OPINIÃO: O CLARIVIDENTE GUILHERME FIUZA ANTECIPA A POLÍTICA EM 2020

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Na coluna OPINIÃO desta quarta-feira trago mais um Boletim Coppolla, com o sarcástico jornalista Guilherme Fiuza fazendo troça da “moderna tendência do noticiário de fazer a realidade” insignificante. Coppola comenta o seguinte: Já que o jornalismo anda tão desapegado dos fatos, antecipar o futuro em alguns meses parece coerente com um ambiente midiático cada vez mais descolado da narração e atolado na narrativa. O texto do consagrado escritor, além de espirituoso e politicamente incorreto, é um convite à reflexão sobre o viés da (des)informação que alcança o grande público.

FURO DE REPORTAGEM: RETROSPECTIVA 2020

Guilherme Fiuza, jornalista “vidente”e autor best seller. Foto de acervo.

Num furo de reportagem que fura todas as previsões furadas, antecipamos com exclusividade a retrospectiva deste ano que mal começou. Pela primeira vez na história do jornalismo brasileiro, os principais acontecimentos do ano na política serão revelados com antecedência, consolidando a moderna tendência do noticiário de fazer a realidade se recolher à sua insignificância.

Veja a seguir como foi 2020:

Em janeiro você já sabe: o Fórum Econômico de Davos, também conhecido como Davos Fashion Week, foi um belíssimo desfile dos democratas de Instagram preocupadíssimos com a Terra – essa grife de ponta destinada a perfumar reputações medíocres e ONGs gulosas (em se panfletando tudo dá). Paulo Guedes foi lá explicar como se reconstrói uma sociedade esfolada pelo populismo, mas as manchetes destacaram o barraco ecológico que o zelador de girafas Al Gore armou para cima do ministro brasileiro. Muito mais importante.

Em fevereiro o presidente Bolsonaro afrontou a instituição do Carnaval por se recusar a desfilar no Sambódromo cantando a nova marchinha infantil de Caetano Veloso e Daniela Mercury contra o fascismo imaginário. A OAB denunciou o presidente ao STF por crime de responsabilidade – apontando o flagrante descumprimento do artigo 1º da Constituição: “Puxar incondicionalmente o saco das divas da MPB”.

Em maio os mortadelas foram às ruas e queimaram pneus contra o plano do governo Bolsonaro de transformar as universidades brasileiras em filiais do McDonald’s – conforme revelado pela Folha. Em comício emocionante, o ex-ministro da Educação e ex-suplente de presidiário, Fernando Haddad, prometeu que Lula será preso de novo para o Brasil voltar a ser feliz com a campanha Lula Livre.

Em julho a diplomacia brasileira teve sua grande derrota. Ela aconteceu nos Jogos Olímpicos do Japão, onde os Estados Unidos obtiveram muito mais medalhas que o Brasil – numa prova irrefutável de que Donald Trump traiu Bolsonaro. Batendo novo recorde olímpico, o noticiário sustentou essa tese por mais de 24 horas – mostrando que o bom jornalismo não se faz sem coragem e desinibição.

Em agosto o governo fascista do Brasil voltou a queimar a Amazônia, que tinha sido toda replantada por Leonardo DiCaprio, Armínio Fraga e Emmanuel Macron. Em setembro, na Assembleia Geral da ONU, Paulo Coelho declarou que não volta ao Brasil enquanto Bolsonaro for presidente – e enquanto qualquer outro for presidente, porque na Suíça tá tudo ótimo. Fernando Henrique aplaudiu de pé ao lado do embaixador Alexandre Frota.

Em outubro, os candidatos a prefeito que defenderam as reformas de Paulo Guedes e o pacote anticrime de Sergio Moro foram beneficiados por um golpe do WhatsApp, segundo o DataLula. Já os candidatos que defenderam o legado delinquente do Lula fizeram campanhas impecáveis.

Assim foi 2020. Deu para entender? Então não perca tempo: faça você mesmo a retrospectiva de 2021 – e revele com exclusividade antes do final de 2020. Quem sabe faz a hora.

Guilherme Fiuza (@GFiuza_Oficial)
Escritor best seller e jornalista

Fonte:

Caio Coppolla
Editor do Boletim e comentarista político

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