OPINIÃO: PL DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA DE ABSORVENTE VETADO PELO PRESIDENTE POR NÃO EXISTIR NO TEXTO A FONTE DOS RECURSOS PARA VIABILIZÁ-LO

Tabata Amaral e a insanidade do PL dos absorventes

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O projeto de lei que estabelece a distribuição ‘’gratuita’’ de absorventes para mulheres de baixa renda foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. Ao justificar o ato, ele disse não existir no texto a fonte dos recursos necessários para viabilizá-lo.

Pouco tempo depois a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) reagiu e falou que o presidente mentiu. Como não poderia deixar de ser, ela aproveitou para repetir as mesmas groselhas feministas a respeito do atual governo – a imensa maioria delas totalmente desconectadas com a realidade.

Sem mais delongas: o PL é uma insanidade do começo ao fim. Carrega consigo os germes da mentalidade estatista, do Estado provedor de direitos sem contrapartida alguma.

É um gasto desnecessário para um problema que milagrosamente virou pauta importante no governo Bolsonaro. E claro, será mais uma conta criada por políticos irresponsáveis para o contribuinte pagar.

Primeiro que essa distribuição de absorventes é tudo, menos gratuita. O valor do custo é de R$ 68 milhões. Pode parecer pouco para o erário federal, mas todos nós sabemos o que acontece com um programa estatal: uma vez criado, a tendência é aumentar mais e mais. Como todo programa estatal exige dinheiro para ser custeado e o governo não tem outra fonte de recursos a não ser o dinheiro dos impostos, quem pagará a conta é o contribuinte.

Imposto gera distorção econômica e quase sempre atinge a classe média e os pobres, então a ideia de beneficiar mulheres em condição socioeconômica crítica cai por terra.

O veto do presidente Bolsonaro bastou para classificá-lo como monstro insensível – visão compartilhada por liberais que até ontem eram fiscalistas convictos. Aqui a ironia é visível.

Bolsonaro foi chamado de populista por causa do auxílio emergencial, fura-teto e irresponsável com as contas públicas. Agora é o exato oposto.

O Congresso aprova um PL totalmente insano como esse, praticando o suprassumo do populismo, mas só o presidente merece o rótulo de populista, pois vetar um gasto desnecessário é realmente uma traição imperdoável ao liberalismo. Eis a nada nova coerência dos livres.

As consequências mais imediatas do projeto bastam para rejeitá-lo imediatamente. Só que para, além disso, vem o significado da coisa. Ele arrebata de vez a questão e mostra o quanto a iniciativa é danosa. E para tal objetivo é necessário compreender o engodo da democracia como paraíso terrestre e suas consequências.

Vivemos na era da democracia, tão celebrada por intelectuais, políticos e demais integrantes do establishment. Em que pese os inquéritos ilegais junto com as violações cada vez maiores da liberdade de expressão vistos recentemente no Brasil, a democracia triunfou tanto aqui como no resto do Ocidente sem resistência alguma. Seus defensores mais ardorosos costumam utilizar o exemplo dos Estados Unidos como prova inequívoca do sucesso da democracia – omitindo as opiniões extremamente negativas dos Founding Fathers sobre ela.

Tal visão idealizada da democracia é obviamente falsa. Seu triunfo se confunde com o advento do Estado moderno, resultando no aumento impressionante no tamanho e nos poderes do governo sobre todas as áreas das nossas vidas. Ou seja, os representantes eleitos possuem mais poder que qualquer rei absolutista da Idade Moderna, pois os meios à disposição são maiores e mais eficazes que os de um Luís XIV, por exemplo. Como mostra o livro de Hans-Hermann Hoppe, Democracia, o Deus que falhou, a democracia estimula os donos do poder a utilizarem os recursos disponíveis de forma irresponsável, uma vez que os falta a condição hereditária de um rei. Com mandatos limitados pelo voto, os ‘’zeladores’’ da administração pública irão aproveitá-los da melhor forma possível para si, gerando as dívidas governamentais praticamente impagáveis vistas na grande maioria das nações.

Foi exatamente assim que o Congresso agiu ao aprovar o PL dos absorventes. Criaram uma despesa absurda, fizeram populismo pensando na vantagem imediata das eleições e promoveram a ‘’boa’’ e velha dependência do Estado de mais uma parcela da população. Tudo isso com o dinheiro do povo, é claro.

O pior dessa história é que não há o menor absurdo do PL após uma breve análise da atual Constituição brasileira. Criada em 1988, a nossa Carta Magna praticamente institucionalizou o welfare state com sua concessão absurda de múltiplos direitos. E direito nada mais é que uma obrigação que alguém possui para com uma parte contemplada. No caso da Constituição, a entidade obrigada a prover tais direitos legalmente estabelecidos é o Estado. Se mulheres de baixa renda têm direito a um absorvente, o dever de contemplá-las com tal acessório é do Estado – o PL da deputada Tabata vem apenas para reafirmar tal quadro.

Não há como defender o PL dos absorventes. Todos os aspectos possíveis que poderiam justificar a sua aceitação acabam servindo de base para rejeitá-lo. No mundo normal seria assim. Mas estamos no país dos insanos, do Ministério da Verdade, dos autoproclamados intelectuais que nada sabem e dos jornalistas que tudo omitem. Nesse país tudo é razoável – inclusive essa iniciativa sem pé nem cabeça.

P.S: Antes que os analfabetos funcionais – que não são poucos neste país – compreendam tal texto como apelo a um regime ditatorial pelo simples fato da crítica à democracia, faz-se necessário lembrar que (I) a ditadura não necessariamente é o oposto da democracia, (II) existem formas e regimes de governo a garantirem melhor as liberdades que a democracia e (III) sob muitos aspectos a própria democracia pavimenta o caminho para a ditadura. No mundo normal – repito o comando – tal explicação seria desnecessária. Mas no Brasil dos inquéritos ilegais e de censura ao jornalismo independente, é isso ou ir para a cadeia. É a tragicomédia nossa de cada dia.

Foto de Carlos Júnior

Carlos Júnior

Jornalista

Fonte: Jornal da Cidade Online

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MINISTÉRIO DA SAÚDE PRTENEDE DEIXAR DE USAR O IMUNIZANTE CORONAVAC DEVIDO BAIXA EFETIVIDADE EM IDOSOS

Por g1

 

Acre recebe lote da CoronaVac que foi suspenso pela Anvisa — Foto: Geovana Alburquerque/Agência Saúde Acre recebe lote da CoronaVac que foi suspenso pela Anvisa — Foto: Geovana Alburquerque/Agência Saúde

Ministério da Saúde informou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 que tem a previsão de deixar de usar o imunizante CoronaVac na vacinação em 2022 por dois fatores: primeiro, o status de aprovação emergencial que a vacina ainda mantém na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e a segunda justificativa seria a “baixa efetividade entre idosos acima de 80 anos”.

A resposta do ministério foi dada para a seguinte questão feita pela CPI: “Justificativa para a descontinuidade do uso da Coronavac em 2022, tal como anunciado”.

pedido de informações foi protocolado na terça-feira (5), quando a CPI tinha desistido de ouvir pela 3ª vez o ministro Marcelo Queiroga.

Senadores aprovam convocação de Queiroga à CPI da Covid

A resposta foi dada por Danilo de Souza Vasconcelos, diretor de Programa da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, e Rosana Leite de Melo, secretária do mesmo setor.

“A razão sobre a possível descontinuidade da vacina Coronavac no ano de 2022 está diretamente relacionada com condição de sua avaliação pela Anvisa”, informaram os servidores à CPI.

“Até o presente momento a autorização (da CoronaVac) é temporária de uso emergencial, que foi concedida para minimizar, da forma mais rápida possível, os impactos da doença no território nacional”, justificaram o diretor e a secretária.

No Brasil, as vacinas da Pfizer e da AstraZeneca/Fiocruz já obtiveram o registro definitivo. Tanto a CoronaVac quando a Janssen têm o registro emergencial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também aprovou seu uso emergencial.

Os servidores ainda justificaram a decisão com os dados de efetividade já divulgados. “Além do fato de estudos demonstrarem a baixa efetividade do imunizante em população acima de 80 anos; discussões na Câmara Técnica que não indicaram tal imunizante como dose de Reforço ou Adicional – conforme NT Técnicas SECOVID, assim, no atual momento, só teria indicação como esquema vacinal primário em indivíduos acima de 18 anos. Há estudos em andamento que sinalizam que mesmo usando em esquema vacinal primário há que se considerar uma terceira dose”, completou a dupla.

Por causa da tecnologia empregada na elaboração, era esperado pelos especialistas que a efetividade da CoronaVac fosse inferior em idosos. Um estudo preliminar com adultos acima de 70 anos aponta efetividade média de 42% da Coronavac contra a Covid.

Em relação à terceira dose, os responsáveis pelo imunizante da Pfizer pediram para que a Anvisa inclua a necessidade de uma terceira dose na bula de vacina.

Nesta semana, após retornar de Nova York, Queiroga afirmou que o governo só irá considerar a possibilidade de inclusão da vacina no Plano Nacional de Imunizações se ela obtiver o registro definitivo. “Uma vez a Anvisa concedendo o registro definitivo, o Ministério da Saúde considera essa ou qualquer outra vacina para fazer parte do PNI”, disse Queiroga.

Desempenho pelo mundo

Apesar de ter sido alvo de bloqueio no governo federal, a CoronaVac acabou aceita e foi decisiva na primeira etapa de controle da pandemia no Brasil por meio da vacinação, de acordo com especialistas. Apesar disso, Anvisa e Butantan (responsável pela vacina no país) tiveram desencontro e cobranças sobre dados de testes e outras avaliações do imunizante.

No Uruguai, o Ministério da Saúde divulgou em 25 de maio que duas doses da CoronaVac conseguiram reduzir em 97% a mortalidade por Covid-19 na população imunizada; em 95% a internação em UTI; e em 57% a ocorrência da doença.

O ministério da Saúde do Chile também publicou em abril resultados preliminares mostrando que a eficácia da CoronaVac, depois de duas doses, foi de 80% na prevenção de morte; 89% na internação em UTI; e 67% na ocorrência da doença com sintomas.

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MANIFESTAÇÃO CONTRA BOLSONARO TEVE BAIXA ADESÃO TAMBÉM NA CAPITAL POTIGUAR

Com baixa adesão, manifestantes pedem impeachment de Bolsonaro em Natal

Atos que pedem o impeachment do presidente Jair Bolsonaro ocorrem em algumas capitais do país

Redação
12/09/2021 | 16:11

Manifestantes fazem atos contra Bolsonaro e pedem mais vacinas em cidades  do RN | Rio Grande do Norte | G1Protesto acontece neste domingo 12. Foto: Diassis Oliveira/Agora RN

Manifestantes contrários ao governo federal se reúnem neste domingo 12 na calçada do Midway Mall, em Natal, e cobram o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Até às 16h, o movimento ainda tinha baixa adesão de participantes.

A maioria dos manifestantes foi vestida de branco, levando cartazes com dizeres contra o atual presidente da República.

Movimentos de direita e centro-esquerda organizaram o protesto deste domingo. O Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio Grande do Norte já havia afirmado que não participaria da mobilização.

Ao Agora RN, o presidente do PT no Rio Grande do Norte, Júnior Souto, afirmou a ausência do partido dos atos – seguindo orientação da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que disse que o partido não foi convidado. Nacionalmente, os atos foram convocados pelo Movimento Brasil Livre (MBL). “A orientação nacional é o que prevalece para os diretórios estaduais. A posição que a companheira Gleisi manifestou é a que a gente vai adotar no RN”, disse.

Em Natal, além da União da Juventude Livre, participam do ato o movimento Luiz Gama, um grupo de estudantes liberais; Livres, grupo político; Movimento Eu Acredito, de renovação política e Moxie Girl Up, um grupo feminista, assim como o JPSDB (Juventude do PSDB), JPDT (Juventude do PDT) e JDEM (Juventude do DEM).

Fonte: Agora RN

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DEPOIS DE MANIFESTAÇÃO CONTRA BOLSONARO SEM GRANDE ADESÃO OPOSIÇÃO TERÁ DESAFIO DE SUPERAR RUSGAS

Manifestações com baixa adesão confirmam desafios da oposição a Bolsonaro

Movimentos e partidos que defendem o impeachment ou mesmo são apenas críticos ao presidente não conseguem unificar discurso e nem mobilizar grande parte da população

Wellington Ramalhoso

da CNN*

Depois de manifestações sem grande adesão popular em 18 capitais e no Distrito Federal neste domingo (12), as forças de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) terão pela frente nas próximas semanas os desafios de superar rusgas e colocar grupos divergentes em sintonia para tentar mobilizar protestos maiores pelo impeachment do presidente.

Organizados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelos grupos Vem Pra Rua e Livres, os atos deste domingo atraíram presidenciáveis de campos diferentes como os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM), mas partidos como PT e PSOL não participaram e se articulam com outros movimentos para um protesto pelo impeachment previsto para 2 de outubro.

Em meio a essa divisão, a mobilização popular ficou pelo caminho e não endossou pesquisas como a divulgada em julho pelo Datafolha – 54% se declararam a favor do processo de impeachment, mas as manifestações de 7 de setembro em apoio a Bolsonaro, apesar de terem tido uma adesão mais baixa do que o esperado, ainda foram superiores às da oposição neste domingo. Tomando São Paulo como exemplo, a Polícia Militar estimou cerca de 125 mil pessoas na Paulista a favor do governo, enquanto neste domingo apontou aproximadamente 6 mil presentes.

Só na última semana o mote foi trocado para “Fora Bolsonaro” em busca de uma ampliação da frente. A mudança não foi suficiente para atrair PT e PSOL. E apesar da alteração, o antigo slogan ainda foi exibido por manifestantes neste domingo. Na avenida Paulista, surgiu, inclusive, uma nova versão do Pixuleco, boneco inflável de Lula vestido de presidiário. Desta vez o boneco é duplo e tem Bolsonaro abraçado ao petista.

Para a próxima tentativa, o diálogo sobre o ato de 2 de outubro envolve, por enquanto, nove partidos: PT, PDT, PSB, PSOL, PCdoB, PV, Solidariedade, Rede e Cidadania.

O avanço do diálogo do MBL e do PSDB com o PT parece difícil. Em relação ao MBL, os petistas têm na memória a campanha pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e os duros ataques do grupo ao partido.

Pelo lado tucano, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, afirmou à CNN, na última quinta-feira (9), que a legenda não caminhará ao lado do PT. Além de superar expressivas fissuras, a oposição teria de encontrar o tom mais adequado para puxar manifestações.

Até o protesto do começo de outubro, o país verá a CPI da Pandemia se aproximar do fim. O relatório da comissão, que tende a consolidar denúncias contra o governo Bolsonaro, deve ser votado no dia 29.

Além das denúncias da CPI e da crise institucional, sobretudo com o Poder Judiciário, o governo se vê às voltas com problemas como a inflação em alta, o desemprego e os riscos da crise hídrica.

Por enquanto, o governo Bolsonaro desfruta do alívio que a declaração divulgada na última quinta-feira (9) trouxe. Depois de dizer em discurso no dia 7 que não cumpriria decisões judiciais do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a crise institucional se agravou com reações do Judiciário, do Legislativo e dos partidos.

Na quinta, o presidente Bolsonaro publicou uma carta em que disse não ter tido a intenção de agredir outros poderes. O gesto para tentar amenizar a crise contou com o apoio do ex-presidente Michel Temer (MDB), que colaborou na redação da carta e intermediou uma ligação telefônica entre o presidente e Moraes. De quebra, ajudou a ofuscar as articulações dos atos da oposição.

O governo também permanece com apoio suficiente na Câmara dos Deputados para impedir a abertura do processo de impeachment. As dezenas de pedidos da oposição estão paradas nas mãos do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

*Com informações de Iuri Pitta, Leandro Resende e Renata Agostini, da CNN

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PREVISÃO DO TEMPO PARA O FIM DE SEMANA APONTA RN VAI TER SOL E CHUVA EM ALGUMAS CIDADES E TEMPERATURA BAIXA EM ALGUMAS SERRAS

Por G1 RN 

 

Rio Grande do Norte vai ter fim de semana com sol e chuvas em algumas cidades - Foto de arquivo — Foto: Kleber Teixeira/Inter TV CabugiRio Grande do Norte vai ter fim de semana com sol e chuvas em algumas cidades – Foto de arquivo — Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi

A previsão do tempo aponta que o Rio Grande do Norte vai ter um fim de semana com sol e chuvas em algumas cidades e temperaturas abaixo de 20°C em algumas serras.

Em Natal, o sábado será de tempo aberto com sol e nuvens, com chuva rápida durante o dia e à noite. O domingo reserva muitas nuvens e chuva a qualquer hora. A mínima no fim de semana é de 22°C e chega a 30°C. A previsão é a mesma para São Miguel do Gostoso, no litoral Norte. Em Tibau do Sul, no litoral Sul, a mínima também é de 22°C, mas a máxima fica em 28°C.

Mossoró

Em Mossoró, na Região Oeste, a mínima é de 22°C nos dois dias e a máxima chega a 36° no domingo (8). A previsão do tempo aponta sol com algumas nuvens e sem chuvas no município.

Caicó

Em Caicó, na Região Seridó, também não há nenhuma previsão de chuvas e o sol deve aparecer durante todo o fim de semana, com temperaturas muito quentes. A mínima prevista é de 21°C e a máxima chega a 35°C.

Apodi

No município de Apodi, também será um fim de semana de sol, com temperaturas variando de 21°C a 36°C.

Pau dos Ferros

Em Pau dos Ferros, na Região do Alto Oeste, a previsão também aponta para um fim de semana de sol e sem possibilidade de chuvas. A mínima será de 23°C e a máxima de 35°C.

Martins

Na serra de Martins, o fim de semana também será de sol e o município terá momentos de temperaturas mais baixas. A mínima é de 18°C com máxima de 31°C.

Monte das Gameleiras

Já em Monte das Gameleiras, a mínima chega a 19°C com máxima de 30°C. O município deve ter chuva rápida no sábado e pancadas de chuva durante a tarde e à noite do domingo.

São Paulo do Potengi

O município de São Paulo do Potengi terá um sábado com sol e chuva rápida durante o dia e à noite. O domingo deve ter sol com chuva a qualquer momento. A mínima atinge 21°C e a máxima chega a 30°C.

As informações meteorológicas foram fornecidas pelo Climatempo.

Fonte: G1 RN
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MÉDICO INTENSIVISTA DO INCOR EXPLICA QUAIS OS PROCEDIMENTOS ADOTADOS PARA RECUPERAR A BAIXA OXIGENAÇÃO DOS PACIENTES

Diretor da UTI do Incor explica os tratamentos respiratórios para a Covid-19

Carlos Carvalho afirma que o ECMO é usado quando nem a taxa de 100% da ventilação mecânica é capaz de manter a oxigenação do indivíduo

Produzido por Layane Serrano, da CNN em São Paulo

08 de maio de 2021 às 10:23

Diretor da UTI do Incor explica os tratamentos respiratórios para a Covid-19

Nesta semana, o Brasil perdeu o ator, diretor, roteirista e humorista Paulo Gustavo, 42 anos, pela Covid-19. Internado desde 13 de março, o artista fazia uso do ECMO, uma técnica de oxigenação por membrana extracorporal.

O médico intensivista e diretor da UTI respiratória do Incor, Dr. Carlos Carvalho, que tratou Paulo Gustavo nos últimos 10 dias de internação, explica, em entrevista à CNN, quais são os procedimentos adotados nos hospitais para recuperar a baixa oxigenação dos pacientes.

Carvalho diz que os protocolos começam com a medição da taxa de oxigenação, que é feita por um oxímetro. Quando a taxa fica abaixo do nível normal, é necessário que o paciente receba a suplementação do oxigênio via um cateter nasal que leva o oxigênio adicional aos alvéolos dos pulmões. Se isso não for suficiente para se adequar, o paciente é colocado em uma máscara que, segundo Carvalho, oferece uma quantidade maior de oxigênio ao indivíduo.

“Ou seja, eu aumento a concentração de oxigênio no ar que estou liberando para o paciente respirar. Se ainda não for o suficiente, usamos um tipo de máscara oficial que tem uma bolsinha que se enche de oxigênio e, com isso, fica oferecendo ainda mais [oxigênio]”, afirma.

Depois da adoção da máscara, há ainda protocolos de ventilação não invasiva, ou seja, que não requer intubação, uma vez que o respirador artifical é conectado com o pulmão do paciente através de uma máscara.

“Se isso não for suficiente, o paciente precisa de intubação. Para fazer a intubação, ele tem que estar dormindo e analgesiado para não sentir o desconforto que esta técnica traz. Mas esta técnica é salvadora. Coloca-se um tubo de um plástico especial que conecta a via externa com a traquéia, que levará o ar para os pulmões.”

O médico explica que em nosso dia a dia nós respiramos uma atmosfera com 20% de oxigênio, mas quando o indivíduo é intubado significa que esta porcentagem já não é suficiente e se faz necessário trabalhar com concentrações mais altas de oxigênio no ar. “Com a ventilação mecânica, eu consigo controlar de 21% a 100% e, quando eu tenho que intubar, o paciente está tão grave que eu preciso de 100%. À medida que eu vou tratando e ele vai melhorando, eu posso ir diminuindo.”

Quadro com linha do tempo de tratamentos feitos com Paulo GustavoQuadro com linha do tempo de tratamentos feitos em Paulo Gustavo Foto: Reprodução / CNN

Já o ECMO, segundo o médico, é usado quando nem a taxa de 100% da ventilação mecânica é capaz de manter a oxigenação do indivíduo. “Quando nem essas ações funcionam, a ECMO é uma opção. Ela é um sistema que imita pulmão e estas membranas fininhas chamadas de alvéolos, onde o ar chega pela respiração, o sangue passa pelo batimento cardíaco e esse contato entre o ar e o sangue promove a troca do oxigênio e a saída do gás carbônico”, explica.

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LEI QUE PERMITE CNH GRATUITA PARA PESSOAS DE BAIXA RENDA É ASSINADA PELA GOVERNADORA DO RN

Por G1 RN

 

Fátima Bezerra (PT) assinou lei nesta terça-feira — Foto: Robson Araújo / Assecom-RNFátima Bezerra (PT) assinou lei nesta terça-feira — Foto: Robson Araújo / Assecom-RN

A governadora Fátima Bezerra (PT) assinou nesta terça-feira (15) um decreto que regulamenta a lei que dá o direito a pessoas de baixa renda obterem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de forma gratuita.

O decreto é viabilizado pelo programa CNH Popular, um direito previsto e na Lei Estadual Complementar de nº 459, de 26 de dezembro de 2011. A lei ainda não havia sido efetivada.

A lei prevê isenção de taxas para pessoas inscritas no programa do Bolsa Família e também em outros programas sociais similares. As taxas isentas são de:

  • Exames clínico-médicos de aptidão física e mental;
  • Exame psicológico;
  • Licença de aprendizagem e direção veicular;
  • Custos de confecção da primeira CNH;
  • Mudança, para a categoria C, D e E.

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RN) arcará também com as despesas referentes aos cursos teórico e prático de direção veicular, ministrados pelos Centros de Formação de Condutores (CFC’s).

“A isenção é total. O beneficiário vai ter direito a fazer todo o processo para obter a sua CNH do zero até o recebimento efetivo da sua carteira de motorista, seja ela física ou digital”, explicou Jonielson Oliveira, diretor geral do Detran-RN.

O programa vai ser limitado e a definição do número de CNHs que serão beneficiadas com a isenção das taxas será de acordo com orçamento anual do Detran – isso acontece por volta de fevereiro. Já há uma estimativa para o próximo ano.

“Temos uma previsão, para que no exercício de 2021, a gente aplique um recurso de aproximadamente R$ 600 mil reais”, disse o diretor geral do Detran.

As vagas também serão dividas pelo tipo de habilitação. A categoria A, que é a maior necessitada, terá 50% das vagas; e a categoria B, 35%.

De acordo com o diretor geral do Detran, será criado um sistema em que os beneficiários poderão fazer um requerimento e lá será processada a matrícula e o encaminhamento para os devidos testes, sejam eles teóricos, médicos e psicológicos.

Não serão beneficiados candidatos que tenham cometido infração penal na direção de veículo automotor, previsto na Lei Federal n.º 9.503, de 23 de setembro de 1997, com condenação em sentença penal transitada em julgado.

Além de cadastrado em programa social, para ser beneficiado, o candidato precisa ser penalmente imputável, saber ler e escrever, possuir Carteira de Identidade, CPF ou documento equivalente, comprovar domicílio no RN e não estar judicialmente impedido de possuir CNH.

Fonte: G1 RN
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COM RENÚNCIA DO MINISTRO DO INTERIOR, GOVERNO PERUANO TEM PRIMEIRA BAIXA

Governo peruano tem 1ª baixa com renuncia do ministro do Interior

Rubén Vargas permaneceu apenas 14 dias no cargo em meio a um contexto de mal-estar entre ex-comandantes militares e policiais

INTERNACIONAL

Da AFP

Presidente do Peru, Francisco Sagasti

REUTERS/Sebastian Castaneda – 19.11.2020

O ministro peruano do Interior, Rubén Vargas, renunciou nesta quarta-feira (2), após receber criticas por uma reforma policial, tornando-se a primeira baixa do novo governo de Francisco Sagasti.

Vargas permaneceu apenas 14 dias no cargo e entregou sua carta de renúncia à presidente do Conselho de Ministros, Violeta Bermúdez, após ser duramente questionado pela oposição parlamentar e pela imprensa por causa de uma proposta de reforma do chefe da polícia e outros 17 generais como parte de uma renovação institucional.

Francisco Rafael Sagasti é o terceiro presidente do Peru em uma semana

“Apresento ao seu gabinete minha renúncia imediata como titular do Ministério do Interior. Somos totalmente conscientes de que esta gestão para melhorar nossa Polícia Nacional do Peru não se esgota com a designação de um ministro”, escreveu Vargas em carta difundida por jornalistas nas redes sociais.

O Congesso preparava um pedido de interpelação, seguido de uma eventual censura nos próximos dias.

Em sua carta, Vargas defendeu as demissões da cúpula policial e ressaltou que ocorreram para que a polícia recuperasse a confiança da cidadania.

A renúncia ocorre em um contexto de mal-estar entre ex-comandantes militares e policiais pela forma como o governo pretende reformar a polícia.

A isto se soma o boato de uma greve da polícia em repúdio à medida e denúncias de corrupção.

Vargas é o sexto ministro do Interior do Peru de 2020, um reflexo da crise institucional que o país atravessa.

A covid-19 atingiu de forma notável a polícia: mais de 500 agentes morreram e 33.700 se contagiaram, segundo cifras oficiais.

O presidente Sagasti ordenou em 24 de novembro uma reforma policial para a qual nomeou um novo chefe na instituição e deu baixa a 18 generais.

As mudanças foram apresentadas como reação à violenta repressão contra manifestantes, que deixou dois jovens mortos e mais de uma centena de feridos durante os protestos de 14 de novembro contra o governo de Manuel Merino, que durou apenas cinco dias.

O ministro demissionário tinha assumido a pasta em 19 de novembro e o presidente Sagasti lhe tinha ratificado sua confiança no domingo, descartando uma renúncia.

“Não estamos para entradas, saídas, nem jogos de xadrez em um momento tão crítico por um grupo de oficiais inconformados, a maioria dos quais é questionada”, disse o presidente em entrevista a quatro emissoras de televisão.

Fonte: R7

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AUTOCONHECIMENTO: O LIVRE ARBÍTRIO E A DUALIDADE DA NATUREZA HUMANA

A nossa coluna AUTOCONHECIMENTO desta sexta-feira trás uma análise bem refinada sobre a dualidade da natureza humana, a baixa e a elevada. Como somos invariavelmente puxados para baixo e nos deixamos levar sem resistência, precisamos estar conectados com o nosso interior e com a consciência desperta. Mas como fazer isso? É o que você vai aprender ao ler o artigo completo a seguir.

As duas naturezas humanas: baixa e elevada

Mulher nadando em um lago, com uma grande folha cobrindo metade de seu rosto
Fabio Formaggio / 123RF

Nós seres humanos somos muito estranhos: somos múltiplos e nos contradizemos. Temos uma natureza mais elevada que nos aproxima do divino, mas temos também um lado mais baixo que nos leva para as trevas.
Muitas vezes frustramos uns aos outros, e isso gera conflitos, dos mais bobos até guerras mundiais.
Outras vezes somos capazes dos gestos mais sublimes capazes de criar pontes com a eternidade.
Por isso, neste artigo vamos explorar esses dois lados antagonistas: a nossa natureza mais baixa e animalesca e aquela mais elevada e humana (existe um teste bem legal para você saber “Qual é o seu grau de Conexão com a Natureza Interior e Exterior?”). Isso ajudará na tomada de consciência dessas características e no discernimento de quais delas queremos privilegiar na nossa jornada.

A Natureza mais Baixa

Mulher debruçada sobre uma mesa de madeira, de olhos fechados

Valeria Ushakova / Pexels

Robert Greene, em seu livro “As Leis da Natureza Humana”, explica os aspectos negativos da nossa natureza que, apesar de frequentemente negligenciados, quase sempre orientam a nossa tomada de decisão.

Greene levanta 18 leis da natureza humana que nos puxam para baixo, que exercem um magnetismo para o nosso pior lado, pois fazem parte da nossa natureza mais animal.

Segundo o autor, essas tendências são mais fortes do que a nossa mente racional imagina, porque estão presentes no nosso subconsciente que armazena toda a nossa história emotiva desde os primeiros anos de infância. Nosso modo de pensar e agir fica condicionado por esse conteúdo.

Pense nas vezes em que você falou ou ouviu alguém falar que “perdeu a cabeça” ou que “agiu sem pensar”. Nesses momentos, não estamos realmente conscientes e reagimos de acordo com o programa armazenado no subconsciente.

Então vamos ver algumas dessas características da nossa natureza que nos levam para baixo. São elas:

Somos mais irracionais do que pensamos
Somos governados pelas nossas emoções, pelo que desejamos e pelo que rejeitamos.

Somos narcisistas
Todos temos um lado narcisista, de nos acharmos superiores e melhores que os outros. Essa é a arrogância que muitas vezes nos impede de reconhecer e valorizar as belezas dos outros.

Usamos máscaras o tempo todo
Para poder agir de forma a não ferir as pessoas que encontramos, representamos papéis para sermos aceitos e ter uma vida social mais tranquila e agradável. Isso porém apaga a nossa autenticidade e originalidade.

Somos invejosos
A inveja, como diz Leandro Karnal, não é desejar o que o outro tem, mas é se sentir mal porque o outro tem o que você gostaria de ter. A nossa tendência a nos comparar com os outros é mais forte do que nós, e assim gera sentimentos de inferioridade ou superioridade, o que não são nada saudáveis.

Retrato de um homem de meia idade com expressão triste olhando para frente.
Aa Dil / Pexels

Temos visão de pequeno alcance
Queremos ganhar o máximo com o mínimo esforço. Isso limita o nosso olhar de longo alcance e nos faz tomar decisões de má qualidade.

Vemos quase tudo em negativo e nos auto-sabotamos
Temos medo do desconhecido, e isso nos faz ver as possibilidades que se abrem para nós com negatividade, pois temos medo que possam dar errado ou nos levar para uma cilada. É uma tendência da nossa mente réptil que quer sempre se defender de tudo, eliminar os riscos. Isso nos limita e nos faz não agir para progredir, preferimos nos manter em situações “piores”, mas conhecidas, do que arriscar o incerto.

Nos negamos a ver nosso lado sombra
Todos temos defeitos e tendências sombrias. E ninguém quer encarar isso. Mas olhar para esse lado nos revela nossa parte pior e isso nos faz ver como podemos melhorar. Nos faz ver nosso lado mais egoísta, que não queremos admitir ter.

Não cultivamos nossos propósitos
Somos levados por nossas emoções imediatas e pelas opiniões alheias, a maior parte delas ligadas ao plano do ter (ter um título, bens, coisas para mostrar). Seguimos adiante sem ter um grande propósito, sem uma meta maior no plano do ser. A tendência geral é manter as aparências e evitar grandes sonhos, objetivos, propósitos maiores. Isso nos deixa sem aquele senso de sentido, de contribuição.

Somos mais conformistas do que pensamos
Temos a tendência a seguir a maioria. Não é nada fácil ter idéias próprias, cultivar a originalidade, porque temos medo de não sermos reconhecidos, ou de sermos rejeitados. Então acabamos sendo aquilo que achamos que os outros querem que sejamos.

A natureza mais elevada

Mulher em um campo de flores, durante o dia, com as mãos para cima e os cabelos ao vento

Maksim Goncharenok / Pexels

Segundo Platão, temos em nós o nous que é a alma ou o espírito que nos dá a nossa vivacidade, o brilho nos olhos. Essa seria a nossa luz interior, a nossa parte imaterial e ligada à força vital da criação.

Segundo os antigos gregos, essa nossa parte, apesar de viver dentro de nossos corpos, só pode se acender e brilhar quando passa por um processo de disciplina e aprendizagem. Isso é o que os filósofos passaram a chamar de sabedoria, que é o objetivo da filosofia (que significa amor à sabedoria).

Todos temos a capacidade de atingir a sabedoria, entenda-se a experimentação da verdade última sobre os segredos da vida, que despertam o nous em nós.

Esse é o nosso lado mais nobre que nos torna capazes de criar a nossa realidade e pontes com a eternidade.

O cultivo desta natureza vai amenizar ou até mesmo eliminar os efeitos destrutivos da nossa natureza inferior.

Eis os traços dessa nossa natureza mais elevada:

Auto-observação
Temos a capacidade ativar nosso observador interno. Aquele que consegue ter um olhar “de fora” das nossas emoções, pensamentos, diálogo interior, e ações. É capaz de analisar e refletir sobre o que fazemos, sem dar um julgamento sobre ele. Ou seja, não é o nosso crítico interior que vê tudo negativo: esse faz parte da nossa natureza inferior. O que nos chama para natureza elevada é a nossa consciência: um observador interno que não julga, não critica, tem compaixão por nós, tem confiança em nós, acredita que somos únicos e insubstituíveis.

Presença
Ao estar com a consciência no presente, e não nos pensamentos de passado ou futuro, vivemos de verdade as situações vividas. Desenvolvemos a capacidade de notar como estamos nos sentindo e pensando, de perceber que coisas realmente importam, e isso nos faz tomar decisões mais sábias e menos precipitadas. É importante cultivar essa capacidade — através de práticas de mindfulness, meditação, por exemplo — porque a nossa natureza mais baixa que nos leva para as preocupações e dramatização está a todo o tempo agindo sobre nós e nos levando para baixo. Trazer a consciência para o momento presente é trazer equilíbrio mental, capacidade de recuperar a paz interior, a autenticidade, e se focalizar em objetivos relevantes, e aspirações mais elevadas.

Gratidão
A gratidão também é um dom a ser cultivado. Se nos deixamos levar pela nossa natureza inferior, rapidamente nos sentimos vítima de tudo e de todos. Valorizar, agradecer pelo que se tem, pelo que se é, e que pelo que as circunstâncias nos dão, mesmo as mais difíceis, é desenvolver a capacidade colocar a atenção no que vai bem, ao invés do que não vai bem. Com esse enfoque, vai ficando cada vez mais fácil vencer as forças tentadoras da mentalidade de vítima da nossa natureza mais baixa, e passamos a aprender e até mesmo a ver motivos para agradecer em dores e feridas passadas.

Mulher vista de perfil, na praia, sorrindo com seus cabelos cacheados ao vento
nappy / Pexels

Coragem de encarar medos e defeitos
Essa aptidão a ser lapidada é maravilhosa pois nos faz ficar cada vez mais imunes às adversidades da vida. Nos faz entender nossos limites e ter mais humildade. Saber em quais pontos podemos melhorar. Nos faz nos abrir mais ao diálogo sem medo de receber críticas. Nos faz saber discernir críticas boas daquelas que não devem ser tomadas em consideração, pois vem da natureza inferior de quem as proferiu. Nos faz ter a coragem de sermos vulneráveis e de ser quem somos. Nos faz agir para os mais elevados valores humanos, e não aceitar menos do que isso.

Ter propósito e ir atrás deles
A vontade é um fator que nos eleva. Ao ter entusiasmo em fazer algo, você vai entender o seu propósito e vai querer ir na direção dele. Para isso é preciso que você esteja alinhado à sua natureza mais elevada, ou seja, esteja desperto para a sua consciência, e que já esteja num caminho de autodescoberta. Isso vai fazer esse propósito do que fazer da vida ficar claro como uma nascente cristalina.

Se reconectar com a natureza
Começar um percurso de evolução interior é um processo que naturalmente vai desencadear uma reconexão com a natureza porque você vai começar a desconstruir seu ego que costumava vê-la como algo separado, objetivo e utilitário. Quando seu ego (ou a sua natureza mais baixa) passa a ter menos espaço na sua vida, você passa a notar o quanto a natureza é sábia, e ela se revela para você uma aliada neste processo de caminhada em direção à sua natureza mais elevada. Por isso, ao sentir que você está sendo puxado para baixo pelas artimanhas da natureza mais baixa, vá fazer uma caminhada na natureza. Ela reforçará a sua natureza mais elevada.

Conclusão

Mulher com as mãos para cima, sorrindo, em um campo de girassóis

Andrea Piacquadio / Pexels

Trazer à consciência para nossa vida é despertar para a nossa natureza mais elevada.

Essa é a faculdade que nos faz melhorar, crescer, abrir a mente para novos pontos de vista, entender quais conceitos mais se enquadram aos nossos valores. Nos faz ganhar a capacidade de discernimento, e de evoluir como ser humano e enobrece o nosso espírito.

E aí? Você se sente conectado à sua natureza mais elevada, ou ainda se deixa levar pela sua natureza mais baixa?

Isa Gama
Escrito por Isa Gama

Fonte: Eu Sem Fronteiras

 

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