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CRESCE NO RN O NÚMERO DE PESSOAS AUTODECLARADAS PRETAS

Número de pessoas autodeclaradas pretas cresce 243% no RN

Foto: Ilustrativa/Reprodução 

Aqueles que se declaram pretos no Rio Grande do Norte já somam 295 mil pessoas. A quantidade é 231% maior do que em 2012, quando 89 mil faziam essa autodeclaração étnico-racial. A constatação está na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), com resultados sobre características gerais dos moradores. Os dados serão revistos a partir do Censo Demográfico 2022. Entre 2012 e 2021, a população potiguar cresceu 7,8% passando de 3,303 milhões para 3,561 milhões de pessoas. A fatia dos que se consideram negros era de 2,7% e agora representa 8,3%.

A PNADC não traz respostas claras sobre os motivos desse crescimento. Como as respostas são auto declaratórias, ou seja, o entrevistado que define sua cor, uma das hipóteses para o crescimento da proporção é que a percepção racial tenha mudado dentro da população, nos últimos anos.

Para Aercio Gomes, Subcoordenador de Povos e Comunidades Tradicionais da Coordenadoria de Igualdade Racial do Estado, vinculada à Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH), a afirmativa das pessoas em relação à sua cor é reflexo das políticas afirmativas que valorizam e lhes dão mais oportunidades.

“Vemos o crescimento dos autodeclarados como  positivo porque demonstra a elevação  da autoestima da população preta que sofre há séculos com o racismo cultural e estrutural. Apesar do avanço, ainda está abaixo da realidade. Sabemos que mais de 50% da população é negra ou parda”, avalia o subcoordenador. O IBGE usa o termo negro tanto para pardos (pele mais clara), quanto para pretos (pele mais escura).

Fonte: Blog do BG

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SAÚDE: NÚMERO DE PACIENTES COM PROBLEMAS VASCULARES À ESPERA DE ATENDIMENTO NO RN CHEGA A 147

RN tem 147 pacientes com problemas vasculares à espera de atendimento

Foto: Magnus Nascimento

Há duas semanas, Luísa Cipriana dos Santos, de 57 anos, vem sofrendo os efeitos mais críticos da diabetes e corre o risco de amputar a segunda perna por causa da doença, enquanto aguarda atendimento em uma fila que não tem perspectiva de acabar. Ao todo, incluindo Luísa, 147 pacientes estão na espera por um procedimento vascular na rede pública do Estado. A unidade referência, o Hospital Central Coronel Pedro Germano (Hospital da PM), está operando com sua capacidade máxima, que gira em torno de 25 a 30 leitos vasculares.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap), a fila de 147 pessoas corresponde a nove demandas judiciais e outras 138 pessoas da fila regular (71 homens e 67 mulheres). Além da unidade referência com capacidade para cirurgias e internações, o Estado também faz intervenções no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL). A rede estadual conta ainda com 30 leitos de retaguarda no Hospital Geral Dr. João Machado para os pacientes que passaram por algum procedimento e necessitam de cuidados pós-operatórios.

Como medida para tentar amenizar a espera dos pacientes, o titular da Sesap Cipriano Maia diz que o Estado está em processo de estruturação de uma rede de atenção ao paciente vascular em todas as regiões, a começar pela 2º, no Oeste do RN. A estimativa é de que nos próximos 30 dias, uma ala vascular seja aberta no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, com “escala de cirurgião vascular para atender as emergências”, segundo Cipriano.

A secretária adjunta da Sesap Lyane Ramalho acrescenta que a ideia é atender toda a região Oeste do Estado e, desta forma, dar vazão à fila do Hospital da PM. “Efetivamente teremos a abertura da escala 24 horas de cirurgias vasculares, de forma que a gente vai fazer com que a demanda da região Oeste fique na região Oeste. Virão para cá [Natal], somente os casos que a gente não consiga, dentro da complexidade, resolver lá. No máximo, em 30 dias, ela estará funcionando”, afirma a gestora.

Maia diz ainda que a oferta para atendimento vascular deverá ser ampliada nos próximos seis meses. “Vamos avançar para ampliar as cirurgias na área vascular. Inclusive, a gente começou isso no Santa Catarina, mas depois teve uma descontinuidade, e ampliamos também a capacidade de diagnóstico. O HUOL [Hospital Universitário Onofre Lopes] está dando uma resposta bem melhor. Temos esse plano delineado para qualificar os profissionais da primária para melhorar a atenção, inclusive com o exame do pé”, comenta o secretário.

Fonte: Blog do BG

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SEGUNDO ESTUDO, CRESCE O NÚMERO DE BENEFICIÁRIOS DE PLANOS DE SAÚDE COM FAIXA ETÁRIA ACIMA DE 60 ANOS

Número de idosos em planos de saúde mais que dobra em 2 décadas, mostra estudo

Entre março de 2002 e o deste ano, vínculos de idosos com planos médico-hospitalares saltaram de 3,4 milhões para 7 milhões – número recorde

Daniela Mallmann

da CNN

em Belo Horizonte

Maior prevalência (60%) é do sexo feminino correspondente a 4,2 milhões de vínculosMaior prevalência (60%) é do sexo feminino correspondente a 4,2 milhões de vínculosTânia Rêgo/Agência Brasil

Segundo os dados do Panorama dos Idosos Beneficiários de Planos de Saúde no Brasil, desenvolvido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), houve um crescimento nos planos de saúde em todas as faixas etárias acima dos 60 anos, com destaque para idosos com 80 anos ou mais.

Esta faixa etária teve um crescimento de 194% nos últimos 20 anos passando de 422,7 mil, em março de 2002, para 1,2 milhão em março de 2022.

Na sequência, aparece a faixa entre 70 e 79 anos, que dobrou o número de beneficiários, passando de 1,1 milhão para 2,2 milhões.

Para José Cechin, superintendente executivo do IESS, houve aumento da representatividade de pessoas inseridas no grupo etário dos idosos, especialmente das pessoas com 80 anos ou mais, que acompanha o envelhecimento natural dos beneficiários da saúde suplementar.

“Existe uma preocupação pela manutenção dos planos, por ser um grupo mais suscetível, que tem uma ou mais doenças crônicas, e precisam utilizar mais os serviços. E também um enorme esforço para as pessoas manterem o benefício, por se tratar de contratos com valores mais elevados”, pontua.

Entre março de 2002 e o mesmo mês deste ano, os vínculos de idoso com os planos médico-hospitalares saltaram de 3,4 milhões para 7 milhões (número recorde), ou seja, mais que duplicaram, com alta de 107,6%.

De acordo com o estudo, do total de beneficiários, em março de 2022, o maior volume está no grupo etário de 60 e 69 anos (52%), seguido por 70 a 79 anos (31%) e idosos com 80 anos ou mais (18%).

A maior prevalência (60%) é do sexo feminino correspondente a 4,2 milhões de vínculos.

São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados brasileiros que têm mais idosos tanto na população (45% do total) quanto entre os beneficiários (63% do total).

O estudo mostrou também que, em relação ao tipo de contratação, houve grande alta em aquisições a planos coletivos, especialmente os empresariais.

A modalidade quase quadruplicou com registro de alta de 280,5% – eram 761,2 mil vínculos em março de 2002 e atingiu 2,9 milhões em março deste ano.

No caso dos coletivos por adesão, o número quase triplicou, saindo de 570,7 mil para 1,5 milhão.

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VARIEDADES: NÚMERO DE PESSOAS QUE SOLICITARAM INCLUSÃO DO NOME SOCIAL NO TÍTULO DE ELEITOR AUMENTOU NO RN

Por g1 RN

 

Nome social no título de eleitor cresce 281% em 4 anos no RN — Foto: Arquivo pessoalNome social no título de eleitor cresce 281% em 4 anos no RN — Foto: Arquivo pessoal

O número de pessoas que solicitaram a inclusão de nome social no título de eleitor no Rio Grande do Norte aumentou 281% desde 2018, quando foi permitido pela primeira vez esse registro. A quantidade passou de 183, em 2018, para 699 mil neste ano no RN.

Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral.

O nome social é a garantia do uso de um nome que corresponda a um gênero com o qual a pessoa se identifica.

Em todo o país o número de pessoas com o nome social no título aumentou quatro vezes. A quantidade passou de 7,9 mil, em 2018, para 37,6 mil neste ano.

Direito a votar com o nome social

Pessoas transgênero e travestis passaram a ter direito à inclusão do nome social no título de eleitor após uma portaria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2018.

A medida considerou a autodeclaração suficiente para a emissão do documento, não sendo preciso apresentar outro documento oficial com o nome retificado e nem comprovar a realização de cirurgia de adequação de gênero, por exemplo.

Segundo os dados do TSE, o total de eleitores com nome social cadastrado representa apenas 0,02% do eleitorado apto em 2022. Não há estimativas oficiais do número de pessoas trans no Brasil.

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SEGUNDO FÓRUM DE SEGURANÇA PÚBLICA, O NÚMERO DE HOMICÍDIOS NO BRASIL É O MENOR REGISTRADO DESDE 2011

Brasil tem menor taxa de homicídios em dez anos, diz anuário

Dados do 16º anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que país registrou o equivalente a 130 mortes por dia ao longo do último ano

Ítalo Lo Re,

do Estadão Conteúdo

País registrou o equivalente a 130 mortes por dia ao longo do último anoPaís registrou o equivalente a 130 mortes por dia ao longo do último anoESTADÃO CONTEÚDO

 

O Brasil registrou 47.503 homicídios ao longo do último ano, o equivalente a 130 mortes por dia, segundo dados divulgados, nesta terça-feira (28), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O número representa queda na comparação com 2020 e é o menor registrado desde 2011, quando se inicia a série histórica. Entre os motivos, especialistas apontam uma estabilização de conflitos entre facções criminosas, que na última década avançaram pelo Norte e Nordeste do País, e a implementação de programas estaduais focalizados em públicos mais jovens.

“As mortes caíram, o que é boa notícia”, disse ao Estadão o diretor-presidente do Fórum, o sociólogo Renato Sérgio de Lima.

“Mas comparando internacionalmente o número ainda é muito alto”, ponderou. Segundo ele, os dados divulgados neste ano foram contrapostos aos índices de 102 países, reunidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A comparação, segundo ele, não é positiva. “O Brasil é líder na quantidade absoluta de mortes e está entre os dez países mais violentos do planeta”, disse Lima.

“Quando se olha com zoom, 30 cidades brasileiras têm taxas acima de 100 mortes por 100 mil habitantes”, disse ele, reforçando que o índice nesses municípios é maior que o de qualquer país no mundo.

Entre as 30 cidades mais violentas do País, aponta o levantamento, 13 integram a Amazônia Legal e a maior parte delas está situada na região de fronteira.

“Existe um processo de migração da violência para a região Norte”, explicou Lima. Como causa disso, ele atribui a atuação na região de facções de bases prisionais e de milícias, o que teria elevado os índices de violência em Estados como, principalmente, o Amazonas.

O material do Fórum aponta que os registros de homicídio caíram em todas as regiões do País, exceto na Norte. Nela, foram registrados 6.291 assassinatos no último ano, ante 5.758 em 2020.

A maior alta foi no Amazonas, onde as mortes subiram de 1.121 para 1.670. Recentemente, o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foram mortos em Atalaia do Norte, na fronteira do Estado. O crime chamou atenção para a alta da violência na área.

Os conflitos na Amazônia, explicou Lima, dão continuidade a uma série de disputas entre facções que vêm ocorrendo desde 2017 e que antes resultaram na alta de homicídios no Nordeste.

Em 2017, o Nordeste chegou a registrar 27.288 homicídios. Agora, ainda é a líder em registros no País, mas passa por um processo de estabilização – foram 20.500 ocorrências em 2021.

Neste período, outras regiões entraram no radar das facções. “Tabatinga (AM) hoje é considerada a segunda principal cidade de tráfico internacional de drogas e armas. Só perde para a rota de Ponta Porã (MS)”, destacou Lima.

“A rota de Ponta Porã é controlada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), já a de Tabatinga é controlada pelo Comando Vermelho. Mas essas rotas são disputadas.”

Os conflitos pelo controle de regiões como essas, explicou, são um dos principais motivos que justificam a alta de mortes em regiões específicas do mapa, ao mesmo tempo em que outras localidades parecem sair de foco. “A área de Tabatinga ainda tem toda a interligação com as questões ambientais”, diz ele, lembrando que as execuções de Bruno Pereira e Dom Phillips, no Vale do Javari, foram perto daquela região.

“Mas o tráfico sozinho não explica isso (as variações nos homicídios), há outros fatores”, disse Lima. Conforme o diretor do Fórum, 23% da tendência observada em 2021 – seja de alta ou de diminuição dos índices de criminalidade – recebeu influência de alterações na estrutura demográfica da população brasileira.

“A gente sabe que quem morre mais e mata mais são os jovens”, disse o sociólogo. O processo de envelhecimento da população também resvala nos índices de criminalidade.

Lima reforça que as faixas de 10 a 19 anos e de 20 a 29 anos são as que mais influenciam nos indicadores, o que demanda políticas públicas focalizadas.

“É nesse segmento que a dinâmica da violência letal tem maior peso e, portanto, é nesse segmento que a gente tem que olhar com mais atenção o que está sendo feito”, disse.

Nesse contexto, ele reforça que programas específicos dos governos estaduais também podem ter influenciado a queda dos homicídios, sobretudo para evitar com que jovens sejam cooptados pelo crime organizado. Como exemplo, cita as iniciativas Viva Brasília, no Distrito Federal, e RS Mais Seguro, no Rio Grande do Sul.

“Esses programas, segundo os estudos disponíveis, funcionam. O problema é que são circunscritos à liderança do gestor daquele momento”, ponderou Lima.

Como não houve mudança estrutural na área, explicou, iniciativas como essas podem perder impacto, a depender dos planos dos próximos gestores.

Já o impacto da pandemia e das medidas de isolamento social em 2020 e no ano passado, segundo os analistas do Fórum, foi maior em crimes patrimoniais ou de oportunidade, como roubos, do que nos assassinatos.

Armamento e assassinatos

Nos últimos anos, relembrou ele, os discursos foram muito pautados pelo armamento da população. A facilitação do acesso às armas é uma das principais bandeiras do presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição.

Conforme levantamento do Fórum, porém, esse não é um fator que reduz a criminalidade.

“A tese do governo seria ‘quanto mais armas, menos crimes’. Nos Estados que tiveram maior variação positiva no número de armas em circulação, deveria haver maior queda nos homicídios. E não é isso que acontece, a dispersão é muito grande, não existe um padrão.”

Conforme Lima, o levantamento mostra que há cerca de 4,4 milhões de armas de fogo em mãos de civis no País. Dessas, 1,5 milhão estão em circulação irregular, com registros expirados, o que se mostra inclusive como um ponto de preocupação.

“Mais de um terço das armas de fogo nas mãos de civis na circulação do País são armas irregulares, mostrando o grau de descontrole que as armas hoje encontram”, apontou. “Falta uma política de controle e rastreabilidade que, para a segurança pública, seria fundamental.”

Letalidade policial

Assim como os homicídios, a letalidade policial também teve queda em números absolutos: foi de 6.413, em 2020, para 6.145, no último ano, uma redução de 4,2%.

Ainda assim, a fatia ocupada por óbitos desse tipo, que compreendem as mortes decorrentes de intervenções policiais, teve leve aumento.

Foi de 12,7% para 12,9% das mortes violentas intencionais, que incluem ainda casos de homicídios dolosos (quando há intenção de matar), latrocínios (roubo seguido de morte) e lesões corporais seguidas de morte.

Lima reforçou que a queda em números absolutos da letalidade no País foi puxada por São Paulo, cujas mortes após intervenções policiais caíram de 814 para 570 em um ano.

Na avaliação de Lima, como o programa de câmeras ainda não atingiu o Estado todo, ainda não é possível correlacionar a baixa à adoção da tecnologia, que tem mostrado bons resultados em análises amostrais.

“A câmera é só um instrumento. O que aconteceu em São Paulo, que é mais importante, é uma política, como a própria PM chama, de compliance e controle. Reforçou a supervisão da atividade policial”, explicou o sociólogo.

“A polícia de São Paulo fez uma decisão de comando de controlar mais a sua tropa na rua, e isso tem esse impacto positivo. A câmera, por exemplo, no Rio de Janeiro ou em outro Estado não necessariamente vai funcionar se não vier junto da supervisão da atividade policial.”

Na outra ponta, Lima destacou que o Amapá chamou atenção em termos de letalidade policial. Ao todo, 31,8% dos homicídios no Estado foram por letalidade policial neste ano, número que corresponde a mais do que o dobro da média nacional (12,9%). Na região Sudeste, a maior letalidade é no Rio (28,5%).

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SEGUNDO A ONU, QUASE 5 MILHÕES DE UCRANIANOS SÃO CONSIDERADOS REFUGIADOS NA EUROPA

Número de ucranianos registrados como refugiados na Europa está próximo de 5 milhões, diz ONU

Desde o início da invasão russa, 44 países europeus fizeram registros de refúgio de pessoas que saíram da Ucrânia

Idosa tenta sair da Ucrânia em meio à invasão russaIdosa tenta sair da Ucrânia em meio à invasão russa JORGE SILVA/REUTERS – 03.05.2022

Quase 5 milhões de ucranianos foram registrados como refugiados em toda a Europa desde que a Rússia invadiu o país, há menos de quatro meses, informou a ONU (Organização das Nações Unidas) nesta quinta-feira (9).

“A guerra na Ucrânia desencadeou uma das maiores crises de deslocamento humano do mundo”, disse o Acnur (Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados).

Uma atualização do portal de dados do órgão sobre a situação na Ucrânia, que visa refletir os movimentos de saída e entrada no país devastado pela guerra, mostra que 4.816.923 ucranianos se registraram como refugiados em 44 nações europeias desde 24 de fevereiro.

Os dados do Acnur revelam que, até o dia 7 de junho, mais de 7,3 milhões de passagens para fora da Ucrânia foram registradas. Outros 2,3 milhões de travessias de volta para o país foram computados, segundo os dados.

Segundo a ONU, mulheres e crianças representam 90% dos que fugiram para o exterior, pois homens entre 18 e 60 anos são elegíveis para o serviço militar e não podem deixar o país.

No total, a Organização Internacional para as Migrações da ONU estima que mais de 8 milhões de pessoas tenham sido deslocadas dentro do país.

Mais da metade das pessoas que deixaram a Ucrânia foi para a vizinha Polônia, que registrou 3,8 milhões de chegadas.

Fonte: R7
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ALESP REGISTRA ENTRE JANEIRO E ABRIL DESTE ANO MAIOR NÚMERO DE REPRESENTAÇÕES POR QUEBRA DE DECORO DA HISTÓRIA DESDE A CRIAÇÃO DO CONSELHO

Número de representações por quebra de decoro na Alesp é o maior em 23 anos

Foram 28 representações no Conselho de Ética apenas nos cinco primeiros meses de 2022

Carolina Figueiredo

da CNN

São Paulo

Fachada da Assembleia Legislativa de São Paulo, na zona sul de São Paulo.Fachada da Assembleia Legislativa de São Paulo, na zona sul de São Paulo.Foto: Divulgação/Alesp

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) já registrou, entre janeiro e abril desse ano, o maior número de representações por quebra de decoro no Conselho de Ética da Casa da história. O Conselho foi criado em 1994, mas os dados digitalizados só estão disponíveis a partir de 1999.

Foram 28 representações por comportamentos considerados desrespeitosos só nos primeiros cinco meses de 2022. O recorde anterior foi no ano de 2019, quando 21 representações foram feitas. Foi nesse ano que a Casa puniu pela primeira vez um deputado.

De 2019 até hoje — sob gestão da deputada Maria Lucia Amary (PSDB) — essas representações resultaram em cinco advertências, duas perdas temporárias de mandato e uma cassação.

A primeira sanção aplicada pelo órgão aconteceu em 2019, uma advertência ao deputado Douglas Garcia (Republicanos). Declarações de cunho discriminatório e transfóbico por parte do parlamentar foram as razões dos processos movidos pelas deputadas Erica Malunguinho (PSOL) e Professora Bebel (PT).

Do Val é, inclusive, o recordista de acusações por quebra de decoro. Eleito em 2018, o deputado tomou posse em 2019 e, até ter o mandato cassado em 2022, teve 32 representações protocoladas contra ele no Conselho de Ética.

Outros dois deputados, Frederico D’Avila (PL) e Fernando Cury (União Brasil), foram punidos com suspensão, que significa a perda temporária de mandato.

D’Avila foi suspenso por ofender o Papa Francisco, a Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) e o arcebispo de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes, durante um discurso na Casa. Já Cury teve o mandato suspenso por 119 dias por acusação de assédio contra a deputada Isa Penna (PCdoB).

Antes de 2019, só duas representações haviam sido feitas contra deputados por quebra de decoro, uma em 2016 e outra em 1999.

Histórico:

1999 – 1 Representação
2000 a 2015: nenhuma representação
2016 – 1 Representação
2017 a 2018: nenhum representação
2019 – 21 Representações
2020 – 12 Representações
2021 – 16 Representações
2022 – 28 Representações (até hoje)
Total – 79 (até hoje)

Condenações do Conselho (2019-até hoje)
5 advertências, 2 perdas temporárias de mandato (suspensões), e uma cassação.

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EDUCAÇÃO: SEGUNDO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, NÚMERO DE MATRÍCULAS NO RN É MENOR DO QUE ANTES DA PANDEMIA

Número de matrículas no RN é menor do que antes da pandemia

Foto: José Aldenir

De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC/RN), o Sistema Integrado de Gestão da Educação (SIGEduc) indica uma redução de mais de 2,5 mil alunos em relação a 2019, antes da pandemia de covid-19.

Naquele ano, a rede registrou 216.206 matrículas, ante 213.676 (-2.530 alunos) em 2022. Contudo, vários fatores podem contribuir para a queda e os dados finais sobre o número de estudantes matriculados só serão consolidados no final do ano pelo Censo Escolar.

Segundo a pasta, questões demográficas (distância entre o local onde aluno mora de uma escola estadual) e o aumento de matrículas em outras redes de ensino interferem nos números. Além disso, conforme explicou a Secretaria, “dentro do princípio constitucional, a SEEC tem dialogado com os municípios sobre a transferência de estudantes do ensino fundamental, etapa que compete às redes municipais de ensino”. A pasta destaca que o quantitativo deste ano é variável, “um retrato do número de estudantes em 16 de maio de 2022 e que pode sofrer alterações”.

Para a SEEC, durante o ano letivo, existe um fluxo de entrada e saída de estudantes, algo comum “em uma rede com muitos públicos distintos”. Em 2021, segundo a pasta o Estado registrou 215.733 matrículas; em 2020, foram 213.288. Os dados, informa a Secretaria, são uma demonstração de que a rede já espera por esses fluxos de matrículas.

Fonte: Blog do BG

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NATAL É CLASSIFICADA PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE COMO SEGUNDA CAPITAL DO NORDESTE COM MAIOR NÚMERO DE ADULTOS COM DEPRESSÃO

Por g1 RN

 

Natal é a segunda capital do Nordeste com maior número de adultos com depressão, aponta Ministério da Saúde — Foto: G1Natal é a segunda capital do Nordeste com maior número de adultos com depressão, aponta Ministério da Saúde — Foto: G1

Um levantamento inédito publicado pelo Ministério da Saúde neste mês coloca Natal como a segunda capital do Nordeste com o maior número de pessoas com 18 anos ou mais que relataram um diagnóstico médico por depressão. A capital potiguar contabiliza 11,8% de registros nessa parcela da população, atrás somente de Recife, com 12,5%, conforme dados tabulados pelo órgão ministerial através da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) – ano base 2021.

Em todo o País, em média 11,3% dos brasileiros relatam um diagnóstico médico de depressão. É um número bem acima da média apontada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o Brasil, de 5,3%. A pesquisa Vigitel é aplicada todos os anos, e tem como objetivo coletar informações que dizem respeito à saúde nas capitais brasileiras. Essa é a primeira vez que a pesquisa traz números relacionados à depressão. Entre os sintomas da condição, estão: tristeza persistente, desânimo, baixa autoestima, sentimento de inutilidade, alterações no apetite, ganho ou perda de peso súbita, insônia, excesso de sono e fadiga acentuada.

“A pandemia em si, as questões econômicas, o aumento elevado de desemprego… Todos esses fatores contribuem de forma significativa para o elevado número de diagnósticos na capital potiguar”, avalia o preceptor psicólogo do Instituto Santos Dumont, Robson Rates.

Ele destaca, ainda, que com o teleatendimento em saúde, um número maior  de pessoas conseguiu ter acesso direto às equipes médicas. “Temos um aumento significativo desses dados. Mas, com certeza, esses números ainda não demonstram a realidade dos consultórios, pois estão subnotificados. O número real é, provavelmente, muito maior”, reforça.

De acordo com o levantamento, a frequência de adultos que referiram diagnóstico médico de depressão variou entre 7,2% em Belém e 17,5% em Porto Alegre. No sexo masculino, as maiores frequências foram observadas em Porto Alegre (15,7%), Florianópolis (12,9%) e no Rio de Janeiro (11,7%), e as menores em Salvador (4,2%), Rio Branco (4,3%) e Palmas (4,4%). Entre mulheres, o diagnóstico de depressão foi mais frequente em Belo Horizonte (23,0%), Campo Grande (21,3%) e Curitiba (20,9%), e menos frequente em Belém (8,0%), São Luís (9,6%) e Macapá (10,9%).

No conjunto das 27 cidades, a frequência do diagnóstico médico de depressão foi de 11,3%, sendo maior entre as mulheres (14,7%) do que entre os homens (7,3%). Entre os homens, a frequência dessa condição tende a crescer com o aumento da escolaridade. Em Natal, a depressão afeta mais mulheres com 18 anos ou mais (14,6%) do que homens na mesma faixa etária (8,4%).

“As mulheres sofrem mais preconceito social, a sociedade é machista, o índice de desemprego é muito maior entre as mulheres, as grávidas são desligadas do ambiente de trabalho na maioria dos casos. Esses fatores fazem com que as mulheres adoeçam mais”, comenta Robson Rates. A alteração do comportamento e o consequente isolamento são sinais primários de que alguém está desenvolvendo um quadro depressivo. “Se alguém é introspectivo, pode demonstrar uma alegria repentina que não tinha, por exemplo. Depois, vem a apatia, o isolamento, a desesperança. Nos casos mais graves, leva ao suicídio. A depressão é uma doença sem cura. Apesar disso, tem tratamento. Ele precisa ser psicológico e psiquiátrico, além de outras intervenções como atividades físicas”, adverte o psicólogo.

Autocuidado

Conforme a preceptora Miliana Galvão Prestes, mestre em Psicologia do ISD, a depressão apresenta características instaladas, com histórico em adolescentes e adultos.

“A depressão se tornou algo tão generalizado que se apresenta hoje em pessoas que conseguem manter uma rotina de trabalho, de atividade física. Os sinais são sutis e, às vezes, as pessoas não percebem que estão deprimidas”.

“A depressão é uma doença crônica que precisa de acompanhamento com psicólogo e psiquiatra, além de tratamentos alternativos como mudança de estilo de vida, redução de estresse, formas de autocuidado como atividade física, que é um ótimo “remédio” para a depressão”, lista.

Além do autocuidado, a psicóloga aponta que a pessoa com depressão precisa buscar outros tipos de tratamento, como as práticas de cuidado coletivas. “São terapias integrativas, convivência comunitária, se integrar a alguma associação. Situações que essa pessoa tenha alguma convivência social que traga a sensação de pertencimento, de utilidade, valorização”, destaca.

Vigitel

Conforme a publicação, pelo menos 27 mil brasileiros responderam aos questionários por telefone, configurando o maior inquérito de saúde do país, entre setembro de 2021 e fevereiro de 2022. Os entrevistados responderam, entre outros, ao seguinte questionamento:  “Algum médico já lhe disse que o(a) Sr.(a) tem depressão?”. A Vigitel tem como objetivo monitorar a frequência e a distribuição dos principais fatores de risco e de proteção das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), um dos principais problemas de saúde pública no Brasil. Estabeleceu-se um tamanho amostral mínimo de 2 mil indivíduos em cada cidade para estimar, com nível de confiança de 95% e erro máximo de dois pontos percentuais, a frequência de qualquer indicador na população adulta. Além dos dados relativos à depressão, a pesquisa Vigitel aborda aspectos da obesidade, realização de atividade física e consumo de tabaco, por exemplo.

Ranking

Percentual de adultos com 18 anos ou mais que referiram diagnóstico médico de depressão, por sexo, nas capitais do Nordeste.

  • Recife: 12,5%
  • Natal: 11,8%
  • Fortaleza: 11,4%
  • Maceió: 11,3%
  • João Pessoa: 11,0%
  • Aracaju: 10,9%
  • Teresina: 10,8%
  • Salvador: 8,0%
  • São Luís: 8,0%

Fonte: Vigitel 2021

Sobre o ISD

O Instituto Santos Dumont (ISD) é uma Organização Social vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

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PORTUGAL VIU O NÚMERO DE CIDADÃOS DIMINUIR PELO 13º ANO CONSECUTIVO DEVIDO MAIS MORTES DO QUE NASCIMENTOS NO PAÍS

Portugal registra em 2021 mais mortes do que nascimentos pelo 13º ano seguido

No ano passado, nasceram 79.582 pessoas no país, enquanto foram registrados 124.802 óbitos no mesmo período

Portugal teve 5,9% menos nascimentos em 2021 do que em 2020

PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP – 25.4.2022

Portugal registrou mais mortes do que nascimentos em 2021 pelo 13º ano consecutivo e viu o número de cidadãos do país diminuir em 45.220 — o pior número desde a pandemia da gripe espanhola, em 1918.

No ano passado, nasceram 79.582 pessoas, 5,9% a menos do que no ano anterior, quando teve início a pandemia da Covid-19, enquanto foram registrados 124.802 mortes neste período, 1.444 a mais, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo INE (Instituto Nacional de Estatística português).

O saldo natural para 2021 foi o pior dos registros do INE desde 1918, quando a gripe espanhola o deixou em 70.291.Em janeiro de 2021, foi registrado o maior número de mortes mensais desde o início da pandemia: 19.646. Além de janeiro, em fevereiro e agosto o número de óbitos foi superior ao observado nesses mesmos meses em 2020.

O novo relatório do INE inclui também informações sobre os 29.057 casamentos celebrados em 2021, um aumento de 53,7% em relação ao ano anterior.

A média de idade no primeiro casamento foi de 34,3 anos para os homens e 32,9 anos para as mulheres. Do total, 28.508 foram realizados entre pessoas do sexo oposto e 549 entre pessoas do mesmo sexo.

Fonte: R7

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RN REGISTRA AUMENTO DE 1,5% NO NÚMERO DE GOLPES PELA INTERNET

Golpes pela internet crescem no Rio Grande do Norte

24 abr 2022

Golpes e estelionato pela internet crescem durante a pandemia

O Rio Grande do Norte registrou aumento de 1,5% no número de estelionatos, se comparados o primeiro trimestre de 2021 (4.098) com igual período deste ano (4.160), de acordo a Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (Coine), órgão da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social. No âmbito dos crimes, no entanto, um dado chama atenção: o de golpes virtuais. Segundo a Coine, a Polícia Civil registrou cinco ocorrências do tipo entre janeiro e abril do ano passado. Já entre o começo de 2022 e o último dia 8 de abril, foram contabilizados 100 crimes decorrentes de golpes pela internet.

Neste caso, o aumento é de 1.900%. A Polícia Civil disse que a principal causa do crescimento é a massificação do uso da internet e do comércio eletrônico, fator que ganhou força à medida em que a pandemia se prolongava e que se manteve mesmo após o arrefecimento da crise sanitária.

Além disso, segundo a Polícia, o maior acesso da população aos serviços da delegacia virtual da PCRN (criada em dezembro de 2020 e ampliada no ano passado), facilitou o registro das ocorrências e ocasionou a diminuição de subnotificações de casos de um ano para o outro.

“Com a facilitação no registro dos crimes sem que as pessoas precisem sair de casa (através da ampliação dos serviços da delegacia virtual), consequentemente houve uma diminuição da subnotificação. As pessoas, por motivos diversos, deixavam de se deslocar até uma delegacia para registrar o crime do qual foi vítima”, explicou a Polícia Civil. Os números da Coine indicam que, a partir de maio do ano passado, os registros de golpes virtuais começaram a crescer.

Novembro foi o mês com mais notificações (33). No acumulado do ano, foram 108 casos registrados, apenas oito notificações a mais dos registros desses primeiros meses de 2022, cujo destaque é janeiro, com 36 notificações.

O delegado Alexandro Gomes, da Delegacia de Falsificações e Defraudações de Natal (DEFD), disse que, desde o início da pandemia, os casos de estelionato apresentaram mudanças, puxadas  exatamente por golpes em ambientes virtuais. As principai são crimes em plataformas de vendas, com criação de sites e anúncios falsos. Depois, vêm as situações que envolvem vendas em redes sociais, provocadas pelo aumento da utilização dessas plataformas.

A mãe da servidora pública Carla Salviano é uma das vítimas dos chamados golpes virtuais. O prejuízo foi de quase R$ 24 mil. Carla conta que, no dia 23 de março passado, a mãe recebeu uma mensagem de WhatsApp de alguém que se dizia filho dela. A pessoa afirmou que teve o celular danificado e que precisaria fazer um depósito via pix no valor de R$ 4.997. Por isso, pediu que a mãe de Carla fizesse essa transferência. Acreditando se tratar do filho, a mulher, de 74 anos, atendeu ao pedido.

“Seis minutos depois, outra mensagem foi enviada para a minha mãe, pedindo um valor de R$ 19 mil para a troca de um carro. Ela, que estava à procura de um veículo, de pronto, repassou o valor, convicta de que seria para dar entrada em um carro. Minha mãe pensou que meu irmão faria uma surpresa para ela”, detalha Carla. “Após os depósitos, meu filho perguntou  se ela havia ligado para o meu irmão a fim de confirmar a necessidade dos depósitos. E aí, os dois perceberam que se tratava de um golpe”, acrescenta.

Carla conta que foi informada da situação e procurou a agência bancária 20 minutos depois. Ao chegar lá, recebeu a informação de que a conta onde os depósitos foram feitos estava bloqueada. Ela foi orientada a fazer uma carta de próprio punho solicitando o reembolso, que foi indeferido pelo banco depois. A servidora disse que registrou um boletim de ocorrência e procurou um advogado para judicializar a questão.

Da Tribuna do Norte

Fonte: Política em Foco

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NÚMERO DE CASOS DE DENGUE NO BRASIL AUMENTOU 72% NO PRIMEIRO TRIMESTRE DESTE ANO EM COMPARAÇÃO AO MESMO PERÍODO DO ANO PASSADO

Casos de dengue voltam a crescer e preocupar setor da saúde no Brasil

Neste episódio do E Tem Mais, Carol Nogueira apresenta uma análise sobre o combate à doença no país

Da CNN*

Em queda no país, casos de dengue voltam a crescer em São Paulo - 14/02/2018 - Cotidiano - Folha

O Brasil vive um novo ciclo de aumento da transmissão da dengue nesses primeiros meses de 2022. O número de casos aumentou 72% no primeiro trimestre do ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

Transmitida por um mosquito, o Aedes Aegypti, a principal proteção contra a dengue é a prevenção, com medidas que evitam a proliferação do inseto. O mosquito, aliás, também é responsável por propagar chikungunya e zika.

No Brasil, uma vacina foi desenvolvida pelo Instituto Butantan e está em fase de testes. Também há uma vacina aprovada no país, fabricada por um laboratório estrangeiro, mas que não é distribuída pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Para explicar por que a dengue ainda é uma preocupação no país e como combatê-la, Carol Nogueira conversa neste episódio do E Tem Mais com Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, e Leonardo Bastos, pesquisador da Fiocruz e coordenador do InfoDengue.

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CIÊNCIA: DORMIR 29 MINUTOS A MAIS CADA NOITE PODE SER A CHAVE PARA MELHORAR A ATENÇÃO PLENA

ESTUDO REVELA O NÚMERO PERFEITO DE MINUTOS EXTRAS DE SONO POR NOITE PARA MELHORAR A ATENÇÃO PLENA

 

A plena atenção é alcançada trazendo intencionalmente a consciência e a atenção de um indivíduo para as experiências que ocorrem no momento presente, sem formar uma opinião.

Ao contrário de estudos anteriores, uma nova pesquisa publicada no  Sleep Health  analisou como as múltiplas dimensões do sono noturno impactam a atenção diária, ao invés de focar apenas na qualidade ou duração do sono.

O estudo, liderado pela University of South Florida, descobriu que um sono melhor melhora a atenção plena no dia seguinte, o que, por sua vez, reduz a sonolência durante o dia.

A pesquisa se concentrou em enfermeiras, o maior grupo de profissionais de saúde cuja necessidade de sono ideal e atenção plena é particularmente alta.

Problemas de sono são comuns nesta população devido a longos turnos, falta de controle situacional e proximidade de condições de saúde potencialmente fatais. Sua ótima saúde do sono e atenção plena são particularmente importantes, pois atuam na linha de frente da pandemia COVID-19.

“Pode-se estar acordado e alerta, mas não necessariamente atento. Da mesma forma, uma pessoa pode estar cansada ou com pouca excitação, mas ainda assim pode estar consciente ”, disse o autor principal Soomi Lee, professor assistente de estudos de envelhecimento da USF . “A atenção plena está além de apenas estar acordado. Indica o controle da atenção e autorregulação que facilita a sensibilidade e o ajuste adaptativo às pistas ambientais e internas, que são essenciais ao fornecer cuidados cuidadosos aos pacientes e ao lidar eficazmente com situações estressantes ”.

Lee e seus colegas da USF e do Moffitt Cancer Center acompanharam 61 enfermeiras por duas semanas e examinaram várias características da saúde do sono. Eles descobriram que a atenção cuidadosa das enfermeiras era maior do que o normal após noites com maior suficiência de sono, melhor qualidade do sono, menor eficiência, e maior duração do sono (meia hora extra a mais).

A atenção consciente diária contribuiu para menos sonolência no mesmo dia. Aqueles com maior atenção plena também tiveram 66% menos probabilidade de apresentar sintomas de insônia durante o período de estudo de duas semanas.

Os pesquisadores chegaram a essas conclusões usando uma variedade de ferramentas para medir o quanto os participantes estavam conscientes a cada momento diário e como seus estados mentais eram afetados pelo sono.

Os participantes foram solicitados a responder a perguntas diárias sobre a consciência plena e a sonolência três vezes por dia durante duas semanas usando o aplicativo para smartphone RealLife Exp.

A atenção plena diária foi medida pela Escala de Conscientização de Atenção Consciente, que fazia perguntas como: “Eu estava fazendo algo automaticamente, sem estar ciente do que estava fazendo” e “Estava achando difícil manter o foco no que estava acontecendo”. Os participantes também usaram um dispositivo Actiwatch Spectrum pelas mesmas duas semanas que mediu a atividade do movimento do pulso para quantificar os padrões de sono e vigília.

Os resultados deste estudo fornecem informações sobre o desenvolvimento de uma estratégia de intervenção de saúde comportamental para uma gama mais ampla de pessoas, especialmente profissionais de saúde que precisam de um sono melhor e de atenção plena. Dada a associação entre atenção consciente e melhor atendimento ao paciente, melhorar o sono nessa população também pode trazer benefícios importantes para os resultados de saúde do paciente.

Fonte: goodnewsnetwork.org

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NÚMERO DE CRIANÇAS BRASILEIRAS DE SEIS E SETE ANOS QUE NÃO SABEM LER E ESCREVER CRESCEU EXPLICITANDO UM DOS EFEITOS DA PANDEMIA

Número de crianças brasileiras que não sabem ler e escrever cresce 66% na pandemia

Dados consideram a faixa etária entre 6 e 7 anos e foram divulgados nesta terça-feira (8) pela ONG Todos Pela Educação; país tem, no total, 2,4 milhões nessa situação

Daniel Corrá

Juliana Alves

da CNN

em São Paulo

 

O número de crianças de seis e sete anos no Brasil que não sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 – explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.

A análise foi divulgada, nesta terça-feira (8), pela organização Todos Pela Educação, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Ao todo, 2,4 milhões de crianças brasileiras não estão alfabetizadas nesta faixa etária. O número corresponde a quase metade (40,8%) do grupo inteiro.

“Os efeitos são graves e profundos, então não serão superados com ações pontuais. As Secretarias de Educação precisam oferecer um apoio muito bem estruturado à gestão escolar e aos professores, que já estão com imensos desafios”, destacou o líder de políticas educacionais da Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa, em comunicado divulgado à imprensa.

A nota técnica “Impactos da pandemia na alfabetização de crianças”, divulgada pela organização, declara que “a situação é preocupante em diversas dimensões”.

O documento ainda aponta que o aumento expressivo no número de crianças não-alfabetizadas no país tem impacto mais grave entre alunos negros e pobres.

“As informações reportadas pelos respondentes da pesquisa do IBGE […] corroboram o que têm mostrado as avaliações de aprendizagem que Estados e Municípios vêm aplicando em seus estudantes”, afirma um trecho da nota técnica.

Ao todo, 47,4% das crianças pretas não estão plenamente alfabetizadas; entre as pardas o índice é 44,5%.

Já entre crianças brancas, o número atual é de 35,1%.

Quando avaliados os domicílios ricos do país, o índice é de 16,6%. Já entre os pobres, o número salta para 51%.

Fonte: IBGE/Pnad Contínua. Elaboração: Todos Pela Educação.

A nota técnica conclui que ações presentes e futuras do Poder Público, em todas as esferas, são fundamentais para mitigar os efeitos negativos vistos.

“Não adianta deixarmos toda a responsabilidade disso com os Municípios, só porque ofertam a grande maioria das matrículas dos primeiros anos do Ensino Fundamental. Os governos estaduais e o governo federal não podem se omitir”, afirmou Gabriel Corrêa.

“Devem ter papel central, oferecendo apoio técnico e financeiro às Prefeituras, fortalecendo o regime de colaboração. A tragédia na alfabetização não pode ficar invisível. É fundamental que esse tema ganhe a devida prioridade na agenda dos nossos governantes”, completou o membro da organização.

A Todos Pela Educação ainda lembra que a não-alfabetização das crianças em idade adequada traz prejuízos para aprendizagens futuras e aumenta os riscos de reprovação, abandono e/ou evasão escolar.

Por isso, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece a alfabetização como foco principal da ação pedagógica nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental.

Fonte: CNN

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DECRETO DE PASSAPORTE VACINAL FAZ AUMENTAR EM QUASE 99% O NÚMERO DE VACINADOS COM 1ª DOSE NO RN

Por g1 RN

 

Vacinação contra a Covid-19 no RN — Foto: Kleber Teixeira/Inter TV CabugiVacinação contra a Covid-19 no RN — Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi

Nos últimos 7 dias, o número de pessoas com mais de 18 anos que procuraram os postos para tomar a 1º dose da vacina contra a Covid-19 cresceu 98,71% no Rio Grande do Norte, segundo dados do portal Regula RN, usado na administração da campanha de vacinação no estado.

De acordo com a coordenação de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde Pública, o aumento está diretamente relacionado à obrigatoriedade do comprovante de vacina.

No dia 18 de janeiro, o governo do Rio Grande do Norte publicou um decreto exigindo passaporte vacinal para entrada em shoppings, cinemas, bares e restaurantes. O documento determina a comprovação da vacina contra a Covid em ambientes fechados ou abertos, com capacidade superior a 100 pessoas.

Na semana que antecedeu a publicação do decreto, de 11 a 18 de janeiro, 2.481 adultos haviam recebido a primeira dose no RN. Já na semana seguinte, de 19 a 25, foram 4.930 pessoas. Um aumento 98,71%.

De acordo com o Regula RN, o número de pessoas que procuraram os postos para receber a 2ª dose também aumentou após o decreto do passaporte vacinal.

Do dia 11 ao dia 18 de janeiro, 8.373 pessoas receberam a vacina em todo estado. Após a publicação do decreto, do dia 19 até esta terça-feira (25), 10.354 pessoas receberam a D2. Um aumento de 23,65%.

“De um modo geral eram pessoas que muito provavelmente não iriam tomar vacina por diversos motivos. E que agora estão fazendo a adesão”, comentou Kelly Lima, coordenadora de vigilância em saúde da Sesap.

Somente no último sábado (22), 9.888 pessoas tomaram a D1, D2 ou D3 da vacina contra a Covid no estado. No sábado (15), somente 5.055 pessoas procuraram os postos para receberem as vacinas. O aumento registrado de um fim de semana para o outro é de 95,60%.

Somente na capital de estado, 730 pessoas procuraram os postos para tomar a D1 no sábado (22). No mesmo dia, 637 tomaram a D2 e 1.448 a D3. Totalizando 2.815 doses aplicadas em um único dia.

“E foi algo que persistiu. Durante toda essa semana temos percebido uma procura aumentada, não só na capital, mas em todo estado. Municípios que antes estavam com estoque, já solicitaram mais imunizantes para adultos”, afirmou Kelly.

Decretos

Uma preocupação da Sesap é que a procura pela vacina volte a cair, pelo menos na capital, após o decreto municipal publicado nesta terça-feira (25). O documento desobriga comerciantes de exigirem o comprovante vacinal para acesso de clientes aos estabelecimentos e contraria o decreto estadual publicado em 18 de janeiro.

“Não sabemos com vai ficar aqui no estado depois desse decreto municipal. A gente tem mais de 600 mil pessoas que poderiam tomar a vacina. O decreto do estado é também uma forma de estimular as pessoas colocarem o calendário em dia. Que elas se sintam motivadas, mesmo que seja por um motivo diferenciado”, justificou Kelly Lima.

Fiscalização

A coordenadora explicou ainda que na sexta-feira (21), foram iniciadas fiscalizações em shoppings e bares na capital, e no interior através das forças de segurança que fazem parte do programa Pacto pela Vida.

“Mantivemos essa fiscalização durante o fim de semana em grandes eventos em Parnamirim, por exemplo. Mas, desde ontem não estamos mais realizando essa fiscalização em Natal, em função do decreto municipal. Estamos aguardando um posicionamento da justiça para continuar”, afirmou Kelly.

Segundo ela, o Governo do RN vai entrar com um pedido de liminar para que o decreto estadual, que é mais restritivo que o municipal, seja cumprido em detrimento ao outro.

“Ao longo de um processo histórico erradicaram uma série de doenças com vacinas. E nós entendemos que só com ampla adesão, Vamos passar por esse momento que voltou a ficar crítico aqui no estado”, destacou Kelly Lima.

Internações

De acordo com a Sesap, cerca de 70% das pessoas internadas nos leitos destinados ao tratamento da Covid-19 no RN não concluíram o esquema vacinal. “O restante dos pacientes nem sequer iniciou o esquema. É um número que chama atenção”, confirmou Kelly Lima.

De acordo com Janeusa Souto, que é doutora em imunologia, professora da UFRN e faz parte do comitê científico do estado, a orientação do Ministério da Saúde é que mesmo em caso de atraso, a população deve ser vacinada. Independente do tempo de atraso, a vacina, segundo ela continua sendo eficiente.

“Os estudos têm mostrado que sim, mesmo em atraso, é importante que as pessoas façam (o esquema). Não é reiniciar, não é fazer um novo ciclo vacinal. É continuar o ciclo vacinal. Ainda tem a terceira dose que vai fazer uma reestimulação do sistema imunológico”, destaca a especialista.

Para Janeusa aumentar a cada dia o número de pessoas vacinadas é essencial para “evitar a forma grave da doença e morte. E aumentar o número de vacinados é a forma de diminuir a progressão doença na população. Chegar na chamada imunidade de grupo”, destaca a professora.

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SAÚDE: NÚMERO DE ADULTOS COM 40 ANOS OU MAIS VIVENDO COM DEMÊNCIA NO MUNDO DEVE TRIPLICAR ATÉ 2050

Casos de demência no mundo podem triplicar até 2050, diz estudo

Pesquisa estima que o Brasil poderá ter aumento de 206%, saltando de cerca de 1,8 milhões de casos em 2019 para 5,6 milhões de indivíduos com a condição em 2050

Lucas Rocha

da CNNem São Paulo

Fatores de risco para demência, como o tabagismo, a obesidade, alto teor de açúcar no sangue e baixa escolaridade também devem impactar o cenário da doença no mundoFatores de risco para demência, como o tabagismo, a obesidade, alto teor de açúcar no sangue e baixa escolaridade também devem impactar o cenário da doença no mundoClaudia van Zyl/Unsplash

O número de adultos com 40 anos ou mais vivendo com demência em todo o mundo deve quase triplicar até 2050, passando de cerca de 57 milhões em 2019 para 153 milhões. Os principais motivos são o crescimento populacional e o envelhecimento da população.

Os dados do estudo Global Burden of Disease, que realizou estimativas para 204 países, foram publicados no periódico científico Lancet Public Health. De acordo com o estudo, fatores de risco para demência, como o tabagismo, a obesidade, alto teor de açúcar no sangue e baixa escolaridade também devem impactar o cenário da doença no mundo.

As mulheres são mais afetadas pela demência que os homens em todo o mundo. Em 2019, a proporção era de cerca de 100 casos entre elas para 69 entre eles. Segundo o estudo, esse padrão deve permanecer em 2050.

Distribuição entre os países

Em relação ao Brasil, o estudo estima que haverá um aumento de 206% no número de pessoas vivendo com demência nas próximas décadas. De cerca de 1,8 milhões de casos em 2019, o país poderá atingir 5,6 milhões de indivíduos com a condição em 2050.

As estimativas preveem que os aumentos mais significativos dos casos de demência devem ocorrer no leste da África Subsaariana. De acordo com o estudo, o número de pessoas com demência nessa região deve aumentar em 357%, saltando de quase 660 mil em 2019 para mais de 3 milhões em 2050. A explicação está no crescimento populacional, com os aumentos mais expressivos em países como Djibouti (473%), Etiópia (443%) e o Sudão do Sul (396%).

Por outro lado, os aumentos mais discretos de casos estão previstos para os países da Ásia-Pacífico de alta renda. O número de indivíduos com demência deve crescer 53%, de 4,8 milhões em 2019 para 7,4 milhões em 2050. No Japão, o aumento estimado é de 27%, de 4,1 milhões para 5,2 milhões de casos.

Prevenção à demência

Os autores reforçam a necessidade de implementação de estratégias de saúde pública como medidas para reduzir os riscos de demência, como promover o acesso à educação, dieta equilibrada e exercícios físicos, assim como a expansão dos recursos de saúde e assistência social.

Entre os fatores de risco que podem ser modificados, o estudo elenca baixa escolaridade, hipertensão, deficiência auditiva, tabagismo, obesidade na meia-idade, depressão, sedentarismo, diabetes, isolamento social, excessivo consumo de álcool, traumatismo craniano e poluição do ar.

“Abordar esses fatores por meio de intervenções de saúde pública é um caminho para reduzir a prevalência da doença, e mudanças futuras nos fatores de risco modificáveis ​​podem influenciar a trajetória das tendências na prevalência específica por idade”, diz o artigo.

De acordo com o estudo, o aumento ao longo do tempo no número de pessoas afetadas pela demência acentua a importância de não apenas quantificar a carga atual da demência, mas também gerar previsões da prevalência da condição para permitir decisões políticas embasadas, planejamento dos sistemas de saúde e alocação de recursos pelos países.

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SUL-AFRICANOS NOTARAM TENDÊNCIA DE QUEDA DO NÚMERO DE CASOS DE COVID-19 APÓS QUARTA SEMANA DA ONDA CAUSADA PELA ÔMICRON

África do Sul diz que superou onda de Covid causada por Ômicron

Autoridades sanitárias do país afirmam que houve leve aumento do número de mortes no período após a descoberta da cepa

Sul-africanos notaram tendência de queda do número de casos após quarta semana da onda

SUMAYA HISHAM/REUTERS – 28.11.2021

A África do Sul, país onde a nova variante de Covid-19 foi detectada em novembro, anunciou nesta quinta-feira (30) ter superado o pico da onda causada pela Ômicron sem notar um aumento significativo nas mortes.

“Todos os indicadores sugerem que o país certamente ultrapassou o pico da quarta onda” da pandemia causada especialmente pela nova variante, muito mais contagiosa, afirmou a presidência em nota.

“Foi constatado um aumento marginal no número de mortes em todas as províncias”, acrescentou a presidência, que anunciou a suspensão de restrições como o toque de recolher noturno.

Na última semana, as novas infecções caíram quase 30% em relação à semana anterior, passando de 127.753 para 89.781. Também houve queda de internações hospitalares em oito das nove províncias.

“Embora a variante Ômicron seja altamente transmissível, as taxas de hospitalização têm sido menores do que nas ondas anteriores”, disse a presidência.

Já detectada em uma centena de países, a Ômicron tem uma velocidade de transmissão maior que a Delta, mas, ao mesmo tempo, parece causar menos risco de hospitalização, de acordo com os primeiros estudos na África do Sul e no Reino Unido.

Mesmo assim, cientistas alertam que sua alta infectividade pode neutralizar essa aparente baixa virulência, causando também uma onda significativa de internações e mortes.

“A velocidade com que a quarta onda ligada à Ômicron cresceu, atingiu o pico e caiu é desconcertante. Um pico em quatro semanas e uma queda vertiginosa em duas”, tuitou Fareed Abdullah, do Conselho Sul-Africano de Pesquisa Médica.

Enquanto muitos países multiplicam suas restrições a esta variante, o governo sul-africano decidiu suspender o toque de recolher vigente entre meia-noite e 04h00 da manhã, uma exigência do setor de lazer antes da virada de ano.

Mesmo assim, a presidência alerta que “o risco de aumento de infecções continua alto, dada a forte transmissibilidade da variante Ômicron”.

A África do Sul é oficialmente o país mais atingido no continente africano, com mais de 3,4 milhões de casos e 91.000 mortes. Menos de 13 mil casos foram registrados nas últimas 24 horas, metade do pico de 26 mil alcançado nesta última onda.

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SEGUNDO A FIOCRUZ, DURANTE A PANDEMIA TRIPLICOU O NÚMERO DE BACTÉRIAS RESISTENTES A ANTIBIÓTICOS

Detecção de bactérias resistentes a antibióticos triplicou na pandemia, diz Fiocruz

Aumento do uso de antibióticos nos hospitais durante a pandemia tem sido apontado em pesquisas no Brasil e no exterior, com alguns trabalhos sugerindo prescrição exagerada

Anna Gabriela Costa

da CNN

em São Paulo

Laboratório da Fiocruz integra rede de vigilância em resistência microbiana coordenada pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde (Foto realizada antes da pandemia)Laboratório da Fiocruz integra rede de vigilância em resistência microbiana coordenada pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde (Foto realizada antes da pandemia)Josué Damacena/IOC/Fiocruz

A detecção de bactérias resistentes a antibióticos, no mínimo, triplicou durante a pandemia de Covid-19; é o que afirma o estudo feito com base em amostras recebidas pelo Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), referência na vigilância de bactérias resistentes a antibióticos, conhecidas como ‘superbactérias’.

“Em 2019, o laboratório recebeu um pouco mais de mil amostras de superbactérias de diversos estados para análise aprofundada. Em 2020, primeiro ano da pandemia, o número passou para quase 2 mil. Em 2021, apenas no período de janeiro a outubro, o índice ultrapassa 3,7 mil amostras confirmadas, um aumento de mais de três vezes em relação a 2019, período pré-pandemia”, explicou a Fiocruz.

“É um cenário que favorece a disseminação da resistência, agravando ainda mais um problema de alto impacto na saúde pública. Chamar a atenção para esse dado é fundamental, uma vez que o uso indiscriminado de antibiótico prejudica o tratamento de uma série de doenças bacterianas. As infecções causadas por superbactérias geralmente são associadas à alta mortalidade”, afirma a chefe do Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar, Ana Paula Assef.

De acordo com a pesquisadora, o aumento do uso de antibióticos nos hospitais durante a emergência sanitária tem sido apontada em pesquisas no Brasil e no exterior, com alguns trabalhos sugerindo prescrição exagerada.

Um estudo internacional publicado em janeiro, por exemplo, identificou tratamento com antibióticos em mais de 70% dos pacientes internados por Covid-19. Em contrapartida, a presença de coinfecções causadas por bactérias foi estimada em 8%.

Alta prescrição de antibióticos

Em agosto, a Anvisa publicou uma Nota Técnica com orientações para prevenção e controle da disseminação de bactérias resistentes em serviços de saúde no contexto da pandemia.

O texto reforça que os antibióticos não são indicados no tratamento de rotina da Covid-19, já que a doença é causada por vírus e esses medicamentos atuam apenas contra bactérias, explica a Fiocruz. Dessa forma, os fármacos são recomendados apenas para os casos com suspeita de infecção bacteriana associada à infecção viral.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que superbactérias causam cerca de 700 mil mortes anualmente.

“Bactérias como Acinetobacter e Pseudomonas são oportunistas, causam infecções em pacientes internados, com saúde debilitada. Quando esses microrganismos apresentam resistência, muitas vezes, não se consegue controlar a infecção e há risco de óbito. Esse já era um grande problema antes da Covid-19 e, agora, estamos evidenciando uma piora neste quadro”, diz Ana Paula.

A pesquisadora ressalta que, além do risco individual para os pacientes, o espalhamento da resistência aos antibióticos representa uma ameaça global, já que a capacidade de tratar infecções, considerada uma das maiores conquistas da medicina moderna, pode ser perdida no futuro.

“É importante que as pessoas entendam que os antibióticos só atuam contra bactérias e não têm efeito contra vírus ou qualquer outro microrganismo. Não se pode tomar antibiótico por indicação de conhecido ou familiar. Para que esses medicamentos continuem eficazes, eles devem ser usados com critério, apenas com prescrição médica. O paciente precisa seguir a receita de forma irrestrita, com a quantidade de dose e duração da administração exatas”, enfatiza a microbiologista.

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AVANÇO NA VACINAÇÃO E QUEDA NO NÚMERO DE CASOS DE COVID-19 FAZ PAÍSES ABRIREM AS FRONTEIRAS PARA O BRASIL

Saiba quais são os países que aceitam a entrada de brasileiros

Fronteiras voltam a ser abertas para voo que partem do Brasil a medida que a vacinação avança e os casos da doença caem no país

INTERNACIONAL

Fábio Fleury, do R7

Passageiros chegam ao aeroporto de Miami, no primeiro dia de reabertura das fronteiras dos EUA Passageiros chegam ao aeroporto de Miami, no primeiro dia de reabertura das fronteiras dos EUA CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH / EFE – EPA – 8.11.2021

Na segunda-feira (8), as fronteiras aéreas e terrestres dos EUA foram reabertas após quase 20 meses de restrições por conta da pandemia de Covid-19. A entrada de turistas brasileiros, desde que vacinados, voltou a ser permitida e o setor de turismo e viagens internacionais começam, aos poucos, a retomarem suas atividades.

O cenário é bem diferente do registrado em março deste ano, quando apenas 8 países no mundo — Afeganistão, Albânia, Costa Rica, Eslováquia, Macedônia do Norte, Nauru, República Centro Africana e Tonga —tinham restrições leves para a entrada de brasileiros em seus territórios.

Com o avanço da vacinação no Brasil e em boa parte do planeta, muitos territórios voltaram a se abrir e o turismo internacional é novamente uma realidade. Atualmente, de acordo com o portal da IATA, a Associação Internacional de Transporte Aéreo, pelo menos 111 países permitem a entrada de brasileiros.

Alguns exigem apenas a apresentação de um certificado de vacinação. Outros pedem resultados de testes PCR ou de antígenos na chegada ou resultados negativos recentes feitos antes da viagem. Outros exigem apenas um formulário com as informações de saúde.

Abaixo seguem os países que permitem e também os que ainda não permitem a chegada de turistas brasileiros. Os requisitos específicos podem ser encontrados no portal Travel Center da IATA. Muitas das restrições podem vencer ainda neste mês ou ainda ser reintroduzidas, caso o país esteja enfrentando novos surtos de Covid-19.

Países que permitem a entrada de brasileiros a turismo, por continente:

Américas

Argentina, Aruba, Bahamas, Barbados, Belize, Bermudas, Bolívia, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Curaçao, Equador, EUA, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai

Europa

Albânia, Alemanha, Armênia, Áustria, Belarus, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Espanha, Eslováquia, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Islândia, Kosovo, Liechtenstein, Moldávia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia, Sérvia, Suíça, Ucrânia

Ásia e Oriente Médio

Bangladesh, Camboja, Catar, Emirados Árabes, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Líbano, Maldivas, Mongólia, Nepal, Omã, Paquistão, Quirguistão, Sri Lanka, Tadjiquistão, Taiwan, Timor Leste, Uzbequistão

África

África do Sul, Botswana, Burundi, Burkina Faso, Camarões, Chade, Congo, Egito, Eritréia, Etiópia, Gabão, Gana, Guiné, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Libéria, Lesoto, Mali, Marrocos, Mauritânia, Moçambique, Namíbia, Níger, Nigéria, Quênia, República Centro Africana, República Democrática do Congo, Ruanda, Senegal, Serra Leoa, Somália, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia, Tunísia, Togo, Uganda, Zâmbia, Zimbábue

Oceania

Polinésia Francesa

Países que não permitem entrada de turistas

Afeganistão, Arábia Saudita, Angola, Argélia, Austrália, Benin, Bulgária, Cazaquistão, China, Cingapura Coreia do Sul, Coreia do Norte, Estônia, Fiji, Filipinas, Grécia, Hungria, Ilhas Cook, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Kuwait, Letônia, Líbia, Lituânia, Madagascar, Malásia, Micronésia, Mianmar, Nauru, Noruega, Nova Caledônia, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, Polônia, Rússia, Samoa Americana, Suécia, Suriname, Síria, Tailândia, Turcomenistão, Turquia, Tonga, Tuvalu, Vanuatu, Venezuela e Vietnã

Fonte: R7

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FREIRA NOMEADA PELO PAPA FRANCISCO É A PRIMEIRA MULHER A OCUPAR CARGO NÚMERO DOIS NO VATICANO

Freira se torna a primeira mulher ‘número dois’ do Vaticano

Raffaella Petrini será a secretária-geral da Governação do Estado da Cidade do Vaticano

Irmã Raffaella Petrini com o papa Francisco | Foto: Reprodução/Vatican News

Irmã Raffaella Petrini com o papa Francisco | Foto: Reprodução/Vatican New

O papa Francisco nomeou na quinta-feira 4 a freira franciscana e cientista política Raffaella Petrini para o cargo de secretária-geral da Governação do Estado da Cidade do Vaticano. Ela tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de “número dois” do Vaticano.

Petrini, de 52 anos, que até agora era funcionária da Congregação para a Evangelização dos Povos, nasceu em Roma e pertence à Congregação das Irmãs Franciscanas da Eucaristia.

É licenciada em Ciências Políticas pela Universidade Internacional Livre de Guido Carli e doutorada pela Pontifícia Universidade de San Tommaso d’Aquino, onde atualmente é professora de Economia do Bem-Estar e Sociologia dos Processos Econômicos.

O papa Francisco tem dado visibilidade ao trabalho das mulheres na Igreja e, em agosto, escolheu seis como especialistas leigas do Conselho de Economia. Uma delas, a professora Charlotte Kreuter-Kirchhof, foi nomeada vice-coordenadora desse conselho em setembro.

Também em agosto, Francisco nomeou várias mulheres cientistas para a Pontifícia Academia de Ciências, incluindo Emmanuelle Marie Charpentier, fundadora e diretora da Unidade Max Planck para a Ciência de Patógenos, em Berlim, e Prêmio Nobel de Química 2020.

Outra nomeada foi Donna Theo Strickland, professora de Física Ótica do Departamento de Física e Astronomia da Universidade de Waterloo e vencedora do Prêmio Nobel de Física 2018 por ter inventado, em 1985, com Gérard Mourou, uma tecnologia de laser usada atualmente em milhões de cirurgias oculares.

Com informações da RTP (Rádio e Televisão de Portugal)

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CRESCE O NÚMERO DE DENÚNCIAS DE VIOLAÇÃO AOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE NO RN

Por g1 RN

 

Denúncias aumentaram comparado a 2020 — Foto: Ascom/ISDDenúncias aumentaram comparado a 2020 — Foto: Ascom/ISD

As denúncias de violação dos direitos humanos de crianças e adolescentes no Rio Grande do Norte cresceram 68% de janeiro a setembro de 2021 comparado ao segundo semestre de 2020.

O dado foi compilado pelo Instituto Santos Dumont (ISD), com base no Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, órgão vinculado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Ao todo, foram 1.577 denúncias envolvendo crianças e adolescentes no período analisado com, pelo menos, 6.067 violações registradas.

Esse dado ainda é considerado subnotificado, mas é superior às denúncias relativas ao descumprimento dos direitos básicos de idosos e mulheres, e não tem sua aplicação resumida aos maus-tratos.

De acordo com a psicóloga e doutora em Ciências da Saúde, Carla Glenda Silva, que atua no acolhimento de crianças e mulheres vítimas de violência sexual no Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi (Anita), vinculado ao ISD, em Macaíba, os casos de violência sexual contra crianças e adolescentes estão cada vez mais comuns.

“Os números cresceram pelo fato da denúncia ou comunicação do fato envolvendo crianças ou adolescentes ser obrigatória aos órgãos de proteção. Quando essa denúncia não é feita ao Conselho Tutelar, por exemplo, geralmente é feita de forma anônima”, disse.

“Mas os números ainda são subnotificados, pois muitas pessoas ainda sentem medo de denunciar. Esse número, das crianças e adolescentes, ainda não corresponde à realidade”.

A pandemia, que obrigou a população mundial a realizar o isolamento social como uma das medidas mais efetivas de combate ao coronavírus, é uma das possíveis causas do aumento dos registros de denúncias, acredita a psicóloga.

“A pandemia pode ter provocado a ocorrência de mais casos, pois as pessoas passaram a ficar mais tempo juntas em casa. Geralmente, quem comete uma violência sexual, já foi violentado da mesma forma antes”, explicou.

“Houve um aumento na procura pelos serviços de acolhimento psicológico. Mas as famílias ainda resistem à denúncia, na maioria dos casos. O agressor, dificilmente, é uma pessoa de fora do núcleo familiar ou do convívio diário da criança ou do adolescente”.

O promotor de Defesa da Infância e Juventude, Manoel Onofre de Souza Neto, do Ministério Público do RN (MPRN), diz que fechamento das escolas, que funcionavam como um canal de oferecimento de denúncias contra os supostos agressores, prejudicou o trabalho de enfrentamento dos casos.

“A pandemia trouxe, no caso dos crimes sexuais, uma situação preocupante. As crianças e adolescentes estão mais tempo em casa, onde ocorrem a maioria dos casos de violência sexual. Esses casos tiveram um decréscimo, mas depois voltaram a ter uma nova dinâmica”, analisa o promotor.

Diagnóstico

O MPRN produziu um relatório, resultado de uma pesquisa quantitativa e qualitativa, acerca da estrutura e de atuais condições de atendimento a crianças e adolescentes vítimas e/ou testemunhas de violência sexual no Município de Natal.

Foi realizado um mapeamento dos serviços de atendimento no referido município por meio de entrevistas por contatos telefônicos, WhatsApp e/ou presenciais, com posterior sistematização e análise dos dados coletados, com o objetivo de conhecer a realidade da rede de proteção local, com vistas a construir estratégias coletivas e integradas para uma melhor gestão e atuação entre todos os aparelhos sociais que a compõem.

Os responsáveis pelo relatório apontam que no “que se refere ao fluxo em geral, foi possível observar entraves estruturantes para a política de atendimento infanto-juvenil, como insuficiência de pessoal, tecnologias/sistemas da informação, capacitações, comunicação e a falta de clareza em relação aos papéis e responsabilidades compartilhados.

Mas também desafios no que concerne às metodologias de abordagem e atendimento de crianças e adolescentes em situação de violência sexual; ao número reduzido de programas e projetos voltados para esse público na área governamental, mas, principalmente, não governamental; e à fragilidade no atendimento terapêutico, no acompanhamento da saúde mental e no serviço de perícia especializada”.

Para mitigar as deficiências atuais, o MPRN aponta a necessidade “da formulação de uma política de educação permanente para todos os atores das políticas intersetoriais (assistência social, educação, saúde, conselhos de direitos e tutelares, agentes de segurança e outros); clara definição dos fluxos e protocolos de procedimentos para a melhoria na sistemática dos atendimentos; publicização formal para o atendimento intersetorial; os dados estatísticos devem ser melhor trabalhados pelos serviços em geral”.

Enfatizou, ainda, que “mostra-se imperante a necessidade da retomada da discussão e da formulação do Plano Municipal de Enfrentamento à Violência Sexual em Natal/RN, como um instrumento balisador e orientador das políticas públicas envolvidas, em termos de mobilização e comunicação”, com a posterior criação de um Centro Integrado em que a vítima pudesse ser atendida em sua plenitude.

Violação dos direitos humano

(Período: 1 de janeiro de 2021 / 29 de setembro de 2021)

Crianças e adolescentes

  • 1.577 denúncias
  • 6.067 violações

Idosos

  • 1.220 denúncias
  • 4.990 violações

Violência doméstica e familiar contra a mulher

  • 938 denúncias
  • 4.247 violações

Período: 1 de julho de 2020 / 31 de dezembro de 2020

Crianças e adolescentes

  • 936 denúncias
  • 2.364 violações

Idosos

  • 863 denúncias
  • 2.401 violações

Violência doméstica e familiar contra a mulher

  • 655 denúncias
  • 2.056 violações

*Fonte: Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, órgão vinculado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Disque 100

O Disque 100 é um serviço gratuito para denúncias de violações de direitos humanos. Qualquer pessoa pode fazer uma denúncia pelos serviços, que funcionam 24h por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. Além de cadastrar e encaminhar os casos aos órgãos competentes, a Ouvidoria recebe reclamações, sugestões ou elogios sobre o funcionamento dos serviços de atendimento.

O Instituto Santos Dumont é uma Organização Social vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

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BRASIL OCUPA O 4º LUGAR NO NÚMERO DE DOSES APLICADAS DE VACINAS CONTRA CORONAVÍRUS

Painel da Vacina: Brasil está em 59° no ranking global e é 4º no total de doses

Até às 11h do sábado (9), são cerca de 98.824.442 brasileiros totalmente imunizados, ou seja, que tomaram as duas doses da vacina ou o imunizante de dose única

Luana Franzãoda CNN*

São Paulo

Vacinação contra a Covid-19 no BrasilVacinação contra a Covid-19 no Brasil Breno Esaki/Agência Saúde DF

O Brasil ocupa o 59º lugar no ranking global de aplicação de vacinas contra a Covid-19, com uma taxa de cerca de 117,64 a cada 100 habitantes. O país também ocupa o 4ª lugar no número de doses aplicadas, com 250.941.443, ficando atrás de China (mais de 2 bilhões), Índia (935 milhões) e Estados Unidos (400 milhões).

Até às 11h do sábado (9), são cerca de 98.824.442 brasileiros totalmente imunizados, ou seja, que tomaram as duas doses da vacina ou o imunizante de dose única.

A aplicação da terceira dose ou dose de reforço continua avançando, somando 2.590.818 pessoas que a receberam até o momento, de acordo com as informações reunidas pela CNN Brasil.

Os números apresentados podem ser ainda maiores, visto que nem todos os estados e municípios divulgaram suas últimas atualizações.

Entre os países do G20, o Brasil ocupa a 13ª posição na quantidade de doses aplicadas a cada 100 habitantes. Os primeiros lugares são ocupados por China, com 153,64 doses, Canadá, com 149,63, e Itália, com 142,55. Outros países que também estão a frente são França (141,99), Reino Unido (138,12), Japão (136,55) e Coreia do Sul (134,05).

Os dados foram compilados pela Agência CNN com informações das secretarias estaduais de Saúde e do site Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Informações obtidas por Giovanna Bronze, Julyanne Jucá, Ludmila Candal, Giulia Alecrim, Vital Neto, Victória Cócolo e Beatriz Araújo

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NÚMERO DE BRASILEIROS TOTALMENTE IMUNIZADOS CONTRA COVID-19 CHEGA À 80 MILHÕESS

Por G1

 

Mais de 80 milhões de brasileiros estão totalmente imunizados contra Covid - ISTOÉ Independente

Mais de 80 milhões de brasileiros estão totalmente imunizados contra a Covid, ou seja, completaram o esquema vacinal ao tomar a segunda dose ou a dose única de vacinas.

No total, são 80.054.632 pessoas, o que corresponde a 37,53% da população.

Os que tomaram a primeira dose de vacinas e estão parcialmente imunizados são 141.453.669, o que corresponde a 66,31% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 295.638 pessoas.

Os dados são do consórcio de veículos de imprensa e foram divulgados às 20h deste sábado (18).

Somando a primeira dose, a segunda, a única e a de reforço, são 221.803.939 doses aplicadas desde o começo da vacinação.

Os estados com a maior percentual da população totalmente imunizada: MS (52,28%), SP (49,57%), RS (43,74%), ES (39,93%) e PR (38,39%).

Os estados com a aplicação da primeira dose mais avançada são: SP (77,75%), RS (69,17%), DF (68,64%), SC (68,36%) e PR (67,5%).

O levantamento é resultado de uma parceria do consórcio de veículos de imprensa, formado por G1, “O Globo”, “Extra”, “O Estado de S.Paulo”, “Folha de S.Paulo” e UOLOs dados de vacinação passaram a ser acompanhados a partir de 21 de janeiro.

Brasil, 18 de setembro

  • Total de pessoas que estão parcialmente imunizadas (que receberam apenas uma das doses necessárias): 141.453.669 (66,31% da população)
  • Total de pessoas que estão totalmente imunizadas (que receberam duas doses ou dose única): 80.054.632 (37,53% da população)
  • Total de doses aplicadas: 221.803.939 (84,75% das doses distribuídas para os estados)
  • 22 estados e o DF divulgaram dados novos: DF, GO, PA, PE, PI, RO, RR, SC, PR, PB, RN, TO, AL, AM, MT, AP, RS, RJ, MA, BA, ES, SP, MS
  • 4 estados não divulgaram dados novos: AC, CE, MG, SE

Total de vacinados, segundo os governos, e o percentual em relação à população do estado:

Vacinação nos estados — Foto: Arte/G1

Vacinação nos estados — Foto: Arte/G1

  • AC – 1ª dose: 508.187 (56,04%); 2ª dose + dose única: 246.956 (27,23%); dose de reforço: 0
  • AL – 1ª dose: 1.969.870 (58,53%); 2ª dose + dose única: 998.653 (29,67%); dose de reforço: 0
  • AM – 1ª dose: 2.457.350 (57,55%); 2ª dose + dose única: 1.307.249 (30,61%); dose de reforço: 0
  • AP – 1ª dose: 436.833 (49,78%); 2ª dose + dose única: 175.277 (19,97%); dose de reforço: 0
  • BA – 1ª dose: 9.287.071 (61,97%); 2ª dose + dose única: 4.850.760 (32,37%); dose de reforço: 20507
  • CE – 1ª dose: 5.856.501 (63,38%); 2ª dose + dose única: 3.098.106 (33,53%); dose de reforço: 0
  • DF – 1ª dose: 2.124.079 (68,64%); 2ª dose + dose única: 1.091.089 (35,26%); dose de reforço: 0
  • ES – 1ª dose: 2.683.529 (65,32%); 2ª dose + dose única: 1.640.479 (39,93%); dose de reforço: 26196
  • GO – 1ª dose: 4.520.713 (62,73%); 2ª dose + dose única: 2.330.383 (32,34%); dose de reforço: 0
  • MA – 1ª dose: 3.880.349 (54,25%); 2ª dose + dose única: 2.074.185 (29%); dose de reforço: 0
  • MG – 1ª dose: 14.299.332 (66,78%); 2ª dose + dose única: 7.210.397 (33,67%); dose de reforço: 0
  • MS – 1ª dose: 1.885.390 (66,41%); 2ª dose + dose única: 1.484.250 (52,28%); dose de reforço: 80067
  • MT – 1ª dose: 2.127.489 (59,64%); 2ª dose + dose única: 1.078.971 (30,25%); dose de reforço: 0
  • PA – 1ª dose: 4.300.544 (49%); 2ª dose + dose única: 2.710.035 (30,88%); dose de reforço: 0
  • PB – 1ª dose: 2.653.195 (65,35%); 2ª dose + dose única: 1.262.395 (31,09%); dose de reforço: 0
  • PE – 1ª dose: 6.122.498 (63,28%); 2ª dose + dose única: 3.082.712 (31,86%); dose de reforço: 0
  • PI – 1ª dose: 1.990.142 (60,5%); 2ª dose + dose única: 966.609 (29,39%); dose de reforço: 0
  • PR – 1ª dose: 7.828.272 (67,5%); 2ª dose + dose única: 4.452.449 (38,39%); dose de reforço: 0
  • RJ – 1ª dose: 11.241.114 (64,37%); 2ª dose + dose única: 6.089.011 (34,87%); dose de reforço: 0
  • RN – 1ª dose: 2.254.581 (63,31%); 2ª dose + dose única: 1.268.498 (35,62%); dose de reforço: 0
  • RO – 1ª dose: 1.101.824 (60,7%); 2ª dose + dose única: 520.646 (28,68%); dose de reforço: 0
  • RR – 1ª dose: 277.149 (42,46%); 2ª dose + dose única: 97.096 (14,88%); dose de reforço: 0
  • RS – 1ª dose: 7.931.975 (69,17%); 2ª dose + dose única: 5.015.693 (43,74%); dose de reforço: 0
  • SC – 1ª dose: 5.016.603 (68,36%); 2ª dose + dose única: 2.670.714 (36,39%); dose de reforço: 0
  • SE – 1ª dose: 1.503.629 (64,3%); 2ª dose + dose única: 765.018 (32,71%); dose de reforço: 0
  • SP – 1ª dose: 36.271.743 (77,75%); 2ª dose + dose única: 23.122.236 (49,57%); dose de reforço: 168868
  • TO – 1ª dose: 923.707 (57,47%); 2ª dose + dose única: 444.765 (27,67%); dose de reforço: 0

Quantas doses cada estado recebeu até 18 de setembro

  • AC: 953.833
  • AL: 3.961.236
  • AM: 4.804.140
  • AP: 920.450
  • BA: 17.905.768
  • CE: 10.915.778
  • DF: 3.613.746
  • ES: 5.180.320
  • GO: 8.606.740
  • MA: 6.448.451
  • MG: 27.196.504
  • MS: 3.543.540
  • MT: 4.124.696
  • PA: 9.791.540
  • PB: 4.331.590
  • PE: 11.571.830
  • PI: 3.687.490
  • PR: 14.723.490
  • RJ: 20.510.601
  • RN: 4.326.080
  • RO: 1.998.078
  • RR: 695.598
  • RS: 15.323.586
  • SC: 9.216.204
  • SE: 2.636.600
  • SP: 62.935.706
  • TO: 1.779.500

sBRASIL: mortes por Covid por município mês a mêsAC: mortes por Covid por município mês a mês

  • As informações sobre população prioritária e doses disponíveis são do Ministério da Saúde.
  • As estimativas populacionais são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Consórcio

O consórcio de veículos de imprensa foi formado em junho de 2020, em resposta a uma decisão do presidente Jair Bolsonaro de, na ocasião, restringir acesso a dados sobre a pandemia. Os boletins informam, atualmente, o número de pessoas mortas por coronavírus, a quantidade de contaminados e a média móvel, indicador segundo o qual é possível verificar em quais estados a pandemia do novo coronavírus está aumentando, diminuindo ou em estabilidade.

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SEGUNDO CONASS, BRASIL REGISTRA MENOR NÚMERO DE MORTES POR COVID-19

Brasil registra o menor número de mortes por Covid-19 desde novembro de 2020

Dados costumam ser menores às segundas-feiras, já que parte dos órgãos de Saúde não opera aos domingos

Anna Gabriela Costa

da CNNem São Paulo

Vacinação contra a Covid-19 em Jundiaí (SP)Vacinação contra a Covid-19 em Jundiaí (SP)Prefeitura de Jundiaí

O Brasil registrou 182 mortes e 9.154 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) nesta segunda-feira (6). Este é o menor número de óbitos registrados pela pandemia desde 15 de novembro de 2020, quando o país teve 140 mortes.

Com a atualização dos dados, o país passa a ter 20.899.933 de contaminados e 583.810 mortes provocadas pela Covid-19.

Os estados brasileiros com mais contaminados pelo novo coronavírus são: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Santa Catarina. Cada um destes estados já soma mais de 1 milhão de infectados pela doença.

São Paulo inicia dose de reforço e vacinação de 12 a 14 anos

A cidade de São Paulo inicia, nesta segunda-feira (6), a aplicação da dose de reforço contra a Covid-19 para idosos acima de 90 anos. A vacinação de adolescentes de 12 a 14 anos, sem comorbidades ou deficiência física permanente, também tem início nesta segunda.

No grupo de idosos, a prefeitura espera imunizar 52 mil pessoas com a dose de reforço. Já entre os adolescentes que receberão a primeira dose, a expectativa de público é de 360 mil pessoas.

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NÚMERO DE ADOÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES CRESCEU 38% NO RN EM 2021 EM COMPARAÇÃO COM MESMO PERÍODO DO ANO PASSADO

Por G1 RN

 

Adoções cresceram no RN — Foto: Reprodução/TV Cabo BrancoAdoções cresceram no RN — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

O número de adoções de crianças e adolescentes no Rio Grande do Norte cresceu 38,4% entre os meses de janeiro e julho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados são da Coordenadoria da Infância e Juventude do Poder Judiciário do Rio Grande do Norte (CEIJ/RN), baseados no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) e foram divulgados nesta terça-feira (27).

Segundo o sistema, foram concluídas 18 adoções no estado neste período de sete meses – uma média de 2,57 a cada 30 dias. Em 2020, foram 13 – 1,85 mensal.

Para o o juiz coordenador da Infância e Juventude do TJRN, José Dantas de Paiva, campanhas sobre o tema tem ajudado esse número a subir.

“Este é um trabalho que envolve todos os segmentos sociais, sociedade civil organizada, poder público e outros, com o mesmo objetivo. Além da criação de programas específicos como, por exemplo, o Atitude Legal e outros similares, sem esquecer do olhar mais consciente da sociedade”, explicou.

As adoções no Rio Grande do Norte neste ano foram concluídas por varas judiciárias das comarcas de Natal, Mossoró, Parnamirim, Caicó, Areia Branca, Goianinha, Nísia Floresta e Santo Antônio.

No ano passado, até julho, os 13 processos foram em Natal, Macau e Currais Novos.

A adoção de crianças ou adolescentes com idades entre 7 e 16 anos é uma faixa etária que desperta menos interesse dos futuros pais, segundo dados do Sistema Nacional de Adoção. Paulatinamente, essa realidade tem mudado.

Em 2020, 38,46% das adoções envolveram crianças de até 1 ano de idade até julho. De 1 até 3 anos, o índice registrado é de 23,08%. Acima dos 3 anos, o percentual é igual ao de crianças de até 1 ano.

No ano de 2021, as porcentagens são de 44,44%, 11,12% e 44,44%, respectivamente.

“Ainda existe um longo caminho a percorrer. Na verdade, todos gostariam de adotar uma criança recém-nascida, no entanto, por falta de bebês novos, optam por crianças com mais de três anos de idade. Muito ainda deve ser feito”, falou José Dantas de Paiva.

De 2019 para 2020 as adoções no estado aumentaram 15%, de 27 para 31 crianças e adolescentes. O dado é considerado expressivo porque durante boa parte de 2020, a sociedade enfrentou meses marcados pela pandemia da Covid, período notoriamente marcado por dificuldades de renda para boa parte das famílias, além das restrições recomendadas por instituições científicas ligadas à área da saúde.

Fonte: G1 RN

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NÚMERO DE VIAJANTES AUTORIZADOS À ENTRAR NA AUSTRÁLIA FOI REDUZIDO PARA 3 MIL POR SEMANA

Austrália reduz número de viajantes que podem entrar no país

Apenas 3 mil pessoas poderão aterrissar em voos comerciais por semana e turistas deverão cumprir quarentena de 2 semanas

INTERNACIONAL 

por AFP

Austrália reduz número de viajantes autorizados a entrar no país

SAEED KHAN / AFP

A Austrália anunciou, nesta sexta-feira (2), uma nova redução drástica do número de pessoas autorizadas a entrar e sair do país, onde várias cidades foram posta em confinamento para conter os focos de covid-19.

Quase metade da população australiana se encontra submetida a medidas de confinamento. Nesse contexto, o primeiro-ministro Scott Morrison anunciou que o número de viajantes que poderá ingressar no território será reduzido à metade.

Para evitar que cheguem contágios do exterior, apenas 6 mil pessoas estão autorizadas, a cada semana, a aterrissar em voos comerciais na Austrália. Assim que chegam, devem cumprir uma quarentena obrigatória de duas semanas em um hotel.

Essa cota passará para cerca de 3 mil até meados de julho, disse Morrison.

Este anúncio surge em um momento em que a população está cada vez mais exasperada com as restrições anticovid-19, com as falhas nos dispositivos de quarentena e com uma campanha de vacinação que avança lentamente.

Mais de um ano e meio depois do início da pandemia, menos de 8% da população adulta australiana recebeu duas doses da vacina.

“É um momento difícil para as pessoas que enfrentam restrições”, admitiu Morrison.

Nesta sexta-feira, os habitantes das cidades de Sydney, Brisbane e Perth, um total de 10 milhões de pessoas, permaneciam confinados após a detecção de vários focos de covid-19.

Na quinta-feira (1), 27 novos casos foram registrados no país.

As medidas de breve confinamento impostas em Alice Springs, Darwin e Gold Coast foram progressivamente suspensas, mas surtos da doença continuam a aparecer em outras áreas, sobretudo em Sydney.

Fonte: R7
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FERNANDO DE NORONHA CONSEGUE ZERAR NÚMERO DE CASOS DE PESSOAS INFECTADAS COM CORONAVIRUS DESDE A ABERTURA DA ILHA PARA O TURISMO

Fernando de Noronha zera número de casos de Covid-19

Pela primeira vez, desde a abertura da ilha para o turismo, arquipélago não tem pessoas infectadas com o novo coronavírus

da CNN, em São Paulo

Atualizado 04 de junho de 2021 às 21:53

Vista a partir do Forte Nossa Senhora dos Remédios, em Fernando de NoronhaVista a partir do Forte Nossa Senhora dos Remédios, em Fernando de NoronhaFoto: Instagram/ Binabinapic/ Reprodução

O arquipélago de Fernando de Noronha confirmou nesta sexta-feira (4) a cura clínica do último paciente em recuperação pela Covid-19. Essa é primeira vez que o distrito consegue zerar os casos de pessoas infectadas desde a abertura da ilha para o turismo. Anteriormente, os casos chegaram a zero em outras três ocasiões: maio, junho e agosto de 2020.

O protocolo em vigor para a entrada de turistas no arquipélago inclui uma série de medidas rígidas de combate à pandemia. O visitante deve apresentar resultado negativo do teste para a doença com dois dias de antecedência da viagem.

O pico da doença em 2021 aconteceu no dia 4 de fevereiro, quando havia 83 pessoas em quarentena, cinco delas internadas em hospitais de referência no Recife. Na última semana de maio, Noronha contava com apenas 4 pessoas infectadas.

As medidas restritivas em Noronha serão mantidas até o dia 13 de junho, de acordo com a definição do Governo de Pernambuco. Está proibido o funcionamento de todas as atividades não essenciais, das 22h às 5h, inclusive nos finais de semana. A proibição também se estende à realização de festas, shows, eventos sociais, corporativos ou institucionais, com ou sem comercialização de ingressos, em ambientes fechados ou abertos, públicos ou privados.

O arquipélago tem ao todo 679 registros da doença, sendo 597 no arquipélago e 82 casos importados. Desse total, 675 pessoas estão recuperadas e quatro óbitos foram confirmados.

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UMA QUANTIDADE RECORDE DE IMIGRANTES FORAM DETIDOS NA FRONTEIRA DOS EUA-MÉXICO

EUA capturam maior número de imigrantes na fronteira em 21 anos

Patrulha da fronteira deteve 171 mil pessoas que tentavam entrar no país em março, a maior marca para o mês desde 2000

INTERNACIONAL

 por Reuters

Imigrantes foram detidos na fronteira EUA-México em uma quantidade recorde

EDGARD GARRIDO / REUTERS – 30.3.2021

Autoridades dos Estados Unidos capturaram mais de 171 mil imigrantes na fronteira com o México em março, segundo dados preliminares compartilhados com a Reuters, o maior número mensal em duas décadas e o mais recente sinal dos desafios humanitários cada vez maiores ao presidente Joe Biden.

O total preliminar de prisões em março na fronteira dos EUA com o México representa a taxa mensal mais alta desde abril de 2000, quando agentes patrulheiros capturaram mais de 180 mil imigrantes.

O total inclui cerca de 19 mil crianças imigrantes sem acompanhantes e 53 mil familiares viajando juntos, mostram os números. Adultos sozinhos representam quase 99 mil do total.

O governo Biden tem encontrado dificuldades para abrigar crianças desacompanhadas recém-chegadas, que são isentas de deportação sob uma ordem sanitária contra a pandemia de Covid-19 conhecida como Título 42. Crianças estão sendo mantidas em postos de fronteira lotados e centros de processamento de dados e informações por dias.

Fonte: R7
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VACINAS RESERVADAS PARA APLICAÇÃO DA 2ª DOSE SÃO LIBERADAS PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA AMPLIAR O NÚMERO DE VACINADOS

Ministério da Saúde libera uso de vacinas reservadas para aplicação da 2ª dose

De acordo com o ministério, a ação deve ampliar o número de vacinados no Brasil e é válida também para os imunizantes entregues neste final de semana

Daniel Fernandes, da CNN, em São Paulo

Atualizado 21 de março de 2021 às 17:08

Profissional prepara vacina contra Covid-19 para aplicação no Rio de JaneiroProfissional prepara vacina contra Covid-19 para aplicação
Foto: Delmiro Júnior/Agência O Dia/Estadão Conteúdo (19.mar.2021)

Ministério da Saúde autorizou neste domingo (21) que estados e municípios usem todo o estoque de vacinas contra a Covid-19 para a primeira dose da imunização. Anteriormente, a orientação era de que 50% dos imunizantes fossem mantidos como estoque de segurança para a segunda etapa da vacinação.

De acordo com o ministério, a ação deve ampliar o número de vacinados no Brasil e é válida também para os imunizantes entregues neste final de semana – um total de 5 milhões de doses do Butantan e da AstraZeneca, produzidas pela Fiocruz.

Em comunicado, a pasta afirmou que a decisão era estudada há cerca de duas semanas, e que “levou em conta a previsão de entregas semanais do Butantan e da Fiocruz, que aceleraram a produção a partir da chegada de matéria-prima (IFA) importada, garantido assim a estabilização das distribuições aos estados por parte do Ministério”.

Imbróglio

No dia 19 de fevereiro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse à Frente Nacional de Prefeitos (FNP) que todas as vacinas disponíveis no país seriam usadas para a primeira etapa da imunização, e que não seria mais necessário reservar metade dos imunizantes para a segunda dose.

Porém, no dia 24 do mesmo mês, como informou o colunista da CNN Leandro Resende, o governo mudou a orientação e pediu aos municípios para fazerem a reserva para a segunda dose.

No documento, o Ministério da Saúde afirmou que a decisão foi tomada porque, à época, não havia “um fluxo de produção regular da vacina”.

Expectativa

De saída do Ministério da Saúde, o general Eduardo Pazuello afirmou neste domingo (21) à CNN que os números de vacinação no Brasil devem “dobrar” nesta semana, após a nova orientação.

“Com a liberação para aplicação de imediato de todo o estoque de vacinas guardadas nas secretarias municipais, vamos conseguir dobrar a aplicação essa semana, imunizando uma grande quantidade da população brasileira, salvando e protegendo mais vidas” disse o ministro à CNN.

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SEGUNDO DIRETOR DO FBI, OS CASOS DE TERRORISMO INVESTIGADOS NOS EUA CHEGARAM A 2 MIL NOS ÚLTIMOS MESES

FBI investiga cerca de 2 mil casos de terrorismo interno nos EUA

Segundo o diretor da agência, Christopher Wray, o número de casos sob investigação praticamente duplicou desde 2017

INTERNACIONAL

 Da EFE

Diretor do FBI afirmou que o número de casos monitorados pela agência explodiu

LEAH MILLIS / POOL VIA EFE – EPA – 2.3.2021

Os casos de terrorismo interno que o FBI investiga nos Estados Unidos chegaram a 2 mil nos últimos meses, informou nesta terça-feira (2) o diretor da agência, Christopher Wray.

“Aumentamos o número de investigações sobre terrorismo doméstico de cerca de 1 mil quando cheguei aqui, para cerca de 1,4 mil no final do ano passado e para cerca de 2 mil hoje”, declarou Wray, que ocupa o cargo desde 2017.

A afirmação foi feita em uma apresentação ao Comitê Judiciário do Senado, que está investigando o ataque ao Capitólio por apoiadores do ex-presidente Donald Trump, em 6 de janeiro. O diretor, que foi indicado justamente pelo republicano, deu detalhes sobre as investigações do FBI sobre os eventos no Congresso.

Invasão ao Capitólio

Em 6 de janeiro, centenas de eleitores de Trump invadiram o Capitólio quando uma sessão conjunta das duas câmaras estava sendo realizada para ratificar a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais, em um ataque que terminou com cinco mortos.

O chefe do FBI também descartou a presença de infiltrados de organizações de esquerda ou anarquistas na violência de janeiro, como o entorno de Trump acusou.

“Até hoje não vimos nenhuma evidência de violência anarquista, extremistas ou pessoas ligadas ao Antifa em relação ao dia 6 (janeiro)”, destacou.

Após o assalto ao Capitólio, Trump enfrentou seu segundo julgamento político no Senado, do qual foi absolvido em 13 de fevereiro, e onde sua defesa argumentou, sem fornecer provas, de que o Antifa estava por trás do ataque.

Por outro lado, Wray falou de extremismo racial e observou que o número de investigações e prisões também cresceu significativamente durante o seu mandato.

“O número de prisões, por exemplo, de extremistas violentos motivados racialmente, que são o que pode ser classificado como supremacistas brancos, foi quase o triplo no ano passado em comparação com o meu primeiro ano como diretor”, disse.

Fonte: R7
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CIÊNCIA: DORMIR 29 MINUTOS A MAIS CADA NOITE PODE SER A CHAVE PARA MELHORAR A ATENÇÃO PLENA

Uma pesquisa que “finalmente” aponta o número perfeito de minutos extras de sono por noite para melhorar a atenção plena no dia seguinte é o destaque, aqui da coluna CIÊNCIAS desta quarta-feira. Por isso lhe convido a ler o texto completo a seguir e entender como esse estudo chegou a essa inusitada conclusão!

Estudo revela o número perfeito de minutos extras de sono por noite para melhorar a atenção plena

 

A plena atenção é alcançada trazendo intencionalmente a consciência e a atenção de um indivíduo para as experiências que ocorrem no momento presente, sem formar uma opinião.

Ao contrário de estudos anteriores, uma nova pesquisa publicada no  Sleep Health  analisou como as múltiplas dimensões do sono noturno impactam a atenção diária, ao invés de focar apenas na qualidade ou duração do sono.

O estudo, liderado pela University of South Florida, descobriu que um sono melhor melhora a atenção plena no dia seguinte, o que, por sua vez, reduz a sonolência durante o dia.

A pesquisa se concentrou em enfermeiras, o maior grupo de profissionais de saúde cuja necessidade de sono ideal e atenção plena é particularmente alta.

Problemas de sono são comuns nesta população devido a longos turnos, falta de controle situacional e proximidade de condições de saúde potencialmente fatais. Sua ótima saúde do sono e atenção plena são particularmente importantes, pois atuam na linha de frente da pandemia COVID-19.

“Pode-se estar acordado e alerta, mas não necessariamente atento. Da mesma forma, uma pessoa pode estar cansada ou com pouca excitação, mas ainda assim pode estar consciente ”, disse o autor principal Soomi Lee, professor assistente de estudos de envelhecimento da USF . “A atenção plena está além de apenas estar acordado. Indica o controle da atenção e autorregulação que facilita a sensibilidade e o ajuste adaptativo às pistas ambientais e internas, que são essenciais ao fornecer cuidados cuidadosos aos pacientes e ao lidar eficazmente com situações estressantes ”.

Lee e seus colegas da USF e do Moffitt Cancer Center acompanharam 61 enfermeiras por duas semanas e examinaram várias características da saúde do sono. Eles descobriram que a atenção cuidadosa das enfermeiras era maior do que o normal após noites com maior suficiência de sono, melhor qualidade do sono, menor eficiência, e maior duração do sono (meia hora extra a mais).

A atenção consciente diária contribuiu para menos sonolência no mesmo dia. Aqueles com maior atenção plena também tiveram 66% menos probabilidade de apresentar sintomas de insônia durante o período de estudo de duas semanas.

Os pesquisadores chegaram a essas conclusões usando uma variedade de ferramentas para medir o quanto os participantes estavam conscientes a cada momento diário e como seus estados mentais eram afetados pelo sono.

Os participantes foram solicitados a responder a perguntas diárias sobre a consciência plena e a sonolência três vezes por dia durante duas semanas usando o aplicativo para smartphone RealLife Exp.

A atenção plena diária foi medida pela Escala de Conscientização de Atenção Consciente, que fazia perguntas como: “Eu estava fazendo algo automaticamente, sem estar ciente do que estava fazendo” e “Estava achando difícil manter o foco no que estava acontecendo”. Os participantes também usaram um dispositivo Actiwatch Spectrum pelas mesmas duas semanas que mediu a atividade do movimento do pulso para quantificar os padrões de sono e vigília.

Os resultados deste estudo fornecem informações sobre o desenvolvimento de uma estratégia de intervenção de saúde comportamental para uma gama mais ampla de pessoas, especialmente profissionais de saúde que precisam de um sono melhor e de atenção plena. Dada a associação entre atenção consciente e melhor atendimento ao paciente, melhorar o sono nessa população também pode trazer benefícios importantes para os resultados de saúde do paciente.

Fonte: goodnewsnetwork.org

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CIÊNCIA: O NÚMERO DE EXOPLANETAS QUE PODERIAM ABRIGAR VIDAS CHEGARIA A 300 MILHÕES

Eu sempre acreditei que não estamos sós nesse universo bilionário de galáxias. A minha intuição e lógica sempre me disseram que existem bilhões de planetas na condição de gerar vidas. Desde que vi um raciocínio extremamente lógico do cientista e biólogo Richard Dawkins que faz o seguinte questionamento: matematicamente e pela lei das probabilidades, se uma galáxia como a nossa “Via Láctea” possui bilhões de planetas e, se no universo existem bilhões de galáxias semelhantes a nossa. Assim como existe o planeta habitável Terra nesta galáxia, se houver pelo menos um planeta habitável e cada galáxia teremos, no mínimo um bilhão de planetas habitáveis no universo. Isso é lógica! 

Quantos planetas habitáveis existem? Pelo menos centenas de milhões

Apenas na Via Láctea, o número de exoplanetas que poderiam abrigar vida como a nossa chegaria a 300 milhões, de acordo com dados do telescópio espacial Kepler

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Concepção artística do planeta Kepler-452b, o primeiro mundo com tamanho próximo ao da Terra a ser encontrado na zona habitável de uma estrela semelhante ao Sol. Crédito: Nasa Ames/JPL-Caltech/T. Pyle. Fonte: A Spin Around An Exoplanet Most Like Earth

Novas pesquisas baseadas em dados do telescópio espacial Kepler indicam que pode haver até 300 milhões de planetas potencialmente habitáveis ​​em nossa galáxia. Alguns podem até estar bem próximos, com vários provavelmente a 30 anos-luz do nosso Sol. O resultado foi uma colaboração de cientistas da Nasa, do Seti Institute e de outras organizações em todo o mundo. As descobertas, apresentadas em artigo no arquivo pré-impressão arXiv.org, serão publicadas na revista “The Astronomical Journal”.

“Esta é a primeira vez que todas as peças foram colocadas juntas para fornecer uma medição confiável do número de planetas potencialmente habitáveis na galáxia”, disse o coautor Jeff Coughlin, pesquisador de exoplanetas do Seti Institute e diretor do Kepler Science Office. “Este é um termo-chave da Equação de Drake, usada para estimar o número de civilizações comunicáveis. Estamos um passo mais perto na longa estrada para descobrir se estamos sozinhos no cosmos.”

A Equação de Drake é um argumento probabilístico que detalha os fatores a serem considerados ao estimar o número potencial de civilizações tecnologicamente avançadas na galáxia que poderiam ser detectadas. Frequentemente considerada um roteiro para a astrobiologia, essa equação também orienta grande parte da pesquisa no Seti Institute.

Para desenvolver uma estimativa razoável, os pesquisadores analisaram exoplanetas semelhantes em tamanho ao da Terra e, portanto, com maior probabilidade ​​de serem planetas rochosos. Eles também observaram as chamadas estrelas na Via Láctea semelhantes ao Sol, com aproximadamente a mesma idade e temperatura do nosso Sol. Outro fator considerado para habitabilidade é se o planeta poderia ter as condições necessárias para abrigar água em estado líquido.

Presença de água

Estimativas anteriores sobre a determinação do número de exoplanetas potencialmente habitáveis ​​em nossa galáxia foram fortemente baseadas na distância entre o planeta e sua estrela. A nova pesquisa também considera quanta luz atinge o planeta a partir de sua estrela. Isso afetaria a probabilidade de que o planeta pudesse abrigar água líquida. Com esse objetivo, a equipe não se limitou apenas aos dados do Kepler. Ela também analisou os dados da missão Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA), sobre quanta energia a estrela do planeta emite.

Ao levarem em consideração os dados do Kepler e da missão Gaia, os resultados refletem melhor a diversidade de estrelas, sistemas solares e exoplanetas em nossa galáxia.

“Saber quão comuns são os diferentes tipos de planetas é extremamente valioso para o projeto das próximas missões de descoberta de exoplanetas”, disse a coautora Michelle Kunimoto. Ela trabalhou neste artigo após terminar seu doutorado em taxas de ocorrência de exoplanetas na Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá) e recentemente ingressou na equipe Transiting Exoplanet Survey Satellite (Tess), do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, nos EUA). “Pesquisas direcionadas a pequenos planetas potencialmente habitáveis ​​ao redor de estrelas semelhantes ao Sol dependerão de resultados como esses para maximizar sua chance de sucesso.”

Mais pesquisas serão necessárias para entender o papel que a atmosfera de um planeta tem em sua capacidade de abrigar água líquida. Na recente análise, os pesquisadores usaram uma estimativa conservadora do efeito da atmosfera para estimar a ocorrência de estrelas semelhantes ao Sol com planetas rochosos que poderiam ter água líquida.

Fonte: revistaplaneta.com.br

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O NÚMERO DE REFUGIADOS FOI REDUZIDO POR TRUMP PARA O MENOR DA HISTÓRIA

 

Trump reduz limite de novos refugiados para menor da história

‘Pessoas de certas áreas de alto risco de presença ou controle terrorista, incluindo Somália, Síria e Iêmen, não serão admitidas’, diz texto

INTERNACIONAL

Da EFE

Donald Trump, em comunicado, limitou em 15 mil os refugiados de 2021

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou nesta quarta-feira (28) que o país só poderá receber até 15 mil refugiados durante o ano fiscal de 2021, o limite mais baixo desde 1980, quando entrou em vigor a lei que regula este amparo e que agora inclui um máximo de mil cotas para cidadãos de El Salvador, Guatemala e Honduras.

“A admissão de até 15 mil refugiados nos EUA durante o ano fiscal de 2021 (1º de outubro de 2020 até 30 de setembro de 2021) é justificada por razões humanitárias e de interesse nacional”, disse Trump em memorando ao secretário de Estado, Mike Pompeo.

O chefe da diplomacia dos EUA já havia antecipado esse número em mensagem ao Congresso no dia 30 de setembro.

De acordo com o memorando de Trump, divulgado pela Casa Branca, o número de refugiados incorpora “mais de 6.000 vagas não utilizadas do teto de admissão de refugiados do ano fiscal de 2020”. Essas cotas não foram usadas devido à nova pandemia de coronavírus.

O mandatário declarou que “pessoas de certas áreas de alto risco de presença ou controle terrorista, incluindo Somália, Síria e Iêmen, não serão admitidas como refugiados, exceto aqueles refugiados de especial preocupação humanitária”.

“Ao reduzir ainda mais a meta de admissão de refugiados para um novo mínimo histórico, ele está batendo a porta dos Estados Unidos para aqueles que estão em maior risco”, disse o reverendo John L. McCullough, presidente e diretor executivo do Church World Service (CWS), em comunicado.

O governo tinha até o final do ano fiscal de 2020, 30 de setembro, para notificar o Congresso sobre o número de refugiados que poderá acolher no próximo ano.

No ano fiscal de 2020, o governo já havia reduzido o limite para um mínimo histórico de 18 mil refugiados, que Trump descreveu em várias ocasiões como um fardo e uma ameaça à segurança do país.

De acordo com o CWS, desde a aprovação da Lei dos Refugiados de 1980, o país havia estabelecido uma meta média de admissão de 95 mil refugiados por ano, mas esse número foi “drasticamente reduzido em mais de 80%” desde o início do governo Trump, em janeiro de 2017, o que, de acordo com esta organização, “causou danos irreparáveis às famílias de refugiados”.

 

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SEGUNDO IBGE, POR CAUSA DA PANDEMIA 65 MIL PESSOAS NO RN ESTÃO AFASTADAS DO TRABALHO

Por G1 RN

 

Carteira de trabalho — Foto: Mauro Pimentel/AFP/ArquivoCarteira de trabalho — Foto: Mauro Pimentel/AFP/Arquivo

O número de pessoas afastadas do trabalho para ficarem em distanciamento social diminuiu no Rio Grande do Norte. Ao todo, 65 mil trabalhadores permaneceram fora do cargos no mês de setembro no estado.

O dado está na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19, divulgada nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número tem caído desde maio, quando começou a pesquisa. No mês anterior, agosto, esse número era de 84 mil. Em julho, eram 140 mil trabalhadores. Em maio, na maior marca, 272 mil pessoas estavam nessa condição.

Segundo o IBGE, esses trabalhadores são apenas os que estão afastados oficialmente dos cargos do trabalho, seja com remuneração ou não. Os funcionários em home office não integram esse grupo.

Apesar da diminuição, esse número de trabalhadores afastados em função da pandemia representa 5,5% das pessoas ocupadas no RN. Essa é a segunda maior proporção entre os estados do Nordeste e uma das cinco maiores do Brasil.

Na região Nordeste, são 773 mil trabalhadores afastados – 4,2% da população ocupada. No Brasil, 3,6% da população ocupada estavam nessa condição em setembro, ou seja, 3 milhões de pessoas.

238 mil desocupados

O Rio Grande do Norte também registrou no mês de setembro 238 mil pessoas desocupadas – termo dado àquelas que buscam emprego, mas não encontram. A taxa de desocupação é de 16,8%, número estável em comparação ao mês de agosto. A taxa é considerada “alta” pelo IBGE.

Também permaneceram estáveis no mês de setembro no RN a informalidade, a média de rendimento proveniente de auxílios emergenciais governamentais e o percentual dos domicílios que receberam auxílios emergenciais governamentais.

População testada contra Covid-19

Segundo o IBGE, 10,7% da população do RN fez teste para Covid-19, o que representa 377 mil pessoas. O estado está ao lado da Paraíba e da Bahia com a terceira maior testagem do Nordeste. Apenas Piauí (17%) e Sergipe (12%) testaram mais, proporcionalmente, a própria população.

Desse total de testados, 36% têm rendimento médio real entre meio salário mínimo a menos de um salário mínimo. Já as pessoas com rendimento médio de quatro ou mais salários mínimos representam 9,4% – a menor parte dos testados.

PNAD

Elaborada para acompanhar o período de pandemia, a PNAD Covid-19 apresenta dados sobre saúde, trabalho e outros tópicos relacionados ao período. Mensalmente, o IBGE divulga os resultados da pesquisa para Brasil, grandes regiões e unidades da federação.

Fonte: G1 RN

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REFORMA CONSTITUCIONAL QUE ELIMINA 345 VAGAS PARLAMENTARES É APROVADA PELOS ITALIANOS

 

Italianos aprovam reforma que elimina 345 vagas parlamentares

Com isso, número de representantes de 945 (630 deputados e 315 senadores) para 600 (400 deputados e 200 senadores)

INTERNACIONAL

Da Ansa

 

Reforma teve apoio de todos os partidos italianos

Riccardo Antimiani/EPA/EFE

Na primeira eleição no país após o início da pandemia do novo coronavírus, os italianos disseram “sim” a uma reforma constitucional que reduz o número de parlamentares eleitos dos atuais 945, recorde na União Europeia, para 600.

O referendo começou às 7h da manhã (horário local) de domingo (20) e terminou às 15h desta segunda-feira (21), simultaneamente às eleições para governador e prefeito em sete regiões e quase mil municípios da Itália.

Com 59,2 mil seções eleitorais apuradas (de um total de 62,3 mil), o resultado mostra uma vitória do “sim” com 69,71% dos votos, contra 30,29% do “não”, confirmando as pesquisas pré-referendo.

Com isso, o número de parlamentares no país cairá de 945 (630 deputados e 315 senadores) para 600 (400 deputados e 200 senadores), desconsiderando os cinco senadores vitalícios nomeados por presidentes da República.

O corte, que valerá apenas a partir das próximas eleições legislativas, também afetará os parlamentares italianos eleitos no exterior, que passarão de 18 (12 deputados e seis senadores) para 12 (oito deputados e quatro senadores).

Atualmente, a América do Sul elege quatro deputados e dois senadores para o Parlamento da Itália, mas a nova distribuição ainda não foi definida.

“O resultado de hoje é histórico. Voltaremos a ter um Parlamento normal, com 345 poltronas a menos. É a política dando um sinal aos cidadãos”, disse o ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, ex-líder do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) e um dos principais cabos eleitorais da reforma.

Já o líder do centro-esquerdista Partido Democrático (PD) e governador do Lazio, Nicola Zingaretti, declarou estar “satisfeito”.

“Foi confirmado que o PD fez a escolha certa, agora avancemos com as reformas”, ressaltou.

O partido era contra a redução do Parlamento, mas mudou de ideia após se aliar ao M5S no governo.

Em troca de seu apoio à reforma, o PD obteve do movimento antissistema a garantia de aprovar um novo sistema eleitoral que reflita a futura composição da Câmara dos Deputados e do Senado.

Apoio

Apesar da hesitação do PD, a reforma constitucional recebeu apoio explícito de todos os principais partidos italianos, o que é reflexo de sua tramitação no Parlamento.

Bandeira do M5S, o projeto precisava de quatro aprovações, sendo duas na Câmara e duas no Senado: as três primeiras ocorreram durante o governo do movimento com a ultranacionalista Liga, mas a quarta e última chegou apenas depois do rompimento da coalizão, quando o PD substituiu o partido de Matteo Salvini na aliança.

A Itália é hoje o país que mais elege parlamentares pelo voto direto em toda a União Europeia, com 945.

Quando também se leva em conta as câmaras não eletivas, o Reino Unido assume a liderança, com 1.430. Já considerando o tamanho da população, a Itália tem hoje um parlamentar eleito para cada 64 mil habitantes.

Todos os outros Estados-membros da União Europeia com mais de 30 milhões de habitantes apresentam relações de representatividade maiores que a da Itália: Alemanha (um parlamentar eleito para cada 117 mil habitantes), França (um para cada 116 mil), Reino Unido (um para cada 102 mil), Espanha (um para cada 84 mil) e Polônia (um para cada 68 mil).

Com a reforma, a Itália passará a ter 600 parlamentares eleitos, o que a deixará terceiro em lugar no ranking da UE em números absolutos, atrás de Alemanha (709) e Reino Unido (650), e uma relação de um para cada 101 mil habitantes.

Os apoiadores da reforma estimam que a economia com a redução do número de parlamentares será de 100 milhões de euros por ano, o que representa 1,65 euro por cada habitante da Itália.

 

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RN NÃO TEM APRESENTADO QUEDA NEM CRESCIMENTO NO NÚMERO DE MORTES POR CORONAVIRUS

Estudo aponta que RN tem estabilidade no número de mortes por coronavírus

Por outro lado, outros nove apresentam média móvel em crescimento

Por OGlobo – Publicado em 03/08/2020 às 05:40

Um estudo realizado pela Fiocruz mostrou que o Rio Grande do Norte não tem apresentado queda, nem crescimento no número de mortes por coronavírus.

Nove estados brasileiros têm tendência de queda no número diário de mortes por Covid-19 no país. Entre eles, o único que não está no Norte e Nordeste é o Espírito Santo. Os outros oito são Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba e Pernambuco.

O país ainda tem nove estados com o número de óbitos em crescimento. O caso mais expressivo é o Mato Grosso do Sul, cuja média móvel é de 62%. Os outros estados são Acre, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e Tocantins, assim como o Distrito Federal.

O Rio de Janeiro, que apresentou tendência de queda de óbitos entre meados de junho e meados de julho, viu este aumentar há uma semana. Desde então, está oscilando e atualmente está estável.

Também estão num patamar considerado estável os estados do Mato Grosso, do Bahia, de São Paulo, de Goiás, do Sergipe, de Rondônia e do Piauí.

Um boletim produzido pela Fiocruz mostrou que o estado tem registrado um aumento diário de 8,4% em média do número de casos desde 12 de julho. É a maior taxa em todo o Brasil, e pode indicar a temida “segunda onda”.

Segundo o levantamento realizado este sábado pelo consórcio de veículos de imprensa, a atual média móvel diária do país é de 1.011 óbitos.

O número de casos confirmados de Covid-19 no Brasil subiu para 2.733.622, indica o boletim das 20h do consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo neste domingo. Os números são consolidados a partir das secretarias estaduais de Saúde. O total de mortes é de 94.130.

A “média móvel de 7 dias” faz um cálculo entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o “ruído” causado, por exemplo, pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

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