SECRETÁRIO DA CULTURA AFIRMOU QUE SUA PERMANÊNCIA NO CARGO É UMA DECISÃO EXCLUSIVA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Meu chefe que manda. Farei o que comandar”, diz Mario Frias sobre permanência na pasta

Sob críticas por gastos no exterior, secretário nacional da Cultura afirmou à CNN que não tem planos além de ajudar o presidente Jair Bolsonaro

Gustavo Uribe

Basília Rodrigues

da CNN

Brasília

Secretário especial da Cultura, Mario FriasSecretário especial da Cultura, Mario FriasMarcello Casal Jr/Agência Brasil

O secretário nacional da Cultura, Mario Frias, disse nesta quinta-feira (17) à CNN que a sua permanência no cargo é uma decisão exclusiva do presidente Jair Bolsonaro.

O ator tem sofrido críticas nas redes sociais por gastos feitos em viagem de trabalho aos Estados Unidos, no ano passado. Após a repercussão negativa, o secretário nacional não fez parte da comitiva do presidente ao leste europeu.

“O meu chefe que decide”, afirmou Frias. “O meu chefe que manda. Farei o que comandar”, acrescentou, ressaltando que não tem planos “além de ajudar” o presidente.

O Ministério Público solicitou na sexta-feira (11) que o Tribunal de Contas da União apure os gastos de mais de R$ 39 mil da viagem do secretário nacional.

De acordo com os registros na agenda da Secretaria Especial de Cultura, durante a viagem Mario Frias se encontrou com o empresário Bruno Garcia, o lutador de jiu-jitsu Renzo Gracie e com dois produtores da Broadway, tradicional indústria americana de teatro musical.

Em conversa com a CNN, Frias afirmou que segue atuando na pasta todos os dias, “às vezes à noite também”.

Os gastos públicos durante a viagem causaram desgaste também na imagem do secretário junto a assessores do governo, mas auxiliares palacianos não acreditam em uma saída dele em fevereiro.

Eles destacam que Frias é muito próximo dos filhos do presidente, o que poderia lhe garantir a permanência no cargo, e lembram da pretensão do secretário de sair candidato a deputado federal neste ano.

Caso seja candidato, Frias terá de se desincompatibilizar da função até o final de março, por isso, dizem assessores palacianos, não faria sentido uma saída neste momento se ele poderia deixar o posto daqui a um mês.

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