SEGUNDO FBI, INTEGRANTE DA EXTREMA DIREITA ESTEVE EM CONTATO COM TRUMP DIAS ANTES A INVASÃO DO CAPITÓLIO

FBI acha ponto de contato entre invasores do Capitólio e Trump

Integrante de grupo de extrema direita manteve contato com pessoa ligada à gestão Trump antes do ataque, revela NY Times

INTERNACIONAL

 EFE

Invasão ao Capitólio

SHANNON STAPLETON/REUTERS – 06.01.2021

Um integrante do grupo de extrema direita Proud Boys esteve em contato com uma pessoa ligada ao governo de Donald Trump nos dias anteriores ao ataque ao Capitólio em 6 de janeiro, conforme descobertas feitas pelo FBI que foram reveladas neste sábado pelo jornal “The New York Times”.

O periódico de Nova York, que cita fontes da polícia, detalhou que as autoridades usaram registros telefônicos para localizar uma ligação entre o membro da organização extremista e alguém próximo ao então presidente.

As informações não revelam os nomes de nenhuma das partes ou o conteúdo da conversa, que faz parte da investigação do FBI sobre contatos entre indivíduos e organizações de ultradireita envolvidas na invasão ao Capitólio, membros do governo anterior e legisladores conservadores.

Enquanto isso, o líder do Proud Boys, Enrique Tarrio, confirmou ao jornal que telefonou para Roger Stone, um colaborador próximo de Trump, enquanto estava em um protesto fora da residência do senador republicano Marco Rubio alguns dias antes do assalto à sede do Legislativo, mas a chamada que está sendo investigada é outra, de acordo com as fontes.

Tarrio foi preso em 4 de janeiro por destruir uma bandeira da Black Lives Matter em uma histórica igreja afro-americana, e, portanto, não estava envolvido nos eventos no Capitólio.

No entanto, mais de 12 membros do grupo foram acusados, e acredita-se que o grupo estava em grande parte por trás da organização dos protestos que terminaram em violência no Capitólio depois que Trump encorajou seus apoiadores a rejeitar o resultado das eleições de novembro e se oporem à certificação da vitória de Joe Biden.

Nos dias que antecederam a invasão, vários dos manifestantes estiveram em contato com legisladores republicanos, de acordo com registros telefônicos obtidos pelas autoridades. Contudo, não é mostrada qualquer chamada durante o assalto, segundo a fonte citada pelo “The New York Times”.

Nesta semana, o FBI prendeu um funcionário do gabinete de Trump pelo ataque, a primeira pessoa diretamente ligada ao governo anterior a ser presa pelo ocorrido. Trata-se de Federico Klein, um homem de 42 anos, que trabalhou no Departamento de Estado como um cargo político. Porém, por enquanto, não se sabe de quais crimes ele é acusado.

Durante o ataque, morreram cinco pessoas, quatro apoiadores do Trump e um policial. Dois outros agentes que participaram da operação durante o ocorrido cometeram suicídio nos dias seguintes. Trump foi submetido a um julgamento político no Senado americano, mas foi absolvido com 56 votos culpando-o – quando eram necessários 67 – e 44 inocentando-o.

Fonte: R7

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2º JULGAMENTO DE IMPEACHMENT DE TRUMP É APENAS UMA FORMALIDADE, POIS ABSOLVIÇÃO É DADA COMO CERTA

Saiba o que se espera do 2º julgamento de impeachment de Donald Trump

PorJeremy Herb e Daniella Diaz, da CNN*
08 de fevereiro de 2021 às 02:00
Trump fala a jornalistas antes de viajar ao TexasO ex-presidente americano Donald Trump Foto: Kevin Lamarque/Reuters (12.jan.2021)

O segundo julgamento de impeachment do ex-presidente  Donald Trump   no Senado está programado para começar na terça-feira (9) com algumas das principais questões sobre o julgamento em si – incluindo quanto tempo ele durará e se alguma testemunha será chamada – ainda sem resposta.

O resultado final do julgamento não parece estar em dúvida: Trump será absolvido pelo Senado pela segunda vez, ficando bem distante dos votos de dois terços necessários para a condenação.

Mas isso não significa que a próxima semana – e possivelmente duas – será sem drama para o republicano enquanto os administradores do impeachment da Câmara relatam a destruição causada na invasão do Capitólio de 6 de janeiro e argumentam que Trump foi quem incitou os insurreicionistas a saquear o prédio do Congresso americano.

Na quinta-feira, os democratas da Câmara buscaram o testemunho do próprio Trump no julgamento, uma ação que foi rapidamente rejeitada pela equipe jurídica do ex-presidente. Os democratas dificilmente intimarão o republicano e arriscarão uma batalha judicial prolongada, sentindo que podem argumentar que ele incitou os manifestantes sem seu testemunho, assim como eles abriram rapidamente o impeachment por “incitamento à insurreição” uma semana após o dia 6 de janeiro.

Nos próximos dias, o processo deve ser marcado pelos obstáculos logísticos que o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, e o líder da minoria na Casa, Mitch McConnell, ainda precisam navegar para a primeira etapa do julgamento, seguindo suas próprias regras.

Senado quer julgamento rápido

Schumer e McConnell e seus assessores têm se envolvido em extensas discussões sobre a resolução de organização do julgamento, que o Senado aprovará antes do início dos argumentos.

Ao contrário do julgamento do ano passado, ambos os lados esperam chegar a um acordo bipartidário sobre os parâmetros do processo, que incluirá quanto tempo os gerentes de impeachment e a equipe de defesa terão para apresentar suas versões, como as testemunhas podem ser chamadas e outros assuntos.

Há motivos para otimismo bipartidário no Senado – pelo menos quando se trata de logística – porque ambos os lados estão buscando um julgamento rápido. Enquanto os administradores do impeachment da Câmara estão de olho em um processo que pode durar até duas semanas, alguns democratas do Senado estão pressionando por um prazo mais rápido.

A razão é simples. Os democratas do Senado estão mergulhando em seus esforços para aprovar o plano de estímulo de US$ 1,9 trilhão do presidente Joe Biden, um ato delicado que exigirá que todos os democratas do Senado concentrem energias no projeto.

Além disso, Biden ainda tem uma lista de indicados que precisa ser confirmada pelo Senado. E para que esse processo transcorra normalmente é necessário que o julgamento termine.

Embora os republicanos não tenham pressa em confirmar o gabinete de Biden, eles também não desejam que o público permaneça obcecado pelos acontecimentos de 6 de janeiro – e pelo ex-presidente – em um longo julgamento.

A expectativa de ambos os lados é que o segundo julgamento de impeachment de Trump seja mais curto do que o primeiro, que durou três semanas. Ainda assim, alguns pontos no caminho podem atrasar a conclusão.

O escritório de Schumer disse na noite de sábado que o Senado acomodará um pedido de um dos advogados de impeachment de Trump, David Schoen, para suspender o julgamento durante o sábado judaico. Isso significaria que o julgamento seria suspenso ao pôr do sol de sexta-feira e potencialmente não se reuniria novamente no domingo.

“Respeitamos o pedido deles e, é claro, iremos acomodá-lo. As conversas com as partes relevantes sobre a estrutura do julgamento continuam”, disse Justin Goodman, porta-voz de Schumer.

Seria necessário um acordo entre os senadores para realizar o julgamento em um domingo, noticiou o New York Times.

Como presidente pro tempore do Senado – o senador mais antigo do partido da maioria -, Patrick Leahy, um democrata de Vermont, está presidindo o julgamento de impeachment de Trump no lugar do chefe de justiça John Roberts.

Roberts, que supervisionou o primeiro julgamento de impeachment de Trump, optou por não supervisionar os procedimentos – porque Trump não está mais no cargo, disse Schumer.

Tendências dos republicanos

Quando o senador Rand Paul forçou uma votação sobre a constitucionalidade do julgamento de impeachment de Trump no mês passado – argumentando que seria inconstitucional condenar um ex-presidente – apenas cinco republicanos se juntaram a todos os democratas para eliminar a moção do republicano de Kentucky.

Foi uma votação reveladora, já que os democratas precisarão de pelo menos 17 senadores republicanos para votar para condenar Trump e impedi-lo de concorrer a um futuro cargo.

Muitos democratas e republicanos apontaram a votação do ponto de ordem de Paul como um indicador de como a votação final do julgamento provavelmente chegará. E o líder republicano do Senado, Mitch McConnell, apoiou Paul na votação – sugerindo que seus sinais iniciais de que ele pode estar aberto a condenar Trump provavelmente não resultarão em uma votação dessa forma.

A equipe de defesa de Trump provavelmente usará esse argumento exato na próxima semana para defender o ex-presidente.

Em uma resposta de 14 páginas à abertura de impeachment na Câmara, os advogados de Trump, Bruce Castor e David Schoen, apresentaram seu argumento de que o Senado não pode votar pelo impeachment do ex-presidente quando ele não mais ocupa o cargo, bem como o discurso de Trump alegando fraudes nas eleições não teriam causado os distúrbios de 6 de janeiro.

“A disposição constitucional exige que uma pessoa realmente ocupe o cargo para ser destituída. Visto que o 45º presidente não é mais ‘presidente’, a cláusula ‘será removida do cargo de impeachment por …’ é impossível para o Senado cumprir”, afirmou a equipe de Trump.

Os gerentes de impeachment da Câmara recuaram nesse ponto, escrevendo que há precedente para realizar um julgamento e condenar Trump, que foi acusado de impeachment pela Câmara no mês passado enquanto ainda estava no cargo.

“Não há ‘exceção de janeiro’ ao impeachment ou qualquer outra provisão da Constituição”, escreveram os gerentes. “Um presidente deve responder de forma abrangente por sua conduta no cargo, desde o primeiro dia até o último.”

‘Um Senado de coragem ou covardia’

Os gerentes de impeachment da Câmara não tomaram uma decisão final sobre se chamarão testemunhas para o julgamento. Eles estão se preparando para a possibilidade de não terem testemunhas – mas podem decidir usá-las se encontrarem alguém disposto a se apresentar voluntariamente, de acordo com fontes.

Os gerentes querem evitar qualquer tipo de briga no tribunal por testemunhas como a Câmara teve de lidar durante o primeiro impeachment de Trump, o que atrasaria ainda mais o julgamento.

Mesmo sem testemunhas, os democratas estão se preparando para usar evidências de vídeos e mídias sociais para ajudar a ilustrar como as palavras, ações e tuítes de Trump incitaram os desordeiros a atacar o Capitólio.

O julgamento certamente será convincente. Enquanto os republicanos estão contando com um argumento processual como razão para rejeitar a acusação de impeachment contra Trump – evitando um julgamento sobre sua conduta – a apresentação da Câmara catapultará os senadores – e o público – de volta aos acontecimentos angustiantes de 6 de janeiro, quando os senadores foram forçados a fugir do Congresso.

Para os democratas, o julgamento provavelmente tratará mais de responsabilizar Trump e os legisladores republicanos que fizeram suas falsas alegações de fraude eleitoral aos olhos do público do que a tarefa quase impossível de obter 17 votos republicanos.

“No tribunal do Senado, eles apresentarão seu caso. E no tribunal da opinião pública, eles apresentarão seu caso”, disse a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, em sua entrevista coletiva semanal na quinta-feira.

“E para a história e a posteridade, como disseram nossos fundadores, para nós mesmos e nossa posteridade, eles farão o caso. Mas tenho grande confiança neles e veremos. Veremos se será um Senado de coragem ou covardia”, acrescentou.

* Manu Raju e Lauren Fox da CNN contribuíram para esta reportagem

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BIDEN COMEÇA A REVERTER POLÍTICAS DE IMIGRAÇÃO E ASSINA 3 ORDENS EXECUTIVAS PARA RETIFICAR AS CONSEQUÊNCIAS DELAS

Biden assina 3 ordens executivas para reverter políticas de imigração de Trump

Biden assina decretos para reverter políticas imigratórias de Trump | Mundo | G1

Priscilla Alvarez, da CNN
02 de fevereiro de 2021 às 20:46 | Atualizado 02 de fevereiro de 2021 às 21:17

O presidente dos Estados UnidosJoe Biden, assinou nesta terça-feira (2) três ordens executivas que miram as políticas de imigração linha-dura de seu predecessor e tentam retificar as consequências delas.

As medidas se basearão nas ações tomadas nos primeiros dias do governo Biden e começarão a fornecer um quadro mais claro das prioridades de imigração do governo.

Veja um resumo das ordens do governo americano:

  • Criar uma força-tarefa que reunificaria as famílias: A força-tarefa será presidida pelo secretário do Departamento de Segurança Interna. O objetivo será encontrar pais separados de seus filhos sob a administração anterior. A força-tarefa também apresentará relatórios regulares ao presidente, incluindo um contendo recomendações.
  • Abordar a causa raiz da migração: Esta ordem executiva se concentrará em fornecer apoio à América Central para conter o fluxo de migrantes para a fronteira Estados Unidos-México e fornecer outros caminhos para migrar para os Estados Unidos sem viajar para o norte. Isso inclui ações como fornecer ajuda para combater a corrupção e tomar uma série de ações para restaurar o processo de asilo.
  • Rever o sistema de imigração legal: Esta ordem funcionará para promover a integração e inclusão de imigrantes, de acordo com a Casa Branca, e restabelecer uma força-tarefa para novos americanos. Isso também estimulará uma revisão da regra de cobrança pública, que torna mais difícil para os imigrantes obterem status legal se usarem benefícios públicos como Medicaid, vale-refeição e vale-moradia.

Após horas de sua presidência, Biden agiu para desfazer rapidamente muitas políticas da administração de Trump em uma série de ações executivas. Mas seu governo já enfrentou obstáculos jurídicos na implementação dessas políticas.

Fonte: CNN Brasil

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O EX-PRESIDENTE DONALD TRUMP ROMPEU COM SEUS ADVOGADOS DE DEFESA NO PROCESSO DE IMPEACHMENT

Trump demite advogados de defesa contra impeachment

Não ficou claro quem vai representar empresário e ex-presidente no processo que começará a ser julgado no dia 9 de fevereiro

INTERNACIONAL

 por Reuters – Internacional

Não se sabe quem vai defender Trump em processo de impeachment

AL DRAGO/EFE/EPA – 20.01.2021

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump rompeu abruptamente no sábado (30) com dois dos principais advogados que trabalhavam na sua defesa no julgamento do Senado do seu impeachment, afirmou uma fonte com conhecimento da situação.

Butch Bowers e Deborah Barberi, dois advogados da Carolina do Sul, não fazem mais parte da equipe de Trump, disse a fonte. Ela descreveu a medida como uma “decisão mútua”.

Três outros advogados associados à equipe, Josh Howard, da Carolina do Norte, e Johnny Gasser e Greg Harris, da Carolina do Sul, também se separaram de Trump, disse outra fonte.

Uma terceira fonte afirmou que Trump tinha discordâncias com Bowers em relação à estratégia para o julgamento. O presidente ainda afirma que foi vítima da uma maciça fraude eleitoral nas eleições de 3 de novembro, vencidas pelo presidente Joe Biden.

A saída dos advogados deixa a equipe de defesa de Trump desmantelada em um momento em que ele se prepara para um julgamento que começará em 9 de fevereiro para deliberar sobre o artigo de impeachment aprovado pela Câmara denunciando Trump por incitar a invasão ao Congresso de 6 de janeiro.

Não ficou claro quem representará o ex-presidente no julgamento. Seus advogados da Casa Branca em seu primeiro julgamento de impeachment ano passado, Pat Cipollone e Patrick Philbin, não devem fazer parte do processo.

Quarenta e cinco republicanos do Senado apoiaram um esforço fracassado na última terça-feira para interromper o julgamento de impeachment de Trump, em uma demonstração de unidade do partido que alguns citaram como um sinal claro de que ele não será condenado por incitar a insurreição no Capitólio.“A tentativa dos democratas de passar o impeachment de um presidente que já saiu do cargo é totalmente inconstitucional e tão ruim para o país”, disse o conselheiro de Trump, Jason Miller. “Na verdade, 45 senadores já votaram que é inconstitucional.

Fonte: R7

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NOVO SECRETÁRIO DE ESTADO DOS EUA E REPRESENTANTE DIPLOMÁTICO DO BLOCO EUROPEU QUEREM REPARAR E REVITALIZAR AS RELAÇÕES APÓS TRUMP

EUA e UE querem ‘reparar e revitalizar’ relações após Trump

Novo secretário de Estado e representante diplomático do bloco europeu têm contato para reformar alianças no governo Biden

INTERNACIONAL

Do R7

Blinken agradeceu esforços europeus para revitalizar relações Blinken agradeceu esforços europeus para revitalizar relações
GRAEME JENNINGS / EFE – EPA – ARQUIVO

O novo secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, conversou com o Alto Representante para a Política Externa da União Europeia (UE), Josep Borrell, sobre como recuperar as relações transatlânticas, de acordo com um comunicado divulgado pelo Departamento de Estado nesta quinta-feira (28).

“(Blinken e Borrell) Discutiram maneiras de reparar, revitalizar e elevar o nível de ambição nas relações EUA-UE”, afirmou o Departamento de Estado Americano na nota.

“O secretário agradeceu ao alto representante da liderança da UE nos últimos anos e salientou o desejo dos EUA de trabalhar com a UE e seus estados membros para enfrentar desafios compartilhados, tais como a pandemia da covid-19, a mudança climática, o fluxo de dados transatlântico e a cooperação econômica”, acrescenta o documento.

Blinken foi confirmado como chefe da diplomacia americana dias depois que o novo presidente, o democrata Joe Biden, foi empossado, em 20 de janeiro.

As relações entre Estados Unidos e a União Europeia passaram por um dos momentos mais tensos das últimas décadas com o presidente americano anterior, o republicano Donald Trump, que criticou duramente Bruxelas e inclusive adotou sanções comerciais, além de questionar a tradicional aliança transatlântica.

Com experiência nos governos de Bill Clinton (1993-2001) e Barack Obama (2009-2017), Blinken defendeu em suas audiências de confirmação no Senado que humildade e confiança deveriam ser os dois lados da moeda da liderança dos EUA.

Fonte: R7

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GOVERNO BIDEN DEVE MUDAR POLÍTICA EM RELAÇÃO A CUBA

Governo Biden vai revisar políticas de Trump em relação a Cuba

Segundo a Casa Branca, políticas como a que colocou a ilha no papel de nação patrocinadora do terrorismo devem ser revistas

INTERNACIONAL

por Reuters – Internacional

Governo Biden deve mudar políticas em relação a Cuba

KEVIN LAMARQUE / REUTERS – 28.1.2021

O governo do novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, irá revisar a política do país em relação a Cuba, informou a Casa Branca nesta quinta-feira (28), após o ex-presidente Donald Trump retroceder o histórico alívio das tensões com Havana realizado na era Obama.

“Nossa política em relação a Cuba é governada por dois princípios. Primeiramente, o apoio à democracia e aos direitos humanos –isso estará no cerne das nossas iniciativas. Em segundo lugar estão os americanos, especialmente os cubano-americanos, os melhores embaixadores pela liberdade em Cuba. Então iremos revisar as políticas do governo Trump”, afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, em um briefing a jornalistas.Trump agiu de maneira rigorosa com a ilha caribenha após tomar posse em 2017, aumentado restrições de viagens e de remessas e impondo sanções em embarques de petróleo venezuelano destinadas ao país.

A política era popular entre a grande população cubana-americana no sul da Flórida, o que ajudou Trump a vencer no Estado em novembro, apesar da vitória do democrata Biden, o ex-vice-presidente de Barack Obama, na disputa nacional.

Nove dias antes de Trump deixar o cargo, seu governo anunciou no dia 11 de janeiro que estava recolocando Cuba em uma lista norte-americana de Estados nacionais patrocinadores de atividades terroristas, uma medida que poderia complicar os esforços de Biden para retomar a melhora das relações com a ilha de governo socialista.

Fonte: R7

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NA TENTATIVA DE SUSPENDER O JULGAMENTO DE IMPEACHMENT DE TRUMP, REPUBLICANOS APOIARAM UMA INICIATIVA FRACASSADA

Republicanos se unem para evitar julgamento de Trump e fracassam

Quarenta e cinco senadores do partido do ex-presidente apoiaram uma iniciativa para suspender o processo de impeachment

INTERNACIONAL

 por Reuters – Internacional

Quarenta e cinco senadores do Partido Republicano apoiaram iniciativa para suspender impeachment

AL DRAGO/REUTERS – 30.06.2020

Quarenta e cinco senadores do Partido Republicano apoiaram uma iniciativa fracassada para suspender o julgamento de impeachment do ex-presidente Donald Trump, em uma demonstração de união do partido que alguns citaram como um sinal claro de que ele não será condenado por incitação de insurreição contra o Capitólio.

O senador republicano Rand Paul apresentou uma moção no plenário do Senado que levaria a uma votação da Casa sobre se o julgamento de Trump viola a Constituição dos EUA.

O Senado liderado pelos democratas bloqueou a moção por 55 votos a 45. Mas apenas cinco parlamentares republicanos se juntaram aos democratas para rejeitar a iniciativa, número bem inferior aos 17 que serão necessários para condenar Trump em uma acusação de impeachment de que ele teria incitado o ataque do dia 6 de janeiro ao Capitólio que deixou cinco pessoas mortas.

Fonte: R7
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UMA PEQUENA MAIORIA DOS NORTE-AMERICANOS DEFENDE CONDENAÇÃO DE TRUMP PELO SENADO

Maioria apertada nos EUA quer que Senado condene Trump, diz pesquisa

Pesquisa de opinião revela que 51% acreditam que ex-presidente é culpado por incitar a invasão mortal ao Capitólio, em 6 de janeiro

INTERNACIONAL  

por Reuters

Donald Trump fala à imprensa na saída da Casa Branca, em seu último dia como presidente dos EUA

AL DRAGO/EFE/EPA – 20.01.2021

Uma pequena maioria dos norte-americanos defende que o ex-presidente Donald Trump seja condenado pelo Senado e impedido de ocupar cargos públicos, de acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos, que mostrou uma forte divisão partidária sobre o assunto.

A pesquisa de opinião pública nacional, conduzida na quarta e quinta-feira, revelou que 51% dos norte-americanos acreditam que Trump deveria ser considerado culpado por incitar a invasão mortal ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro. Seu julgamento no Senado está previsto para começar na semana de 8 de fevereiro, segundo declaração do líder da Maioria no Senado, o democrata Chuck Schumer.

Outros 37% disseram que Trump não deveria ser condenado e os 12% restantes não tinham uma posição firme.

Quando questionados sobre o futuro político do ex-presidente republicano, 55% afirmaram que Trump não deveria ter permissão para exercer cargo eletivo novamente, enquanto 34% disseram que ele deveria ter permissão para fazê-lo e 11% não tinham uma posição definida.

Se o Senado votar para condenar Trump, será necessário realizar uma segunda votação sobre impedi-lo de ocupar cargos novamente.

As respostas foram quase inteiramente divididas pelas linhas partidárias. Enquanto 9 em cada 10 democratas dizem que Trump deveria ser condenado e impedido de ocupar cargo novamente, menos de 2 em cada 10 republicanos concordaram, mostrou a pesquisa.

Segundo o levantamento, 55% dos norte-americanos aprovam o presidente Joe Biden, que assumiu o cargo na quarta-feira. Em comparação, 43% aprovavam Trump durante sua primeira semana de mandato em 2017, e o nível de aprovação de Trump nunca subiu acima de 50% nas pesquisas semanais realizadas ao longo de seu mandato de quatro anos.

A Câmara dos Deputados dos EUA, que aprovou impeachment de Trump pela segunda vez no início deste mês, deve enviar ao Senado o artigo de impeachment na segunda-feira, acusando-o de “incitamento de insurreição”. Trump, o único presidente dos EUA a sofrer impeachment duas vezes, também será o primeiro ex-presidente a enfrentar um julgamento de impeachment no Senado após deixar o cargo.

De acordo com a pesquisa, os republicanos estão divididos sobre se seus representantes no Congresso deveriam trabalhar com Biden em objetivos comuns.

Fonte: R7
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DECISÕES DE TRUMP SÃO REVERTIDAS NO PRIMEIRO DIA DE MANDATO DE JOE BIDEN

Biden inicia mandato revertendo decisões do governo Trump

Presidente assinou decretos recolocando o país no Acordo de Paris e na OMS, tomando medidas contra covid-19, entre outros

INTERNACIONAL

 Do R7

Joe Biden assinou 17 decretos em seu primeiro dia de mandato

JIM LO SCALZO / EFE – 20.1.2021

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou nesta quarta-feira (20) decretos executivos para recolocar o país ao Acordo de Paris sobre Mudança Climática e impedi-lo de deixar a Organização Mundial da Saúde (OMS), revertendo duas das medidas mais controversas de seu antecessor, Donald Trump.

No Salão Oval da Casa Branca e usando uma máscara para proteção contra a covid-19, Biden assinou diante de câmeras seus primeiros 17 decretos: entre eles, um para ordenar aos americanos que usem máscara em todos os edifícios federais, outro para ajudar comunidades marginalizadas, e o terceiro para recolocar os EUA no Acordo de Paris.

“Esta terceira que vou assinar enquanto todos vocês estão aqui é um compromisso de que vamos nos reintegrar ao Acordo Climático de Paris a partir de hoje”, disse Biden aos jornalistas presentes.

Fonte:  R7
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POUCAS HORAS ANTES DE DEIXAR O CARGO DONALD TRUMP CONCEDEU CLEMÊNCIA AO EX-ASSESSOR ESTEVE BANNON

Trump concede perdão presidencial ao ex-assessor Steve Bannon

Poucas horas antes de deixar o cargo, presidente perdoou 73 pessoas e reduziu a pena de outras 70

INTERNACIONAL

 Do R7, com Reuters

Ex-assessor é acusado de fraude e chegou a ser preso em agosto de 2020

ANDREW KELLY/ REUTERS / 31.08.2020

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu clemência ao ex-assessor Steve Bannon como parte de uma onda de indultos e comutações emitidas em suas horas finais no cargo, mas não perdoou a si mesmo, membros de sua família ou o advogado Rudy Giuliani.

Trump deixa o cargo nesta quarta-feira (20), quando Joe Biden é empossado como o próximo presidente do país. Funcionários da Casa Branca argumentaram com Trump que ele não deveria perdoar a si mesmo ou sua família porque pode parecer que eles são culpados de crimes, de acordo com uma fonte familiarizada com a situação.

Bannon, que foi um conselheiro-chave na corrida presidencial de Trump em 2016, foi acusado no ano passado de burlar os partidários do próprio presidente por causa de um esforço para levantar fundos privados para construir o muro do presidente na fronteira EUA-México. Ele se declarou inocente.

“Bannon foi um líder importante no movimento conservador e é conhecido por sua perspicácia política”, disse a Casa Branca em um comunicado. Funcionários da Casa Branca aconselharam Trump a não perdoar Bannon. Os dois homens reacenderam recentemente seu relacionamento, enquanto Trump buscava apoio para suas alegações não comprovadas de fraude eleitoral, disse uma autoridade ligada ao presidente.

Como parte de mais de 140 indultos e comutações, Trump também perdoou Elliott Broidy, um ex-grande arrecadador de fundos para Trump que se confessou culpado no ano passado por violar leis de lobby estrangeiras, e o ex-prefeito de Detroit Kwame Kilpatrick, que cumpria uma pena de prisão de 28 anos em acusações de corrupção.

Os rappers Lil Wayne e Kodak Black, que foram processados por crimes federais com armas, também receberam perdões.

Giuliani, que esteve à frente dos esforços malsucedidos de Trump para derrubar a eleição presidencial de 2020, não foi acusado de um crime, mas os investigadores têm investigado suas atividades na Ucrânia.

Trump foi cassado pela Câmara, liderada pelos democratas, na semana passada, sob a acusação de incitar a invasão do Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro por partidários do presidente. Ele pode enfrentar um julgamento no Senado e ser impedido de concorrer à presidência novamente se for condenado.

Fonte: R7
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RESTRIÇÕES DE VIAGEM DE UE, REINO UNIDO E BRASIL AOS EUA FORAM SUSPENSAS POR TRUMP, DESDE QUE APRESENTEM TESTE NEGATIVO DA COVID-19

Trump suspende restrições de viagem de UE, Reino Unido e Brasil

Passageiros de voos vindos desses locais poderão entrar nos EUA, desde que apresentem teste negativo de covid-19 a partir do dia 26

INTERNACIONAL

por Reuters

Trump vai suspender restrições de entrada de passageiros aos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, vai suspender restrições de entrada ao país que se aplicavam majoritariamente a cidadãos não norte-americanos que tenham estado recentemente no Brasil e na maior parte da Europa devido à pandemia do novo coronavírus.

A medida passaria a partir de 26 de janeiro, disseram à Reuters nesta segunda-feira (18) duas autoridades a par do assunto.

A Reuters publicou em novembro que o governo avaliava suspender as restrições impostas no começo de 2020 em resposta à pandemia de covid-19, após receber o apoio de membros da força-tarefa contra o coronavírus e autoridades de saúde pública.

As restrições devem acabar no mesmo dia em que as novas exigências de testes para covid-19 entram em vigor para todos os visitantes internacionais. A Casa Branca não comentou de imediato.

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EM SEUS ÚLTIMOS DIA NO CARGO, TRUMP SE PREPARA PARA EMITIR CERCA DE 100 INDULTOS E COMUTAÇÕES

Trump prepara cerca de 100 perdões presidenciais nos últimos dias de mandato

Por Jeremy Diamond, Kevin Liptak, Jamie Gangel, Pamela Brown e Kaitlan Collins, da CNN

18 de janeiro de 2021 às 00:23

Trump fala a jornalistas antes de viajar ao TexasTrump, que vinha distribuindo indultos e comutações em um ritmo constante antes do Natal, fez uma pausa nos dias que antecederam e logo após os tumultos de 6 de janeiro no Capitólio Foto: Kevin Lamarque/Reuters (12.jan.2021)

O presidente Donald Trump está se preparando para emitir cerca de 100 indultos e comutações em seu último dia completo no cargo na terça-feira (19), de acordo com três fontes da CNN americana próximas à Casa Branca. O último grande lote de ações de clemência que inclui criminosos de colarinho branco, rappers famosos e outros.

A partir de agora, porém, não se espera que os perdões incluam o próprio Trump.

A Casa Branca realizou uma reunião no domingo para finalizar a lista de indultos, disseram duas fontes.

Trump, que vinha distribuindo indultos e comutações em um ritmo constante antes do Natal, fez uma pausa nos dias que antecederam e logo após os tumultos de 6 de janeiro no Capitólio dos Estados Unidos, de acordo com autoridades.

Os assessores disseram que Trump estava singularmente focado na contagem do Colégio Eleitoral nos dias anteriores, impedindo-o de tomar decisões finais sobre indultos. Funcionários da Casa Branca esperavam que eles fossem retomados após 6 de janeiro, mas Trump recuou depois de ser acusado de incitar os distúrbios.

Inicialmente, dois lotes principais estavam prontos para lançamento, um no final da semana passada e um na terça-feira. Agora, as autoridades esperam que o último lote seja o único – a menos que Trump decida no último minuto conceder perdões a aliados controversos, membros de sua família ou a si mesmo.

Espera-se que o lote final de ações de clemência inclua uma mistura de perdões voltados para a reforma da justiça criminal e outros mais controversos garantidos ou concedidos a aliados políticos.

Os perdões são um dos vários itens que Trump deve concluir antes que sua presidência termine nesta semana.

Os distúrbios de 6 de janeiro que levaram ao segundo impeachment de Trump complicaram seu desejo de perdoar a si mesmo, a seus filhos e ao advogado pessoal Rudy Giuliani. A esta altura, os assessores não acham que ele o fará, mas alertam que apenas Trump sabe o que fará com sua última parcela do poder presidencial antes de deixar oficialmente o cargo em 20 de janeiro.

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RESUMO DA SEMANA: CAOS NO AMAZONAS, IMPEACHMENT DE TRUMP AVANÇA E EFICÁCIA DA CORONAVAC

Neste 3º domingo de 2021, aqui na coluna RESUMO DA SEMANA, já temos muito assunto e notícias em apenas 3 semanas, pois o ano começou eletrizante, com o caos no Amazonas em virtude da explosão do coronavírus, o impeachment de Trump que caminha para o seu desfecho final e a polêmica sobre a eficácia da Coronavac. Então, aproveite para se atualizar assistindo o vídeo completo a seguir com Nicole Fusco da Jovem Pan.

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APÓS DERROTA NA CÂMARA DOS REPRESENTANTES, TRUMP TENTOU DESENCORAJAR NOVOS PROTESTOS NO PAÍS

Após impeachment, Trump pede ‘fim da violência’ a apoiadores

Após sofrer derrota na Câmara dos Representantes, presidente dos EUA tentou desencorajar novos protestos no país

INTERNACIONAL

Do R7

Trump pediu o fim dos protestos violentos de seus apoiadores

Após ter seu segundo impeachment aprovado pela Câmara dos Representantes, o presidente Donald Trump publicou, por meio do perfil oficial da Casa Branca no Twitter, um vídeo em que pede o fim de atos violentos por conta do clima político nos EUA. Em cinco minutos de pronunciamento, ele não mencionou a votação.

Uma semana atrás, uma multidão de apoiadores do republicano invadiu o prédio do Capitólio, sede do Congresso dos EUA em Washington, enquanto acontecia uma sessão conjunta para confirmar os votos do Colégio Eleitoral que deram a vitória ao democrata Joe Biden. Trump acabou processado pela Câmara por ter incentivado o protesto durante um comício.

“Peço a todos que já acreditaram no meu governo que diminuam as tensões, acalmem-se e ajudem a promover a paz em nosso país. Há informações de que novas manifestações estão sendo planejadas nos próximos dias, aqui em Washington e pelo país. (…) Todo cidadão merece ser ouvido, mas em paz, sem violência e sem quebrar as leis”, disse Trump no pronunciamento.

O presidente afirmou também que colocou todas as agências de segurança do país e todos os recursos necessários à disposição para ajudar no combate à violência.

Medidas de segurança

No início da semana, o FBI alertou as forças de segurança de todo o país para a possibilidade de novos protestos violentos por parte dos apoiadores do presidente. Segundo a agência, o monitoramento dos extremistas indica que poderia haver novos ataques ao Capitólio e às sedes de legislativos estaduais em todo o país.

Fonte: R7
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TRUMP ANUNCIOU QUE NÃO VAI À POSSE DE BIDEN NO PRÓXIMO DIA 20

Trump será 1º presidente em 151 anos a não ir à posse do sucessor

Em quase dois séculos e meio de história, republicano será apenas o quarto presidente a deixar de fazer a transição de poder

INTERNACIONAL

  Do R7

Trump anunciou que não irá à posse de Biden, no próximo dia 20

Se cumprir o que prometeu na última sexta-feira (8) e não comparecer à posse do presidente eleito dos EUA, Joe Biden, marcada para o próximo dia 20, Donald Trump romperá uma tradição de 151 anos na democracia norte-americana. Ele será o primeiro presidente a não participar da transição de poder desde 1869 e apenas o quarto na história do país.

Trump levou quase dois meses para reconhecer a vitória de Biden e ainda sustenta, sem apresentar provas de fato, que perdeu a eleição presidencial de 2020 por conta de fraudes na votação. Depois de receber críticas e perder membros de seu gabinete por incentivar uma invasão de seus apoiadores ao Congresso, no momento em que o resultado eleitoral era certificado, o presidente abaixou o tom, mas avisou que não vai participar da cerimônia.

Fonte: R7

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A PRESIDENTE DA CÂMARA CONVERSOU COM COMANDANTE DAS FORÇAS ARMADAS PARA LIMITAR TRUMP DE LANÇAR ATAQUES CONTRA OUTRAS NAÇÕES

Pelosi discutiu medidas para impedir Trump de iniciar ataques

Presidente da Câmara revelou conversa com chefe das Forças Armadas para evitar que presidente possa usar códigos nucleares

INTERNACIONAL

  Do R7

A democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, afirmou nesta sexta-feira (8), em uma carta à bancada de seu partido, que conversou com o principal comandante das Forças Armadas do país para tentar encontrar maneiras de limitar as opções para o presidente Donald Trump lançar ataques contra outras nações durante os últimos dias de seu mandato.

No comunicado, Pelosi diz que conversou com o general Mark Milley, chefe do Estado Maior Conjunto dos EUA. para “evitar que um presidente instável inicie hostílidades militares contra outras nações ou tenha acesso aos códigos e ordene um ataque nuclear”.

Veja a íntegra da carta no tuíte abaixo:

Além disso, a presidente da Câmara também afirma que discutiu medidas para afastar Trump da presidência nos próximos dias. Ela menciona que sugeriu ao vice-presidente Mike Pence o uso da 25ª Emenda da Constituição norte-americana, que possibilitaria uma retirada imediata do mandarário do poder, mas diz que aguarda a resposta de Pence.

Ela disse também esperar que os parlamentares do Partido Republicano apoiem a saída imediata de Trump da presidência.

Fonte: R7
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NO CONGRESSO OS PARTIDÁRIOS DE TRUMP DEVEM TENTAR ÚLTIMA CARTADA

Partidários de Trump devem tentar última cartada no Congresso

Sessão que deveria apenas formalizar resultados da eleição de 2020 deve ter republicanos lutando para descartar votos

INTERNACIONAL |

 Fábio Fleury, do R7

Congresso norte-americano tem sessão para oficializar resultados da eleição Congresso norte-americano tem sessão para oficializar resultados da eleição

Tradicionalmente, depois que um novo presidente é eleito nos EUA, acontece uma sessão conjunta com as duas casas do Congresso norte-americano, na qual são lidos os votos dados pelo Colégio Eleitoral, certificando os resultados da votação popular. Nesta quarta-feira (6), o que deveria ser uma formalidade deve se transformar em mais um capítulo na luta do presidente Donald Trump para se manter no poder após a derrota na eleição de 3 de novembro.Pelo rito legal, instituído por lei desde 1887, o vice-presidente do país, que acumula o cargo de presidente do Senado, pede que sejam lidos os votos dos delegados do Colégio Eleitoral para cada Estado. Ele, então, fica encarregado de somar todos e, no fim do processo, oficializar o resultado, na última etapa formal antes da posse, que neste ano está marcada para 20 de janeiro.

No entanto, um grupo que supostamente incluiria mais de 100 republicanos da Câmara de Representantes e outro formado por pelo menos 12 senadores prometem contestar esse processo, em uma tentativa de protestar contra a derrota de Trump para o democrata Joe Biden. A manobra tem poucas chances de alterar o resultado, mas vai criar confusão no Congresso.

Objeção de republicanos

Em circunstâncias normais, cada Estado é anunciado e aprovado sem objeções. No entanto, se um senador e um representante entregarem objeções ao resultado por escrito, então a sessão conjunta é suspensa, Câmara e Senado se reúnem em seus respectivos plenários e têm até duas horas para ouvir argumentos contra a oficialização. Em seguida, os parlamentares votam para aprovar ou descartar o resultado.

Essa votação é feita por maioria simples e muito dificilmente descartará os resultados de 3 de novembro. Isso porque a Câmara dos Representantes é dominada pelos democratas e, no Senado, apesar da maioria republicana, alguns membros já se manifestaram contra a ideia, alegando que ela fere os princípios da democracia norte-americana.

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CASO TRUMP É MUITO PIOR QUE O WATERGATE DIZ JORNALISTA QUE DESVENDOU O ESCÂNDALO

Jornalista que revelou o Watergate diz que caso de Trump é ‘muito pior’

Por Diego Freire, da CNN, em São Paulo

 Atualizado 04 de janeiro de 2021 às 04:57

Carl Bernstein foi um dos jornalistas responsáveis por desvendar o escândalo do Carl Bernstein foi um dos jornalistas responsáveis por desvendar o escândalo do Watergate nos anos 1970

O áudio em que Donald Trump pede ao secretário da Geórgia para “encontrar” votos que possibilitem sua vitória no estado é “muito pior do que o Watergate”, segundo a análise de Carl Bernstein, um dos jornalistas responsáveis por revelar o escândalo político que provocou a renúncia do ex-presidente americano Richard Nixon em 1974.

“Isso não é um déjà vu, isso é algo muito pior do que Watergate”, disse Bernstein à CNN americana neste domingo (3).

Ao lado do colega Bob Woodward, Carl Bernstein entrou para a história do jornalismo ao revelar o caso Watergate em reportagens no jornal The Washigton Post na década de 1970.

A dupla de repórteres mostrou, na época, que o presidente republicano Ricahrd Nixon sabia da operação na qual foram invadidos escritórios do Partido Democrata, em um suposto assalto em 1972, para plantar escutas telefônicas que possibilitaram a espionagem da oposição.

Após a investigação do caso revelado pela imprensa, Nixon, que havia sido reeleito presidente em 1972, renunciou ao cargo em 1974.

Mais de 40 anos depois, o jornalista vê a nova denúncia contra Trump, publicada pelo mesmo jornal The Washington Post neste domingo, como mais grave que aquela contra Nixon.

Segundo ele, os áudios de Trump são “a evidência do que este presidente está disposto a fazer para minar o sistema eleitoral e tentar instigar de forma ilegal, indevida e imoral um golpe.”

“Em qualquer outro momento concebível na história dos Estados Unidos, essa fita (com os áudios de Trump) resultaria na liderança de ambas as partes exigindo a renúncia imediata do presidente dos Estados Unidos”, disse o jornalista.

Entenda o caso

Segundo a denúncia, o  presidente Trump pediu ao colega republicano Brad Raffensperger, secretário de Estado da Geórgia, que “encontrasse” votos suficientes para reverter sua derrota durante um telefonema extraordinário de uma hora.

O Washington Post obteve a gravação da conversa em que Trump repreendeu Raffensperger, tentou bajulá-lo, implorou para agir e ameaçou-o com vagas consequências criminais se o secretário de Estado se recusasse a prosseguir com o que chamou de “falsas alegações”. O presidente disse a certa altura que Raffensperger estava assumindo “um grande risco”.

Durante a ligação, Raffensperger e o conselheiro-geral de seu escritório rejeitaram as afirmações de Trump, explicando que o presidente está contando com teorias da conspiração e que a vitória do presidente eleito Joe Biden com 11.779 votos na Geórgia foi justa e precisa.

Essa ligação vem na esteira de esforços dispersos na tentativa de derrubar a vitória eleitoral de Biden, em um movimento liderado pelos principais republicanos determinados a explorar a crise de olho em ganhos políticos mais amplos.

“Não há nada de errado em dizer, você sabe, hum, que você recalculou”, disse Trump ao secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, de acordo com o Post, acrescentando mais tarde na ligação: “Tudo o que quero fazer é isso. Eu apenas queremos encontrar 11.780 votos, o que é um a mais do que nós. Porque ganhamos no estado.”

Na época em que Trump estava trabalhando em Raffensperger, o chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, exortou seus ex-colegas da Câmara a “revidar” em um tweet de sábado (2) à noite. Tanto Meadows quanto a advogada Cleta Mitchell e outros aliados republicanos de Trump também estariam na ligação.

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NO ORÇAMENTO MILITAR, VETO DE TRUMP É DERRUBADO PELO SENADO

Senado derruba veto de Trump a orçamento militar

Em decisão inédita no governo do republicano, membros de seu partido aprovaram lei que havia sido vetada pelo presidente

INTERNACIONAL

 Da EFE

Líder republicano no Senado, Mitch McConnell coordenou a derrubada do veto

O Senado dos Estados Unidos, de maioria republicada, anulou nesta sexta-feira (1º) o veto do presidente, Donald Trump, à lei do orçamento anual de defesa, avaliado em US$ 741 bilhões (R$ 4,72 trilhões)

Essa foi a primeira vez que o Congresso invalidou um veto do atual chefe de governo, que está em fim de mandato, em quase quatro anos de mandato, depois que a Câmara dos Deputados também votou pela derrubada do veto.

Com 81 votos a favor e 13 contra, o Senado superou folgadamente a maioria de dois terços, que era preciso para anular a decisão de Trump e converter em lei o orçamento de defesa.

A postura do Senado deverá aumentar a tensão entre o ainda presidente e os líderes do Partido Republicano na casa, que começou quando a maioria da casa reconheceu a vitória do democrata Joe Biden nas eleições do país.

Veto inédito

Na semana passada, Trump havia se tornado o primeiro presidente dos EUA, em 59 anos, a se opor a aprovar o orçamento de defesa, na chamada Lei de Autorização de Defesa Nacional, para o ano fiscal de 2021, porque, entre outras coisas, restringe a capacidade do atual mandatário retirar as tropas americanas da Alemanha, Coreia do Sul e Afeganistão, como havia sido prometido.

Além disso, o presidente se opunha à lei porque inclui uma provisão para mudar o nome de uma dezena de bases militares batizadas em homenagem aos líderes militares do sul na Guerra Civil do país, que aconteceu entre 1861-1865, e que eram considerados símbolos racistas, por representar quem defendia a escravidão.

Trump ainda queria que a legislação incluísse uma cláusula para acabar com a chamada “Sessão 230”, que protege gigantes da internet como Twitter e Facebook de qualquer consequência legal pelo que for publicado por terceiras partes, em seus sites.

A Lei de Autorização da Defesa Nacional serve para financiar as operações do Pentágono no exterior e inclui aumentos salariais para os soldados, fundos para novos equipamentos militares e para pagar os cuidados com a saúde das tropas.

Tentativa frustrada

A tensão entre Trump e os líderes republicanos no Senado também aumentou como resultado da demora de cinco dias do presidente em assinar um novo plano de estímulo econômico devido à pandemia da Covid-19, e exigência do presidente de que os auxílios para os cidadãos sejam aumentados de US$ 600 para US$ 2 mil.

Os líderes republicanos do Senado bloquearam nesta sexta-feira, pelo quarto dia consecutivo, uma tentativa dos democratas de aumentar o valor dessas transferências diretas para os contribuintes que tem renda anual inferior a US$ 75 mil.

Isto significa que a iniciativa, que já foi aprovada nesta segunda-feira pela Câmara dos Deputados, não irá adiante por enquanto e, de qualquer forma, teria que ser considerada e votada novamente a partir de domingo, quando um novo Congresso formado nas eleições de novembro tomará posse.

“Seria socialismo para os ricos”, disse o líder republicano do Senado, Mitch McConnell, sobre a aprovação da proposta.

Fonte: R7

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TRUMP ANUNCIA QUE DEIXARÁ O CARGO O PROCURADOR-GERAL DOS EUA

 

Procurador-geral dos EUA deixará o cargo, anuncia Trump

Destino de Barr estava em questão desde que ele disse não ter encontrado sinal de fraude nas eleições de novembro, contradizendo Trump

INTERNACIONAL

Do R7, com Reuters

Bill Barr negou fraudes na eleição de 2020

John Amis – 21.09.2020/EFE

Em postagem na noite desta segunda-feira (14), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o procurador-geral William Barr deixará o cargo pouco antes do Natal e o procurador-geral adjunto, Jeff Rosen, se tornará o procurador-geral interino

“Tive uma reunião muito agradável com o procurador-geral Bill Barr na Casa Branca. Nosso relacionamento tem sido muito bom, ele tem feito um excelente trabalho! De acordo com a carta, Bill partirá pouco antes do Natal para passar as férias com sua família. O procurador-geral adjunto Jeff Rosen, uma pessoa notável, será o procurador-geral interino. O altamente respeitado Richard Donoghue assumirá as funções de procurador-geral adjunto. Obrigado a todos!”, escreveu Trump em sua conta no Twitter.

Barr, em uma carta a Trump vista pela agência Reuters, disse que deixaria seu posto em 23 de dezembro. A carta foi enviada logo após Barr ter informado o presidente sobre a revisão do Departamento de Justiça das alegações da campanha de Trump de fraude eleitoral na eleição de 2020. Nele, Barr prometeu que as alegações “continuariam a ser perseguidas”.

Na carta, Barr também elogiou o que chamou de recorde histórico de Trump, dizendo que ele ajudou a impulsionar a economia, fortalecer os militares e conter a imigração ilegal.

O destino de Barr nos últimos dias da administração Trump estava em questão desde que ele disse na semana passada que uma investigação do Departamento de Justiça não encontrou nenhum sinal de fraude nas eleições de novembro, contradizendo as alegações do presidente. A equipe jurídica de Trump acusou Barr de não conduzir um inquérito adequado.

 

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ÚLTIMOS DIAS DE TRUMP NA CASA BRANCA, EMBORA NÃO ACEITE QUE PERDEU AS ELEIÇÕES

Eleições EUA 2020: ‘Ele não aceita que perdeu’: os últimos dias na Casa Branca de Trump

Nos bastidores da Casa Branca, as pessoas veem as coisas como são. Eles sabem que seus dias na Ala Oeste estão contados. E também sabem que, quando o chefe está perdendo, é melhor ficar longe dele

NTERNACIONAL

por BBC NEWS BRASIL

Trump retorna à Casa Branca após celebrar o Dia de Ação de Graças com sua família

Getty Images

Os dias de Trump à frente da Casa Branca se aproximam do fim e um silêncio assustador toma conta do local, ao mesmo tempo em que o presidente tenta desafiar o resultado da eleição nos tribunais.

Brian Morgenstern, o vice-diretor de comunicações, usava uma jaqueta com o emblema da Casa Branca em seu escritório na Ala Oeste. A jaqueta estava totalmente fechada, como se ele estivesse saindo. A sala, a algumas portas do Salão Oval, estava escura, com as cortinas fechadas.

O chefe dele, o presidente, estava em outra parte da Casa Branca. Naquele momento, Donald Trump estava no viva-voz com Rudy Giuliani, o chefe de seu esforço legal para contestar a eleição, e um grupo de legisladores estaduais que se reuniram para uma “audiência”, como eles definiram, em um hotel em Gettysburg, na Pensilvânia.

“Esta eleição foi fraudada e não podemos permitir que isso aconteça”, disse o presidente por telefone.

Morgenstern estava monitorando o evento pela tela do computador, distraído. Um momento depois, ele girou em sua cadeira e falou com um visitante sobre faculdade, imóveis, beisebol e, quase como uma reflexão tardia, as realizações do presidente.

O esforço de Trump para contestar os resultados da eleição na Pensilvânia fracassou na semana passada, não muito tempo depois da chamada audiência, e mesmo isso teve uma base legal duvidosa. Um juiz do Tribunal de Apelações disse que “não havia base” para contestação. Uma certificação das cédulas mostrou que o presidente eleito Joe Biden venceu o Estado por mais de 80 mil votos.

Os resultados das eleições em Michigan, Wisconsin, Nevada, Geórgia e Arizona foram certificados e Biden foi confirmado como o vencedor em todos os cinco.

Funcionários do governo começaram a trabalhar para uma transição para a nova administração, e o novo presidente assume em 20 de janeiro.

Trump continua a reivindicar vitória. Ainda assim, nos bastidores da Casa Branca, as pessoas veem as coisas como elas são. Eles sabem que seus dias na Ala Oeste estão contados. E também sabem que, quando o chefe está perdendo, é melhor ficar longe dele.

“Estamos otimistas. Ainda estamos trabalhando duro”, diz Morgenstern.

Ele era, no entanto, o único em um labirinto de escritórios da Ala Oeste. Ele segurava uma máscara de pano nas mãos e brincava com os cordões da máscara. O único som era o zumbido baixo de uma TV em outra sala.

Normalmente, esses escritórios estão cheios de pessoas, com assistentes trabalhando todas as horas. Mas agora não.

Jack O’Donnell, que já administrou um cassino em New Jersey para Trump, diz que entende por que as pessoas que trabalham para o presidente iriam embora em um momento como este.

“Você está pisando em cascas de ovo. Ninguém quer dizer a coisa errada.”

Certa vez, lembra O’Donnell, Trump estava caminhando por uma sala de teto baixo em um prédio que estava em reforma. “Houve alguns problemas”, diz O’Donnell. Ele estava se referindo a problemas com a reforma, erros que Trump logo percebeu.

“Ele deu um pulo no ar e atingiu o teto”, diz O’Donnell. “Ninguém quer ficar perto dele quando ele está bravo.”

A raiva do presidente, sua ambição e determinação são lendárias. Ele teve sucesso em parte ao abraçar aforismos positivos e negar o fracasso, um estilo de liderança que foi estabelecido no início de sua carreira e que ultimamente anda exagerado.

Ele apareceu na sala de reuniões da Ala Oeste na semana passada para se gabar do mercado de ações. O Dow Jones havia fechado acima de 30 mil pontos, um nível recorde. O presidente, diz Morgenstern, estava “comemorando o sucesso do mercado que certamente se deveu em parte às suas políticas”, como “melhorar os negócios” e “independência energética”.

Investidores disseram que as ações subiram porque a transição para um governo Biden foi oficialmente anunciada. Mas para Trump, a vitória pertencia a ele.

Suas reivindicações de vitória e sua recusa em admitir a derrota não têm impacto no resultado: a transição para a Casa Branca de Biden está em andamento.

No entanto, a postura do presidente é importante, já que milhões de pessoas o admiram. Essas pessoas o seguirão assim que ele deixar a Casa Branca, seja concorrendo novamente a um cargo, como muitos esperam, ou construindo um império de mídia. No dia em que Trump falou com parlamentares em Gettysburg, os apoiadores se reuniram em frente ao hotel com cartazes: “Parem a fraude eleitoral”.

No livro Trump: The Greatest Show on Earth: The Deals, the Downfall, the Reinvention (Trump: O maior espetáculo da Terra: os Negócios, a Queda, a Reinvenção, em tradução livre), do jornalista Wayne Barrett, pessoas que conhecem Trump disseram que ele encarava o caso do ex-presidente Jimmy Carter, derrotado em 1980 após apenas um mandato, como um sinal de alerta.

“A velocidade com a qual você dispara para cima é a velocidade com a qual você pode despencar”, teria dito ele, de acordo com as fontes do livro, acrescentando que Carter caiu na obscuridade depois de deixar a Casa Branca e se tornou tão anônimo quanto “um caixeiro viajante”.

Para evitar o fracasso, Trump nega a realidade, dizem aqueles que o conhecem. Ele fez vários pedidos de falências como empresário, mas agiu como se fosse parte de um plano. “Ele dizia: ‘fiz isso intencionalmente'”, lembra Jack O’Donnell, que trabalhava para ele, acrescentando: “É um absurdo”.

“Em sua mente, ele não perdeu”, disse O’Donnell, descrevendo a eleição. “Ele nunca vai ceder. Sempre dirá: ‘foi tirado de mim.'”

Trump agora está lutando pelo controle republicano do Senado e planeja ir à Geórgia no sábado, onde haverá nova eleição, para apoiar os candidatos.

Enquanto isso, do lado de fora do escritório de Morgenstern, uma das mesas vazias é decorada com um porta-copos: “O fracasso não é uma opção”.

O lema resume a filosofia de Trump e sua abordagem em relação à Presidência — pelo menos até ele sair.

Fonte: R7

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POR FALTA DE PROVAS, JUSTIÇA DOS EUA REJEITA RECIRSO DE DONALD TRUMP

Justiça dos EUA rejeita recurso de Trump por falta de provas

Juízes de uma corte de apelações recusou ação movida pela campanha do presidente para suspender certificação dos resultados da Pensilvânia

INTERNACIONAL

Da AFP

Trump segue protestando contra o resultado da eleição

Uma corte federal rejeitou de maneira taxativa as denúncias feitas pela campanha do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a eleição presidencial foi injusta e se recusou a suspender a vitória do democrata Joe Biden no estado da Pensilvânia.

Ao revisar os argumentos do comitê do republicano, que afirma que a eleição do dia 3 de novembro teria sido “roubada”, três juízes de uma corte de apelação indicaram de forma unânime que a equipe de Trump não apresentou denúncias genuínas nem evidências para sustentar sua tese.

“As acusações de injustiça são algo sério. Mas dizer que algo foi injusto não faz com que tenha sido injusto”, escreveu a corte. Na ação, que era um recurso contra a decisão de uma instância inferior, a campanha de Trump alegava uma suposta discriminação.

Derrotas na Justiça

Esta é a última de uma série de derrotas sofridas pela campanha de Trump em todo o país desde a eleição. Em nenhum tribunal estadual as ações que pediam revisão dos resultados das urnas foram aceitas nem foi provada a existência de fraude.

Enquanto isso, Trump segue colocando dúvidas na validade da vitória de Biden e ainda insiste na tese de fraude.

Na semana passada uma corte da Pensilvânia rejeitou os argumentos do advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, de que milhões de votos deveriam ser descartados.

Na quinta o governo da Pensilvânia certificou oficialmente os resultados e a campanha de Trump apelou para uma corte federal para paralisar o processo.

Fonte: R7

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TRUMP CONCEDEU INDULTO PRESIDENCIAL A EX-ACESSOR DE SEGURANÇA QUE MENTIU AO FBI

 

Trump dá perdão a ex-assessor acusado de ligação com a Rússia

Michael Flynn aguardava sentença desde 2017, após se declarar culpado de ter mantido ligações com o embaixador russo nos EUA

INTERNACIONAL

Do R7, com Reuters

Flynn aguardava uma sentença desde 2017

Carlos Barria / Reuters – Arquivo

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (25) que concedeu indulto presidencial ao seu ex-assessor de segurança nacional, Michael Flynn, que havia se declarado culpado de ter mentido ao FBI durante a investigação da interferência russa na eleição presidencial de 2016.

“É com grande honra que anuncio que o general Michaeebeu perdão. Parabéns ao general e sua família maravilhosa. Sei que vocês agora terão um dia de Ação de Graças fantástico”, escreveu Trump no Twitter.

Passagem turbulenta

General aposentado do exército dos EUA, Flynn em 2017 assumiu em julgamento que mentiu ao FBI sobre as relações que teve com o embaixador da Rússia em Washington nas semanas anteriores à posse de Trump, em janeiro daquele ano. Ele se demitiu antes de completar um mês no cargo.

Até hoje, ele não havia recebido nenhuma sentença pois aguardava o resultado de um recurso. Flynn tentou mudar sua declaração, afirmando que os procuradores violaram seus direitos e o coagiram a fazer uma delação.

Foi o caso mais notório de um perdão presidencial concedido por Trump em seu mandato. Entre outros, ele concedeu indulto a militares acusados de crimes de guerra no Afeganistão, a jornalistas que costumam defendê-lo na imprensa e a um ex-delegado do Arizona acusado de diversos crimes.

 

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ELEIÇÕES PARA SENADOR PODE DETERMINAR OS PRÓXIMOS QUATRO ANOS DA POLÍTICA NORTE-AMERICANA

 

Em meio à recusa de Trump para reconhecer a vitória de Joe Biden, duas vagas no Senado ainda estão abertas e serão decididas em 5 de janeiro

INTERNACIONAL

Fábio Fleury, do R7

 

Disputa por vagas da Geórgia no Senado ainda está em aberto

Duas semanas após a eleição presidencial dos EUA, o presidente Donald Trump ainda não reconheceu a derrota para o presidente eleito, Joe Biden. Com o processo de transição atrasado, o Partido Republicano tem decisões importantes a tomar, já que no dia 5 de janeiro haverá uma votação que pode determinar os próximos 4 anos da política norte-americana.

Nesse dia, acontecerá um segundo turno para decidir as duas vagas do Estado da Geórgia no Senado. O republicano David Perdue concorrerá contra o democrata Jon Ossoff na eleição regular e a republicana Kelly Loeffler disputará uma eleição especial contra o democrata Raphael Warnock.

Os dois representantes republicanos são os atuais ocupantes dos cargos, mas se os democratas conseguirem vencer, garantirão o controle do Senado para seu partido, que além do presidente eleito conseguiu manter sua maioria na Câmara dos Representantes.

No caso da eleição especial entre Loeffler e Warnock, os dois disputam para ocupar o cargo até concluir o mandato do senador Johnny Isakson em 2023. Ele abandonou o Senado no fim de 2019, por questões de saúde, e deixou o cargo desocupado.

A Geórgia ainda precisa realizar uma recontagem manual dos votos para a eleição presidencial, que teve uma vitória muito apertada de Biden, em um Estado onde os democratas não venciam desde que Bill Clinton foi eleito pela primeira vez, em 1992.

Disputa apertada pelo Senado

A apuração dos votos da eleição do último dia 3 mostrou um crescimento democrata no Senado. O partido tem no momento 48 das cadeiras, contra 50 dos republicanos. Caso Warnock e Ossoff vençam na Geórgia, garantem um empate entre os dois partidos.

“É dessa votação que sairá o resultado final da composição dessa casa. Se os democratas vencerem, garantem metade dos votos do Senado e quem desempata é a vice-presidente (Kamala Harris)”, explica Lucas Leite, professor de Relações Internacionais da FAAP-SP.

Com o controle das duas casas do Legislativo, Biden teria muito mais facilidade para implementar suas políticas. No mandato de Trump, o fato de os democratas terem dominado a Câmara fez com que as votações de projetos precisassem de mais negociação e resultou até mesmo no processo de impeachment, do qual ele foi absolvido no início deste ano pela maioria republicana do Senado.

“Os republicanos ainda têm força e poderão se tornar um grande obstáculo ao presidente eleito no Senado”, afirma Leite. Para ele, a vitória de Biden e a boa votação dos candidatos democratas ao Senado na Geórgia indicam uma “tendência” de que o Estado possa dar um bom resultado ao partido. “Mas as diferenças ainda são muito pequenas”, ressalta.

Para o professor, o reconhecimento da derrota por parte de Trump ainda deve ocorrer. “Imagino que sim, porque ele não tem apoio pra fazer outra coisa. Por isso tenta atrapalhar o processo e questiona-o tanto. Acho que Trump pode tentar estender ao máximo esse tempo antes de reconhecer”, analisa.

 

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TRUMP SE CONTRADIZ E REVELA DESESPERO AO RECONHECER VITÓRIA DE BIDEN E DEPOIS VOLTAR ATRÁS

 

Trump reconhece vitória de Biden, mas volta atrás

Minutos antes, presidente disse que concorrente havia vencido porque tinha ‘roubado’. Em tweet, ele afirma que ainda há um longo caminho pela frente

INTERNACIONAL

Do R7

Trump nega ter reconhecido vitória de Biden

Minutos depois de postar no Twitter que Joe Biden havia vencido as eleições presidenciais, o presidente Donald Trump voltou atrás e disse que “não reconheceu nada”.

“Ele só venceu pelos olhos da mídia das fake news. Eu não concedo NADA! Nós ainda temos um longo caminho a seguir. Essa foi uma eleição fraudada!”, disse o presidente pelo Twitter.

Desde o dia 7 de novembro, o candidato democrata Joe Biden é chamado pela imprensa de presidente eleito, depois de projeções apontarem que ele havia vencido no estado chave da Pensilvânia. Com o fim das apurações na última semana, Biden havia conquistado 290 delegados, enquanto Trump tinha 232. Para ser eleito, um candidato precisa de 270 delegados.

O presidente se recusa a reconhecer a derrota e dar início ao processo de transição de poder. Ele pediu a recontagem de votos na Geórgia, Michigan e Wisconsin, mas apenas a Geórgia afirmou que vai recontar as cédulas.

Trump e sua equipe seguem alegando que as eleições foram fraudadas, apesar de não haver indícios de fraude ou erros. As autoridades afirmaram no começo da semana que essas foram as eleições mais seguras da história dos Estados Unidos.

Fonte: R7

 

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QUAL O LEGADO DE TRUMP NA HISTÓRIA DOS EUA?

Legado Trump: o que o presidente deixa para a história dos EUA

Combativo e explosivo, presidente investiu no crescimento do país, confrontou a China e a Coreia do Norte e criou movimento no eleitorado americano

INTERNACIONAL

Giovanna Orlando, do R7

 

Trump é primeiro presidente nos EUA que não se reelege desde 1992

Depois de quatro anos de um mandato, Donald Trump deixa de ser o presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2020. Nas eleições de 3 de novembro, o Republicano não conseguiu garantir a reeleição e perdeu para o candidato democrata Joe Biden. A última vez que os norte-americanos não reelegeram um presidente foi em 1992.

Em 2016, quando foi eleito, ninguém apostava que o apresentador de televisão e magnata nova iorquino conseguiria assumir o posto mais poderoso do mundo. Conhecido por ser explosivo, Trump não escondeu a personalidade forte durante o mandato, tendo atristos com diferentes líderes mundiais e focando em “tornar a América ótima”, com incentivos à economia doméstica.

Para especialistas, é difícil de explicar o legado do presidente mais “diferente” dos Estados Unidos. Trump não tinha formação política ou experiência passada em cargos públicos.

O bilionário conseguiu se comunicar com uma parcela da população que os Democratas não tinham conseguido conquistar durante os oito anos de Barack Obama na Casa Branca e criou um movimento próprio.

“É indiscutível que ele perdeu a eleição, mas o trumpismo provou a sua força, é um legado político expressivo”, diz o professor de Relações Internacionais da ESPM-SP Leonardo Trevisan.

Segundo ele, o trumpismo é “marcado por um apelo radicalizado, com características fundamentalistas e uma forte aproximação com o eleitor médio norte-americano”.

Trump conseguiu não só conquistar o tradicional eleitorado republicano, como conquistou a confiança e o voto de uma parcela da população que estava desencantada com a política nacional e a globalização, além de minorias importantes, como os latinos, que garantiram sua vitória na Flórida, e 35% do eleitorado muçulmano no país.

Legado econômico

Focando na economia interna e no crescimento do país, Trump adotou medidas mais protecionistas e nacionalistas que outros presidentes.

Entre algumas das medidas adotadas pelo presidente, estão a “desburocratização, liberação de empréstimos para pequenos comerciantes e empresários”, enumera a professora de Relações Internacionais da ESPM-SP Denilde Holzhacker. Segundo ela, parte dos votos que Trump recebeu foi por conta dessas políticas.

Apesar da ajuda econômica, Trump nunca teve uma plataforma e objetivos claros em outras partes do governo, como saúde, educação e meio ambiente. Na saúde, o presidente criticou o legado de Obama, mas não gerou melhoras ou mudanças, apesar de ter adotado uma postura dura durante a crise dos opióides, entre 2018 e 2019, chegando até a confrontar a indústria farmacêutica.

Tratamento com a China

Desde o início do mandato, Trump classificou a China como sendo a maior ameaça aos Estados Unidos e adotou uma postura combativa perante o país asiático. Com guerras comerciais e tecnológicas, embargos e taxas altíssimas, o presidente tentou barrar a entrada de produtos e empresas chinesas nos EUA e criticou abertamente o regime de Xi Jinping.

A relação entre os dois país piorou no começo deste ano, quando Trump afirmou que a culpa pela pandemia do novo coronavírus era da China e se referia a covid-19 como “vírus chinês”.

“O Trump desenhou o jeito como os EUA vão lidar com o primeiro concorrente do país desde a Guerra Fria”, analisa Trevisan. “Ele criou um processo, um histórico para normatizar as relações com a China”.

O país asiático é um dos únicos pontos em que Democratas e Republicanos não divergem, enxergando o crescimento econômico e tecnológico da China como uma ameaça. O governo de Biden já sinalizou que vai lidar com o país com cautela e não vai mexer nos 350 bilhões de dólares que Trump impôs como barreira alfandegária, diz o professor.

“Qualquer concessão que o Biden fizer vai ter um peso enorme na próxima eleição”, prediz.

Dialogo com a Coreia do Norte e Oriente Médio

Diferentemente de outros presidentes americanos, Trump buscou diálogo e aliados em áreas novas. O presidente se reuniu com o presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, em históricas cúpulas, para tentar discutir a desnuclearização do país. Apesar dos esforços, as conversas não geraram frutos.

Trump também buscou diálogo com países do Oriente Médio, estreitando as relações do governo americano com Israel e fechando um acordo para normalizar a relação entre o país, os Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

Apesar da relação amigável com alguns governos árabes, Trump teve uma relação complicada com o Irã, e começou 2020 com o assassinato do general Qasem Soleimani, o que rendeu um mês de intensos bombardeios e princípio de guerra.

Fonte: R7

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NOS ÚLTIMOS 100 ANOS APENAS TRÊS PRESIDENTES DOS EUA ALÉM DE TRUMP, NÃO FORAM REELEITOS

 

Além de Trump: os outros 3 presidentes dos EUA que, nos últimos 100 anos, não foram reeleitos

Desde que o país elegeu George Washington, há mais de dois séculos, apenas 10 líderes perderam suas disputas por um segundo mandato na Casa Branca

INTERNACIONAL

por BBC NEWS BRASIL

Trump é primeiro presidente do século 21 a perder reeleição

Derrotado nas urnas, Donald Trump será um presidente de apenas um mandato.

O candidato democrata Joe Biden ultrapassou no sábado (07/11) a barreira dos 270 votos do Colégio Eleitoral necessários para se tornar o novo ocupante da Casa Branca, segundo projeções da BBC e da imprensa americana.

O pleito deste ano já tem seu lugar nos livros de história.

E não só por causa da pandemia do coronavírus, do tempo que demorou para que os resultados fossem conhecidos ou das acusações infundadas de fraude de Trump, mas também porque o presidente em exercício se tornará um dos poucos que não foi reeleito.

Desde que os Estados Unidos escolheram seu primeiro presidente (George Washington) há mais de 200 anos, apenas 10 líderes perderam suas disputas por um segundo mandato na Casa Branca.

O fato, por si só, é visto por alguns historiadores como uma falha de gestão e, em boa parte dos casos, como uma reprimenda dos americanos a políticas ou posições polêmicas de seus governantes.

Nos últimos 100 anos, 3 mandatários não lograram a reeleição. Conheça-os a seguir.

George H.W. Bush (1989-1993)

Bush perdeu a reeleição para Bill Clinton

O ex-diretor da CIA e pai do ex-presidente George W. Bush foi o último dos líderes americanos a perder a reeleição antes de Trump.

Embora ele não tenha chegado às primárias quando concorreu à presidência em 1980, seu caminho até a Casa Branca foi pavimentado quando o então candidato republicano Ronald Reagan lhe pediu para se tornar seu companheiro de chapa.

Ele serviu como vice-presidente de Reagan de 1981 a 1989, quando foi eleito para a presidência.

Bush pai aprovou vários tratados comerciais que se tornaram populares e promulgou a Lei dos Americanos com Deficiências de 1990.

No entanto, a Guerra do Golfo durante seu mandato minou sua popularidade e a chegada ao cenário político do democrata de Bill Clinton, um jovem e carismático candidato, pesou em suas chances de vitória e ele acabou perdendo as eleições presidenciais de 1993.

Carter perdeu reeleição após fracasso em resgatar reféns após invasão da embaixada americana no Irã

James Carter (1977-1981)

O democrata Jimmy Carter provou do seu próprio remédio no fim de sua presidência: ele assumiu o cargo depois de derrotar Gerard Ford, que ocupou a Casa Branca após a renúncia de Nixon, e que tentou ficar por mais um mandato no cargo.

Carter venceu o oponente por uma pequena margem de votos em 1976.

Ford, aliás, também poderia fazer parte dessa lista, já que não foi reeleito. A questão é que ele nunca fora eleito para o cargo: chegou à presidência após uma série de renúncias que se sucederam à eclosão do caso Watergate.

Carter tomou várias medidas progressistas e até fez acenos importantes aos governos da América Latina, incluindo à Cuba “comunista”, onde abriu um “escritório de interesses” para tentar melhorar as relações com Fidel Castro.

No entanto, problemas econômicos afetaram negativamente sua popularidade, que foi ainda mais prejudicada pela invasão da embaixada dos Estados Unidos em Teerã (Irã) perto do fim de seu mandato.

Ele acabou derrotado por Reagan nas eleições de 1980.

Hoover governou em um dos momentos mais críticos da história dos Estados Unidos

Herbert Hoover (1929-1933)

Hoover foi o 31º presidente dos Estados Unidos, e sua tentativa de reeleição fracassada confirmou o que parece ser uma lei não escrita: se a economia não vai bem, o presidente raramente é reeleito.

Com Hoover, os EUA atravessaram um dos momentos econômicos mais críticos de sua história: a quebra do mercado de ações em 1929 e a Grande Depressão.

Culpado por esses acontecimentos, na visão dos eleitores, e pela incapacidade de conter as perdas econômicas e financeiras, foi derrotado nas eleições de 1932 por Franklin D. Roosevelt, que foi, aliás, o único presidente dos Estados Unidos eleito por mais de dois mandatos.

Fonte: R7

 

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‘ESTÁ LONGE DE TERMINAR’, TRUMP SE RECUSA A ACEITAR DERROTA

 

Eleição dos EUA 2020: Trump se recusa a admitir derrota: ‘Está longe de terminar’

Presidente americano voltou a fazer acusações sem provas e a questionar validade de votos pelo correio sem fundamentos. O democrata Joe Biden foi declarado o vencedor da disputa após vencer na Pensilvânia, conquistando mais do que os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral

INTERNACIONAL  

por  BBC NEWS BRASIL

Acusações infundadas de Trump foram criticadas por republicanos

O presidente Donald Trump se recusou a admitir que foi derrotado pelo democrata Joe Biden nas eleições dos Estados Unidos e disse, em comunicado neste sábado (7 de novembro), que a disputa ainda não terminou.

“Todos nós sabemos por que Joe Biden está se apressando em fingir que é o vencedor e por que seus aliados da mídia estão se esforçando tanto para ajudá-lo: eles não querem que a verdade seja exposta. O simples fato é que esta eleição está longe de terminar”, disse Trump em um comunicado publicado no site de sua campanha.

O presidente americano argumentou que Biden ainda não foi certificado como vencedor em nenhum Estado, “muito menos de nenhum dos Estados altamente contestados para recontagens obrigatórias, ou Estados onde nossa campanha move ações legais válidas e legítimas que poderiam determinar o vencedor final”.

A campanha republicana questiona a legalidade de votos enviados pelo correio, embora essa modalidade seja permita em lei no país, e afirma que observadores do partido não tiveram acesso a locais de votação, sem apresentar, porém, provas de suas acusações.

“Os votos legais decidem quem é o presidente, não a mídia”, afirmou o presidente.

Trump disse que voltará a recorrer à Justiça para questionar os votos pelo correio. “Essa é a única maneira de garantir que o público tenha plena confiança em nossa eleição”, afirmou.

‘Sou o vencedor’

Mais cedo neste sábado, em uma manifestação publicada por volta do meio-dia (horário de Brasília) no Twitter, Trump disse ter ganho as eleições por uma grande margem de votos.

Na rede social, um aviso da plataforma alertava aos usuários que a mensagem havia sido escrita antes de uma definição oficial da disputa.

Após Biden ter alcançado o número suficiente de delegados para vencer a eleição no colégio eleitoral, Trump voltou a fazer as mesmas acusações de seu comunicado pelo Twitter.

Desde o início da apuração, o atual presidente vem fazendo afirmando ser o ganhador, mesmo quando a contagem ainda estava longe de terminar.

Também vem acusando os democratas de fraude, sem evidências, o que gerou críticas até mesmo entre outros republicanos.

O presidente também tentou interromper a contagem de votos em alguns Estados com ações na Justiça, até agora sem sucesso.

Por que Biden foi declarado o vencedor?

Joe Biden foi declarado o vencedor da eleição americana no início da tarde do sábado (07/11) quando, de acordo com projeções, obteve a maioria dos votos no Estado da Pensilvânia e não poderia mais ser ultrapassado por Trump.

Isso fez com que ele garantisse 273 votos no colégio eleitoral, que elege o presidente americano, mais do que os 270 necessários para ser considerado o vencedor.

Depois, Biden também foi declarado o vencedor em Nevada, conquistando assim mais 6 votos e chegando a 279 até o momento.

Até a noite de sábado, a apuração ainda não havia sido concluída na Carolina do Norte, na Geórgia e no Arizona, mas a soma dos votos nos três Estados, de 42 votos, não faria com que Trump chegasse aos 270 votos necessários para se reeleger — atualmente, o presidente americano tem 214 votos no colégio eleitoral.

 

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JUIZ FEDERAL NEGOU PEDIDO DA CAMPANHA DE TRUMP CONTRA CONTAGEM DE VOTOS NA FILADÉLFIA

Juiz nega ação e diz que campanha de Trump recebe tratamento justo na Filadélfia

Da CNN, em São Paulo

Atualizado 05 de novembro de 2020 às 22.25

Juiz nega ação e diz que campanha de Trump recebe tratamento justo na Filadélfia | CNN Brasil

 

O juiz federal Paul Diamond, do distrito leste da Pensilvânia, negou um pedido da campanha do presidente Donald Trump contra a contagem de votos na Filadélfia.

Diamond, indicado durante o governo do republicano George W. Bush, pediu às autoridades locais da cidade que confirmassem se os dois partidos estavam sendo tratados corretamente em seus pedidos para acompanhar a contagem dos votos.

Ele também questionou o advogado representante da campanha, Jerome Marcus, se havia naquele momento observadores no local da contagem, no que recebeu uma resposta evasiva, mas que confirmava o acesso dos republicanos ao local.

“Há um número de pessoas, que não é zero, na sala”, disse Marcus.

Diante da resposta de que os dois partidos possuíam o mesmo número de pessoas observando a contagem, ele rejeitou as alegações da campanha de Trump. O magistrado ainda pontuou que considerava que o caso não deveria estar na Justiça Federal.

Fonte: CNN

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NESTA TERÇA FERIA (3) OS EUA DECIDE QUEM SERÁ SEU FUTURO PRESIDENTE

 

Trump ou Biden? EUA decidem seu futuro presidente nesta 3ª

Votação começa às 8h desta terça e vai até 2h de quarta; além do presidente, eleitores também votam em deputados e senadores e alguns governadores

INTERNACIONAL

Fábio Fleury, do R7

 

Eleitores decidirão entre Biden e Trump para os próximos 4 anos nos EUA

Um dos processos eleitorais mais disputados, polarizados e decisivos da história dos EUA entra em sua reta final nesta terça-feira (3). Na eleição geral de 2020, que promete bater recorde de comparecimento, milhões de norte-americanos vão votar para presidente, deputados, senadores, alguns governadores e também propostas de lei.

Diferentemente do Brasil, a votação vai se estender por muitas horas e, na prática, já começou há semanas, com os votos antecipados. As primeiras urnas serão abertas às 8h (horário de Brasília) no Maine, o estado mais ao leste. E as últimas serão fechadas apenas às 2h de quarta-feira no Havaí.

Da mesma forma, o resultado dificilmente será conhecido rapidamente. Mais de 95 milhões de eleitores votaram antes do dia oficial nesta terça, um recorde absoluto e mais que o dobro dos 47 milhões de 2016. Com isso, espera-se um comparecimento total na faixa dos 60 a 65% do eleitorado, que também seria uma marca histórica.

O que está em disputa?

No centro da disputa está o cargo de presidente. O republicano Donald Trump busca a reeleição e, assim como em 2016, seu futuro dependerá dos votos do Colégio Eleitoral. O favorito nas pesquisas é o democrata Joe Biden, ex-vice-presidente na gestão de Barack Obama.

Além do futuro mandatário, que assume o cargo em janeiro, o país terá um novo Congresso. Todos os 435 cargos de deputados na Câmara estão em disputa, assim como um posto de senador por estado. Também serão definidos os governadores de 11 estados e nos territórios de Porto Rico e Samoa Americana.

Cada estado também pôde colocar em suas cédulas questões a ser decididas em forma de referendo. Arizona, Dakota do Sul e New Jersey votarão sobre legalização do uso recreativo da maconha, enquanto Nebraska e Mississipi decidirão sobre o uso medicinal. Porto Rico terá um referendo sobre uma tentativa de se tornar um estado (que precisaria ser aprovada pelo Congresso).

Ainda não é o fim

O processo da eleição norte-americana, no entanto, não vai se encerrar tão cedo. Além da apuração dos votos que serão depositados nesta terça, ainda será necessário validar e consolidar todos os votos antecipados, que precisam ser verificados manualmente e em muitos estados isso só acontece após a votação normal.

Conforme os resultados forem sendo definidos para cada estado, os olhos se voltarão para o Colégio Eleitoral. O candidato que vence em um determinado estado fica com os votos de todos os delegados, independente da margem de vitória. Em 2016, Trump perdeu no voto popular, mas venceu em diversos estados com menos de 2% de vantagem contra a democrata Hillary Clinton.

Depois que a votação popular for declarada, o Colégio Eleitoral deverá se reunir em meados de dezembro para a formalização dos votos. Após a posse do novo Congresso em 3 de janeiro, as cédulas do colégio serão totalizadas e o próximo presidente dos EUA será oficializado. A posse está marcada para 20 de janeiro.

 

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DEPOIS DAS ELEIÇÕES O ESPECIALISTA EM SAÚDE PÚBLICA ANTHONY FAUCI PODERÁ SER DEMITIDO POR TRUMP

Trump sugere que pode demitir especialista Anthony Fauci depois das eleiçõe

Kevin Liptak, da CNN

02 de novembro de 2020 às 04:28

Trump observa o especialista em saúde pública Anthony Fauci durante reuniãoTrump observa o especialista em saúde pública Anthony Fauci durante reunião na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu a um público na Flórida que pode demitir Anthony Fauci, o maior especialista em doenças infecciosas do país e membro da força-tarefa da Casa Branca contra a Covid-19, depois das eleições presidenciais.

O republicano estava criticando a cobertura da imprensa com relação ao novo coronavírus, quando uma multidão gritou “Demita Fauci”. “Não digam a ninguém, mas esperem até um pouco depois das eleições”, afirmou Trump em resposta. “Agradeço o conselho.”

Mais tarde, ele disse que Fauci é “um cara legal, mas tem errado muito”.

A maioria do público na Flórida não usava máscaras. Trump seguiu com seus comícios em estados com recentes altas no número de infectados, acreditando que a mensagem dele de reabertura do país vai atingir os eleitores.

Os comentários de Trump surgiram depois que a Casa Branca se afastou, no sábado (31), de Fauci após os comentários dele ao jornal Washington Post. O especialista criticou a gestão Trump pela resposta à pandemia, incluindo o médico Scott Atlas, a quem o presidente confiou a missão de aconselhá-lo a lidar com a doença.

Apesar de Trump e Fauci terem demonstrado cooperação no início da pandemia, a relação entre eles se deteriorou significativamente. O especialista disse que não informa mais o presidente e foi substituído por Atlas.

Até esta segunda-feira (2), cerca de 9,2 milhões de norte-americanos haviam sido infectados com Covid-19 e mais de 230 mil morreram.

Fonte: CNN

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VIRTUALMENTE EMPATADOS NA FLÓRIDA, BIDEN E TRUMP MOSTRAM SEUS CONTRASTES

Em estado crucial, Trump e Biden mostram seus contrastes na Flórida

Trump está virtualmente empatado com Biden na Flórida, com 49% dos consultados dizendo que votariam em Biden e 47% no atual presidente

INTERNACIONAL

por Reuters

 

Donald Trump ao lado da esposa, Melania Trump durante comício na Flórida

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu adversário eleitoral democrata, Joe Biden, encontraram seus respectivos apoiadores nesta quinta-feira (29) no disputado Estado da Flórida, evidenciando as abordagens contrastantes em relação à nova onda da pandemia em meio à contagem regressiva para o dia da eleição.

As pesquisas de opinião mostram Biden com uma expressiva vantagem nacional, mas a corrida parece bem mais disputada nos Estados que desempenham um papel decisivo no resultado final.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos publicada na quarta-feira mostra que Trump está virtualmente empatado com Biden na Flórida, com 49% dos consultados dizendo que votariam em Biden e 47% no atual presidente.

Com 29 votos no Colégio Eleitoral, o Estado é um grande prêmio na eleição da próxima terça-feira. A vitória de Trump na Flórida em 2016 foi vital para sua surpreendente eleição.

Milhares de pessoas, muitas delas sem máscaras, se aglomeraram em um evento ao ar livre em Tampa na quinta-feira para ouvir Trump caçoar de seu adversário, o ex-vice-presidente.

“Você imagina perder para esse cara? Você imagina?”, disse Trump, acrescentando que está confiante em conquistar seu segundo mandato.

Biden, em contraste, promoveu um comício drive-in em uma faculdade no Condado de Broward, ao norte de Miami, onde os presentes permaneceram em seus carros para evitar a possível propagação da doença.

“Donald Trump desistiu” de lutar contra a covid-19, disse Biden.

Com um olho no importante eleitorado latino da Flórida, o democrata rebateu o argumento dos republicanos de que Trump seria mais duro com os governos de esquerda de países como Cuba e Venezuela.

“O presidente Trump não pode fazer avançar a democracia e os direitos humano para os povos cubano e venezuelano, pois aceita e abraça ditadores por todo o mundo”, disse Biden.

Muitos dos latinos no sul da Flórida, ou seus familiares, deixaram Cuba ou Venezuela.

Alta de casos

A pandemia, que alterou a vida nos Estados Unidos, matou mais de 227.000 pessoas e causou milhões de perdas de empregos, está voltando com força total.

Trump rejeitou repetidamente a ameaça da pandemia, dizendo esta semana que seus oponentes e a mídia parariam de prestar atenção a ela logo após as eleições, mesmo com os líderes europeus lutando para conter uma segunda onda e especialistas em saúde pública prevendo um inverno difícil nos Estados Unidos.

Autoridades em Gastonia, Carolina do Norte, alertaram as pessoas que participaram de um comício de Trump em 21 de outubro que duas pessoas que participaram testaram positivo para covid-19.

“Por causa do grande número de contatos potenciais do comício e da incapacidade de alertá-los diretamente, a comunidade está sendo notificada para que possam avaliar seu próprio risco e tomar as medidas adequadas”, disseram as autoridades.

Fonte: R7

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O NÚMERO DE REFUGIADOS FOI REDUZIDO POR TRUMP PARA O MENOR DA HISTÓRIA

 

Trump reduz limite de novos refugiados para menor da história

‘Pessoas de certas áreas de alto risco de presença ou controle terrorista, incluindo Somália, Síria e Iêmen, não serão admitidas’, diz texto

INTERNACIONAL

Da EFE

Donald Trump, em comunicado, limitou em 15 mil os refugiados de 2021

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou nesta quarta-feira (28) que o país só poderá receber até 15 mil refugiados durante o ano fiscal de 2021, o limite mais baixo desde 1980, quando entrou em vigor a lei que regula este amparo e que agora inclui um máximo de mil cotas para cidadãos de El Salvador, Guatemala e Honduras.

“A admissão de até 15 mil refugiados nos EUA durante o ano fiscal de 2021 (1º de outubro de 2020 até 30 de setembro de 2021) é justificada por razões humanitárias e de interesse nacional”, disse Trump em memorando ao secretário de Estado, Mike Pompeo.

O chefe da diplomacia dos EUA já havia antecipado esse número em mensagem ao Congresso no dia 30 de setembro.

De acordo com o memorando de Trump, divulgado pela Casa Branca, o número de refugiados incorpora “mais de 6.000 vagas não utilizadas do teto de admissão de refugiados do ano fiscal de 2020”. Essas cotas não foram usadas devido à nova pandemia de coronavírus.

O mandatário declarou que “pessoas de certas áreas de alto risco de presença ou controle terrorista, incluindo Somália, Síria e Iêmen, não serão admitidas como refugiados, exceto aqueles refugiados de especial preocupação humanitária”.

“Ao reduzir ainda mais a meta de admissão de refugiados para um novo mínimo histórico, ele está batendo a porta dos Estados Unidos para aqueles que estão em maior risco”, disse o reverendo John L. McCullough, presidente e diretor executivo do Church World Service (CWS), em comunicado.

O governo tinha até o final do ano fiscal de 2020, 30 de setembro, para notificar o Congresso sobre o número de refugiados que poderá acolher no próximo ano.

No ano fiscal de 2020, o governo já havia reduzido o limite para um mínimo histórico de 18 mil refugiados, que Trump descreveu em várias ocasiões como um fardo e uma ameaça à segurança do país.

De acordo com o CWS, desde a aprovação da Lei dos Refugiados de 1980, o país havia estabelecido uma meta média de admissão de 95 mil refugiados por ano, mas esse número foi “drasticamente reduzido em mais de 80%” desde o início do governo Trump, em janeiro de 2017, o que, de acordo com esta organização, “causou danos irreparáveis às famílias de refugiados”.

 

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ÚLTIMO DEBATE EM QUE BIDEN E TRUMP SE ENFRENTAM ANTES DAS ELEIÇÕES

 

Trump e Biden se enfrentam em último debate antes das eleições

R7 e Record News transmitem às 22h. Será o 1º encontro dos candidatos à Presidência dos EUA depois que presidente contraiu covid-19.

INTERNACIONAL

Do R7

 

Candidatos à Presidência se enfrentam em último debate antes das eleições

 

Os candidatos à Presidência dos EUA, Donald Trump e Joe Biden se enfrentarão nesta quinta-feira (22) no último debate antes das eleições no país, realizadas em novembro.

O debate será realizado na cidade de Nashville, no Tennessee, será transmitido pelo R7 e pela Record News a partir das 22h e terá tradução simultânea para o português.

Essa será a primeira vez que os dois se encontrarão depois que o presidente Donald Trump contraiu covid-19.

Na última semana, no dia 15, os dois tinham um segundo debate marcado, mas Trump se recusou a participar de um debate virtual e eles fizeram comícios separados.

O primeiro debate entre os dois foi marcado pelas interrupções de Trump cada vez que Biden tentava responder às perguntas do mediador. Depois das críticas, os organizadores decidiram que o microfone do adversário ficará mutado enquanto o outro está respondendo.

Entre as pautas deste debate estão a pandemia do novo coronavírus; disputas raciais, que se tornaram um tema essencial depois dos protestos antirracistas de junho; mudanças climáticas; família; projetos para a segurança nacional e liderança.

 

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DEBATE DO DIA 15 ENTRE BIDEN E TRUMP FOI CANCELADO PELA COMISSÃO ORGANIZADORA

Comissão cancela debate do dia 15 entre Trump e Biden

Segundo a entidade, o objetivo era garantir a segurança e a saúde de todos os envolvidos. A informação foi publicada nesta sexta-feira (9).

INTERNACIONAL

Do R7

Primeiro debate entre Donald Trump e Joe Biden aconteceu no dia 30 de setembro

Brian Snyder/REUTERS

A comissão organizadora dos debates presidenciais nos Estados Unidos cancelou o embate previsto entre os dois candidatos para o dia 15 deste mês. Segundo a entidade, o objetivo era garantir a segurança e a saúde de todos os envolvidos. A informação foi publicada nesta sexta-feira (9).

“As campanhas dos dois candidatos que se qualificaram para participar do debate fizeram uma série de declarações a respeito de suas respectivas posições quanto à disposição de participar do debate virtual no dia 15 de outubro, e cada um já anunciou planos alternativos para essa data”, diz trecho da nota.

A entidade anunciou que o outro debate programado para o dia 22 de outubro, ainda “está sujeito a considerações de segurança de saúde, e de acordo com todos os testes, o uso de máscaras, distanciamento social e outros protocolos exigidos, para acontecer na Belmont University em Nashville, Tennessee”.

Segundo a comissão, ambos candidatos concordaram em participar do debate programado para o dia 22

Fonte: R7

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VEJA AQUI COMO A TENTATIVA DE REVOGAR LEI QUE PERMITE O ABORTO VIROU ALVO CENTRAL DE TRUMP E CONSERVADORES NOS EUA

 

Como tentativa de revogar lei que permite aborto virou alvo central de Trump e conservadores nos EUA

Nomeação de juíza para a Suprema Corte voltou a colocar tema no centro da agenda política do país

INTERNACIONAL

por 

BBC NEWS BRASIL

O presidente Donald Trump anunciou a nomeação da juíza Amy Coney Barrett para a Suprema Corte em cerimônia na Casa Branca no último sábado

SHEALAH CRAIGHEAD/WHITE HOUSE/BBC NEWS BRASIL

A nomeação da juíza Amy Coney Barrett para a Suprema Corte dos Estados Unidos pelo presidente Donald Trump foi recebida com apreensão e entusiasmo por americanos dos dois lados do debate sobre o direito ao aborto.

Caso seja confirmada pelo Senado, Barrett irá alterar a composição da mais alta instância da Justiça americana, reforçando a chamada ala conservadora e aumentando a expectativa de opositores do aborto (e o temor dos defensores) de que a Suprema Corte possa reverter a decisão no caso Roe versus Wade, que em 1973 garantiu esse direito em todo o país.

Derrubar Roe versus Wade é há décadas um projeto do movimento antiaborto nos Estados Unidos. Em 2016, Trump foi eleito com o apoio de 81% dos eleitores evangélicos brancos do país ao prometer nomear juízes que se opusessem ao aborto para a Suprema Corte e para instâncias inferiores, como os tribunais de apelação.

Desde que assumiu a Presidência, ele tem cumprido a promessa e já nomeou mais de 200 juízes para os tribunais do país. Barrett, indicada às vésperas da eleição de 3 de novembro, é o terceiro nome apontado por Trump para a Suprema Corte, depois de Neil Gorsuch, em 2017, e Brett Kavanaugh, em 2018.

Mas enquanto Gorsuch e Kavanaugh substituíram juízes que também pertenciam à ala conservadora (respectivamente Antonin Scalia, morto em 2016, e Anthony Kennedy, que se aposentou), Barrett irá ocupar a vaga deixada pela juíza Ruth Bader Ginsburg, ícone liberal e feminista que morreu neste mês aos 87 anos de idade.

A Suprema Corte tem nove juízes, todos com cargo vitalício. Cinco deles foram nomeados por presidentes do Partido Republicano e formam a ala conservadora. Outros quatro foram nomeados por presidentes do Partido Democrata e integram a ala liberal.

Nomeada pelo presidente democrata Bill Clinton em 1993, Ginsburg representava um voto decisivo em questões ligadas à garantia de direitos reprodutivos. Com sua morte e a entrada de Barrett, o tribunal passará a ter seis juízes do lado conservador e apenas três liberais, o que terá um impacto profundo nas decisões futuras sobre o aborto.

“É realmente um momento crucial”, diz à BBC News Brasil a professora de Direito Mary Ziegler, da Florida State University, autora de diversos livros sobre o tema, entre eles Abortion and the Law in America: A Legal History of the Abortion Debate (“Aborto e a Lei na América: Uma História Legal do Debate sobre Aborto”, em tradução livre), lançado neste ano.

“Cria quase que um seguro para os conservadores: mesmo que um dos membros conservadores da Corte decida não votar para derrubar Roe versus Wade, isso não vai importar mais, porque agora você terá seis juízes conservadores no tribunal, e não cinco.”

Direito fundamental

Até 1973, o aborto era completamente proibido em pelo menos 30 Estados americanos. Em outros, era permitido apenas em determinadas situações, como casos de estupro, incesto ou risco à saúde da grávida. Calcula-se que, entre os anos 1950 e 1960, fossem feitos entre 200 mil e 1,2 milhão de abortos ilegais por ano no país.

Com a decisão no caso Roe versus Wade, a Suprema Corte reconheceu o aborto como um direito fundamental em todo o país. Até o ponto de viabilidade fetal (a partir do qual o feto pode sobreviver fora do útero), que varia, mas ocorre geralmente em torno de 24 semanas de gestação, os Estados não podem proibir a mulher de exercer esse direito por nenhum motivo. Depois desse ponto, cada Estado é livre para regular o procedimento, exceto quando necessário para preservar a vida ou a saúde da mulher.

Desde o início, opositores do aborto tentaram reverter Roe versus Wade. Nos anos 1990, quando a Suprema Corte também tinha maioria conservadora, muitos achavam que esse momento havia chegado. Mas, em 1992, o tribunal reafirmou o direito ao aborto no caso Planned Parenthood versus Casey, em decisão apoiada por três juízes nomeados por presidentes republicanos.

“Há sempre um elemento de incerteza quando se trata de Suprema Corte e aborto”, ressalta Ziegler.

“No passado, tivemos maiorias criadas por presidentes que prometeram derrubar Roe versus Wade e fazer com que o aborto fosse proibido, mas isso não funcionou. Você nunca tem uma garantia do que a pessoa vai fazer quando estiver na Suprema Corte.”

Restrições

Diante da dificuldade de derrubar Roe versus Wade e proibir o aborto completamente, muitos Estados, especialmente aqueles governados por políticos conservadores, passaram a adotar a estratégia de aprovar leis cada vez mais restritivas ao regular as circunstâncias em que o procedimento é permitido, mesmo sem contrariar frontalmente a decisão da Suprema Corte.

Assim, apesar de permanecer legal, o aborto é muitas vezes inacessível na prática, dependendo das condições financeiras da mulher e das leis do Estado onde mora. De acordo com o Instituto Guttmacher, organização de pesquisa que defende direitos reprodutivos e monitora leis sobre o tema, 43 dos 50 Estados americanos proíbem o aborto a partir de determinado período da gestação.

Em muitos Estados, a grávida é obrigada a receber aconselhamento antes do aborto, cumprir um período de espera entre a consulta inicial e o procedimento, o que exige pelo menos duas viagens até a clínica, às vezes a centenas de quilômetros de distância, ou receber consentimento dos pais, se for menor de idade.

Além disso, há várias exigências impostas sobre as clínicas e os profissionais médicos, o que levou ao fechamento de muitos estabelecimentos nos últimos anos. Em pelo menos seis Estados, há somente uma clínica de aborto em funcionamento.

Com o tempo, muitos Estados foram aumentando cada vez mais as restrições. Vários proíbem o aborto a partir de 20 semanas de gestação, quando, segundo os autores dessas leis, o feto pode sentir dor. Outros proíbem abortos motivados por gênero, raça ou diagnóstico de anomalia do feto.

Recentemente, alguns Estados tentaram adotar leis consideradas extremas e claramente inconstitucionais, que não foram aprovadas ou acabaram barradas na Justiça. Uma delas, no Alabama, tornaria o aborto, em qualquer estágio da gestação e sem exceção para caso de estupro ou incesto, crime passível de pena de até 99 anos de prisão para os profissionais médicos responsáveis.

O Texas chegou a realizar no ano passado audiência pública sobre uma proposta que classificaria qualquer tipo de aborto como crime de homicídio, o que, naquele Estado, é punido com pena de morte.

Há ainda leis que obrigam hospitais e clínicas a enterrarem ou cremarem embriões e fetos abortados, o que críticos consideram uma medida desnecessária com o objetivo de aumentar os custos e estigmatizar mulheres que buscam abortos.

Dezenas de Estados também propuseram as chamadas “leis de batimentos cardíacos”, que proíbem abortos a partir do momento em que é possível detectar batimentos cardíacos no embrião, o que ocorre em torno da sexta semana de gestação, quando muitas mulheres ainda nem sabem que estão grávidas.

Precedente

Analistas e ativistas dos dois lados do debate afirmam que o objetivo das leis que afrontam a Constituição seria exatamente provocar contestação na Justiça. A ideia seria litigar um desses casos até a Suprema Corte, na expectativa que uma maioria conservadora acabasse revertendo Roe versus Wade e, assim, permitindo que os Estados proibissem o aborto completamente.

“Muitos legisladores estaduais continuam a considerar a adotar proibições que vão contra o padrão constitucional e o precedente (estabelecido por) Roe versus Wade, antecipando que uma eventual ação judicial contra tal proibição chegue a uma Suprema Corte hostil ao direito ao aborto”, diz uma análise do Guttmacher Institute.

Apesar de a ala conservadora já ser maioria na Suprema Corte antes mesmo das nomeações durante o governo Trump, alguns dos juízes conservadores costumavam se aliar à ala liberal em determinados votos, inclusive sobre aborto. Esse era o caso de Anthony Kennedy, substituído em 2018 por Brett Kavanaugh.

Em junho deste ano, no caso mais recente sobre aborto analisado pela Suprema Corte, o presidente do tribunal, John Roberts (nomeado pelo presidente republicano George W. Bush), votou com a ala liberal em uma decisão que rejeitou restrições adotadas no Estado da Louisiana.

Mas Roberts deixou claro que seu voto foi motivado principalmente pelo respeito ao precedente estabelecido pela Suprema Corte, já que a lei da Louisiana, exigindo que médicos que façam abortos sejam ligados a hospitais próximos do local onde o procedimento é realizado, era quase idêntica a uma lei do Texas que havia sido declarada inconstitucional pelo tribunal em 2016.

Não há indicação de que Roberts iria se aliar à ala liberal e rejeitar restrições em um caso futuro sobre aborto. Mesmo que isso ocorra, com a entrada de Barrett e a maioria de seis conservadores, o voto do presidente da Corte não mudaria o resultado final.

Opiniões

Barrett estava havia tempo no topo da lista de Trump para possíveis candidatos a uma vaga na Suprema Corte. Católica fervorosa e mãe de sete filhos, entre eles dois adotados do Haiti e um com síndrome de Down, ela já escreveu que o aborto “é sempre imoral” e, como juíza do Tribunal de Apelações do 7º Circuito, em Chicago, se posicionou contra decisões que derrubaram leis que restringiam o acesso ao aborto.

Mas Barrett também já disse no passado, antes da nomeação para a Suprema Corte, que suas opiniões pessoais não iriam interferir sua atuação como juíza.

Sua nomeação e a decisão do Senado, comandado pelo republicano Mitch McConnell, de ir adiante com o processo de confirmação provocaram polêmica. Pesquisa do jornal Washington Post e da rede ABC indica que 57% dos americanos acham que a escolha do novo membro da Suprema Corte deveria ser feita pelo vencedor da eleição de novembro.

Em 2016, quando o conservador Antonin Scalia morreu, o então presidente Barack Obama ainda tinha 11 meses de mandato pela frente. Mesmo assim, o Senado, já comandado na época por McConnell, se recusou a aceitar o juiz nomeado por Obama, alegando que era necessário esperar o resultado da eleição para dar ao povo americano a chance de se pronunciar.

Agora, mesmo faltando poucas semanas para uma eleição em que várias pesquisas dão vantagem ao adversário de Trump, Joe Biden, os republicanos decidiram ir adiante e anunciaram que as audiências para confirmar Barrett terão início em 12 de outubro, a menos de um mês da votação.

Ziegler, da Florida State University, ressalta que, apesar de o histórico de Barrett indicar que ela certamente seria uma voz conservadora na Suprema Corte em relação ao aborto, ainda é cedo para saber o quão conservadora ou o quão rapidamente ela tentaria reexaminar Roe versus Wade.

Pesquisas

Para Ziegler, alguns dos fatores que “salvaram” Roe versus Wade nos anos 1990 ainda estão presentes. “Ainda há razões não apenas legais pelas quais a Suprema Corte evitou derrubar Roe versus Wade (até agora), mas também razões políticas”, observa.

Desde 1973, a opinião dos americanos sobre o tema não mudou muito, apesar de ter se tornado mais alinhada com as preferências partidárias. Pesquisas indicam que a maioria apoia o direito ao aborto, mas também é favorável a algumas restrições ao procedimento.

Segundo levantamento da rede NBC e da plataforma de pesquisas online Survey Monkey divulgado nesta semana, 66% dos americanos são contra derrubar completamente Roe versus Wade. Mesmo entre os republicanos há divisão sobre o tema, com 50% favoráveis.

Conforme o instituto de pesquisas Pew Research Center, no ano passado, 61% dos americanos diziam que o aborto deveria ser legal em todos ou na maioria dos casos, enquanto 38% achavam que deveria ser ilegal em todos ou na maioria dos casos. Os percentuais são iguais aos registrados em 1995.

Mas o apoio ao aborto diminui dependendo do estágio da gestação. Uma pesquisa do instituto Gallup indica que, enquanto 60% dos americanos são favoráveis ao aborto no primeiro trimestre, apenas 13% acham que deveria ser legal no terceiro trimestre caso a gestação não seja fruto de estupro ou incesto e a vida da grávida não esteja em risco. Cerca de 90% dos abortos nos Estados Unidos são feitos no primeiro trimestre.

“A Suprema Corte tem sido mais propensa a apoiar leis com as quais o público parece concordar, como (leis que impõem) restrições (ao aborto), em vez de proibição completa ou de derrubar Roe versus Wade”, observa Ziegler.

“Se você é um conservador e não está na Suprema Corte, pode escrever que Roe versus Wade é ruim, reclamar sobre a decisão. Mas isso é diferente de (estar na Suprema Corte e) entrar para a história como a pessoa que derrubou a decisão.”

Diante disso, uma possibilidade é a de que a Suprema Corte deixe Roe versus Wade intacta, evitando assim uma reação negativa da maioria da população, mas siga permitindo leis estaduais que dificultam cada vez mais o acesso ao aborto. Mas, para Ziegler, essa abordagem “mais sutil” não seria o suficiente para satisfazer muitos Estados que querem proibir qualquer tipo de aborto.

Caso a Suprema Corte realmente reverta Roe versus Wade, o aborto passaria a ser regulado apenas pelos Estados. Vários governos conservadores já têm prontas leis que proibiriam o aborto completamente assim que isso ocorresse. Por outro lado, muitos Estados governados por liberais também têm leis que garantiriam o acesso ao aborto caso as proteções federais fossem derrubadas.

Mas Ziegler acredita que mesmo uma decisão de reverter Roe versus Wade não acabaria com a luta do movimento antiaborto, que busca a proibição completa.

“Roe versus Wade simplesmente diz que existe um direito ao aborto. Então, reverter (essa decisão) seria dizer que não existe esse direito, o que não significa dizer que existe um direito à vida (do feto) ou que é preciso necessariamente proibir o aborto”, observa.

“O movimento pró-vida nos Estados Unidos não está interessado em parar após a derrubada de Roe versus Wade.”

Fonte: R7

 

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SE O COVID-19 AFASTAR TRUMP DA PRESIDÊNCIA, O QUE PODERÁ ACONTECER?

 

O que pode acontecer se covid-19 afastar Trump da presidência?

A Casa Branca informou que Trump está bem e continuará trabalhando nas dependências do hospital. Seus representantes afirmaram também que não haverá transferência temporária de poder para o vice, Mike Pence. A situação, no entanto, levanta uma série de perguntas sobre o que pode acontecer a seguir

INTERNACIONAL

por 

BBC NEWS BRASIL

A chapa de Donald Trump e Mike Pence foi confirmada pelo Partido Republicano em agosto

A poucas semanas da eleição presidencial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, testou positivo para o coronavírus.

Trump está sendo tratado no hospital militar Walter Reed, nas cercanias de Washington. Aos 74 anos e tecnicamente obeso, o presidente é considerado grupo de risco para a doença.

A Casa Branca informou que o presidente está bem e continuará trabalhando nas dependências do hospital. Seus representantes afirmaram também que não haverá transferência temporária de poder para o vice, Mike Pence.

A situação, no entanto, levanta uma série de perguntas sobre o que pode acontecer a seguir.

Quais eventos de campanha Trump perderá?

Trump precisa se isolar por pelo menos 10 dias, contados a partir do teste que confirmou a covid-19, em 1º de outubro. Assim, pode ser que ele esteja apto a participar do próximo debate presidencial, agendado para 15 de outubro.

Até o momento, no entanto, acredita-se que esse segundo debate, marcado para acontecer em Miami, será cancelado ou convertido em evento online.

Os eventos de campanha que Trump tinha previstos para esse período devem ser cancelados ou adiados. Um comício que ocorreria na Flórida e uma videoconferência com idosos vulneráveis já foram cancelados.

Em qual circunstância a eleição poderia ser adiada?

O período de isolamento de Trump nitidamente tem efeitos em sua possibilidade de fazer comícios. Por isso, foi levantada a questão sobre se a eleição poderia ser adiada.

A eleição presidencial dos EUA é realizada, por lei, na terça-feira após a primeira segunda-feira de novembro, a cada quatro anos. Neste ano, portanto, será em 3 de novembro.

Uma eventual mudança na data caberia ao Poder Legislativo dos EUA, não ao presidente. Seria necessário um apoio da maioria dos parlamentares nas Casas do Congresso para votar a favor de qualquer mudança de data. Isso é considerado improvável, visto que teria que passar pela Câmara, que é controlada pelos democratas.

Mesmo se houvesse uma mudança na data da eleição, no entanto, a Constituição dos EUA determina que um mandato presidencial dura apenas quatro anos. Portanto, o mandato do presidente Trump terminaria automaticamente ao meio-dia de 20 de janeiro de 2021.

Mudar essa data exigiria uma emenda à Constituição, que teria que ser aprovada por dois terços dos parlamentares, e depois por três quartos dos estados americanos, o que também é considerado improvável.

O que aconteceria se o presidente Trump ficasse incapacitado?

Até a sexta-feira (02/10), as informações são de que o presidente Trump tem “sintomas leves”. Se em algum momento houver uma avaliação de que ele não está em capacidade de cumprir as obrigações como presidente, há previsão de substituição temporária na Constituição dos EUA.

A 25ª Emenda permite que um presidente entregue o poder ao vice-presidente, o que significa que Mike Pence se tornaria presidente interino. Assim que estivesse novamente em condições, Trump poderia retomar seu posto.

Se o presidente ficasse em uma situação de saúde ruim para conseguir entregar o poder, o gabinete e o vice-presidente poderiam declará-lo incapaz de continuar, e o vice assumiria o cargo.

Supondo que Pence também ficasse incapacitado, a Lei de Sucessão Presidencial prevê que o próximo na linha de sucessão é o presidente da Câmara dos Representantes, atualmente a democrata Nancy Pelosi. Especialistas na Constituição americana apontam que essa eventual transferência de poder levaria a batalhas legais.

Se ela não quisesse ou não pudesse assumir a função, seria entregue ao senador republicano Charles E Grassley, de 87 anos, que é presidente pro tempore do Senado dos EUA. Isso também enfrentaria desafios legais.

Um presidente já foi considerado incapacitado antes?

Em 1985, quando o presidente Ronald Reagan estava no hospital para uma cirurgia de câncer, ele deixou seu vice-presidente, George H. W. Bush (Bush pai), no comando.

Em 2002 e 2007, o presidente George W. Bush fez a mesma coisa com seu vice-presidente quando ele foi sedado durante colonoscopias de rotina.

Se Trump não pudesse se candidatar às eleições, qual nome iria à votação?

Se, por qualquer motivo, um candidato escolhido por um partido como seu candidato presidencial não puder cumprir essa função, há procedimentos claros que podem ser adotados.

Embora o vice-presidente Mike Pence assumisse inicialmente as funções presidenciais, ele não se tornaria necessariamente o candidato à presidência do Partido Republicano.

Segundo as regras do partido, os 168 membros do Comitê Nacional Republicano (RNC, na sigla em inglês) votariam para eleger um novo candidato à presidência, com Mike Pence como um dos prováveis ​​candidatos.

Se Pence fosse escolhido, um novo companheiro de chapa teria de ser selecionado como vice da chapa republicana à Casa Branca.

Depois da seleção oficial dos candidatos, nunca aconteceu de os partidos Republicano e Democrata promoverem a substituição.

Como ficariam os votos antecipados?

Nesse ponto há muita incerteza, segundo os especialistas, já que milhões de votos por correspondência já foram enviados. A votação antecipada, pessoalmente, também começou em alguns estados.

A votação provavelmente continuaria com o nome do candidato incapacitado ainda nas cédulas, segundo Rick Hasen, professor de direito na Universidade da Califórnia, Irvine.

Mas há dúvidas sobre se as leis estaduais permitem que as pessoas indicadas para votar no colégio eleitoral dos EUA votem no candidato substituto.

E sobre mudar o nome do candidato, se ele se retirar da disputa?

“O presidente Trump certamente permanecerá na cédula, não importa o que aconteça”, escreve Richard Pildes, professor de direito com experiência em eleições.

Ele ressalta que, em tese, o Partido Republicano poderia buscar uma ordem judicial para mudar o nome de um candidato, mas na prática não haveria tempo.

Fonte: R7

 

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ESTE MÊS EUA E BRASIL DEVEM ASSINAR ACORDO ANTICORRUPÇÃO

 

Brasil e EUA devem assinar acordo anticorrupção neste mês

Acordo faz parte de esforço para facilitar negócios. Outros dois devem ser assinados, todos foram fechados por Trump e Bolsonaro em março

R7 PLANALTO

Thiago Nolasco, da Record TV

 

Brasil e EUA devem assinar acordo anticorrupção neste mês

Tom Brenner/Reuters – 7.3.2020

Três acordos regulatórios entre o Brasil e os EUA estão prontos e devem ser assinados no mês de outubro, disse o ministro das Realções Exteriores, Ernesto Araújo, ao R7 Planalto. Os acordos fazem parte do pacote comercial acertado entres os presidentes Bolsonaro e Donald Trump quando se encontraram em Mar-a-Lago, na Flórida, em março deste ano e devem facilitar a atividade das empresas exportadoras.

Um dos acordos é de facilitação de comércio por meio de redução da burocracia em trâmites aduaneiros. Outro é de convergência regulatória, para facilitar novas técnicas produção de normas e regulamentos compatíveis entre os Países. E um terceiro é um acordo anticorrupção.

Para o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a negociação “faz parte da nova geração de entendimentos que nós estamos tendo com os Estados Unidos para facilitar a vida dos empreendedores. Sãoo acordos regulatórios, não afetam o acesso aos mercados, mas às vezes têm impacto até maior para o agente econômico, para as empresas”.

 

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AMY CONEY BARRETT DEVE SER NOMEADA POR TRUMP PARA PREENCHER A VAGA NA SUPREMA CORTE

Trump deve nomear Amy Coney Barrett para Suprema Corte

De acordo com a imprensa norte-americana, o presidente decidiu pela juíza para ocupar a vaga de Ruth Bader Ginsburg, que faleceu no dia 18

INTERNACIONAL

Do R7, com Agência EFE

 

Amy Coney Barrett deve ocupar a vaga de Ruth Ginsburg

Matt Cashore/Notre Dame University/via Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve nomear a conservadora Amy Coney Barrett neste sábado (26) para preencher a vaga deixada na Suprema Corte do país pelo falecimento da juíza progressista Ruth Bader Ginsburg, segundo o jornal New York Times e as redes de televisão ABC News e CNN.

O jornal The New York Times, que disse ter ouvido pessoas ligadas ao processo, confirmou que Trump escolheu Barrett, que atualmente é juíza da Sétima Corte de Apelações, em Chicago, para suceder Ginsburg, após se reunir com ela nesta semana na Casa Branca.

De acordo com a publicação, o presidente ficou impressionado com a juíza, que para alguns juristas de renome lembra Antonin Scalia, o conservador juiz da Suprema Corte que morreu em 2016 e de quem Barrett foi secretária jurídica.

As mesmas fontes também alertaram que é comum para Trump mudar planos de última hora, e que ainda não se sabe se outros candidatos para o cargo foram entrevistados.

Barrett, uma católica de 48 anos, é a antítese de Ginsburg, considerada um ícone feminista, pelo menos quando se trata do direito ao aborto, que a falecida magistrada defendia em muitos casos.

Trump deve apresentar sua candidata à Suprema Corte neste sábado (26) – no fim de semana passado, ele já havia antecipado que seria uma mulher. A favorita na lista é Barrett, seguida por Barbara Lagoa, de 52 anos, e Allison Jones Rushing, de 38, de acordo com fontes do The New York Times.

Todas supostamente atendem aos critérios que Trump alegou estar procurando em uma juíza: oposição ao aborto e defesa ferrenha do direito de portar armas.

Se confirmada pelo Senado, cujo líder da maioria republicana, Mitch McConnell, já anunciou que votará a favor da candidata de Trump, a indicada será a terceira nomeada por Trump a chegar à Suprema Corte, depois dos juízes Neil Gorsuch e Brett Kavanaugh, e consolidará a maioria conservadora no tribunal, com seis juízes conservadores e três progressistas.

Fonte: R7

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A JUÍZA INDICADA À SUPREMA CORTE SERÁ ANUNCIADA NO SÁBADO, DIZ DONALD TRUMP

 

Trump anunciará no sábado nome de juíza indicada à Suprema Corte

Decisão de adiar o anúncio para o fim de semana reduz ainda mais o calendário para que novo nome seja confirmado no Senado antes das eleições

INTERNACIONAL

Da EFE

"Anunciarei minha indicação à Suprema Corte no sábado", disse Trump

Jonathan Ernst/ Reuters/ 08.09.2020

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelará no próximo sábado (26) o nome da juíza que indicará à Suprema Corte, cuja confirmação necessitará o aval do Senado, onde os republicanos têm uma maioria suficiente para aprovar a nomeação.

“Anunciarei minha indicação à Suprema Corte no sábado, na Casa Branca. O horário exato ainda será divulgado”, escreveu o mandatário no Twitter nesta terça-feira (22).

Na segunda-feira passada, Trump antecipou que planejava fazer o anúncio na sexta-feira ou no sábado, e que queria uma mulher para substituir a magistrada de linha progressista Ruth Bader Ginsburg, que morreu na semana passada, aos 87 anos.

Problemas com a indicação

A decisão de Trump de adiar o anúncio para o fim de semana reduz ainda mais o calendário para que o novo nome seja confirmado no Senado antes das eleições do dia 3 de novembro.

Tem gerado polêmica a decisão de indicar uma substituta imediatamente, já que, antes de morrer, Ginsburg deixou por escrito que seu “desejo mais fervente” era “não ser substituída até que haja um novo presidente”, ou seja, após as eleições.

Em 2016, quando outra morte abriu uma vaga na Suprema Corte, o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, ignorou o substituto escolhido pelo então presidente, Barack Obama, e sequer programou uma votação, com o argumento de que não havia sentido aprovar um novo nome em um ano eleitoral.

No entanto, desta vez, McConnell se comprometeu a submeter a votação a indicada por Trump. Para confirmá-la, será necessária uma maioria simples, o que permite que os republicanos percam até três dos 53 votos que possuem no Senado.

 

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ENVELOPE COM VENENO ENVIADO À TRUMP É INTERCEPTADO POR SEGURANÇA

Segurança intercepta envelope com veneno enviado a Trump

O Serviço Secreto e o Serviço de Inspeção Postal dos EUA estão investigando as origens da carta

INTERNACIONAL

Do R7

Casa Branca recebe correspondência endereçada a Trump contendo veneno

EFE

Nesta semana, foi interceptado pela polícia dos Estados Unidos um pacote endereçado ao presidente Donald Trump. De acordo com a CNBC, foi realizado um teste em laboratório e investigadores disseram que a correspondência continha o veneno mortal ricina.

O Serviço Secreto e o Serviço de Inspeção Postal dos EUA estão investigando as origens da carta. De acordo com o veículo de comunicação norte-americano, a investigação leva a crer que a carta foi enviada do Canadá.

Fonte: R7

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APÓS PROMOVER ACORDO ENTRE ISRAEL E EMIRADOS ÁRABES UNIDOS, TRUMP É INDICADO PARA O PRÊMIO NOBEL DA PAZ

Presidente dos EUA, Donald Trump é indicado para o Prêmio Nobel da Paz

Nomeação veio de um parlamentar norueguês, que creditou o presidente dos EUA na resolução de conflitos e pelo acordo entre Israel e Emirados Árabes

INTERNACIONAL

Do R7

Presidente americano é um dos concorrentes ao prêmio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi indicado, nesta quarta-feira (9), para receber o Prêmio Nobel da Paz.

A nomeação veio do membro do Parlamento da Noruega, Christian Tybring-Gjedde, que destacou os esforços de Trump em tentar resolver conflitos pelo mundo, especialmente depois do acordo entre Israel e os Emirados Árabes Unidos.

“Eu acredito que ele fez mais para criar paz entre as nações que os outros nomeados para o Prêmio da Paz”, disse o parlamentar em entrevista a emissora norte-americana Fox News.

Tybring-Gjedde disse que o acordo assinado entre os dois países árabes depois do envolvimento dos Estados Unidos “pode ser um fator de mudança que vai transformar o Oriente Médio em uma região de cooperação e prosperidade”.

Além disso, segundo o norueguês, Trump também teve um papel vital na mudança de dinâmica entre países rivais, como a Índia e o Paquistão por conta da Caxemira, nos diálogos e negociações entre a Coreia do Sul e do Norte e na tentativa de desnuclearização da Coreia do Norte.

Essa não é a primeira vez que o norueguês indica Trump para o prêmio. Em 2018, ele e outro parlamentar do país indicaram o presidente dos EUA, que não ganhou o Nobel.

Mesmo com as indicações, Tybring-Gjedde diz que “não é um grande fã de Trump”, e ressaltou que o comitê de avaliação do Nobel devia “olhar os fatos e julgá-lo pelos fatos, não pela forma que ele se comporta às vezes”.

Em 2009, o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu o Nobel da Paz pelos “esforços extraordinários para reforçar a diplomacia internacional e cooperação entre as pessoas”. Para Tybring-Gjedde, o ex-presidente “não fez nada”.

Pelo Twitter, rede de comunicação oficial do presidente, Trump agradeceu a indicação.

Fonte: R7

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MAIS DE 2 MIL SOLDADOS SERÃO RETIRADOS DO IRAQUE, ANUNCIA EUA

EUA anunciam retirada de mais de 2 mil soldados do Iraque

O anúncio formaliza uma das promessas de campanha de Trump contra as “guerras intermináveis” que os norte-americanos atuam no mundo

INTERNACIONAL

Ansa

 Espera-se que algo do tipo também seja divulgado para o Afeganistão

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (9) a retirada de cerca de 2,2 mil militares do Iraque até o início do mês de outubro. A informação foi confirmada pelo chefe do comando militar norte-americano no país, general Kenneth McKenzie, durante uma cerimônia da coalizão global que luta contra os terroristas do Estado Islâmico em território iraquiano.

Com isso, o efetivo reduzirá dos atuais 5,2 mil militares para 3 mil. O anúncio formaliza uma das promessas de campanha de Donald Trump contra as “guerras intermináveis” que os norte-americanos atuam no mundo e é esperado que algo do tipo também seja divulgado para o Afeganistão.

Nesta semana, Trump abriu mais uma frente de crise com as Forças Armadas norte-americanas, dizendo que alguns generais mantinham as guerras “para deixar fabricantes de armas satisfeitos”.

A resposta veio quase que de maneira imediata, do chefe do Estado Maior do Exército, general James McConville, que disse que os generais só mandam soldados para guerras “quando isso é requisitado pela Segurança Nacional, e como último recurso”.

“Muitos destes líderes têm filhos e filhas que servem nas Forças Armadas. Muitos destes líderes têm filhos e filhos que já estiveram em combate ou estão em combate agora. Eu posso garantir ao povo que os principais líderes só recomendam enviar nossas tropas para o combate quando isso é requisitado pela Segurança Nacional, e como último recurso. Levamos muito, muito a sério nossas recomendações”, disse durante um evento.

Fonte: R7

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GENERAL DEFENDE LÍDERES MILITARES APÓS COMENTÁRIO DE TRUMP

Após comentários de Trump, general defende líderes militares

Chefe do Estado Maior do Exército, general James McConville, não fez um comentário direto, mas disse que os militares deveriam ficar fora da política

INTERNACIONAL

por Reuters – Internacional

Chefe do Estado Maior do Exército, general James McConville, defendeu militares

Um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusar as lideranças militares do país de buscarem guerras para manter os fabricantes de armas satisfeitos, o general mais graduado do Exército norte-americano disse na terça-feira (8) que os líderes das Forças Armadas só recomendam enviar tropas ao combate quando é do interesse da Segurança Nacional dos Estados Unidos ou em última instância.

Perguntado sobre as críticas de Trump sobre os líderes do Pentágono, o chefe do Estado Maior do Exército, general James McConville, se recusou a fazer um comentário direto, dizendo que os militares deveriam ficar fora da política, principalmente perto de uma eleição.

“Muitos destes líderes têm filhos e filhas que servem nas Forças Armadas, muitos destes líderes têm filhos e filhos que já estiveram em combate ou estão em combate agora”, disse McConville, que foi indicado por Trump ao cargo, durante um fórum online organizado pela Defense One, uma organização de imprensa focada nas Forças Militares dos EUA.

“Eu posso garantir ao povo americano que os principais líderes só recomendam enviar nossas tropas para o combate quando isso é requisitado pela Segurança Nacional, e como último recurso. Levamos muito, muito a sério como fazemos nossas recomendações”, disse McConville.

Trump cada vez mais tem enfrentado líderes do Pentágono por conta de uma série de questões após inicialmente oferecer cargos importantes para generais aposentados em seu governo.

Trump busca a reeleição no dia 3 de novembro e enfrentará o candidato democrata, Joe Biden.

Em uma entrevista coletiva na Casa Branca na segunda-feira, Trump criticou Biden, descrevendo-o como um defensor de “guerras sem fim” antes de voltar suas críticas aos líderes militares que ele mesmo indicou, dizendo que eles estão interessados em conflitos para satisfazer a indústria bélica militar.

Fonte: R7

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ELEITORES DE TRUMP QUE SAEM ARMADOS PARA ENFRENTAR PROTESTOS, ESTÃO CAUSANDO TEMOR QUE HAJA UMA GUERRA CIVIL

 

Temo por uma guerra civil’: os eleitores de Trump que saem armados para enfrentar protestos

Candidato à reeleição, republicano tenta virar desvantagem nas pesquisas acusando Joe Biden e os democratas de se aliarem a manifestantes que promoveriam caos nas cidades

INTERNACIONAL

por 

BBC NEWS BRASIL

Morador do Alabama, Robert Lee diz estar disposto a sair de casa armado pra defender a família e o bairro de saques e depredações

Aos 47 anos, o americano Robert Leeds é um homem com medo.

“Todo mundo teme que isso acabe em guerra civil. É o momento mais tenso da minha vida. Antigamente minha maior preocupação era se teríamos uma grande tempestade de neve”, afirmou ele à BBC News Brasil, pouco depois de mencionar cenas que viu pela TV de violência em Portland, Oregon, onde no último fim de semana manifestantes por justiça racial e apoiadores do presidente Donald Trump se enfrentaram nas ruas.

Enquanto os primeiros lançavam objetos e queimavam bandeiras da campanha à reeleição do republicano, os militantes pró-Trump atiravam na multidão com armas de paintball e spray de pimenta. No fim da noite de sábado, 29, Aaron Danielson, integrante de um movimento de extrema direita, acabou assassinado a tiros, em condições ainda não esclarecidas pela polícia.

O presidente americano passou a fazer das imagens um de seus mais fortes argumentos para vencer a disputa eleitoral, marcada para 3 de novembro.

Trump acusa o prefeito democrata de Portland de ser incapaz de conter o caos, propala que o partido de seu adversário Joe Biden quer desmontar as forças policiais e se coloca como o único capaz de manter a lei e a ordem no país.

Em suas declarações, rarearam temas impopulares como a pandemia de coronavírus – que já matou 180 mil pessoas no país – ou a recessão econômica – com desemprego na casa de dois dígitos.

Assim como aconteceu na convenção republicana na última semana, o presidente tem se dedicado a propagar uma sensação de que os Estados Unidos vivem uma espécie de estado de sítio. Uma impressão falsa e baseada em episódios esparsos e geograficamente localizados de violência nas manifestações, apontam os especialistas.

Não é o que sente o eleitor do republicano.

“Eu acho que está fora de controle por causa desses políticos (democratas) que estão tentando fazer um acordo, diante de tudo que está acontecendo agora, com os manifestantes ou os saqueadores ou como você quiser chamá-los. Não acho que tentar ser legal com eles e dar tudo que eles querem vai funcionar. Obviamente não funcionou, você só vê mais e mais (violência), estão indo para os subúrbios e, você sabe, está chegando ao ponto onde, sem a polícia, porque querem tirar recurso da polícia, as únicas pessoas que serão capazes de te proteger são outras pessoas em sua comunidade”, afirma Leeds, que admite que suas palavras ressoam as de Trump.

Em meados de junho, dia após a morte de George Floyd, quando o movimento Black Lives Matter já ocupava as ruas de mais de cem cidades americanas – de modo pacífico, na maior parte das vezes -, ele criou uma página no Facebook chamada “Cidadãos armados protegendo suas comunidades”.

Ali, passou a compartilhar táticas de defesa armada com outros americanos ao redor do país.

Vigilantismo

Branco, sem diploma universitário, marceneiro que faz bicos como motorista de aplicativo e morador do subúrbio em uma cidade de 25 mil habitantes do Alabama, Leeds é o típico eleitor de Trump.

É também um exemplo das reações aos rumos que a disputa política tem tomado. Dono de uma pistola e de um fuzil AR-10, ele afirma estar disposto a sair de casa armado pra defender sua família, sua casa e seu bairro de saques e depredações.

E diz que não iria sozinho: “Eu conseguiria arregimentar algumas centenas de vizinhos”, afirma o americano, que pretende votar em Trump mais uma vez e não vê no racismo um problema estrutural da sociedade americana.

Se Leeds até agora só ficou nos planos de reação, a 1,3 mil quilômetros ao norte dali, em Kenosha, Wisconsin, um advogado dono de um fuzil que teve ideia semelhante à de Leeds, de reunir homens armados para defender a cidade de um protesto Black Lives Matter, produziu um resultado trágico.

Kenosha vivia um repique dos protestos depois que um policial branco atirou sete vezes nas costas de Jacob Blake, negro e desarmado.

Nesse contexto, o post do advogado Kevin Mathewson obteve mais de três mil likes antes de ser retirado do ar pelo Facebook, mas efetivamente atraiu menos de 30 pessoas, conforme mostra a foto que ele mesmo postou em seu perfil em 25 de agosto. Uma das pessoas que se juntaram ao grupo era um adolescente de 17 anos.

Com um fuzil AR-15, ele atirou em ao menos três pessoas naquela noite, duas delas morreram. A BBC entrou em contato com Mathewson, mas ele não retornou os pedidos de entrevista da reportagem.

Mais armas do que pessoas

“É um fenômeno cada vez mais difundido que as pessoas em pequenas comunidades e cidades, como Kenosha, acabem contaminadas por este sentimento de ameaça racial. As cidades não estão conflagradas. Mesmo em Portland, onde tivemos essas questões, se você andar fora dos poucos locais do centro com manifestantes, você nem percebe que houve algum tipo de confronto ali”, afirma Tarso Ramos, diretor-executivo do think tank Political Research Associates, em referência aos quase 4 mil episódios de linchamentos de pessoas negras nos Estados Unidos entre 1882 e 1968, acusadas na comunidade de algum crime ou malfeito e sumariamente assassinadas.

“Mas há um comportamento de multidão, uma histeria coletiva que pode levar a uma tragédia séria. É uma reminiscência de certa forma das mobilizações de multidões pró-linchamentos de negros que vimos na história americana.”

O Political Research Associates têm feito um monitoramento da atuação de grupos armados de direita que ameacem ou coajam manifestantes por justiça racial.

Entre junho e julho desse ano, o grupo comprovou ao menos 187 situações de confronto parecidas com as vistas em Portland e Kenosha na última semana.

De acordo com Ramos, no entanto, o número de casos só aumenta e a própria organização tem tido dificuldade de dar conta do volume de ocorrências para checar e catalogar.

Segundo Alexander Ross, professor da Universidade Estadual de Portland que se dedica a analisar atividades da direita radical, entre os grupos armados nas ruas há desde organizações de extrema direita bem conhecidas e estabelecidas, como os paramilitares patrióticos Three Percenters ou o grupo de egressos das forças militares americanas Oath Keepers, passando por milícias recentemente criadas mas já permanentes, como o Defend East County, a cidadãos que possuem armas e se unem via redes sociais para uma ou algumas ações pontuais. Para ele, uma mistura explosiva que deve levar à escalada da violência.

“Se você está saindo com armas e não conhece as outras pessoas que estarão lá com você, e não há nenhum treinamento conjunto e uma organização real, então você é um amador e está apenas procurando problemas. Uma situação como essa tem todo o potencial para repetir o que houve em Kenosha ou ser ainda pior”, avalia Ross.

De acordo com a pesquisa Small Arms Survey de 2018, os Estados Unidos têm mais armas do que habitantes: são 120,5 armas de fogo para cada 100 residentes, a maior taxa do mundo.

É o dobro do segundo país com maior concentração de armas, o Iêmen, que vive uma guerra civil e tem 52,8 armas para cada 100 pessoas. Comprar armas nos Estados Unidos é relativamente simples e, diferentemente do Brasil, todos os 50 Estados permitem o porte de arma a praticamente qualquer pessoa, embora alguns obriguem o cidadão a fazer um registro e a manter a arma oculta.

Em 25 Estados, qualquer americano pode, por lei, andar pela rua com sua arma carregada e exposta ao público.

O medo que move e o efeito multidão

Na interpretação de Ross e Ramos, por trás das ações desses homens, há sentimentos históricos que glorificam a ação de xerifes e a noção de que não há outra opção de vida para o americano a não ser manter sua própria comunidade segura, como afirmou Leeds.

Exemplar dessa ideia é uma anedota que o ex-presidente Ronald Reagan contou durante a convenção republicana de 1964.

“Dois amigos meus estavam conversando com um refugiado cubano, um homem de negócios que fugiu do regime de Fidel Castro. No meio da conversa, um dos meus amigos olhou pro outro e disse: ‘nós (americanos) não sabemos como somos sortudos’. E o cubano parou e respondeu: ‘Vocês são sortudos? Eu que tive um lugar para onde escapar’.”

A mobilização desses sentimentos pelo partido republicano não é uma novidade. Quatro anos depois desse discurso de Reagan, Richard Nixon venceu as eleições de 1968 mobilizando a bandeira da lei e da ordem e da proteção dos subúrbios brancos contra manifestações eventualmente violentas que eclodiram no país após o assassinato do líder negro Martin Luther King em abril daquele ano.

O próprio Nixon definiu a estratégia: “As pessoas reagem a medo, não a amor. Ninguém aprende essas coisas em aula de catecismo, mas a verdade é essa”.

É esse o mecanismo que estaria em curso novamente agora, dessa vez pelas mãos de Trump.

“Existe um forte sentimento de insegurança que Trump está tentando mobilizar. E não apenas agora, na convenção, mas coisas que ele tem feito há anos e certamente nos meses desde o assassinato de Floyd (em maio)”, afirma Ramos.

Uma das primeiras reações de Trump aos protestos, ainda em maio, foi retomar uma frase usada pelo comandante da polícia em Miami nos anos 1960 e considerada racista e insufladora de violência. “Quando os saques começam, os tiroteios começam”, postou Trump.

Publicamente, Trump não tem condenado abertamente as ações violentas de grupos de direita. No Twitter, ele chamou seus apoiadores que participaram de atos violentos em Portland de “grandes patriotas”.

Na convenção republicana, convidou o casal Mark e Patricia McCloskey, que empunhou armas contra manifestantes pacíficos em St. Louis, no Missouri, para chamá-los “esquerdistas e extremistas”e afirmar que a América precisa de “lei e ordem”. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, Trump sugeriu que o adolescente em Kenosha pode ter agido em legítima defesa e não condenou sua ação.

“Foi uma situação interessante. Você viu a mesma filmagem que eu. E ele estava tentando fugir deles (manifestantes do Black Lives Matter). Eu acho que parece que ele caiu e então eles o atacaram com muita violência. E é algo que estamos analisando agora e que está sendo investigado. Mas acho que ele estava em apuros. Ele teria sido, provavelmente, teria sido morto, mas está sob investigação”, afirmou Trump.

Logo após o incidente, Tucker Carlson, comentarista de política da rede Fox News e um dos apoiadores de Trump afirmou:

“Ficamos chocados com o fato de jovens de 17 anos com rifles terem decidido que precisavam manter a ordem quando ninguém mais o faria?” Seu comentário era uma repreensão aos prefeitos das cidades, comumente democratas.

Na mesma linha, nesta terça-feira (01/08), Trump disse:

“Muitas pessoas estão olhando para o que está acontecendo nessas cidades governadas pelos democratas e estão enojadas. Elas veem o que está acontecendo e não podem acreditar que isso está acontecendo em nosso país. Eu também não posso acreditar”.

A declaração foi dada momentos antes de o presidente rumar para Kenosha, para visitar a área onde protestos ocorreram. Lá, ele parabenizou as forças policiais e não se encontrou com a família de Jacob Blake.

A visita aconteceu à revelia tanto do prefeito de Kenosha quanto do governador de Wisconsin, que expressaram publicamente o temor de que a presença de Trump alimentasse mais violência.

Paradoxalmente, enquanto se diz preocupado com a escalada de violência e de caos, Trump acredita ser o maior beneficiário eleitoral desses acontecimentos.

Na última quinta-feira, ao programa televisivo Fox and Friends, a então assessora de Trump, Kellyanne Conway, admitiu que o staff republicano vê vantagem nas agitações: “Quanto mais o caos, a anarquia, o vandalismo e a violência reinam, melhor é para a escolha muito clara de quem é o melhor em segurança pública, lei e ordem”, afirmou Kellyanne.

Do lado democrata, a aposta é que a estratégia do presidente possa ser um tiro no próprio pé. Ao defender apenas um lado na disputa, ele alienaria todo o resto da população que gostaria de ver o presidente tomar medidas mais moderadas, para pacificar o ambiente.

Nos últimos meses, as pesquisas mostraram que quase 90% dos americanos acreditava que as palavras de Trump tendiam a criar mais tensão do que a dissipá-la.

O plano de Biden é óbvio: responsabilizar Trump pela situação de desordem social. “Alguém acredita que haverá menos violência na América se Donald Trump for reeleito? Estamos enfrentando várias crises – crises que, sob Donald Trump, continuaram se multiplicando”, questionou Biden na segunda-feira.

Nos últimos sete dias, desde que o republicano colocou em marcha esse plano eleitoral, o agregado de pesquisas nacionais do site FiveThirtyEight mostra que a vantagem de Biden sobre ele caiu de 9,3 pontos percentuais para 7 pontos percentuais. Uma variação que pode se dever ou não à mudança de rota, dizem os especialistas.

Mas ao menos no eleitorado que lhe é mais fiel, o discurso de Trump já ganhou. Na segunda-feira, ele afirmou que poderia pacificar Portland, que já comparou à Venezuela, “em menos de uma hora”, assim como faria com outras cidades, mas acusou prefeitos democratas de recusarem a presença da Guarda Nacional e do Exército, que Trump tem tentado enviar às cidades.

Para Leeds, o país viverá situações como essa por pelo menos mais dois meses, até a eleição.

“Parece que os prefeitos odeiam tanto o Trump que talvez seja só por causa do ódio que eles não querem aceitar qualquer ajuda e resolver o problema nas cidades”, diz.

 

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ENTUSIASTA DE BOLSONARO E EX-ESTRATEGISTA DE TRUMP FOI PRESO, SOB ACUSAÇÃO DE FRAUDE E CONSPIRAÇÃO

Fraude e conspiração: as acusações que levaram à prisão de Steve Bannon, ex-estrategista de Trump e entusiasta de Bolsonaro

Ele é acusado de se apropriar indevidamente de recursos levantados em campanha pela construção do muro na fronteira com o México

INTERNACIONAL

por 

BBC NEWS BRASIL

 

Bannon foi preso sob acusação de fraudeBannon foi preso sob acusação de fraude

A apenas 75 dias da eleição presidencial nos Estados Unidos, o ex-estrategista do presidente Donald Trump na campanha de 2016 – e entusiasta do presidente brasileiro Jair Bolsonaro – Steve Bannon foi preso na manhã da quinta-feira (20), nos Estados Unidos.

Ele e outros três auxiliares são acusados de uma fraude milionária contra doadores de um fundo chamado We Build the Wall, ou Nós Construímos o Muro, que arrecadava recursos para ajudar Trump a levantar uma barreira na fronteira dos Estados Unidos com o México, uma das principais propostas de campanha republicana há 4 anos.

De acordo com os promotores, o fundo arrecadou mais de US$ 25 milhões.

Mas em vez de destinar os recursos às obras na fronteira, Bannon e seus aliados teriam se apossado de ao menos parte desses valores.

Os promotores afirmam que os denunciados “receberam centenas de milhares de dólares em fundos de doadores e que “usaram os recursos de maneira inconsistente com as representações públicas do fundo”.

Ainda de acordo com a denúncia oferecida pela procuradoria de Nova York, Bannon recebeu mais de US$ 1 milhão do fundo por meio de uma organização sem fins lucrativos chamada “Non-Profit-1”. Os promotores dizem que ao menos uma parte desse montante “foi usado por Bannon para cobrir centenas de milhares de dólares em despesas pessoais dele”.

Além de fraude eletrônica, Bannon foi também indiciado por conspiração para lavagem de dinheiro. Cada um dos crimes pode levar à pena máxima de 20 anos de prisão.

Espécie de guru global da extrema-direita populista, oficialmente, Bannon não é conselheiro de Trump desde 2017.

Em 2018, em entrevista à BBC News Brasil, ele declarou apoio ao então candidato à presidência Jair Bolsonaro, a quem descreveu como “líder”, “brilhante”, “sofisticado” e “muito parecido” com Trump.

Com Bolsonaro no poder, Bannon chegou a se encontrar com integrantes do governo, incluindo o filho do presidente Eduardo Bolsonaro, para dar conselhos informalmente.

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BIDEN E KAMALA HARRIS FIZERAM O PRIMEIRO EVENTO DE CAMPANHA JUNTOS

Kamala Harris faz primeiro evento de campanha ao lado de Biden

Um dia após ser anunciada como candidata a vice-presidente na chapa do Partido Democrata, senadora criticou Trump pela resposta ao coronavírus

INTERNACIONAL

por 

Reuters

Biden e Harris fizeram o primeiro evento de campanha juntos

senadora democrata Kamala Harris fez sua estreia na campanha à presidência dos Estados Unidos como vice de Joe Biden nesta quarta-feira (12), criticando o presidente Donald Trump por sua resposta à pandemia do novo coronavírus e dizendo ser urgente derrotar o republicano na eleição presidencial de novembro.

Um dia depois de Biden convidá-la para se juntar à campanha, Harris e Biden compartilharam memórias sobre suas conexões familiares e sua agenda para a Casa Branca.

Ataques contra Trump

Harris, senadora pelo Estado norte-americano da Califórnia, rapidamente se prontificou a atacar Trump, dizendo que ele havia colocado norte-americanos em perigo ao não levar a pandemia a sério, mergulhando os Estados Unidos em uma crise econômica ao mesmo tempo em que o país lida com casos de injustiça racial e social.

“Os Estados Unidos clamam por liderança, e ainda assim temos um presidente que se importa mais consigo mesmo do que com as pessoas que o elegeram, um presidente que está tornando cada desafio que enfrentamos ainda mais difícil de resolver”, disse Harris.

Biden, ao fazer a apresentação de sua vice, disse que havia feito “a escolha certa” ao trazer Harris para sua campanha.

“Eu não tenho dúvidas de que escolhi a pessoa certa para se juntar a mim como a próxima vice-presidente dos Estados Unidos da América, e essa é a senadora Kamala Harris”, disse Biden ao introduzir a senadora, que estava sentada atrás dele no palco para assistir ao seu discurso.

“Ela está pronta para fazer esse trabalho. Estamos os dois prontos para trabalhar na reconstrução deste país”, disse o democrata.

Os dois apareceram juntos poucos dias antes de Biden aceitar formalmente a nomeação presidencial democrata na convenção do partido, que acontecerá na semana que vem e que será um evento majoritariamente virtual por conta da pandemia do coronavírus.

A convenção republicana, onde Trump será nomeado para buscar um segundo mandato de quatro anos, acontecerá uma semana depois e iniciará uma maratona de campanha de 10 semanas até as eleições do dia 3 de novembro.

Harris, de 55 anos, foi anunciada como a escolha de Biden na terça-feira, após um processo de seleção que foi acompanhado com interesse por conta da idade do candidato. O ex-vice-presidente, de 77 anos, será o presidente mais velho da história caso ganhe a eleição, o que levanta especulações de que ele não concorreria à reeleição em 2024 caso seja eleito neste ano.

Harris, a primeira mulher negra e a primeira asiática-americana a integrar uma chapa presidencial norte-americana, é filha de imigrantes, sua mãe da Índia e seu pai da Jamaica.

Fonte: R7

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TEMENDO QUE O TIK TOK COLETE E REPASSE AO GOVERNO CHINÊS DADOS COLETADOS NOS EUA, TRUMP RESOLVE PROIBIR O APLICATIVO NO PAÍS

 

Trump afirma que vai proibir o aplicativo TikTok de operar nos EUA

A declaração ocorre em um momento de especulação sobre a compra de ações do aplicativo pela Microsoft e discussões sobre a segurança nacional

INTERNACIONAL

Do R7

Com milhares de usuários no mundo, o Tiktok permite a produção e edição de vídeos curtos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (31) que proibir o aplicativo de vídeo TikTok de operar nos Estados Unidos. A declaração ocorre horas depois de relatos de que a Microsoft estaria negociando para comprar o aplicativo da empresa chinesa Pequim ByteDance.
“No que diz respeito ao TikTok, estamos proibindo-os dos Estados Unidos”, disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One, o avião presidencial.

O republicano afirmou que poderia usar poderes econômicos de emergência ou uma ordem executiva para banir o TikTok. “Bem, eu tenho essa autoridade”, disse ele.

A imprensa estadunidense já havia informado que a ByteDance está considerando mudanças em sua estrutura corporativa e que estuda vender uma participação majoritária na TikTok. Segundo o jornal The New York Times, a Microsoft estaria interessada no negócio.

Críticos temem que o TikTok repasse ao governo chinês informações sobre usuários coletadas nos Estados Unidos. O aplicativo, no entanto, garante que não armazena dados de usuários fora da China e que resistiria a qualquer tentativa do governo chinês de ter acesso a esses dados.

Especialistas em segurança cibernética avaliam como teórico o risco do TikTok para a segurança nacional. Asseguram ainda que não há evidências de que os dados do usuário do TikTok foram comprometidos pela inteligência chinesa.

TikTok se tornou extremamente popular entre os jovens, com centenas de milhões de usuários em todo o mundo. O aplicativo permite que os usuários assistam e criem vídeos curtos com áudio e outros efeitos. Os vídeos costumam se tornar virais em outras redes sociais.

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MÉDICA TEM VÍDEO RETIRADO DO FACEBOOK E TWITTER EM QUE GRUPO DE MÉDICOS DEFENDEM O USO DA HIDROXICLOROQUINA

 

Stella Immanuel: DNA alienígena, bruxas e cloroquina, o que pensa médica elogiada por Trump após vídeo viral

Facebook e Twitter retiraram vídeo viral em que Stella Immanuel aparece, dizendo que viola suas políticas sobre desinformação — mas não antes de ser retuitado pelo presidente americano e um de seus filhos

INTERNACIONAL

por 

BBC NEWS BRASIL

Stella Immanuel também é pastora cristã e fundadora de uma igreja em HoustonStella Immanuel também é pastora cristã e fundadora de uma igreja em Houston

Stella Immanuel, médica no centro de um vídeo que viralizou nesta semana e depois foi retirado do Facebook e do Twitter, em que um grupo de médicos defende o uso de hidroxicloroquina como tratamento para covid-19, não é estranha às teorias da conspiração.

O Facebook e o Twitter retiraram o vídeo na terça-feira (28/7), uma live de cerca 45 minutos gravada nas escadarias em frente à Suprema Corte dos EUA em Washington, dizendo que viola suas políticas sobre desinformação — mas não antes de ser retuitado por Donald Trump e um de seus filhos.

O presidente dos Estados Unidos se defendeu, dizendo que considerou Immanuel, que nasceu nos Camarões e vive na cidade texana de Houston, “muito impressionante”.

“Ela disse que teve um tremendo sucesso com centenas de pacientes diferentes, pensei que sua voz era uma voz importante, mas não sei nada sobre ela”, disse ele na terça-feira (28).

No vídeo, juntamente com outros médicos de um grupo chamado America’s Frontline Doctors (Médicos da Linha da Frente dos Estados Unidos, em tradução livre), Immanuel, que também é pastora cristã, disse que os americanos estavam negando uma cura potencial para a covid-19.

O vídeo foi publicado pela primeira vez pelo site de direita Breitbart, na segunda-feira (27), onde teve milhões de visualizações e centenas de milhares de compartilhamentos.

“Ninguém precisa ficar doente. Este vírus tem uma cura — é chamada hidroxicloroquina, tratei mais de 350 pacientes e não tive uma morte”, disse Immanuel.

Apesar de alguns estudos iniciais terem aumentado esperanças de que o medicamento pudesse ser usado para curar o coronavírus, um estudo subsequente em larga escala mostrou que não é eficaz como tratamento.

O que sabemos sobre a hidroxicloroquina?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) interrompeu seus testes, dizendo que não reduz as taxas de mortalidade em pacientes com coronavírus.

No mês passado, a Food and Drugs Administration (FDA), a agência de vigilância sanitária americana, alertou contra o uso da droga no tratamento de infectados, após relatos de “graves problemas de ritmo cardíaco” e outros problemas de saúde.

E Anthony Fauci, um dos principais membros da força-tarefa contra a covid-19 na Casa Branca, reiterou essas opiniões.

“Sabemos que todo bom estudo — e por bom estudo, quero dizer estudo aleatório de controle no qual os dados são firmes e confiáveis — mostrou que a hidroxicloroquina não é eficaz no tratamento para a covid-19”, disse ele à BBC na quarta-feira (29 de julho).

Mas Immanuel reiterou que hidroxicloroquina não é prejudicial porque é amplamente utilizada em seu país natal, Camarões, onde a malária é endêmica.

Bruxas e demônios

Nascida em 1965, Immanuel se formou em medicina pela Universidade de Calabar, na vizinha Nigéria — e possui uma licença médica válida, de acordo com o site do Texas Medical Board, a associação médica desse Estado americano.

Ela também é pastora e fundadora do Fire Power Ministries em Houston, uma plataforma que usou para promover conspirações ligadas à medicina.

Seus sermões estão disponíveis em uma conta do YouTube criada em 2009.

Há cinco anos, ela alegou que DNA alienígena estava sendo usado em tratamentos médicos e que os cientistas estavam preparando uma vacina para impedir que as pessoas fossem religiosas.

Algumas de suas outras alegações incluem culpar bruxas e demônios pelo surgimento de doenças — uma crença bastante comum entre alguns cristãos evangélicos — embora ela diga que eles fazem sexo com pessoas em um mundo de sonhos.

“Eles se transformam em uma mulher e depois dormem com o homem e coletam seu espermatozoide … depois se transformam em homem e dormem com um homem, depositam o esperma e se reproduzem mais”, disse ela durante um sermão em 2013.

Immanuel também é ferozmente contra o casamento gay, que, segundo ela, pode resultar em adultos se casando com crianças, de acordo com o site Daily Beast.

Ela também oferece uma oração para remover uma maldição geracional, originalmente recebida de um ancestral, mas transmitida através da placenta, diz o perfil dela no site de notícias.

‘Jesus vai fechar o Facebook’

Em seu último vídeo postado no Twitter na última terça-feira (28), ela pede a pacientes que ela teria curado de covid-19 para virem a público.

“Se você não se manifestar, estamos sendo prejudicados”, diz ela, incentivando-os a usar uma hashtag ao publicar suas mensagens em vídeo.

Seu tuíte já foi compartilhado mais de 27 mil vezes.

Depois que o Facebook tirou o vídeo dos America’s Frontline Doctors na terça-feira, ela declarou que Jesus Cristo destruiria os servidores da gigante das mídias sociais se seus vídeos não fossem restaurados na plataforma.

Quem são os America’s Frontline Doctors?

É um coletivo de médicos críticos do consenso científico em torno da pandemia de covid-19. O evento na segunda-feira foi apoiado pelo Tea Party Patriots, uma organização conservadora que busca reeleger o presidente Trump.

Os médicos acreditam que nem máscaras nem confinamentos são necessários para combater a disseminação do coronavírus.

A fundadora do grupo, Simone Gold, organizou uma carta a Trump pedindo o fim das medidas de confinamento em maio.

Membros do grupo foram incentivados a buscar entrevistas com influenciadores de mídia social, pois essa foi determinada como a melhor maneira de atingir o maior número de americanos.

Ralph Norman, congressista republicano da Câmara dos Representantes (o equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil), estava ao lado dos médicos quando eles fizeram sua entrevista coletiva.

O debate tem dividido cada vez mais os americanos. Defensores da hidroxicloroquina contam com o apoio de Trump, enquanto acusam os críticos de encobrir a possível eficácia da droga.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro já defendeu repetidas vezes o uso do medicamento no combate ao coronavírus.

Fonte: R7

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DEPOIS DE SEMANAS IGNORANDO O IMPACTO DA PANDEMIA DONALD TRUMP MUDA DE POSTURA EM RELAÇÃO A CRISE

 

Atrás de Biden nas pesquisas, Trump muda de tom sobre pandemia

Nos últimos dias, o presidente americano deu vários sinais de mudança em sua postura e comunicação sobre a crise na saúde. O republicano tenta a reeleição em pleito marcado para novembro

INTERNACIONAL

por 

BBC NEWS BRASIL

 

Trump, de máscara, em visita a centro médico militar em MarylandTrump, de máscara, em visita a centro médico militar em Maryland

Depois de semanas ignorando ou minimizando o impacto da pandemia de covid-19, o presidente americano, Donald Trump, demonstrou nos últimos dias uma mudança de tom em relação à crise.

Nesta semana, Trump anunciou a retomada dos briefings da força-tarefa criada pela Casa Branca para responder à pandemia causada pelo novo coronavírus

Ele havia interrompido sua participação nessas entrevistas coletivas diárias em abril, após reação negativa e deboches à sua insinuação de que injetar ou ingerir desinfetante poderia ajudar a curar a doença.

O presidente, que até então vinha se recusando a usar máscaras, apesar da recomendação de especialistas médicos de que seu uso é eficaz para conter a propagação do vírus, também tuitou nesta semana uma foto em que aparece usando o equipamento de proteção.

“Nós estamos unidos em nossos esforços para derrotar o Vírus Invisível da China, e muitas pessoas dizem que é Patriótico usar uma máscara quando você não pode se distanciar socialmente. Não há ninguém mais Patriótico do que eu, seu Presidente favorito!”, postou Trump nesta segunda-feira (20/07) no Twitter.

O tuíte foi postado poucos dias depois de Trump ter usado uma máscara em público pela primeira vez, em 11 de julho, durante visita ao hospital militar Walter Reed.

A mudança de postura em relação à pandemia ocorre a menos de quatro meses da eleição presidencial, marcada para 3 de novembro, e no momento em que pesquisas indicam queda significativa nos índices de aprovação do presidente, que aparece vários pontos atrás do rival, o ex-vice-presidente democrata Joe Biden.

Segundo as pesquisas, a pandemia está entre as principais preocupações dos eleitores americanos. Os Estados Unidos já registram mais de 3,9 milhões de casos confirmados e 144 mil mortes por covid-19.

Nas últimas semanas, o país vem batendo recordes diários no número de novos casos.

Diante desse cenário, acompanhado por uma grave crise econômica, analistas afirmam que a mudança de tom é uma tentativa do presidente de reanimar sua campanha e evitar uma derrota nas urnas.

Pesquisas

“Trump não quer ser um presidente de apenas um mandato”, diz à BBC News Brasil o cientista político Todd Belt, professor da Universidade George Washington, em Washington.

“Ele está vendo sua aprovação despencar, e (pesquisas que mostram que) as pessoas confiam mais em Joe Biden do que nele para enfrentar a pandemia. Sabe que precisa fazer algo para reverter isso”, observa Belt.

O cientista político ressalta que a nova postura de Trump surge pouco depois de o presidente ter feito mudanças na sua equipe e estratégia de campanha.

“Sua campanha está sendo redirecionada para colocá-lo à frente da (resposta à) pandemia, para ser um líder. Ele vinha ignorando completamente (a crise)”, ressalta Belt.

A taxa de aprovação de Trump vem caindo desde o início da pandemia. Pesquisa encomendada pelo jornal The Washington Post e a rede de TV ABC e divulgada na semana passada mostra que apenas 38% dos americanos aprovam a resposta do presidente à crise do coronavírus. Em maio, eram 46%. Em março, mais da metade aprovava.

Nesse mesmo período, o percentual que desaprova a atuação de Trump em relação à pandemia saltou de 45% para 60%. Várias pesquisas de intenção de voto mostram Biden à frente de Trump, inclusive em Estados tradicionalmente conservadores.

“Foi provavelmente um alerta para o presidente ver que está caindo (nas intenções de voto) mesmo em Estados que costumam apoiá-lo, como Texas, Geórgia e Carolina do Norte”, destaca Belt.

Muitos dos Estados considerados cruciais para uma vitória em novembro vêm apresentando aumento dramático no número de casos, entre eles a Flórida e o Texas.

Máscaras

Diante desses números negativos, assessores e aliados de Trump vêm pedindo que o presidente demonstre um envolvimento maior na resposta do governo à pandemia.

A mudança de posição de Trump em relação ao uso de máscaras ocorre depois de o presidente ter zombado de outros políticos, entre eles Biden, por terem usado o equipamento em público

O uso não é obrigatório nacionalmente, e cabe a cada Estado decidir suas próprias regras. Apesar da recomendação oficial do governo federal e de especialistas em saúde de que a população use máscaras em locais públicos, a prática se tornou uma questão política nos Estados Unidos.

Em um reflexo da polarização no país, muitos apoiadores do presidente se recusam a usar máscaras.

Já houve vários episódios de violência em diversas partes do país desencadeados por discussões sobre a obrigatoriedade de usar máscaras em determinados locais, como lojas ou restaurantes.

Nova dinâmica

Os novos briefings à imprensa, realizados a partir desta terça-feira, não deverão contar com a participação de especialistas em saúde pública, como ocorria anteriormente.

Nas coletivas anteriores, até abril, Trump muitas vezes fazia declarações contradizendo os cientistas e médicos da força-tarefa.

Os briefings também eram muitas vezes marcados por discussões entre o presidente e os jornalistas, que comumente apontavam para inconsistências nas respostas de Trump.

O presidente chegou a acusar os repórteres de fazerem “perguntas hostis”. A cobertura da imprensa muitas vezes era desfavorável, e as coletivas não raramente eram descritas como “inúteis”.

As coletivas também eram criticadas por serem, muitas vezes, excessivamente longas e sem foco, com Trump falando sobre assuntos sem relação com a pandemia.

O presidente parecia satisfeito com o fato de que os briefings, transmitidos ao vivo pelas TVs americanas, eram acompanhados por um grande número de telespectadores. Mas, frustrado com a cobertura, acabou declarando que eram uma “perda de tempo”

A retomada foi decidida depois de discussões internas entre assessores e membros do governo e ocorre em um momento em que até alguns políticos republicanos vêm criticando a resposta de Trump à pandemia.

“Acho que é uma ótima maneira de fazer a informação chegar ao público sobre como estamos em relação a vacinas, tratamentos e, de maneira geral, como estamos”, disse o presidente.

Fonte: R7

 

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