NOTA DEFENDENDO VOTO AUDITÁVEL É EMITIDA POR MILITARES DA RESERVA

Militares da reserva emitem nota defendendo ‘voto auditável’

Nota é assinada pelos presidentes dos clubes do Exército, Marinha e Aeronáutica

Evandro Furoni, da CNN, Em São Paulo

 Atualizado 02 de agosto de 2021 às 21:13

Militares da reserva emitem nota defendendo 'voto auditável'

O Clube Militar, o Clube Clube Naval e o Clube de Aeronáutica, formados por oficiais da reserva das Forças Armadas brasileiras, emitiram em conjunto uma noite desta segunda-feira (2) defendendo a proposta de “voto auditável”, bandeira defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e motivo de confrontos com o Supremo Tribunal Eleitoral (TSE).

A nota reproduz os argumentos utilizados por  Bolsonaro em sua transmissões pelas redes sociais na última quinta-feira (29). Segundo os oficiais da reserva, “Auditagem das urnas não pode ser enxergada a olho nu. Trata-se,  de uma inescrutável caixa preta. A  inviolabilidade das urnas eletrônicas, atestada pela própria equipe técnica do TSE, não pode ser um dogma. O TSE bloqueia sistematicamente propostas de teste do sistema solicitados por equipes externas, o  que pode levar à suspeita de que tem algo a esconder”, diz o comunicado. A apuração das urnas não é feita em segredo, representantes dos partidos participantes da disputa acompanham a apuração.

A nota ainda relembra ataques digitais ocorridos no mundo para questionar a segurança das urnas. “Digitais da NASA, do Pentágono, de partidos políticos americanos  e de grandes empresas privadas, mesmo protegidos por sistemas de segurança (CyberSecurity) up to date, já foram invadidos( …) Diante destas inquestionáveis evidências, seriam as urnas eletrônicas brasileiras realmente  inexpugnáveis?”, afirma

A nota é emitida no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar o TSE pelo uso das urnas eletrônicas. Ainda nesta segunda o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, usou o tradicional discurso na volta dos trabalhos da Corte para criticar as falas de Bolsonaro contra o Judiciário.

O texto ainda cita a PEC 135/2019, que transita no Congresso e defende as mudanças no sistema eleitoral brasileiro. A avaliação dentro do Legislativo é que a mudança tem poucas chances de ser aprovada no atual momento

Roberto Barroso, presidente do TSE, principal alvo dos ataques de Bolsonaro, também respondeu aos ataques. Em reunião transmitida na noite desta segunda, o ministro afirmou que o uso do voto impresso não só traria um custo maior para a realização das eleições, como também as tornariam menos seguras, dados os riscos de transporte dos votos impressos.

Ainda nesta segunda, o TSE instaurou um inquérito para investigar os ataques feitos contras as urnas eletrônicas. Tal ação poderia não só acarretar em uma notícia-crime contra Bolsonaro, como também impugnar a sua candidatura.

Confira a nota completa dos clubes militares:

Rio de Janeiro, 02 de Agosto de 2021

Clube Naval, Militar e de Aeronáutica

A confiabilidade  e a transparência de um processo eleitoral constituem requisitos básicos para uma  democracia saudável, e suscitaram o debate sobre a implementação da urna eletrônica com  voto impresso auditável, em análise pelo Congresso Nacional, provocado  pela PEC 135/2019.

As Urnas Eletrônicas (DRE – Direct Recording Electronic Voting Machines) de 1ª Geração foram implantadas  em  1996. De 2006 a 2012, Holanda, Alemanha, EUA, Canadá, Rússia, Bélgica, Argentina, México e Paraguai abandonaram-nas. Em 2014, India e Equador adotaram modelos mais avançados. Embora já exista a Urna E de 3ª Geração, o   Brasil  insiste em utilizar as superadas Urnas E de 1ª Geração.

A auditagem das urnas não pode ser enxergada a olho nu. Trata-se,  de uma inescrutável caixa preta. A  inviolabilidade das urnas eletrônicas, atestada pela própria equipe técnica do TSE, não pode ser um dogma. O TSE bloqueia sistematicamente propostas de teste do sistema solicitados por equipes externas, o  que pode levar à suspeita de que tem algo a esconder. Por que essa exclusiva “segurança em obscuridade”? Por que tal segregação, se todos, indistintamente,  tem direito à verdade?

No entendimento do TSE, apoiado na  letra jurídica, o ônus da prova cabe a  quem reclama de fraude. Mas pelo fato de  todo o processo ser digitalizado, sem  a existência de provas  visíveis  e tangíveis, torna-se impossível atestar uma possível ilicitude. Se não há como apresentar provas materiais, a questão permanece em suspenso, o que favorece os tenazes defensores do sistema. Até quando vai perdurar esse circunlóquio?

Pessoas dotadas de nível mediano de  conhecimentos sobre sistemas sabem que celulares e computadores  são  vulneráveis a vírus e invasões. No tocante a Urnas E, o universo de pragas  cibernéticas pode compreender, dentre outros malefícios,  a clonagem e adulteração de programas,  a inclusão de programas  maliciosos para desvio de votos de um candidato para outro, a supressão de votos, fraudes na apuração e totalização de votos  e   pré-inserção de votos nas urnas.

Sistemas digitais da NASA, do Pentágono, de partidos políticos americanos  e de grandes empresas privadas, mesmo protegidos por sistemas de segurança (CyberSecurity) up to date, já foram invadidos. Hackers, por ideologia e/ou interesses financeiros, são gênios do mal e estão sempre um passo à frente em termos de avanço  tecnológico. Diante destas inquestionáveis evidências, seriam as urnas eletrônicas brasileiras realmente  inexpugnáveis?

De acordo com o previsto na PEC 135/2019, mediante a impressão, o eleitor não tocaria o voto, tampouco o levaria consigo, apenas o veria, verificaria se ele de fato corresponde ao candidato que aparece na tela,  confirmaria, o papel  cairia e permaneceria armazenado dentro de urna lacrada, o que possibilitaria, caso necessário, futuro cotejo e recontagem. Portanto, nada mais  falso afirmar que, com a impressão do voto, o eleitor poderia ser  pressionado por “benfeitores”, traficantes, milicianos e afins.  Pura desinformação.

O TSE,  administrador-mor do sistema, prega a dependência absoluta do software, ao afirmar que   um aumento da interferência humana ocasionaria erros que abririam brechas para a judicialização do processo eleitoral. Obviamente, nenhum sistema está totalmente a salvo da maldade   dos homens. Mas seria a aceitação passiva dos resultados da urna eletrônica mais aconselhável, a fim de evitar  questionamentos válidos, no melhor estilo “Cale-se, eu sei o que é melhor para você”? Eis  a verdadeira ditadura.

O sistema de urnas eletrônicas com voto impresso auditável, indubitavelmente,  acrescenta equipamentos eletrônicos, o que aumenta a probabilidade da ocorrência de problemas sistêmicos, além de gerar necessidades logísticas e de segurança física. Caberia  ao TSE ser proativo  e estabelecer planos contingentes para que o sistema como um todo possa operar  de maneira eficiente. A justificativa de que, em face da pandemia, o gasto de três bilhões de reais com o custo da implementação das urnas eletrônicas com voto impresso auditável  seria inadmissível não se sustenta, pois a lisura e a transparência  do processo eleitoral –  essenciais para uma  salutar  democracia –  não tem preço, seja em que tempo for.

O prazo final para a resolução desse imbróglio, visando as eleições de 2022, será outubro. Esperamos que não seja um outubro vermelho, mas sim verde e amarelo, pelo bem do Brasil.

AE Luiz Fernando Palmer Fonseca

Presidente do Clube Naval

Gen Div Eduardo José  Barbosa

Presidente do Clube Militar

Maj Brig-Ar Marco Antonio Carballo Perez

Presidente do Clube de Aeronáutica

O Clube Militar com este texto, encerra uma série de artigos mostrando a necessidade de total transparência no processo eleitoral brasileiro.

A data de hoje é importante, pois antecede a votação de matérias no Congresso Nacional.

Boa sorte, Brasil!

Fonte: CNN

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DIREITO-JUSTIÇA: COMANDO DO EXÉRCITO SE MANIFESTOU SOBRE O SIGILO IMPOSTO AO PROCESSO CONTRA O EX-MINISTRO DA SAÚDE GENERAL PAZUELLO

Exército rompe o silêncio e dá resposta contundente ao STF

Foto Reprodução/InternetFoto Reprodução/Internet

O comando do Exército finalmente se manifestou sobre o sigilo imposto ao processo contra o ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello.

Em resposta contundente enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o comando do Exército avisou que a decisão é um “assunto interno”.

Os militares ainda solicitaram que a ministra Cármen Lúcia rejeite a ação apresentada por partidos de esquerda contra a medida.

O Exército explicou que “apenas cumpriu” o que determina a Lei de Acesso à Informação e que “não foi o administrador militar quem impôs a restrição de acesso ao documento, mas sim, a legislação”.

“O fundamento para um prazo tão dilatado para disponibilização de informações pessoais – cem anos – é que dificilmente a divulgação de informações constantes de arquivos, cadastros, banco de dados ou registros administrativos provocará danos à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem de determinada pessoa depois de passado um século”, diz o documento.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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OPINIÃO: SERÁ QUE O EXÉRCITO E O SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR ESTÃO SENDO AFRONTADOS COM DECISÃO DA MINISTRA CARMEN LÚCIA?

A decisão de Cármen Lúcia: Uma afronta ao Exército e ao Superior Tribunal Militar?

Fotomontagem: Nelson Jr/STF e Antonio Cruz/Agência BrasilFotomontagem: Nelson Jr/STF e Antonio Cruz/Agência Brasil

A ministra Cármen Lúcia deu um prazo de 5 dias para que o Ministério da Defesa preste informações sobre o sigilo imposto pelo Exército Brasileiro no processo administrativo aberto contra o general Eduardo Pazuello.

A determinação da ministra atende a mais uma ação de partidos de esquerda, sempre dispostos a infernizar a vida do presidente da República e prejudicar o Governo Federal.

É uma decisão absurda, onde não se vislumbra qualquer amparo legal.

Faz parte do insano jogo da politicagem de uma turma que trabalha incansavelmente contra o país.

Ademais, o Exército Brasileiro não deve satisfação de seus atos ao Supremo Tribunal Federal.

As questões que envolvem os militares possuem como foro competente para julgamento o Superior Tribunal Militar.

Assim, impossibilitada de inquirir o Exército, a ministra dirigiu-se ao Ministério da Defesa, órgão do Poder Executivo.

Entretanto, é evidente que o ministério não tem as informações que a ministra deseja.

A via torta que Cármen Lúcia está tentando trilhar para chegar ao Exército é uma aberração.

E só contribui para alimentar a insegurança jurídica que vivenciamos presentemente.

Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.

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POLÍTICA: EXÉRCITO BRASILEIRO NÃO CEDEU AS PICUINHAS DA “MÍDIA DO ÓDIO” NEM DE OPOSITORES AO GOVERNO BOLSONARO

Exército se impõe e não cede à pressão dos “esquerdopatas” e da “mídia do ódio”

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Exército Brasileiro não cedeu às picuinhas da “mídia do ódio” nem tampouco de opositores ao Governo do presidente Jair Bolsonaro e mostrou, mais uma vez, que quem determina as decisões internas das Forças Armadas são os próprios militares.

A esquerda bem que tentou uma forçada de barra, utilizando-se da “mídia do ódio” para coagir a alta cúpula do Exército a abrir processo administrativo contra o General Eduardo Pazuello, ex-Ministro da Saúde, que esteve presente em uma motociata, no Rio de Janeiro, no final de maio.

Porém, após deliberação interna e, em resposta ao pedido formulado pelo jornal O GLOBO, que faz claramente oposição ao presidente da República, o Exército respondeu que o processo contém informações pessoais e, citando o dispositivo da Lei de Acesso à Informação (LAI) que garante, nessas situações, o sigilo por 100 anos, não se sujeitou às exigências da emissora carioca.

“A documentação solicitada é de acesso restrito aos agentes públicos legalmente autorizados e à pessoa a que ela se referir”, justifica o Exército, em nota.

“Magoada”, a Rede Globo, que perdeu contratos com o Governo Federal desde que Jair Bolsonaro assumiu a cadeira da presidência, choramingou a não entrega dos documentos e disse que cabe recurso à decisão do Exército junto à Controladoria-Geral da União (CGU); demonstrando que ainda não quer perder a “quebra-de-braço”.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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EXÉRCITO BRASILEIRO DECIDIU NÃO PUNIR O GENERAL PAZUELLO POR PARTICIPAR DE ATO COM O PRESIDENTE BOLSONARO

Eduardo Pazuello não sofrerá punição do Exército

Participação de general do Exército em ato político ao lado de Jair Bolsonaro aconteceu no Rio de Janeiro, em 23 de maio

Da CNN

Atualizado 03 de junho de 2021 às 16:28

Eduardo Pazuello não sofrerá punição do Exército por participação em ato com Bolsonaro - Política - Diário do Nordeste

O Exército brasileiro decidiu não punir o general Eduardo Pazuello por ato com o presidente Jair Bolsonaro, realizado no Rio de Janeiro, em 23 de maio. A informação foi confirmada pelo analista da CNN Caio Junqueira, na tarde desta quinta-feira (3).

Em nota, disse que “em evento realizado na Cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de maio de 2021, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general”.

O analista Caio Junqueira reiterou um incômodo grande por parte de generais da ativa, em que a maior preocupação era de que seria preciso punir o general Eduardo Pazuello para evitar que a política não interferisse nos quartéis, a grande preocupação de militares da ativa.

O general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, participou, sem máscara, de um ato político, no Rio de Janeiro, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, também sem máscara, no dia 23 de maio. A participação aconteceu dias depois de o militar falar à CPI da Pandemia, no Senado.

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OPINIÃO: AS FALSAS NARRATIVAS DA “MÍDIA DO ÓDIO” TENTAM CAUSAR CONSTRANGIMENTOS ÀS FORÇAS ARMADAS, EM ESPECIAL O COMANDO DO EXÉRCITO BRASILEIRO

A autorizaçao de Pazuello e a falsa narrativa da “mídia do ódio”, uma farsa editorial

Foto reproduçãoFoto reprodução

A imprensa, o rádio, a literatura, a pintura, a música, o cinema, o teatro, são poderosas armas ideológicas de nosso partido (Kruschev)

Desde domingo, 23/05, grande parte da imprensa e meios de comunicação vem bombardeando o país, histericamente, com falsas narrativas sobre a presença do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, em colossal passeata de motociclistas no Rio de Janeiro, em apoio e homenagem ao Presidente da República, Jair Bolsonaro.

Para que se tenha uma ideia da magnitude do evento, mil policiais militares de quatro batalhões do Rio atuaram no esquema de segurança.

Entretanto é digno de registro que nenhum incidente foi registrado e todas as vias públicas foram encontradas perfeitamente limpas, sem restos de lanches (como pão com mortadela), sem lixo, sem vestígios de xixi ou fezes humanas – tal como ocorria nos governos petistas, que emporcalhavam tudo.

As falsas narrativas, todas com intenção de causar constrangimentos às Forças Armadas, em especial ao Comando do Exército, informam que a participação de Pazuello na manifestação “pode abrir uma nova crise militar no governo”. Percebam o malicioso “nova” colocado no texto, em mais outra falsa narrativa, para passar a falsa impressão de que há crises.

Destaco alguns títulos de notícias encontrados (dentre dezenas), escritas por alguns arautos do apocalipse:

– Exército ficará desmoralizado se não punir Pazuello;

– Para militares, Pazuello foi desleal com comandante;

– (Pazuello) “colocou em xeque a disciplina do Exército”.

Percebe-se claramente o objetivo dessa farsa editorial, planejada por grupos com interesses escusos: semear discórdia e divisões internas nas Forças Armadas, enfraquecendo-as. Para reflexão, apresento um excerto que li, há muitos anos, numa orientação do antigo Ministério da Guerra da URSS:

“Uma das tarefas fundamentais e primordiais, independentemente da situação política, é a decomposição das Forças Armadas e das Polícias burguesas. O enfraquecimento destes poderosos elementos far-se-á externamente por campanhas de descrédito…”

De modo geral as críticas (na verdade, meros pretextos) à participação de Pazuello no magnífico encontro de milhares de motociclistas no Rio de Janeiro decorreriam do fato dele ser general de divisão da ativa, estando proibido de se manifestar publicamente a respeito de assuntos de natureza político-partidária sem que esteja autorizado previamente.

Importante lembrar que era um domingo, Pazuello estava num evento absolutamente informal entre motoqueiros na condição de ex-ministro e não estava fardado. Em momento algum sua condição de militar foi invocada; nem mesmo essa condição contribuiu para potencializar o evento. As milhares de pessoas presentes viram o ex-ministro da Saúde, não o general.

Ainda assim, procurando a legislação a respeito, encontrei o Decreto nº 4.346 (Regulamento Disciplinar do Exército), de 26 de agosto de 2002. O referido Regulamento traz o Anexo I, intitulado “Lista de Transgressões” que, no item 57, tem a seguinte redação:

57. Manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária.

Em primeiro lugar, para desmistificar as falsas narrativas e fugir das armadilhas, não consta Eduardo Pazuello teria se manifestado a respeito de “assunto de natureza política-partidaria”. Essa é mais uma mentira que deve ser desconstruída.

Em segundo lugar e considerando-se que o ex-ministro Pazuello teria se manifestado em questão de natureza “político-partidária” (hipótese que se coloca apenas para fins de reflexão e argumentação), teríamos que enfrentar a questão da suposta “falta de autorização”. Houve ou não houve autorização?

EDUARDO PAZUELLO É AUTORIZADO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Pois bem, ao contrário do que levianamente afirmam, o General de Divisão Eduardo Pazuello foi autorizado a participar do evento e até a manifestar-se sobre assunto de natureza “política-partidária”, caso quisesse.

O caso é de evidência e simplicidade franciscana. Equivale a um fato notório, que não precisa ser provado, conforme preconiza o CPC, art. 374, I. Ele foi autorizado pela autoridade suprema das Forças Armadas, o Presidente da República, nos termos do art. 142, caput, da Constituição Federal:

“As Forças Armadas, constituídas pela marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República”.

Essa autorização, clara e evidente, porém não escrita, não formal, fica explícita diante das próprias circunstâncias, ou seja, a autoridade suprema das Forças Armadas (Presidente da República Jair Bolsonaro) no evento, ao lado de Eduardo Pazuello, inclusive elogiando-o. Os fatos falam e bastam por si só.

Em razão das circunstâncias, não houve um oficio, um memorando ou um ato formal para isso; a rigor, nem haveria necessidade, por se tratar de um domingo. Por óbvio, caso o evento fosse durante um dia útil da semana – quando Pazuello tem que cumprir o seu expediente normal de trabalho – as coisas ocorreriam de outra forma, até para justificar a ausência de Pazuello de sua unidade de lotação.

Portanto, é evidente que apesar das falsas narrativas e nesses tempos de pós-verdades, nesse episódio Pazuello estava devidamente autorizado pelo Presidente da República, autoridade suprema das Forças Armadas.

Caso queiram, o Regulamento Disciplinar do Exército, em seu Anexo I, item 57, pode ser alterado ou adequado, no sentido de esclarecer quem pode (ou não) autorizar, bem como qual deve ou pode ser a forma dessa autorização.

Vale lembrar que qualquer alteração no Regulamento Disciplinar do Exército (Decreto) é de competência privativa do Presidente da República, autoridade suprema das Forças Armadas, nos termos do art. 84, Inciso IV, da Constituição.

“Muitas vezes o óbvio surpreende mais que a realidade” (autor desconhecido)

Em tempos de “censura“, precisamos da ajuda do nosso leitor.

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PAZUELLO PASSARÁ POR PROCEDIMENTO DISCIPLINAR NO EXÉRCITO POR TER IDO AO ATO POLÍTICO SEM AUTORIZAÇÃO DO COMANDO

Exército decide abrir procedimento disciplinar contra Pazuello

Como general da ativa, ele só poderia ir ao ato com autorização do comando do exército, o que não ocorreu

Caio Junqueira

Por Caio Junqueira, CNN  

Atualizado 24 de maio de 2021 às 22:39

Exército decide abrir processo disciplinar sobre ida de Pazuello a ato

O Exército decidiu abrir um procedimento disciplinar contra o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello por ter ido ao ato no Rio de Janeiro com o presidente Jair Bolsonaro. Como general da ativa, ele só poderia ir participar com autorização do comando do exército, o que não ocorreu.

A investigação irá avaliar se ele descumpriu o Regulamento Disciplinar do Exército, que prevê punição caso “manifeste-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária”.

Pazuello foi notificado pelo Exército Brasileiro ainda na noite desta segunda-feira (24) sobre a abertura da apuração. A ideia inicial era que o ex-ministro fosse informado pessoalmente pelo comandante do Exército, Paulo Sergio Nogueira, mas fontes das Forças Armadas informaram à CNN que ele não chegou a tempo do Rio de Janeiro.

Inicialmente pensou-se uma reunião pessoalmente entre Nogueira e Pazuello na manhã desta terça-feira (25), mas a reunião foi cancelada.

O episódio é mais uma demonstração da irritação do Alto Comando do Exército com Pazuello. Militares consideraram a participação dele no ato com Bolsonaro uma afronta e agora pressionam para que ele vá para a reserva.

O artigo 24 do Regimento prevê seis tipos de punição:
“I – a advertência;
II – o impedimento disciplinar;
III – a repreensão;
IV – a detenção disciplinar;
V – a prisão disciplinar; e
VI – o licenciamento e a exclusão a bem da disciplina.”

Pazuello será chamado a se manifestar e apresentar sua defesa. A expectativa é de que o procedimento dure até  30 dias.

Procurado pela CNN o ex-ministro da Saúde não retornou as ligações.

Pressão por aposentadoria

O Alto Comando do Exército vai pressionar Eduardo Pazuello a pedir aposentadoria e, caso ele resista, debaterá alternativas para forçar o ex-ministro da Saúde a deixar a instituição. A situação interna, segundo generais, nunca esteve tão ruim.

Em conversa com Pazuello após o ato de domingo, o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, orientou-o a ir para reserva. A solução é considerada pela força a mais diplomática, pois agradaria ao Alto Comando que poderia atenuar sua punição por ter ido ao ato com Bolsonaro. Pazuello, porém, resiste à ideia. Generais continuarão a debater essa possibilidade com ele.

Caso ele mantenha a resistência, alternativas estão sendo avaliadas pelo Exército. Uma delas é a promoção de oficiais generais de turmas mais novas, o que automaticamente o levaria à reserva. Outra é uma punição tão severa pela ida ao ato que o force a pedir aposentadoria.

Ato no Rio de Janeiro

O general Eduardo Pazuello esteve, sem máscara, em um ato político ao lado do presidente Jair Bolsonaro, também sem máscara, neste domingo (23) no Rio de Janeiro. A participação aconteceu dias depois de o militar falar à CPI da Pandemia, no Senado.

O depoimento à comissão deveria ter acontecido no começo do mês, mas foi adiado em duas semanas depois de Pazuello ter contato com casos suspeitos de Covid-19. Ele chegou a enviar uma carta ao Exército pedindo o adiamento. O general também havia sido flagrado sem máscara em um shopping de Manaus.

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PAZUELLO TERÁ QUE EXPLICAR AO EXÉRCITO PARTICIPAÇÃO DE ATO COM BOLSONARO SEM PEDIR AUTORIZAÇÃO AO COMANDO

Exército deverá pedir explicações a Pazuello por ida a ato com Bolsonaro

Pazuello, que é general da ativa, não pediu autorização ao Comando do Exército para ir ao ato

Caio Junqueira

Por Caio Junqueira, CNN  

 Atualizado 23 de maio de 2021 às 17:49

Exército deverá pedir explicações a Pazuello por ida a ato com Bolsonaro

O Exército Brasileiro deverá pedir explicações ao ex-ministro da Saúde e general da ativa Eduardo Pazuello por sua participação em uma manifestação com o presidente Jair Bolsonaro na manhã deste domingo (23) no Rio de Janeiro.

Pazuello, de acordo com fontes das Forças Armadas, não pediu autorização ao Comando do Exército para ir ao ato. A avaliação na força é de que sua participação fere o Regulamento Disciplinar do Exército, que prevê punição caso para quem “manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária”.

Ele também poderia se enquadrar em outras transgressões como “desrespeitar, retardar ou prejudicar medidas de cumprimento ou ações de ordem judicial, administrativa ou policial, ou para isso concorrer”, “portar-se de maneira inconveniente ou sem compostura”; “frequentar lugares incompatíveis com o decoro da sociedade ou da classe” e “desrespeitar, em público, as convenções sociais”.

Um decreto em vigor no Rio estabelece o uso obrigatório de máscara em todos os locais públicos.

O artigo 24 do Regimento prevê seis tipos de punição:
“I – a advertência;
II – o impedimento disciplinar;
III – a repreensão;
IV – a detenção disciplinar;
V – a prisão disciplinar; e
VI – o licenciamento e a exclusão a bem da disciplina.”

Fonte: CNN

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PODCAST: A CRISE NA DEFESA COM A TROCA DOS COMANDANTES DAS FORÇAS ARMADAS

 

É muito difícil acreditar que haverá pacificação no Exército com a ida de Braga Netto à Defesa

SEXTA, 02/04/2021, 08:05

Andréia Sadi fala sobre a crise na Defesa, com a troca dos comandantes das Forças Armadas e do ministro da Defesa e avalia o que virá pela frente. Comentarista destaca que a ida de Braga Netto para o ministério da Defesa, foi vista pelas próprias Forças com desconfiança. O ministro será cobrado por Bolsonaro e a dúvida dos militares é se ele vai estender essa pressão à cúpula do Exército.

Fonte: CBN

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O VICE-PRESIDENTE HAMILTON MOURÃO ELOGIOU A ESCOLHA DOS NOVOS COMANDANTES DO EXÉRCITO, MARINHA E AERONÁUTICA FEITA POR BOLSONARO

Escolha dos novos comandantes foi ‘muito boa’, diz Mourão à CNN

Vice-presidente argumenta que novo comandante do Exército, general Paulo Nogueira, não era o mais antigo, como é tradicional na escolha, mas ‘não é o mais novo’

Igor Gadelha

Por Igor Gadelha, CNN  

 Atualizado 31 de março de 2021 às 21:51

Vice-presidente do Brasil, Hamilton MourãoVice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O vice-presidente Hamilton Mourão elogiou, na noite desta quarta-feira (31), a escolha dos novos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica feita pelo presidente Jair Bolsonaro. “Muito boa”, afirmou à CNN Mourão, que é general da reserva.

No caso do Exército, Mourão ressaltou que o escolhido, general Paulo Sérgio Nogueira, não era o mais antigo, “mas também não era o mais novo”. Com aposentadoria de alguns oficiais, Nogueira foi o terceiro da lista de antiguidade.

O vice-presidente destacou “liderança” como a principal característica que define o novo comandante do Exército. Até esta quarta-feira, Nogueira atuava como chefe do Departamento-Geral de Pessoal do Exército Brasileiro.

Como antecipou a analista da CNN Basília Rodrigues, para a Marinha o escolhido foi o almirante de Esquadra Almir Garnier Santos, segundo mais antigo da lista. Já o novo comandante da Aeronáutica será o tenente-brigadeiro Baptista Júnior.

As escolhas foram elogiadas pelo vice-presidente. “Dois excelentes profissionais (os comandantes escolhidos para Marinha e Aeronáutica). Como tenho dito, nada muda”, afirmou Mourão.

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EXÉRCITO NÃO TEM PARTIDO NEM É INSTITUIÇÃO DO GOVERNO, DIZ COMANDANTE

Por Luiz Felipe Barbiéri, G1 — Brasília

 

Comandante do Exército afirma que militares não querem se envolver em política
Comandante do Exército afirma que militares não querem se envolver em política

O comandante do Exército, general Edson Pujol, disse nesta sexta-feira (13) que a instituição não pertence ao governo e não tem partido político.

O general discursou durante um seminário de defesa nacional, promovido pelas Forças Armadas.

A declaração vai na linha do que Pujol disse na quinta-feira (12), durante uma transmissão ao vivo pela internet. Na ocasião, ele afirmou que os militares não querem fazer parte da política nem querem que a política entre nos quartéis.

O comandante do Exército deu as declarações na mesma semana em que o presidente Jair Bolsonaro defendeu o uso de “pólvora” para defesa da Amazônia.

Bolsonaro fez o comentário ao aludir ao fato de que Joe Biden, presidente eleito dos Estados Unidos, defendeu durante a campanha eleitoral sanções econômicas ao Brasil caso o país não detenha a destruição da floresta.

“Não somos instituição de governo, não temos partido. Nosso partido é o Brasil. Independente de mudanças ou permanências em determinado governo por um período longo, as Forças Armadas cuidam do país, da nação. Elas são instituições de Estado, permanentes. Não mudamos a cada quatro anos a nossa maneira de pensar e como cumprir nossas missões”, afirmou Pujol no seminário desta sexta.

De acordo com o blog do Gerson Camarotti, generais da ativa e da reserva entendem que Pujol está manifestando um incômodo da instituição com o que consideram tentativas de Bolsonaro de politizar o Exército.

O pretenso uso de “pólvora” contra os EUA gerou uma série de críticas de parlamentares contra Bolsonaro e piadas nas redes sociais, algumas com o Exército como alvo.

Também presente ao seminário, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, foi questionado após o evento se a declaração de Bolsonaro gerou constrangimento nas Forças Armadas. Para o ministro, o presidente fez uso de uma “força de expressão”.

“Para mim, foi uma força de expressão aquilo ali. Já te falei, ministro não vai comentar declaração de presidente. Estamos levando nossa vida normal. Estamos seguindo dentro dos nosso planejamentos estratégicos”, disse Azevedo e Silva.

Fonte: R7

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SEGURANÇA: SIMULAÇÃO DE GUERRA SEM PRECEDENTES É FEITA PELO EXÉRCITO BRASILEIRO NA AMAZÔNIA

Exército fez simulação de guerra sem precedentes na Amazônia

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Brasil testa lança foguetes em uma manobra no Amazona envolvendo mais de 3.500 militares Foto: Reprodução de vídeo / Agência O Globo
Brasil testa lança foguetes em uma manobra no Amazona envolvendo mais de 3.500 militares Foto: Reprodução de vídeo / Agência O Globo 

O Exército brasileiro gastou R$ 6 milhões somente em combustível, horas de voo e transporte para simular uma guerra entre dois países na Amazônia, numa operação militar inédita, que ainda não havia sido feita no país. Os militares decidiram criar um campo de guerra em que um suposto país “Vermelho” invadiu um país “Azul”, sendo necessário expulsar os invasores.

A simulação ocorreu num momento de animosidade com a vizinha Venezuela, praticamente ao mesmo tempo em que o governo brasileiro decidiu retirar as credenciais dadas aos diplomatas do regime de Nicolás Maduro que atuam no Brasil. A operação envolveu 3,6 mil militares e se concentrou nas cidades de Manacapuru, Moura e Novo Airão, no Amazonas, num raio de 100 a 300 quilômetros de Manaus.

A “guerra” na região amazônica ocorreu entre 8 e 22 de setembro. No dia 18 daquele mês, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, fez uma visita a Roraima, região de fronteira com a Venezuela. O chefe da diplomacia de Donald Trump esteve em Boa Vista — a 840 quilômetros de Manacapuru — e foi ciceroneado pelo chanceler Ernesto Araújo. A visita foi duramente criticada, por ter ocorrido durante a campanha eleitoral em que Trump busca a reeleição, por ter se passado na região de fronteira e por ter emitido um sinal belicoso da relação de EUA e Brasil com a Venezuela.

Lançamento de mísseis

O valor gasto com a chamada Operação Amazônia, que incluiu o lançamento de mísseis com alcance de 80 quilômetros, foi obtido pelo GLOBO por meio da Lei de Acesso à Informação. A lei também foi usada para obter a informação sobre o ineditismo da operação. Antes, o Ministério da Defesa se recusou a fornecer essas informações.

“Dentro da situação criada e com os meios adjudicados, foi a primeira vez que ocorreu este tipo de operação”, informou o Exército à reportagem. Os R$ 6 milhões gastos saíram do Comando de Operações Terrestres (Coter). A Força não informou os outros gastos com a operação, além de combustível, horas de voo e transporte de civis.

“Foram empregados diversos meios militares, tais como viaturas, aeronaves (aviões e helicópteros), balsas, embarcações regionais, ferry-boats, peças de artilharia, o sistema de lançamento de foguetes Astros da artilharia do Exército, canhões, metralhadoras, ‘obuseiro’ Oto Melara e morteiros 60, 81 e 120 mm, além de veículos e caminhões especiais”, afirmou o Exército.

Simulações de conflito e treinamento de militares já haviam sido feitos outras vezes, mas em escala menor, sem o uso de todos esses equipamentos e numa articulação entre Exército, Marinha e Aeronáutica. A reportagem pediu ao Ministério da Defesa e ao Exército, também via Lei de Acesso, informações sobre o tamanho das ações passadas. A Defesa não respondeu, e disse que caberia ao Exército responder. A Força informou que a Operação Amazônia, da forma como foi feita, é inédita.

O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e o comandante do Exército, Edson Leal Pujol, foram à região do “conflito” no dia 14 de setembro. Eles acompanharam, por exemplo, o disparo de mísseis.

O sistema Astros, com lançadores múltiplos de foguetes, é considerado um projeto estratégico para o Exército. A exemplo de outros projetos, terá mais previsão de recursos no Orçamento de 2021. A proposta de Orçamento enviada ao Congresso prevê R$ 141,9 milhões para esses mísseis em 2021. Neste ano, a previsão é de R$ 120,7 milhões.

Segundo informação do Comando Militar da Amazônia, 20 foguetes foram disparados pela artilharia do Exército no dia 15, na altura do quilômetro 61 da rodovia AM-010. O objetivo foi “neutralizar uma base do Exército oponente”. O Exército diz que trabalha na elaboração de lançadores de foguetes com alcance de 300 quilômetros.

Três dias após a incursão de Azevedo e Pujol na simulação de guerra na Amazônia, Pompeo, o secretário de Trump, visitou Boa Vista ao lado de Araújo. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chamou a visita de de “afronta” à “altivez de nossas políticas externa e de defesa”. O chanceler brasileiro reagiu e disse que Brasil e Estados Unidos “estão na vanguarda da solidariedade ao povo venezuelano”.

A guerra entre “azuis” e “vermelhos” foi causada pela invasão dos “vermelhos” em território “azul”, conforme a simulação feita pelo Exército. Os militares envolvidos atuaram na “libertação” de territórios como as cidades amazonenses de Manacapuru, Moura e Novo Airão. Segundo o Ministério da Defesa, houve ações também em Rondônia.

Não houve ações em Roraima, segundo a pasta. Mesmo assim, a operação contou com a participação de militares que atuam diretamente em regiões de fronteira, como os que estão na brigada de São Gabriel da Cachoeira (cidade do Amazonas na fronteira com Venezuela e Colômbia) e os da brigada de Boa Vista, capital de Roraima, estado que é a principal porta de entrada de refugiados venezuelanos no Brasil.

Participaram da operação as brigadas do Comando Militar da Amazônia, mais o grupo de artilharia de Rondonópolis (MT), o grupo de mísseis e foguetes de Formosa (GO), o comando de operações especiais de Goiânia, a brigada de artilharia antiaérea de Guarujá (SP) e a brigada de infantaria paraquedista do Rio.

Mudança de estratégia

Em agosto, O GLOBO mostrou a mudança da estratégia do governo de Jair Bolsonaro para a atuação das Forças Armadas, com a previsão inédita de uma “rivalidade entre Estados” na esfera regional e uma associação entre essa “rivalidade” e a necessidade de ampliação do orçamento para a Defesa, que chegaria a 2% do PIB nacional. A estratégia aparece em atualizações de documentos oficiais das Forças, as chamadas Política e Estratégia Nacional de Defesa, encaminhadas ao Congresso. Nos documentos, o governo Bolsonaro prevê pela primeira vez a ocorrência de “tensões e conflitos” em áreas vizinhas ao Brasil.

Fonte: Blog do BG

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APÓS CANDIDATA À VICE DE CRIVELLA VESTIR FARDA EM FOTO DE SANTINHO, EXÉRCITO ABRE PROCESSO ADMINISTRATIVO

Por Matheus Rodrigues, G1 Rio

 

Candidata a vice-prefeita do Rio, Andréa Firmo aparece em material de campanha de farda entre Crivella e Bolsonaro — Foto: ReproduçãoCandidata a vice-prefeita do Rio, Andréa Firmo aparece em material de campanha de farda entre Crivella e Bolsonaro — Foto: Reprodução

O Exército abriu um processo administrativo para apurar a conduta da tenente-coronel Andréa Firmo (Republicanos), candidata a vice-prefeita do Rio na chapa do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos).

Em um “santinho” divulgado pela campanha de Crivella, Firmo aparece fardada, com roupa camuflada e uma boina azul, entre o prefeito do Rio e o presidente da República, Jair Bolsonaro. “Me diga com quem tu andas, que direi quem tu és”, diz a publicação.

O Estatuo dos Militares proíbe que integrantes das Forças Armadas usem “uniformes em manifestação de caráter político-partidária”. A informação foi obtida com o Centro de Comunicação Social do Exército.

A situação atual de Andréa Firmo nas Forças Armadas é classificada como “agregada, a fim de concorrer a cargo eletivo”. Ou seja, está afastada de suas funções para disputar o pleito de 2020.

 

Procurada pelo G1, a candidata a vice-prefeita do Rio tenente-coronel Andréa Firmo informou que “desconhece qualquer processo administrativo investigativo do Exército e não recebeu nenhuma notificação do órgão”.

Segundo ela, a roupa usada na foto “representa um marco para as mulheres”. A boina azul faz referência à Organização das Nações Unidas (ONU), já que Firmo diz que foi a primeira mulher brasileira a liderar uma base militar de observadores militares internacionais em Missão de Paz no Saara.

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GENERAL DEFENDE LÍDERES MILITARES APÓS COMENTÁRIO DE TRUMP

Após comentários de Trump, general defende líderes militares

Chefe do Estado Maior do Exército, general James McConville, não fez um comentário direto, mas disse que os militares deveriam ficar fora da política

INTERNACIONAL

por Reuters – Internacional

Chefe do Estado Maior do Exército, general James McConville, defendeu militares

Um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusar as lideranças militares do país de buscarem guerras para manter os fabricantes de armas satisfeitos, o general mais graduado do Exército norte-americano disse na terça-feira (8) que os líderes das Forças Armadas só recomendam enviar tropas ao combate quando é do interesse da Segurança Nacional dos Estados Unidos ou em última instância.

Perguntado sobre as críticas de Trump sobre os líderes do Pentágono, o chefe do Estado Maior do Exército, general James McConville, se recusou a fazer um comentário direto, dizendo que os militares deveriam ficar fora da política, principalmente perto de uma eleição.

“Muitos destes líderes têm filhos e filhas que servem nas Forças Armadas, muitos destes líderes têm filhos e filhos que já estiveram em combate ou estão em combate agora”, disse McConville, que foi indicado por Trump ao cargo, durante um fórum online organizado pela Defense One, uma organização de imprensa focada nas Forças Militares dos EUA.

“Eu posso garantir ao povo americano que os principais líderes só recomendam enviar nossas tropas para o combate quando isso é requisitado pela Segurança Nacional, e como último recurso. Levamos muito, muito a sério como fazemos nossas recomendações”, disse McConville.

Trump cada vez mais tem enfrentado líderes do Pentágono por conta de uma série de questões após inicialmente oferecer cargos importantes para generais aposentados em seu governo.

Trump busca a reeleição no dia 3 de novembro e enfrentará o candidato democrata, Joe Biden.

Em uma entrevista coletiva na Casa Branca na segunda-feira, Trump criticou Biden, descrevendo-o como um defensor de “guerras sem fim” antes de voltar suas críticas aos líderes militares que ele mesmo indicou, dizendo que eles estão interessados em conflitos para satisfazer a indústria bélica militar.

Fonte: R7

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ANÁLISE POLÍTICA: O IMBECIL GILMAR MENDES FICOU DANDO BOM DIA A CAVALO

Neste domingo a nossa coluna ANÁLISE POLÍTICA trás, mais uma vez o excelente comentário do extraordinário Alexandre Garcia sobre as babaquices de Gilmar Mendes e a eloquente e competente resposta do ministro da defesa ao idiota, e lembra que: “quem fala de mais dá bom dia a cavalo”. Então assista ao imperdível vídeo e tire suas conclusões!

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ANÁLISE POLÍTICA: GILMAR, EXÉRCITO E GENOCÍDIO

Nesta segunda-feira temos o comentário do irreverente José Nêumanne Pinto na nossa coluna ANÁLISE POLÍTICA. Entre outras coisas ele comenta sobre a acusação do ministro do STF Gilmar Mendes de chamar o Exército de genocida ao assumir de maneira imprópria no Ministério da Sáúde a tarefa capital de coordenar os esforços dos Estados e municípios no insano combate à covid-19. Outro assunto é o pedido de explicações encaminhado pelo ministro do TCU Vital do Rego à Secom pelo uso de dinheiro público para bancar publicidade do governo em canais infantis, em russo e até da contravenção do jogo do bicho. Então assista ao vídeo completo a seguir, se atualize, analise e tire suas conclusões!

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