UTILIDADE PÚBLICA: SAIBA  QUAL A PREVENÇÃO E COMO AGIR EM CASO DE ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS

Saiba como agir em casos de acidentes com animais peçonhentos

Redação / Portal da Tropical

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Foto: Internet

No primeiro semestre de 2021, 60% dos acidentes com animais peçonhentos notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificações (SINAN) envolveram escorpiões. Em números, esse percentual corresponde a 1.924 matadas.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), a maioria dos casos apresenta sintomas leves, como dor de instalação imediata, que pode ser irradiar para o membro e ser acompanhada de formigamento ou ardência, inchaço e sudorese local. Esses sintomas costumam melhorar em algumas horas sem necessidade da utilização de soro antiescorpiônico.

Em algumas hipóteses, os sintomas são mais graves e podem surgir até duas ou três horas após a picada. Uma vez que seja diagnosticada a necessidade de soroterapia, esta deve ser realizada o mais precocemente possível e, por isso, o tempo entre o acidente e o atendimento médico é crucial, principalmente em casos que envolvem crianças e idosos.

O Ceatox / RN é um serviço da Sesap e funciona em plantão telefônico 24h para casos de acidentes por animais ocorridos e outras intoxicações. Por ligação telefônica ou WhatsApp, os plantonistas prestam informações específicas, em caráter de urgência, aos profissionais de saúde e, de caráter orientador, educativo e preventivo à população em geral. Os números são: 0800 281 7005, (84) 98803-4140 e (84) 98125-1247.

Como acidentes de acidentes com animal peçonhento, além de profissionais da rede pública ou privada de saúde, podem contar com o CEATOX / RN para orientar sobre a conduta de atendimento e, quando necessária a transferência, o fluxo da regulação para as unidades de referência.

É importante lembrar que as vítimas de acidentes com serpentes devem ser encaminhadas à unidade de referência para avaliação clínica e tratamento adequado, mesmo que apresentem sintomas leves. O RN conta com cinco unidades hospitalares de referência para atendimento a acidentes com animais peçonhentos, situadas em Natal, Caicó, Mossoró, Pau dos Ferros.

Em Natal, as referências são o Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes, para pacientes de até 14 anos, e o Hospital Giselda Trigueiro para pacientes adultos. Em Mossoró, o Hospital Regional Tarcísio Maia; em Caicó, o Hospital Telecila Freitas Fontes; e em Pau dos Ferros, os atendimentos são feitos no Hospital Regional Cleodon Carlos de Andrade.

Prevenção

Existem medidas que podem ser adotadas como forma de prevenção ao aparecimento de escorpiões, como acondicionar o lixo domiciliar em sacos ou recipientes fechados, manter a limpeza de quintais e jardins, evitar acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico e materiais de construção próximo às casas, evitar folhagens densas junto a paredes e muros.

Uma forma de prevenção aos acidentes com esses animais é usar calçados e luvas de couro nas tarefas de limpeza em jardins e quintais, atenção com roupas e sapatos antes do uso, afastar camas e berços das paredes, não deixar que mosquiteiros encostem no chão e não pendurar roupas nas paredes.

É importante também utilizar, em casas e apartamentos, sistemas de vedação de ralos, consertar frestas em paredes e rodapés soltos. Outra forma de evitar a proliferação de escorpiões é a preservação de seus inimigos naturais, como aves de hábitos noturnos, como corujas e joão-bobo, lagartos e sapos.

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