BIDEN PARABENIZA MACRON PELA SUA REELEIÇÃO “REFERIDO-SE À FRANÇA COMO UM PARCEIRO-CHAVE DIANTE DOS DESAFIOS GLOBAIS”

Biden diz que irá cooperar com Macron para ‘defender a democracia’

O presidente dos Estados Unidos ainda se referiu à França como ‘um parceiro-chave diante dos desafios globais’

INTERNACIONAL

por AFP | com EFE

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, e Emmanuel Macron, presidente reeleito da França

KEVIN LAMARQUE/REUTERS

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, parabenizou neste domingo (24) o presidente francês Emmanuel Macron por sua reeleição, referindo-se à França como “um parceiro-chave diante dos desafios globais”.

“Espero seguir com nossa estreita e contínua cooperação, incluindo o apoio à Ucrânia, a defesa da democracia e a luta contra as mudanças climáticas”, declarou.

Em breve discurso no Champ de Mars, em Paris, aos pés da Torre Eiffel, Macron prometeu “escutar o silêncio dos abstencionistas” e responder às razões da “raiva” daqueles que apoiaram sua rival, a ultradireitista Marine Le Pen, para tentar curar as feridas do país.

“A raiva que levou muitos de nossos compatriotas a votar na extrema direita também deve encontrar uma resposta”, disse. Embora não tenha antecipado como será essa resposta, reconheceu que esta votação o obriga “a considerar todas as dificuldades” e afirmou que essa será sua responsabilidade e daqueles que o rodeiam nos próximos cinco anos.

Em discurso em que reconhece a derrota, Le Pen anunciou que não desistirá e que vai liderar a campanha legislativa no próximo mês de junho para tentar unir toda a oposição ao presidente reeleito, Emmanuel Macro

Fonte: R7

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MACRON E CANDIDATA DA DIREITA RETOMAM A CAMPANHA PARA CONVENCER ELEITORES QUE NÃO VOTARAM NELES NO PRIMEIRO TURNO

Campanha presidencial recomeça na França com disputa entre Emmanuel Macron e Marine Le Pen

Atual presidente obteve quase 28% dos votos no primeiro turno enquanto sua oponente recebeu 23,5%

A candidata de extrema-direita Marine Le Pen e o presidente francês Emmanuel Macron

SARAH MEYSSONNIER/REUTERS 05.02.2022/02.04.2022

O presidente Emmanuel Macron e a candidata de extrema-direita Marine Le Pen retomam nesta segunda-feira (11) a campanha para convencer os eleitores franceses que não votaram neles no primeiro turno da eleição já projetando para um segundo turno que promete ser acirrado em 24 de abril.

‘Nada está decidido” e o debate dos próximos 15 dias será decisivo para nosso país e para a Europa’, declarou Macron, o candidato de centro,  a seus simpatizantes no domingo à noite, depois de obter quase 28% dos votos no primeiro turno, um pouco acima das previsões das pesquisas.

Para Marine Le Pen, que recebeu 23,5% dos votos em sua terceira candidatura à presidência, “o que estará em jogo em 24 de abril será uma escolha de sociedade e de civilização”. A França precisa de “uma grande alternância”, disse.

A França repetirá o duelo de 2017, quando Macron recebeu 66,1% de votos no segundo turno e derrotou a herdeira da Frente Nacional. De acordo com as pesquisas divulgadas no domingo, a vantagem do presidente oscilaria agora entre de 2 a 10 pontos.

E o país mudou muito. Em cinco anos foram registrados grandes protestos contra a política de Macron para as classes populares, uma pandemia deixou milhões de pessoas confinadas e nas últimas semanas a guerra na Ucrânia sacudiu a Europa.

A ofensiva russa na Ucrânia ofuscou a campanha do primeiro turno, mas suas consequências nos preços da energia provocaram a alta da inflação e reforçaram a principal preocupação dos franceses: a perda de poder aquisitivo.

Mas agora “é uma nova eleição que começa”, declarou ao canal France 2 o prefeito de Perpignan (sul), Louis Aliot, um dos líderes do partido partido de Le Pen, Reagrupamento Nacional (RN). O tradicional debate na televisão entre os candidatos está programado para 20 de abril.

Dados de Emmanuel Macron e Marine Le Pen

SOPHIE RAMIS, PAZ PIZARRO, MARIA-CECILA REZENDE, KENAN AUGEARD/AFP

“Internacional dos populistas”

Reforçado por sua imagem de presidente estável em períodos de crise, o candidato do partido A República Em Marcha (LREM), de 44 anos, tenta posicionar o debate no impacto que a chegada de Le Pen ao poder teria para as alianças internacionais.

A candidata do RN, de 53 anos, propõe abandonar o comando integrado da Otan, que estabelece a estratégia militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte, e sua vitória representaria outro duro revés para a União Europeia (UE) após a reeleição do primeiro-ministro húngaro Viktor Orban na semana passada.

Macron, no momento em que o país exerce a presidência semestral da UE, rejeitou uma “eventual França que fora da Europa só teria como aliados a internacional dos populistas e xenófobos”.

O liberal deseja retomar a imagem de radical que a candidata de extrema-direita apagou durante a campanha do primeiro turno, quando deixou de lado as propostas sobre migração e se apresentou como defensora do poder aquisitivo e das classes populares.

Marine Le Pen defendeu no domingo sua visão de “reunir os franceses ao redor da justiça social e da proteção, garantida por um âmbito fraternal em torno da ideia milenar de nação, que opôs à “divisão, injustiça e desordem impostas por Macron em benefício de poucos”.

Rivais apoiam Macron

A maioria dos rivais derrotados pediu voto para o presidente centrista ou que os eleitores impeçam que a extrema-direita chegue ao poder.

“Não se deve dar um único voto a Le Pen”, afirmou o esquerdista Jean-Luc Mélenchon, o terceiro candidato mais votado (21,95%), sem pedir explicitamente votos para Macron.

Comunistas, socialistas e ecologistas expressaram apoio a Macron, assim como a candidata de direita Valérie Pécresse a título pessoal.

Mas o alcance do apoio é incerto, devido à personalidade divisiva entre os eleitores de esquerda do presidente, que em caso de reeleição tentará retomar o projeto impopular de aumento da idade da aposentadoria, de 62 para 65 anos.

Para tentar acabar com as dúvidas, Macron deu a entender que buscará criar uma espécie de estrutura para “um grande movimento político de unidade e ação, além das diferenças”.

“Não buscamos uma coalizão de partidos”, explicou uma de suas principais aliadas, a ministra Amélie de Montchalin, que descartou compromissos sobre o programa eleitoral.

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FRANÇA CONDENA ENERGICAMENTE DECISÃO DA RÚSSIA DE FAZER GUERRA CONTRA UCRÂNIA

Macron condena guerra na Ucrânia e trabalha para detê-la; Otan prepara reunião de emergência

Embaixadores da Otan vão realizar novo encontro nesta quinta-feira (24) para discutir a ação militar autorizada por Vladimir Putin

INTERNACIONAL

 Do R7, com informações da AFP

Presidente da França, Emmanuel Macron, tentou mediar o confronto entre Rússia e Ucrânia

TOBIAS SCHWARZ / POOL / AFP

“A França condena energicamente a decisão da Rússia de fazer a guerra contra a Ucrânia”, declarou nesta quinta-feira (24) o presidente francês, Emmanuel Macron, que pediu a Moscou que “ponha fim imediatamente a suas operações militares”.

“A França se solidariza com a Ucrânia. Está ao lado dos ucranianos e age com seus parceiros e aliados para deter a guerra”, acrescentou o presidente francês em dois tuítes.

Novas tratativas

Embaixadores da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) realizarão uma nova reunião de emergência nesta quinta-feira (24) para discutir a ação russa no território ucraniano, disse à agência AFP um funcionário da aliança militar.

Nas primeiras horas da quinta-feira, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, condenou a operação militar russa, que ele definiu como um “ataque irresponsável e não provocado, que coloca em risco inúmeras vidas de civis”.

“Mais uma vez, apesar de nossas repetidas advertências e esforços incansáveis para se engajar na diplomacia, a Rússia escolheu o caminho da agressão contra um país independente e soberano”, acrescentou.

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PRESIDENTES DA RÚSSIA, FRANÇA E UCRÂNIA IRÃO SE REUNIR EM UM NOVO ESFORÇO DIPLOMÁTICO PARA TENTAR FREAR A CRISE NA FRONTEIRA UCRANIANA

Putin recebe Macron e Scholz para tratar da crise na Ucrânia

Líderes da França e da Alemanha também farão reuniões com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em Kiev

O presidente russo, Vladimir Putin, fala durante uma cerimônia de entrega de prêmios em Moscou

SERGEY KARPUHIN/REUTERS – 02.02.2022

O presidente francês Emmanuel Macron se reunirá com o presidente da Rússia Vladimir Putin em Moscou na próxima segunda-feira (7) e com o pesidente ucraniano Volodymyr Zelensky na próxima terça-feira (8) em Kiev, anunciou o Palácio do Eliseu, em um novo esforço diplomático para tentar frear a crise na fronteira ucraniana.

Macron intensificou nas últimas horas as conversas telefônicas com os colegas russo e ucraniano, assim como com o presidente americano Joe Biden, para atuar como mediador na crise.

Os dois encontros serão presenciais, confirmou o Palácio do Eliseu, mas “em coordenação com os aliados europeus”. Nos últimos dias, Emmanuel Macron e seus assessores conversaram por telefone com seus colegas europeus, informou a presidência francesa.

Diante da crise, o chanceler alemão, Olaf Scholz, também irá para Kiev e Moscou. As visitas devem ocorrer em 14 e 15 de fevereiro para ter reuniões sobre a crise entre a Rússia e a Ucrânia.

Essa será a primeira visita de Scholz a ambos os países, desde que substituiu Angela Merkel como chanceler em dezembro passado. A viagem acontece em meio a críticas por seu baixo perfil, até o momento, nos esforços diplomáticos europeus para evitar um conflito na Ucrânia.

Scholz desembarca primeiramente em Kiev e, no dia seguinte, estará em Moscou para se encontrar com Putin.

“Além das relações bilaterais, também serão abordadas questões internacionais, incluindo as de segurança”, disse o porta-voz de Scholz, Wolfgang Buechner, à imprensa.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse hoje aos jornalistas que Putin e Scholz terão conversas bilaterais “substanciais”.

O chanceler alemão também terá conversas, em Berlim, com os líderes de Estônia, Letônia e Lituânia. Nelas, irá tratar das preocupações dos países bálticos com a crise.

A Rússia acumulou milhares de militares na fronteira ucraniana, o que aumentou os temores de uma invasão. Moscou nega qualquer intenção bélica e exige garantias de segurança dos países ocidentais. Entre elas, reivindica que a Ucrânia nunca seja autorizada a ingressar na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

A tensão pela crise continua aumentando e o governo dos Estados Unidos afirmou na última quinta-feira (3) que tem provas – sem apresentá-las – de que a Rússia planeja produzir vídeos falsos de um ataque ucraniano como pretexto para invadir o país vizinho.

O governo ucraniano demonstra mais prudência. O ministro da Defesa, Oleksii Reznikov, considerou “pequeno” o risco de uma “escalada significativa” do conflito.

Fonte: R7

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CANDIDATURA DE EX-MINISTRA DA JUSTIÇA DA FRANÇA À PRESIDÊNCIA DO PAÍS É OFICIALMENTE ANUNCIADA

Ex-ministra da Justiça da França anuncia candidatura à Presidência

Buscando unificar esquerda contra Emmanuel Macron, Christiane Taubira quer se tornar primeira mulher e negra presidente

Christiane Taubira anunciou candidatura à Presidência da França

Christiane Taubira anunciou candidatura à Presidência da França | Foto:
Reprodução/Flickr

A ex-ministra da Justiça da França Christiane Taubira anunciou oficialmente neste sábado, 15, que é candidata à Presidência do país nas eleições de abril. Ela pretende unificar a esquerda francesa para enfrentar o atual mandatário do país, Emmanuel Macron.

A confirmação da candidatura foi feita em Lyon. Caso seja eleita, Christiane seria a primeira mulher e primeira pessoa negra a governar a França.

A agora candidata ao Palácio do Eliseu, de 69 anos, foi ministra da Justiça no governo do socialista François Hollande (2012-2017). Em 2002, ela concorreu na eleição presidencial e obteve pouco mais de 2% dos votos.

Em seu discurso ao lançar a candidatura, Christiane afirmou que deseja responder à “raiva” e às “injustiças sociais” que atingem o país. Ela defendeu um governo “que saiba dialogar, em vez de dar lição de moral”. “Faremos isso juntos. Nós somos capazes”, disse a esquerdista.

A esquerda francesa tenta encontrar um nome único para disputar as eleições presidenciais deste ano, mas está dividida.

Neste momento, a cerca de três meses do pleito, o campo considerado “progressista” já conta com seis postulantes ao cargo — nenhum deles ultrapassa 10% das intenções de voto nas pesquisas.

Entre os candidatos de esquerda, já se apresentaram a prefeita de Paris, a socialista Anne Hidalgo; o líder do partido extremista França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon; e o ambientalista Yannick Jadot.

Macron, que deve se candidatar à reeleição, também deve ter como principais adversárias duas candidatas de direita: Marine Le Pen e Valérie Pécresse.

Apesar de ainda ser apontado como favorito na eleição, Macron vem perdendo apoio e tem recebido uma série de críticas, à esquerda e à direita. Seu governo é marcado por uma série de medidas restritivas em meio à pandemia de covid-19, o que gerou dezenas de protestos e manifestações em várias regiões do país nos últimos meses.

Fonte: R7

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MACRON DIZ EM ENTREVISTA QUE DECISÃO DE REELEIÇÃO AINDA PRECISA SER CONSOLIDADA

Macron deseja reeleição na França, mas não crava candidatura

Atual presidente do país disse que condições sanitárias do país o impedem de pensar sobre o assunto neste momento

INTERNACIONAL

 por AFP

Pesquisas não apontam Emmanuel Macron como favorito para reeleição

LUDOVIC MARIN/REUTERS – 28.09.2021
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse nesta terça-feira (4) que quer se candidatar à reeleição no pleito de abril, mas que a decisão ainda precisa ser consolidada, de acordo com uma entrevista ao jornal local Le Parisien.

“Não há falso suspense. Tenho vontade. Assim que as condições sanitárias o permitirem e assim que eu tiver esclarecido essa questão, tanto comigo mesmo quanto em relação à equação política, avisarei sobre o assunto”, disse.

“Essa decisão vai se consolidar em mim. Preciso ter certeza de que poderei ir tão longe quanto quiser”, acrescentou o chefe de Estado de 43 anos, questionado pelos leitores do jornal.

Macron ainda não declarou oficialmente sua candidatura às eleições presidenciais, cujo primeiro turno está marcado para 10 de abril.

Uma pesquisa publicada em dezembro de 2021 pelo instituto Elabe para o BFMTV/L’Express mostrava que o atual mandatário francês perderia uma possível corrida presidencial para a candidata de direita do Partido Republicano, Valérie Pécresse.

Segundo o instituto, o presidente francês possui 21% das intenções de voto, enquanto Pécresse lidera com folga ao alcançar 52 pontos percentuais.

Fonte: R7
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CANCELAMENTO DO CONTRATO DE SUBMARINOS GERA CRISE DIPLOMÁTICA E MACRON VAI FALAR COM BIDEN

Crise diplomática: Macron vai falar com Biden, diz porta-voz francês

Governo francês afirma não ter sido consultado por seus aliados sobre o cancelamento da venda de submarinos para a Austrália

INTERNACIONAL

 por Reuters – Internacional

O presidente francês Emmanuel Macron

REUTERS – 17.09.2021

O presidente francês Emmanuel Macron irá conversar com o presidente dos EUA Joe Biden nos próximos dias, disse o porta-voz do governo francês neste domingo (19), em meio a uma crise diplomática desencadeada pelo cancelamento do contrato de submarinos que a Austrália firmou com Paris.

A França disse na sexta-feira (17) que iria convocar seus embaixadores de Washington e de Canberra para consulta sobre o acordo de segurança trilateral também envolvendo a Grã-Bretanha que afundou a demanda multibilionária por submarinos franceses.

“O presidente Biden pediu para falar com o presidente da República e haverá uma conversa entre eles nos próximos dia”, disse Gabriel Attal, porta-voz do governo francês, ao canal de notícias BFM TV. A França está buscando “esclarecimentos” sobre o cancelamento de uma demanda por submarino, disse Attal.

O sucateamento do contrato, firmado em 2016, causou a fúria do governo francês, que afirma não ter sido consultado por seus aliados. O governo australiano, no entanto, diz ter deixado suas preocupações claras durante meses.

Após o “choque” inicial do cancelamento, as discussões precisariam ocorrer sobre cláusulas contratuais, com compensação para o lado francês, acrescentou Attal.

Fonte: R7

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OPINIÃO: O ATIVISMO JURÍDICO AVANÇA SUTILMENTE ENQUANTO A DEMOCRACIA MORRE POR INANIÇÃO

Caro(a) leitor(a),

Aos poucos e sutilmente a esquerda avança impondo restrições que se traduzem no cerceamento das liberdades individuais. É como quando se coloca uma rã na panela com água em banho maria e vai aquecendo lentamente. Aos poucos a rã entra em inanição e morre sem saber que morreu. É assim que vejo e que me sinto diante das coisas que estão acontecendo não apenas no Brasil, mas em todo o mundo como é o caso da certificação de vacinação imposta pelo governo do presidente Macron na França, como você pode conferir no artigo a seguir. Aqui no Brasil essa iniciativa não vem do governo federal, mas do ativismo do poder judiciário capitaneado justamente pelo STF, a maior das instâncias jurídicas, com as prisões arbitrárias, que já são três. É como eu disse, começa sutilmente e vai seguindo lentamente até se tornar algo normal e comum. Nesse momento a democracia estará morta e a ditadura implantada sem que tenhamos notado. Por isso precisamos ter atitude e fazer o mesmo que o povo francês fez, indo às ruas com representatividade e mostrar quem manda realmente. Então, clamo aos movimentos de rua brasileiros que se mobilizem o quanto antes contra as atrocidades do STF antes que seja muito tarde!

Mais de 200 mil franceses vão às ruas contra certificado de vacinação

Governo Macron impôs apresentação de documento que comprove imunização.

SYBARTS | Flickr

Centenas de milhares de franceses voltaram às ruas neste último sábado (14) para protestar contra as medidas do governo de Emmanuel Macron, que impõe a obrigatoriedade do passaporte de vacinação no país. A informação é do El País.

A exigência do certificado está em vigor há quase uma semana. Informações oficiais do Ministério do Interior apontam que cerca de 215 mil manifestantes bradaram contra a restrição às liberdades individuais, que eles consideram uma “ditadura sanitária”.

Na última segunda (9), as autoridades francesas passaram a exigir autorizações para que as pessoas possam realizar determinadas atividades fora de casa.

Para entrar em bares e restaurantes, viajar, visitar familiares ou acompanhar alguém ao hospital será preciso apresentar uma prova de imunização completa, teste negativo recente ou certificado de recuperação da doença.

A regra está em vigor desde o final de julho para adentrar em museus, cinemas e teatros. A partir de amanhã (16), o certificado também será necessário para ir ao shopping, no caso de estabelecimentos com mais de 20 mil metros quadrados em regiões onde a taxa de incidência da peste chinesa é de mais de 200 casos a cada 100 mil habitantes.

Confira algumas imagens das manifestações divulgadas nas redes sociais:

 

 

 

 

FALE COMIGO: marcos@conexaopolitica.com.br — editor-chefe do Conexão Política e natural de Campo Grande (MS).

Fonte: Conexão Política

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PARTIDO DE MACRON NÃO CONSEGUIU PREVALECER NAS REGIÕES DA FRANÇA METROPOLITANA

Macron e Le Pen sofrem revés nas eleições regionais francesas

Nenhuma das 13 regiões elegeu um candidato ligado ao atual presidente; extrema-direita não conquistou seu primeiro governo

INTERNACIONAL

 por AFP

ATUALIZADO EM 27/06/2021 – 18H14)

Atual presidente da França, Emmanuel Macron, do partido República em Marcha

LUDOVIC MARINI / POOL / AFP

O partido de centro do presidente Emmanuel Macron sofreu um novo revés no segundo turno das regionais a dez meses das eleições presidenciais na França. Já a extrema direita de Marine Le Pen fracassou em sua tentativa de conquistar o primeiro governo local.

O jovem partido do presidente, República em Marcha (LREM), não conseguiu prevalecer em nenhuma das 13 regiões da França metropolitana, pagando o preço por sua falta de implantação territorial.

Segundo as consultas, o partido obteria apenas 7% dos votos, vendo-se relegado à quinta força política em nível nacional, atrás da direita, da esquerda, dos ecologistas e da ultradireita.

É uma “decepção para a maioria presidencial”, admitiu Stanislas Guerini, líder do LREM.

A abstenção foi a grande protagonista destas eleições, com um máximo histórico de cerca de 66%, o mesmo nível do primeiro turno e muito superior às eleições regionais anteriores, em 2015.

“O que estamos vendo é a culminação de uma desconexão entre os eleitores e a classe política”, disse à AFP Jessica Sainty, professora de política da Universidade de Avignon, embora tenha admitido que a crise da covid-19 também influi na alta abstenção.

Novo fracasso da ultradireita

Os resultados também foram decepcionantes para o partido de Le Pen, Agrupamento Nacional (RN, na sigla em francês), que fracassou em sua tentativa de conquistar pela primeira vez um governo local.

“Esta noite, não ganharemos nenhuma região”, admitiu Marine Le Pen, destacando que a França sofre uma “profunda crise da democracia local”. “A mobilização é a chave para as vitórias futuras”, disse, de olho nas presidenciais do ano que vem.

Seu candidato, Thierry Mariani, foi derrotado pelo rival conservador, Renaud Muselier, na região Provença-Alpes-Costa Azul (PACA, sudeste), a única onde o partido nacionalista podia aspirar a vencer.

Muselier foi favorecido pela saída do candidato de esquerda, um exemplo da “Frente Republicana”, vista nas eleições presidenciais passadas para bloquear a ultradireita.

Ganhar o controle de uma região pela primeira vez em sua história teria sido um grande impulso para Le Pen, que tenta convencer os eleitores de que o RN é um partido capaz de governar.

Para alguns analistas, estes resultados trazem dúvidas sobre se as presidenciais de 2022 vão se reduzir a um duelo entre Macron e Le Pen no segundo turno, que há tempos é considerado o cenário mais provável.

Direita fortalecida

Os grandes vencedores destas eleições são o partido da direita tradicional, Os Republicanos, que se torna a primeira força política do país, com 38% dos votos, segundo as pesquisas.

Quatro anos depois de perderem as eleições presidenciais, os conservadores recuperam força e superam a união da esquerda e ecologista, que se posiciona em segundo lugar, com 34,5% dos votos.

Vários matizes da direita aproveitarão o impulso que esta vitória lhes dará para se posicionarem na corrida das presidenciais.

“Agora todo mundo entendeu que as eleições presidenciais são um jogo com três lados”, avaliou o conservador Xavier Bertrand, que obteve uma vitória confortável na região Altos da França (norte) e já anunciou sua candidatura para 2022.

O fracasso da maioria presidencial alimenta os rumores de uma remodelação do gabinete. Trinta e dois por cento dos franceses são favoráveis a uma mudança ministerial “nas próximas semanas”, segundo uma consulta do instituto de pesquisas Ipsos.

Fonte: R7
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NESTA SEXTA FEIRA AFEGANISTÃO, PAQUISTÃO E BANGLADESH PROTESTARAM CONTRA GOVERNO DE MACRON

 

Países do Oriente Médio protestam contra governo de Macron

Manifestantes exigiram um pedido de desculpas do presidente francês após falas sobre islã e pediram que o governo convoque o embaixador

INTERNACIONAL

Da EFE

Protestos aconteceram no Afeganistão, Paquistão e BangladeshProtestos aconteceram no Afeganistão, Paquistão e Bangladesh

Protestos em massa ocorreram nesta sexta-feira (30) em Afeganistão, Paquistão e Bangladesh contra o presidente da França, Emmanuel Macron, onde com gritos e faixas e cartazes os participantes mostraram indignação com os recentes comentários do político sobre o Islã e o apoio à liberdade de publicação de charges do profeta Maomé.

Na capital de Bangladesh, Daca, onde foram convocados por vários partidos islâmicos, cerca de 20 mil manifestantes se reuniram contra as declarações de Macron após a oração de sexta-feira, disse à Agência Efe o policial Abu Bakar Siddiq.

Os manifestantes exigiram um pedido de desculpas do presidente francês e que o governo convoque o embaixador da França para dar explicações. “A menos que nossas reivindicações sejam ouvidas, pedimos às pessoas que boicotem os produtos franceses”, disse à Efe Shahidul Islam Kabir, manifestante e líder da organização Islami Andolan Bangladesh.

Vários protestos também ocorreram em outras partes do país fora das mesquitas, nos quais os manifestantes, em sinal de repúdio, queimaram cartazes com o rosto de Macron.

O porta-voz do grupo islâmico Hifazat-e-Islam Hifazat, Azizul Islam, pediu ao governo que corte os laços diplomáticos com a França caso Macron não se desculpe.

Na semana passada, o presidente francês afirmou durante homenagem ao professor decapitado por exibir algumas charges a seus alunos em uma aula sobre liberdade de expressão, que a França “não desistirá das caricaturas”.

Boicote contra produtos franceses

Em Cabul, milhares de afegãos, a maioria jovens e clérigos islâmicos, protestaram nas ruas para condenar essas declarações, que descreveram como “anti-islâmicas”.

“O principal objetivo do protesto é condenar o insulto do presidente francês ao Islã e ao profeta do Islã, e pedir aos ocidentais que não vejam os muçulmanos e o Islã como inimigos sem uma razão lógica”, disse Saif-ul-Islam, um dos organizadores da manifestação.

Entre palavras de ordem como “morte à França, morte ao presidente francês, nós amamos Maomé”, os manifestantes condenaram as declarações de Macron e mostraram sua indignação rasgando cartazes com sua imagem.

Os afegãos ecoaram os apelos de outros países muçulmanos para que “boicotassem os produtos franceses”.

Já em Islamabad, capital do Paquistão, manifestantes gritavam “Queremos a cabeça do blasfemador” e “Em nome do profeta, a morte é aceita”, cerca de mil manifestantes tentaram chegar à embaixada da França, mas foram impedidos pelos policiais.

Quase todos jovens, os manifestantes entraram em confronto com as forças de segurança, que responderam jogando bombas de gás.

Outros protestos também foram realizados nas cidades paquistanesas de Karachi, Lahore e Peshawar, com pedidos de boicote aos produtos franceses e fotos de Macron foram colocadas no chão para serem pisoteadas.

As palavras do presidente francês provocaram uma onda de condenação em todo o mundo islâmico que se multiplicou hoje, quando, além de ser sexta-feira, dia sagrado dos muçulmanos, é comemorado o aniversário do nascimento de Maomé.

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MACRON PRECISA DE TRATAMENTO MENTAL, DIZ PRESIDENTE DA TURQUIA TAYYIP ERDOGAN

Presidente turco diz que Macron precisa de ‘tratamento mental’

A França chamou de volta seu embaixador na Turquia depois do comentário; clima segue tenso após decapitação de professor francês por radical islâmico

Internacional

por Reuters

O presidente turco Tayyip Erdogan

EFE/EPA – 16.10.2019

O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, lançou um novo ataque contra o seu correspondente francês, Emmanuel Macron, neste sábado (24), dizendo que ele precisa de tratamento mental pela postura que adota em relação a muçulmanos e o Islã.

No começo deste mês, Macron prometeu lutar contra o “separatismo islâmico”, que, segundo ele, ameaçava tomar o controle de algumas comunidades muçulmanas ao redor da França, motivando uma forte resposta de Erdogan.

A França chamou de volta seu embaixador na Turquia depois do comentário do presidente turco, informou o gabinete de Macron.

“Os comentários do presidente Erdogan são inaceitáveis. O ultraje e o insulto não são método”, disse o gabinete de Macron em comunicado.

A França foi abalada pela decapitação de uma professor de história por um radical islâmico, que queria se vingar pelo uso de caricaturas do Profeta Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão.

“Qual o problema dessa  pessoa chamada  Macron com muçulmanos e o Islã? Macron precisa de tratamento mental”, disse Erdogan, em um discurso no congresso do seu partido AK, em Kayseri, cidade no centro da Turquia.

“O que mais pode ser dito de um chefe de Estado que não entende a liberdade religiosa e que se comporta dessa maneira em relação a milhões de pessoas vivendo em seu país que são membros de uma fé diferente?”, acrescentou Erdogan.

Fonte: R7
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PRESIDENTE DA FRANÇA CONDENA O TERRORISMO,E DIZ QUE NÃO PASSARÃO POR CIMA DE VALORES DEMOCRÁTICOS

 

Macron: terroristas ‘não passarão’ por cima de valores democráticos

Presidente da França condena assassinato de professor e diz que ele foi morto por ensinar liberdade de expressão para seus alunos

INTERNACIONAL

Da EFE

 

Macron fala diante da escola onde o professor assassinado lecionava

Abdulmonam Eassa / EFE – EPA – 16.10.2020

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta sexta-feira, após o ataque no qual um professor foi decapitado nos arredores de Paris, que os terroristas islâmicos “não passarão” por cima dos valores democráticos do país.

Foi “um ataque terrorista islâmico”, disse Macron à imprensa na cidade de Conflans-Sainte-Honorine, onde ocorreu o ataque.

O professor “foi morto hoje porque ensinou, porque explicou aos seus alunos liberdade de expressão, liberdade de acreditar e liberdade de não acreditar”, afirmou.

Solidariedade aos professores

Macron prestou condolências à família e aos colegas da vítima, mas acima de tudo enfatizou a solidariedade aos professores do país, prometendo que “toda a nação estará ao seu lado hoje e amanhã para defendê-los e permitir-lhes fazer seu trabalho: formar cidadãos livres”.

O autor do ataque “queria derrubar a República e seus valores”, um dos quais é “fazer cidadãos livres”, acrescentou.

Macron enfatizou que os terroristas “não passarão” e que “o obscurantismo religioso não vencerá” o que ele chamou de “batalha”.

 

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MINISTRO DE MACRON QUE PEDIU DEMISSÃO FOI SUBSTITUÍDO PELO ATUAL PREFEITO DE PRADES

Macron troca primeiro-ministro e nomeia Jean Castex, outro conservador moderado, para o Governo francês

Atual prefeito de Prades, que administrou a desescalada após a crise do coronavírus, assume lugar de Édouard Philippe, que pediu demissão

MARC BASSETS

Paris – 03 JUL 2020 – 12:32 BRT

Jean Castex deixa o Palácio do Eliseu em imagem de 19 de maio.Jean Castex deixa o Palácio do Eliseu

O primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, apresentou nesta sexta-feira ao presidente Emmanuel Macron a demissão em bloco dos membros do Governo, incluído ele mesmo. Philippe será substituído por outro direitista moderado, Jean Castex, encarregado da desescalada depois dos meses de confinamento na França e atual prefeito de Prades, povoado de 6.000 habitantes ao pé dos Pirineus. A decisão põe em marcha o processo para mudar a equipe governamental para a nova fase política que Macron deseja inaugurar após a crise da covid-19.

O anúncio chega depois das eleições municipais de 28 de junho em que o primeiro-ministro, o membro mais popular do Governo francês, venceu com conforto no seu feudo, na cidade portuária de Havre, cargo que deveria assumir no domingo. As eleições também representaram um revés para o República em Marcha (LREM), partido de Macron, e deram a vitória a candidatos ecologistas em algumas das principais cidades francesas.

 

“Édouard Philippe apresentou neste dia a demissão do Governo ao presidente da República, que a aceitou. Garante, junto aos membros do Governo, o trato dos assuntos correntes até a nomeação de um novo Governo”, anunciou a presidência em nota na manhã desta quinta. Automaticamente foi anulada a reunião ministerial marcada para a tarde. “Um novo primeiro-ministro será nomeado nas próximas horas”, anunciou o Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa.

“Orgulhoso dos 1.145 dias de Édouard Philippe no Matignon, e graças a Emmanuel Macron por ter acreditado nele”, escreveu no Twitter o eurodeputado Gilles Bover, que até um ano atrás foi colaborador próximo de Philippe na sede do chefe de Governo.

A remodelação governamental obrigava o presidente a fazer equilíbrios. Por um lado, deu sinais de querer impor um rumo ecologista e progressista. De outro, não pode se arriscar a perder a ancoragem na direita moderada que Philippe, identificado com esta corrente, lhe garantia. Nos próximos dias será anunciada a composição do Conselho de ministros.

Castex, de 55 anos, é pouco conhecido pelo grande público, mas tem a seu favor uma comprovada eficiência como alto funcionário conhecedor das alavancas do Estado e uma ancoragem local num setor da França que se sente afastado e às vezes desprezado por Paris. Ao escolher alguém procedente da direita, que trabalhou junto ao ex-presidente Nicolas Sarkozy, Macron opta pela continuidade. Mas põe no cargo alguém que, ao contrário de Philippe, dificilmente lhe fará sombra da etapa final do seu mandato, já com os olhares postos na eleição presidencial de 2022. Prades, de onde é prefeito desde 2008, fica na parte francesa da Catalunha e é um lugar simbólico do catalanismo: lá o violoncelista Pau Casals passou etapas de seu exílio, e anualmente é a sede da Universidade Catalã de Verão.

Numa entrevista publicada nesta sexta em vários jornais regionais franceses, Macron antecipou que remodelaria o Governo, sem esclarecer se a mudança incluiria o primeiro-ministro. “[Philippe] Conduz reformas importantes e temos uma relação de confiança que, sob certo ponto de vista, é única na escala da Quinta República”, disse. “Terei que tomar decisões para conduzir o novo caminho. São novos objetivos de independência, de reconstrução, de reconciliação e novos métodos a adotar. Depois, haverá uma nova equipe.”

A saída de Philippe, de 49 anos, e a nomeação de Castex marcam a primeira mudança de primeiro-ministro desde que Macron venceu as eleições presidenciais de 2017. Philippe, assim como seu sucessor, é um egresso do partido de Sarkozy, Os Republicanos (LR), mas nunca chegou a militar no LREM. À frente do Governo, capitaneou a delicada negociação da reforma previdenciária e a gestão da covid-19.

A lealdade marcou a relação de Philippe com Macron, embora nos últimos meses tenham aflorado diferenças em assuntos como a idade de aposentadoria na reforma previdenciária e o ritmo da desescalada após meses de confinamento.

Segundo a Constituição da Quinta República, fundada pelo general De Gaulle em 1958, o primeiro-ministro “dirige a ação do Governo”, mas o próprio sistema propicia a acumulação de poder por parte do chefe do Estado, que frequentemente é na prática um chefe de Governo, fazendo do primeiro-ministro uma espécie de fusível: a peça que amortece os golpes dirigidos ao presidente e pode ser substituída caso seja preciso reorientar a política governamental. É habitual que o presidente o substitua no meio do mandato. O único que exerceu o cargo durante todo o período presidencial foi François Fillon, entre 2007 e 2012, o quinquênio de Sarkozy. Dos 24 primeiros-ministros da Quinta República, só houve uma mulher: a socialista Édith Cresson.

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