INSULTOS AO PRESIDENTE DA TURQUIA ATRAVÉS DE CHARGE NA REVISTA FRANCESA PODE CUSTAR 4 ANOS DE PRISÃO AOS AUTORES

Jornalistas do Charlie Hebdo são indiciados por ‘ofensa’ a Erdogan

Promotor turco pediu até 4 anos de prisão para 4 funcionários da revista francesa por charge que ironizava o presidente do país

Presidente da Turquia foi retratado em uma charge da revista francesa

ADEM ALTAN / AFP – 24.3.2021

Um promotor da Turquia pediu nesta sexta-feira (26) até quatro anos de prisão contra quatro colaboradores do semanário satírico francês Charlie Hebdo por terem “insultado” o presidente Recep Tayyip Erdogan em uma caricatura em 2020, segundo a agência de imprensa estatal Anadolu.

Os quatro colaboradores da revista francesa indiciados são a caricaturista Alice Petit e três encarregados da famosa revista, Gérard Biard, Julien Sérignac e Laurent Sourisseau, conhecido como Riss, segundo a agência.

O desenho retrata o autoritário presidente turco de cuecas, com um copo de cerveja na mão, levantando a saia de uma mulher com véu, enquanto exclama: “¡Ohhh, o profeta!”.

A publicação desta caricatura, em outubro, desencadeou a revolta de Erdogan em um contexto de fortes tensões diplomáticas entre Ancara e Paris.

A ata de acusação, que deve ser formalmente aceita por um tribunal para que se possa abrir um processo, considerou que o desenho “não entra de forma alguma no marco da liberdade de expressão ou de imprensa”, mas é “vulgar, obsceno e desonroso”.

Erdogan qualificou a caricatura de “ataque ignóbil” cometido por “abutres”.

O assunto chegou em um contexto de crise diplomática entre a Turquia e a França.

O presidente turco chegou a acusar o colega francês, Emmanuel Macron, de “islamofobia” por ter defendido o direito a caricaturizar o profeta Maomé.

Macron advertiu na terça-feira para “as tentativas de ingerência” da Turquia nas eleições presidenciais francesas de 2022 e acusou Ancara de difundir mentiras através dos veículos de comunicação controlados pelo Estado.

Anteriormente, Erdogan disse que seu colega francês precisava realizar “exames mentais” após uma polêmica provocada por uma nova lei francesa que reprime o Islã radical.

Fonte: R7
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INDICIADOS NO LÍBANO, O PREMIÊ E 3 MINISTROS POR EXPLOSÃO QUE DESTRUIU O PORTO DE BEIRUTE E MATOU 200 PESSOAS

 

Premiê e 3 ex-ministros são indiciados por explosão no Líbano

Porto de Beirute ficou destruído e mais de 200 pessoas morreram após uma carga de nitrato de amônia armazenada incorretamente explodir

INTERNACIONAL

Do R7, com EFE

 

O primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, e três ex-ministros de governo foram indiciados nesta quinta-feira (10) pelo juiz que investiga a explosão ocorrida em 4 de agosto deste ano no porto de Beirute. O acidente matou mais de 200 pessoas e outras 6,5 mil ficaram feridas.

O veículo local “Agência Nacional de Notícias” informou que o juiz Fadi Sawan, responsável por investigar o caso, indiciou os quatro por negligência, por provocar os óbitos e deixar feridos.

Fotos impressionantes da explosão registram a tragédia em Beirute

A tragédio foi causada pelo armazenamento incorreto de 2,75 mil toneladas de nitrato de amônio, utilizado principalmente como fertilizante e herbicida na agricultura, mas que é altamente explosivo.

Imagens de satélite mostram efeitos da explosão no porto de Beirute

A história da carga de nitrato de amônio no Líbano começa em 23 de setembro de 2013, quando o navio cargueiro Rhosus atracou no porto de Beirute. Após uma inspeção, as autoridades portuárias libanesas proibiram o navio de retornar ao mar. Cinco tripulantes, todos ucranianos, conseguiram desembarcar e voltar para seu país. O capitão e outros quatro tripulantes permaneceram a bordo para tentar solucionar o impasse.

Os libaneses, no entanto, não conseguiam entrar em contato com o empresário russo que seria o dono da carga e a situação se arrastou por meses. Já sem comida dentro da embargação, os tripulantes precisaram pedir à Justiça libanesa para poder desembarcar e retornar.

Ao descobrir que o empresário russo teria pedido falência de sua empresa, o governo confiscou a carga de nitrato, que foi armazenada em um hangar no porto. Em diversas ocasiões entre 2014 e 2017, autoridades alfandegárias do Líbano escreveram cartas para a Justiça do país, pedindo instruções sobre como proceder com a carga perigosa, mas não tiveram resposta.

 

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