MINISTRO DO MEIO AMBIENTE RICARDO SALLES PEDE DEMISSÃO E PRESIDENTE BOLSONARO NOMEIA INTEGRANTE DA PASTA PARA O CARGO

Ricardo Salles pede a Bolsonaro demissão do Ministério do Meio Ambiente

Joaquim Álvaro Pereira Leite, que já trabalhava na pasta sob o comando de Salles, foi nomeado pelo presidente como novo ministro do Meio Ambiente

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

 Atualizado 23 de junho de 2021 às 17:57

Ricardo Salles pede a Bolsonaro demissão do Ministério do Meio Ambiente

O advogado Ricardo Salles pediu demissão ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) do cargo de ministro do Meio Ambiente, que ocupava desde o início do atual governo, em janeiro de 2019.

Em dois anos e seis meses, Ricardo Salles teve uma gestão marcada por tensões com parlamentares, organizações não-governamentais e países estrangeiros. O ministro também enfrenta um processo junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), em que é acusado de relação com esquema de desvio de madeira ilegal.

Em breve discurso, Salles disse que cumpriu, ao longo de 2 anos e meio, as orientações do presidente Jair Bolsonaro. “Procurando colocar em prática, a orientação que foi colocada pelo senhor presidente da República Jair Bolsonaro desde o primeiro dia de governo. Orientação essa que foi de equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação do Meio Ambiente”, disse.

A saída do ministro foi oficializada em edição extra do Diário Oficial da União, com a nomeação de Joaquim Álvaro Pereira Leite como novo ministro do Meio Ambiente. Ele já atuava na pasta, como secretário da Amazônia e Serviços Ambientais, tendo chegado ao governo já sob a gestão de Ricardo Salles.

Segundo o currículo oficial do novo ministro, ele iniciou a sua carreira profissional como produtor de café, tendo sido por 23 anos conselheiro da Sociedade Rural Brasileira (SRB), entre 1996 e 2019.

No governo Bolsonaro, iniciou a trajetória como diretor do Departamento Florestal. No posto, que exerceu entre julho de 2019 e abril de 2020, era responsável, entre outras coisas, pelo combate ao desmatamento ilegal.

Passagem pela pasta

Ricardo Salles afirmou que sua gestão incluiu uma prioridade para a agenda ambiental urbana, com políticas voltadas ao saneamento básico. Ele citou também a atuação em relação aos parques. E, sem citar as investigações que questionam isso, afirmou que atuou para fortalecer órgãos de fiscalização, Ibama e ICMBio.

O agora ex-ministro afirmou que as medidas que adotou sofreram “contestações” na Justiça por motivações políticas e o que vê como resistências às políticas do presidente Jair Bolsonaro. Salles confirmou, assim como consta no Diário Oficial, que deixa o Ministério “a pedido”.

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OPINIÃO:COM A DEMISSÃO DO MINISTRO DA DEFESA O GENERAL AZEVEDO, TEVE FIM O GOLPE ORGANIZADO PELO STF

O contragolpe ao golpe! Por que o general Azevedo e Silva foi demitido?

Imagem em destaque

Em seis de setembro de 2018, um mês antes, pois, das eleições de outubro de 2018 a oposição já sabia que Bolsonaro estava eleito. O General Villas Boas, então Comandante do Exército após reunião do Alto Comando do Exército indicou o general Azevedo e Silva para assessorar Dias Toffoli no Supremo e assim poder auscultar os bastidores daquela instituição.

Uma vez eleito e tomando posse como Presidente, Bolsonaro nomeou o General Azevedo e Silva para Ministro da Defesa apoiado na recomendação do General Augusto Heleno.

Há que se notar que o Presidente Bolsonaro ao longo de seus dois primeiros anos de presidência rompeu com certas “tradições” dessagrando o “establishment” e desagradando ainda mais ao Supremo Tribunal Federal que se apossou de Rodrigo Maia para ser o intérprete em “off” do plano de desestabilização da presidência da república.

Não por menos, sabia Rodrigo Maia, a quem já havia sido prometido pelo Supremo sua continuidade como presidente da Câmara, que sua função seria a de afastar o Presidente Bolsonaro mediante uma forma a não deixar rastros que ele, Rodrigo Maia, saberia como fazê-lo. Abre-se aqui um parêntese para lembrar telefonema dado por João Doria ao ministro Paulo Guedes durante o qual o governador de São Paulo alerta Guedes para que deixe o Ministério da Economia dizendo que Bolsonaro iria deixar de ser Presidente, e que Guedes deveria salvar sua biografia.

Um incidente comentado pelo próprio Paulo Gudes em entrevista que prestou à revista Veja revelando as palavras de Doria. Que se preste também a atenção sobre o fato retratado até pela grande mídia, das constantes viagens de Rodrigo Maia a São Paulo para encontros com João Dória. As coisas se encaixam.

As promessas do Supremo a Rodrigo Maia, na pessoa de Gilmar Mendes, deram errado. Na votação sobre a interpretação do artigo da Constituição que vedava à reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado, o plenário não votou todo ele no mesmo dia até porque a votação foi on-line. Entretanto, não custa lembrar que os quatro primeiros votos dados à continuidade de Rodrigo Maia e de Davi Alcolumbre à frente das presidências da Câmara e do Senado, foram dados no primeiro dia de votação do tema, estabelecendo um placar de 4 a 0 a favor da Maia e de Alcolumbre.

Votaram a favor Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin, e Dias Toffoli.

O argumento usado nesses votos foi o de que a Constituição não falava que era proibido a reeleição depois de dois mandatos seguidos apenas dizia que era vedado. Se alguém tem ainda dúvida sobre como o Supremo vota não terá mais depois do presente relato. A interpretação da Constituição dessas quatro figuras toscas que desgraçam o país não seria nem validada nos cursos do idioma português na parte reservada à interpretação de textos.

Os protestos da opinião pública foram muito fortes e o placar final foi de 6 a 5 contra a reeleição de Maia e de Alcolumbre, levando Rodrigo Maia ao desespero e a uma depressão não sarados até hoje. Seu plano junto com o Supremo sofrera a primeira derrota.

O plano era mais extenso. Entrava no jogo a deputada Joyce Hasselmann. Ela submeteria à Câmara dos Deputados um pedido de Projeto de Lei para afastar Bolsonaro da presidência da república sob a alegação de insanidade mental e esse projeto, bancado por Rodrigo Maia, teria seu julgamento de constitucionalidade e objetividade apreciados pelo Supremo Tribunal Federal, que faria a sua parte no crime longamente planejado para dar legalidade à perda da Presidência de um presidente eleito por 58 milhões de votos.

Uma aparente frustração das intenções do Supremo Tribunal Federal deve ser considerada como “simplesmente aparente frustração”.

O Supremo Tribunal Federal não cessou e prosseguiu. Por iniciativa de Dias Toffoli (de lembrar que Azevedo e Silva foi seu assessor) foi criado o tal “INQUÉRITO” que todos os ministros do Supremo sabem tratar-se de uma peça ilegal, inconstitucional, mas que atende aos seus propósitos de criar dificuldades para o Presidente da República, para gerar fatos que possam alimentar a imprensa na sua campanha de derrubar o Presidente da República de qualquer forma, mesmo que mintam os dois, Supremo e imprensa para a formalização desse intento.

De se ver e de se entender a função desse “inquérito como sendo o elemento vestido com uma roupagem de legalidade. Poder afrontar a Presidência da República através da mentira contada todos os dias até que ela possa ser, pelo vício do ouvir, admitida como a verdade para se afastar o Presidente.

A Polícia Federal já entregou ao Supremo suas conclusões investigatórias em torno das Fake News, de pessoas presas, jornalista Osvaldo Eustáquio e ativista Sarah Winter, e em seu relatório a PF diz que nada foi encontrado que pudesse ser imputado à essas pessoas injustamente presas, confinadas e abusadas no seu direito de expressão.

A ligação de intimidade de Azevedo e Silva construída com o Supremo pelo tempo que esteve na assessoria de Dias Tóffoli tranquilizou o Supremo ao afirmar ao Supremo que qualquer movimentação do Presidente no sentido de agir contrariamente às instituições de Estado, as Forças Armadas não agiriam nem endossariam em favor do Presidente.

É aí que se tem a notícia que o SNI dirigido pelo General Augusto Heleno através de gravações, desvendou essa proximidade comprometedora do antigo Ministro da Defesa de Bolsonaro.

O Ministro da Defesa foi, então, demitido. Teve fim o golpe organizado pelo Supremo através do excelente serviço prestado à presidência da República pelo Serviço Nacional de Informações, o SNI do General Augusto Heleno, que deu a oportunidade de um contragolpe para cima dos guardiões da Constituição Federal.

André Cumplido

Fonte: Jornal da Cidade Online

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PRESIDENTE DA ARGENTINA PEDIU A DEMISSÃO DO MINISTRO DA SAÚDE EM MEIO A POLÊMICA SOBRE AUTORIZAÇÃO DE VACINA EM JORNALISTA

Presidente da Argentina pede saída do ministro da Saúde

Jornalista teria recebido autorização do titular da pasta para ser vacinado sem respeitar o protocolo seguido pela população

INTERNACIONAL

Da EFE

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, pediu nesta sexta-feira (19) a demissão do ministro da Saúde, Ginés González García, em meio à polêmica desencadeada por um jornalista próximo ao partido governista, que revelou ter sido vacinado contra a covid-19 depois de ter pedido ao titular da pasta, sem respeitar o protocolo seguido para a população em geral.Segundo fontes oficiais consultadas pela Agência Efe, o presidente deu a indicação ao chefe de gabinete, Santiago Cafiero, para pedir a saída do ministro, que por enquanto não falou publicamente sobre o assunto.

“Telefonei para meu velho amigo Gines González García, que conheço desde muito antes dele ser ministro, e ele me disse que eu tinha que ir ao Hospital Posadas. Quando eu estava para ir, recebi uma mensagem de seu secretário, que me disse que uma equipe de vacinadores do Posadas estava vindo para o Ministério, e para ir ao Ministério para me dar a vacina”, declarou o jornalista Horacio Verbitsky, de 79 anos, à estação de rádio “El Destape”.

Nas últimas horas, vários meios de comunicação locais divulgaram que outros rostos próximos ao governo teriam acesso à vacina de forma preferencial, mas nenhum deles confirmou a informação.

As declarações de Verbitsky, feitas esta manhã, vieram apenas um dia depois que a província de Buenos Aires, onde está localizado o referido hospital, foi a primeira a implantar a operação de vacinação contra o coronavírus para os maiores de 70 anos. A campanha começou após mais de um mês e meio em que apenas os funcionários da área da saúde foram imunizados em todo o país.

Em sua juventude, o jornalista foi militante na guerrilha Montoneros (esquerda peronista), tem uma longa carreira na mídia e atualmente é presidente do Centro de Estudos Jurídicos e Sociais. Ele admitiu hoje que há alguns meses disse que “preferia esperar um pouco” antes de ser vacinado, e ver “que efeitos colaterais poderia haver”.

“Eu não tinha pressa de me vacinar. Bem, ontem eu recebi a vacina. Decidi me vacinar”, afirmou ele, para revelar que pediu a González García, chefe da Saúde desde a chegada de Fernández ao poder, em dezembro de 2019, e que já havia ocupado o cargo durante o governo de Néstor Kirchner.

Até agora, a Argentina – que tem cerca de 45 milhões de habitantes, dos quais cerca de 7,2 milhões têm mais de 60 anos – recebeu 1,22 milhão de doses da vacina russa Sputnik V, longe dos 5 milhões inicialmente previstos para janeiro e dos 14,7 milhões assinados para fevereiro.

Também nesta semana, 580 mil doses do imunizante desenvolvido pelo Instituto Serum, na Índia, chegaram ao país vizinho, graças à transferência de tecnologia da AstraZeneca e da Universidade de Oxford.

Enquanto em outras cidades da província de Buenos Aires já começou a campanha em idosos, que devem se inscrever previamente em um site para ter acesso à vacinação, a capital, governada pela oposição ao governo nacional, por enquanto só abriu o registro online para aqueles com mais de 80 anos.

Fonte: R7
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PONTO DE VISTA : APÓS DEMISSÃO DA JOVEM PAN, CONSTANTINO TAMBÉM FOI EXCLUÍDO DO QUADRO DE FUNCIONÁRIOS DA RECORD TV

Caro(a) leitor(a),

Essa semana foi bombástica na vida do prestigioso comentarista político Rodrigo Constantino que até, quarta-feira atuava nas também prestigiosas redes de rádio e televisão Jovem Pan e Record News. De uma pernada só foi demitido das duas emissoras por uma simples declaração acerca do caso Mariana Ferrer que tomou conta das mídias brasileiras nesta semana. Independentemente de vivermos num país democrático ou não as palavras têm um poder fenomenal e quando não sabemos dosá-las coisas catastróficas podem acontecer na nossa vida, principalmente quando a sua ferramenta de trabalho é a palavra. Com o evento do “politicamente correto” quem trabalha com a comunicação precisou redobrar a sua vigilância em si mesmo, no que tange a liberdade de expressão, já que ela não está vinculada a democracia em si, mas a ética, a moral e aos costumes. Vale lembrar que antes da tão sonhada liberdade democrática vem esses valores fundamentais em qualquer sociedade. Não é que o que Rodrigo Constantino falou  esteja certo ou errado, mas sim a forma como ele falou. Portanto que o que importou ai não foi o conteúdo em si, mas a forma. Portanto, conclui-se mais uma vez que temos dois ouvidos e uma boca para escutar mais e falar menos!

Demitido da Jovem Pan, Constantino também é dispensado pela Record

Marcos Rocha

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Após ser demitido da rádio Jovem Pan na quarta-feira (4), Rodrigo Constantino foi excluído do quadro de funcionários da Record TV.

O comentarista escrevia no portal R7 e fazia análises na Record News.

Em nota oficial, a emissora afirmou que “a decisão foi tomada em virtude das posições que o profissional assumiu publicamente sobre violência contra a mulher, em canais que não têm nenhuma vinculação com nossas plataformas. O jornalismo dos veículos do Grupo Record tem acompanhado com muita atenção o caso de Mariana Ferrer e o Grupo não poderia, neste momento, deixar qualquer dúvida de que justiça não se faz responsabilizando ou acusando aqueles que foram vítimas de um crime.”

Ainda de acordo com o comunicado da Record, “apesar de ter garantias de liberdade editorial e de opinião, julgamos que o posicionamento adotado por Constantino não compactuou com o nosso princípio de não aceitar nenhum tipo de agressão, violência, abuso, discriminação por questões de gênero, raça, religião ou condição econômica.”

No Twitter, Constantino comentou a decisão da emissora de Edir Macedo: “A Record foi mais um veículo que não aguentou a pressão. O departamento comercial pede ‘arrego’, pois recebe pressão de fora, dos chacais e hienas organizados, dos ‘gigantes adormecidos’. Sim, perdi mais um espaço, mas sigo com minha total independência e com minha integridade”, escreveu.

Na mesma sequência de publicações, o analista explicou como funcionou a estratégia daqueles que pediram sua demissão: “Como funciona a tática: pega algo dito, tire do contexto, deturpe e espalhe; use a militância para viralizar e marcar os veículos empregadores; faça a pressão em cima dos ANUNCIANTES; esses, querendo fugir da polêmica, pedem a demissão do “pária”; as empresas não resistem e cedem”.

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: TUDO QUE VOCÊ NÃO PODE FAZER AO SER DEMITIDO

Nesta sexta-feira estou publicando um artigo de grande economista Jeffrey Tucker na coluna DESENVOLVIMENTO PESSOAL por ser mais um aconselhamento do que uma análise econômica, mas não menos interessante, inteligente, esclarecedor e instigante. O destaque é para os erros mais comuns que as pessoas cometem ao serem demitidas por não saberem transformar essa aparente “tragédia” em algo bom. Leia o artigo completo a seguir e evite cair em armadilhas e ciladas nessa seara!

Erros que as pessoas cometem ao serem demitidas – e que podem destruir a carreira

Todos seremos demitidos em algum ponto de nossas vidas. Saiba transformar isso em algo bom

Eis o primeiro fato crucial a ser entendido: o trabalho assalariado é uma via de mão dupla.

Em uma economia de mercado, o contrato de trabalho ocorre quando há a expectativa de que ocorrerá uma cooperação mútua, a qual irá melhorar a situação tanto do empregador quanto do empregado.

Caso não houvesse escassez no mundo, o empregador iria preferir não contratar ninguém e fazer tudo sozinho. Isso não apenas lhe pouparia recursos, como também, em todo caso, a maioria dos empregadores imagina poder fazer um trabalho melhor do que qualquer pessoa que venham a contratar. Eles apenas contratam porque sabem que não podem fazer tudo sozinhos.

A própria existência de empresas que empregam mais pessoas do que o número de proprietários é um fenômeno oriundo da necessidade de se dividir o trabalho. A teoria da divisão do trabalho e das vantagens comparativas mostra que, mesmo que o patrão seja o melhor contador, faxineiro, comerciante, desenvolvedor de página de website e especialista em marketing em todo o mundo, ele estará em melhor situação caso se especialize em apenas uma área, e entregue as outras tarefas para outras pessoas, mesmo que estas pessoas não sejam tão boas quanto ele nestas tarefas.

Cada patrão, portanto, considera cada decisão de contratação uma combinação entre temor (“não quero desperdiçar dinheiro!”) e alívio (“finalmente poderei me concentrar em algo aqui!”).

O empregado não está fazendo nenhum favor ao seu patrão ao meramente trabalhar ali. Já o patrão não deve ser visto como um generoso distribuidor de fundos, muito menos alguém sob uma obrigação moral de fazer redistribuição de renda. O empregado está ali porque a natureza do mundo e a escassez de tempo e recursos o tornam necessário.

Para que todo este arranjo funcione bem e pacificamente, é necessário haver benefícios mútuos. Sempre.

Quando este benefício mútuo deixa de existir, passa a ser do interesse de ambos os lados desfazer a relação. O empregado, que deixou de ser útil para aquele patrão, estará livre para ir à procura de melhores e mais agradáveis oportunidades. Já o patrão poderá parar de pagar a esse empregado, que estava lhe oferecendo serviços que ele não mais acredita serem benéficos para a empresa.

Por isso, vale repetir, o contrato de trabalho deveria ser baseado no benefício mútuo. A liberdade de demitir e a liberdade de se demitir são os mecanismos que mantêm funcionando essa relação de trocas mútuas.

O que nos leva ao fenômeno da demissão.

Nem sempre é uma tragédia

Ser demitido nem sempre é uma tragédia. No ciclo ideal da vida, você vive, aprende e segue em frente.

Adicionalmente, a causa da sua demissão nem sempre é a incompetência. Nunca conheci uma pessoa produtiva, ambiciosa e talentosa que não tenha sido demitido de pelo menos um emprego. Todas as pessoas, por melhores que sejam, já foram demitidas ao menos uma vez.

Em algumas ocasiões, grandes empregados são tão inovadores que passam a ser vistos como disruptivos, o que faz com que a estrutura já estabelecida da empresa na qual ele trabalha reaja negativamente. Steve Jobs é o exemplo mais famoso: ele foi demitido de sua própria empresa em 1985, e retornou anos depois para liderar a Apple à grandeza.

Dito isso, é fato que as pessoas raramente estão preparadas para ser demitidas. Por essa razão, pessoas que são demitidas tendem a cometer os mesmos erros quando recebem a notícia. E é assim porque a experiência é nova, e nada em nossa educação ou no nosso sistema educacional nos preparou para o que fazer (com efeito, nosso sistema educacional não nos prepara para absolutamente nenhuma situação do mundo real).

Sendo assim, as pessoas recebem a notícia ruim, entram em pânico, e tornam a situação ainda pior.

Ser demitido já aconteceu comigo, e provavelmente acontecerá com você em algum momento da sua carreira (exceto se você for funcionário público). Sim, no momento, parece ser um dos grandes traumas da vida. Entretanto, todos nós temos a tendência de exagerar enormemente as implicações disso, e perdemos muito tempo pensando no ocorrido em vez de ver esse acontecimento como um desafio e uma oportunidade.

Primeiro, entenda que nem todo emprego é o certo para você

A criação de valor tem de ser para ambos os lados: de você para seu patrão e do seu patrão para você.

E essa relação de troca tem de continuar diariamente. Se houver uma incompatibilidade, não faz sentido continuar a relação.

Ao ser demitido, ninguém está necessariamente querendo prejudicar você, da mesma forma que você não está querendo prejudicar uma joalheria ao se recusar a comprar seu produto. Seu patrão simplesmente não mais está querendo continuar essa relação de troca, algo que é um direito humano dele.

Dica: você não vai querer um emprego no qual você não é visto como um criador líquido de valor. Se a relação não está funcionando, você tem de saber disso.

A razão por que você foi demitido importa? Não muito. O próprio empregador nem sempre sabe o motivo. Ele apenas sabe que, do ponto de vista dele, a relação não mais está funcionando. E ele está em seu perfeito direito de terminá-la.

De novo: por que você iria querer continuar trabalhando para alguém que não mais lhe quer?

Por fim, se seu empregador decide que você não mais se encaixa no empreendimento, não lhe fará nada bem ficar penando em um estado de negação, acreditando, por exemplo, que alguém irá ligar para você implorando para voltar. Isso não irá acontecer, mesmo que devesse. Aquele período da sua vida acabou, e um novo período está começando. Processe essa realidade o mais rapidamente possível.

Segundo, não tenha um surto de raiva

Isso seria um erro enorme e desastroso. Você precisa criar uma ponte entre seu atual emprego e o próximo. Sua saída tem de ser elegante, com manifestações de genuína gratidão pela confiança que o empregador demonstrou ter em você. Expresse isso de todas as maneiras possíveis — deixando de lado todas as fantasias de vingança —, com o máximo de sinceridade que você conseguir reunir.

Ainda que você tenha a certeza de que o lugar vai entrar em colapso na sua ausência, deixe que isso seja um problema deles, não seu.

Acredite: você ficará feliz por ter optado por se comportar como uma pessoa decente e madura. Seu empregador ficará positivamente impressionado com sua atitude, e poderá de muito bom grado escrever uma ótima carta de recomendação para seu próximo emprego. Jamais se deixe levar pela ideia de que isso não é importante.

Dentro de semanas ou meses, você será perguntado como ou por que sua relação anterior de emprego terminou. Você terá de explicar. É quase certo que seu próximo patrão irá entrar em contato com seu anterior. Você quer que essa conversa seja boa. Se você deixar seu empregador com a sensação de que você é uma pessoa decente, ponderada e até mesmo magnânima, melhor para você.

E tenha em mente também que as relações que você construiu gerarão bons retornos em termos de reputação pelos próximos anos, quem sabe décadas. Sua atitude não se resume apenas ao contracheque do momento. O objetivo é construir uma rede de respeito e admiração por sua inteligência, seu caráter e sua disciplina.

Não há momento melhor para mostrar isso do que quando as más notícias são recebidas.

Terceiro, há um problema sério e imediato: fluxo de caixa

Por algum motivo, enquanto estão empregadas, as pessoas tendem a se esquecer das finanças, se comportando como se sua atual receita fosse um direito garantido. E então vem a demissão inesperada e a pessoa entra em choque depois de um mês ao descobrir que o dinheiro parou de entrar. Esse comportamento é fatal. Ao ser demitido, você tem de imediatamente se ocupar em encontrar uma maneira de estancar o vazamento em suas finanças pessoais. Cortar gastos é essencial.

Você pode até conseguir alguns meses de oxigênio com o seguro-desemprego, mas isso será temporário (e, na esmagadora maioria das vezes, sua receita será bem menor do que seu salário anterior).

Tudo fica pior ao se deparar com a realidade do mercado de trabalho: você pode demorar meses até encontrar seu próximo emprego. E, se encontrar, terá de esperar mais 30 dias até receber o próximo salário. Essa é a realidade cruel, e ela se deve majoritariamente aos custos artificiais impostos pelo governo na relação de trabalho. Os encargos sociais e trabalhistas, bem como toda a carga tributária, aumentam enormemente os riscos de se contratar alguém. Não deveria ser assim, e não seria assim em um livre mercado. Mas não vivemos nesse mundo e essa é a realidade.

Portanto, entre o fim do seguro-desemprego e o início do próximo emprego, pode haver um espaço de meses. Se, durante esse tempo, você estourar seu cartão de crédito e estiver sem renda, você estará seriamente encrencado, entrando em uma situação da qual poderá levar mais de um ano para se recuperar.

Tenho uma amiga que tinha um ótimo emprego em uma cidade grande. O salário era alto, e ela era “gastadeira” e não tinha o hábito de poupar. Sempre agiu como se fosse estar naquele emprego para sempre. E então veio o imprevisto, e ela se tornou vítima dos maus humores do novo administrador da empresa. Repentinamente, ficou desempregada. Como não tinha feito poupança, ela rapidamente percebeu que agora tinha duas ocupações: procurar outro emprego e conseguir renda imediatamente, de qualquer fonte.

O que ela fez? Tornou-se lavadora de pratos no pequeno restaurante na rua de sua casa. Ao mesmo tempo, não descuidou de sua página no LinkedIn. Foi realmente incrível e inspirador. Rapidamente, ela encontrou outro emprego ainda melhor que o anterior, e está hoje ascendendo na carreira corporativa. É assim que se faz.

Entretanto, nada substitui a importância da poupança e da educação financeira. Crie esse hábito para não passar aperto ao eventualmente ficar desempregado.

Quarto, abra seu leque ao procurar o próximo emprego

Pode ser que você já esteja de olho em uma determinada empresa porque, por exemplo, um amigo trabalha lá. Você se apresenta e se esforça para conseguir uma vaga. É ali que você se imagina. No entanto, a dolorosa realidade é que você não está no controle da situação. Com efeito, você não possui o controle exclusivo de nenhuma situação. Por isso, em vez de se prender a uma única oportunidade, você tem de se imaginar em uma variedade de novas posições e instituições, e se inscrever em todas elas, o mais rapidamente possível.

Há um elemento prático aqui. Seu próximo empregador tem de acreditar que você está sendo bastante demandado por todos os lados, de modo que ele terá de começar a fazer ofertas salariais pelos seus serviços o mais rapidamente possível. Do seu ponto de vista, você tem de estar um tanto desprendido. Você tem de estar na posição de poder recusar, e talvez até mesmo (embora isso seja capcioso) jogar uma instituição contra outra, colocando as duas para disputar sua mão-de-obra. Para ser um agente independente no processo de contratação, você precisa de opções. Mas somente você pode criá-las.

Quinto, aprenda com seus erros

Todos cometemos erros. A primeira vez que fui demitido foi por insubordinação. Eu trabalhava em uma loja que vendia ternos feitos sob medida. Cheguei a ser considerado pela gerência o melhor vendedor da loja. Durante uma temporada de natal, o patrão disse a todos os vendedores que, dali em diante, todos os pedidos de alteração nas medidas das roupas só poderiam ser prometidos para três semanas após a data da venda (quem fazia o trabalho de alfaiate era o próprio patrão).

Considerei aquele alongamento vergonhoso. Não era necessário tanto tempo.

Como era de se esperar, menos de uma hora depois, um cliente adentrou a loja e disse que compraria sete ternos caríssimos, mas com uma condição: todas as alterações teriam de estar prontas em, no máximo, uma semana.

Desconsiderei as ordens do patrão e prometi ao cliente que as roupas estariam prontas em uma semana. Ao fim do expediente daquele dia, meu patrão descobriu os recibos, ficou enfurecido, jogou todos os sete ternos em cima de mim e exigiu saber “quem irá fazer as alterações neles?”

E então eu disse: “Eu irei”. E imediatamente fui para a máquina de costura e comecei a trabalhar. Quando eram 9 da noite, eu já havia terminado todos os ternos. Imediatamente, levei todo o trabalho completo para o patrão e disse que eu mesmo entregaria os ternos pessoalmente ao cliente na manhã do dia seguinte.

Meu patrão, então, disse: “Ótimo.” E completou: “Quando você terminar da fazer isso, não mais precisarei dos seus serviços.”

Não, isso não foi uma injustiça. Nenhum patrão toleraria tamanha insubordinação. Aprendi com isso, cresci, e simplesmente arrebentei no meu emprego seguinte. (Virei gerente em outra loja de roupas, diretamente concorrente à do meu antigo patrão; minha loja superou a dele em todas as temporadas seguintes).

De novo: todos cometemos erros. Descubra quais foram os seus, aprenda com eles, e utilize essas lições em seu próximo emprego. Deixe o rancor de lado e pense em si mesmo como um ativo cujo valor aumenta com o tempo e, principalmente, com os erros cometidos e reconhecidos.

Para finalizar

Talvez a demissão nem foi porque cometemos erros. A relação de troca funcionou por algum tempo, e então parou de funcionar. Isso acontece e é normal. Já lidei com essa situação várias vezes ao longo de minha vida profissional. Não há nada de errado com isso. Pode acontecer a qualquer pessoa em qualquer situação de emprego.

Por esse motivo, o empregado esperto tem de estar sempre se imaginando em outras posições no mercado, talvez não ativamente procurando novos empregos, mas sempre mantendo o olho aberto para possíveis opções. Isso não é deslealdade. Ao contrário, tal atitude ajuda você a encontrar mais rapidamente qual é a ocupação que gera seu maior valor no mercado de trabalho, algo que beneficia seu atual empregador tanto quanto você.

Todos seremos demitidos em algum ponto da carreira. Saber transformar isso em algo positivo na sua vida vai depender de você.

Fonte: Mises Brasil

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