AUTOCONHECIMENTO: DESTINO, COINCIDÊNCIA OU SINCRONICIDADE SÃO A MESMA COISA QUE SORTE OU AZAR?

Adorei esse texto publicado por Beth Michepud, que estou postando nesta segunda-feira na coluna AUTOCONHECIMENTO, pois trata de um tema comum na vida das pessoas, mas que é raro elas refletirem sobre isso com seriedade. A vida passa as coincidências e acasos vão acontecendo e as pessoas não tratam do assunto com a devida importância. Portanto, eis uma excelente oportunidade para REFLETIR sobre o assunto com embasamento científico de Carl Jung.  

Destino, coincidência ou sincronicidade?

 em SETEMBRO 15, 2019

sincro

É preciso vivermos presentes no “agora” para que possamos nos permitir ouvir a voz da “corte celestial” à qual Pierre Weil se refere quando disse que “quando desejamos algo, desencadeamos uma “corte celestial” que se encarrega de criar os mecanismos para a sua realização.”

Quando temos um problema, ele volta inúmeras vezes a nossos pensamentos, como se fosse um disco arranhado. Mas quando finalmente compreendemos o que temos de compreender, cessa a repetição. Revela-se aquilo que estava sendo expresso por símbolos, entendemos a situação e integramos seu conteúdo.

O texto, de autoria da psicóloga Doucy Douek, traz uma reflexão sobre o que alguns chamam de sorte ou azar e outros de coincidência, destino ou sincronicidade. Espero que apreciem.

“A vida parece que está cheia de coincidências. Você está pensando numa pessoa e, de repente ela aparece. Está falando do vizinho e justo ele telefona. Ou então encontra, por um tremendo acaso aquela pessoa que daí para a frente vai ser fundamental estar em sua vida. Essas estranhas coincidências, às vezes, se revelam positivas e você considera-se num período de sorte. E às vezes parece que tudo anda contra, é uma desgraça atrás da outra – um tempo de azar. E tanto a sorte como o azar são logo atribuídos ao destino, amigo ou cruel, como se entre o seu estado interior e os acontecimentos externos, bons ou maus, não pudesse haver nenhuma relação.

Ao estudar as coincidências, Jung chegou a conclusão de que elas não são tão casuais como parecem, e deu ao fenômeno o nome de sincronicidade.
A principal característica da sincronicidade seria uma significativa relação entre uma vivência interior e um evento exterior: penso numa pessoa e ela telefona.

Para Jung existe a sincronicidade cada vez que um fenômeno acontece dentro de uma pessoa e fora dela ao mesmo tempo e sem nenhuma ligação lógica aparente. Na sincronicidade portanto, o interior e o exterior como que se combinam para formar um acontecimento. Sabe-se hoje que o tomar consciência de algo seria assim , um poderoso ato criativo no qual a realidade objetiva e a subjetiva se combinam para formar um evento.

À luz da teoria da sincronicidade, fica sempre muito relativo falar em mera coincidência, puro acaso. Correto seria dizer que, de alguma maneira,  produzimos energias tanto para nossas melhores coincidências como para nossas piores ações. E aquilo que chamamos de sorte ou azar está mais ligado ao nosso estado interior do que a um destino caprichoso sem rosto.

A concepção Junguiana de sincronicidade é de que, mediante uma silenciosa e misteriosa troca de energias, nosso estado interior está ativamente ligado a objetos e acontecimentos à nossa volta.

Para preparar-se para sincronicidades felizes é preciso “estar bem consigo mesmo”. Pessoa sincrônica é aquela que tem suas necessidades internas alimentadas pela realidade exterior. Ela se conhece bem, sabe o que quer, caminha na direção do que precisa e assim cedo ou tarde, a vida se move a seu favor. Quem pelo contrário é infiel às suas verdades internas, finge em relação a si próprio, não sabe o que quer, se arrisca a entrar neste campo de energias contraditórias, negativas, a que costumamos chamar de azar. Ouvir bem seus desejos é fundamental para uma fiel relação de energias com a vida.

O que a gente de fato quer, nem sempre corresponde àquilo que a gente pensa que quer.”

Luz e Paz !

Fonte: Sabedoria Universal

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