BAIXA POPULARIDADE E ALEGAÇÃO DE CORRUPÇÃO MOTIVA CONGRESSO DO PERU APROVAR INÍCIO DO PROCESSO DE IMPEACHMENT DO PRESIDENTE

Congresso do Peru aprova início de processo de impeachment de Pedro Castillo

Presidente peruano passará pela segunda moção de destituição em menos de um ano de mandato

INTERNACIONAL |

Do R7

com informações da EFE e da Reuters

Presidente do Peru, Pedro Castillo, durante discurso em fevereiro

ALDAIR MEJIA/PERUVIAN PRESIDENCY/AFP – 4.2.2022

O Congresso do Peru aprovou nesta segunda-feira (14) o início do processo de impeachment do presidente Pedro Castillo, em meio à baixa popularidade e alegações de corrupção. O Congresso, liderado pela oposição, aprovou por 76 votos a 41 o início do julgamento político.

O Congresso peruano intimou Castillo a apresentar sua defesa sobre o processo em 28 de março. Para cassar Castillo, serão necessários 87 votos a favor do impeachment.

No entanto, o legislador Jorge Montoya, do partido de extrema direita Renovação Popular, propôs que o debate fosse antecipado para 18 de março, o que gerou a rejeição do partido governista Peru Livre e a suspensão da sessão plenária para tomar uma decisão final sobre a data no Conselho de Porta-Vozes.

Montoya é um dos promotores do movimento de destituição junto com parlamentares do partido fujimorista Força Popular e dos conservadores Avança País, Somos Peru, Podemos Peru e Aliança para o Progresso.

Esta é a segunda moção de destituição apresentada contra o esquerdista Castillo, depois que a primeira não alcançou os votos necessários para seu debate, no fim do ano passado.

Uma eventual destituição de Castillo, no poder desde 28 de julho, exigirá o voto favorável de 87 dos membros do Legislativo, circunstância que já ocorreu em 2020 com o então presidente, Martín Vizcarra (2018-2020).

A petição atual inclui 20 pontos, que vão desde as nomeações “questionáveis” de pelo menos dez ministros de Estado até a suposta existência de um “gabinete nas sombras”, além das declarações do presidente em entrevista à emissora CNN sobre sua intenção de convocar um referendo para conceder à Bolívia uma saída para o mar.

A moção também menciona o suposto crime de tráfico de influência em licitações e promoções de policiais e militares, além de denúncias de uma empresária que vinculou Castillo a uma suposta rede de corrupção.

Minutos antes da admissão da moção para debate, o Conselho de Porta-Vozes do Congresso havia aprovado o comparecimento do chefe de Estado nesta terça-feira (15) para oferecer uma mensagem aos parlamentares, conforme solicitado em seu nome pelo presidente do Conselho de Ministros, Aníbal Torres.

O chefe do gabinete havia antecipado que Castillo queria anunciar novas medidas estatais, incluindo “uma surpresa”, em razão da “insegurança política” que “está causando muitos danos”.

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