MACRON PRECISA DE TRATAMENTO MENTAL, DIZ PRESIDENTE DA TURQUIA TAYYIP ERDOGAN

Presidente turco diz que Macron precisa de ‘tratamento mental’

A França chamou de volta seu embaixador na Turquia depois do comentário; clima segue tenso após decapitação de professor francês por radical islâmico

Internacional

por Reuters

O presidente turco Tayyip Erdogan

EFE/EPA – 16.10.2019

O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, lançou um novo ataque contra o seu correspondente francês, Emmanuel Macron, neste sábado (24), dizendo que ele precisa de tratamento mental pela postura que adota em relação a muçulmanos e o Islã.

No começo deste mês, Macron prometeu lutar contra o “separatismo islâmico”, que, segundo ele, ameaçava tomar o controle de algumas comunidades muçulmanas ao redor da França, motivando uma forte resposta de Erdogan.

A França chamou de volta seu embaixador na Turquia depois do comentário do presidente turco, informou o gabinete de Macron.

“Os comentários do presidente Erdogan são inaceitáveis. O ultraje e o insulto não são método”, disse o gabinete de Macron em comunicado.

A França foi abalada pela decapitação de uma professor de história por um radical islâmico, que queria se vingar pelo uso de caricaturas do Profeta Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão.

“Qual o problema dessa  pessoa chamada  Macron com muçulmanos e o Islã? Macron precisa de tratamento mental”, disse Erdogan, em um discurso no congresso do seu partido AK, em Kayseri, cidade no centro da Turquia.

“O que mais pode ser dito de um chefe de Estado que não entende a liberdade religiosa e que se comporta dessa maneira em relação a milhões de pessoas vivendo em seu país que são membros de uma fé diferente?”, acrescentou Erdogan.

Fonte: R7
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PRESIDENTE DA FRANÇA CONDENA O TERRORISMO,E DIZ QUE NÃO PASSARÃO POR CIMA DE VALORES DEMOCRÁTICOS

 

Macron: terroristas ‘não passarão’ por cima de valores democráticos

Presidente da França condena assassinato de professor e diz que ele foi morto por ensinar liberdade de expressão para seus alunos

INTERNACIONAL

Da EFE

 

Macron fala diante da escola onde o professor assassinado lecionava

Abdulmonam Eassa / EFE – EPA – 16.10.2020

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta sexta-feira, após o ataque no qual um professor foi decapitado nos arredores de Paris, que os terroristas islâmicos “não passarão” por cima dos valores democráticos do país.

Foi “um ataque terrorista islâmico”, disse Macron à imprensa na cidade de Conflans-Sainte-Honorine, onde ocorreu o ataque.

O professor “foi morto hoje porque ensinou, porque explicou aos seus alunos liberdade de expressão, liberdade de acreditar e liberdade de não acreditar”, afirmou.

Solidariedade aos professores

Macron prestou condolências à família e aos colegas da vítima, mas acima de tudo enfatizou a solidariedade aos professores do país, prometendo que “toda a nação estará ao seu lado hoje e amanhã para defendê-los e permitir-lhes fazer seu trabalho: formar cidadãos livres”.

O autor do ataque “queria derrubar a República e seus valores”, um dos quais é “fazer cidadãos livres”, acrescentou.

Macron enfatizou que os terroristas “não passarão” e que “o obscurantismo religioso não vencerá” o que ele chamou de “batalha”.

 

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MINISTRO DE MACRON QUE PEDIU DEMISSÃO FOI SUBSTITUÍDO PELO ATUAL PREFEITO DE PRADES

Macron troca primeiro-ministro e nomeia Jean Castex, outro conservador moderado, para o Governo francês

Atual prefeito de Prades, que administrou a desescalada após a crise do coronavírus, assume lugar de Édouard Philippe, que pediu demissão

MARC BASSETS

Paris – 03 JUL 2020 – 12:32 BRT

Jean Castex deixa o Palácio do Eliseu em imagem de 19 de maio.Jean Castex deixa o Palácio do Eliseu

O primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, apresentou nesta sexta-feira ao presidente Emmanuel Macron a demissão em bloco dos membros do Governo, incluído ele mesmo. Philippe será substituído por outro direitista moderado, Jean Castex, encarregado da desescalada depois dos meses de confinamento na França e atual prefeito de Prades, povoado de 6.000 habitantes ao pé dos Pirineus. A decisão põe em marcha o processo para mudar a equipe governamental para a nova fase política que Macron deseja inaugurar após a crise da covid-19.

O anúncio chega depois das eleições municipais de 28 de junho em que o primeiro-ministro, o membro mais popular do Governo francês, venceu com conforto no seu feudo, na cidade portuária de Havre, cargo que deveria assumir no domingo. As eleições também representaram um revés para o República em Marcha (LREM), partido de Macron, e deram a vitória a candidatos ecologistas em algumas das principais cidades francesas.

 

“Édouard Philippe apresentou neste dia a demissão do Governo ao presidente da República, que a aceitou. Garante, junto aos membros do Governo, o trato dos assuntos correntes até a nomeação de um novo Governo”, anunciou a presidência em nota na manhã desta quinta. Automaticamente foi anulada a reunião ministerial marcada para a tarde. “Um novo primeiro-ministro será nomeado nas próximas horas”, anunciou o Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa.

“Orgulhoso dos 1.145 dias de Édouard Philippe no Matignon, e graças a Emmanuel Macron por ter acreditado nele”, escreveu no Twitter o eurodeputado Gilles Bover, que até um ano atrás foi colaborador próximo de Philippe na sede do chefe de Governo.

A remodelação governamental obrigava o presidente a fazer equilíbrios. Por um lado, deu sinais de querer impor um rumo ecologista e progressista. De outro, não pode se arriscar a perder a ancoragem na direita moderada que Philippe, identificado com esta corrente, lhe garantia. Nos próximos dias será anunciada a composição do Conselho de ministros.

Castex, de 55 anos, é pouco conhecido pelo grande público, mas tem a seu favor uma comprovada eficiência como alto funcionário conhecedor das alavancas do Estado e uma ancoragem local num setor da França que se sente afastado e às vezes desprezado por Paris. Ao escolher alguém procedente da direita, que trabalhou junto ao ex-presidente Nicolas Sarkozy, Macron opta pela continuidade. Mas põe no cargo alguém que, ao contrário de Philippe, dificilmente lhe fará sombra da etapa final do seu mandato, já com os olhares postos na eleição presidencial de 2022. Prades, de onde é prefeito desde 2008, fica na parte francesa da Catalunha e é um lugar simbólico do catalanismo: lá o violoncelista Pau Casals passou etapas de seu exílio, e anualmente é a sede da Universidade Catalã de Verão.

Numa entrevista publicada nesta sexta em vários jornais regionais franceses, Macron antecipou que remodelaria o Governo, sem esclarecer se a mudança incluiria o primeiro-ministro. “[Philippe] Conduz reformas importantes e temos uma relação de confiança que, sob certo ponto de vista, é única na escala da Quinta República”, disse. “Terei que tomar decisões para conduzir o novo caminho. São novos objetivos de independência, de reconstrução, de reconciliação e novos métodos a adotar. Depois, haverá uma nova equipe.”

A saída de Philippe, de 49 anos, e a nomeação de Castex marcam a primeira mudança de primeiro-ministro desde que Macron venceu as eleições presidenciais de 2017. Philippe, assim como seu sucessor, é um egresso do partido de Sarkozy, Os Republicanos (LR), mas nunca chegou a militar no LREM. À frente do Governo, capitaneou a delicada negociação da reforma previdenciária e a gestão da covid-19.

A lealdade marcou a relação de Philippe com Macron, embora nos últimos meses tenham aflorado diferenças em assuntos como a idade de aposentadoria na reforma previdenciária e o ritmo da desescalada após meses de confinamento.

Segundo a Constituição da Quinta República, fundada pelo general De Gaulle em 1958, o primeiro-ministro “dirige a ação do Governo”, mas o próprio sistema propicia a acumulação de poder por parte do chefe do Estado, que frequentemente é na prática um chefe de Governo, fazendo do primeiro-ministro uma espécie de fusível: a peça que amortece os golpes dirigidos ao presidente e pode ser substituída caso seja preciso reorientar a política governamental. É habitual que o presidente o substitua no meio do mandato. O único que exerceu o cargo durante todo o período presidencial foi François Fillon, entre 2007 e 2012, o quinquênio de Sarkozy. Dos 24 primeiros-ministros da Quinta República, só houve uma mulher: a socialista Édith Cresson.

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