NO ÚLTIMO DEBATE NOS EUA OS ASSUNTOS DOMINATES FORAM RACISMO E POLÍTICA EXTERNA

 

Racismo e política externa dominam último debate nos EUA

Com mudança de regra, Donald Trump e Joe Biden fazem debate menos caótico, mas mantêm os ataques pessoais e as trocas de acusações

INTERNACIONAL

Do R7

Debate entre os candidatos Donald Trump e Joe Biden

Morry Gash/Pool via REUTERS/22-10-2020

O segundo e último debate entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos ocorreu de forma mais civilizada após mudanças de regras. Donald Trump (Republicano) e Joe Biden (Democrata) debateram nesta quinta-feira (22) durante uma hora e meia na Universidade Belmont, na cidade de Nashville, no estado do Tennessee.

Se o primeiro debate foi marcado por interrupções e ofensas que atrapalharam as explicações e o entendimento das propostas, desta vez a organização decidiu que os microfones seriam desligados enquanto os candidatos estivessem respondendo às questões feitas pela mediadora Kristen Welker, jornalista do canal NBC News. Os dois candidatos deveriam ter se enfrentado em três debates, mas o segundo evento foi cancelado após Donald Trump ser diagnosticado com covid-19 e não aceitar um debate virtual, como foi proposto pela organização.

PANDEMIA DE CORONAVÍRUS

Assim como ocorreu no primeiro encontro, o combate à pandemia do coronavírus abriu o debate. Donald Trump afirmou que teve que fechar a economia para lutar contra o vírus chinês, que o mundo inteiro foi afetado, houve surtos em vários estados do país, mas que eles acabaram. O presidente disse que uma vacina está quase pronta e deve ser anunciada em algumas semanas e que foi parabenizado por vários chefes de estado pelo que fez no combate à pandemia. O presidente também reafirmou que a culpa da pandemia é da China e fez o que era possível para evitar que dois milhões de norte-americanos morressem. Segundo Trump, as empresas Moderna e Johnson & Johnson estão próximas de entregar a vacina. Mais uma vez, o presidente disse que agiu certo ao fechar fronteiras com outros países mesmo sendo acusado de xenófobo por Joe Biden. Trump lembro que o candidato democrata era vice-presidente na época da gripe aviária e não lidou bem com a situação. O candidato à reeleição usou a situação da cidade de Nova York para defender a reabertura da economia mesmo com o alto número de casos e mortes na cidade. Questionado sobre as críticas ao infectologista da Casa Branca, Anthony Fauci, o presidente afirmou que ele defendeu que não era preciso usar máscara no começo da pandemia e que respeita o médico.

Joe Biden repetiu as críticas que tem feito ao presidente sobre o combate à pandemia, lembrou que 220 mil norte-americanos morreram em decorrência do coronavírus, afirmou que Trump é o responsável pela situação nos EUA e o acusou de não ter um plano para controlar a pandemia. O candidato democrata disse que Trump foi ‘absolutamente trágico’ ao lidar com a pandemia e defendeu que devem ser feitos mais testes em todo o país para que a economia consiga se recuperar e as escolas possam ser reabertas. Biden disse que Trump não foi transparente em relação à gravidade da situação e não agiu para impedir a propagação da doença. Biden também afirmou que Trump é xenófobo, mas essa acusação foi feita por outras atitudes, e não pelo fechamento da fronteira.

SEGURANÇA NACIONAL

Questionado sobre a possível influência da Rússia e do Irã nas eleições, Biden afirmou que qualquer país que interfira nas eleições dos EUA precisa ‘pagar o preço’, que na última eleição, China e Rússia interferiram no pleito. O candidato democrata afirmou que Trump não fez nada em relação ao caso, que o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, é usado pela Rússia para defender os interesses do país europeu. Biden também afirmou que Trump tem uma conta secreta na China e se defendeu das acuações de que recebeu dinheiro da Rússia e da Ucrânia quando foi vice-presidente. O candidato democrata afirmou que liberou todas as declarações de imposto de renda, enquanto Trump esconde porque tem recebido dinheiro da China nos últimos anos. O vice-presidente afirmou que o trabalho do filho na Ucrânia não teve nada de errado.

Já Donald Trump afirmou que a família Biden recebeu 3,5 milhões de dólares da Rússia e que foi duro com os russos em termos de sanções nos últimos quatro anos.  O presidente disse que pagou milhões de dólares em impostos nos últimos anos, ao contrário do que foi revelado por reportagem do jornal The New York Times de que pagou apenas 750 dólares em impostos em 2016. O presidente afirmou que a campanha dele sofreu espionagem na última eleição e que é perseguido pelo FBI e pela Receita Federal do país, mas não encontraram nada de irregular. Sobre a acusação de ter conta na China, Trump afirmou que tem contas bancárias em vários países porque é um homem de negócios, que a conta na China foi aberta em 2013, mas a fechou em 2015, que ao contrário de Biden, não tirou proveito do seu mandato.

RELAÇÃO COM A COREIA DO NORTE

Ainda no tema sobre a política externa dos EUA, Trump afirmou que quando encontrou com Barack Obama, o ex-presidente disse que o maior problema dos EUA era a Coreia do Norte, que haveria uma guerra em breve, mas que isso não ocorreu, pois tem uma ótima relação com Kim Jong-Un. Biden disse que irá controlar a Coreia do Norte para que o país asiático não prejudique os EUA, que Trump chama o ditador de amigo, mas Kim Jong-Un é um ‘marginal’ e que um encontro com o líder só será realizado se encerrar o programa nucler. 

FAMÍLIAS NORTE-AMERICANAS

Outro tema sensível entre os dois candidatos e que desperta muita atenção da população, o programa Obamacare foi atacado por Donald Trump. O presidente reafirmou que o programa é ruim e que é preciso acabar com ele. O presidente disse que Biden foi vice-presidente por oito anos e não garantiu seguro de saúde para todos. Questionado sobre a dificuldade de aprovar programas emergenciais durante a pandemia, Trump acusou a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, de impedir que os pacotes de emergência fossem aprovados por motivos eleitorais. Sobre a situação de imigrantes e os filhos que foram separados dos pais, Trump afirmou que as fronteiras estão mais seguras, que as pessoas que levam os imigrantes para os EUA colocaram crianças em jaulas. Biden defendeu o Obamacare, disse que não irá mexer nos planos de saúde privados, que ter acesso à saúde é um direito de todos, e não um plano socialista, como acusa Donald Trump. Biden afirmou que colocar crianças em jaulas e separar dos pais é criminoso e viola os direitos humanos. O candidato também prometeu conceder cidadania para 11 milhões de imigrantes em situação ilegal no país, além de aumentar em 15 dólares o salário mínimo.

QUESTÃO RACIAL

Os protestos contra a morte de negros e a violência policial foi um dos pontos que causou maior discussão entre os candidatos. Biden afirmou que existe um racismo estrutural nos Estados Unidos, que tem um plano que irá facilitar que os negros possam fazer faculdade e tenham ajuda para abrir os próprios negócios. O candidato democrata acusou Trump de ser o presidente mais racista da história dos EUA e de ter ligação com grupos de supremacistas brancos. Biden também disse que irá fazer uma reforma no sistema penal do país. Donald Trump disse que nenhum presidente fez mais pela comunidade negra do que ele, citou que Biden votou num pacote anticrime quando era senador que levou milhões de pessoas para a cadeia e poderia ter feito uma reforma no sistema penal quando era vice-presidente.

MUDANÇA CLIMÁTICA

Questionado sobre a forma como lidou com os problemas causados pelas mudanças climáticas, Trump afirmou que os EUA têm a menor emissão de dióxido de carbono dos últimos 35 anos, citou a poluição na China, Rússia e Índia e defendeu a saída do Acordo de Paris. O presidente afirmou que o adversário é a favor de um plano que vai destruir a indústria do petróleo. Biden disse que é preciso controlar a emissão de poluentes, que mais quatro anos de Trump pode ter um efeito irreversível no clima, que vai incentivar o uso de energia limpa e ao mesmo tempo criará milhões de empregos. O candidato também afirmou que irá colocar o país novamente no Acordo de Paris e irá fazer a China cumprir os acordos internacionais sobre o meio ambiente.

LIDERANÇA

Na última parte do debate, a mediador questionou o que os candidatos irão falar ao povo dos Estados Unidos se forem eleitos Trump afirmou que se for reeleito, irá colocar o país no mesmo caminho que estava antes da ‘praga chinesa’, com crescimento da economia e criação de empregos. Biden disse que se for eleito, será presidente de todos os norte-americanos, que irá ouvir a ciência, vai combater o racismo e fará a economia crescer.

 

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APÓS RENÚNCIA DE EVO MORALES, COMO SERÁ O PRIMEIRO PLEITO NA BOLÍVIA?

Eleições na Bolívia: como será o primeiro pleito após renúncia de Evo Morales?

Sob acusações de fraudes, o ex-presidente deixou o cargo, mas análises posteriores concluíram que auditoria da OEA que colocou a votação em questão estava incorreto. Agora, o partido de Morales chega às novas eleições como favorito

INTERNACIONAL

por 

BBC NEWS BRASIL

A Bolivia teve muitos protestos populares no último ano

Getty Images

Era quase meia-noite de 20 de outubro de 2019, data em que foram realizadas as últimas eleições nacionais da Bolívia, e o país ainda não sabia se Evo Morales permaneceria na Presidência.

Um ano depois do cancelamento daquela polêmica eleição, os bolivianos voltam às urnas neste domingo para decidir quem será o primeiro presidente eleito após os quase 14 anos de governo de Morales e após o mandato interino de Jeanine Áñez.

Morales renunciou em 10 de novembro em meio a uma mobilização social que, somada ao motim de grande parte dos policiais bolivianos e ao pedido de renúncia feito pelas Forças Armadas, acabou por destituí-lo do poder.

Depois um ano marcado pela pandemia do coronavírus, as eleições deste domingo chegam com o partido fundado por Morales, o Movimento pelo Socialismo (MAS), como favorito nas pesquisas, com o candidato Luis Arce Catacora.

Catacora foi Ministro da Economia e Finanças de Morales por quase todo seu mandato (exceto por dois anos devido ao câncer) e lidera as intenções de voto, mas em uma situação bem diferente da época em que a vitória do MAS era garantida com mais de 60% dos votos.

As pesquisas de opinião na Bolívia colocam em segundo lugar Carlos Mesa, ex-presidente e jornalista que, desde 2019, se tornou o maior adversário do MAS. E em terceiro lugar vem Luis Fernando Camacho, conhecido como o “Bolsonaro boliviano” e um dos líderes da revolta que contribuiu para a queda de Morales.

O que aconteceu nas últimas eleições?

Morales renunciou à presidência 21 dias após as eleições do ano passado, em meio a uma onda de protestos de rua acusando-o de fraudes eleitorais.

Uma auditoria realizada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou que havia ocorrido irregularidades nas votações e que os resultados não eram confiáveis.

No entanto, a OEA não constatou ocorrência de fraudes, e diversos estudos acadêmicos em 2020 analisaram o método utilizado pela entidade e chegaram à conclusão que as análises da organização estavam incorretas.

No entanto, a auditoria da OEA continua sendo um dos principais argumentos dos detratores de Morales que o acusam de trapacear nas eleições de 2019.

Uma missão de observadores da União Europeia chegou a propor a realização de um segundo turno. Ambos os eventos multiplicaram a suscetibilidade e a crise política da época.

Em 10 de novembro, horas depois dos resultados preliminares dessa auditoria da OEA, Morales renunciou à Presidência, denunciando ter sido vítima de um golpe.

Dois dias depois, Jeanine Áñez assumiu, e sua posse foi endossada pelo Tribunal Constitucional da Bolívia. Menos de 48 horas após a saudação do Palácio do Governo, ela disse à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, que seu principal objetivo era convocar novas eleições e que não concorreria nelas.

Porém, em janeiro deste ano, ela tomou uma decisão contrária e decidiu ser candidata, em uma época em que as pesquisas lhe davam altos índices de aprovação.

Áñez acabou renunciando à candidatura no final de setembro, diante do seu fraco desempenho nas pesquisas. Ela disse ter feito isso para que “Evo não voltasse”.

Decisão semelhante foi tomada por dois outros partidos políticos que retiraram suas candidaturas menos de duas semanas antes das eleições.

Durante o governo de transição, foram tomadas decisões que iam além do restabelecimento de um mandato constitucional. Por exemplo, grande parte do serviço diplomático foi alterado, e as relações com países como Cuba e Venezuela foram rompidas.

E as mudanças dos titulares de cargos governamentais foram constantes e não foram livres de escândalos de corrupção.

Foi golpe ou não foi golpe?

Desde a renúncia de Morales, a controvérsia sobre se sua saída foi um golpe ou não está no centro da polarização política no país.

“Golpe” é uma das palavras que o ex-presidente repete com insistência, e seus seguidores o apoiam. Morales agora está na Argentina, depois de ter ido inicialmente para o México e passado por Cuba.

Morales foi encurralado a tal ponto que o anúncio de sua renúncia foi feito no Chapare (centro da Bolívia), onde sempre foi invencível nas urnas.

Com milhares de seus seguidores em estado de alerta, ele afirmou que a Polícia e os militares o abandonaram e garantiu que o golpe contra ele tinha sido bem sucedido.

Poucos dias antes houve um grande motim policial, e nas horas antes de sua queda as Forças Armadas “sugeriram” que ele se afastasse.

A maior central sindical do país também pediu sua renúncia, e os protestos contra ele se mantiveram intensos por três semanas, deixando cidades como La Paz e Santa Cruz paralisadas.

Sebastián Michel, ex-vice-ministro de Morales e agora porta-voz da campanha de Catacora, enumera diferentes razões que ele diz terem resultado no sucesso do que ele chama de golpe contra o ex-presidente.

“Foi uma conspiração política em que subornos foram feitos a comandantes das Forças Armadas e da Polícia Nacional. Não é um golpe de todos os militares, mas de alguns comandantes”, disse ele à BBC News Mundo.

Michel acredita que o ocorrido causou uma perda significativa da legitimidade dos militares perante a sociedade boliviana e que por isso “são repudiados na rua”.

“Um elemento central é que as Forças Armadas não podem pedir a renúncia de um governo. É o mesmo que se você estivesse na rua e um ladrão com uma arma se aproximasse de você e pedisse sua carteira. Quando você a entrega, não é uma transferência voluntária, ele está roubando você”, acrescenta.

O porta-voz inclui entre seus argumentos a polêmica sucessão presidencial que levou Áñez ao poder e as mortes ocorridas nos dias após a renúncia de Morales, que ainda não foram esclarecidas.

‘Recuperação da democracia’

Muito diferente da leitura do porta-voz do partido de Evo Morales é a opinião de Javier Issa, atual vice-ministro do Regime do Interior da Bolívia.

“A sucessão foi constitucional. Em nenhum momento houve golpe. Há renúncias expressas do ex-presidente, do ex-vice-presidente e do ex-presidente do Senado”, diz à BBC News Mundo.

Issa acrescenta que o que aconteceu há um ano foi um ato de “recuperação da democracia”, já que, diz ele, o MAS havia “criado um esquema para governar por muito mais tempo”.

“Não havia independência de poderes quando o senhor Morales era presidente. Todos os poderes e instituições estavam a serviço do caudilho”, afirma.

Issa afirma que durante os 14 anos de governo de Evo, foram “montados” processos contra todos os adversários políticos. “Eles judicializaram a política”, conclui.

Violência

Mais de vinte pessoas morreram nos conflitos sociais que eclodiram após a renúncia de Morales, e o governo Áñez é questionado por isso.

Também ocorreram pelo menos duas mortes antes da renúncia do ex-presidente, mas os organismos internacionais observam uma diferença: as forças de segurança do Estado participaram dos eventos subsequentes.

“Há fortes indícios de uso excessivo e desproporcional da força dos militares e da polícia. Por isso, nosso apelo é esclarecer esses fatos”, disse María José Veramendi, pesquisadora da Anistia Internacional para a América do Sul.

A especialista coordenou uma equipe que fez trabalho de campo junto aos familiares das vítimas, autoridades judiciárias e governamentais. Ela aponta que um decreto presidencial que na época isentava as Forças Armadas de responsabilidade criminal é “uma violação de direito internacional”.

“Infelizmente, no período em que vigorou, ocorreram as mortes”, acrescenta.

Veramendi lembra, no entanto, que também durante o mandato de Morales e seus antecessores também ocorreram violações de direitos humanos.

“Todos devem ser investigados e punidos. Em nosso relatório, afirmamos expressamente que certas ações ocorreram antes das eleições de 20 de outubro de 2019. Por isso, a crise de impunidade no país deve ser enfrentada”, afirma.

E o coronavírus?

Menos de cinco meses depois do terremoto político que atingiu a Bolívia, o coronavírus chegou ao país e mudou tudo.

As eleições para escolher o sucessor de Morales aconteceriam no início de maio, depois foram adiadas para agosto e, finalmente, serão realizadas em 18 de outubro de 2020.

A quarentena e as restrições para evitar contágios significaram um golpe terrível para a economia do país e para a situação financeira dos bolivianos.

A principal reivindicação dos apoiadores de Morales era a realização das eleições o mais rápido possível para “redirecionar o país”. Mas, com a covid-19, a batalha política se concentrou nas responsabilidades pela emergência sanitária.

A atual governo diz que Morales deixou uma herança de pouco investimento em saúde, enquanto apoiadores do ex-presidente dizem que governo Áñez está sendo incompetente no enfrentamento da crise de saúde e da crise econômica.

E agora?

Morales não deixou de ser uma referência na política boliviana e sua influência está longe de desaparecer.

Em uma de suas falas públicas mais recente, ele afirmou que, se seu partido vencer as eleições, “no dia seguinte” ele estará de volta à Bolívia.

Porém, vários dirigentes sindicais e agricultores que acreditam que é hora de virar a página e construir novas lideranças.

Mesmo o candidato de seu partido repete que será ele quem governará a Bolívia em caso de vitória, e não o ex-presidente.

Fonte: R7

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ALEGANDO INCÊNCIA, SARKOZY ENFRENTA NOVAS ACUSAÇÕES NA JUSTIÇA

Ex-presidente francês Sarkozy enfrenta novas acusações na Justiça

Nicolas Sarkozy, que voltou a alegar inocência em sua página de Facebook, agora foi indiciado por ‘conspiração’ e financiamento ilegal de campanha

INTERNACIONAL

por 

Reuters

 

Nicolas Sarkozy foi indiciado por conspiração e financiamento ilegal de campanha

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy está enfrentando novas acusações na Justiça devido ao suposto financiamento irregular de sua bem-sucedida campanha eleitoral de 2007, informou o escritório do procurador de assuntos financeiros nesta sexta-feira (16), confirmando uma reportagem anterior da Mediapart.

Sarkozy, que voltou a alegar inocência em sua página de Facebook, agora foi indiciado por “conspiração” devido a um suposto financiamento ilícito para sua campanha.

Em 2018, Sarkozy, que foi presidente da França entre 2007 e 2012, foi indiciado por financiamento ilegal e corrupção passiva.

“Depois de quatro dias de interrogatório, durante o qual respondi todas as perguntas que me fizeram… minha inocência voltou a ser desconsiderada por uma decisão que não apresenta nenhum indicio de qualquer financiamento ilegal”, disse ele na rede social.

Sarkozy, que se diz vítima de um complô, é o segundo ex-presidente francês a ir a julgamento — o primeiro foi o falecido Jacques Chirac.

Fonte: R7

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POLÍTICA: A IMPRENSA NACIONAL DESTA SEXTA FEIRA DESTACA GRAVES ACUSAÇÕES DE ENRIQUECIMENTO ILÍCITO DE ROGÉRIO MARINHO

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CONTINUA UM MISTÉRIO NA ESPANHA O PARADEIRO DO REI EMÉRITO JUAN CARLOS

Paradeiro do rei emérito Juan Carlos continua um mistério na Espanha

Há mais de uma semana, o antigo monarca deixou o país para se distanciar de acusações de fraude; países em quatro continentes já foram especulados

INTERNACIONAL

Da EFE

 

Felipe VI, de férias com a família em Mallorca, ainda não se pronunciou sobre o pai

Há mais de uma semana, as informações e especulações sobre o possível paradeiro do rei emérito Juan Carlos I, ainda desconhecido publicamente, não param na Espanha. No último dia 3, ele anunciou que iria morar fora do país por tempo indeterminado, após ter o nome envolvido em um escândalo financeiro.

De qualquer maneira, sua segurança “interessa ao Estado espanhol”, afirmou nesta segunda-feira (10) o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlasja, durante uma visita oficial na Argélia, ao ser questionado pela imprensa local. Ele não deu mais detalhes sobre essa questão.

O antigo monarca comunicou a seu filho, o rei Felipe VI, a “decisão ponderada” de deixar a Espanha diante da repercussão pública de “certos acontecimentos passados” de sua privada (em referência a negócios nebulosos), informou a casa real espanhola na semana passada.

Segundo um comunicado de seu advogado, Javier Sancher Junco, Juan Carlos permanece à disposição da promotoria espanhola para qualquer trâmite ou questionamento que seja necessário.

O rei emérito teria conversado com diversos amigos, aos quais comentou que sua saída da Espanha era um “parênteses”, deixando em aberto a possibilidade de que seja apenas uma saída temporária.

O silêncio da família real

Em meio a muita expectativa, o rei Felipe VI iniciou na segunda, na cidade de Palma, onde passa férias com sua família, sua agenda institucional de audiências com autoridades regionais das ilhas Baleares, no Mediterrâneo.

É a primeira atividade oficial do rei depois que recebeu, na última quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Francisco Bustillo, no Palácio da Zarzuela, em Madri.

Mesmo assim, nada do que foi comunicado sobre as reuniões aponta para possíveis comentários sobre a partida do pai, onde ele se encontra ou onde irá morar. A presidente das Baleares, Francina Armengol, logo esclareceu que isso não foi tema da reunião.

“Toda minha preocupação é com os cidadãos das ilhas Baleares. Sobre o resto, as explicações devem ser dadas pela casa real, não por mim”, disse ela à imprensa após a audiência, na qual abordou a “complicada” situação sócioeconômica das ilhas por conta da pandemia do novo coronavírus.

Também na segunda, Felipe VI, a rainha Letícia e suas duas filhas visitaram, na ilha de Mallorca, o museu que fica na casa onde nasceu, no século 18, o missionário espanhol frei Junipero Serra, cuja estátua na cidade de São Francisco foi derrubada durante os recentes protestos contra o racismo nos EUA.

Europa, América, Ásia ou Oceania?

Portugal, República Dominicana, Emirados Árabes, Nova Zelândia, entre outros, são os destinos ou lugares onde Juan Carlos teria passado que são mencionados com maior insistência pela imprensa espanhola nos últimos dias, às vezes com grande destaque informativo e gráfico.

O certo é que, desde que ele deixou o palácio de Zarzuela, a casa real não confirmou e nem tampouco desmentiu nenhuma dessas informações, nem parece ter intenção de fazê-lo. Considera que é o rei emérito que deve decidir se tornará público seu destino e quando irá revelar.

O Governo espanhol não deu pistas sobre o seu paradeiro, mas presume-se que tanto o seu presidente, o socialista Pedro Sánchez, como outros membros do gabinete sabem.

Felipe VI vai receber Sánchez nesta quarta-feira, no tradicional despacho de verão em Palma entre o chefe de Estado e o do governo, e a situação do rei emérito, será presumivelmente um dos assuntos que serão abordados, além das graves consequências da covid-19 na Espanha, onde os contágios aumentaram.

Debate monarquia x república

A saída de Juan Carlos I da Espanha desencadeou também um novo atrito na coalizão que forma o governo espanhol, já que os representantes do partido Unidas Podemos e seu líder Pabli Iglesias, criticaram Sánchez por não informá-los previamente sobre o que, segundo eles, seria uma fuga do rei emérito para sair do alcance da Justiça.

A ocasião também foi aproveitada por partidos de esquerda e pelo movimento pela independência da Catalunha para retomar as críticas contra a monarquia e pedir um referendo sobre a forma de governo.

Segundo uma resolução aprovada na última sexta-feira pela maioria separatista do Parlamento regional catalão, a “Catalunha é republicano e, portanto, não reconhece e nem quer ter um rei”.

Não é o caso do Partido Socialista de Sánchez, que considera “adequada” a medida de Felipe VI de se distanciar do pai e apoia a atual monarquia parlamentar constitucional.

O jornal espanhol La Razón publicou na segunda-feira uma pesquisa que mostra que 54,8% dos espanhóis apoiam a monarquia, diante de 38,5% que preferem que o país seja uma república. Para 71,3%, é aceitável ou muito aceitável que o rei emérito more no exterior.

Em outro levantamento, o jornal El Mundo publicou no domingo que 67.2%, mais de dois terços da população, consideram “importante” ou “muito importante” o papel institucional de Juan Carlos I na transição para a democracia após o fim da ditadura franquista. Mesmo assim, 80,3% acham que ele deve responder na Justiça pelos possíveis crimes fiscais.

Fonte: R7

 

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