EDUCAÇÃO: A VONTADE POLÍTICA PODE MUDAR ESSE PANORAMA RAPIDAMENTE

Na coluna EDUCAÇÃO deste sábado temos um artigo do professor Wallison Ulisses Silva dos Santos que expõe a real situação da educação de nível superior nas universidades públicas do Brasil. Sabemos que o país atravessa grave crise financeira e que os cofres públicos estão quase vazios. O cobertor é curto, é verdade, mas tem de haver uma solução plausível, já que a educação é prioridade 0. Sem ela não chegaremos a lugar nenhum. Algum remanejamento de verba há de ser feito para que a pesquisa não perca o seu espaço e assim não percamos os melhores cérebros para outros países.

18/SEP/2019 ÀS 20:00
Brasil demorar anos recuperar educação pesquisa universitária
Imagem: reprodução

Wallison Ulisses Silva dos Santos*, Pragmatismo Político

O grande acontecimento do mês de maio foi o corte anunciado pelo Governo Bolsonaro a educação universitária com a justificativa, quase inacreditável, que as universidades públicas não produzem pesquisa e são locais de realização de balbúrdias.

Nos dias seguintes as redes sociais foram entupidas de falsos acontecimento que tiveram como objetivo manchar a imagem das instituições de ensino.

As universidades públicas no Brasil são responsáveis por aproximadamente 90% das pesquisas científicas no Brasil e muito provavelmente os outros 10% são de professores formados nas universidades públicas que realizam pesquisas em instituições privadas. Esses trabalhos resultam em vacinas, tratamentos médicos, pesquisas voltadas a sustentabilidade e análises sociais que servem de base para políticas públicas.

Como professor posso afirmar que a educação é um fenômeno social de longo prazo e isso significa que decisões erradas podem impactar na qualidade das universidades por mais de três décadas.

Os investimentos na educação já estavam reduzidos por causa da emenda constitucional de congelamento dos gastos públicos proposta e aprovada durante o Governo Temer. Esse segundo corte ataca a alma das universidades que é a pesquisa e extensão. Comprometer a qualidade das instituições que são do provo brasileiro pode ser uma estratégia de precarizar a educação pública para em poucos anos propor a privatização.

A paralisação de pesquisas aumentará a dependência tecnológica do Brasil e reduzirá a produtividade do trabalhador. Estes resultados aumentaram a distância do Brasil em relação aos países desenvolvidos. A defesa da educação pública é do interesse de todos os brasileiros pela garantia de um futuro melhor.

*Wallison Ulisses Silva dos Santos é graduado em Economia pela UFMT e em Administração pela UNIP, mestre em Economia pela UFMT, coordenador e Professor da Faculdade INVEST Cuiabá.

Fonte: Pragmatismo político

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