VENEZUELA FECHA ACORDO COM IRÃ PARA TROCAR ÓLEO PESADO POR CONDENSADO

Venezuela e Irã fecham acordo para exportação de óleo

País sul-americano busca impulsionar suas exportações de petróleo, em baixa diante das sanções impostas pelos EUA

INTERNACIONAL

Do R7

Acordo pode ser uma violação das sanções dos EUA

CARLOS GARCIA RAWLINS/REUTERS

A Venezuela fechou um acordo importante para trocar o seu óleo pesado por um condensado iraniano que pode ser usado para melhorar a qualidade do seu petróleo bruto, com as primeiras entregas esperadas para esta semana, disseram cinco pessoas próximas ao acordo.

O país sul-americano busca impulsionar suas exportações de petróleo, em baixa diante das sanções dos EUA e, segundo as fontes, o acordo entre as empresas estatais PDVSA (Petroleos de Venezuela) e NIOC (Companhia Nacional de Petróleo Iraniana) aprofunda a cooperação entre dois adversários de Washington.

Uma das fontes disse que o planejamento é que o acordo de troca dure seis meses em sua fase inicial, mas pode ser estendido. A Reuters não conseguiu determinar em um primeiro momento outros detalhes do acordo.

Os ministérios do petróleo da Venezuela e do Irã, e as estatais PDVSA e NIOC não responderam aos pedidos por comentários. O acordo pode ser uma violação das sanções dos EUA contra as duas nações, segundo um e-mail do Departamento do Tesouro, citando ordens do Governo dos EUA que estabelecem as medidas punitivas.

Os programas de sanções dos EUA não apenas proíbem norte-americanos de fazerem negócios com os setores de petróleo de Irã e Venezuela, mas também ameaçam impor “sanções secundárias” contra qualquer pessoa ou entidade não norte-americana que realize transações com as empresas de petróleo de qualquer um dos dois países.

Fonte: R7

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SAÚDE: O ÓLEO DE CÔCO COMO ALIMENTO FANTÁSTICO QUE EVITA INFARTOS E AVCS, POR DR. MARCO MENELAU

Hoje a coluna SAÚDE trás mais uma palestra fabulosa do Dr. Marco Menelau, desta vez é sobre uma gordura fantástica. Assista ao vídeo completo e tire suas conclusões.

Fonte:

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ONG DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DENUNCIOU VAZAMENTO DE ÓLEO NO MAR NEGRO

Rússia sofre com grande vazamento de óleo no Mar Negro

Segundo autoridades, mais de 100 toneladas do material teriam sido despejados na água perto do porto de Novorossisk

INTERNACIONAL

 por AFP

Vazamento aconteceu perto do porto de Novorossisk, no Mar Negro

LUCIE GODEAU / AFP – ARQUIVO

Mais de 100 toneladas de óleo foram derramadas no Mar Negro, perto da cidade portuária russa de Novorossisk, no sul da Rússia, denunciou a ONG de proteção ambiental WWF nesta quarta-feira (11).

As autoridades russas anunciaram que vão realizar uma investigação e o Ministério Público afirmou que já está em andamento uma inspeção à costa para fazer uma “avaliação objectiva” da magnitude do desastre.

Esta região possui vários centros turísticos, muito populares entre os russos.

O vazamento ocorreu no fim de semana no terminal Yuzhnaya Ozereyevka, próximo a Novorossisk, durante o carregamento do petroleiro de bandeira grega Minerva Symphony.

Na segunda-feira, o Consórcio do Oleoduto do Mar Cáspio (CPC), que controla o terminal, anunciou o vazamento de cerca de 12 metros cúbicos de óleo em uma área de 200 metros quadrados.

“A situação voltou ao normal” na manhã de domingo e não representa uma ameaça para a população ou o meio ambiente local, disse o CPC, formado pela petrolífera russa Rosneft, o grupo norte-americano Chevron e a italiana Eni.

A WWF afirmou nesta quarta-feira que o vazamento é maior e pode ter um impacto negativo no meio ambiente.

Segundo a ONG, que possui sistema próprio de monitoramento de catástrofes ecológicas, a mancha de óleo se estendeu por uma área de 94 quilômetros quadrados no domingo.

Isso significa que “pelo menos 100 toneladas, provavelmente mais, foram despejadas no Mar Negro”, disse a WWF em um comunicado no Facebook.

Riscos crescentes

“Apesar da implantação operacional de equipes de resgate, o óleo se espalhou por uma grande área”, afirmou a ONG, antes de alertar para os riscos “crescentes” para a fauna marinha.

Segundo Alexei Knijnikov, especialista da filial russa da WWF, a mancha segue rumo ao norte e já alcançou a cidade de Abrau Dyurso, conhecida por suas praias e seus vinhos, podendo chegar à reserva natural de Utrish.

O Instituto de Pesquisa Espacial da Academia Russa anunciou, com base em imagens de satélite, que a mancha de óleo cobre uma área de 80 quilômetros quadrados.

“Se essa informação corresponder à realidade, peixes, pássaros e o ecossistema marinho na área do derramamento estarão ameaçados”, analisou o Greenpeace em um comunicado. “A saúde das pessoas, inclusive de turistas que estão na área do vazamento também corre perigo”, alertou.

Por sua vez, o parque marítimo de Utrish, localizado perto do balneário de Anapa (sul), disse nesta quarta-feira que detectou manchas de óleo na superfície da água próxima ao local.

“Quando você coloca as mãos na água, a pele fica coberta com uma superfície oleosa”, explicou em um comunicado no Instagram.

As autoridades russas disseram que estão monitorando de perto a situação.

A vice-primeira-ministra russa, Victoria Abramchenko, ordenou à agência de monitoramento ambiental da Rússia (Rosprirodnadzor) que compartilhasse sua avaliação do desastre após seu compromisso de avaliar os danos causados.

Por sua vez, o ministro da Energia, Nikolai Shulguinov, se reuniu com o presidente do CPC, Nikolai Gorban, e destacou a necessidade de “verificar as informações sobre a magnitude do vazamento”.

No final de maio de 2020, 21 mil toneladas de combustível poluíram os cursos dos rios do Ártico após o colapso de um depósito de uma subsidiária da gigante mineradora Norilsk Nickel, causando uma enorme “maré vermelha” visível do espaço

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PODE ESTAR CHEGANDO AO FIM O MISTÉRIO DO ÓLEO NO LITORAL DO NORDESTE

Um ano depois, mistério do óleo nas praias pode estar chegando ao fim

No Rio Grande do Norte, além do prejuízo dos pescadores, 14 municípios e 43 localidades foram atingidos, 14 animais oleados foram resgatados para tratamento e 34 toneladas de óleo foram recolhidas

Redação
22/08/2020 | 05:24

Um ano depois das primeiras manchas de petróleo que castigaram o litoral do Nordeste, uma nova hipótese aventada esta semana por pesquisadores do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite da Universidade Federal de Alagoas podem pôr um ponto final ao mistério que atingiu pelo menos 39 praias do Rio Grande do Norte.

Ela confirma estudos realizados ainda no ano passado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) dando conta que a origem do derramamento no litoral brasileiro estaria a milhares de quilômetros, ainda em abril, na África, até chegar à costa brasileira, em setembro.

Imagens de satélite desse período analisadas pelos pesquisadores detectaram uma mancha de óleo de 433 km ² no Golfo da Guiné, na África, a 200 km da costa da República de Camarões trazida para costa brasileira por correntes oceânicas.

Trata-se de uma região de intensa circulação de navio petroleiros e local de grande confluência de correntes marítimas, especialmente nos meses de   julho e setembro, entre a Guiné e a costa potiguar.

Segundo a professora Liana de Figueiredo, do Departamento de Ecologia da UFRN, que atuou na ocasião no Comando Unificado de Incidentes para o Enfrentamento das Manchas de Óleo no Litoral do Rio Grande do Norte e que acompanha o estudo de modelagem dos colegas em Alagoas, ainda é preciso verificar a digital do óleo da grande mancha localizada na costa africana com a do material recolhido nas praias do Nordeste.

“É verdade que existem correntes favoráveis que podem ter conduzido esse óleo até a nossa costa, agora é preciso aguardar pela análise clínica do material para fechar de uma vez por todas esse quebra-cabeça”, afirmou.
Para ela, depois de um ano, todas as lacunas precisam ser preenchidas, já que os prejuízos ambientais e econômicos para pescadores e populações de maneira geral não podem ser esquecidos.

“Se não fosse a ativa participação dos estados no combate a esse problema, as consequências seriam ainda muito mais severas”, analisa.
O primeiro sinal do petróleo derramado no Brasil foi registrado em três praias do litoral da Paraíba no dia 30 de agosto do ano passado. Em apenas 40 dias, o vazamento se espalhou por nada menos do que 63 cidades dos nove estados nordestinos.

No Rio Grande do Norte, 14 municípios e 43 localidades foram atingidos, 14 animais oleados foram resgatados para tratamento e 34 toneladas de óleo foram recolhidas e reaproveitadas.

Desde então, uma série de hipóteses sobre as origens das manchas foram formuladas, até que o óleo teria vindo da Venezuela. A investigação conduzida pela Marinha, com desdobramento no âmbito criminal pela Polícia Federal, porém, ainda está longe de elucidar o mistério.

Na ocasião, 140 navios fizeram trajeto por aquela região para investigar se a origem do problema estava num possível vazamento acidental ou de um navio naufragado de onde o óleo pudesse estar escapando dos porões.

Ainda em julho do ano passado, um mês antes do primeiro registro oficial de petróleo nas praias nordestinas, imagens do Sentinel-1, satélite lançado em abril de 2014 para realizar monitoramento ambiental, já mostravam manchas que poderiam representar vazamentos de óleo na costa africana. Foram essas imagens analisadas pelos especialistas em Alagoas.

Observando melhor, eles notaram um padrão anormal na costa ocidental da África no segundo semestre do ano passado e sua repetição em diferentes intensidades, reforçando a suspeita inicial de que teria sido lá o foco primário do vazamento de óleo.

Dados do Ibama, coletado até março do ano passado, descobriram manchas de óleo em mais de 1.013 locais em todos os estados do Nordeste e também na costa do Espírito Santo e Rio de Janeiro. As manchas, porém, diminuíram desde então pela queda no trânsito de navios na região ocasionado pelo coronavírus.

Na ocasião, mesmo sem respostas, uma nota da Marinha do Brasil reconheceu o crime ambiental que afetou a costa brasileira desde 30 de agosto de 2019, qualificando-o “inédito e sem precedentes na nossa história”.

Fonte: Agora RN

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