Por G1

09/09/2019 19h29  Atualizado há 31 minutos

As queimadas na Amazônia caem 61% nos primeiros dias de setembro, mas aumentaram 45% desde janeiro em todo o Brasil. Justiça ordena retirada de invasores de reserva indígena no Pará. Governador do RJ diz que acompanha o Judiciário após o STF proibir censura na Bienal. Bolsonaro se recupera bem em SP da cirurgia para retirada de hérnia. Vídeo flagra crítica de Macron a Bolsonaro no G7. Comércio exterior perde fôlego com a economia brasileira em marcha lenta. Entenda por que o aclamado ‘Coringa’ gera tanta polêmica.

INTERNACIONAIS

Solidariedade pós-furacão

Jermaine Bell usou o dinheiro que economizava para ir à Disney para comprar comida para os que buscavam escapar do furacão Dorian; — Foto: Reprodução Youtube/Disney ParksJermaine Bell usou o dinheiro que economizava para ir à Disney para comprar comida para os que buscavam escapar do furacão Dorian; — Foto: Reprodução Youtube/Disney Parks

Um menino de 6 anos usou o dinheiro que guardava para ir à Disney para ajudar as vítimas do furacão Dorian, nos EUA. Jermaine usou as economias para comprar comida, e ganhou uma viagem surpresa.

‘Coringa’ polêmico

O filme “Coringa”, de Todd Phillips e estrelado por Joaquin Phoenix levou no sábado o Leão de Ouro, o prêmio máximo do festival de Veneza. O longa retrata uma versão alternativa à origem do supervilão das histórias em quadrinhos do Batman e deixou muitos espectadores surpresos e críticos alvoroçados. Entenda por que o filme aclamado gera tanta polêmica.

NACIONAIS

Queimadas

Os focos de queimadas na Amazônia já são quase 5 mil em setembro, segundo o Inpe. Foram 4.935 incêndios no bioma nos oito primeiros dias do ano, uma queda de 61% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 12.831 focos.

Nos dados acumulados do ano, há alta das queimadas na região. De 1º de janeiro a 8 de setembro, foram 51.760 focos de incêndio na Amazônia. O aumento é de 48% comparado com o mesmo período de 2018: 34.995.

Considerando o território nacional, o Inpe registrou 102.784 queimadas de 1º janeiro até 8 de setembro de 2019, um aumento de 45% ante os 70.631 do mesmo período do ano passado.

Terra indígena invadida

A Justiça Federal no Pará ordenou a retirada de invasores da terra indígena Trincheira-Bacajá, no sudoeste do estado. Desde o ano passado, a área que pertence aos índios Xikrin é alvo de extração ilegal de madeira, grilagem e garimpo ilegal. O juiz Hallison Costa Glória deu um prazo de 7 dias para que os posseiros saiam voluntariamente da área, caso contrário pode ser usada a força.

Censura proibida

O governador do RJ, Wilson Witzel, disse à colunista do G1 Andréia Sadi que acompanha o Judiciário na decisão do STF que proibiu a censura de livros expostos na Bienal que traziam dois homens se beijando.

A polêmica sofreu reviravoltas no final de semana. Após mandar recolher o romance gráfico “Vingadores, a cruzada das crianças” e ser barrado por uma liminar, o prefeito Marcelo Crivella conseguiu derrubar a decisão no sábado, e fiscais voltaram à Bienal.

No domingo, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, suspendeu a decisão judicial que permitia apreensão de livros no evento.

Bolsonaro internado

Presidência divulga imagem de Bolsonaro caminhando em hospital de SPPresidência divulga imagem de Bolsonaro caminhando em hospital de SP

O presidente Bolsonaro se recupera bem da cirurgia realizada ontem em SP para corrigir uma hérnia. Foi a quarta cirurgia após o atentado à faca sofrido há 1 ano. Segundo último boletim médico, ele tem quadro estável e os médicos liberar dieta líquida. Um vídeo mostra o presidente caminhando por corredor do hospital; veja acima.

Relações estremecidas

O presidente francês Emmanuel Macron foi gravado em um vídeo reclamando da postura do presidente Jair Bolsonaro.

A gravação foi feita durante a reunião do G7, há 2 semanas, mas só foi divulgada hoje pelo canal C-News. Macron criticou Bolsonaro após a reação do presidente brasileiro a um comentário sobre a mulher do francês, Brigitte Macron, em uma rede social.

Ao presidente do Chile, Sebastián Piñera, Macron justificou a resposta que deu em um pronunciamento, dizendo esperar que os brasileiros tenham “um presidente que se comporte à altura”.

“Claro, eu tinha que reagir. Você entende [que eu tinha que reagir]?”, pergunta o francês. “Eu queria ser muito pacífico, ser construtivo com ele e respeitar a sua soberania; tudo bem. Mas eu não posso aceitar isso”.

Comércio exterior em queda

Dados comércio exterior — Foto: Arte/G1Dados comércio exterior — Foto: Arte/G1

comércio exterior no Brasil perdeu o fôlego com a economia em marcha lenta. Neste ano, as exportações recuaram 5,9%, influenciadas pela redução de preços das commodities (produtos básicos, como soja e minério de ferro) e pela crise na Argentina. No mesmo período, as importações caíram 3,4% por conta da fraqueza da economia brasileira, que faz com que empresários demandem menos produtos.

Lula e irmão denunciados

A Lava Jato de SP denunciou Lula, o irmão dele, Frei Chico, e executivos da Odebrecht por corrupção. Procuradores dizem que o irmão do ex-presidente recebeu mais de R$ 1 milhão em ‘mesadas’ da construtora entre 2003 e 2015. A defesa do ex-presidente nega.

Deputado investigado

Deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) — Foto: TV Globo/ReproduçãoDeputado federal Luis Miranda (DEM-DF) — Foto: TV Globo/Reprodução

Além de ser investigado por aplicar golpes nos EUA, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) é suspeito também de comprar votos. Ontem, o Fantástico mostrou reportagem que conversou com 25 pessoas que dizem ter sido vítimas do deputado em supostos negócios. Ele nega as acusações.

Também teve isso…

 

Por Blog do BG

Lula chama nova denúncia de “descabida” e associa a vazamento da Lava Jato

A defesa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a nova denúncia da Lava Jato, que investiga uma suposta mesada da Odebrecht para Frei Chico, irmão do ex-presidente, é “descabida” e a relacionou com a divulgação mais recente de diálogos privados entre integrantes da Operação Lava Jato recebidos pelo The Intercept Brasil.

“Lula jamais ofereceu ao Grupo Odebrecht qualquer ‘pacote de vantagens indevidas’, tanto é que a denúncia não descreve e muito menos comprova qualquer ato ilegal praticado pelo ex-presidente”, analisa a defesa em nota.

“Mais uma vez o Ministério Público recorreu ao subterfúgio do ‘ato indeterminado’, numa espécie de curinga usado para multiplicar acusações descabidas contra Lula”, completa. “O ex-presidente também jamais pediu qualquer vantagem indevida para si ou para qualquer de seus familiares. A denúncia sai no dia seguinte de graves revelações pelo jornal Folha de S. Paulo de atuação ilegal da Lava Jato contra Lula, mostrando a ocultação de provas de inocência e ação indevida e ilegal voltada a romper a democracia no país.”

A Lava Jato denunciou hoje Lula e seu irmão, Frei Chico, por corrupção passiva continuada. Os donos da Odebrecht, Emilio e Marcelo Odebrecht, e o ex-diretor da empresa, Alexandrino de Salles Ramos Alencar, foram denunciados por corrupção ativa continuada. Leia a íntegra da denúncia.

A peça foi apresentada à 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo, a quem caberá tornar ou não réus os cinco denunciados.

Segundo o MPF, Lula, “de modo consciente e voluntário, solicitou e/ ou – no mínimo conscientemente – recebeu, para e por seu irmão, entre 2003 e 2015, vantagens financeiras indevidas, em razão do cargo de Presidente da República que exerceu entre 2003 e 2010, entregues de forma contínua, parcelada e em espécie, no montante total aproximado de R$ 1.131.333,12 (um milhão, cento e trinta e um mil, trezentos e trinta e três reais e doze centavos) em valores atuais”.

Em fevereiro de 2018, em depoimento à Polícia Federal, Lula negou envolvimento em qualquer irregularidade sobre a suposta “mesada” paga pela empreiteira Odebrecht a seu irmão.

Irmão mais velho de Lula e ex-militante do Partido Comunista, Frei Chico foi o responsável por despertar o interesse do ex-presidente pela política e iniciar o petista no mundo sindical.

UOL

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IPHONE 11? Tudo que se sabe sobre o próximo celular da Apple

A Apple anunciou no último dia 29 de agosto que fará um evento na sede da companhia em 10 de setembro, no qual se espera que a empresa revele a nova versão do iPhone – o convite enviado à imprensa americana tem teor misterioso, apenas com a frase “by innovation only” (pela inovação apenas, em tradução literal). Tradicionalmente, novos modelos do smartphone são revelados na primeira quinzena de setembro.

De acordo com o desenvolvedor brasileiro Guilherme Rambo, que já desvendou várias informações de lançamentos da Apple a partir de atualizações presentes no sistema iOS, uma série de três modelos novos deve substituir o iPhone XS, o iPhone XS Max e o iPhone XR, revelados em 2018. Segundo ele, uma das principais novidades dos modelos deste ano de iPhone, até o momento, será a câmera traseira tripla – isto é, um sistema de câmera com três lentes diferentes.

Confira tudo que já sabemos sobre o novo iPhone – que tem sido chamado por aí de iPhone 11, mas dificilmente receberá este nome

Quando será o lançamento do iPhone em 2019

A apresentação da nova família de aparelhos será feita em 10 de setembro na sede da Apple, em Cupertino, na Califórnia (EUA). O evento está previsto para começar às 14h, no horário de Brasília – e terá cobertura pela equipe do Link direto de São Paulo.

O convite enviado à imprensa americana no último dia 29 trazia a logo da Apple em cinco cores, as mesmas utilizadas na linha de computadores iMac. Além disso, o texto tinha uma frase misteriosa: ‘By innovation only’, ou ‘apenas pela inovação’ em tradução literal.

Quando começam as vendas do novo iPhone

O iPhone deve chegar às lojas dos Estados Unidos até o final deste mês – normalmente, as lojas começam a comercializar o smartphone duas semanas após o evento da Apple. Aqui no Brasil, o lançamento costuma ocorrer na primeira quinzena de novembro. Até o momento, não há anúncio oficial das vendas do novo aparelho.

Qual será o preço do novo iPhone

Até o momento, não há informação oficial de quanto deve custar cada modelo da família, mas previsões e relatórios de analistas da indústria apontam que os preços devem ficar entre US$ 750 e US$ 1100, para as versões com menor armazenamento – em 2018, na casa de 64 GB. Já os modelos de iPhone com mais espaço costumam ser mais caros.

Como vai ser a câmera do novo iPhone

O desenvolvedor Guilherme Rambo afirmou no site 9to5mac que a principal novidade dos sucessores do iPhone XS e iPhone XS Max será um trio de câmeras traseiras, sendo que uma delas terá lente grande angular de 12 megapixels da Sony. A ferramenta tem menor distância focal, ou seja, permite fotografar um quadro mais amplo sem que o usuário precise se afastar.

A grande angular suporta o recurso Smart Frame —ou moldura inteligente—, que permite ajustar enquadramento e corte após o registro da foto ou vídeo. De acordo com as informações de Rambo, a nova câmera é usada para capturar com alta qualidade todas as informações ao redor da área enquadrada, possibilitando que o usuário ajuste o enquadramento ou faça correções automáticas de perspectiva na imagem.

De acordo com o analista da TF International Securities Ming-Chi Kuo, uma das fontes mais confiáveis do mundo para previsões dos smartphones da Apple, as novas lentes devem ter “tecnologias de revestimento de lentes pretas”, que farão com que as lentes pareçam “imperceptíveis”.

Já a câmera frontal deve ser capaz de gravar em câmera lenta, a 120 frames por segundo. Além disso, a ferramenta terá 12 + 5 megapixels, contra as atuais lentes de 7 + 4 megapixels.

Como será o processador do novo iPhone

Ainda segundo Guilherme Rambo, os novos modelos do iPhone terão um chip de processamento A13, sucessor do A12 Bionic. De acordo com Ming-Chi Kuo, o iPhone de 2019 deve ser 12% mais rápido que seus antecessores em tarefas executadas individualmente. O desempenho multinúcleo, porém, seria praticamente o mesmo da série atual. O novo modelo teria sido submetido a testes na plataforma Geekbench e a previsão de Kuo foi publicada pelo site Cnet. Kuo afirma que o sucessor do XR terá ganhará 1 GB de memória RAM, chegando a 4GB.

Link/O Estado de S.Paulo

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Erros judiciários beneficiam Vaccari; ex-tesoureiro do PT só cumpriu 9% da pena

POR JOSÉ NÊUMANNE

No fim da semana passada, uma série de medidas comuns, mas que demonstram o absurdo a que chega a impunidade no Brasil, mercê principalmente da cumplicidade de partidos e políticos com corruptos, estelionatários e outros delinquentes, descambou em grave erro judiciário. Só que, desta vez, ao contrário do mais notório do gênero no Brasil, O Caso dos Irmãos Naves, transformado em clássico do cinema brasileiro por Luís Sérgio Person, baseado em livro homônimo de João Alamy Filho, resultou em benefício do réu e em prejuízo de suas milhares de vítimas. O protagonista do feito é o bancário e dirigente político João Vaccari Neto. Suas vítimas são 8.500 colegas de ofício que viram economias de vidas inteiras, descontadas de seus salários, se desfazerem em pó.

Em 1996, o sindicalista Ricardo Berzoíni, que seria deputado federal, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e ministro das Comunicações no governo Lula, fundou a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop). O objetivo declarado era fazer com que a categoria profissional dispusesse de meios de financiamento de casa própria. O líder do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Gushiken, teve importância capital na criação e no crescimento do PT, do período sindical até o poder federal. Ele antecedeu Berzoíni na pasta, responsável por um dos maiores projetos de privatização no Brasil depois da Constituição de 1988. Sob sua subordinação, travou-se uma das disputas empresariais mais sujas da História da República, a “guerra das teles”. Ela foi deflagrada após a transferência acionária da estatal Telebrás para consórcios multinacionais, iniciada na gestão tucana e levada ao auge na petista. E chega ao desenlace inevitável agora com a falência anunciada da pretensa “supertele”, Oi.

Em 19 de agosto passado, resumi em post contendo comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado, intitulado Afilhados de Lula quebraram a Oi, o sórdido episódio. “Em 1943, Getúlio Vargas atendeu a um pleito exclusivo de seu às vezes desafeto e às vezes aliado Assis Chateaubriand e criou uma lei para garantir o pátrio poder do “Velho Capitão” sobre a filha fora do casamento. A lei passou, Chatô teve o que queria e o texto entrou na História como Lei Teresoca. Em 2008, Lula fez o Congresso aprovar uma lei só para garantir aos compadres Carlos Jereissati e Sérgio Andrade o comando do que o marketing do PT apelidou de “supertele” brasileira. Virou a Lei Telezoca. Em fevereiro de 2020, 12 anos depois, a Oi faliu e a solução seria cassar-lhe a concessão e pô-la em leilão. Mas o governo Bolsonaro o fará?” Eis a questão reaberta.

Eis que, como toda safadeza sem solução, esta se desdobrou em algo mais pernicioso para o País e mais rendoso para os picaretas que a empreenderam. Conforme registro no Wikipedia, “a Bancoop vem sendo investigada pelo Ministério Público desde 2007, por acusações de lavagem de dinheiro, superfaturamento e desvio de recursos. Um dos indícios da malversação é a situação financeira da empresa. Outrora uma das mais importantes construtoras de imóveis do Estado de São Paulo, com mais de 15 mil cooperados, e mesmo tendo recebido vultosos aportes financeiros, somando mais de R$ 40 milhões a partir de 2003, por parte de fundos de pensões controlados por pessoas ligadas ao PT, transformou-se numa empresa com um déficit estimado em mais de R$ 100 milhões.” Uau!

Com Berzoini instalado nos cargos de direção do PT, entrou neste conto de terror para os bancários lesados outro bruxo. Segundo a revista Veja de 10 de março de 2010, o MP paulista teve autorização da Justiça para acessar mais de 8 mil páginas de registros de transações bancárias realizadas pela Bancoop entre 2001 e 2008. De acordo com a reportagem, em 2002 empreiteiros que prestavam serviços à cooperativa teriam de emitir notas frias em seu favor, os diretores das empreiteiras descontavam os cheques, recebidos como pagamento pelos serviços inexistentes, e repassavam os valores ao técnico em edificações Hélio Malheiro, que depositava o dinheiro em agência de um grande banco. E o na época presidente da entidade Luiz Malheiro, que mandava sacar o dinheiro, então entregue ao na época sindicalista João Vaccari Neto para bancar a campanha de Lula à Presidência da República, em 2002.

O escândalo aumentou mais depois da posse do petista, quando João Vaccari Neto passou a contabilizar as propinas das empreiteiras para o PT e seus chefões, ele inclusive. O ex-tesoureiro, apontado como principal operador de propinas do PT na Petrobrás, foi condenado pelo juiz Sergio Moro, da 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, a 45 anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF 4) baixou-a para 37 anos e quatro meses.

Em agosto último, a Justiça Federal do Paraná aceitou um pedido da defesa de Vaccari e reduziu 24 anos de sua pena total. O benefício foi possível mercê de indulto concedido pelo ex-presidente Michel Temer, do MDB. Sucessor de Dilma Rousseff, do PT, após impeachment dela. O indulto seria confirmado em maio por sete votos a quatro pelo Supremo Tribunal Federal e foi pioneiro por beneficiar presos por crimes de colarinho branco, como corrupção e peculato, entre eles Vaccari.

A decisão da Justiça do Paraná permite que o ex-tesoureiro passe a cumprir a pena em regime semiaberto com tornozeleira eletrônica. Pela lei, os presos neste tipo de regime podem sair da prisão durante o dia para trabalhar, mas voltam à noite para dormir. Vaccari ficará na casa de um tio que mora em Curitiba e trabalhará na sede paranaense da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da qual foi dirigente nacional. No local, segundo o site Buzzfeed, já trabalha outro ex-tesoureiro petista, Delúbio Soares, que foi condenado na Lava-Jato e cumpre pena no regime semiaberto.

Além das cinco ações penais julgadas em Curitiba, Vaccari responde a outras quatro ações que podem levá-lo de volta à prisão. Em nota, a defesa do petista disse que a decisão foi justa. “Vaccari faz jus à concessão deste benefício e, mais uma vez, reitera sua confiança na Justiça”, diz.

Em vídeo divulgado em redes sociais de deputados de seu partido, Vaccari agradeceu ao apoio que teve de toda a militância do PT nos quatro anos e quatro meses em que esteve preso “por injustiça do juiz Sergio Moro”. E pontificou ainda: “Tudo o que nós fizemos foi respeitar a lei e, acima de tudo, cumprir a vontade do partido. E também a vontade política da sociedade brasileira”. Mostrando-se fiel ao cinismo e à débil memória do líder e inspirador Lula, que também cumpre pena, ele tratou os ditames do chefe e do partido como se superassem a Constituição e tivessem dom de verbo divino. E omitiu as derrotas do PT e da esquerda nas duas últimas eleições, além de suas nada confortáveis perspectivas para as próximas.

O fato de não ter recorrido a delação premiada para reduzir a pena inicial, mas contando apenas com sua capacidade de resistência à prisão e a leniência dos legisladores comprometidos com as práticas pelas quais foi condenado, o tornou uma espécie de herói. Compartilha essa condição de mártir da causa socialista com outro membro da cúpula partidária, José Dirceu de Oliveira, que, como ele, teria muito a delatar, mas preferiu contar com as brechas de um sistema judicial com consistência de peneira larga. Por isso, não sofreu as reprimendas assacadas pelos petistas presos ou ameaçados de prisão a outro comandante da nau pirata petista, o ex-ministro da Fazenda de Lula e chefe da Casa Civil de Dilma, Antonio Palocci, que tem feito revelações retumbantes a respeito da participação dos ex-presidentes Lula e Dilma nas decisões da roubalheira do mensalão e do petrolão. Outro personagem deste erro judiciário que vitimou milhares de famílias de poupadores, Luiz Gushiken, que viveu os últimos dias de sua vida como se fosse um monge budista numa chácara, não teve de enfrentar as mesmas situações vexatórias do ex-presidente nacional da sigla, José Genoino. E ainda teve suas virtudes e lisura desfiadas em discurso laudatório e fictício da lavra do então relator da Ação Penal 470, Ricardo Lewandowski, que, como amostra máxima da inconsistência das altas instituições judiciárias, ainda presidiria o STF e, nessa condição, o impeachment de Dilma Rousseff, em cujo benefício cometeu a suprema desfaçatez de rasurar a Constituição.

O Estado de S.Paulo

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Dólar volta a subir e fecha em R$ 4,09 com saída de capital externo

O dólar começou a segunda-feira, 9, em queda, mas o movimento durou pouco e a moeda operou em alta na maior parta do dia. A sessão foi de volume baixo de negócios e marcada pela escassez de notícias capazes de influenciar os mercados, aqui e no exterior. Por isso, operadores atribuem a alta da moeda a fatores técnicos, como a saída de capital do país. No mercado à vista, o dólar terminou em alta de 0,46%, a R$ 4,0987.

No mercado de ações, após uma manhã de alta firme, em que chegou a superar os 104 mil pontos, o Ibovespa perdeu fôlego na segunda etapa de negócios. Segundo operadores, um forte movimento de realização de lucros em papéis de varejo e, em menor medida, do setor elétrico limitou os ganhos do principal índice da B3. Apesar da desaceleração ao longo da tarde, o Ibovespa terminou esta segunda-feira em alta de 0,24%, aos 103.180,59 pontos, emendando o quarto pregão seguido de valorização.

A falta de notícias contribuiu para esfriar o volume de negócios nesta segunda-feira, que somou US$ 15 bilhões no mercado futuro, ante média de US$ 18 bilhões. Além disso, os investidores aguardam o principal evento da semana, que é a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira (12). “Será uma reunião de importância crucial”, observam os estrategistas do banco americano Wells Fargo. Eles preveem corte de juros e o anúncio de um novo programa de compra de ativos, da ordem de US$ 45 bilhões por mês, ambos para tentar reaquecer a fraca economia da zona do euro.

No mercado doméstico, o dólar abriu em baixa e tocou na mínima do dia, a R$ 4,0485 após dados piores que o previsto de exportações da China alimentarem expectativas de que Pequim vai anunciar medidas de estímulo. O movimento, porém, durou pouco e a moeda americana passou a subir.

Profissionais no mercado de câmbio dizem que neste momento, o nível de R$ 4,05 atrai compradores, pois é considerado “barato” dadas as incertezas que rodam a economia mundial. À tarde, o dólar bateu em R$ 4,10. “Teve fluxo de saída e de recomposição de posições. Vimos alguns agentes que venderam dólar na semana passada comprando hoje”, observa o operador da CM Capital Markets, Thiago Silêncio. O dólar acumulou queda de 1,5% na semana passada.

No exterior, o dólar tinha leve queda ante moedas fortes, com o índice DXY cedendo 0,11%. Ante emergentes, a moeda americana operava mista, subindo ante a lira turca (+0,70%) e o peso mexicano (+0,26%) e caindo na Rússia (-0,33%) e na África do Sul (-0,17%).

Bolsa

Pegando carona na alta do preços do minério, as ações da Vale subiram 3,10% e as siderúrgicas registraram ganhos de mais de 4%, com destaque para o papel da Usiminas, que subiu mais de 8% e liderou os ganhos na carteira teórica do Ibovespa. Entre as demais blue chips, os bancos tiveram nova sessão de ganhos, embalados na expectativa de redução dos depósitos compulsórios.

Já os papéis da Petrobrás avançaram mais de 1%, impulsionados pela valorização do petróleo e a publicação do edital do megaleilão de óleo excedente da sessão onerosa, que será realizado no dia 6 de novembro. Outro ponto positivo foi a aprovação do acordo para encerrar ação coletiva contra a Petrobras nos Estados Unidos. Também teria contribuído para impulsionar as ações da petroleira declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, dando conta de que deseja privatizar todas as estatais.

Os principais papéis de varejo e do setor imobiliários amargaram fortes quedas, com ações de Cyrela, B2W e Via Varejo perdendo mais de 5%. O Índice de Consumo (Icon) caiu 1,71%, e o Índice Imobiliário (Imob), 3,47%. Outro destaque negativo foi a JBS, que perdeu 3,53%. Com quase 3% de peso no índice, a ação do frigorífico foi abalada pelo fato de não ter unidades entre as que foram habilitadas a exportar carnes para a China.

Segundo a analista-chefe da Coinvalores, Sandra Peres, com a expectativa de retomada do crescimento doméstico e de aprovação das reformas, o Ibovespa tem caminho aberto para continuar sua escalada até o fim do ano, buscando algo entre 115 mil e 120 mil pontos. O que pode barrar o movimento de alta é sobretudo o ambiente externo, ainda tomado pela cautela em relação à falta de avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

“Mesmo atrasando um pouco, as reformas domésticas estão sendo encaminhadas, a inflação está controlada e a Selic tende a ser reduzida. Tudo isso é positivo para a bolsa”, diz Sandra. “A grande preocupação é a questão da guerra comercial, com os tuítes do Trump (Donald Trump, presidente dos EUA) e a dúvida sobre até onde vai o corte de juros nos EUA”, acrescenta.

Estadão Conteúdo

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Salles contraria Ministério Público Federal e volta a criticar Ibama e ICMBio

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, voltou a criticar o Ibama e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) na tarde desta segunda (9). As críticas ocorrem poucos dias após o MPF (Ministério Público Federal) ter recomendado que a pasta ambiental se abstenha de atitudes públicas que possam ter conotação de deslegitimação de servidores de proteção ao meio ambiente.

Ao ser questionado durante evento do grupo Lide para empresários, em São Paulo, sobre a opinião que tem da atuação do Ibama e do ICMBio, Salles criticou governos anteriores, que, segundo ele, teriam inchado a máquina pública e usado dinheiro em coisas irrelevantes, sem preocupação com meritocracia, eficiência e resultados.

Isso infelizmente é uma chaga que permeia todo o serviço público e precisamos acabar com isso. Isso serve para todos os órgãos da administração pública, sem exceção. Essa mentalidade corporativista, sindicalista, arrebentou o nosso país”, afirmou. “Temos que dar uma resposta à sociedade para que haja efetivamente proteção ao meio ambiente, cuidado com os valores de preservação, de conservação, e também respeito ao setor privado. Nós não podemos ter essa visão preconceituosa, anticapitalista, que rechaça o empresário como se fosse um bandido em potencial.”

Em documento com data do último dia 4, procuradores da república recomendaram que o Ministério do Meio Ambiente se abstenha de declarações que “sem comprovação, causem deslegitimação do trabalho do corpo de servidores do Ibama e do ICMBio”.

Apesar das críticas do ministro quanto ao inchaço da máquina, o Ibama passa por dificuldades de fiscalização. O recente “dia do fogo”, no qual fazendeiros combinaram incendiar matas para chamar a atenção das autoridades, no Pará, é um exemplo. O Ibama pediu auxílio ao MPF ao identificar o que ocorreria, mas não foi atendido. No Pará e em Roraima, o órgão ambiental deixou de ter apoio da PM (Polícia Militar) em suas operações. No Acre, o apoio da PM ao Ibama só foi assegurado após uma solicitação do MPF.

Durante o encontro com os empresários nesta segunda (9), o ministro também foi questionado sobre roubo de terras na Amazônia —conhecido como grilagem— e disse que não se deve defender ou demonizar os proprietários.

“É preciso distinguir todos os casos. Há casos em que a pessoa está lá há muito tempo e continua sem o título da terra. Há casos em que a pessoa, sabendo que a terra é unidade de conservação e terra indígena, avançou sobre a floresta. Esse é criminoso”, disse Salles. Por esse motivo, segundo o ministro, a realização da regularização fundiária é importante na região neste momento.

Seguindo o discurso adotado pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) durante a recente crise ambiental relacionada ao desmatamento e às queimadas na Amazônia, Salles defendeu a política ambiental brasileira e afirmou que há desinformação e sensacionalismo na divulgação de informações sobre o bioma.

Folhapress

Fonte: Blog do BG

 

Por Leonardo Erys e Norton Rafael, G1 RN e Inter TV Cabugi

09/09/2019 19h43  Atualizado há 4 minutos

Manchas escuras também foram vistas na praia de Camurupim, no RN — Foto: Redes SociaisManchas escuras também foram vistas na praia de Camurupim, no RN — Foto: Redes Sociais

Um material escuro tem sido visto nos últimos dias por quem frequenta algumas praias do litoral do Rio Grande do Norte. Essa substância de cor preta tem tomado parte do trecho de areia dessas praias.

A Marinha do Brasil, através da Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte (CPRN), informou nesta segunda-feira (9) que foi notificada do aparecimento dessas manchas no sábado passado (7) nas praias da Via Costeira, em Natal, na praia de Muriú, em Extremoz, além de Barra de Maxaranguape, no município de Maxaranguape.

Segundo a Capitania dos Portos, equipes da Inspeção Naval foram até as praias e constataram “a concentração de uma substância de cor preta na areia das praias”. “Foram colhidas amostras do material, que serão encaminhadas para análise”, diz a nota da Marinha. A partir daí é que haverá uma definição do material.

A Marinha do Brasil ainda comunicou que recebeu avisos no final da tarde desta segunda-feira (9) que as manchas também apareceram na praia da Pipa, em Tibau do Sul, e que enviará a equipe para colher novas amostras. Moradores da praia de Camurupim, em Nísia Floresta, também relataram que as manchas apareceram na areia da praia.

Mancha também foi vista em Pipa, no RN — Foto: CedidaMancha também foi vista em Pipa, no RN — Foto: Cedida

Trabalhadores limpam Praia de Pipa

Na Praia do Amor, em Pipa, os próprios barraqueiros limparam parte da areia tomada pelo material escuro. “Acionamos o poder público, mas a ação só poderia ser feita terça-feira (10), então comecei com um funcionário e chamei os outros associados da Abamor (Associação dos Barraqueiros da Praia do Amor) e cada um foi limpando em frente ao seu estabelecimento”, contou Carine Medeiros Brizola, presidente da Abamor.

Carine contou que percebeu na manhã desta segunda-feira (9) as manchas na praia. Ela disse que vai colhendo parte do lixo até a barraca e percebeu a presença do material. “Quando fui apanhar o lixo, era um material viscoso e grudento. Vi que estavam em pontos espaçados e ao longo do dia foram aparecendo mais”, disse.

Em Pipa, trabalhadores limparam o material — Foto: Carine Medeiros BrizolaEm Pipa, trabalhadores limparam o material — Foto: Carine Medeiros Brizola

Fonte: G1 RN

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