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SAIBA QUAIS OS BAIRROS DE NATAL MAIS AFETADOS COM O AUMENTO DE 2ºC NA TEMPERATURA NA CAPITAL

Natal registra aumenta de 2º na temperatura; saiba quais bairros têm maiores problemas térmicos

Estudo é do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) em parceria com a Universidade Autônoma de Madrid

Redação
25/11/2021 | 15:12

Pin em BRAZIL

A mudança no clima de Natal nas últimas décadas e o que fazer dentro da revisão do Plano Diretor para não agravar a situação foi o assunto de destaque na reunião da Comissão dos Direitos Humanos, Proteção das Mulheres, dos Idosos, Trabalho e Minorias, da Câmara Municipal de Natal, nesta quinta-feira (25).

Foi apresentado um estudo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), em parceria com a Universidade Autônoma de Madrid, que constatou um aumento entre 0,9° e 2° na temperatura da capital. “Foi muito enriquecedor ver os dados e como podemos pensar melhor esse assunto no Plano Diretor com emendas mais qualificadas. Precisaremos prosseguir com esse debate também discutindo o clima das cidades dentro do contexto da Região Metropolitana”, declarou a vereadora Divaneide Basílio (PT), presidente da comissão.

O professor e geógrafo do IFRN Malco Jeiel mostrou os dados do estudo que apontou os bairros Cidade Alta, Petrópolis, Alecrim, Quintas, Igapó e Lagoa Nova como os que têm maiores problemas térmicos e onde estão formadas as ilhas de calor. Segundo o levantamento, de modo geral, a temperatura do solo da cidade, que ficava entre 27° e 35° em 1990 varia agora entre 31° e 38°. “As ilhas de calor geralmente se concentram nas áreas edificadas, verticalizadas. Por isso, o adensamento e a verticalização poderão agravar ainda mais. Como a cidade não pode reverter seu crescimento, isso precisa ser bem dosado para que não se agrave. Já as ilhas de frescor estão justamente nas áreas verdes, por isso, o Plano Diretor deve priorizar a questão do clima urbano e a poluição do ar. É impensável prédios de 40 andares circundando o Parque das Dunas, por exemplo”, destacou o professor.

A ideia sugerida é que o Plano traga previsões de ações para arborizar a cidade, iniciativa mais barata e viável que está sendo adotada pelo mundo para amenizar o desconforto climático. “Foi bom ver em números o quanto Natal está esquentando. O que temos no Plano Diretor sobre essa questão ambiental? Precisamos encher essa cidade de árvores. Venho dizendo isso há muito tempo e agora Natal vai ganhar em 100 dias 10 mil árvores. As mudas já estão crescendo e todo sábado pela manhã faremos um mutirão na UFRN com diversas entidades para fazer o plantio”, disse o vereador Professor Robério Paulino (PSOL). A ação do plantio será realizada em parceria com a Prefeitura da cidade.

Na reunião, o ex-coordenador do Departamento da Região Metropolitana de Natal, do Governo do Estado e assessor do gabinete do vereador Pedro Gorki (PT), Jan Varela, apresentou um diagnóstico da Região Metropolitana de Natal destacando que o Plano Diretor seja pensado de forma conjunta com as cidades que compõem a região.

Projetos

Os vereadores da comissão dos Direitos Humanos aprovaram onze Projetos de Lei, como o PL 99/2021, da vereadora Divaneide Basílio (PT), para incluir no calendário do Município o Dia Marielle Franco de Enfrentamento à Violência Política contra Mulheres Negras, LGBTQIA+ e periféricas, a ser comemorado anualmente no dia 14 de março; e o PL 081/2021, do vereador Peixoto (PTB), que proíbe a denominação de qualquer logradouro, praça, escola ou outros equipamentos municipais a quem tenha contra si representação julgada procedente pela Justiça, em decisão transitada em julgado, por crimes de corrupção ou por violação dos direitos humanos.

Entre outros, também foi aprovado o Projeto de Resolução 25/2021, de autoria do vereador Pedro Gorki (PCdoB) que institui a Comenda Marcos Dionísio dos Direitos Humanos na Câmara Municipal. “Homenagear Marcos Dionísio com essa comenda é também fazer com que lembremos sempre da necessidade de garantir os direitos humanos a todos os cidadãos. Que a partir disso, possamos garantir a valorização dessa Casa àqueles e àquelas que lutam pela valorização das leis neste sentido”, disse o autor.

Fonte: Agora RN

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MUDANÇA CLIMÁTICA E O AUMENTO DO NÍVEL DO MAR SÃO OS RISCOS MORTAIS E EXISTENCIAIS PARA TUVALU

Chanceler de Tuvalu alerta para nível do mar: ‘Estamos afundando’

Simon Kofe enviou à COP26 um vídeo no qual mostra os efeitos das mudanças climáticas na ilha da Oceania

INTERNACIONAL

 por AFP

Vídeo da delegação de Tuvalu chama atenção para o aumento do nível dos oceanos

HANDOUT/MINISTRY OF JUSTICE, COMMUNICATION AND FOREIGN AFFAIRS TUVALU/AFP – 09.11.2021

O ministro das Relações Exteriores de Tuvalu, uma pequena ilha polinésia, filmou-se com água até a cintura, em um vídeo dirigido à COP26, para simbolizar o perigo da mudança climática e da elevação do nível dos oceanos.

“A mudança climática e o aumento do nível do mar são riscos mortais e existenciais para Tuvalu e para as nações com atóis”, alertou o chanceler Simon Kofe. “Estamos afundando, mas o mesmo está acontecendo com todos”, frisou.

“E não importa se sentimos os efeitos hoje, como Tuvalu, ou daqui a cem anos”, explicou.

O vídeo começa com uma câmera fechada em Kofe, de terno e gravata, contra um fundo azul com as bandeiras de Tuvalu e da ONU.

“Pedimos a neutralidade mundial do carbono até meados do século”, afirma o ministro, em alusão ao objetivo global de equilibrar as emissões e as retenções de gases de efeito estufa até 2050.

O ministro pede ainda que o mundo se mobilize para conseguir manter o aquecimento do planeta em no máximo 1,5 grau e que as reivindicações dos países mais impactados pelas mudanças climáticas sejam ouvidas e compensadas.

“Esperamos que o mundo aja unido”, pediu o ministro.

Depois de sua fala, a câmera abre o ângulo para mostrar o ministro Kofe por inteiro, com água até a cintura, em um ponto da costa de Tuvalu.

Os quase 200 países reunidos na COP26, em Glasgow, devem desenvolver oficialmente o Acordo de Paris sobre o Clima de 2015, comprometendo-se, em princípio, a reforçar suas medidas de combate à mudança climática, em particular a redução das emissões de gases de efeito estufa.

“Não podemos esperar os discursos, se a água sobe”, insistiu. “Temos que tomar ações ousadas, alternativas, hoje, para garantir que haja um amanhã.”

Fonte: R7

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GOVERNO DE CERCA DE 200 PAÍSES SE COMPROMETERAM EM COLABORAR COM A TENTATIVA DE LIMITAR O AUMENTO DA TEMPERATURA DO PLANETA NAS PRÓXIMAS DUAS DÉCADAS

O que acontece se o planeta esquentar mais do que 1,5°C?

A meta proposta por cientistas não parece muito menor que 2,7°C, mas pode salvar milhões de vidas e garantir um futuro melhor

INTERNACIONAL

 Fábio Fleury, do R7

Enchentes como as que atingiram a Bélgica este ano podem ficar cada vez mais comuns

JULIEN WARNAND / EFE / EPA – 17.07.2021

Durante a realização da COP 26, a cúpula da ONU para mudanças climáticas, governos de cerca de 200 países  se comprometeram a tentar reduzir o desmatamento, o uso de combustíveis fósseis e a emissão de gases do efeito estufa, em uma tentativa de limitar o aumento da temperatura média do planeta nas próximas duas décadas.

As metas de emissões entregues por 124 países no início da conferência indicam que essa média pode chegar a 2,7°C até o fim deste século. O que não está apenas longe do ideal, mas pode ser catastrófico para a vida humana. Para os cientistas, reduzir a quantidade de gases do efeito estufa, como o gás carbônico e o metano, lançados na atmosfera tem de ser o principal objetivo.

Isso é essencial para atingir o melhor cenário previsto pelo último relatório do IPCC, o painel climático da ONU, divulgado em agosto, que seria de no máximo 1,5°C a mais na temperatura do planeta. Mas por que isso é tão importante? Segundo cálculos dos especialistas do órgão, uma diferença de até 0,5°C pode afetar profundamente as vidas de até 420 milhões de pessoas.

Isso inclui moradores de regiões densamente povoadas que podem sofrer longos períodos de secas ou enchentes cada vez mais frequentes, de cidades costeiras que podem ter seus territórios invadidos pelo aumento de oceanos ou locais que vão sofrer cada vez mais com escassez de alimentos.

O que pode acontecer

“Um aumento de 2°C já causa uma série de impactos gigantescos. É uma trajetória insustentável para o planeta, significaria uma mudança radical em todo o sistema climático, impactos na biodiversidade, na vida humana, eventos climáticos extremos vão ser cada vez mais comuns”, alerta o climatologista Carlos Nobre, do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e um dos principais especialistas em mudanças climáticas do país.

Segundo o cientista, que participou da elaboração de outros relatórios divulgados pelo IPCC ao longo das últimas décadas, as consequências podem ser graves. “As ondas de calor no final do século seriam 6 vezes mais frequentes do que agora, inundações até 4 vezes mais frequentes, sem falar em incendios florestais. O nível do mar aumentaria 1,3 metros até 2100 e 6 metros nos próximos mil anos”, detalha.

Se o nível dos oceanos subir na medida que o cientista afirma, não apenas cidades costeiras podem ser invadidas pela água e perder suas orlas, prédios e estruturas como quase todos os portos importantes do mundo podem ser destruídos. Segundo um levantamento do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, 40% da população mundial vive a até 60km do litoral. No caso do Brasil, esse percentual sobre para 60%.

Todas essas pessoas poderão ser afetadas ou até mesmo destruídas com um aumento do nível do oceano. Além disso, águas oceânicas mais quentes ampliam a força de tempestades tropicais, que cada vez mais têm se transformado em furacões de grande intensidade, especialmente na área do Atlântico Norte e do Caribe.

Por tudo isso, a meta de controlar as emissões de modo que o aumento da temperatura fique em 1,5°C é tão importante, de acordo com o cientista norte-americano Philip Fearnside, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN).

“Já temos problemas muito sérios, secas aumentando no Sudeste. O que está acontecendo na bacia do Paraná, por exemplo. Tem que tirar uma lição disso, mas está sendo tratado como se fosse uma tragédia natural. Não é assim, tem origem humana no aquecimento global e deve piorar. Por exemplo, se você desmata na Amazônia, perde os rios voadores (massas de vapor que transportam umidade) e perde as chuvas em São Paulo”, relata.

O plano apresentado pelo Brasil durante a COP26, de parar o desmatamento ilegal até 2030, não seria suficiente, segundo o especialista. “A meta que o país anunciou foi a mesma do acordo de paris, usando o ano de 2005 como referência, que foi o pico de desmatamento. Precisa aumentar a meta, é um país que pode fazer mais. Não é impossível parar o desmatamento, mas tem que querer, não apenas falar”, alerta Fearnside.

O grande desafio é, em um primeiro momento, controlar as emissões de gases do efeito estufa na atmosfera, especialmente nos moldes atuais das atividades humanas. Para Nobre, para conseguir reduzir esse problema em 50% até 2030 e zerar até 2050 é apenas uma parte do problema.

“Cerca de 70% das emissões vêm da queima de combustíveis fósseis, para geração elétrica, transporte, produção de aço e cimento. Outros 30% vêm da agropecuária. Precisa de uma mudança radical. Na segunda metade do século teremos que retirar gases do efeito estufa da atmosfera. Florestas, por exemplo, retiram gás carbonico retiram através da fotossíntese”, diz.

Proteger um bioma como a Amazônia, por exemplo, não significa apenas manter e ampliar essa capacidade de retirada do CO2 da atmosfera. De acordo com Philip Fearnside, a destruição da floresta tem um potencial para piorar a própria emissão de gases do efeito estufa para a atmosfera.

“A Amazônia está no centro disso porque tem um monte de carbono nas árvores, no solo, se ele fosse emitido em um curto espaço de tempo, seria uma catástrofe para o mundo inteiro, coloca em risco não apenas a floresta amazônica, mas o Nordeste pode ser dizimado por secas mais graves. A costa brasileira tem uma grande população sujeita a aumento do nível do mar, pode aumentar os tufões também. O Brasil precisa se juntar ao mundo”, pede o cientista.

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ECONOMIA: BRASIL VOLTA A SER PAÍS COM MAIOR TAXA DE JUROS DO MUNDO, POR SAMY DANA

A partir deste domingo não teremos mais o RESUMO DA SEMANA. Estamos substituindo essa coluna pela coluna ECONOMIA, para você também se atualizar com tudo que está rolando no mercado brasileiro e mundial e saber como proteger o seu dinheiro e patrimônio. Nesta edição vamos iniciar com Samy Dana comentando sobre um ranking que classificou o Brasil como país com maior taxa de juros do mundo, após a elevação da Selic para 7,75% ao ano. Em contrapartida, Argentina e Estados Unidos são os países com o índice mais baixo. Então fique ligado e atualizado!

 

Fonte:

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NO COP26 PAÍSES IRÃO DISCUTIR MEDIDAS PARA EVITAR ESCALADA DO AQUECIMENTO GLOGAL

Líderes vão debater propostas para reduzir aumento da temperatura

COP26 começa neste domingo (30), na Escócia, com o objetivo de discutir medidas para evitar a escalada do aquecimento global

INTERNACIONAL

Fábio Fleury, do R7

Usinas de carvão, como esta na Índia, ainda respondem por 40% da eletricidade do mundo

DIVYAKANT SOLANKI / EFA – EPA – 13.10.2021

COP 26, como é conhecida a 26ª Conferência da ONU para mudanças climáticas, começa neste domingo (31) em Glasgow, capital da Escócia e vai acontecer ao longo das próximas duas semanas. Chefes de Estado e autoridades de diversos setores, como meio-ambiente, indústria e ONGs do mundo todo estarão reunidos para discutir medidas para tentar reduzir a escalada do aquecimento global.

De acordo com um relatório publicado em agosto pelo IPCC, o painel da ONU sobre mudanças climáticas, o mundo segue um curso “catastrófico” que provocará um aumento na temperatura média de 2,7°C até o final do século. Isso causaria danos possivelmente irreversíveis no ciclo de chuvas, derretimento das calotas polares, desequilíbrio de temperaturas e outros problemas ambientais sérios.

Em Glasgow, os participantes da COP vão debater soluções em uma tentativa de conter o aumento da temperatura para, no máximo, 1,5°C até 2050. A principal proposta é que as 191 nações que assinaram o Acordo Climático de Paris em 2015 neutralizem suas emissões de gás carbônico, um dos principais causadores do efeito estufa.

Dessa forma, o principal objetivo é não apenas formalizar um acordo para que as nações reduzam as suas emissões nesse período, mas encontrar mecanismos para que os países que mais contribuem para a poluição se comprometam com isso. Segundo o relatório do IPCC, 113 dos 191 participantes do Acordo de Paris atualizaram seus compromissos e deverão reduzir suas emissões em 12% até 2030.

Outro ponto importante que será discutido é uma redução gradual no uso do carvão mineral como forma de geração de energia. A substância é uma das mais poluidoras e ainda é utilizada em larga escala, respondendo por cerca de 40% da geração de eletricidade em todo o mundo, de acordo com o relatório Carbon Brief.

Uma das metas da COP26 será regulamentar o Artigo 6º do Acordo de Paris, que estabelece as bases para um mercado mundial de créditos de carbono, uma alternativa global de cooperação, onde um país pode compensar suas emissões de CO2 com créditos gerados por outra nação, por exemplo em um grande projeto de reflorestamento.

Outra questão que será tratada é financiamento ambiental, que na assinatura do Acordo de Paris foi estipulado como investimentos mundiais de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 564 milhões) até 2020 para a redução de emissões. No entanto, diversos países, como os EUA, ficaram abaixo do prometido e a quantia não foi atingida.

Também serão debatidos avanços no campo da energia limpa, especialmente no transporte urbano, como uma priorização para pesquisa e produção de carros elétricos e movidos a outras fontes de energia limpa.

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RN VOLTOU A TER MAIOR PREÇO MÉDIO NO LITRO DA GASOLINA ENTRE TODOS OS ESTADOS DO PAÍS

Por Igor Jácome, g1 RN

 

Posto de gasolina, combustível, Natal — Foto: Augusto César GomesPosto de gasolina, combustível, Natal — Foto: Augusto César Gomes

Rio Grande do Norte voltou a ter o maior preço médio do litro da gasolina entre todos os estados do país. Os dados são do último levantamento semanal feito pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

Natal também é a capital com o preço médio mais alto, na comparação com todas as outras. Os dados foram levantados pela agência entre 17 e 23 de outubro.

preço médio do litro do combustível encontrado pela ANP no Rio Grande do Norte foi de R$ 6,948, na semana passada. Em Natal, o valor foi ainda maior: R$ 6,983.

Com os preços já próximos dos R$ 7, essa barreira deverá ser rompida nos próximos dias, porque a Petrobras anunciou um reajuste de 7% no preço do combustível a partir desta terça-feira (26), nas refinarias.

Com a alta, o preço médio de venda da gasolina nas refinarias passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, um reajuste médio de R$ 0,21 por litro (alta de 7,04%). É o segundo reajuste no preço do combustível este mês. No último dia 9, a gasolina já havia subido 7,2%.

Diferença

Na capital do estado vizinho, Paraíba, o preço médio da gasolina ficou R$ 0,80 mais barata em relação a Natal, sendo comercializada a R$ 6,180.

Para se ter uma ideia da diferença, um motorista que encheu o tanque do seu carro com 40 litros na capital potiguar pagou R$ 32,12 a mais em relação a outro motorista que fez o mesmo em João Pessoa.

preço médio do litro de gasolina vendido no Rio Grande do Norte é quase R$ 1,44 mais caro em relação ao comercializado no Amapá – o estado com menor preço médio registrado pela ANP, que foi de R$ 5,511. Um motorista que encheu o tanque de 40 litros no RN pagou quase R$ 60 a mais.

O estado também teve o segundo menor desvio padrão (diferença entre os preços encontrados) nos estados (0,059), maior apenas que o de Roraima (0,025). Natal, que teve desvio padrão de 0,018, maior apenas que o de Manaus (0,011).

Preço médio da gasolina por estado de 17 a 23 de outubro

  • Rio Grande do Norte – R$ 6,948
  • Rio de Janeiro – R$ 6,914
  • Piauí – R$ 6,905
  • Acre – R$ 6,732
  • Goiás – 6,713
  • Rio Grande do Sul – 6,650
  • Minas Gerais – R$ 6,603
  • Ceará – R$ 6,599
  • Distrito Federal – R$ 6,586
  • Tocantins – R$ 6,556
  • Espírito Santo – R$ 6,410
  • Sergipe – R$ 6,404
  • Mato Grosso – R$ 6,403
  • Rondônia – R$ 6,397
  • Pará – R$ 6,341
  • Pernambuco – R$ 6,317
  • Alagoas – R$ 6,313
  • Amazonas – R$ 6,307
  • Bahia – R$ 6,264
  • Mato Grosso do Sul – R$ 6,231
  • Maranhão – R$ 6,218
  • Paraíba – R$ 6,197
  • Santa Catarina – R$ 6,141
  • Paraná – R$ 6,101
  • São Paulo – R$ 6,023
  • Roraima – R$ 5,973
  • Amapá – R$ 5,511

Diesel

O Rio Grande do Norte também foi o segundo estado do país com maior preço do litro de diesel (R$ 5,450), ficando abaixo apenas do Acre (R$ 5,865).

A partir desta terça (25), o litro do diesel vendido pela Petrobras à distribuidoras passará de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,28 por litro (alta de 9,15%). A última alta do combustível havia sido em 28 de setembro, de 8,89%.

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POPULAÇÃO DE SYDNEY PODE RETOMAR ATIVIDADES ROTINEIRAS APÓS 106 DIAS DE CONFINAMENTO

Austrália: Sydney reabre após 106 dias de confinamento

Aumento de casos do novo coronavírus causados pela variante Delta fez com que ‘lockdown’ fosse implementado na cidade

INTERNACIONAL

 por AFP

População de Sydney pode retomar atividades rotineiras após 106 dias

STEVEN SAPHOR/AFP – 10.10.2021

Os habitantes de Sydney, a cidade mais populosa da Austrália, enfrentaram o céu cinzento e a chuva para tomarem as ruas nesta segunda-feira (11), ainda domingo (10) no Brasil, após quase quatro meses de confinamento devido a um surto da variante Delta de covid-19.

Os mais de cinco milhões de habitantes de Sydney passaram 106 dias em ‘lockdown’ para conter o contágio do coronavírus. A suspensão das restrições foi possível devido ao declínio das infecções e ao aumento da vacinação, que atinge mais de 70% da população com mais de 16 anos.

Cafés e restaurantes abriram suas portas para os vacinados, enquanto pessoas desgrenhadas faziam fila em frente aos salões para cortar o cabelo.

“O clima está ótimo esta manhã”, disse Hannah Simmons, dona do Gordon’s Café no distrito de praia de Clovelly, que conseguiu manter seu negócio funcionando com entrega de comida.

Para muitos, o fim do confinamento foi uma oportunidade para ir às compras. À meia-noite, centenas de pessoas correram para lojas de descontos e as imagens nas redes sociais mostraram longas filas dentro do local.

Desde junho, lojas, escolas, salas de aula e escritórios foram fechados para trabalhadores não essenciais, com restrições sem precedentes às liberdades individuais. As restrições foram aplicadas a tudo, desde viajar mais de cinco 5 km de casa, visitar parentes, praticar esportes, ir a supermercados e comparecer a funerais.

“Poucos países tomaram medidas tão severas ou extremas contra a covid como a Austrália”, afirmou à AFP Tim Soutphommasane, acadêmico e ex-comissário para a discriminação racial no país.

Haverá limites para multidões, enquanto as fronteiras internacionais e as escolas permanecerão completamente fechadas por mais algumas semanas.

A Austrália conseguiu conter as infecções por coronavírus por meio do fechamento de fronteiras, bloqueios e uma política de testes agressiva. Mas a variante Delta acabou com o sonho de “zero covid”, especialmente nas grandes cidades de Sydney e Melbourne.

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ADVOGADA DE DIREITOS HUMANOS VENEZUELANA DENUNCIA VIOLÊNCIA DE GÊNERO CONTRA MULHERES DETIDAS POR RAZÕES POLÍTICAS

Advogada denuncia aumento de torturas a venezuelanas presas

Violações dos direitos humanas ocorreram principalmente contra mulheres detidas por razões políticas

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

MANAURE QUINTERO / REUTERS – 12.3.2020

A advogada de direitos humanos venezuelana Ana Leonor Acosta denunciou nesta quarta-feira (22) que houve um aumento da tortura de mulheres detidas por razões políticas no país sul-americano.

“Da Coalizão pelos Direitos Humanos e Democracia, estamos denunciando que a violência de gênero é uma forma de tortura. Observamos como a Venezuela tem visto recentemente um aumento na tortura de mulheres detidas por razões políticas”, declarou a advogadas em um áudio lançado pela oposição em suas redes sociais.

A primeira lei sobre violência contra a mulher na Venezuela data de 1998, e a mais recente, a Lei Orgânica sobre o Direito das Mulheres a uma Vida Livre de Violência, é de 2007 e prevê penas de prisão de até 20 anos.

“As mulheres na Venezuela não escapam à arbitrariedade do governo de Nicolás Maduro e são possivelmente as mais afetadas em sua psique ou em sua integridade pessoal, pois são assediadas pelos algozes e este assédio tem um impacto psicológico maior sobre as mulheres do que sobre os homens”, denunciou Acosta.

De acordo com os últimos dados divulgados pela ONG Foro Penal, há 261 pessoas detidas na Venezuela que são consideradas prisioneiras políticas, das quais 246 são homens e 15 são mulheres.

Dessas 261, 129 são civis e 132 são militares, de acordo com dados divulgados pela organização, que se dedica à defesa e promoção dos direitos humanos.

“Os atos cometidos contra as mulheres, além de constituírem um mecanismo para reduzir sua dignidade humana, são uma forma de violência de gênero. A prática dessas formas de tortura aplicadas contra as mulheres pode ser inscrita dentro das noções de violência psicológica, física e sexual incluídas na Lei Orgânica do Direito das Mulheres a uma Vida Livre de Violência”, destacou a advogada.

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NOVA BANDEIRA TARIFÁRIA E TAXA EXTRA NA CONTA DE LUZ É CRIADA PELA ANEEL

Aneel cria nova bandeira tarifária, e taxa extra da conta de luz é de R$ 14,20

Bandeira Tarifária “Escassez Hídrica” provocará aumento de 6,78% na tarifa média dos consumidores regulados

Anna Russido

CNN Brasil Business

em Brasília

Aneel cria nova bandeira tarifária e taxa extra da conta de luz é de R$ 14, 20

A gravidade da crise hídrica levou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a criar uma nova bandeira tarifária, chamada bandeira tarifária ‘escassez hídrica’. O novo valor da taxa extra é de R$ 14,20 pelo consumo de 100 kWh, segundo anúncio desta terça-feira (31), com vigência a partir de 1º de setembro de 2021 a 30 de abril de 2022. Até agora, o valor cobrado era de R$ 9,492.

“Tendo em vista o déficit de arrecadação já existente, superior a R$ 5 bilhões, e os altos custos verificados, destacadamente de geração termelétrica, foi aprovada determinação para que a Aneel implemente o patamar específico da Bandeira Tarifária, intitulado ‘Escassez Hídrica’, no valor de R$ 14,20 / kWh”, anunciou André Pepitone, diretor-geral da Aneel, em coletiva.

A analista de economia da CNN Raquel Landim havia antecipado na noite de segunda-feira (30), durante o Jornal da CNN, que o novo valor da tarifa extra ficaria no patamar de R$ 14,00.

Segundo Pepitone, a tarifa média no Brasil é de R$ 60. Somando a bandeira tarifária válida no momento, a conta fica, até o momento, em R$ 69,49. Com o novo valor, a conta sobe, no exemplo, para R$ 74,20, um aumento de 6,78%.

No fim de junho, a agência já havia anunciado um reajuste na tarifa da bandeira vermelha 2, a mais cara até então, que ficou em R$ 9,49 ou 52% mais cara no mês seguinte.

A alta do preço ocorre em meio à maior estiagem enfrentada pelo Brasil dos últimos 91 anos, o que obrigou que o sistema de geração de energia tivesse ajuda de usinas termelétricas, cujo custo de operação é bem mais alto.

Programa de Incentivos

O secretário de Energia Elétrica, Christiano Vieira, detalhou como será o programa de redução voluntária do consumo, que, segundo ele, somando ao aumento da tarifa extra, pode permitir a recuperação dos custos necessários para pagamento de recursos adicionais para o enfrentamento da crise hídrica.

“Do ponto de vista energético, uma geração adicional ou carga menor são equivalentes. O programa vai vigorar de setembro de 2021 a dezembro de 2021, passível de extensão, conforme acompanhamento.

A redução mínima deverá ser de 10% e o pagamento de um bônus é limitado a redução de 20%. “Consumidores podem reduzir mais, mas o pagamento só vai até 20%”. A meta, explica Vieira, é a redução média de 15%. O prêmio será R$ 50 a cada 100 KW reduzido.

Vieira diz que a Aneel prevê a adesão de cerca de 20% dos consumidores, o que seria o equivalente a R$ 340 milhões por mês ou 914 MW de redução. Isso significa energia suficiente para atender quatro milhões de domicílios de unidades de residências típicas, com 168 KWh de consumo médio mensal, afirmou o secretário.

Segundo Christiano Vieira, a redução do consumo beneficia até aqueles que não fizerem adesão, uma vez que alivia todo o sistema. “Essa estrutura permite incentivar de forma adequada um comportamento que vai ao interesse da segurança do sistema. Financeiramente é importante para todos os consumidores e do ponto de vista de operação há ganho de confiabilidade e segurança energética.”

Inflação

O cenário elétrico vem sendo o principal responsável pela alta da inflação, o que preocupa o governo federal. A geração mais cara fez a conta de luz subir 20,1% nos últimos 12 meses. Nesta quinta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, mencionou o assunto em evento com investidores, dizendo que pediu que a Aneel segurasse o aumento do preço da bandeira tarifária da conta de luz.

“A bandeira subiu e ia subir mais. Eu sugeri moderação: sobe um pouco mais, mas por mais tempo, porque precisamos repor os reservatórios. É melhor subir um pouco por mais tempo do que subir mais por apenas três meses”, disse.

Crise hídrica

De acordo com o último boletim divulgado pelo ONS, divulgado nesta quinta, os reservatórios das Usinas Hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste operam com apenas 22,7% de sua capacidade de armazenamento. Responsáveis por cerca de 70% da geração hídrica do país, os reservatórios apresentam os níveis mais baixos dos últimos 91 anos. O volume útil de Furnas está em 18,3% e da usina de Nova Ponte em 12,2%.

Na comparação com o boletim anterior, o nível de armazenamento dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste recuou 0,2 ponto percentual (p.p). A maior queda no nível de armazenamento foi registrada pela Região Sul, de 1 p.p. O subsistema está operando com 30,7% de sua capacidade.

Os reservatórios do Nordeste operam com 50,4% da capacidade de armazenamento. O volume útil do reservatório da hidrelétrica de Sobradinho está em 49,14%. Já as usinas da região Norte operam com 72,8% da capacidade. E a Hidrelétrica de Tucuruí segue com 89,84%.

De acordo com o relatório do ONS, os reservatórios do Norte devem terminar o mês de agosto com 72,4%, da capacidade de armazenamento seguido do Nordeste com 49%, do Sul com 26,8% e do subsistema Sudeste/Centro-Oeste com 21,7%. Segundo o operador, as afluências continuam abaixo da média histórica.

Racionamento

Mesmo do cenário de crise, o governo federal afasta a possibilidade de um racionamento de energia. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, voltou a reforçar que, apesar das medidas de incentivo à redução de consumo de energia elétrica, o governo não trabalha com a hipótese de racionamento.

“Não trabalhos com hipótese de racionamento e isso tem que ficar claro. […] Entendo isso (redução do consumo) como medidas de economia que devem ser aplicadas sempre, independentemente do momento como esse que vivemos agora”, argumentou em coletiva de imprensa na quarta-feira (25).

O secretário de Energia Elétrica do MME, Christiano Vieira da Silva, esclareceu que para caracterizar um racionamento, é preciso que o programa preveja um corte do fornecimento de energia para quem não cumprir a meta estabelecida.

“Não se trata disso (racionamento), de forma alguma. […] É mostrar o que o governo federal está fazendo para contribuir. […] Alguns (prédios públicos) poderão reduzir 10%, outros 15%, outros vão conseguir abaixo de 5% e vão explicar o porque não conseguiram aderir, mas não vai ter corte”, comentou.

Fonte: CNN

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RN LIDERA O RANKING DE MAIOR CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA NO MÊS DE JULHO DO BRASIL

RN teve maior aumento de consumo de energia elétrica do Brasil no mês de julho, aponta CCEE

Redação / Portal da Tropical

 – Atualizado em: 

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Rio Grande do Norte encerrou julho com consumo de 732 megawatts médios de energia, volume 12% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, liderando o ranking dos estados que mais tiveram aumento do índice na comparação com 2020. O dado é preliminar e faz parte de levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Segundo a CCEE, a alta é reflexo da maior demanda no mercado regulado, que avançou 7%, influenciado pela abertura gradual da economia local. O segmento oferece energia para pequenos comércios, empresas de pequeno e médio porte e para os consumidores residenciais.

A demanda no mercado livre, que cresceu 31,3% e que atende consumidores de alta tensão, também teve participação no consumo geral. Na avaliação da Câmara, o resultado se explica pelo bom momento para as indústrias exportadoras, dos setores de extração de minerais metálicos e minerais não metálicos, que mais demandaram energia no último mês na região.

Na geração, o Rio Grande do Norte foi o segundo estado do Nordeste que mais forneceu eletricidade para o sistema (3.022 MW médios), atrás apenas da Bahia. A energia eólica foi a que mais contribuiu para o resultado, com 2.854 MW médios.

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica ( www.ccee.org.br ) é responsável por viabilizar e gerenciar a comercialização de energia elétrica no país, garantindo a segurança e o equilíbrio financeiro deste mercado. A CCEE é uma associação civil sem fins lucrativos, mantida pelas empresas que compram e vendem energia no Brasil. O papel da CCEE é fortalecer o ambiente de comercialização de energia – nenhum ambiente regulado, nenhum ambiente livre e nenhum mercado de curto prazo – por meio de mecanismos que promovam relações comerciais sólidas e justas para todos os segmentos do setor (geração, distribuição , comercialização e consumo).

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PRESIDENTE DE CUBA ADMITE SATURAÇÃO NO SISTEMA DE SAÚDE NAS ÚLTIMAS SEMANAS APÓS AUMENTO DE CASOS DE COVID-19 NO PAÍS

Presidente de Cuba admite saturação do sistema de saúde

Milhares de casos de covid-19 registrados na últimas semanas sobrecarregaram o trabalho dos médicos nos hospitais

INTERNACIONAL

por Agência EFE

Cuba tenta controlar a covid-19 com vacinas produzidas no país

EFE/ERNESTO MASTRASCUSA

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira (12) que o sistema de saúde do país ficou saturado devido aos milhares de casos de covid-19 registrados nas últimas semanas.

“A situação atual da pandemia superou as capacidades do sistema de saúde, tensionando o trabalho de todo o pessoal”, disse o chefe de governo, durante reunião do grupo de trabalho criado para prevenir e controlar a covid-19, segundo veiculou a imprensa oficial.

Cuba, atualmente, tem incidência acumulada de 1.190 casos para cada 100 mil habitantes nos últimos 15 dias, o que coloca o país na liderança no continente americano e entre os cinco primeiros do mundo no quesito.

Nos últimos dias, em média, Cuba tem registrado mais de 8 mil positivos e mais de 70 mortes por dia, enquanto nas redes sociais circulam imagens de hospitais lotados nas regiões mais afetadas do território.

Díaz-Canel indicou que o novo pico de casos de covid-19 está “sobrecarregando todo o pessoal da saúde, de todos os órgãos que estão apoiando o combate à pandemia, e também provocando um maior consumo de medicamentos e oxigênio”.

Atualmente, Cuba atravessa grave crise econômica, que provocou desabastecimento generalizado, uma preocupante escassez de medicamentos, o que impacta a luta contra a propagação do novo coronavírus.

Segundo o presidente, a receita para reverter a situação é “mais exigência de nossas instituições sanitárias, mais rigor no trabalho”, além de compreensão da população para que todos protejam a sim próprios e aos outros.

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VENEZUELANOS COMEMORAM FLEXIBILIZAÇÃO DO CONFINAMENTO

Venezuelanos fazem festa na rua após fim do confinamento

Apesar de enfrentar um aumento de casos de covid-19, país flexibiliza medidas de isolamento e população ocupa centro de Caracas

INTERNACIONAL

 por Reuters – Entretenimento

Festa na região central de Caracas, capital da VenezuelaFesta na região central de Caracas, capital da VenezuelaLEONARDO FERNANDEZ VILORIA/REUTERS – 23/07/2021

Centenas de moradores de Caracas, capital da Venezuela, se reuniram, na sexta-feira (23) à noite, em uma região no centro da cidade para aproveitar apresentações de malabaristas, mímicos, música e barracas de comida, em meio à flexibilização do confinamento para conter a covid-19, apesar de um aumento de casos de infecção no país.

O governo do presidente Nicolás Maduro implantou, desde meados de 2020, um sistema de sete dias de quarentena radical em que não há comércios abertos, exceto de alimentos e medicamentos em geral, seguidos de uma semana de abertura para permitir que os setores mais afetados possam trabalhar.

Sindicatos médicos e academias de ciência na Venezuela, que tem cerca de 30 milhões de habitantes, alertaram que o país passa por uma segunda onda de contágios e pedem uma campanha de vacinação em massa para os venezuelanos, dos quais apenas 3,9% foram plenamente imunizados, segundo dados de acompanhamento da Reuters.

Embora tenha promovido o distanciamento físico desde o início da pandemia para evitar os contágios, “neste tipo de atividade é um pouco difícil manter esse distanciamento”, disse María Ramaosa, comunicadora social de 32 anos que participou do evento chamado “Ruta Caracas”, promovido pelas autoridades há muitos anos para destacar grupos culturais e musicais, entre outros.

Com a festa e, “apesar de todas as dificuldades no país, temos uma opção para distrair um pouquinho a mente”, acrescentou Ramaosa, no centro histórico de Caracas, cujos arredores abrigaram caminhões vendendo comida e bebidas.

O Ministério da Informação não respondeu imediatamente ao pedido por comentário.

De acordo com as autoridades, a Venezuela registrou até agora 297.782 casos e 3.458 mortes por covid-19, embora especialistas e críticos digam que há uma subnotificação devido ao baixo nível de testes no país.

Fonte: CNN
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RN É O PIOR ESTADO DO BRASIL NO AUMENTO DE ARRECADAÇÃO

Mesmo com cenário favorável, RN é o pior estado do Brasil no aumento da arrecadação

Com inflação em alta, a arrecadação dos estados brasileiros aumentou mais de R$ 50 bilhões em 2021 na comparação com o ano passado. Mesmo com esses números favoráveis à arrecadação, o Rio Grande do Norte teve o pior desempenho entre todos os estados brasileiros.

O RN cresceu a arrecadação em 8,8%. Atrás apenas do Distrito Federal, que é uma unidade federativa, com 6,3%. O estado que mais cresceu a arrecadação foi Goiás com 24,1%.

Para se ter um parâmetro, estados vizinhos como Paraíba, Pernambuco e Ceará cresceram, respectivamente: 14,5%, 12,8% e 17,2%.

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GOVERNO DO AMAZONAS IGNOROU ALERTA DA WHITE MARTINS PARA ASSEGURAR OFERTA ADEQUADA DE XIGÊNIO DIANTE DO AUMENTO DA PANDEMIA

Amazonas ignorou alertas da White Martins seis meses antes da crise

Fato é demonstrado em relatório do Departamento Nacional de Auditoria do SUS ao qual a CNN teve acesso

Caio Junqueira

Por Caio Junqueira, CNN  

Atualizado 09 de junho de 2021 às 21:17

Pazuello e Exército ignoraram pedidos do AM cinco dias antes de colapso de oxigênio

 O governo do Amazonas ignorou dois alertas para que fosse alterado o contrato com a fornecedora de oxigênio White Martins de modo a assegurar a oferta adequada diante do aumento da demanda na pandemia. É o que mostra o relatório do Departamento Nacional de Auditoria do SUS ao qual a CNN teve acesso.

O primeiro alerta veio da própria empresa por meio de uma carta encaminhada à Secretaria de Saúde do Amazonas no dia 16 de julho. Nela, a White Martins pede que o contrato assinado em 2016 seja alterado para ampliar em 25% a oferta de oxigênio.

“Avaliando os volumes contratados por Vossas Senhorias, já pudemos constatar que os mesmos não suportarão o consumo que atualmente estão praticando. Por outro lado, preocupa-nos que, neste momento excepcional, de tão alta demanda, há possibilidade de termos que tomar a difícil decisão de atender somente os clientes em seus limites, prazos e condições comerciais contratadas, até porque, muito embora a indiscutível situação de calamidade, que indica uma maior flexibilização nas contratações, em todos os casos persiste a máxima de qualquer dispêndio público só é possível mediante formalização de contrato prévio, observadas a hipóteses e justificativas legais. Por isso é imperioso que se tomem medidas preventivas imediatas em relação ao atendimento desta secretaria, até porque são referentes a atendimento de indiscutível suporte à vida. Assim, nossa sugestão é que Vossas Senhorias possam, desde já, providenciar o acréscimo nos volumes contratados, de 25% nos termos da lei que afeta à matéria”, escreveu Petrônio Bastos, gerente-executivo da empresa.

Negociações

As negociações começaram e o governo do Amazonas concordou em alterar o percentual, mas na ordem de 21,9%. Foi aí que ocorreu o segundo alerta, dessa vez da área técnica da Secretaria de Saúde do Estado. Isso ocorreu no dia 11 de setembro, quando a área técnica afirmou que esse percentual era insuficiente.

“Considerando a referida memória de cálculo, o DELOG concluiu que o percentual de 21,9152% não atenderia as necessidades da Secretaria, em função da alta crescente nos números de casos confirmados da Covid-19 no Estado. Diante de tal situação, foi efetuado encaminhamento para superior deliberação quanto ao acréscimo não mais de 25% e, sim, de 46,9152% do contrato, amparado pelo artigo 4º-I da Medida Provisória nº 926/2020”, diz o documento.

A resposta, porém, foi a de que não havia recursos para esse acréscimo. “Decorridos diversos trâmites internos, os autos retornaram da Gerência de Execução Orçamentária-GEO/FES com a informação de indisponibilidade orçamentária para atender o acréscimo de 46,9152% do contrato, sendo autorizado o provisionamento de recursos para o acréscimo de 25% ao valor ora contratado, conforme Despacho de 05/10/2020, assinado pela Secretária Executiva do Fundo Estadual de Saúde”, diz a auditoria.

O aditivo foi assinado no dia 23 de novembro, ratificando o aumento de 21,9152% na oferta.

A auditoria ainda ponta outros problemas na relação do Amazonas com a White Martins. Cita, por exemplo, que relatórios de controle e fiscalização do consumo eram frágeis e feitos pela empresa.

A auditoria foi feita a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e anexada no inquérito aberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para analisar a atuação da Secretaria Estadual da Saúde do Amazonas e da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus no período de 01/03/2020 a 31/01/2021.

Não foi avaliado o abastecimento de oxigênio medicinal nas unidades de saúde da rede privada em Manaus, nem a atuação do governo federal para socorrer a situação.

Sobre isso, ela menciona que “a articulação do Estado com o Ministério não se efetivou em período suficiente para a implementação de ações de contingência que poderiam evitar ou mitigar os problemas decorrentes da falta do medicamento no Estado”.

Confira, na íntegra, o posicionamento da Secretaria de Saúde do Amazonas:

A referida solicitação de aditivo de valor do contrato foi realizada em julho de 2020, quando a média de consumo era de 15,5 mil metros cúbicos por dia, portanto atendido no valor contratado.

Esse mesmo nível de consumo se manteve até meados de dezembro de 2020, conforme documento da própria White Martins. Mesmo assim, conforme plano de contingência da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), em novembro de 2020, foi autorizado aditivo de valor dentro das possibilidades legais.

Ressalta-se, ainda, que, na solicitação de aditivo de valor, a White Martins não menciona, em momento algum, incapacidade de produção para atender volume maior do insumo.

O aumento de consumo de oxigênio ocorreu de forma substancial no início de janeiro. De 20 de dezembro de 2020 a 4 de janeiro de 2021 houve incremento gradativo do consumo de oxigênio e a média passou a 28 mil metros cúbicos por dia.  

A partir de 5 de janeiro, esse volume apresentou tendência de crescimento e a empresa solicitou, no dia 7 de janeiro de 2021, apoio logístico para trazer o insumo de outras plantas em outros estados, não mencionando, mais uma vez, incapacidade para atender a demanda, que passou a ter picos de 60 mil ao dia, o que a empresa chamou, à época, de escalada descontrolada de consumo.

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SEGUNDO SECRETARIA DE SAÚDE,O RN TEVE AUMENTO DE 32% EM CASOS CONFIRMADOS DE AIDES NOS ÚLTIMOS 10 ANOS

Por G1 RN

 

Teste rápido para detecção do vírus HIV — Foto: Secom/DivulgaçãoTeste rápido para detecção do vírus HIV — Foto: Secom/Divulgação

O Rio Grande do Norte teve um aumento de 32,5% nos casos confirmados de Aids nos últimos 10 anos, segundo aponta o boletim estadual da doença divulgado pelo Programa Estadual de IST, AIDS e Hepatites Virais da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Os dados são referentes ao período de janeiro de 2010 a dezembro de 2020.

Segundo o boletim, nesta década foram registrados no estado 6.230 casos de Aids. Desse total, 6.120 casos (98,2%) em adultos e 110 (1,8%) em crianças.

A região de saúde com o maior número de casos é a 7ª, onde fica Natal e a Região Metropolitana, que acumula 56,5% desses casos. Apenas a capital Natal concentra 39,3% (2.447) do total de casos registrados no estado.

No comparativo com 2019, o boletim aponta uma redução de 7,8% nos casos detectados de Aids. Essa redução foi de 50% em menores de 5 anos de idade e de 7,8% no coeficiente de mortalidade por Aids.

Por outro lado, também foi registrado um aumento de 1% no número de casos de infecção pelo HIV em 2019 e também um crescimento de 16% na detecção de gestante HIV, além de 2,5% no número de casos de crianças expostas ao HIV.

Diferença detecção de HIV x Instalação da Aids

É importante diferenciar HIV e Aids. HIV é o vírus causador da infecção, já a Aids é a instalação da doença, quando o diagnóstico é tardio ou o paciente não toma os medicamentos adequados. Uma pessoa pode conviver anos com o HIV sem desenvolver a Aids.

Já no ano de 2020, o boletim da Sesap indica que foram notificados novos 586 casos de Aids no Rio Grande do Norte – o que significa uma taxa de detecção de 16,6 casos para 100 mil habitantes.

Também foram detectados, em 2020, 3 casos em menores de 5 anos de idade (taxa de detecção de 1,3 casos/100 mil habitantes), 124 casos de gestantes com HIV (taxa de detecção de 2,9/mil nascidos vivos), 126 casos de crianças expostas e 1.113 casos de infecção pelo HIV.

Ao todo, houve 124 óbitos por Aids no estado (coeficiente de mortalidade de 3,5/100 mil habitantes).

Diagnóstico precoce

A Aids ainda não tem cura, mas tem tratamento. “Por isso, é tão importante fazer o teste rápido, para o diagnóstico precoce, que permite o início do tratamento adequado e oportuno, contribuindo para uma melhor qualidade de vida do paciente”, explica a responsável técnica pelo Programa Estadual de IST, AIDS e Hepatites Virais da Sesap, Cinthia Teixeira.

Para permitir esse diagnóstico, há, nas mais de 800 unidades básicas de saúde do estado, testes rápidos de HIV sendo realizados, com o resultado sendo entregue em até 30 minutos.

Pacientes com resultados positivos são encaminhados aos Serviços de Atendimento Especializados (SAE’s) para tratamento e acompanhamento clínico por uma equipe de saúde multidisciplinar e especializada – existem16 SAE’s distribuídos pelo estado. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta, gratuitamente, o tratamento (medicamentos antirretrovirais), que é essencial para a melhoria da qualidade de vida das pessoas acometidas pelo vírus.

Uma das maiores dificuldades relativas à Aids reside no estigma em torno da doença. “É preciso combater o preconceito relacionado ao HIV/Aids que impõe barreiras de acesso aos serviços de saúde, à cidadania e às ações de cuidado integral à saúde”, reforçou Cinthia Teixeira.

Prevenção

Além das relações sexuais, a Aids também pode ser transmitida por meio da mãe para o bebê, durante a gestação, no parto ou na amamentação (transmissão vertical), do uso de drogas injetáveis, dos acidentes ocupacionais e das transfusões sanguíneas.

A Secretaria de Saúde reforça que a melhor forma de prevenção é o uso de preservativo durante as relações sexuais, além da utilização de seringas e agulhas descartáveis, como forma de prevenção.

Para auxiliar na prevenção, o Programa Estadual de IST, AIDS e Hepatites Virais distribui preservativos masculinos e femininos e gel lubrificante às regionais de saúde, hospitais, Lacen, Hemonorte, na sede da Sesap e em outras instituições.

Também é fundamental o acompanhamento adequado de gestantes que convivem com HIV e a tomada diária dos medicamentos prescritos. Além disso, um cuidado importante é a indicação de profilaxia pós exposição ao vírus para os acidentes ocupacionais, bem como para as demais vias de transmissão.

Para evitar a transmissão vertical, da mãe para o bebê, durante a amamentação, o Programa oferta leite para as crianças que nasceram de mães que convivem com HIV não serem amamentadas por elas, uma vez que nesses casos é contraindicada a amamentação.

Fonte: G1 RN
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DIANTE DO AUMENTO DE CONFLITOS ENTRE SEPARATISTAS E O GOVERNO DA UCRÂNIA, PRESENÇA DE NAVIOS DE GUERRA É REFORÇADA NA REGIÃO

Tensão: Rússia reforça presença de navios de guerra no Mar Negro

Moscou reforça a presença naval na região diante do aumento dos conflitos entre separatistas e o governo da Ucrânia

INTERNACIONAL

 Do R7

Navio de guerra russo navega pelo estreito de Bósforo em IstambulNavio de guerra russo navega pelo estreito de Bósforo em Istambul YORUK ISIK/REUTERS – 17.04.21

Dois navios de guerra russos transitaram pelo estreito de Bósforo a caminho do Mar Negro neste sábado (17) e 15 navios menores também seguiram para a mesma localidade, com Moscou reforçando sua presença naval em meio a um momento de tensões com o Ocidente e com a Ucrânia.

O reforço naval coincide com um grande aumento das tropas russas na região próxima à Ucrânia, algo que Moscou classifica como exercício defensivo temporário, e segue uma escalada nos combates no leste da Ucrânia entre separatistas apoiados pela Rússia e as forças do governo ucraniano.

As relações entre Rússia e Washington, que cancelou o envio de dois de seus próprios navios de guerra ao Mar Negro na semana passada após protestos contundentes dos russos, estão em um nível preocupante no pós-Guerra Fria.

Moscou expulsou dez diplomatas americanos na sexta-feira em retaliação à expulsão do mesmo número de diplomatas russos nos Estados Unidos por suposta atividade maléfica.

A Rússia também restringiu temporariamente o movimento de navios de guerra estrangeiros “e outros navios estatais” perto da Crimeia, que o país anexou da Ucrânia em 2014, uma medida já condenada por Kiev e Washington.

Dois navios russos de desembarque anfíbio da classe Ropucha, da Frota do Norte da Rússia, capazes de transportar tanques e desembarcar blindados e tropas durante ataques costeiros, transitaram pelo Bósforo neste sábado, informou um repórter da Reuters em Istambul.

Mais reforços navais russos na forma de outros dois navios de desembarque, desta vez da Frota do Báltico, devem transitar em breve no Bósforo.

A agência de notícias RIA também informou neste sábado que 15 navios menores da frota russa do Cáspio concluíram sua transferência para o Mar Negro como parte de um exercício militar.

Em mais um sinal de aumento das tensões na região, um navio transportando caminhões e equipamentos de logística para as forças da OTAN na Romênia transitou pelo Bósforo na noite de sexta-feira, informou o mesmo repórter da Reuters.

Em São Petersburgo, o serviço de segurança secreta russo FSB deteve brevemente um diplomata ucraniano, disse o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia neste sábado.

A agência de notícias Interfax citou o FSB dizendo que Oleksandr Sosoniuk foi levado sob custódia quando tentava obter informações confidenciais de bancos de dados da polícia russa durante um encontro com um cidadão russo.

Fonte: R7
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BUSCANDO EXPANSÃO E O AUMENTO DO BANCO DE SANGUE, CÂMARA DE NATAL APROVA A “LEI DOS DOADORES DO FUTURO” NAS ESCOLAS PÚBLICAS DA CAPITAL

Câmara de Natal aprova Lei que cria campanha “Doadores do Futuro” nas escolas públicas

15 abr 2021

Câmara de Natal aprova Lei que cria campanha “Doadores do Futuro” nas escolas públicas | Política em Foco

Com o objetivo de conscientizar os alunos das escolas públicas da rede municipal de Natal sobre a importância da doação voluntária de sangue, a Câmara Municipal aprovou, em segunda discussão, na tarde desta quarta-feira (14), durante Sessão Ordinária remota, o projeto de Lei N° 249/2018, de autoria do vereador Robson Carvalho (PDT). A matéria consiste na promoção de cursos, seminários e ações de incentivo durante o período letivo para alunos, familiares e a comunidade das escolas.

“O objetivo é fazer uma campanha permanente buscando a expansão e o aumento do banco de sangue para pessoas que estão precisando. Então, precisamos estimular as crianças e adolescentes para que ela possa criar essa cultura de um futuro doador, estimulando a expansão da doação de sangue”, explicou o autor vereador Robson Carvalho. Favorável à matéria, a vereadora Brisa Bacchi (PT) completou: “Que a gente possa dentro dessa campanha reforçar que todos e todas possam fazer a doação de sangue, independente da sua sexualidade, ou orientação sexual”, ressaltou.

No decorrer da sessão, a Casa ainda apreciou cinco vetos do poder Executivo, quanto a projetos de lei que foram aprovados pelo Legislativo. Por maioria, quatro desses vetos foram mantidos, sendo um deles a PL 116/2018, de autoria do ex-vereador Fernando Lucena que autorizava o Poder Executivo a isentar o IPTU de idosos, aposentados, pensionistas ou desempregados acima de 60 anos. Outro veto mantido foi a Lei 236/2018, de autoria do ex-vereador Sérgio Pinheiro que tratava do uso de recursos decorrentes de contrato de prestação para coleta seletiva pelas associações ou cooperativas formadas por pessoas físicas de baixa renda, reconhecidas pelo poder Público.

Outro veto apreciado e debatido pelo parlamento foi ao projeto de Lei 144/2020, de autoria do vereador Robson Carvalho que trata da criação de um programa de Acompanhamento Psicológico aos Profissionais da Saúde no município. Neste caso, os vereadores foram a favor da derrubada do veto.

Fonte: Política em Foco
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RELATÓRIO DE INTELIGÊNCIA DOS EUA ALERTA SOBRE RISCO DE ATAQUES DE MILÍCIAS ARMADAS E SUPREMACISTAS BRANCOS NO PAÍS

EUA alertam para aumento da ameaça do terrorismo doméstico

Novo relatório alerta para risco de ataques de milícias armadas e supremacistas brancos no país

INTERNACIONAL

 Da Ansa

Alerta tem como foco milícias e supremacistas brancos

EPA

Um novo relatório da Inteligência dos Estados Unidos fez um novo alerta sobre o aumento do risco de ataques de milícias armadas e supremacistas brancos no país.

O documento está em um dossiê solicitado pelo presidente Joe Biden, segundo o jornal “The New York Times”, logo após a sua posse em 20 de janeiro.

As análises foram enviadas ao Congresso e evidenciam que é necessário enviar mais recursos para evitar ataques de terrorismo doméstico e que há um risco “elevado” de que ações do tipo ocorram nos “próximos meses” por conta de “fatores sociopolíticos controversos”.

De acordo com os membros dos serviços de Inteligência, os extremistas de matriz racial, especialmente os supremacistas brancos, são os mais capazes de organizar ataques em massa contra civis. Já as milícias armadas focam em forças de segurança e ordem e em funcionários e estruturas de governo.

Os criminosos solitários ou pequenas células extremistas são os mais propensos a conduzirem ataques. O relatório não foi divulgado de maneira completa para o público, apenas um resumo dos pontos principais. O documento integral foi entregue apenas para o Congresso e para a Casa Branca.

Esse é o segundo documento do tipo divulgado em menos de três meses. Em 27 de janeiro, um alerta nacional para terrorismo interno foi divulgado e teve como pano de fundo a invasão de apoiadores do ex-presidente Donald Trump ao Capitólio, ocorrida em 6 de janeiro, e que deixou cinco mortos.

Fonte: R7
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O COLÉGIO DE PROFESSORES DO CHILE PEDIU A SUSPENSÃO DAS AULAS EM TODO PAÍS DEVIDO O AUMENTO DE CASOS DA COVID-19

Professores pedem suspensão de aulas por contágios no Chile

Sindicato da categoria chamou a atenção para aumento de infecções por covid-19 no país e teme pelos profissionais

INTERNACIONAL

 Da EFE

As aulas foram retomadas no início desta semana em todo o Chile

ALBERTO VALDES / EFE – 1.3.2021

O Colégio de Professores do Chile pediu nesta sexta-feira (5) a suspensão das aulas em todo o país devido a um aumento significativo do número de casos de covid-19, uma semana após o início do ano letivo e em um momento em que 46 escolas relataram contágios.

Por meio de seu presidente, Carlos Diaz, o sindicato dos professores chilenos fez um “apelo urgente” ao governo para suspender o plano de retorno às aulas enquanto as condições de saúde não permitirem, considerando que o país detectou nas últimas 24 horas mais de 5.300 novos contágios, o número mais alto em um só dia desde o período mais difícil da pandemia.

“Dadas as condições que temos hoje, não é possível continuar com as aulas in loco em todo o país”, disse.

Autoridades educacionais e comunidades escolares, acrescentou Diaz, estariam “colocando suas vidas em risco porque têm que se deslocar e permanecer em cada um dos estabelecimentos educacionais”.

Como em 2020, o sindicato propôs continuar com aulas online enquanto a pandemia não é controlada.

Embora o retorno às salas de aula em todo o país tenha sido iniciado “voluntariamente, de forma gradual, flexível e segura”, nas palavras do presidente chileno, Sebastián Piñera, as quarentenas preventivas em dezenas de escolas não demoraram a ocorrer, menos de três dias após o início do ano letivo.

Resposta do governo

No entanto, o Ministério da Saúde descartou que os contágios registrados nos estabelecimentos de ensino tivessem ocorrido dentro deles.

“É impossível culpar as escolas”, disse o ministro da pasta, Enrique Paris.

“Como é possível que tenham dito isso quando as escolas mal foram abertas, e no primeiro dia de aula apareceu um caso positivo? Todos nós sabemos que o período de incubação é de 14 dias, isso está enganando a opinião pública”, acrescentou Paris em entrevista coletiva.

Depois de receber críticas pelas modificações introduzidas no plano “Passo a Passo” do governo, que até agora permite a abertura de escolas, academias e cassinos na fase 2, o ministro alegou que os locais com mais liberdades funcionam “com muitas exigências”.

Paris reconheceu que a possibilidade de contágio existe e que “está sendo feito um monitoramento muito rigoroso”.

“As escolas são muito mais seguras do que as próprias residências para crianças que têm pouco apoio social, que não têm boa alimentação e que não têm conexão com a internet”, declarou.

O Chile já registrou 845.450 casos de covid-19 e quase 21 mil mortes relacionadas à doença desde o início da pandemia.

Fonte: R7

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BOLSONARO CONSIDERA AUMENTO DO DIESEL EXCESSIVO E VAI ZERAR IMPOSTOS FEDERAIS NO PRODUTO POR DOIS MESES

Bolsonaro zera imposto federal do diesel por dois meses

Emilly Behnke, Nicholas Shores, Daniel Galvão e Denise Luna, do Estadão Conteúdo

18 de fevereiro de 2021 às 21:16

Jair Bolsonaro (14 fev. 2021)Jair Bolsonaro: em live, presidente criticou o CEO da Petrobras Foto: Reprodução / CNN

Após novo reajuste da Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira, 18, que a partir de 1º de março não haverá qualquer imposto federal incidindo sobre o preço do óleo diesel. Bolsonaro considerou o reajuste anunciado hoje pela Petrobras como “fora da curva” e “excessivo”. Ele reforçou que não pode interferir na estatal, mas ressaltou que “vai ter consequência”.

Os impostos federais que incidem sobre o diesel são PIS, Cofins e Cide. Nesta quinta-feira, a Petrobras anunciou o quarto reajuste do ano. O óleo diesel vai ficar 15,2% mais caro a partir desta sexta-feira, 19, e a gasolina, 10,2%.

“A partir de primeiro de março também não haverá qualquer imposto federal no diesel por dois meses”, informou Bolsonaro em sua live semanal nesta quinta-feira (18).

Durante os dois meses de isenção de impostos federais, Bolsonaro afirmou que o governo estudará medidas para buscar zerar os tributos federais sobre o diesel. “Até para ajudar a contrabalançar esse aumento, no meu entender, excessivo da Petrobras”, disse.

O presidente sugeriu ainda, sem entrar em detalhes, que “alguma coisa” acontecerá na Petrobras nos próximos dias. “Eu não posso interferir e nem iria interferir (na Petrobras). Se bem que alguma coisa vai acontecer na Petrobras nos próximos dias, tem que mudar alguma coisa, vai acontecer”, disse.

A redução do PIS/Cofins no óleo diesel anunciada por Bolsonaro atende a demanda de caminhoneiros, base de apoio do presidente que tem pressionado o governo por conta do aumento do custo do combustível. Em ameaça indireta ao presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, o presidente citou que o comandante da estatal chegou a dizer que não tinha “nada a ver com os caminhoneiros”.

“Como disse o presidente da Petrobras, a questão de poucos dias, né: ‘eu não tenho nada a ver com caminhoneiro. Eu aumento o preço aqui não tenho nada a ver com caminhoneiro’. Foi o que ele (Castello Branco) falou, o presidente da Petrobras. Isso vai ter uma consequência, obviamente”, disse Bolsonaro. A Petrobras informou que não comentará as declarações do presidente.

Acompanhando o presidente na transmissão ao vivo, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou que a redução no PIS/Cofins por dois meses é uma “medida emergencial” enquanto o governo analisa formas de “combater a volatilidade do preço do diesel”.

Em outra frente, o governo enviou um projeto ao Congresso para que o ICMS, imposto estadual, tenha valor fixo. “A proposta nossa é que o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) decida qual é o valor do ICMS em cada tipo de combustível. Não é interferência nossa, o Confaz vai decidir”, destacou Bolsonaro. O presidente sugeriu ainda que o Confaz possa delimitar um valor máximo para os combustíveis em cada Estado.

Gás de cozinha

O gás de cozinha também terá impostos federais zerados. A redução, segundo Bolsonaro, será permanente. “Hoje à tarde, reunido com a equipe econômica, tendo à frente o ministro Paulo Guedes, decisão nossa, a partir de 1º de março agora, não haverá mais qualquer tributo federal no gás de cozinha, ad eternum”, afirmou.

“(O preço do gás de cozinha) está em média, hoje em dia, R$ 90, na ponta da linha, lá para o consumidor. E o preço na origem está um pouco abaixo de R$ 40. Então, se está R$ 90, os R$ 50 aí é ICMS, imposto estadual”, comentou.

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SEM QUALQUER MOTIVO OU JUSTIFICATIVA PLAUSÍVEL NATAL TEM GASOLINA MAIS CARA ENTE AS 27CAPITAIS DO PAÍS

Natal tem gasolina mais cara entre as capitais do Brasil

03 fev 2021

Natal amarga a gasolina mais cara entre as capitais do Nordeste, segundo ANP – Blog do FM

Os motoristas que utilizam a gasolina no cotidiano têm sentido no bolso o impacto dos mais recentes reajustes nos preços dos combustíveis no país. Os natalenses são os que mais têm sofrido entre as capitais, de acordo com levantamento realizado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis (ANP), referente ao período entre os dias 24 e 30 de janeiro.

Segundo o levantamento, o preço médio da gasolina comum em Natal é de R$ 5,172. Dentre os 27 postos pesquisados, a variação nos preços foi entre R$ 4,970 a R$ 5,199. O preço é o mais alto do país, levando em consideração as capitais.

No Nordeste, nenhuma das outras oito capitais tem o preço médio da gasolina acima dos R$ 5. Teresina, com R$ 4,865, e Maceió, com R$ 4,841, são os segundos mais altos. Por outro lado, o preço médio em São Luís é de R$ 4,662, o menor na região. No restante do país, somente Rio de Janeiro (R$ 5,089) e Palmas (R$ 5,020) têm preços médios acima dos R$ 5. Os menores valores foram registrados Curitiba, Boa Vista e São Paulo.

Veja os preços de acordo com levantamento da ANP: 

Natal
Médio – 5,172
Mínimo – 4,970
Máximo – 5,199

Maceió
Médio – 4,841
Mínimo – 4,629
Máximo – 5,099

Salvador
Médio – 4,664
Mínimo – 4,550
Máximo – 4,999

Fortaleza
Médio – 4,728
Mínimo – 4,570
Máximo – 4,979

São Luís
Médio – 4,662
Mínimo – 4,570
Máximo – 4,790

João Pessoa
Médio – 4,743
Mínimo – 4,629
Máximo – 4,799

Recife
Médio – 4,740
Mínimo – 4,469
Máximo – 4,999

Teresina
Médio – 4,865
Mínimo – 4,690
Máximo – 4,999

Aracaju
Médio – 4,773
Mínimo – 4,660
Máximo – 4,996

Outras capitais:

Rio Branco
Médio – 5,161
Mínimo – 5,020
Máximo – 5,339

Macapá
Médio – 3,989
Mínimo – 3,890
Máximo – 4,250

Manaus
Médio – 4,579
Mínimo – 4,379
Máximo – 4,698

Brasilia
Médio – 4,841
Mínimo – 4,579
Máximo – 5,199

Goiania
Médio – 4,849
Mínimno – 4,590
Máximo – 4,994

Cuiaba
Médio – 4,614
Mínimo – 4,399
Máximo – 4,799

Campo Grande
Médio – 4,811
Mínimo – 4,679
Máximo – 4,999

Belo Horizonte
Médio – 4,742
Mínimo – 4,650
Máximo – 4,899

Belém
Médio – 4,777
Mínimo – 4,590
Máximo – 5,149

Curitiba
Médio – 4,356
Mínimo – 4,199
Máximo – 4,568

Rio de Janeiro
Médio – 5,089
Mínimo – 4,699
Máximo – 5,579

Porto Alegre
Médio – 4,826
Mínimo – 4,699
Máximo – 4,999

Porto Velho
Médio – 4,790
Mínimo – 4,750
Máximo – 4,999

Boa Vista
Médio – 4,478
Mínimo – 4,440
Máximo – 4,510

Florianópolis
Médio – 4,565
Mínimo – 4,309
Máximo – 4,999

São Paulo
Médio – 4,406
Mínimo – 3,889
Máximo – 5,299

Palmas
Médio – 5,020
Mínimo – 4,979
Máximo – 5,099

Não foi informado o valor de Vitória, no Espírito Santo

Da Tribuna do Norte

Fonte: Política em Foco

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A PARTIR DE 2022 SALÁRIOS DE VEREADORES TERÁ AUMENTO DE R$ 2,5 MIL, DE ACORDO COM A LEI SANCIONADA PELO PREFEITO ÁLVARO DIAS

Por G1 RN

 

Sede da Câmara Municipal de Natal — Foto: Elpídio Júnior/CMNSede da Câmara Municipal de Natal — Foto: Elpídio Júnior/CMN

O prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB) sancionou a lei aprovada pelos vereadores da cidade, que concede aumento de R$ 2.533,24 mil ao salário dos próprios parlamentares na Legislatura 2021-2024. Com o aumento, o subsídio recebido por um vereador passará de R$ 17 mil para R$ 19.533,24 – um aumento de quase 15%.

Embora tenha sido aprovado para a legislatura de 2021 a 2024, o reajuste só poderá ser concedido a partir de 1º de janeiro de 2022, por causa da lei federal que concedeu auxílio financeiro aos estados proibiu reajustes no serviço público em razão da pandemia da Covid-19.

O texto foi sancionado e publicado em um diário oficial extraordinário publicado na terça-feira (29).

De acordo com a lei, o reajuste representa recomposição remuneratória das perdas provocadas pela inflação nos anos de 2017 a 2020, que somariam 14,9%.

O texto também prevê que o vereador deverá “requerer por escrito” a concessão da recomposição remuneratória, para poder receber o aumento.

Ainda de acordo com o texto sancionado, o subsídio máximo de vereador deverá corresponder a 75% do salário de um deputado estadual. Atualmente, deputados estaduais recebem R$ 25.322,25 no estado, portanto o salário aprovado para os vereadores representa 77%.

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DEVIDO O AUMENTO DA TENSÃO ENTRE OS DOIS PAÍSES, EUA PLANEJA FECHAR ÚLTIMOS CONSULADOS NA RÚSSIA

Com tensão aumentada, EUA planejam fechar últimos consulados na Rússia

Por Jennifer Hansler, da CNN*

 Atualizado 19 de dezembro de 2020 às 02:48

A administração Trump informou ao Congresso dos Estados Unidos sobre o plano de fechar os dois consulados restantes do país na Rússia.

Em notificação datada de 10 de dezembro, o Departamento de Estado dos EUA disse aos legisladores que pretende fechar o consulado em Vladivostok e suspender as operações no consulado em Yekaterinburg.

Os fechamentos deixariam os EUA com apenas um posto diplomático na Rússia – a Embaixada dos EUA em Moscou – em um momento de tensões aumentadas entre as duas nações. O anúncio do plano também chega pouco antes da posse do presidente eleito Joe Biden.

Apenas nesta semana – depois que o aviso foi enviado ao Congresso – surgiram notícias de um ataque cibernético generalizado e contínuo contra várias agências do governo federal, bem como várias empresas da Fortune 500. O ataque é suspeito de ter ligações com a Rússia.

De acordo com a notificação, que foi obtida pela CNN americana nesta sexta-feira (18), o Departamento de Estado disse que “retende tomar essas medidas “em resposta aos desafios de pessoal em curso para a Missão dos EUA na Rússia, na esteira do limite de pessoal imposto pela Rússia em 2017 sobre a missão dos EUA”.

A nota também cita “o impasse resultante com a Rússia sobre vistos diplomáticos”.

Um porta-voz do Departamento de Estado confirmou as medidas pretendidas, dizendo que “o Secretário de Estado, em estreita consulta com o Embaixador John Sullivan, decidiu fechar o Consulado Geral dos EUA em Vladivostok e suspender as operações no Consulado Geral dos EUA em Yekaterinburg como parte de nosso esforços em andamento para garantir a operação segura da missão diplomática dos EUA na Federação Russa. ”

“A decisão do Departamento sobre os consulados dos EUA na Rússia foi tomada para otimizar o trabalho da missão dos EUA na Rússia”, disse o porta-voz na sexta-feira. “O realinhamento resultante de pessoal na Embaixada dos Estados Unidos em Moscou nos permitirá avançar nossos interesses de política externa na Rússia da maneira mais eficaz e segura possível.”

“Nenhuma ação relacionada aos consulados russos nos Estados Unidos está planejada”, acrescentaram.

A notificação do Congresso diz que 10 diplomatas americanos designados para os consulados serão transferidos para a embaixada em Moscou e os 33 funcionários locais serão dispensados. O aviso dizia que, uma vez concluído o procedimento de notificação ao Congresso, os consulados, “com o apoio da Embaixada de Moscou, planejam iniciar os procedimentos para remover todo o material sensível do consulado, incluindo equipamentos de informática e material consular controlado”.

O departamento suspendeu temporariamente as operações em março no consulado em Vladivostok devido à pandemia do novo coronavírus. O governo russo forçou o fechamento do consulado dos EUA em São Petersburgo em 2018 em uma ação de retaliação.

Agora, com o planejado fechamento dos dois consulados restantes – que foi relatado pela primeira vez pela Associated Press (AP) – todos os serviços para cidadãos americanos serão executados em Moscou.

O Departamento de Estado disse aos legisladores que “o fechamento planejado não afetaria adversamente a capacidade da Missão de promover os interesses nacionais dos EUA, ajudar os cidadãos dos EUA ou de conduzir uma supervisão adequada dos programas porque todas essas funções  ontinuariam a ser desempenhadas pela Embaixada dos EUA em Moscou.”

Não está claro quando os fechamentos serão concluídos ou se serão finalizados antes de Biden tomar posse no próximo mês. O presidente eleito disse que ele e sua equipe estão preparando uma “estratégia de imposição de custos” para responder à Rússia por suas medidas disruptivas, incluindo o ciberataque se Moscou for considerada responsável.

Fonte: CNN

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DADOS ATUALIZADOS DO CORONAVIRUS NO RN

Por Leonardo Erys e Norton Rafael, G1 RN e Inter TV Cabugi

 

81 municípios do RN registram aumento no número de casos de Covid-19 em novembro - Gláucia Lima

O Rio Grande do Norte teve 81 municípios que registraram mais casos de Covid-19 no mês de novembro em comparação com o mês de outubro (veja lista no fim). Os dados estão na plataforma de monitoramento do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS).

Natal foi quem mais cresceu no número de casos registrados, com um aumento de 141%. Em outubro, foram 1.434 casos confirmados na capital. Já em novembro, esse número saltou para 3.469 – uma diferença de 2.035 casos.

Outro crescimento relevante aconteceu em Parnamirim, que registrou 831 casos a mais em novembro (1.315) que em outubro (484).

Jucurutu, que tem uma população estimada pelo IBGE em cerca de 18 mil habitantes teve 177 casos a mais em novembro (259) que em outubro (82). Caicó, que já tinha registrado 322 casos em outubro, teve 473 confirmados em novembro – 151 a mais.

O município de Macaíba, na Região Metropolitana, que tinha registrado 41 casos em outubro, teve 167 confirmados em novembro – 126 a mais. Situação semelhante a de São Gonçalo do Amarante, que teve 105 casos a mais em novembro (160) que em outubro (55).

Houve aumento significativo ainda em municípios pequenos, como Passagem, que tinha registrado apenas um caso em outubro e teve 30 em novembro. Passagem tem população estimada em cerca de 3 mil habitantes.

O RN tem atualmente mais de 97 mil casos confirmados de Covid-19 e mais de 2.700 mortes pela doença, segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

O Instituto de Medicina Tropical da UFRN também registrou um aumento de casos confirmados que são analisados no laboratório. Ao todo, novembro teve 2.785 casos confirmados contra 808 em outubro.

Aumento dos casos

Com o aumento dos casos e uma maior busca por unidades de saúde, a governadora Fátima Bezerra (PT) anunciou a reabertura de 89 leitos críticos para Covid-19 no RN na sexta-feira (4), seguindo uma recomendação do comitê científico.

“Infelizmente o Rio Grande do Norte, assim como os demais estados, passa por um momento de aumento do número de casos de pessoas com Covid-19, que já se refletiu no número de internações. Esse aumento não se refletiu no número de óbitos, mas é preciso tomar medidas para conter esse crescimento que está em curso”, disse Fátima.

Os número de casos também tem refletido nos hospitais, que tem registrado aumento na procura por atendimento e nas taxas de ocupação. Em Natal, muitos pacientes chegaram a relatar que não conseguiram atendimento na rede privada nos últimos dias.

Também para conter um novo avanço da doença, a prefeitura de Natal publicou um decreto no fim da sexta-feira (4) cancelando os festejos do Natal em Natal, o réveillon na praia com a queima de fogos, e o Carnaval 2021. Também estão proibidos os eventos com mais de 50 pessoas na capital potiguar.

Municípios com mais casos em novembro que em outubro

MunicípioCasos em outubroCasos em novembroCasos a mais
Natal143434692035
Parnamirim4841315831
Caicó322473151
Pau dos Ferros37541237
Jucurutu82259177
Apodi15920445
Currais Novos67178111
Assu65176111
Macaíba41167126
São Gonçalo do Amarante55160105
Umarizal5013888
Cruzeta3111382
São José de Mipibu6510540
Taipu1510085
Nísia Floresta259772
Tibau do Sul398647
Severiano Melo368549
Olho D’água do Borges648420
Rafael Fernandes508333
Tenente Ananias637310
Paraú47066
São Francisco do Oeste507020
Doutor Severiano56659
Brejinho186446
Ceará-Mirim54606
Serra Caiada196041
Encanto50599
São Tomé145642
João Câmara51554
Tibau375518
Passa e Fica125442
Areia Branca135340
Água Nova265125
São José do Seridó144834
Extremoz284719
Santo Antônio234724
Bom Jesus41432
Fernando Pedroza314312
Baraúna233916
Triunfo Potiguar243915
Florânia32364
Guamaré33352
Parelhas223311
São José do Campestre163115
Passagem13029
Riacho de Santana62923
Canguaretama92718
Afonso Bezerra32623
Caiçara do Rio do Vento18246
São Paulo do Potengi18213
Serrinha dos Pintos18191
Lagoa d’Anta31815
Espírito Santo41713
Lucrécia11176
Maxaranguape41713
Coronel Ezequiel01515
Santana do Mato51510
Acari13141
Almino Afonso10144
Bodó10144
Macau9145
Serra do Mel7147
Pedro Velho9134
Lagoa Salgada5127
Pureza4117
Carnaúba dos Dantas2108
Monte das Gameleiras1109
São Fernando891
Jaçanã385
Lajes Pintadas385
Várzea275
Serrinha264
Lagoa de Velhos055
Santana do Seridó352
Lagoa de Pedras143
Santa Maria044
Serra de São Bento044
Montanhas033
Barcelona022
Senador Georgino Avelino022
Vila Flor121
Fonte: G1 RN
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AMEAÇADO PELO AUMENTO DO NÍVEL DO MAR, MALDIVAS ESTÁ CONTRUINDO ILHAS PARA NÃO DESAPARECER

 

O país que está criando ‘ilhas’ para não desaparecer

Ameaçada pelo aumento do nível do mar, as Maldivas construíram uma cidade do século 21, apelidada de ‘Cidade da Esperança’, em uma ilha artificial chamada Hulhumalé

INTERNACIONAL

por BBC NEWS BRASIL

A ilha artificial de Hulhumalé foi construída usando milhões de metros cúbicos de areia bombeada do fundo do mar

Hassan Mohamed

Espalhadas pelo Mar da Arábia, a sudoeste do Sri Lanka e da Índia, as Ilhas Maldivas representam o destino dos sonhos de viajantes do mundo inteiro, que voam até lá para desfrutar do cenário paradisíaco de atóis de coral rodeados por areia branca, resorts de luxo e esportes aquáticos de nível internacional.

Mas talvez nenhuma outra nação enfrente uma ameaça ambiental como as Maldivas.

Os resorts de luxo à beira-mar do arquipélago podem ser mundialmente famosos, mas com mais de 80% de suas 1.200 ilhas a menos de 1 metro acima do nível do mar, a elevação dos oceanos causada pelo aumento das temperaturas globais é uma ameaça a sua própria existência.

Esse plano deu ar à ideia de trabalhar em parceria com o mar, em vez de ir contra ele, construindo empreendimentos urbanos flutuantes – como foi feito em cidades como Amsterdã.

Mas as Maldivas se voltaram para uma forma diferente de geoengenharia: criando uma cidade do século 21, apelidada de “Cidade da Esperança”, em uma nova ilha artificial chamada Hulhumalé.

Antes da pandemia, turistas curiosos podiam visitar a nova cidade-ilha, que ganha forma a cerca de 8 km da capital, Malé – conectada por uma ponte, são 20 minutos ônibus a partir do aeroporto.

No entanto, pouca gente que viaja para as Maldivas com estadias curtas e luxuosas se atenta às questões sociais pragmáticas que Hulhumalé pretende resolver.

Com mais de 500 mil habitantes espalhados por todo o arquipélago, a prestação de serviços é um pesadelo logístico que drena todos muitos recursos.

A falta de oportunidades de trabalho é outra, elevando o desemprego entre os jovens para mais de 15%, de acordo com um relatório de 2020 do Banco Mundial.

Assim como o arquipélago corre o risco de ficar submerso no longo prazo, o aumento da erosão costeira ameaça 70% da sua infraestrutura – casas, outras construções e serviços públicos – localizada atualmente a 100 metros do litoral.

Há ainda preocupações com a invasão da água salgada do mar, contaminando preciosas fontes de água doce, além do risco de desastres naturais imprevisíveis, como o tsunami de 2004 que matou mais de 100 pessoas nas Maldivas.

“Após o tsunami de 2004, foi introduzido um programa para aumentar a resiliência por meio de ilhas mais seguras”, explica Areen Ahmed, diretor de desenvolvimento de negócios da Housing Development Corporation (HDC), que supervisiona a Cidade da Esperança.

“Hulhumalé está sendo desenvolvida por meio de considerações cuidadosas em relação às mudanças climáticas em sua arquitetura e comunidades.”

O aterramento marítimo contínuo usando milhões de metros cúbicos de areia bombeados do fundo do oceano colocou a nova ilha a mais de 2 metros acima do nível do mar.

Com isso, a Cidade da Esperança, que está em expansão, é vista como um novo assentamento vital para aliviar a superlotação que atualmente assola Malé, onde mais de 130 mil habitantes se amontoam em pouco mais de 2,5 km².

“Malé é uma das cidades mais densamente povoadas da Terra”, diz Kate Philpot, que trabalhou como cientista nas Maldivas, pesquisando peixes de recife para a estação marinha Korallion Lab, antes de se tornar ecologista sênior na consultoria britânica Ecology By Design.

A primeira fase do aterramento marítimo de Hulhumalé, que consistiu em 188 hectares, começou em 1997 e foi concluída em 2002. Dois anos depois, a ilha comemorou a chegada de seus primeiros mil moradores. O aterramento de mais 244 hectares foi finalizado em 2015 e, no fim de 2019, havia mais de 50 mil habitantes em Hulhumalé.

Mas as ambições de Hulhumalé são muito maiores – a ideia é acolher até 240 mil pessoas até meados da década de 2020. Essa perspectiva inclui uma combinação de moradia de qualidade, novas oportunidades de emprego e espaço de lazer aberto três vezes maior por pessoa do que Malé.

De acordo com Ahmed, em contraste com a falta de planejamento urbano e superlotação de Malé, Hulhumalé foi projetada com várias iniciativas verdes de urbanismo.

“Os edifícios são voltados para norte-sul para reduzir o calor e melhorar o conforto térmico. As ruas são projetadas para otimizar a passagem do vento, diminuindo a dependência do ar-condicionado. E as escolas, mesquitas e parques dos bairros estão a uma distância de 100 a 200 metros a pé dos empreendimentos residenciais, reduzindo a necessidade de carro.”

cos e ciclovias também fazem parte da paisagem da nova cidade.

E diversos tipos de demandas habitacionais estão sendo contempladas.

“Hulhumalé abrange diversos projetos habitacionais: moradias de orçamento médio, de luxo e sociais”, diz Ahmed.

“Sessenta por cento das unidades habitacionais intermediárias devem ser vendidas abaixo do teto de preço estabelecido pela HDC.”

As moradias sociais acessíveis estão disponíveis para grupos específicos, incluindo mulheres solteiras e pessoas afetadas por desalojamentos e desastres naturais. Uma consultoria minuciosa foi realizada para garantir que as habitações e o vasto ambiente construído seja acessível às pessoas com deficiência.

Propostas de infraestrutura digital de dar inveja ​​complementam as iniciativas verdes e o planejamento social, diz Ahmed, que descreve Hulhumalé como “a primeira cidade inteligente 100% ativada por gigabit da Ásia”, com acesso digital rápido para moradores com base na tecnologia de fibra óptica conhecida como GPON (Gigabit Passive Optical Networks).

“O maior benefício de construir uma cidade inteligente do zero é que Hulhumalé será vista como uma cidade de resiliência – construída pelo povo das Maldivas para o povo das Maldivas”, afirma o cientista da computação Hassan Ugail, que nasceu nas Maldivas, e está ajudando a fazer de Hulhumalé uma cidade inteligente, em paralelo ao seu trabalho como diretor do Center for Visual Computing da Universidade de Bradford, no Reino Unido.

Hulhumalé também pretende focar no desenvolvimento urbano sustentável, incluindo a obtenção de cerca de um terço de sua energia a partir da energia solar, e a coleta de água da chuva para aumentar a segurança hídrica.

Mas será que o próprio ato de construir uma ilha artificial não é algo prejudicial ao meio ambiente – especialmente em um lugar famoso por seus recifes de coral e costas imaculadas de areia branca?

Quando a companhia belga Dredging International concluiu a expansão de 244 hectares da ilha, em 2015, a operação exigiu a sucção de cerca de seis milhões de metros cúbicos de areia do fundo do mar para então transportar e bombear para Hulhumalé.

“O aterramento marítimo é particularmente problemático”, afirma Holly East, do Departamento de Geografia e Ciências Ambientais da Northumbria University, no Reino Unido, uma especialista em ilhas de recife de coral com experiência em pesquisas nas Maldivas.

“Não só pode destruir os recifes de coral, como também criar vastas plumas de sedimentos que viajam para outras plataformas de recifes. Os sedimentos sufocam os corais e bloqueiam a luz solar, afetando sua capacidade de se alimentar, crescer e se reproduzir.”

Mas com sua população em constante crescimento, o aterramento marítimo se tornou um simples fato da vida nas Maldivas, com os recifes de coral existentes fornecendo uma fundação óbvia.

“Foram feitos alguns esforços para reduzir os impactos do desenvolvimento de Hulhumalé, incluindo a translocação (transporte) de alguns corais”, diz Philpot.

“No entanto, pode levar muito tempo para que se estabeleçam em outro lugar – e geralmente há uma taxa de sucesso baixa.”

Com anos de experiência nas Maldivas, Philpot está bem ciente, no entanto, das diversas demandas existentes. Os turistas podem ir e vir, mas a população local precisa de terra para viver e de emprego. Ela também faz uma observação um tanto irônica de que Hulhumalé está crescendo em uma área que já foi, até certo ponto, arruinada.

“A construção provavelmente será menos prejudicial do que em qualquer outro lugar nas Maldivas”, diz ela.

“Parece preferível desenvolver uma área com níveis relativamente altos de tráfego de barcos e poluição em comparação com qualquer outro lugar nas Maldivas que permaneça relativamente intocado.”

A perspectiva dela é reforçada pelo relatório do Banco Mundial de 2020, que observa que “a região da Grande Malé, particularmente em Hulhumalé, não tem habitats naturais significativos – e os recifes de coral estão em sua maioria degradados”.

A eliminação de resíduos continua a ser uma questão fundamental – tanto em termos de resíduos das obras de Hulhumalé, como também de resíduos da crescente população da cidade.

“Muitos resíduos foram transportados e armazenados na ilha de Thilafushi, construída para esse fim”, explica Philpot com ironia.

As autoridades das Maldivas rebatem a ideia de que se trata basicamente de um depósito de lixo tropical, embora de maneira vaga.

“Todas as medidas para minimizar o impacto da construção no meio ambiente são monitoradas pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) das Maldivas”, diz Ahmed.

Enquanto Hulhumalé está sendo criada sobretudo para melhorar a vida do povo das Maldivas, sua Cidade da Esperança também pretende ser um farol para um novo grupo de turistas interessados ​​em algo mais do que apenas ficar pegando sol em um resort à beira-mar.

Um relatório de finanças mundiais de 2018 destaca, por exemplo, o potencial para turismo médico e esportivo, vinculado a futuros projetos, como o primeiro hospital multiespecialidades das Maldivas, um parque temático aquático e uma marina de iates.

Philpot também espera que os sonhos que estão conduzindo Hulhumalé se estendam a um maior apreço pelo meio ambiente por parte da próxima geração.

“Eu dei aula de ecologia de corais para crianças entre 14 e 17 anos nas Maldivas – e mais da metade da minha turma nunca havia colocado o rosto na água com um snorkel”, revela.

“O deslumbramento com o que viram foi tão emocionante – mas também triste, já que viviam tão perto do mar, mas nunca haviam tido a oportunidade de experimentar estar debaixo d’água. Talvez com uma educação mais diretamente voltada para a biologia marinha, haveria mais interesse entre os jovens em preservar e proteger o ecossistema marinho. ”

Em outras palavras, em vez de apenas construir uma Cidade da Esperança, o povo das Maldivas está trilhando um caminho em direção ao futuro que pode fazer das Maldivas uma Nação de Esperança.

Fonte: R7

 

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DADOS ATUALIZADOS DO CORONAVIRUS NO RN

RN tem aumento de 725 novos casos de covid-19 e ocupação dos leitos chega a 50%

Fernanda Valéria

Atualizado em:

Leitos Covid-19 no RN | Foto: Elisa Elsie

Duas mortes por covid-19 foram registradas, neste sábado (28), e outras quatro que estavam em investigação tiveram a doença como causa confirmada, portanto, seis a mais do que a notificação do dia anterior que contabilizadas elevam o número de óbitos a 2.684.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap) ainda investiga 384 óbitos sob a suspeita da covid-19. Outras 709 passaram pelo processo de análise e foram descartados.

O último boletim atualizado da Sesap revela um aumento de 725 novos infectados em relação ao dia anterior, constatando um acumulado de 93.372 casos. Ainda estão com a suspeitas 39.675 pessoas que aguardam o resultado de exames.

Com o aumento dos casos no estado, a ocupação dos leitos também se eleva. Neste sábado, 50% das UTIs covid estão ocupadas com 99 pacientes internados. Essa taxa reduz a 37% nos leitos clínicos que assistem 99 enfermos, é o que revela o sistema de regulação do estado, o Regula RN.

O índice de transmissibilidade atingiu 0,50 no geral, porém o número de municípios com esse indicador entre 1,0 e 2,0 subiu para 80. Enquanto 57 estão em zona de perigo, esse indicador acima de 2,0. Os dados relativos a essa análise da R(t) são feitos pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde(Lais).

Fonte: Portal da Tropical

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DEVIDO AO AUMENTO DE CASOS DA COVID-19 NA CALIFÓRNIA, GOVERNO ANUNCIA TOQUE DE RECOLHER POR UM MÊS

 

Governador da Califórnia impõe novo toque de recolher por um mês

A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (19), e passará a valer às 22h deste sábado (21). Outros estados também adotaram medidas contra a covid

INTERNACIONAL

Do R7, com AFP

Gavin Newsom pediu o apoio da população da Califórnia na luta contra a covid

O governador da Califórnia, Gavin Newsom decretou um confinamento para 94% do estado após o crescimento do número de casos do novo coronavírus. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (19), e passará a valer às 22h deste sábado (21). O confinamento e a restrição terá duração de um mês.

Em seu perfil oficial no Twitter, o governador pediu afirmou que “devido ao aumento de casos da covid-19, a CA [estado] está emitindo um pedido para que as pessoas fiquem em casa”.

O comunicado diz ainda que os “trabalhos e reuniões não essenciais devem parar das 22h às 5h nos condados da camada roxa”. A extensão do pedido do governador atingirá 94% do estado, marcado em alerta.

“O vírus está se espalhando a uma taxa que não vimos desde o início desta pandemia, e os próximos dias e semanas serão críticos para deter o aumento. Estamos dando o alarme”, disse Newson em um comunicado. “Juntos, podemos achatar a curva novamente”, reforçou.

A Califórnia registrou um número quase recorde de casos diários da covid-19 na quinta-feira (19), 11.478. O recorde histórico de 12.807 ocorreu em 27 de julho. O número de pacientes internados no estado subiu para 5.319, um salto de 4,5% em apenas um dia.

Mais estados adotaram medidas sanitárias contra o avanço da covid-19 nos Estados Unidos. Veja abaixo:

Washington

No estado de Washington, onde os casos dobraram nas últimas duas semanas, o governador democrata Jay Inslee proibiu desde o domingo todas as reuniões com pessoas fora do grupo familiar, um dos maiores fatores de contaminação. A menos que a pessoa entre em quarentena por 14 dias antes do encontro ou em quarentena por sete dias, com um resultado negativo para a covid-19.

Inslee também proibiu se alimentar dentro de bares e restaurantes, além de restringir para 25% a capacidade máxima em centros religiosos, supermercados e outras lojas.

Reuniões privadas ao ar livre ou jantares ao ar livre em um restaurante foram limitadas a um máximo de cinco pessoas.

As medidas vigorarão até o dia 14 de dezembro.

Novo México

Vale a partir desta segunda-feira a ordem de confinamento para a população, exceto para as saídas essenciais, e 100% dos comércios não essenciais fecharam. As refeições em bares e restaurantes estão proibidas. É permitida apenas a entrega de comida.

“O Novo México está em um momento de quebra. Enfrentamos uma situação de vida ou morte”, disse a governadora democrata Michelle Luján Grisham.

Michigan

O estado de Michigan anunciou no domingo o fechamento de escolas de Ensino Médio e universidades, que agora devem oferecer 100% de seus cursos no formato virtual, assim como cinemas e cassinos ou atividades recreativas internas, como boliche.

Jantares em bares e restaurantes estão proibidos e a recomendação é que se trabalhe de casa sempre que possível. As medidas vigorarão por ao menos três semanas, até 9 de dezembro.

“Estamos no pior momento desta pandemia até agora. A situação nunca foi tão difícil”, disse a governadora democrata Gretchen Whitmer.

Oregon

A partir de quarta-feira até o dia 2 de dezembro, os restaurantes e bares só poderão vender comida no formato “take away” ou “delivery”.

A governadora democrata Kate Brown também encerrou todas as atividades recreativas, incluindo museus, academias, zoológicos e jardins, e as reuniões foram limitadas a um máximo de seis pessoas.

Nova Jersey

As reuniões internas serão limitadas a 10 pessoas (como já é o caso em Nova York) e as externas a 150 pessoas, anunciou o governador democrata Phil Murphy, nesta segunda-feira.

Eventos internos, como serviços religiosos, casamentos e funerais, poderão continuar com 25% da capacidade, ou até 150 pessoas, acrescentou.

Dakota do Norte

O governador republicano Doug Burgum determinou na sexta o uso de máscaras em público, embora antes se opusesse à medida. Também limitou a capacidade em bares e restaurantes a 50% a partir desta segunda-feira.

Texas

As máscaras agora são obrigatórias no Texas, o segundo estado mais populoso do país depois da Califórnia. Mas a maioria das lojas ainda estão abertas, embora o Texas tenha registrado na semana passada mais de 10.000 novos casos diários em média.

A situação é princialmente preocupante em El Paso, na fronteira com o México, onde foram instalados necrotérios temporários.

Illinois

O estado de Illinois não impôs o confinamento, mas Chicago, a terceira maior cidade dos Estados Unidos, o fez desde esta segunda-feira pelo período de três semanas, com a exceção das idas à escola, ao supermercado ou ao trabalho, caso não possa ser realizado à distância.

Nova York

Na maior cidade americana – que no início foi o epicentro nacional da pandemia, com o registro mais de 34 mil mortes pela covid-19 – o governador democrata Andrew Cuomo ordenou, na última sexta-feira, o fechamento de bares e restaurantes que vendam bebidas alcoólicas, diante do aumento da taxa de novos casos do vírus no estado, que é de 2,8%.

O prefeito Bill de Blasio cogita fechar escolas públicas, que atendem 1,1 milhão de alunos, se o índice de novos casos atingir os 3% e assim permanecer por sete dias consecutivos.

 

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NO MÊS DE OUTUBRO EM NATAL O PREÇO DA CESTA BÁSICA SOBE 3,42%. OS VILÕES FORAM O TOMATE E O ÓLEO DE COZINHA

Por Julianne Barreto, Inter TV Cabugi

 

Óleo de cozinha impulsionou aumento no preço da cesta básica — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi Óleo de cozinha impulsionou aumento no preço da cesta básica

O preço da cesta básica aumentou 3,42% em Natal no mês de outubro em comparação com o mês de setembro. No ano, esse crescimento é de 13,81%.

Os dados estão na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos publicada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na sexta-feira (6).

De acordo com a pesquisa, no mês de outubro, a cesta básica custou R$ 436,76 na capital potiguar. A cesta básica aumentou em 15 capitais do país neste período.

Apesar do crescimento, o preço de Natal é o menor entre as 17 capitais analisadas na pesquisa. São Paulo tem a cesta básica com o maior custo: R$ 595,87.

O aumento no mês de outubro é impulsionado principalmente pela alta no valor do tomate, que foi de 43,92%, do óleo, que aumentou 11,35%, e também do arroz, que subiu 9,67%.

Subiram de preço também a farinha (2,97%), a manteiga (0,74%) e a carne (0,54%).

Segundo a pesquisa, nesse período, 12 quilos de tomate passaram de R$ 30,60 para R$ 44,04 em outubro. Uma garrafa com 900 ml de óleo passou de R$7,40 para R$ 8,24. Um pacote com 3,5 kg de arroz subiu de R$ 17,17 para R$18,83.

Supermercados de Natal e Mossoró, inclusive, têm limitado a venda de garrafas de óleo de cozinha por cliente. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Sincovaga-RN), a medida é para evitar a falta do produto e também um aumento ainda maior de preço, por causa da dificuldade de abastecimento no mercado.

“Nós sabemos que o dólar subiu muito e a soja foi toda vendida para o exterior e que a safra do próximo ano já está todo vendida também. Além disso, houve um aumento no consumo, porque o auxílio emergencial deu mais poder de compra às famílias de baixa renda. Ou seja, diminuiu a oferta e aumentou o consumo”, explicou Geraldo Medeiros Junior, presidente do Sincovaga-RN.

Caíram de preço

Por outro lado, caíram de preço o leite (-2,66%), o açúcar (-2,44%), o pão (-2,19%), o feijão (-1,30%), a banana (-0,56%) e o café (-0,19%).

Segundo o Diese, o valor cobrado em uma cesta básica em Natal representa 45,18% do salário mínimo líquido e o trabalhador precisa exercer sua função por 91 horas e 57 minutos para poder comprá-la.

Aumento no ano

Além do aumento no mês, a cesta básica acumula um crescimento de preço no ano. De janeiro a outubro, o valor somado dos alimentos subiu 13,81%. O valor médio da cesta básica aumentou de R$ 381 para R$ 436 neste período.

Tomates impulsionaram aumento dos preços no mês de outubro — Foto: UnsplashTomates impulsionaram aumento dos preços no mês de outubro

Para os economistas, esse aumento não deve continuar nos próximos meses. Por causa de uma maior produção de alimentos, a safra brasileira de grãos começa a sair no final do ano.

Os especialistas acreditam ainda que a demanda caia por conta do fim do auxílio emergencial, previsto para dezembro, o que vai diminuir o poder de compra de muitas famílias.

“Por causa da pandemia, temos um número de desempregados muito grande. Então, a demanda de produtos vai diminuir”, explicou o economista Robspierre do Uó.

Considerando os últimos 12 meses analisados pelo Dieese, o aumento é ainda maior: de 27,74%.

Fonte: G1 RN

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AS AGLOMERAÇÕES ASSOCIADAS ÀS CAMPANHAS ELEITORAIS TÊM PRODUZIDO O AUMENTO DE CASOS DA COVID-19 NO RN, DIZ SECRETÁRIO DE SAÚDE

RN e mais seis estados já relacionam mais casos de Covid-19 por causa da campanha eleitoral

 SAÚDE

Secretários de Saúde de ao menos cinco estados veem relação entre o aumento recente de casos de coronavírus e o início das campanhas eleitorais pelo país. No Amapá, houve quadruplicação no número de hospitalizados na rede privada ao passo que nas UBSs houve incremento de 300%, diz o secretário Juan Mendes, que determinou a proibição de eventos de campanha que causem aglomeração. Os hospitais particulares registraram ainda mais casos no último mês do que os públicos.

Na Bahia, o boletim epidemiológico de quarta (28) apontou o maior acréscimo de casos novos (1.990) desde 14 de outubro. “Os eventos reúnem centenas de pessoas aglomeradas, sem que haja a devida atenção às regras sanitárias recomendadas”, diz Fábio Vilas-Boas, da Bahia, para quem o Tribunal Regional Eleitoral deveria proibir aglomerações presenciais, exceto carreatas. Ele diz que o país não vive segunda onda ainda, mas uma “maré alta”.

No Espírito Santo, os hospitais próprios de empresas de planos de saúde já têm os leitos cheios, diz Nesio Fernandes, do Espírito Santo. Além das campanhas políticas, o secretário aponta mudanças nas testagens e a sucessão de feriados como motivo para o aumento de casos na rede particular do estado. Ele encaminhou um ofício ao TRE solicitando a suspensão de atividades coletivas de campanha.

Cipriano Maia, do Rio Grande do Norte, diz que o estado está em alerta. “Aqui desde o final de agosto temos mantido um patamar no número de casos com pequenas oscilações, porém, as aglomerações associadas às campanhas eleitorais em algumas regiões têm produzido aumento dos casos e das taxas de internação”.

Na Paraíba, o secretário Geraldo Medeiros diz que as convenções partidárias e a retomada das aulas presenciais contra as recomendações do governo do estado estão levando a aumento recente no número de casos, especialmente em João Pessoa e Campina Grande.

Em Pernambuco, o TRE proibiu atos com aglomeração após aumento no número de casos do coronavírus. Ao referendar a decisão nesta sexta (30), o ministro Tarcisio Vieira, do TSE, disse que vídeos divulgados pela imprensa e nas redes sociais mostraram “negligência com os parâmetros de segurança consensuais da comunidade científica”.

“A aglomeração das campanhas é um motivador do espalhamento do vírus”, diz Carlos Lula, presidente do conselho nacional de secretários e titular da pasta do Maranhão, onde, contudo, ele ainda não identifica aumento específico de número de casos.

Em São Paulo e Ceará, os secretários também apontam aumento no número de casos na rede particular, mas não vinculam às aglomerações de campanhas.

“Observamos que todas as pessoas que tínhamos pedido para ficar em casa e que de fato ficaram são as que estão saindo agora para a rua e se sentindo muito confortáveis. Não estão respeitando todos os ritos e regras sanitários”, diz Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde em São Paulo.

“De quem você vê maior circulação hoje? Das classes A e B. Quem pôde, ficou em casa, e agora está saindo, indo em academia, restaurantes, mas também estão apertando mão, abraçando, não usam máscara”, completa. Gorinchteyn fala em incremento de 10% a 12% de internações na rede privada nos últimos 10 dias.

No Ceará, o secretário Carlos Martins (Dr. Cabeto) vê aumento no número de casos e internações nos bairros mais ricos, com detecção de surtos a partir de casamentos, velórios e aniversários, especialmente.

Em alguns hospitais privados, diz, o crescimento de internados chegou a 30% nas últimas semanas, mas é algo localizado e que não aparece nos bairros de IDH mais baixo, que têm UPAs com números estáveis.

Fonte: Blog do BG

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DEPOIS DA RECARGA DA BARRAGEM DE UMARI, PESCADORES COMEMORAM AUMENTO DA PRODUÇÃO DE PEIXE

Por Hugo Andrade, Inter TV Costa Branca

 

Pescadores de Upanema comemoram aumento da produção de peixes depois da recarga da barragem de Umari — Foto: Reprodução/Inter TV Costa BrancaPescadores de Upanema comemoram aumento da produção de peixes depois da recarga da barragem de Umari — Foto: Reprodução/Inter TV Costa Branca

Os pescadores da colônia Z-52, na barragem de Umari, município de Upanema, região Oeste do estado, conseguiram melhorar a produção de peixes, graças ao bom nível do reservatório. A barragem chegou perto de sangrar em 2020 e está atualmente com 86,4% do volume total que pode armazenar, que é de 292.813.650,00 m³. No início de 2019, a barragem estava com cerca de 30% da capacidade.

A última sangria registrada em Umari aconteceu no ano de 2009. As chuvas deste ano foram responsáveis pela recarga da barragem, que é a terceira maior do Rio Grande do Norte. De acordo com a Emparn, em 2020 Upanema registrou no acumulado, 1151,1 mm de chuva. Isso representa cerca de 30% a mais de toda chuva registrada em 2019, quando choveu 764 mm.

O pescador e agricultor Luiz Lopes é um dos beneficiados. Ela conta que até o início do ano de 2020, dava pra ver os galhos secos da vegetação que fica no entorno da barragem. Agora, tudo está coberto pela água do reservatório. A água que hoje molha a cerca da propriedade dele na zona rural do município, é motivo de alegria.

“No ano passado, tava muito longe. Ficava bem lá pra dentro, na faixa de uns 200 metros ou mais, daqui pra chegar onde ela (a água) tava. Graças a Deus esse ano, com o inverno, a gente tá vendo ela bem pertinho! Esse ano tem sido muito bom pra nós. Já pegamos bem muito peixe nela. Tem dado muito peixe, devido o inverno ter sido muito bom. Tudo isso já ajudou a gente”, conta o pescador, Luiz Lopes.

Para agricultores e pescadores, a fartura de água é um sinal de tempos de mais tranquilidade daqui pra frente. Segundo Presidente da Colônia de Pescadores, José Francisco dos Santos, mais conhecido como “Dedé”, quando a barragem chega ao nível em que está hoje, todos se beneficiam.

“Quando ela está assim, o peixe aumenta. Conversei com os pescadores e eles relataram que até agora nesse mês de julho, teve pescador quem em um dia chegou a pegar 101 kg de peixe. Isso mostra que, com a capacidade que ela tá, a produção de peixe é bem mais favorável para o pescador”

Pescadores que em anos anteriores precisavam deixar o município em busca de outros reservatórios com maior volume de água, agora retomam a rotina diária de pesca. “Eu chego aqui lá pelas 6 horas, eu coloco a rede e na faixa das 10 horas eu vou apanhando ela novamente. Sempre eu pego uns peixes. Tilápia, tucunaré…”, conta seu José Alcides, que também é pescador na barragem.

Pela experiência, os pescadores também sabem que nesse período do ano, entre os meses de agosto e outubro, os fortes ventos interferem na pesca. Segundo eles, a água fica mais agitada e os peixes se escondem. Mesmo assim, eles não têm do que reclamar.

“Ela tá cheia, né? Tudo isso é uma felicidade. Fazia muitos anos, acho que uns 11 anos que a gente não via ela com esse total d’água. Foi um ano de fartura! Se não fosse essa doença que tá tendo no mundo, nós ‘tava’ feliz da vida”, comemora seu Luiz Lopes.

Fonte: G1 RN

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O AUMENTO DA PROCURA POR IVERMECTINA PARA TRATAMENTO DA COVID-19 TEM DEIXADO PACIENTES COM SARNA SEM O MEDICAMENTO

Corrida por ivermectina deixa pacientes com sarna sem remédio

Dermatologista relata aumento de casos em meio à falta do medicamento, procurado por muitos de forma equivocada para tratamento da covid-19

SAÚDE

Fernando Mellis e Sofia Pilagallo, do R7*

 

Medicamento não é indicado para covid-19Medicamento não é indicado para covid-19

A corrida injustificada pelo antiparasitário ivermectina — na falsa esperança de eficácia no prevenção ou tratamento da covid-19 — fez com que o medicamento desaparecesse de muitas farmácias e dificulta a vida de pacientes que precisam dele para tratar doenças como a escabiose (sarna humana).

Em um único dia, o dermatologista João Almeida, que atua na capital paulista, atendeu oito pacientes de famílias diferentes com sarna humana.

“Por conta da pandemia, as pessoas estão demorando mais para procurar um pronto-socorro e, com isso, acabam contaminando familiares”, observa.

A escabiose é uma doença de pele causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei que resulta em lesões com coceira intensa.

O parasita é transmitido pelo contato íntimo ou, secundariamente. de materiais como lençol, estofados onde pessoa infectada acabou de estar.

“O que pode acontecer é que a pessoa não consegue tratar e aí vai transmitindo porque ela não consegue comprar o remédio”, acrescenta a coordenadora do Departamento de Micologia da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), Regina Casz Schechtman.

Os médicos ressaltam que a ivermectina é o tratamento mais eficiente para a escabiose e que a falta dela exige que pacientes tenham que mandar manipular uma loção, algo demorado e que nem sempre é fácil de encontrar.

“Tem um tratamento tópico que faz com permetrina tópica — que é uma solução alcoólica para piolho. Mas quando usa essa permetrina alcoólica na pele de pessoas com sarna, arde muito. Então, tem que manipular a permetrina em loção, e nem todas as farmácias possuem”, afirma Regina.

Apesar de a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já ter se pronunciado sobre a ausência de evidências científicas que comprovem a eficácia da ivermectina na profilaxia e tratamento da covid-19, muitas pessoas têm se utilizado do medicamento com essa finalidade.

O resultado: não é mais possível encontrar a ivermectina em diversos locais. Uma consulta feita pelo R7 aos sites de grandes redes de drogarias mostrou que não há disponibilidade do remédio em nenhuma delas.

“As vendas estão muito acima do normal, e a produção não deve estar sendo suficiente para suprir a demanda”, confirma a gestora da rede de farmácias Super Popular, Pollyanna Portes.

Efeito semelhante ocorreu com a hidroxicloroquina, que sumiu do mercado após ser sugerido que poderia ter efeito contra a covid-19.

Pacientes que utilizam o medicamento para doenças autoimunes como lúpus e artrite reumatoide, tiveram que fazer uma peregrinação por farmácias.

Diante da situação, a Anvisa proibiu na semana passada que farmácias em todo o país vendam ivermectina e hidroxicloroquina sem receita médica.

A médica da SBD alerta que o consumo inadvertido de medicamentos, além do risco a quem toma, prejudica pessoas que realmente precisam dele.

“A ivermectina serve não só para sarna, serve para estrongiloidíase, para lombriga ascaridíase, para pilho, para um monte de coisas… todas essas parasitoses que são muito comuns aqui no Brasil.”

Embora possua poucos efeitos colaterais, a droga pode causar em algumas pessoas quadros de diarreia, náuseas, dores abdominais e urticária.

Fonte: R7

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EM PLENA PANDEMIA VEREADORES DE MUNICÍPIOS DO RN DISCUTEM E APROVAM AUMENTO DOS SEUS SALÁRIOS E DE PREFEITOS E VICES

Por Bruno Vital e Hugo Andrade, G1 RN e Inter TV Costa Branca

 

Câmara Municipal de Patu — Foto: Maps/ReproduçãoCâmara Municipal de Patu

A Câmara Municipal de Patu, cidade do Alto Oeste do Rio Grande do Norte, votou e aprovou um projeto de lei que reajusta o salário de vereadores e secretários, além de dobrar os vencimentos para os cargos de prefeito e vice-prefeito da cidade. O projeto foi sancionado pelo prefeito Rivelino Câmara (MDB) no fim de junho.

Constitucionalmente, no último ano de mandato as câmaras municipais devem definir as remunerações para os cargos de vereadores, prefeitos e vice-prefeitos que assumirão os postos no mandato seguinte. No entanto, o reajuste de até 100% em Patu durante contexto de pandemia do coronavírus chamou a atenção de algumas autoridades.

Com a nova legislação, os vereadores, secretários, prefeito e vice-prefeito passarão a receber os seguintes salários para o mandato 2021-2024:

  • Vereador: R$ 5.200, atualmente é R$ 3.940 (aumento de 31,9%);
  • Secretário: R$ 4.500, atualmente é R$ 3.150 (aumento de 42,8%);
  • Prefeito: R$ 20.000, atualmente é R$ 10.000 (aumento de 100%);
  • Vice-prefeito: R$ 10.000, atualmente é R$ 5.000 (aumento de 100%).

A votação que aprovou o reajuste contou com a presença de seis, dos nove vereadores da cidade. A votação foi de 5 votos pelo aumento contra 1 voto contrário. Kaka de Bodim, única vereadora presente a se posicionar contrária ao aumento, reconhece a obrigatoriedade da Câmara em estabelecer os novos valores para o próximo mandato, mas considera o aumento “imoral”.

“É inadmissível em plena pandemia estarmos discutindo essa problemática. Não questionei sua legalidade. Sei que existem prazos a serem respeitados, sei que está na lei. Questiono o quanto é imoral propor isso nesse momento. Aumentar em 100% o salário do prefeito é imoral diante a realidade de dor e sofrimento causado por uma doença avassaladora”, coloca a vereadora.

O aumento também repercutiu na Federação das Câmaras Municipais do Estado do RN (Fecam), que emitiu uma recomendação para que os reajustes só sejam implementados a partir de 2022 por causa da crise gerada pela pandemia de Covid-19.

“A gente tem orientado as câmaras filiadas a seguirem a lei. Há uma lei complementar nova que impede que aconteçam esses reajustes e que caso esses aumentos acontecem, que eles sejam colocados na prática a partir de janeiro ou fevereiro de 2022”, afirmou Anchieta Júnior, presidente interino da Fecam.

Por meio de nota, a Câmara Municipal de Patu disse ainda que o reajuste dos salários “trata-se de procedimento constitucional amparada na lei de responsabilidade fiscal e na lei orgânica da cidade”, e que “a aprovação dos reajustes salariais no momento de pandemia de Covid-19 que o Brasil e o mundo atravessa pode ocasionar estranhamento para quem desconhece a legislação e o processo legislativo”.

Outras cidades

Pelo menos outros cinco municípios potiguares já aprovaram ou estão com projetos nas câmaras municipais para votar reajustes salariais para vereadores, prefeitos e vices. É o caso de Acari, Angicos, João Câmara, Poço Branco e Guamaré.

Em Acari, a lei que prevê o reajuste foi sancionada pelo prefeito da cidade. Os vereadores passarão a receber R$ 4.500 a partir do próximo mandato, um aumento de 30%. A votação aconteceu ainda no mês de março, antes da suspensão das atividades por causa da pandemia.

Na cidade de Poço Branco, o aumento para os cargos de prefeito, vice, vereador e secretário foi vetado pelo chefe do Executivo local Waldemar de Góis (DEM). O veto foi mantido pela Câmara Municipal da cidade.

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SAÚDE: CONSUMO DE ÁLCOOL AUMENTA NO PERÍODO DO CONFINAMENTO E PREOCUPA AUTORIDADES

Nesta quinta-feira, na coluna SAÚDE temos um assunto de SAÚDE PÚBLICA que preocupa muito as autoridades. É o aumento do consumo de álcool durante o período de confinamento que por tabela causou o aumento da violência doméstica também. Leia o artigo completo a seguir e saiba o que está acontecendo!

Aumento do consumo de álcool preocupa no período de confinamento

 

 

 

 

 

O aumento do consumo de álcool durante o período de isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus é preocupante, alertou, em entrevista à Agência Brasil, a presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead), Renata Brasil Araújo.

Segundo ela, inicialmente, a bebida parece trazer euforia, mas, depois, diminui a ativação do freio do cérebro, chamado de lobo pré-frontal. As pessoas ficam com efeitos de mais sedação, mas um efeito colateral é o aumento da impulsividade. E “ficando sem freio”, pode ocorrer um aumento nos índices de violência, em especial, a doméstica e no número de feminicídios.

“Como essa parte do freio do cérebro não está funcionando muito bem, a pessoa fica mais impulsiva, mais intolerante. Se houver intervenção de alguém da família no sentido de parar de beber, isso por si só já gera um descontentamento e uma reação”, advertiu a presidente da Abead.

Há uma semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também manifestou preocupação com o tema. “O álcool não protege contra a covid-19, o acesso deve ser restrito durante o confinamento” é o título de um artigo que a entidade publicou em sua página na internet.

Renata Brasil Araújo destacou que o crescimento do consumo de álcool acontece em um momento de isolamento, quando o acesso ao tratamento de dependências químicas está mais difícil. Além disso, segundo ela, algumas pessoas que aumentarem o consumo da bebida durante a reclusão poderão manter esse hábito pós-quarentena e, a longo prazo, isso pode vir a se transformar em uma dependência, que tem um componente biopsicossocial.

“Aquelas pessoas que já têm uma vulnerabilidade biológica e uma predisposição genética para o alcoolismo, junto com uma capacidade emocional mais frágil, estão mais suscetíveis a seguirem bebendo após a quarentena e se transformarem em dependentes do álcool, sim”, analisou.

Atendimento on-line

Preocupada com o crescimento do consumo do álcool no país, a Abead lançou a campanha #sejaluz, para mostrar coisas positivas na internet, como os botecos virtuais, e orientando a respeito dos cuidados não apenas com o álcool, mas com o tabaco e outras drogas nessa fase de quarentena. “Porque é algo que a gente, provavelmente, vai pagar um custo para isso” acrescenta Renata Brasil Araújo.

Em outra frente, a Abead montou um trabalho voluntário com psiquiatras associados para atender, gratuitamente, até o próximo dia 26, dependentes químicos e seus familiares, pelas redes sociais. O foco são as pessoas de baixa renda que não teriam acesso a tratamento no curto prazo e que na ação recebem orientação em casa.

O serviço pode ser acessado pelo Facebook ou Instagram da associação, ou pelo número de ‘Whatsapp’: 51-980536208, pelo qual as pessoas podem marcar consulta e recebem o telefone do terapeuta, psicólogo ou psiquiatra. O atendimento é diário, das 8h às 22h.

Alcoolismo

Especializado no tratamento de dependentes químicos, o psiquiatra Jorge Jaber disse que, durante esse momento inédito em que o isolamento é imposto como forma de prevenção de uma doença, “as pessoas passaram a trazer para dentro de casa hábitos que tinham na rua, como o de beber socialmente”. Soma-se, ainda, possíveis dificuldades econômicas e muita ansiedade.

Jaber ressaltou também que, por conta do distanciamento social, muitos dependentes do álcool estão sem o suporte das reuniões presenciais de grupos de apoio, como os Alcoólicos Anônimos. “É importante lembrar a essas pessoas que as reuniões podem ser acompanhadas através do site da organização”, destacou.

Em entrevista à Agência Brasil, o psiquiatra ressaltou ainda que o consumo fora do controle de bebida alcoólica gera enfraquecimento na defesa do corpo, no sistema imunológico, favorecendo assim a contaminação de doenças, como a covid-19.

Violência

A promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Lucia Ilózio, disse que alguns fatores podem agravar a violência doméstica contra a mulher. “Um deles é o consumo exagerado de bebidas alcoólicas. Esse elemento presente, da bebida alcoólica, pode favorecer, sim, uma maior exteriorização dessa violência”, disse.

Lucia Ilózio afirmou que existem outros fatores de risco, mas o consumo de álcool e drogas se destacam. Ela lembra que muitas mulheres, no isolamento social, não conseguem fazer denúncias, gerando assim subnotificações.

No Rio de Janeiro, existem locais de acolhimento às mulheres que sofrem agressões mesmo em tempo de quarentena. Um desses serviços é o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) Chiquinha Gonzaga, que está aberto das 10h às 14h e faz orientação por telefone e o primeiro atendimento mediante agendamento. O número que pode ser acessado é o (21) 99555-2151 ou o e-mail: ceamcg.smasdh@gmail.com.

As delegacias de atendimento à mulher (DEAMs) também estão funcionando e há possibilidade de fazer o registro online. Lúcia Ilózio orienta que a vítima deve narrar a violência que sofreu, indicar testemunhas e apresentar provas, como fotos, ‘print’ de mensagens, documentos, entre outras. O registro pode ser feito na internet.

O Núcleo de Defesa da Mulher Vítima de Violência de Gênero (NUDEM) da Defensoria Pública também segue funcionando pelo número (21) 97226-8267 e no endereço eletrônico: nudem.defensoriaj@gmail.com. O atendimento é feito das 11h às 18h, de segunda a sexta-feira. Após esse horário e aos sábados e domingos, o serviço pode ser acessado pelo telefone de plantão (21 3133-2247) e ‘Whatsapp’ (21 99753-4066) ou pelo endereço plantãodpge@yahoo.com.br.

Devido às restrições de locomoção do plano de emergência para conter a disseminação do coronavírus, as comunicações são feitas por formulário, na internet. Em casos de urgência, pode-se ligar ainda para o número 190, da Polícia Militar.

Fonte: Política em Foco

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UTILIDADE PÚBLICA: ESTUDO DA FIOCRUZ APONTA QUE NÚMERO DE INTERNAÇÕES POR SRAG EM 2020 É O MAIOR DESDE 2010

 

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra um aumento expressivo nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) neste ano no Brasil em comparação com a média dos últimos dez anos.

Esses dados, de acordo com a Fiocruz, infectologistas, epidemiologistas e outros especialistas ouvidos pelo G1, indicam uma subnotificação dos casos da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus Sars-CoV-2.

SRAG, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave, é uma doença respiratória grave que exige internação e é causada por um vírus, seja ele o novo coronavírus, o influenza ou outro. Os casos são relatados pelos hospitais ao Ministério da Saúde, e a Fiocruz consolida e divulga esses dados pela plataforma Infogripe.

Na contagem da Fiocruz até 4 de abril deste ano, o Brasil teve 33,5 mil internações por SRAG, muito acima da média desde 2010, de 3,9 mil casos. Mesmo em 2016, quando houve um surto de H1N1, foram registrados 10,4 mil casos no mesmo período do ano.

“O número de casos está muito alto. Completamente fora do padrão”, afirma Marcelo Gomes, coordenador do Infogripe, da Fiocruz.

Os motivos, segundo ele, são:

  • Há mais hospitalizações em decorrência da Covid-19
  • E a velocidade com que o vírus se espalha é maior que em anos anteriores (há uma “maior rapidez de disseminação”)

Um terceiro fator, diz, é que o sistema da Fiocruz passou a receber um número maior de notificações de hospitais privados. Por isso, a comparação deste ano com os anteriores não é perfeita. Mas, segundo Gomes, mesmo descontando os dados de hospitais privados, a alta seria expressiva.

“Outro fator, cuja contribuição não é tão grande, é o fato de que nos últimos anos quem reportava fundamentalmente era praticamente só a rede pública. E, neste ano, a rede privada também passou a reportar. Mas a contribuição não é tão grande quanto os outros [fatores].”

Os cientistas da Fiocruz listam três motivos que apontam o Sars-Cov-2 como o responsável pelo expressivo crescimento dos casos:

  1. aumento das internações fora da época
  2. idosos como os mais afetados
  3. percentual de testes negativos para outras gripes mais alto

“Não tem nada que justifique o aumento do número de casos de idosos. A gente teve até vacinação antecipada dessas pessoas neste ano. Pode ter certeza que é Covid-19. É provavelmente quase tudo Covid-19. Não tem outra explicação pra isso”, afirma o epidemiologista, infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Antonio Bandeira.

Número de internações por síndromes respiratórias é muito maior neste ano, o que indica uma subnotificação de casos de Covid-19 — Foto: Guilherme Gomes/G1

Número de internações por síndromes respiratórias é muito maior neste ano, o que indica uma subnotificação de casos de Covid-19 — Foto: Guilherme Gomes/G1

Além disso, o último boletim do Ministério da Saúde mostra que há mais de 20 mil casos de SRAG ainda em investigação, aguardando o diagnóstico.

Fora de época

O rápido aumento das internações por problemas respiratórios aconteceu neste ano em uma época em que normalmente não há muitos casos. O normal é que os casos comecem a aumentar junto com o frio, no fim do outono e início do inverno. Não foi o que aconteceu em 2020.

“A chegada da Covid-19 ocorreu durante a estação do ano em que a atividade dos vírus respiratórios é, em geral, baixa”, afirmam os pesquisadores da Fiocruz. “Apenas em 2010 e 2016 a sazonalidade da SRAG ocorreu mais precocemente (no final do verão e outono) na maioria dos estados brasileiros, com predominância do vírus da Influenza A.”

A preocupação dos especialistas é que a situação se agrave no inverno, quando os outros vírus começam a causar internações por SRAG, o que pode causar uma sobrecarga ainda maior ao sistema de saúde.

“O aumento da hospitalização por SRAG tão precocemente em 2020 chama a atenção, uma vez que existe a tendência de aumento de casos entre o outono e o inverno, sobretudo nos estados de maior latitude (mais ao sul)”.

Idosos x crianças

O estudo da Fiocruz foi motivado pelo rápido aumento dos casos sem identificação da doença. Ao analisar os números, os pesquisadores viram que havia uma mudança no perfil dos pacientes. As gripes comuns, registradas nos anos anteriores, afetavam principalmente crianças, com menos de 2 anos.

Já os casos novos são predominantemente de idosos e pessoas com comorbidades, como diabetes, uma característica da Covid-19.

Das internações por SRAG em 2020, 36% foram de idosos, com mais de 60 anos. Já os pacientes com menos de 2 anos responderam por apenas 10% dos casos

Idosos integram principal grupo de risco para Covid-19 e compõem o maior percentual de internados por síndromes respiratórias neste ano — Foto: Helene Santos/SVM

Testes negativos e aguardando resultado

Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores da Fiocruz foi o grande número de testes negativos para outras gripes, como Influenza A, o tipo mais comum. O índice chegou a 91%. Segundo os especialistas, isso indica que o motivo da SRAG é outra doença, nova.

“Chama a atenção a alta negativação dos testes laboratoriais de SRAG na vigilância, tanto historicamente, como em 2020”, afirmam os pesquisadores. “A negativação dos testes alcançou 91%, um nível antes não encontrado.”

Além disso, não há testes disponíveis de Covid-19 para todos os pacientes. E mesmo entre os que foram testados, muitos ainda aguardam o resultado.

Professor mostra ano ‘fora da curva’

O professor de estatística da UFRN Marcus Nunes analisou os dados do Infogripe, da Fiocruz, e fez dois gráficos, mostrando como o número de casos em 2020 está em um patamar muito acima do restante, inclusive 2016, quando houve o surto de H1N1.

Todos os meses, ele escolhe um tema para fazer uma análise estatística e mostrar para seus alunos na faculdade, que também é publicada em seu blog.

O professor diz que viu que não havia testes suficientes no Brasil e resolveu buscar os dados de problemas respiratórios para conferir se havia subnotificação da Covid-19. Depois de analisar os dados do Infogripe, concluiu que essa probabilidade é muito alta. “O gráfico mostra claramente que 2020 é um outlier (fora da curva)”, diz.

Nunes publicou também um site com as curvas para cada estado, mostrando a diferença de número de casos entre cada ano. Em estados como RJ, MG e CE, a discrepância é ainda maior.

Especialistas apontam subnotificação

Antonio Bandeira, epidemiologista, infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, diz que o alto número de internações deixa clara a subnotificação, assim como o perfil das vítimas. “[O fato de ter mais idosos] é por causa do Covid-19. Não tenho nem dúvida.”

“A SRAG é um quadro com maior gravidade respiratória associada a manifestações virais. Ela não vai diferenciar que tipo de vírus é de acordo com os sintomas, não. Ela pode ser causada por qualquer um desses vírus, Influenza, Covid, H1N1. Em tempos normais, sem pandemia, ela geralmente reflete casos de Influenza, porque dentro desses vírus é o mais comum ano a ano. Mas a Covid-19 reproduz um quadro respiratório. Então esse número deve refletir as duas coisa juntas.”

“Não tem como saber sem testes o que é cada um. No início do ano, na Bahia, tinha muito mais Influenza dando nos testes. Agora não. Tem muito mais Covid do que Influenza. Só que como a demanda de Covid ficou muito grande, a gente tem que esperar para mostrar os resultados de tudo isso” , afirma.

Paulo Inácio Prado, que trabalha com biologia quantitativa e é integrante Observatório Covid-19, grupo voluntário de pesquisadores, diz que o estudo da Fiocruz tem uma importância muito grande. “Eles foram os primeiros a perceber que estavam detectando provavelmente os casos de Covid”, diz. “Esses dados confirmam a hipótese da equipe da Fiocruz de que a gente estava tendo um aumento muito importante dos casos de SRAG e que isso se deve muito possivelmente à Covid-19”

“A grande pergunta é por que a gente tem tantos casos ainda não testados, se entre os testados a gente uma taxa de 70% para o Covid?”, questiona. “Acho importante distinguir duas coisas diferentes que afetam esses dados. Uma é o atraso de notificação. Uma parte já aconteceu e vai ser registrado. A segunda é a subnotificação mesmo. Significa que o sistema não está conseguindo notificar todos os casos.”

Tulio Batista Franco, sanitarista da Universidade Federal Fluminense, diz que esse fenômeno da subnotificação é visível no país todo.

“Está muito acima. Como não tem testagem, tem a síndrome respiratória aguda grave, mas a verdade é que a maioria está morrendo de Covid-19”, afirma.

O especialista diz que, como não há a testagem adequada, “cada um fala o que quer”. “Não se está conseguindo dar o diagnóstico correto para as pessoas. Você não tem o teste para se contrapor ao número do governo.”

Sérgio Cimerman, coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia, também diz que o número “não é normal”.

“É por causa da circulação da Covid-19. Porque o coronavírus é mais transmissível e mais contagioso. A gente achava que o H1N1 era muito mais agressivo, e muito pelo contrário.”

Para Patrícia Canto, pneumologista da Escola Nacional de Saúde Pública, com uma notificação baixa, a estimativa da mortalidade da doença também não é real. “Você só está testando os casos graves. Se você tivesse o total, alteraria. Então, com certeza, a taxa de mortalidade cairia se você tivesse uma testagem maior, porque você aumenta o número de pessoas infectadas.”

“Outra coisa é que a gente tem um impacto mais sentido nos profissionais de saúde. Então o profissional de saúde que está acometido da doença, ele precisa do exame para poder retornar ou para manter a sua quarentena. A questão dos testes é fundamental”, diz. “O fato de a gente não testar a população traz pra gente um subdimensionamento dos números. Então se a gente pensa que, cada um desses casos contaminou pelo menos 2, 3 [pessoas], se não forem mais, a gente tem que multiplicar por pelo menos 3 o número de infectados na população.”

Sem saber o número real de infectados, o planejamento dos sistemas de saúde fica prejudicado, segundo ela. “Se a gente consegue avaliar que, em determinados locais, você está com um número maior de casos, você drena melhor os seus sistemas de vigilância e de ações de serviços de saúde e até de equipagem dos dispositivos hospitalares. Você pode enviar médicos. Você acaba sabendo isso pela gravidade dos casos. Se você tivesse uma dosagem mais ampla, uma testagem mais ampla, você talvez pudesse se antecipar à gravidade dos casos e aí você consegue manejar melhor a questão de leitos, de respiradores ou mesmo de profissionais de saúde.”

O que preocupa, segundo a especialista, é o impacto desse quadro. “O problema é, em pouco tempo, os sistemas ficarem sobrecarregados e não termos leitos de UTI e respiradores/ventiladores mecânicos para o grande número de pacientes que se avolumam ao mesmo tempo. Os serviços são estruturados para a população em situações normais, não para situações de pandemia, como estamos vivendo agora. E a gente não pode esquecer que as outras situações continuam acontecendo. As pessoas ainda infartam, as pessoas ainda têm apendicite, as pessoas ainda têm infecções bacterianas. E agora estamos começando a época do ano em que a gente tem as doenças respiratórias sendo mais prevalentes também. Então a gente vai ter uma sobreposição da pandemia, que, por si só, já esgota o nosso sistema de saúde, sobreposta às outras doenças que a gente espera encontrar na população, em especial nessa época do ano.”

“As pessoas ficando mais em casa, a gente tende a protegê-las de exposições a esses vírus respiratórios de um modo geral, tanto que essa é uma das principais estratégias no combate a essa pandemia. Com isso, você reduz, por exemplo, essa transmissão para crianças. As crianças não estão indo às escolas, não estão indo às creches. Com isso, você tende a diminuir essas infecções respiratórias”, afirma.

“Uma outra coisa que a gente espera, seguindo o perfil dos outros países que nos antecederam à pandemia, é que as condições mais graves da doença da Covid 19 aconteçam nas pessoas com comorbidades e com idades mais elevadas, com pacientes acima de 60 anos, aumentando essa internação, então, nessas faixas etárias. Isso tem a ver com o perfil da doença, e a redução de infecção nas crianças muito provavelmente tem relação com o fato de elas estarem mais em casa”, diz Patrícia.

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