Por G1 PA — Belém

 

Equipes fazem buscas por vítimas de queda de ponte na Alça Viária, no Pará

Equipes fazem buscas por vítimas de queda de ponte na Alça Viária, no Pará

Foram interrompidos por volta das 18h20, os trabalhos de buscas pelas possíveis vítimas da queda da terceira ponte da Alça Viária, no nordeste do Pará, que ocorreu na madrugada deste sábado (6). De acordo com o governo do estado, os trabalhos serão mantidos até que eventuais vítimas sejam localizadas; apenas o que pode ser feito fora da água vai continuar pela noite.

O acidente se deu quando uma balsa bateu na ponte. Ainda não está claro se de fato alguma pessoa ou carro caiu na água no momento da colisão.

As fortes correntezas na área ofereciam risco aos agentes e mergulhadores. Mas serão mantidas no local as equipes da Marinha, Polícia Militar e Bombeiros.

“Os indícios apontam que os veículos estão no leito principal do rio. E o rio é profundo. A correnteza é extensa e isso causa instabilidade para os mergulhadores. Nossa visibilidade é zero, então precisamos ter muito cuidado”, explica Reginaldo Pinheiro, comandante operacional do Corpo de Bombeiros no local

Buscas no domingo

Marinha e Corpo de Bombeiros lideram os trabalhos de busca por possíveis vítimas de acidente em ponte paraense. — Foto: Secom / Divulgação

Marinha e Corpo de Bombeiros lideram os trabalhos de busca por possíveis vítimas de acidente em ponte paraense. — Foto: Secom / Divulgação

Neste domingo (7), logo ao amanhecer, será avaliada a condição da maré para serem retomadas as buscas com mergulhadores. A Marinha disponibilizou mais três profissionais especializados em buscas dentro da água para atuarem junto aos sete que já trabalham pelo Corpo de Bombeiros.

Uma lancha hidrográfica com equipamento de sonar de varredura lateral da Marinha está à caminho do local para fazer a verificação dos destroços da ponte e identificar, inclusive, a existência de veículos dentro do rio.

Para o comandante do Corpo de Bombeiros, Hayman de Souza, a maré alta no momento do acidente pode ter contribuído para que a balsa conseguisse atingir o pilar. “Com a maré baixa, isso dificilmente aconteceria”, destacou.

Investigações

Oito pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil neste sábado (6) no inquérito que apura as investigações sobre o caso. Quatro depoimentos são de tripulantes da balsa, incluindo auxiliares e o piloto da embarcação. Outras três pessoas ouvidas são vigilantes de uma obra que estava realizando reparos na estrutura da ponte.

O conteúdo dos depoimentos não foi divulgado pela Polícia Civil, ninguém foi preso e não há mais oitivas agendadas.

A polícia afirma que espera os laudos para apurar as causas da colisão. O inquérito tem até 30 dais para ser encerrado, mas pode ser prorrogado por mais 30 dias, caso os investigadores solicitem.

Ualame Machado, Secretário de Estado de Segurança Pública do Pará, diz que as investigações devem apurar tanto os fatos quanto a possibilidade de riscos de danos ambientais.

Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) abriu inquérito para apurar o caso e a Capitania dos Portos também afirma que o proprietário da balsa que causou o acidente deve responder inquérito, pois, além de problemas com a documentação da embarcação, também possuía multa pendentes e não deveria estar navegando.

Entenda

De acordo com a Capitania dos Portos, a embarcação colidiu com um dos pilares de sustentação da ponte e causou o desabamento de cerca de 200 metros da estrutura, que possuía 860 metros de comprimento e 23 de altura. Com a batida, quatro pilares caíram.

A ponte está localizada no quilômetro 48 da rodovia estadual PA-483 e liga a Região Metropolitana de Belém ao Nordeste do Estado do Pará.

Ponte cai no Pará — Foto: Igor Estrella/G1

Ponte cai no Pará — Foto: Igor Estrella/G1

Fonte: G1

Por G1

 

Kings of Leon toca 'Use Somebody' no Lollapalooza 2019

Kings of Leon toca ‘Use Somebody’ no Lollapalooza 2019

O público do Lollapalooza viu o segundo dia ficar por um triz por conta da chuva neste sábado (6).

Mas o festival recomeçou depois de mais de duas horas parado com os shows de Post Malone, Jorja Smith, Steve Aoki e Kings of Lion, marcado pelos vocais impecáveis de Caleb Followill.

Por volta das 15h, os quatros palcos interromperam a programação. A produção pedia para o público se afastar das estruturas metálicas e sinalizava o caminho para as saídas de emergência. Na sequência, bombeiros evacuaram a área.

Rashid, Lany e Dubdogz tiveram shows interrompidos. Silva e Chemical Surf foram cancelados. Depois de mais de duas horas, as apresentações voltaram a acontecer.

Veja, abaixo, resumos e VÍDEOS dos shows do 2º dia do Lolla

Liniker

Liniker no Lollapalooza 2019 — Foto: Diego Baravelli/G1

Liniker no Lollapalooza 2019 — Foto: Diego Baravelli/G1

Depois de pedir desculpas por um erro técnico que atrapalhou o show de Liniker em 2018, o festival voltou a convidar a cantora, mas de novo a colocou num horário ingrato. A apresentação de 2019 teve repertório que transita entre o suave e o dançante, discurso sobre resistência e protesto contra Bolsonaro no telão e momento “gente como a gente” para pedir a atenção de Jorja Smith. Leia mais.

Snow Patrol

Snow Patrol toca

Snow Patrol toca “Chasing cars” no Lollapalooza 2019

A banda norte-irlandesa fez um mini-show logo após o fim da interrupção pela chuva. Com o horário restrito, eles tocaram por pouco mais de meia hora O grupo botou um hit no começo (“Open your eyes”) e outro no final (“Chasing cars”). Faltou tempo para que a banda apresentasse melhor seu novo álbum, “Wildness”. O escolhida para representá-lo foi “Heal Me”. Leia mais.

Bring Me The Horizon

Bring Me The Horizon toca “Mantra” no Lollapalooza 2019

Bring Me The Horizon toca “Mantra” no Lollapalooza 2019

A banda cumpriu dignamente seu papel na cota de rock pesado (e sem vergonha de soar pop) no festival. O show teve berros e mais berros do vocalista Oli Sykes, várias frases em português, rodinhas de bate cabeça e público batendo cabelo. Leia mais.

Lenny Kravitz

Lenny Kravitz toca “It Ain't Over Til It's Over” no Lollapalooza 2019

Lenny Kravitz toca “It Ain’t Over Til It’s Over” no Lollapalooza 2019

Lenny Kravitz, aos 54 anos de idade e 30 de carreira, tocou muito e cantou pouco no palco principal do Lollapalooza neste sábado. A única cantada do começo ao fim por ele, com afinco e voz mais limpa, foi “It ain’t over til it’s over. Outro momento mais empolgado foi quando andou no meio do público e cantou um trecho de “Let love rule”, penúltima da noite. Leia mais.

Jorja Smith

Jorja Smith canta

Jorja Smith canta “The One” no Lollapalooza

A cantora estreou no Brasil com r&b de classe, covers espertos e fãs atentos. Ela e a banda estavam de uniforme brasileiro e deram toques de bossa nova (com ajuda do craque baterista) em alguns trechos como “Teenage Fantasy” e a cover de “No Scrubs”. Leia mais.

Post Malone

Post Malone toca “Sunflower” e “Rockstar“ no Lollapalooza 2019

Post Malone toca “Sunflower” e “Rockstar“ no Lollapalooza 2019

O rapper norte-americano cantou hits cultuados pela geração de quase 20 anos, fumou um cigarro no palco, quebrou um violão e convidou o funkeiro brasileiro Kevin O Chris, voz dos hits que citam o Baile da Gaiola, do Rio. Ele até arriscou uns passinhos de funk. Leia mais.

Steve Aoki

Fãs do DJ Steve Aoki vibram ao receber bolo na cara durante show no Lollapalooza 2019 neste sábado (6) — Foto: Reprodução/G1

Fãs do DJ Steve Aoki vibram ao receber bolo na cara durante show no Lollapalooza 2019 neste sábado (6) — Foto: Reprodução/G1

DJ americano levou muita gente a palco de eletrônico e jogou o tradicional bolo no público. No set, funk “Baile de favela”, “Bela ciao” (da série “La casa de papel”),”Why are we so broken”, da banda Blink 182. Perto do fim, ao ver cartaz na grade, onde se lia, em inglês, “Steve, eu quero um abraço”, o cara foi lá embaixo e realmente abraçou o fã. Leia mais.

Odesza

Odesza toca One Day They'll Know

Odesza toca One Day They’ll Know

A multidão que viu o show do rapper Post Malone saía em direção ao palco principal para ver os headliners Kings of Leon quando outra opção de “after” apareceu nos telões coloridos e na música eletrônica com percussão do palco ao lado. Dava para ver gente dando meia-volta em direção ao Odesza. O show impressionou pelo minimalismo e precisão da música e do visual. Leia mais.

Kings of Leon

Kings of Leon toca 'Use Somebody' no Lollapalooza 2019

Kings of Leon toca ‘Use Somebody’ no Lollapalooza 2019

O show do grupo no festival teve os vocais impecáveis de Caleb Followill, em uma fase mais centrada. A apresentação é bem longa: são 22 músicas em uma hora e 40 minutos de quase nenhuma falação e interação com a plateia. O repertório privilegia o auge comercial do disco “Only by the night”, de 2008. Leia mais.

Fonte: G1

 

Por Braulio Lorentz, G1

 


Lenny Kravtiz se apresenta no Lollapalooza 2019 — Foto: Diego Baravelli/G1

Lenny Kravtiz se apresenta no Lollapalooza 2019 — Foto: Diego Baravelli/G1

Lenny Kravitz, aos 54 anos de idade e 30 de carreira, tocou muito e cantou pouco no palco principal do Lollapalooza neste sábado.

  • A única cantada do começo ao fim por ele, com afinco e voz mais limpa, foi “It ain’t over til it’s over”
  • Outro momento mais empolgado foi quando andou no meio do público e cantou um trecho de “Let love rule”, penúltima da noite
  • Ao abusar de vocais alterados por efeitos e deixar a plateia ou seus músicos completarem muitos trechos de letras, ele usou mais as cordas da guitarra do que o gogó.
Lenny Kravitz passeia pela plateia no Lollapalooza 2019

Lenny Kravitz passeia pela plateia no Lollapalooza 2019

Os números do show comprovam: são 11 músicas em 75 minutos. Há muito solo, introduções esticadas e, relativamente, pouca cantoria.

Mas a plateia aceitou a viagem: houve pouca dispersão até em “Low”, a única música do álbum “Raise Vibrations”, lançado no ano passado.

O cantor e guitarrista americano fez um show que teve como pontos altos seus hits da MTV e das rádios rock nos anos 90 e começo dos 2000.

Na abertura, com “Fly Away”, ele já dá aquela poupadinha na voz, algo que voltaria a fazer outras vezes. Em cada refrão, só canta a primeira parte e deixa o resto para seus vocais de apoio e a plateia.

Lenny Kravitz toca “Fly Away” no Lollapalooza 2019

Lenny Kravitz toca “Fly Away” no Lollapalooza 2019

A primeira parte é a mais roqueira do setlist. Além de “Fly Away”, tem “Dig In” e “American Woman”.

A música vem emendada com “Get up stand up”, de Bob Marley. Mas ele apenas balbucia trechos da letra e deixa que seus fãs cantem, mais uma vez, o resto.

Kravitz havia explicado essa mistura antes do show, em entrevista ao G1. “Muita gente não percebe que é uma música de protesto. Então, coloco as duas mensagens lado a lado e elas combinam bem.”

Lenny Kravitz toca “American Woman” no Lollapalooza 2019

Lenny Kravitz toca “American Woman” no Lollapalooza 2019

Ele está acostumado a multidões até maiores do que a encarada neste sábado. No Rock in Rio 2011, abriu para Shakira, mas o recorde veio em 2005, quando cantou para 300 mil pessoas na Praia de Copacabana.

“Obrigado por ficarem na chuva por tanto tempo”, disse, antes de lamentar que estava tocando no mesmo horário de Jorja Smith.

Lenny Kravitz toca “It Ain't Over Til It's Over” no Lollapalooza 2019

Lenny Kravitz toca “It Ain’t Over Til It’s Over” no Lollapalooza 2019

Lenny Kravitz canta e toca no Lollapalooza 2019 — Foto: Diego Baravelli/G1

Lenny Kravitz canta e toca no Lollapalooza 2019 — Foto: Diego Baravelli/G1

Fonte: G1

 

Presidente da CCJ quer antecipar discussão da reforma para 15 de abril

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Felipe Francischini (PSL-PR), afirmou ao Estadão/Broadcast neste sábado, 6, que pretende antecipar para o dia 15 de abril a discussão sobre a admissibilidade da reforma da Previdência. Segundo ele, como a discussão promete ser longa, essa seria uma forma de garantir o prazo inicial, de votação no dia 17 de abril.

O deputado emendou que está confiante de que a votação ocorrerá no prazo. “Se não votar no dia 17 é porque houve erro de percurso”, disse. Ele explicou que a ideia de antecipar para o dia 15 é garantir que todos possam falar, “mesmo que a oposição inscreva 100 pessoas”. Mas afirmou que pedirá, em contrapartida, “que eles ajam de maneira mais lúcida em algumas questões”. Se não houver o consenso, no entanto, afirmou que seguirá o regimento interno, que permite encerrar a discussão após a fala de 10 oradores.

Francischini afirmou que não acredita que os parlamentares farão qualquer compensação, dentro do texto da reforma da Previdência, à retirada das mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural.

“Eles não vão fazer isso (compensar). Eles vão retirar BPC e rural e não vão acrescentar em nenhuma outra camada”, disse. O deputado emendou que acha que a oposição está muito mobilizada contra a reforma, mas são em número limitado dentro da Câmara, “cerca de 140”. O que preocupa, disse, são as mudanças que os partidos do centro querem fazer na reforma. “Problema não é aprovar a reforma, é aprovar ela fraca e ter que fazer outra em 4 ou 5 anos”, disse.

Articulação

Felipe Francischini disse ainda que falta “corpo” na articulação política do governo pela reforma da Previdência. “Vejo lideranças correndo de um lado para o outro tentando cobrir várias frentes e posições. Falta espírito de corpo mais organizado que possa auxiliar os líderes”, disse.

No entanto, avalia que esse processo é natural para um governo que foi eleito com base no apoio popular, mas com poucos partidos, e será revertido. “Geralmente (presidentes) se elegiam com 10 a 15 partidos, então quando entrava era fácil fazer essa composição partidária. É um processo natural que vai ser construído”, disse.

Francischini fez ainda um “mea culpa” em relação à confusão que ocorreu entre o ministro Paulo Guedes na CCJ essa semana, que reagiu a provocações da oposição. “O que aconteceu foi lamentável, mas não posso coibir a palavra a nenhuma parlamentar. O parlamentar tem imunidade material das suas opiniões e votos. Ele pode estar falando a coisa mais desnecessária e insignificante, mas não posso tolhê-lo”, disse.

Segundo ele, a participação do ministro na CCJ foi proveitosa e disse acreditar que Guedes respondeu de maneira eficiente aos argumentos contra a reforma. Emendou ainda que a oposição “esgotou sua fala e não tem novos argumentos”. Francischini garantiu ainda que o ministro será defendido pela sua base.

Estadão Conteúdo

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Varejo em shopping prevê abertura de 2.669 lojas em 2019, alta de 12,13%

O varejo em shopping center prevê aumento de 12,13% no número de lojas em 2019. Segundo dados da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) a expectativa é de que serão 2.669 novas unidades neste ano. Os dados foram obtidos com exclusividade pelo Broadcast, plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Segundo o levantamento, o avanço no setor possibilitará a contratação de 27.367 novos funcionários, um aumento de 9,61%. Com isso, o ramo de varejo em shoppings alcançaria no fim do ano 311,9 mil empregados.

O diretor institucional da Alshop, Luiz Augusto Ildefonso da Silva, destacou que o varejo continua empregando mesmo com a economia em crise. “A realidade brasileira infelizmente não está decolando, esperamos que isso mude com a reforma da Previdência. O varejo é um ótimo empregador, principalmente em épocas de crise”, disse.

Estadão Conteúdo

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Nordeste enfrenta crise maior e PIB local cresce metade da média do país

A economia do Nordeste passa por uma crise pior que a do Brasil. O Produto Interno Bruto (PIB) da região cresceu no ano passado praticamente a metade da média do Brasil. Em 2018, o PIB nordestino cresceu apenas 0,6%, enquanto o do Brasil subiu 1,1%. Em 2017, a região também ficou abaixo: 0,8% (no país todo, também foi de 1,1%). Especialistas esperam que isso tenha uma pequena melhora neste ano, mas uma evolução maior só a partir de 2023.

A crise afastou investimentos, que ficaram concentrados no centro-sul. “O comportamento do PIB da região se assemelha ao do que ocorreu na crise econômica de 2009, sob reflexos da crise financeira mundial. Os principais atores econômicos buscaram maior segurança para seus investimentos, privilegiando mercados consolidados, como os do centro-sul do país”, disse Guilherme Muchale, gerente de Economia e Estratégia do Sistema Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará).

Aeroportos e energia do vento podem ajudar região

Analistas dizem que o Nordeste deve retomar neste ano pequena parte do dinamismo do início da década e crescer 1,9%, patamar próximo à expansão de 2% estimada para o PIB do país. As projeções são da Tendências Consultoria.

Alguns fatores que fizeram o Nordeste perder fôlego em 2017 e 2018:

– Exposição reduzida da economia regional ao mercado externo;
– Cancelamento ou adiamento de grandes projetos de investimentos previstos para entrarem em operação no curto prazo;
– Forte dependência de programas de transferência de renda (Bolsa Família e aposentadoria);

Nordeste depende de dinheiro do setor público

Para a economista da Tendências, a retomada da atividade econômica no Nordeste vem sendo mais desfavorável do que na média no Brasil por conta do peso relativamente modesto de setores mais sensíveis ao ciclo econômico. Entre eles, o automotivo, o de máquinas e equipamentos e o de materiais de construção.

“O Nordeste ainda conta com um peso significativo do setor público federal na massa de renda, o que faz com que sofra mais do que o restante do país com restrições fiscais impostas por Brasília”, disse Camila.

Massa de renda é a transferência de renda que inclui aposentadorias e benefícios assistenciais. São recursos importantes para sustentar o consumo das famílias em tempos de crise, mas mostram o grau de dependência em relação ao dinheiro bancado pelo governo.

Menos obras de infraestrutura na região

Camila afirmou ainda que, entre 2015 e 2016, período em que houve forte ressaca do programa desenvolvimentista dos governos do PT, com cancelamento de investimentos em estaleiros, refinarias e ferrovias, a economia do Nordeste sofreu consideravelmente. Ainda somou-se a isso uma quebra na safra agrícola.

“A crise fiscal do país tem dificultado investimentos na região, sobretudo pela maior participação dos estados mais ricos da federação nas concessões públicas realizadas, elevando a disparidade entre as regiões no que se refere à qualidade da infraestrutura”, disse Muchale.

Segundo ele, isso ocorre também em outras áreas, como o de capital humano, em que o Nordeste conta com menos de 19% dos cursos de graduação e pós-graduação em áreas estratégicas, como tecnologia, ciências e engenharia, mesmo com a região respondendo por mais de 27% da população brasileira.

Evolução deve vir a partir de 2023

Camila, da Tendência, avalia que a partir de 2023 o Nordeste deve mostrar melhor evolução por conta de investimentos importantes previstos para a região, como exploração de gás natural no Maranhão e petróleo em Sergipe. Não citou números.

Ela disse também que melhorias importantes em capital humano (escolaridade e qualidade do ensino) serão fundamentais para diminuir o “gap” (algo como ruptura na continuidade) do desenvolvimento da região com o Brasil. Para ela, a redução desse “gap” ainda não foi possível em razão de:

– Baixos ganhos de produtividade, justificado pelo nível de qualificação da mão de obra ainda precário;
– Disponibilidade e qualidade de infraestruturas ainda deficitárias
Ambiente de negócios (segurança pública, educação, saúde e eficiência da máquina pública) ainda deficientes;
– “Nos últimos anos, se observaram avanços relevantes nesses três condicionantes fundamentais para o crescimento de longo prazo na região, mas que ficaram obscurecidos pelos efeitos da crise econômica”, declarou Camila.

Informalidade: problema ainda persistente

A informalidade -presente nos estados mais pobres, uma vez que a população menos escolarizada e setores menos produtivos impedem uma maior formalização da mão de obra- é outro problema no Nordeste, que gera não só o aumento de taxas de inadimplência como retração no consumo.

UOL

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PAZ E AMOR: ‘China não é ameaça, e sim parceiro estratégico’, diz Mourão

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasil não encara a China como uma ameaça estratégica e considera que o país é um parceiro importante, diz em entrevista à Folha o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB).

Por isso, segundo o general, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) não vai vetar investimentos da empresa chinesa de telecomunicações Huawei, a despeito das pressões dos Estados Unidos para isso.

Mourão está em Boston para participar da Brazil Conference, evento organizada pelas Universidade Harvard e pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Tanto Bolsonaro quanto seu ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, já fizeram críticas ao regime de Pequim e defendem uma aproximação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump —que trava atualmente uma guerra comercial contra os chineses.

Os EUA vêm pedindo que o Brasil e outros países bloqueiem investimentos da Huawei, porque ela representaria uma ameaça à segurança nacional e seria usada para espionagem para o governo chinês. “Nós não temos essa visão por enquanto. A segurança é o argumento da guerra comercial (entre EUA e China)”, disse.

O vice-presidente também comemorou a iniciativa de Bolsonaro de se reunir com representantes do que o presidente chama de “velha política” para negociar a reforma da previdência. “Acho fundamental que (Bolsonaro) lidere esse jogo”, diz.

O governo encara a China como uma ameaça estratégica?

Não, a China não é uma ameaça estratégica para o Brasil, é um parceiro estratégico para o Brasil. A China importa 32%, 33% do que exportamos. É um parceiro comercial forte, e tem uma capacidade de investimento grande que temos que utilizar melhor. Nós temos é que melhorar o que a gente está mandando para a China, mandar mais coisa com valor agregado. A China está voltando a ser o principal motor econômico do mundo.

Que tipo de investimentos chineses o governo quer ter no Brasil?

Infraestrutura. É benefício mútuo: a China quer os nossos produtos, nós precisamos de ferrovias, portos, e rodovias que facilitem o transporte desses produtos em melhores condições. Essa é a grande troca que nós temos que fazer com eles.

O governo americano vem pressionando diversos países, quer que vetem investimentos da gigante chinesa de telecomunicações Huawei. A Austrália já cedeu. O assunto tem sido abordado com o governo brasileiro. O Brasil tem alguma restrição aos investimentos da Huawei?

Por enquanto, não, não há restrição nenhuma. Isso é a disputa do 5G, o avanço tecnológico da China. Eles ultrapassaram o que estamos vivendo aqui [nos EUA]; lá você nem usa mais dinheiro, só usa o celular.

Mas os EUA argumentam que se trata de um problema de segurança nacional, que a Huawei poderia extrair informações estratégicas dos países e passar para o governo chinês…

Nós não temos essa visão por enquanto. A segurança é o argumento da guerra comercial.

E a gente nessa guerra comercial tem lado?

Tem, o nosso lado.

Existe uma insatisfação do setor produtivo, principalmente do agronegócio, com o que eles veem como uma sinofobia em alguns ministérios, principalmente Itamaraty.

O pessoal do agro tem toda a capacidade produtiva voltada não só para atender o mercado chinês, mas também o árabe, e o pessoal fica angustiado com qualquer sacudida. Mas ontem ou anteontem o próprio chanceler, o Ernesto (Araújo), no Senado, deixou clara a nossa parceria estratégica com a China. Não há como fugir disso, é nosso maior cliente e a China vai ultrapassar todo mundo, em alguns anos mais de metade do PIB mundial será da China….

O que nós ganhamos ao abrir um escritório comercial em Jerusalém? Pouquíssimos países fizeram isso, EUA e Guatemala transferiram a embaixada, e Honduras abriu escritório. A medida foi muito criticada por países árabes, que são grandes compradores de proteína animal do Brasil.

O presidente agora vai fazer uma viagem aos países árabes. Já que ele tinha uma promessa de campanha de levar a embaixada para Jerusalém, ele obteve uma solução mais amena para isso aí. Marcou o compromisso dele com Israel, e não acho que seja algo que seja extremamente ofensivo aos países árabes. E quando ele fizer uma visita à Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, talvez à própria Autoridade Palestina, as coisas se organizam.

Mas o que a gente ganha com esse escritório comercial em termos de estratégia de política externa?

Eu acho que ali o presidente marca o compromisso dele com o eleitorado que ele tem no Brasil, o eleitorado da ala evangélica, que são aqueles que estavam pressionando por essa mudança da embaixada. Em política externa, marca o compromisso dele com Israel, é um passo à frente no relacionamento que tínhamos com Israel.

Em relação ao Mercosul, o governo continua pensando em flexibilizar o Mercosul para podermos fazer acordos bilaterais sem os outros sócios do Mercosul?

Isso ainda está em estudos. O Mercosul tem um erro original: antes de fazer a abertura comercial, houve a união aduaneira. E é uma união aduaneira que é só pro forma, a tarifa externa comum (TEC) nunca vigorou. Na realidade, o Mercosul vem patinando desde o seu início. Mas (a flexibilização) ainda está em estudos. Nosso principal parceiro comercial ali é a Argentina, que vive uma situação difícil, tem uma eleição pela frente. Precisamos ter uma aproximação grande com o nosso entorno na América do Sul, principalmente a região do Prata.

Existe uma crítica em relação à visita (do presidente Bolsonaro) aos EUA de que o governo brasileiro teria feito concessões demais e recebido pouco em troca. O que o senhor acha?

Eu não vi concessões demais. O ponto principal da visita foi a empatia criada pelos dois líderes, isso é importante, em segundo lugar a base de Alcântara (assinatura de acordo de salvaguardas tecnológicas que permite ‘alugar’ a base). Temos uma base parada, e temos de ganhar algum dinheiro com aquilo. A OCDE…

A OCDE, se o Brasil realmente entrar, vai demorar anos…

Vai. E a questão dos vistos é inócua. Se vierem mais americanos gastar dinheiro no Brasil, para nós é bom. A reciprocidade, na situação que se vive aqui neste país (EUA), é um pouco difícil. Talvez com o tempo, vi outro dia que poderia começar uma flexibilização (Global Entry). Uma vez que nós avançamos nesse relacionamento, pode ser que abram.

Como o senhor vê a influência do Olavo de Carvalho no governo?

Eu acho que o Olavo de Carvalho não tem essa influência…criou-se uma fantasia sobre esse papel do Olavo de Carvalho.

Mas ele tem influência, ele consegue, por meio das redes sociais, demitir funcionários de ministérios…

Especificamente o caso do ministério da Educação é um problema de gestão do ministro (Ricardo) Vélez, ele tem que resolver aquilo lá, ou então o presidente vai trocá-lo em algum momento. Não vejo essas influência, eles pilham muito. É como a história do grupo militar: não existe grupo militar, tem militares que trabalham no governo. Já falei antes, até parece que todo dia, no final da tarde, eu, o (general Augusto Heleno, do GSI) Heleno, o Santos Cruz, Floriano Peixoto, nos sentamos numa mesa e falamos: e aí, pessoal, o que nós vamos fazer agora? Isso não existe.

Mas no Itamaraty existe uma influência grande, o chanceler já disse várias vezes…

Eu prefiro achar que isso é mais retórica do que realidade.

O presidente Bolsonaro se encontrou com representantes do que ele chama de “velha política” na semana passada. O senhor acha que essas reuniões são bem-vindas?

A gente tem que fazer política, né. Como se faz política? Conversando, mostrando seus programas, suas ideias, procurando convencer os partidos e seus representantes das necessidades daquilo ali. Não tem outra forma de fazer política. Eu acho que o presidente deu um passo importante . Na quinta-feira, se reuniu com número grande de representantes de partidos, na terça-feira ele tem outro dia de reuniões. Acho fundamental que ele lidere esse jogo, pela própria capacidade dele, por ter sido político por 30 anos.

Estava faltando isso?

Estava. Estava.

É por isso que algumas iniciativas não estavam andando?

A ação com o Congresso é difícil, nós não construímos base. O presidente é do PSL e eu do PRTB. PRTB não elegeu nenhum deputado, então nós não tínhamos base…

O general Santos Cruz ontem falou que o PSL era pequeno, quase um grupo de WhatsApp, e ai virou um partido com mais de 50 deputados…

É isso aí. Agora que as pessoas estão se conhecendo, aprendendo a viver umas com as outras. Existe aquela busca natural pelo protagonismo, fui eleito deputado, agora chego na Câmara e vou fazer e acontecer, e não é assim. As pessoas vão ter um choque de realidade, ver que tudo tem limite.

Folhapress

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Irmã de suspeito de acessar dados de Bolsonaro, deputada Norma Ayub pede audiência com Moro para tratar do caso

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

A deputada federal Norma Ayub (DEM-ES) informou neste sábado (6) que solicitará uma audiência com o ministro da Justiça, Sergio Moro, para esclarecer o acesso de funcionário da Receita Federal a dados pessoais do presidnete Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão para apurar a motivação da consulta às informações sigilosas da família do presidente. A Receita Federal, que não informou os nomes dos investigados, disse que “não havia motivação legal” para o acesso.

Nas redes sociais, na sexta-feira (5), Bolsonaro disse que dois funcionários “acessaram ilegalmente” dados sigilosos sobre a sua família. “Procuravam algo para vazar e me incriminar por ocasião da eleição”, escreveu.

Um dos servidores investigados por consultar dado do presidente é Odilon Alves, irmão da parlamentar, que prestou depoimento à Polícia Federal na quinta-feira (4). Segundo ela, houve um “mal-entendido”, já que o agente administrativo é eleitor de Bolsonaro.

“Eu estou pedindo uma audiência com o ministro Sergio Moro para explicar o ocorrido. Houve um mal-entendido. Ele é Bolsonaro, minha família é Bolsonaro. Eu fiz campanha para o presidente”, disse à Folha.

De acordo com ela, o servidor fez a consulta por curiosidade, uma vez que queria saber a idade do presidente. Ela ressaltou que o depoimento prestado por ele à Polícia Federal foi tranquilo.

“Ele é uma pessoa tranquila e ingênua. É um homem infantil que gosta do presidente e consultou por curiosidade”, disse.

O advogado do servidor, Yamato Ayub, que também é irmão dele, disse que ele acessou apenas informações gerais sobre o presidente, como nome, idade e endereço, não pesquisando dados como despesas ou receitas.

“Foi sem maldade. Não teve quebra de sigilo ou vazamento de informações”, afirmou, ressaltando que o acesso ocorreu em 30 de outubro, após o segundo turno.

Em fevereiro deste ano, a Receita Federal também notificou a Polícia Federal após o vazamento de ações de fiscalização sobre autoridades.

O pedido foi feito após vir a público a informação de que teria sido aberta investigação sobre o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e sua esposa, Guiomar Mendes.

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Dessalinizador de baixo custo garante água potável no semiárido

Foto: Fundação Banco do Brasil

Um dessalinizador solar de baixo custo de implantação e manutenção, com capacidade para produzir água potável sem uso de eletricidade e livre de produtos químicos, é alternativa para famílias do semiárido da Paraíba, que enfrentam longas estiagens e sofrem com escassez de água de boa qualidade.

O modelo já atendeu a cerca de 300 famílias e está disponível em um banco de tecnologias online para ser replicado em qualquer parte do país e ajudar a solucionar a falta de acesso à água potável.

Resultado da parceria da Cooperativa de Trabalho Múltiplo de Apoio às Organizações de Autopromoção e da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o dessalinizador aproveita o potencial solar da região e atende a assentamentos de agricultores familiares desde 2015. O modelo foi reconhecido como tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil (FBB), chegando a ser premiado pela entidade em 2017.

“A ideia [do dessalinizador] parte do princípio de que vivemos no semiárido. Os poços que a gente perfura, quase em sua totalidade, têm água salobra, água salgada, o que não serve para o consumo humano. Então, desenvolvemos junto com a UEPB essa tecnologia para exatamente fazer com que essa água salgada se tornasse uma água ideal para o consumo humano”, contou Jonas Marques de Araújo Neto, presidente da cooperativa.

“O primeiro impacto que o dessalinizador gerou foi maior solidariedade ainda entre eles [agricultores], porque um dessalinizador desse serve para quatro ou cinco famílias, não é uma questão individual. Dá uma média de 80 litros de água por dia, que é distribuída entre eles. Nós [da cooperativa] não temos o menor poder sobre isso, eles é que têm o verdadeiro poder e eles é quem dizem como vai ser dividida essa água”, disse, ao acrescentar que esse modelo fortalece a comunidade.

Além disso, ele destacou a importância do consumo de água potável para a saúde. “Você chega em um hospital público e pergunta: ‘depois dessa história do dessalinizador, quantas crianças apareceram aqui com dor de barriga, com subnutrição?’. Eles vão dizer para você, sem sombra de dúvida, que diminuiu muito”.

Outro benefício da implementação dessa tecnologia é que as pessoas conseguem manter seu modo de vida no semiárido, desenvolver as atividades e sustentar as famílias sem precisar migrar para conseguir oferta de água potável, nem recorrer a subempregos nos centros urbanos. “Isso faz com que as pessoas consigam ficar nas suas terras, consigam habitar o semiárido”.

O dessalinizador consiste em uma caixa construída com placas pré-moldadas de concreto e cobertura de vidro que deixa passar a radiação solar. Dessa forma, a construção possibilita o aumento da temperatura dentro da caixa e a evaporação da água armazenada em uma lona encerada, conhecida como lona de caminhão.

Tecnologias sociais

Responsável por um Banco de Tecnologias Sociais – uma base de dados com mais de 900 soluções para problemas sociais nascidas da sabedoria popular e do conhecimento científico – a fundação já beneficiou cerca de 130 mil pessoas no país, em 444 municípios, por meio de um total de 389 projetos, de acordo com relatório divulgado pela instituição na última semana. Os projetos tiveram investimento total de R$ 156,3 milhões.

Todas as tecnologias sociais do banco fazem referência aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU). As inscrições estão abertas para certificação de novas tecnologias sociais até o dia 21 deste mês, com a possibilidade de concorrerem a prêmios em dinheiro. Podem participar entidades sem fins lucrativos, do Brasil ou de outros países da América Latina ou do Caribe.

Agência Brasil

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Moro divulga manual de conduta a servidores do Ministério da Justiça

Sergio Moro

@SF_Moro

“Faça a coisa certa, sempre”. Mensagens simples do que se deve fazer e não fazer no serviço público.

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, compartilhou no Twitter neste sábado (6) uma campanha interna para reforçar práticas éticas entre os servidores da pasta. Segundo ele, a iniciativa foi uma das primeiras adotadas por ele no ministério.

Moro postou uma espécie de passos ou de “dez mandamentos” que devem nortear a conduta no ministério. Entre os pontos ele destaca, por exemplo, que “o poder público não é um negócio de família”. Outra recomendação de Moro é: “não devemos receber presentes ou qualquer outra vantagem pessoal.

O ministro também ressalta que “se tiver que escolher entre o fácil e o certo, opte pelo certo, além de dizer que “a sociedade quer ação do agente público, nunca acomodação”. O ministro da Justiça termina a sequência de publicações pedindo participação na gestão da pasta, por meio da ouvidoria do órgão.

As dez mensagens:

1 – Todos somos responsáveis pela integridade, reputação e imagem do ministério;
2 – O combate à impunidade é nosso dever;
3 – A transparência é a nossa regra, sigilo é exceção;
4 – O Poder Público não é um negócio de família;
5 – Respeite o colega de trabalho. Trate todos com urbanidade;
6 – O interesse público deve sempre prevalecer;
7 – Nós não devemos receber presentes ou qualquer outra vantagem pessoal;
8 – Se tiver que escolher entre o fácil e o certo, opte pelo certo;
9 – A sociedade quer ação do agente público, nunca acomodação;
10 – Participe da gestão do ministério. A ouvidoria é o nosso canal.

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Após 100 dias, Bolsonaro vai revogar 250 decretos exauridos ou que perderam validade

Ao completar 100 dias, o governo do presidente Jair Bolsonaro vai promover um “revogaço”, eliminando 250 decretos que atualmente confundem os administradores públicos ou perderam validade.

São decretos normativos que tiverem seus efeitos exauridos ou praticamente foram revogados por outros.

Segundo técnicos, esses decretos acabam criando confusão em quem precisa consultar para formatar medidas, sempre gerando dúvidas sobre se estão ou não em vigor. A ideia da medida é desburocratizar e simplificar a vida do governo e da população.

Ao todo, existem atualmente 12.471 decretos, editados entre 1889 e 2019. A revogação dos 250 decretos é apenas a primeira etapa de um processo contínuo, no qual o governo vai analisar a eficácia dos demais para determinar se continuarão ou não em vigor.

Entre os decretos que serão revogados, alguns tratam de temas como regulamentação de desapropriações para fins de reforma agrária, concessão de outorgas a companhias aéreas que não existem mais e referentes a programas governamentais com prazo de execução vencido.

G1

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Ex-senador Garibaldi Filho passa por cirurgia no cérebro

O ex-ministro e ex-senador Garibaldi Alves Filho passou por uma cirurgia no cérebro neste sábado (6), mas já está bem e se recuperando.

Garibaldi foi submetido a uma derivação ventrículo-peritoneal, também conhecida como DVP, que é procedimento cirúrgico usado para aliviar a pressão do cérebro causada pelo acúmulo de líquido.

A cirurgia aconteceu em um hospital particular de São Paulo e o ex-senador já se encontra no quarto, se recuperando bem, acompanhado de familiares.

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 ESPORTE

Pelé seguirá em observação por mais uma noite na França

O ex-jogador Pelé, hospitalizado perto de Paris desde a última quarta-feira (3), vai ficar em observação ao menos mais uma noite, segundo informações da TV Globo.

Ele está internado no Hospital Americano, em Neuilly sur Seine (a oeste de Paris), para tratar uma infecção urinária.

A instituição não divulgou qualquer boletim médico sobre o estado de Pelé, que se sentiu mal horas depois de um evento promocional ao lado do atacante francês Kylian Mbappé, em um hotel da capital francesa.

Na sexta (5), o ex-atleta escreveu nas redes sociais para agradecer ao carinho recebido dos fãs e disse estar reagindo bem aos antibióticos.

Segundo um integrante do estafe de Pelé, ele estava muito bem, inclusive fazendo piadas.

Folhapress

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Segunda Turma julgará na terça recurso que abre caminho para 1ª prisão da Lava Jato pelo STF

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar na próxima terça-feira (9) um recurso que abre caminho para que o tribunal determine a primeira prisão nos processos da Operação Lava Jato que correm na Corte.

Os ministros vão analisar os primeiros embargos de declaração do ex-deputado Nelson Meurer (PP-PR), condenado por unanimidade em maio do ano passado a 13 anos, nove meses e dez dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro – Meurer foi o primeiro e único condenado até o momento pelo STF na Lava Jato.

Pelo entendimento consolidado do Supremo, estabelecido no julgamento do processo do mensalão do PT e em outros casos criminais, se os primeiros embargos forem rejeitados, os segundos embargos são considerados protelatórios, ou seja, têm intenção de atrasar o cumprimento da pena, e determina-se então a prisão do condenado.

Embargos de declaração são recursos que, em tese, não mudam a decisão condenatória, mas que apontam supostas omissões ou contradições no processo, epodem resultar em redução de pena. Isso aconteceu, por exemplo, no processo do mensalão, quando três réus tiveram redução nas punições após embargos de declaração.

O recurso está na pauta do julgamento de terça dentro de uma “lista” do ministro Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato no Supremo. Quando um relator leva um caso na lista, significa que ele entende que não é necessária a realização de debates, porque o entendimento firmado pelo STF indica rejeição do pedido.

Na semana passada, a defesa de Meurer pediu a retirada do tema da lista. O argumento apresentado foi o de que é preciso debate sobre os embargos, uma vez que o réu foi condenado em instância única e sem mais possibilidade de recurso a outro tribunal.

“O excelentíssimo ministro relator indicou o julgamento dos embargos em questão por meio de lista, o que, indubitavelmente, retira a importância que se deve dar ao único recurso cabível, máxime por se tratar de decisão que envolve privação de liberdade de um cidadão que completará 77 anos de idade em poucos meses”, afirmou a defesa no pedido.

Os advogados dizem que, no processo do mensalão, os embargos foram julgados com destaque pelo tribunal.

“O julgamento de embargos de declaração nas condições delineadas, com todo o respeito, ofende o princípio do contraditório, bem como da ampla defesa, vez que necessária a analogia ao duplo grau de jurisdição, exercido por essa Corte por meio de embargos de declaração”, completa a defesa.

Fachin, porém, rejeitou o pedido por considerar “inexistir razão legal ao acolhimento do pleito”.

Apesar da decisão de não retirar o tema da lista, muitos temas incluídos em lista na Segunda Turma têm sido alvo de debates no colegiado – o recurso de Meurer será julgado, além do ministro Fachin, pelos ministros Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.

G1

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Primeira remessa de passaportes com brasão da República está pronta, diz Itamaraty

A Polícia Federal e o Ministério das Relações Exteriores já receberam a primeira remessa do novo modelo de passaporte comum brasileiro. O documento voltará a exibir o brasão da República na capa, em substituição às estrelas do Cruzeiro do Sul e à inscrição Mercosul, adotadas pelo Brasil desde 2015.

Segundo o Itamaraty, o lote produzido pela Casa da Moeda chegou em 29 de março, mas a emissão ainda não começou. Apesar de resgatar o brasão, a capa não será exatamente igual à antiga – o desenho oficial ainda é mantido em sigilo.

O início da emissão está sendo coordenado com a Polícia Federal, e deverá acontecer nas próximas semanas. A parte interna da caderneta não será alterada, e a capa antiga continua valendo até que o documento expire.

A Casa Civil já tinha anunciado que os passaportes atuais, que ainda estejam na validade, não precisarão ser trocados. Os documentos serão usados de modo simultâneo, e quem renovar ou pedir um novo, receberá a capa atualizada.

‘Amor à Pátria’

A mudança na capa do passaporte comum é uma das 35 metas definidas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro para os 100 primeiros dias do mandato. Na lista, ela compunha a ação “fortalecer a identidade nacional e o amor à Pátria”, a cargo do Itamaraty.

Dentro do Brasil, a emissão fica sob responsabilidade da Polícia Federal – são cerca de 3 milhões de documentos emitidos por ano, segundo o Ministério das Relações Exteriores.

A pasta também emite passaportes, mas apenas para brasileiros no exterior. Neste caso, a adoção do novo modelo pode demorar um pouco mais, já que os postos consulares ainda têm estoques da capa antiga.

O passaporte brasileiro tem capa azul (nos dois modelos) e custa R$ 257,25 – seja para tirar o primeiro ou para renovar. O documento emitido para maiores de 18 anos tem validade de 10 anos.

G1

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Dez juízes federais disputam vaga no CNJ

Dez juízes federais disputavam uma vaga destinada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável por julgar reclamações contra integrantes do Poder Judiciário e por decidir sobre questões de gestão da Justiça no país.

Os candidatos são: Antônio César Bochenek, Augusto Martinez Perez, Candice Lavocat Galvão Jobim, Claudia Valéria Bastos Fernandes Domingues de Mello, Claudio Roberto Canata, Danilo Fontenele Sampaio Cunha, Luiz Claudio Flores da Cunha, Murilo Fernandes de Almeida, Roberto Wanderley Nogueira e Waldemar Claudio de Carvalho.

A outra vaga que cabe ao STJ indicar é reservada a desembargadores federais e é disputada por 2 candidatos: Neviton de Oliveira Batista Guedes (TRF1) e Rubens de Mendonça Canuto Neto (TRF5).

Até agora, só estão públicos os nomes de concorrentes à indicação do STJ. Mas também indicam membros do CNJ o Supremo Tribunal Federal, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Procuradoria-Geral da República, o Tribunal Superior do Trabalho, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

Caberá ao plenário do STJ escolher qual dos candidatos será indicado para apreciação do Senado –primeiro na Comissão de Constituição e Justiça e, se aprovado, também no plenário.

Ainda não há data para votação no plenário do STJ, mas o limite é o mês de setembro, quando terminam os mandatos dos atuais conselheiros indicados pelo tribunal. Como os nomes dos candidatos já estão devidamente inscritos e públicos, o presidente do STJ pode colocar em votação a qualquer momento.

As disputas por vagas em órgãos do Judiciário têm sido cada vez mais intensificadas. Os concorrentes costumam fazer um périplo para pedir apoio não só de integrantes do órgão que desejam integrar como também de outros influenciadores, que podem ser integrantes de partidos, do Legislativo e também do Executivo.

G1

Fonte: Blog do BG

 

LOCAIS

 

Após recuo de bancada federal, obras na Redinha vão receber R$ 8,5 milhões

Bancada federal do Rio Grande do Rio Grande do Norte revisou as escolhas do contingenciamento de 21,6% das emendas impositivas ao Estado; verba foi retirada dos recursos de Saúde e Educação

José Aldenir / Agora RN

Obra de reestruturação da Praia da Redinha está orçada em R$ 24 milhões

A bancada federal do Rio Grande do Rio Grande do Norte recuou neste sábado, 6, da decisão de cortar as verbas para a reestruturação da orla da Praia da Redinha, na zona Norte de Natal, após a escolha do contingenciamento de 21,6% das emendas impositivas ao Estado, imposto pelo Governo Federal.

Com a revisão da partilha de recursos, o projeto do terminal turístico da Redinha passa a ter R$ 8,5 milhões. Antes do corte anunciado na última quarta-feira, 2, a obra iria receber R$ 24 milhões. Na quinta-feira, 3, com a divulgação das emendas, o empreendimento teria apenas R$ 1 milhão.

Com a grita da sociedade civil, que realizou no sábado, 6, um protesto reclamando do corte, os parlamentares resolveram recalcular a quantia. Segundo o coordenador da bancada, deputado Rafael Motta (PSB), o novo valor de R$ 8,5 milhões foi obtido a partir da readequação em 15% das emendas indicadas para as áreas da Saúde e da Educação.

Todas as demais emendas foram mantidas. A obra da Barragem de Oiticica vai receber R$  40,9 milhões.

Na última sexta-feira, 5, o prefeito Álvaro Dias e o secretário de Turismo, Fernando Fernandes, foram surpreendidos com a notícia do corte. Decepcionado com o que qualificou como “um corte na calada da madrugada”, o secretário Fernando Fernandes criticou o fato do prefeito não ter sido avisado.

“Eles precisavam cortar R$ 36 milhões, podiam ter tirado R$ 1 milhão de vários lugares, mas resolveram buscar R$ 24 milhões de um único projeto que a prefeitura já dava como certo sem ao menos dar uma ligação se explicando”, afirmou Fernandes.

Ouvido a respeito, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira no RN (ABIH), José Odécio, também lamentou o corte da emenda. “Nós sabemos que existem muitas prioridades, mas um corte que prejudicará um corredor turístico importante de Natal é realmente lamentável”, afirmou.

Fonte: Agora RN

 

Depois de “jejum” de 45 dias, porto de Natal retoma exportações para Europa

O Marfret Guyane, de bandeira francesa, que presta serviços à CMA/CGM, atraca neste sábado com previsão para deixar o terminal já na segunda com uma carga de 120 containers de frutas

Frank Katzer/Marine Traffic.com

Marfret Guyane atraca nesta sábado no porto de Natal

Depois de 45 dias sem escalas pelo porto de Natal, uma retaliação da empresa CMA/CGM pela apreensão de drogas em dois contêineres que sairiam com fruta para a Europa, recomeçam nesta segunda, 8, as exportações pelo porto de Natal.

O Marfret Guyane, de bandeira francesa, que presta serviços à CMA/CGM, atracou neste sábado por volta das 12 horas com previsão para deixar o terminal já na segunda com uma carga de 120 contêineres de frutas e outros 120 contendo carga seca.

Segundo o presidente do Sindicato dos Estivadores do porto de Natal, Lenilto Caldas, que comemorou o fim do jejum de 45 dias, todo o quadro de trabalhadores do porto estará na operação, algo em torno de 300, entre estivas, arrumadores e conferentes.

Com mais de 17 mil toneladas brutas e entregue ao serviço em 2007, o Marfret Guyane com os seus 170 metros de cumprimento foi comemorado pelos trabalhadores, que aguardam agora com mais otimismo, a retomada a safra de frutas, em agosto.

Recentemente, em carta endereçada ao Diretor-Presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Almirante Öberg, a CMA/CGM comunicou a retomada de operações no Porto de Natal.

Um dos condicionantes para retomada é que o terminal recupere sua certificação internacional de segurança e coloque em funcionamento um scanner para a inspeção de contêineres, especialmente os refrigerados, que transportam mercadoria perecível, como frutas.

A CMA/CGM é empresa francesa de transporte marítimo e conteinerização sediada em Marselha. Ela foi fundada em 1996 a partir da fusão da Compagnie Maritime d’Affrètement com a Compagnie Générale Maritime. É a quarta maior empresa mundial de seu ramo, navegando por mais de duzentas rotas entre 420 portos em 150 países, entre eles, o de Natal.

Fonte: Agora RN

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