ZONAS DE AMORTECIMENTO DO PARQUE DA CIDADE SÃO CONSTANTEMENTE AMEAÇADAS POR QUEIMADAS

Semurb alerta para risco de queimadas próximo ao Parque da Cidade

Redação / Portal da Tropical

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Foto: Carla Belke

Com a chegada do período mais seco do ano, como Zonas de Amortecimento (ZA) do Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, obrigatório nas proximidades do cruzamento da Av. Jaguarari com a Av. da Integração, são constantemente ameaçadas por queimadas, tanto por ações humanas ou climáticas. A equipe do Setor de Manejo Ambiental e Pesquisas Científicas da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), que realiza trabalhos na área do Parque, verifica em suas vistorias uma grande presença de descarte irregular de resíduos domésticos, incluindo materiais que podem causar combustão como restos de podas, pneus e outros resíduos plásticos.

Aliado a isso, o aumento da temperatura e a escassez de chuvas em razão da estação aumentam como chances de incêndio nessas áreas próximas ao Parque. São lixos jogados em terrenos baldios e em áreas de dunas, podas de árvores, pneus, papel, vidros entre outros materiais de fácil combustão, depositados ilegalmente, podem queimar facilmente devido a forte impacto solar, é o que explica o chefe do setor de Manejo Ambiental e Pesquisas Científicas (SMAPC), Luiz Augusto Correia. Além disso, os incêndios criminosos provocados por motoristas provocados, que ao dirigir, descartam pontas de cigarros ao longo das vias, pessoas que mandam limpar terrenos e depois ateiam fogo, não fazendo o controle. Tudo isso pode gerar uma queimada e atingir as áreas do parque e danificar sua vegetação, explica ele.

Ele explica que as Zonas de Amortecimento (ZA) são elevados com o objetivo de regulamentar o uso e ocupação do solo, como também de proteger o entorno da Unidade de Conservação (UC) das atividades humanas e têm o propósito de minimizar os impactos negativos sobre elas. A UC Parque da Cidade tem quatro ZA’s, que são responsáveis ​​por proteger o seu entorno com normas e restrições específicas. “Por isso, a importância de manter essas áreas intactas e livres de incêndios porque cabe a elas prevenir a fragmentação ambiental, funcionando como um efeito de borda protegendo a vegetação nativa”, ressalta Correia.

Segundo ele, atualmente uma equipe do Setor de Manejo Ambiental e Pesquisas Científicas atua no monitoramento constante dessas áreas com o objetivo de identificar a ocorrência de atividades irregulares causadoras de focos de incêndio. Além disso, em conjunto com o setor de Educação Ambiental e Biblioteconomia do Parque, está desenvolvendo um plano para orientar a população do entorno sobre o problema. Contudo, diz ele, “a população da população é essencial para manter essas zonas de segurança”.

A população deve evitar depositar ou resíduos acumulares que promovam proliferação de insetos, roedores ou outros animais, como também evitar implantação de aterros sanitários e hidráulicos na região porque isso contribui para a prevenção de queimadas. É importante também não realizar queimada ou incineração de resíduos ou quaisquer outros materiais que possam representar risco de incêndio para a vegetação, assim como lançamento ou descarte de efluente urbano ou industrial sem o devido tratamento. Evitar utilização de agrotóxicos e atividades pecuárias e industriais também contribuem para a diminuição do risco de incêndio.

“Cabe à população natalense valorizar e preservar o meio ambiente local, em especial, às áreas vulneráveis ​​e aquelas protegidas por lei. A população pode atuar e ajudar nessa fiscalização de modo que, ao observar qualquer indício de atividade irregular, seja incêndios, deposição irregular de lixo ou desmatamento, deve imediatamente acionar os órgãos competentes como a Guarda Municipal por meio do Grupamento de Ação Ambiental (GAAM) , a Fiscalização Ambiental da Semurb, a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros ou o Parque da Cidade, para que a equipe do Setor de Manejo Ambiental possa realizar o registro estas ocorrências ”, finaliza Correia.

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