CONHEÇA ESTRADA BOLIVIANA CONSIDERADA UMA DAS MAIS PERIGOSAS DO MUNDO

A estrada mais perigosa do mundo

Ela fica na Bolívia, tem 64 quilômetros e apenas três metros de largura

Uma estrada boliviana construída por prisioneiros de guerra paraguaios depois da Guerra do Chaco (1932-1935) é considerada uma das mais perigosas do mundo.

A pista tem apenas três metros de largura | Foto: Reprodução/Flickr

A estrada vai de La Paz, principal cidade da Bolívia, para uma região conhecida como Yungas. Ela tem 64 quilômetros e uma descida acentuada de 3,5 mil metros. Partes da rodovia têm apenas três metros de largura, há uma série de curvas fechadas e cantos cegos, além cachoeiras que escorrem pelas rochas.

Barreiras de segurança são raras. Ao longo do trecho, mais comum, são santuários à beira da estrada: cruzes brancas, cachos de flores e fotos.

Depois do trecho inicial até o topo da montanha é apenas pista de terra. E ainda, é uma rota importante para caminhões e ônibus. No começo dos anos 2000, estimava-se que 200 a 300 pessoas morriam na estrada.

Ela ainda é uma rota importante para caminhões e ônibus | Foto: Reprodução Flickr

A reputação macabra da estrada tornou-a uma espécie de atração turística e atrai um fluxo constante de viajantes. Em 1995, o Banco Interamericano de Desenvolvimento o batizou de “o caminho mais perigoso do mundo”.

A rota também é a porta de entrada para as Yungas (“terras quentes” na língua indígena de Aymara, falada por 1,7 milhão de bolivianos): regiões com ouro e a planta coca.

Uma parte importante de seu trecho é de terra | Foto: Reprodução/Flickr

Uma corrida do ouro está em andamento em partes do Yungas e da Amazônia boliviana, desencadeada pelo aumento dos preços do minério depois da crise financeira global de 2007-2008.

Grande parte da mineração é ilegal e ligada ao crime organizado, às vias navegáveis envenenadas e ao aumento do desmatamento, como destacado em um relatório de 2018 do Projeto de Informação Geo-Referencial Da Amazônia, uma coalizão de organizações da sociedade civil.

Deixe uma resposta