REFLEXÃO: NINGUÉM PRECISA DE UM JURI

Nesta segunda-feira vamos refletir juntos com Beth Michepud na nossa coluna REFLEXÃO acerca de “Julgamento”. Há dois mil anos disse Jesus: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós.” Mas parece que as pessoas não entenderam o que foi dito e continuam julgando uns aos outros até nossos dias!

Ninguém precisa de um juri

 em SETEMBRO 22, 2019

 

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Parece que estamos vivendo num enorme tribunal onde somos réus e juízes ao mesmo tempo. As pessoas julgam tudo. Aparência física, religião, modo de vida, opiniões sobre todos os assuntos, enfim, não há limites. Só que em todo julgamento vem embutido um preconceito. Repare nisso!

Proponho uma brincadeira que na verdade é um exercício: escolha um dia da semana e se disponha a vigiar seus pensamentos e não formular opinião alguma sobre o que vê, o que lê e o que ouve. Talvez você vá rir sozinho ao perceber com que facilidade formamos uma opinião de forma imediata.

Se você “se pegar” julgando (e é quase certeza que vai acontecer em algum momento), apenas se pergunte: “com base em quê eu estou sentenciando isto?” . Este é o momento em que você vai perceber o preconceito e pode ser uma boa hora para eliminar este hábito tão nocivo e desnecessário.

O texto de Bruna Rafaele  nos inspira a perceber que para vivermos melhor, nem sempre é favorável darmos nossa opinião sobre os outros.

“Parece que viemos ao mundo para ter um julgamento sobre tudo, ou o que as pessoas chamam de “ter uma opinião formada sobre tudo”. Mas será mesmo que é isso? Será que a sua opinião deve ser dada sem que as pessoas lhe peçam, ou isso é uma intromissão e uma grande falta de educação da sua parte, de não respeitar o limite da vida alheia, o limite do outro de ser e de fazer o que ele quer?

Bom, o que proponho é uma reflexão sobre como viver melhor com as pessoas, sem se incomodar com a presença ou as atitudes do outro. Já parou para perceber que quando você tenta impor o seu julgamento sobre tudo e todos, geralmente age com preconceito? Muitas vezes, as pessoas nem mesmo procuram se informar antes a respeito do assunto e, já “atiram a primeira pedra”, criticando e criando um incômodo desnecessário.

Críticas são sempre bem-vindas se elas são construtivas, e posicionadas no momento certo e solicitadas, ou seja, quando a pessoa se abre para você e pede um conselho sobre algo. Assim, ela demonstra que você pode ter algo a lhe dizer, que seja útil para vida dela. Então, nesse momento, tente ser o mais neutro possível sobre o assunto e não crie mais caos. Tente ajudar de forma branda, mostrando que há sempre uma outra maneira de resolver qualquer problema sem desespero ou angústia.

O problema é entender que fazemos o nosso julgamento muito mais intensamente e frequentemente com pessoas mais próximas, o que é péssimo, porque não aceitamos que elas errem. Temos em mente que nossos familiares devem ser perfeitos, mas onde encontramos a tal perfeição? Em nós? Em alguém? Em ninguém, não é verdade?

Porque somos humanos e cometemos falhas o tempo todo mesmo. Muitas vezes, ao julgar as pessoas ou querer que elas sigam nossa própria filosofia de vida, nos comportamos como crianças mimadas, que querem coisas que não existem no mundo real. Já reparou?

Livrar-se desse lado mimado é complicado, porque é preciso entender que, geralmente, é você quem está errado e incomodando os outros ao redor. É difícil notar quando você pode guardar a sua opinião para si e, principalmente, evitar falar mal das pessoas por trás delas julgando-as porque elas “não são do jeito que você quer”. Isso é tão pequeno, não é?

Vamos pensar em crescer como humanos e ter maturidade emocional. Podemos experimentar nos colocar na posição da pessoa que vai ouvir nosso julgamento, ouvir com atenção o que a pessoa diz, e buscar não dar respostas prontas. Afinal, quem precisa encontrar a solução do problema é ela, não você.

Alimentar o ciclo de julgamento ao seu redor só vai gerar para a sua vida julgamentos sobre o seu modo de ser. Muitas vezes, isso pode gerar conflitos. Então, quebre essa rotina e tente levar a vida mais leve, sem ter a responsabilidade de controlar a vida alheia, nem ter alguém controlando a sua.”

Luz e Paz !

Fonte: Sabedoria Universal

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