SAÚDE: SAIBA QUAIS OS DIREITOS DA GESTANTE NA HORA DO PARTO

Confira os direitos das gestantes para um parto humanizado

Grávida pode ter acompanhante, definir condições do procedimento e se quer contato imediato com bebê

Pauline Almeida

da CNN

no Rio de Janeiro

Em casos em que os direitos são desrespeitados, a mulher pode buscar uma indenização ou fazer uma reclamaçãoEm casos em que os direitos são desrespeitados, a mulher pode buscar uma indenização ou fazer uma reclamaçãoJustin Paget/Getty ImagesTwitter

O caso da mulher estuprada por um anestesista durante uma cesariana, na Baixada Fluminense, chocou o Brasil e trouxe à tona o debate sobre o direito das gestantes.

Segundo depoimentos colhidos pela Polícia Civil, o médico Giovanni Quintella Bezerra orientou a saída do marido da vítima antes de cometer o crime. A Lei Federal 11.108/2005 determina que a grávida tem direito a um acompanhante durante o trabalho de parto, ou seja, desde o início das contrações até após o nascimento do bebê.

Em vários estados, a mulher também pode ter a presença de uma doula, profissional que ajuda no suporte ao parto, mas não substitui a equipe médica.

Outro direito da gestante é construir o chamado plano de parto, que indica todas as vontades para o momento de dar à luz. No documento, a mulher vai dizer como quer o procedimento — natural ou cesariana —, a posição em que gostaria de parir, roupa que deseja vestir, temperatura da sala e se quer música ou silêncio, por exemplo.

O presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Agnaldo Lopes, explica que o plano de parto é uma orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“A gestante escreve, pode até fazer de próprio punho, o que ela espera. É construído pela gestante com o acompanhamento da equipe multiprofissional que faz o pré-natal”, detalhou à CNN.

Quem vai fazer cesariana pode, inclusive, escolher se quer ver o bebê assim que for retirado da barriga e se deseja contato imediato com o filho. Também pode decidir se fará a cirurgia agendada ou apenas quando tiver início o trabalho de parto.

O documento inclui ainda os primeiros cuidados com o bebê, como a forma de realização de exames e a amamentação.

Com todas as indicações, o plano deve ser levado ao hospital para que a equipe médica siga as escolhas, garantindo um trabalho humanizado e que deixe a mulher segura.

“A segurança da paciente é a questão mais importante para que ela se sinta acolhida, bem assistida”, afirma o presidente da Febrasgo.

Informação é fundamental, destaca Defensoria

Uma cartilha confeccionada pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro, em parceria com a Associação de Doulas do estado, chama a atenção para atos de violência contra a mulher no momento do parto, como o impedimento ao acompanhante, o desrespeitoso ao plano de parto e comentários preconceituosos sobre peso, cor, idade, situação conjugal ou número de filhos.

Matilde Alonso, coordenadora do Núcleo Especial de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria do RJ, sugere que as grávidas busquem informações durante a gestação, seja em rodas de conversa, doulas, cursos, justamente para saber dos seus direitos.

“Toda mulher tem direito a um parto humanizado e tratamento digno e livre de violência. Essa construção é muito importante porque vários tratados internacionais, legislações internas preveem o parto humanizado. É importante que isso seja divulgado e as gestantes se apropriem desses direitos”, colocou.

O tipo de anestesia que a grávida vai receber e se vai receber (no caso de parto normal) também pode ser decidido. No caso da cesariana, a mulher pode determinar que não quer ser sedada, ou seja, que quer acompanhar todo o procedimento acordada.

No estupro ocorrido em São João de Meriti, a gestante ficou inconsciente por conta dos remédios aplicados pelo anestesista preso. O procedimento é pouco comum em casos de cesárea e pode trazer riscos para a mãe e para o próprio bebê.

Segundo Ana Cristina Pinho, diretora-geral do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), na grande maioria das cesarianas, é feita uma anestesia que tem efeito da cintura para baixo da mulher.

Porém, a sedação após este procedimento ocorre apenas em casos específicos e de forma leve, somente após a ligadura do cordão umbilical.

“A sedação só é autorizada após o nascimento do bebê e o corte do cordão umbilical. São dois indivíduos literalmente ligados. Quando eu administro um sedativo para a mãe, com o cordão umbilical presente, esse sedativo atravessa a placenta e atinge o bebê e o expõe ao risco de nascer com quadro de depressão respiratória. Ele passa a não respirar adequadamente e pode evoluir para um déficit de oxigênio que decorre em risco de sequelas permanentes”, explicou.

As regras valem tanto para hospitais da rede pública quanto da privada.

A defensora pública Matilde Alonso destaca que quem tiver direitos negados deve buscar reparação.

“A mulher que passa por uma situação dessa tem todo o direito de buscar uma indenização, fazer uma reclamação. Por que essa mulher foi sedada? Foi escolha dela? Em que momento houve consentimento? Aí a importância do plano de parto. Esse momento é dela, não tem que ser do médico, é dela”, destaca.

Veja a cartilha de orientação às gestantes.

Fonte: CNN

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SAIBA COMO EVITAR A TROMBOSE

CNN Sinais Vitais explica como evitar a trombose

Quando não é tratada, a condição pode evoluir para um quadro grave chamado embolia pulmonar

Lucas Rocha

da CNN

em São Paulo

Ouvir A formação de um coágulo que interrompe o fluxo sanguíneo caracteriza a trombose, que pode ser perigosa para a saúde. As principais causas da trombose incluem o sedentarismo, o uso de medicamentos, a obesidade, doenças hereditárias ou predisposição genética, além de fraturas ortopédicas.

CNN Sinais Vitais desta semana explica como evitar a trombose. O programa, apresentado pelo cardiologista Roberto Kalil, vai ao ar neste domingo (19), às 19h30, reforçando o conteúdo diversificado com a marca CNN Soft.

“Quando se fala em trombose, a gente associa muito à trombose venosa, que é a formação de coágulos nas veias da perna ou qualquer veia do organismo, que pode causar embolia pulmonar. Mas a trombose inclui também a arterial é a principal causa de morte no mundo, porque inclui o infarto e o acidente vascular cerebral, que as pessoas normalmente chamam de derrame”, explica a cardiologista Ariane Macedo, diretora da Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (veja a entrevista no vídeo acima).

A formação de coágulos que entopem os vasos sanguíneos e impedem o fluxo de sangue é chamada de trombose. Existem dois tipos, a trombose venosa, que atinge as veias, e a trombose arterial, quando o bloqueio acontece em uma das artérias.

Segundo o médico angiologista César Amorim Neves, Presidente da Associação Bahiana de Medicina (ABM), a formação da trombose venosa está associada a três fatores preponderantes: hipercoagulação do sangue, lesões na parede das veias e imobilização dos pacientes.

A hipercoagulação, condição que favorece a formação de coágulos do sangue, pode estar relacionada a diferentes causas. Entre elas estão predisposição genética, alterações na quantidade ou no funcionamento de proteínas do sangue que controlam a coagulação, como deficiência de proteína C, S ou Z, entre outros distúrbios.

“Outro fator responsável pela trombose venosa são lesões na parede dos vasos. O vaso é formado por substâncias que evitam a coagulação. Às vezes, lesões nas paredes dos vasos alteram essas substâncias e levam à formação do coágulo”, explica César.

Por fim, a imobilização de longa duração também é um fator importante para a formação da trombose. Pessoas que permanecem internadas por longos períodos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) podem ter um risco aumentado para o desenvolvimento da doença.

Embolia pulmonar

Quando não é tratada, a trombose pode evoluir para um quadro grave chamado embolia pulmonar. O coágulo pode se desprender e seguir o fluxo da corrente sanguínea, até se alojar nos pulmões. Os sintomas incluem dor no peito, falta de ar, tosse repentina, suor e tontura. A condição pode levar à necrose dos tecidos da região afetada, devido à interrupção da circulação sanguínea.

“10% das mortes dentro dos hospitais ocorrem por embolia pulmonar”, afirma Fábio Henrique Rossi, coordenador da residência médica em Cirurgia Vascular e Endovascular do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo.

O tromboembolismo é a terceira causa de morte no contexto das doenças cardiovasculares. Na pandemia da Covid-19, o número de casos de pessoas com trombose aumentou. Cerca de 16% dos pacientes infectados pelo coronavírus desenvolveram a condição.

O episódio mostra o caso do empresário Wendolino Israel. Aos 65 anos, ele teve uma embolia pulmonar quando estava internado em UTI, ainda se recuperando da Covid-19.

O cardiologista e professor titular da Divisão de Cardiologia da Duke University, dos Estados Unidos, Renato Lopes, publicou um estudo sobre um novo protocolo com o uso de anticoagulantes para pacientes internados em UTIs.

“O Brasil é referência no mundo em tratamento de trombose. As instituições estão se unindo em prol da ciência e conseguimos resultados até mais rápidos do que os Estados Unidos e Europa. O mundo passou a seguir nossos resultados”, destaca Lopes.

A equipe da CNN apresenta ainda a história da publicitária Beatriz Almeida. O uso precoce e prolongado de um anticoncepcional levou ao desenvolvimento da trombose aos 23 anos. A jovem foi submetida ao procedimento de angioplastia para colocar um stent na veia e, assim, liberar espaço para a circulação do sangue.

No episódio, especialistas mostram como é realizado o procedimento a partir de outro caso de um paciente internado no Hospital Dante Pazzanese.

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HOMEM FOGE DE TRABALHO ESCRAVO EM FAZENDA E DENUNCIA CASO AS AUTORIDADES

Por Sthefanny Loredo, TV Globo

 

Juarez Souza fugiu de fazenda onde vivia em condições análogas à escravidão — Foto: TV Globo/ReproduçãoJuarez Souza fugiu de fazenda onde vivia em condições análogas à escravidão — Foto: TV Globo/Reprodução

Estrutura precária, jornadas de trabalho extenuantes e falta de pagamento. Essa é a rotina que Juarez Souza denuncia ter vivido em uma fazenda em São Sebastião, no Distrito Federal, onde estava em condições análogas à escravidão desde o início de maio deste ano.

“Não tinha banheiro, não tinha nada. A gente tinha que ir no mato”, conta, após fugir do local e denunciar o caso às autoridades.

Ele e outro homem, que preferiu não se identificar, foram abordados por um empregador, que ofereceu trabalho como cortadores de eucalipto na fazenda (veja detalhes abaixo). A dupla conta que, no local, precisou dormir em um curral e chegava a trabalhar 12 horas por dia.

A reportagem entrou em contato com o empresário Igor Emir, proprietário da fazenda, que afirmou ter contratado o serviço de um homem para cortar eucalipto na fazenda. No entanto, ele diz não saber que o contratado havia chamado outras duas pessoas informalmente para ajudar no trabalho.

Sem estrutura

Homem foge de fazenda em São Sebastião, no DF, onde vivia em condições análogas à escravidão — Foto: Reprodução

Homem foge de fazenda em São Sebastião, no DF, onde vivia em condições análogas à escravidão — Foto: Reprodução

À TV Globo, Juarez conta que saiu da Bahia no início do ano, para tratar uma hérnia. Ele aguardava uma cirurgia na rede pública de saúde, em Planaltina. No entanto, com a demora para o procedimento, precisou sair do hospital.

“Eu fiquei desesperado. Fiquei um pouco na rua, aí eu fui para Planaltina, em busca de qualquer serviço”, diz.

Lá, ele conheceu um homem, chamado Manoel, que lhe ofereceu emprego para cortar e transportar eucaliptos na fazenda Barra da Cachoeirinha, em São Sebastião. “Ele fez uma prosa muito bonita, [era] uma pessoa muito elegante. Quando cheguei lá, eu achei estranho”, lembra Juarez.

Ele e o colega descobriram que teriam que dormir em um curral. No início, nem colchão eles tinham. Juarez afirma que, durante a onda de frio que atingiu o DF no mês passado, os dois sofreram. “A gente passou bastante frio. Eu tinha coberta, mas o outro tinha uma cobertinha.”

Depois de 12 horas de expediente, mais precariedade: era preciso tomar banho gelado e não havia banheiro para os dois usarem. “A água, a gente tinha que pegar na torneira para tomar”, conta o homem.

Já a realidade do homem que o contratou era bem diferente, diz Juarez. “Ele morava na frente e nós morávamos no fundo. Ele morava na casa que tinha uma cozinha muito chique. A casa dele era boa”, relata.

“Nesse momento, eu me senti como um escravo, porque colocar a gente em um lugar daquele. Dormir dentro de um cocho de gado, muriçoca mordendo, morcego dentro do galpão, na beira de uma mata. Era aranha, escorpião. Enquanto ele estava dormindo em uma cama boa, nós estávamos sofrendo”, conta Juarez.

Fuga

Segundo o trabalhador, eles passaram por toda a situação sem receber salário. Juarez, então, decidiu fugir da fazenda na última semana. “Não aguentei mais. Não tinha conforto”, diz.

Ele conta que pediu para sair, mas o homem que o contratou se negou a pagar pelo serviço. “Só me pagava com 45 dias. Eu não disse nada para ele, peguei e fui embora. Coloquei o pé na estrada e fui caçar meus direitos”, afirma Juarez.

O homem saiu da zona rural de São Sebastião e caminhou por cinco horas, até o centro da cidade. Lá, ele conseguiu R$ 20 e foi até à Superintendência Regional do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Previdência, fazer uma denúncia

Com apoio da Polícia Federal, uma equipe de auditores fiscais do trabalho foi até a fazenda e resgatou o outro trabalhador que ficou no local. Os donos da propriedade foram notificados.

Juarez e o outro trabalhador receberam o pagamento do salário e mais R$ 10 mil por danos coletivos. Cada um também terá direito a receber três parcelas de seguro-desemprego especial para trabalhadores resgatados de situação análoga à escravidão, no valor de um salário mínimo.

Juarez diz estar feliz por ter conseguido fugir e por ter sido apoiado pela Justiça. “Me apoiou, deu suporte e deu tudo certo na minha vida. Eu estou feliz para chegar em casa”, conta.

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SESAP AUMENTOU DE QUATRO PARA SETE A FROTA DE CARROS FUMACÊ EM CONDIÇÕES DE OPERAR NO RN

Por g1 RN

 

Carro fumacê em operação no Rio Grande do Norte — Foto: Sesap/CedidaCarro fumacê em operação no Rio Grande do Norte — Foto: Sesap/Cedida

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) aumentou de quatro para sete veículos a frota de carros fumacê em condições de operar nas ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya no Rio Grande do Norte.

No início de maio, apenas quatro dos 15 carros fumacê do estado estavam em operação, por causa de equipamentos quebrados nas bombas de Ultra Baixo Volume (UBV). Segundo a pasta, mais um carro vai entrar em operação nos próximos dias.

A assessoria da secretaria informou nesta sexta-feira (27) que a perspectiva é de que os 15 carros fumacê do estado estejam em operação até o fim de junho, com a chegada de mais peças compradas. Parte delas é importada.O

Carros fumacê voltam a operar no Rio Grande do Norte

Segundo a Sesap, algumas cidades já foram atendidas pelo serviço e o governo está avaliando as próximas operações de acordo com as solicitações e com a situação epidemiológica de cada município.

Está em andamento a operação em João CâmaraNatal (no bairro das Quintas e Alecrim) e Parnamirim (na região da Avenida Maria Lacerda).

A responsável técnica pelo Programa Estadual de Controle da Dengue, Silvia Dinara, ressalta que a operação de UBV é importante para interromper a transmissão, pois elimina o mosquito adulto, mas deve ser adotada como última medida.

“As ações de combate e controle de criadouros devem permanecer concomitantemente e precisam se intensificar nesse momento para que não haja nova proliferação”, diz.

A Sesap reforçou os cuidados necessários para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses, como manter os quintais livres de possíveis criadouros do mosquito; esfregar com bucha as vasilhas ou reservatórios de água de seus animais; não colocar lixo em terrenos baldios; manter caixas d´água sempre tampadas e cuidar de qualquer local que possa acumular água parada.

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GOVERNO FEDERAL MONTARÁ PLANO DE CONTIGÊNCIA PARA RESGATAR BRASILEIROS QUE VIVEM NA UCRÂNIA

Governo espera condições seguras para tirar brasileiros da Ucrânia

Ministro diz que governo quer retirar brasileiros da zona de conflito e montará plano de resgate, mas vai esperar momento adequado

BRASÍLIA

 Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro com o ministro das Relações Exteriores, Carlos França

GUSTAVO MAGALHÃES/MRE

O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, disse nesta quinta-feira (24) que o governo federal montará um plano de contingência para resgatar os brasileiros que vivem na Ucrânia, mas que essa operação só será realizada mediante condições adequadas de segurança. Ao longo desta quinta, a nação do leste europeu sofreu diversos ataques de tropas militares russas, que invadiram o território ucraniano por ordem do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

“Nós já estamos elaborando um plano de contingência para a retirada desses cidadãos brasileiros. Nós não podemos soltar os detalhes ou anunciar com muita antecedência, mas ele envolve contato com países vizinhos, como Polônia e Romênia, e negociação intensa com autoridades ucranianas, que têm o controle do território”, detalhou o ministro, em live nas redes sociais com o presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, é necessário um momento mais seguro para que seja possível garantir que o trajeto dos brasileiros a algum país vizinho à Ucrânia ocorra de maneira ordenada.

“Não estamos deixando de lado nenhuma possibilidade. Estamos analisando comboios terrestres, por ferrovias ou rodovias. Há um consulado honorário do Brasil em Lviv, que está trabalhando conosco nessa questão de montagem do plano. Com base nisso, esperamos dar em breve uma boa notícia”, destacou França.

O ministro prometeu que o governo vai reforçar o corpo diplomático brasileiro em Kiev, capital da Ucrânia, e em países próximos para melhorar o suporte aos cidadãos brasileiros que estão lá. “Vamos mandar reforços às embaixadas para que possamos atender o cidadão brasileiro que buscar nosso apoio”, disse. França pediu que todos tenham paciência e busquem se afastar das zonas de ataque.

Tenham um pouco de paciência. O importante é ficar em segurança, onde haja acesso, alimento e água, e em contato com a Embaixada. Dadas as condições [de segurança] e montado o plano de contingência, nós vamos começar de maneira ordenada a fazer retirada desses brasileiros”, prometeu o chanceler.

Fonte: CNN

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ESTUDO DA CNT APONTA AS CONDIÇÕES PRECÁRIAS DAS ESTRADAS DO RN

Por g1 RN e Inter TV Cabugi

 

Buraco interdita rodovia RN-118 no interior do RN — Foto: DivulgaçãoBuraco interdita rodovia RN-118 no interior do RN — Foto: Divulgação

O Rio Grande do Norte tem 67,1% das estradas com algum tipo de problema. É o que aponta a Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada nesta segunda-feira (6) pela Confederação Nacional de Transportes.

Essas estradas do estado foram avaliadas pela CNT como sendo regulares, ruins ou péssimas. Mais de 50% tem problema com sinalização e mais de 60% com pavimentação (veja mais abaixo detalhado).

A pesquisa avalia toda a malha pavimentada das rodovias federais e principais trechos estaduais. Ela percorreu 1.879 quilômetros no estado.

Já 32,9% das rodovias do Rio Grande do Norte foram consideradas ótimas ou boas na avaliação da pesquisa da Confederação Nacional de Transportes.

De acordo com a CNT, 26 trechos das rodovias são considerados pontos críticos. Isso porque possuem buracos maiores do que um pneu.

A pesquisa aponta ainda que o investimento para recuperar as rodovias no estado, com ações emergenciais, de manutenção e de reconstrução, é de R$ 578,4 milhões.

De acordo com o diretor do Departamento de Estradas e Rodagens do RN (DER), Manoel Marques, parte dos trechos considerados críticos terão obras de melhorias a partir de dezembro.

“A gente vai dar uma melhorada na nossas rodovias, porque esses trechos que não cabem mais na manutenção. Vão ser refeitos, dando uma melhor condição”, explicou.

O diretor explica que não serão as rodovias inteiras refeitas, mas os trechos mais afetados. “A gente vai atacar primeiro os trechos que são críticos ou muito ruins. Vamos recuperar, até pra diminuir o custo com manutenção”.

Os trechos das rodovias que serão refeitas englobam cidades como Jucurutu, Patu, Ouro Branco, Carnaúba dos Dantas, Tibau, Grossos, Assú, Paraú, Triunfo Potiguar, Caicó e Jardim de Piranhas.

Segundo Manoel Marques, a governadora Fátima Bezerra (PT) destinou R$ 130 milhões de saldo do contrato com o Banco Mundial para investimento nas rodovias.

Veja outros pontos avaliados pela pesquisa

Pavimento

A pesquisa aponta também que 63,3% da extensão da malha rodoviária apresenta problema na pavimentação, enquanto 36,4% está em condição satisfatória.

Sinalização

Segundo a pesquisa, 55,2% das rodovias tem sinalização considerada regular, ruim ou péssima. Já 44,8% da malha tem esse quesito como ótimo ou bom.

A avaliação ainda aponta que 7,3% da extensão está sem faixa central e 14,1% não têm faixas laterais.

Geometria da via (traçado)

A CNT aponta que 73,1% da extensão da malha rodoviária apresenta algum tipo de problema e 26,9% está boa ou ótima.

As pistas simples predominam em 92,4%, reforça a pesquisa, mas falta acostamento em 55,9% dos trechos avaliados e 52,6% dos trechos com curvas perigosas não têm sinalização.

Custo operacional

As condições do pavimento no estado geram um aumento de custo operacional do transporte de 32,6%. Isso reflete na competitividade do Brasil e no preço dos produtos, segundo a pesquisa.

Meio ambiente

Ao final de 2021, estima-se que haverá um consumo desnecessário de 20 milhões de litros de diesel devido à má qualidade do pavimento da malha rodoviária no estado. Esse desperdício custará R$ 88,24 milhões aos transportadores.

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A CRISE ECONÔMICA ESTÁ IMPACTANDO DIRETAMENTE O NATALENSE E OS IMPACTOS JÁ REFLETEM NOS NÚMEROS DE INADIPLÊNCIA NA CAPITAL

Endividamento em Natal cresce e número de famílias sem condições de pagar triplica

01 dez 2021

Endividamento em Natal cresce e número de famílias sem condições de pagar triplica

A crise econômica está impactando duramente o natalense e os impactos já refletem nos números de inadimplência na capital potiguar, que em novembro de 2021 ficaram acima da média nacional. Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) mostra que 86,3% das famílias declararam possuir dívidas, o que representa o segundo maior índice para um mês de novembro da série histórica natalense. No Brasil, este número é de 75,6%.

Desde 2010, quando foi iniciada a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), o índice de endividamento só atingiu número mais alto do atual em novembro de 2020, quando alcançou 88,9% em meio aos primeiros impactos da pandemia.

Possuir dívidas não é o único problema. Entre os que estão com contas em atraso esse mês também foi registrado aumento comparado a outubro e chegando 37,3% (aumento de 0,9%). Porém, quando considerado novembro do ano passado (42,7%), houve queda de 5,4 pontos percentuais. A média de atraso é 62,5 dias, sendo que 42,8% já estão com mais de 90 dias de atraso.

Das 263 mil famílias da região Metropolitana de Natal, a realidade é ainda mais crítica para os 10,7% que não conseguirão cumprir com os compromissos assumidos. O índice é mais alto tanto em relação a outubro (7,1%) quanto em relação ao mesmo período de 2020 (3,7%). Ou seja, aumento de quase três vezes.

“O número de famílias nesta condição é o maior desde junho do ano passado, quando bateu em 10,9%. Esses dados representam um ponto de preocupação para o setor de comércio e serviços, principalmente quando observamos o total da renda mensal familiar comprometido com dívidas, que chega a 36,9%. São pessoas em débito com cheque pré-datado, cartões de crédito, fiados e carnês de lojas, por exemplo. Isso tudo, junto ao aumento da inflação e taxa de juros, pode representar um preocupante círculo vicioso, que pode engessar por um longo período o crescimento”, explicou Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio RN.

No total, na capital do Rio Grande do Norte são 226.970 famílias endividadas, 96.128 que já estão com contas em atraso, e 28.191 que não terão como pagar estas dívidas. No cenário nacional, os dados da PEIC divulgados dia 29 de novembro mostram que 12.327 milhões de famílias que possuem alguma dívida a vencer, alta de 1 ponto percentual em relação a outubro (74,6%) e de 9,6 pontos em relação a novembro do ano passado (66%)

Fonte: Política em Foco
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RÚSSIA E OTAN ENFRENTAM MOMENTO DE TENSÃO POLÍTICA COM ACUSAÇÕES DE ESPIONAGEM

Rússia corta vínculos com Otan após acusação de espionagem

Moscou afirmou que “as condições básicas para um trabalho comum” com a aliança militar do Ocidente “não existem mais”

 por AFP

Russos e Otan enfrentam momento de tensão política com acusações de espionagem

EVGENY BYATOV/SPUTNIK/KREMLIN PO/EFE – 10.9.2021

A Rússia anunciou nesta segunda-feira (18) a suspensão de sua missão na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e a da Aliança Atlântica em Moscou, após a retirada em 6 de outubro do credenciamento de oito representantes russos na organização acusados de espionagem.

Essa decisão ilustra ainda mais as fortes tensões entre Rússia e os países ocidentais existentes há vários anos, entre sanções, expulsões trocadas de diplomatas, acusações de interferência eleitoral, espionagem e ciberataques atribuídos a Moscou.

A Rússia, por sua vez, repreende a Aliança Atlântica pela sua ambição de se estender até suas fronteiras, integrando Ucrânia e Geórgia, duas ex-repúblicas soviéticas que ainda considera parte de sua esfera de influência.

“Após certas medidas tomadas pela Otan, as condições básicas para um trabalho comum não existem mais”, disse o ministro russo das Relações Exteriores, Serguéi Lavrov, destacando que as medidas entrarão em vigor em 1º de novembro.

Concretamente, a Rússia suspenderá indefinidamente sua missão em Bruxelas no berço da aliança militar ocidental, assim como a missão da Otan na embaixada da Bélgica em Moscou. Esta última tem como objetivo garantir a relação entre a aliança em Bruxelas e o Ministério da Defesa russo.

Lavrov também anunciou “acabar com a atividade do escritório de informação da Otan”, cuja missão, conforme definida pela aliança, é “melhorar o conhecimento e a compreensão mútuos”.

Desde 2014, com a anexação da península da Crimeia por parte da Rússia, “a Otan já reduziu consideravelmente os contatos com a nossa missão. No que diz respeito à parte militar, não houve nenhum contato desde então”, justificou o chefe da diplomacia russa.

“A atitude da Aliança com o nosso país se tornou cada vez mais agressiva”, denunciou a Rússia.

A Otan afirmou por sua vez que “soube das declarações do ministro Lavrov pela imprensa”. “Não temos nenhuma comunicação oficial sobre o assunto que as provocou”, afirmou uma porta-voz da Aliança, Oana Lungescu.

Acusações de espionagem

Em caso de “urgência”, a Aliança poderá, no futuro, contatar o embaixador russo na Bélgica, acrescentou Lavrov. Essas medidas ocorrem após uma nova série de acusações de espionagem.

No início de outubro, a Otan anunciou que estava retirando o credenciamento de oito membros da missão russa em Bruxelas, acusados de serem “agentes da inteligência russa não declarados”.

O secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, acusou na ocasião Moscou de aumentar suas “atividades maldosas” na Europa. A Rússia fez uma advertência ao considerar que a aliança político-militar, fundada em 1949 pelos rivais da União Soviética, já demonstrou sua rejeição em normalizar suas relações.

Em março de 2018, a aliança militar já havia decidido retirar as credenciais de sete membros da missão russa e expulsá-los da Bélgica, após o envenenamento de Serguei Skripal, um ex-agente russo, e de sua filha no Reino Unido.

Posteriormente, o número de credenciamentos para a missão russa em Bruxelas foi reduzido de 30 para 20. Em 7 de outubro de 2021, ainda mais, até restarem dez.

Apesar das fortes tensões, desde 2014 o alto comando militar russo se reuniu várias vezes em terceiros países com líderes militares da Otan e do Pentágono.

Em fevereiro de 2020, o chefe do Estado-Maior russo, Valeri Guerasimov, se reuniu no Azerbaijão com o comandante supremo da Otan para a Europa, o general americano Tod Wolters.

Em setembro de 2021, Guerasimov teve um encontro em Helsinki com seu homólogo americano Mark Milley, após uma conversa anterior em dezembro de 2019.

Fonte: R7
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PROFESSOR FEZ MANIFESTAÇÃO NA PRESENÇA DA PROFESSORA QUE GOVERNA O RN COBRANDO MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO PARA OS EDUCADORES DO ESTADO

Professor faz protesto por melhores condições de trabalho em evento com a presença de Fátima Bezerra

Cláudio Almeida, que é professor de Artes e ator, também falou sobre a importância dos professores para os estudantes no momento da pandemia

Redação
15/10/2021 | 12:46

Professor Cláudio Almeida fez manifestação para cobrar melhores condições aos educadores – Foto: Reprodução/TV Tribuna

Um professor realizou um protesto em defesa de avanços para a categoria durante uma cerimônia em alusão ao Dia do Professor, realizada nesta sexta-feira (15). O evento, que contou com a presença da governadora Fátima Bezerra (PT), aconteceu na Escola Estadual Padre Miguelinho, no Alecrim, em Natal. As informações são da Tribuna do Norte.

Cláudio Almeida, que é professor de Artes e ator, falou sobre a importância dos professores para os estudantes no momento da pandemia e cobrou, além de melhores condições de trabalho, a valorização financeira aos educadores públicos, de acordo com o vídeo publicado pela Tribuna do Norte. A intervenção foi realizada durante a abertura do evento.

Além da governadora Fátima, estavam presentes na cerimônia o vice-governador Antenor Roberto, e o secretário de Educação do Estado, Getúlio Marques. Todos eles ouviram a manifestação do professor. A fala, que durou quase 3 minutos, chegou a ser aplaudida pelas pessoas que estavam no evento.

A cerimônia foi convocada pelo governo Fátima com o objetivo de divulgar ações de valorização da carreira de docentes da rede pública de ensino estadual, incluindo a promoção de professores por titulação

Fonte: Agora  RN

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PROFESSORA QUE GOVERNA O RN ESQUECE QUE ESCOLAS NÃO RETOMARAM AS AULAS POR FALTA DE CONDIÇÕES

Governadora visita escola e “esquece” de falar sobre 30 colégios que não retomaram as aulas por “falta de condição

Por 

Em Governo Do EstadoSlideshow

06 out 2021

A governadora Fátima Bezerra visitou escolas no primeiro dia do retorno presencial. Buscando construir uma “pauta positiva” ela defendeu o retorno presencial, mas esqueceu de falar que há 30 colégios da rede estadual que não terão aula porque estão em manutenção.

Na Escola Estadual Edgard Barbosa, no bairro Lagoa Nova, acompanhada da vice-diretora Cristiane Fonseca e da coordenadora Isa Nunes, e da representação do Grêmio Estudantil, Fátima Bezerra visitou as instalações da unidade que trabalha com o novo ensino médio, possui 18 turmas no período da manhã e seis turmas à tarde, atendendo mais de 800 alunos.

Na ocasião, a governadora adiantou que o Governo vai lançar uma campanha de estímulo aos estudantes para o retorno às aulas presenciais.  A diretora Cristiane e a coordenadora Isa Nunes, bem como demais professores, destacaram a relevância dessa iniciativa assinalando a importância do retorno dos estudantes à atividade presencial, considerando que a pandemia agravou o quadro de vulnerabilidade social e levou estudantes a buscarem atividades que pudessem contribuir com a renda de suas famílias.

Fonte: Política em Foco

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MPRN POR MEIO DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA DETERMINA QUE ESTADO REFORME SEDE DA UNICAT

Justiça determina que Estado reforme sede da Unicat

08 set 2021

Unicat registra falta de cerca de 50 medicamentos no RN | Rio Grande do Norte | G1

A Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) terá que passar por reformas que garantam melhores condições estruturais do imóvel onde funciona, em Natal. A obrigação ao Estado foi obtida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio de uma ação civil pública (ACP), junto ao Tribunal de Justiça do Estado.
Na decisão, a Justiça determinou que o Estado implante uma subestação elétrica de 300 KVA; execute quadros gerais de distribuição de baixa tensão; elabore projetos de instalações elétricas; e ainda a climatize e feche os galpões. Todas essas providências terão que ser implementadas dentro do prazo de 120 dias. O ente público deverá comprovar o cumprimento do que foi ordenado  sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
Antes do ajuizamento da ação, o MPRN, através da 47ª Promotoria de Justiça de Natal, havia promovido várias audiências e nessas ocasiões o Estado, representado pela Secretaria de Saúde (Sesap), sempre estava se comprometendo a realizar as obras no prédio onde está instalada a Unicat. Inclusive, na penúltima audiência, em 04/06/2019, restava apenas a realização de obras para a climatização de galpões para a guarda de medicamentos e outros insumos e subestação de energia.
Assim, decorridos mais de dois anos da última audiência, e com a atenuação da
pandemia no RN, o magistrado decidiu que o Estado poderá realizar as obras faltantes; “essa providência poderia mesmo ser adotada sem necessidade de um provimento judicial, porque o próprio ente público se comprometeu, em todas as audiências, a resolver as questões postas à apreciação judicial pelo órgão autor”.
Por fim, foi considerada a razão parcial do MPRN, no que pertine à concessão da tutela de
evidência. E que, o próprio Estado reconhece a necessidade de realização das obras na Unicat. Tanto que alocou recursos para a sua realização, apresentou orçamentos em audiência, mas não realizou as obras.
Além disso, a decisão ainda pontua que “no momento atual a realização das obras é possível, não sendo mais plausível se alegar o comprometimento de sua realização em razão da pandemia de Covid-19, uma vez ser público e notório que houve uma grande atenuação, e também por ser público e notório que os órgãos públicos estatais do Estado do RN estão em pleno funcionamento, inclusive com atendimento presencial, respeitadas as normas
de higiene e segurança sanitárias.”.
Fonte: Política em Foco
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SEGUNDO PROFESSOR, A ONU TERIA CONDIÇÕES DE ADIAR OU ELIMINAR POR COMPLETO O RISCO DE UMA GUERRA MUNDIAL PROVOCADA PELA CRISE NO AFEGANISTÃO

Há risco de a crise no Afeganistão evoluir para uma guerra mundial?

Segundo professor da Unicamp, ONU teria condições de adiar este perigo por muito tempo e possivelmente eliminá-lo por completo

INTERNACIONAL

Sofia Pilagallo, do R7*

:

Vitória do Talibã poderia fortalecer outros grupos extremistas e provocar conflitos regionais

AKHTER GULFAM / EFE – EPA – 25.8.2021

Com a crise política que se instalou no Afeganistão desde quando o Talibã invadiu a capital Cabul e assumiu o controle do país, no dia 15 de agosto, um pensamento possível é que o mundo estaria caminhando rumo a um novo conflito a nível global — que, se consumado, seria o terceiro da história da humanidade e o primeiro deste século.

Para o professor de Direito da Unicamp (Universidade Estadual Paulista), Luís Vedovato, que estuda o Afeganistão pelo viés dos direitos humanos, o risco de um conflito nessas proporções acontecer é consideravelmente baixo.

Não por acaso, a entidade foi criada em 1945, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, o maior e mais destrutivo conflito da história, que matou um total estimado de 70 a 85 milhões de pessoas.

“Há de se levar em conta ainda a questão econômica, que é internacionalmente conectada devido a estrutura da ONU. Conflitos são sempre prejudiciais à economia, ainda mais um conflito de proporções mundiais”, afirma o professor da Unicamp.

Um segundo fator a ser levado em consideração, de acordo com Vedovato, é a possibilidade, ainda que remota, de haver o uso de bombas nucleares em uma eventual nova guerra mundial. Esse tipo de armamento tem como característica uma grande liberaçao de energia e, por isso, tem um imenso poder de destruição.

O mundo ainda se lembra, com imenso pesar, dos dias 9 e 16 de agosto de 1945, quando os Estados Unidos lançaram bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki e provocaram, instantaneamente, a morte de 70 mil pessoas.

“O Irã, por exemplo, enriquece urânio a 20% de pureza, o que não é o suficiente para a produção de bombas nucleares e, por hora, é usado apenas e tão somente para a produção de energia. Sabe-se, no entanto, que produzir bombas nucleares não seria um grande desafio naquela região, ainda mais tendo em vista que todos os países ali são muito bem armados”, diz.

Conflitos regionais

Apesar de Vedovato não acreditar que uma terceira guerra mundial seja uma possibilidade concreta, ele defende que, eventualmente, poderiam surgir conflitos regionais entre alguns países do Oriente Médio, que, assim como o Afeganistão, também abrigam grupos que fazem uma interpretação extrema da religião islâmica.

Um exemplo disso é o Iêmen, país onde o terrorismo gera preocupação desde muito tempo e há forte presença da organização fundamentalista Al-Qaeda, responsável pelo ataque às torres do World Trade Center, em Nova York, em 11 de setembro de 2001.

Para o professor, a recente vitória do Talibã sobre o governo do Afeganistão poderia fortalecer esses grupos, que cogitariam tomar o poder de seus respectivos países e provocar, assim, alguns conflitos na região do Oriente Médio. Dificilmente, no entanto, ele acredita que tais conflitos se espalhariam pelo mundo e evoluiriam para uma situação de proporções maiores.

“Ainda não há qualquer perspectiva de uma terceira guerra mundial, mas acho que o mundo deve ficar bastante atento aos próximos desdobramentos da crise no Afeganistão, sobretudo porque estamos em um momento de mudança de poder”, afirma.

“Os Estados Unidos estão agora saindo do centro das decisões políticas mundiais para compartilhar esse centro com outros países, tais como China e Rússia, que já sinalizaram apoio ao novo governo talibã”, completa.

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NA ÍNDIA, PACIENTES COM COVID-19 QUEREM FUGIR DE HOSPITAIS DEVIDO AS PÉSSIMAS CONDIÇÕES DE ATENDIMENTO

Hospital para Covid-19 na Índia é tão ruim que pacientes querem fugir

Doze pessoas, incluindo um médico, morreram em um hospital de Nova Delhi no último sábado (1), depois que o local ficou sem oxigênio

Sandi Sidhu, Julia Hollingsworth, Clarissa Ward, Elizabeth Joseph e Tanya Jain, CNN

03 de maio de 2021 às 11:14

Parentes tiram paciente sofrendo com Covid-19 da ambulânciaParentes tiram paciente com Covid-19 da ambulância em hospital em Allahabad, Índia – 27/04/2021 Foto: Ritesh Shukla/NurPhoto via Getty Images

Por três dias, Goldi Patel, de 25 anos, foi de hospital em hospital no forte calor do verão de Nova Delhi, capital da Índia, tentando desesperadamente encontrar um que mantivesse seu marido respirando.

Quatro hospitais recusaram a mulher, que está grávida de sete meses do primeiro filho do casal, antes que ela finalmente encontrasse um que aceitasse internar o marido. Mas o nível de atendimento no Centro de Atendimento Sardar Patel Covid, um hospital de campanha improvisado para a pandemia nos arredores da capital, é tão insuficiente que seu marido está implorando para ir embora.

Perto do marido dela, que se chama Sadanand Patel e tem 30 anos, pessoas estão morrendo. Ele quase não tem contato com médicos e os remédios são limitados. Com 80% dos pulmões já infectados, ele fica apavorada com o que acontecerá se sua condição piorar.

“Estou com muito medo”, disse Sadanand no último sábado (1º), de sua cama de hospital, com respiração difícil. “Se meu estado ficar crítico, não acho que eles vão conseguir me salvar”.

Com os casos de coronavírus em forte ascensão na Índia, o sistema de saúde do país foi esticado além do limite. Camas, oxigênio e profissionais de saúde são escassos. Alguns pacientes com Covid-19 estão morrendo em salas de espera ou do lado de fora de clínicas lotadas, antes mesmo de serem vistos por um médico.

Apenas alguns pacientes da Covid-19 conseguem ser internados em hospitais sobrecarregados da Índia. Mas, uma vez lá dentro, enfrentam um tipo diferente de terror: a ausência de cuidados médicos ou suprimentos e as pessoas morrendo ao seu redor.

Corrida contra o tempo

Em fevereiro, as autoridades ordenaram o fechamento do Centro de Atendimento Sardar Patel Covid, acreditando que a Índia havia vencido o vírus. Quando ficou bem claro que não era o caso, a instalação de 500 leitos reabriu em 26 de abril – e logo se viram cenas caóticas.

Reportagens da mídia local mostraram que, apesar das enormes filas de pacientes do lado de fora do hospital, muito menos pessoas foram admitidas do que a capacidade total. Autoridades do alto escalão do Ministério da Saúde e da Polícia de Fronteira Indo-Tibetana, que dirigem o centro, não responderam ao pedido da CNN para comentar.

Sadanand foi internado um dia após a inauguração do hospital. Quando sua esposa Goldi o visitou alguns dias depois, o local estava lotado.

Na instalação cavernosa, em estilo de depósito, alguns pacientes ficam deitados em camas feitas de papelão. A medicina é limitada. Sadanand disse que só interagiu com um médico uma ou duas vezes em três dias desde que foi internado no dia 27. Ele viu dois homens em camas próximas gritarem por remédio e morrerem poucas horas depois, quando o oxigênio pareceu acabar.

No último sábado (1º), seu quinto dia no centro, pelo menos cinco pessoas ao seu redor morreram, disse o paciente. Um cadáver ficou deitado na cama ao lado dele por horas antes de ser removido.

O Ministério da Saúde e Bem-Estar da Família da Índia declarou no mês passado que iria expandir “rapidamente” a instalação para dois mil leitos com suprimentos de oxigênio para ajudar a resolver a falta de espaço hospitalar na cidade. Cerca de 40 médicos e 120 especialistas em emergência já haviam sido enviados ao centro.

Mas essa meta não condiz com a experiência do paciente Sadanand. “O governo acha que abriu este hospital e que os pacientes aqui estão sendo tratados. Mas, na verdade, nada disso está acontecendo”.

O homem conta que os médicos verificam os pacientes com pouca frequência. Ele está preocupado com o fato de que, se precisar de mais atenção médica, estaria muito doente para pedir ajuda. Às vezes, ele conversa com um paciente em uma cama próxima – que o aconselhou a sair do centro se ele se sentir um pouco melhor.

“A gente vai morrer deitado na cama porque não há ninguém para chamar o médico”, contou.

Outros tiveram a mesma experiência. Sarita Saxena disse à CNN na última sexta-feira (30) que seu cunhado foi internado no centro depois de ser recusado por pelo menos sete hospitais. Ela acha que nenhum médico está tratando os pacientes: as únicas pessoas que cuidam deles são familiares e amigos, que correm o risco de pegar a Covid-19,  já que não há paredes no centro para impedir a propagação.

Outros, fora do hospital, estão tão preocupados com a falta de atendimento que estão tentando fazer com que seus parentes tenham alta. Sadanand diz que está com tanto medo que pediu várias vezes a um médico para transferi-lo para outro hospital. Ele fez o mesmo apelo à esposa. Mas não outros lugares para interná-lo.

“Ele me pediu para tirá-lo daqui, que preferia ficar em casa, ele não se sente bem aqui e está com muito medo”, disse a esposa. “Fiquei tentando explicar que, se ele ficar aqui, pelo menos vai conseguir oxigênio”.

“A gente vai morrer deitado na cama porque não há ninguém para chamar o médico”

Sadanand Patel, paciente com Covid-19 internado no hospital Sardar Patel Covid

Menos oxigênio

O Lala Lajpat Rai Memorial Medical College (LLRM), um hospital na cidade de Meerut, no estado vizinho de Uttar Pradesh, está abarrotado.

As pessoas estão por toda parte – em macas, em mesas, no chão – gemendo e desesperadas por oxigênio. São cerca de 55 leitos para 100 pacientes, de acordo com a equipe do hospital. Existem apenas cinco médicos. Alguns pacientes estão deitados no chão.

Um desses pacientes é Kavita, de 32 anos, mãe de dois filhos, que não tem sobrenome. Ela está no chão do hospital há quatro dias, lutando para respirar. A mulher conta que não recebeu oxigênio e viu 20 pessoas morrerem.

“Estou ficando ansiosa. Estou com medo de parar de respirar”, contou. O oxigênio é um produto escasso na Índia, país que relatou mais de 2,5 milhões casos na semana passada.

Outros países enviaram cilindros e concentradores de oxigênio para a Índia que podem ajudar a produzir oxigênio, e o governo está transportando suprimentos por todo o país usando sua rede ferroviária. O doutor Harsh Vardhan, ministro da Saúde e Bem-Estar Familiar, disse na semana passada que há oxigênio adequado no país e não há necessidade de pânico.

“O oxigênio estava disponível em quantidade adequada antes e agora há ainda mais”, declarou a repórteres do lado de fora de um hospital. “Temos muito mais fontes de oxigênio disponíveis no país. Quem precisa de oxigênio vai conseguir obtê-lo”. Mas os hospitais ainda estão lutando.

Alguns centros médicos tuitaram mensagens de pedido de socorro, marcando contas oficiais e implorando por mais oxigênio para ajudar os pacientes com falta de ar.

Os familiares dos pacientes fazem longas filas fora dos centros de reabastecimento de oxigênio, segurando cilindros de oxigênio vazios. Doze pessoas (incluindo um médico) morreram em um hospital de Nova Delhi no último sábado (1º), depois que o local ficou sem oxigênio, de acordo com doutor SCL Gupta, o diretor médico do Hospital Batra.

Alguns hospitais alertam os pacientes que, se quiserem ser internados para tratamento, terão que fornecer seu próprio oxigênio.

“Já dissemos aos pacientes, antes de interná-los, que eles podem ter que obter seu próprio suprimento de oxigênio em caso de emergência se estiverem internados aqui”, disse Poonam Goyal, médico sênior do Hospital Panchsheel, no norte de Delhi.

Fora do LLRM, na cidade de Meerut, parentes de pacientes andavam de um lado para o outro enquanto esperavam por notícias. Lá dentro, o administrador do hospital, doutor Gyanendra Kumar, disse que o local tinha oxigênio suficiente, mas faltava pessoal.

“Não estamos recusando ninguém. Antes do coronavírus, nunca tinha visto uma crise como essa, mas acho que estamos administrando bem essa fase”.

Falta de remédio

Embora Goldi Patel esteja aliviada por seu marido estar recebendo oxigênio, ela está preocupada com sua condição geral – sem remédio para tratar a infecção pulmonar, o dano se espalhou para 80% de seus pulmões, de acordo com uma tomografia.

Sempre que ele se senta, começa a tossir violentamente e a dor rasga seu peito, disse ela. No hospital, ele recebeu comida, água e oxigênio, mas poucos remédios. A equipe do hospital só deu antibióticos ao homem depois que a esposa disse a todos que se mataria.

Na última sexta-feira (30), ela foi ao centro levar remédios para o marido. Ele é a única pessoa a ganhar um salário na família. “Além do oxigênio, o tratamento é muito necessário”, disse Sadanand. “Não dá viver na esperança de que, se receber oxigênio, ficará bem”.

O doutor Chandrasekhar Singha, consultor sênior de cuidados intensivos pediátricos do Hospital Infantil Madhukar Rainbow em Nova Delhi, disse que um paciente com infecção em 80% dos pulmões precisaria ter sua infecção tratada com antivirais, esteroides e antibióticos, além de oxigênio. “Ao dar oxigênio, ganha-se algum tempo”, explicou, acrescentando que 80% da infecção nos pulmões “não parece algo bom”.

A cada duas ou três horas, Goldi liga para o marido. Eles conversam apenas por alguns minutos antes de sua respiração ficar difícil. “Parece perigoso. Eu não o deixo falar muito. Fico tensa o dia todo”.

Goldi teme por si própria: grávida de sete meses, ela não sabe se tem Covid-19. A mulher não apresenta sintomas, mas não foi testada, já que um exame custaria 900 rúpias (cerca de R$ 65). Mesmo assim, ela diz que precisa apoiar o marido. Os pais de ambos moram em Uttar Pradesh e não têm outro sustento.

Todos estão frustrados com a resposta ineficaz das autoridades. Sadanand disse que se pensasse que estava sendo tratado de maneira adequada, não teria envolvido sua esposa de forma alguma.

“Uma pessoa que foi internada e recebe tratamento adequado jamais deixaria que a esposa grávida saísse durante os casos da Covid-19 para (tentar encontrar um hospital)”, lamentou. “Na minha mente, fico sempre preocupado com o que acontecerá se ela pegar o coronavírus”.

Julia Hollingsworth escreveu de Hong Kong. Sandi Sidhu escreveu de Hong Kong. Tanya Jain relatou de Gurgaon, Índia. Elizabeth Joseph e Clarissa Ward relataram de Meerut, Índia. Vedika Sud, Manveena Suri, Swati Gupta e Esha Mitra relataram de Nova Delhi, Índia.

(Esse texto é uma tradução. Para ler o original, em inglês, clique aqui)

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MULHER ESTÁ APRENDENDO A VIVER EM LIBERDADE APÓS 38 ANOS EM CONDIÇÕES DE ESCRAVIDÃO

 
Após 38 anos em condições de escravidão, mulher passa Natal em liberdade
Após 38 anos em condições de escravidão, mulher passa Natal em liberdade

No último domingo (20), o Fantástico contou a história de Madalena Gordiano, que viveu 38 de seus 46 anos em uma casa de Minas Gerais em condições análogas à escravidão – sem salários, sem férias, sem folgas. A história correu e emocionou o Brasil. Por isso, voltamos a conversar com ela, que passou seu primeiro Natal em liberdade. E, entre tantas emoções novas, Madalena destacou: “É a primeira vez que eu arrumo (uma árvore de Natal). Montei pela primeira vez. No lugar que eu morava, não deixava”.

Madalena fez, neste Natal, o que nunca pode fazer quando criança. Ela passou a ceia na casa da assistente social com quem está aprendendo a olhar para si mesma. Madalena foi libertada por fiscais do trabalho quando ficou comprovado que vivia em situação análoga à da escravidão. Embora seja viúva e tenha direito a duas pensões, era o patrão de Madalena, Dalton César Milagres Rigueira, que controlava a conta dela. Agora em liberdade, Madalena voltou a falar ao Fantástico: “ aprendendo a viver! Graças a Deus”. Veja imagens do primeiro Natal dela em liberdade na reportagem em vídeo.

Fonte: G1
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