ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESTA QUARTA-FEIRA

Por G1

 

Câmara aprova mudanças no Código Florestal, mas o Senado decide que não vai votar a medida. Ambientalistas temiam que a MP causasse mais desmatamentos. O governo enxuga o Conselho do Meio Ambiente e reduz a presença de ONGs e empresas. Estudo da Fiocruz sobre uso de drogas é censurado. O Supremo decide que grávidas e mulheres que ainda amamentam não podem exercer atividades insalubres, como previa a reforma Trabalhista. A Justiça autoriza a transferência de Eduardo Cunha para presídio no Rio. Relatório apontava para risco de mortes em presídio de Manaus quatro dias antes do massacre que deixou 55 mortos. Netanyahu fica sem maioria, e Israel convoca 2ª eleição em menos de 2 meses. Nos EUA, procurador que investigou Trump diz que não há certeza sobre inocência do presidente americano.

INTERNACIONAIS

Volta às urnas

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, chega a votação no Parlamento que decidiu pela convocação de novas eleições. — Foto: Ronen Zvulun/Reuters

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, chega a votação no Parlamento que decidiu pela convocação de novas eleições. — Foto: Ronen Zvulun/Reuters

Menos de 2 meses após ir às urnas, Israel marcou novas eleições para setembro. O premiê Netanyahu perdeu a maioria necessáriapara formar o governo com disputa entre judeus ortodoxos e militaristas. A oposição liderada por Benny Gantz não era a favor de um novo pleito. De acordo com a imprensa israelense, Gantz afirmou que, sem coalizão, o governo deveria ser transmitido para o partido oposicionista Azul e Branco, segundo mais votado nas eleições de abril.

Estados Unidos

Procurador diz que não há certeza sobre a inocência de Trump — Foto: Arte/G1

Procurador diz que não há certeza sobre a inocência de Trump — Foto: Arte/G1

Robert Mueller, procurador especial que investigou Donald Trump durante dois anos no caso da interferência da Rússia na eleição de 2016, afirmou que não há certeza a respeito da inocência do presidente dos Estados Unidos em relação a uma possível obstrução de justiça. Ele afirmou ainda que “não é uma opção” que o Departamento de Justiça indicie Trump.

NACIONAIS

Código Florestal

Deputados reunidos no plenário da Câmara durante a sessão desta quarta-feira (29) — Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Deputados reunidos no plenário da Câmara durante a sessão desta quarta-feira (29) — Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Deputados aprovaram o texto principal da medida provisória que altera o Código Florestal. A MP ainda dependeria de votação no Senado, mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, afirmou que não pautará a medida, que perde validade na segunda-feira. A MP dividia ambientalistas e produtores rurais. O objetivo inicial era adiar o prazo para regularização de propriedades rurais fora das normas definidas em 2012, mas o projeto ganhou 35 sugestões de mudanças e os impactos poderiam afetar até o cumprimentos de metas do Acordo de Paris.

Política ambiental

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, participa de reunião da Comissão de Meio Ambiente do Senado para apresentar as diretrizes e os programas prioritários da pasta. 27/03/2019 — Foto: Renato Costa/Framephoto/Estadão Conteúdo

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, participa de reunião da Comissão de Meio Ambiente do Senado para apresentar as diretrizes e os programas prioritários da pasta. 27/03/2019 — Foto: Renato Costa/Framephoto/Estadão Conteúdo

O governo reduziu e alterou a composição do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), responsável por estabelecer os critérios para licenciamento ambiental. O órgão, que contava com 96 conselheiros, agora terá 23 membros, incluindo seu presidente, o ministro Ricardo Salles. ONGs, que contavam com 22 assentos, vão manter apenas 4. O setor privado também perdeu representatividade no conselho. Agora, há apenas dois representantes.

Decreto das armas

Dezoito projetos tramitam na Câmara com o objetivo de suspender o decreto do presidente Bolsonaro que facilitou o porte de armas. O presidente da Casa, Rodrigo Maia, enviou ao STF as manifestações a pedido da ministra Rosa Weber, relatora de três ações que questionam a decisão do governo.

Os partidos Rede, PSOL e PSB afirmam que o assunto deveria ser regulado por lei aprovada pelo Congresso. Após as ações, um novo decreto foi editado para atender críticas feitas, e ele também já foi questionado pela Rede.

Reforma trabalhista

Ministros do STF no plenário do tribunal durante o julgamento desta quarta-feira (29) — Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Ministros do STF no plenário do tribunal durante o julgamento desta quarta-feira (29) — Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Por 10 votos a 1, o STF decidiu proibir trabalho insalubre para grávidas e lactantes. A permissão estava na nova lei trabalhista e foi considerada inconstitucional pelos ministros do Supremo, ao julgarem ação movida pela Confederal Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos. O único ministro a a divergir foi Marco Aurélio Mello, para quem a exigência de atestado deveria ser mantida.

Pesquisa censurada

Estudo da Fiocruz sobre uso de drogas feito a pedido do Ministério da Justiça é censurado

Estudo da Fiocruz sobre uso de drogas feito a pedido do Ministério da Justiça é censurado

Um estudo da Fiocruz sobre o uso de drogas no Brasil foi censurado pelo governo, que discorda do método usado pela fundação. O Ministério da Justiça informou que só autorizará a publicação da pesquisa, que ouviu mais de 16 mil pessoas, se houver mudança no título e se o nome da pasta não for citado. A TV Globo apurou que a conclusão da pesquisa aponta que não existe uma epidemia do uso de drogas no Brasil. No entanto, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, vem contestando os resultados do estudo, que deveria ter sido divulgado em 2017.

Tragédia anunciada

Relatório já apontava risco de mortes em presídios quatro dias antes dos massacres no AM

Relatório já apontava risco de mortes em presídios quatro dias antes dos massacres no AM

Um relatório feito 4 dias antes do massacre que matou 55 em Manaus apontava ‘presos marcados para morrer’ e risco de ‘guerra’ dentro de uma facção criminosa local. A briga que resultou nas mortes, entre domingo e segunda-feira, foi por disputa de lideranças internas em diferentes cadeias da capital do Amazonas.

Lava Jato

A Justiça do Paraná autorizou a transferência do ex-deputado Eduardo Cunha para um presídio do Rio de Janeiro. Ele está preso em Curitiba desde outubro de 2016 por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Em nota, a defesa de Cunha disse que “a decisão é justa e adequada ao preceitos legais e constitucionais”.

Mudanças no câmbio

O Banco Central estuda permitir que pessoa física tenha conta em dólar no Brasil, e também facilitar que bancos em outros países tenham contas em real. A medida faz parte da agenda estrutural do BC para estimular a produtividade e melhorar o ambiente de negócio no país.

Também teve isso…

 

Por Blog do BG

Com menos mobilização, estudantes voltam às ruas contra bloqueios na educação

Estudantes e professores de escolas públicas e privadas voltarão às ruas em todas as regiões do país nesta quinta-feira (30) para realizar seu segundo protesto contra os bloqueios na verba para a educação promovidos pela gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A manifestação será encabeçada pela UNE (União Nacional dos Estudantes) e incluirá, desta vez, centrais sindicais contrárias à reforma da Previdência, como a CUT (Central Única dos Trabalhadores).

No dia 15 deste mês, ato contra o bloqueio ocorreu todas as capitais e o Distrito Federal, além de outras cerca de 145 cidades, segundo levantamento da Folha.

Recursos para todas as etapas de ensino, da educação infantil à pós-graduação, foram reduzidos ou congelados pelo governo federal. A medida inclui verbas para construção de escolas, ensino técnico, bolsas de pesquisa e transporte escolar.

O presidente chegou a chamar quem foi às ruas no primeiro ato de imbecis e “idiotas úteis” usados como “massa de manobra”. Porém, uma semana após a mobilização, repôs parte da verba contingenciada da área.

Com o uso de recursos de uma reserva, destinou ao Ministério da Educação um total de R$ 1,6 bilhão —21% do valor que havia sido confiscado (R$ 7,4 bilhões). Nas universidades federais, o corte chega a R$ 2 bilhões, o que representa 30% da verba discricionária (que não inclui gastos obrigatórios como salários, por exemplo).

O principal objetivo da manifestação, segundo os organizadores, é mostrar à população que os cortes no orçamento da educação prejudicam o ensino, a pesquisa e os serviços prestados pelas instituições do setor à sociedade.

De acordo com a UNE, as manifestações estão previstas em todas as capitais, além do Distrito Federal. Mas os atos confirmados na página da entidade nas redes sociais até as 16h30 desta quarta-feira (29) alcançavam 15 das 26 capitais do país, entre elas, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

 

MP da Reforma Administrativa: presidente considera que houve vitória de todo o país

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil 

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo de Barros, afirmou nesta quarta-feira, 29, que o presidente Jair Bolsonaro considerou uma vitória a aprovação pelo Congresso da Medida Provisória 870, que reduz o número de ministérios e devolve o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ao Ministério da Economia.

“Foi uma posição patriótica apresentada por parlamentares, sinalizou intento do governo de enxugar a máquina pública e iniciar espaços de mudanças para desburocratizar processos do serviço público”, disse. “A votação do Congresso atendeu em grande parte ao que estava contido no texto original”, acrescentou.

Rêgo de Barros também comentou a ida de uma delegação brasileira à reunião ministerial da OCDE e afirmou que todos os 36 membros da organização apoiam a entrada do Brasil, com especial destaque aos Estados Unidos.

Além disso, o porta-voz afirmou que o presidente ainda não tomou uma decisão sobre vetar ou não o trecho de medida provisória aprovada pelo Congresso que proíbe a cobrança de bagagens pelas companhias aéreas. O trecho foi incluído como destaque. A MP libera 100% de capital estrangeiro para as aéreas.

“O presidente esboça opiniões, mas, ao tomar decisões, vale-se de estudos profundos e técnicos dos órgãos. Esse é mais uma tema para o qual ele valer-se-á de estudos para tomar a decisão final, é prematuro discutir isso agora”, disse.

Estadão Conteúdo

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Governo tem 15 dias para aprovar crédito extra sem afetar programas, diz secretário

O governo precisa que o Congresso aprove até meados de junho o crédito suplementar de R$ 248 bilhões para não prejudicar programas vinculados a esses recursos, como Plano Safra, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, nesta quarta-feira (29).

O projeto que pede o dinheiro adicional foi enviado ao Congresso em março. O texto solicita crédito de R$ 248,9 bilhões para 2019, incluindo R$ 201,7 bilhões para benefícios previdenciários do RGPS (Regime Geral de Previdência Social) e R$ 30 bilhões para o pagamento de BPC (Benefício de Prestação Continuada), destinado a idosos e deficientes em condição de miserabilidade.

Há ainda recursos para o Bolsa Família e outros subsídios. “Se ele não for aprovado até aí, vamos começar a ter problemas com algumas despesas. Eventualmente você pode remanejar alguma coisa, mas vai ficar difícil”, reconheceu Mansueto.

Despesas que dependem de crédito orçamentário, mesmo que o pagamento ocorra depois, precisam ter todo o crédito disponível, complementou. “O Plano Safra poderia ter um problema de atraso. Ele ocorre ao longo de 12 meses, mas, para começar o Plano Safra, precisa ter todo o crédito”, exemplificou.

Em participação na comissão mista do Orçamento, no último dia 14, o ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou que, sem a aprovação da proposta de lei que trata desse crédito, os subsídios parariam em junho. O Bolsa Família teria fôlego até setembro, enquanto os benefícios beneficiários acabariam em agosto.

O acordo está sendo construído politicamente entre governo e Congresso, segundo o secretário. “A base do governo está conversando com os políticos da comissão mista do Orçamento, com o relator (deputado Hildo Rocha/MDB-MA), com o presidente da comissão (Marcelo Castro/MDB-PI)”, afirmou Mansueto. “Isso será resolvido no devido tempo.”

O secretário disse que R$ 248 bilhões é a margem de segurança do governo. O mínimo necessário seriam R$ 146,7 bilhões. O crédito suplementar precisa ser aprovado por pelo menos 257 deputados e 41 senadores.

Vincular despesas como BPC, Previdência, Bolsa Família e subsídios à autorização pedida ao Congresso foi uma decisão do governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), durante a elaboração do Orçamento de 2019.

A antiga gestão acreditava que quem fosse eleito não teria dificuldade em receber o sinal verde dos parlamentares para conseguir recursos destinados a essas áreas sociais.

O dinheiro teria então de ser usado para esses setores, cumprindo o previsto no Orçamento e no projeto que está no Congresso.

Folhapress

 

Entidades de juízes criticam participação de Toffoli em ‘pacto’

POR FREDERICO VASCONCELOS

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação Juízes para a Democracia (AJD) divulgaram manifestações com críticas à participação do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, num “pacto” em favor da Reforma da Previdência.

Para a Ajufe, “é possível que alguns temas da Reforma da Previdência tenham sua constitucionalidade submetida ao julgamento perante a Corte máxima do país”.

Segundo o presidente da entidade, Fernando Mendes, a realização de tais pactos cabe apenas aos “atores políticos dos Poderes Executivos e Legislativos”.

A AJD afirma que “é inadmissível que o presidente do Supremo Tribunal Federal antecipe-se a firmar ‘pacto’ com os demais poderes. Não pode o Poder Judiciário, nem mesmo a Suprema Corte, fazer juízo prévio de conveniência e avalizar antecipadamente alterações constitucionais”.

A assessoria de imprensa do STF afirmou à Folha que Toffoli não irá se manifestar.

A íntegra da nota pública da Ajufe:

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) vem a público manifestar sua preocupação com o “pacto” noticiado pela imprensa, especialmente com a concordância do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) à Reforma da Previdência.

Sendo o STF o guardião da Constituição, dos direitos e garantias fundamentais e da democracia, é possível que alguns temas da Reforma da Previdência tenham sua constitucionalidade submetida ao julgamento perante a Corte máxima do país.

Isso revela que não se deve assumir publicamente compromissos com uma reforma de tal porte, em respeito à independência e resguardando a imparcialidade do Poder Judiciário, cabendo a realização de tais pactos, dentro de um estado democrático, apenas aos atores políticos dos Poderes Executivo e Legislativo.

Brasília, 29 de maio de 2019.

Fernando Mendes
Presidente da Ajufe

A íntegra da nota pública da AJD:

“Tampouco existe liberdade se o poder de julgar não for separado do poder legislativo e do executivo. Se estivesse unido ao poder legislativo, o poder sobre a vida e a liberdade dos cidadãos seria arbitrário, pois o juiz seria legislador. Se estivesse unido ao poder executivo, o juiz poderia ter a força de um opressor.”

(Montesquieu, em O Espírito das Leis)

A Associação Juízes para a Democracia (AJD) entidade não governamental, de âmbito nacional, sem fins corporativos, que tem como um de seus objetivos estatutários a defesa dos direitos e garantias fundamentais e a manutenção do Estado Democrático de Direito, manifesta forte preocupação com a notícia de que o presidente do Supremo Tribunal Federal pretende assinar, com o presidente da República e com o presidente do Congresso Nacional, um “pacto” em favor de reformas constitucionais e legais.

Compete ao Poder Executivo apresentar propostas de reformas que entender necessárias e ao Poder Legislativo aprová-las ou rejeitá-las, como entender conveniente, após prévios debate e votação, sob os ritos formais estabelecidos na Constituição.

Ao Poder Judiciário, incumbe o controle da legalidade e da constitucionalidade de possíveis reformas, seja pela atividade de cada magistrado, seja pela atuação do Supremo Tribunal Federal.

Nestes termos, é inadmissível que o presidente do Supremo Tribunal Federal antecipe-se a firmar “pacto” com os demais poderes. Não pode o Poder Judiciário, nem mesmo a Suprema Corte, fazer juízo prévio de conveniência e avalizar antecipadamente alterações constitucionais.

Nenhum pacto pode se sobrepor ao dever do controle jurisdicional de constitucionalidade posterior ao agir do Executivo e do Legislativo. Tampouco o Poder Judiciário pode servir como órgão de consulta dos demais poderes.

Agindo assim, o presidente do STF atinge, a um só tempo, o princípio da separação dos poderes, a Constituição da República e o Estado Democrático de Direito.

O Brasil precisa, sim, de um novo tempo. Um tempo em que as instituições e os princípios democráticos sejam respeitados; um tempo em que os direitos fundamentais também sejam usufruídos pelos mais pobres; um tempo em que a Constituição da República seja cumprida, dentro dos limites ali estabelecidos.

Os juízes brasileiros, zelosos de sua missão constitucional e compromissados, verdadeiramente, com a Democracia, não irão compactuar com acordos que atinjam a independência da magistratura.

Por essas razões, a Associação Juízes para a Democracia (AJD) manifesta repúdio a concertos que sugiram a fragilização ou mesmo comprometam a independência da magistratura, deixando claro que os juízes brasileiros, zelosos de sua missão constitucional, permanecerão ao lado da Constituição e da Democracia.

São Paulo, 29 de maio de 2019.

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Juros do rotativo do cartão de crédito caem, mas ainda ficam em 298,6% ao ano em abril

Os consumidores que caíram no rotativo do cartão de crédito pagaram juros um pouco menos caros em abril. A taxa média do rotativo caiu 0,8 ponto percentual em relação a março, chegando a 298,6% ao ano. Os dados foram divulgados hoje (28) pelo Banco Central. A taxa média é formada com base nos dados de consumidores adimplentes e inadimplentes.

No caso do consumidor adimplente, que paga pelo menos o valor mínimo da fatura do cartão em dia, a taxa chegou a 278% ao ano em abril, recuo de 3,4 pontos percentuais em relação a março. A taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura (rotativo não regular) subiu 1,2 ponto percentual, indo para 313,6% ao ano.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida.

Em abril de 2018, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu que clientes inadimplentes no rotativo do cartão de crédito passem a pagar a mesma taxa de juros dos consumidores regulares. Essa regra entrou em vigor em junho deste ano. Mesmo assim, a taxa final cobrada de adimplentes e inadimplentes não será igual porque os bancos podem acrescentar à cobrança os juros pelo atraso e multa.

Enquanto a taxa de juros do rotativo chegou a 298,6% ao ano, o parcelamento das dívidas do cartão de crédito pôde ser feito com juros de 170,8% ao ano em abril. As taxas médias do crédito parcelado do cartão caíram 7,7 pontos percentuais em relação a março.

Cheque especial

Já a taxa de juros do cheque especial subiu 0,6 ponto percentual em abril, comparada a março, e está em 323,3% ao ano.

As regras do cheque especial mudaram no ano passado. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os clientes que utilizam mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos passaram a receber a oferta de um parcelamento, com taxa de juros menores que a do cheque especial definida pela instituição financeira.

As taxas do cheque especial e do rotativo do cartão são as mais caras entre as modalidades oferecidas pelos bancos. A do crédito pessoal não consignado é mais baixa: 127,1% ao ano em abril, mesmo com o aumento de 3,2 pontos percentuais em relação a março. A taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) recuou 0,3 ponto percentual, indo para 23,4% ao ano em abril.

A taxa média de juros para as famílias subiu 0,6 ponto percentual em abril para 45,9% ao ano. A taxa média das empresas ficou em 19,9% ao ano, alta de 0,1 ponto.

Inadimplência

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas, caiu 0,1 ponto percentual e ficou em 4,7% em abril. No caso das pessoas jurídicas, o indicador ficou em 4,7%, com queda de 0,1 ponto percentual. Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado.

De acordo com o Banco Central, a inadimplência das famílias (pessoas físicas) continua no menor nível histórico, desde a série iniciada pelo Banco Central em março de 2011. A explicação são os programas de refinanciamentos e repactuações de dívidas em atraso.

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito) os juros para as pessoas físicas oscilaram 0,1 ponto percentual para cima, para 7,7% ao ano. A taxa cobrada das empresas, porém, caiu 0,4 ponto percentual, para 9,6% ao ano.

A inadimplência das pessoas físicas no crédito direcionado ficou estável em 1,8% e a das empresas subiu 0,2 ponto percentual, para 2,3%.

Saldo dos empréstimos

Em abril, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos ficou em R$ 3 268 trilhões, estável em relação a março, mas com expansão de 0,3% no ano. Em 12 meses, a expansão foi de 5,4%. Esse estoque do crédito corresponde a 47% de tudo o que o país produz – o Produto Interno Bruto (PIB). Isso representa queda de 0,3 ponto percentual em relação a março (47,3%).

Agência Brasil

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Dólar cai para R$ 3,97 e fecha no menor valor em duas semanas

Num dia de alívio no mercado financeiro, a moeda norte-americana caiu e fechou abaixo de R$ 4 pela primeira vez em quase duas semanas. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (29) vendido a R$ 3,976, com recuo de R$ 0,048 (-1,19%). Esse foi o menor valor de fechamento desde 14 de maio (R$ 3,975).

No mercado de ações, o dia foi de tranquilidade. O Ibovespa, principal índice da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou a sessão com alta de 0,18%, aos 96.566 pontos. Essa foi a terceira alta seguida do índice, que está no maior nível desde 8 de abril, quando tinha atingido 97.369 pontos.

O otimismo no mercado financeiro ocorre um dia depois de o Senado aprovar a medida provisória da reforma administrativa, que reduziu o número de ministérios, mantendo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no Ministério da Economia. A alta também ocorre no dia seguinte à assinatura de um pacto entre o presidente Jair Bolsonaro e os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia; do Senado, Davi Alcolumbre, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

Agência Brasil

LOCAIS

Por questões de segurança, PRF recomenda população a evitar a BR-101 na tarde e noite desta quinta (30)

Com a programação de protestos de estudantes em defesa da educação da educação, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) emitiu um comunicado recomendando a população a evitar a BR-101 entre o shopping Midway Mall e a áervore de Mirassol, trajeto programado para a manifestação, no horário compreendido entre 16h e 20h.

Confira a nota na íntegra

NATAL/RN, 29/05/2019 – Como é do conhecimento geral, mediante comunicação via redes sociais, declarações feitas a veículos de imprensa e de ofícios enviados por líderes de Centrais Sindicais, planeja-se para amanhã (30/05) mobilização que deverá ocorrer ao longo da BR 101 Sul, entre o Complexo do IV Centenário e a Árvore de Mirassol.

Diante desses fatos, a PRF preocupada com a segurança dos usuários da rodovia BR 101, inclusive dos próprios manifestantes, sugere que a população planeje seus deslocamentos, evitando a citada rodovia nas imediações entre Potilândia e Mirassol, principalmente entre 16h e 20h (previsão), horário em que os manifestantes deverão ocupar a rodovia.

A Avenida Prudente de Morais, a Rua Jaguarari, a Via Costeira e o Anel Viário do Campus, por exemplo, podem servir de rotas alternativas entre o centro da cidade e a Zona Sul de Natal.

Fonte: G1

 

Por G1 RN

 

Serviço de manutenção suspende abastecimento de água em 6 bairros de Natal nesta quinta-feira — Foto: Agência Brasil

Serviço de manutenção suspende abastecimento de água em 6 bairros de Natal nesta quinta-feira — Foto: Agência Brasil

Seis bairros das regiões Oeste, Leste e Sul de Natal vão ficar sem água nesta quinta-feira (30). São eles: Quintas, Bairro Nordeste, Bom Pastor, Dix Sept Rosado, parte de Lagoa Nova e parte do Alecrim. A informação é da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern).

Segundo a Caern, a suspensão do abastecimento para essas localidades estava programada para a segunda (27). No entanto, no mesmo dia uma árvore caiu sobre fios de alta tensão e interrompeu o funcionamento de bombas que impulsionam a água que abastece 15 bairros da capital. Para priorizar esse conserto, a parada programada no abastecimento foi adiada para a quinta.

A suspensão será necessária, ainda de acordo com a Companhia, para que equipe de manutenção realize serviço em cabine de medição elétrica da rede. Após a realização do trabalho, a normalização do abastecimento se dará em um prazo de até 24 horas.

Fonte: G1 RN

Por G1 RN

 

 

Hospital Varela Santiago foi reformado por cerca de 40 profissionais — Foto: Canindé Soares

Hospital Varela Santiago foi reformado por cerca de 40 profissionais — Foto: Canindé Soares

O Hospital Infantil Varela Santiago, que atende crianças de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), está de cara nova. O espaço passou por uma grande reforma, que coloriu salas e corredores com o objetivo de deixar o local mais humanizado e as crianças atendidas mais reconfortadas. Toda a reforma foi promovida por voluntários que compõem o grupo “Elos – Arquitetura Social”, que terminou os últimos detalhes e entregou o local nesta quarta-feira (29).

Ao todo, foram mais de 40 pessoas – entre artistas plásticos, arquitetos, engenheiros e designers – que participaram da reforma em 28 espaços do hospital. Foram transformadas paredes, que ganharam desenhos da fauna e flora brasileiras, além de corredores, brinquedoteca, consultórios, salas e até o tomógrafo.

Tomógrafo do Varela Santiago antes da reforma — Foto: Ubarana Júnior

Tomógrafo do Varela Santiago antes da reforma — Foto: Ubarana Júnior

“Cada ambiente tem um profissional responsável na reforma. Cada um fica responsável 100% pelo seu ambiente, para planejar e executar. Em muitas coisas nós conseguimos doações, que é a forma majoritária do projeto. Em outros casos, as pessoas têm que tirar alguma coisa do bolso”, explica a arquiteta Mara Lorena, uma das idealizadores do “Elos – Arquitetura Social, ao lado das também arquitetas Juliana Maia e Larissa Magalhães.

Essa é a segunda grande reforma que o grupo promove em instituições de Natal. Antes, em novembro do ano passado, o grupo reformou o Instituto Juvino Barreto, que abriga idosos na capital potiguar.

Arquitetas Mara Lorena, Larissa Magalhães e Juliana Maia são idealizadoras do grupo Elos — Foto: Canindé Soares

Arquitetas Mara Lorena, Larissa Magalhães e Juliana Maia são idealizadoras do grupo Elos — Foto: Canindé Soares

Dessa vez, a reforma durou cerca de 30 dias e o resultado tem agradado. “O ambiente já era bom, mas agora ficou ainda melhor”, conta Maxsuila Accioli, que frequenta o hospital desde 2016, quando o filho George recebeu o diagnóstico de leucemia. Ela diz que o garoto, que tem cinco anos, tem se mostrado mais feliz com os desenhos no local.

Atualmente, o Hospital Infantil Varela Santiago tem 110 crianças internadas e uma média de 14 mil procedimentos realizados por mês. O Varela Santiago é especializado em pediatria e atende exclusivamente os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Evento para comemorar reforma aconteceu nesta quarta-feira (29) — Foto: Canindé Soares

Evento para comemorar reforma aconteceu nesta quarta-feira (29) — Foto: Canindé Soares

Fonte: G1 RN

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