POLÍTICA: CPI DAS FAKE NEWS E O BAIXO NÍVEL DOS DEPOENTES

A CPI das FAKE NEWS para fazer jus ao nome que tem se transformou num antro de FAKE NEWS dos depoentes. Um lugar que tem ares de tribunal de justiça, que, naquela conjuntura possui os mesmos poderes de uma corte do judiciário, onde mentir num depoimento é considerado crime da mesma forma que num tribunal, passou a receber depoentes declarando mentiras a torto e a direito. No artigo a seguir você pode ver as duas versões do ocorrido no depoimento de Hans River, ontem na CPI. Uma vergonha!

Jornalista da Folha nega acusações de Hans River: “Mentir em CPMI é crime”

Patrícia usou as redes sociais para se defender.

Redação

Publicado em 11.02.2020

Por  

 

Jornalista da Folha nega acusações de Hans River: "Mentir em CPMI é crime" 16

Reprodução | YouTube

O ex-funcionário da Yacows negou as acusações da Folha de S. Paulo, que veiculou uma reportagem dizendo que ele fez ‘disparos em massa’ para Bolsonaro.

O serviço teria acontecido durante a campanha eleitoral.

O ex-funcionário disse que a empresa trabalhava para o PT e para o ex-presidente Lula. Ainda segundo os relatos dele, nem Bolsonaro, nem o atual governador de São Paulo, João Doria, estavam envolvidos.

Todo mundo vem me fazer a pergunta mais incômoda: você fez a campanha política do Doria, do Bolsonaro? E eu não peguei a campanha dos dois”, afirmou

Em determinado momento do depoimento, ele disse que a jornalista da Folha, Patrícia Campos Mello, fez insinuações para ele na tentativa de conseguir informações para escrever uma matéria contendo acusações contra o então candidato Jair Bolsonaro.

Ela queria sair comigo e eu não dei interesse para ela. Ela parou na porta da minha casa e se insinuou para entrar na minha casa com propósito de pegar matéria. Ela queria ver meu computador, que inclusive eu trouxe pra cá. Quando eu cheguei na Folha de S. Paulo, quando ela escutou a negativa, o destrato que eu dei e deixei claro que não fazia parte do meu interesse, a pessoa querer um determinado tipo de matéria a troco de sexo, que não era minha intenção”, afirmou.

Segundo Hans, a única coisa que ele gostaria era de ser ouvido respeito de seu livro, visto que a jornalista tinha procurado ele justamente para isso.

O outro lado

No Twitter, Patrícia se defendeu.

Às 16h19, ela fez uma publicação dizendo que publicaria conteúdos de reportagem e troca de conversas que teve com Hans.

Ela destacou que o depoente não pode mentir durante a CPMI.

Vamos publicar daqui a pouco reportagem com áudios, vídeo, fotos , planilha, e troca de mensagem do senhor Hans River. Mentir em CPMI é crime”, escreveu ela.

O conteúdo

Às 20h55, Patrícia Campos fez uma nova postagem no Twitter:

Publicamos aqui reportagem mostrando todas as mentiras da testemunha da CPMI, com áudio, foto, print screens e planilha. Agradeço à  solidariedade de vcs, e peço para que compartilhem, para que o insulto e a narrativa mentirosa não prevaleçam. Obrigada”, disse.

A postagem segue com o link da reportagem que ela disse publicaria, na qual iria expor conteúdos que, segundo ela, sem sentiria Hans River.

Na matéria, a Folha pontua as declarações do ex-funcionário, e desmente o que foi dito por ele.

O conteúdo contém prints com as conversas, arquivos de imagens enviados e até áudio.

Nesta terça, ele [Hans] deu informações falsas à CPI e insultou Patrícia Campos Mello, uma das autoras da reportagem”, diz trecho da reportagem.

[Clique aqui para conferir a reportagem da Folha na íntegra sobre o caso].

Em nota, a Folha rebateu os ataques a seu jornalismo na CPMI das Fake News.

A Folha repudia as mentiras e os insultos direcionados à jornalista Patrícia Campos Mello na chamada CPMI das Fake News. O jornal está publicando documentos que mais uma vez comprovam a correção das reportagens sobre o uso ilegal de disparos de redes sociais na campanha de 2018. Causam estupefação, ainda, o Congresso Nacional servir de palco ao baixo nível e as insinuações ultrajantes do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)”, diz a nota.

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