PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEGUNDA-FEIRA

Por G1

16/09/2019 01h45  Atualizado há 47 segundos


INTERNACIONAIS

Por Blog do BG

Petróleo sobe 12% após ataques de drone contra instalações sauditas

O preço do petróleo disparou nos mercados globais neste domingo (15) em reação aos ataques de drones a petrolíferas na Arábia Saudita no sábado (14), que podem levar a uma redução de metade da produção diária de petróleo saudita.

O barril do petróleo Brent chegou a um pico de US$ 70,98 no mercado futuro, um aumento de 18% em relação ao fechamento de sexta-feira (13), mas depois recuou, registrando alta de 12%.

Os ataques provocaram incêndios em Abqaiq, maior instalação de processamento de petróleo no mundo, e em Khurais. Houve uma redução estimada de 5,7 milhões de barris por dia na produção, o equivalente a 6% do abastecimento mundial.

O presidente da estatal saudita Aramco, Amin Naser, declarou que estão sendo realizadas “obras” para restabelecer a produção de petróleo bruto do país. O ministro da Energia, o príncipe Abdulaziz bin Salman, afirmou que a redução será compensada com as reservas.

Uma disparada no preço do petróleo pode afetar a economia mundial, já abalada pela guerra comercial entre EUA e China e as sanções da Casa Branca contra o Irã.

Em uma rede social, o presidente Donald Trump afirmou que autorizou o uso de petróleo da Reserva Estratégica dos EUA, em quantidade a ser determinada.

Mais tarde, ele escreveu: “Acreditamos saber quem é o culpado [pelos ataques]”, acrescentando que os EUA “estão prontos para reagir, dependendo da confirmação.”

O presidente evitou mencionar o Irã, mas na véspera o secretário de Estado, Mike Pompeo, acusou diretamente o país persa.

Segundo Pompeo, não há nenhuma prova de que “o ataque sem precedentes contra o fornecimento mundial de energia” tenha partido do Iêmen —apoiados pelo Irã e há cinco anos em confronto com uma coalizão militar saudita, rebeldes houthis iemenitas reivindicaram a ação.

Teerã rejeitou as acusações dos EUA de que estaria por trás dos ataques.

“Em vez de culparem a si mesmos —e admitirem que sua presença na região está criando problemas—, os americanos culpam os países da região ou o povo do Iêmen”, criticou o presidente iraniano, Hassan Rowhani.

O chanceler iraniano, Javad Zarif, respondeu a seu homólogo americano: “Já que a campanha de pressão máxima fracassou, Pompeo está recorrendo à mentira máxima.”

O porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Abbas Musavi, afirmou que as acusações têm como objetivo “prejudicar a reputação de um país para criar um marco para futuras ações contra o Irã”.

Em entrevista neste domingo (15), uma autoridade americana mostrou imagens de satélites com 19 pontos de impacto dos drones e disse que a amplitude e a precisão do ataque demonstram que ele não teria sido lançado do Iêmen.

Mesmo assim, Washington não descarta a possibilidade de um encontro entre o presidente Donald Trump e o líder iraniano, Hassan Rowhani.

Kellyanne Conway, conselheira da Casa Branca, afirmou que os ataques “não ajudavam” a perspectiva de uma reunião entre os dois chefes de Estado durante a Assembleia Geral da ONU, neste mês, mas deixou a possibilidade em aberto. “Vou deixar o presidente [Trump] anunciar um encontro ou não”, disse.

Os sauditas culpam os xiitas iranianos por ataques anteriores e acusam o Irã de armar os rebeldes iemenitas. Teerã nega a participação.

O confito no vizinho Iêmen, que se arrasta desde 2015, já levou a mais de 7.000 mortes, muitas causadas por ataques aéreos sauditas.

FOLHAPRES

NACIONAIS

Previdência

O plenário do Senado Federal nesta segunda-feira (9) — Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O plenário do Senado Federal nesta segunda-feira (9) — Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O Senado realiza hoje a quinta e última sessão de discussão da reforma da Previdência em primeiro turno. Depois disso, o texto voltará para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para análise de emendas apresentadas.

Eleições 2020

 — Foto: Nelson Jr. / TSE

— Foto: Nelson Jr. / TSE

O Senado deve votar nesta semana um projeto de lei, já aprovado pela Câmara, que pode reduzir a transparência e dificultar a fiscalização de eventuais irregularidades em campanhas eleitorais, segundo especialistas e parlamentares ouvidos pelo G1 e pela TV Globo.

A proposta, que muda a legislação eleitoral, a lei dos partidos e outras regras, é o primeiro item da pauta de votações da Casa amanhã. Parlamentares favoráveis ao texto têm pressa na análise do projeto, para possibilitar que as novas regras valham já para as eleições de 2020.

Podcast ‘O Assunto’

Maconha medicinal: quem é beneficiado e quem pode cultivar no Brasil? Renata Lo Prete conversa com André Resende, do G1 Paraíba, que visitou a única associação do Brasil que tem autorização para cultivar a planta. Já o neurologista Eduardo Faveret explica para quais pacientes a maconha medicinal é prescrita. Ouça:

Mais podcasts:

Balança comercial

O Ministério da Economia divulga resultado da balança comercial no acumulado de setembro e também do ano de 2019. Em agosto, houve superávit de US$ 3,28 bilhões: as exportações somaram US$ 18,853 bilhões, e as importações, US$ 15,569 bilhões.

Roberto Leal

Roberto Leal morre vítima de um câncer de pele

Roberto Leal morre vítima de um câncer de pele

O cantor português Roberto Leal, de “Arrebita” e “Bate o pé”, morreu na madrugada de ontem, em São Paulo, aos 67 anos, devido a um melanoma maligno (tumor) que evoluiu, atingindo o fígado e causando síndrome de insuficiência hepato-renal. Ele vinha lutando contra o câncer há dois anos. O velório será hoje, na Casa Portugal, das 7h às 14h. O enterro será à tarde, no Cemitério de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista.

Imposto de Renda

 — Foto: Arte G1

— Foto: Arte G1

A Receita Federal paga hoje as restituições do quarto lote do Imposto de Renda 2019. O lote inclui também restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2018. Serão pagos pelo fisco R$ 3,5 bilhões a 2,8 milhões de contribuintes. O crédito será corrigido em 3,08%, de acordo com a remuneração da Selic entre maio e setembro deste ano.

CNH e ‘cinquentinhas’

Processo para tirar CNH vai ser mais curto a partir de setembro — Foto: Divulgação

Processo para tirar CNH vai ser mais curto a partir de setembro — Foto: Divulgação

O número de horas/aulas para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) será reduzido para 20 horas a partir desta segunda-feira. Também acaba a exigência de uso do simulador nas autoescolas. Usar o aparelho passa a ser facultativo. A mudança determinada pelo governo federal em junho passado também altera o processo para obter a Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC), documento exigido para guiar cinquentinhas, como são conhecidos os ciclomotores com motor de até 50 cm³.

Concursos

Pelo menos 201 concursos públicos no país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira e reúnem 29.630 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 30.404,42 no Tribunal de Justiça do Pará e no Ministério Público de Minas Gerais.

Julgamento do caso Laura Vermont

Acusados de matar travesti vão a júri popular em São Paulo

Acusados de matar travesti vão a júri popular em São Paulo

Cinco réus devem ir a júri popular hoje no Fórum Criminal da Barra Funda sob a acusação de terem matado a socos e pauladas a travesti Laura Vermont, de 18 anos, durante uma briga em 2015 na Zona Leste de São Paulo. Os acusados chegaram a ser presos no ano do crime, mas atualmente respondem ao assassinato em liberdade.

São eles: Van Basten Bizarrias de Deus, de 28 anos; Iago Bizarrias de Deus, 26; Jefferson Rodrigues Paulo, 28; Bruno Rodrigues de Oliveira e Wilson de Jesus Marcolino, 24. Além de amigos, alguns dos cinco réus são parentes.

O crime foi cometido em 20 de junho de 2015. Câmeras de segurança gravaram o grupo batendo em Laura. As imagens circularam nas redes sociais à época.

Rock in Rio

Anitta será uma das atrações no Rock in Rio este ano — Foto: Reprodução

Anitta estreia por cima no Rock in Rio. Entre todas as atrações do Palco Mundo em 2019, a cantora brasileira é, de longe, a artista mais ouvida no YouTube no Brasil nos últimos 12 meses. Sua audiência brasileira é ao menos 3 vezes e até 108 vezes maior que cada headliner, as atrações principais de cada noite, todas estrangeiras. Ela canta no dia 5 de outubro antes de Black Eyed Peas e de Pink.

Nickelback: amada e odiada

Nickelback: Como será o show no Rock in Rio 2019?

Nickelback: Como será o show no Rock in Rio 2019?

O Nickelback vendeu mais de 50 milhões de álbuns nos anos 2000. E foi importunada na mesma medida de suas cifras. A banda canadense ficou conhecida por baladas que popularizaram um pós-grunge romântico (como um Pearl Jam mais meloso e melódico). Mas também teve que conviver com haters. É justo o rótulo de “banda mais amada e mais odiada do rock”.

“Só me xingam usando o teclado. Pessoalmente, ninguém fala mal, porque posso me defender”, diz baixista ao G1.

G1 Ouviu

Charli XCX - 'Charli' - G1 Ouviu

Charli XCX – ‘Charli’ – G1 Ouviu

Charli XCX faz pop futurista e promove anarquia eletrônica em ‘Charli’. Terceiro disco da cantora inglesa mistura refrões diretos com arranjos eletrônicos fora do comum. Ela faz boas parcerias com Pabllo Vittar, Lizzo, Haim, Troye Sivan e outros.

25 anos de ‘ Friends’

Quem é você em 'Friends' — Foto: Divulgação

Quem é você em ‘Friends’ — Foto: Divulgação

Série “Friends” completará 25 anos em 22 de setembro. Para comemorar, faça um quiz. Você se identifica mais com Mônica, Rachel, Phoebe, Ross, Chandler ou Joey?

Futebol

Gols do Fantástico: Fluminense bate o Corinthians e deixa o Z-4

Gols do Fantástico: Fluminense bate o Corinthians e deixa o Z-4

Veja os resultados, gols e a classificação do Campeonato Brasileiro no final de semana.

Hoje é dia de…

  • Dia Nacional do Caminhoneiro
  • Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose

Desligou no final de semana? Veja o que foi destaque:

 

Por Blog do BG

Caixa terá atendimento estendido nesta segunda e terça em duas horas por causa do saque do FGTS

A Caixa Econômica Federal terá o horário de atendimento estendido em duas horas hoje (16) e nesta terça-feira (17) por causa do saque imediato de R$ 500 do FGTS.

Nesta primeira etapa, o dinheiro está na conta de quem tem poupança no banco e nasceu entre janeiro e abril.

 

Ciro Gomes abala frente de esquerda e volta ao jogo

Na campanha mais antecipada desde a redemocratização, cresceu entre políticos e analistas a percepção de que Ciro Gomes (PDT)encaixou boa bola ao radicalizar o discurso de defesa da democracia e romper com a farsa da “frente de esquerda” enquanto se coloca como mais uma vítima do “fanatismo” petista. O eterno presidenciável notou que as feridas da eleição ainda estão abertas e resolveu cutucá-las, atacando Lula e forçando a polarização com Jair Bolsonaro. O PT se viu obrigado a despertar do transe do “Lula Livre”. Ciro voltou ao jogo.

Pagão. Segundo analistas, é cedo para dizer se a estratégia de Ciro dará certo, mas é consenso que ele chacoalhou o limoeiro da centro-esquerda ao não se ajoelhar no altar da seita que tem Lula como deus.

Eita. À BBC Brasil, Ciro, sobre o PT, afirmou: “Até quando eu vou ter que engolir (…) que essa gente se aproprie do país, roube feito um condenado, se acostume com a vida e as frivolidades da burguesia?”.

COLUNA DO ESTADÃO

Damares diz não ter ‘dever algum’ de custear construção de Memorial da Anistia

O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos afirmou que não tem “dever algum” de investir recursos públicos na construção de um Memorial da Anistia. A pasta cancelou as obras de um museu na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

POR QUÊ? 

A resposta foi dada ao Ministério Público Federal após o órgão questionar a descontinuidade das obras. O anúncio foi feito em agosto pela ministra Damares Alves.

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OAS afirma que assumiu obra deficitária na Bolívia por exigência de Lula

​Ao negociar acordo de delação, o empresário Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, mencionou o ex-presidente Lula (PT) como intermediador de negócios da empresa com governos na Costa Rica e no Chile e afirmou que a construtora assumiu uma obra na Bolívia para agradar ao petista.

O então presidente, segundo Léo Pinheiro, queria evitar um estremecimento nas relações do Brasil com o governo de Evo Morales.

A obra mencionada é a construção de uma estrada entre as cidades de Potosí e Tarija, que havia sido iniciada pela Queiroz Galvão em 2003. A Queiroz, porém, se envolveu em uma disputa com o governo de Evo, que cobrava a reparação de fissuras em pistas recém-construídas, e teve contrato rompido em 2007.

De acordo com o relato do empreiteiro, Lula articulou financiamento do BNDES no país vizinho e prometeu à OAS a obtenção de um outro contrato na Bolívia como forma de compensação por tocar um projeto problemático.

O governo brasileiro, disse Léo Pinheiro, afirmou que o impasse proporcionava “riscos diplomáticos” ao país. A paralisação da construção da estrada começou a gerar protestos nas regiões afetadas.

Em encontro em data não informada, Léo Pinheiro diz ter afirmado ao então presidente Lula que a obra seria deficitária, diante dos trechos que precisariam ser consertados e dos preços previstos.

A resposta, ainda de acordo com o relato, foi a de que Evo estaria disposto “a compensar economicamente a empresa, adjudicando um outro contrato em favor da OAS”.

O relato está em proposta de delação de Léo Pinheiro que foi compartilhada por procuradores da Lava Jato no aplicativo Telegram e que foi enviada ao site The Intercept Brasil. Os arquivos foram analisados pelo site e pela Folha.

Segundo o depoimento, a Bolívia retirou sanções impostas à Queiroz Galvão, autorizou a transferência do contrato e licitou um outro trecho no qual a OAS se saiu vencedora. Após a empresa assumir a obra em 2009, segundo Pinheiro a situação desandou mais adiante, já no governo Dilma Rousseff (PT), quando a área técnica do BNDES pôs entraves ao financiamento.

O contrato da OAS acabou cancelado pela Bolívia e, segundo Pinheiro, à empresa só restou negociar para retirar seus equipamentos e obter uma devolução de garantias, “após apelos de Lula”.

A construção da estrada, de 340 km, despertou controvérsia na política local. Ainda no ano passado, por exemplo, um senador pediu acesso a dados, como contratos, da obra. O custo total foi estimado pela Bolívia na década passada em US$ 226 milhões (atualmente, em torno de R$ 925 milhões).

A delação de Léo Pinheiro foi fechada com a Procuradoria-Geral da República e homologada neste mês pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Seis procuradores que atuam em Brasília pediram demissão de um grupo da Lava Jato no início deste mês por discordarem da procuradora-geral, Raquel Dodge, em relação a providências quanto ao acordo, como arquivamento de trechos.

Léo Pinheiro está preso desde 2016 e foi o principal acusador de Lula no caso do tríplex de Guarujá (SP), pelo qual o petista foi condenado e cumpre pena em Curitiba desde abril do ano passado.

Em junho, a Folha mostrou, com base em mensagens trocadas no Telegram, que o relato do empresário só passou a ser considerado merecedor de crédito pela equipe da Lava Jato após mudar diversas vezes sua versão sobre esse caso.

O depoimento que cita o imbróglio na Bolívia foi citado em uma proposta de delação em junho de 2017. Nesse documento, além de casos já conhecidos, como o tríplex, o ex-presidente da OAS também menciona Lula ao falar de palestras contratadas pela empresa na Costa Rica e no Chile para “influenciar em negócios da empresa”.

Segundo o relato, no país da América Central Lula foi contratado pela empreiteira em 2011, por US$ 200 mil, para uma conferência, e intermediou um encontro de Léo Pinheiro com Óscar Arias, ex-presidente costa-riquenho e prêmio Nobel da Paz de 1987.

Também relatou reunião com a então presidente Laura Chinchilla, na qual Lula teria apresentado a empresa para que atuasse em concessões públicas. O negócio, contou Pinheiro, foi concretizado.

No Chile, a OAS tentava se fixar em 2013, quando já havia conseguido integrar um consórcio para a construção de uma ponte no sul do país.

Segundo Léo Pinheiro, a OAS temia perder o contrato com a mudança de governo, no ano seguinte, e a situação foi explicada a Lula na ocasião de viagem para uma palestra. Michelle Bachelet, do Partido Socialista, tomaria posse em março de 2014.

Ainda segundo o relato, Lula falou que conversou com o ex-presidente chileno Ricardo Lagos, também do Partido Socialista, que teria garantido que a construtora brasileira continuaria na obra.

O empreiteiro disse ainda que, na sequência, Lula pediu dinheiro da OAS para a campanha de Bachelet. Pinheiro disse ter determinado, então, o pagamento de 101,6 milhões de pesos chilenos, o equivalente à época a cerca de R$ 400 mil reais, “nos interesses da campanha de Bachelet”.

Esse valor, afirmou, foi pago por meio de contrato fictício firmado com a empresa Martelli y Associados, já depois de encerrada a campanha.

Nessa modalidade de repasse, a empresa firma um contrato falso, por exemplo, de consultoria ou de prestação de serviços que nunca foram feitos, para justificar a destinação de dinheiro em benefício de um grupo político.

Em 2017, a OAS foi alvo de mandados de busca em investigação no Chile. Bachelet, após a divulgação de reportagens sobre supostos elos com a OAS, negou irregularidades em sua campanha e disse que todo o financiamento foi regular.

Um outro país citado nos depoimentos é a Guiné Equatorial, na África. Pinheiro afirma que Lula defendeu em 2012, em reunião com o ditador de Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, a contratação da OAS para um projeto no país africano, que acabou ficando com a construtora brasileira.

Com a homologação do acordo, caberá ao Ministério Público e à Justiça decidir se há algum indício de irregularidade nos episódios relatados que exija a abertura de investigações.

FOLHAPRESS

Fonte: Blog do BG

 

LOCAIS

Plano Diretor: Comissão debate verticalização na orla de Natal

Na reunião foram apresentadas imagens comparando como é atualmente e como ficaria a orla com as mudanças, inclusive citando exemplos de outras capitais

14/09/2019 às 15:26

Marcelo Barroso / CMN
Câmara já está debatendo, por temas, a revisão do Plano Diretor em preparação para a votação do projeto

Os vereadores da Comissão dos Direitos Humanos, Proteção das Mulheres, dos Idosos, Trabalho e Minorias receberam na sexta-feira, 13, moradores, representantes de ONGs, conselhos comunitários e pesquisadores, que debateram sobre os impactos da verticalização da orla para as comunidaddes e para a atividade da pesca, dentro da revisão do Plano Diretor de Natal.

Durante a reunião, os vereadores Eleika Bezerra (PSL), Ana Paula (PL), Maurício Gurgel (PSOL) e Divaneide Basílio (PT), que preside a comissão, tiveram conhecimento sobre pesquisas destas áreas e a visão das comunidades residentes próximas à orla. “Há uma diferença entre o que o povo está discutindo e o que o prefeito está anunciando e, por isso, estamos ouvindo o lado da população para que possamos nos posicionar e propor um plano mais inclusivo e que respeite os direitos humanos e as pessoas que moram nessas áreas”, disse a vereadora Divaneide.

A professora de arquitetura da UFRN, Amiria Brasil, que coordena o Fórum  Direito à Cidade, explicou que um dos principais problemas que poderão surgir é pela falta de saneamento que comporte o adensamento a partir da construção de prédios mais altos. “É possível verticalizar com o que já está posto, porque liberar a verticalização impacta diretamente nas comunidades locais e paisagens que são protegidas por se tratar de Zonas Especiais de Interesse Turístico. O que está em jogo na verticalização também é a exclusão das pessoas que moram na área, além do impacto na infraestrutura. Há uma necessidade de adensar, mas planejando a infraestrutura porque pode até prejudicar o lençol freático”, explicou a professora.

Na reunião foram apresentadas imagens comparando como é atualmente e como ficaria a orla com as mudanças, inclusive citando exemplos de outras capitais. Algumas dessas áreas também coincidem com Áreas Especiais de Interesse Social (AEIS), destinadas à produção, manutenção e recuperação de habitações de interesse social, como no bairro de Mãe Luíza. “As AEIS impedem a verticalização sem sustentabilidade por não permitir o remembramento que é necessário para construções maiores. Isso garante a moradia das pessoas que são de lá e que, dificilmente, continuariam morando nos imóveis que chegariam com a verticalização”, prevê Rafael Uchoa, do Projeto Motyrum, da UFRN.

Natal tem cerca de 50 AEIS, mas apenas 10% estão legalizadas como tal. Há ainda a preocupação com a atividade pesqueira. A presidente da Colônia de Pescadores de Natal, Rosângela Silva, relatou que a categoria está apreensiva. “A gente teme a retirada dos pescadores do local onde nasceu, onde trabalha e tira o sustento. Isso já tem acontecido ao longo dos anos com as mudanças na cidade, mas esperamos que esta Casa defenda a população”, declarou.

A Câmara já está debatendo, por temas, a revisão do Plano Diretor em preparação para a votação do projeto que deverá chegar à Casa até dezembro. Nesta semana já foi realizada uma audiência pública que tratou da acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida na revisão da lei.

Fonte: Agora RN

 

 

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