ARTIGOS: A MAÇONARIA, O DESTINO DA HUMANIDADE NAS MÃOS DAS SOCIEDADES SECRETAS, POR WAGNER BRAGA

Na  série O DESTINO DA HUMANIDADE NAS MÃOS DAS SOCIEDADES SECRETAS, aqui na coluna ARTIGOS, já apresentamos Os Essênios, uma das seitas judaicas e a Irmandade Rosacruz. Na nossa 4ª publicação dessa série vou apresentar para você uma das mais discretas dessas sociedades, visto que sofreu perseguições e intolerância dos regimes reinantes na idade média: A Maçonaria, cujos princípios fundamentais dessa irmandade são a Tolerância, a Filantropia e a Justiça. Portanto uma sociedade secreta do bem.

Aventuras na História · O Compasso do Mundo: A Maçonaria através da história

A Maçonaria

A Maçonaria é uma sociedade discreta, que cultua a Liberdade, a Fraternidade e a igualdade entre os homens. Seus membros, são homens livres e de bons costumes que se denominam mutuamente de irmãos, devido ao seu caráter secreto de irmandade. Os princípios fundamentais dessa irmandade são a Tolerância, a Filantropia e a Justiça.

Na época do seu surgimento havia perseguições, intolerância e falta de liberdade por causa dos regimes reinantes na época. Daí a sua discrição até os dias de hoje. Seu caráter secreto deveu-se a tais perseguições e intolerância. A democracia permitiu que os Maçons se espalhassem por todos os países do mundo.                                                                                                                                                                            O ingresso à irmandade universal é feito através de convite expresso. O novo membro é integrado à irmandade numa cerimônia denominada iniciação. É uma forma de ingresso tradicional, que se mantém inalterada por séculos, cujo belíssimo conteúdo, praticamente conduz o iniciando a meditar profundamente sobre os questionamentos filosóficos que sempre inquietaram a humanidade ao longo da história.  Este ritual se chama Iniciação.                                                                                                                                                                                  O iniciante ingressa na Ordem com o grau de Aprendiz. Com o tempo e o aprendizado recebido ganha o grau de Companheiro e após um determinado período de estudos alcança o grau máximo do ‘Simbolismo[1]’, denominado de Grau de Mestre Maçom.

O local de reunião dos Maçons é chamado de loja, onde eles realizam seus rituais, que são dirigidos por mestre Maçom experiente denominado  Venerável Mestre. Estas cerimônias são em homenagem e honra ao Grande Arquiteto Do Universo: Deus.

Seus ensinamentos são transmitidos através de símbolos dando assim um conhecimento hermenêutico profundo e adequado ao nível intelectual de cada indivíduo.

Os símbolos são retirados das primeiras organizações Maçônicas, dos antigos mestres construtores de catedrais. “Maçom” em francês significa pedreiro. Devido a este fato encontramos réguas, compassos, esquadros, prumos, cinzéis e outros artefatos de uso da Arte Real, ou seja, instrumentos usados pelos mestres construtores de catedrais e castelos, que são utilizados para transmitir ensinamentos.

Por possuir um conhecimento eclético, a Maçonaria busca nas mais diversas vertentes suas verdades e experiências, dando um caráter universal a sua doutrina.

A Maçonaria não é uma religião, pois o objetivo fundamental de toda sociedade religiosa é o culto a divindade.

Cada Loja possui independência em relação as outras Lojas da jurisdição, mas estão ligadas a uma Grande Loja ou Grande Oriente, sendo estes soberanos. Cada Grande Loja ou Grande Oriente denomina-se de “potência”. Esta é uma divisão puramente administrativa, pois as regras, normas, e leis máximas, denominadas ‘Landmarks’ são comuns a todos os Maçons.
Um dos Landmark básicos da Ordem é que o homem para ser aceito deve acreditar em um princípio criador independente de sua religião.

Seus integrantes professam as mais diversas religiões. No Brasil a grande maioria dos brasileiros é cristã, e adota a Bíblia como livro da lei. Em outra nação, o livro que ocupa o lugar de destaque no Templo, poderá ser o Alcorão, o Torá, o livro de Maomé, os Vedas, etc, de acordo com a religião de seus membros.

No preâmbulo da primeira Constituição editada pela Grande Loja ficam registrados de forma clara os princípios em que se baseia a Ordem:

  • A Maçonaria proclama desde sempre, a existência de um Princípio Criador, sob a denominação de Grande Arquiteto do Universo;
  • Não impõe nenhum limite a livre investigação da Verdade e é para garantir a todos essa liberdade que ela de todos exige tolerância;
  • É acessível aos homens de todas as raças e de todas as crenças religiosas e políticas;
  • Proíbe em suas Oficinas toda discussão sobre matéria partidária, política ou religiosa, recebe os homens qualquer que sejam as suas opiniões políticas ou religiosas, humildes, contudo, livres e de bons costumes;
  • Tem por fim combater a ignorância em todas as suas manifestações;

É uma escola mutua que impõe este programa: obedecer as leis do País, viver segundo os ditames da honra, praticar a justiça, amar o próximo, trabalhar incessantemente pela felicidade do gênero humano e para conseguir a sua emancipação progressiva e pacífica.”

Maçons famosos fundaram diversas entidades que prestam serviços a humanidade, vejamos alguns exemplos: Os escoteiros por Robert Baden Powell, os Clubes de Rotary por Paul Harris, os Clubes de Lions por Melvin Jones, os grupos de jovens DeMolays por Frank Sherman Land.

A independência do Brasil foi decretada e solicitada a Dom Pedro I em uma sessão Maçônica realizada em 20 de agosto de 1822. Este dia é dedicado ao Maçom brasileiro.

O Marechal Deodoro da Fonseca, iniciado na Loja “Rocha Negra” de São Gabriel, Rio Grande do Sul, proclama a república em 15 de novembro de 1889.

Nossa Loja Fraternidade contou em suas colunas com o General Manoel Luiz Osório, Marquês do Herval.

[1] O Simbolismo surgiu na Europa na segunda metade do século XIX em resposta ao cientificismo, tendência intelectual de matriz positivista que preconizava a adoção do método científico para a investigação de todas as áreas do saber e da cultura. Em resposta a esse materialismo cientificista, os escritores simbolistas buscaram o resgate de certos valores do Romantismo que foram esquecidos pelo Realismo.

Wagner Braga 

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