CIÊNCIAS: ESPÉCIES RARAS ESTÃO VIVENDO NO BARCO ENDURANCE QUE NAUFRAGOU EM 1915

Cientistas descobrem nas profundezas da Antártida espécies raras de seres marinhos que vivem na carcaça da embarcação Endurance e que podem indicar efeitos da crise climática. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa nova descoberta.

REDAÇÃO GALILEU

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 Lírio do mar amarelo (Foto: Huw Griffiths/Twitter)Lírio do mar amarelo (Foto: Huw Griffiths/Twitter)

Desaparecido em 1915, o Endurece, barco que naufragou durante expedição que levava 28 homens para cruzar a Antártida pela primeira vez, foi recentemente encontrado. Sua descoberta foi divulgada nesta quarta-feira (9), pelo Fundo do Patrimônio Marítimo das Malvinas e, desde então, atraiu os olhares de muitos cientistas, pesquisadores e curiosos. Entre eles, o biólogo marinho Huw Griffiths, do Grupo de Trabalho BAS-Arctic. O cientista chamou atenção nas redes sociais ao olhar além da carcaça da embarcação e apontar para sua nova (e incrível) tripulação.

Em uma thread no Twitter que hoje já conta com mais de 1800 compartilhamentos, Huw destaca que a luz limitada e temperaturas congelantes do local do naufrágio tornou a embarcação o lugar perfeito para algumas das espécies mais desconhecidas da Antártida, um elenco colorido e muito resistente.

“Meu lugar favorito do @Endurance_22 até agora é o lírio do mar amarelo brilhante ou o #crinoid perseguido! Os lírios do mar datam de mais de 480 milhões de anos e costumavam ser muito comuns e diversos em todos os oceanos do mundo até o período Triássico!”, escreveu o pesquisador em um de seus posts, acompanhado da foto que colocamos no início dessa reportagem.

Anêmonas-do-mar da Antártida (Foto: Huw Griffiths/Twitter)
Anêmonas-do-mar da Antártida (Foto: Huw Griffiths/Twitter)
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Olhando com atenção as imagens ainda é possível ver Anêmonas-do-mar da Antártida. Elas estão nas pranchas quase intodo navio e uma até parece ter assumido o mache.

 caranguejo yeti (Foto: Huw Griffiths/Twitter)

Descobertas podem apontar para uma migração causada pelas mudanças climáticas. caranguejo yeti (Foto: Huw Griffiths/Twitter)

Griffiths e sua colega de pesquisa, Dra. Katrin Linse, também acreditam ter identificado nas imagens um caranguejo yeti, criaturas que, até onde se sabia, não habitavam o Mar de Weddell. A descoberta, embora fascinante, pode apontar para uma migração causada por mudanças climáticas, apontam os pesquisadores.

Thread no Twitter Endurance 22 (Foto: Huw Griffiths/Twitter)
O navio Endurance foi encontrado a uma profundidade de mais de 3 mil metros (Foto: Huw Griffiths/Twitter)

Cem anos após a morte de seu capitão, Ernest Shackleton, o navio Endurance foi encontrado a uma profundidade de mais de 3 mil metros, nas águas do Mar de Weddell, pela Expedição Endurance 22. A investigação arqueológica partiu da Cidade do Cabo, na África do Sul, e utilizou o navio sul-africano de pesquisa e logística SA Agulhas II, além de veículos de busca submarina.

Fonte: Revista Galileu

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