ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESTA SEXTA-FEIRA

Por G1

 

No Nordeste, Bolsonaro diz que Paulo Guedes não é obrigado a continuar como ministro, masque ‘casamento’ segue mais forte do que nunca. Mais cedo, o economista afirmou que deixa o cargo se reforma da Previdência não for aprovada. O ex-assessor de Flávio Bolsonaro pagou R$ 133 mil em dinheiro vivo com despesas médicas em SP. Brasil cria 129 mil vagas com carteira no melhor abril em 6 anos. Anac suspende todos os voos da Avianca Brasil. Movimentação em paredão de mina da Vale aumenta nas últimas horas. Theresa May não resiste ao Brexit e anuncia que vai deixar de ser primeira-ministra no dia 7. Brasil leva principal prêmio de mostra paralela no Festival de Cannes.

INTERNACIONAIS

O choro de May

Primeira-ministra britânica, Theresa May, chora ao anunciar sua renúncia nesta sexta-feira (24), em Londres — Foto: Toby Melville/ Reuters

Primeira-ministra britânica, Theresa May, chora ao anunciar sua renúncia nesta sexta-feira (24), em Londres — Foto: Toby Melville/ Reuters

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou que vai deixar o cargo em 7 de junho. A renúncia foi anunciada após a líder do Partido Conservador fracassar na condução do Brexit, processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

May, que vinha sofrendo uma forte pressão para deixar o cargo — inclusive dentro do seu próprio partido —, declarou sob lágrimas que fez o seu melhor ao tentar implementar o Brexit. Agora, os conservadores iniciarão um processo para escolher o novo líder do governo.

Para entender

Entenda o Brexit e quais foram as propostas até a renúncia de Theresa May

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Brasil em Cannes

Karim Ainouz, diretor de 'A Vida Invisivel de Euridice Gusmao', recebe o prêmio da mostra Um Certo Olhar em Cannes 2019 — Foto: Reuters

Karim Ainouz, diretor de ‘A Vida Invisivel de Euridice Gusmao’, recebe o prêmio da mostra Um Certo Olhar em Cannes 2019 — Foto: Reuters

O filme brasileiro “A vida invisível de Eurídice Gusmão” foi o vencedor da mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes. O prêmio de melhor filme é o primeiro do Brasil na premiação paralela do evento.

Dirigido pelo cearense Karim Aïnouz, narra a trajetória de duas irmãs cariocas nos anos de 1950, cujos sonhos são soterrados pelo peso de uma sociedade machista. Fernanda Montenegro e Carol Duarte dividem o papel de Eurídice. O filme, baseado no livro homônimo de Martha Batalha, tem estreia prevista para novembro no Brasil.

O Brasil ainda concorre ao prêmio principal de Cannes, a Palma de Ouro, com o longa ‘Bacurau’. O filme, dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, é uma aventura e ficção científica, ambientado num pequeno povoado do sertão. O anúncio do vencedor da Palma de Ouro será amanhã.

NACIONAIS

Bolsonaro, Guedes e a Previdência

Durante a 1ª visita ao Nordeste como presidente, Bolsonaro disse que ninguém é obrigado a continuar como ministro, em referência à declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a possibilidade de sair do governo se a reforma da Previdência não for aprovada.

Guedes afirmou à revista ‘Veja’ que vai ‘embora para casa’ se perceber que a proposta não passará no Congresso.

“Ninguém é obrigado a continuar como ministro meu. Logicamente, ele está vendo uma catástrofe. E é verdade, concordo com ele, se nós não aprovarmos uma reforma muito próxima da que nós enviamos para o parlamento. Então, o Paulo Guedes não é nenhum vidente, não precisa ser, para entender que o Brasil mergulha num caos econômico sem a aprovação dessa reforma”, afirmou Bolsonaro.

No final do dia, em um rede social, o presidente afirmou que o “casamento” dele com Paulo Guedes “segue mais forte que nunca”.

Bolsonaro participa de reunião do Conselho Deliberativo da Sudene, no Recife — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Bolsonaro participa de reunião do Conselho Deliberativo da Sudene, no Recife — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

No Recife, Bolsonaro fez um apelo aos governadores nordestinos pela reforma da Previdência e discutiu estratégias para fortalecer a economia da região. Grupos pró e contra a visita do presidente a Pernambuco fizeram atos em frente ao local do evento onde ele estava.

Dinheiro vivo

Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução/TV Globo

Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução/TV Globo

Fabrício Queiroz, ex-motorista e ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, pagou R$ 133,5 mil em espécie por uma cirurgia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Defesa diz que dinheiro estava guardado para quitar negócios imobiliários e que Queiroz não cometeu crime algum.

Queiroz ficou internado de 30 de dezembro a 8 de janeiro para tratar um câncer, e faltou a um depoimento do Ministério Público. A promotoria aponta indícios da existência de uma organização criminosa, formada por dezenas de integrantes do gabinete do ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro.

Mercado de trabalho

O Brasil gerou 129.601 vagas de emprego com carteira assinada no melhor mês de abril desde 2013, segundo dados do Ministério do Trabalho. No acumulado de janeiro a abril, país registra a criação de 313.835 postos de trabalho.

Avianca suspensa

Passageiros fazem filas em frente a guichês da Avianca em Brasília — Foto: Lucas Lavoyer/TV Globo

Passageiros fazem filas em frente a guichês da Avianca em Brasília — Foto: Lucas Lavoyer/TV Globo

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu a operação e todos os voos da Avianca Brasil, até que a companhia comprove capacidade para manter as atividades em segurança. A Avianca passa por recuperação judicial e funcionários alegam que não estão recebendo salários. Hoje, pilotos e comissários pararam suas atividades nos aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Tensão em MG

Movimentação de talude em Barão de Cocais chega a 16 cm em ponto mais crítico

Movimentação de talude em Barão de Cocais chega a 16 cm em ponto mais crítico

A Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que a movimentação no paredão de uma mina da Vale, em Barão de Cocais (MG), aumentou nas últimas horas. O talude da barragem, que pode se romper a qualquer momento, chegou a 16 cm ontem ao pé do paredão, considerado o ponto mais crítico.

Também teve isso…

 

Por Blog do BG

Encerrando semana turbulenta, Paulo Guedes diz que mantém excelente diálogo com Congresso

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reiterou que mantém um “excelente diálogo” com o Congresso para aprovar a reforma da Previdência que resulte em economia de mais de R$ 1 trilhão nos próximos dez anos. Em nota oficial, ele disse ter “absoluta confiança” no trabalho do Congresso Nacional.
No comunicado, o Ministério da Economia reafirmou o engajamento de Guedes na recuperação da economia. “O Ministério da Economia reafirma o total compromisso do ministro Paulo Guedes com a retomada do crescimento econômico do país e rechaça qualquer hipótese de que possa se afastar desse propósito”, destacou o texto.

“O Ministério da Economia reitera ainda sua absoluta confiança no trabalho do Congresso Nacional, instituição com a qual mantém excelente diálogo, para garantir a aprovação da Nova Previdência com economia superior a R$ 1 trilhão”, acrescentou a nota.

Em entrevista à revista Veja publicada hoje (24), Guedes disse que existe uma margem de negociação para que a reforma da Previdência resulte em economia de até R$ 800 bilhões em dez anos. Ele declarou que poderia renunciar ao cargo caso a reforma da Previdência não seja aprovada ou seja bastante desidratada.

No fim da tarde, o presidente Jair Bolsonaro postou uma mensagem de apoio a Guedes na rede social Twitter. Bolsonaro escreveu que a relação com Guedes está sólida. Segundo o presidente, uma parcela da mídia está tentando um desgaste entre os dois.

Agência Brasil

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Justiça eleitoral cancela 2,4 milhões de títulos de eleitor

A Justiça Eleitoral cancelou 2.486.495 títulos de eleitores em todo o país e no exterior, por ausência nas três últimas eleições consecutivas. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (24) e podem ser acessadas na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na área Serviços ao Eleitor – Situação eleitoral – consulta por nome ou título. O eleitor também pode comparecer a qualquer cartório eleitoral com um documento de identificação com foto.

A maioria dos títulos cancelados está na Região Sudeste (1.247.066), seguido do Nordeste (412.652), Sul (292.656), Norte (252.108), Centro-Oeste (207.213) e 74.800 de eleitores residentes no exterior. Segundo o TSE, cada turno é contabilizado como uma eleição.

O estado de São Paulo lidera o número de cancelamentos, com 674.500 títulos cancelados; seguido do Rio de Janeiro, com 299.121; de Minas Gerais, com 226.761; do Rio Grande do Sul, com 120.190; do Paraná, com 107.815; e de Goiás, com 96.813.

Entre as capitais, a cidade de São Paulo (SP) também encabeça o ranking, com 199.136 documentos cancelados. Em seguida, estão o Rio de Janeiro (RJ), com 126.251; Goiânia (GO), com 39.841; Manaus (AM), com 36.372; Curitiba (PR), com 35.539; e Brasília (DF), com 35.063. A cidade de Belém, capital do Pará, teve apenas 12 títulos de eleitor cancelados.

Regularização

Quem teve o título cancelado deverá pagar uma multa no valor de R$ 3,51 por turno faltante. Em seguida, poderá fazer a regularização da sua situação no seu cartório eleitoral, levando documento de identificação oficial original com foto, comprovante de residência e o título, se ainda o possuir.

A regularização do título eleitoral cancelado somente será possível se não houver nenhuma circunstância que impeça a quitação eleitoral, como omissão de prestação de contas de campanha e perda ou suspensão de direitos políticos, por exemplo.

Irregularidade

O eleitor que teve o documento cancelado poderá ser impedido de obter passaporte ou carteira de identidade, receber salários de função ou emprego público e contrair empréstimos em qualquer estabelecimento de crédito mantido pelo governo.

A irregularidade também pode gerar dificuldades para inscrição, investidura e nomeação em concurso público; renovação de matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo; e obtenção de certidão de quitação eleitoral ou qualquer documento perante repartições diplomáticas a que estiver subordinado, entre outras.


Agência Brasil

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Partidários de Bolsonaro se mobilizam para pressionar o Congresso

Foto: Sérgio Lima/Poder 360 

Partidários do presidente Jair Bolsonaro convocaram manifestações em todo Brasil para exigir que o Congresso, sob suspeita de encarnar a “velha política”, acelere a análise das reformas prometidas pelo chefe de Estado.

Os atos, previstos para dezenas de cidades, foram convocados pelos grupos mais radicais do bolsonarismo, num momento que o ex-capitão do Exército enfrenta, com menos de cinco meses no poder, uma queda drástica de popularidade e uma onda de contestação nas universidades.

Após pensar inicialmente em participar dos atos, Bolsonaro voltou atrás e aconselhou os ministros a fazer o mesmo.

Mas a decisão de não se envolver diretamente com as manifestações só foi tomada, segundo aliados, porque poderia ter um efeito contrário em relação às reformas.

“Vejo os atos do dia 26 como uma manifestação espontânea da população, que de forma inédita se converteu na principal voz das decisões políticas que o Brasil deve tomar”, publicou o presidente no Twitter na quarta-feira.

Na quinta-feira, após um encontro com jornalistas, ele disse crer que haverá “muita gente” na mobilização, mas mostrou preocupação pela proliferação de pedidos nas redes sociais a favor de um golpe que feche o Congresso e o Supremo Tribunal Federal.

“Quem estiver com essa pauta estará na manifestação errada. Não fará bem ao Brasil”, declarou, indicando que esses pedidos são “mais [o presidente venezuelano Nicolás] Maduro que do Jair Bolsonaro”.

As mudanças exigidas nesta semana pelos legisladores e magistrados obrigaram o presidente a modificar seus decretos sobre porte de armas, retirando una disposição que permitia o porte de fuzis semiautomáticos.

Os principais apoios às manifestações de domingo partem de núcleos tão diversos como os discípulos de Olavo de Carvalho, o “guru” ideológico de Bolsonaro, grupos de extrema-direita e sindicatos de caminhoneiros.

Outros grupos de direita – como o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua, que tiveram papel crucial nos protestos a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2016 – se abstiveram de qualquer envolvimento a favor ou contra. O deputado Kim Kataguiri, uma figura destacada do MBL, denunciou “as pautas antiliberais, anticonservadoras e antirrepublicanas” da convocação.

AFP

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Declaração de Guedes não influencia, diz relator da reforma da Previdência

O relator da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), afirmou nesta sexta-feira, 24, que as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, não alteram “em nada” a tramitação da proposta. Guedes afirmou à revista Veja que iria embora, caso os parlamentares aprovassem uma reforma da Previdência com pouca potência fiscal, o que foi interpretado como uma possibilidade de ele deixar o cargo nessa hipótese.

Moreira disse considerar Guedes uma “pessoa de espírito público e de bons diagnósticos”, mas afirmou que o caso se trata de uma conversa entre o ministro e o presidente Jair Bolsonaro.

“Acho que (a declaração) não contamina (a tramitação da reforma). Aliás, essa é uma conversa talvez dele com o presidente”, afirmou o relator. “O presidente é o dono do cargo, faz o que quiser com o Paulo Guedes. Eu considero o Paulo Guedes alguém com espírito público, ele tem bons diagnósticos”, acrescentou.

O tucano destacou que a Câmara vai cumprir a sua responsabilidade de aprovar uma reforma da Previdência e voltou a defender a meta de economia de R$ 1 trilhão em dez anos, compartilhada pelo ministro Paulo Guedes. “Sempre tivemos a meta de mais de R$ 1 trilhão por convicção. Coincidiu com a meta do governo, ela é coerente. Vamos continuar perseguindo esta meta, não vamos abrir mão. Ela é importante para o equilíbrio das contas do governo”, afirmou.

Moreira descartou ainda a possibilidade de as declarações de Guedes colocarem mais pressão sobre o Parlamento pela aprovação da mudança nas regras de aposentadoria e pensão no País. “Vamos cumprir a nossa parte, independente do que o governo está pensando. Lógico que queremos o governo conosco, o governo tem votos e uma PEC precisa de votos”, disse.

Ele defendeu ainda que o governo contribua “de maneira republicana” conversando com os parlamentares e buscando votos. “A reforma não é do Paulo Guedes, do Samuel Moreira ou do Rodrigo Maia. A reforma é do Brasil.”

Na entrevista à revista, Guedes frisou que, se os parlamentares aprovarem algo com uma economia menor do que R$ 800 bilhões, seria um remendo da velha Previdência que está falida e ele iria embora. “Deixa eu te falar um negócio que é importante. Eu não sou irresponsável. Eu não sou inconsequente. Ah, não aprovou a reforma, vou embora no dia seguinte. Não existe isso. Agora, posso perfeitamente dizer assim: ‘Olha, já fiz o que tinha de ter sido feito. Não estou com vontade de ficar, vou dar uns meses, justamente para não criar problemas, mas não dá para permanecer no cargo’. Se só eu quero a reforma, vou embora para casa. Se eu sentir que o presidente não quer a reforma, a mídia está a fim só de bagunçar, a oposição quer tumultuar, explodir e correr o risco de ter um confronto sério pego o avião e vou morar lá fora.”

Estadão Conteúdo

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Rogério Marinho diz que Câmara votará reforma no 1º semestre

Ao deixar hoje (24) a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio, o secretário especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogerio Marinho, disse que, se os prazos correrem conforme o previsto, a Reforma da Previdência começará a ser analisada no Senado a partir do segundo semestre.

“No primeiro semestre, nossa perspectiva é de que a Câmara faça seu papel para que no segundo semestre o texto seja debatido e aprovado também no Senado”. afirmou.

O secretário ressaltou, no entanto, que é o Congresso que vai definir o tempo. “O Congresso já entendeu que há uma necessidade de nos debruçarmos sobre o tema com maior atenção, porque aí estão os índices da atividade econômica, do Produto Interno Bruto, da agregação de novos empregos, ou seja, a economia está pedindo e o Congresso está respondendo à necessidade”, disse.

Para Marinho, o Parlamento está respondendo da forma como o governo imaginava, diante da necessidade e da prioridade da questão previdenciária. “Todos aqueles que se pronunciam a respeito do assunto, mesmo os que fazem oposição, compreendem a necessidade de estruturar o nosso sistema e admitem, de forma unânime, que há um déficit que precisa ser combatido. O que o governo fez foi apresentar um projeto que responde, me parece, às principais críticas que havia ao projeto anterior, a PEC 287.”

MP 871

Segundo o secretário, há perspectiva de que, na próxima semana, seja apreciada a Medida Provisória (MP) 871, que combate fraudes no INSS. “Esperamos que o Congresso se debruce e vote a MP 871, que vai permitir uma economia de mais de R$ 10 bilhões por ano ao sistema previdenciário”.

Marinho lembrou ainda que o prazo de validade da MP 871 termina em 3 de junho e que, por isso, ela tem que ser votada até a próxima semana. De acordo com ele, depois o governo vai enviar um projeto para cobrar grandes devedores para fortalecer a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. “Essa questão da dívida está desmistificada. Está muito claro o compromisso do governo com esse processo.”

O secretário destacou que todos estão sendo convidados a participar do esforço que é reequilibrar as contas públicas. “Aqueles que têm melhor condição vão contribuir com mais, aqueles que têm menos condição vão contribuir com menos, mas todos vão contribuir. Todos vão participar e por fim a questão do equilíbrio fiscal”, ressaltou.

Agenda Rio

De acordo com Marinho, sua agenda no Rio neste fim de semana será para tratar de questões trabalhistas.

“Amanhã (25) vou receber representantes da federação das indústrias e de empresas do estado. Estamos tratando de normas regulamentadoras, entre outras, da questão da burocracia imposta ao setor, denecessidade de se criar um ambiente mais confortável para quem empreende, para quem gera oportunidades em nosso país. É um processo de ganha-ganha, e isso é uma atividade precípua da pasta que está sob o nosso comando”, adiantou.

Marinho reafirmou que os trabalhadores brasileiros não perderam direitos com as mudanças na legislação.

“Este desafio eu fiz em todos os debates de que participei. Qual foi o direito que foi retirado? O direto dos trabalhadores está preservado e respeitado por este governo e pela sociedade. Agora, não é possível mantermos uma situação em que estamos inseridos onde não há segurança jurídica e não há uma previsibilidade para quem quer empregar. Quem gera emprego não sou eu, que sou o político, ou o administrador. Quem gera emprego não é o judiciário ou o Ministério Público. Quem gera emprego é o empreendedor, o vendedor de pipoca, o cara que tem um sorvete. Do cachorro quente até o proprietário de uma grande empresa. Este precisa ser bem tratado, porque é quem gira a economia do nosso país, respeitando os direitos do trabalhador”, concluiu.

Ao sair da sede da CNC, Marinho foi à sede do Ministério da Economia, também no centro do Rio, para uma reunião com o ministro Paulo Guedes. Uma hora depois, foi o ministro que chegou para um almoço na CNC, com o presidente da entidade, José Roberto Tadros, onde ainda está na companhia do secretário.

 

LOCAIS

LAVA JATO: Empresa que presta serviço à Prefeitura do Natal desde a gestão Carlos Eduardo é citada em bloqueio de dinheiro do MDB e PSB

As empresas Queiroz Galvão e a Vital Engenharia Ambiental foram apontadas pelo Ministério Público Federal como envolvidas em uma ação de improbidade administrativa dentro da Petrobras, que resultou no no bloqueio de mais de R$ 3,57 bilhões que envolvem MDB e PSB. A ação faz parte da Lava Jato e investiga irregularidades dentro da Petrobras.

A Vital Engenharia Ambiental, para quem não lembra, é a mesma empresa que possui contratos com a Prefeitura do Natal desde o início da gestão do prefeito Carlos Eduardo Alves. Em 2013, na gestão do ex-prefeito, a empresa assumiu a coleta de lixo por meio de um contrato emergencial, ou seja, sem licitação, porque a antiga empresa, a Líder, disse que tinha dificuldades em prestar o serviço. A Vital Engenharia Ambiental possui vínculos com o Poder Executivo que vão desde obras públicas até a coleta de lixo na capital potiguar.

Já a Queiroz Galvão, é a mesma empresa que é investigada na Lava Jato por vários contratos junto à Petrobras. Em Natal, a empresa também tem obras. A Queiroz Galvão assumiu as obras de parte na construção da macrodrenagem e de mobilidade no entorno da Arena das Dunas para a Copa do Mundo.

Do total bloqueado, a Vital está dentro de um grupo que inclui MDB e operadores da Queiroz Galvão. O valor total bloqueado dos envolvidos dessa parte ultrapassa R$ 1,8 bilhão.

Sobre o bloqueio de hoje, a Vital Engenharia Ambiental informou que “não tem, e nunca teve, qualquer contrato ou sequer participou de qualquer processo de seleção de fornecedores junto à Petrobras e que confia na Justiça”. Já a construtora Queiroz Galvão informou que não vai comentar a decisão judicial.

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