viveu isso à força na China. O senhor está acostumado ao isolamento? O que faz Ai Weiwei confinado em casa?

R. Entendo o isolamento, é uma medida que responde à desconfiança das pessoas em relação à ordem social existente. A liberdade individual só pode se basear na confiança pública. Pessoalmente, não me afeta em nada. Passo mais tempo com minha família, o que é motivo de alegria. Isso me permite refletir sobre os assuntos que geralmente me interessam. Penso muito no humanismo, meu último livro se chama Humanidade. Esse desastre nos fez comprovar que nesse mundo já não existem regiões e uma liberdade regional. Essa epidemia nos alertou que o enriquecimento de grupos empresariais e regionais através da globalização deve acabar. Caso contrário, as desgraças por vir serão ainda maiores.

P. Do que sente falta da China? Pode voltar a seu país ou está em estado de exílio absoluto?

R. Não posso voltar, é impossível expressar minhas opiniões lá. A expressão é vital à criação. Não poder fazê-lo é como perder a vida. Não tenho saudades. Sinto falta de minha mãe, de meus irmãos. É minha terra, me é familiar. É meu idioma e tenho amigos lá. Mas, enquanto a China for só um conceito político, não tenho nenhum desejo de retornar.

P. Como sua infância impactou sua arte? Esteve marcada pelas experiências de seu pai, que foi enviado para trabalhar no campo durante a revolução cultural, onde limpou banheiros, morou em buracos escavados no solo.

R. As recordações da infância nos marcam, é como quando uma árvore cresce, sempre estará ligada às suas razies. É inegável que meu capital vivencial está ligado às experiências da geração de meu pai. Tudo aquilo que me ajudou a compreender melhor o valor do humano e a importância de preservar a vida. Qual é o significado dos direitos humanos? É uma pergunta que me faço constantemente. E esse tema influenciou minhas obras. Minha vida é uma obra: minha vida e a própria vida.

Mais repressão

A censura aos dissidentes se intensificou com a crise do coronavírus. Xu Zhiyong, acadêmico crítico ao Governo, foi preso em 15 de fevereiro no sul da China após participar de uma reunião com ativistas. Está em paradeiro desconhecido, investigado por “incitação a subverter o poder do Estado”. Fundador do movimento Novos Cidadãos, publicou um artigo no começo de fevereiro alegando que Xi Jinping, o presidente da China, era “incapaz de lidar” com a crise do coronavírus. A doutora Ai Fen, diretora do setor de emergências do hospital central de Wuhan, figura que participou dos alertas lançados sobre o surto quando o Partido Comunista Chinês (PCCh) estava desesperado para escondê-lo, também deixou de fazer declarações. “As redes sociais estão sendo sujeitas a um escrutínio maior, recebemos a visita da polícia por comentários que fizemos em grupos de chat da Internet”, diz uma escritora dissidente residente em Pequim que pediu para se mante no anonimato.

Fonte: EL PAÍS

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ENTREVISTA: O DEPUTADO OSMAR TERRA DÁ O CAMINHO PARA SAIR DA CRISE

Na coluna ENTREVISTA desta sexta-feira temos o ex-ministro do governo Bolsonaro Osmar Terra, que foi Secretário de Saúde por 08 anos no Estado do Rio Grande do Sul e enfrentou a epidemia do N1H1, dando importantes e esclarecedoras dicas sobre como administrar essa crise, para que ela não se converta de crise de saúde em crise econômico-social, para não dizer o caos!

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ENTREVISTA: NEVA (GABRIEL RL) CONCEDE ENTREVISTA INÉDITA AO SITE “EU SEM FRONTEIRAS”

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Entrevista de Neva (Gabriel RL) concedida ao site “Eu Sem Fronteiras”

Ilustração de uma árvore gigante no planeta Terra, atrás da qual a lua se esconde
Gabriel RL
Escrito por Gabriel RL

Eu Sem Fronteiras: Estamos atravessando uma fase de grandes mudanças e sabemos que isso tudo está acontecendo por causa da Transição Planetária. Embora haja um Plano Universal para isso, que nos traz a certeza de que tudo isso que vemos e sentimos faz parte desse processo, ainda convivemos com energias dualistas, que muitas vezes nos desorientam. Como você poderia nos explicar o porquê de isso acontecer?

Imagem em time lapse de um céu noturno, rodeado por estrelas, acima de um rio.

NEVA (Gabriel RL): De fato, para muitos, o que traz essa certeza é a confiança no Plano Universal, pois mesmo não vendo o quadro alargado das situações, nós o sentimos em nosso ser, profundamente, e temos a convicção de que está tudo certo, tudo dentro do plano, e cabe a nós mantermos essa energia de confiança, até a conclusão de tudo.

Estar em um mundo onde a essência deste devido à necessidade do aprendizado é a dualidade certamente para algumas almas acostumadas às energias mais sublimadas, mais sutis e que vieram de ambientes muito diferentes da Terra é algo extremamente desgastante. Mas é justamente essa energia que essas almas trazem desses ambientes sublimes, que vai ajudar no equilíbrio da Terra e ajudar a todos aqueles que ainda não conseguiram sequer visualizar um mundo mais sublimado. Então, somos nós aquelas almas chamadas para virem às pressas à Terra, a fim de ajudar no processo. E por mais que seja muito difícil devido ao extremo da dualidade aqui expresso, no final seremos muito gratos por termos participado desta experiência. Pouco a pouco, vai-se tendo mais calma, mais suavidade, e ainda que a dualidade deste mundo continue vamos ancorando o que somos, de fato. A dualidade já não fará mais tanto efeito porque a cada novo dia, a cada ancoragem e confiança nossa, as energias mais sublimes vão tomando conta de nós, pois isso é quem realmente somos. As energias da dualidade, densidade e quaisquer energias não sublimadas que ainda existam na Terra não terão mais efeito sobre qualquer um de nós. De fato, essa era uma das nossas grandes missões: “aguentar” as pressões da Terra até o fim, e mostrar que não seríamos abalados em nossa essência. Fosse difícil como fosse, manteríamos a nossa energia primária intacta, que é a nossa sublimidade. É isto o que vai fazer a diferença no mundo: a nossa capacidade de nos mantermos em paz em meio ao caos, pois serão nossos olhos transmitindo paz que serão os procurados nos tempos mais turbulentos.

Eu Sem Fronteiras: Sentimos energias densas, uma percepção diferente do tempo, como se nossas ações não gerassem muitos movimentos. Como costumamos dizer, as coisas parecem paradas. Por que isso está acontecendo? Que sintomas isso nos traz, tanto no nível físico como no mental e espiritual?

Placa proibindo ir à direita ou à esquerda.

NEVA (Gabriel RL): No fundo, grandes mudanças estão acontecendo, sim, e sentir energias densas faz parte desse processo. Passamos muitas eras experimentando a mais profunda densidade e o que resta agora é uma “rapa do tacho”. Só que muitos estão cansados, e ao mínimo pressionar das velhas energias parece que algo extremamente denso está dominando-os, quando, na verdade, não é como no passado, mas, sim, o fim de uma velha energia. Como superar esse cansaço? Eu recomendo meditações com o Raio Azul do Arcanjo Miguel, que é o raio da força, disciplina, força de vontade, encorajamento, empoderamento, autoestima, precisão, determinação. Sempre que sentir uma sensação de esgotamento energético, invoque o Arcanjo Miguel e seus Anjos, Mestre El Morya e todos os seres do Raio Azul. Sentirão como se uma injeção de adrenalina estivesse sendo aplicada em vocês. É uma força muito grande. Sinto a presença do Arcanjo Miguel aqui…

“Nunca pensem que seus esforços estão sendo em vão; nunca desacreditem daquilo que estão construindo e ainda vão construir. Não há nada mais sublime do que ver a transformação ocorrendo. Vocês estando dentro dela e regendo todo esse movimento aguardado pelas eras. Grandes profetas anunciaram vocês. As eras anunciaram vocês. Gaia anunciou vocês. Então agora resta, simplesmente, acreditar em vocês mesmos e que têm toda a ajuda que precisarão. Não há força alguma não positiva que possa anular ou adiar o que as eras previram. Há um “aglomerado” de momentuns alcançados e estes apontam e fortificam este seu momentum de agora. Nada pode pará-los. E eu estarei com vocês, sempre. Miguel.”

Eu Sem Fronteiras: Vemos muitas pessoas se referindo a mudanças substanciais em sua vida: rompimentos de todo tipo, relacionamentos familiares, românticos, de trabalho etc. Como devemos encarar tudo isso? E ainda: é real a questão de que os carmas estão sendo finalizados?

Mulher caminhando sobre chão coberto de pratos quebrados.

NEVA (Gabriel RL): Estamos realmente numa fase de fechamento e abertura de novos ciclos. É muito simples. A Terra está em uma grande transformação. Está havendo algo como a chamada “separação do joio do trigo”. Carmas sendo finalizados e Darmas chegando. É preciso ter o coração muito aberto e confiar em todas essas transformações. Muitas vezes, você pode estar sendo demitido de um emprego e ficar muito triste com isso porque você tinha amigos ali. Gostava do que fazia, gostava do seu chefe, dos diretores, enfim. Mas a vida movimentou energias e você agora não está mais ali, mas é preciso confiar. Não esqueça que você tem amigos espirituais que o ajudam, que estão sempre orientando-o, mostrando as sincronicidades para que tudo vá se ajeitando, sempre para o seu melhor. Apesar de ser difícil e, às vezes, extremamente doloroso, sejamos gratos. Acordemos sendo gratos, vivamos o dia sendo gratos e adormeçamos sendo gratos, pois é essa a energia também que o impulsionará e lhe trará sempre o melhor. Tudo acontece para o seu aprendizado. Por mais doloroso que possa ser, é para o seu aprendizado. E, se você não vê o quadro mais alargado agora, verá à medida que o tempo for passando. É como um meio de transporte: você chegou correndo para pegá-lo e ele já havia saído. Mas era o transporte que o levaria a seu destino, digamos uma entrevista de emprego. Você se arrumou, se preparou para aquela entrevista, foi até o local onde pegaria o transporte que o levaria até seu destino e, apesar de você ter corrido muito, lá chegando, o veículo já tinha saído. Você se desespera tentando pegar outro, tentando fazer algo para chegar a tempo, acaba não conseguindo e perdendo aquela entrevista. Mas, no caminho de volta para casa, você se senta ao lado de uma pessoa. Essa pessoa, percebendo a sua tristeza, pergunta se pode ajudar. Você diz que está precisando de emprego e acabou não podendo ir à entrevista, pois não chegou a tempo de pegar o transporte. Ocorre que essa pessoa diz que estava justamente precisando de alguém para um trabalho e… Adivinhe? É um trabalho melhor do que o que você teria se tivesse chegado a tempo na outra entrevista. Quantas vezes muitas pessoas perderam um voo e esse avião em que viajariam caiu? Queridos, tudo é como tem que ser. Às vezes, certas situações podem ser livramento de coisas piores para que venham coisas melhores para o seu caminho. Só confie e entregue. O Amor de Deus não tem limites e seu EU Superior quer sempre o seu melhor.

Eu Sem Fronteiras: Nesse período, muitas pessoas estão se sentindo solitárias. Como podemos lidar e aceitar amorosamente essa solidão?

Mulher em um quarto fechado, sozinha, olhando por uma pequena janela.

NEVA (Gabriel RL): Pelas eras, houve, de fato, um abandono de si mesmos, para que o jogo aqui na Terra pudesse ser jogado com mais intensidade. (Isso também fazia parte do plano e da experiência.) Essa era uma das formas de se conseguir adentrar essa dualidade completamente esquecendo-se de si mesmos e mergulhando na experiência. Sem contar a solidão ocasionada pela separação da Fonte, para mergulhar nessa experiência (vide mensagem de Adamu: https://www.sementesdasestrelas.com.br/2019/10/adamu-pleiadiano-o-contrato-para.html). Só que essa experiência está chegando ao fim, e não há mais necessidade disso. Agora está havendo o chamado para um mergulho profundo em si mesmo para reencontro consigo próprio e, devido a esse autoabandono tão intenso, muitos estão sentindo dificuldades de se reencontrarem. É como se não tivessem a companhia delas mesmas, como se faltasse algo. Em verdade, falta sim. Falta enxergarem elas mesmas e a sua grandiosidade. Este é um momento muito importante. Momento para solitude, para que haja esse mergulho ainda mais profundo em si e SE RESGATAR. Resgatar a si mesmo das profundezas intrínsecas. Enquanto o véu cai e vai sendo visto que tudo era fantasia, que todo o jogo externo era apenas uma ilusão, é inevitável uma imensa frustração, seguida de raiva, decepção, descontentamento e desânimo, para que esses sentimentos o forcem a ir mais para dentro, onde há o maior tesouro, e ali você se encontre dentro de você. Todo o externo, as ilusões externas não fazem mais sentido. Daí a sensação aparente de vazio, de desânimo. “Não tem mais graça o externo”, algo assim. E vem esse primeiro pacote de melancolia. Isso, como disse, é para forçá-lo a ir para dentro de você, encontrar você mesmo e as maravilhas que existem dentro de si. Isso tudo foi programado por você mesmo, e não é para se culpar ou se punir. Fez parte da experiência que você mesmo escolheu.

Comece a sair mais com você mesmo, a ficar um pouco mais sozinho. Quando se sentir triste, abrace-se mais, assista a bons filmes, divirta-se com você mesmo, comece a se sentir bem com você mesmo. Faça coisas que gosta de fazer. Claro, não estou dizendo que a partir de agora você abandone as suas amizades, os seus relacionamentos, não é isso! Mas apenas que você precisa mais ser o seu melhor amigo, o seu melhor parceiro, o seu melhor companheiro. Estou dizendo para dar um pouco mais de atenção a você mesmo. Você está voltando para casa, e a casa é dentro de você. Vou deixar aqui uma meditação que canalizei recentemente para ajudar nesse processo: https://www.youtube.com/watch?v=uCM84JfN-6s.

Muito grato mais uma vez pela oportunidade de compartilhar com vocês estas percepções e energias. Deixo o meu carinho e profundo agradecimento!

Deixo também um link para quem deseja ter algum atendimento pessoal comigo e/ou acesso a algumas das tecnologias canalizadas por mim.

https://www.sementesdasestrelas.com.br/2018/09/atendimentostrabalhos-de-gabriel-rl.html

https://www.sementesdasestrelas.com.br/2017/01/atendimentostrabalhos-de-gabriel-rl.html

Pela Verdade, nada mais que a Verdade,

Em Amor e Bênçãos,

Neva (Gabriel RL)

Fonte: Eu Sem Fronteira

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ENTREVISTA: HELEN O’CONNELL E A AINDA DESCONHECIDA ANATOMIA DO CLITÓRIS

Nesta esclarecedora ENTREVISTA a urologista e descobridora do clitóris Helen O’Connell diz que apesar de mapeado e descrito com todos os seus elementos a anatomia do clitóris desde 1998, não é nenhuma surpresa que não se conheça a anatomia do clitóris. É a nossa herança cultural, diz a cientista.  Leia essa curiosa entrevista e conheça tudo o único órgão humano projetado para o prazer!

HELEN O’CONNELL | UROLOGISTA E DESCOBRIDORA DO  CLITÓRIS

“Não é surpresa que não se conheça a anatomia do clitóris. É nossa herança cultural”

Helen O’Connell não foi apenas a primeira australiana especializada em urologia. Ela também descreveu com todos os seus elementos a anatomia completa do clitóris numa data bem recente, o ano de 1998

Helen O'ConnellA urologista australiana Helen O’Connell, em uma foto de dezembro de 2018. KRISTOFFER PAULSEN

Do outro lado do mundo vive uma pioneira a quem as mulheres (e os homens) devem muito em termos de prazer sexual. Helen O’Connell não foi apenas a primeira australiana especializada em urologia. Ela também descreveu com todos os seus elementos a anatomia completa do clitóris numa data bem recente, o ano de 1998. A cirurgiã detalhou sua vascularização e constatou que sua inervação era mais potente do que previamente observado. Além disso, incluiu os bulbos cavernosos como parte da estrutura, de forma piramidal, e explicou suas relações com a uretra e a vagina. O único órgão humano projetado para o prazer tem sido sua obsessão e concentrou grande parte de suas pesquisas, que também enfocam o famoso ponto G. Ela investigou a representação do clitóris ao longo da história. “Há muito lixo, mas no meio disso há descrições muito boas, como as de [Reigner] De Graaf (século 17), [Georg Ludwig] Kobelt (século 19, que não a considerava um órgão completo), de pessoas que fizeram dissecações em vez de permanecer com as mesmas imprecisões que lhes tinham sido transmitidas”, afirma. Aos 57 anos, ela é a chefa de Cirurgia e Urologia em um hospital público de Melbourne, com um currículo volumoso. Recém-chegada a seu consultório, responde via Skype quando ainda é madrugada na Espanha.

Pergunta. Por que é considerada a descobridora do clitóris?

Resposta. Eu fiz meu doutorado sobre este órgão. Calculo que passei 10 anos pesquisando e continuo realizando estudos relacionados a ele. O livro de anatomia no qual estudamos para ser cirurgiões era inadequado. Flagrantemente errado. Isso me deu uma pista de que poderia haver um problema maior. E provei que havia. Muitos livros, também textos ginecológicos, a maioria da literatura médica moderna, apresentavam erros ou imprecisões. A Anatomia de Gray, uma espécie de Bíblia para nós, era francamente inexata. Afirmava que o clitóris é como o órgão masculino, apenas menor e não o descrevia.

P. Então, se interessou em pesquisar esse órgão.

R. Começamos fazendo estudos em cadáveres. Passei muito tempo determinando, com corpos e outros materiais, como era o órgão normal, a relação entre seus componentes e a uretra e a vagina. E entre todas essas partes e a vulva. Quais eram as camadas que levavam a esses órgãos, os vasos sanguíneos… Fizemos mais de cem estudos. Conseguimos responder a muitas perguntas por meio de um processo sistematizado. Não fui a única. Eu tinha uma equipe que me ajudava a determinar qual era o próximo passo.

P. Qual foi sua contribuição mais importante em termos anatômicos?

R. Nos textos não especializados se conhece como clitóris a glande ou a ponta externa do órgão. E essa é uma parte muito pequena de toda a estrutura, que está mergulhada profundamente sob a pele, com vários componentes que se encaixam em um espaço entre a vulva e o monte de Vênus, envolvendo a entrada da uretra e a vagina. Acho que minha principal contribuição é mostrar qual é a forma e o tamanho de cada parte integrante do clitóris. Definitivamente, deixar claro que você está errado se pensa que a ponta é todo o órgão.

P. Por que 22 anos depois daquele primeiro artigo o clitóris permanece desconhecido entre as mulheres e também entre os homens?

R. O que você está falando é na realidade do contexto cultural da sexualidade feminina. Para muitas mulheres é um triunfo passar a vida sem que ninguém ataque seu clitóris. Fizemos progressos, já existe uma legislação sistemática ampla que proíbe a mutilação do órgão. Há essa ridícula situação histórica sociocultural em que negamos completamente seu significado como órgão, e o extirpamos deliberadamente. Confiamos nos meninos para que as meninas aprendam sobre sexualidade. A sexualidade feminina foi confinada na vergonha e na ignorância desde o início dos tempos. Portanto, não é surpresa que as pessoas não conheçam a anatomia do clitóris. É nossa herança cultural.

P. Quais são as últimas notícias sobre o clitóris?

R. Notícias quentes! [brinca]. Espere um momento [levanta-se e volta agitando uma figurinha branca. É um clitóris]. Há alguns modelos em 3D para mostrar às pessoas como é. Sinto que a partir de uma base muito pobre estão acontecendo algumas coisas boas. Mas provavelmente levará algum tempo até que as garotas escolham melhores fontes de informação, as suas, antes de confiarem em seus parceiros, que provavelmente estão aprendendo em sites mais do que suspeitos.

P. Qual é o foco de suas pesquisas e descobertas mais recentes?

R. Em 2015, fizemos um estudo procurando o ponto G, para ver se podíamos encontrar um tecido em aparência distinto daquele da parede muscular da vagina que parecesse similar ao tecido esponjoso erétil. E não encontramos nada na parede anterior da vagina. Estamos agora com outro estudo sobre a anatomia da uretra em relação com a vagina, porque o câncer de uretra em mulheres tem sido pouco estudado.

P. Portanto, o ponto G não existe.

R. Bem, pode ser funcional, ao invés de existir como uma estrutura anatômica. Quando você movimenta a uretra, isso repercute no clitóris, que a envolve. Pode haver um efeito indireto. Qualquer coisa que ocorre na abertura da vagina, que é onde está o tecido esponjoso erétil, pode ter um efeito prazeroso percebido mais profundamente. Além disso, todo o assoalho pélvico está envolvido na resposta orgástica, que é uma área mais ampla de interesse e atividade sexual que o clitóris. Mas se você acha que existe uma área mágica na parede anterior da vagina e é aí que você se concentra na estimulação, você não vai conseguir o efeito prazeroso desejado. Isso tem a ver com os achados anatômicos, e não há um lugar assim na parede anterior da vagina.

P. Por que o conhecimento da sexualidade feminina ainda é tão fraco?

R. A palavra definitiva para nomear a sexualidade feminina é vergonha. Mas estamos evoluindo, e acho que estão acontecendo coisas boas. Com certeza, existe uma conversa global sobre a importância da saúde sexual das mulheres, para além do coito. Sobre o prazer feminino, e parte disso é entender onde reside o prazer sexual. Acho, definitivamente, que há uma base esponjosa (bem, este é um mau jogo de palavras) sobre o assunto. Há mais informações e mais entusiasmo. E oportunidades educacionais para que as pessoas aprendam.

Fonte: El País

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ENTREVISTA: O MINISTÉRIO QUE MAIS TRABALHA E MENOS APARECE “INFRAESTRUTURA”

ENTREVISTA: O MINISTÉRIO QUE MAIS TRABALHA E MENOS APARECE “INFRAESTRUTURA”
Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) realiza audiência pública para avaliar plano de privatizações do governo. Em pronunciamento, secretário de coordenação de projetos da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Secretaria Geral da Presidência da República, Tarcísio Gomes de Freitas. Foto: Pedro França/Agência Senado

Caro(a) leitor(a),

A maioria do povo brasileiro conhece muito pouco dos atos do governo Bolsonaro porque esse governo diferentemente do que os governos anteriores fizeram com relação a mídia e divulgação, está economizando em todas as instâncias para tentar reverter anos seguidos de de déficit fiscal e por causa disso está deixando de informar aos seus eleitores as ações que estão sendo feitas em infraestrutura e que são as que vão realmente colocar o país nos trilhos do progresso e do desenvolvimento novamente. Por isso estou publicando aqui uma entrevista importantíssima e altamente esclarecedora, com o ministro Tarcísio de Freitas  sobre as obras e ações que o Ministério da Infraestrutura está executando e que pouca gente sabe. O povo brasileiro está acostumado a ouvir notícias das ações do Ministro Sergio Moro e do Ministro Paulo Guedes, mas talvez muita gente não saiba nem como é o nome do Ministro da Infraestrutura. Então fique sabendo caro(a) leitor(a) que o nome do Ministro da Infraestrutura é Tarcísio de Freitas e talvez ele esteja fazendo muito mais pelo Brasil do que os outros dois ministros juntos. Portanto, é importante assistir a essa ENTREVISTA e tomar conhecimento do que está sendo feito por esse importante ministério!

Fonte:

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ENTREVISTA: EMBAIXADOR DO BRASIL EM ANGOLA FALA SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE OS DOIS PAÍSES

ENTREVISTA: EMBAIXADOR DO BRASIL EM ANGOLA FALA SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE OS DOIS PAÍSES
Comissão de Relações Exteriores (CRE) realiza sabatina de Paulino Franco de Carvalho Neto para embaixador do Brasil na Angola. Em pronunciamento, indicado para o cargo de embaixador do Brasil em Angola, Paulino Franco de Carvalho Neto. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Uma ENTREVISTA muito boa e esclarecedora com o embaixador do Brasil em Angola, Paulino Franco de Carvalho Neto, é o destaque da nossa coluna desta quarta-feira. Entre outras coisas ele aborda os temas corrupção, lavagem de dinheiro, intercâmbio cultural, nepotismo e outros temas relevantes na política entre os dois países.

Se houver dinheiro levado de forma ilícita ao Brasil será devolvido a Angola

Diogo Paixão

4 de Março, 2020

O embaixador do Brasil em Angola, Paulino Franco de Carvalho Neto, afirma que os dois países tiveram sempre uma cooperação económica muito proveitosa. Em entrevista ao Jornal de Angola, o diplomata destaca que “os recursos de bancos públicos brasileiros que vieram para Angola foram, de modo geral, muito bem utilizados e aproveitados”. Acrescenta que a nação africana foi fiel cumpridora dos seus deveres e que nunca atrasou pagamento algum. “A cooperação entre o Brasil e Angola, no domínio financeiro, é exemplar. Queremos continuar em novas bases esse tipo de cooperação, com ênfase para investimentos directos”Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

A cooperação económica é um dos principais instrumentos de desenvolvimento dos países. Como avalia a cooperação entre Angola e Brasil?

Angola é um tradicional parceiro comercial do Brasil em África e importante destino de investimentos brasileiros desde fins da década de 1970. Vivemos hoje um momento de retomada das nossas relações económicas e comerciais, após período de relativa desaceleração por causa de crise económica que atingiu os dois países. A Embaixada procura continuamente aproximar, não apenas os governos do Brasil e Angola, mas também o sector privado, ajudando a identificar oportunidades e promovendo o estreitamento dos laços interpessoais dos dois lados do Atlântico. As reformas promovidas pelo Presidente João Lourenço, no sentido de melhorar o ambi-ente de negócios, reforçando a transparência e a segurança jurídica para investidores estrangeiros, são muito parecidas com as que se fazem no Brasil. São reformas que também aproximam Angola da agenda económica do Go-verno do Presidente Bolsonaro, dando prioridade à responsabilidade fiscal, à redução do peso do Estado e da burocracia e ao combate à corrupção. É preciso intensificar a divulgação desta nova Angola junto ao empresariado do Brasil. Trabalhamos em coordenação com o Governo ango-
lano para facilitar iniciativas neste sentido.

Qual é o volume de negócios entre os dois países?

Em 2019, as exportações brasileiras para Angola somaram 441,5 milhões de dólares e as importações 140,5 mi-lhões, perfazendo uma corrente de comércio de 582 milhões. São números que continuam a ser expressivos e garantem ao Brasil lugar de destaque entre os principais parceiros de Angola. O volume de comércio entre Brasil e Angola chegou a registar 4 biliões de dólares em 2018, mas, assim como o comércio exterior de An-gola com o resto do mundo, tem sofrido considerável queda desde 2015. Em função da crise económica, as trocas com o Brasil também reduziram. Um exemplo significativo do incremento re-cente do nosso comércio é que, no último ano, o Brasil foi o primeiro destino de ex-portação de gás liquefeito de Angola, LNG, no Soyo, e o país continua a importar o produto de Angola. Do lado das importações angolanas, a maior parte dos produtos destinados a Angola são agrícolas (cerca de 80,42% do valor total).
No que diz respeito aos investimentos, embora não se disponha de dados estatísticos precisos, sabe-se que muitas empresas brasileiras investiram em Angola para prestar serviços associados a projectos de infra-estrutura do passado. Hoje, assistimos ao inicio de uma nova era, em que empresários demonstram interesse em actuar em novos sectores. É sinal de que muitos brasileiros já se aperceberam destas novas oportunidades. São vários projectos de investimentos que poderão ser iniciados ainda este ano, como, por exemplo, o empreendimento pioneiro em Angola no sector da indústria farmacêutica, que está a ser analisado pelas autoridades angolanas competentes, para aprovação. Além desse, há projectos iniciados há alguns anos, no período anterior à crise, que continuam a avançar, como a siderurgia do Cuchi, do grupo brasileiro Modulax, e a usina de etanol da Biocom.

No ano passado, durante a visita a Angola do ministro das Relações Exteriores do Brasil, foi assinado, em Lu-anda, um acordo no domínio da Segurança e Ordem Interna. Como está a ser implementado o acordo?

A avaliação sobre a implementação do referido acordo constitui um dos tópicos a serem tratados no âmbito da visita ao Brasil do ministro das Relações Exteriores, Ma-nuel Augusto. Em princípio e sujeito ainda a pareceres jurídicos definitivos, parece que o instrumento terá en-trado em vigor a partir do momento da assinatura, em De-zembro, não devendo necessitar de passar por outros trâmites, na medida em que os compromissos nele plasmados não gerariam ónus específicos, o que é um dos requisitos no Brasil para a aprova-ção parlamentar.
Conforme estabelece o artigo 10 do acordo, a implementação e coordenação estarão a cargo, pelo lado angolano, do Ministério do Interior; e pela parte brasileira, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O artigo 12 do acordo prevê a reunião anual, de forma alternada, do Grupo Técnico Bilateral, incumbido do desenvolvimento, avaliação e acompanhamento da cooperação prevista, sem prejuízo de reuniões extra-ordinárias. Espera-se, para breve, a marcação da primeira reunião.
Convém assinalar que o acordo não se limita à mera troca de informações, contemplando, ainda, formação e capacitação de quadros, fornecimento de equipamentos, gestão de serviços de investigação criminal, desenvolvimento de sistemas de dados, entre outros aspectos em que o Brasil tem condições de colaborar de maneira específica.

Na sua passagem por Luanda, aquando da visita à Índia, o Presidente Jair Bolsonaro disse que ajudaria Angola no combate à corrupção. De que modo seria dada esta ajuda?

Antes de tudo, convém assinalar que, em observância aos princípios da soberania e da não ingerência em assuntos internos de outros países, os quais regem as relações internacionais, eventuais pedidos de cooperação em ma-téria de combate à corrupção precisam de ser formulados expressamente pela parte interessada. Isso pode dar-se de várias formas e mediante pedidos encaminhados por órgãos dos distintos poderes (executivo, legislativos e judiciário) de cada país.
Assim, por exemplo, caso a PGR em Angola queira solicitar cooperação jurídica do lado brasileiro para troca de informações sobre um in-quérito em curso, com potenciais implicações na outra jurisdição, tais como alegadas transacções suspeitas no nosso território, efectuadas por cidadãos angolanos que tenham hipoteticamente expatriado recursos de forma indevida (ou vice-versa), tratar-se-ia de uma modalidade de cooperação a ser levada adiante. Independentemente de existirem ou não acordos bilaterais específicos nessa ou naquela matéria, a colaboração estreita entre instituições angolanas e brasileiras afigura-se uma realidade que ocorre há anos, sendo algo digno de nota, contanto que sempre se respeitem os direitos dos indiví-duos e os respectivos ordenamentos jurídicos. Tal parceria regular entre órgãos es-tatais de lado a lado reflecte a excelência do relacionamento angolano-brasileiro como um todo, fundado na confiança mútua.
Voltando à pergunta anterior, sobre o acordos recém-assinados em matéria de Segurança e Ordem Interna, a primeira reunião do Grupo Técnico Bilateral, destinada à implementação efectiva do instrumento, ganha relevo adicional, à luz da elevada prioridade conferida por ambos os governos, a luta contra a corrupção, uma das modalidades de ilícitos elencadas no artigo 2 para afigurar como objecto de assessoria, assistência técnica e intercâmbio de informações. O acordo pode, portanto, servir de base para a intensificação da cooperação bilateral no combate à corrupção e outros ilícitos que incidam ou perpassem ambos os países.
De todo o modo, as perspectivas de cooperação nessa área são múltiplas e dinâmicas. A isso acresce-se o facto de que as grandes linhas de-fendidas pelo Governo do Presidente João Lourenço encontram ressonância no Governo brasileiro, como no caso do combate à corrupção, circunstância que já se reflecte na nova fase da interacção bilateral, com realce para visitas pioneiras de representantes de instâncias judiciárias e de controlo.
Em Agosto de 2019, uma missão da Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) esteve em Brasília, tendo os responsáveis reunido com os ministros brasileiros da Justiça e da Controladoria Geral da União. No mesmo mês, a ex-Procuradora-Geral da República do Brasil recebeu uma comitiva chefiada pelo então Vice-Procurador-Geral da República de Angola. Mesmo com a mudança de um e de outro servidor, a cooperação tende a dar frutos, pois criou-se uma dinâmica de intercâmbio. A propósito, o Ministério Público de Angola já manifestou interesse em conhecer melhor o Instituto da “Delação Premiada”, conforme denominado no Brasil. De igual modo, delegações angolana e brasileira tiveram profícuo encontro à margem da 88ª sessão da Assembleia-Geral da Interpol, em Outubro do ano passado.
Portanto, o Brasil está aberto a cooperar com Angola nesta área e no respeito aos princípios de soberania. Caberá às instituições directamente envolvidas, as procuradorias dos dois países fazerem o seu trabalho. Já houve trocas de visita, trocas de informações entre os dois países. Esta cooperação faz-se com base em acordos e entendimentos entre os dois países. Portanto, Brasil e Angola devem intensificar esta cooperação para combater a corrupção.

O ministro das Relações Exteriores de Angola prepara uma viagem ao Brasil (NR: já lá se encontra). Qual é a essência desta deslocação? Está-se já perante os preparativos da visita de João Lourenço ao Brasil?

A visita do ministro Manuel Augusto inscreve-se num contexto mais amplo de retomada do intercâmbio de visitas de alto nível entre o Brasil e Angola e surge em resposta ao convite efectuado pelo chanceler Ernesto Araújo, por ocasião da sua vinda a Luanda, em Dezembro passado. Será mais uma oportunidade para intensificar a cooperação bilateral. A língua comum, os laços culturais e históricos, a “vizinhança atlântica” sempre farão com que as relações entre Brasil e Angola sejam consideradas estratégicas e prioritárias. Além disso, a cooperação e o intercâmbio de experiências realizados ao longo dos anos constituem vantagens comparativas relevantes para estreitar ainda mais os fortes vínculos que nos unem.
Entendemos que, da perspectiva angolana, a visita do ministro Manuel Augusto propicia valiosa oportunidade para promover a imagem da “Nova Angola” no Brasil, em linha com a prioridade que o Governo do Presidente João Lourenço tem atribuído à vertente económica e comercial da diplomacia deste país. Neste sentido, esta visita insere-se nos esforços que vêm sendo realizados pelo Executivo angolano para atrair novos investimentos estrangeiros (neste caso brasileiros), considerados fundamentais para a diversificação da economia e para o sucesso dos programas de privatizações e concessões em curso. Apenas para citar alguns exemplos, os sectores agro-pecuário, de educação, construção civil, infra-estruturas, defesa e saúde possuem enorme potencial para empreendimentos conjuntos.
Respondendo à segunda pergunta, recordo que o Presidente Jair Bolsonaro convidou o Presidente João Lourenço para visitar o Brasil. Neste contexto, um dos objectivos centrais da visita do ministro Manuel Augusto é, sim, preparar a visita do mandatário angolano ao Brasil, a qual esperamos que ocorra proximamente. Durante a sua visita a Brasília, que começa a 2 de Março, o ministro Manuel Augusto deverá discutir com o seu homólogo brasileiro opções de datas para esta viagem presidencial. Recordo que na escala que fez em Luanda, a caminho da Índia, em Janeiro, o Presidente Bolsonaro afirmou que pretende visitar Angola. Estamos a trabalhar para que essa expectativa possa se concretizar por ocasião da Cimeira da CPLP, que se realiza em Setembro, na capital angolana.

O Governo angolano desenvolve uma acção destinada a recuperar os capitais ilícitos domiciliados no exterior. Há muito capital ilícito angolano no Brasil?

Não tenho informações precisas a este respeito. Se houver, tenho a certeza de que, através da cooperação bilateral já mencionada e por meio de outros instrumentos bilaterais, esses recursos serão repatriados, devolvidos a Angola. Não tenho a menor dúvida disso.

Diz-se que há muitos angolanos envolvidos no caso “Lava Jato”. Pode confirmar?

Cabe à Justiça tratar desse assunto. No Brasil, a operação “Lava Jato” continua. São processos longos de busca de elementos de informação para que as pessoas envolvidas se-jam processadas e, se for o caso, condenadas, o que já ocorreu largamente no Brasil. Esta cooperação tem de continuar. Ca-berá à Justiça, de forma soberana, tomar as decisões que julgar acertadas.

Angola pagou a sua dívida ao Brasil e livrou-se das acusações de contas milionárias. Haverá ainda algum pendente sobre esta matéria?

Brasil e Angola sempre tiveram uma cooperação económica muito proveitosa. Os recursos de bancos pú-blicos brasileiros que vieram para Angola foram, de modo geral, muito bem utilizados e aproveitados. Angola sempre foi fiel cumpridora dos seus deveres, nunca atrasou pagamento algum. A cooperação entre o Brasil e Angola no domínio financeiro é exemplar. Queremos continuar em novas bases esse tipo de cooperação, com ênfase em investimentos directos.

Nota-se que os brasileiros es-tão muito bem integrados em Angola. Acontece o mesmo com os angolanos no Brasil? Como está o processo de integração no Brasil? Os angolanos continuam confinados em favelas?

Não, não estão. Os angolanos estão concentrados em algumas localidades, em diversos bairros de algumas cidades, como São Paulo, e eles participam em actividades sociais e económicas do país. Tal como os brasileiros em Angola, eles adaptam-se facilmente ao Brasil, pois os dois países têm muitas semelhanças, história e hábitos comuns. Os angolanos sentem-se em casa, como nós nos sentimos aqui. Muitos vão ao Brasil tentar uma nova vida, conseguir um emprego, que muita vezes aqui não encontram. São bem acolhidos aqueles que vão legalmente, com os vistos adequados.

Há muitos angolanos que tentam entrar ilegalmente no Brasil ou envolvidos em casos de narcotráfico?

Existe dos dois lados, mas é um número muito reduzido. Nós não podemos chamar atenção para a excepção, mas para a regra, para a maioria que age com correcção. De um modo geral, os angolanos que vivem no Brasil são pessoas honestas, trabalhadoras, que se integraram muito bem, tal como os brasileiros em Angola.

Nota-se um certo esfriamento nas relações entre África e o Brasil, depois da chegada do Presidente Bolsonaro ao poder. Não receia que isso possa afectar as economias africanas e brasileira?

Não concordo com essa visão. Para tanto, basta referir a quantidade de actividades que a Embaixada do Brasil em Angola desenvolve e as que a Embaixada de Angola no Brasil realiza, além das visitas de alto nível. Em De-zembro do ano passado, o ministro das Relações Exteriores do Brasil esteve em Angola. Antes disso, tivemos a visita do ministro da Saúde do Brasil, em Novembro de 2019, e a do ministro da De-fesa, em Abril passado.
O Presidente Bolsonaro fez questão de fazer uma escala em Luanda no final de Janeiro deste ano, a caminho da Ín-dia, onde realizou visita oficial. Foi muito bem recebido, no aeroporto, pelo ministro das Relações Exteriores, Ma-nuel Augusto, e manteve um telefonema muito cordial com o Presidente João Lourenço, que foi convidado a visitar o Brasil. Tudo isto de-monstra que as relações continuam a ser intensas.

Mas reconhece que no passado as relações foram muito mais intensas?

Não reconheço. Foram períodos diferentes, em que a economia angolana andava a um ritmo muito mais acelerado e a economia brasileira também. São períodos distintos, mas a amizade e a cooperação entre os dois países é a mesma.
Não estou a falar das relações com Angola. Estou a falar das relações entre o Brasil e África, de um modo geral.
A exemplo das relações com Angola, as com outros países e regiões de África são muito profícuas. Bastaria mencionar, a título de exemplo, as relações do Brasil com a África do Sul, com a Namíbia, com os países do Norte do continente. São períodos diferentes, épocas diferentes, mas queremos e temos uma presença muito grande em África. Basta dizer que o Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento com um número de embaixadas tão grande em África. São 34 embaixadas. Não co-nheço um outro país em de-senvolvimento com esse número de embaixadas.

Normalmente, quando se fala de nepotismo, África aparece nos lugares cimeiros, mas o Presidente Bolsonaro tem filhos em cargos públicos. Não estaremos também perante casos de nepotismo?

Não. Não se trata de nepotismo. Os filhos do Presidente são cidadãos livres, que exercem mandatos públicos, foram eleitos antes do Presidente chegar ao poder. São vereadores, deputados, en-fim, é um direito que lhes as-siste. Têm a mesma visão política do Presidente, que por acaso é seu pai. Não se trata de nepotismo.

No Brasil, terá havido um outro Chefe de Estado com tantos filhos em cargos públicos?

Não sei dizer, mas nada im-pede que os filhos do Presidente da República exerçam cargos públicos, exerçam mandatos electivos. Não foram escolhidos pelo Presidente da República, foram ungidos aos seus cargos pelo voto do eleitor. Po-deriam não ter sido eleitos, mas o foram.

O Presidente Bolsonaro é acusado muitas vezes, por organizações internacionais rurais e estados do Brasil, de não ter uma política de defesa do ambiente muito efectiva. Que comentário faz sobre estas acusações?

O Presidente Bolsonaro tem dito, reiteradamente, nas suas declarações oficiais, que temos uma política ambiental muito decidida. As políticas públicas ambientais existem há muito tempo, temos um Ministério do Am-biente muito activo, temos uma legislação ambiental moderna. O Brasil, ao contrário de outros países, tem não só uma legislação ambiental muito avançada, mas uma matriz energética altamente renovável, o que o diferencia de muitos outros países, inclusive dos desenvolvidos.
Em outras palavras, a matriz energética brasileira é muito compatível com uma visão de preservação e protecção do ambiente. Sempre tivemos participação activa em fóruns internacionais que se ocupam de temas ambientais. Bastar recordar que o Brasil foi um dos elaboradores do conceito de desenvolvimento sustentável, ou seja, que vai além da protecção do meio ambiente, já que se assenta em três pi-lares: o ambiental, o social e o económico.
Mas as políticas ambientais não satisfazem as minorias no Brasil. Refiro-me concretamente aos índios.
A meu ver, são queixas equivocadas, baseadas numa visão sectorial, de grupos de interesse, sem dúvida legítimos, mas que não está baseada em factos que as sustentem. Fazem parte do jogo político e muitas dessas minorias de-fendem interesses de Organizações Não-Governamentais de outros países, com agendas próprias e nem sempre sinceras. Dito de outro modo, tudo isso faz parte da disputa pelo poder económico no plano internacional. Não se trata de uma preocupação ambiental ou de defesa de minorias estri-to senso, mas sim de interesse em explorar a riqueza económica da Amazónia.

Programa “Médicos pelo Brasil”

A saída dos médicos cubanos do Brasil afectou, certamente, o sistema de Saúde brasileiro. Como é que o Brasil pretende dar a volta à situação?

O programa “Médicos pelo Brasil”, que substituirá gradativamente o “Mais Médicos”, visa levar melhor serviços de saúde às regiões mais carentes do país, como os municípios menores ou de difícil acesso. Prevê, ainda, a formação a profissionais de saúde, em áreas como a medicina de família e da comunidade. A lei que cria o novo programa foi sancionada em Dezembro passado e prevê 18 mil vagas em todo o país. Trata-se de um aumento de 7 mil vagas em relação ao programa anterior. O primeiro edital para selecção dos profissionais deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2020.
Para priorizar a alocação dos profissionais em municípios mais carentes, a distribuição dos médicos deverá obede-cer a critérios definidos se-gundo metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), baseada em estudos da OCDE, levando em consideração o número da população, densidade demográfica e distância em relação aos grandes centros urbanos.
Ao longo dos dois primeiros anos do programa “Médicos pelo Brasil”, os profissionais realizarão o curso de especialização, recebendo bolsa no valor de 12 mil reais mensais líquidos (cerca de 2.760 dólares), com gratificações adicionais que podem chegar a 6 mil reais (1.380 dólares) para locais remotos, comunidades indígenas, ribeirinhas ou fluviais. Durante a participação no programa, os médicos serão avaliados através de métodos cien-tíficos e indicadores de saú-de da população, podendo igualmente avaliar a estrutura da unidade de saúde e da rede de serviço do município em que trabalham. No quadro do novo programa, será, também, permitido o regresso de médicos cubanos por até dois anos.

Os cortes no Orçamento para a Educação no Brasil estão a desagradar os sindicatos. Que políticas existem para reverter a situação?

As limitações orçamentais vigentes no Governo Fede-ral decorrem sobretudo do ambiente recessivo verificado no decorrer desta dé-cada, situação que felizmente vem sendo superada, de forma paulatina. A conjugação de factores, como o ex-cessivo endividamento do sector público e o aumento “natural” ou inflacionário das despesas, reduziu a capacidade do Governo de investir, deprimindo a actividade económica e frustrando a contrapartida de um aumento na arrecadação de impostos proporcional aos gastos.
Cabe salientar, igualmente, a confusão que por vezes existe entre contenção (ou contingenciamento) de gastos e cortes de orçamento. Quando falamos em contenção, referimo-nos, tão somente, ao eventual atraso de parte dos desembolsos referentes a verbas discriminatórias, ou seja, as não-obrigatórias, de modo que não se corra o risco de incorrer em gastos superiores ao orçamento previsto. Mesmo em situação de contenção, cada órgão do Governo deve executar, até ao final de cada ano, a totalidade da alocação orçamental. Esta óptica foi a que pautou o Ministério da Educação, não apenas desde o início do actual Governo, mas também em anos precedentes.
O Brasil conta com dispositivos constitucionais para travar o avanço de desequilíbrio no orçamento público, sendo os mais significativos a chamada “regra de ouro”, que impede a contratação de novas dívidas para o pagamento de despesas correntes e o “tecto de gastos”, que limita a cada sector da administração pública o nível de gastos.
Por tratamento especial, refiro-me ao facto de que, em 2017, primeiro ano de vigência do “tecto de gastos”, o cálculo do orçamento da Educação não se deu com base nas despesas de 2016, mas sim no equivalente a 18% de toda a arrecadação de impostos. Com isso, procurou-se aumentar os recursos antes de fazer valer o critério da correcção inflacionária, observado apenas a partir de 2018. Levando-se em consideração todos estes factores, o orçamento do Ministério da Educação para o ano corrente chega a 157,4 biliões de reais (cerca de 36,2 biliões de dólares), valor extremamente significativo sob qualquer óptica.

Fonte: Jornal de Angola

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ENTREVISTA: CAPITÃO WAGNER, DEPUTADO DO PROS DO CE REGISTRA BO CONTRA CID GOMES

Na nossa coluna ENTREVISTA deste domingo temos o deputado Capitão Wagner pelo PROS do Ceará dando esclarecimentos, sobre o registro de um Boletim de Ocorrência contra o senador Cid Gomes, aos jornalistas Augusto Nunes e Silvio Navarro do programa Os Pingos Nos Is da Jovem Pan sobre o deprimente episódio do confronto entre o senador, a bordo de uma retro-escavadeira, e os policiais amotinados no Batalhão de Polícia de Sobral. Vale a pena assistir essa ENTREVISTA que expõe fatos reveladores!

Fonte:

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ENTREVISTA: OLAVO DE CARVALHO ESCLARECE SOBRE SUA INFLUÊNCIA NO GOVERNO BOLSONARO

Na coluna ENTREVISTA desta segunda-feira trago pra você uma descontraída e esclarecedora entrevista de uma repórter de O Globo com o filósofo Olavo de Carvalho por telefone, feita na última sexta-feira, 14/02/2020.  Na ENTREVISTA o filósofo deixa bem claro qual é a sua participação (se é que existe) no governo Bolsonaro e/ou sua influência sobre a família Bolsonaro. Também esclarece porque não aceito ser Ministro da Educação e o que acha da participação dos militares no Governo Federal. Deixando de lado os palavrões e termos chulos, vale a pena assistir o vídeo e forma uma opinião sobre esse polêmico personagem.

Fonte:

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ENTREVISTA: A ENTREVISTA DO ANO COM O MINISTRO SERGIO MORO

Na coluna ENTREVISTA desta quinta-feira Sergio Moro fala sobre o primeiro ano como ministro da justiça e de possível indicação para o STF em entrevista a Claudio Dantas de O Antagonista. Uma experiência imperdível, não deixe de ver!

Fonte:

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ENTREVISTA: JANAÍNA PASCHOAL FALA SOBRE A CRISE NO PSL E A SAÍDA DE BOLSONARO DA LEGENDA

Na coluna ENTREVISTA deste domingo a jornalista Denise Campos de Toledo conversa com a deputada estadual pelo Rio de Janeiro Janaína Paschoal sobre governo e crise no PSL. Assista ao vídeo e entenda o que está acontecendo e quais as consequências dessa crise!

Fonte:

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ENTREVISTA: GLENN GREENWALD E AUGUSTO NUNES VÃO AS VIAS DE FATO NO PÂNICO

 

A agressão e treta entre Glenn Greenwald e Augusto Nunes é o destaque desta sexta-feira na coluna ENTREVISTA que terminou com a interrupção do programa Pânico e a saída de Augusto Nunes do programa. Esse é um exemplo de onde chegamos com a polarização política neste país, mesmo considerando que os dois jornalistas são inimigos!

Fonte:

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ENTREVISTA: JULIAN LEMOS CONTA TODA A VERDADE SOBRE JAIR BOLSONARO E A CRISE COM O PSL

Entenda quem é de verdade o presidente Jair Bolsonaro na coluna ENTREVISTA desta terça-feira com o deputado federal Julian Lemos do PSL/PB aos jornalistas Felipe Moura Brasil e Augusto Nunes no programa Os Pingos Nos Is da Jovem Pan. Uma conversa franca e reveladora sobre a índole, o comportamento, a lealdade, a influência dos filhos, o humor, o pensamento, o patriotismo e a intenção de Bolsonaro ao ser presidente. Um entrevista reveladora e imperdível!

Fonte:

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ENTREVISTA: MELHORES MOMENTOS DE GUSTAVO BEBIANNO NO PÂNICO DE JOVEM PAN

Na nossa coluna ENTREVISTA você vai ver os melhores momentos do ex-ministro e braço direito de Bolsonaro Gustavo Bebiano que abre o jogo, rasga o verbo e fala tudo sobre os bastidores do governo. Não perca, vale a pena conferir!

 

 

 

 

Fonte:

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ENTREVISTA: EDUARDO BOLSONARO FALA SOBRE O CASO QUEIROZ NO PROGRAMA PÂNICO

Você não pode perder o deputado Eduardo Bolsonaro na coluna ENTREVISTA, no programa PÂNICO da Jovem Pan, falando sobre caso Queiroz, Diplomacia nos EUA, caso Adélio Bispo, autoritarismo do Supremo e muito mais!

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ENTREVISTA: OLAVO DE CARVALHO FALA NA CARA DE PEDRO BIAL O QUE ELE NÃO QUERIA OUVIR DE BOLSONARO E SEUS FILHOS

Nesta segunda-feira você vai assistir a uma ENTREVISTA espetacular e imperdível de Pedro Bial com o filósofo, escritor e cientista político Olavo de Carvalho que dá um show de conhecimento político, geopolítico, história e filosofia e deixa Pedro Bial se fala! Vale a pena conferir! É show!

Fonte:

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ENTREVISTA: O GENERAL HAMILTON MOURÃO NO PROGRAMA DE ROBERTO D’ÁVILA

Na coluna ENTREVISTA temos mais uma sensacional ENTREVISTA com o nosso Vice-presidente da República, o General Hamilton Mourão. Para mim, a maior reserva moral do país, ao lado do ministro Sérgio Moro. Sempre vale a pena conferir este inteligentíssimo e honrado homem falando!

Fonte:

Publicado em 3 de set de 2019

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ENTREVISTA: LUCIANO HANG E OLAVO DE CARVALHO, VOCÊ NÃO PODE PERDER

Na coluna ENTREVISTA  deste sábado você não pode deixar de ver o empresário Luciano Hang, dono do Grupo de lojas Havan num bate papo com o filósofo e professor Olavo de Carvalho, sem papas na língua!

Fonte:

Publicado em 22 de ago de 2019

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ENTREVISTA: SERGIO MORO DA MAIS UM SHOW NA GLOBONEWS

Na coluna ENTREVISTA desta quinta-feira Sergio Moro encara jornalistas da Globo News, defende as iniciativas do governo Bolsonaro em mais uma entrevista impecável. Assista a entrevista completa e tire suas conclusões!

Fonte:

Publicado em 26 de ago de 2019

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ENTREVISTA: UM BATE PAPO MUITO INTERESSANTE DE PEDRO BIAL COM MARCELO BRETAS

Na coluna ENTREVISTA desta segunda-feira temos o Juiz Marcelo Bretas e Pedro Bial Debatendo a Lava Jato e Foro Privilegiado dos políticos e outros assuntos correlatos. Uma conversa com o juiz da Lava Jato do Rio difícil de se ver. Vale a pena conferir!

Fonte:

Publicado em 24 de ago de 2019

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POLÊMICA: AUGUSTO NUNES RESPONDE A GUILHERME BOULOS: GIGOLÔ DE SEM TETO!

Na coluna POLÊMICA deste sábado você vai se divertir com a troca de farpas entre Guilherme Boulos e Augusto Nunes da rádio Jovem Pan e o desafio feito por Augusto nunes à Boulos. Quero ver se Boulos vai ser capaz de dar o troco! Não perca, vale a pena conferir, pois a esquerda está tão acuada que não tem argumentos plausíveis, apenas narrativas de embromação!

Fonte: 

Publicado em 16 de ago de 2019

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ENTREVISTA: O ESCRITOR WAGNER BRAGA É ENTREVISTADO NO BOM DIA CIDADE DA 94 FM

Caro(a) leitor(a),

No dia de ontem estive sendo entrevistado pelos brilhantes jornalistas da Rádio 94 FM, Jener Tinôco e Raissa Melo, no programa Bom Dia Cidade, bem cedinho, pra falar da minha obra, se é que posso denominar assim, pois já são dois livros publicados e mais um vindo por ai, muito em breve. Os dois primeiros livros publicados pela Editora Sarau das Letras, dos amigos Clauder Arcanjo e Davi Leite, ambos de Mossoró, são Eu Cósmico, A Essência e Crer ou Não Crer, Eis a Questão! O primeiro publicado em 2017 e o segundo em março deste ano. O terceiro, cujo título será “Coração, Intuição e Gratidão está planejado para ser lançado até novembro. Reproduzo a seguir o conteúdo completo da entrevista, que foi muito boa, o Jener Tinôco, um conhecido de longa data, é uma pessoa fantástica, foi muito cortês e me deixou muito a vontade. Também adorei conhecer a jornalista Raissa Melo, pessoa maravilhosa e bastante cativante por que tive grande empatia logo de cara. Agora que sei é sobrinha de um grande amigo meu, passei a admirá-la ainda mais. No mais só tenho a agradecer pela oportunidade e pela grande receptividade dos dois.

Fonte: 

Transmitido ao vivo em 13 de ago de 2019

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ENTREVISTA: PEDRO BIAL NUMA CONVERSA MUITO DESCONTRAÍDA COM JANAÍNA PASCHOAL

Na coluna ENTREVISTA desta segunda-feira temos os melhores momentos  da incrível Janaína Pachoal no Conversa com Bial, que foi sensacional. Vale a pena conferir!

Fonte: 

Publicado em 16 de jun de 2019

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RESUMO DA SEMANA: BOLSONARO X OAB; STF X RECEITA FEDERAL; QUEM PAGOU OS RACKERS?

Na coluna RESUMA DA SEMANA deste domingo você vai assistir a Felipe Moura Brasil apresentando o programa Semana da Pan, que reúne os destaques de Os Pingos Nos Is, 3 em 1, Pânico, Morning Show e Jornal da Manhã. Um resumo dinâmico de notícias e debates sobre o que foi notícia na política e economia nesta semana. Vale a pena conferir!

Fonte: 

Publicado em 3 de ago de 201

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ENTREVISTA: O MINISTRO DA EDUCAÇÃO ABRAHAM WEINTRAUB NUM PAPO ABERTO E FRANCO NO MORNING SHOW

Na coluna ENTREVISTA desta quinta-feira o ministro da Educação, Abraham Weintraub, fala sobre a luta do governo Bolsonaro contra as grandes corporações e da hipocrisia da esquerda. Assista ao vídeo e tire suas conclusões!

Fonte

Publicado em 1 de ago de 2019

 

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ENTREVISTA: ADRILLES JORGE, POETA E EX-BBB NO MORNING SHOW. É IMPERDÍVEL!

Caro(a) leitor(a),

Não costumo publicar aqui muitas entrevista, apenas aquelas que realmente me tocam e essa eu recomendo porque me chamou a atenção em face da desenvoltura, da rapidez no raciocínio, da coerência nas reflexões e do carisma desse cara que, eu não conhecia, mas passei a admirar imediatamente após assistir essa bela entrevista. Estou falando de Adrilles Jorge, Ex-BBB, poeta e defensor de Moro/Lava-Jato, elogiado por Pedro Bial e Olavo de Carvalho. Assista essa entrevista dada no programa Morning Show desta terça-feira e dê sua opinião!

Fonte:

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ANÁLISE POLÍTICA: CRONOLOGIA DO HACKEAMENTO: SERÁ QUE LULA JÁ SABIA?

Na coluna ANÁLISE POLÍTICA desta quarta-feira Felipe Moura Brasil, Augusto Nunes e José Maria Trindade lembram que Glenn Greenwald já tinha o material hackeado quando conversou com Lula na cadeia. E que se prestarmos atenção na cronologia dos fatos chega-se a conclusão que o teatro entre Lula e Glen Greenwald foi bem montado. Assista ao vídeo e tire suas conclusões!

Fonte: 

Publicado em 30 de jul de 2019

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ENTREVISTA: POLÍCIA FEDERAL FALA SOBRE A SUSPENSÃO DAS INVESTIGAÇÕES POR TOFFOLI

A coluna ENTREVISTA desta terça-feira o presidente da Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal, Edvandir Paiva, que fala sobre a suspensão das investigações de movimentações financeiras suspeitas por Dias Toffoli. Confira o que diz a PF quanto à decisão do ministro ouvindo o podcast disponibilizado pela CBN. 

Delegados da PF cobram rapidez do STF na análise da suspensão de investigações

Em entrevista ao Jornal da CBN, o presidente da Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal, Edvandir Paiva, alertou que as funções dos órgãos de fiscalização, sobretudo do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), podem ser afetadas caso a decisão do presidente da Corte, ministro Dias Tóffoli, seja mantida.

Por CBN
TERÇA, 23/07/2019, 08:23
Sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/TV Globo (Crédito: )Sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/TV Globo
Fonte: CBN
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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTE SÁBADO

Por Gabriel Barreira e Felipe Grandin, G1 Rio

 


Imagem do projeto do novo autódromo do Rio de Janeiro — Foto: Divulgação

Imagem do projeto do novo autódromo do Rio de Janeiro — Foto: Divulgação

O Ministério Público do Rio (MPRJ) abriu um procedimento preparatório de inquérito civil para apurar se houve direcionamento de licitação no novo autódromo do Rio, em Deodoro, na Zona Oeste. A empresa vencedora foi a Rio Motorpark, criada 11 dias antes do certame.

No documento, datado do último dia 12, o órgão quer saber se houve improbidade administrativa e violação ao princípio da impessoalidade na escolha da Rio Motorpark para a construção do empreendimento.

A Rio Motorpark afirmou, em nota, que não foi notificada sobre a abertura do procedimento e só se irá se pronunciar quando souber o teor do processo.

“A empresa reitera que, em o todo o decorrer da concorrência, agiu integralmente dentro da mais absoluta correção e conforme todas as legislações vigentes”, diz o texto.

Na sexta-feira (19), a licitação foi suspensa por conta de outro problema: a Justiça Federal determinou a paralisação até que haja um estudo de impacto ambiental e seja concedida a licença prévia do empreendimento.

Justiça Federal suspende contrato de novo autódromo em Deodoro

Justiça Federal suspende contrato de novo autódromo em Deodoro

A decisão foi tomada a pedido do Ministério Público Federal (MPF) – que apura o licenciamento ambiental da obra na Floresta do Camboatá, terreno que pertencia ao Exército Brasileiro e foi cedido.

Durante a investigação, o MPF identificou também indícios de direcionamento da licitação e enviou uma notícia-crime para o MP estadual (MPRJ), que é o responsável pelos casos na esfera municipal – a licitação é feita pela prefeitura.

O órgão federal pediu a apuração de crime da Lei nº 8.666/93, a Lei das Licitações. O MPF considerou que houve redução das exigências no edital, curto espaço de tempo e divulgação restrita, limitando a entrada de concorrentes.

Como G1 mostrou no mês passado, a Rio Motorpark tem capital social de R$ 100 mil e a obra está avaliada em R$ 697 milhões. O presidente da empresa, José Antonio Soares Pereira Júnior, é sócio da Crown Assessoria, que ajudou a montar o edital.

A empresa e a prefeitura negam irregularidades.

O procedimento, segundo resolução do MP, pode durar de três a seis meses, entre depoimentos, inspeções e requisição de documentos. Os primeiros papeis solicitados pelo órgão foram:

  • processo administrativo no Tribunal de Contas do Município sobre a licitação
  • edital feito pela prefeitura;
  • ofício do Banco Central que confirme se a Maxximus Bank, que emitiu a garantia para a obra, está autorizada a operar com a emissão de fiança bancária;
  • ofício da Superintendência de Seguros Privados (Susep) que confirme se a empresa Maxximus Bamk está autorizada a emitir seguro-garantia.

O edital definia que a Rio Motorpark precisava oferecer uma garantia de 1% do valor da obra: ou seja, R$ 6,97 milhões. O seguro foi oferecido pela Maxximus Bank. No entanto, G1 revelou que a empresa não é uma instituição autorizada pelo Banco Central.

Empresa que deu garantia em licitação de autódromo não é autorizada pelo Banco Central

Empresa que deu garantia em licitação de autódromo não é autorizada pelo Banco Central

A prefeitura, no entanto, havia aceitado a garantia e informado que se tratava e “um banco de primeira linha”. A própria Maxximus negou ao G1que seja um banco.

Ouvido pela reportagem, o professor de Direito Econômico da UFPR e membro da OAB do Paraná Egon Bockmann Moreira diz que há ilegalidade quando a empresa que oferece a garantia não está apta para oferecê-la.

“A carta-fiança e o seguro-garantia só serão válidos se dados por pessoas autorizadas pelo Banco Central e pela Susep. Se não derem, não vale e a proposta não vale também”, afirma.

Licitação suspensa

Na sexta-feira, a Justiça suspendeu a contratação do consórcio que ganhou a licitação do autódromo do Rio até que haja o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-rima).

A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que também já havia sinalizado indícios de direcionamento de licitação. Como a licitação foi realizada pela Prefeitura, no entanto, o caso saiu do MPF para o MPRJ — exceto a questão ambiental.

Outra investigação contra a Rio Motorpark corre na Comissão de Valores Mobiliários. Os técnicos do órgão manifestam preocupação com possíveis prejuízos a investidores e consideram que “a situação cadastral, patrimonial e física da Rio Motorpark não é compatível com o porte do empreendimento”.

Fonte: G1

Por Fabio Manzano e Carolina Moreno, G1

 


Objetivo da Nasa é voltar à Lua até 2024 e preparar o primeiro envio de seres humanos a Marte — Foto: Divulgação/Nasa

Objetivo da Nasa é voltar à Lua até 2024 e preparar o primeiro envio de seres humanos a Marte — Foto: Divulgação/Nasa

Quando Neil Armstrong entrou para a história ao pisar na Lua e dizer que aquele era “um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade”, os relógios marcavam 23h56 em Brasília. Era 20 de julho de 1969, e meio bilhão de seres humanos acompanharam a transmissão desse “salto” ao vivo pela televisão.

Aquele era o quinto dia da viagem, e o tempo total de no espaço de Armstrong, Edwin “Buzz” Aldrin e Michael Collins já ultrapassava 109 horas. Ou, mais especificamente, o primeiro passo do homem na Lua ocorreu no ponto 109:24:26 da linha do tempo da viagem, segundo a timeline detalhada que a agência espacial norte-americana (Nasa) mantém com todos os movimentos realizados e mensagens trocadas nos nove dias entre a decolagem no Cabo Canaveral e o pouso no Oceano Pacífico.

Em 20 de julho, há exatos 50 anos, a manobra incluiu desacoplar o módulo de pouso lunar Eagle da nave Apollo 11, que já orbitava a Lua. Entre esse movimento e o retorno, sãos e salvos, à Apollo 11, foram cerca de 22 horas no solo do satélite natural da Terra – e cerca de duas horas e meia fora do módulo lunar.

G1 selecionou os principais movimentos feitos pelos três naquele dia, indicando o horário segundo a contagem do tempo de voo e a conversão para o horário local de Brasília.

Confira abaixo o minuto a minuto da chegada do homem à Lua:

7:00 em Brasília – A tripulação é acordada – 93:32:40 de voo

O Controle da Missão estava em Houston, Texas — Foto: Divulgação/Nasa

O Controle da Missão estava em Houston, Texas — Foto: Divulgação/Nasa

CONTROLE: “Apollo 11, Apollo 11. O Black Team lhes dá bom dia.”

COLLINS: “Bom dia, Houston… vocês acordam cedo”

Depois do café da manhã, a tripulação se prepara para a um dia agitado. Todos estão na expectativa de, pela primeira vez, o homem pisar em solo Lunar. Líderes religiosos, jogadores de baseball e até mesmo a Miss Universo enviaram mensagens aos tripulantes da Apollo 11.

14:43 em Brasília – Módulo lunar é desacoplado – 100:11:53 de voo

Módulo lunar Eagle visto desde a cabine de comando, após a separação — Foto: Divulgação/Nasa

Módulo lunar Eagle visto desde a cabine de comando, após a separação — Foto: Divulgação/Nasa

COLLINS: “15 segundos. Ok, aqui vão. Vejo vocês depois!”

ARMSTRONG: “Até mais!”

Michael Collins ficou no controle da nave Columbus para garantir a segurança dos exploradores.

15:49 em Brasília – Início da operação de descida – 101:17:32 de voo

Vista da terra enquanto o módulo de exploração se aproxima da superfície lunar — Foto: Divulgação/Nasa

Vista da terra enquanto o módulo de exploração se aproxima da superfície lunar — Foto: Divulgação/Nasa

Após uma série de conversas técnicas sobre as condições de voo, o controle da Apollo perde o sinal de rádio com a nave Eagle. A manobra para o pouso durou 7 minutos e 40 segundos.

17:58 em Brasília – Módulo lunar pousa na Lua – 102:46:02 de voo

Área em que o módulo lunar realizou seu pouso na superfície do satélite — Foto: Divulgação/Nasa

Área em que o módulo lunar realizou seu pouso na superfície do satélite — Foto: Divulgação/Nasa

ARMSTRONG: “Houston, tudo tranquilo por aqui. A Eagle pousou.”

CONTROLE: “Copiado. Estamos quase sem fôlego. Muito obrigado.”

ARMSTRONG: “Obrigado. Vamos seguindo. Agora estaremos um pouco ocupados.”

23:31 em Brasília – O desembarque – 109:19:18 de voo

Câmeras de transmissão enviaram imagens do desembarque para todo o planeta — Foto: Divulgação/Nasa

Câmeras de transmissão enviaram imagens do desembarque para todo o planeta — Foto: Divulgação/Nasa

ARMSTRONG: “Como estou indo?”

ALDRIN: “Você está indo bem.”

ARMSTRONG: “Ok. Houston, estou na porta.”

Com todo o equipamento e a mudança na gravidade, ações simples como descer uma escada eram feitas com o máximo de controle e cuidado.

23:56 em Brasília – O primeiro passo do homem na Lua – 109:24:26 de voo

ARMSTRONG: “Esse é um pequeno passo para o homem, mas um salto imenso para a humanidade.”

E não foi apenas isso que disse o primeiro homem a pisar na Lua. Em seguida, Armstrong descreveu a superfície do satélite como empoeirada, como se fosse feita de carvão. As próximas atividades dos exploradores aconteceram na madrugada do dia 21 de julho, segunda-feira.

0:24 em Brasília – Marcar território – 109:52:40 de voo

Reprodução do frame de uma câmara 16-mm mostra Neil (esq.) e Buzz (dir.) fincando a bandeira dos EUA — Foto: Divulgação/Nasa

Reprodução do frame de uma câmara 16-mm mostra Neil (esq.) e Buzz (dir.) fincando a bandeira dos EUA — Foto: Divulgação/Nasa

ARMSTRONG: “Aqui, homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez na Lua em julho de 1969 d.C. Viemos em paz por toda a humanidade”

Uma placa com estes dizeres foi colocada próximo à bandeira dos EUA com a assinatura da tripulação e do presidente norte-americano.

0:45 em Brasília – Andar na Lua – 110:13:17 de voo

Pegada do primeiro homem a pisar na Lua — Foto: Divulgação/Nasa

Pegada do primeiro homem a pisar na Lua — Foto: Divulgação/Nasa

ALDRIN: “Eu gostaria de testar as várias formas possíveis de andar na superfície lunar. Acredito estar fora do alcance das câmeras, confirma, Houston?”

CONTROLE: “Afirmativo, Buzz… Agora está no nosso campo de visão.”

ALDRIN: “Você precisa de um tempo para entender onde está seu centro de massa. Às vezes precisa dar dois ou três passos para ter certeza que tem um chão aqui.”

0:48 em Brasília – Ligação do presidente – 110:16:11 de voo

CONTROLE: “Neil e Buzz, o presidente dos EUA está neste momento no Salão Oval e quer falar algumas palavras para vocês, câmbio.”

ARMSTRONG: “Seria uma honra.”

Leia o discurso na íntegra:

“Neil e Buzz, estou falando com vocês por telefone do Salão Oval, na Casa Branca. Esse certamente tem que ser o telefonema mais histórico feito por aqui. Eu simplesmente não posso dizer o quanto estamos orgulhosos do que vocês fizeram. Para cada americano, este tem que ser o dia que mais traz orgulho em nossas vidas. E para as pessoas de todo o mundo, tenho certeza de que eles também se unem a nós ao reconhecerem que grande conquista é esta. Por esta conquista, os céus se tornaram parte do mundo do homem. Vocês nos falam de um mar de tranquilidade, nos inspira a redobrar nossos esforços para trazer paz para a Terra. Um momento inestimável em toda a história do homem, todas as pessoas neste planeta são verdadeiramente uma só; únicas no orgulho pelo que vocês fizeram, e únicas em nossas orações de que retornarão com segurança à Terra.”

2:04 em Brasília – Teste com refletor laser – 111:32:27 de voo

Fotografia acidental disparada durante o momento do teste dos refletores — Foto: Divulgação/Nasa

Fotografia acidental disparada durante o momento do teste dos refletores — Foto: Divulgação/Nasa

O observatório de Lick, na Califórnia confirmou o sucesso dos testes com lasers refletidos na Lua em espelhos colocados pelos astronautas.

2:09 em Brasília – De volta ao módulo lunar – 111:37:48 de voo

Exploradores voltam ao módulo lunar após 2:30 em solo — Foto: Divulgação/Nasa

Exploradores voltam ao módulo lunar após 2:30 em solo — Foto: Divulgação/Nasa

Neil e Buzz retornaram ao módulo lunar com amostras e dados de experimentos após 2:30 de exploração. Os engenheiros da Nasa não queriam arriscar que as vestimentas sofressem danos comprometendo a segurança da missão.

14:54 em Brasília – Volta à órbita lunar – 124:22:04 de voo

Módulo lunar se aproxima do centro de comando para o "rendez-vous" (encontro) — Foto: Divulgação/Nasa

Módulo lunar se aproxima do centro de comando para o “rendez-vous” (encontro) — Foto: Divulgação/Nasa

ARMSTRONG: “Partimos […] A Eagle criou asas.”

O módulo lunar se reacoplou à nave Columbus, controlada por Collins. Em 24 de julho os exploradores entraram de volta na atmosfera terrestre às 13:35 do horário de Brasilia (195:03: 01 de voo).

Tripulação volta à Terra — Foto: Divulgação/Nasa

Tripulação volta à Terra — Foto: Divulgação/Nasa

5 provas irrefutáveis de que o homem pisou na Lua

5 provas irrefutáveis de que o homem pisou na Lua

Fonte: G1

Por G1

Amigos falam de novidades para turnê comemorativa após 20 ano

Amigos falam de novidades para turnê comemorativa após 20 ano

Logo que Zezé Di Camargo e Luciano, Chitãozinho e Xororó e Leonardo anunciaram o retorno do projeto “Amigos”, o público começou a cogitar a possibilidade de um novo integrante para assumir a letra “A” do time, posto de Leandro, parceiro e irmão de Leonardo, morto em junho de 1998.

Desde o início do projeto, o time usava camisetas com letras que formavam a palavra “amigos”. Com a morte de Leandro, as soluções encontradas nos eventos seguintes para o figurino foram: todos usarem uma camiseta com a palavra completa e/ou retirarem a letra “s”, formando apenas a palavra “amigo”.

Em entrevista ao G1, os sertanejos descartaram a possibilidade de um novo integrante. O que pode acontecer é o quinteto contar com alguma participação especial no palco durante o especial que irá para a TV e será gravado durante a apresentação de São Paulo, em 7 de setembro.

“O projeto ‘Amigos’ começou com seis. Infelizmente, a gente perdeu nosso querido companheiro, irmãozão do nosso querido Leonardo. Quando aconteceu, Leonardo queria parar e a gente falou: ‘De jeito nenhum. O Brasil precisa de você, a gente precisa de você’. E seguiu o projeto amigos”.

Luciano, Chitãozinho, Zezé Di Camargo, Leonardo e Xororó ensaiam para o projeto "Amigos" — Foto: Fábio Tito/G1

Luciano, Chitãozinho, Zezé Di Camargo, Leonardo e Xororó ensaiam para o projeto “Amigos” — Foto: Fábio Tito/G1

“Talvez para o especial de televisão possa ter alguma participação, mas para a estrada, para todos os shows, somos nós aqui e a banda”, explicaXororó.

“E é isso que o público vai ver. Muita música apaixonada, muita música dançante, muita sanfona, muita viola, muito tudo. Acho que amigos é isso”.

“Estamos em cinco agora fisicamente, mas estamos em seis, porque certamente o Leandro de onde ele está, vai estar curtindo com a gente”, completa Chitãozinho.

20 anos depois

O projeto “Amigos” volta 20 anos após a última apresentação, que aconteceu em 1999 em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

Amigos fazem primeiro ensaio antes de voltar ao palco para turnê

Amigos fazem primeiro ensaio antes de voltar ao palco para turnê

Para a nova etapa, nem são tantas as mudanças fora a idade dos cantores e toda a experiência que os anos de estrada agregam na carreira de um artista.

“Nesses 20 anos, ficamos mais experientes e o Leonardo, mais irresponsável”, brinca Chitãozinho ao tentar falar sobre o que mudou desde o último encontro em palco.

“Tem uma coisa que não mudou. A essência. Que é o amor, a amizade da gente. Começamos esse especial por causa da amizade. Essa amizade ainda existe e a essência é o amor”, cita Luciano.

“E o amor é nosso talismã que está em evidências”, versa Chitão, usando palavras que compõem alguns dos maiores sucessos dos artistas integrantes do projeto (“É o amor”, de Zezé Di Camargo e Luciano; “Talismã, de Leandro e Leonardo; e “Evidências”, de Zezé Di Camargo e Luciano.

“E eu sempre digo: a amizade, você não precisa estar toda hora vendo, toda hora junto. Às vezes, fica um tempo sem se ver, mas quando encontra a gente sente isso. A energia é muito positiva. A gente se ama mesmo, se gosta mesmo”, explica Zezé.

“E é um prazer muito grande a gente estar cantando ao lado das pessoas que a gente cresceu ouvindo. E eu sempre falo pro Xororó: ‘Eu queria na verdade ser o Xororó, não dei conta, virei o Zezé Di Camargo”.

"Amigos" ensaiam para retorno aos palcos — Foto: Fábio Tito/G1

“Amigos” ensaiam para retorno aos palcos — Foto: Fábio Tito/G1

Como será o show?

A turnê comemorativa do “Amigos” terá shows com 3 horas de duração e, diferente das apresentações de décadas atrás, os artistas não devem deixar o palco em nenhum momento. Apesar disso, são poucas as canções que serão interpretadas pelos cinco artistas. Os sertanejos vão revezar vozes em um palco que terá o formato de 180 graus e 42 metros de boca de cena.

A direção dos shows fica a cargo de LP Simonetti e Fábio Lopes, da Hit. Os dois também são responsáveis pelo especial que será transmitido pela Globo, ainda sem data de transmissão.

Para 2019, seis shows estão agendados (veja listagem abaixo), mas o grupo retorna aos palcos para novas apresentações em 2020. “Pelos menos com uns 30 shows”, afirma Luciano.

Um DVD com os registros das gravações de 2019 também está previsto para chegar ao mercado em dezembro.

‘Amigos 20 Anos – A história continua’

  • Belo Horizonte (MG) – 20 de julho de 2019
  • Barretos (SP) – dia 23 de agosto
  • São Paulo (SP) – 7 de setembro
  • Porto Alegre (RS) – 23 de novembro
  • Rio de Janeiro (RJ) – 14 de dezembro
  • Fortaleza (CE) – 28 de dezembro

Fonte: G1

 

Por Blog do BG

Ser o pior governador na visão de Bolsonaro é uma honraria, diz Flávio Dino

“Em um dia, ele atacou Míriam Leitão, desprezou a fome –contrariando a ciência e o senso comum, pois basta andar na rua–, e chamou os governadores do Nordeste de ‘paraíbas’. A cabeça dele é movida pelo confronto, e o coração, infelizmente, está possuído de ódios.” Esta foi a reação do governador Flávio Dino (PC do B-MA) às falas controversas de Jair Bolsonaro. Criticado pelo presidente, concluiu: “Só sei que sou o pior dos gestores na visão dele, o que para mim é uma honraria”.

Dino diz que ele e os demais governadores da região vão aguardar manifestação do Planalto sobre o vídeo no qual Bolsonaro aparece fazendo críticas aos gestores nordestinos. “Como não conhecemos o contexto, fica até difícil entender”, explica.

Antes de iniciar café da manhã com jornalistas, nesta sexta (19), o presidente cochichou com Onyx Lorenzoni (Casa Civil). Um microfone captou o áudio.

Há ruídos, mas é possível detectar que o presidente usa a expressão “governadores de Paraíba” e, em seguida, afirma que “o pior [inaudível] o do Maranhão”. Depois, de maneira clara, diz: “Não tem que ter nada para esse cara”.

Para Dino, que foi juiz federal e presidente da associação que representa esta classe de magistrados, confirmada a referência pejorativa à região, Bolsonaro pode ter incorrido em crime de preconceito regional, equiparado ao de racismo.

Há, ainda, na ordem dada para “não ter nada para esse cara”, espaço para apontar desvio de finalidade na gestão por quebra de impessoalidade.

Painel/Folha de S.Paulo

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Trabalhador que escolher novo tipo de saque do FGTS, e se arrepender, poderá voltar atrás

O trabalhador que escolher a opção de sacar uma parcela do FGTS todo ano no mês de aniversário e se arrepender terá o direito de voltar atrás, disse ao Estadão/Broadcast uma fonte da equipe econômica a par do assunto.

A ideia é que a nova opção de saque do FGTS permita ao trabalhador resgatar uma parcela (cujo porcentual ainda não foi batido o martelo) em troca de abrir mão do saque de todo o fundo caso seja demitido sem justa causa.

Na opção “saque aniversário”, caso seja demitido sem justa causa, o trabalhador receberá só a multa de 40% sobre o total de tudo o que a empresa depositou ao longo do tempo de serviço. O restante dos recursos seria retirado anualmente, na mesma proporção que ainda vai ser definida.

Mas, segundo essa fonte, caso o trabalhador se arrependa, ele poderá voltar ao sistema atual. Ou seja, não mais resgatará uma parcela para ter direito a retirar tudo que conseguir acumular a partir de então caso seja demitido sem justa causa.

“Vamos ampliar o direito de escolha do trabalhador com o saque aniversário, mas se ele se arrepender, pode voltar. Nossa lema é: nenhum direito a menos”, disse a fonte.

Hoje, o saque quando o trabalhador é demitido sem justa causa é a modalidade de onde saem mais recursos do FGTS. Em 2017, R$ 77,4 bilhões foram sacados dessa forma, ou 65,3% do total de R$ 118,6 bilhões sacados.

A liberação das contas do FGTS foi revelada pelo Estadão/Brodcast na quarta-feira. A reportagem adiantou que os limites que estão sendo estudados pelo governo variam entre 10% (para quem tem mais de R$ 50 mil no fundo) a 35% (para quem tem até R$ 5 mil).

A ideia era fazer o anúncio na quinta-feira, durante a cerimônia dos 200 dias do governo Bolsonaro, mas a publicação pelo Estadão/Broadcast da medida fez com que houvesse forte pressão do setor da construção, que teme que a liberação retire dinheiro do FGTS para financiamentos a juros mais baixos, principalmente para a casa própria. O anúncio ficou marcado para a próxima quarta-feira, segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Estadão Conteúdo

 

Dólar sobe para R$ 3,74 com perspectiva de corte menor de juros pelo Fed

Em uma semana marcada por baixo volume de negócios e agenda local fraca, o dólar acumulou alta de 0,20% e fechou a sexta-feira, 20, em R$ 3,7458. Na sessão de hoje, a moeda americana acabou corrigindo o movimento de ontem, quando caiu para o menor nível em cinco meses. No exterior, o dólar subiu ante divisas fortes e de países desenvolvidos, com o aumento da aposta de Wall Street de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) vai cortar os juros em 0,25 ponto porcentual e não em 0,50 ponto, como ocorreu ontem.

No mês, o dólar recua 2,46% e o real é uma das divisas que mais ganha valor perante a moeda americana. Apesar da alta desta semana, estrategistas de moedas ainda veem potencial de valorização do real pela frente, sobretudo quando o Congresso voltar do recesso e a reforma da Previdência avançar como o esperado.

“Ainda estamos otimistas com o real no curto prazo”, destaca o estrategista de moedas em Nova York do BBVA, Alejandro Cuadrado. Para ele, o texto da Previdência pode sofrer desidratação nos próximos passos no Congresso, mas a economia fiscal deve ficar forte. Outra fonte de otimismo é que o avanço da Previdência abre espaço para sair mais medidas da agenda econômica, como de estímulo da atividade e privatizações, ressalta ele. O BBVA projeta o dólar em R$ 3,72 em setembro.

Os estrategistas de moedas do Bank of America Merrill Lynch afirmaram nesta sexta-feira estar “construtivos” no real e veem a moeda a R$ 3,70 no final do ano. “A moeda deve continuar se fortalecendo na medida em que a agenda de reforma do governo avança”, ressaltam, destacando que a reforma da Previdência já está “amplamente precificada”. Por isso, para fortalecimento adicional do real, será preciso o avanço em outras reformas. “As posições em real são ‘lights’, especialmente entre investidores não residentes. Então há espaço para aumento da exposição na moeda brasileira.”

No exterior, o DXY, índice que mede o comportamento do dólar ante divisas fortes, subia 0,36%. Ontem, o índice teve queda forte e testou os níveis mínimos do mês após o presidente da regional de Nova York do Fed, John Williams, pedir agressividade na política monetária. Na noite de ontem, o Fed esclareceu que Williams falou em um contexto acadêmico. Além disso, reportagem do The Wall Street Journal hoje mostrou que a maioria dos dirigentes do BC americano defende um corte de 0,25 ponto nos juros. Entre emergentes, o dólar subia 0,59% na África do Sul, 0,44% no México e 0,33% na Rússia.

Estadão Conteúdo

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Governo federal amplia regras de ficha limpa para servidores

Servidores indicados para ocupar cargos comissionados ou funções de confiança na administração pública deverão ser ficha limpa e ter formação acadêmica compatível com o posto ao qual foram apontados, segundo decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) na quinta-feira (18).

O documento, entretanto, abre espaço para que o ministro da Casa Civil ou o presidente sejam responsáveis por observar que os nomes escolhidos cumpram os critérios definidos.

Segundo o decreto, órgãos e entidades da administração pública deverão ter reputação ilibada, idoneidade moral e perfil profissional ou formação acadêmica compatível com o posto ou função ao qual foram designados. Também precisam ser ficha limpa.

A medida estende a 76,1 mil servidores regras que, desde 20 de março, estavam vigorando para outros 24,3 mil ocupantes de cargos de direção e assessoramento e funções comissionadas do Executivo, que têm livre nomeação e exoneração.

Folhapress

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Governo Bolsonaro só vai negociar taxa em Noronha dentro de 4 meses

O Ministério do Meio Ambiente só deve apresentar um posicionamento sobre a cobrança da taxa para visitação de praias do parque marinho de Fernando de Noronha em quatro meses. Até lá, pelo menos, os preços praticados pela empresa Econoronha seguem os mesmos.

Neste período, o governo vai analisar o contrato firmado com a concessionária e tentar negociar um acordo para garantir valores mais baixos e serviço de melhor qualidade para os visitantes.

Uma das ideias ventiladas nos bastidores é de que a empresa passe a cobrar apenas pelos dias em que o turista efetivamente estiver na ilha.

Hoje, o valor cobrado pelo ingresso vale por um pacote de dez dias. Quem passa apenas um dia, por exemplo, é obrigado a pagar exatamente a mesma quantia.

A polêmica em torno da cobrança da taxa teve início no sábado passado (13). Em vídeo publicado em redes sociais, o presidente citou o valor dos ingressos para turistas brasileiros (R$ 106) e estrangeiros (R$ 212) visitarem o parque —o bilhete vale por dez dias. “Isso explica porque quase inexiste turismo no Brasil”, disse.

A EcoNoronha é a empresa responsável pela administração do parque marinho desde 2012. Até agora, após vencer a licitação, foram investidos R$ 15 milhões no parque. Só no ano passado, a empresa arrecadou R$ 9,6 milhões. Neste ano, a Econoronha apresenta um faturamento de R$ 900 mil por mês.

Deste total, 14,7% fica com o ICMBio e 85,3% com a concessionária, que aplica o recurso em manutenção das praias e gestão.

Procurada pela Folha, a Econoronha não se posicionou.

Folhapress

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[VÍDEO] Governadores do NE externam indignação com declaração de Bolsonaro orientando retaliação; confira carta na íntegra

Os governadores do Nordeste emitiram uma carta externando espanto e indignação com as declarações do presidente Jair Bolsonaro acerca dos governadores da região que foram tratados como “governadores de Paraíba”.

Os gestores lamentaram a postura do presidente, lamentaram as orientações de retaliação direcionadas ao governador Flávio Dino, do Maranhão, ao afirmar que ele é o pior e completando: “não tem que ter nada para esse cara”.

Os gestores encerram a carta cobrando esclarecimentos.

Confira carta na íntegra

Carta dos Governadores do Nordeste
19 de Julho de 2019

Nós governadores do Nordeste, em respeito à Constituição e à democracia, sempre buscamos manter produtiva relação institucional com o Governo Federal. Independentemente de normais diferenças políticas, o princípio federativo exige que os governos mantenham diálogo e convergências, a fim de que metas administrativas sejam concretizadas visando sempre melhorar a vida da população.

Recebemos com espanto e profunda indignação a declaração do presidente da República transmitindo orientações de retaliação a governos estaduais, durante encontro com a imprensa internacional. Aguardamos esclarecimentos por parte da presidência da República e reiteramos nossa defesa da Federação e da democracia.

 

LOCAIS

Conselheiros do TCE reajustam próprios salários em 16,38%

Com assinaturas de seus sete membros, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) reajustou em 16,38%, conforme resolução nº 007/2019, os subsídios mensais dos conselheiros e dos representantes do Ministério Público de Contas.

Dentre uma série de normas, o TCE justifica a revisão dos subsídios considerando liminar concedida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determinou aos Tribunais estaduais o “reajustamento automático do valor do subsídio da magistratura estadual” e considerando o vínculo entre os subsídios dos desembargadores do Tribunal de Justiça e dos conselheiros do TCE, previstos constitucionalmente.

De acordo com a resolução, o reajuste do subsídio mensal do conselheiro de Contas, bem como dos procuradores do Ministério Público equipara os vencimentos a 90,25% do subsídio do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O conselheiro que ganhava R$ 30,47 mil passa a perceber R$ 35,46 mil, enquanto o conselheiro substituto passa de R$ 28,95 mil para R$ 33,69 mil.

Quanto aos procuradores, o subsídio passa de R$ 29,65 mil para R$ 35,46 mil o de primeira classe. Já o de segunda classe que ganhava R$ 28,17 mil, vai perceber R$ 33,39 mil, enquanto o procurador de terceira e última classe, que tinha um subsídio de R$ 26,76 mil, vai a R$ 32 mil.

Tribuna do Norte

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91 cidades do RN superam limites de gastos salariais

Levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) referente às despesas com a folha de pessoal aponta que 91 (54,5%) dos 167 municípios do Rio Grande do Norte ultrapassam os limites de gastos salariais previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Dados do primeiro quadrimestre (janeiro/abril) do ano mostram, segundo o TCE, que 69 municípios (36,5%) estão gastando com pessoal acima do limite legal, que é de 54% da Receita Corrente Líquida (RCL), chamando a atenção para o caso de Pureza, no Vale do Ceará Mirim, que compromete 92,4% de sua receita líquida com a folha de pagamento dos servidores públicos.

Mais abaixo aparecem os municípios de Bento Fernandes e Touros, no litoral norte, com 73.47% e 73,16% respectivamente, seguidos de Itaú, na região Oeste, com 71,15%; Senador Georgino Avelino, no litoral sul, com 69,94% e Cerro Corá, na região do Seridó, que gasta 69,88% da receita líquida com salários do funcionalismo público.

De acordo com os dados do TCE, dez municípios estão acima do limite prudencial, que é de 51,3%, enquanto 12 ultrapassam o limite de alerta, cujo índice é de 48,6%. Portanto, são 76 os municípios (45,5%) que estão abaixo do limite de alerta em relação ao comprometimento da receita líquida com a folha de pessoal.

Tribuna do Norte

Fonte: Blog do BG

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ENTREVISTA: O FILÓSOFO E PSICANALISTA MIGUEL BENASAYAG ALERTA QUE SERES VIVOS CRIAM SIGNIFICADO E A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NÃO

Na coluna ENTREVISTA deste sábado o filósofo e psicanalista Miguel Benasayag defende a tese que a Inteligência Artificial jamais substituirá seres humanos, pois os seres vivos criam significado e a computação não! Leia o artigo a seguir e tire suas conclusões!

“Seres vivos criam significado, e a computação não“, Miguel Benasayag

Para o filósofo e psicanalista argentino Miguel Benasayag, reduzir a complexidade de um ser vivo a um código de computador é um erro – assim como a ideia de que as máquinas podem substituir seres humanos constitui um absurdo

 

Ex-membro da resistência de Che Guevara contra o regime de Juan Perón, o filósofo e psicanalista Miguel Benasayag fugiu da Argentina em 1978 e agora mora em Paris. Escreveu mais de 30 livros, o mais recente dos quais é “A Singularidade dos Vivos” (2017)

O que distingue a inteligência humana da inteligência artificial (IA)?
MIGUEL BENASAYAG – A inteligência viva não é uma máquina de calcular. É um processo que articula afetividade, corporeidade, erro. Nos seres humanos, pressupõe a presença do desejo e a consciência de sua própria história em longo prazo. A inteligência humana não é concebível separadamente dos outros processos cerebrais e corporais. Diversamente de humanos ou animais que pensam com a ajuda de um cérebro situado em seus corpos – que existe em um ambiente –, uma máquina produz cálculos e previsões sem poder lhes dar significado algum. A questão de saber se uma máquina pode substituir humanos é, de fato, absurda. São seres vivos que criam significado, e não a computação. Muitos pesquisadores de IA estão convictos de que a diferença entre inteligência viva e IA é quantitativa, ao passo que é qualitativa.

No programa Google Brain, dois computadores aparentemente se comunicaram em uma “linguagem” que eles próprios criaram e que os humanos não conseguiram decifrar. O que acha disso?
BENASAYAG – Isso simplesmente não faz sentido. Na realidade, a cada inicialização, essas duas máquinas repetem sistematicamente a mesma sequência de troca de informações. E isso não é uma linguagem, ela não comunica. É como quando algumas pessoas dizem ser “amigas” de um robô. Existem até aplicativos para smartphones que supostamente permitem “conversar” com um. No filme “Ela” (2013), de Spike Jonze, uma série de perguntas é feita a um homem, o que permite que seu cérebro seja mapeado. Uma máquina então sintetiza uma voz e fabrica respostas que desencadeiam no homem uma sensação de estar apaixonado. Mas você pode realmente ter uma relação romântica com um robô? Não, porque amor e amizade não podem ser reduzidos a um conjunto de transmissões neuronais no cérebro. Amor e amizade existem além do indivíduo e até mesmo além da interação entre duas pessoas. Quando falo, participo de algo que compartilhamos em comum, linguagem. É o mesmo para amor, amizade e pensamento – estes são processos simbólicos dos quais os humanos participam. Ninguém pensa só por si. Um cérebro usa sua energia para participar do pensamento.

“Não há relação com um robô, porque amor e amizade não podem ser reduzidos a transmissões neuronais no cérebro” – Cena de “Ela”, filme de 2013 dirigido por Spike Jonze: relação amorosa entre humano e máquina

Reduzir um ser vivo a um código é a falha principal da IA?
BENASAYAG – De fato, alguns especialistas em IA se deslumbram tanto com suas conquistas técnicas que perdem de vista o quadro geral. Caem na armadilha do reducionismo. Em 1950, Norbert Wiener, matemático americano e pai da cibernética, escreveu no livro “O Uso Humano dos Seres Humanos” que um dia poderíamos “telegrafar um homem”. Quatro décadas depois, a ideia do transumanismo [movimento que visa transformar a condição humana por meio do desenvolvimento de tecnologias disponíveis para ampliar as capacidades intelectuais, físicas e psicológicas humanas] de “envio de dados para a mente” foi construída sobre a mesma fantasia – que todo o mundo real pode ser reduzido a unidades de informação passíveis de ser transmitidas de um aparelho a outro. A ideia de que os seres vivos podem ser modelados em unidades de informação também é encontrada no trabalho do biólogo francês Pierre-Henri Gouyon. Ele vê o ácido desoxirribonucleico (DNA) como a plataforma para um código que pode ser transferido para outras plataformas. Mas quando pensamos que os seres vivos podem ser modelados em unidades de informação, esquecemos que a soma das unidades de informação não é o ser vivo, e ninguém tem interesse em pesquisar o que não pode ser modelado. Levar em conta aquilo que não pode ser modelado não nos leva à ideia de Deus, ou de obscurantismo, ou o que quer que seja. Os princípios de imprevisibilidade e incerteza estão em todas as ciências exatas. É por isso que a aspiração dos transumanistas pelo conhecimento total é parte de um discurso perfeitamente irracional e tecnófilo. Ele deve seu considerável sucesso à sua capacidade de saciar a sede metafísica de nossos contemporâneos. Os transumanistas sonham com uma vida livre de toda a incerteza. No entanto, temos de lidar com incertezas e aleatoriedade tanto na vida diária como na pesquisa.

Segundo a teoria transumanista, um dia nos tornaremos imortais, graças à IA.
BENASAYAG – Em nossa atual turbulência pós-moderna, em que dominam o reducionismo e o individualismo, a promessa transumanista toma o lugar da caverna de Platão. Para o filósofo grego, a vida real não era encontrada no mundo físico, mas no das ideias. Para os transumanistas, 24 séculos depois, a vida real não está no corpo, mas nos algoritmos. Para eles, o corpo é apenas uma fachada – um conjunto de informações úteis deve ser extraído dele e, então, precisamos nos livrar de seus defeitos naturais. É assim que eles pretendem alcançar a imortalidade.

A hibridização de humanos e máquinas já é uma realidade. Esse também é um ideal dos transu­manistas.
BENASAYAG – Nós nem começamos a entender os seres vivos e a hibridização, porque a tecnologia biológica hoje ainda omite quase toda a vida, a qual não pode ser reduzida apenas aos processos físico-químicos que podem ser modelados. Dito isto, os vivos já foram hibridizados com a máquina, e isso certamente se ampliará, com produtos resultantes de novas tecnologias. Há muitas máquinas com que trabalhamos e às quais delegamos várias funções. Mas todas elas são necessárias? Esse é o ponto. Trabalhei em implantes cocleares e na cultura de pessoas surdas. Milhões de surdos reivindicam sua própria cultura – que não é respeitada o suficiente – e se recusam a ter um implante coclear porque preferem se expressar em linguagem de sinais. Será que essa inovação, que poderia esmagar a cultura das pessoas surdas, constitui progresso? A resposta não é intrinsecamente óbvia. Acima de tudo, precisamos garantir que a hibridização ocorra com respeito à vida. No entanto, o que testemunhamos hoje não é tanto a hibridização quanto a colonização dos vivos por máquinas. Porque elas exteriorizam suas memórias, muitos indivíduos não se lembram de nada. Eles têm problemas de memória que não resultam de patologias degenerativas. Pegue o Sistema de Posicionamento Global (GPS), por exemplo. Houve estudos sobre taxistas em Paris e Londres, duas cidades labirínticas. Enquanto os taxistas londrinos navegam orientando-se por si mesmos, os parisienses usam sistematicamente seus aparelhos de GPS. Três anos depois, testes psicológicos mostraram que os núcleos subcorticais responsáveis pelo mapeamento do tempo e do espaço haviam atrofiado na amostra parisiense (atrofias certamente reversíveis se a pessoa abdicasse dessa prática). Esses taxistas foram afetados por uma forma de dislexia que os impede de traçar seu caminho através do tempo e do espaço. Isso é colonização – a área do cérebro está atrofiada porque sua função foi delegada, sem ser substituída por nada.

“nos taxistas parisienses que dependem do gps, uma área do cérebro se atrofiou porque sua função foi delegada” – O taxista londrino não se apoia no GPS 

O que o preocupa mais?
BENASAYAG – O sucesso desmedido da lógica da inovação. A noção de progresso falhou e deu lugar à ideia de inovação, algo bem diferente – não contém nem um ponto de partida nem um ponto final, e não é boa nem má. Deve, portanto, ser questionada criticamente. Usar um processador de texto de computador é muito mais poderoso do que a máquina de escrever Olivetti que usei nos anos 1970 – para mim, isso é progresso. Mas, inversamente, cada smart­phone contém dezenas de aplicativos e poucas pessoas se perguntam a sério de quantos deles realmente precisam. A sabedoria consiste em manter distância do fascínio causado pelo entretenimento e pela eficácia das novas tecnologias. Além disso, em uma sociedade desorientada que perdeu suas grandes narrativas, o discurso transumanista é muito perturbador – ele infantiliza os humanos e vê as promessas da tecnologia sem ceticismo. No Ocidente, a tecnologia sempre se referiu à ideia de transcender limites. É uma tentação humana sonhar que, pela ciência, nos libertaremos de nossos corpos e suas limitações – algo que os transumanistas acreditam que enfim conseguirão. Mas o sonho de um homem todo-poderoso, pós-orgânico, que não conhece limites, tem todos os tipos de consequências sérias para a sociedade. Parece-me que isso deveria ser visto como uma imagem espelhada da ascensão do fundamentalismo religioso, que se esconde por trás dos supostos valores naturais dos seres humanos. Eu os vejo como duas formas irracionais de fundamentalismo em guerra.

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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEXTA-FEIRA

Por G1

 

PF suspende investigações que usam dados do Coaf sem aval da Justiça. Toffoli determinou que esses inquéritos fossem paralisados após pedido da defesa do filho do presidente, Flávio Bolsonaro. Pesquisa aponta que 58% reprovam e 15% aprovam as políticas do governo para a Educação. Foragido, segurança da milícia em Queimados, no Rio, foi denunciado por homicídios investigados pela polícia. Na véspera dos 50 anos, relembre a corrida entre União Soviética e EUA pela chegada do 1º homem à Lua.

INTERNACIONAIS

A corrida espacial

Edwin Aldrin retirando equipamentos do módulo Eagle, fotografado por Neil Armstrong — Foto: Divulgação / NasaEdwin Aldrin retirando equipamentos do módulo Eagle, fotografado por Neil Armstrong — Foto: Divulgação / Nasa

O módulo lunar Eagle pousou na Lua dia 20 de julho de 1969, de onde desembarcaram os astronautas Neil Armstrong e Edwin Aldrin.

Mas pisar na superfície lunar foi, além de marco histórico, uma corrida espacial, estratégica e política entre os Estados Unidos e a União Soviética. Ficou muito claro que a missão não era só científica. É também o início a guerra fria que assustou o mundo anos depois de o homem pisar na Lua.

Veja no texto de Cássio Barbosa como foi essa corrida que tornou famosos nomes como Yuri Gagarin, Alan Shepard, Michael Collins, Neil Armstrong e Edwin Aldrin, entre outros, e equipamentos como Sputnik, Gemini, Mercury, Saturno e Apollo.

E mais: brasileiro dará palestra a convite da Nasa

Carioca é convidado pela NASA para evento em homenagem aos 50 anos do homem na Lua

Carioca é convidado pela NASA para evento em homenagem aos 50 anos do homem na Lua

Neste sábado (20), exatos 50 anos após a chegada do homem à Lua, o engenheiro carioca – e ex-hacker – Wanderley de Abreu Junior estará em Nova York, a convite da Nasa, para apresentar exemplos de tecnologias desenvolvidas durante a corrida espacial e incorporadas ao dia a dia das pessoas. A palestra será em evento de comemoração do 50º aniversário da Apollo 11.

Entre os trabalhos de Wanderley de Abreu está o programa que ajudou a desmontar uma rede de pedofilia no Rio de Janeiro.

Tragédia em Kyoto

Bombeiros trabalham para combater incêndio na Kyoto Animation, no oeste do Japão, na quinta-feira (18) — Foto: Kyodo News / via AP PhotoBombeiros trabalham para combater incêndio na Kyoto Animation, no oeste do Japão, na quinta-feira (18) — Foto: Kyodo News / via AP Photo

Os corpos de 19 das 33 pessoas que morreram em um incêndio no prédio da Kyoto Animation, na cidade de Kyoto, no Japão, foram encontrados na escadaria para o telhado, cuja porta estava fechada.

NACIONAIS

Investigações suspensas

PF manda suspender inquéritos instaurados com relatórios do Coaf sem aval da Justiça

PF manda suspender inquéritos instaurados com relatórios do Coaf sem aval da Justiça

As investigações da Polícia Federal (PF) que usam dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sem autorização judicial estão suspensas, conforme determinação do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Toffoli afirmou que a decisão “é uma defesa do cidadão“.

A PF suspendeu os inquéritos por prevenção, a fim de evitar que futuramente essas investigações se tornassem nulas. Ainda não é conhecida a quantidade de inquéritos afetados pela medida.

A Educação e o Governo

Pesquisa obtida com exclusividade pelo G1 aponta que 58% dos entrevistados reprovam e 15% aprovam a atuação do governo federal na área de educação. Para 60%, a qualidade da educação no país é ruim ou péssima e 10% a consideram regular ou boa.

O levantamento ouviu 1.720 pessoas, tem abrangência nacional e foi feito em junho pela organização Todos pela Educação e pelo grupo Ideia Big Data.

‘Macaco Louco’

Polícia pede informações sobre Carlos Luciano Soares da Silva, segurança da milícia de Queimados — Foto: DivulgaçãoPolícia pede informações sobre Carlos Luciano Soares da Silva, segurança da milícia de Queimados — Foto: Divulgação

A atuação de milicianos em condomínios do Minha Casa, Minha Vida em Queimados, na Baixada Fluminense, avançou com extorsões, cobranças de taxas e homicídios. Um dos chefes mais violentos do grupo está foragido: Carlos Luciano Soares da Silva, conhecido como “Macaco Louco”. O Disque Denúncia divulgou um cartaz oferecendo recompensa por informações sobre ele.

‘Casca Grossa’ é ouro

Ana Marcela Cunha — Foto: Satiro Sodré / Rededoesporte.gov.brAna Marcela Cunha — Foto: Satiro Sodré / Rededoesporte.gov.br

Ana Marcela Cunha é casca grossa. Dois dias após o tetra nos 5 km, a brasileira venceu os 25 km da maratona e se tornou tetracampeã mundial na Coreia do Sul, com o tempo de 5h08m03s. Com um sprint final bem forte, ela não deu chances para a alemã Finnia Wunrams, que ficou com a medalha de prata, e para a francesa Lara Grangeon, que levou o bronze. A nadadora do Brasil conquistou seu segundo ouro no Mundial de 2019 e sua 11ª medalha na carreira.

Demissões na Ford

Fábrica da Ford em São Bernardo — Foto: DivulgaçãoFábrica da Ford em São Bernardo — Foto: Divulgação

A Ford vai demitir cerca de 750 trabalhadores até o fim deste mês em sua fábrica de São Bernardo do Campo, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Em fevereiro passado, a montadora anunciou o fechamento da unidade paulista e sua saída do mercado de caminhões da América do Sul. Cerca de 3 mil pessoas de diversos setores trabalham na fábrica.

A montadora foi questionada sobre as declarações do sindicato e disse que não vai se pronunciar.

Desafio Natureza

O paulista Sandro Tabaray usa uma tonelada de água para manter cinco aquários em casa — Foto: Sandro Tarabay / Arquivo pessoalO paulista Sandro Tabaray usa uma tonelada de água para manter cinco aquários em casa — Foto: Sandro Tarabay / Arquivo pessoal

Veja como o mercado de peixes ornamentais ajuda a preservar outras espécies. Especialistas dizem que desenvolvimento da prática do aquarismo e ampliação das espécies de peixes ornamentais permitidas podem ajudar a preservar outras espécies. E entenda se peixe é ou não pet.

Fonte: G1

 

Por Blog do BG

‘Espero que ele não ocupe a cadeira que deixarei’, diz Marco Aurélio, do STF, sobre Moro

É crescente o incômodo do meio jurídico com a interação revelada pelas mensagens obtidas pelo The Intercept entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato. O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, diz que continua a “indagar o que nós estaríamos a dizer se [Moro] tivesse mantido essa espécie de diálogo com a outra parte [a defesa dos réus]”. “Ministério Público no processo é parte e tem que ser tratado como tal”, afirma. “Eu espero que ele não ocupe a cadeira que deixarei em 2021.”

Ponto sem volta Marco Aurélio deixará o Supremo após Celso de Mello. É dele, portanto, a segunda vaga na corte para a qual Jair Bolsonaro escolherá um substituto. O ministro, que já havia dito que Moro não é “vocacionado” à magistratura, reiterou a crítica. Para ele, com a divulgação dos diálogos entre o ex-juiz e procuradores, “a máscara caiu”.

A reação de Moro à reportagem publicada pela Folha e pelo The Intercept, nesta quinta (18), deixou membros do STF inquietos. O ministro da Justiça disse que é dever do juiz exigir mudanças em acordos de delação muito generosos. “Não foi, aliás, essa a crítica a acordos como o dos sócios da JBS?”, indagou.

Painel/Folha de S.Paulo

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‘Pretendo beneficiar meu filho, sim’, afirma Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender nesta quinta-feira, 18, a indicação do seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, e disse que, se quisesse, poderia indicá-lo até para ser ministro das Relações Exteriores.

“Eu posso chegar hoje e falar: Ernesto Araújo (atual ministro) está fora, o Eduardo Bolsonaro vai ser ministro das Relações Exteriores. Ele vai ter sob seu comando mais de uma centena de embaixadas no mundo todo”, afirmou. O presidente citou o exemplo para justificar que indicações políticas não são proibidas na administração pública, incluindo para embaixadas.

“Você tem de ver o seguinte: é legal? É. Tem algum impedimento? Não tem impedimento. Atende ao interesse público, qual o grande papel do embaixador? Não é o bom relacionamento com o chefe de Estado daquele outro país? Atende isso? Atende. É simples o negócio”, disse ao deixar o Palácio da Alvorada pela manhã.

No final do dia, durante transmissão ao vivo feita em rede social, Bolsonaro rebateu acusações de oposicionistas e até de apoiadores de favorecimento. “Pretendo beneficiar filho meu, sim. Se eu puder dar um filé mignon ‘pro’ meu filho, eu dou, mas não tem nada a ver com o filé mignon essa história aí. É aprofundar o relacionamento com a maior potência do mundo.”

O nome indicado pelo presidente tem de passar por sabatina no Senado. Como o Estado mostrou, integrantes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Casa estão divididos sobre aceitar ou não a indicação, já que Eduardo não tem uma carreira na área diplomática.

O presidente afirmou que, dentro do quadro das indicações políticas, vários países fazem o mesmo que ele pretende fazer. “É legal fazer no Brasil também”, disse. Ele comparou o caso com outros dois que, para ele, também foram motivados por questões políticas. A do ex-deputado Tilden Santiago, do PT, para a representação brasileira em Havana, em Cuba, feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; e do diplomata e político Oswaldo Aranha, embaixador nos EUA no governo Getúlio Vargas.

“O Tilden Santiago não foi reeleito em 2002, foi ser embaixador em Cuba, ninguém falou nada. Sei que lá atrás não tinha Itamaraty, Rio Branco, mas quando Oswaldo Aranha acertou lá nos anos 40 com Israel, era uma indicação política. Tivemos várias indicações políticas”, disse Bolsonaro.

Santiago foi deputado por três mandatos e concorreu a uma vaga no Senado em 2002, mas ficou em terceiro lugar. Ele foi nomeado ao posto de Havana no primeiro mandato de Lula. Depois, chegou a ser suplente na chapa do ex-senador e hoje deputado Aécio Neves (PSDB-MG).

Estadão Conteúdo

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Em delação, Palocci diz que bancos doaram ao PT em troca de favores

O ex-ministro Antonio Palocci afirmou, em acordo de delação premiada homologado pela Justiça, que alguns dos principais bancos do país fizeram doações eleitorais que somam R$ 50 milhões a campanhas do PT em troca de favorecimentos nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Em trechos de sua delação obtidos pelo GLOBO, Palocci citou casos envolvendo Bradesco, Safra, BTG Pactual, Itaú Unibanco e Banco do Brasil. O interesse das instituições, de acordo com o ex-ministro, ia de informações privilegiadas sobre mudanças na taxa básica de juros, a Selic, até a busca por apoio do governo na defesa de interesses das instituições e seus acionistas.

Procurados, os acusados negam irregularidades, classificam a delação de Palocci de “mentirosa” e “inverossímil”, apontam que ele criou versões sem provas para tentar obter benefícios da Justiça e dizem que todas as doações foram feitas legalmente.

Os anexos envolvendo os bancos estão sob sigilo e fazem parte da delação premiada assinada no ano passado com a Polícia Federal (PF). O ex-ministro havia procurado inicialmente o Ministério Público Federal em Curitiba, que rejeitou a proposta de delação por considerar que não havia provas suficientes para corroborar os relatos. Em seguida, então, Palocci buscou a PF e fechou a delação. O acordo de colaboração foi homologado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região em junho do ano passado e pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, em novembro.

Principal interlocutor do PT com o sistema financeiro desde que foi o fiador da política econômica ortodoxa do primeiro governo Lula, Palocci foi ministro da Fazenda do ex-presidente e chefe da Casa Civil de Dilma. Nos depoimentos, ele relata supostos favorecimentos obtidos por cada instituição em troca dos repasses ao partido, via doações oficiais.

O Globo

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CASO COAF: PF suspende investigações após decisão de Toffoli

A Polícia Federal suspendeu todas as investigações em andamento que utilizem dados financeiros e bancários compartilhados sem autorização judicial. Os delegados foram comunicados nesta quinta-feira, 18, por meio de ofício assinado pelo corregedor-geral substituto da PF, Bráulio Cézar da Silva Galloni. Os inquéritos que tiverem dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Receita Federal e Banco Central serão devolvidos para a Justiça. O Estado apurou que a decisão atinge centenas de casos.

A orientação foi dada após o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, suspender inquéritos e ações penais que tiveram dados fiscais e bancários compartilhados sem autorização da Justiça. A decisão, tomada na terça-feira, atendeu a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e teve repercussão geral (ou seja, vale para todos os casos semelhantes no País).

Flávio é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por suspeita de receber parte do salário de seus assessores quando ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado. Sua defesa alega que não houve autorização judicial prévia para o Coaf repassar dados fiscais dele aos investigadores.

A Circular 008/2019 da Corregedoria da PF, a que o Estado teve acesso, diz que “apesar de a Polícia Federal não ter sido formalmente intimada da referida decisão (de Toffoli), foi determinada a suspensão do processamento de todos os inquéritos em trâmite no território nacional (…) tendo em vista que a ela foi dada repercussão geral”.

A Corregedoria orientou cada delegado a identificar e enviar à Justiça os inquéritos que se enquadram na ordem do presidente do Supremo para que os magistrados decidam quais devem continuar. A nota afirma que essa medida é necessária, sobretudo, para os casos em que estão “sendo realizadas diligências cuja interrupção possa causar dano irreparável (interceptações telefônicas, ações controladas, dentre outras)”.

De acordo com delegados, a medida foi proativa e preventiva. O objetivo é evitar gerar nulidade nos inquéritos, uma vez que quase todas as investigações de combate à lavagem de dinheiro contam com relatórios de inteligência financeira (RIF) elaborados pelo Coaf.

A decisão da PF, contudo, não atinge apenas os inquéritos que tenham informações produzidas pelo Coaf, mas também os que utilizem dados da Receita e do Banco Central, tais como Informações de Pesquisa e Investigação e Representação Fiscal para Fins Penais (RFFP). Este último mecanismo foi fundamental para as investigações da Operação Lava Jato.

Impacto. Na circular, a PF diz que o impacto da decisão de suspender todos os casos que se encaixam na restrição do Supremo ainda será medido. A Corregedoria orienta os delegados a repassar o número de inquéritos atingidos para a Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor), cujo titular é o delegado Igor Romário de Paula, ex-coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba.

“Para fins de estudo do impacto da decisão, as autoridades policiais, antes de proceder à remessa dos autos, devem reunir dados básicos, conforme tabela e demanda a ser oportunamente efetivada pela Dicor, com o objetivo de avaliar as reais dimensões das consequências da referida decisão nas investigações conduzidas pela Polícia Federal em todo o País”, afirma o documento.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, a quem a PF está subordinada, disse ao Estado que não comentaria a decisão da instituição. Moro está de férias nesta semana. A PF também informou que não iria comentar o assunto.

Já Toffoli voltou nesta quinta-feira a justificar a sua decisão atacando os órgãos de controle. Em entrevista ao Estado, ele disse que “houve uma sede de poder” por parte das instituições. “E poder no Brasil são só três: Executivo, Legislativo e Judiciário. Não existe o ‘poder órgãos de controle’. Esses são submetidos aos controles do Judiciário.”

A reação à medida tomada por Toffoli foi imediata no Ministério Público Federal. Em notas, a Procuradoria-Geral da República e as forças-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Rio e Brasília demonstraram preocupação e pediram urgência para que a decisão do ministro seja julgada no plenário do Supremo. O caso está marcado para ser analisado apenas em novembro.

Também de acordo com procuradores do Ministério Público Federal, a decisão do presidente do Supremo pode levar o Brasil a sofrer sanções internacionais. A avaliação é de que foram contrariadas com a medida recomendações de órgãos como o Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e Terrorismo (Gafi).

Casos. Os inquéritos que serão paralisados pela PF ainda não são conhecidos. Mas, na Justiça, advogados já se movimentam para pedir a interrupção de processos. O Estado revelou nesta quinta-feira que a defesa do médium João Teixeira de Farias, o João de Deus, vai questionar um dos inquéritos contra ele que trata de lavagem de dinheiro e teria dados do Coaf enviados para o Ministério Público Federal sem autorização judicial.

Advogados que atuam para investigados na Operação Alcatraz, que apura desvios de recursos públicos em licitações em Santa Catarina, também já apresentaram pedidos para suspender ou anular os processos com base na decisão de Toffoli.

No caso de Flávio Bolsonaro, a defesa afirmou que o Ministério Público obteve do Coaf informações protegidas por sigilo bancário e fiscal e só depois pediu autorização à Justiça. A investigação é sobre supostos crimes de peculato, lavagem e organização criminosa no gabinete do então deputado estadual.

Estadão Conteúdo

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Bolsonaro recebeu empresários fora da agenda para discutir FGTS

A pressão de representantes da construção civil sobre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, fez o governo adiar o anúncio da liberação dos saques do FGTS, previsto para esta quinta-feira (18).

Enquanto a ação do setor, liderado pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria e Construção), chegou a Onyx, grandes empresários foram falar diretamente com Bolsonaro, no Palácio do Planalto.

O presidente recebeu, fora da agenda, Rubens Menin, dono da MRV, e Ricardo Valadares Gontijo, presidente-executivo da Direcional Engenharia.

Eles disseram que, em 2017, quando o ex- presidente Michel Temer (MDB) liberou R$ 44 bilhões em saques de FGTS e PIS/Pasep, a construção sofreu um baque e que, no momento em que o país está estagnado, uma nova onda de retiradas agravaria ainda mais a situação no médio e longo prazo.
O presidente da CBIC, José Carlos Martins, ligou para Onyx e reclamou que o setor não tinha sido consultado pelo Ministério da Economia sobre as mudanças, que, para eles, poderão agravar ainda mais a situação financeira das empresas do ramo.

O setor da construção é o termômetro da economia por ser intensivo em contratações. Por isso, Martins sempre esteve em contato com ex-ministros da Economia.

Paulo Guedes e ele se falam com frequência, mas, no caso das liberações do FGTS, a CBIC não foi consultada pela SPE (Secretaria de Política Econômica), que fez os cálculos para definir a sistemática e os valore dos saques.

Muito próximo de Onyx, Martins ligou para o chefe da Casa Civil. Eles se encontraram na terça-feira (16) à noite.

“Conversamos sobre os projetos que faríamos na construção com recursos do FGTS para gerar emprego no ‘day after’ [dia seguinte, em inglês] da aprovação da reforma da Previdência”, afirmou Martins à Folha.

“Não tinha conversa de saques naquele momento”, disse o presidente da entidade.

Folhapress

Fonte: Blog do BG

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BOAS NOTÍCIAS: NOVAS VAGAS DE EMPREGO E BOLSAS DE ESTUDOS PARA BRASILEIROS NO CANADÁ

Na coluna BOAS NOTÍCIAS desta quinta-feira temos mais oferta de emprego e bolsas de estudos para o Canadá. Veja a reportagem completa a seguir e saiba quais os pré requisitos e como se inscrever para concorrer a uma vaga.

Canadá abre vagas de emprego para brasileiros

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

Oportunidade para trabalhar no Canadá. O país abriu 430 vagas de emprego temporário para brasileiros.

Os escolhidos vão trabalhar em 21 empresas nas áreas de tecnologia da informação, jogos virtuais, saúde e manufatura.

Os contratos são válidos por períodos de 1 a 3 anos, mas podem ser renovados de acordo com a necessidade do empregador.

Os selecionados vão receber apoio dos empregadores para os trâmites de imigração.

De acordo coma agência Quebec Internacional, os contratados terão salário, carga horária e benefícios sociais idênticos aos oferecidos a profissionais canadenses.

Requisitos

Entre os pré-requisitos estão falar francês, já que é o idioma oficial da província de Québec, e inglês.

Os pré-selecionados farão entrevistas online, via Skype, entre os dias 9 e 20 de setembro, com os gestores das empresas.

As inscrições para o processo seletivo podem ser feitas aqui até o dia 11 de agosto.

Bolsas de estudo

Também é possível concorrer a bolsas de estudo nesta edição de recrutamento da Québec Internacional, agência de desenvolvimento econômico local.

Os valores das bolsas vão de 15 mil a 40 mil dólares canadenses.

São oportunidades para mestrado, doutorado e pós-doutorado.

As bolsas são para pesquisas nas áreas de saúde, ciências biológicas, química, geografia, oceanografia e meio ambiente.

Para concorrer as bolsas, as inscrições devem ser feitas no site Quebec Em Tête.

Com informações da GauchaZH Exame

Fonte: Só Notícia Boa

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