Por Reuters

 


O presidente dos EUA, Donald Trump, visita protótipos do muro que pretende construir na fronteira com o México, em San Diego, na Califórnia, na terça-feira (13) — Foto: Mandel Ngan/AFP

O presidente dos EUA, Donald Trump, visita protótipos do muro que pretende construir na fronteira com o México, em San Diego, na Califórnia, na terça-feira (13) — Foto: Mandel Ngan/AFP

A Califórnia irá “a qualquer momento” contestar judicialmente a declaração de estado de emergência nacional do presidente Donald Trump que visa obter financiamento para a construção de um muro na fronteira entre os EUA e o México, disse neste domingo (17) o procurador-geral do Estado Xavier Becerra.

“Definitivamente e a qualquer momento”, disse Becerra ao programa “This Week”, da ABC, quando perguntado se e quando a Califórnia entraria com uma ação contra o governo Trump em um tribunal federal. Outros Estados controlados pelo Partido Democrata devem se unir na empreitada.

“Estamos preparados, sabíamos que algo assim poderia acontecer. E com os nossos Estados irmãos, estamos prontos para ir adiante”, disse ele.

Trump declarou estado de emergência nacional na sexta-feira evocando uma lei de 1976, depois que o Congresso rejeitou seu pedido de 5,7 bilhões de dólares para ajudar a construir o muro, que é uma promessa de campanha de 2016.

A manobra visa permitir que ele redirecione para a construção do muro o dinheiro aprovado pelo Congresso para outros fins.

A Casa Branca diz que Trump terá acesso a cerca de 8 bilhões de dólares. Quase 1,4 bilhão de dólares foi alocado para cercar as fronteiras após uma medida de gastos aprovada pelo Congresso na semana passada, e a declaração de emergência de Trump pode lhe garantir mais 6,7 bilhões de dólares para o muro.

Becerra citou um comentário de Trump na sexta-feira de que “não precisaria fazer isso” como prova de que a declaração de emergência é legalmente vulnerável.

“Ficou claro que isso não é uma emergência, não só porque ninguém acredita que é, mas porque o próprio Donald Trump disse que não é”, afirmou ele.

Becerra e o governador da Califórnia, Gavin Newsom, ambos democratas, devem contestar judicialmente o movimento de Trump.

Becerra disse à ABC que a Califórnia e outros Estados estão esperando para saber quais programas federais vão perder dinheiro para determinar que tipo de dano os Estados podem enfrentar a partir da declaração de emergência.

Ele disse que a Califórnia pode ser prejudicada com menos verbas federais para serviços de resposta a emergências, para suas forças armadas e para impedir o tráfico de drogas.

“Estamos confiantes de que há pelo menos 8 bilhões de maneiras pelas quais podemos provar que (a medida) é prejudicial”, disse Becerra.

Três proprietários de terra do Texas e um grupo ambiental entraram com o primeiro processo contra a ação de Trump na sexta-feira, alegando que ela viola a Constituição e infringe seus direitos de propriedade.

Os questionamentos na Justiça podem ao menos desacelerar os esforços de Trump para construir o muro, mas provavelmente acabarão na Suprema Corte dos EUA, atualmente de tendência conservadora.

(Por David Morgan e David Lawder)

Fonte: G1

Por France Presse

 


Shamima Begum tinha 15 anos quando deixou o Reino Unido em 2015 — Foto: Laura Lean/Pool/AFP

Shamima Begum tinha 15 anos quando deixou o Reino Unido em 2015 — Foto: Laura Lean/Pool/AFP

Uma jovem britânica que se uniu ao grupo extremista Estado Islâmico (EI) na Síria em 2015 e que se está em um campo de refugiados no país onde deu à luz um bebê neste fim de semana, pediu neste domingo (17) “compaixão” e autorização para voltar ao Reino Unido.

Seu caso ilustra o dilema enfrentado por vários governos europeus, divididos entre proibir o retorno de seus cidadãos extremistas por questões de segurança ou permitir que retornem para julgamento.

“Acabei de dar à luz, então estou realmente cansada”, afirmou Shamima Begum à emissora Sky News. Este é o terceiro filho da jovem de 19 anos de Londres a nascer na Síria. Os dois primeiros bebês morreram de doenças e desnutrição.

Shamima Begum expressou novamente sua intenção de retornar ao Reino Unido. “Após a morte do meu (outro) filho, percebi que é necessário que eu saia, por causa dos meus filhos”. Ela disse que teme que seu recém-nascido “morra no acampamento” dos refugiados de Al Hol no nordeste da Síria, onde ela está atualmente.

“Eu acho que as pessoas deveriam ter compaixão por mim, por tudo que eu experimentei”, disse Shamima Begum. “Eu não sabia no que estava me metendo quando saí”.

Antes dessas declarações, sua família tinha divulgado um comunicado pelo Twitter de seu advogado, Mohamed Akunjee: “Soubemos que Shamima deu à luz seu filho, entendemos que ela e seu bebê estão bem”.

A família reforçou que não tem “nenhum contato direto” com a jovem.

No sábado, o presidente americano Donald Trump pediu para Grã-Bretanha, França, Alemanha e outros aliados europeus “repatriarem mais de 800 combatentes do EI capturados na Síria para que sejam julgados”.

“Não temos alternativa já que estaremos obrigados a libertá-los. Os Estados Unidos não querem que esses combatentes do EI se espalhem pela Europa”, insistiu.

Fonte: G1

ENTREVISTA: ‘O populismo é o futuro da política’, diz ex-estrategista de Trump

Ex-estrategista de Donald Trump e um dos responsáveis pela retórica nacionalista que fez o republicano chegar à Casa Branca, Steve Bannon avalia que o futuro da política é o populismo. Segundo ele, o Brasil será chave para os EUA equilibrarem o poder da China e Jair Bolsonaro é a chance de se espalhar o movimento de direita pela América do Sul.

Ao falar sobre os EUA, avalia que Trump estará em boa posição para 2020 se entregar as promessas de campanha, entre elas a construção do muro na fronteira com o México, e diz que houve uma radicalização recente do Partido Democrata. Ele elogiou a deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortéz, considerada integrante da ala mais à esquerda do partido. “Apesar de discordar do seu socialismo, ela se tornou uma figura política muito poderosa de maneira muito rápida”, afirma.

Bannon foi parte do conselho da Cambrigde Analytica, consultoria acusada de usar indevidamente dados de milhares de usuários do Facebook para interferir na eleição americana de 2016. Desde que foi forçado a sair da Casa Branca em 2017, ele perdeu parte do prestígio nos EUA e Trump chegou a dizer que o ex-assessor “perdeu a cabeça”.

No ano passado, se concentrou na Europa, onde se aproximou de lideranças de nacionalismo de direita na Itália e na Hungria. Em 2018, ele também se encontrou com o deputado Eduardo Bolsonaro três vezes nos EUA e, agora, começa a olhar para a América do Sul. Crítico da imprensa, que chama de “partido de oposição”, Bannon recebeu o Estado para uma entrevista em sua casa, atrás da sede da Suprema Corte, em Washington.

O sr. procurou a família Bolsonaro ou eles o procuraram primeiro?

Há gente em Nova York ajudando brasileiros, expatriados, e eles me contataram. Eu já vinha observando Bolsonaro por algum tempo, mesmo na Casa Branca, analisando no que ele acreditava. Acho que no verão de 2017, ele tinha algo perto de 8% nas pesquisas, mas eu olhava de perto porque pensava que é alguém que representa bastante a base do Trump e de outros, no mundo. Em 2018 me encontrei com Eduardo (Bolsonaro) em Nova York.

O sr. já disse que a capacidade de conexão com o povo é algo comum entre Donald Trump, Matteo Salvini e Jair Bolsonaro. Essa característica já foi atribuída a políticos de centro-esquerda, como Lula no Brasil. O que diferencia esse novo grupo?

É uma boa pergunta. Populismo é o futuro da política, eu acredito, se é conservador e de direita ou se é de esquerda é a questão. A diferença entre populismo de esquerda ou de direita é sobre intervenção do Estado. Mais intervenção do Estado na economia, nas nossas vidas, leva a um completo fracasso. O populismo de direita que foca na classe trabalhadora e classe média é o futuro. O fato de ter Trump, Salvini e Bolsonaro, nos EUA, Europa e América do Sul, mostra que o modelo funciona. Os três se conectam com a classe trabalhadora de uma forma visceral

É por isso que penso que o capitão Bolsonaro é uma figura histórica agora, não só para o Brasil, mas é emblemático o que pode fazer no restante do mundo.

Qual é o equilíbrio que o sr. defende entre a agenda nacionalista de todos eles e a não intervenção do Estado?

A agenda nacionalista é possível de ser feita sem a intervenção do Estado. Nacionalismo é colocar o seu país primeiro. Nacionalismo não diz que é preciso ter o Estado envolvido nos negócios. No Brasil, especificamente, será uma série de acordos comerciais, de questões de soberania relacionadas à China.

Então por que se mostrou receoso sobre o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante o jantar com Olavo de Carvalho?

Isso acontece em diferentes países, é uma combinação. O seu ministro das finanças veio da Escola de Chicago. O contraponto que Bolsonaro defende, assim como Trump, é: você precisa equilibrar os interesses nacionais versus a pura economia neoliberal, que no primeiro caso se mostrará na infraestrutura no Brasil e como você define quais setores quer privatizar, para quem quer vender. Sempre haverá uma tensão. Você vê a escolha do ministro das Relações Exteriores e do ministro da Economia – é um balanço de como o programa do Bolsonaro é.

O sr. já conversou com Bolsonaro?

Não. Ele está muito ocupado, e está se saindo muito bem. Eu falo com pessoas no entorno dele todo dia. Salvini, Viktor Orban e Bolsonaro representam uma tendência mundial. O experimento no Brasil é comum a algo ao qual dediquei os últimos dez anos da minha vida. Comecei construindo isso nos EUA e, no ano passado, passei muito tempo na Europa. Posso ver no capitão Bolsonaro como pode se espalhar mundialmente. E ele certamente não precisa do conselho de Steve Bannon para ser bem sucedido.

Se falasse com ele, qual seria sua recomendação como ex-estrategista de Trump?

É muito simples a esses políticos. Você é um populista eleito, foi eleito com apoio popular. Só mantenha as promessas que fez às pessoas e estará bem. Francamente, acho que Trump está numa boa posição. É uma era em que é um problema se você promete uma coisa e não entrega.

O sr. não mencionou Trump quando falou sobre a tendência mundial.

Trump foi o primeiro, obviamente, nos EUA, mas com esses três vemos que é mais do que Trump. A derrota de Hillary Clinton representou uma rejeição da classe trabalhadora ao que chamo de partido de Davos, que é essa elite científica, financeira. Eles têm essa ideia de que podem manipular o mundo em uma base global Não é uma conspiração, é como o sistema funciona agora. As pessoas diminuíram a importância do discurso de Bolsonaro em Davos, foi um discurso poderoso. Ele trouxe elementos – e acho que isso é parte da tensão, às vezes, com os caras da Escola de Chicago – para dizer que um país é mais do que a economia; um país é a sociedade, a nação e a economia. Ele traz a base do ‘Movimento-Bolsonaro’, a defesa dos valores judaico-cristãos. Foi muito poderoso, particularmente em um ambiente como Davos, que é a catedral do globalismo. Ele não vai desistir.

O que o sr. achou do Olavo de Carvalho?

A história vai mostrar que ele é um dos grandes conservadores e filósofos. O que ele faz no Brasil, seus escritos estão cada vez mais conhecidos nesse movimento. Acho que ele será mais e mais conhecido a cada ano, não só para o Brasil, mas para o entendimento desse movimento numa perspectiva mundial.

O sr. mostrou discordância dele em alguns momentos, quando ele explicou seu método de ensino e filosofia.

Sabe, eu não concordo com tudo o que Platão disse, então…Esse é o poder do nosso movimento. Eu não sou um filósofo, sou só alguém que tem interesse nisso e tenta se engajar. Ele é claramente uma figura seminal nesse movimento. Suas ideias se tornarão mais conhecidas, mas ele tem um imenso impacto na vida política brasileira.

Eduardo Bolsonaro é o líder de “O Movimento” para a América do Sul agora. Esse braço do Movimento já existia ou foi criado após a eleição de Bolsonaro?

Quando o Eduardo veio aos EUA em novembro, ele já tinha agendado uma conferência sobre ideias do ‘movimento- Bolsonaro’ e como interagem com outros movimentos no mundo. Aquilo para mim é o começo do Movimento na América Latina. Nosso foco imediato é na importância das eleições parlamentares na Europa em maio, mas antecipei com Eduardo que teremos uma grande conferência no verão ou outono na América do Sul, provavelmente no Brasil, trazendo todos os elementos juntos da região. Ele é um dos líderes mais dinâmicos desse movimento, não só no Brasil.

O que o sr. acha que o governo Trump está esperando do governo Bolsonaro?

É uma nova oportunidade ao Brasil para um acordo comercial, avanços na agricultura, claramente há uma grande preocupação com a China. Capitão Bolsonaro ganha uma grande atenção aqui de pessoas interessadas em política por sua personalidade e como ele irá recuperar a economia e focar em segurança ao mesmo tempo É um novo dia para essa relação. Haverá muito mais ênfase na hegemonia da China (do que nas questões do Oriente Médio) agora. O Brasil é um dos elementos centrais disso, veremos nos próximos cinco ou dez anos que a relação dos EUA com o Brasil estará no primeiro plano e será uma das relações mais importantes.

O sr. falou que Trump está numa boa posição. O que achou do discurso dele sobre o Estado da União neste ano?

No discurso ele fala: ‘eu vou construir o muro; no acordo comercial, não é só sobre soja, terei mudanças estruturais na China e; estou saindo da Síria e do Afeganistão’. Essas são as promessas de Trump. É assim que ele ganhou em Ohio, assim que ganhou em Michigan, Wisconsin, Pensilvânia. É isso que o fez presidente dos EUA. Em Washington, todos os três elementos sobre o ‘movimento-Trump’ estão convergindo num mesmo momento em que essas investigações vêm à tona. Teremos de ver.

Forçar uma reforma estrutural para um acordo com a China não parece fácil.

O Brasil será um dos campos de batalha nisso, porque a China não vê o Brasil por seu capital humano, vamos ser francos. O que eles veem é uma maciça oportunidade de recursos naturais e agricultura. Esse conflito global econômico entre o Ocidente… Lembre, quando Trump diz sobre mudanças estruturais é para trazer a cadeia de fornecimento de volta às democracias industriais. Quando isso acontecer, irá explodir a economia do Brasil, as taxas de crescimento. O tipo de capitalismo que eles fazem no Brasil e na África Subsaariana incentiva as elites, controla infraestrutura e recursos naturais através da elite, é um capitalismo predatório dos chineses que têm de ser quebrado. Um dos locais-chave para quebrá-lo é o Brasil.

O sr. é citado nas investigações da campanha de Trump, na acusação contra Roger Stone. O que sabe sobre a influência da Rússia nas eleições de 2016?

Primeiro, digo isso desde o primeiro dia, não há conluio. O que o Robert Mueller está procurando é a obstrução de justiça. Stone ou alguém entregou os e-mails ao New York Times, e-mails em que ele está tentando obter minha atenção, o que não conseguiu porque não é algo em que eu estava focado. Não acho que a investigação de Mueller vá chegar à conclusão sobre conluio, acho que irá analisar a obstrução de justiça. O que eu sei é que o presidente Trump não focou na eleição da Câmara em novembro. Pessoas ao redor dele que disseram que não seria tão

ruim o resultado se os democratas conseguissem a maioria estavam absolutamente errados. Com a Nancy Pelosi (presidente da Câmara) no poder eles irão usar como arma o relatório final de Mueller.

A perda da Câmara será um problema para Trump em 2020?

Será um enorme problema. Eu disse ao vivo no dia da eleição: 2019 será um dos anos mais baixos na política nacional. Acho que será equivalente aos anos anteriores à guerra civil. Você tem dois lados que têm duas diferentes ideias sobre como o país deve ser governado. As pessoas dizem ‘a democracia está morrendo na América’, mas tivemos a taxa mais alta de comparecimento às urnas em novembro. A democracia está mais robusta do que nunca. E parte disso é porque Trump provocou a esquerda. Essas pessoas jovens como AOC (deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortéz) que se tornaram líderes, fizeram as pessoas irem votar. E eu amo a AOC, acho que é uma figura dinâmica no cenário político. Ela é uma bartender. Precisamos de mais bartenders lá. Precisamos nos tornar melhores para derrotá-los, mas acho que 2019 terá não só a investigação de Mueller. O presidente Trump é um bom ‘counter puncher’ (no box, um lutador que faz contragolpes), mas isso só ficará mais baixo. Será um ano duro. E ele terá de entregar as três promessas que fez no discurso.

Por que diz que é preciso ter mais ‘bartenders’ como a Alexandria Ocasio-Cortéz?

Seu trabalho anterior já foi de bartender, é um trabalho relativamente mal pago, é difícil, há clientes o tempo todo e você tem de ser rápido. Eu fui um bartender na faculdade e você tem de estar ligado no jogo. Ela tem a habilidade para jogar rapidamente o jogo. Há muito a admirar. As pessoas no Brasil têm de entender: Cortez ganhou porque ela bateu de porta em porta inicialmente e falou com as pessoas nas primárias em que ela concorria com poderosos políticos. E a maioria das pessoas na primeira vez bateu a porta na cara dela e hoje ela é uma das figuras políticas mais poderosas dos EUA. Apesar de eu discordar do seu socialismo, Cortéz mostra valores de determinação, resiliência. Ela se tornou uma figura política muito poderosa de maneira muito rápida.

O sr. classifica o Partido Democrata como socialista?

Eles estão definindo eles mesmos. Estou um pouco chocado com isso. Acho que cinco candidatos presidenciais assinaram a proposta do “Green New Deal”, que é uma versão de socialismo. Pode chamar do que quiser, mas no fim das contas é mais intervenção. Não sou eu dizendo que não há elementos interessantes do ‘Green New Deal’, mas no geral é o governo tomando a economia. Você também vê (pré-candidatos a 2020) Kamala Harris, Kristen Gillibrand, Cory Booker, Elizabeth Warren e obviamente Bernie Sanders, todo o mantra deles é ligado ao socialismo. É uma radicalização muito rápida do partido democrata. Howard Schultz (ex-CEO da rede Starbucks), que para mim é um liberal progressista, diz – e isso é ele dizendo, não Steve Bannon – que não conseguiria ganhar uma primária democrata porque não é um socialista, é um capitalista, um liberal, um progressista. Michael Bloomberg tem dito às pessoas a mesma coisa. Lembre-se, Bloomberg é pró-aborto, pró-controle de armas e está dizendo para todo mundo que acha que não estará nas primárias democratas. Isso não é Bannon e a direita, Breibart e Fox News. Isso são eles definindo eles mesmos. Eu estou atordoado.

Mas é algo novo, recente?

Parte disso é reação a Trump. Trump é definido como populista. E eles estiveram tão surtados no início. Eu dizia: se eles querem focar em raça, deixemos. Toda vez que falarem de raça, nós falaremos de economia para a classe trabalhadora. Vamos pegar um terço da classe trabalhadora negra, um terço da classe trabalhadora hispânica e criaremos uma coalizão. O que os democratas estão fazendo é uma reação à vitória de Trump em Michigan, Wisconsin e Ohio e a solução deles é mais intervenção governamental.

O sr. é reconhecido como símbolo da alt-right e apoiador de políticos acusados de xenofobia. Nas suas próprias palavras, em um discurso: “deixe que chamem você de racista, deixe que o chamem de xenófobo…”

Espere, espere. O que eu estava dizendo na França é o que eu acredito, eu disse que Trump fez mais… temos a mais baixa taxa de desemprego de negros, a mais baixa taxa de desemprego de hispânicos. O que falo é: eles não podem argumentar sobre a economia quando você os derrota nisso. Use essas acusações como uma medalha de honra. Se é disso que irão te acusar: xenófobo, racista, isso significa, na minha visão, que estão perdendo o argumento, significa que não querem debater as propostas. Eles nunca mencionam os empregos, porque eles não têm a solução. A solução deles é o socialismo e nós sabemos que não funciona, é sem sentido. Até que eles venham com algo com o qual se possa debater a questão econômica, nós venceremos. Trump irá vencer se continuar atendendo à classe trabalhadora. Dizer que é um racista, xenófobo, para mim, a acusação é uma medalha de honra, mostra que você está ganhando.

O ‘Breibart News’, que o sr. dirigiu, é considerado um veículo de instigação aos extremos e partidário. Essa é a intenção?

Não acho que é extremo. Podemos ser partidários, mas vivemos tempos partidários. Estamos vivendo em tempos divididos. Você tem de ganhar. Nós ganhamos em 16, perdemos em 18, vamos ver quem ganha em 20, mas estar dividido não acho que seja um problema. As pessoas têm diferentes filosofias e ideias, não acho que temos de estar juntos. É o que digo, admiro a AOC, acho que sua ideologia está errada, mas acho ela uma jogadora importante e irá impulsionar muita gente na direita que irá tentar derrotá-la. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Fonte: Blog do BG

Por Danilo Martins, TV Globo — Brasília

 

Bebianno disse que o momento é de 'esfriar a cabeça'

Bebianno disse que o momento é de ‘esfriar a cabeça’

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, disse neste domingo (17) que o momento é de “esfriar a cabeça”.

Ele foi abordado por jornalistas no hotel onde mora, em Brasília, quando saía para o almoço. Bebianno deu a declaração diante de perguntas sobre se falaria a respeito de sua eventual demissão do cargo.

“Agora é hora de esfriar a cabeça”, afirmou o ministro.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno — Foto: Reprodução/JN

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno — Foto: Reprodução/JN

Bebianno viveu uma semana de crise dentro do governo, após denúncias de candidaturas “laranjas” no PSL e um episódio de atrito entre ele e o filho do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro. Integrantes do governo dão como certo que o presidente vai exonerar o ministro.

Aos jornalistas que o aguardavam no hotel, Bebianno disse que, por ora, não vai se pronunciar sobre o caso. “Daqui a alguns dias”, afirmou.

A crise

Reportagem da “Folha de S.Paulo” publicada na semana passada revelou repasse do PSL de R$ 400 mil de recursos públicos do fundo partidário para uma candidata de Pernambuco suspeita de ser “laranja”. Bebianno era o presidente do partido durante as eleições e, segundo a reportagem, autorizou os repasses.

Dias depois, para negar que houvesse crise por causa da denúncia do jornal, Bebianno disse que tinha conversado três vezes com Jair Bolsonaro enquanto o presidente ainda estava internado em São Paulo.

Em uma rede social, o vereador Carlos Bolsonaro classificou a afirmação de Bebianno como “mentira absoluta”. Depois, Jair Bolsonaro compartilhou as mensagens do filho na mesma rede social.

Na sexta-feira (15), Bolsonaro e Bebianno se encontraram pela primeira vez depois do episódio. Apesar dos apelos de ministros para que a crise fosse encerrada, o clima continuou tenso, mesmo depois de um encontro reservado entre os dois. Bolsonaro apontou Bebianno como o responsável por vazamentos de informações do governo para a imprensa.

Na madrugada de sábado, o ministro reproduziu um texto sobre lealdade em uma rede social. Bolsonaro recebeu ministros no Palácio da Alvorada ao longo do dia. Entre eles, não estava Bebianno.

Sobre os repasses do PSL para candidatos supostamente “laranjas”, Bebianno disse que não escolhia os candidatos do partido nos estados. Essa atribuição, segundo ele, cabia aos diretórios regionais.

Fonte: G1

Alcolumbre pedirá ajuda à PF para apurar suspeita de fraude em eleição do Senado

Durante a eleição do Senado, no dia 2 de fevereiro, uma das votações teve de ser anulada após se constatar que havia 82 votos. Na Casa, há 81 senadores.

A decisão foi tomada em reunião com o corregedor do Senado neste domingo (17), Roberto Rocha (PSDB-MA).

“Sobre o trabalho da corregedoria na investigação da fraude do dia da eleição, atualizamos as informações e decidimos pedir a Polícia Federal que apoiasse a Polícia Legislativa na perícia das imagens de todos os 81 senadores”, afirmou Rocha, em nota.

“Falamos com o ministro Sergio Moro para acompanhar esse trabalho e não permitir exploração política”, disse.

Folhapress

Comments

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Para o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, se o presidente Jair Bolsonaro quisesse que o filho Carlos Bolsonaro atuasse no Palácio do Planalto, teria o nomeado para um cargo no governo.

Carlos é vereador no Rio de Janeiro e, nesta semana, protagonizou uma crise com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Carlos Bebianno. O episódio desgastou a relação de Bebianno com o presidente e deve lhe custar o cargo.

“Eu acho que se o presidente quisesse o Carlos no Palácio do Planalto, ele teria nomeado ele lá”, afirmou Mourão.

O vice disse ainda que Jair Bolsonaro vai saber resolver a questão da influência dos filhos no governo. Além de Carlos, Bolsonaro tem outros dois filhos na política: Eduardo (deputado federal) e Flávio (senador).

“Acho que o presidente está dando um tempo para organizar isso aí”, disse Mourão.

Na sexta-feira (15), Carlos publicou numa rede social que apoia uma homenagem a Mourão feita pela Câmara de Vereadores do Rio.

A crise

Reportagem da “Folha de S.Paulo” publicada na semana passada revelou repasse do PSL de R$ 400 mil de recursos públicos do fundo partidário para uma candidata de Pernambuco suspeita de ser “laranja”. Bebianno era o presidente do partido durante as eleições e, segundo a reportagem, autorizou os repasses.

Dias depois, para negar que houvesse crise por causa da denúncia do jornal, Bebianno disse que tinha conversado três vezes com Jair Bolsonaro enquanto o presidente ainda estava internado em São Paulo.

Em uma rede social, o vereador Carlos Bolsonaro classificou a afirmação de Bebianno como “mentira absoluta”. Depois, Jair Bolsonaro compartilhou as mensagens do filho na mesma rede social.

G1

Comments

Magoado, Bebianno se sente traído e avisa que não vai poupar filho de Bolsonaro

Magoado, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, se sente traído e abandonado e não deve poupar o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, caso se concretize sua exoneração nesta segunda-feira.

A interlocutores, Bebianno tem deixado clara sua mágoa com a atitude do vereador do Rio de Janeiro que tentou lhe cunhar a pecha de mentiroso. Em conversas, o ministro diz que o “ciúme exacerbado” que Carlos tem do pai foi posto acima do projeto de melhorar o País, ao qual ele se empenhou nos últimos anos, como coordenador e incentivador da campanha de Bolsonaro desde os primórdios.

Ao conquistar a empatia de Jair Bolsonaro, Bebianno virou automaticamente um alvo de Carlos, avaliam o ministro e seus interlocutores.

O ministro, por sua vez, enxerga no vereador uma pedra no sapato do presidente, e só se refere a Carlos com adjetivos que desqualificam sua capacidade intelectual. O ministro pode guardar cartas na manga com o potencial de expor Carlos, inclusive com consequências para o pai.

Pessoas próximas dizem que ele não terá receio em fazer isso. “Ele vai atirar”, aposta um interlocutor diário. Mas o alvo não é o presidente, embora a artilharia possa respingar em Jair. O ministro nega que tenha qualificado o presidente como “louco, um perigo para o Brasil”, como relata o colunista Lauro Jardim, no Globo. “Não, não disse isso”, afirmou Bebianno, quebrando o silêncio que se impôs neste domingo em conversa com o Estado.

Por enquanto, no entanto, Bebianno está se resguardando. Ele quer aguardar o desfecho oficial de seu papel no governo, com a publicação de sua saída no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira.

“Preciso esfriar a cabeça”, disse Bebianno neste domingo a interlocutore

Bombeiros localizam mais dois corpos em Brumadinho

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais localizou dois corpos de ontem (16) para hoje (17) em Brumadinho, onde uma barragem da mineradora Vale se rompeu. Um corpo estava próximo à Instalação de Tratamento de Minério (ITM) e o outro, na região do Remanso 2. Fragmentos de corpos também foram localizados pelas equipes nas últimas horas.

“Uma ação muito importante que iniciamos no dia de hoje foi o rompimento estrutural [demolição] da estrutura colapsada da ITM com maquinário pesado, inclusive com tesoura hidráulica”, informou a corporação. Esse tipo de acesso, segundo o corpo de bombeiros, é importante na localização de eventuais corpos que estejam em locais até então inacessíveis.

“É um trabalho meticuloso, uma vez que existem cilindros de acetileno e GLP [gás liquefeito de petróleo] no local e atmosferas que demandam utilização de equipamentos especiais para respiração”, acrescentou o texto.

O último balanço da corporação, de sexta-feira (15), aponta que a tragédia no município mineiro deixou, até o momento, 166 mortos – todos já identificados. Há ainda 144 pessoas, entre funcionários da Vale, terceirizados que prestavam serviços à mineradora e membros da comunidade, que continuam desaparecidas.

Agência Brasil

Comments

USP volta atrás e confirma matrícula de alunos de colégios militares

A Universidade de São Paulo (USP) voltou atrás e resolveu confirmar a matrícula de candidatos de colégios militares efetivamente mantidos pelas Forças Armadas que foram aprovados no vestibular da instituição. Conforme o jornal O Estado de São Paulo revelou, a decisão da USP de cancelar matrículas de estudantes de escolas militares aprovados no vestibular por meio do Sistema de Seleção Unificado (Sisu) mobilizou na última quinta-feira o Comando do Exército e o Ministério da Educação. A corporação identificou na medida da universidade uma retaliação ao governo de Jair Bolsonaro. O Exército já foi informado pela USP da confirmação das matrículas.

Em nota, a USP comunicou que, “face às afirmações que se tornaram públicas e para garantir a lisura de seu processo de matrícula, todos os candidatos aprovados oriundos de colégios militares, vinculados e mantidos efetivamente pelas Forças Armadas, que se inscreveram no vestibular optando pela ação afirmativa para egressos de escolas públicas, tiveram a sua matrícula aceita, uma vez que atendem plenamente ao regramento estabelecido para o concurso vestibular 2019”.

A Universidade explicou ainda que este ano decidiu analisar “caso a caso” as matrículas relativas a este público em virtude de questionamentos recebidos pela Comissão de Acompanhamento do Vestibular da instituição. Segundo a nota, havia informações que davam conta da existência de instituições denominadas militares, mas que, na verdade, seriam administradas por entidades privadas e mantidas por mensalidades. “Por essa razão, os candidatos aprovados no vestibular, oriundos de escolas militares, tiveram a sua matrícula analisada caso a caso.

Os poucos casos de indeferimento de matrícula estão em análise, em função de recursos apresentados”, diz a USP no comunicado. Quando da publicação da reportagem semana passada, a Pró-Reitoria de Graduação da USP havia alegado que as 12 escolas mantidas pelo Exército não se enquadrariam no sistema de cotas por serem mantidas por contribuições e quotas mensais pagas por pais de alunos.

Na reunião fechada no campus que se estendeu ao longo da tarde da quinta, um representante do Comando do Sudeste, sediado em São Paulo, tentou convencer dirigentes da universidade a reverter a decisão, que afeta mais de 20 alunos, nas contas do Exército, ou dez, na estimativa da USP.

O governador de São Paulo, João Doria, foi acionado pelo Comando Militar do Sudeste, pois a universidade é mantida pelo Estado. Ao mesmo tempo, os militares telefonaram para Brasília. Uma operação foi deflagrada à noite na capital federal pelos militares. O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, também foi chamado e entrou para interferir a favor dos alunos.

Matrícula

Na quinta-feira, a universidade enviou e-mail aos estudantes para informar sobre o cancelamento da matrícula dos aprovados no concurso de acesso da instituição por meio das cotas de escolas públicas. Numa mensagem obtida pela reportagem, a universidade informa a um aluno aprovado no curso de Medicina que cancelou sua matrícula para não “burlar” a “finalidade das políticas de inclusão”.

O texto foi elaborado pela Comissão para o Monitoramento Operacional do Processo de Ingresso. O pró-reitor de Graduação, Edmund Chada Baracat, assinou a mensagem.

Procurada na ocasião, a direção da Universidade de São Paulo afirmou que o caso dos alunos ainda estava sob avaliação.

Ainda durante a reunião, o representante do Exército lembrou que, em outubro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que os colégios militares são escolas do ensino oficial Um documento preparado pela direção do Comando do Sudeste citou que o plenário do Supremo julgou, por unanimidade, improcedente uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5082 contra a cobrança de contribuição obrigatória nos colégios militares.

O relator, ministro Edson Fachin, considerou que essas contribuições não configuram ofensa à regra constitucional da gratuidade do ensino e ratificou as escolas mantidas pelo Exército como estabelecimentos do ensino oficial.

Os militares afirmam que a medida da USP se trata de uma atitude inédita no País, pois o Exército nunca encontrou barreira semelhante por parte de outras instituições.

As aulas na universidade começam amanhã e os alunos aprovados e ‘desmatriculados’ estavam sendo prejudicados.

Estadão Conteúdo

Comments

Governo está determinado a mudar os rumos do país, diz Bolsonaro

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

Estamos fiscalizando recursos, diminuindo gastos, propondo endurecimento penal, previdência. Tudo isso em pouquíssimo tempo. Nossos objetivos são claros: resgatar nossa segurança, fazer a economia crescer novamente e servir a quem realmente manda no país: a população brasileira.

9,804 people are talking about this

O presidente Jair Bolsonoro disse hoje (17), no Twitter, que o governo está determinado a mudar os rumos do país.

“Assumimos um Brasil ainda em crise em todos os sentidos. Sabemos a dificuldade que é tentar consertar tudo isso. O sistema não desistirá, mas estamos determinados a mudar os rumos do país e fazer diferente dos anteriores, já que são eles os responsáveis pelo que estamos passando”, escreveu.

Bolsonaro listou as ações de início de governo. “Estamos fiscalizando recursos, diminuindo gastos, propondo endurecimento penal, Previdência. Tudo isso em pouquíssimo tempo.”

O presidente acrescentou que os objetivos são “claros”. “Resgatar nossa segurança, fazer a economia crescer novamente e servir a quem realmente manda no país: a população brasileira”.

Agência Brasil

Comments

Davi Alcolumbre quer fazer ‘faxina’ em postos do MDB no Senado

Apesar do discurso de pacificação adotado após ser eleito presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) prepara uma “faxina” em cargos de diretoria e coordenadoria da Casa controlados pelo MDB. O alvo são servidores apadrinhados por seus antecessores – Eunício Oliveira (CE), José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL).

O próprio Renan deve ser “demitido” por Alcolumbre do cargo de ouvidor do Senado. Responsável por receber a opinião dos cidadãos sobre a Casa Legislativa, o mandato do senador alagoano não será renovado.

A lista de diretores, secretários e coordenadores de áreas que vão passar pelo pente-fino tem 184 nomes. A avaliação do presidente do Senado e de pessoas do seu entorno é de que, se quiser fazer uma renovação na Casa, como prometeu aos colegas, precisará acabar com o que considera “maus hábitos” que estariam impregnados nos principais postos de comando. Na prática, o controle vai passar para as mãos do novo grupo que comandará o Senado no biênio 2019-2020.

Foi com a promessa de cargos que Alcolumbre conseguiu votos suficientes para se eleger presidente e derrotar Renan. Senadores que atuaram como seus cabos eleitorais espalharam a mensagem de que, se Renan fosse eleito, os novatos não teriam chance de ocupar os postos da Casa. Ao todo, o Senado tem cerca de 2.500 cargos de livre nomeação. “A gente ia falando isso de orelha em orelha”, afirmou um senador que participou da campanha

A primeira demissão foi do diretor da Polícia Legislativa, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, que ocupava o cargo há 14 anos. Ele chegou por indicação de Renan e permanecia no cargo. Em 2016 foi preso por quatro dias durante a Operação Métis, da Polícia Federal. Motivo: suspeita de prestar serviço de contrainteligência para ajudar senadores investigados na Operação Lava Jato. O diretor sempre negou as acusações.

O presidente do Senado ainda analisa a permanência de outros ocupantes de cargos-chave que têm suas trajetórias de ascensão atreladas a emedebistas. Entre eles o secretário-geral do Senado, Luiz Fernando Bandeira de Mello, que chegou a ser destituído por Alcolumbre no dia da eleição após manobra que favoreceu Renan, mas foi reconduzido ao posto.

Uma resolução elaborada pelo secretário favoreceria a tática de Renan para garantir que a eleição fosse secreta e não por meio de voto aberto, como defendia Alcolumbre. Alvo de campanha nas redes sociais, o emedebista acreditava que teria chance de vencer apenas com a eleição secreta. Ao final, prevaleceu o voto fechado, mas senadores protestaram mostrando suas cédulas para o plenário.

Segundo a reportagem apurou, Bandeira de Mello passa por uma espécie de “estágio probatório”. Por enquanto, a ideia de Alcolumbre é testar a confiabilidade do secretário-geral, pois o servidor é tido como um dos mais brilhantes da Casa. Como exemplo, senadores costumam lembrar que ele chegou à Secretaria-Geral do Senado quando tinha apenas 34 anos.

Jantar. A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, também nomeada quando Renan presidia a Casa, é outra que deve ser substituída. É atribuída a ela a organização de um jantar para 200 pessoas na residência oficial, regado a whisky e espumante, no dia da eleição.

Como nenhum dos demais candidatos foi avisado, a suspeita é de que o convescote seria para Renan, até então considerado favorito na disputa. A diretoria-geral justificou que se trata de uma praxe do Senado organizar o evento para o vencedor, seja ele quem for.

Ilana chegou ao cargo pouco depois da queda de Agaciel Maia, o então todo-poderoso diretor-geral do Senado, chamado de o 82.º senador. Agaciel foi demitido no rastro do escândalo dos atos secretos no Senado, revelado pelo Estado, no qual ele omitia dos boletins do Senado nomeações de apadrinhados de senadores.

As apostas na Casa são de que a caneta de Alcolumbre pode se voltar ainda contra aliados da ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney. É o caso, por exemplo, da diretora de Transparência do Senado, Elga Maria Teixeira, que trabalhou em campanhas da filha de José Sarney.

Até mesmo interlocutores do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, podem acabar perdendo espaço. O diretor de Assuntos Técnicos e Jurídicos do Senado, Luciano Felício Fuck, é considerado um “braço direito” do magistrado por ter sido seu chefe de gabinete e secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele foi indicado para o posto em fevereiro de 2018, durante a gestão de Eunício Oliveira.

O novo comando do Senado também vai passar um pente-fino em todos os atos assinados na gestão anterior. No apagar das luzes, por exemplo, Eunício, que não se reelegeu, estendeu a todos os ex-senadores a permissão para que façam tratamento de saúde sem limite de gastos. O benefício valia até então só para os com mandato.

Sobrinho do presidente foi 58 vezes ao Planalto

Sem cargo na Presidência, Leonardo Rodrigues de Jesus, de 35 anos, primo dos filhos mais velhos de Jair Bolsonaro, foi 58 vezes ao Planalto nos primeiros 45 dias de governo do tio. A frequência é maior que a do próprio presidente. No mesmo período, desde que assumiu, Bolsonaro despachou no Planalto por 16 dias, de 1.º de janeiro a 14 de fevereiro.

Além de viajar ao Fórum Econômico Mundial de Davos, o presidente se licenciou para realizar uma cirurgia e ficou 17 dias internado em São Paulo.

Léo Índio, como é conhecido, é próximo de Carlos Bolsonaro, e já teria participado de pelo menos uma reunião reservada com autoridades envolvidas na reforma da Previdência. Oficialmente, foi a três órgãos internos do Planalto, fora salas e gabinetes por que passou sem anúncio nem registro.

Nos últimos dias, em meio à crise do governo, Léo Índio rondou o gabinete do desafeto do primo Carlos. Ao entrar no Planalto, declinou como destinos a Secretaria-Geral, pasta de Gustavo Bebianno; a Casa Civil, de Onyx Lorenzoni; e a Secretaria Especial de Comunicação Social. Os ministros despacham num andar acima do gabinete de Bolsonaro. O governo não informa as datas nem os motivos das visitas.

Até sexta-feira, o sobrinho do presidente não ocupava nenhum cargo de confiança nem havia sido nomeado. A falta de função não impediu que ele testemunhasse reuniões de cúpula do governo. A Presidência confirmou que em 26 de janeiro ele acompanhou encontro para tratar da tragédia em Brumadinho (MG).

O Estado, porém, encontrou no dia 18 de janeiro o nome “Leonardo de Jesus” como representante da Secom em reunião solicitada pelo secretário executivo da Casa Civil, Abraham Weintraub. Do encontro participaram outras autoridades do governo ligados a temas como a reforma da Previdência.

Procurado, Léo Índio não quis comentar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Comments

“Não é o presidente que não honra os compromissos”, diz líder do Governo na Câmara

O deputado Major Vitor Hugo, líder do governo na Câmara, tentou minimizar os efeitos da anunciada demissão de Gustavo Bebianno.

Ao Globo, Vitor Hugo disse: “Não é o presidente que não honra os compromissos. A leitura é outra: se o presidente interpretar que houve quebra de confiança, ele está apenas reagindo a isso”.

Segundo o parlamentar, a crise Bebianno estará superada quando o governo enviar a reforma da Previdência e o pacote anticrime de Sergio Moro ao Congresso.

“Esse assunto não terá nenhuma repercussão negativa na Câmara. É algo pequeno diante do impacto desses projetos. A Previdência terá impacto em 30, 40 anos pra frente.”

O Antagonista

Comments

Foto: Werther Santana/Estadão

Um grupo de advogados e defensores públicos, que é contra o pacote anticrime de Sergio Moro (Justiça), encomendou um levantamento dos custos da proposta para os cofres dos estados.

Os opositores da medida acreditam que, diante do apelo de punições mais duras a criminosos, mostrar que uma política que amplia o encarceramento pode sair caro é a melhor chance de desidratar o apoio à medida.

O objetivo da medida é tentar barrar o pacote anticrime.

Com informações da Folha de S.Paulo

Comments

TOMA LÁ, DÁ CÁ: Por reforma, Planalto pedirá que bancadas indiquem nomes para cargos comissionados, diz jornal

POR DANIELA LIMA/PAINEL

O governo Jair Bolsonaro deve publicar, na mesma semana em que vai enviar a proposta de reforma da Previdência ao Congresso Nacional, um decreto que abrirá caminho para nomeações de parlamentares da base em cargos da administração pública federal.

Integrantes da Casa Civil querem que as bancadas de cada estado se reúnam, decidam entre si as indicações que pretendem fazer e encaminhem os pedidos ao Palácio do Planalto. A ideia gera preocupação entre deputados.

Folha de S.Paulo

Comments

Médicos do Ceará integravam organização criminosa para receber comissão ilegal de até 20% sobre produtos ortopédicos, diz PF

Um esquema criminoso de fornecimento de material médico-cirúrgico ao Sistema Único de Saúde (SUS) está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) no Ceará, dentro da Operação “Fratura Exposta”, deflagrada na manhã de ontem. A reportagem do Sistema Verdes Mares apurou que os médicos ortopedistas envolvidos na fraude receberiam comissões de até 20% sobre o valor dos produtos. Só entre os anos de 2013 e 2016, teriam sido movimentados cerca de R$ 1,8 milhão.

A associação criminosa, de acordo com a investigação, seria formada por representantes da empresa Ortogênese Comércio e Importação de Materiais Médicos e Cirúrgicos Ltda. E profissionais do Instituto Dr. José Frota (IJF), administrado pela Prefeitura de Fortaleza; do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), gerido pelo Governo do Estado; do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), do Governo Federal; e do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), contratado pelo Estado do Ceará para o gerenciamento do Hospital Regional do Cariri.

Os servidores dos setores de ortopedia das unidades travavam acordos com empresas importadoras para somente aceitar trabalhar com prótese, órteses e demais instrumentos cirúrgicos importados pelas mesmas. Pela origem estrangeira, os preços são mais elevados; assim, os médicos realizavam a cobrança de comissão indevida sobre os valores, onerando os pagamentos dos procedimentos cirúrgicos feitos pelo SUS, como explicou em nota a PF.

A reportagem apurou ainda que durante o processo havia uma combinação entre os fornecedores para não se habilitarem nos procedimentos licitatórios realizados pela rede pública, de modo que a compra era realizada de forma emergencial e sem licitação por força do cumprimento de determinações judiciais. Em seguida, os médicos apontavam a empresa que forneceria o material importado.

Alvos

Dois mandados de prisão temporária foram expedidos em desfavor dos empresários responsáveis pela Ortogênese, Silvio Roberto Lourenço Cavalcanti e Deivid Guedes Aguiar. Silvio Roberto não foi localizado, pois está nos Estados Unidos. Já Deivid Aguiar está preso temporariamente. A PF solicitou ainda a prisão temporária de 11 médicos ortopedistas, mas os pedidos não foram acatados pela Justiça Federal.

Foram cumpridos ainda 26 mandados de busca e apreensão na sede da empresa, no bairro Aldeota, em duas clínicas em Fortaleza e em imóveis dos médicos e dos empresários, na Capital e no município de Eusébio. Também foi realizado o sequestro de bens de 14 envolvidos.

Cerca de 80 policiais federais executam as medidas, expedidas pela 11ª Vara da Justiça Federal no Ceará. Diversos profissionais de saúde foram ouvidos ontem e devem continuar a ser ouvidos hoje.

A PF informou que a investigação foi iniciada em 2016, a partir de notícia-crime direcionada à Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará, e compreende procedimentos cirúrgicos realizados entre 2013 e 2018. Segundo apurado até o momento, somente entre os anos de 2013 e 2016, os investigados teriam recebido cerca de R$ 1,8 milhão em vantagens indevidas.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa e corrupção ativa e passiva, cujas penas variam de dois a 12 anos, de acordo com o nível de participação. O Ministério Público Federal (MPF) declarou que acompanha o inquérito que apura o caso e aguardará a conclusão das investigações para se manifestar.

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) informa que ainda não foi notificada da operação desencadeada pela PF e que, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), está solicitando informações sobre as investigações. Afirmou ainda “que é de seu total interesse que todos os fatos sejam devidamente investigados e que os envolvidos em qualquer irregularidade sejam punidos dentro da lei”.

Por sua vez, o Hospital Universitário Walter Cantídio informa que seu fluxo de aquisições de insumos ortopédicos “segue rigorosamente a Lei 8.666/93 (Lei Geral de Licitações e Contratos) e que está à disposição das autoridades competentes para os esclarecimentos necessários”.

Já o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) ressalta que solicitou informações à Polícia Federal sobre a Operação e reforça “o compromisso e o apoio aos órgãos de segurança com interesse na apuração das irregularidades e punição aos envolvidos”. Ressalta, porém, o compromisso com a transparência e o controle que fizeram o Hospital Regional do Cariri conquistar o certificado de excelência Nível 3 da organização normatizadora oficial do padrão qualidade de serviços de saúde no Brasil.

Posicionamento

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (Cremec), por meio do secretário-geral Roberto da Justa Pires Neto, declarou que não havia sido notificado oficialmente até a tarde de ontem, e que aguarda desdobramentos do caso para se manifestar.

Outro hospital a se posicionar foi o Instituto Doutor José Frota (IJF). Por meio da direção, o Instituto disse não ter sido notificado oficialmente nem recebido qualquer informação oficial dos responsáveis pela investigação: “Em tempo, o hospital reafirma sua disposição para a colaboração com todos os órgãos fiscalizadores”, disse a nota.

Ainda durante a tarde de ontem, a reportagem tentou contato com a Ortogênese e com a defesa dos responsáveis pela empresa por e-mail e por telefone. Na ligação atendida foi informado que não havia ninguém que pudesse se manifestar acerca da investigação. Até o fechamento desta edição, o contato feito via e-mail também não foi retornado.

Diário do Nordeste

Comments

Em baixa, MDB revê expectativas para 2020

Se PSDB e PT foram os grandes derrotados das eleições 2018, quem agora mergulha no ocaso sob Jair Bolsonaro é o antes todo-poderoso MDB. Fora do Planalto, sem o comando do Legislativo e com apenas três governos estaduais, os emedebistas terão de readequar seus sonhos de consumo à nova realidade. Após as aventuras Gabriel Chalita (2012) e Marta Suplicy (2016), o MDB não pretende ter candidato próprio a prefeito de São Paulo. “Temos de nos reinventar agora que somos um partido médio”, afirma o deputado federal Baleia Rossi (SP).

A nova realidade do MDB é um obstáculo para Paulo Skaf, caso ele ainda não tenha caído na real. Bruno Covas (PSDB) e Andrea Matarazzo (PSD), pré-candidatos, já cresceram o olho e querem o apoio dos emedebistas.

A mesma realidade de São Paulo se repete em outros Estados quando o assunto é a disputa em grandes colégios eleitorais das regiões Sul e Sudeste. O MDB priorizará as coligações no ano que vem.

Fragilizado no Senado, o MDB costura um acordo que o mantenha respeitável na Câmara dos Deputados. Deve ficar no comando de duas comissões.

Pesquisa do Senado mostra que 29% querem prioridade na geração de empregos

Pesquisa feita pelo Senado Federal mostra que para 29% dos brasileiros a prioridade nos próximos anos deve ser a geração de empregos. Em seguida, querem melhorias na saúde (18%), na educação (17%) e também no combate à corrupção (16%).

A fiscalização do Executivo foi apontada por 84% dos entrevistados como função parlamentar mais importante. É seguida de “atender aos pedidos dos eleitores” e “visitar os Estados”. No geral, 71% acham o Congresso importante para democracia.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comments

TRAIÇÃO: Flávio Bolsonaro teria prometido três votos a Calheiros, mas votou em Alcolumbre

Um episódio de traição política foi publicada na coluna do Estadão deste domingo (17). Segundo o Estadão, Flávio Bolsonaro teria prometido três votos a Renan (MDB-AL) na eleição do Senado (incluindo o dele), contudo o senador anunciou publicamente que estava votando em Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Quando o filho do presidente divulgou ter escolhido Davi Alcolumbre (DEM-AP), o cacique sentiu-se triplamente traído.

Renan não pisa no Senado desde o dia de sua derrota, 2 de fevereiro último. São pouquíssimos os aliados que tiveram acesso a ele no período.

Fonte: Blog do BG

 

Por G1 RN

 


Grupo de venezuelanos foi acolhido no RN no abrigo das Aldeias Infantis SOS — Foto: Leianne Régia

Grupo de venezuelanos foi acolhido no RN no abrigo das Aldeias Infantis SOS — Foto: Leianne Régia

O Rio Grande do Norte recebeu neste sábado (12) um grupo de 12 venezuelanos inscritos no programa de interiorização dos imigrantes que estão solicitando refúgio país. As três famílias, compostas por cinco adultos e sete crianças, fazem parte da terceira leva que chega ao estado. Os primeiros participantes do programa desembarcaram em outubro do ano passado no estado. Eles foram acolhidos em Caicó, na região Seridó potiguar.

O novo grupo chegou a Natal em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) por volta das 10h20 e foi levado a Caicó pelas equipes do 1º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército, chegando ao município por volta das 15h30, sendo acolhidos no abrigo da organização humanitária internacional ‘Aldeias Infantis SOS’, que faz parte do programa.

De acordo com Francisco Santiago Júnior, coordenador do abrigo e gestor do programa no estado, o grupo entrou em vagas abertas pela saída de outros venezuelanos, que já alcançaram autonomia, através do trabalho, e conseguiram deixar o abrigo.

“À medida que aqueles que chegaram antes vão encontrando uma condição de autonomia, de oportunidades de interiorização, eles são desligados do programa, vão dar seguimento à sua vida e novos grupos virão”, diz.

De acordo com ele, as 60 vagas do abrigo estão ocupadas. Desde a chegada do primeiro grupo, um total de 32 pessoas já foram desligadas do programa. São venezuelanos que passaram por cursos, se qualificaram, aprenderam novas profissões e conseguiram emprego e autonomia para deixar o abrigo, segundo Santiago.

O primeiro grupo com 60 venezuelanos chegou em outubro de 2018. O segundo grupo, formado pela mesma quantidade de pessoas e famílias que este terceiro desembarcou em dezembro no estado.

A interiorização busca ajudar solicitantes de refúgio e de residência no país, que estão fugindo da crise da Venezuela, a encontrar melhores condições de vida em outros estados brasileiros além de Roraima, que faz fronteira com o país. Todos aceitam, voluntariamente, participar do programa e são vacinados, submetidos a exame de saúde e regularizados no Brasil – inclusive com CPF e carteira de trabalho.

A iniciativa tem o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Agência da ONU para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Fonte: G1RN

Por G1 RN

 


Prédio de luxo será erguido por empresa contratada pelos próprios condôminos em Natal — Foto: Divulgação

Prédio de luxo será erguido por empresa contratada pelos próprios condôminos em Natal — Foto: Divulgação

O cenário atual da construção civil levou alguns clientes a procurar uma modalidade de negócio diferente, dentro do próprio setor, no Rio Grande do Norte. Pessoas interessadas em investir ou morar em novos edifícios não estão mais esperando lançamentos das incorporadoras tradicionais e se organizam para erguer um prédio. O grupo contrata uma construtora de confiança para fazer o levantamento de preço e construir, acompanha toda a obra, define materiais de acabamento, avalia propostas de fornecedores e faz o controle das contas.

Também conhecida como “de baixo custo”, a obra de condomínio fechado tem como benefício o valor final do apartamento para os que pretendem investir ou morar, segundo os organizadores. “Como não há visão de lucro no negócio, o comprador pode economizar entre 20% e 30% no metro quadrado da construção”, explica Luís Dias, consultor imobiliário que participa de um grupo como esse.

De acordo com ele, essa visão se torna ainda mais importante diante dos aumentos progressivos dos preços dos materiais. De acordo com o último Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), os preços da matéria-prima em geral cresceram 6,30%, e da mão de obra 2,45%, no ano de 2018, em relação a 2017.

“O investidor sempre compara o que terá de perdas e ganhos quando vai aplicar um montante de dinheiro. No caso da área imobiliária, a obra custeada pelos próprios condôminos, além de permitir a economia de custos, possibilita a personalização de 100% da unidade onde a pessoa irá morar. Cada um define todo o acabamento do seu apartamento. Então não há perdas, só valorização”, argumenta.

O consultor é um dos organizadores dos investidores do Edifício Solar Sinatra, que vai ser erguido no bairro de Areia Preta, na Zona Leste de Natal. Organizada e financiada pelos próprios condôminos, a construção do edifício, que terá todos os apartamentos com vista panorâmica voltada para o mar, será de responsabilidade da Escol Engenharia.

“Por se tratar de um condomínio em que nós, futuros moradores, definimos a empresa para erguê-lo, estamos seguros. Muitas incorporadoras estão em dificuldade financeira, isto coloca em risco o dinheiro do cliente que apostou nelas”, diz Eduardo Patriota, um dos investidores.

Edifício será construído em Areia Preta, na Zona Leste de Natal — Foto: Divulgação

Edifício será construído em Areia Preta, na Zona Leste de Natal — Foto: Divulgação

Fonte: G1RN

Deixe uma resposta