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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: FAUNA DA AMAZÔNIA AMEAÇADA DE EXTINÇÃO NOS PRÓXIMOS 30 ANOS

AMAZÔNIA PODE TER 90% DA FAUNA AMEAÇADA PELO CALOR EM 2050

NOVO ESTUDO AFIRMA QUE AQUECIMENTO LANÇARÁ ESPÉCIES NO PRECIPÍCIO BEM ANTES DO FIM DO SÉCULO; OCEANOS TROPICAIS JÁ PODEM ESTAR CHEGANDO LÁ

Entre 80% e 100% das espécies amazônicas poderão não resistir ao aumento de temperatura projetado para 2050 no pior cenário do aquecimento global. Crédito: ncassullo/Pixabay

No meio do século, grandes áreas da Amazônia terão entre 80% e 100% de suas espécies de animais abruptamente expostas a temperaturas jamais experimentadas por elas. Algumas poderão não resistir e se extinguir, provocando um efeito cascata em todo o ecossistema.

Os resultados são de um novo estudo que mostra como o aquecimento global pode impactar a fauna em todo o planeta, com efeito mais severo nos trópicos.

Se nada for feito para conter emissões de gases de efeito estufa, antes do fim do século 81% dos grupos de espécies terrestres e 37% dos de espécies marinhas terão ao menos uma espécie vivendo além do limite de temperatura. Nos trópicos, onde os bichos já vivem perto do limite, 68% dos grupos de espécies terrestres e 39% dos de espécies marinhas terão ao menos 20% de suas espécies vivendo em superaquecimento.

Regiões como a Amazônia, o Sahel, o noroeste da Austrália e o Sudeste Asiático poderão ter 90% de suas comunidades de animais empurradas para além do limite de temperatura no qual elas evoluíram por milhares de anos. Pior ainda: em muitos casos a virada será abrupta, ou seja, ocorrerá em intervalos de tempo muito curtos, de uma década ou menos. É o caso da Amazônia, onde a maior parte das espécies entra na zona quente por volta de 2050.

NA BEIRA DO PRECIPÍCIO

Isso não significa necessariamente extinção, mas indica que todo o ecossistema foi empurrado para a beira de um precipício. Algumas espécies podem cair imediatamente. Outras podem ficar tão na beirada que qualquer peteleco pode fazê-las despencar.

“A exposição marca o ponto a partir do qual nós entramos em território desconhecido e nossa incerteza sobre a capacidade de uma espécie sobreviver na natureza aumenta dramaticamente”, diz Alex Pigot, do University College de Londres. O biólogo e mais dois colegas da África do Sul e dos EUA publicaram o estudo em 8 de abril na revista científica “Nature”.

Percentual de espécies expostas na pior década (no alto) e ano da exposição (acima)

 

E talvez nem seja preciso esperar 20 anos para começar a ver esses efeitos. As projeções do trio de pesquisadores indicam que os oceanos tropicais podem ter suas comunidades animais (“assembleias”, no jargão dos pesquisadores) lançadas na beira do abismo antes de 2030. De fato, pode ser que isso já esteja acontecendo com os recifes de coral.

Em 2020 estamos assistindo ao terceiro evento de branqueamento em massa de corais da Grande Barreira de Corais australiana em cinco anos. O branqueamento é causado por ondas de calor marinhas. A temperatura da água sobe tanto que as microalgas que dão cor aos corais não conseguem sobreviver, deixando as colônias brancas – e matando-as de fome.

“Os intervalos entre esses eventos estão ficando cada vez mais curtos, dando menos tempo para os corais se recuperarem”, disse Pigot. “Infelizmente, nossos modelos estão projetando que na próxima década o que hoje consideramos uma condição extrema se torne o novo normal.” A exposição ao calor, afirma, pode levar a extinções locais nesse caso.

HORIZONTE CLIMÁTICO

Entender como a biodiversidade sofrerá com a mudança climática tem sido um desafio para os cientistas. Ao mesmo tempo, é fundamental para orientar estratégias de conservação e adaptação. Se um ecossistema pode ser muito afetado pelo aquecimento da Terra, então provavelmente é uma boa ideia conservá-lo hoje para evitar que os efeitos cumulativos de clima, desmatamento e outras formas de exploração predatória acelerem o processo.

No entanto, a maioria dos estudos olha para cenários de extinção de espécies individuais no fim do século, em vez de considerar a perspectiva, mais realista, de uma caminhada de todo o grupo de espécies que partilha um mesmo ambiente para o abismo.

Pigot e seus colegas usaram os resultados de 22 modelos climáticos e os cruzaram com a distribuição geográfica de mais de 30.600 espécies para saber qual era o limite de temperatura tolerado por elas. A partir disso, projetaram o clima futuro segundo três cenários do IPCC, o painel do clima da ONU: o chamado RCP 2.6, no qual o Acordo de Paris é cumprido e o aquecimento fica abaixo de 2 °C neste século; o RCP 4.5, um cenário intermediário; e o RCP 8.5, no qual não se faz nada para conter emissões e a temperatura sobe 4 °C. As projeções de ruptura do ecossistema amazônico apresentadas acima foram feitas nesse pior cenário.

REDUÇÃO PELO CONFINAMENTO

Mesmo com as promessas dos países no Acordo de Paris para cortar emissões, Pigot acha que é cedo para descartar o cenário 8.5. “Há feedbacks potenciais no sistema terrestre que podem levar a um aumento de emissões por fontes naturais. Isso significa que um grande aquecimento, correspondente ao cenário 8.5, ainda é muito provável se não agirmos agora e depressa.”

“Esse estudo é muito importante e sai em boa hora. Pela primeira vez o impacto sobre espécies do aumento de temperatura causado pelas mudanças climáticas é projetado para coletivos ou assembleias de espécies e não para espécies individualmente”, disse o biólogo Fabio Scarano, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável. A boa notícia do trabalho, prossegue, é que, se a sociedade global alcançar a meta do Acordo de Paris, menos de 2% das assembleias de espécies mundo afora sofreriam disrupções.

“À luz da mudança de comportamento planetário ao longo desse último mês de março, com uma brutal redução na emissão de gases estufa por conta do confinamento, já não parece tão impossível frear a rápida velocidade das mudanças climáticas. Tomara que possamos fazê-lo por sabedoria, em vez de em resposta a novas pestes, que certamente irão proliferar em um cenário de biodiversidade abruptamente em declínio.”

Fonte: Revista Planeta

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ANÁLISE POLÍTICA: O TUCANO E O JAVAPORCO, POR CAIO COPPOLLA

Na nossa coluna ANÁLISE POLÍTICA desta quarta-feira você vai assistir ao nosso mais eloquente e competente jornalista conservador contar uma fábula, a fábula do Tucano e o JavaPorco, que conta a trajetória de um dos mais emblemáticos políticos da fauna brasileira, um velho tucano, que conseguiu destruir sua reputação sua reputação num fim de carreira decadente e melancólico, iludido por um JavaPorco meliante e decadente também. Então assista ao vídeo completo a seguir e descubra quem são esses dois personagens da fauna brasileira.

 

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: SAIBA O QUE É UM BIOMA

As publicações da coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE visão trazer conhecimento, conscientização e educação acerca dos conceitos de sustentabilidade dos ecossistemas do nosso planeta. Por isso temos duas publicações semanais, onde uma delas lhe informa e atualiza sobre as últimas novidades tecnológicas em termos de meio ambiente e sustentabilidade e a outra procura conscientizar quanto a preservação dos nossos “Biomas”. E é justamente sobre isso o tema da nossa publicação desta quarta-feira. Então convido você a ler o artigo completo a seguir!

Biomas

Bioma é uma comunidade ambiental estável. Saiba mais sobre os biomas no artigo a seguir.

Bioma aquático
Bioma aquático

 

Introdução – o que é

Em Ecologia chama-se bioma a uma comunidade biológica, ou seja, fauna e flora e suas interações entre si e com o ambiente físico: solo, água e ar.

Área biótica e os principais características dos biomas

Área biótica é uma área geográfica ocupada por um bioma, ou seja, regiões com um mesmo tipo de clima e vegetação. Entretanto, um bioma pode ter uma ou mais vegetações predominantes.

Apesar de poderem apresentar diferentes animais e plantas, sabe-se que há muitas semelhanças entre as paisagens dos mais diferentes continentes, isso ocorre devido à influência do macroclima (tipo de solo, condição do substrato e outros fatores físicos).

Segundo alguns, os cinco tipos mais importantes de biomas são: aquático, desértico, florestal, de vegetação rasteira e tundra (vegetação proveniente do material orgânico que aparece no curto período de degelo das regiões de clima polar).

Entretanto, alguns vão um pouco mais longe nesta classificação. Segundo estes, só no Brasil há seis diferentes tipos de biomas, sendo eles: Floresta Amazônica, Cerrado, Pantanal, Caatinga, Mata Atlântica e Zonas Costeiras.

Há também uma classificação para os biomas aquáticos, que são divididos em biomas de água doce e marinhos, ou seja, aqueles que pertencem a água do mar.

Curiosidade ecológica:

– O bioma da Terra compreende a biosfera.

Grupo de cervos numa floresta

Bioma Terrestre

Fonte: Toda Biologia

Última atualização: 19/03/2021

Por Elaine Barbosa de Souza
Graduanda em Ciências Biológicas pela Universidade Metodista de São Paulo.

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: MARSUPIAIS EXTINTOS HÁ 100 ANOS VOLTAM A POVOAR O PARQUE NACIONAL DA AUSTRÁLIA

O objetivo final do projeto é liberar uma geração mais inteligente de bandicoots e outros mamíferos localmente extintos de volta à natureza. Wild Deserts é parte de uma importante iniciativa do governo de NSW para proteger mamíferos nativos ameaçados por meio do projeto Reintrodução de Mamíferos Localmente Extintos e da iniciativa Saving our Species. Convido você a ler o artigo completo a seguir para conhecer os detalhes da matéria.

Bandicoots retornam ao Parque Nacional da Austrália após estarem extintos localmente por mais de um século

UNSW Sydney 

Bandicoots extintos localmente voltaram a um parque nacional australiano em New South Wales depois de mais de 100 anos.

A espécie ameaçada nacionalmente – conhecida pelos aborígenes locais como ‘talpero’ – uma vez se espalhou pelo interior da Austrália, incluindo a área agora administrada como Parque Nacional Sturt.

Os pequenos marsupiais nativos foram extintos na região após mudanças no ecossistema causadas por coelhos e predação por gatos selvagens e raposas.

Agora, uma população fundadora de talpero foi reintroduzida na área pela equipe de Wild Deserts.

Sua reintrodução é outro marco importante no projeto de conservação dos Desertos Selvagens, que no ano passado reintroduziu bilbies e mulgaras no parque nacional.

“A temporada tem sido tremenda aqui com as chuvas que tivemos no ano passado e novamente em março”, disse a Dra. Rebecca West da UNSW, uma ecologista que mora em Wild Deserts.

“Essas chuvas ajudaram a criar um sistema altamente produtivo e excelente para a reintrodução dessa espécie.”

Até recentemente, os bandicoots barrados ocidentais eram considerados uma espécie com cinco subespécies, mas recentemente se dividiu em cinco espécies. Apenas a espécie Shark Bay, a espécie translocada para o Parque Nacional Sturt, sobreviveu. Os cientistas da UNSW reconhecem este importante trabalho taxonômico.

Esta espécie restante foi movida para duas ilhas e três locais cercados. A reintrodução de conservação de Wild Deserts veio de um deles, uma população autossustentável em Arid Recovery perto de Roxby Downs.

Apoiado por governos devido ao seu valor de conservação, a reintrodução de conservação dos Desertos Selvagens reconhece o importante papel que este complexo de espécies desempenhou na função ecológica, importante para restaurar os ecossistemas do deserto.

A equipe de Wild Deserts erradicou até o último coelho, gato e raposa de duas exclusões cercadas à prova de feras de 2.000 hectares dentro do Parque Nacional de Sturt, criando uma das maiores áreas livres de animais selvagens na Austrália.

Essas exclusões na natureza funcionam como ‘zonas de treinamento’, onde espécies vulneráveis ​​reintroduzidas podem aprender a viver na natureza sem os perigos de predadores como gatos e raposas.

Quando suas populações começarem a prosperar, os animais serão soltos em uma segunda área de treinamento com predadores, onde aprenderão a se tornar predadores inteligentes.

O objetivo final do projeto é liberar uma geração mais inteligente de bandicoots e outros mamíferos localmente extintos de volta à natureza.

O Ministro do Meio Ambiente de NSW, Matt Kean, disse: “A reintrodução desta importante espécie no Corner Country no Sturt National Park é outro grande passo em nossa batalha para deter e reverter a maré de extinção de mamíferos.

“Nosso objetivo é restabelecer os ecossistemas como eram antes de os gatos selvagens, raposas e coelhos causarem estragos na vida selvagem nativa australiana.”

Talpero são os menores membros da família bandicoot, aproximadamente do tamanho de uma cobaia. Eles podem ser distinguidos de outros bandicoots por sua pelagem fulva com listras claras na garupa.

Os marsupiais noturnos cavam em busca de alimento em ambientes arenosos, fazendo covas de forrageamento para encontrar sementes, tubérculos, insetos e fungos. Esse processo transforma o solo e o ajuda a captar água e nutrientes, contribuindo para a saúde geral do ecossistema.

A equipe de Wild Deserts introduziu 10 talpero como população fundadora, mas eles esperam adicionar mais membros em breve.

“Se eles continuarem indo tão bem quanto estão, então acho que seremos capazes de adicionar mais alguns personagens à mistura”, diz o Dr. West.

“Esperançosamente, isso irá restabelecer os bandicoots no Parque Nacional Sturt no futuro.”

UNSW Sydney

Um ecossistema em recuperação

A população fundadora de talpero é de Arid Recovery, um projeto independente de conservação e pesquisa sem fins lucrativos que administra um grande refúgio seguro e livre de feras perto de Roxby Downs, no sul da Austrália.

Os marsupiais foram soltos na exclusão ao sul dos Desertos Selvagens, chamada ‘Mingku’ – nome que vem da palavra que significa feliz na língua Maljangapa. O talpero se juntou a outras duas espécies recentemente reintroduzidas, os bilbies e mulgaras.

“Este é um passo importante na restauração deste ecossistema desértico”, disse o professor Richard Kingsford, líder do projeto Wild Deserts e diretor do UNSW Center for Ecosystem Science.

“Já estamos começando a ver o início de uma transformação ocorrendo na paisagem. O solo está começando a se revirar, o que dá grandes oportunidades para muitos pequenos invertebrados e capta água e nutrientes.

“Achamos que isso é parte de como podemos transformar esses desertos de volta ao que eram.”

O Dr. John Read da Ecological Horizons, um dos principais parceiros do projeto Wild Deserts, diz “Esses pequenos escavadores enérgicos em Wild Deserts são importantes do ponto de vista cultural, histórico e ecológico e serão ótimos para restaurar o deserto”.

Os cientistas de Wild Deserts vão verificar os animais diariamente usando dispositivos de rastreamento de rádio para garantir que eles estão se adaptando bem ao seu novo ambiente.

“Projetamos deliberadamente o projeto Wild Deserts para nos permitir oportunidades de monitoramento científico para avaliar nosso manejo e o sucesso da espécie”, disse o Dr. Reece Pedler da UNSW, coordenador do projeto Wild Deserts, em um comunicado .

UNSW Sydney

“Esperamos estabelecer talpero em outras partes do site Wild Deserts – e, finalmente, em áreas vizinhas do Parque Nacional Sturt ou além. Já registramos o recrutamento de jovens que foram translocados em bolsa e outros jovens que nasceram em Wild Deserts. ”

Wild Deserts é parte de uma importante iniciativa do governo de NSW para proteger mamíferos nativos ameaçados por meio do projeto Reintrodução de Mamíferos Localmente Extintos e da iniciativa Saving our Species.

Em seguida, a equipe planeja reintroduzir outros mamíferos ameaçados nas exclusões dos Desertos Selvagens, incluindo quolls ocidentais, ratos de ninho de pau e bandicoots dourados.

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: POPULAÇÃO DE RINOCERONTES CRESCEU 16% NO NEPAL NOS ÚLTIMOS 6 ANOS

Maravilha a notícia que vem lá do Nepal sobre a população de rinocerontes ameaçados. Feita a mais recente contagem verificou-se que a população cresceu 16% nos últimos 6 anos. Na década de 1960 haviam apenas 100 indivíduos no país, hoje são 752. Leia o artigo completo a seguir e saiba dos detalhes desse artigo.

Eles contaram rinocerontes ameaçados no Nepal e a população cresceu 16%

Um terceiro país anunciou boas notícias para os rinocerontes este ano. As populações de rinocerontes de um chifre ameaçados de extinção no Nepal aumentaram 16% nos últimos seis anos.

O novo National Rhino Count 2021 estima que o número atual é de 752 indivíduos, contra 645 em 2015. Os rinocerontes foram contados em todo o país entre 22 de março e 10 de abril, incluindo quatro parques nacionais, incluindo Chitwan.

Na década de 1960, havia apenas cerca de 100 restantes no país.

O Departamento de Parques Nacionais e Conservação da Vida Selvagem usou 57 elefantes em sua busca por rinocerontes, junto com 350 pessoas treinadas que varreram as áreas da selva para documentar a contagem de uma espécie.

Durante o processo, eles também coletaram dados sobre as condições do habitat, espécies invasoras na área e atividades humanas na região.

“O crescimento geral no tamanho da população é indicativo de esforços contínuos de proteção e gestão de habitat pelas autoridades de áreas protegidas, apesar dos contextos desafiadores nos últimos anos”, disse Gana Gurung, Representante Nacional do WWF Nepal .

Eles não poderiam ter feito isso sem a ajuda dos elefantes (c) WWF Nepal 

“Esta conquista é mais um marco na jornada de conservação do Nepal.”

Enquanto isso, na África, 2020 foi um ano notável para a proteção dos rinocerontes no Quênia, onde nenhum rinoceronte perdeu o chifre ou a vida no ano passado – um feito não alcançado desde 1999.

E na África do Sul, que contém 80% de todos os rinocerontes africanos, 2020 foi o sexto ano consecutivo em que ocorreram incidentes de caça furtiva de rinoceronte no enorme Parque Nacional Kruger. Desde 2017, as mortes caíram 60%.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: MARAVILHA! MAIS CINCO ESPÉCIES CONSIDERADAS EXTINTAS REAPARECEM

O destaque desta sexta-feira aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE é a descoberta de 05 espécies de animais tidas como extintas nos lugares mais remotos da terra. Em apenas 2 anos a lista de 25 espécies perdidas da Global Wildlife Conservation ( GWC ), após uma série de redescobertas reduziu esse número para 20. Maravilha, não? Assim a natureza agradece!

Em apenas 2 anos, eles redescobriram 4 animais incríveis em sua lista de ’25 espécies perdidas ‘

Pouco mais de dois anos desde que a Global Wildlife Conservation ( GWC ) promoveu sua lista das ’25 Mais Procuradas ‘de’ espécies perdidas ‘, uma série de redescobertas reduziu esse número para 20.

Em expedições ao redor do mundo, nos últimos meses os cientistas têm ido às selvas mais profundas e às partes mais remotas de vários países, tudo em nome da preservação da biodiversidade.

Dê uma olhada na carismática flora e fauna que agora sabemos que ainda estão conosco e celebre essas descobertas fascinantes.

De ‘perdido’ a encontrado

1. Jackson’s Climbing Salamander
Visto pela última vez: 1975. Redescoberto: 2017

Crédito: Carlos Vásquez Almazán

 

 

A primeira espécie na lista dos 25 mais procurados a ser redescoberta aconteceu por completo acidente e, na verdade, ocorreu meses antes de uma expedição planejada pelo GWC à cordilheira Cuchumatanes da Guatemala para procurar o animal.

Descoberta por um guarda da Reserva de Anfíbios Finca San Isidro, fundada pelo GWC durante uma patrulha, a história da redescoberta da “maravilha dourada” fará seu coração inchar de alegria e inclui o culminar do trabalho da vida do herpetólogo Carlos Vásquez Almazán, bem como a redescoberta de duas outras espécies de salamandras perdidas no processo.

Longa e dourada como mel cristalizado, com uma faixa preta correndo nas costas, a redescoberta da salamandra foi “para mim pessoalmente … um momento de pura alegria”, diz Vasquez.

2. Abelha gigante de Wallace vista pela
última vez: 1981. Redescoberta: 2019

38 anos é muito tempo para passar sem ver a maior espécie de abelha do mundo, que possui uma envergadura de 2,5 polegadas. Quatro vezes maior que a abelha melífera europeia, este inseto gigante foi redescoberto em 2019 nas ilhas indonésias conhecidas como Molucas do Norte.

Você pode ouvir a paixão em Clay Bolt, o homem responsável por sua redescoberta, quando ele falou ao GWC sobre como foi riscar a segunda espécie da Lista dos 25 Mais Procurados.

“Foi absolutamente impressionante ver esse ‘buldogue voador’ de um inseto que não tínhamos mais certeza de que existia, ter uma prova real bem na nossa frente na natureza”, disse Bolt, que passou anos pesquisando o tipo de habitat certo com o companheiro de viagem, Eli Wyman.

“Para realmente ver como a espécie é linda e grande em vida, ouvir o som de suas asas gigantes batendo enquanto voava passando por minha cabeça, foi simplesmente incrível. Meu sonho agora é usar essa redescoberta para elevar esta abelha a um símbolo de conservação nesta parte da Indonésia e um ponto de orgulho para os habitantes locais. ”

3. Velvet Pitcher Plant
Visto pela última vez: 1918. Redescoberta: 2019.

Crédito da ilustração: Originalmente publicado em Danser, BH 1928 

Como mencionado acima, esta espécie desapareceu do registro científico com a mesma rapidez com que entrou. Vinda do mundo bizarro das plantas carnívoras, a planta do jarro de veludo foi redescoberta em maio de 2019 nas encostas de uma montanha chamada Kemul, que a GWC descreve como situada no “mais remoto e último remanescente grande pedaço de verdadeira selva em Bornéu”.

4. Chevrotain com fundo de prata
visto pela última vez: 1990. Redescoberta: 2019.

Crédito: Global Wildlife Conservation 

Tirando três espécies da lista dos 25 Mais Procurados em um ano, o GWC ficou maravilhado quando puderam confirmar a existência do apropriadamente chamado “cervo-rato com presas” – o primeiro mamífero da lista a ser redescoberto.

Os cientistas não sabem quase nada sobre a ecologia geral ou o estado de conservação desta espécie, tornando-a uma das maiores prioridades de conservação de mamíferos nas montanhas da Grande Anamita da Indochina, uma das áreas selvagens focais do GWC.

Usando o conhecimento local, a equipe de pesquisa apoiada pelo GWC colocou armadilhas fotográficas em torno de áreas onde os moradores alegaram ter visto um chevrotain com uma faixa prateada nas costas, o que o diferencia do cervo-rato menor, que é muito mais comum.

Isso resultou em 275 fotos da espécie. A equipe então instalou outras 29 câmeras na mesma área, desta vez registrando 1.881 fotografias da chevrotain ao longo de cinco meses.

5. Somali Sengi
Last Seen: 1968. Rediscovered: 2020.

Crédito: Steven Heritage at Global Wildlife Conservation 

descoberta, como relata o GNN, do “minúsculo musaranho elefante” marca o primeiro animal africano na lista dos 25 mais procurados a ser encontrado, bem como o único a ser encontrado vivendo em populações relativamente estáveis ​​e saudáveis.

Parente distante de golias, como o peixe-boi e o elefante, essa minúscula encarnação de mamíferos com troncos corre tão rápido quanto um velocista olímpico, aspirando formigas com o focinho da mesma forma que o porco-da-terra.

Uma expedição iniciada em 2019 procurou utilizar o conhecimento local sobre o sengi do povo de Djibouti, ao invés do país do homônimo do sengi. Os habitantes locais acertaram completamente e bastou uma armadilha cheia de coco, manteiga de amendoim e fermento para encontrar o carinha.

“Foi incrível”, disse Steven Heritage, cientista pesquisador da Duke University, nos Estados Unidos, ao  Guardian . “Quando abrimos a primeira armadilha e vimos o pequeno tufo de cabelo na ponta da cauda, ​​apenas olhamos um para o outro e não podíamos acreditar. Uma série de pesquisas com pequenos mamíferos desde a década de 1970 não encontrou o sengi somali em Djibouti – foi um acaso que aconteceu tão rapidamente para nós. ”

Ansioso

Usando artistas renomados e talentosos para ajudar a representar os 25 Mais Procurados no site do GWC, a instituição de caridade conservacionista tenta retratar os animais como obras de arte e sua potencial extinção como algo semelhante à perda de uma pintura ou escultura de valor inestimável.

O GWC está atualmente aguardando o resultado do teste de DNA para confirmar se a tartaruga gigante Fernandina Galápagos pode ou não se tornar o primeiro réptil da lista a ser redescoberto. Então, quem sabe? Em breve, essa lista de Mais Procurados pode cair para apenas 19.

Fonte: Good News Network

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